Zoologia – taxonomia e classificação III

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8 FILO ECHINODERMATA Os Echinodermatas (gr. echinos, espinho; ouri?ºo + derma, pele) constituem um dos filos mais facilmente reconhec?¡veis do Reino Animal, com aproximadamente 6.000 esp?®cies viventes. Incluem as bem conhecidas estrelas-do-mar, ofi??ros, ouri?ºos-do-mar, bolachas-da- praia, l?¡rios-do-mar (crin??ides) e pepinos-do-mar (holot??rias) (figura 88). A diversidade dos equinodermos hoje ?® bem menor do que foi no Paleoz??ico, sobrevivendo apenas 6 das 24 classes do filo.

Todos s?úo animais grandes e nenhum ?® parasita ou colonial. Praticamente todos t?¬m h?íbitos bent??nicos e s?úo permanentemente presos ao fundo oce?ónico ou se movem lentamente sobre o substrato. S?úo peculiares entre os animais por n?úo apresentarem cabe?ºa; terem um esqueleto interno; suas larvas apresentarem simetria bilateral e sofrerem metamorfose para gerar animais adultos de simetria radial e, finalmente, por terem uma subdivis?úo interna do celoma que ?® usada na locomo?º?úo e na captura de alimento. Todos os equinodermos s?úo exclusivamente marinhos, sendo comuns e abundantes em todos os oceanos do mundo. S?úo animais de sexos separados (di??icos), sem dimorfismo sexual. A inexist?¬ncia de cabe?ºa ou plano bilateral de simetria torna os termos dorsal e ventral, anterior e posterior, lado direito e esquerdo completamente impr??prios. Assim costuma-se falar em face oral (onde situa-se a boca) e aboral (face oposta ?á boca). Em resumo: os Equinodermatas s?úo tribl?ísticos, celomados, deuterost??mios, apresentam simetria radial pent?ómera (o corpo pode ser dividido em 5 partes organizadas em torno de um eixo central), t?¬m esqueleto interno de origem mesod?®rmica e o exclusivo sistema de canais celom?íticos e ap?¬ndices superficiais compondo o sistema hidrovascular ou ambulacr?írio.

8.1 Caracter?¡sticas Gerais Revestimento e prote?º?úo A epiderme simples recobre o esqueleto e os espinhos (quando presentes). Os espinhos, que servem como prote?º?úo (principalmente no ouri?ºo-do-mar), s?úo bem alongados e ?ás vezes providos de gl?óndulas venenosas. Algumas esp?®cies possuem ainda pequenas pin?ºas (pedicel?írias) que servem para defesa e para manter sempre limpa a superf?¡cie do corpo.

Sustenta?º?úo e locomo?º?úo Possuem endoesqueleto de placas calc?írias m??veis (articuladas) ou fixas, freq??entemente com espinhos. As placas podem ser microsc??picas, distribu?¡das pelo corpo, como nos pepinos-do-mar, ou constituir uma carapa?ºa muito resistente, como nos ouri?ºos- do-mar. Nestes animais, a locomo?º?úo ?® lenta e ?® feita pelos p?®s ambulacr?írios e ainda por espinhos movidos por m??sculos.

Sistema Hidrovascular ?ë um sistema de canais e ap?¬ndices da parede do corpo, peculiar aos equinodermos. Como todo o sistema deriva-se do celoma, os canais s?úo revestidos por um epit?®lio ciliado e s?úo preenchidos por fluido, similar ?á ?ígua do mar, exceto pelo fato de conter ameb??citos, prote?¡nas e altos teores do ?¡on pot?íssio. O sistema hidrovascular ?® bem desenvolvido nos aster??ides, atuando como meio de locomo?º?úo.

Nutri?º?úo e digest?úo O sistema digestivo ?® completo (figura 89), exceto nos ofi??ros. As estrelas-do-mar s?úo carn?¡voras e predadoras, seu alimento preferido s?úo as ostras. Apesar da potente musculatura das ostras, as estrelas-do-mar conseguem abrir-lhe as valvas, introduzir seu est??mago no interior e lan?ºar enzimas, ocorrendo uma digest?úo externa. Os ouri?ºos-do-mar alimentam-se de algas, que s?úo trituradas pelos cinco dentes calc?írios, que formam uma estrutura chamada ÔÇ£lanterna de Arist??telesÔÇØ.

Figura 89: Filo Echinodermata. Sec?º?Áes esquem?íticas mostrando nas cinco classes viventes as rela?º?Áes da boca (M), ?ónus (A), p?®s ambulacr?írios (T) e espinho (S). O trato digestivo delineado.

Circula?º?úo e Respira?º?úo N?úo possuem cora?º?úo nem mesmo sistema circulat??rio t?¡pico. Existe, por?®m, um reduzido sistema de canais (canais hemais), com disposi?º?úo radial, onde circula um l?¡quido A respira?º?úo, por difus?úo, ?® realizada pelo sistema ambulacr?írio. Al?®m disso, na estrela-do-mar e ouri?ºo-do-mar existem diminutas e ramificadas br?ónquias d?®rmicas. A troca gasosa na maioria dos holotur??ides (pepinos-do-mar) ?® realizada por meio de um sistema not?ível de t??bulos ramificados, as ?írvores respirat??rias. Essas localizam-se no celoma nos lados direito e esquerdo do trato digestivo principal com muitos ramos, cada um dos quais terminando numa pequena ves?¡cula. Os troncos das duas ?írvores emergem da extremidade superior da cloaca. A ?ígua circula atrav?®s dos t??bulos por meio da a?º?úo bombeadora da cloaca e das ?írvores respirat??rias.

Excre?º?úo N?úo existe nenhum ??rg?úo especializado. Os catab??litos s?úo levados por ameb??citos aos p?®s ambulacr?írios, hidropulm?Áes ou a qualquer estrutura exposta ?á ?ígua, que os elimina por difus?úo.

Sistema nervoso e ?ôrg?úos dos Sentidos N?úo h?í g?ónglios, mas sim um anel nervoso pr??ximo ?á regi?úo oral, de onde saem Possuem c?®lulas t?íteis na superf?¡cie do corpo. Na extremidade dos bra?ºos das estrelas- do-mar existem c?®lulas fotorreceptoras.

Reprodu?º?úo S?úo animais de sexos separados e de fecunda?º?úo externa. Os ??rg?úos sexuais s?úo simples, existindo, geralmente, apenas g??nadas sem ductos genitais. O desenvolvimento ?® indireto, aparecendo em cada classe um tipo caracter?¡stico de larva: bipin?íria (nas estrelas- do-mar), pluteus (ofi??ros e ouri?ºo), dolid?íria (crin??ides) e auricul?íria (pepino-do-mar). A simetria ?® bilateral nas larvas, passando a radial nos animais adultos. A reprodu?º?úo assexuada aparece em algumas larvas que se auto-dividem; al?®m disso, as estrelas-do-mar e o pepino-do-mar t?¬m a capacidade de regenerar partes perdidas.

Eviscera?º?úo e Regenera?º?úo A expuls?úo dos t??bulos pegajosos a partir da regi?úo anal, encontra-se geralmente associada aos pepinos-do-mar, mas esse fen??meno defensivo geralmente se limita a algumas esp?®cies dos g?¬neros de Holothuria e Actinopyga. Alguns desses organismos possuem uma grande massa de t??bulos cegos brancos, rosados ou vermelhos, chamados t??bulos de Cuvier preso ?á base da ?írvore respirat??ria. Quando em perigo, esses pepinos orientam o ?ónus em dire?º?úo ao intruso, contraem a parede corporal e disparam os t??bulos, atrav?®s do rompimento da cloaca. Os t??bulos nem sempre s?úo adesivos, mas podem liberar uma Um fen??meno mais comum, chamado eviscera?º?úo, pode ser confundido com a descarga dos t??bulos de Cuvier. Dependendo da esp?®cie, partes do intestino e ??rg?úos associados podem ser expelidos. A eviscera?º?úo ?® seguida pela regenera?º?úo das partes perdidas.

8.2 Classifica?º?úo 8.2.1 Classe Crinoidea (Crin??ides) Estes equinodermos semelhantes a flores vivem desde abaixo da linha de mar?® baixa at?® profundidades abissais. O corpo ?® um pequeno c?ílice em forma de ta?ºa, de placas calc?íreas, ao qual est?úo presos 5 bra?ºos flex?¡veis que se bifurcam formando 10 ou mais extremidades estreitas, cada uma contendo muitas p?¡nulas delicadas. Alguns possuem um ped??nculo longo, que fixa o crin??ide ao fundo do mar (figura 90). O tubo digestivo curva-se em U de maneira que a boca e o ?ónus est?úo presentes na superf?¡cie oral (face superior), dispostas lado a lado. Alimentam-se de pl?óncton e de detritos, colhidos pelos tent?ículos e dirigidos ?á boca pelos c?¡lios. Exemplo: l?¡rio-do-mar.

Figura 90: Subclasse Crinoidea. Um crin??ide sedent?írio simples fixo

8.2.2 Classe Echinoidea (ouri?ºos-do-mar e bolachas-da-praia) Os membros desta classe t?¬m o corpo arredondado (forma: hemisf?®rica ou ov??ide, nos ouri?ºos-do-mar e disciforme, nas bolachas-do-mar) sem bra?ºos ou raios livres, mas possuem espinhos delgados e m??veis (fig. 91).

uma s?®rie dupla de p?®s ambulacr?írios. Nas placas h?í tub?®rculos baixos, arredondados, nos quais os espinhos se articulam. Entre os espinhos h?í pedicel?írias, as quais mant?¬m o corpo limpo e capturam pequenas presas. Boca e ?ónus s?úo centrais, mas em p??los opostos. Ouri?ºos alimentam-se de plantas marinhas, mat?®ria animal morta e pequenos organismos. Bolachas- da-praia alimentam-se de part?¡culas org?ónicas da areia ou do lodo atrav?®s de ingest?úo direta ou por meio de rede de muco.

8.2.3 Classe Asteroidea (estrelas-do-mar) As estrelas-do-mar abundam em quase todas as costas marinhas, especialmente em praias rochosas e ao redor de pilares de portos. V?írias esp?®cies vivem desde as linhas de O corpo de uma estrela-do-mar consiste de um disco central e cinco raios ou bra?ºos afilados (figura 92), mas um n??mero maior de bra?ºos ?® caracter?¡stico de muitos aster??ides. A boca est?í no centro da superf?¡cie oral, na face inferior do disco. Em cada bra?ºo, um grande sulco estende-se radialmente a partir da boca (sulcos ambulacr?írios). Cada sulco cont?®m duas ou quatro fileiras de proje?º?Áes tubulares chamadas p?®s ambulacr?írios, estes s?úo os ??rg?úos locomotores e formam parte do sistema hidrovascular. Na ponta de cada bra?ºo h?í um Na superf?¡cie aboral h?í espinhos obtusos calc?írios, os quais s?úo partes do esqueleto. Br?ónquias d?®rmicas pequenas e moles (chamadas de p?ípulas) projetam-se da cavidade do corpo entre os espinhos para a respira?º?úo e excre?º?úo. Ao redor dos espinhos e p?ípulas h?í pedicel?írias diminutas em forma de pin?ºa, que mant?®m a superf?¡cie do corpo limpa e tamb?®m auxiliam na captura de alimento. O ?ónus ?® uma abertura diminuta pr??xima ao centro da superf?¡cie aboral e nas proximidades do madreporito (placa que comunica o sistema ambulacr?írio ao meio externo).

As estrelas-do-mar alimentam-se de moluscos, crust?íceos, vermes tub?¡colas e de outros equinodermos. Algumas alimentam-se de mat?®ria org?ónica em suspens?úo. Animais pequenos e ativos, mesmo peixes, ocasionalmente podem ser capturados pelos p?®s Quanto ?á reprodu?º?úo, ??vulos e espermatoz??ides s?úo postos na ?ígua do mar, onde ocorre a fecunda?º?úo. A clivagem ?® r?ípida, total, igual e indeterminada. A larva originada Estrelas-do-mar sofrem acidentes na natureza e podem soltar um bra?ºo (autotomia) quando manuseadas rudemente, mas os bra?ºos regeneram-se prontamente.

8.2.4 Classe Ophiuroidea (ofi??ros ou serpentes-do-mar) Os ofi??ros t?¬m um disco pequeno, arredondado, com 5 bra?ºos distintos, longos, delgados, articulados e fr?ígeis (fig.93). Um bra?ºo consiste de muitos segmentos semelhantes, cada um compreendendo 2 oss?¡culos centrais fundidos, cobertos por placas. No bra?ºo h?í um ramo do sistema ambulacr?írio. Os p?®s ambulacr?írios s?úo ventrolaterais, sem ventosas. Eles s?úo sensitivos, auxiliam na respira?º?úo e podem levar alimento ?á boca. N?úo h?í pedicel?írias e br?ónquias d?®rmicas. Todos os ??rg?úos digestivos e reprodutores est?úo no disco. A boca fica no Vivem desde ?íguas rasas a profundas, algumas vezes, escondendo-se embaixo de pedras ou plantas marinhas ou no lodo e areia, tornando-se ativos ?á noite. Movem-se por movimentos serpenteantes r?ípidos. Alimentam-se de pequenos crust?íceos, moluscos e outros animais e detritos do fundo; podem servir de alimentos a peixes.

empurrado para a boca ou de pl?óncton aprisionado em muco nos tent?ículos. As holot??rias freq??entemente s?úo os invertebrados dominantes nas partes mais profundas dos oceanos e muitos taxa s?úo restritos a ?íguas profundas.

Figura 94: O pepino-do-mar Cucumaria Resumo da classifica?º?úo: CLASSE EM PORTUGU?èS CARACTER?ìSTICAS EXEMPLOS CRINOIDEA

OPHIUROIDEA ASTEROIDEA ECHINOIDEA HOLOTHUROIDEA crin??ides ofiur??ides

aster??ides equin??ides holotur??ides alguns, fixos no fundo do mar (com tent?ículos m??veis); outros, flutuantes livres, corpo em forma de medalha com 5 bra?ºos finos, longos e muito m??veis livres, com formato de estrela (n??mero de bra?ºos vari?ível) livres, semi-esf?®ricos e alguns cobertos de espinhos grandes poucos movimentos, vivendo junto ?ás rochas no fundo da ?ígua l?¡rios-do-mar

serpentes-do-mar estrelas-do-mar ouri?ºos-do-mar, bolachas-do-mar

8.3 Import?óncia para o homem Os equinodermos s?úo pouco usados como alimento, no entanto, habitantes da bacia do Mediterr?óneo comem, assadas ou cruas, as g??nodas do ouri?ºo-do-mar. As paredes do corpo do pepino-do-mar, ap??s serem fervidas e secas, produzem o ÔÇ£trepangÔÇØ usado para fazer sopas. As v?¡sceras de v?írios equinodermos s?úo usadas como iscas para peixes. As estrela-do-mar podem danificar culturas comerciais de ostras e mexilh?Áes, trazendo As pesquisas biol??gicas tem sido a maior fonte de utilidade dos equinodermos. Muitos s?úo os ensaios experimentais sobre fecunda?º?úo e desenvolvimento feitos com o ouri?ºo-do- mar.

9 FILO CHORDATA O filo CHORDATA (gr. chorda, cord?úo) ?® o maior filo e o ecologicamente mais significante da linha deuterost??mia de evolu?º?úo. Compreende alguns grupos invertebrados, bem como todos os animais vertebrados. Ocorre em todos os habitats, marinho, de ?ígua doce e terrestre. Compreende dois grupos diferentes de organismos. Os protocordados ou cordados inferiores s?úo todos marinhos, pequenos e n?úo t?¬m v?®rtebras; incluem os tunicados (Asc?¡dias) e os anfioxos. Todos os outros cordados s?úo vertebrados e compreendem os peixes, anf?¡bios, r?®pteis, aves e mam?¡feros.

Caracteres gerais ÔÇó Uma notocorda dorsal, semelhante a um bastonete, presente durante pelo menos parte do ÔÇó Um tubo nervoso dorsal oco presente em algum momento do ciclo vital. ÔÇó Simetria bilateral, com tr?¬s folhetos germinativos e um corpo segmentado. ÔÇó Celoma de origem enteroc?®lica e bem desenvolvido (exceto em Urochordata). ÔÇó O esqueleto, quando presente, ?® um endoesqueleto formado no mesoderma. ÔÇó Sistema circulat??rio fechado com um cora?º?úo ventral (exceto em Urochordata). ÔÇó Sexos geralmente separados (alguns hermafroditos ou prot?óndricos); ov?¡paros ou viv?¡paros.

se nos lados da faringe embrion?íria. Cada uma ?® formada por uma evagina?º?úo da endoderme da faringe e uma invagina?º?úo da ectoderme da parede do corpo; a parede intermedi?íria rompe-se para formar a fenda branquial nos representantes aqu?íticos. Em vertebrados superiores, que respiram por pulm?Áes, as br?ónquias desenvolvem-se somente no embri?úo e desaparecem antes do nascimento.

SubfilosClasses e suas principais caracter?¡sticas UROCHORDATA adulto dentro de t??nica secretada.

APPENDICULARIA: diminutos, semelhantes a girinos; t??nica tempor?íria; 2 fendas branquiais ASCIDIACEA: Asc?¡dias. T??nica com m??sculos dispersos; muitas fendas branquiais THALIACEA: Salpas. T??nica com faixas musculares circulares CEPHALOCHORDATA Notocorda e tubo nervoso ao longo de todo o corpo e persistentes; fendas branquiais persistentes.

ANFIOXOS: Delgados, semelhantes a peixes, segmentados; epiderme uniestratificada, sem escamas; muitas fendas branquiais VERTEBRATA Com cr?ónio, arcos viscerais e enc?®falo.

Superclasse PISCES Nadadeiras pares, br?ónquias, pele com escamas *OSTRACODERMI: Peixes primitivos encoura?ºados. Escamas grandes, freq??entemente fundidas formando escudo cefalotor?ícico CYCLOSTOMATA: Cicl??stomos. Pele sem escamas; boca sugadora; 5 a 16 pares de br?ónquias Mand?¡bulas primitivas; fendas branquiais completas na frente do hi??ide Pele com escamas plac??ides; esqueleto cartilaginoso; 5 a 7 pares de br?ónquias em fendas separadas OSTEICHTHYES: Peixes ??sseos. Pele com escamas cicl??ides ou cten??ides; 4 pares de br?ónquias em uma cavidade comum coberta por op?®rculo Superclasse TETRAPODA Extremidades pares, pulm?Áes, pele cornificada, esqueleto ??sseo.

9.1 Os Cordados Invertebrados 9.1.1 Subfilo Urochordata (tunicados) Os tunicados s?úo um grupo com aproximadamente 1250 esp?®cies de animais marinhos (exemplo: asc?¡dia). A maioria deles ?® s?®ssil quando adulto e somente a larva apresenta notocorda e tubo neural. Os adultos n?úo apresentam segmenta?º?úo nem cavidade corporal. A maioria das esp?®cies ocorre em ?íguas pouco profundas, mas alguns podem ser encontrados a grandes profundidades. Em alguns tunicados, os adultos s?úo coloniais, vivendo em massas sobre o fundo oce?ónico. Os tunicados obt?®m o alimento pela a?º?úo dos c?¡lios que se encontram em fileiras nas suas faringes. Os c?¡lios batem formando uma corrente de ?ígua que entra na faringe e as part?¡culas microsc??picas s?úo capturadas em uma secre?º?úo mucosa. As larvas de tunicados exibem todas as caracter?¡sticas b?ísicas dos cordados. As larvas s?úo transparentes e livre-natantes. A cauda cont?®m uma notocorda de sustenta?º?úo, um tubo nervoso dorsal e pares seriados de m??sculos segmentados laterais. A extremidade anterior apresenta tr?¬s gl?óndulas mucosas ou adesivas. O trato digestivo ?® completo, com boca, seguida das fendas far?¡ngeas (ou fendas branquiais) perfuradas abrindo-se num ?ítrio, end??stilo, intestino e ?ónus. H?í um aparelho circulat??rio com vasos sang???¡neos. O sistema nervoso e estruturas sensitivas incluem um ÔÇ£c?®rebroÔÇØ, um g?ónglio do tronco, um olho Depois de umas horas ou dias de vida livre a larva prende-se verticalmente por suas gl?óndulas adesivas a uma rocha ou superf?¡cie dura. Segue-se uma r?ípida transforma?º?úo (metamorfose retr??grada) na qual a maioria dos caracteres dos cordados desaparece (figura 95). A cauda ?® parcialmente absorvida e parcialmente perdida, a notocorda, o tubo neural e os m??sculos s?úo retra?¡dos para o corpo e absorvidos. Do sistema nervoso subsiste o g?ónglio do tronco. A cesta branquial aumenta, desenvolve muitas aberturas e ?® invadida por vasos sang???¡neos. O est??mago e o intestino crescem. As g??nadas e ductos formam-se entre o est??mago e o intestino. As gl?óndulas adesivas desaparecem e a t??nica cresce para cima para envolver totalmente o animal (figura 96).

Fases da metamorfose de uma asc?¡dia solit?íria desde a larva As setas indicam a entrada e a (Adaptada de Kolwalewsky e Herdman). A. Larav prende-se a um objeto s??lido por meio de Cauda reabsorvida, notocorda e tubo nervoso reduzidos. C. A notocorda desaparece, os ??rg?úos internos come?ºam a sofrer rota?º?úo. D. Metamorfose completa, com rota?º?úo (90 a 180 graus) dos ??rg?úos internos e das aberturas externas; a cesta branquial aumenta, a t??nica ?® secretada e o sistema nervosos reduz-se a um g?ónglio.

Figura 96: Subfilo Urochordata Estrutura de uma asc?¡dia A t??nica, o manto e a metade superior do saco branquial foram retirados no lado esquerdo. As setas indicam a dire?º?úo das correntes da ?ígua atrav?®s do animal.

9.1.2 Subfilo Cephalochordata (anfioxos) Este grupo compreende aproximadamente 30 esp?®cies de animais semelhantes a peixes, comumente chamados de anfioxos, que habitam costas tropicais e temperadas. O anfioxo enterra-se na areia limpa e fofa de ?íguas rasas costeiras deixando apenas a extremidade anterior para fora. De vez em quando sai para nadar por meio de r?ípidos S?úo animais pequenos (at?® 10 cm de comprimento), cujo corpo ?® delgado, longo, comprimido lateralmente, afilado nas duas extremidades e n?úo tem cabe?ºa distinta (figura 97). Possui uma nadadeira dorsal mediana ao longo de quase todo o corpo e a nadadeira pr?®-anal do atri??poro ao ?ónus, sendo constitu?¡das por c?ómaras contendo curtos raios de tecido conjuntivo. A cauda tem uma nadadeira membranosa. A boca ?® ventral, na extremidade anterior, o ?ónus fica perto da base da nadadeira caudal e o atri??poro ?® uma abertura adicional na frente do ?ónus.

Figura 97: Subfilo Cephalocordata. Anfioxo (Branchiostoma). Adulto parcialmente dissecado no lado esquerdo. Tamanho natural cerca de 5 cm de comprimento.

corpo e da cauda, diferentes esp?®cies t?¬m de 50 a 85 m??sculos com forma de < (ou mi??meros) cada um constitu?¡do por fibras musculares longitudinais. Estes m??sculos contraem-se para produzir as ondula?º?Áes laterais quando o animal se enterra ou nada. O trato digestivo ?® simples* Come?ºa com o capuz oral (vest?¡bulo) que apresenta cirros bucais. A boca, propriamente dita, se encontra na parte posterior do vest?¡bulo. Atr?ís da boca fica a grande faringe comprimida, com muitas fendas far?¡ngeas diagonais nos lados. Segue- O aparelho circulat??rio tem algo do plano daquele dos cordados superiores, mas falta o cora?º?úo. Al?®m dos vasos sang???¡neos definitivos, h?í espa?ºos abertos de onde o sangue A respira?º?úo resulta da passagem de ?ígua, contendo oxig?¬nio, da faringe, atrav?®s das fendas far?¡ngeas em cada lado, para dentro do ?ítrio; as fendas situam-se entre as traves O aparelho excretor compreende aproximadamente 100 pares de pequenos nefr?¡dios O sistema nervoso situa-se acima da notocorda; consiste de um tubo nervoso simples com um pequeno canal central. A parte anterior, ligeiramente maior, forma uma ves?¡cula cerebral mediana, com uma fosseta olfativa, uma pequena mancha ocelar n?úo-sensitiva de pigmento preto e dois pares de nervos ÔÇ£cranianosÔÇØ. O tubo nervoso emite para cada Os sexos s?úo separados; h?í mais ou menos 25 pares de g??nadas. ?ôvulos e espermatoz??ides caem na cavidade atrial, de onde saem atrav?®s do atri??poro, sendo a fecunda?º?úo externa.

9.2 Subfilo Vertebrata (vertebrados) Caracteres gerais As classes de CYCLOSTOMATA a MAMMALIA compreendem a maior parte do filo CHORDATA. Os caracteres diagn??sticos do subfilo VERTEBRATA s?úo um enc?®falo grande encerrado numa caixa craniana ou cr?ónio e uma coluna espinal segmentada, de v?®rtebras, que constitui o suporte axial do corpo. O corpo compreende tipicamente cabe?ºa, pesco?ºo, tronco e cauda.

atrav?®s de um sistema fechado de art?®rias, capilares e veias, sendo o fluxo no lado ventral para frente e na parte dorsal para tr?ís; o plasma sang???¡neo cont?®m tanto gl??bulos brancos como vermelhos, estes com hemoglobina como pigmento respirat??rio; um sistema de ?¥ A respira?º?úo das formas inferiores ?® feita por br?ónquias pares; esp?®cies terrestres apresentam pulm?Áes desenvolvidos. O pulm?úo ?® uma c?ómara revestida internamente por epit?®lio ??mido, sob o qual h?í uma rede de capilares sang???¡neos, o que permite o ?¥ Os ??rg?úos excretores pares ou rins descarregam atrav?®s de ductos que se abrem perto ou atrav?®s do ?ónus. Os rins comp?Áe-se em geral de uma massa de celomoductos que se abrem num ducto coletor. Os rins de todos, exceto em peixes e salamandras, s?úo curtos e localizam-se posteriormente; nesses dois grupos estendem-se ao longo de quase toda a cavidade do corpo. Os rins dos cicl??stomos e anf?¡bios (vertebrados inferiores) e os embrion?írios dos grupos superiores desenvolvem-se segmentariamente, um par por segmento do corpo (pronefro, mesonefro); alguns dos t??bulos t?¬m nefr??stomas abertos para o celoma, assemelhando-se assim aos nefr?¡dios das minhocas. Os rins adultos (metanefros) dos r?®pteis, aves e mam?¡feros n?úo s?úo segmentares e drenam excretas unicamente do sangue. De cada rim, qualquer que seja seu tipo, parte um ducto coletor comum, o ureter, que conduz as excretas para tr?ís. Nos anf?¡bios, r?®pteis e aves, os dois ureteres desembocam na cloaca, a qual se liga a uma bexiga urin?íria nos anf?¡bios e alguns r?®pteis. A excre?º?úo ?® l?¡quida, exceto nos r?®pteis e aves, que t?¬m excretas semi-s??lidas ?¥ Sistema Nervoso. Em todos os vertebrados, o sistema nervoso origina-se, embrionariamente, de modo semelhante e ?® sempre ??nico, tubular e dorsal ao tubo digestivo. O enc?®falo diferencia-se estrutural e funcionalmente em regi?Áes; os hemisf?®rios cerebrais e o cerebelo aumentam, especialmente nas formas superiores; h?í 10 ou 12 pares de nervos cranianos na cabe?ºa, que servem tanto para fun?º?Áes motoras como para fun?º?Áes sensitivas, incluindo os ??rg?úos pares de sentidos especiais (olfato, vis?úo, audi?º?úo e equil?¡brio). Da medula parte um par de nervos espinais para cada somito primitivo do corpo e um sistema nervoso aut??nomo regula fun?º?Áes involunt?írias de ??rg?úos internos. ?¥ Uma s?®rie de gl?óndulas end??crinas (tire??ide, hip??fise, etc.) produz secre?º?Áes internas ou horm??nios transportados pelo sangue, que regulam processos do corpo, crescimento e ?¥ Os sexos s?úo separados e cada um tem um par de g??nadas que descarregam as c?®lulas ?¥ Um celoma perivisceral bem desenvolvido est?í presente.

9.2.1 Superclassse Pisces Por conveni?¬ncia, as 4 classes conhecidas de peixes e vertebrados semelhantes a peixes ser?úo consideradas em conjunto. S?úo elas: ÔÇó Osteichthyes (peixes ??sseos).

vertebrados, tanto em termos individuais, como em n??mero de esp?®cies. O total supera o Como grupo, os peixes apresentam tamanhos bem variados. O maior ?® o tubar?úo- baleia (Rhineodon typus) que pode atingir mais de 15 metros de comprimento, sendo que o menor (Pandaka pygmea) mede pouco mais de 8 mm de comprimento. A maioria das esp?®cies Os peixes podem suportar temperaturas extremas, como por exemplo as esp?®cies que vivem em fontes termais, onde a ?ígua pode atingir mais de 42o C. Contudo numa mesma esp?®cie o limite de toler?óncia ?®, geralmente, muito restrito. Os peixes s?úo ectot?®rmicos, com isso queremos dizer que a temperatura de seu corpo depende da do ambiente e, consequentemente, ?® bem pr??xima da temperatura deste.

a) Os Agnatha Classes Cyclostomata (Cicl??stomos, do gr. cyclos, circular; stoma, boca) e Ostracodermi (extintos) Os agnatas eram abundantes nos mares de eras geol??gicas passadas, mas na fauna atual est?úo representados por apenas dois grupos: o das lampreias (com 30 esp?®cies) e o das As lampr?®ias s?úo principalmente ectoparasitas de peixes e de baleias. Ocorrem tanto no mar como na ?ígua doce de regi?Áes temperadas. A boca ?® ampla, com numerosos dentes c??rneos que elas usam para se fixar na pele dos outros animais. A l?¡ngua tamb?®m apresenta dent?¡culos c??rneos, usados para dilacerar a pele da v?¡tima. S?úo di??icos e a fecunda?º?úo ?® externa. Ap??s a elimina?º?úo dos gametas, os adultos morrem. Do ovo surge uma larva, que vive enterrada em detritos e lodo de riachos calmos, filtrando part?¡culas de alimentos na ?ígua. Vivem cerca de 3 a 7 anos, sofrem metamorfose e originam o adulto. As feiticeiras s?úo exclusivamente marinhas e vivem a mais de 25 metros de profundidade nos oceanos. S?úo carn?¡voras, alimentando-se principalmente de pequenos poliquetos e peixes moribundos. Sua boca, rodeada por 6 tent?ículos, ?® reduzida, com dentes pequenos usados para arrancar peda?ºos do corpo da presa. Esses animais s?úo hermafroditas, mas geralmente s?? o ov?írio ou s?? o test?¡culo ?® funcional no indiv?¡duo. Dos ovos eclodem Nos agnatas, as fendas branquiais abrem-se diretamente para fora do corpo, ao contr?írio do que ocorre nos protocordados. Al?®m disso, existem br?ónquias nessa regi?úo, a qual assume um papel meramente respirat??rio, enquanto nos protocordados a regi?úo das fendas branquiais se relacionava tamb?®m alimenta?º?úo.

Caracteres gerais ?¥ Corpo longo, delgado e cil?¡ndrico, com a regi?úo da cauda comprimida; nadadeiras medianas sustentadas por raios cartilaginosos; pele mole e lisa, com muitas gl?óndulas ?¥ Boca ?óntero-inferior, sugadora em lampreias e protr?ítil e mordedora em peixes-bruxa; ?¥ Cr?ónio e arcos viscerais cartilaginosos; notocorda persistente; v?®rtebras representadas por ?¥ Cora?º?úo com 2 c?ómaras, aur?¡cula e ventr?¡culo; m??ltiplos cora?º?Áes no peixe-bruxa. ?¥ Br?ónquias em bolsas saculiformes laterais da faringe, 7 nas lampreias, 5 a 16 nos peixes- bruxa (figura 98).

?¥ Rins meson?®fricos com ductos para a papila urogenital; produtos nitrogenados ?¥ G??nada ??nica, grande, sem ducto; fecunda?º?úo externa; desenvolvimento direto (peixes- bruxa) ou com um longo est?ígio larval (lampr?®ias).

Os cicl??stomos diferem dos outros vertebrados por n?úo apresentarem cabe?ºa bem diferenciada, n?úo possu?¡rem mand?¡bulas verdadeiras, extremidades pares, cinturas, costelas As lampreias podem ser parasitas ou n?úo, alimentando-se do sangue do hospedeiro (outro peixe). Os peixes-bruxa normalmente vivem no fundo marinho e se alimentam de invertebrados e peixes mortos.

Figura 98: Classe Cyclostomata. A. Eptatretus stouti, peixe-bruxa da Calif??rnia, com boca sugadora mole, 4 pares de tent?ículos e 11 pares de fendas branquiais. B. Lampreia marinha (Petromyzon marinus), com funil bucal, olhos e 7 pares de fendas branquiais.

Figura 99: Classe Cyclostomata. Estrutura de uma lampreia adulta (Entosphenus tridentatus); grande parte do lado esquerdo do corpo foi retirada.

estavam restritos ?á filtra?º?úo, ?á suc?º?úo do alimento ou a captura de pequenos invertebrados. A maior vantagem competitiva sobre os agnatas levou esses ??ltimos quase ?á extin?º?úo. A regi?úo das fendas branquiais tem como elementos esquel?®ticos de sustenta?º?úo os arcos branquiais. A mand?¡bula originou-se de uma modifica?º?úo no primeiro arco branquial, sendo que a parte superior do arco deu origem ?á maxila, que fica em contato como cr?ónio, e a parte inferior originou a mand?¡bula. O segundo arco branquial, denominado arco hi??ide, passou a sustentar a mand?¡bula e mant?¬-la unida ao cr?ónio. Os arcos branquiais restantes O h?íbito predador, derivado do surgimento das mand?¡bulas, veio associado a muitas modifica?º?Áes no corpo desses animais, tornando-os ativos e ?ígeis nadadores.

O surgimento das nadadeiras pares As nadadeiras pares foram a segunda importante inova?º?úo importante, porque proporcionaram aos vertebrados a uma nata?º?úo direcionada, precisa e controlada, j?í que atuam como estabilizadores, aplicando for?ºas sobre a coluna d’?ígua.

b) Classe Chondrichthyes: peixes cartilaginosos Os tubar?Áes, raias e quimeras da Classe CHONDRICHTHYES (gr. chondros, cartilagem + ichthys, peixe) s?úo os vertebrados viventes mais inferiores que t?¬m v?®rtebras completas e separadas, mand?¡bulas m??veis e extremidades pares. S?úo predadores e praticamente todos Os Chondrichthyes subdividem-se nas Subclasses Elasmobranchii (ca?º?Áes e raias) e Holocephali (quimeras); figura 100.

Caracteres gerais ?¥ Pele rija, coberta de pequenas escamas plac??ides [cobertas de esmalte (figura 101)] e apresentando muitas gl?óndulas mucosas; tanto nadadeiras medianas como pares presentes, todas sustentadas por raios; nadadeiras p?®lvicas com cl?ísperes nos machos;

Figura 101: Escamas plac??ides (ampliadas). A. Pele com escamas em vista superficial. B. Sec?º?úo mediana atrav?®s de uma escama.

?¥ Boca ventral, com dentes cobertos de esmalte; 2 narinas n?úo comunicadas com a cavidade bucal; tanto mand?¡bula, como maxila presentes; intestino com v?ílvula espiral (para ?¥ Esqueleto cartilaginoso, sem ossos verdadeiros; cr?ónio unido a c?ípsulas sensitivas pares; notocorda persistente; muitas v?®rtebras, completas e separadas, cinturas peitoral e p?®lvica ?¥ Cora?º?úo com 2 c?ómaras (1 aur?¡cula e 1 ventr?¡culo), com seio venoso e cone arterial, cont?®m apenas sangue venoso; diversos pares de arcos a??rticos; algumas veias ?¥ Respira?º?úo por br?ónquias presas ?ás paredes opostas de cinco a sete pares de bolsas branquiais, tendo cada bolsa uma abertura independente em forma de fenda; sem bexiga ?¥ Dez pares de nervos cranianos; cada ÔÇ£ouvidoÔÇØ com tr?¬s canais semicirculares. ?¥ Excre?º?úo por meio de rins meson?®fricos, o principal produto de excre?º?úo nitrogenada ?® a ?¥ Sexos separados; g??nadas tipicamente pares; ductos reprodutores abrem-se na cloaca; fecunda?º?úo interna; ov?¡paros ou ovoviv?¡paros; ovos grandes, com muito vitelo, segmenta?º?úo merobl?ística; sem membranas embrion?írias; desenvolvimento direto, sem metamorfose.

O tamanho destes animais ?® muito vari?ível. Ca?º?Áes (Squalus) medem at?® 90 cm de comprimento e a maioria dos tubar?Áes n?úo atinge 2,5 metros de comprimento, mas o grande anequim (Carcharodon carcharias) cresce at?® 6 metros e Cetorhinus maximus at?® 12 metros; o tubar?úo-baleia (Rhincodon typus) atinge 18 metros. S?úo os maiores vertebrados viventes com exce?º?úo das baleias. A maioria das raias tem de 30 a 90 cm de comprimento, mas a maior jamanta (Manta birostris) mede at?® 5 metros de comprimento e 6 metros de envergadura. As quimeras t?¬m menos de 1 m de comprimento.

Aspecto externo: A cabe?ºa termina em ponta arredondada e o tronco ?® fusiforme, maior perto das nadadeiras peitorais, afilando para tr?ís. H?í duas nadadeiras dorsais medianas separadas, uma nadadeira caudal mediana e dois pares de nadadeiras laterais, peitorais e p?®lvicas. Entre as p?®lvicas, nos machos, h?í um par de delgados cl?íspers, usados na c??pula. A cauda ?® heterocerca, a coluna vertebral penetrando no lobo dorsal maior. Ventralmente na cabe?ºa h?í duas narinas e a larga boca; os olhos s?úo laterais e sem p?ílpebras. Cinco fendas branquiais abrem-se na frente de cada nadadeira peitoral; o espir?ículo abre-se atr?ís de cada olho. O ?ónus A maioria dos tubar?Áes assemelha-se ao ca?º?úo quanto ?á anatomia geral (figura 102). As raias t?¬m o corpo muito achatado, com nadadeiras peitorais grandes, largamente unidas ?á cabe?ºa e ao tronco. Nadam levantando e abaixando as nadadeiras. As aberturas branquiais est?úo na superf?¡cie ventral e, nas formas de h?íbitos bent??nicos, os espir?ículos servem para a entrada das correntes de ?ígua respirat??ria. Isto evita o entupimento das br?ónquias com detritos do fundo. A cauda geralmente ?® delgada e pouco usada na locomo?º?úo. As quimeras distinguem-se taxonomicamente dos ca?º?Áes e das raias. S?úo peixes grotescos do fundo dos oceanos (baixas latitudes) ou de ?íguas rasas (altas latitudes). T?¬m um comprimento de 0,5 a 2 metros. A pele n?úo tem escamas e a maxila ?® totalmente fundida com o cr?ónio. Suas mand?¡bulas cont?¬m grandes placas achatadas. Alimentam-se de algas marinhas, invertebrados e peixes. As grandes nadadeiras peitorais s?úo usadas para a nata?º?úo. Os dentes dos elasmobr?ónquios refletem seus h?íbitos alimentares. Os dos tubar?Áes s?úo triangulares at?® em forma de sovela – freq??entemente com bordas serrilhadas usadas para cortar, rasgar ou talhar. A maioria das raias habitam o fundo e seus dentes geralmente s?úo pequenos, obtusos e em forma de um ladrilho; s?úo usados para quebrar e triturar.

potenciais el?®tricos do tecido onde est?úo alojadas e o existente no meio externo circundante. A c?®lula receptora primitiva ?® uma modifica?º?úo das c?®lulas mecanorreceptoras da linha lateral. Os elasmobr?ónquios usam esta sensibilidade el?®trica para detectar presas, e possivelmente para orientar sua nata?º?úo.

Figura 103: Disposi?º?úo das ampolas de Lorenzini na cabe?ºa do tubar?úo. Os c?¡rculos abertos representam os poros superficiais.

A maioria dos tubar?Áes e raias ?® marinha, mas alguns vivem em rios ou lagos tropicais. Tubar?Áes s?úo encontrados em ?íguas abertas e raias no fundo, mas a jamanta e outras grandes raias nadam perto da superf?¡cie. Alguns tubar?Áes ficam deitados no fundo e s?úo principalmente predadores. S?úo nadadores ativos e geralmente se alimentam no meio de cardumes de peixes. As esp?®cies menores tamb?®m comem lulas e crust?íceos enquanto algumas das formas maiores podem capturar focas ou le?Áes-marinhos. Os tubar?Áes-baleia alimentam-se de pl?óncton. As raias comem diversos invertebrados. As raias el?®tricas atordoam sua presa com choques el?®tricos. Os espinhos cobertos de veneno das raias-de- espinho s?úo usados como defesa.

c) Classe Osteichthyes: peixes ??sseos Os peixes ??sseos t?¬m esqueleto ??sseo, s?úo cobertos com escamas d?®rmicas, geralmente tem corpo fusiforme, nadam por meio das nadadeiras e a maioria respira por br?ónquias (figura 104). O grupo dos oste?¡cties ?® o maior entre todos os grupos de vertebrados, totalizando cerca de 21 mil esp?®cies. Est?úo presentes em todos os tipos de ?ígua, doce, salobra, salgada, quente ou fria, desde a superf?¡cie at?® cerca de 9 mil metros de profundidade.

Caracteres gerais ?¥ Pele com muitas gl?óndulas mucosas, geralmente com escamas de origem mesod?®rmica (cicl??ides, cten??ides, ?ás vezes gan??ides; figura 105); alguns sem escamas; alguns com escamas revestidas com esmalte; nadadeiras medianas e pares presentes (com algumas ?¥ Boca geralmente terminal e com dentes, maxilas e mand?¡bulas bem desenvolvidas, articuladas com o cr?ónio; 2 bolsas olfativas dorsais, geralmente n?úo comunicadas com a ?¥ Esqueleto principalmente ??sseo (cartilagem em esturj?Áes e alguns outros); muitas v?®rtebras, distintas; cauda geralmente homocerca (lobos s?úo sim?®tricos) nas formas avan?ºadas (figura 106); restos de notocorda freq??entemente persistem.

Figura 104: Peixes ??sseos representativos (Classe Osteichthyes), com diferentes formas do corpo. A. Bonito (Scomber), hidrodin?ómico e nadador r?ípido. B. peixe-cofre (Ostracion), corpo r?¡gido, somente nadadeiras m??veis. C. Peixe-lua (Mola), enorme, comprimido lateralmente. D. Baiacu (Chilomycterus), corpo espinhoso, Cavalo-marinho (Hippocampus), nada em posi?º?úo ereta por meio de pequena nadadeira dorsal, cauda pre?¬nsil.. F. Enguia (Anguilla), longa e altamente flex?¡vel.

Figura 105: Escamas de peixes ??sseos, ampliadas. A. Cten??ide (com finos dentes). B. Cicl??ide. C, D. gan??ide (Lepidosteus) em vista superficial e sec?º?úo vertical.

com bexiga natat??ria, algumas vezes com ducto para a faringe e semelhante a um pulm?úo em DIPNOI e alguns outros.

Figura 106: Tipos de cauda em peixes ??sseos, mostrando a rela?º?úo entre as v?®rtebras (ou notocorda) e os raios Dificerca, lobos iguais (peixes pulmonados).

Figura 106a: Br?ónquias de um peixe ??sseo (carpa). A. Br?ónquias na c?ómara branquial com o op?®rculo cortado. B. Parte de uma br?ónquia mostrando os rastelos e filamentos branquiais, com a dire?º?úo no sangue dos ??ltimos; vasos aferentes escuros, vasos eferentes claros (em muitos peixes os rastelos branquiais s?úo delagados). C. Parte de um filamento, muito ampliado; cada lamela cont?®m capilares onde o sangue ?® arterializado. D. Posi?º?úo dos filamentos branquiais durante a respira?º?úo. A dire?º?úo das correntes de ?ígua e do sangue s?úo mostradas, respectivamente, por setas inteiras e interrompidas.

?¥ Enc?®falo com lobos ??pticos e cerebelo bem desenvolvidos; dez pares de nervos cranianos. Apresentam como ??rg?úo sensorial a linha lateral igual aquela dos peixes cartilaginosos ?¥ Excre?º?úo por meio de rins meson?®fricos; o principal produto de excre?º?úo nitrogenada das larvas ?® a am??nia, da maioria dos adultos ?® a ur?®ia.

Figura 107: O mecanismo respirat??rio dos peixes; sec?º?Áes frontais esquem?íticas (lobos da v?ílvula oral realmente dorsais e ventrais); as setas mostram a dire?º?úo das correntes de ?ígua. CA?ç?âO. A. A ?ígua entra pela boca situada ventralmente, que se fecha em seguida; o assoalho da boca levanta-se para for?ºar a passagem da ?ígua sobre as br?ónquias e para fora atrav?®s de fendas separadas. PEIXE ?ôSSEO. B. Inala?º?úo, os op?®rculos est?úo fechados, a v?ílvula oral aberta, a cavidade dilatada e a ?ígua entra. C. Exala?º?úo, a v?ílvula oral fecha-se, a cavidade bucal contrai-se e a ?ígua passa sobre as br?ónquias, em cavidades comuns os lados da faringe e para fora por baixo dos op?®rculos.

?¥ S?úo ectot?®rmicos; mas a temperatura corp??rea pode ser elevada metabolicamente em ?¥ G??nadas tipicamente pares; geralmente ov?¡paros (alguns ovoviv?¡paros ou viv?¡paros); fecunda?º?úo externa (algumas exce?º?Áes), ovos pequenos, at?® 25 mm (Latimeria), quantidade de vitelo nutritivo vari?ível; segmenta?º?úo geralmente merobl?ística; sem membranas embrion?írias; jovens (p??s-larva) algumas vezes muito diferentes dos adultos. O tamanho varia muito. O menor peixe ?® um gob?¡deo (Pandaka) das Filipinas, de 10 mm de comprimento. A maioria dos peixes tem menos de 1 m de comprimento. Algumas exce?º?Áes s?úo o hipoglosso de 2,70 m, o espadarte de 3,60 m, o esturj?úo do rio Col??mbia de 3,80 m e 590 kg e o peixe-lua (Mola), marinho, de 900 kg.

Aspecto externo: corpo fusiforme, mais alto que largo, de sec?º?úo transversal oval para facilitar a passagem atrav?®s da ?ígua (figura 109). A cabe?ºa estende-se da extremidade do focinho at?® o canto posterior do op?®rculo, o tronco deste ponto at?® o ?ónus e o resto ?® a cauda. A grande boca ?® terminal, com maxilas e mand?¡bulas distintas que apresentam dentes finos. Na parte dorsal do focinho h?í duas narinas duplas (bolsas olfativas), os olhos s?úo laterais, sem p?ílpebras, e atr?ís de cada um h?í uma cobertura fina das br?ónquias, o op?®rculo, com margens livres embaixo e atr?ís. Por baixo de cada op?®rculo existem quatro br?ónquias em forma de pente. O ?ónus e a abertura urogenital precedem a nadadeira anal. No dorso h?í duas nadadeiras dorsais separadas, na ponta da cauda a nadadeira caudal e ventralmente na cauda a nadadeira anal; todas estas s?úo medianas. As nadadeiras laterais ou pares s?úo as nadadeiras peitorais, atr?ís dos op?®rculos e as nadadeiras p?®lvicas ou ventrais, logo abaixo. As nadadeiras s?úo expans?Áes membranosas do tegumento, sustentadas por raios das nadadeiras. Os espinhos s?úo r?¡gidos e n?úo articulados; os raios moles s?úo flex?¡veis, t?¬m muitas articula?º?Áes e geralmente s?úo ramificados. As nadadeiras ajudam a manter o equil?¡brio, a dire?º?úo e a locomo?º?úo.

Figura 109: Perca-amarela; estrutura geral. O op?®rculo, a nadadeira peitoral, a maioria da pele e das escamas e alguns m??sculos do tronco e da cauda foram retirados.

Todos os peixes ??sseos s?úo suficientemente semelhantes na forma e estrutura gerais para serem reconhecidos como membros da classe OSTEICHTHYES, mas diferem entre si em muitos detalhes. Muitos t?¬m a forma geral da perca; linguados e alguns peixes tropicais de recifes de corais t?¬m corpo fino, enquanto as enguias s?úo delgadas e os baiacus globosos. Os oste?¡cties s?úo classificados em dois grupos: os Sarcopterygii (Sarcos = carnoso;

Os Sarcopterygii s?úo peixes que possuem nadadeiras carnosas, sustentadas por ossos semelhantes aos das patas dos tetr?ípodes. Em fun?º?úo disso, acredita-se que os primeiros vertebrados terrestres – os anf?¡bios – teriam surgido de um grupo de sarcopter?¡geo primitivo (Crossopterygii), que vivia em ?íguas rasas, respirando por br?ónquias e tamb?®m por pulm?Áes. Os sarcopter?¡geos eram abundantes em per?¡odos geol??gicos passados, mas na fauna atual est?úo representados apenas por quatro g?¬neros, classificados em dois grupos: Crossopterygii e Dipnoi. Os crossopter?¡gios eram tidos apenas como animais f??sseis, at?® que em 1938, no oceano ?ìndico, foi encontrado um exemplar de um grupo, conhecido por celacanto (nomeado de Latimeria chalumnae) e que possui fecunda?º?úo interna e viviparidade. Os dipn??icos s?úo os peixes pulmonados, representados por apenas 3 g?¬neros viventes que vivem em rios de regi?Áes tropicais. Possuem br?ónquias reduzidas, por isto a respira?º?úo por pulm?Áes (bexiga natat??ria modificada) ?® obrigat??ria para eles. Ao contr?írio dos demais peixes, possuem narinas em comunica?º?úo com a faringe atrav?®s de coanas. Com rela?º?úo a reprodu?º?úo, os Os Actinopterygii s?úo peixes cujas nadadeiras s?úo sustentadas por raios. ?ë o grupo mais diversificado e o que re??ne o maior n??mero de esp?®cies. S?úo principalmente ov?¡paros, embora algumas poucas esp?®cies sejam viv?¡paras. O est?ígio jovem desses animais ?® denominado alevino. Nos actinopter?¡geos, a bexiga natat??ria tem a fun?º?úo b?ísica de sustenta?º?úo, embora em alguns possa atuar tamb?®m como um pulm?úo. S?úo exemplos de actinopter?¡geos as sardinhas, o salm?úo, a truta, o baiacu, o arenque, entre outros.

9.2.2 Superclasse Tetrapoda A superclasse Tetrapoda (do grego tetra – quatro e podos – p?®s) consiste no agrupamento da maior parte dos vertebrados, j?í que na sua maior parte eles s?úo portadores de quatro membros locomotores adaptados para o deslocamento em terra. Essa superclasse compreende as classes Amphibia, Reptilia, Aves e Mammalia. Ainda que alguns grupos tenham sofrido regress?úo dos membros locomotores, como sucede com certos r?®pteis, como as cobras, a maior parte dos Tetrapoda apresenta quatro membros geralmente pentad?íctilos. Al?®m disso, s?úo suas caracter?¡sticas comuns: fossas nasais comunicando-se com a faringe, fendas branquiais sempre presentes no embri?úo jovem, circula?º?úo fechada e dupla, bem como esqueleto interno e ??sseo.

pedomorfose (reten?º?úo de caracter?¡sticas larvais no ÔÇ£adultoÔÇØ) ?® uma caracter?¡stica amplamente distribu?¡da entre as salamandras. Tais formas podem ser reconhecidas pela reten?º?úo da linha lateral funcional, aus?¬ncia de p?ílpebras, reten?º?úo de br?ónquias externas. B. Ordem Anura – sapos, r?ús e pererecas. S?úo adaptados para o salto e n?úo possuem cauda quando adultos. Em contraste com o limitado n??mero e distribui?º?úo geogr?ífica das esp?®cies de salamandras, os anuros (an= sem; uro= cauda), incluem cerca de 3500 esp?®cies C. Ordem Gymnophiona ou Apoda – animais ?ípodos e alongados, conhecidos popularmente por cobras-cegas ou cec?¡lias.

(columela). A cavidade timp?ónica comunica-se com a faringe pela trompa de Eust?íquio; ?¥ todos os representantes s?úo anamniotas e analantoidianos, isto ?®, n?úo formam ?ómnio nem alant??ide durante o desenvolvimento embrion?írio.

Evolu?º?úo Os anf?¡bios s?úo os primeiros e mais inferiores Tetrapoda. Derivam de um ancestral semelhante a um peixe. A transi?º?úo da ?ígua para a terra envolveu: modifica?º?úo do corpo para andar em terra firme, retendo ainda a capacidade de nadar, desenvolvimento de pernas em lugar de nadadeiras pares, modifica?º?Áes da pele para permitir a exposi?º?úo ao ar, substitui?º?úo das br?ónquias por pulm?Áes, modifica?º?Áes no aparelho circulat??rio para permitir a respira?º?úo pelos pulm?Áes e pela pele, e aquisi?º?úo de ??rg?úos dos sentidos que funcionam tanto no ar como na ?ígua.

Sistema esquel?®tico Os anf?¡bios t?¬m o cr?ónio largo e achatado, se comparado a maioria dos peixes. Como n?úo existe palato secund?írio, as coanas se abrem na regi?úo anterior do teto da boca. Em alguns pode n?úo haver nenhum dente, enquanto em outros podem estar ausentes apenas na O n??mero de v?®rtebras ?® bastante vari?ível (10 a 200), al?®m dessas serem mais diferenciadas que aquelas dos peixes. S?úo os primeiros vertebrados com ESTERNO, mas as costelas s?úo pouco desenvolvidas e, em nenhum caso, t?¬m contato com o esterno. A maioria dos anf?¡bios tem 2 pares de pernas, com 4 dedos em cada perna anterior e 5 dedos em cada perna posterior, embora esse n??mero possa ser reduzido. As pernas posteriores ou ambos os pares podem estar ausentes (salamandras e cobras-cega, respectivamente). Alguns dotados de caudas, outros n?úo.

(herb?¡voro) ao curto (carn?¡voro) da r?ú; reabsor?º?úo da cauda e das nadadeiras medianas. Muitas salamandras, entretanto, ret?®m caracteres juvenis por toda a vida, como as br?ónquias Como muitos anf?¡bios vivem parcial ou inteiramente na ?ígua doce, eles desenvolveram grandes corp??sculos renais para auxiliar a elimina?º?úo de ?ígua e, deste modo, A bexiga dos anf?¡bios representa uma estrutura nova que se desenvolve como uma evagina?º?úo do soalho da cloaca. Em certos anf?¡bios terrestres, parte da ?ígua da urina armazenada ?® reabsorvida para o sistema, em determinadas ?®pocas, para compensar a umidade perdida pela pele. Os anf?¡bios que passam grande parte do tempo enterrados, como certos sapos de regi?Áes ?íridas, podem absorver ?ígua do solo se a press?úo osm??tica dos fluidos corp??reos for maior que a tens?úo da ?ígua do solo.

Respira?º?úo Anf?¡bios t?¬m mais recursos para a respira?º?úo que qualquer outro grupo animal, refletindo a transi?º?úo de habitats aqu?íticos para terrestres. Em diferentes esp?®cies as br?ónquias, os pulm?Áes, a pele e a bucofaringe servem separadamente ou em combina?º?úo. Tr?¬s pares de br?ónquias externas ocorrem em todos os embri?Áes e larvas. Nos adultos, os pulm?Áes s?úo bastante simples. Geralmente o ar ?® bombeado para os pulm?Áes atrav?®s de um simples processo de degluti?º?úo. Em esp?®cies aqu?íticas os pulm?Áes tamb?®m servem como ??rg?úos hidrost?íticos, sendo inflados quando os animais est?úo flutuando. A pele de todos os anf?¡bios cont?®m muitos vasos sang???¡neos que ajudam na oxigena?º?úo do sangue; isto permite que esp?®cies aqu?íticas permane?ºam submersas durante longos per?¡odos e que hibernem em Muitas esp?®cies t?¬m respira?º?úo bucofar?¡ngea; pulsa?º?Áes da regi?úo gular movem o ar para dentro e para fora da cavidade bucal e a oxigena?º?úo do sangue ocorre nos vasos situados por baixo da mucosa a?¡ existente. Cordas vocais na laringe de r?ús e sapos servem para produzir a coaxa?º?úo familiar, distinta para cada esp?®cie, que serve para reunir os sexos para a reprodu?º?úo – principalmente durante a primavera.

Caracter?¡sticas Especiais Pele e Gl?óndulas: a pele dos anf?¡bios ?® mais importante para a respira?º?úo e prote?º?úo. Numerosas gl?óndulas mucosas lubrificam e fazem com que pele esteja sempre ??mida e lisa. Alguns anf?¡bios desenvolvem gl?óndulas no focinho e no dorso antes da eclos?úo e a secre?º?úo serve para romper a c?ípsula do ovo. Muitos anf?¡bios possuem gl?óndulas granulosas, que podem produzir secre?º?Áes venenosas, servindo como defesa. Nos sapos, as grandes gl?óndulas parat??ides (situadas ao lado do pesco?ºo) representam aglomera?º?Áes de gl?óndulas de veneno. A toxidade desses venenos varia enormenente. Algumas r?ús neotropicais apresentam colora?º?úo viva e s?úo venenosas, provavelmente ÔÇ£usamÔÇØ a cor como sinal de Muda: a superf?¡cie externa de toda a pele ?® trocada periodicamente pelos anf?¡bios. Parece que esse processo de muda est?í sob controle hormonal. A camada externa da pele n?úo ?® trocada inteira, como em certos r?®pteis, mas em fragmentos. A freq???¬ncia das mudas varia de acordo com a esp?®cie, podendo ter extremos de uma muda por dia (Hyla cinerea). Em Membros: h?í uma varia?º?úo consider?ível no n??mero de membros e dedos, como resultado dos diferentes modos de vida. Por exemplo: cobras-cegas s?úo ?ípodas, mas a maioria dos anf?¡bios caudados t?¬m quatro membros com 4 dedos nas pernas anteriores e 5 nas posteriores, geralmente, mas h?í varia?º?Áes. Os membros de sapos e r?ús s?úo em geral muito mais especializados que os das salamandras, sendo os membros posteriores alongados e adaptados ao salto. Nas pererecas, as pontas dos dedos s?úo alargadas e com discos adesivos na superf?¡cie inferior, enquanto as r?ús possuem membranas natat??rias entre os artelhos. Regenera?º?úo: os anf?¡bios anuros s?úo capazes de regenerar membros ou dedos Vocaliza?º?úo: o canto dos anuros ?® diversificado, varia com a esp?®cie, sendo que uma esp?®cie pode ter cantos diferentes para diversas situa?º?Áes. Os cantos mais familiares s?úo aqueles referidos como nupciais (ou de advert?¬ncia). As caracter?¡sticas do canto identificam a esp?®cie e o sexo do indiv?¡duo que canta. As f?¬meas dos anuros s?úo sens?¡veis ao canto de sua pr??pria esp?®cie durante curto per?¡odo, quando os ??vulos est?úo prontos para serem depositados. Acredita-se que os horm??nios relacionados ?á ovula?º?úo sensibilizem c?®lulas espec?¡ficas relacionadas ?á audi?º?úo.

Atividades estacionais Anf?¡bios vivem principalmente na ?ígua e em lugares ??midos; nunca no mar. Todos precisam evitar temperaturas extremas e a seca porque n?úo t?¬m regula?º?úo da temperatura do corpo atrav?®s de calor gerado pelo metabolismo e, al?®m disso, podem perder facilmente ?ígua atrav?®s de sua pele fina. Durante o inverno r?ús e salamandras aqu?íticas hibernam no fundo de lagos e rios que n?úo congelam; sapos e salamandras terrestres enterram-se ou v?úo at?® abaixo da linha de congelamento. Durante a hiberna?º?úo todos os processos vitais s?úo reduzidos, o batimento card?¡aco ?® lento e o animal sobrevive de reservas armazenadas no corpo.

suficientemente porosa para permitir a passagem de gases respirat??rios, mas s??lida o bastante para proteg?¬-lo. O mais importante por?®m, foi o desenvolvimento de uma membrana embrion?íria (o ?ómnio), que envolve uma c?ómara cheia de l?¡quido, no qual o indiv?¡duo pode se desenvolver protegido da desseca?º?úo.

Juntamente com ?ómnio, surgiram tamb?®m outros dois anexos embrion?írios: o c??rion (membrana de prote?º?úo embrion?íria externa ao ?ómnio) e o alant??ide, que participam das trocas gasosas. O alant??ide atua tamb?®m como uma estrutura armazenadora de excretas nitrogenadas resultantes do metabolismo prot?®ico. A excreta nitrogenada dos embri?Áes de r?®pteis ?® o ?ícido ??rico, insol??vel em ?ígua e at??xico, podendo ser armazenado dentro do ovo. Os adultos tamb?®m excretam ?ícido ??rico, representando uma grande economia de ?ígua, uma O nome da Classe refere-se ao modo de locomo?º?úo (do latim reptare – rastejar), e sendo dividida informalmente em tr?¬s grandes grupos: As tartarugas s?úo os vertebrados mais facilmente reconhec?¡veis. Alguns aspectos de sua morfologia as aproxima dos primeiros vertebrados amniotas, entretanto, em outros aspectos, as tartarugas s?úo t?úo especializadas que torna-se dif?¡cil fazer liga?º?Áes com outros vertebrados. O casco ?® o car?íter mais distintivo, mas o esqueleto como um todo acha-se A fus?úo das costelas ao casco impede que esses animais utilizem-se de movimentos da caixa tor?ícica para inspirar/expirar, como ocorre nos lagartos durante a respira?º?úo. Apenas as aberturas das extremidades anterior e posterior do casco cont?®m tecidos flex?¡veis. Os pulm?Áes, que s?úo grandes, est?úo ligados dorsal e lateralmente ?á carapa?ºa. Ventralmente, os pulm?Áes est?úo ligados a uma l?ómina de tecido conjuntivo que prende-se ?ás v?¡sceras. O peso dessas, por sua vez, mant?®m a l?ómina diafragm?ítica estirada para baixo. Assim, as tartarugas produzem mudan?ºas na press?úo pulmonar pela contra?º?úo de m??sculos que for?ºam as v?¡sceras para cima, comprimindo os pulm?Áes e expelindo o ar. Como as v?¡sceras est?úo ligadas ?á l?ómina diafragm?ítica, a qual est?í ligada aos pulm?Áes, o O problema b?ísico de respirar dentro de um casco r?¡gido ?® o mesmo para a maioria das tartarugas, mas os mecanismos apresentam algumas varia?º?Áes. As tartarugas aqu?íticas, por exemplo, podem utilizar a press?úo hidrost?ítica para auxiliar a movimenta?º?úo do ar para dentro e fora dos pulm?Áes, enquanto a tartaruga australiana pode utilizar a respira?º?úo cloacal (grandes bolsas na regi?úo cloacal com revestimento altamente vascularizado e numerosas vilosidades funcionando para a respira?º?úo).

Todas as tartarugas s?úo ov?¡paras e nenhuma exibe cuidado com a prole. O desenvolvimento embrion?írio de algumas esp?®cies ?® bastante peculiar, sendo o sexo de um indiv?¡duo determinado pela temperatura a que este ?® exposto no ninho. As tartarugas s?úo desprovidas de dentes, portando um bico c??rneo formado pelas maxilas inferior e superior.

Os Crocodilia retiveram as narinas na extremidade do focinho e desenvolveram um palato secund?írio que desloca as passagens de ar para a por?º?úo posterior da boca. Uma aba de tecido, que se origina da base da l?¡ngua, pode formar um selo ?á prova d’?ígua entre a boca e a garganta. desse modo, um Crocodilia pode respirar somente com as narinas expostas, sem inalar ?ígua. Houve tamb?®m um desenvolvimento progressivo dos pr?®- Os Crocodilia modernos s?úo animais semi-aqu?íticos, mas apresentam patas bem desenvolvidas e algumas esp?®cies realizam extensos movimentos pela terra. Possuem tipicamente uma armadura corporal d?®rmica e a cauda, pesada e lateralmente achatada, impulsiona seu corpo na ?ígua, enquanto as patas s?úo mantidas contra suas laterais. Apenas 21 esp?®cies de Crocodilia sobrevivem atualmente. A maioria ?® encontrada em regi?Áes tropicais e subtropicais, embora existam tr?¬s esp?®cies que penetram na zona temperada. Os sistematas dividem os Crocodilia em 3 fam?¡lias: os Alligatoridae, que incluem 2 esp?®cies de jacar?®s e os caimans, que s?úo formas de ?ígua doce. Os Crocodylidae incluem esp?®cies como o crocodilo de ?ígua salgada, que habita estu?írios, p?óntanos de manguezais e regi?Áes baixas de grandes rios e ?®, provavelmente, a maior esp?®cie atual do grupo (adultos com at?® 7 m de comprimento). A terceira fam?¡lia de Crocodilia, os Gavialidae, cont?®m uma ??nica esp?®cie, o gavial, que j?í viveu em grandes rios do norte da ?ìndia. Essa esp?®cie apresenta o focinho mais estreito que os demais Crocodilia e pode representar um tipo de especializa?º?úo ?á alimenta?º?úo baseada em peixes, que s?úo capturados por meio de um r?ípido golpe lateral da cabe?ºa (figura 113).

Figura 113: Os Crocodilia diferem pouco entre si ou das formas do Mesoz??ico. A maior varia?º?úo interespec?¡fica, nos Crocodilia atuais, ?® observada na forma da cabe?ºa. Os jacar?®s e os caimans s?úo formas de focinho largo, com dietas variadas. Os crocodilos incluem uma variedade de larguras de focinho. Os mais largos focinhos de crocodilos s?úo quase t?úo largos quanto aqueles da maioria dos jacar?®s e caimans, e essas esp?®cies de crocodilos apresentam dietas variadas que incluem tartarugas, peixes e animais terrestres. Outros crocodilos possuem focinhos muito estreitos e s?úo primariamente pisc?¡voros. (a) crocodilo cubano; (b) jacar?® chin?¬s; (c) crocodilo americano; (d) gavial.

3. Lepidosauria – tuatara, lagartos, serpentes e cobras-de-duas-cabe?ºas. Os Lepidosauria s?úo distinguidos por diversos caracteres derivados, tanto do esqueleto como da anatomia das partes moles. Talvez o mais interessante desses seja o crescimento determinado, ou seja, o crescimento ?® interrompido quando a placas cartilaginosas que separam as extremidades dos ossos longos e as ep?¡fises tornam-se completamente ossificadas. Essa modifica?º?úo do padr?úo de crescimento cont?¡nuo n?úo ?® Dois grupos principais podem ser distinguidos: Sphenodontia (com a tuatara, ??nico vivente, que ocorre em ilhas da Nova Zel?óndia) e Squamata (lagartos, serpentes e Squamata: mostram numerosos caracteres derivados no cr?ónio, esqueleto p??s- craniano e tecidos moles. O mais evidente destes ?® a perda da barra temporal inferior e do osso quadrado-jugal , que formava parte dessa barra. Essa modifica?º?úo faz parte de uma s?®rie de mudan?ºas estruturais do cr?ónio, que contribuem para o desenvolvimento de uma complexidade de movimentos. Nas serpentes, a flexibilidade do cr?ónio foi aumentada O ??rg?úo de Jacobson tem seu ?ípice de desenvolvimento em serpentes e lagartos e ?® ligado ao teto da boca e n?úo ao canal nasal.

Caracteres gerais ?¥ H?í uma consider?ível varia?º?úo na estrutura do ouvido dos r?®pteis. Nas serpentes, o t?¡mpano, o ouvido m?®dio e a trompa de Eust?íquio inexistem. As vibra?º?Áes recebidas s?úo transmitidas por meio do quadrado ?á columela e ent?úo ao ouvido interno. Os lagartos ?¥ A ossifica?º?úo do cr?ónio dos r?®pteis ?® maior do que a dos anf?¡bios. Durante a evolu?º?úo, ocorreu uma consider?ível varia?º?úo na regi?úo temporal dos r?®pteis. A condi?º?úo s??lida do cr?ónio sem aberturas (an?ípsido), caracter?¡stico de certos r?®pteis do tronco primitivo, nos representantes viventes s?? pode ser observado na tartarugas. A maioria dos r?®pteis viventes tem um cr?ónio di?ípsido (com aberturas tanto supra como infratemporais), como ?¥ 2 pares de membros locomotores situados no mesmo plano do corpo, justificando o rastejamento do ventre no solo (as cobras n?úo possuem membros locomotores, mas tamb?®m rastejam). Cada membro tipicamente com 5 dedos terminando em garras c??rneas e adaptadas para correr, rastejar ou trepar. Pernas semelhantes a remos nas tartarugas marinhas, reduzidas em alguns lagartos, ausentes em alguns outros lagartos e em todas ?¥ pele seca e freq??entemente recoberta por escamas (cobras e lagartos), placas d?®rmicas (crocodilianos) ou plastr?Áes e carapa?ºas (tartarugas). Em muitos casos, ocorrem mudas do ?¥ respira?º?úo pulmonar em todo o grupo, respira?º?úo cloacal em tartarugas marinhas; ?¥ o sistema digestivo ?® completo, com gl?óndulas bem desenvolvidas, como f?¡gado e ?¥ p?ílpebras presentes em muitos representantes, mais moveis que as dos anf?¡bios. Em ?¥ a respira?º?úo ?® estritamente pulmonar, com pulm?Áes parenquimatosos menos aprimorados do que os dos mam?¡feros, por?®m, com alv?®olos, e, portanto, mais evolu?¡dos que o dos anf?¡bios. As serpentes s?? t?¬m o pulm?úo direito, j?í que o esquerdo ?® bastante atrofiado;

?¥ a circula?º?úo ?® fechada, dupla e praticamente completa, uma vez que o cora?º?úo possui duas aur?¡culas ou ?ítrios e um ventr?¡culo dividido por um septo incompleto em dois ?¥ s?úo os primeiros tetr?ípodos amniotas e alantoidianos na escala zool??gica. ?¥ presen?ºa de ovos com casca.

Caracteres especiais ?¥ Termorreceptores: as cascav?®is e outros membros da fam?¡lia possuem fossetas loreais ou cavidades sensoriais de cada lado da cabe?ºa com capacidade termossens?¡vel. Essas fossetas s?úo anteroventrais aos olhos e possuem a abertura dirigida para frente.

Evolu?º?úo Os r?®pteis est?úo melhor enquadrados ao ambiente terrestre em rela?º?úo aos anf?¡bios, tendo tegumento seco e com escamas, adaptado ?á vida no ar seco; pernas adaptadas para a locomo?º?úo r?ípida, maior separa?º?úo do sangue arterial e venoso no cora?º?úo, completa ossifica?º?úo do esqueleto e ovos adaptados para o desenvolvimento em terra, com membranas e cascas para proteger o embri?úo. Aos r?®pteis faltam tegumento isolante, regula?º?úo da temperatura do corpo e algumas outras caracter?¡sticas de aves e mam?¡feros.

Reprodu?º?úo e sistema urogenital Em Sphenodon n?úo h?í ??rg?úos copulat??rios, todavia, na maioria dos r?®pteis o macho possui algum tipo de ??rg?úo acess??rio, um p?¬nis, para auxiliar a transfer?¬ncia de espermatoz??ides. Nas cobras e lagartos ocorrem estruturas exclusivas: os hemip?¬nis, que s?úo formados por um par de bolsas providas de espinhos e situadas na pele adjacente ?á abertura cloacal. Durante a c??pula os hemip?¬nis podem ser evertidos e introduzidos na cloaca da Nos r?®pteis a fecunda?º?úo ?® sempre interna, mas a maioria das esp?®cies deposita seus ovos para o desenvolvimento fora de seu corpo. Em adapta?º?úo ?á vida terrestre, os ovos dos r?®pteis assemelham-se um pouco aos das aves, sendo encerrados numa casca resistente e flex?¡vel, com uma membrana interna. H?í muito vitelo para nutrir o embri?úo. Durante o desenvolvimento, este ?® circundado por membranas embrion?írias: ?ómnio, c??rion e alant??ide; essas novas estruturas funcionam protegendo o delicado embri?úo contra desseca?º?úo e choque O desenvolvimento do embri?úo ocorre fora d’?ígua sem o perigo da desidrata?º?úo. Mesmo os r?®pteis de habitat aqu?ítico, como jacar?®s e tartarugas, desovam em terra, onde os ovos s?úo incubados. O filhote, ao eclodir, ?® geralmente semelhante ao adulto e torna-se imediatamente independente.

Terci?írio (figura 114). Alguns autores tamb?®m sugerem que os r?®pteis tenham sido incapazes de competir com os mam?¡feros. Por?®m, a hip??tese mais aceita ainda hoje, diz que mudan?ºas graduais do n?¡vel do mar e um aumento na varia?º?úo clim?ítica tenham fornecido um contexto no qual press?Áes f?¡sicas e biol??gicas podem ser combinadas, resultando uma explica?º?úo plaus?¡vel para as extin?º?Áes de certos grupos.

9.2.2.3 Classe Aves (~ 8700 esp?®cies viventes) De todos os animais as aves s?úo os mais bem conhecidos e os mais facilmente reconhecidos porque s?úo comuns, ativas durante o dia e facilmente vistas. S?úo singulares na posse de penas que revestem e isolam o corpo tornando poss?¡vel a regula?º?úo da temperatura e ajudam no v??o. Nenhuma outra classe animal possui penas. A capacidade de voar possibilita ?ás aves ocuparem alguns habitats negados a outros animais. As aves ocupam todos os continentes, os mares e a maioria das ilhas.

Caracteres gerais ?¥ Dois pares de ap?¬ndices; o anterior transformado em asas para voar; o posterior adaptado para empoleirar-se, andar ou nadar; cada p?® geralmente com 4 dedos envolvidos por pele ?¥ Esqueleto delicado, forte, totalmente ossificado; muitos ossos fundidos, dando rigidez; a boca ?® um bico que se projeta, com bainhas c??rneas; sem dentes nas aves viventes; cr?ónio com um c??ndilo occipital; pesco?ºo geralmente longo e flex?¡vel; pelve fundida a numerosas v?®rtebras, mas aberta ventralmente; esterno grande, geralmente com quilha ?¥ Cora?º?úo com 4 c?ómaras (2 aur?¡culas, 2 ventr?¡culos separados); persiste apenas o arco a??rtico (sist?¬mico) direito; gl??bulos vermelhos nucleados, ovais e biconvexos. ?¥ Respira?º?úo por pulm?Áes compactos, muito eficientes, presos ?ás costelas e ligados a sacos a?®reos de paredes finas que se estendem entre os ??rg?úos internos; caixa vocal (siringe) na ?¥ Excre?º?úo por meio de rins metan?®fricos; o ?ícido ??rico ?® o principal produto de excre?º?úo nitrogenada; urina semi-s??lida; sem bexiga urin?íria (exceto nas emas e nos avestruzes); ?¥ Temperatura do corpo essencialmente constante (isto ?®, homeotermas, com temperatura entre 40-41 ??C) e endot?®rmicas, ou seja mant?®m a temperatura corp??rea com calor gerado ?¥ Fecunda?º?úo interna; ovos com muito vitelo, envolvidos por uma casca calc?íria dura e depositados externamente para a incuba?º?úo; segmenta?º?úo merobl?ística; membranas embrion?írias (?ómnio, c??rion, saco vitelino e alant??ide) presentes durante o desenvolvimento dentro do ovo; filhotes s?úo alimentados e vigiados pelos pais.

Evolu?º?úo As aves parecem ter se originado de r?®pteis um tanto delgados, de cauda longa e andar b?¡pede. Estes animais provavelmente corriam rapidamente com suas pernas posteriores, tendo os membros anteriores levantados e livres para darem origem ?ás asas. Os fatores seletivos na evolu?º?úo das penas n?úo s?úo bem esclarecidos.

A ave mais antiga que se conhece assemelha-se mais a um dinossauro do que as aves atuais. Foi descoberta em registros f??sseis e denominada Archeopteryx (figura ?á esquerda), que significa ÔÇ£ave primitivaÔÇØ. Tinha muitas caracter?¡sticas dos r?®pteis (cauda longa, ossos pesados e compactos, dentes na boca), mas apresentavama caracter?¡stica mais As aves herdaram diversos aspectos dos r?®pteis que contribu?¡ram para seu sucesso como voadoras pela redu?º?úo de peso. Os ovos desenvolvem-se totalmente fora do corpo materno e os produtos de excre?º?úo nitrogenada s?úo excretados sem o peso de uma abundante urina aquosa. Outras redu?º?Áes de peso foram conseguidas pela perda da bexiga e tornando o seu As modifica?º?Áes viscerais relacionadas com a endotermia incluem um cora?º?úo com quatro c?ómaras, separa?º?úo completa das circula?º?Áes venosa e arterial e aperfei?ºoamento da respira?º?úo. Os sacos a?®reos internos, que se abrem para o exterior atrav?®s do trato respirat??rio, auxiliam a respira?º?úo e a dissipar o calor gerado pelo elevado metabolismo. O v??o requer um corpo compacto, aerodin?ómico e r?¡gido, adquirido nas aves pela fus?úo, perda e refor?ºo de ossos. Muitas modifica?º?Áes ocorreram no esqueleto para diminuir a massa total do corpo. As pernas localizam-se abaixo do corpo e podem ser retra?¡das entre as Uma grande acuidade visual e uma r?ípida acomoda?º?úo s?úo necess?írias para um animal voador, sendo a vis?úo um sentido prim?írio nas aves. A grande mobilidade e a necessidade de comunica?º?úo a grandes dist?óncias promoveram a elabora?º?úo da voz e da audi?º?úo. A quimiorrecep?º?úo, importante nos vertebrados inferiores, diminuiu inclusive o O cuidado que os pais t?¬m pelos ovos e pelos filhotes ?® muito mais avan?ºado que nos As maiores aves viventes incluem o avestruz da ?üfrica, que tem 2 m de altura e pesa at?® 136 kg e os grandes condores das Am?®ricas com envergadura de at?® 3 m; a menor ?® o beija-flor-de-helena, de Cuba, com 5,7 cm de comprimento e cerca de 3 g de peso.

Aspecto externo: apresentam uma cabe?ºa distinta, um pesco?ºo longo e flex?¡vel e um forte corpo fusiforme ou tronco. Os dois membros anteriores ou asas prendem-se no alto do dorso e t?¬m longas penas apropriadas ao v??o (r?¬miges). Em cada membro posterior os dois segmentos superiores s?úo musculosos, enquanto que a canela cont?®m tend?Áes mas poucos m??sculos e ?® revestida com escamas c??rneas, assim como os 4 artelhos que terminam em garras c??rneas. A cauda curta apresenta um leque de longas penas caudais (retrizes). A boca projeta-se como um bico pontudo, com revestimento c??rneo (figura 116). No maxilar superior h?í duas narinas em forma de fenda. Os olhos s?úo grandes e laterais, cada um com p?ílpebra superior e inferior; abaixo destas fica a membrana nictitante (membrana delicada que ocorre sobre os olhos, abaixo das p?ílpebras, para proteger o globo ocular). Por baixo e atr?ís de cada olho h?í uma abertura do ouvido, escondida embaixo de penas especiais. A crista mediana carnosa, as barbelas laterais na cabe?ºa e os espor?Áes cornificados das pernas s?úo peculiares aos galos, fais?Áes e algumas outras aves. Abaixo da base da cauda fica a cloaca (figura 117). A pele mole, flex?¡vel e seca ?® presa frouxamente ?á musculatura subjacente. Faltam gl?óndulas, com exce?º?úo da gl?óndula uropigial acima da base da cauda, que secreta uma subst?óncia oleosa para impermeabilizar as penas e ?® distribu?¡da com o bico. As penas crescem a partir de fol?¡culos na pele.

Penas: constituem um revestimento do corpo leve e flex?¡vel, mas resistente, com espa?ºos a?®reos ??teis como isolante; protegem a pele contra o desgaste e as penas finas das asas e da cauda formam superf?¡cies para sustentar a ave no v??o (fig. 118).

vexilo achatado, sustentado pelo r?íquis central que ?® uma expans?úo do c?ílamo oco preso ao fol?¡culo. Cada metade do vexilo ?® constitu?¡da por muitas barbas estreitas paralelas. Nos lados proximal e distal de cada barba h?í b?írbulas menores, paralelas que apresentam min??sculos ganchos ou h?ómulos, servindo para segurar levemente as fileiras opostas de b?írbulas entre si. 2. Plumas. S?úo penas macias que fornecem excelente isolamento. T?¬m c?ílamo curto, r?íquis reduzidas e longas e flex?¡veis barbas com b?írbulas curtas, sem ganchos. 3. Filoplumas. Min??sculas penas filiformes com poucas barbas e b?írbulas. 4. Cerdas. Penas modificadas em forma de p?¬lo, cada uma com um c?ílamo curto e r?íquis delgada com poucas ou nenhuma barba na base. S?úo encontradas perto das narinas, e em 5. Plumas pulverulentas. As barbas nas extremidades desintegram-se ?á medida que crescem formando um p?? fino que impermeabiliza as penas. S?úo encontradas em gar?ºas, gavi?Áes, Com exce?º?úo de avestruzes, ping??ins e de algumas outras aves completamente cobertas por penas, as penas s?? crescem em certas ?íreas da pele chamadas pt?®rilas, entre as quais h?í espa?ºos vazios (apt?®rios), vis?¡veis quando se depena uma ave (figura 119).

Figura 118 (?á esquerda): Em cima. Quatro tipos de penas. Embaixo. Estereograma das partes de uma pena de contorno; *, duas b?írbulas proximais cortadas para mostrar a parte superior dobrada, ao longo da qual os h?ómulos deslizam para deixar a pena flex?¡vel.

____________________________________ Sistema Esquel?®tico Muitos ossos cont?¬m cavidades a?®reas (ossos pneum?íticos) para diminuir o peso e t?¬m uma estrutura de refor?ºos ??sseos que fornecem resist?¬ncia. O esqueleto ?® modificado em rela?º?úo ao v??o, ?á locomo?º?úo b?¡pede e ?á postura de grandes ovos com casca dura (figura 120). Nas aves que voam (tamb?®m chamadas de carenatas, porque t?¬m carena) os ossos s?úo extremamente leves. Isso ?® essencial para diminuir seu peso espec?¡fico durante o v??o. Os ossos maiores apresentam cavidades pneum?íticas conectadas com sistema respirat??rio, sendo os principais: ??mero, esterno, v?®rtebras e cr?ónio.

H?í muitas adapta?º?Áes na coluna vertebral: v?®rtebras cervicais s?úo mais numerosas e As costelas das aves s?úo achatadas e todas, com exce?º?úo da primeira e ??ltima, possuem uma proje?º?úo posterior, que se sobrep?Áe a costela subseq??ente e ?® chamada de O esterno ?® muito achatado e largo, de maneira que seja obtida uma superf?¡cie suficiente para fixa?º?úo dos m??sculos do v??o. Em todas as aves que voam, o esterno tem uma quilha ou carena (prolongamento para baixo, a partir da linha mediana ventral), que serve como uma superf?¡cie adicional para a fixa?º?úo dos m??sculos.

influenciados pelas modifica?º?Áes end??crinas do ciclo reprodutivo e s?úo relacionados com a reprodu?º?úo, estabelecimento e defesa do territ??rio, atraem uma parceira, mant?®m a uni?úo de um casal e sincronizam os ciclos reprodutivos de machos e f?¬meas.

Figura 121: O pulm?úo e o sistema de sacos a?®reos do periquito australiano; ?® mostrado somente o lado esquerdo. 1. Seio infraorbital; 2. Saco a?®reo clavicular; 2a. divert?¡culo axilar do ??mero; 2b. divert?¡culo Saco a?®reo tor?ícico caudal; 6. Saco a?®reo abdominal; 7. Pulm?úo parabronquial.

Os pulm?Áes das aves s?úo proporcionalmente menores e incapazes de grande expans?úo, se comparados ?áqueles dos mam?¡feros. Entretanto, nas aves os pulm?Áes s?úo ligados a nove sacos a?®reos, situados em v?írias partes do corpo, estendendo-se at?® aos espa?ºos pneum?íticos dos ossos. Os sacos a?®reos n?úo s?úo revestidos de epit?®lio respirat??rio e servem essencialmente de reservat??rio, bem como para dissipar calor gerado pelos altos n?¡veis de atividade muscular do v??o. Os sacos a?®reos fornecem um sistema no qual o fluxo de ar atrav?®s dos pulm?Áes tem sentido ??nico, ao inv?®s de ter fluxo e refluxo como ocorre nos mam?¡feros. Assim, durante a inspira?º?úo e a expira?º?úo, o ar flui atrav?®s do pulm?úo na mesma dire?º?úo (figura 122). Durante a inspira?º?úo, o volume do t??rax aumenta, conduzindo o ar pelos br??nquios e sacos a?®reos tor?ícicos posteriores e abdominais, bem como para o pulm?úo. Simultaneamente, o ar do pulm?úo ?® conduzido aos sacos clavicular e tor?ícicos posteriores anteriores.

Figura 122: Padr?úo do fluxo de ar durante a inspira?º?úo e a expira?º?úo. Note que o ar flui atrav?®s do pulm?úo parabronquial durante as duas fases do ciclo respirat??rio. 1, pulm?úo parabronquial; 2, saco a?®reo clavicular; 3, saco a?®reo tor?ícico cranial; 4, saco a?®reo tor?ícico caudal; 5, saco a?®reo abdominal.

abdominais, ?® impelido para o pulm?úo e ar dos sacos clavicular e tor?ícicos ?® expelido pelos As aves n?úo t?¬m diafragma e, portanto, a respira?º?úo se faz as custas de movimentos das costelas e do esterno.

As aves apresentam muitas modifica?º?Áes interessantes, algumas das quais associadas ?á aus?¬ncia de dentes. Como n?úo existem l?íbios, n?úo h?í gl?óndulas labiais na boca, mas sim sublinguais. Nas aves gran?¡voras (que comem gr?úos) e carn?¡voras, existe uma por?º?úo do es??fago em forma de saco, o papo, que se destina ao armazenamento tempor?írio de alimentos. N?úo h?í gl?óndulas digestivas no papo, embora nos pombos e esp?®cies aparentadas existam estruturas semelhantes a gl?óndulas que produzem subst?óncia nutritiva (o ÔÇ£leiteÔÇØ dos O est??mago tem uma por?º?úo glandular anterior, o proventr?¡culo, que secreta sucos g?ístricos, e uma por?º?úo posterior, muscular e com espessas paredes, chamada moela. Na moela, areia e pedriscos engolidos pela ave ajudam a triturar o alimento. O intestino delgado ?® enrolado ou forma al?ºas. A maioria das aves possui um ou dois cecos na jun?º?úo dos intestinos delgado e grosso, que por sua vez termina numa c?ómara cloacal (figura 123).

(aptos ?á correr assim que saem do ovo), sendo bem formados, totalmente cobertos de plumas e capazes de perambular logo ap??s a eclos?úo, enquanto que os de aves canoras, pica-paus, pombos e outros nascem com os olhos fechados, nus e desprotegidos. Precisam ser alimentados e cuidados no ninho; estes s?úo chamados nid?¡colas.

Muitas esp?®cies migram ou deslocam-se regularmente de uma regi?úo a outra com a mudan?ºa das esta?º?Áes. Tanto as rotas de ver?úo como as de inverno das esp?®cies s?úo bem definidas. A maior parte da migra?º?úo ?® latitudinal, das regi?Áes setentrionais e sub?írticas, onde h?í facilidades de alimenta?º?úo e nidifica?º?úo durante os meses quentes e depois retiram- se para o sul, onde passam o inverno. Algumas outras aves fazem migra?º?Áes altitudinais para regi?Áes montanhosas para passarem o ver?úo e voltam para as terras baixas no inverno. Migra?º?úo, reprodu?º?úo e muda s?úo fases do ciclo anual das aves, todas reguladas pelo sistema neuroend??crino. Geralmente, antes da migra?º?úo, acumulam rapidamente reservas de gordura, n?úo presentes em outras ?®pocas, para combust?¡vel extra durante os longos v??os.

9.2.2.4 Classe Mammalia Os mam?¡feros (do latim mamma – mama e feros – portador), com cerca de 4.500 esp?®cies atuais, distribuem-se por quase todo o globo terrestre, explorando amplamente os recursos da Terra, de p??lo a p??lo, do topo das montanhas ?ás profundezas dos mares e mesmo no c?®u noturno. Apresentam uma grande disparidade morfol??gica relacionada ?á diversidade de h?íbitos alimentares e modos de locomo?º?úo. Reconhecemos 20 ordens atuais, que refletem essa diversidade. Essas ordens englobam representantes bem conhecidos popularmente: gamb?í, coala, canguru, tamandu?í, pregui?ºa, tatu, morcegos, macacos, c?úo, gato, lontra, on?ºa, porco, camelo, veado, boi, rinoceronte, baleia, golfinho, elefante, entre outros. Os mam?¡feros modernos podem ser divididos em tr?¬s grupos principais, separados com base em seus modos de reprodu?º?úo. Entre os Prototheria, ou Monotremados, sobrevivem cerca de seis esp?®cies isoladas geograficamente na Austr?ília e Nova Guin?®. Est?úo agrupadas em duas subordens, a das ?®quidnas e a dos ornitorrincos. Os Prototheria caracterizam-se por botar ovos que s?úo incubados e eclodem fora do trato reprodutivo das f?¬meas. Apesar disso, s?úo vertebrados com p?¬los, endot?®rmicos, produtores de leite, possuindo dentes (apenas na maxila inferior) e portanto classificados como mam?¡feros. Os dois grupos restantes de mam?¡feros s?úo estreitamente relacionados, mas tiveram hist??rias evolutivas separadas. Os Metatheria (Marsupiais), cerca de 250 esp?®cies, caracterizam-se pelo curto per?¡odo de gesta?º?úo, pela prematuridade dos filhotes e, em muitos, por possu?¡rem uma bolsa de prote?º?úo (o mars??pio). Esta bolsa recobre as gl?óndulas mam?írias das m?úes e o jovem arrasta-se at?® seu interior imediatamente ap??s o nascimento, para alimentar-se e completar seu desenvolvimento. Os marsupiais s?úo restritos ?á Austr?ília e Os Eutheria, ou placent?írios, incluem cerca de 3800 esp?®cies, e nascem num est?ígio de desenvolvimento muito mais avan?ºado que os marsupiais. Muitos est?úo prontos para correr ou nadar ao lado das m?úes minutos ap??s o nascimento. Embora isso signifique um maior potencial de sobreviv?¬ncia, o custo ?® alto e prolongado para a f?¬mea.

?¥ presen?ºa de gl?óndulas cut?óneas (seb?íceas e sudor?¡paras) em certas regi?Áes do corpo; ?¥ al?®m da forma?º?úo do ?ómnio e do alant??ide, durante o desenvolvimento embrion?írio, tamb?®m ocorre a forma?º?úo da placenta, um anexo que permite as trocas respirat??rias e nutritivas entre o feto e a m?úe, contribuindo para que aquele passe todo o seu per?¡odo de desenvolvimento no interior do ??tero materno, livre dos perigos do meio exterior; ?¥ respira?º?úo pulmonar, presen?ºa de diafragma separando a cavidade tor?ícica da cavidade ?¥ cr?ónio com dois c??ndilos occipitais, o que n?úo permite uma rota?º?úo t?úo ampla da cabe?ºa sobre o pesco?ºo, como sucede com as aves (figuras 124 e figura 125);

?¥ circula?º?úo dupla e completa. Cora?º?úo com quatro cavidades distintas. S?úo os ??nicos ?¥ boca com dentes nas mand?¡bulas e maxilas (figura 126), l?¡ngua usualmente m??vel, olhos ?¥ uma bexiga urin?íria, excreta flu?¡da (urina).

Figura 126: Cr?ónios e dentes de mam?¡feros Evolu?º?úo Os mam?¡feros surgiram na Terra a partir dos r?®pteis Synapsida. Muitas caracter?¡sticas tornam os animais da classe Mammalia altamente especializados, diferenciando-os dos demais tetr?ípodes. O revestimento isolante do corpo (p?¬los e gordura subcut?ónea) e a separa?º?úo completa dos sangues venoso e arterial no cora?º?úo tornam poss?¡vel a temperatura regulada do corpo. Com isto o metabolismo ?® alto e consequentemente h?í necessidade de muito alimento. Os dentes s?úo geralmente consp?¡cuos e diferenciados. Os sentidos da vis?úo, audi?º?úo e olfato s?úo altamente desenvolvidos. Cerebelo e c?®rebro grandes s?úo respons?íveis por um alto grau de coordena?º?úo em todas as atividades, pela aprendizagem e pela mem??ria retentiva.

Classifica?º?úo Filo Chordata Subfilo Vertebrata Superclasse Tetrapoda Classe Mammalia Sistema Esquel?®tico Maior ossifica?º?úo em rela?º?úo ?ás formas inferiores, bem como redu?º?úo na quantidade de elementos ??sseos, principalmente no cr?ónio. Este ?® relativamente grande para acomodar o enc?®falo, proporcionalmente aumentado. O cr?ónio articula-se com a primeira v?®rtebra cervical atrav?®s de 2 c??ndilos occiptais.

As v?®rtebras cervicais s?úo em no de 7 em todos os mam?¡feros, exceto no peixe-boi (06), pregui?ºa-de-dois-dedos (06), tamandu?í (08) e na pregui?ºa-de-tr?¬s-dedos (09). Embora os mam?¡feros possuam basicamente 4 membros pentad?íctilos, estes estiveram sujeitos a consider?íveis modifica?º?Áes em muitos grupos especializados. A redu?º?úo ocorre mais freq??entemente no n??mero de dedos, por?®m nos cet?íceos (golfinhos e baleias) e sir?¬nios (peixe-boi), todas as evid?¬ncias externas de membros posteriores desaparecem.

A tabela a seguir mostra alguns representantes das subclasses de Mammalia. Obs.: nos Eutheria n?úo est?úo colocadas todas as ordens, mas apenas as mais popularmente conhecidas. SUBCLASSE ORDENS EXEMPLOS Prototheria Monotremata Ornitorrinco e ?®quidnas Metatheria Marsupialia gamb?í, coalas, cangurus, cu?¡cas Eutheria Cetacea Sirenea Artiodactyla Perissodactyla Chiroptera Edentata Rodentia Lagomorfa Carnivora Prossimia Simia Hominia Proboscidia Pinnipedia Baleia,golfinho Peixe-boi Porco, boi, girafas cavalos, antas morcegos tatu, tamandu?í rato, capivara coelho, lebre gato, c?úo, le?úo l?¬mures macaco Homem elefantes le?Áes-marinhos, focas, morsas Sistema Muscular Muito vari?ível nas diferentes formas especializadas. Contudo, aspectos distintivos podem ser indicados: a) musculatura d?®rmica bem desenvolvida (por exemplo, os m??sculos de express?úo facial, b) disposi?º?úo metam?®rica do tronco, t?úo evidente nos vertebrados inferiores, desaparece em grande parte dos mam?¡feros ou ?® encoberta.

Sistema Circulat??rio Cora?º?úo com 4 c?ómaras (2 atriais e 2 ventriculares). H?í completa separa?º?úo do sangue venoso e arterial como nas aves. Os eritr??citos s?úo anucleados.

Geralmente existem dentes e estes s?úo t?úo especializados em certas esp?®cies que os As gl?óndulas orais, primariamente relacionadas ?á secre?º?úo de muco, est?úo presentes em todos os mam?¡feros, contudo, s?úo mais desenvolvidas nas esp?®cies terrestres, j?í que Muitos mam?¡feros arfam, isto ?®, respiram rapidamente com a boca aberta, para ajudar a regular a temperatura do corpo. Isso ocorre com o resultado da evapora?º?úo salivar e da A maioria dos mam?¡feros tem a l?¡ngua muito desenvolvida (com exce?º?úo das baleias) e capaz de muitos movimentos. Em sua superf?¡cie superior h?í numerosas papilas, algumas O est??mago tem formas e padr?Áes variados, relacionados com os h?íbitos alimentares, podendo ser simples estruturas em forma de saco, at?® estruturas compostas por uma s?®rie de O intestino delgado ?® longo e convoluto na maioria, mas nas esp?®cies herb?¡voras ?® A cloaca aparece somente nos monotremados.

Sistema Respirat??rio ?ë muito menos complicado que o das aves. Em alguns mam?¡feros de ?ígua doce ocorrem adapta?º?Áes de partes do sistema respirat??rio. Estas, freq??entemente, envolvem o Os mam?¡feros aqu?íticos apresentam adapta?º?Áes para mergulhar a grandes profundidades, sem sofrer priva?º?úo de oxig?¬nio. Estas podem ser: ÔÇó tem grande quantidade de mioglobina no tecido muscular para ÔÇ£armazenarÔÇØ oxig?¬nio. Os mam?¡feros que mergulham mais profundamente s?úo os cet?íceos, que podem resistir a uma enorme press?úo e segurar a respira?º?úo por, pelo menos, uma hora. A press?úo exercida a grandes profundidades ?® suportada atrav?®s de um colapso alveolar (a partir dos 60m, aproximadamente) que impede as trocas gasosas. Al?®m disso, o sangue ?® desviado da musculatura e pele para suprir as necessidades do enc?®falo e cora?º?úo e, no mergulho, a freq???¬ncia card?¡aca ?® reduzida para cerca de 10 batimentos/minuto.

Sistema urogenital As f?¬meas t?¬m geralmente dois ov?írios funcionais ligados a dois oviductos [(Trompas Os Monotremados p?Áem ovos e os oviductos abrem-se na cloaca, separadamente, Nos Marsupiais e placent?írios, o oviducto expande-se num ??tero, onde ocorre o desenvolvimento embrion?írio dos filhotes. Nos primeiros, a gesta?º?úo ?® curta e o desenvolvimento termina no mars??pio. Ap??s o nascimento, os embri?Áes se arrastam para o mars??pio, onde agarram fortemente a um mamilo da m?úe, sendo ent?úo alimentado pela Nos placent?írios, a placenta possibilita o desenvolvimento embrion?írio intra-uterino, j?í que o suprimento energ?®tico se d?í via placenta. Nos machos, os test?¡culos s?úo bem posteriores ou podem estar no escroto (bolsa fora da cavidade do corpo). H?í 1 ??nico p?¬nis. Adultos apresentam um rim metan?®frico, bexiga urin?íria e ur?®ia como excreta nitrogenada.

A fecunda?º?úo ?® sempre interna e os filhotes s?úo alimentados com leite ap??s o nascimento.

Figura 127: Tratos reprodutivos caracter?¡sticos de f?¬meas do ancestral e dos principais mam?¡feros viventes: (a) ancestral hipot?®tico dos mam?¡feros, semelhante a um lagarto; (b) monotremado ov?¡paro; (c) marsupial mostrando estruturas vaginais complicadas; (d) mam?¡fero placent?írio exemplificado por um primata avan?ºado.

A maioria dos mam?¡feros tem esta?º?Áes de reprodu?º?úo bem definidas, freq??entemente no inverno ou na primavera. As f?¬meas passam por um ciclo estral peri??dico, marcado por modifica?º?Áes celulares no ??tero e na vagina e por diferen?ºas no comportamento. Uma curiosidade que vale a pena comentar aqui, diz respeito aos tatus. As informa?º?Áes sobre o comportamento e a ecologia desses animais restritos ao Novo Mundo s?úo raras e v?¬m principalmente de estudos feitos na natureza com a ??nica esp?®cie que ocorre na Am?®rica do Norte, Dasypus novencinctus. De modo geral, esses animais t?¬m h?íbitos solit?írios; raramente formam pares ou andam em bando. Sobre seu comportamento sexual, Dasypus ?® o ??nico g?¬nero de mam?¡fero que apresenta o que ?® cientificamente conhecido por poliembrionia homozig??tica, isto ?®, d?í sempre origem a quatro g?¬meos id?¬nticos. As f?¬meas provavelmente n?úo ovulam at?® completar dois anos de idade. Os adultos da esp?®cie s?úo solit?írios e s?úo comumente vistos forrageando sozinhos. Entretanto, J?í Priodontes maximus ?® a maior esp?®cie de tatu de que se tem not?¡cia. Apesar de sua ampla distribui?º?úo, est?í na lista das esp?®cies brasileiras amea?ºadas de extin?º?úo. Embora n?úo haja estudos sobre sua biologia e ecologia, acredita-se que sejam solit?írios, com um padr?úo de atividade crepuscular/noturno. Ap??s um per?¡odo de gesta?º?úo que ainda n?úo se conhece com precis?úo, as f?¬meas em geral d?úo ?á luz um ??nico filhote.

Sistema Nervoso ?ë mais desenvolvido que em outros vertebrados. Em muitas esp?®cies, os hemisf?®rios cerebrais possuem circunvolu?º?Áes na superf?¡cie, de forma que h?í giros e sulcos. O c??rtex Nos mam?¡feros, os lobos olfativos s?úo pequenos, se comparados aos vertebrados O hipot?ílamo ?® muito importante e consiste de 4 partes, que controlam muitas fun?º?Áes inclusive press?úo sang???¡nea, sono, conte??do de ?ígua, metabolismo de gorduras e carboidratos, temperatura do corpo e, possivelmente, atividades r?¡tmicas, como a migra?º?úo por exemplo. O cerebelo, o centro de controle dos movimentos do corpo, tamb?®m ?® mais desenvolvido nos mam?¡feros.

?ôrg?úos dos Sentidos O olfato bem desenvolvido, gra?ºas ?ás cornetas nasais, que aumentam o epit?®lio olfativo. Nos olhos h?í modifica?º?Áes relacionadas aos h?íbitos, mas basicamente segue o No ouvido aparecem v?írias modifica?º?Áes: a c??clea ?® maior e enrolada, para acomodar o aumento de tamanho; o ouvido m?®dio tem 3 oss?¡culos que transmitem vibra?º?Áes da membrana timp?ónica ao ouvido interno; existe um canal auditivo externo e, na maioria, um pavilh?úo auditivo externo. Em certos mam?¡feros terrestres, o pavilh?úo cresceu muito e serve n?úo apenas para conduzir o som para o canal auditivo, mas tamb?®m pode funcionar para ajudar na termorregula?º?úo. As enormes orelhas dos elefantes e as dos coelhos podem ter esse uso suplementar. ?ë bom lembrar que em alguns cet?íceos e mam?¡feros como a toupeira, o O aparelho auditivo de alguns mam?¡feros mostra uma especializa?º?úo marcante. Muitos morcegos e cet?íceos dependem em grande parte dos ecos e sons, que eles pr??prios produzem, para detectar a presen?ºa de objetos em seu ambiente (eco-localiza?º?úo). Os morcegos produzem som de alta freq???¬ncia (> 100 kHz), enquanto as baleias sem dentes emitem sons de baixa freq???¬ncia.

Caracter?¡sticas Especiais Gl?óndulas mam?írias: aparecem nos machos e f?¬meas, mas s?úo funcionais s?? nas f?¬meas. Estendem-se numa linha mam?íria e a posi?º?úo ?® vari?ível nas esp?®cies (abdominais, peitorais, inguinais). ÔÇ£DesembocamÔÇØ em mamilos (de 1 a 13 pares, geralmente) e os l?íbios s?úo importantes para a suc?º?úo do leite.

Gl?óndulas cut?óneas: Sudor?¡paras: eliminam res?¡duos e ajudam na termorregula?º?úo. T?¬m distribui?º?úo diversa pelo P?¬los: depois das gl?óndulas mam?írias, s?úo a caracter?¡stica mais diagn??stica dos mam?¡feros. S?úo estruturas ectod?®rmicas, com fun?º?Áes de manuten?º?úo da homeotermia (nos cet?íceos e Dentes: Embora encontrados em outros vertebrados, os dentes s?úo mais especializados nos mam?¡feros. Foram perdidos em alguns (tamandu?ís, certas baleias), mas na maioria dos mam?¡feros representam um importante papel na vida di?íria, ajudando na aquisi?º?úo e mastiga?º?úo do alimento, al?®m de muitas vezes, atuar na defesa.

A maioria dos mam?¡feros possui duas denti?º?Áes, uma dec?¡dua ou l?íctea e outra permanente, ao contr?írio de muitos vertebrados inferiores que podem substituir os dentes A denti?º?úo permanente, que n?úo ?® substitu?¡da em caso de perda, comp?Áe-se de quatro grupos de dentes, da parte anterior para a posterior da maxila: INCISIVOS, CANINOS, PR?ë- MOLARES e MOLARES. O n??mero de dentes em cada um desses grupos varia nos diferentes tipos de mam?¡feros, exceto os caninos, que ocorrem em n??mero de apenas um em cada lado da maxila. Ao expressar o n??mero de dentes de uma esp?®cie, os zoologistas utilizam-se freq??entemente uma f??rmula dent?íria que representa o n??mero e o tipo de dentes existentes num lado da cabe?ºa. Abaixo segue o exemplo da f??rmula dent?íria do coiote e do homem: F??rmula dent?íria: Canis latrans I 3 , C 1 , P 4 , M 2 (= 21 dentes num lado da cabe?ºa) 3143 ? x 2 = no total de dentes da esp?®cie.

Homo sapiens sapiens I 2 , C 1 , P 2 , M 3 (= 16 dentes num lado da cabe?ºa) 2123 ? x 2 = no total de dentes da esp?®cie.

Chifres e Cornos Chifres: aparece na fam?¡lia Cervidae, presente apenas nos machos. ?ë trocado periodicamente, Cornos: exibido nas fam?¡lias Bovidae e Antilocapridae. Podem ocorrer em machos e f?¬meas, s?úo ocos e c??rneos, por?®m t?¬m um centro ??sseo.

Algumas exce?º?Áes entre os mam?¡feros: ?¥ Os monotremados, como o ornitorrinco, s?úo ov?¡paros e n?úo viv?¡paros. A f?¬mea ?® portadora de gl?óndulas mam?írias, ainda que sem mamilo. Eles n?úo t?¬m pavilh?Áes auditivos; os dentes s?úo presentes apenas nos filhotes, tendo os adultos um bico c??rneo; ?¥ Nos Metatheria (marsupiais) as f?¬meas t?¬m ??tero e vagina duplos, geralmente sem placenta, sendo que os ovos s?úo fecundados internamente e o come?ºo do desenvolvimento se d?í no ??tero, mas ap??s alguns dias, os filhotes prematuros saem e rastejam at?® o mars??pio onde, pela boca, prendem-se firmemente aos mamilos da m?úe. Permanecem assim at?® estarem completamente formados, embora ainda continuem ?¥ Apesar de os mam?¡feros pertencerem ?á superclasse Tetrapoda, alguns deles (baleias, ?¥ O habitat comum dos mam?¡feros ?® a terra, mas alguns como os cet?íceos (baleias e ?¥ Embora sejam todos genericamente ditos homeot?®rmicos, alguns t?¬m a capacidade de diminuir a temperatura corp??rea durante os per?¡odos de hiberna?º?úo, como sucede com os ?¥ Os morcegos s?úo os ??nicos mam?¡feros verdadeiramente voadores. Existem outros que s?úo apenas ÔÇ£planadoresÔÇØ.

GLOSS?üRIO Cecos: (do lat. Caecus – cego) evagina?º?Áes do intestino, de fundo cego. Clivagem espiral: (do fr. Clivage) propriedade de se fragmentar, relativo ao processo embrion?írio. Esse tipo de Clivagem ?® caracter?¡stico dos protost??mios, grupo ao qual o Espinhos: proje?º?Áes do endoesqueleto; longos ou curtos, m??veis (como nos ouri?ºos) ou n?úo Esquizocelos: relativo ao desenvolvimento embrion?írio onde ocorre a segmenta?º?úo do celoma. Alguns poliquetas fazem reprodu?º?úo por esquizog?¬nese (fragmenta?º?úo do Lanterna de Arist??teles – aparelho bucal do ouri?ºo-do-mar com cinco dentes acionados por Larva troc??fora: tipo de larva caracter?¡stica dos poliquetos, com desenvolvimento a partir de Met?ómeros (ou segmentos): cada um dos an?®is do verme, segmentos hom??logos. P?ípulas ou br?ónquias d?®rmicas – eleva?º?Áes muito pequenas da pele fina; realizam trocas Pedicel?írias: proje?º?Áes da pele que terminam em pin?ºas. Servem para prote?º?úo e defesa; P?®s ambulacrais: (do latim, ambulare: caminhar) – proje?º?Áes de um sistema interno de canais no qual circula a ?ígua do mar filtrada por uma placa porosa, o madreporito. Esses p?®s atravessam pequenos orif?¡cios do endoesqueleto para poderem se projetar Pig?¡dio: ??ltimo segmento do corpo de um Annelida ou, tamb?®m, regi?úo terminal (p??s- Planct??nico: que pertence ao pl?óncton (comunidade de pequenos animais ou vegetais que Prost??mio: 1?¬ boca (relativo ao desenvolvimento embrion?írio), a sua boca definitiva tem origem na boca primitiva da g?ístrula, o blast??poro. A cabe?ºa do anel?¡deo, ou ?ícron, representada pelo prost??mio e contendo o c?®rebro, n?úo ?® segmentada e tampouco o ?® o pig?¡dio. Existe, tamb?®m, nos animais uma tend?¬ncia ?á fus?úo dos segmentos anteriores do tronco com a cabe?ºa, n?úo segmentada, que tamb?®m recebe o nome de prost??mio. Prot?óndrico: diz-se da dicogamia na qual os ??rg?úos sexuais masculinos se desenvolvem Zoopl?óncton: (do gr. zoon, animal; plagnkton, flutuante) conjunto de diminutos animais flutuantes (microcrust?íceos, larvas de moluscos, anel?¡deos e de artr??podes em geral), que vagueiam arrastados pelas correntezas.

46. Quem comp?Áe o Subfilo Chelicerata? Como voc?¬ caracterizaria esse Subfilo dentro do Filo Artr??pode? 51. Onde se localizam as gl?óndulas de veneno na Ordem Aracnida e Scorpione? 52. Onde ?® produzida e qual a composi?º?úo da seda utilizada pelas aranhas? Qual seu papel vital? 53. Comente sobre a reprodu?º?úo nos aracn?¡deos e defina o que s?úo ootecas? 55. O enorme n??mero de indiv?¡duos e o grande espectro adaptativo refletem o sucesso da Classe Insecta. A 56. Como podemos distinguir a Classe Insecta dos demais artr??podes? Descreva o sistema respirat??rio 57. Por que encontramos tanta diversidade nas pe?ºas bucais dos insetos? Pe?ºas bucais picadoras s?úo 59. Diga em quais Ordens de Insecta aparece a organiza?º?úo social e d?¬ exemplo. 62. Como se d?í a alimenta?º?úo nos equinodermos da Classe Asteroidea? O que s?úo pedicel?írias e para que 63. Voc?¬ ?® capaz de dar um exemplo de um holotur??ide bastante popular em nossas praias? Como se d?úo 65. Defina notocorda. Em que fase do ciclo vital a notocorda pode ser observada nos Urocordados, nos 66. Por que consideramos os Protocordados como animais de transi?º?úo entre Vertebrados e Invertebrados? 67. Defina peixes cartilaginosos e ??sseos, destacando as diferen?ºas entre eles. 71. Quais as caracter?¡sticas evolutivas que colocaram os primeiros gnatostomatas numa posi?º?úo privilegiada 72. Explique por que os anf?¡bios ainda s?úo dependentes da ?ígua, embora sejam os primeiros vertebrados a viverem na terra. Descreva sua pele, explicando por que ?® necess?íria a muda. 74. Quais os ??rg?úos dos sentidos que aparecem nos anf?¡bios pela primeira vez? 75. Qual a vantagem evolutiva dos r?®pteis em rela?º?úo aos anf?¡bios? Quais as conseq???¬ncias disso? 76. Que anexos embrion?írios apareceram pela primeira vez nos r?®pteis? O que essas estruturas 80. Como os pulm?Áes das aves, relativamente pequenos, conseguem suprir as necessidades de oxig?¬nio de 82. As aves formam uma classe muito homog?¬nea. Justifique essa afirmativa. 83. As penas s?úo fundamentais para o v??o, mas h?í um conjunto de caracter?¡sticas que o tornam poss?¡vel. 84. D?¬ as caracter?¡sticas fundamentais para que um animal seja enquadrado na Classe Mammalia. 86. O que significa dizer que um animal ?® endot?®mico? Quem s?úo esses animais? 88. Cite estruturas epid?®rmicas e hipod?®rmicas exclusivas dos mam?¡feros e diga como contribuem para a endotermia.

Bibliografia BARNES, R.S.K., CALOW, P. & OLIVE, P.J.W. Os Invertebrados, uma nova s?¡ntese. Editora CURTIS, H. Biologia. Editora Guanabara Koogan S.A., Rio de Janeiro, 1977. NEVES, D.P. Parasitologia Humana. 8a edi?º?úo, Livraria Atheneu Editora, S?úo Paulo, 1991. ORR, R. T. Biologia dos Vertebrados, 5a edi?º?úo. Livraria Roca, S?úo Paulo, 1986. PELCZAR, M.; REID,R. & CHAN, E.C.S. Microbiologia, vol. I. McGraw-Hill do Brasil, S?úo POUGH, F.H.; HEISER,J.B.; & McFARLAND, W.N. A Vida dos Vertebrados. Editora ROMER, A.S. & PARSONS, T.S. Anatomia Comparada dos Vertebrados, Editora Atheneu, RUPPERT,E. & BARNES, R.D. Zoologia dos Invertebrados. 6a ed., Editora Roca, S?úo Paulo, STORER, T. et al. Zoologia Geral. 6a edi?º?úo, Companhia Editora Nacional, S?úo Paulo, 1991. VERONESI, R. Doen?ºas Infecciosas e Parasit?írias. 8a edi?º?úo, Ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 1991.

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