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MODELO PRÉ-PROJETO TCC - Centro de Ciências da Saúde ...

Nelson Alfredo Almeman Selini PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO DE ATUALIZAÇÃO TECNOLÓGICA EM SERVIÇO DE RADIODIAGNÓSTICO DE UM HOSPITAL DE ENSINO DO NORTE DO PARANÁ

Nelson Alfredo Almeman Selini PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO DE ATUALIZAÇÃO TECNOLÓGICA EM SERVIÇO DE RADIODIAGNÓSTICO DE UM HOSPITAL DE ENSINO DO NORTE DO PARANÁ

Trabalho de Conclusão de Curso Pós- Graduação em Gestão Hospitalar em Serviços de Saúde, da Universidade Estadual de Londrina, como requisito para a obtenção do título de Especialista.

Orientadora: Profa Dra. Cleuza Catsue Takeda Kuwabara Londrina 2011

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO PÚBLICA HOSPITALAR PARCERIAS

Nelson Alfredo Almeman Selini PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO DE ATUALIZAÇÃO TECNOLÓGICA EM SERVIÇO DE RADIODIAGNÓSTICO DE UM HOSPITAL DE ENSINO DO NORTE DO PARANÁ

Trabalho de Conclusão de Curso Pós- Graduação em Gestão Hospitalar em Serviços de Saúde, da Universidade Estadual de Londrina, como requisito para a obtenção do título de Especialista.

Orientadora: Profa. Dra. Cleuza Catsue Takeda Kuwabara COMISSÃO EXAMINADORA

________________________________________ Profa. Dra. Cleuza Catsue Takeda Kuwabara

________________________________________ ________________________________________

RESUMO SELINI, Nelson Alfredo Almeman. Proposta de Implantação de Atualização Tecnológica em Serviço de Radiodiagnóstico de um Hospital de Ensino do Norte do Paraná. 55 fl. Trabalho de Conclusão de Curso de Especialização em Gestão Hospitalar em Serviços de Saúde ? Universidade Estadual de Londrina, Londrina, 2011.

Realizou-se um estudo da área de radiodiagnóstico de um Hospital de Ensino Público para analisar a viabilidade em se propor uma atualização tecnológica por meio do Sistema de Digitalização, Arquivamento e Disponibilização de Imagens de exames radiológicos (PACs). Essa tecnologia possibilitará a visualização das imagens em diversas áreas do Hospital, tanto em consultórios de atendimento, como nas áreas de internação, Centro Cirúrgico e áreas de ensino, agilizando e facilitando o dia a dia dos profissionais, melhorando a qualidade dos exames e de utilização dos recursos financeiros disponíveis, pois o sistema permitirá uma economia significativa em materiais de consumo e uma significativa contribuição para a preservação do meio ambiente, em razão da eliminação do uso de produtos quimicos. Por meio de levantamento dos dados de consumo, de custos, financeiro e recursos humanos pôde-se constatar que a média dos valores anualmente gastos na unidade possibilitará o retorno do investimento em aproximadamente quatro anos.

Palavras-Chave: Radiologia, Imagem Digital, Filmes Radiográficos

ABSTRACT SELINI, Nelson Alfredo Almeman. Proposal of Implantation of Technological Updates in the Service of Radiodiagnostic of a teaching Hospital of northern Paraná: 55 fl. Project of Conclusion of Course of Specialization in Hospital Management in Services of Health ? Universidade Estadual de Londrina, 2011.

A study was conducted on the radiodiagnostic area of a Public Education Hospital to examine the feasibility of proposing a technological update through the System of Digitalization, Archiving and Provision of images of radiological exams (PACs). This technology will enable the visualization of images in various areas of the Hospital, both in the treatment rooms, as in the internment areas of hospital, surgical center and teaching areas, streamlining and facilitating the daily life of professionals, improving the quality of tests and the use of available financial resources, because the system allows significant savings in material consumption and a significant contribution to the preservation of the environment, due to the elimination of the use of chemicals. Through the survey of data consumption, costs, financial and human resources it could be seen that the average annual spending on the unit will allow the return on investment in about four years.

Figura 1 Primeiro Aparelho de Raio-X......................................................... 18

Londrina.........................................................................................

2008 a 2010..................................................................................

Figura 4 2008 a 2010..................................................................................

2010..............................................................................................

a 2010...........................................................................................

Figura 7 Evolução do consumo de materiais da Radiologia utilizados na 49 revelação de filmes radiológicos ? Período de 2008 a 2011.........

Sistema de Digitalização de Imagens no HUL.............................

Tabela 2 Total de servidores da Divisão de Radiologia do HUL................. 45

do HUL.........................................................................................

período 2008 a 2010....................................................................

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ACR American College Of Radiology Bits Digitos binários CD Radiografia Digitalizada CECA Comissão Estadual de Controle Ambiental CONAMA Conselho Nacional do Meio Ambiente CR Radiografia Computadorizada DICOM Imaging and Communication in Medicene ? Sistema de Comunicação e Imagem Digital em Medicina ENADE Exame Nacional de Desempenho de Estudantes FEEMA Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente HD Disco Rígido HIS Hospital Information System ? Sistema de Informação HUL Hospital Universitário de Londrina LAN Área de rede local MN Mamografia NEMA National Eletrical Manufacturers Association PACS Picture Archiving and Communication System ? Sistema de Comunicação e Arquivamento de Imagens PEP Prontuário Eletrônico de Paciente RIS Radiology Information System ? Sistema da Informação da Radiologia RNM Ressonância Magnética SADIHU Sistema Automatizado de Informações do Hospital Universitário SIH Sistema de Informação Hospitalar TC Tomografia Computadorizada UEL Universidade Estadual de Londrina US Ultrassonografia USB Barramento Serial Universal WIRELLES Rede sem fio.

1. INTRODUÇÃO ................................................................................................ 13

1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO................................................................................... 13

1.2 JUSTIFICATIVA............................................................................................ 14

1.3 OBJETIVOS................................................................................................. 15

1.4 HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE LONDRINA...................................................... 15

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ...................................................................... 18

2.1 HISTÓRIA DA RADIOLOGIA NO BRASIL.......................................................... 18

2.2 EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA ? DIGITALIZAÇÃO DE IMAGENS............................. 20

2.3 RADIOLOGIA E O MEIO AMBIENTE................................................................ 23

IMAGENS PACS........................................................................................

3. MATERIAL E MÉTODO.................................................................................. 29

3.1 TIPO DE ESTUDO........................................................................................ 29

3.2 LOCAL DO ESTUDO..................................................................................... 29

3.3 COLETA E PROCESSAMENTO DOS DADOS.................................................... 29

4. PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO DE UM PACS NO HU............................... 31

4.1 DESCRIÇÃO DOS ITENS E SUA APLICABILIDADE.............................................. 33

4.2 CUSTO FINAL DE IMPLANTAÇÃO................................................................. 44

5. ANÁLISE DOS DADOS.................................................................................. 45

6. CONCLUSÃO ............................................................................................... 51

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................... 53

APÊNDICE ........................................................................................... 54

ESTUDO....................................................................................................

1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO Na atualidade, a busca pela excelência em diagnóstico por imagem é caracterizada pela ampla oferta de recursos advindos da crescente incorporação e evolução tecnológica.

A radiologia diagnóstica é um importante componente da informação clínica que auxilia na redução da incerteza sobre o diagnóstico e prevenção para o paciente e agrega a necessidade de aguçada percepção do profissional que analisa e interpreta a imagem (MASSAD, 2008).

O diagnóstico por imagem radiológica é diretamente proporcional à técnica utilizada, quando a imagem é mais nítida e de menor distorção, o que propicia diagnóstico mais seguro (HERNANDEZ, 2009; BOTTARO, 2007).

Em um ambiente hospitalar, as inovações tecnológicas são notadamente observadas em áreas de tratamento e de diagnóstico como: Centro Cirúrgico, Unidade de Imagem, local onde se concentram os exames de Radiologia, Tomografia Computadorizada, Ressonância Magnética, Hemodinâmica, dentre outros, onde se concentram os equipamentos de maior porte e de maior valor agregado (MASSAD, 2008) Os avanços tecnológicos contribuem demasiadamente para a melhora das técnicas, em especial na medicina, e visando também auxiliar os profissionais de saúde. Neste contexto, a Imagem Digital tem importante papel, pois hoje se tornou possível realizar diversos processamentos para demonstrar claramente os pontos que interessam ao médico para a tomada de conduta.

Massad (2008) apud Groopman (2007) relata em seu estudo que há algumas décadas um radiologista avaliava cerca de 12 a 15 mil casos por ano e que atualmente essa carga pode ter aumentado para cerca de 25mil casos. Alguns casos geram poucas imagens, mas em outras, como no caso da tomografia, as imagens são múltiplas aumentando em muito esse número, exigindo do médico uma

avaliação em segundos, o que ocasionou divergências nos laudos em 20% dos casos estudados.

Por outro lado, a área diagnóstica é alvo de importância no tocante à área econômica, principalmente relativa aos custos envolvidos, o que podem ser traduzidos em gastos com filmes, produtos químicos e de recursos humanos.

Assim, a produtividade de uma instituição se dá pela relação Qualidade/Custos, e a perseguição pelo menor custo sem prejudicar a funcionabilidade e a qualidade dos produtos/serviços deve ser um objetivo permanente nas empresas (ABBAS, 2002 apud CASTELLI, 2003).

1.2 JUSTIFICATIVA O setor de radiologia de uma instituição hospitalar é uma área de alto custo, tendo gastos elevados com filmes radiológicos, contrastes, reveladores e com um grande volume de exames.

No Hospital Universitário de Londrina, local de minha atuação, a metodologia utilizada é tradicional com um histórico de pouca evolução tecnológica.

A digitalização de imagens é uma alternativa que seguramente leva a uma redução significativa nos custos, pois além de reduzir o consumo de insumos, reduz o retrabalho e desperdício de exames ocasionado pelo extravio dos filmes.

Nesse sentido, a possibilidade de, no Curso de Gestão Hospital, se estudar esta área mais aprofundadamente e apresentar uma proposta de trabalho para a área de radiodiagnóstico, muito me estimulou, pois como gestor local percebi que este estudo poderá contribuir significativamente para a redução de gastos e consequentemente possibilitar a retroalimentação da área com investimento em novas tecnologias, quando se incluem novos equipamentos, materiais e procedimentos.

dos compostos residuais, contribuindo para o meio ambiente e para os custos da instituição.

1.3. OBJETIVOS 1.3.1 Geral Analisar a viabilidade da implantação de serviço de Digitalização, Armazenamento e Distribuição de Imagens em Radiodiagnóstico do Hospital Universitário de Londrina.

1.3.2 Específicos a) Descrever a instituição HUL segundo a sua capacidade e produção, segundo as variáveis: Recursos Humanos, Equipamentos, Custo e Produção.

b) Descrever as facilidades e dificuldades no Serviço de Radiodiagnóstico do HUL.

c) Apresentar proposta de digitalização para o Serviço de Radiodiagnóstico

1.4 HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE LONDRINA O Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina (HUL/UEL) é o único hospital público de grande porte no Norte do Paraná, constituindo-se em um Centro de Referência Regional, com atendimento exclusivo para o Sistema Único de Saúde. Integra o Sistema de Saúde de Londrina, cuja habilitação, é a Gestão Plena, em conformidade com o que preconiza a NOB/SUS- 01/96.

oriundos de 234 municípios do Paraná e de mais 60 cidades localizadas em outros 13 Estados da Federação.

Segundo o Relatório do HUL, em 2010 realizou-se 135.672 atendimentos ambulatoriais, 31.455 atendimentos de pronto-socorro, 11.177 internações, 8.400 cirurgias, 933.698 exames de análises clínicas, 61.263 exames de radio/imagem e 4.228 sessões de quimioterapia (Relatório HUL/SAME-2010).

Possui um amplo Ambulatório composto por 120 consultórios distribuídos entre diversas especialidades, além de consultórios de Enfermagem, de Psicologia e Núcleo de Vacinação.

O Pronto-Socorro mantém regime de plantão permanente, oferecendo atendimentos gerais e especializados nas área de Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria, Ortopedia/Traumatologia e Anestesiologia. Os exames e demais serviços complementares de diagnóstico e tratamento (exames de diagnóstico por imagem, análises clínicas, anatomia patológica, eletrodiagnóstico, fisioterapia, etc.) são executados por meio de serviços próprios ou de convênios com outras instituições.

Possui ainda serviços diferenciados, tais como Hemocentro Regional, Unidade de Transplante de Medula Óssea, Banco de Olhos Regional de Londrina, Centro de Tratamento de Queimados, Ambulatório de Quimioterapia, Banco de Leite Humano e Central de Controle de Intoxicações.

Além de sua atuação no campo assistencial, o HUL consolidou-se como uma das mais importantes referências na formação dos profissionais na área da saúde. Prova disto é o fato de que a UEL foi reconhecida como uma das três melhores universidades públicas brasileiras na área de saúde (Guia do Estudante 2010) e 4 dos 5 cursos de graduação, que tem o HUL como campo de prática, receberam classificação no Exame Nacional de Desempenho de estudantes ? ENADE.

Gestante de Alto Risco. Por tratar-se de hospital de nível terciário, de alta complexidade, atende a pacientes graves com risco de morte, em todas as especialidades médicas, necessitando para isso, que o hospital mantenha toda a estrutura de apoio em condições de dar suporte necessário a este atendimento.

2.1 A HISTÓRIA DA RADIOLOGIA NO BRASIL Há 110 anos, foi registrada a criação de uma importante descoberta médica, o primeiro aparelho de raios X, desenvolvido por Wilhelm Conrad Roentgen, na Alemanha.

Passados pouco mais de dois anos, o médico brasileiro José Carlos Ferreira Pires já produzia as primeiras radiografias com finalidades diagnósticas da América do Sul, em Formiga, Minas Gerais.

Fonte:http://www.portalsaofrancisco.com.br Figura 01 ? Primeiro Aparelho de Raio-X

O primeiro aparelho de raios X chegou ao País em 1897. Fabricado pela Siemens, o aparelho era rudimentar, com bobinas de Rhumkorff de 70 cm cada uma e tubos tipo Crookes. Naquela época, a cidade de Formiga não contava com eletricidade e para colocar o aparelho em funcionamento, era necessário alimentá-lo com baterias e pilhas Leclancher rudimentares de 0,75 HP. Os resultados não foram satisfatórios e então Dr. Pires decidiu instalar um motor fixo de gasolina que funcionava como um gerador elétrico.

Pires colocou o aparelho em funcionamento e, com chapas de vidro fotográfico, passou a produzir as primeiras radiografias. A primeira chapa radiográfica, feita em 1898, foi de um corpo estranho na mão do então ministro Lauro Muller, um de seus

primeiros clientes. Entre 1899 e 1912, Dr. Pires adquiriu todos os tipos de tubos fabricados pela Siemens.

Uma radiografia de tórax levava cerca de 30 minutos e uma de crânio em torno de 45 minutos. O extenso período da exposição não permitia que o paciente ficasse sem respirar, comprometendo a boa definição da imagem. Outro inconveniente era a intensa radiação que se espalhava.

Na década de 50, após uma exposição do Departamento de Radiologia da Associação Médica de Minas Gerais, o aparelho foi enviado para o exterior, por falta de interesse das entidades governamentais em criar um museu histórico no País, naquela ocasião. Atualmente, o primeiro aparelho de raios X utilizado no Brasil encontra-se no International Museum of Surgical Science, em Chicago, nos Estados Unidos.

As observações e pesquisas do Dr. Pires possibilitaram a publicação de muitos trabalhos em revistas científicas e congressos médicos. Contudo, foi na área de Radiologia e Radioterapia, por seu pioneirismo, que publicou seus melhores trabalhos, como os exemplos a seguir: - Localização de corpos estranhos pelos raios X (final do século XIX); - Técnica radiológica do tubo gastrointestinal com emprego de radiopacos (1911).

Dotado de privilegiada inteligência e incrível conhecimento médico, Dr. Pires contribuiu muito para o progresso da ciência no Brasil e no exterior. Após seu falecimento, em 1912, seus familiares mantiveram intactos seus consultórios com aparelhos de raios X e sua notável biblioteca.

Considerado um dos principais nomes da medicina brasileira, recebeu diversas homenagens. Em 1906, Dr. Pires recebeu a medalha de 1a classe de mérito científico e humanitário, no XV Congresso Internacional de Medicina em Lisboa, do qual foi membro. Recentemente, em 1998, em comemoração aos 100 anos da Radiologia Mineira, em Belo Horizonte, o Congresso Brasileiro de Radiologia foi dedicado à sua homenagem.

2.2 EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA ? DIGITALIZAÇÃO DE IMAGENS Após a invenção do tomógrafo computadorizado no início dos anos 70, vários métodos de produção de imagens foram desenvolvidos, como a MRI (tomografia de ressonância magnética), que produz cortes tomográficos a partir de campos magnéticos, a ultrassonografia, e a cintilografia (Técnica de exame que permite a visualização de órgão interno pelo mapeamento automático da distribuição espacial de isótopos radioativos dentro do corpo), com o uso de isótopos radioativos que além de gerar imagens de estruturas anatômicas, presta-se a avaliação da função orgânica; e entre as quais se conta o SPECT e o PET (Exames funcionais do cérebro).

Pode-se atribuir a muitos fatores a multiplicação das modalidades de produção de imagens médicas, tais como a melhor compreensão dos princípios básicos da captação de imagens, aperfeiçoamento de técnicas matemáticas de reconstrução, a evolução dos computadores com desenvolvimento de equipamentos mais baratos e mais seguros.

Essa melhoria na tecnologia da computação levou a uma tendência para a geração de imagens digitais, e os exames tradicionais de raios X podem agora ser adquiridos e processados pelo computador. A aquisição e análise de imagens digitais de raios X formam a base de um novo campo chamado radiologia digital.

Uma imagem digital é a representação de uma imagem bidimensional usando números binários codificados de modo a permitir seu armazenamento, transferência, impressão ou reprodução, e seu processamento por meios eletrônicos.

A importância da digitalização de imagens está na forma com que a imagem é representada. O computador não pode guardar em sua memória ou modificar em seus circuitos qualquer imagem na forma analógica, que é a forma como o olho humano a enxerga, porque o computador trabalha com números discretos, não podendo representar diretamente tons de cinza ou cores contínuas. Para que o computador possa operar com imagens, elas precisam em primeiro lugar, serem convertidas para uma grande lista de números (ALMEIDA, 1998).

Numa radiografia simples do tórax, as variações nas áreas claras e escuras são codificadas como um conjunto de números, por exemplo, nas áreas claras do filme (correspondentes a regiões que absorvem uma grande porção do feixe de raios X), pode ser dado o valor numérico de 0 (zero), enquanto que nas áreas escurecidas (que são causadas por baixa absorção de raios X) poderá ser atribuído algum valor alto, tal como 255 para o negro total. Aos níveis de cinza intermediários podemos atribuir algum valor entre 0 e 255, por exemplo.

Para fazer essa conversão de imagem em números, a imagem é subdividida em uma grade, contendo milhões de quadrados de igual tamanho, sendo cada um dos mesmos associados a um valor numérico da intensidade de raios X naquele ponto. A essa grade de quadrados chamamos de ?imagem matriz?, e cada quadrado na imagem é chamado de ?pixel? (do inglês ?picture element?). Cada pixel carrega a informação sobre o nível de cinza que ele representa.

Por exemplo, na imagem radiográfica, o valor numérico representa a atenuação de raios X no tecido, mas em uma imagem de medicina nuclear, esse valor é o número de contagem dado pelo composto radioativo. Os computadores usam uma forma de representação numérica chamada de ?notação binária?.

Em vez do uso de números do sistema decimal (0 a 9), os computadores usam somente 0 e 1. Qualquer número no sistema decimal pode ser representado no binário e vice versa. Os computadores usam a base binária para aritmética, porque dois valores, tais como 0 e 1, são facilmente representados eletronicamente, por exemplo, sendo um circuito desligado para 0 e ligado para 1. O número de arranjos possíveis para números binários é simplesmente: 2 elevado a n, onde n é o número de opções possíveis.

Essa regra também é válida para o número de níveis de cinza que nós queremos representar. Com 2 dígitos binários (ou bits) na memória do computador, nos poderemos então ter 4 tons de cinza, com 3 dígitos teremos 8 tons de cinza e com 4 dígitos, 16 tons e assim por diante.

Cada pixel, então, possui certo número de bits a ele associado, assim podendo representar não somente o local na imagem (a localização do pixel na imagem matriz) com também o nível de cinza deste local. O número de bits associado com cada pixel é chamado de bit de intensidade e é usualmente igual para toda a matriz.

2.2.2 Relevância da Imagem Digital Inúmeras são as vantagens de um Sistema de Digitalização de imagens, que vai desde a dispensa do uso de câmera escura e insumos químicos, garantindo qualidade superior da imagem, possibilitando uma análise precisa da área examinada e facilitando um diagnóstico mais detalhado, passando pela otimização do uso de filmes, eliminação de químicos, espaço físico e repetição de exames, bem como, maior acuracidade no diagnóstico, agilidade na liberação de resultados, além de o profissional e o paciente terem em mãos um histórico em formato digital, evitando risco de extravio e acesso mais rápido de sua história clínica.

informação, assim a digitalização em radiodiagnostico apesar de ser um sistema novo entretanto de alto custo, aos poucos as instituições de saúde tem investido nessa tecnologia, frente a viabilidade econômica e a otimização nos resultados ao qual o sistema proporciona.

2.3 RADIOLOGIA E MEIO AMBIENTE As novas tecnologias na área de apoio ao diagnóstico e tratamento é sem dúvida alguma o que mais chama a atenção dos profissionais das diversas especialidades que atuam nos diversos segmentos da saúde.

Muito se investe em aperfeiçoamento de recursos humanos, melhoria de materiais e equipamentos, e pouco ainda na redução do impacto no meio ambiente.

Os serviços de diagnóstico por imagem, um dos mais importantes instrumentos de apoio a inúmeras áreas da medicina, é um exemplo típico de não- conformidades com as normas e leis de segurança e ambientais em vigência no Brasil, que incluem os impactos ambientais causados pela geração de emissões e efluentes (soluções de fixador, de revelador e água de lavagem dos filmes radiográficos) contendo substâncias tóxicas e da geração de resíduos sólidos (os filmes radiográficos) constituídos de material plástico impregnado com metal pesado (prata) (FERNANDES et al., 2005).

Com o alto custo no investimento de tecnologia de digitalização, a grande maioria dos serviços de diagnóstico por imagem utilizam-se ainda de processo tradicional de revelação de filmes, que envolve as etapas: a revelação da imagem latente (que reduz a prata metálica dos cristais excitados), a fixação (remoção do cloreto de prata não afetado pela exposição), a lavagem e a secagem.

O processo de revelação radiográfico pode ser feito manual ou automaticamente. O processamento manual é aquele realizado pelo profissional, em câmera escura ou em caixas de processamento portátil, seguindo os passos

tradicionais: revelação, lavagem intermediária, fixação, lavagem final e secagem (FREITAS, 1992 apud FERNANDES et al., 2005).

Neste método são empregados filmes radiográficos, que são folhas de acetato de celulose revestidas por duas camadas de emulsão de gelatina contendo haletos de prata. A exposição de cloreto de prata à radiação ionizante excita os cristais de cloreto de prata, iniciando um processo de redução dos íons de Ag+ a prata metálica, Ag0, e formação de cloro ou outras substâncias, no caso do cloreto de prata misturado com gelatina, por exemplo. Esta exposição forma uma ?imagem latente? (FERNANDES et al., 2005).

A etapa de lavagem, após a revelação e fixação, também gera efluentes, contendo todos os componentes do revelador e do fixador e de seus produtos de reação: hidroquinona, quinona, metol, tiossulfato de sódio, sulfito de sódio, enxofre elementar, ácido acético, acetato de sódio, ácido bórico e outros, além da prata.

As soluções geradas nesse processo não podem ser descartadas como efluentes no meio ambiente, pois estão completamente fora dos padrões do Conselho Nacional do Meio Ambiente-CONAMA (Resolução n. 20, de 1986, Art. 21) e da Comissão Estadual de Controle Ambiental/Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Ceca/Feema) (NT-202).

Em face da dificuldade atual em alterar o processo de revelação de filmes radiográficos por meio de novos produtos, processos e técnicas menos poluentes, a opção restante para sua otimização ambiental, consiste em interferir em seu final através de uma estação de tratamento de efluentes, ou eliminar por completo o sistema de revelação, utilizando-se de Sistema de Digitalização de Imagens.

Por volta dos anos 70, com o advento da Tomografia Computadorizada a utilização de imagens digitais no diagnóstico passou a ser importante componente na avaliação clínica e, desde então, diversas modalidades diagnósticas também passaram a utilizar imagens digitais.

Hoje, um hospital para poder gerenciar o seu trabalho deve possuir um Sistema de Informação Hospitalar (SIH) que armazena um grande conjunto de informações digitais, como dados financeiros, dados para gerenciamento, todos os dados de pacientes por meio do PEP ? Prontuário Eletrônico de Pacientes e RIS ? Radiology Information System (ORTIZ FICEL, 2011).

Para que as imagens médicas geradas possam ser transmitidas e arquivadas, estas são organizadas em um sistema à parte que é específico para este fim, chamado de PACS, que é um Sistema de transmissão e arquivamento de imagens médicas.

A sigla PACS significa sistema de Arquivamento e Comunicação de Imagens (do Inglês, Picture Archival and Communication System) e constitui um sistema computacional utilizado para capturar, armazenar, distribuir e então exibir imagens médicas.

Na prática, o PACS é um sistema que possibilitará que as imagens referentes ao paciente geradas por equipamentos como Tomógrafos Computadorizados, Ressonância Magnética, Ultrassonografias, Mamografias, Aparelho de Radiografias PET sejam armazenadas, possibilitando assim de forma sistematizada a sua utilização. O armazenamento por ser em mídia eletrônica e as imagens disponibilizadas em qualquer área do hospital, para visualização dos demais profissionais envolvidos no atendimento (ORTIZ FICEL, 2011).

? Servidor de DICOM ? Integração com RIS e HIS ? Dispositivos de saída (monitores, impressoras, gravadoras)

Os equipamentos de aquisição de Imagens, TC, RNM, CR, US, MN, PET, em sua maioria já produzem imagens em formato digital. O Raio-X convencional ou simplesmente radiografia, continua sendo o principal método de aquisição de imagem utilizado par ao diagnóstico e, no Brasil, quase que em sua totalidade ainda são adquiridos em equipamento que produzem imagem analógica (filmes) (ORTIZ FICEL, 2011).

Segundo ORTIZ FICEL (2011), são duas as formas de aquisição de de uma imagem radiográfica: ? Radiografia Digital (DR) do inglês Digital Radiology ? São imagens adquiridas por aparelhos de raio-X que, ao invés de utilizar filmes radiográficos, possuem uma placa de circuitos sensíveis aos raios X que gera uma imagem digital e a envia diretamente para o computador na forma de sinais elétricos;

? Radiografia Computadorizada (CR) do inglês Computerized Radiology - Neste processo, utilizam-se os aparelhos de radiologia convencional (os mesmo utilizados para produzir filmes radiográficos), porém substituem-se os ?classis? com filmes radiológicos em seu interior por ?chasis? com placas de fósforo.

Ainda, segundo o mesmo autor, existem quatro vantagens dos sistemas de radiografia digitais: 1. Facilidade de exibição da imagem: na radiografia digital a imagem vai ser mostrada em um monitor de vídeo, em vez de processo tradicional de expor o filme contra a luz;

imagem tenha uma relação sinal ruído conveniente, consegue- 3. Facilidade de processamento de imagem - O aumento do contraste ou equalização por histograma são técnicas digitais que podem ser usadas. A técnica de subtração de imagens pode remover grande parte da arquitetura de fundo não desejado, melhorando assim a visualização das características importantes da radiografia.

4. Facilidade de aquisição, armazenamento e recuperação da imagem ? Armazenamento em bases de dados eletrônicas, facilitando a pesquisa de dados e a transmissão para longas distâncias, usando rede de comunicação de dados.

2.5 DICOM - IMAGING AND COMMUNICATION IN MEDICINE Para a comunicação de dados computacionais entre diferentes sistemas é necessária a padronização da linguagem utilizada. O uso crescente dos computadores em aplicações clínicas por fabricantes de equipamentos gerou a necessidade de um método padrão para arquivamento e transferência de imagens e informações entre os dispositivos com origem de fabricantes diferentes.

Inicialmente, os equipamentos produziam formatos diferentes de imagem digital (gif, jpeg, bmp, entre outros).

grande variedade de aparelhos distribuídos em uma rede em um ou em vários estabelecimentos de saúde (NEMA, 2011).

O DICOM é o padrão desenvolvido por esse comitê que publicou a primeira versão em 1985 denominada de ACR-NEMA 300-1985 ou ACR-NEMA Version 1.0. Em 1988 veio a segunda versão, chamada de ACR-NEMA 300-1988 ou ACR-NEMA Version 2.0. A terceira versão do padrão, que recebeu o nome de DICOM 3.0, foi apresentada em 1993 (NEMA, 2011).

O padrão de DICOM é um padrão em permanente desenvolvimento e mantêm-se de acordo com os procedimentos do comitê de padrões de DICOM. As sugestões para atualizações são propostas pelos membros do comitê de DICOM, estas propostas são consideradas para inclusão nas edições futuras do padrão. Uma exigência para que a proposta de atualização seja considerada é de que o padrão deve manter a compatibilidade eficaz com condições precedentes (NEMA, 2011).

Atualmente o DICOM é gerido por um comitê composto por praticamente todos os grandes fabricantes de equipamentos para imagem diagnóstica e, por grandes instituições médico-científicas em todo o mundo, totalizando aproximadamente 50 membros, entre eles: Agfa, Kodak, Toshiba, Philips, Siemens, American College of Radiology, Societe Françaose de Radiolgie, Soceita Italiana di Radiologia Medica, Korean PACS Standard Committee, entre outros (NEMA, 2011).

3.1 TIPO DE ESTUDO A metodologia adotada neste trabalho define-se como sendo um estudo descritivo, sob a abordagem quantitativa e retrospectiva. Segundo GIL 1991 apud SILVA & MENEZES, 2001, p.21: ?[...] a pesquisa descritiva visa descrever características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis. Envolve o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados: questionários e observação sistemática. Assume em geral a forma de levantamento?.

A pesquisa descritiva não tem o compromisso de explicar os fenômenos que descreve, embora sirva de base para tal explicação.

3.2 LOCAL DE ESTUDO O estudo foi realizado na Divisão de Radiologia do HUL. A área é composta de 436,10 m2. Contando com um parque tecnológico composto de 04(quatro) aparelhos de Raios-X fixos, 07(sete) aparelhos de Raios-X móveis, 04(quatro) aparelhos de Ultrassonografia, sendo 01(um) portátil, 01(um) aparelho de Tomografia Computadorizada e 02(dois) aparelhos de Arco Cirúrgico em C.

A equipe multiprofissional é composta de 40(quarenta) profissionais distribuídos entre técnicos administrativos, técnicos de enfermagem, técnicos em radiologia, auxiliar operacional e Enfermeiros, além de médicos radiologistas contratados por empresa terceirizada

3.3 COLETA E PROCESSAMENTO DOS DADOS A coleta de dados foi relativa a recursos humanos, aos equipamentos e aos produtos utilizados na Unidade de Radiologia foram obtidos respectivamente da Divisão de Recursos Humanos, do Setor de Patrimônio e do Almoxarifado Geral do hospital.

Elaborou-se o projeto de todo o sistema de digitalização em radiodiagnostico e as ferramentas necessárias à viabilização e implantação de todo o sistema operacional.

Utilizaram-se os programas Microsoft Office Word 2007 e planilha do Microsoft Office Excel 2007 para a tabulação dos dados e apresentados por meio de tabelas com discussão posterior de resultados.

O projeto de pesquisa foi apresentado para a Direção Superintendente do HUL e mediante a autorização de realização, iniciou-se a coleta de dados (APENDICE 1).

O sistema de digitalização de imagens envolve o estudo físico da instituição, uma vez que é influenciada pelo seu dimensionamento e das diversas áreas que o compõe.

No HUL é um processo complexo em face da dimensão da estrutura que conta com vários setores de internação, áreas específicas como a de Centro Cirúrgico, Unidades de Terapias Intensivas, Pronto Socorro e Ambulatório. Dessa forma, exige um projeto que contemple e atenda às necessidade dessas áreas considerando a interligação de todos os exames de radiodiagnostico realizados nas unidades adjacentes.

O objetivo desta proposta é apresentar a solução para a digitalização da Radiologia do Hospital Universitário de Londrina. Denominado Projeto HU- Londrina, é realizada por meio de equipamentos CR?s para a conversão e captura das imagens radiológicas em formato direto digital, bem como a implantação de um sistema RIS/PACS focada nos objetivos de melhoria e crescimento do Hospital.

TOMOGRAFIA USG RAIOS X RX MOVEL CR/ DIGITALIZADORA

CT/RX/MRUSG Estação de trabalho ESTAÇÃO DE VISUALIZAÇÃO RIS Storge Desktop/integração INTERFACE DADOS DO PACIENTE

DADOS DE FATURAMENTO DADOS DA PRESCRIÇÃO DADOS DE AGENDAMENTO

DADOS DE LAUDOS Fonte ? Desenvolvido pelo pesquisador Fig 2 - Esquema de Digitalização proposta para o HUL ? Projeto HU-Londrina

O projeto HU-Londrina contempla diversos itens, conforme descritos a seguir:

4.1.1 Do Sistema RIS: O sistema RIS, é o banco de dados onde nele será armazenado todas as informações do paciente.

4.1.2 Do fornecimento: O fornecimento compreende o Licenciamento do software do RIS, os serviços de implantação, os serviços de manutenção e de Assistência Técnica.

O Software administrativo permite controle total sobre a Unidade, agilizando a sua tomada de decisão em um ambiente de fácil utilização, voltada para a administração de Centro de Diagnósticos com um grande volume de informações, permitindo inclusive interligar varias unidades clinicas via comunicação remota (radio, Frame Realy Wirelless etc...).

O sistema será composto neste projeto para um total de 10 postos de trabalhos e pelos módulos abaixo:

A. Módulo Principal 1 Agendamento 6 Central de Laudos 2 Recepção 7 Envelopamento 3 Atendimento 8 Gerencia (mala Direta/Relatórios) 4 Ditado Digital 9 Auditoria 5 Central de digitação 10 Infra estrutura, suporte e segurança

B. Módulos Adicionais - Integração com PACS WorkList, DeskTop C. Funcionalidade dos Módulos Relaciona-se abaixo os principais módulos:

pacientes facilitando assim o trabalho dos atendentes, com a utilização de CARACTERÍSTICAS Criação de agendas especificas para um determinado tipo de exame/sala/medico Criação de horários para encaixes Visualização de todas as agendas criadas para um determinado exame e seus horários ocupados Travamento de horários que não põem ser utilizados Permite efetuar registro de atendimento a partir dos dados do agendamento, diminuindo tempo do atendimento do paciente Centralização de agendamentos das unidades clínicas

2. Recepção: com o modulo Recepção se tem a facilidade para encontrar os atendimentos realizados de um determinado dia e manter um cadastro CARACTERÍSTICAS Realização de pesquisa para pacientes já cadastrados Cadastramento de novos pacientes no próprio atendimento Impressão de fica de atendimento com protocolo de retirada Impressão de etiquetas para envelope de identificação de filme Emissão e impressão e atestados e recibos (caso necessário Registro do local do atendimento

vários relatórios para gerenciamento a clinica, permitindo acompanhar dia- a-dia a produção da clinica. Estes estão distribuídos em cada módulo do sistema CARACTERÍSTICAS Relatórios de cadastros Relatórios da Recepção Relatórios de agenda Relatórios gerenciais 2ª vias de laudos Produtividade por usuário Possibilidade de exportação de qualquer relatório para Excel, Word, etc. Configurações de paginas e local de impressão Etiquetas para envelope e identificação Etiquetas para carteirinha de pacientes (com código de barra), podendo ser personalizada conforme a necessidade

5. Segurança: No módulo de segurança, se tem o poder de definir as tarefas CARACTERÍSTICAS Bloqueio de módulos ou processo específico para cada usuário do sistema Solicitação de senha nas operações de agendamento, atendimento, laudo e entrega de exame Direito de acesso a faturamento à unidades especificas

4.1.3 Dos serviços de implantação Os serviços de implantação do sistema, contempla um total de 480h, quando serão realizadas as seguintes atividades:

capacitá-los a usar o Sistema. E instalação de demais sistemas necessária ao funcionamento de todos recursos - Treinamento dos usuários locais: Nesta fase serão executados os serviços de treinamento de pessoal, para capacitá-los a usar o sistema;

B. Sistema PACS O Sistema possui diversas características em uma única solução: CARACTERÍSTICAS Arquivo on line (disco) Backup e arquivo Off-line (HD USB) Roteamento automático e DICOM Q&R Visualização remota

A solução pode receber dados de múltiplos ?remetentes? DICOM que são configurados pelos administradores do sistema. As regras podem ser configuradas para o roteamento automático inteligente para destinos remotos. A solução inclui um arquivo on-line que isto permite o armazenamento e gerenciamento de estudos recebidos como se fosse em um disco rígido.

O backup em HD USB e gerenciamento de arquivos off-line é um mecanismo único de alta relação custo/beneficio para manter um arquivo off-line em HD. O sistema automaticamente registra qual mídia de backup que contem imagens recentes, cópia completa de banco de dados e rótulos com um número de identificação unido (ID) e data.

Este arquivo off-line pode ser usado para a recuperação de arquivos assim como para o gerenciamento semiautomático efetivo do arquivo. O banco de dados mantém todas as informações de exames. Quando o estudo off-line for requisitado, o sistema exibe o ID e a data do HD relevante. Ao inserir este HD, o estudo estará disponível novamente para os usuários on-line. Este mecanismo é automatizado e projetado para minimizar ou evitar erros humanos.

C. Pacote com Licença DICOM O Pacote com Licenças DICOM Q/R permite que um dispositivo externo com capacidade para DICOM busque e recupere imagens do banco de dados/arquivos compatível com os recursos DICOM.

D. Licenças para DiagNET Usuários - 20 unidades Selecione usuários simultâneos O DiagNET WEBStation exclusive, pode ser iniciado livremente por meio de um acesso eficaz à WEB a partir da rede de área local (LAN) ou do exterior, por meio de redes geograficamentes distribuídas (a Internet ? Wan). O DiagNET fornece uma única plataforma para executar toddas as atividades por meio da WEB.

O PACS pode atender a vários usuários simultâneos, sendo somente limitado pelo numero de usuários simultâneos com licença para o software do servidor. Serão rejeitados usuários simultâneos que excedam os limites da licença.

DiagNET (WEB Station) Software exclusivo, distribuído em rede de visualização e pós-processamento. Os recursos do DiagNET incluem: Suporte verdadeiro para multi-especialidade ( radiologia, cardiologia e outras) e multi-modalidades: CT, MR, CARACTERÍSTICAS Exibição de imagens em escala de cinza e cores Exibição aperfeiçoada de objetos de CT/RM e medições de US Não compactadas / JPEG sem perda / RLE ? compactadas com perda Compatível com recursos de duas telas ou formação de imagens duplas + tela única com listas de Exibição e manipulação de acordo de padrões de estados de apresentações DICOM mais recentes, incluindo Zoom, largura/nível de janela, panorâmica, obturadores, manipulações geométricas, tabelas de verificações, medições, sobreposições, anotações, subtração e fusão. Visualização do histórico completa do paciente em uma guia intuitiva + visualização de ícones.

CARACTERÍSTICAS Vinculação automática das imagens para navegação simultânea Seleção intuitiva de imagem Navegação seqüencial para cardiologia WYSIWYG (o que você vê é o que você obtém) ? protocolos avançados de posicionamento definidos Gerenciamento das listas de trabalho internas Gerenciamento abrangente de segurança para o usuário Manipulação de nível/largura de janela ] Aplicação de tabelas de verificação coloridas MPR (reformatação multiplanar): criação de cortes coronais, sagital e oblíquos girados, a partir de uma serie de imagens axiais originais adquiridas em um estudo de volume como TC e MR. MIP ? Projeção de intensidade máxima, incluindo MIP ponderada Seleção a partir dos pré-ajustes automáticos de nível/largura da janela Ampliação/redução (interpolação em tempo real) Ampliação Realce automático de contraste Medição: distancia, ângulo, densidade de ponto ou área, ângulo entre linhas, anotações, call-outs, Navegação fácil usando teclado/mouse Atalhos para teclados e mouse para economia de tempo Exportação de imagens para Windows bipmap, Jpeg ou AVI Gravação de series de imagens mais importantes A integração e a otimização do fluxo de trabalho com RIS/CIS ? ponto Unicode acesso e uso mínimo do teclado.

E. Standard HL7 Integrado ? 1 unidade ? Integração de sistema através de protocolo HL7 e habilitação da interface RIS/CIS para recebimento de eventos ADT e sincronização de status entre os sistemas PACS e RIS/CIS.

F. Receive & Display Reports (HL7) ? 1 unidade ? Recepção, arquivamento e apresentação de laudos efetuados no sistema RIS diretamente no visualizador DiagNET.

G. Hardware Premium ? 1 unidade ? Hardware Premium do servidor MDC PACS ? PC Media & Distribution Center, incluindo monitor, com capacidade para armazenamento de 6 TB em configuração RAID.

A. Premium Workstation - 2 unidade Especificações de hardware da estação de trabalho Premium para Dell Precicion T3500 (mínimas equivalentes ou superiores): CARACTERÍSTICAS Dual Core Intel Xeon W3503 2.40 GHz, 4M L3, 4.8GT/s 4GB, 1066MHz, DDR3 SDRAM, NECC (2DIMMS) 256MB NVIDIA Quadro NVS 295, 2MON, 2 DP W/ 1 DP to DVI Adapter Integrated Intel Chipset SATA 3.0 Gb/s controller 80GB SATA 3.0 Gb/s with NCQ and 8MB DataBurst Cache 16X DVD-ROM with Cyberlink Power DVD Dell QuietKey Keyboard Dell USB 2 Button Optical Mouse Sistema operacional: MS Windows XP Professional ServicePack 2

B. 2MP Color Display Set ? 2 pares Conjunto de exibição DICOM de 2 megapixels ( 2 monitores + placa gráfica). CARACTERISTICAS O monitor de e megapixels te uma tela plana colorida de 21,3 pol., com resolução de 1.200 x 1.600 e proteção de tela de vidro para uma apresentação perfeita de imagens. O monitor Sensor de calibração integrado ao monitor, para compatibilidade continua com DICOM Software DICOM de calibração.

D. Leitor CR Alta Produtividade 165 Filmes/Horas, 4 bandejas para Raios X Leitor para CR alta produtividade para Raios X (passível de Up Grade para Mamografia com 4 bandejas - 2 unidades ? O CR é um sistema radiográfico computadorizado completo para as radiografias digitais de alta qualidade, e de grandes volumes e múltiplas finalidades. O pacote inclui o leitor de chapas de formação de imagens e um ponto de trabalho. É altamente recomendável que haja pontos de trabalho adicionais opcionais, para garantir um fluxo de trabalho descomplicado. O sistema deverá oferecer ainda leitor de alta velocidade e vários slots, que proporcionam processamento de alta qualidade, rápido e confiável das chapas de imagem, com um empilhador de quatro cassetes.

? A capacidade de leitura simultânea de dois lados para suportar cassetes HR-BD e placas de formação de imagens de alta resolução, e cassetes e placas de formação de imagens ST-BD pediátricas. O ponto de trabalho do sistema contempla o sistema com interface do usuário, ? O conceito do sistema baseia-se na flexibilidade; com um ou vários leitores ou pontos de trabalho, organizado com um leitor por sala ou com um leitor central para o departamento que suporte o fluxo de trabalho.

Itens incluso: ? Leitor de chapas de formação de imagens ? Ponto de trabalho

Software incluído: ? Software aplicativo principal para agendamento de pacientes, ? Interface do usuário clara e otimizada relativamente ao fluxo do ? Rápida exibição de imagem após a inserção do cassete ? Cadeia completa de imagens com profundidade de pixel 12 bits (captura, processamento e exportação). Oferecendo melhor ? Função de exibição padrão em Escala Cinza DICOM, que garante a apresentação consistente da imagem processada ? Proteção de senha por usuário ( log-on, log-off), para segurança ? Conceito de ?apenas para usuários avançados? para personalização, ? Preparo para compartilhamento de leitores ? Preparo para pontos de trabalho adicionais ? Documentação ? Software antivírus integrado, que verifica permanentemente a presença de infecções em segundo plano e notifica imediatamente o usuário em caso de ataque. Nos 12 meses seguintes à instalação, oferecendo até 4 atualização (arquivos de definição de vírus e motor de varredura), contanto que uma ? Observação importante, a infra-estrutura de rede não está incluída no projeto e deverá ser providenciada.

CARACTERÍSTICAS Frequência vertical: 60Hz e pixel pitch: 0.2640.264mm Brilho: 250 candela/sqm e ralação de contraste: 450:1 Ângulo de visualização: horizontal: +/- 89 graus; vertical: +/- 89 graus.

F. Worspot LC Color - 12 unidades Pontos de trabalho adicionais com monitores de 17 polegadas. Em todos os pontos de trabalho adicionais, o usuário conta com exatamente os mesmos recursos presentes no ponto de trabalho básico, o ponto de trabalho adicional conecta-se com o mesmo leitor e recebe as imagens de cassetes que passaram pela leitura de código de barras dele.

G. DICOM PACKAGE - 1 unidade O pacote inclui todo os recursos DICOM disponíveis para o sistema incluindo impressão DICOM, exportação de imagens DICOM, Uma vez adquirida esta opção a função de todos os recursos DICOM ficará disponível para todos os pontos de trabalho.

H. Conjuntos de Cassetes/Chassi para CR - CR6 14? X 17?/ 35X43 CM Cassete 35x43 com parte traseira em chumbo - 25 unidades ? Cassete com janela para código de barras e parte traseira de chumbo (tipo CC). Para ser usado junto com a placa de formação de imagens padrão, à base de fósforo, para aplicação radiográficas gerais.

I. CC CASS. 24X30 CM LEAD Cassete 24x30 com parte traseira em chumbo - 20 unidades ? Cassete com janela para código de barras e parte traseira de chumbo (tipo CC). Para ser usado junto com a placa de formação de imagens padrão, à base de fósforo, para aplicação radiográficas gerais.

J. CC CASS. 18X24 CM LEADBACK Cassete 18 x 24 com parte traseira em chumbo - 20 unidades ? Cassete com janela para código de barras e parte traseira de chumbo (tipo CC). Para ser usado junto com a placa de formação de imagens padrão, à base de fósforo, para aplicação radiográficas gerais.

4.2 CUSTO FINAL DE IMPLANTAÇÃO O projeto detalhado anteriormente é agrupado conforme abaixo, com respectivos valores financeiros.

Tabela 1 ? Demonstrativo dos valores estimados para implantação do Sistema de Digitalização de Imagens no HUL ITEM DESCRIÇÃO QTDE VALOR UNITÁRIO VALOR TOTAL 1 Sistema Pacs/ris com todas as licenças 1 98.000,00 98.000,00 2 Receiver & Display e as licenças 1 90.000,00 90.000,00 3 Estação de trabalho com monitor de alta definição (cada 2 unidades) 1 60.000,00 60.000,00 4 2MP Color Display Set - 2 pares 2 600,00 1.200,00 5 LCD color Monitor (19") 2 MP 2 600,00 1.200,00 6 Leitor CR - Computed Radiography 2 135.000,00 270.000,00 7 Monitores nos pontos de visualização 24 500,00 12.000,00 8 Unidades de cassete 35 x 43 20 5.100,00 102.000,00 9 Unidades de cassete 24 x 30 20 2.280,00 45.600,00 10 Unidades de cassete 18 x 24 10 1.960,00 19.600,00 TOTAL 699.600,00

Apresentam-se os resultados iniciando-se com a descrição da área de radiologia e, a seguir, os dados coletados sobre os equipamentos existentes e os produtos utilizados.

A Tabela 1 apresenta os dados relativos a recursos humanos atuantes no setor. Foram obtidos da Divisão de Recursos Humanos do HUL. Nela consta apenas os servidores técnicos não docentes que fazem parte do quadro funcional direto.

A equipe médica é composta pelo médico radiologista docente responsável pela coordenação local e de 3 residentes (R1, R2 e R3) que atuam 24h na unidade.

Tabela 2 ? Total de servidores da Divisão de Radiologia do HUL FUNÇÃO CARGA HORÁRIA SEMANAL Nº DE SERVIDORES Técnico de Enfermagem 24 12 Auxiliar Operacional 40 03 Enfermeiro 20 02 Operador de Câmara Escura 24 01 Técnico Administrativo 40 03 Técnico em Radiologia 24 19 TOTAL 40 Fonte: DRH/Seção de Registro e Controle

A Tabela 2 apresenta o parque tecnológico da Radiologia e foram obtidos por meio do prontuário do bem patrimonial, junto a Diretoria Administrativa/Seção de Patrimônio que utiliza para gerenciamento o software Sistema Automatizado de Informações (SADIHU).

Tabela 3 ? Total de equipamentos por ambiente da Divisão de Radiologia do HUL SALA EQUIPAMENTO 01 ? Raios ? X 01 Aparelho de Raios X fixo, marca Toshiba 03 ? Raios ? X 01 Aparelho de Raios X fixo, marca Philips 04 ? Raios ? X 01 Aparelho de Raios X fixo com radioscopia, marca VMI-Philips 01 - USG 01 Aparelho de USG, marca GE Volution 02 - USG 01 Aparelho de USG, marca ESAOTI 03 - USG 01 Aparelho de USG cardio vascular, marca.ESAOTI Tomografia Computadorizada 01 Aparelho de Tomografia Computadorizada,marca G.E.16 canais multi slice Atendimento Pacientes Internados 07 Aparelhos de Raios X portáteis ACQUILA PLUS VMI Centro Cirúrgico 02 Aparelhos Arco Cirúrgico em C, sendo 01 da, sendo 01 da Marca CENO PLUS PHILIPS E SIEMENS Fonte: DA/Seção de Patrimônio

No intuito de se obter informações sobre a produção da área e a relação de cumprimento de metas, utilizou-se além de relatórios de produção do Sistema Informacional WPD/DIAG e o Planejamento Estratégico Institucional (PEI) elaborado com a equipe local. Essas informações estão presentes nas Figuras 3 a 6 que demonstram a evolução dos exames realizados no setor.

Fonte: Divisão de Radiologia/ Sistema WPD/Diag Figura 4 - Evolução da produção de exames de Raio-X Convencional, de 2008 a 2010.

O exame de Tomografia apresentou uma queda significativa em 2009, que pode ser motivado pela avaria do equipamento. O HUL efetua aquisição via licitação pública o que, em termos reais, dificulta a pronta execução de substituição de peças e acessórios, principalmente se for objeto de importação.

A partir do ano de 2010 houve um aumento significativo no total de exames de tomografias realizados, em função da aquisição de um novo Tomógrafo Multislice.

Fonte: Divisão de Radiologia/ Sistema WPD/Diag Na Tabela 4 são apresentados os produtos específicos de revelação de filmes radiológicos e dos quantitativos de suprimentos da Divisão de Suprimentos, visando conhecer as despesas e gastos da área, conforme demonstrado nos quadros e gráficos a seguir.

Tabela 4 ? Relação de produtos de radiologia e seus respectivos consumos anuais da DESCRIÇÃO 2008 2010 Ano Vlr Total Anual Ano Vlr Total Anual Ano Vlr Total Anual Ano Vlr Total Anual Fixador de RAIO-X Concentrado - 76 lts. GAL 19 2.517,50 28 3.710,00 25 3.312,50 28 3.710,00 Revelador RAIO-X 20 lts GAL 30 4.275,00 39 5.557,50 36 5.130,00 47 6.650,00 Filme RAIO-X 18 X 24 PEL 15.700 4.867,00 12.400 3.844,00 11.800 3.658,00 10.400 3.224,00

Filme RAIO-X 24 X 30 PEL 20.700 10.557,00 18.900 9.639,00 19.800 10.098,00 20.400 10.404,00

Filme RAIO-X 35 X 35 PEL 12.700 11.303,00 12.300 10.947,00 14.900 13.261,00 11.600 10.324,00

Filme RAIO-X 30 X 40 PEL 16.300 13.692,00 14.200 11.928,00 19.100 16.044,00 18.400 15.456,00

Filme RAIO-X 35 X 43 PEL 20.300 21.924,00 22.200 23.976,00 16.100 17.388,00 20.667 22.320,00

Filme Laser DVB ? Tomografia (TOMO ANTIGA) 35 X 43 PEL 9.125 67.433,75 10.125 74.823,75 3.500 25.865,00 167 1.231,67 Filme Tomografia ? DRY VEW 35 X 43 PEL - - - - 6.000 32.400,00 16.000 86.400,00 TOTAL 136.569,25 144.425,25 127.156,50 159.719,67

2009 2011 (projetado)UNID Fonte: Div. Suprimentos / Sistema ESTHOS

Fonte: Div. Suprimentos / Sistema ESTHOS Figura 7 - Evolução do consumo de materiais da Radiologia utilizados na revelação de filmes radiológicos ? Período de 2008 a 2011

O HUL por ser hospital público, universitário e de alta complexidade, possui uma alta demanda de exames, conforme demonstrado nas figuras de 3 a 7, com tendência a crescimento acentuado, considerando-se o cenário da saúde local e estadual.

O consumo com insumos para a revelação de filmes de radiografias e tomografias é elevado, considerando a média anual de 2008 a 2011, em torno de R$ 141.967,67 (cento e quarenta e um mil novecentos e sessenta e sete reais e sessenta e sete centavos).

Além dos gastos com insumos diretamente ligados à revelação de filmes, deve-se considerar aspectos não abordados neste trabalho, como o alto custo da estrutura de apoio, que o HUL possui por ser um hospital escola.

É inegável que, em hospitais de ensino o consumo em geral de produtos é elevado, quando comparado ao de hospitais gerais sem essa característica, como, por exemplo, o excesso de pedidos de exames que para um profissional mais experiente seria desnecessário.

Considerando o valor estimado de R$ 699.600,00 (seiscentos e sessenta e nove mil e seiscentos reais) para a implantação do Sistema de Digitalização de Imagens, quando comparados aos valores gastos anualmente com os insumos utilizados na revelação de filmes que é em média de R$160.000,00 (cento e sessenta mil reais/ano), estima-se que em 04 (quatro) anos os investimentos realizados estariam pagos.

O Sistema de Digitalização proporcionará imagens digitalizadas a partir de equipamentos de Raios-X, Ultrassonografias e Tomografias, que poderão ser acessados em diversos pontos do Hospital, como Pronto Socorro, Unidades de Internação, UTIs Adulto, Pediátrica e Neonatais, Centro Cirúrgico e outros, e ainda serão possível a visualização destes exames pela internet a qual possibilita a discussão dos casos online em tempo real, com qualquer profissional médico e ambientes também voltados à academia.

O benefício voltado para a academia é a possibilidade de com a Digitalização de Imagens, estas serem trabalhadas com ferramentas como zoom, alteração de brilho e contraste, realizar medições digitais e até mesmo reconstruções tridimensionais de ossos e tecidos, as quais possibilitarão maior precisão no diagnóstico.

Os laudos serão inseridos em sistemas informatizados, o que garante a segurança e confiabilidade das informações, o armazenamento desses dados por um longo período de tempo é uma nova ferramenta que proporcionará segurança para os exames que poderão ser acessados a qualquer período sem perda da qualidade, proporcionando aos profissionais analisarem e compararem exames de arquivo com os exames atuais, vislumbrando a melhora ou não do quadro clínico.

Essa facilidade e segurança proporcionada pelo sistema, trará ao paciente maior segurança em seu tratamento, na mesma proporção que evitará repetições de exames, reduzindo a exposição às fontes de radiação ionizantes desnecessariamente.

A velocidade dos resultados dos exames no sistema digital de imagens radiodiagnostica são o reflexo das novas tecnologias, podendo obter os exames em menos de cinco minutos, com uma qualidade muito superior ao sistema convencional.

O Sistema de Digitalização de Imagens possibilitará a redução significativa de resíduos ou até mesmo a eliminação da geração de efluente gerado pelo processo de revelação de filmes utilizados no sistema convencional, extremamente agressivo ao meio ambiente e que podem causar sérios danos à saúde.

A partir das informações apresentadas e pelo avanço tecnológico hoje disponível no mercado, o HUL necessita acompanhar essa evolução, sob pena de se manter estruturas arcaicas e ultrapassadas, realidade esta de extrema inviabilidade para uma instituição de ensino formador de futuros profissionais para a sociedade.

O Sistema de Digitalização de Imagens proporcionará melhor aprendizagem, evitará o desperdício de material, com consequente resultado na qualidade e segurança.

O sistema é viável, econômico e seguro. Nesse sentido, espera-se que a instituição tenha sucesso na captação de recursos para sua concretização.

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