Fotografias Panorâmicas Multimidia

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESP?ìRITOSANTO CENTRO DE ARTES DEPARTAMENTO DE DESENHO INDUSTRIAL CURSO DE DESENHO INDUSTRIAL

ANTENOR CESAR DALVI FOTOGRAFIAS PANOR?éMICAS MULTIM?ìDIA EM360 GRAUS: CONSTRU?ç?âO E INTERA?ç?âO .

ANTENOR CESAR DALVI FOTOGRAFIAS PANOR?éMICAS MULTIM?ìDIA EM360 GRAUS: CONSTRU?ç?âO E INTERA?ç?âO .

Monografia apresentada ao curso de gradua?º?úo em Desenho Industrial da Universidade Federal do Esp?¡rito Santo, como requisito parcial para obten?º?úo do t?¡tulo de Bacharel.

ANTENOR CESAR DALVI FOTOGRAFIAS PANOR?éMICAS MULTIM?ìDIA EM360 GRAUS: CONSTRU?ç?âO E INTERA?ç?âO .

Monografia apresentada ao curso de gradua?º?úo em Desenho Industrial da Universidade Federal do Esp?¡rito Santo, como requisito parcial para obten?º?úo do t?¡tulo de Bacharel.

Aprovado em: 30 de agosto de 2011 Banca examinadora Prof. Me. Jos?® Otavio Lobo Name Universidade Federal do Esp?¡rito Santo Orientador

Prof. Me. Hugo Cristo Sant’Anna Universidade Federal do Esp?¡rito Santo

Prof. ?¬ Dr?¬. Maria Gorete Dadalto Gon?ºalves Universidade Federal do Esp?¡rito Santo

AGRADECIMENTOS Muitos foram os que me disseram o quanto seria complicado desenvolver um estudo de inicia?º?úo cient?¡fica e, reconhe?ºo que n?úo foi f?íci,l mas as duras penas acho eu que o conclu?¡.

Quando cheguei nesta p?ígina, verifiquei que, por te r conseguido terminar, s?? foi poss?¡vel pelo fato de existirem muitas pessoas envolvidas neste contexto, foi ent?úo que me apercebi o quanto sou grato a estas pessoas.

Passei a pensar a quem deveria agradecer, e entrei num dilema ?®tico pelo receio de esquecer- me de pessoas que expuseram seus contributos indispens?íveis para a contextualiza?º?úo deste estudo, e come?ºo ent?úo, pedindo as minhas desculpas se n?úo estiverem inseridos neste agradecimento, mas, que em algum momento, ser?í lemb rado quando em situa?º?Áes de reflex?Áes minha, o tamanho da sua import?óncia.

Os sinceros agradecimentos ao Professor Mestre Jos?® Otavio Lobo Name, que acreditou no projeto a ponto de conferir a honra da sua orienta?º?úo.

A todos os professores que ministraram suas disciplinas no decorrer do curso, e que agora pude integrar e enriquecer o conte??do deste estudo, assim como a minha vida.

Agrade?ºo aqueles que, de uma ou outra forma, ajudaram na dif?¡cil tarefa de encontrar fontes bibliogr?íficas, n?úo fontes oportunas, mas tamb?®m facilitando exemplares muito valiosos.

Aos meus amigos, familiares e filhos, Virg?¡nia e Thomas, aben?ºoados sejam pela compreens?úo e afeto, pelos meus dias de introspec?º?úo em v?írios momentos das nossas vidas tornando-me indiretamente ausente.

Ao meu grupo de trabalho profissional que sempre desejaram os meus proveitos nesta longa jornada, e a pr??pria institui?º?úo, Receita Federal que apoiou o meu interesse em fazer o curso.

Aos colegas que compartilharam comigo os anos de estudo e expectativas no cotidiano da vida escolar, sabendo cultivar uma amizade que o tempo amadureceu.

Sem d??vida, invejo e agrade?ºo a frase escrita por Jo?úo XXIII, ÔÇ£para todos os seres humanos constitui quase um dever pensar que o que j?í se tiv er realizado ?® sempre pouco em compara?º?úo com o que resta por fazerÔÇØ, pois ?® exatamente este o meu sentimento hoje.

EP?ìGRAFE ÔÇ£(ÔǪ) j?í est?í no terreno de quem pensa que tudo o qu e n?úo ?® fotografado ?® perdido, que ?® como se n?úo tivesse existido, e que ent?úo para viver de verdade ?® preciso fotografar o mais que se possa, e para fotografar o mais que se possa ?® preciso: ou viver de um modo o mais fotograf?ível poss?¡vel, ou ent?úo considerar fotograf?íveis todos os momentos da pr??pria vida. O primeiro caminho leva ?á estupidez. O segundo, ?á loucuraÔÇØ.

Trecho do conto ÔÇ£A aventura de um fot??grafoÔÇØ ÔÇô 1958, escrito por ?ìtalo Calvino ÔÇô Italiano, Jornalista e Escritor de contos e romances (1923 -1985).

RESUMO As Fotografias Panor?ómicas Multim?¡dia est?úo relacionadas ?á fotografia e ?á multim?¡dia. O principal enfoque deste trabalho ?® sistematizar o processo construtivo destas fotografias que podem cobrir uma vis?úo de at?® 360?? do assunto. Paraatingir este objetivo foi fundamental realizar uma revis?úo bibliogr?ífica de autores focad os em fotografia e multim?¡dia, bem como pesquisas na Internet, local tamb?®m onde s?úo disponibilizadas todas as ferramentas para sua constru?º?úo. Por serem virtuais, elas residir?úo no ciberespa?ºo e poder?úo ser acessadas por qualquer internauta em qualquer local e a qualquer hora. Espera-se que os grupos dos que fazem com?®rcio e entretenimento atrav?®s da Internet, os designers e outros profissionais que desenvolvem esses servi?ºos e os internautas interessados em bens, servi?ºos e entretenimentos sejam atendidos com a utiliza?º?úo destas novas tecnologias.

Palavras-chave: fotografia; fotografia digital; fotografia panor?ómica multim?¡dia; panorama e multim?¡dia.

Figura 1 ÔÇô Site que mostra uma sele?º?úo de apartamentos de tr?¬s quartos …………………………..11

Figura 2 ÔÇô Site que mostra os detalhes de um apartamento, selecionado na ………………………. 11

Figura 3 ÔÇô Site que mostra uma sele?º?úo de apartamentos de tr?¬s…………………………………….. 12

Figura 4 ÔÇô Site que mostra os detalhes de um apartamento, selecionado na ………………………. 12

Figura 5 ÔÇô Site que mostra uma sele?º?úo de apartamentos de tr?¬s…………………………………….. 13

Figura 6 ÔÇô Site que mostra os detalhes de um apartamento, selecionado na ………………………. 13

Figura 7 ÔÇô Site que mostra os detalhes da Pousada TOCA DO PESCADOR, …………………… 14

Figura 8 ÔÇô Site que mostra os detalhes do Hotel PONTAL DAS ROCHAS, …………………….. 14

Figura 9 ÔÇô Site que mostra os detalhes do Hotel MARLIN AZUL, ………………………………….. 15

Figura 10 ÔÇô Site que mostra os detalhes do Hotel ESPADARTE, ……………………………………. 15

Figura 11 ÔÇô Panorama da cidade de Edimburgo ÔÇô Esc??cia. …………………………………………….. 18

Figura 12 ÔÇô Corte transversal do Panorama de Leicester Square, Londres, 1801, ………………. 19

Figura 13 ÔÇô Fotografia da atmosfera terrestre obtida pela sonda Mariner 4 em 1965………….. 23

Figura 14 ÔÇô Ilustra?º?úo da posi?º?úo relativa doZ?¬nite e do Nadir. ……………………………………… 33

Figura 15 ÔÇô Vista a?®rea do entorno do Centro de Artes – UFES. ……………………………………… 49

Figura 16 ÔÇô Lente para panor?ómicas SuperFisheye Lens (Canon). …………………………………… 53

Figura 17 ÔÇô Canon EF 15 mm f/2.8 Fisheye. ………………………………………………………………… 56

Figura 18 ÔÇô Nodal Ninja 5, Rotor RD16 e cubo nivelador ….. …………………………………………. 58

Figura 19 ÔÇô Dimens?Áes a serem consideradas no ajuste da ……………………………………………… 60

Figura 20 ÔÇô Adapta?º?úo da c?ómera para a posi?º?úolandscape. ………………………………………….. 60

Figura 21 ÔÇô Adapta?º?úo da c?ómera para a posi?º?úoportrait. ……………………………………………… 61

Figura 22 ÔÇô Proje?º?úo de Mercator: Nova et Aucta Orbis Terrae Descriptio………………………. 62

Figura 23 ÔÇô Op?º?Áes de proje?º?Áes oferecidas pelo PTGui Pro. …………………………………………. 63

Figura 24 ÔÇô Tela inicial do software PTGui Pro…………………………………………………………….. 65

Figura 25 ÔÇô Tela inicial do software Pano2VR. …………………………………………………………….. 66

Figura 26 ÔÇô Tela inicial do software Pano2VR com imagem carregada. …………………………… 70

Figura 27 ÔÇô Tela de configura?º?úo de sa?¡da do arquivo Flash do Pano2VR. ………………………. 72

Figura 29 ÔÇô Tela inicial do software PTGui Pro…………………………………………………………….. 74

Figura 31 ÔÇô Introdu?º?úo de pontos de controles entre………………………………………………………. 77

Figura 33 ÔÇô Configura?º?úo dos par?ómetros de sa?¡da dapanor?ómica. ………………………………… 79

Figura 35 ÔÇô Tela de configura?º?úo de links para a interliga?º?úo de panor?ómicas. …………………. 83

Tabela 1 ÔÇô Valores Exif para uma imagem capturada com uma c?ómera digital t?¡pica. ……….. 29

Tabela 2 ÔÇô Formatos habituais dos sensores………………………………………………………………….. 54

Tabela 3 ÔÇô Compara?º?úo entre CCDs e respectivos campos …………………………………………….. 55

Tabela 4 ÔÇô Campos de vis?úo horizontal, vertical e diagonal ……………………………………………. 57

1 INTRODU?ç?âO ………………………………… …………………………………………………………………….. 9

2 A VIS?âO PANOR?éMICA E SUA EVOLU?ç?âO ……………. ………………………………………… 18

2.1 O PANORAMA ………………………………………………………………………………………………. 18

2.2 A FOTOGRAFIA DIGITAL ……………………………………………………………………………… 22

2.3 A FOTOGRAFIA PANOR?éMICA DIGITAL ……………. ………………………………………. 30

2.4 A FOTOGRAFIA PANOR?éMICA MULTIM?ìDIA …………. …………………………………. 31

2.5 AS FUNCIONALIDADES MULTIM?ìDIA………………………………………………………… 34

2.5.1 Virtualidade ………………………………………………………………………………………………. 35

2.5.2 Imers?úo …………………………………………………………………………………………………….. 37

2.5.3 Intera?º?úo ………………………………………………………………………………………………….. 39

2.5.4 Navega?º?úo ……………………………………………………………………………………………….. 41

2.5.5 Usu?írios ………………………………. …………………………………………………………………… 43

2.6 A MULTIM?ìDIA NAS FOTOGRAFIAS PANOR?éMICAS VIRTUA IS ………………..44

2.6.1 O ambiente virtual de hospedagem ………………………………………………………………. 44

2.6.2 O interator …………………………………………………………………………………………………. 45

2.6.3 O ambiente de imers?úo e intera?º?úo ………………………………………………………………. 45

2.6.4 O interator e o ambiente de navega?º?úo…………………………………………………………. 46

3.1 DEFINI?ç?òES DO AMBIENTE E ESCOLHA DO ASSUNTO …. …………………………. 48

PANOR?éMICAS …………………………………. ………………………………………………………………. 53

3.4 FORMATOS DE PROJE?ç?òES PARA PANOR?éMICAS ……… ……………………………. 61

3.5 O PROCESSO DE FOTOGRAFAR …………………………………………………………………… 64

3.6 SOFTWARES UTILIZADOS……………………………………………………………………………. 65

3.7 SUM?üRIO DAS DEFINI?ç?òES DO PROCESSO CONSTRUTIVO . …………………….. 66

4 A CONSTRU?ç?âO DAS FOTOGRAFIAS PANOR?éMICAS MULTIM?ìD IA……………….68

5 CONSIDERA?ç?òES FINAIS ……………………….. …………………………………………………………. 84

REFER?èNCIAS BIBLIOGR?üFICAS ……………………. …………………………………………………… 88

As fotografias panor?ómicas multim?¡dia residem em computadores interligados no ciberespa?ºo e s?úo dispositivos virtuais que surgiram em meados da d?®cada de 1990 para agregar novas funcionalidades que n?úo estavam presentes nas fotografias panor?ómicas anal??gicas, e foram impulsionadas pela populariza?º?úo da Internet e surgimento de softwares dedicados como o

1 As fotografias panor?ómicas multim?¡dia s?úo constru?¡ads a partir de um conjunto de fotografias digitais, convertidas em imagens panor?ómicas, e da inclus?úo de funcionalidades multim?¡dia, que permitem intera?º?úo e navega?º?úo para sua explora?º?úo.

Elas podem ser constru?¡das com diferentes formatos e resolu?º?Áes, como as fotografias panor?ómicas esf?®ricas, que d?úo uma sensa?º?úo de imers?úo no ambiente representado, em que o ponto de vista do observador fica centrado no interior de uma esfera, cuja superf?¡cie ?® coberta de imagens que representam o assunto. O espectador dos panoramas anal??gicos torna-se agora, segundo Fogliano (2006, p. 3), ÔÇ£interatorÔÇØ ÔÇôespectador dos panoramas virtuais, que ao explor?í-las, por exemplo, com um mouse, tem a sensa ?º?úo de visitar virtualmente todo o ambiente representado, podendo controlar esta viagem no ÔÇ£tempoÔÇØ e no ÔÇ£espa?ºoÔÇØ e interagir onde h?í ÔÇ£regi?ÁesÔÇØ definidas por link com estas possibilidades.

Ao revelar estas exposi?º?Áes, pode-se destacar uma vis?úo da primeira d?®cada do s?®culo XXI que se abriga marcada por diversos fen??menos de abrang?¬ncia global. Segundo Mollo (2010), uma das caracter?¡sticas que a globaliza?º?úo traz em seu contexto ?® o desenvolvimento tecnol??gico acentuado e cont?¡nuo nas ?íreas de telem?ítica e inform?ítica, que permanecem influenciando a consolida?º?úo da era digital.

Sem a pretens?úo de ser conclusivo, alguns destes fen??menos que demonstram o uso das Tecnologias da Informa?º?úo e da Comunica?º?úo (TIC) noBrasil s?úo relacionadas a seguir.

Em 2009, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic?¡lios publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat?¡stica (IBGE), cercade 68 milh?Áes de pessoas com dez ou mais anos de idade declararam ter usado a Internet, o que representa um aumento de 12 milh?Áes (21,5%) em rela?º?úo ao ano de 2008 (IBGE, 2010).

1 QuickTime VR – virtual reality – realidade virtual – tamb?®m conhecido como QTVR lan?ºado pela Apple Computadores.

Introdu?º?úo 10 _______________________________________________________________________________________

A mesma pesquisa identificou que entre 2007 e 2008, o percentual de domic?¡lios ligados ?á Internet sobe de 20% para 23,8%, sendo que em 2008, 17,95 milh?Áes de domic?¡lios brasileiros (31,2%) possu?¡am microcomputador, sendo ainda que 13,7 milh?Áes (23,8%) com acesso ?á Internet (IBGE, 2010).

O programa brasileiro de inclus?úo digital do Governo Federal iniciado em 2003 criou o projeto Cidad?úo Conectado ÔÇô Computador para Todos, visando desonerar alguns tributos incidentes sobre os equipamentos necess?írios ao suc esso do projeto, tornando-os mais acess?¡veis, permitindo desta maneira, a redu?º?úo nocusto destes equipamentos de inform?ítica e facilidade ?á aquisi?º?úo em larga escala de computadores pessoais aos usu?írios (GOVERNO FEDERAL, 2010a).

O Governo Federal anunciou em 2009 a estrat?®gia de trazer a banda larga com menor custo para a popula?º?úo. Esse plano j?í nasceu ambicioso, querendo prover acesso para 90 milh?Áes de usu?írios at?® 2014. O Minist?®rio das Comunica?º?Áes estabeleceu uma proposta para o Plano Nacional de Banda Larga, com o objetivo de massificar a oferta de acessos banda larga e promover o crescimento da capacidade da infra-estrutura de telecomunica?º?Áes do pa?¡s (GOVERNO FEDERAL, 2010b).

Estes planos de a?º?Áes econ??micas e tecnol??gicas do Governo Federal s?úo considerados um motivador, e despertou interesse em desenvolver este estudo. Apoiado nessas premissas e acreditando na implanta?º?úo desta infra-estrutura, estas decis?Áes poder?úo gerar um aumento consider?ível na oferta e demanda por servi?ºos de natureza de aplica?º?Áes multim?¡dia interativa. Com a realiza?º?úo de tais pol?¡ticas governamentais, criam-se as possibilidades no aumento do n??mero de usu?írios de Internet, fomentando a demanda por novos produtos e servi?ºos, j?í que estas novas tecnologias fornecem o suporte para desenvolver aplica?º?Áes com maiores resolu?º?Áes, funcionalidades e ser?úo disponibilizadas e suportadas em tecnologias de alta velocidade, reduzindo-se assim o desconforto da espera demasiada quando n?úo se utiliza a banda larga.

A principal motiva?º?úo que originou o interesse em desenvolver este estudo surgiu impulsionada pelas dificuldades encontradas quando da realiza?º?úo de consultas em sites na Internet que disponibilizam produtos e servi?ºos relacionados com a utiliza?º?úo de aplica?º?Áes multim?¡dia.

Introdu?º?úo 11 _______________________________________________________________________________________

apresentaram um conjunto de fotografias est?íticas d e im??veis ofertados para venda, n?úo permitindo ao interessado uma condi?º?úo pr??xima do real de certificar-se dos requisitos desejados do objeto de interesse, causando uma poss?¡vel perda de tempo ao verificarin loco que as imagens virtuais formadas em sua mente n?úo correspondiam ?á realidade.

Alguns exemplos podem ser visualizados nas imagens coletadas nas consultas realizadas em sites de imobili?írias, Figuras 1 ?á Figura 6.

Figura 1 ÔÇô Site que mostra uma sele?º?úo de apartamentos de tr?¬s quartos ofertados ?á venda na Imobili?íria HACHBART 2.

Figura 2 ÔÇô Site que mostra os detalhes de um apartamento, selecionado na Imobili?íria HACHBART, atrav?®s de fotografias est?íti cas3.

Introdu?º?úo 12 _______________________________________________________________________________________

Figura 3 ÔÇô Site que mostra uma sele?º?úo de apartamentos de tr?¬s quartos ofertados ?á venda na Imobili?íria ADIMOVEL4.

Figura 4 ÔÇô Site que mostra os detalhes de um apartamento, selecionado na Imobili?íria ADIMOVEL, atrav?®s de fotografias est?íti cas 5.

Introdu?º?úo 13 _______________________________________________________________________________________

Figura 5 ÔÇô Site que mostra uma sele?º?úo de apartamentos de tr?¬s quartos ofertados ?á venda na Imobili?íria ALEXANDER S?ü 6.

Figura 6 ÔÇô Site que mostra os detalhes de um apartamento, selecionado na Imobili?íria ALEXANDER S?ü, atrav?®s de fotografias es t?íticas 7.

As mesmas dificuldades dos exemplos anteriores tamb?®m foram encontradas no segundo caso estudado, que se refere ao ramo de hotelaria e pousadas. Os sites ofertam servi?ºos de hospedagem, como os dispon?¡veis em Iriri, ES, balne?írio tur?¡stico do litoral sul do Estado.

Alguns exemplos podem ser visualizados nas imagens coletadas nas consultas realizadas nos sites das pousadas e hot?®is, Figuras 7 ?á Figura 10.

Introdu?º?úo 14 _______________________________________________________________________________________

Figura 7 ÔÇô Site que mostra os detalhes da Pousada TOCA DO PESCADOR, atrav?®s de fotografias est?íticas8.

Figura 8 ÔÇô Site que mostra os detalhes do Hotel PONTAL DAS ROCHAS, atrav?®s de fotografias est?íticas9.

Introdu?º?úo 15 _______________________________________________________________________________________

Figura 9 ÔÇô Site que mostra os detalhes do Hotel MARLIN AZUL, atrav?®s de fotografias est?íticas10.

Figura 10 ÔÇô Site que mostra os detalhes do Hotel ESPADARTE, Pode-se observar ainda que a procura de informa?º?Áes sobre bens e servi?ºos e sobre viagens e acomoda?º?Áes apresentam percentual de 62% e 25% sobre o total de usu?írios de Internet, respectivamente, e desta forma ?® um importante fato a ser considerado (CGI.BR, 2010, p.

Introdu?º?úo 16 _______________________________________________________________________________________

Esta monografia trata das tem?íticas de fotografia d igital, multim?¡dia e design. Dentro do contexto das observa?º?Áes, pesquisas bibliogr?íficas, consultas ?á Internet e testes de alguns softwares, diversos aspectos foram constatados: car?¬ncia de documenta?º?úo sobre fotografias panor?ómicas multim?¡dia, pois n?úo existem muitas publica?º?Áes na literatura corrente sobre sua produ?º?úo; conquista de espa?ºo de sua utiliza?º?úo, com o lan?ºamento no Brasil da ÔÇ£vis?úo das 12 ruasÔÇØ do Google Street View Brasil ; utiliza?º?úo das fotografias panor?ómicas 360?? comouma estrat?®gia para atrair h??spedes, como a que se pode verificar no tour virtual de um hotel em 13 Campos do Jord?úo ; promo?º?úo de passeio virtual em museus e monumentos hist??ricos, como 14 se pode observar em um passeio virtual em Portugal .

Acredita-se que estes aspectos ofere?ºam importantes oportunidades de estudo e desenvolvimento para profissionais de produ?º?úo de conte??dos midi?íticos, em especial aos Designers.

O principal foco deste trabalho ?® investigar as possibilidades de utiliza?º?úo de Fotografias Panor?ómicas Multim?¡dia e sistematizar o seu processo construtivo.

?ë neste cen?írio descrito acima, que se pretende des envolver este estudo, pois, observa-se que com o estado atual dos recursos tecnol??gicos e com as dificuldades relatadas, existe espa?ºo para favorecer o uso de visitas virtuais atrav?®s das fotografias panor?ómicas multim?¡dia que permitam uma navega?º?úo interativa em grande parte dos ambientes de interesse de utiliza?º?úo de produtos e servi?ºos correlatos.

O objetivo do estudo em termos gerais ?®: sistematizar o processo construtivo de uma aplica?º?úo imag?®tica, definida como fotografias panor?ómicas multim?¡dia, realizar experimentos de campo atrav?®s da coleta de imagens para a constru?º?úo das fotografias panor?ómicas multim?¡dia e public?í-las em Web site.

Introdu?º?úo 17 _______________________________________________________________________________________

– Sintetizar as regras b?ísicas necess?írias para se ob ter um conjunto de fotografias que ir?úo originar fotografias panor?ómicas;

– Produzir fotografias panor?ómicas esf?®ricas a partirde conjuntos de fotografias previamente obtidas;

– Programar mecanismos de navega?º?úo intra e inter panor?ómicas; e – Implementar fun?º?Áes multim?¡dia.

Por se tratar de um estudo com uma concep?º?úo filos??fica pragm?ítica orientada para a pr?ítica do mundo real, faz-se necess?írio uma combina?º?úo de diferentes abordagens metodol??gicas, que proporcionaram os subs?¡dios para a realiza?º?úo dos objetivos propostos.

– Revis?úo Bibliogr?ífica ÔÇô a an?ílise da bibliografia e leitura dos textos cl?íssicos de autores e obras que discutem as quest?Áes delimitadas no escopo deste trabalho.

– Consultas ?á Internet ÔÇô estudos explorat??rios de textos complementares, necessidade dada por se tratar de um assunto pouco sistematizado.

– Projetar e construir um conjunto de fotografias panor?ómicas multim?¡dia ÔÇô executar a constru?º?úo das panor?ómicas dos experimentos, com o objetivo de aplica?º?úo e valida?º?úo da metodologia proposta.

2.1 O PANORAMA Grande parte do vocabul?írio que utilizamos hoje ?® formada por palavras que t?¬m autor e data de cria?º?úo. Express?Áes como ind??stria, socialismo, capitalismo, foram inventadas a partir do final do s?®culo XVIII. Pode-se fazer uma lista ainda maior, mas come?ºa-se pela palavra panorama, criada por Robert Barker para se introduzir o assunto.

A origem do panorama ?® creditada ao pintor e professor Robert Barker, que patenteou em 1787 um dispositivo denominado ÔÇ£panoramaÔÇØ. A palavra tem origem Grega: pan ÔÇô total, horama ÔÇô vis?úo; e foi criada para caracterizar a experi?¬ncia de visualidade presente no dispositivo. Em 1788 Robert Barker exibiu em Edimburgo, uma vis?úo da cidade, conforme se observa na Figura 11 (BR?äCHER; BORGES, 2010, p. 69) .

O panorama com formato imagem plana ou panorama-imagem, n?úo depende de uma arquitetura espec?¡fica, pois ?® simples imagem-ret?óngulo estendendo-se sobre uma superf?¡cie achatada, alongada. Podendo representar nesse ret?óngulo, um espa?ºo cont?¡nuo que corresponde a um campo de vis?úo longo, variando de 150?? a 360?? (DUBOIS, 1988, p. 213).

Ainda segundo Dubois (1988, p. 207), a forma cenogr?ífica circular, batizada por panorama, tratava-se de uma constru?º?úo bem espec?¡fica, destinada a exibir telas circulares.

O edif?¡cio representado na Figura 12 seguia uma disposi?º?úo precisa, conforme descreve Pereira (2010, p. 141), em que o espectador deveria ser conduzido at?® o centro de uma plataforma sob uma rotunda iluminada por clarab??ias, posicionando-se em um mirante interno de onde visualizava a tela cil?¡ndrica estendida naextremidade interna do edif?¡cio. O percurso de entrada, passando por corredores e escadas escuras at?® atingir o mirante, era

A vis?úo panor?ómica e sua evolu?º?úo 19 _______________________________________________________________________________________

propositalmente concebido para que, gradualmente, embaralhasse sua percep?º?úo e seus sentidos de orienta?º?úo, e devido aos contrastes de luz encontrados no ambiente, o visitante era preparado para a imers?úo. Quando ent?úo, imerso nesse cilindro, o visitante se via, assim, abruptamente, diante de uma tela de grande propor?º?úo, onde selecionava os seus enquadramentos visuais na pintura, que estava fixa, com movimentos em seu corpo. Desta forma, eles eram for?ºados a interagirem com toda a estrutura de representa?º?úo (PEREIRA, 2010, p. 142).

O panorama, segundo Dubois (1988, p. 207), engaja o espectador num impressionante dispositivo espa?ºo-temporal, que mistura arquitetura, teatro, pintura, ilus?úo de ??tica, ilumina?º?úo, em que o pr??prio espectador torna-se o ponto-eixo essencial. Trata-se de um ponto de vista ??nico, onde o foco a partir do qual se organiza teoricamente, pictorialmente e arquitetonicamente, o dispositivo ?® o espectador e n?úo a obra pintada.

Pereira (2010, p. 142), afirma ainda que ÔÇ£… Hoje sabemos que n?úo ?® por acaso que Barker colocava como fizera Jeremy Bentham, o olhar no centro da arquitetura, n?úo para vigiar os corpos, mas para convidar ?á imagina?º?úo, agora, ao sonho, ao devaneio, ?á liberdadeÔÇØ.

O primeiro panorama completamente circular de Barker, The English fleet anchored between Portsmouth and the Isle of Wight foi apresentado em Leicester Square, Londres em 1792, ver Figura 12, (BR?äCHER; BORGES, 2009, p. 69).

Figura 12 ÔÇô Corte transversal do Panorama de Leicester Square, Londres, 1801, 11 metros de altura e 26 metros de di?ómetro16.

A vis?úo panor?ómica e sua evolu?º?úo 20 _______________________________________________________________________________________

A grandiosidade das telas circulares e os motivos paisag?¡sticos apresentados ao p??blico nos panoramas for?ºavam o espectador a acreditar que estavam no local representado, criando-se assim uma sensa?º?úo de imers?úo.

O uso de alguns destes recursos n?úo eram absolutamente novos ou originais e suas preocupa?º?Áes com o ativamento dos sentidos fundem diversas heran?ºas. O que ?® novo, entretanto, ?® a busca de uma s?¡ntese formal, atrav?®s da pintura e da arquitetura, que provoque a experi?¬ncia de um acontecimento est?®tico `total’ e acione percep?º?úo, imagina?º?úo e raz?úo, insistindo em unir a objetividade ?á subjetividade e celebrar a identidade do exterior e do interior (PEREIRA, 2010 p. 142).

Segundo o mesmo autor, ÔÇ£O panorama ?®, como vimos, um aparato que incitava a um sentimento de desorienta?º?úo que preparava a uma experi?¬ncia contemplativa de `revela?º?úo’ÔÇØ.

A imers?úo total provocada pelo panorama tamb?®m ?® observada no artigo ÔÇ£A Arte do ObservadorÔÇØ de Andr?® Parente (1999, p. 125), que refor?ºa o pioneirismo afirmando que ÔÇ£O panorama ?® o primeiro dispositivo imag?®tico de comunica?º?úo de massa a proporcionar uma imersividade total, ainda no s?®culo XVIIIÔÇØ.

O objetivo do panorama ?® transportar o espectador no espa?ºo e no tempo, trazendo-o para dentro da imagem, simulando a sensa?º?úo de estar no local onde as imagens pintadas retratam, ao proporcionar imers?úo real nas obras visuais (PARENTE, 1999, p. 126).

Nesse contexto, o termo panorama definiu o projeto e a cria?º?úo de um gigantesco dispositivo imag?®tico de comunica?º?úo de massa, levando a entender que o conceito de imers?úo est?í impregnado desde a sua g?¬nese, uma vez que os espectadores, ao penetrar em seu interior, eram levados a vivenciar experi?¬ncias explorat??rias.

Os enquadramentos eram determinados pelo movimento de seu corpo, de sua cabe?ºa e este giro permitia que selecionasse o que ver na pintura, como se eles tivessem diante dos pr??prios acontecimentos.

Inicialmente a inven?º?úo de Barker obt?®m um sucesso modesto. A partir do terceiro panorama exibido ÔÇô vista urbana de Londres ÔÇô o p??blico reconhece o sucesso e o progresso na arte de pintar as telas em formato panor?ómico que, segundo Pereira (2010, p. 144), ÔÇ£… no panorama de Tilsitt, com 100 metros de di?ómetro e 12 metros de altura, exibido em 1808, Pr?®svost realiza sua obra mais contundente…ÔÇØ.

Entre 1799 e 1800 os panoramas chegam ?á Fran?ºa, ?á Alemanha e ao longo dos anos de 1880 ÔÇô 1920 se firmaram como um fen??meno cultural.

Pereira (2010, p. 143) ressalta que nesse per?¡odo os panoramas s?úo objetos de curiosidade, que interessam ?ás novas camadas urbanas e aos especialistas.

A vis?úo panor?ómica e sua evolu?º?úo 21 _______________________________________________________________________________________

Em Paris, o pintor Jacques Louis David levara seus alunos para olhar no boulevard Montmartre em Paris um dos primeiros panoramas exibidos na rotunda constru?¡da por James Thayer. Pintado por C. Bourgeois, D. Fontaine e Pierre Prevost com a colabora?º?úo de C. M. Bouton e J. Mouchet (BORDINI, 1984). Este panorama mostraria justamente uma vista de Paris tomada do alto do Pavilh?úo central das Tuilleries e seria objeto de um relat??rio apresentado ao Institut de France pelo arquiteto e pintor Dufourny onde seu car?íter inovad or seria real?ºado (IBID, p. 143).

Na capital francesa, os panoramas ganham uma forma mais elaborada. Pierre Pr?®vost se torna o principal e o mais bem sucedido pintor dessas telas. Do atelier de Pr?®vost sa?¡ram as mais realistas obras no per?¡odo, e passa a ser o principal centro de pesquisas t?®cnicas que lhe sucederam. ?ë tamb?®m nele que Daguerre come?ºa a sistematizar suas pr??prias investiga?º?Áes sobre os dioramas e sobre a fotografia (PEREIRA, 2010, p. 143).

Diorama ?® um modo de apresenta?º?úo art?¡stica, de maneira muito realista, de cenas da vida real para exposi?º?úo com finalidades de instru?º?úo ou entretenimento. A cena que pode ser uma paisagem, […] ?® pintada sobre uma tela de fundo curvo, de tal maneira que simulem um contorno real. A tela colocada na obscuridade e iluminada de maneira adequada d?í uma ilus?úo de profundidade e de movimento, dando a impress?úo de tridimensionalidade. O modelo ?® pintado de tal forma que cria uma perspectiva falsa, modificando com cuidado a escala dos objetos para refor?ºar a ilus?úo de realismo (WIKIP?ëDIA, 2010a).

Pr?®svost morre em 1823, as v?®speras da exibi?º?úo emParis do ??ltimo panorama de seu atelier, ÔÇ£A vista do Rio de JaneiroÔÇØ, em 1824. Nesse momento hist??rico as pesquisas j?í sinalizam para duas grandes revolu?º?Áes: a primeira em 1824 por Nepveu, que inventa uma esp?®cie de aparelho-??tico que permitia a vis?úo de reprodu?º?Áes de vistas urbanas de pequenos formatos, no conforto das resid?¬ncias burguesa, denominada de panorama-salon, e a segunda inven?º?úo, a fotografia (PEREIRA, 2010, p. 147).

O mesmo autor afirma que o sucesso do panorama nessa primeira fase provoca a generaliza?º?úo do uso da palavra, que passaria a ser adotada como sin??nimo de tudo o que ?® abrangente, completo, total ÔÇô como aparece nos dicion?írios atuais, e conclui que ÔÇ£… ?® este `olhar panor?ómico’, que distancia e refreia a intear?º?úo entre o corpo e o que se v?¬, mas, sobretudo se vivencia autonomizando inteiramente a vis?úo, que sustentaria a pr??pria forma […]ÔÇØ (PEREIRA, 2010, p. 147).

Numerosas varia?º?Áes destes panoramas foram criadas at?® a metade do s?®culo XX, Parente (1999, p. 126) lista os principais: Alporama, Europorama, Cosmorama, Georama, Neorama, Pleorama, Pandorama, Diorama, Mareorama, Moving Panorama, Photorama, Cineorama e Cinerama. O autor afirma ainda que ÔÇ£a evolu?º?úo do panorama est?í relacionada ao aperfei?ºoamento dos diferentes dispositivos imersivos panor?ómicos no sentido de trazer o espectador para o centro da a?º?úo representadaÔÇØ (PARENTE, 1999, p. 126).

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