Zoologia – taxonomia e classificação III

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8 FILO ECHINODERMATA Os Echinodermatas (gr. echinos, espinho; ouri?ºo + derma, pele) constituem um dos filos mais facilmente reconhec?¡veis do Reino Animal, com aproximadamente 6.000 esp?®cies viventes. Incluem as bem conhecidas estrelas-do-mar, ofi??ros, ouri?ºos-do-mar, bolachas-da- praia, l?¡rios-do-mar (crin??ides) e pepinos-do-mar (holot??rias) (figura 88). A diversidade dos equinodermos hoje ?® bem menor do que foi no Paleoz??ico, sobrevivendo apenas 6 das 24 classes do filo.

Todos s?úo animais grandes e nenhum ?® parasita ou colonial. Praticamente todos t?¬m h?íbitos bent??nicos e s?úo permanentemente presos ao fundo oce?ónico ou se movem lentamente sobre o substrato. S?úo peculiares entre os animais por n?úo apresentarem cabe?ºa; terem um esqueleto interno; suas larvas apresentarem simetria bilateral e sofrerem metamorfose para gerar animais adultos de simetria radial e, finalmente, por terem uma subdivis?úo interna do celoma que ?® usada na locomo?º?úo e na captura de alimento. Todos os equinodermos s?úo exclusivamente marinhos, sendo comuns e abundantes em todos os oceanos do mundo. S?úo animais de sexos separados (di??icos), sem dimorfismo sexual. A inexist?¬ncia de cabe?ºa ou plano bilateral de simetria torna os termos dorsal e ventral, anterior e posterior, lado direito e esquerdo completamente impr??prios. Assim costuma-se falar em face oral (onde situa-se a boca) e aboral (face oposta ?á boca). Em resumo: os Equinodermatas s?úo tribl?ísticos, celomados, deuterost??mios, apresentam simetria radial pent?ómera (o corpo pode ser dividido em 5 partes organizadas em torno de um eixo central), t?¬m esqueleto interno de origem mesod?®rmica e o exclusivo sistema de canais celom?íticos e ap?¬ndices superficiais compondo o sistema hidrovascular ou ambulacr?írio.

8.1 Caracter?¡sticas Gerais Revestimento e prote?º?úo A epiderme simples recobre o esqueleto e os espinhos (quando presentes). Os espinhos, que servem como prote?º?úo (principalmente no ouri?ºo-do-mar), s?úo bem alongados e ?ás vezes providos de gl?óndulas venenosas. Algumas esp?®cies possuem ainda pequenas pin?ºas (pedicel?írias) que servem para defesa e para manter sempre limpa a superf?¡cie do corpo.

Sustenta?º?úo e locomo?º?úo Possuem endoesqueleto de placas calc?írias m??veis (articuladas) ou fixas, freq??entemente com espinhos. As placas podem ser microsc??picas, distribu?¡das pelo corpo, como nos pepinos-do-mar, ou constituir uma carapa?ºa muito resistente, como nos ouri?ºos- do-mar. Nestes animais, a locomo?º?úo ?® lenta e ?® feita pelos p?®s ambulacr?írios e ainda por espinhos movidos por m??sculos.

Sistema Hidrovascular ?ë um sistema de canais e ap?¬ndices da parede do corpo, peculiar aos equinodermos. Como todo o sistema deriva-se do celoma, os canais s?úo revestidos por um epit?®lio ciliado e s?úo preenchidos por fluido, similar ?á ?ígua do mar, exceto pelo fato de conter ameb??citos, prote?¡nas e altos teores do ?¡on pot?íssio. O sistema hidrovascular ?® bem desenvolvido nos aster??ides, atuando como meio de locomo?º?úo.

Nutri?º?úo e digest?úo O sistema digestivo ?® completo (figura 89), exceto nos ofi??ros. As estrelas-do-mar s?úo carn?¡voras e predadoras, seu alimento preferido s?úo as ostras. Apesar da potente musculatura das ostras, as estrelas-do-mar conseguem abrir-lhe as valvas, introduzir seu est??mago no interior e lan?ºar enzimas, ocorrendo uma digest?úo externa. Os ouri?ºos-do-mar alimentam-se de algas, que s?úo trituradas pelos cinco dentes calc?írios, que formam uma estrutura chamada ÔÇ£lanterna de Arist??telesÔÇØ.

Figura 89: Filo Echinodermata. Sec?º?Áes esquem?íticas mostrando nas cinco classes viventes as rela?º?Áes da boca (M), ?ónus (A), p?®s ambulacr?írios (T) e espinho (S). O trato digestivo delineado.

Circula?º?úo e Respira?º?úo N?úo possuem cora?º?úo nem mesmo sistema circulat??rio t?¡pico. Existe, por?®m, um reduzido sistema de canais (canais hemais), com disposi?º?úo radial, onde circula um l?¡quido A respira?º?úo, por difus?úo, ?® realizada pelo sistema ambulacr?írio. Al?®m disso, na estrela-do-mar e ouri?ºo-do-mar existem diminutas e ramificadas br?ónquias d?®rmicas. A troca gasosa na maioria dos holotur??ides (pepinos-do-mar) ?® realizada por meio de um sistema not?ível de t??bulos ramificados, as ?írvores respirat??rias. Essas localizam-se no celoma nos lados direito e esquerdo do trato digestivo principal com muitos ramos, cada um dos quais terminando numa pequena ves?¡cula. Os troncos das duas ?írvores emergem da extremidade superior da cloaca. A ?ígua circula atrav?®s dos t??bulos por meio da a?º?úo bombeadora da cloaca e das ?írvores respirat??rias.

Excre?º?úo N?úo existe nenhum ??rg?úo especializado. Os catab??litos s?úo levados por ameb??citos aos p?®s ambulacr?írios, hidropulm?Áes ou a qualquer estrutura exposta ?á ?ígua, que os elimina por difus?úo.

Sistema nervoso e ?ôrg?úos dos Sentidos N?úo h?í g?ónglios, mas sim um anel nervoso pr??ximo ?á regi?úo oral, de onde saem Possuem c?®lulas t?íteis na superf?¡cie do corpo. Na extremidade dos bra?ºos das estrelas- do-mar existem c?®lulas fotorreceptoras.

Reprodu?º?úo S?úo animais de sexos separados e de fecunda?º?úo externa. Os ??rg?úos sexuais s?úo simples, existindo, geralmente, apenas g??nadas sem ductos genitais. O desenvolvimento ?® indireto, aparecendo em cada classe um tipo caracter?¡stico de larva: bipin?íria (nas estrelas- do-mar), pluteus (ofi??ros e ouri?ºo), dolid?íria (crin??ides) e auricul?íria (pepino-do-mar). A simetria ?® bilateral nas larvas, passando a radial nos animais adultos. A reprodu?º?úo assexuada aparece em algumas larvas que se auto-dividem; al?®m disso, as estrelas-do-mar e o pepino-do-mar t?¬m a capacidade de regenerar partes perdidas.

Eviscera?º?úo e Regenera?º?úo A expuls?úo dos t??bulos pegajosos a partir da regi?úo anal, encontra-se geralmente associada aos pepinos-do-mar, mas esse fen??meno defensivo geralmente se limita a algumas esp?®cies dos g?¬neros de Holothuria e Actinopyga. Alguns desses organismos possuem uma grande massa de t??bulos cegos brancos, rosados ou vermelhos, chamados t??bulos de Cuvier preso ?á base da ?írvore respirat??ria. Quando em perigo, esses pepinos orientam o ?ónus em dire?º?úo ao intruso, contraem a parede corporal e disparam os t??bulos, atrav?®s do rompimento da cloaca. Os t??bulos nem sempre s?úo adesivos, mas podem liberar uma Um fen??meno mais comum, chamado eviscera?º?úo, pode ser confundido com a descarga dos t??bulos de Cuvier. Dependendo da esp?®cie, partes do intestino e ??rg?úos associados podem ser expelidos. A eviscera?º?úo ?® seguida pela regenera?º?úo das partes perdidas.

8.2 Classifica?º?úo 8.2.1 Classe Crinoidea (Crin??ides) Estes equinodermos semelhantes a flores vivem desde abaixo da linha de mar?® baixa at?® profundidades abissais. O corpo ?® um pequeno c?ílice em forma de ta?ºa, de placas calc?íreas, ao qual est?úo presos 5 bra?ºos flex?¡veis que se bifurcam formando 10 ou mais extremidades estreitas, cada uma contendo muitas p?¡nulas delicadas. Alguns possuem um ped??nculo longo, que fixa o crin??ide ao fundo do mar (figura 90). O tubo digestivo curva-se em U de maneira que a boca e o ?ónus est?úo presentes na superf?¡cie oral (face superior), dispostas lado a lado. Alimentam-se de pl?óncton e de detritos, colhidos pelos tent?ículos e dirigidos ?á boca pelos c?¡lios. Exemplo: l?¡rio-do-mar.

Figura 90: Subclasse Crinoidea. Um crin??ide sedent?írio simples fixo

8.2.2 Classe Echinoidea (ouri?ºos-do-mar e bolachas-da-praia) Os membros desta classe t?¬m o corpo arredondado (forma: hemisf?®rica ou ov??ide, nos ouri?ºos-do-mar e disciforme, nas bolachas-do-mar) sem bra?ºos ou raios livres, mas possuem espinhos delgados e m??veis (fig. 91).

uma s?®rie dupla de p?®s ambulacr?írios. Nas placas h?í tub?®rculos baixos, arredondados, nos quais os espinhos se articulam. Entre os espinhos h?í pedicel?írias, as quais mant?¬m o corpo limpo e capturam pequenas presas. Boca e ?ónus s?úo centrais, mas em p??los opostos. Ouri?ºos alimentam-se de plantas marinhas, mat?®ria animal morta e pequenos organismos. Bolachas- da-praia alimentam-se de part?¡culas org?ónicas da areia ou do lodo atrav?®s de ingest?úo direta ou por meio de rede de muco.

8.2.3 Classe Asteroidea (estrelas-do-mar) As estrelas-do-mar abundam em quase todas as costas marinhas, especialmente em praias rochosas e ao redor de pilares de portos. V?írias esp?®cies vivem desde as linhas de O corpo de uma estrela-do-mar consiste de um disco central e cinco raios ou bra?ºos afilados (figura 92), mas um n??mero maior de bra?ºos ?® caracter?¡stico de muitos aster??ides. A boca est?í no centro da superf?¡cie oral, na face inferior do disco. Em cada bra?ºo, um grande sulco estende-se radialmente a partir da boca (sulcos ambulacr?írios). Cada sulco cont?®m duas ou quatro fileiras de proje?º?Áes tubulares chamadas p?®s ambulacr?írios, estes s?úo os ??rg?úos locomotores e formam parte do sistema hidrovascular. Na ponta de cada bra?ºo h?í um Na superf?¡cie aboral h?í espinhos obtusos calc?írios, os quais s?úo partes do esqueleto. Br?ónquias d?®rmicas pequenas e moles (chamadas de p?ípulas) projetam-se da cavidade do corpo entre os espinhos para a respira?º?úo e excre?º?úo. Ao redor dos espinhos e p?ípulas h?í pedicel?írias diminutas em forma de pin?ºa, que mant?®m a superf?¡cie do corpo limpa e tamb?®m auxiliam na captura de alimento. O ?ónus ?® uma abertura diminuta pr??xima ao centro da superf?¡cie aboral e nas proximidades do madreporito (placa que comunica o sistema ambulacr?írio ao meio externo).

As estrelas-do-mar alimentam-se de moluscos, crust?íceos, vermes tub?¡colas e de outros equinodermos. Algumas alimentam-se de mat?®ria org?ónica em suspens?úo. Animais pequenos e ativos, mesmo peixes, ocasionalmente podem ser capturados pelos p?®s Quanto ?á reprodu?º?úo, ??vulos e espermatoz??ides s?úo postos na ?ígua do mar, onde ocorre a fecunda?º?úo. A clivagem ?® r?ípida, total, igual e indeterminada. A larva originada Estrelas-do-mar sofrem acidentes na natureza e podem soltar um bra?ºo (autotomia) quando manuseadas rudemente, mas os bra?ºos regeneram-se prontamente.

8.2.4 Classe Ophiuroidea (ofi??ros ou serpentes-do-mar) Os ofi??ros t?¬m um disco pequeno, arredondado, com 5 bra?ºos distintos, longos, delgados, articulados e fr?ígeis (fig.93). Um bra?ºo consiste de muitos segmentos semelhantes, cada um compreendendo 2 oss?¡culos centrais fundidos, cobertos por placas. No bra?ºo h?í um ramo do sistema ambulacr?írio. Os p?®s ambulacr?írios s?úo ventrolaterais, sem ventosas. Eles s?úo sensitivos, auxiliam na respira?º?úo e podem levar alimento ?á boca. N?úo h?í pedicel?írias e br?ónquias d?®rmicas. Todos os ??rg?úos digestivos e reprodutores est?úo no disco. A boca fica no Vivem desde ?íguas rasas a profundas, algumas vezes, escondendo-se embaixo de pedras ou plantas marinhas ou no lodo e areia, tornando-se ativos ?á noite. Movem-se por movimentos serpenteantes r?ípidos. Alimentam-se de pequenos crust?íceos, moluscos e outros animais e detritos do fundo; podem servir de alimentos a peixes.

empurrado para a boca ou de pl?óncton aprisionado em muco nos tent?ículos. As holot??rias freq??entemente s?úo os invertebrados dominantes nas partes mais profundas dos oceanos e muitos taxa s?úo restritos a ?íguas profundas.

Figura 94: O pepino-do-mar Cucumaria Resumo da classifica?º?úo: CLASSE EM PORTUGU?èS CARACTER?ìSTICAS EXEMPLOS CRINOIDEA

OPHIUROIDEA ASTEROIDEA ECHINOIDEA HOLOTHUROIDEA crin??ides ofiur??ides

aster??ides equin??ides holotur??ides alguns, fixos no fundo do mar (com tent?ículos m??veis); outros, flutuantes livres, corpo em forma de medalha com 5 bra?ºos finos, longos e muito m??veis livres, com formato de estrela (n??mero de bra?ºos vari?ível) livres, semi-esf?®ricos e alguns cobertos de espinhos grandes poucos movimentos, vivendo junto ?ás rochas no fundo da ?ígua l?¡rios-do-mar

serpentes-do-mar estrelas-do-mar ouri?ºos-do-mar, bolachas-do-mar

8.3 Import?óncia para o homem Os equinodermos s?úo pouco usados como alimento, no entanto, habitantes da bacia do Mediterr?óneo comem, assadas ou cruas, as g??nodas do ouri?ºo-do-mar. As paredes do corpo do pepino-do-mar, ap??s serem fervidas e secas, produzem o ÔÇ£trepangÔÇØ usado para fazer sopas. As v?¡sceras de v?írios equinodermos s?úo usadas como iscas para peixes. As estrela-do-mar podem danificar culturas comerciais de ostras e mexilh?Áes, trazendo As pesquisas biol??gicas tem sido a maior fonte de utilidade dos equinodermos. Muitos s?úo os ensaios experimentais sobre fecunda?º?úo e desenvolvimento feitos com o ouri?ºo-do- mar.

9 FILO CHORDATA O filo CHORDATA (gr. chorda, cord?úo) ?® o maior filo e o ecologicamente mais significante da linha deuterost??mia de evolu?º?úo. Compreende alguns grupos invertebrados, bem como todos os animais vertebrados. Ocorre em todos os habitats, marinho, de ?ígua doce e terrestre. Compreende dois grupos diferentes de organismos. Os protocordados ou cordados inferiores s?úo todos marinhos, pequenos e n?úo t?¬m v?®rtebras; incluem os tunicados (Asc?¡dias) e os anfioxos. Todos os outros cordados s?úo vertebrados e compreendem os peixes, anf?¡bios, r?®pteis, aves e mam?¡feros.

Caracteres gerais ÔÇó Uma notocorda dorsal, semelhante a um bastonete, presente durante pelo menos parte do ÔÇó Um tubo nervoso dorsal oco presente em algum momento do ciclo vital. ÔÇó Simetria bilateral, com tr?¬s folhetos germinativos e um corpo segmentado. ÔÇó Celoma de origem enteroc?®lica e bem desenvolvido (exceto em Urochordata). ÔÇó O esqueleto, quando presente, ?® um endoesqueleto formado no mesoderma. ÔÇó Sistema circulat??rio fechado com um cora?º?úo ventral (exceto em Urochordata). ÔÇó Sexos geralmente separados (alguns hermafroditos ou prot?óndricos); ov?¡paros ou viv?¡paros.

se nos lados da faringe embrion?íria. Cada uma ?® formada por uma evagina?º?úo da endoderme da faringe e uma invagina?º?úo da ectoderme da parede do corpo; a parede intermedi?íria rompe-se para formar a fenda branquial nos representantes aqu?íticos. Em vertebrados superiores, que respiram por pulm?Áes, as br?ónquias desenvolvem-se somente no embri?úo e desaparecem antes do nascimento.

SubfilosClasses e suas principais caracter?¡sticas UROCHORDATA adulto dentro de t??nica secretada.

APPENDICULARIA: diminutos, semelhantes a girinos; t??nica tempor?íria; 2 fendas branquiais ASCIDIACEA: Asc?¡dias. T??nica com m??sculos dispersos; muitas fendas branquiais THALIACEA: Salpas. T??nica com faixas musculares circulares CEPHALOCHORDATA Notocorda e tubo nervoso ao longo de todo o corpo e persistentes; fendas branquiais persistentes.

ANFIOXOS: Delgados, semelhantes a peixes, segmentados; epiderme uniestratificada, sem escamas; muitas fendas branquiais VERTEBRATA Com cr?ónio, arcos viscerais e enc?®falo.

Superclasse PISCES Nadadeiras pares, br?ónquias, pele com escamas *OSTRACODERMI: Peixes primitivos encoura?ºados. Escamas grandes, freq??entemente fundidas formando escudo cefalotor?ícico CYCLOSTOMATA: Cicl??stomos. Pele sem escamas; boca sugadora; 5 a 16 pares de br?ónquias Mand?¡bulas primitivas; fendas branquiais completas na frente do hi??ide Pele com escamas plac??ides; esqueleto cartilaginoso; 5 a 7 pares de br?ónquias em fendas separadas OSTEICHTHYES: Peixes ??sseos. Pele com escamas cicl??ides ou cten??ides; 4 pares de br?ónquias em uma cavidade comum coberta por op?®rculo Superclasse TETRAPODA Extremidades pares, pulm?Áes, pele cornificada, esqueleto ??sseo.

9.1 Os Cordados Invertebrados 9.1.1 Subfilo Urochordata (tunicados) Os tunicados s?úo um grupo com aproximadamente 1250 esp?®cies de animais marinhos (exemplo: asc?¡dia). A maioria deles ?® s?®ssil quando adulto e somente a larva apresenta notocorda e tubo neural. Os adultos n?úo apresentam segmenta?º?úo nem cavidade corporal. A maioria das esp?®cies ocorre em ?íguas pouco profundas, mas alguns podem ser encontrados a grandes profundidades. Em alguns tunicados, os adultos s?úo coloniais, vivendo em massas sobre o fundo oce?ónico. Os tunicados obt?®m o alimento pela a?º?úo dos c?¡lios que se encontram em fileiras nas suas faringes. Os c?¡lios batem formando uma corrente de ?ígua que entra na faringe e as part?¡culas microsc??picas s?úo capturadas em uma secre?º?úo mucosa. As larvas de tunicados exibem todas as caracter?¡sticas b?ísicas dos cordados. As larvas s?úo transparentes e livre-natantes. A cauda cont?®m uma notocorda de sustenta?º?úo, um tubo nervoso dorsal e pares seriados de m??sculos segmentados laterais. A extremidade anterior apresenta tr?¬s gl?óndulas mucosas ou adesivas. O trato digestivo ?® completo, com boca, seguida das fendas far?¡ngeas (ou fendas branquiais) perfuradas abrindo-se num ?ítrio, end??stilo, intestino e ?ónus. H?í um aparelho circulat??rio com vasos sang???¡neos. O sistema nervoso e estruturas sensitivas incluem um ÔÇ£c?®rebroÔÇØ, um g?ónglio do tronco, um olho Depois de umas horas ou dias de vida livre a larva prende-se verticalmente por suas gl?óndulas adesivas a uma rocha ou superf?¡cie dura. Segue-se uma r?ípida transforma?º?úo (metamorfose retr??grada) na qual a maioria dos caracteres dos cordados desaparece (figura 95). A cauda ?® parcialmente absorvida e parcialmente perdida, a notocorda, o tubo neural e os m??sculos s?úo retra?¡dos para o corpo e absorvidos. Do sistema nervoso subsiste o g?ónglio do tronco. A cesta branquial aumenta, desenvolve muitas aberturas e ?® invadida por vasos sang???¡neos. O est??mago e o intestino crescem. As g??nadas e ductos formam-se entre o est??mago e o intestino. As gl?óndulas adesivas desaparecem e a t??nica cresce para cima para envolver totalmente o animal (figura 96).

Fases da metamorfose de uma asc?¡dia solit?íria desde a larva As setas indicam a entrada e a (Adaptada de Kolwalewsky e Herdman). A. Larav prende-se a um objeto s??lido por meio de Cauda reabsorvida, notocorda e tubo nervoso reduzidos. C. A notocorda desaparece, os ??rg?úos internos come?ºam a sofrer rota?º?úo. D. Metamorfose completa, com rota?º?úo (90 a 180 graus) dos ??rg?úos internos e das aberturas externas; a cesta branquial aumenta, a t??nica ?® secretada e o sistema nervosos reduz-se a um g?ónglio.

Figura 96: Subfilo Urochordata Estrutura de uma asc?¡dia A t??nica, o manto e a metade superior do saco branquial foram retirados no lado esquerdo. As setas indicam a dire?º?úo das correntes da ?ígua atrav?®s do animal.

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