NBR 10126 – 1987 – Cotagem em Desenho Técnico

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NOV 1987 NBR 10126 Cotagem em desenho t?®cnico ABNT-Associa?º?úo Brasileira de Normas T?®cnicas

Sede: Rio de Janeiro Av. Treze de Maio, 13 – 28?? andar CEP 20003-900 – Caixa Postal 1680 Rio de Janeiro – RJ Tel.: PABX (021) 210 -3122 Telex: (021) 34333 ABNT – BR Endere?ºo Telegr?ífico: NORMAT?ëCNICA

Copyright ?® 1987, ABNTÔÇôAssocia?º?úo Brasileira de Normas T?®cnicas Printed in Brazil/ Impresso no Brasil Todos os direitos reservados Procedimento Origem: Projeto 04:005.04-005/1986 CB-04 – Comit?¬ Brasileiro de M?íquinas e Equipamentos Mec?ónicos CE-04:005.02 – Comiss?úo de Estudo de Desenho T?®cnico Geral NBR 10126 – Technical drawing – Dimensioning Descriptors: Dimensioning. Drawing Esta Norma foi baseada na ISO/DIS 129 Incorpora ERRATA n?? 1, de JUL 1990 e ERRATA n?? 2, de JUL 1998 Palavras-chave: Cotagem. Desenho 13 p?íginas

SUM?üRIO 1 Objetivo 2 Documentos complementares 3 Defini?º?Áes 4 M?®todo de execu?º?úo 5 Disposi?º?úo e apresenta?º?úo da cotagem 6 Indica?º?Áes especiais

1 Objetivo Esta Norma fixa os princ?¡pios gerais de cotagem a serem aplicados em todos os desenhos t?®cnicos.

Notas: a) Quando necess?írio, devem ser consultadas outras normas t?®cnicas de ?íreas espec?¡ficas.

b) As figuras do texto s?úo apresentadas na forma mais 2 Documentos complementares

Na aplica?º?úo desta Norma ?® necess?írio consultar: NBR 8402 – Execu?º?úo de caracteres para escrita em desenhos t?®cnicos – Procedimento

NBR 8403 – Aplica?º?úo de linhas em desenhos – Tipos de linhas – Larguras das linhas – Procedimento

NBR 10067 – Princ?¡pios gerais de representa?º?úo em desenho t?®cnico – Vistas e cortes – Procedimento 3 Defini?º?Áes Para os efeitos desta Norma s?úo adotadas as defini?º?Áes 3.1 e 3.2.

3.1 Cotagem Representa?º?úo gr?ífica no desenho da caracter?¡stica do elemento, atrav?®s de linhas, s?¡mbolos, notas e valor num?®- rico numa unidade de medida.

3.1.1 Funcional 3.1.2 N?úo funcional N?úo essencial para funcionamento do objeto (ver NF na Figura 1).

3.1.3 Auxiliar Dada somente para informa?º?úo. A cotagem auxiliar n?úo influi nas opera?º?Áes de produ?º?úo ou de inspe?º?úo; ?® deri- vada de outros valores apresentados no desenho ou em documentos e nela n?úo se aplica toler?óncia (ver AUX na Figura 1).

3.1.4 Elemento Uma das partes caracter?¡sticas de um objeto, tal como uma superf?¡cie plana, uma superf?¡cie cil?¡ndrica, um res- salto, um filete de rosca, uma ranhura, um contorno etc.

Figura 1 3.1.5 Produto acabado Objeto completamente pronto para montagem ou servi?ºo, Um produto acabado pode tamb?®m ser uma etapa pronta para posterior processamento (por exemplo: um produto fundido ou forjado).

3.2 Aplica?º?úo A aplica?º?úo das cotas deve ser conforme especificado de 3.2.1 a 3.2.7.

3.2.1 Toda cotagem necess?íria para descrever uma pe?ºa ou componente, clara e completamente, deve ser repre- sentada diretamente no desenho.

3.2.2 A cotagem deve ser localizada na vista ou corte que 3.2.3 Desenhos de detalhes devem usar a mesma unidade (por exemplo, mil?¡metro) para todas as cotas sem o empre- go do s?¡mbolo. Se for necess?írio, para evitar mau enten- dimento, o s?¡mbolo da unidade predominante para um determinado desenho deve ser inclu?¡do na legenda. Onde outras unidades devem ser empregadas como parte na especifica?º?úo do desenho (por exemplo, N.m. para torque ou kPA para press?úo), o s?¡mbolo da unidade apropriada deve ser indicado com o valor.

3.2.4 Cotar somente o necess?írio para descrever o objeto ou produto acabado. Nenhum elemento do objeto ou Exce?º?Áes podem ser feitas:

a) onde for necess?írio a cotagem de um est?ígio in- termedi?írio da produ?º?úo (por exemplo: o tamanho do elemento antes da cementa?º?úo e acabamento);

3.2.5 N?úo especificar os processos de fabrica?º?úo ou os m?®todos de inspe?º?úo, exceto quando forem indispens?í- veis para assegurar o bom funcionamento ou intercambia- bilidade.

3.2.6 A cotagem funcional deve ser escrita diretamente no desenho (ver Figura 2)

Ocasionalmente a cotagem funcional escrita indireta- mente ?® justificada ou necess?íria. A Figura 3 mostra o efeito da cotagem funcional escrita indiretamente, acei- t?ível, mantendo os requisitos dimensionais estabelecidos na Figura 2.

3.2.7 A cotagem n?úo funcional deve ser localizada de for- Figura 2

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4 M?®todo de execu?º?úo 4.1 Elementos de cotagem Incluem a linha auxiliar, linha de cota (NBR 8403) limite da linha de cota e a cota. Os v?írios elementos da cotagem s?úo mostrados nas Figuras 4 e 5.

4.2 Linhas auxiliares e cotas S?úo desenhadas como linhas estreitas cont?¡nuas, confor- me NBR 8403, mostrado nas Figuras 4 e 5.

4.2.1 Linha auxiliar deve ser prolongada ligeiramente al?®m da respectiva linha de cota (ver Figuras 4 e 5). Um pequeno espa?ºo deve ser deixado entre a linha de contorno e linha auxiliar.

4.2.2 Linhas auxiliares devem ser perpendiculares ao elemento dimensionado, entretanto se necess?írio, pode ser desenhado obliquamente a este, (aproximadamente 60??), por?®m paralelas entre si (ver Figura 6).

4.2.3 A constru?º?úo da intersec?º?úo de linhas auxiliares deve ser feita com o prolongamento desta al?®m do ponto de intersec?º?úo (ver Figura 7).

4.2.4 Linhas auxiliares e cota, sempre que poss?¡vel, n?úo Figura 4-a)

Figura 7 Figura 8 4.2.5 A linha de cota n?úo deve ser interrompida, mesmo que o elemento o seja (ver Figura 9).

Figura 9 4.2.6 O cruzamento das linhas de cota e auxiliares devem ser evitados, por?®m, se isso ocorrer, as linhas n?úo devem ser interrompidas no ponto de cruzamento.

4.2.7 A linha de centro e a linha de contorno, n?úo devem ser usadas como linha de cota, por?®m, podem ser usadas como linha auxiliar (ver Figura 10). A linha de centro, quando usada como linha auxiliar, deve continuar como linha de centro at?® a linha de contorno do objeto.

Figura 10 4.3 Limite da linha de cota A indica?º?úo dos limites da linha de cota ?® feita por meio de setas ou tra?ºos obl?¡quos.

4.3.1 As indica?º?Áes s?úo especificadas como segue: a) a seta ?® desenhada com linhas curtas formando ?óngulos de 15??. A seta pode ser aberta, ou fechada preenchida (ver Figura 11);

b) o tra?ºo obl?¡quo ?® desenhado com uma linha curta Figura 11

Figura 12 4.3.2 A indica?º?úo dos limites da linha de cota deve ter o mesmo tamanho num mesmo desenho.

4.3.3 Somente uma forma da indica?º?úo dos limites da li- nha de cota deve ser usada num mesmo desenho. Entre- tanto, quando o espa?ºo for mito pequeno, outra forma de indica?º?úo de limites pode ser utilizada (ver Figura 24).

4.3.4 Quando houver espa?ºo dispon?¡vel, as setas de limita- ?º?úo da linha de cota devem ser apresentadas entre os li- mites da linha de cota (ver Figura 13). Quando o espa?ºo for limitado as setas de limita?º?úo da linha de cota, podem ser apresentadas externamente no prolongamento da li- nha de cota, desenhado com esta finalidade (ver Figu- ra 14).

4.3.5 Somente uma seta de limita?º?úo da linha de cota ?® utilizada na cotagem de raio (ver Figura 15). Pode ser dentro ou fora do contorno, (ou linha auxiliar) dependendo do elemento apresentado.

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Figura 13 Figura 15 4.4 Apresenta?º?úo da cotagem 4.4.1 As cotas devem ser apresentadas em desenho em caracteres com tamanho suficiente para garantir completa legibilidade, tanto no original como nas reprodu?º?Áes efe- tuadas no microfilmes (conforme NBR 8402). As cotas devem ser localizadas de tal modo que elas n?úo sejam cortadas ou separadas por qualquer outra linha.

4.4.2 Existem dois m?®todos de cotagem mas somente um deles deve ser utilizado num mesmo desenho: a) m?®todo 1: – as cotas devem ser localizadas acima e parale- lamente ?ás suas linhas de cotas e preferivelmente no centro (ver Figura 16).

Figura 16 Exce?º?úo pode ser feita onde a cotagem sobre- posta ?® utilizada (ver Figura 34). As cotas devem ser escritas de modo que possam ser lidas da base e/ou lado direito do desenho. Cotas em li- nhas de cotas inclinadas devem ser seguidas como mostra a Figura 17.

Figura 14 Figura 17 Na cotagem angular podem ser seguidas uma das formas apresentadas nas Figuras 18 e 19.

Figura 19 b) M?®todo 2: – as cotas devem ser lidas da base da folha de pa- pel. As linhas de cotas devem ser interrompidas, preferivelmente no meio, para inscri?º?úo da cota (ver Figuras 20 e 21).

Figura 20 Figura 21 Na cotagem angular podem ser seguidas uma das formas apresentadas nas Figuras 19 e 22.

Figura 22 4.4.3 A localiza?º?úo das cotas freq??entemente necessita ser adaptada ?ás v?írias situa?º?Áes. Portanto, por exemplo, as cotas podem estar: a) no centro submetido da linha de cota, quando a pe?ºa ?® desenhada em meia pe?ºa (ver Figura 23).

Figura 23 b) sobre o prolongamento da linha de cota, quando Figura 24 c) sobre o prolongamento horizontal da linha de cota, quando o espa?ºo n?úo permitir a localiza?º?úo com a interrup?º?úo da linha de cota n?úo horizontal (ver Figura 25).

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4.4.4 Cotas fora de escala (exceto onde a linha de inter- rup?º?úo for utilizada) deve ser sublinhada com linha reta com a mesma largura da linha do algarismo (ver Figu- ra 26).

Figura 26 4.4.5 Os s?¡mbolos seguintes s?úo usados com cotas para mostrar a identifica?º?úo das formas e melhorar a interpreta- ?º?úo de desenho. Os s?¡mbolos de di?ómetro e de quadrado podem ser omitidos quando a forma for claramente indi- cada. Os s?¡mbolos devem preceder ?á cota (ver Figu- ras 27 a 31).

: Di?ómetro ESF: Di?ómetro esf?®rico R: Raio R ESF: Raio esf?®rico

?ñ Quadrado Figura 27 Figura 28 Figura 29

Figura 30 Figura 31 5 Disposi?º?úo e apresenta?º?úo da cotagem 5.1 Disposi?º?úo A disposi?º?úo da cota no desenho deve indicar claramente a finalidade do uso. Geralmente ?® resultado da combina- ?º?úo de v?írias finalidades.

5.2 Cotagem em cadeia Deve ser utilizada somente quando o poss?¡vel ac??mulo de toler?óncias n?úo comprometer a necessidade funcional das partes. (Figura 32).

Figura 32 5.3 Cotagem por elemento de refer?¬ncia 5.3.1 Este m?®todo de cotagem ?® usado onde o n??mero de cotas da mesma dire?º?úo se relacionar a um elemento de refer?¬ncia.

Cotagem por elemento de refer?¬ncia pode ser executada 5.3.1.1 Cotagem em paralelo ?® a localiza?º?úo de v?írias co- tas simples paralelas uma ?ás outras e espa?ºadas suficien- temente para escrever a cota (ver Figuras 33 e 34).

5.3.1.2 Cotagem aditiva ?® uma simplifica?º?úo da cotagem em paralelo e pode ser utilizada onde h?í limita?º?úo de es- pa?ºo e n?úo haja problema de interpreta?º?úo.

A origem ?® localizada num elemento de refer?¬ncia e as cotas s?úo localizadas na extremidade da linha auxiliar (ver Figura 34).

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5.3.3 Quando os elementos estiverem pr??ximos, quebra- mos as linhas auxiliares para permitir a inscri?º?úo da cota no lugar apropriado, como mostra a Figura 36.

5.4 Cotagem por coordenadas 5.4.1 Pode ser mais pr?ítico reduzir-se a Tabela, como mostra a Figura 37 do que a Figura 35.

5.4.2 Coordenadas para pontos de intersec?º?úo em malhas nos desenhos de localiza?º?úo s?úo indicadas como mostra a Figura 38.

5.4.3 Coordenadas para pontos arbitr?írios sem a malha, devem aparecer adjacentes a cada ponto (ver Figura 39) ou na forma de tabela (ver Figura 40).

5.5 Cotagem combinada Cotagem simples, cotagem aditiva e cotarem por elemen- to comum podem ser combinadas no desenho (ver Figu- ras 41 e 42).

6 Indica?º?Áes especiais 6.1 Cordas, arcos, ?óngulos e raios 6.1.1 As cotas de cordas, arcos e ?óngulos, devem ser co- mo mostra a Figura 43.

6.1.2 Quando o centro do arco cair fora dos limites do es- pa?ºo dispon?¡vel, a linha de cota do raio deve ser quebrada ou interrompida, conforme a necessidade de localizar ou n?úo o centro do arco (ver Figura 15).

6.1.3 Quando o tamanho do raio for definido por outras cotas, ele deve ser indicado pela linha de cota do raio com o s?¡mbolo R sem cota (ver Figura 44).

6.2 Elementos equidistantes 6.2.1 Onde os elementos equidistantes ou elementos uni- formemente distribu?¡dos s?úo parte da especifica?º?úo do desenho a cotagem pode ser simplificada.

6.2.2 Espa?ºamento linear pode ser cotado como mostra a Figura 45. Se houver alguma possibilidade de confus?úo, entre o comprimento do espa?ºo e o n??mero de espa?ºa- mentos, um espa?ºo deve ser cotado como mostra a Figu- ra 46.

6.2.3 Espa?ºamentos angulares de furos e outros elemen- tos podem ser cotados como mostra a Figura 47. Espa?ºa- mentos dos ?óngulos podem ser omitidos se n?úo causarem d??vidas ou confus?úo (ver Figura 48).

6.2.4 Espa?ºamentos circulares podem ser cotados indire- tamente, dando o n??mero de elementos, como mostra a Figura 49.

Figura 36 X Y 1 20 160 15,5 2 20 20 13,5 3 60 120 11 4 60 60 13,5 5 100 90 26 6 7 8 9 10

Figura 38 X Y 1 10 20 2 80 40 3 70 80 4 20 60

Figura 39 Figura 40

Figura 41 Figura 42

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Figura 45 Figura 46 Figura 47 Figura 48

6.3 Elementos repetidos Se for poss?¡vel definir a quantidade de elementos de mes- mo tamanho e assim, evitar de repetir a mesma cota, eles podem ser cotados como mostram as Figuras 50 e 51.

6.4 Chanfros e escareados 6.4.1 Chanfros devem ser cotados como mostra a Figu- ra 52. Nos chanfros de 45?? a cotagem pode ser simplifica- da, como mostram as Figuras 53 e 54.

6.4.2 Escareados s?úo cotados conforme mostra a Figu- 6.5 Outras indica?º?Áes

6.5.1 Para evitar a repeti?º?úo da mesma cota ou evitar cha- madas longas, podem ser utilizadas letras de refer?¬ncias, em conjunto com uma legenda ou nota (ver Figura 56).

6.5.2 Em objetos sim?®tricos representados em meio corte (ver Figura 57-a)) ou meia vista (ver Figura 57-b)) (ver

Figura 50 Figura 52 Figura 54 NBR 10067), a linha de cota deve cruzar e se estender ligeiramente al?®m do eixo de simetria.

6.5.3 Normalmente n?úo se cota em conjunto, por?®m, quan- do for cotado, o grupo de cotas espec?¡fico para cada objeto deve permanecer, tanto quanto poss?¡vel, separados (ver Figura 58).

6.5.4 Algumas vezes, ?® necess?írio cotar uma ?írea ou comprimento limitado de uma superf?¡cie, para indicar uma situa?º?úo especial.

Neste caso, a ?írea ou o comprimento e sua localiza?º?úo, s?úo indicados por meio de linha, tra?ºo e ponto larga, dese- nhada adjacente e paralela ?á face correspondente.

Quando esta exig?¬ncia especial se referir a um elemento de revolu?º?úo, a indica?º?úo deve ser mostrada somente num lado (ver Figura 59).

Quando a localiza?º?úo e a extens?úo da exig?¬ncia especial necessitar de identifica?º?úo, deve-se cotar aproximada- mente, por?®m, quando o desenho mostrar claramente a sua extens?úo, a cotagem n?úo ?® necess?íria (ver Figu- ra 60).

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Figura 56 Figura 57-a) Figura 57-b)

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