Auditoria Independente e a Lei Sarbanes Oxley

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UNIVERSIDADE METODISTA DE S?âO PAULO FACULDADE DE ECONOMIA E CI?èNCIAS CONT?üBEIS CURSO DE CI?èNCIAS CONT?üBEIS

AURECELIA ALVES DE OLIVEIRA CLERIA VINDILINO DA COSTA FERNANDA PEIXOTO GOMES FABIO DE CARVALHO NOGUEIRA LEANDRO MEDEIROS DO NASCIMENTO EDUARDO DE OLIVEIRA

AUDITORIA AUDITORIA INDEPENDENTE E A LEI SARBANES OXLEY AURECELIA ALVES DE OLIVEIRA N?? 9 CLERIA VINDILINO DA COSTA N?? 10 FERNANDA PEIXOTO GOMES N?? 17 FABIO DE CARVALHO NOGUEIRA N?? 18 LEANDRO MEDEIROS DO NASCIMENTO N?? 26 EDUARDO DE OLIVEIRA N?? 52

Trabalho apresentado ?á disciplina de Auditoria da Universidade Metodista de S?úo Paulo, com objetivo de tentar conhecer e explicar os fen??menos que ocorrem nas Auditorias, sob orienta?º?úo do Prof. Cleibson Gon?ºalves Batista.

1. Introdu?º?úo……………………………………………………………………………………………………………………….. 3

2. Auditoria e seus Objetivos ………………………………………………………………………………………………… 6

2.1 Surgimento da Auditoria ……………………………………………………………………………………………… 7

2.2 Auditoria Externa ou Independente……………………………………………………………………………….. 9

2.3 Auditoria Interna ………………………………………………………………………………………………………. 11

3. Princ?¡pios e Normas Cont?íbeis aplicados ?á auditoria independente ………………………………………. 13

3.1 Forma?º?úo Pessoal e Profissional …………………………………………………………………………………. 15

3.2 Fraudes e Erros …………………………………………………………………………………………………………. 20

3.3 ?ëtica Profissional………………………………………………………………………………………………………. 22

3.4 Pap?®is de trabalho e documenta?º?úo de auditoria……………………………………………………………. 24

3.5 Princ?¡pios e Normas Cont?íbeis …………………………………………………………………………………… 25

4. Planejamento dos Trabalhos – 1?¬ Etapa ……………………………………………………………………………… 27

4.1 Import?óncia do Planejamento para a realiza?º?úo de auditoria …………………………………………… 28

4.2 Conseq???¬ncias geradas pela falta de planejamento………………………………………………………… 29

5. Avalia?º?úo dos Controles Internos – 2?¬ Etapa ………………………………………………………………………. 29

5.1 Defini?º?úo de Controles internos ………………………………………………………………………………….. 30

5.2 A import?óncia e os procedimentos efetuados nos Controles Internos ………………………………. 32

6. Testes Substantivos – 5?¬ Etapa………………………………………………………………………………………….. 33

6.1 O que s?úo testes substantivos e a sua import?óncia …………………………………………………………. 34

6.2 Procedimentos efetuados nos testes substantivos…………………………………………………………… 35

7. O parecer dos auditores independentes ……………………………………………………………………………… 38

7.1 Elementos b?ísicos do parecer do auditor ……………………………………………………………………… 40

7.2 Tipos de parecer ……………………………………………………………………………………………………….. 41

7.3 Parecer sem ressalva………………………………………………………………………………………………….. 42

7.4 Parecer com ressalva …………………………………………………………………………………………………. 43

7.5 Parecer adverso ………………………………………………………………………………………………………… 44

7.6 Parecer com absten?º?úo de opini?úo ………………………………………………………………………………. 44

8. Modelos de parecer ………………………………………………………………………………………………………… 45

8.1 Parecer sem ressalva………………………………………………………………………………………………….. 45

8.2 Parecer com ressalva …………………………………………………………………………………………………. 47

8.3 Parecer adverso ………………………………………………………………………………………………………… 48

8.4 Parecer com absten?º?úo de opini?úo ………………………………………………………………………………. 50

9. Lei Sarbanes-Oxley ………………………………………………………………………………………………………… 51

10. Conclus?úo ……………………………………………………………………………………………………………………. 65

11. Bibliografia………………………………………………………………………………………………………………….. 67

De acordo com Jund (2004, p.3), algumas entidades, por determina?º?úo legal, tem o dever de prestar contas de sua gest?úo administrativa e financeira a sociedade. A forma pela qual essas organiza?º?Áes se comunicam com o p??blico, em geral, ocorre por meio O reflexo do trabalho desenvolvido pelo administrador ser?í evidenciado nesses demonstrativos, que ser?úo postos ?á disposi?º?úo dos usu?írios envolvidos ou n?úo, no ?ë evidente que cada usu?írio possui interesse direto na regular aplica?º?úo do capital, e esses interesses podem coincidir ou divergir em rela?º?úo ?ás decis?Áes tomadas e aos Valendo-se de normas e padr?Áes de natureza t?®cnica e ?®tica claramente determinados, a auditoria independente torna-se elemento fundamental no sistema de informa?º?Áes, medi?º?úo de desempenho e presta?º?úo de contas da administra?º?úo. Neste contexto, o auditor desenvolve o seu trabalho por meio do estudo e da avalia?º?úo sistem?íticos de transa?º?Áes, procedimentos, opera?º?Áes e das demonstra?º?Áes financeiras resultantes, tendo por finalidade determinar o grau de observ?óncia dos Numa auditoria de demonstra?º?Áes financeiras, o objetivo final do trabalho ?® a emiss?úo do parecer, para que acionistas, colaboradores, investidores e demais pessoas interessadas no desempenho da empresa possam efetuar transa?º?Áes de forma confi?ível e segura. Para que isso ocorra, ?® necess?írio que os auditores se certifiquem de que as informa?º?Áes contidas em seu parecer reflitam a realidade da empresa, atrav?®s de testes efetuados em cada conta do Balan?ºo Patrimonial e DRE, dando um maior enfoque para as chamadas contas de risco. Testar a efic?ícia dos controles internos ?® uma forma de se obter a confirma?º?úo desejada, pois controles ineficazes ou parcialmente eficazes podem impactar a avalia?º?úo dos riscos pelo auditor, com possibilidade de erros ou fraudes.

O ambiente de controle inclui as fun?º?Áes de governan?ºa e de administra?º?úo e as atitudes, consci?¬ncia e a?º?Áes dos respons?íveis por elas, relacionadas aos controles internos da entidade e a import?óncia desses controles. Ao obter um entendimento do ambiente de controle, efetuar uma avalia?º?úo de sua estrutura e verificar se foi implementado, pode-se entender como a administra?º?úo, sob supervis?úo dos respons?íveis pela governan?ºa, criou e vem mantendo uma cultura de honestidade e comportamento ?®tico e estabeleceu controles adequados para prevenir e detectar fraude e erro dentro da A auditoria das demonstra?º?Áes cont?íbeis constitui o conjunto de procedimentos t?®cnicos, que tem por objetivo a emiss?úo do parecer sobre sua adequa?º?úo, consoante os Princ?¡pios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade e, no O auditor externo ou independente, portanto, tem por objetivo emitir a sua opini?úo sobre as demonstra?º?Áes financeiras examinadas, cujas pe?ºas b?ísicas s?úo as seguintes: – Demonstra?º?úo dos Lucros ou Preju?¡zos Acumulados ou Demonstra?º?úo das Segundo Jund (2004, p.380), para atingir este objetivo, o auditor independente necessita de planejar adequadamente seu trabalho, avaliar o sistema de controles internos relacionado com a parte cont?íbil e proceder ?á revis?úo anal?¡tica das contas do ativo, passivo, da despesa e receita, a fim de estabelecer a natureza, as datas e a extens?úo dos procedimentos de auditoria, colher as evid?¬ncias comprobat??rias das informa?º?Áes das demonstra?º?Áes financeiras e avaliar essas evid?¬ncias.

O fluxo a seguir ilustra as etapas do processo de auditoria que o auditor deve seguir para atingir o seu objetivo:

Auditor Planeja o Trabalho Avalia os controles internos Analisa e define os riscos

Elabora o Programa de Auditoria Efetua a Revis?úo Anal?¡tica Executa os demais procedimentos de auditoria previstos no programa

Colhe e avalia as evid?¬ncias Organiza e “fecha” os pap?®is de trabalho

Para Attie, a auditoria surgiu como parte da evolu?º?úo do sistema capitalista. No in?¡cio, as empresas eram companhias de capital fechado e pertenciam a grupos familiares. Com a expans?úo do mercado e o acirramento da concorr?¬ncia, houve a necessidade das empresas ampliarem suas instala?º?Áes fabris e administrativas, investir no desenvolvimento tecnol??gico e aprimorar os controles e procedimentos internos em geral, principalmente visando ?á redu?º?úo de custos e, portanto, tornando mais competitivos Com o intuito de processar estas mudan?ºas, a empresa necessitaria de um volume de recursos imposs?¡vel de ser obtido por meio de opera?º?Áes lucrativas da empresa ou do patrim??nio de seus propriet?írios. Para isso, a empresa teve de captar esses recursos junto a terceiros, atrav?®s de novos acionistas. Os futuros investidores precisavam conhecer a posi?º?úo patrimonial e financeira, para avaliar a seguran?ºa, a liquidez, a rentabilidade a capacidade de gerar lucros e como estava sendo efetuada a A melhor forma de o investidor obter essas informa?º?Áes era por meio das demonstra?º?Áes cont?íbeis da empresa, ou seja, o balan?ºo patrimonial, a demonstra?º?úo do resultado do exerc?¡cio, a demonstra?º?úo das muta?º?Áes do patrim??nio l?¡quido, a demonstra?º?úo das origens e aplica?º?Áes de recursos e as notas explicativas. Como conseq???¬ncia, as demonstra?º?Áes cont?íbeis passaram a ter import?óncia muito grande para os futuros aplicadores de recursos. Por seguran?ºa das informa?º?Áes n?úo serem manipuladas, os futuros investidores passaram a exigir que essas demonstra?º?Áes fossem examinadas por um profissional independente da empresa e de reconhecida capacidade t?®cnica. A partir de ent?úo, a figura do Auditor passou a ser requisitada e respeitada, e com o desenvolvimento mundial, em fun?º?úo dessa necessidade o Auditor passa a aprimorar seus conhecimento constantemente por normas e procedimento aplicados a sua De forma bastante simples, pode-se definir auditoria como o levantamento, estudo e avalia?º?úo das transa?º?Áes, procedimentos, opera?º?Áes, rotinas e das demonstra?º?Áes financeiras de uma entidade.

A hist??ria antiga do surgimento da auditoria, segundo Attie, no primeiro s?®culo depois de Cristo, na idade m?®dia, no Continente Europeu, surgiram as associa?º?Áes de profissionais que realizavam auditorias. A hist??ria da auditoria na idade m?®dia teve como fato marcante ?á necessidade do Clero em dirigir os empreendimentos da Igreja Cat??lica. Mediante a coloca?º?úo de t?¡tulos mobili?írios no mercado, o Vaticano foi ?á organiza?º?úo que Na Inglaterra, no s?®culo XIX, em decorr?¬ncia de in??meros processos de fal?¬ncias de institui?º?Áes captadoras de recursos, surge a auditoria de forma estruturada. Diante deste quadro, v?írios contadores se organizam para desenvolver t?®cnicas de exame de demonstra?º?Áes financeiras visando a proteger o capital dos investidores. Institui-se ent?úo a primeira associa?º?úo de contadores na Inglaterra a ter por finalidade o estabelecimento de padr?Áes de orienta?º?úo aos trabalhos de auditoria. Esta associa?º?úo ?® hoje conhecida como Institute of Chartered Accountants in England And Wales – ICAEW (UK) (Instituto de Contadores Registrados na Inglaterra e Pa?¡s de Gales) Os contadores ingleses foram os respons?íveis pela introdu?º?úo da auditoria nos Estados Unidos, embora, hoje eles ainda emanam os procedimentos t?®cnicos adotados Para Jund (2004, p.3), Ao contr?írio da contabilidade, que tem o Frade Luca Paccioli o seu ?¡cone, a hist??ria da auditoria se perdeu no tempo, junto com o nome do Os italianos foram os arquitetos da contabilidade moderna. Luca Paccioli, frade matem?ítico franciscano, em 1494, publicou sua teoria das partidas dobradas, alicerce da O reconhecimento da escritura?º?úo mercantil tamb?®m aconteceu na It?ília (Veneza), onde, em 1581, foi constitu?¡do o primeiro Col?®gio de Contadores, no qual a admiss?úo do candidato tinha de completar aprendizado de seis anos como contador praticante e submeter-se a exame.

A Revolu?º?úo Industrial, na Inglaterra, criaram problemas cont?íbeis mais complexos, mudou o eixo do desenvolvimento para aquele pa?¡s, com o aumento de volume de atividades empresariais e de complexidade nos sistemas cont?íbeis. Os exames de auditoria, que antes eram pormenorizados, se tornaram proibitivos, devido a Al?®m disso, chegou-se a conclus?úo de que o objetivo de detectarem-se erros e falhas poderia ser atingido mais efetivamente atrav?®s de um adequado sistema de controle interno. Assim, o papel do auditor mudou para o exame do sistema e testes de evid?¬ncias, de modo que se pudesse emitir um parecer de todas as demonstra?º?Áes Mas a real necessidade da contabilidade p??blica (auditoria) somente se manifestou a partir da institucionaliza?º?úo do investidor capitalista (n?úo participante da administra?º?úo), agora, uma classe importante e em crescimento, que passou a exigir relat??rios imparciais sobre a integridade de seu investimento e dos resultados econ??micos do O ber?ºo da moderna auditoria foi a Inglaterra, que a exportou para outros pa?¡ses. No Brasil, de acordo com Jund (2004, p.5), ÔÇ£N?úo existem divulga?º?Áes de pesquisas Sabe-se tamb?®m que a rec?®m extinta firma de auditoria Arthur Andersen S/C e, a atualmente denominada Price Waterhouse Coopers, j?í mantinham estabelecimentos no Rio de Janeiro com outras denomina?º?Áes, desde 1909 e 1915, respectivamente. Um fato hist??rico que contribui para o grande avan?ºo da auditoria foi ?á crise econ??mica americana de 1929, com a quebra da bolsa de Nova York. A partir dessa data, as bolsas de valores passaram a exigir das empresas que negociam suas a?º?Áes no mercado de capitais a apresenta?º?úo de demonstra?º?Áes cont?íbeis acompanhadas de Essa exig?¬ncia fortaleceu-se, em 1934, com a institui?º?úo da Securities and Exchange Comission (SEC) (Comiss?úo de Valores Mobili?írios e C?ómbio), nos Estados Unidos.

O Instituto de Contadores P??blicos no Brasil, em 1957 e S?úo Paulo, a auditoria somente foi oficialmente reconhecida apenas em 1968, por ato do Banco Central do Brasil. O fortalecimento da atividade, todavia, ocorreu em 1972, por regulamenta?º?Áes do Banco Central do Brasil, Conselho Federal de Contabilidade e pela Forma?º?úo de um ??rg?úo nacional para congrega?º?úo e auto disciplina?º?úo dos profissionais, o Instituto dos Auditores Independentes do Brasil.ÔÇØ Em 2002, ap??s problemas envolvendo as empresas Enron, WordCom, HealthSouth e Tyco, foi promulgada a Lei Sarbanes Oxley com o objetivo de elevar a credibilidade das informa?º?Áes constantes das demonstra?º?Áes financeiras de empresas que operam no No mesmo per?¡odo, a Arthur Andersen (empresa de auditoria independente) foi acusada de compactuar com o esquema de obstru?º?úo da justi?ºa atrav?®s da destrui?º?úo das provas do processo da empresa Enron. A Arthur Andersen acabou falindo devido ?á sa?¡da de diversos clientes e a possibilidade de ser processada pelo governo americano. Em 2003, a Securities and Exchange Comission (SEC), regulamentou a Lei Sarbanes Oxley. Essa lei tem como alvo principal a reforma da presta?º?úo de contas e da auditoria das empresas. Suas normas n?úo s?úo somente ?ás empresas de auditoria e ?á administra?º?úo das restantes empresas, mas para aos demais intervenientes do mercado de valores mobili?írios, como as pr??prias bolsas de valores, os corretores e inclusive os analistas de mercado.

Nacional, tamb?®m ?® utilizada como medida de controle interno de acionistas, propriet?írios ou administradores de empresas, na imposi?º?úo de bancos ou fornecedores para obten?º?úo de empr?®stimos ou financiamento de mat?®ria-prima. ?ë utilizada tamb?®m para efeito de compra, fus?úo, cis?úo ou consolida?º?úo de empresas, bem como a evolu?º?úo dos princ?¡pios Atualmente, h?í empresas com associa?º?Áes internacionais de auditoria externa instaladas no Brasil. Normalmente s?úo contratadas por empresas subsidi?írias estrangeiras onde a associada no exterior audita a matriz. As empresas nacionais contratam o servi?ºo de auditoria externa com base na concorr?¬ncia e pre?ºo que ser?í calculado em fun?º?úo das horas gastas na execu?º?úo de sua atividade e valorizadas de acordo com a categoria do profissional pelas taxas padr?úo. As taxas padr?úo s?úo fixadas A execu?º?úo da atividade de auditoria externa tem duas fases que s?úo denominadas de fase preliminar e fase final. A fase preliminar representa o conhecimento sobre as opera?º?Áes da empresa, a obten?º?úo de informa?º?Áes e dados para execu?º?úo do trabalho e identifica?º?úo de problemas. A fase final representa o exame das demonstra?º?Áes financeiras ap??s o encerramento do exerc?¡cio social e a emiss?úo de sua opini?úo de parecer. O parecer ?® o produto final do trabalho do auditor. Nesse sentido, tornou-se necess?írio que suas atividades fossem diversificadas em v?írios segmentos, entre os quais se destacam: auditoria cont?íbil; auditoria fiscal; auditoria de inform?ítica; auditoria de qualidade; auditoria ambiental e auditoria de aquisi?º?úo.

PRINCIPAIS MARCOS HIST?ôRICOS DA AUDITORIA NO MUNDO A NO LOCA LIDADE MARCOS HIST?ôRICOS 1 310 Inglate rra Cria?º?úo do Conselho de Londres 1 314 Inglate 1 559 Inglate rra Sistematiza?º?úo e estabelecimento da auditoria de 1 581 It?ília Cria?º?úo do Col?®gio de Contadores de Veneza 1 845 Inglate rra O Railway Consolidation Act passou a obrigar a verifica?º?úo dos balan?ºos por auditores 1 880 Inglate rra Cria?º?úo da Associa?º?úo dos Contadores P??blicos Certificados 1 886 Estad os Unidos Cria?º?úo da Associa?º?úo dos Contadores P??blicos Certificados 1 894 Holan da Funda?º?úo do Instituto Holand?¬s de Contadores P??blicos 1 934 Estad os Unidos Cria?º?úo do Security and Exchange Comission (SEC) 1 972 Cria?º?úo do International Accounting Standard Board ÔÇô IASB 2 002 Estad os Unidos Promulga?º?úo da Lei Sarbanes Oxley 2 003 Estad os Unidos Regulamenta?º?úo da Lei Sarbanes Oxley Fonte: Attie (1998, p.32)

2.3 Auditoria Interna Devido a grande necessidade das empresas de crescer e se tornar competitivas perante o mercado a que pertencem, as responsabilidades delegadas a administradores e demais respons?íveis aumentaram, fazendo com que fosse necess?íria a ado?º?úo de novos m?®todos de controle dos processos da empresa. Assim surgiu a auditoria interna.

Ao contr?írio da auditoria externa, a auditoria interna ?® exercida por funcion?írios da pr??pria empresa, em tempo integral, e seus testes s?úo aplicados em todos os processos, e n?úo por amostragem.

Apesar de o auditor interno ter v?¡nculo empregat?¡cio com a empresa, deve manter No quadro demonstrado abaixo, como pode ser verificado o auditor externo como figura independente da empresa, n?úo possui o mesmo tempo do auditor interno, por isso seus testes s?úo feitos com base em aspectos relevantes e n?úo h?í depend?¬ncia com rela?º?úo ?á empresa auditada.

COMPARATIVO DA AUDITORIA INTERNA E EXTERNA Avalia o sistema cont?íbil e os controles internos com vista a aperfei?ºo?í- Trabalha com base em fluxogramas das opera?º?Áes para realizar a Preocupa-se diretamente com o cumprimento das normas relativas ?á integridade e efetividade dos controles internos (compliance) e ?á detec?º?úo e Auditoria Externa O trabalho ?® realizado por uma empresa de auditoria externa (por Efetua levantamento de passivos ocultos (due diligence), geralmente elaborados com o aux?¡lio de advogados de diversas outras especialidades, como Os trabalhos s?úo focados na aplica?º?úo de procedimentos de auditoria, visando obter a comprova?º?úo integral dos ativos e passivos da empresa avaliada. Os ind?¡cios de fraudes s?úo aprofundados com o objetivo de dimensionar A auditoria de balan?ºo ?® o servi?ºo prestado mais comum e tem o objetivo de expressar uma opini?úo sobre as demonstra?º?Áes cont?íbeis de uma empresa, certificando que elas foram elaboradas em obedi?¬ncia aos PFC.

Os trabalhos s?úo executados com grande n?¡vel de planejamento e Fonte: Almeida (2003, p.30)

Conforme o quadro acima, o objetivo principal da Auditoria Interna ?® atender ?ás necessidades da administra?º?úo e, o objetivo principal da Auditoria Externa ?® atender ?ás necessidades de terceiros no que diz respeito ?á fidedignidade das informa?º?Áes cont?íbeis.

3. Princ?¡pios e Normas Cont?íbeis aplicados ?á auditoria independente

De acordo com Jund, ÔÇ£Os auditores independentes, no exerc?¡cio de suas fun?º?Áes, devem observar as Normas de Auditoria Geralmente Aceitas. Essas normas foram propostas pelo ent?úo Instituto dos Auditores Independentes do Brasil ÔÇô IAIB, atual Ibracon, ao Conselho Federal de Contabilidade, em 30 de mar?ºo de 1972. Em 14 de abril de 1972, o Conselho Federal de Contabilidade aprovou, por meio de sua Resolu?º?úo n 321, as Normas de auditoria geralmente aceitas no Brasil. Atualmente, a presente regulamenta?º?úo est?í prevista na resolu?º?úo n 820/97, do CFC; e na Instru?º?úo CVM n Essa estrutura ?® de vital import?óncia para que o sistema de informa?º?Áes cont?íbeis possa funcionar. Sua composi?º?úo segue os seguintes requisitos de hierarquiza?º?úo: princ?¡pios maiores, ditos postulados, em regras gerais, chamados de princ?¡pios propriamente ditos e princ?¡pios menores, que s?úo as conven?º?Áes.

QUADRO COMPARATIVO DOS PRINC?ìPIOS CONT?üBEIS Lei 6.404/76 Ipecafi/ CVM/ Ibracon Resolu?º?úo 750/93, do CFC Conceito Entidade Entidade Entidade O patrim??nio PF n?úo se confunde com o patrim??nio PJ: Empresas x S??cios Continuidade Continuidade Continuidade Quando se constitui uma empresa, espera-se que esta viver?í eternamente, exce?º?úo feita ?ás constitu?¡das com prazo determinado Custo como base de valor Custo como base de valor Registro pelo valor nominal e atualiza?º?úo monet?íria Os bens devem ser registrados pelo valor de compra – entradas – exce?º?úo se o valor de mercado for menor Realiza?º?úo da Receita Realiza?º?úo da Receita Oportunidade O momento de reconhecimento da receita auferida Compet?¬ncia de Exerc?¡cios Confronto das despesas com as receitas no per?¡odo cont?íbil Compet?¬ncia de exerc?¡cios e oportunidade Per?¡odo para apropria?º?úo de receitas e despesas para apura?º?úo do resultado contrap?Áe o regime de caixa Denominador Comum Monet?írio Denominador Comum Monet?írio Atualiza?º?úo monet?íria Capacidade de agrega?º?úo de valores cont?íbeis. Ressalta-se a proibi?º?úo de corre?º?úo monet?íria imposta pela Lei 9.249/95 Objetividade Objetividade N?úo considerado Certeza quanto a confirma?º?úo dos valores a Conservadorismo Conservadorismo Prud?¬ncia Custo ou mercado, dos dois o menor. Ado?º?úo de menor valor para componentes do ativo e Materialidade Materialidade N?úo considerado Apropriar os valores imateriais direto em resultados Consist?¬ncia Consist?¬ncia N?úo considerado O mesmo que uniformidade, ou seja, manter os crit?®rios na avalia?º?úo pelos diversos per?¡odos. Em caso de mudan?ºa, dever?úo ser Fonte: Jund (2004, p.119)

Para ser um auditor externo, ?® imprescind?¡vel a adequa?º?úo a alguns pr?®-requisitos. O auditor externo deve obter o registro na CVM para poder exercer a atividade no mercado de valores mobili?írios e, para isso, segundo instru?º?úo no 04/78 da CVM, dever?í comprovar: – Haver exercido atividade de auditoria por um per?¡odo n?úo inferior a cinco anos, – Estar exercendo atividade de auditoria, mantendo escrit??rio profissional legalizado, em nome pr??prio, com instala?º?Áes compat?¡veis com o exerc?¡cio da atividade – Estar aprovado na prova do CNAE e BACEN

documentos comprobat??rios das atividades dever?úo ser mantidos pelo auditor independente e aos demais contadores que comp?Áe seu quadro funcional t?®cnico. O cumprimento pelo auditor independente e pelos demais contadores que comp?Áes seu quadro funcional t?®cnico ser?í exigido a partir do ano subseq??ente ?á obten?º?úo do cadastro na CVM ou admiss?úo no referido quadro, respectivamente. O n?úo cumprimento, constitui infra?º?úo ao artigo 27, e, do Decreto-Lei n 9.295/46 e ao C??digo de ?ëtica Profissional do Contabilista.

II ÔÇô Doc?¬ncia A comprova?º?úo de doc?¬ncia poder?í ser feita mediante apresenta?º?úo de declara?º?úo Natureza Caracter?¡sticas Dura?º?úo do curso Limite pontos/hora Lato sensu m?¡nimo de 360 horas-aula Horas (m?íximo de 25 horas P??s-gradua?º?úo.

Stricto sensu da ?írea cont?íbil autorizados pelo Gradua?º?úo e cursos de Disciplinas relativas ?á profiss?úo cont?íbil, ministradas em institui?º?Áes de ensino Eventos relacionados ao treinamento, reciclagem, especializa?º?úo ou atualiza?º?úo na ?írea cont?íbil, promovidos pelo CFC, CRCs, Ibracon, institui?º?Áes de ensino Pain?®is; Congressos ou Cada hora vale 1 ponto (m?íximo de Semin?írios e outros. 10 anuais).

III ÔÇô Atua?º?úo como participante Natureza Caracter?¡sticas Dura?º?úo Limite de pontos/ horas Temas relacionados ?á Contabilidade e ?á profiss?úo cont?íbil: 12 meses ou (m?íximo de 20 horas Comiss?Áes t?®cnicas e profissionais no Brasil a) comiss?Áes t?®cnicas e de pesquisa do CFC, dos CRCs e b) Comiss?Áes T?®cnicas e de Pesquisa de Institui?º?Áes de reconhecido prest?¡gio e relativas ?á profiss?úo.

Obs.: Os respons?íveis ou coordenadores das Comiss?Áes dever?úo encaminhar um comunicado ?á CEPC-CRC, confirmando que o integrante das citadas comiss?Áes cumpriu com o objetivo e o Comiss?úo de defesa de monografia, disserta?º?úo ou tese. N?¡vel a que se dirige: Trabalho dirigido Horas anuais, limitado a: 20 horas, 14 horas, 7 horas e 5 Doutorado Mestrado Cada hora vale 1 ponto limitado a 20 Especializa?º?úo Bacharelado Fonte: www.crc.org.br

IV ÔÇô Produ?º?úo Intelecutual Natureza Caracter?¡sticas Dura?º?úo Limite de pontos/hora Publica?º?úo de artigos em revistas nacionais e Materiais relacionados com a Contabilidade e ?á profiss?úo cont?íbil e homologados pela CEPC-CFC (doc.aceito).

Artigo t?®cnico publicado em revista de circula?º?úo nacional e internacional (doc.aceito). No m?íximo

Internacional:10 horas Nacional: 5 Estudos ou trabalhos de pesquisa t?®cnica.

Autoria e co-autoria a) Apresentados em congressos internacionais relacionados com a Contabilidade e a profiss?úo e aprovados pela CEPC- CFC (doc.aceito).

b) Apresentados em congresso ou conven?º?Áes nacionais, relacionados com a Contabilidade e a profiss?úo cont?íbil e que fa?ºam parte do Plano de Educa?º?úo Continuada reconhecido pela CEPC-CFC. (doc.aceito).

a) Autoria de livros publicados relacionados com a Contabilidade e a profiss?úo b) Co-autoria de livros publicados relacionados com a Contabilidade e ?á profiss?úo No m?íximo 10 horas.

Segundo Jund, ÔÇ£Fraude ?® o ato intencional de omiss?úo ou manipula?º?úo de transa?º?Áes, adultera?º?úo de documentos, registros e demonstra?º?Áes cont?íbeis; Erro ?® o ato n?úo intencional, resultante de omiss?úo, desaten?º?úo ou m?í interpreta?º?úo de fatos, na elabora?º?úo de registros e demonstra?º?Áes cont?íbeis.ÔÇØ Ao detectar erros relevantes ou fraudes no decorrer dos seus trabalhos, o auditor tem a obriga?º?úo de comunic?í-los a administra?º?úo da entidade e sugerir medidas corretivas, informando sobre os poss?¡veis efeitos no seu parecer, caso elas n?úo sejam A responsabilidade prim?íria na preven?º?úo e identifica?º?úo de fraude e erros ?® da administra?º?úo da entidade, atrav?®s sistema cont?íbil e de controle interno. Entretanto, o auditor deve planejar seu trabalho de forma a detectar fraudes e erros que impliquem No entanto, a constata?º?úo dessas irregularidades, no transcurso de uma auditoria externa normal, seria considerada incidental aos principais objetivos da auditoria, que s?úo: a) permitir ao auditor formar uma opini?úo sobre as demonstra?º?Áes financeiras examinadas, e b) emitir ou n?úo um parecer fundamentado.

– Registro de transa?º?Áes sem comprova?º?úo – Aplica?º?úo indevida de pol?¡ticas cont?íbeis

O termo ÔÇ£erroÔÇØ refere-se a enganos n?úo intencionais nas demonstra?º?Áes cont?íbeis, como, por exemplo: – Erros aritm?®ticos ou de escrita nos saldos cont?íbeis e registros subjacentes – Descuidos ou interpreta?º?úo err??nea de fatos – Aplica?º?úo err??nea de pol?¡ticas cont?íbeis

No exerc?¡cio da profiss?úo, os auditores podem ser responsabilizados por erros, falhas, omiss?Áes e/ou dolo, quanto a veracidade e a forma com que realizam o trabalho e emitem a sua opini?úo por interm?®dio do parecer de auditoria. Essa responsabilidade pode ser assim caracterizada: – Profissional: no caso de auditoria externa, no que diz respeito ?á contrata?º?úo dos – Civil: no caso de informa?º?Áes incorretas no parecer do auditor e que venham a influenciar ou causar preju?¡zos a terceiros que se utilizem dessas informa?º?Áes. – Criminal: no caso de omiss?úo ou incorre?º?úo de opini?úo expressa em parecer de auditoria, configurada por dolo, e que venham a influenciar ou causar preju?¡zos a terceiros que se utilizem dessas informa?º?Áes.ÔÇØ Para Cherman, o auditor dever?í avaliar criticamente o sistema cont?íbil, incluindo o controle interno, tanto em termos de concep?º?úo quanto de funcionamento efetivo, concedendo especial aten?º?úo ?ás condi?º?Áes ou eventos que representem aumento de risco de fraude ou erro, que incluem: (a) estrutura ou atua?º?úo inadequada da administra?º?úo da entidade auditada ou de algum dos seus membros (b) press?Áes internas e externas (c) transa?º?Áes que pare?ºam anormais (d) problemas internos no cumprimento dos trabalhos de informa?º?úo computadorizados.

Os procedimentos de auditoria s?úo selecionados e aplicados em conformidade com as normas de auditoria que exigem que o exame seja executado com o devido cuidado profissional por pessoas com capacidade t?®cnica, compet?¬ncia e independ?¬ncia ?®tico- profissional, que o exame de auditoria seja planejado e supervisionado convenientemente, incluindo-se o estudo e avalia?º?úo dos controles internos, conclusivos quanto aos elementos comprobat??rios suficientes e adequados que permitam a formula?º?úo da opini?úo do auditor sobre as demonstra?º?Áes financeiras em exame. Segundo Attie, a profiss?úo de auditoria exige a obedi?¬ncia aos princ?¡pios ?®ticos profissionais que fundamentalmente se ap??iam independ?¬ncia que ?® a condi?º?úo primordial do trabalho de auditoria. A independ?¬ncia necessita orientar o trabalho do auditor no sentido da verdade, evitando interesses, conflitos, vantagens, sendo factual em O auditor ?® impedido do exerc?¡cio da auditoria independente durante a execu?º?úo dos servi?ºos, em rela?º?úo ?á entidade auditada, suas coligadas, controladas ou integrantes do mesmo grupo econ??mico: a) v?¡nculos conjugais, de parentesco consang???¡neo em linha reta, sem limites de b) rela?º?úo de trabalho como empregado, administrador ou colaborador assalariado, d) interesse financeiro direto, imediato ou mediato, ou substancial interesse e) fun?º?úo ou cargo incompat?¡vel com a atividade da auditoria independente; f) fixado hor?írios condicionais ou incompat?¡veis com a natureza do trabalho g) qualquer outra situa?º?úo de conflito de interesses no exerc?¡cio da auditoria independente.

Integridade: o auditor deve ser ?¡ntegro em todos os seus compromissos que envolvam: a) a empresa auditada quanto as suas exposi?º?Áes e opini?Áes, exerc?¡cio de seu b) o p??blico em geral e pessoas interessadas na opini?úo emitida pelo auditor independente, transmitindo validade e certificando a veracidade das informa?º?Áes contidas nas demonstra?º?Áes financeiras ou de exposi?º?Áes quando n?úo refletidas a realidade em c) a entidade de classe a qual perten?ºa, sendo leal quanto a concorr?¬ncia dos servi?ºos junto a terceiros, n?úo concess?úo de benef?¡cios financeiros ou aviltando honor?írios, colocando em risco os objetivos do trabalho.

O auditor ser?í culpado em ato de descr?®dito quando, no desempenho de suas fun?º?Áes: a) deixar de expressar um fato importante que conhe?ºa, n?úo exposto nas b) deixar de informar acerca de uma exposi?º?úo err??nea importante que conhe?ºa; d) n?úo reunir evid?¬ncias suficientes para justificar a express?úo de sua opini?úo; e) n?úo relatar qualquer desvio importante, ou n?úo expor qualquer omiss?úo Efici?¬ncia: o exerc?¡cio da auditoria independente ?® individual e intransfer?¡vel, agindo o auditor em seu nome pessoal, assumindo inteira responsabilidade t?®cnica pelos O auditor s?? deve emitir sua opini?úo ou dar informa?º?Áes quando o exame assim o permitir e houver condi?º?Áes para faz?¬-lo. Seu parecer precisa ser redigido com objetividade e clareza, em qualquer circunst?óncia, seja em condi?º?Áes favor?íveis ou n?úo, e apresentar as raz?Áes que motivaram a tal conclus?úo.

Confidencialidade: o trabalho de auditoria permite que a pessoa do auditor e os assistentes designados para o trabalho tenham livre e irrestrito acesso a informa?º?Áes estrat?®gicas importantes, Estes s?úo elementos de significativa import?óncia. Em virtude disso, a confidencialidade torna-se elementar na atividade da auditoria e as informa?º?Áes obtidas somente podem ser usadas na execu?º?úo do servi?ºo para o qual o auditor foi contratado, n?úo devendo ele utilizar-se dessas informa?º?Áes em seu pr??prio Para Jund, al?®m das normas citadas acima por Attie, algumas mais s?úo exigidas, vides quadro resumo das normas profissionais do auditor abaixo:

Independente (Res. 821/97 ÔÇô CFC – NBC P 1) 1.1. Compet?¬ncia t?®cnico-profissional 1.2.Independ?¬ncia 1.3. Responsabilidades do auditor na execu?º?úo dos trabalhos 1.4. Honor?írios 1.5. Guarda da documenta?º?úo 1.6. Sigilo 1.7. Responsabilidade pela utiliza?º?úo do trabalho do auditor interno 1.8. Responsabilidade pela utiliza?º?úo do trabalho de especialistas 1.9. Informa?º?Áes anuais ao CRC 1.10. Educa?º?úo continuada 1.11. Exame de compet?¬ncia professional 1.12. Manuten?º?úo dos l?¡deres da equipe de auditoria Fonte: Jund (2004, p.160)

3.4 Pap?®is de trabalho e documenta?º?úo de auditoria De acordo com S?í, ÔÇ£a finalidade principal dos pap?®is de trabalho do auditor ?® a de servir como base e sustenta?º?úo da opini?úo do auditorÔÇØ. Eles constituem o testemunho do trabalho que o auditor efetuou, a forma como foi realizado esse trabalho e registram e documentam as conclus?Áes a que o auditor chegou. O conjunto das informa?º?Áes demonstra, ou n?úo, que o auditor cumpriu as normas de auditoria geralmente adotadas.

Os pap?®is de trabalho formam um conjunto de formul?írios e documentos que cont?®m as informa?º?Áes e apontamentos obtidos pelo auditor independente durante seu exame, bem como as provas e descri?º?Áes dessas realiza?º?Áes; constituem a evid?¬ncia do trabalho executado e o fundamento de sua opini?úo. Utilizando sempre os documentos Embora os pap?®is de trabalho tenham procedido dos documentos originais que s?úo de propriedade da empresa, os pap?®is de trabalho s?úo propriedade exclusiva do auditor, devido, principalmente, a neles estar fundamentada sua opini?úo. H?í de se levar em considera?º?úo que os pap?®is de trabalho s?úo de natureza confidencial, pois revelam. Para S?í, ÔÇ£os pap?®is de trabalho de uma auditoria dever?úo incluir: demonstra?º?Áes cont?íbeis auditadas; balancete do raz?úo; folha de ajustes; folha de an?ílises das contas do ativo; folhas de an?ílises das contas do passivo; folhas de an?ílises das contas de receitas e das contas de despesas; folhas de an?ílises das contas do patrim??nio l?¡quido. Devem incluir tamb?®m: informa?º?Áes sobre as confirma?º?Áes (circulariza?º?úo) expedidas e as respostas obtidas; c??pias dos estatutos (ou contrato) da empresa e das sucessivas reformas ou altera?º?Áes; c??pias de contratos de aluguel e arrendamentos; c??pias de contratos de compromissos de compras, ou vendas, de valores relevantes; folha de trabalho referente a problemas com impostos, incluindo o c?ílculo da Provis?úo para Imposto de Renda; programas de auditoria dos diversos setores e ?íreas; question?írios para avalia?º?úo do controle interno, entre outros.

3.5 Princ?¡pios e Normas Cont?íbeis As normas gerais para o trabalho de auditoria s?úo conhecidas como normas de auditoria geralmente aceitam. Essas normas determinam a estrutura dentro da qual o auditor decide sobre o que ?® necess?írio ?á elabora?º?úo de um exame de demonstra?º?Áes financeiras, ?á realiza?º?úo de auditoria e dos atos destinados a atingir esses objetivos, e podem ser divididas em tr?¬s grupos:

Nor mas Relativas Legisla?º?úo Aplic?ível Auditori a Externa Audito ria Interna Auditori a Governamental Pesso a do auditor 821/97 – CFC 781/95 – CFC IN 01/2001 ÔÇô SFC Exec u?º?úo dos trabalhos 820/97 – CFC 986/03 – CFC IN 01/2001 ÔÇô SFC Relat ??rio e/ou parecer 820/97 – CFC 986/03 – CFC IN 01/2001 ÔÇô SFC Fonte: Jund (2004, p.125)

transa?º?Áes, neutraliza?º?úo de controles por parte da alta administra?º?úo ou declara?º?Áes err??neas ao auditor, feiras intencionalmente.

4. Planejamento dos Trabalhos – 1?¬ Etapa O planejamento pressup?Áe adequado n?¡vel de conhecimento sobre o ramo de atividade, neg??cios e pr?íticas operacionais da entidade em exame, este ser?í o alicerce sobre o qual todo o trabalho deve ser fundamentado, e funciona como um mapa O planejamento estabelece antecipadamente o que deve ser feito, como, onde, quando e por quem, em um n?¡vel de detalhes suficiente, sem perder em m??ltiplos detalhes a ess?¬ncia do significado global; ele deve basear-se em previs?Áes e estimativas do que ir?í ocorrer, podendo assim diferir aquele planejamento inicialmente previsto. Para alguns escritores, pressup?Áe o estabelecimento dos seguintes objetivos: – Planejamento b?ísico global, versando sobre os objetivos espec?¡ficos para os trabalhos de auditoria, que devem ser mensur?íveis, pass?¡veis de realiza?º?úo e de serem alcan?ºados, por meio dos planos e programas de trabalho, elaborados de acordo com a Para estes esta fase ?® a mais importante do processo, porque afeta diretamente o ?¬xito de um trabalho de auditoria, onde auditor deve planejar seu trabalho consoante as Normas Brasileiras e Internacionais de Contabilidade, e de acordo com os prazos e demais compromissos contratualmente assumidos com a entidade, onde deve documentar seu planejamento geral e preparar programa de trabalho por escrito. O planejamento e os programas de trabalho devem ser revisados e atualizados sempre que os novos fatos o recomendarem.

O planejamento pressup?Áe a execu?º?úo de um trabalho que pode, em verdade, ser concretizado por outras pessoas. Da?¡ que o planejador precisa definir padr?Áes aceit?íveis de realiza?º?úo dos servi?ºos, de forma a evitar que aquele que o efetuar possa determinar padr?Áes ou maneiras diferentes e nem sempre mais eficientes e eficazes. O momento da execu?º?úo de cada atividade, os locais e os auditores indispens?íveis s?úo elementos imprescind?¡veis para serem observados quanto ao planejamento. ?ë aconselh?ível planejar o exame de auditoria completamente, antes de iniciar qualquer trabalho; conv?®m determinar experimentalmente a abrang?¬ncia de todo o conjunto e dos diversos setores, detalhadamente. N?úo se deve iniciar o trabalho efetivo enquanto o respons?ível pela auditoria n?úo tiver examinado o planejamento. Caso se trate de uma auditoria inicial, ?® l??gico que o planejamento preliminar ser?í muito mais extenso, uma vez que o auditor ter?í que tomar contato com a estrutura social, as normas e os procedimentos administrativos e operacionais da sociedade e organizar a Inclu?¡da neste trabalho inicial deve estar a revis?úo do controle interno estabelecido e efetivamente aplicado e, condicionada a esta revis?úo, a organiza?º?úo do programa de auditoria. Em auditorias subseq??entes, a ÔÇ£pasta permanenteÔÇØ, o ÔÇ£controle internoÔÇØ e o ÔÇ£programa de auditoriaÔÇØ dever?úo ser revisados e atualizados, sempre que for necess?írio. Da?¡ por diante, os trabalhos detalhados de auditoria dever?úo ser distribu?¡dos (se for o caso) entre os assistentes semi-senior e junior de auditoria, cujo desempenho dever?í ser cuidadosamente orientado e supervisionado pelos assistentes s?¬nior e quando exigido O planejamento deve considerar todos os fatores relevantes, na execu?º?úo dos trabalhos, especialmente os seguintes: a) o conhecimento detalhado das pr?íticas cont?íbeis adotadas pela entidade; b) o conhecimento detalhado do sistema cont?íbil e de controles internos da c) os riscos de auditoria e identifica?º?úo das ?íreas importantes da entidade; d) a natureza, oportunidade e extens?úo dos procedimentos de auditoria;

e) a exist?¬ncia de entidades associadas, filiais e partes relacionadas; f) o uso dos trabalhos de outros auditores independentes, especialistas e g) a natureza, o conte??do e a oportunidade dos pareceres, relat??rios e outros h) a necessidade de atender a prazos estabelecidos por entidades reguladoras ou fiscalizadoras e para entidade prestar informa?º?Áes aos demais usu?írios externos.

4.2 Conseq???¬ncias geradas pela falta de planejamento A realiza?º?úo de um trabalho de auditoria sem um planejamento pr?®vio e um programa adequado tem os seguintes inconvenientes potenciais: – esquecimento de ?íreas importantes ou seu reconhecimento em ocasi?úo que – demora na identifica?º?úo de problemas significativos que afetam o objetivo global – ado?º?úo de procedimentos inapropriados de auditoria, em fun?º?úo dos objetivos – maior risco de auditoria na emiss?úo do parecer.

5. Avalia?º?úo dos Controles Internos – 2?¬ Etapa Numa auditoria de demonstra?º?Áes financeiras, o objetivo final do trabalho ?® a emiss?úo do parecer, para que demais pessoas interessadas pela empresa possam efetuar transa?º?Áes confi?íveis e seguras. Para que isso ocorra, ?® necess?írio que os auditores se certifiquem de que as informa?º?Áes contidas em seu parecer reflitam a realidade da empresa, atrav?®s de testes efetuados em cada conta do Balan?ºo Patrimonial, dando um maior enfoque para as chamadas contas de risco.

Testar a efic?ícia dos controles internos ?® uma forma de se obter a confirma?º?úo desejada, pois controles ineficazes ou parcialmente eficazes podem impactar a avalia?º?úo Quanto melhores e mais eficientes os controles internos implantados na empresa auditada, mais seguran?ºa adquire o auditor, com rela?º?úo aos exames que est?í procedendo. Essa efici?¬ncia ?® tamb?®m fator de economia do tempo a ser empregado pelo auditor no seu trabalho e, conseq??entemente, redu?º?úo do custo de auditoria. As normas de auditoria, referentes ?á execu?º?úo dos trabalhos de campo, estabelecem que o auditor deve avaliar o sistema de controle interno da empresa auditada, a fim de determinar a natureza, a oportunidade e a extens?úo dos procedimentos de auditoria a serem aplicados, ou seja, a defini?º?úo do volume de testes a serem executados pelo auditor ser?í determinada em fun?º?úo da avalia?º?úo realizada.

O quadro a seguir ilustra essa rela?º?úo: Confiabilidade nos SCI

Volume de testes Fonte: Jund (2004, p.173) 5.1 Defini?º?úo de Controles internos

e sobre todos os atos praticados por aqueles que exercem fun?º?Áes direta ou indiretamente relacionadas com a organiza?º?úo, o patrim??nio e o funcionamento da empresa.

5.2 A import?óncia e os procedimentos efetuados nos Controles Internos

Controles s?úo implementados pelas empresas para tornar seu processo de gerenciamento mais r?ípido e eficaz. A confiabilidade dos resultados gerados nesse processo que transforma simples dados em informa?º?Áes a partir das quais os empres?írios, utilizando-se de sua experi?¬ncia administrativa, tomam decis?Áes com vistas no objetivo comum da empresa, assume grande import?óncia. A partir do momento em que decis?Áes s?úo tomadas com base nos controles, ?® necess?írio avaliar se os mesmos est?úo O objetivo da avalia?º?úo dos controles pela auditoria ?® obter um entendimento das atividades cont?íbeis da entidade e avaliar os controles para que se possa identificar o risco de erro, e a partir da?¡ determinar e planejar os procedimentos substantivos, ou seja, a quantidade de testes a serem realizados. Quanto melhor o controle, mais seguran?ºa para o trabalho, e conseq??entemente, menos testes precisar?úo ser realizados; quanto menor o controle, mais cuidado ser?í exigido na execu?º?úo das tarefas, e mais testes dever?úo ser feitos para assegurar a integridade das informa?º?Áes contidas nas H?í muitos modos e t?®cnicas para se conseguir um bom controle interno, muito dependendo da natureza e da envergadura da Organiza?º?úo e da ?írea que se quer controlar. Mas h?í caracter?¡sticas b?ísicas que se encontram em aplica?º?úo na maioria dos sistemas de controle interno, tais como: – o estabelecimento e efetiva?º?úo de organograma da empresa que proporcionem uma segrega?º?úo adequada de tarefas e conseq??entes responsabilidades funcionais; – um sistema de aprova?º?úo e de procedimentos de registro das opera?º?Áes, apropriado, e que proporcione um adequado controle sobre os ativos, os passivos, as receitas e as despesas;

– pr?íticas eficientes a seguir no desempenho das tarefas e fun?º?Áes inerentes a – um grau de qualidade do pessoal comensur?ível com as responsabilidades de Os testes de controle podem incluir: – Inspe?º?úo de documentos que fundamentam transa?º?Áes e outros eventos para conseguir evid?¬ncia de auditoria de que os controles internos operaram apropriadamente, – Indaga?º?Áes e observa?º?úo de controles internos que n?úo deixam pista de auditoria, por exemplo, determinando quem realmente executa cada fun?º?úo e n?úo – Reexecu?º?úo de controles internos, por exemplo, de concilia?º?úo de contas banc?írias, para assegurar que a entidade as conciliou corretamente.

6. Testes Substantivos – 5?¬ Etapa N?úo existe uma t?®cnica padr?úo para o exame de registros e documentos. Cada empresa tem caracter?¡sticas especiais que merecem particular aten?º?úo do profissional no desempenho de sua tarefa. Alguns julgam que o principal seja apenas confrontar os documentos originais com os registros do raz?úo; todavia, variam muito os aspectos de acordo com a estrutura, a t?®cnica de produ?º?úo de cada empresa, n?úo podendo ser objeto de afirma?º?úo, como t?®cnica geral, o simples confronto referido, demasiado simpl??rio para ser aceito. Existem, entretanto, alguns princ?¡pios e preceitos que s?úo mais ou menos respeitados e seguidos, servindo, realmente, com objetividade, como normas. Existem, As normas profissionais determinam que a avalia?º?úo dos elementos a serem obtidos pelos procedimentos de auditoria fica a crit?®rio do auditor, obedecido o seguinte: 1. O simples registro cont?íbil, sem outras comprova?º?Áes, n?úo constitui elemento comprobat??rio;

validade dos registros cont?íbeis sua objetividade, sua tempestividade e sua correla?º?úo 3. Para ser aceit?ível, a correla?º?úo deve ser leg?¡tima e relevante, dependendo das seguintes circunst?óncias: (a) quando a correla?º?úo puder ser verificada relativamente ?á fonte externa, ela proporcionar?í maior grau de confian?ºa do que quando verificar na pr??pria empresa; (b) quando as condi?º?Áes do sistema cont?íbil e do controle interno forem satisfat??rias, os registros e as demonstra?º?Áes financeiras proporcionar?úo maior grau de (c) o conhecimento direto e pessoal, obtido pelo auditor atrav?®s de verifica?º?Áes f?¡sicas, observa?º?Áes, c?ílculos e inspe?º?Áes, oferece maior seguran?ºa do que as 4. Desde que pratic?ível e razo?ível, e quando o ativo envolvido for de expressivo valor material em rela?º?úo ?á posi?º?úo patrimonial e financeira e ao resultado das opera?º?Áes, as contas a receber devem ser confirmadas atrav?®s de comunica?º?úo direta com os devedores e o levantamento f?¡sico de invent?írios deve ser observado pelo auditor.

6.1 O que s?úo testes substantivos e a sua import?óncia Os procedimentos de auditoria s?úo os conjuntos de t?®cnicas que permitem ao auditor obter evid?¬ncias ou provas suficientes e adequadas para fundamentar sua opini?úo sobre as demonstra?º?Áes cont?íbeis auditadas, e abrangem testes de observ?óncia e testes – Os testes de observ?óncia visam ?á obten?º?úo de razo?ível seguran?ºa de que os procedimentos de controle interno estabelecidos pela administra?º?úo est?úo em efetivo – Os testes substantivos visam ?á obten?º?úo de evid?¬ncia quanto ?á sufici?¬ncia, exatid?úo e validade dos dados produzidos pelo sistema cont?íbil da entidade, dividindo-se em: (a) testes de transa?º?Áes e saldos; e

(b) procedimentos de revis?úo anal?¡tica Esse tipo de teste ?® empregado pelo auditor quando deseja obter provas suficientes e convincentes sobre as transa?º?Áes, que lhe proporcionem fundamenta?º?úo para sua opini?úo acerca de determinados fatos. Como objetivos fundamentais dos testes substantivos, destacam-se as seguintes constata?º?Áes: – Exist?¬ncia real: que as transa?º?Áes comunicadas/ registradas realmente tenham – Integridade: que n?úo existam transa?º?Áes al?®m daquelas registradas/ – Parte interessada: que os interessados naquele registro/ comunica?º?úo tenham – Avalia?º?úo e aferi?º?úo: que os itens que comp?Áem determinada transa?º?úo/ registro – Divulga?º?úo: que as transa?º?Áes/ registros tenham sido corretamente divulgadas.

6.2 Procedimentos efetuados nos testes substantivos A aplica?º?úo dos procedimentos de auditoria deve ser realizada, em raz?úo da complexidade e volume das opera?º?Áes, por meio de provas seletivas, testes e amostragens, cabendo ao auditor, com base na an?ílise de riscos de auditoria e ?á obten?º?úo dos elementos de convic?º?úo que sejam v?ílidos para o todo. Na aplica?º?úo dos testes de observ?óncia e substantivos, o auditor deve considerar os seguintes procedimentos b?ísicos: – observa?º?úo: acompanhamento de processo ou procedimento, quando de sua – investiga?º?úo e confirma?º?úo: obten?º?úo de informa?º?Áes junto a pessoas ou – c?ílculo: confer?¬ncia da exatid?úo aritm?®tica de documentos comprobat??rios, registros e demonstra?º?Áes cont?íbeis e outras circunst?óncias; e

– revis?úo anal?¡tica: verifica?º?úo do comportamento de valores significativos, mediante ?¡ndices, quocientes, quantidades absolutas ou outros meios, com vistas ?á Entendido que os exames podem ser fetos por testes e amostragem, o que elimina grande parte da complexidade do trabalho, cabe decidir quais as t?®cnicas complementares para a verifica?º?úo. As dez t?®cnicas de R. K. Mautz, para conseguir informa?º?Áes satisfat??rias, podem ser aqui reproduzidas, pois emanam de toda a experi?¬ncia adquirida nos Estados Unidos da Am?®rica, precursores essa atividade. S?úo elas: De acordo com o CFC (Res. 607/85), A seguir s?úo listados procedimentos de auditoria aplic?íveis genericamente ?ás ?íreas e que s?úo considerados necess?írios para revisar assuntos que possam ter efeito sobre as demonstra?º?Áes financeiras: – Execu?º?úo de testes de observ?óncia sobre o referido sistema cont?íbil e de – Determina?º?úo da natureza, extens?úo e ?®poca de aplica?º?úo dos procedimentos – Confer?¬ncias das demonstra?º?Áes financeiras com os registros de contabilidade e inspe?º?úo dos registros cont?íbeis e fiscais para determinar se est?úo sendo mantidos atualizados e de acordo com a legisla?º?úo em vigor.

– Leitura dos Estatutos, Contrato Social, atas de reuni?úo da Diretoria, do Conselho de Administra?º?úo e Fiscal e relevantes com impacto sobre as demonstra?º?Áes financeiras. – Obten?º?úo de confirma?º?úo escrita dos consultores jur?¡dicos da institui?º?úo quanto a detalhes, situa?º?úo atual e perspectivas de solu?º?Áes de a?º?Áes legais, fiscais e outras, desde que relevantes e avalia?º?úo de seu impacto nas demonstra?º?Áes financeiras. – Verifica?º?úo quanto a exist?¬ncia de compromissos extraordin?írios, conting?¬ncias, – Obten?º?úo de confirma?º?úo escrita dos Administradores sobre determinadas informa?º?Áes importantes verbalmente obtidas durante a realiza?º?úo dos trabalhos. – Revis?úo e an?ílise da cobertura e dos resultados dos trabalhos do Departamento de Auditoria Interna ou Inspetoria, em base aos quais certos procedimentos repousariam substancialmente nessa cobertura, como por exemplo nas inspe?º?Áes f?¡sicas de valores e – Discuss?Áes com a Administra?º?úo quanto ao cumprimento de normas, limites operacionais e atendimento de prazos relacionados com BACEN, CVM, disposi?º?Áes – Revis?úo e an?ílise dos procedimentos de cobertura de seguros mantidos a fim de reposi?º?úo dos im??veis pr??prios como tamb?®m dos numer?írios existentes nas ag?¬ncias, – Revis?úo de relat??rios e correspond?¬ncia com BACEN e outras autoridades – Identifica?º?úo dos ajustes finais sugeridos resultantes do trabalho, para discuss?úo com a Administra?º?úo, documenta?º?úo quanto a solu?º?úo dada e an?ílise dos reflexos – Revis?úo final de que as demonstra?º?Áes financeiras a serem divulgadas, como um todo, est?úo adequadamente classificadas e elaboradas segundo os princ?¡pios cont?íbeis, com adequada evidencia?º?úo de todos os aspectos relevantes, abrangendo as modifica?º?Áes na posi?º?úo financeira, atrav?®s da demonstra?º?úo das origens e aplica?º?Áes de recursos.

O relat??rio ?® o coroamento do trabalho de auditoria, pois ?® por meio dele que o auditor informa, ?ás pessoas a quem se dirige, o seguinte: – s conclus?Áes a que chegou, as quais culminar?úo com sua opini?úo, ou parecer, Em se tratando do meio pelo qual ele se comunica com seu cliente, ou com demais usu?írios das demonstra?º?Áes cont?íbeis auditadas (administradores, acionistas, banqueiros, poderes p??blicos ou outros interessados na empresa auditada e em seus resultados), o auditor deve esmerar-se na elabora?º?úo do relat??rio, n?úo somente por raz?Áes de prest?¡gio ou conceito profissional, mas para, tamb?®m, atingir a finalidade informativa de seu trabalho e atender ?ás normas de auditoria relativas ao Parecer do Segundo Pierucci (1977, p.34), depois de contratado o trabalho externo, o auditor fala com seu cliente pela linguagem do parecer. Nele, presta contas do servi?ºo feito, exp?Áe a realidade dos fatos constatados, sugere medidas, avalia a situa?º?úo real. Em caso e constata?º?úo de fraude, deve tomar cuidado para n?úo formalizar acusa?º?Áes ou incriminar prematuramente pessoas ligadas ?á empresa. N?úo deve, outrossim, encobrir um fato com O Ibracon (1979, p.32), diz que se considerando que o auditor, ao expressar sua opini?úo, assume uma responsabilidade inclusive de ordem p??blica, ?® essencial que o parecer atenda, no m?¡nimo, aos seguintes requisitos: (b) indica?º?úo das demonstra?º?Áes cont?íbeis examinadas, respectivas datas e/ ou per?¡odo a que correspondem;

(c) declara?º?úo de que o exame foi efetuado de acordo com as normas de auditoria geralmente aceitas e com aplica?º?úo de todos os procedimentos de auditoria considerados (d) declara?º?úo de que, na opini?úo do auditor, as demonstra?º?Áes cont?íbeis examinadas representam (ou n?úo representam) adequadamente a posi?º?úo espec?¡fica d.1. em se tratando de balan?ºo patrimonial, a declara?º?úo de que ele representa (ou n?úo representa) adequadamente a posi?º?úo patrimonial e financeira da empresa, na data d.2. em se tratando de demonstra?º?úo do resultado econ??mico (lucros e perdas), a declara?º?úo de que representa (ou n?úo representa) adequadamente o resultado das (e) declara?º?úo de que, na opini?úo do auditor, as demonstra?º?Áes cont?íbeis examinadas foram (ou n?úo foram) elaboradas de acordo com os princ?¡pios de contabilidade geralmente aceitos, aplicados com uniformidade em rela?º?úo ao exerc?¡cio (f) data do parecer, correspondente ao dia da conclus?úo do trabalho na empresa; (g) assinatura do auditor, n??meros de registro no C.R.C., no Cadastro Nacional dos Na data do parecer, o dia deve corresponder ao de conclus?úo dos trabalhos na entidade auditada, objetivando informar ao usu?írio que foi considerado o efeito, sobre as demonstra?º?Áes cont?íbeis e sobre o parecer, de transa?º?Áes e eventos ocorridos entre a data de encerramento do per?¡odo a que se referem as demonstra?º?Áes cont?íbeis e a data Para o Ibracon (1997, p.169), o auditor deve revisar e avaliar as conclus?Áes tiradas da evid?¬ncia de auditoria obtida como base para expressar uma opini?úo sobre as demonstra?º?Áes cont?íbeis. Essa revis?úo e avalia?º?úo envolve considerar se as demonstra?º?Áes cont?íbeis foram preparadas de acordo com uma estrutura conceitual aceit?ível para relat??rios cont?íbeis, a saber, ou as Normas Internacionais de Contabilidade (NICs) ou normas ou pr?íticas nacionais pertinentes. Tamb?®m pode ser necess?írio considerar se as demonstra?º?Áes cont?íbeis cumprem as exig?¬ncias legais.

De acordo com S?í (2000, p.192), caracteriza como elementos integrantes do informe: (a) T?¡tulo ÔÇô a intitula?º?úo deve ser espec?¡fica e adequada. Trata-se da identifica?º?úo (b) Destinat?írio ÔÇô como destinat?írio do informe deve caracterizar-se a quem ele ?® feito: acionistas, conselho de administra?º?úo, conselho fiscal, etc. ?ë preciso identificar o (c) Identifica?º?úo das demonstra?º?Áes auditadas ÔÇô ?® preciso declarar qual a denomina?º?úo da empresa ou entidade, a data das pe?ºas, o per?¡odo em que elas se (d) Refer?¬ncias ?ás Normas ou Pr?íticas de Auditoria ÔÇô quanto ?ás normas devem identificar se s?úo de tal ou qual institui?º?úo, legais, internacionais, de tal ou qual pa?¡s, etc. (e) Opini?úo sobre as Demonstra?º?Áes Cont?íbeis ÔÇô o auditor precisa da informa?º?úo de forma inequ?¡voca, ou seja, clara, sem deixar d??vidas, sem utilizar palavras que possam confundir ou ocultar realidades sobre a situa?º?úo da empresa, em face do que espelham os demonstrativos verificados. Como o evidenciado resulta de registros que se subordinam ?á legisla?º?úo de cada pa?¡s. No caso brasileiro, existe a Lei das Sociedades por A?º?Áes, as normas da CVM (Comiss?úo de Valores Mobili?írios) a que se sujeitam as Normas do Conselho Federal de Contabilidade; todo esse agregado deve ser (f) Assinatura do Auditor ÔÇô o auditor deve assinar o parecer, por si ou por sua empresa de servi?ºos, ou por ambos, e identificar seu registro profissional no ??rg?úo oficial que o qualificou. O IFAC n?úo exige o registro, mas, no Brasil, ?® obrigat??rio, devendo-se identificar o Conselho Regional de Contabilidade onde o auditor tem seu registro de Contador e, se fora do domic?¡lio de registro, a sua inscri?º?úo secund?íria no CRC do local.

(g) Endere?ºo do auditor ÔÇô o auditor deve indicar sua sede e onde pode ser (h) Data do parecer ÔÇô o parecer ter?í a data de sua emiss?úo ou seja, aquela de sua elabora?º?úo, que representa a ?®poca da emiss?úo (e n?úo qualquer outra de in?¡cio, de trabalho de execu?º?úo, de contrato, etc.). Com isto, o auditor consagra a ?®poca em que Para Jund (2004, p.554), o parecer emitido pelo auditor independente comp?Áe-se, basicamente, por tr?¬s par?ígrafos: (a) o referente ?á identifica?º?úo das demonstra?º?Áes cont?íbeis e ?á defini?º?úo das (b) o relativo ?á extens?úo dos trabalhos; e (c) o que expressa a opini?úo sobre as demonstra?º?Áes cont?íbeis.

Estrutura do parecer de auditoria (padr?úo) 1?? par?ígrafo – Inicial ou Introdut??rio Identifica?º?úo das demonstra?º?Áes cont?íbeis Defini?º?úo da responsabilidade da administra?º?úo Defini?º?úo da responsabilidade do auditor 2?? par?ígrafo – Intermedi?írio ou Extens?úo Descri?º?úo concisa dos tabalhos executados 3?? par?ígrafo – Da Opini?úo Expressa a opini?úo do auditor sem ressalva com ressalva adverso absten?º?úo de opini?úo Par?ígrafo de ?ènfase Quando houver incerteza em rela?º?úo a fato relevante de realiza?º?úo futura (ap??s o par?ígrafo de opini?úo) Fonte: Jund (2004, p.188)

7.2 Tipos de parecer Segundo Marra (1995, p.448), os relat??rios emitidos por auditores independentes variam de amplitude, forma e conte??do, de acordo com a natureza do exame executado, do alcance dos procedimentos efetuados, dos fins a que se destinam os relat??rios e,

principalmente, de acordo com as conclus?Áes a que chegou o auditor em decorr?¬ncia de De acordo com Jund (2004, p.556), o parecer dos auditores independentes, segundo a natureza da opini?úo que cont?®m, se classifica em: Para o Ibracon (1997, p.173), o parecer do auditor ?® considerado modificado nas seguintes situa?º?Áes: Assuntos que n?úo afetam a opini?úo do auditor (a) ?¬nfase de um assunto (par?ígrafo de ?¬nfase) Assuntos que afetam o parecer do auditor (b) opini?úo com ressalva (c) absten?º?úo de opini?úo ou (d) opini?úo adversa

7.3 Parecer sem ressalva De acordo com o Ibracon (1997, p.172), o auditor deve expressar um parecer sem ressalva (ou limpo) quando concluir que as demonstra?º?Áes cont?íbeis apresentam adequadamente (ou s?úo apresentadas adequadamente, em todos os aspectos relevantes), de acordo com a estrutura conceitual identificada para relat??rios cont?íbeis. Um parecer sem ressalva tamb?®m indica implicitamente que quaisquer mudan?ºas nos princ?¡pios cont?íbeis ou no m?®todo de aplic?í-los, e seus efeitos, foram apropriadamente O parecer sem ressalva indica que o auditor est?í convencido de que as demonstra?º?Áes cont?íbeis foram elaboradas consoante as disposi?º?Áes contidas em todos os aspectos relevantes. Implica afirma?º?úo de que, em tendo havido altera?º?Áes na observ?óncia, elas tiveram seus efeitos avaliados e aceitos e est?úo devidamente relevados nas demonstra?º?Áes cont?íbeis e notas explicativas. (Cherman, 2005, p.118).

O parecer sem ressalva ?® emitido quando o auditor conclui sobre todos os aspectos relevantes, que: (a) as demonstra?º?Áes cont?íbeis foram preparadas de acordo com os Princ?¡pios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade; e (b) h?í apropriada divulga?º?úo de todos os assuntos relevantes ?ás demonstra?º?Áes cont?íbeis. (Jund, 2005, p.557).

7.4 Parecer com ressalva Para S?í (2000, p.193), as ressalvas advir?úo sempre nos casos de limita?º?úo ao exame e amplitude do trabalho (fato grave), omiss?úo de potencialidade de gastos que gravem o patrim??nio (multas em discuss?úo, causas trabalhistas, causas fiscais, etc.), debilidade de provas em registros (falta de notas fiscais, aus?¬ncia de plena identifica?º?úo de benefici?írios, falta de cumprimento das leis fiscais, etc.), ou eventos que coloquem em d??vida a legitimidade das demonstra?º?Áes (inclusive crit?®rios de avalia?º?úo, de O auditor deve expressar um parecer com ressalva quando concluir que n?úo pode expressar um parecer sem ressalva, mas que o efeito de qualquer desacordo com a administra?º?úo ou limita?º?úo de alcance n?úo for t?úo relevante e amplo a ponto de requerer um parecer adverso ou com absten?º?úo de opini?úo. Um parecer com ressalva deve ser expresso como sendo ÔÇ£exceto quanto aosÔÇØ efeitos do assunto com que a ressalva se Para Jund (2004, p.558), o parecer com ressalva deve obedecer ao modelo do parecer sem ressalva, modificando no par?ígrafo de opini?úo, com a utiliza?º?úo das express?Áes ÔÇ£exceto porÔÇØ, ÔÇ£exceto quandoÔÇØ ou ÔÇ£com exce?º?úo deÔÇØ, referindo-se aos efeitos do assunto objeto da ressalva. N?úo ?® aceit?ível nenhuma outra express?úo na reda?º?úo desse tipo de parecer. O conjunto das informa?º?Áes sobre o assunto do objeto da ressalva, consoante no parecer e nas notas explicativas sobre as demonstra?º?Áes cont?íbeis, deve permitir aos usu?írios claro entendimento de sua natureza e seus efeitos nas demonstra?º?Áes cont?íbeis, particularmente sobre a posi?º?úo patrimonial e financeira e o resultado das opera?º?Áes.

Parecer adverso ?® o que exprime a opini?úo de que as demonstra?º?Áes cont?íbeis n?úo representam, adequadamente, a posi?º?úo patrimonial e financeira ou o resultado das opera?º?Áes, de acordo com os princ?¡pios de contabilidade geralmente aceitos. O auditor deve imitir parecer adverso quando verificar efeitos que, em sua opini?úo, comprometem substancialmente as demonstra?º?Áes cont?íbeis examinadas, a ponto de n?úo ser suficiente a simples ressalva no parecer. Nestas circunst?óncias, uma negativa de opini?úo n?úo ?® considerada apropriada, uma vez que o auditor possui informa?º?Áes suficientes para declarar que, em sua opini?úo, as demonstra?º?Áes cont?íbeis n?úo est?úo adequadamente apresentadas. Sempre que o auditor emitir parecer adverso, deve ele explicar todas as raz?Áes ponder?íveis que o levaram a assim proceder, referindo-se, normalmente, a par?ígrafo intermedi?írio no parecer, no qual ele descreve as circunst?óncias. (Ibracon, De acordo com Marra (1995, p.469), o parecer adverso expressa que as demonstra?º?Áes cont?íbeis n?úo representam adequadamente a situa?º?úo patrimonial e financeira, os resultados do exerc?¡cio e as altera?º?Áes no capital circulante, de conformidade com os princ?¡pios fundamentais de contabilidade. Esse parecer ?® emitido quando, a ju?¡zo do auditor, as demonstra?º?Áes cont?íbeis, tomadas em conjunto, n?úo se apresentam adequadamente de acordo com os princ?¡pios fundamentais de contabilidade. Segundo o Ibracon (2005, p.175), o auditor deve expressar um parecer adverso quando o efeito de um desacordo t?úo relevante e amplo para as demonstra?º?Áes cont?íbeis que o auditor conclua que um parecer com ressalva n?úo ?® adequado para divulgar a natureza enganosa ou incompleta das demonstra?º?Áes cont?íbeis.

auditor possa ter, com rela?º?úo ?á adequada apresenta?º?úo das demonstra?º?Áes, de acordo De acordo com Marra (1995, p.471), a absten?º?úo de opini?úo geralmente ?® adequada quando o auditor n?úo teve condi?º?Áes de realizar um exame que compreendesse o alcance necess?írio para que ele pudesse reunir os elementos de ju?¡zo suficientes para permitir-lhe formar uma opini?úo sobre as demonstra?º?Áes cont?íbeis objeto de seu exame. Quando o auditor realiza os exames, com alcance suficiente para detectar irregularidades ou desvios relevantes em rela?º?úo ?á aplica?º?úo dos princ?¡pios de contabilidade, o auditor n?úo deve emitir parecer com absten?º?úo de opini?úo, mas um parecer adverso, declarando que as demonstra?º?Áes cont?íbeis n?úo representam a situa?º?úo patrimonial e financeira da entidade e os resultados do exerc?¡cio, de acordo com os princ?¡pios fundamentais de contabilidade.

8. Modelos de parecer 8.1 Parecer sem ressalva PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES Aos Administradores e Acionistas (Quotistas) da

NOME DA ENTIDADE AUDITADA Cidade – Estado 1. Examinamos o balan?ºo patrimonial da (NOME DA ENTIDADE AUDITADA), levantado em 31 de dezembro de 2002, e as respectivas demonstra?º?Áes de resultado, das muta?º?Áes do patrim??nio l?¡quido e das origens e aplica?º?Áes de recursos correspondentes ao exerc?¡cio findo naquela data, elaborado sob a responsabilidade de

sua administra?º?úo. Nossa responsabilidade ?® a de expressar uma opini?úo sobre essas demonstra?º?Áes cont?íbeis.

2. Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria e compreenderam, entre outros procedimentos: (a) o planejamento dos trabalhos, considerando a relev?óncia dos saldos, o volume de transa?º?Áes e os sistemas cont?íbeis e de controles internos da entidade; (b) a constata?º?úo, com base em testes, das evid?¬ncias e dos registros que suportam os valores e as informa?º?Áes cont?íbeis divulgados; e (c) a avalia?º?úo das pr?íticas cont?íbeis e estimativas mais representativas adotadas pela administra?º?úo da sociedade, bem como da apresenta?º?úo das demonstra?º?Áes cont?íbeis tomadas em conjunto.

3. As demonstra?º?Áes cont?íbeis do exerc?¡cio encerrado em 31 de dezembro de 2001, apresentadas para fins comparativos, foram auditadas por outros auditores independentes, cujo parecer datado de ….. de …… de 2002, n?úo continha ressalva.

……….. (NOME DA ENTIDADE AUDITADA), em 31 de dezembro de 2002, o resultado de

suas opera?º?Áes, as muta?º?Áes de seu patrim??nio l?¡quido e as origens e aplica?º?Áes de seus recursos referentes ao exerc?¡cio findo naquela data, elaboradas de acordo com os Princ?¡pios Fundamentais da Contabilidade.

Local e data: NOME DA EMPRESA DE AUDITORIA: NOME DO AUDITOR SIGNAT?üRIO Contador CRC-(UF) ………

PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES Administradores e Acionistas (Quotistas) da

NOME DA ENTIDADE AUDITADA Cidade – Estado 1. Examinamos os balan?ºos patrimoniais da …….. (NOME DA ENTIDADE AUDITADA), levantados em 31 de dezembro de 2002 e de 2001, e as respectivas demonstra?º?Áes de resultado, das muta?º?Áes do patrim??nio l?¡quido e das origens e aplica?º?Áes de recursos correspondentes aos exerc?¡cios findos naquelas datas, elaborados sob a responsabilidade de sua administra?º?úo. Nossa responsabilidade ?® a de expressar uma opini?úo sobre essas demonstra?º?Áes cont?íbeis.

2. Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria e compreenderam, entre outros procedimentos: (a) o planejamento dos trabalhos, considerando a relev?óncia dos saldos, o volume de transa?º?Áes e os sistemas cont?íbeis e de controles internos da entidade; (b) a constata?º?úo, com base em testes, das evid?¬ncias e dos registros que suportam os valores e as informa?º?Áes cont?íbeis divulgados; e (c) a avalia?º?úo das pr?íticas cont?íbeis e estimativas mais representativas adotadas pela administra?º?úo da sociedade, bem como da apresenta?º?úo das demonstra?º?Áes cont?íbeis tomadas em conjunto.

31 de dezembro de 2002 ?® de R$………….. . Todavia, nossos exames indicaram que tal

sendo a insufici?¬ncia n?úo provisionada, naquela data, de aproximadamente R$ ……………

l?¡quido est?úo superavaliados em aproximadamente R$……………, l?¡quido dos efeitos

patrimonial e financeira da …………… (NOME DA ENTIDADE AUDITADA), em 31 de

dezembro de 2002 e de 2001, o resultado de suas opera?º?Áes, as muta?º?Áes de seu patrim??nio l?¡quido e as origens e aplica?º?Áes de seus recursos referentes aos exerc?¡cios findos naquelas datas, elaboradas de acordo com os Princ?¡pios Fundamentais da Contabilidade.

Local e data: NOME DA EMPRESA DE AUDITORIA: NOME DO AUDITOR SIGNAT?üRIO Contador CRC-(UF) ………

8.3 Parecer adverso Aos Administradores e Acionistas (Quotistas) da

responsabilidade de sua administra?º?úo. Nossa responsabilidade ?® a de expressar uma opini?úo sobre essas demonstra?º?Áes cont?íbeis.

3. Nos exerc?¡cios de 2002 e 2001, a entidade n?úo contabilizou os encargos financeiros compreendidos de juros, corre?º?úo monet?íria e varia?º?úo cambial sobre os empr?®stimos e financiamentos em divisas estrangeiras a curto e longo prazos no montante anual de R$ 700 mil e R$ 300 mil, respectivamente. Como conseq???¬ncia, os resultados dos exerc?¡cios findos em 31 de dezembro daqueles exerc?¡cios, est?úo demonstrados a maior em valores equivalentes aos mencionados acima, respectivamente, R$ 700 mil e R$ 300 mil.

………. (NOME DA ENTIDADE AUDITADA), em 31 de dezembro de 2002 e 2001, nem o

resultado de suas opera?º?Áes, nem as muta?º?Áes de seu patrim??nio l?¡quido e tampouco as origens e aplica?º?Áes de seus recursos referentes aos exerc?¡cios findos naquelas datas, de acordo com os Princ?¡pios Fundamentais da Contabilidade.

Local e data: NOME DA EMPRESA DE AUDITORIA NOME DO AUDITOR SIGNAT?üRIO Contador CRC-(UF) …..

Aos Administradores e Acionistas (Quotistas) da NOME DA ENTIDADE AUDITADA

1.Examinamos o balan?ºo patrimonial da ……….. (NOME DA ENTIDADE

AUDITADA), levantado em 31 de dezembro de 2002, e as respectivas demonstra?º?Áes de resultado, das muta?º?Áes do patrim??nio l?¡quido e das origens e aplica?º?Áes de recursos correspondentes ao exerc?¡cio findo naquela data, elaborado sob a responsabilidade de sua administra?º?úo. Nossa responsabilidade ?® a de expressar uma opini?úo sobre essas demonstra?º?Áes cont?íbeis.

3. Tendo em vista terem os trabalhos de auditoria sido contratados ap??s 31 de dezembro de 2002, n?úo acompanhamos os invent?írios f?¡sicos dos estoques naquela data, nem foi poss?¡vel satisfazermo-nos sobre a exist?¬ncia dos estoques mediante aplica?º?úo de procedimentos alternativos de auditoria.

4.Considerando a relev?óncia do fato mencionado no item 3, a extens?úo dos exames n?úo foram suficientes para expressarmos uma opini?úo sobre as demonstra?º?Áes cont?íbeis da ……… (NOME DA ENTIDADE AUDITADA), conforme mencionado no item 1.

Local e data: NOME DA EMPRESA DE AUDITORIA: NOME DO AUDITOR SIGNAT?üRIO Contador CRC-(UF) ………

A Lei Sarbanes-Oxley de 2002 reescreveu, literalmente, as regras para a governan?ºa corporativa, relativas ?á divulga?º?úo e ?á emiss?úo de relat??rios financeiros. Contudo, sob a infinidade de p?íginas da Lei, repletas de ÔÇ£legalismosÔÇØ, reside uma premissa simples: a boa governan?ºa corporativa e as pr?íticas ?®ticas do neg??cio n?úo s?úo mais requintes ÔÇô s?úo leis.

Vis?úo Geral da SOX ?À Se?º?úo 100 ÔÇô Cria?º?úo do ??rg?úo de supervis?úo das auditorias (PCAOB-Public Company Accounting Oversight Board);

?À Se?º?úo 200 ?À Se?º?úo 300 ÔÇô Institui?º?úo do Comit?¬ de Auditoria e suas Responsabilidades ÔÇô Estabelecimento de novas regras de Governan?ºa Corporativa;

?À Se?º?úo 400 ÔÇô Estabelecimento de normas de divulga?º?úo e Governan?ºa Corporativa ÔÇô Revis?úo dos registros pela SEC;

frente. Qualquer demora em tratar essa quest?úo pode acarretar s?®rias conseq???¬ncias para as companhias. ?ë imprescind?¡vel a a?º?úo imediata e decisiva.`

DEFININDO CONTROLES Certos termos relacionados com os controles internos surgem com freq???¬ncia durante a discuss?úo da Lei Sarbanes-Oxley e das regulamenta?º?Áes da SEC. Apresentamos a seguir breves defini?º?Áes dos termos utilizados com maior freq???¬ncia. A defini?º?úo de controles internos mais amplamente aceita foi desenvolvida pelo Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission ÔÇô COSO: ÔÇ£… um processo, efetuado pelo Conselho de Administra?º?úo, pela administra?º?úo ou por outras pessoas da companhia, visa fornecer seguran?ºa razo?ível quanto ?á possibilidade de atingir objetivos nas seguintes categorias: ?À cumprimento de leis e regulamentos aplic?íveisÔÇØ.

Controles Internos e Procedimentos para a Emiss?úo de Relat??rios Financeiros. A SEC prop??s definir controles internos e procedimentos para a emiss?úo de relat??rios financeiros como ÔÇ£controles relativos ?á prepara?º?úo de demonstra?º?Áes financeiras para fins externos que s?úo apresentados de maneira apropriada e em conformidade com os princ?¡pios cont?íbeis nacionaisÔÇØ.

Exemplos de divulga?º?úo n?úo-financeira podem incluir itens como assinatura de um contrato significativo, melhorias em rela?º?úo ?á propriedade intelectual, mudan?ºas nas rela?º?Áes sindicais, encerramento de um relacionamento estrat?®gico, processos judiciais, ou divulga?º?Áes exigidas na se?º?úo Discuss?úo e An?ílise da Administra?º?úo dos Formul?írios 10-K, 10-Q e 20-F.

Se?º?Áes cr?¡ticas Grande parte da discuss?úo em torno da Lei Sarbanes-Oxley concentra-se nas Se?º?Áes 302 e 404, como tamb?®m o far?í este artigo.

A Se?º?úo 302 determina que Diretores Executivos e Diretores Financeiros devem declarar pessoalmente que s?úo respons?íveis pelos controles e procedimentos de divulga?º?úo. Cada arquivo trimestral deve conter a certifica?º?úo de que eles executaram a avalia?º?úo do desenho e da efic?ícia desses controles. Os executivos certificados tamb?®m devem declarar que divulgaram todas e quaisquer defici?¬ncias significativas de controles, insufici?¬ncias materiais e atos de fraude ao seu Comit?¬ de Auditoria. A SEC tamb?®m prop??s uma exig?¬ncia de certifica?º?úo mais abrangente que inclui os controles internos e os procedimentos para a emiss?úo de relat??rios financeiros, al?®m da exig?¬ncia relacionada com os controles e procedimentos de divulga?º?úo.

A Se?º?úo 404 determina uma avalia?º?úo anual dos controles e procedimentos internos para a emiss?úo de relat??rios financeiros. Al?®m disso, o auditor independente da companhia deve emitir um relat??rio distinto que ateste a asser?º?úo da administra?º?úo sobre a efic?ícia dos controles internos e dos procedimentos executados para a emiss?úo dos relat??rios financeiros.

Etapas para o desenvolvimento de um programa de controles internos Para o desenvolvimento de um programa de controles internos que direcione as medidas da Lei Sarbanes-Oxley, ?® recomend?ível que as seguintes etapas sejam seguidas:

Algumas companhias adotaram estrat?®gias que priorizam o cumprimento da Se?º?úo 302 em detrimento da Se?º?úo 404. O direcionamento individual dessas duas se?º?Áes da Lei constitui um processo ineficiente, o racioc?¡nio ?® muito simples: As determina?º?Áes de ambas as se?º?Áes podem ser direcionadas atrav?®s de uma ??nica metodologia.

Se?º?úo 302: certifica?º?úo trimestral e anual dos controles e procedimentos de divulga?º?úo

A Se?º?úo 302 imp?Áe novos n?¡veis de responsabilidade aos Diretores Executivos e Diretores Financeiros, que agora devem declarar pessoalmente que a divulga?º?úo dos controles e procedimentos foi implementada e avaliada. (A SEC tamb?®m apresentou uma exig?¬ncia de divulga?º?úo expandida que inclui controles e procedimentos internos para emiss?úo de relat??rios financeiros, al?®m da exig?¬ncia relacionada com os controles e procedimentos de divulga?º?úo.) As regras tamb?®m foram alteradas:

o Diretor Executivo deve agora reconhecer diretamente a responsabilidade pelos controles internos que antigamente era amplamente delegada ao Diretor Financeiro. Em cada arquivo trimestral ou anual, o Diretor Executivo e o Diretor Financeiro devem declarar que:

?À desenharam esses controles (ou supervisionaram seu desenho) para assegurar que as informa?º?Áes materiais cheguem ao seu conhecimento;

?À divulgaram ao seu Comit?¬ de Auditoria e aos seus auditores independentes todas as defici?¬ncias

?À significativas encontradas nos controles, as insufici?¬ncias materiais e os atos de fraude envolvendo funcion?írios da administra?º?úo ou outros funcion?írios que desempenham pap?®is significativos nos controles internos da companhia;

?À indicaram no arquivamento na SEC todas as altera?º?Áes significativas efetuadas nos controles.

O cumprimento de algumas determina?º?Áes da Se?º?úo 302 pode parecer relativamente simples. Por exemplo, reafirmar a cada trimestre que o Diretor Executivo e o Diretor Financeiro s?úo respons?íveis pelos controles e procedimentos de divulga?º?úo tornar-se-?í uma tarefa habitual. Contudo, a reda?º?úo simples de outras medidas n?úo corresponde ao n?¡vel de esfor?ºo que pode ser exigido para o seu cumprimento, considerando, por exemplo, a exig?¬ncia de que os controles e procedimentos de divulga?º?úo sejam avaliados todo trimestre. Para uma organiza?º?úo din?ómica que esteja criando novos produtos e servi?ºos, concluindo fus?Áes e aquisi?º?Áes, formando alian?ºas e reorganizando divis?Áes e departamentos, a simples log?¡stica de desenvolver, monitorar e avaliar esses controles pode rapidamente tornar-se desanimadora.

Se?º?úo 404: avalia?º?úo anual dos controles e procedimentos internos para a emiss?úo de relat??rios financeiros

A Se?º?úo 404 determina uma avalia?º?úo anual dos controles e procedimentos internos para a emiss?úo de relat??rios financeiros. Como a Se?º?úo 302, ela exige que os Diretores Executivos e os Diretores Financeiros avaliem e atestem periodicamente a efic?ícia desses controles.

A Se?º?úo 404 obriga as companhias a incluir em seus relat??rios anuais um relat??rio sobre controles internos emitido pela administra?º?úo que:

?À afirme sua responsabilidade pelo estabelecimento e pela manuten?º?úo de controles e procedimentos internos para a emiss?úo de relat??rios financeiros;

?À avalie e atinja conclus?Áes acerca da efic?ícia dos controles e procedimentos internos para a emiss?úo de relat??rios financeiros;

?À declare que o auditor independente da companhia atestou e reportou a avalia?º?úo feita pela administra?º?úo sobre seus controles e procedimentos internos para a emiss?úo de relat??rios financeiros.

Segundo as regras propostas pela SEC, a administra?º?úo tamb?®m dever?í certificar a efic?ícia de seus controles e procedimentos internos para a emiss?úo de relat??rios financeiros em uma base trimestral.

Al?®m disso, a Lei Sarbanes-Oxley exige que um auditor independente da companhia preencha um relat??rio individual que ateste a avalia?º?úo da administra?º?úo sobre a efic?ícia dos controles e procedimentos internos para a emiss?úo de relat??rios financeiros.

J?í que o Diretor Executivo e o Diretor Financeiro de sua companhia devem fazer declara?º?Áes p??blicas em rela?º?úo ?á efic?ícia dos controles internos, ?® preciso manter suporte e documenta?º?úo substanciais relacionados com a estrutura de controles internos e tamb?®m com a sua avalia?º?úo. Al?®m disso, como o auditor independente vai atestar a avalia?º?úo dos controles ?® necess?írio apresentar toda documenta?º?úo ao auditor.

Vale lembrar que o ÔÇ£parecer sem ressalvasÔÇØ na ??ltima auditoria das demonstra?º?Áes financeiras n?úo ?® um atestado para a efic?ícia dos controles internos.

Quando os auditores independentes emitem opini?úo acerca das demonstra?º?Áes financeiras, n?úo est?úo validando a estrutura de controles internos.

Portanto, os procedimentos de testes que executam n?úo s?úo desenhados para atender ?ás exig?¬ncias da certifica?º?úo.

do Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission ÔÇô COSO surgir?úo como a estrutura mais utilizada com maior freq???¬ncia pelos registrantes.

A avalia?º?úo fornecida aos auditores independentes deve ser substantiva, bem documentada e abrangente.

Um checklist resumido inclui: ?À descri?º?úo do processo adotado pela administra?º?úo para identificar, classificar e avaliar riscos que possam impedir que a companhia alcance seus objetivos de emiss?úo de relat??rios financeiros;

?À descri?º?úo completa dos objetivos de controle criados pela administra?º?úo para direcionar os riscos identificados e as respectivas atividades de controle;

?À descri?º?úo dos sistemas de inform?ítica e procedimentos de comunica?º?úo adotados para fornecer suporte ao t??pico anterior;

?À resultados e documenta?º?úo-suporte da avalia?º?úo mais recente feita pela administra?º?úo sobre a efic?ícia do desenho e das opera?º?Áes das atividades individuais de controle (observa?º?úo: talvez n?úo seja suficiente a mera confian?ºa nas declara?º?Áes de subordinados);

?À rela?º?úo de todas as defici?¬ncias encontradas no desenho e na implementa?º?úo das atividades de controle, bem como os procedimentos propostos para sua corre?º?úo;

?À descri?º?úo do processo adotado para comunicar defici?¬ncias significativas e insufici?¬ncias materiais aos auditores independentes e ao Comit?¬ de Auditoria;

?À descri?º?úo dos procedimentos de monitoramento executados para assegurar que a estrutura de controles internos est?í operando conforme planejado e que os resultados dos procedimentos de monitoramento s?úo revisados e executados;

?À descri?º?úo do processo de cria?º?úo da divulga?º?úo e das atividades de controle relacionadas.

302 + 404 = 1 Agora, com uma compreens?úo mais abrangente das Se?º?Áes 302 e 404, torna-se clara uma estrat?®gia eficaz: as determina?º?Áes de ambas as se?º?Áes podem ser direcionadas atrav?®s de uma ??nica metodologia.

Um programa de controles internos que focaliza simultaneamente a divulga?º?úo e a emiss?úo de relat??rios financeiros pode atender ?ás exig?¬ncias trimestrais da Se?º?úo 302 e as exig?¬ncias anuais da Se?º?úo 404, bem como suprir as necessidades dos auditores independentes para executar seus procedimentos de certifica?º?úo.

(A reivindica?º?úo para um alinhamento mais pr??ximo das exig?¬ncias das duas se?º?Áes da Lei Sarbanes-Oxley tem sido un?ónime entre a comunidade empresarial, e a maioria dos observadores espera que a SEC continue caminhando nessa dire?º?úo.)

Essa nova ?¬nfase nos controles internos e no cumprimento das regras deve ser disseminada por toda a organiza?º?úo. Companhias de menor porte, que muito provavelmente n?úo possuem uma infra-estrutura forte e um staff grande, podem julgar essa adapta?º?úo especialmente dif?¡cil. Companhias de todos os portes ser?úo obrigadas a destinar recursos significativos a esse trabalho ÔÇô tempo, dinheiro e pessoal.

acerca dos controles internos; despesas com a nova tecnologia para suportar o programa de controles internos; e honor?írios pagos aos auditores independentes para executar os testes dos controles que visam atestar sua asser?º?úo quanto ?á efic?ícia de seus controles internos. Custos indiretos podem incluir o remanejamento de pessoal e o realinhamento de outros recursos na organiza?º?úo para criar e manter uma melhor estrutura de controles internos.

Ponto de Aten?º?úo Se?º?úo 906: responsabilidade corporativa pelos relat??rios financeiros

Outra medida da Lei Sarbanes-Oxley, amplamente divulgada ÔÇô a Se?º?úo 906 ÔÇô, entrou em vigor em agosto de 2002. Essa se?º?úo exige que Diretores Executivos e Diretores Financeiros assinem e certifiquem o relat??rio peri??dico contendo as demonstra?º?Áes financeiras. A certifica?º?úo executiva declara que o relat??rio cumpre as exig?¬ncias de emiss?úo de relat??rios determinadas pela SEC e que representam adequadamente a condi?º?úo financeira da companhia, bem como os resultados de suas opera?º?Áes. O descumprimento dessa exig?¬ncia tem um alto pre?ºo: multas de at?® US$5 milh?Áes e at?® 20 anos de pris?úo podem ser as penas impostas para o descumprimento intencional. Esta ?® uma medida que sustenta a ÔÇ£engrenagemÔÇØ do Lei.

2 Comprometer-se e organizar-se A compreens?úo de como a Lei Sarbanes-Oxley se aplica ?ás companhias ÔÇô de acordo com as caracter?¡sticas de neg??cio ÔÇô ser?í ??til para o desenvolvimento do programa de controles internos. Muitos fatores dever?úo ser considerados. Por exemplo, companhias de maior porte encontrar?úo desafios diferentes das de menor porte.

aos funcion?írios; e o Comit?¬ Diretor de Trabalho, que supervisiona e coordena as atividades relativas ?á Lei Sarbanes-Oxley em toda a organiza?º?úo.

3 Selecionar uma apropriada estrutura de controles internos Para atingir os objetivos previstos pela Lei Sarbanes-Oxley, muitas companhias constroem a estrutura de controles internos segundo as recomenda?º?Áes do Commitee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission ÔÇô COSO. Embora existam outras estruturas de controles internos, espera-se que a do COSO se torne o modelo dominante, e sua ado?º?úo ?® recomend?ível.

A estrutura recomendada pelo COSO desmembra os controles internos em cinco componentes interrelacionados: o Ambiente de Controle ÔÇô o alicerce de todos os outros elementos dos controles internos, que inclui os valores ?®ticos e a compet?¬ncia dos funcion?írios da companhia; a Avalia?º?úo de Riscos ÔÇô a identifica?º?úo e a an?ílise de riscos pertinentes que podem impedir o alcance dos objetivos do neg??cio; as Atividades de Controle ÔÇô tarefas espec?¡ficas para atenuar cada um dos riscos identificados anteriormente; a Informa?º?úo e Comunica?º?úo ÔÇô vias de informa?º?úo que partem da administra?º?úo para os funcion?írios e vice-versa; e o Monitoramento ÔÇô a avalia?º?úo e a aprecia?º?úo dos controles internos.

V?írias estruturas para a avalia?º?úo dos controles internos est?úo dispon?¡veis. Entre as mais proeminentes, encontramos:

1. COSO ÔÇô Estrutura Integrada de Controles Internos: Desenvolvida pelo Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission e patrocinada pela AICPA, FEI e IIA entre outros, o COSO ?® a estrutura dominante nos Estados Unidos. As diretrizes foram publicadas em 1991, com revis?Áes antecipadas e atualiza?º?Áes posteriores. Acreditamos que esta ser?í a estrutura escolhida pela grande maioria das companhias de capital aberto sediada nos EUA.

Canadian Institute of Chartered Accountants, o CoCo concentra-se nos valores comportamentais como a base fundamental para os controles internos de uma companhia, e n?úo na estrutura e nos procedimentos de controle.

3. Turnbull Report ÔÇô Controles Internos: Diretrizes para Diretores sobre o C??digo Combinado: Desenvolvido pelo Committee on Corporate Governance of the Institute of Chartered Accountants in England & Wales, em parceria com a London Stock Exchange, o guia foi publicado em 1999. O Turnbull exige que as companhias identifiquem, avaliem e administrem seus riscos significativos e avaliem a efic?ícia do sistema de controles internos relacionado.

4. ACC ÔÇô Australian Criteria of Control: Emitido em 1998 pelo Institute of Internal Auditors ÔÇô Austr?ília, o ACC enfatiza a compet?¬ncia da administra?º?úo e dos funcion?írios para desenvolver e operar a estrutura de controles internos. Trata-se de um controle independente, que inclui atributos como atitudes, comportamentos e compet?¬ncia, e ?® promovido como o enfoque mais compensador em termos de custo para os controles internos.

5. King Report ÔÇô Expedido pelo King Committee on Corporate Governance em 1994, promove padr?Áes gerais para governan?ºa corporativa na ?üfrica do Sul.

4 Conferir poderes ao Comit?¬ de Divulga?º?úo A forma?º?úo de um Comit?¬ de Divulga?º?úo representa um dos mais importantes controles que uma companhia pode implementar. O Comit?¬ de Divulga?º?úo executa in??meras fun?º?Áes, incluindo a revis?úo dos registros da SEC, a recomenda?º?úo de par?ómetros para a divulga?º?úo, a supervis?úo dos processos de divulga?º?úo e a revis?úo das defici?¬ncias dos controles e das insufici?¬ncias materiais com o Diretor Executivo e com o Diretor Financeiro.

COMIT?èS DE CRUCIAL IMPORT?éNCIA Iniciar ou aprimorar um programa de controles internos pode exigir uma distribui?º?úo (ou redistribui?º?úo) de pessoal. ?ë recomend?ível a cria?º?úo de v?írios novos comit?¬s para auxiliar no processo.

Comit?¬ Diretor de Trabalho. Um grupo de n?¡vel geral, que supervisiona e coordena todas as atividades de controles internos. Em companhias pequenas, esse comit?¬ pode consistir apenas do Diretor Executivo e do Diretor Financeiro. Organiza?º?Áes de maior porte podem ter proporcionalmente um n??mero maior de integrantes.

Comit?¬ de Divulga?º?úo. A SEC aconselha todas as companhias de capital aberto a criar um Comit?¬ de Divulga?º?úo para assegurar que os registros da companhia sejam claros, precisos, pontuais e completos. O comit?¬ estipula par?ómetros para a divulga?º?úo e verifica a pertin?¬ncia das divulga?º?Áes em todas as informa?º?Áes difundidas publicamente.

Equipe de Gerenciamento do Programa de Controles Internos. Respons?ível por uma grande parte do trabalho dos controles internos. As atividades da equipe incluem avalia?º?úo, desenvolvimento, implementa?º?úo e corre?º?úo dos controles internos.

5 Estabelecer um programa de controles internos Para esta etapa de trabalho intensivo, s?úo necess?írias v?írias a?º?Áes: Planejar o programa ÔÇô para estabelecer o programa de controles internos ou fortalecer um programa j?í existente, ?® recomend?ível a forma?º?úo de uma Equipe de Gerenciamento do Programa de Controles Internos. Empresas de menor porte podem remanejar o staff existente, com base em meio expediente.

cultural pode auxiliar a compreender e a documentar o ambiente de controle j?í existente nas companhias. Definir o escopo ÔÇô o objetivo do processo de defini?º?úo do escopo ?® identificar os riscos na emiss?úo de relat??rios financeiros e na divulga?º?úo. Ele tamb?®m permitir?í que os esfor?ºos sejam priorizados e focalizados.

Construir um reposit??rio de controles ÔÇô o arquivo de controles serve como um dep??sito para todas as informa?º?Áes e atividades relacionadas com os controles internos, contendo a documenta?º?úo relativa aos objetivos de controle, ao desenho e ?á implementa?º?úo, bem como os m?®todos utilizados para testar a efic?ícia operacional dessas atividades. Executar testes iniciais e cont?¡nuos ÔÇô a efic?ícia operacional das atividades de controle deve ser avaliada por v?írias partes, incluindo as pessoas respons?íveis pelos controles e a Equipe de Gerenciamento do Programa de Controles Internos.

Monitorar ÔÇô a fun?º?úo de auditoria interna deve monitorar a efic?ícia de todo o programa de controles internos e da infra-estrutura. (Companhias que n?úo tenham uma fun?º?úo de auditoria interna podem considerar a utiliza?º?úo da Equipe de Gerenciamento do Programa de Controles Internos para executar essas atividades.)

Disponibilizar tecnologias para atingir resultados Existem in??meras ferramentas que podem auxiliar no desenvolvimento de um programa de controles internos. Programas de bancos de dados e ferramentas patenteadas podem ser utilizados para documentar objetivos, processos e atividades de controle. Tamb?®m podem ajudar a identificar falhas e rastrear a?º?Áes para corrigir defici?¬ncias e ainda fornecer suporte para as atividades de auto-avalia?º?úo e monitoramento.

Com base no exposto acima, constatamos que a execu?º?úo de auditoria independente nas empresas, em suas quatro etapas (planejamento, an?ílise dos controles internos, testes substantivos e emiss?úo do parecer) ?® fundamental para se assegurar a clareza, objetividade e credibilidade das demonstra?º?Áes cont?íbeis.

O trabalho foi desenvolvido de forma a diferenciar auditoria interna de auditoria externa (ou independente), demonstrar os princ?¡pios e normas cont?íbeis que devem ser seguidos, assim como quest?Áes ?®ticas, forma?º?úo pessoal e profissional, fraudes e erros.

Foi demonstrada a forma como os trabalhos de auditoria se iniciam, quais os procedimentos efetuados em cada fase, import?óncia dos testes efetuados e quesitos analisados para se definir o tipo de parecer a ser emitido: sem ressalva, com ressalva, com absten?º?úo de opini?úo ou adverso.

Onde ?® poss?¡vel tra?ºar paralelos entre o efeito produzido nas companhias de capital aberto pela Lei Sarbanes-Oxley de 2002 e o impacto do Federal Deposit Insurance Corporation Improvement Act ÔÇô FDICIA de 1991 sobre o setor financeiro. Ambos os estatutos introduziram regulamenta?º?Áes para corrigir falhas observadas no mercado e cada um deles decretou novas exig?¬ncias significativas para a emiss?úo de relat??rios. As companhias de capital aberto podem aprender v?írias li?º?Áes a partir do exemplo do FDICIA.

1. Aceitar que o ambiente sofreu profundas mudan?ºas. As companhias devem reconhecer que est?úo operando em um novo ambiente ÔÇô que demanda mais esfor?ºos e responsabilidades.

2. Promover a compreens?úo dos controles internos dentro da organiza?º?úo. ?ë poss?¡vel que as companhias sejam tentadas a mostrar cumprimento superficial das regras impostas pela Lei Sarbanes-Oxley. Contudo, a ado?º?úo desse tipo de enfoque pode gerar um efeito adverso se os controles falharem porque a forma sobrepujou o conte??do.

seu modelo operacional. Bons controles internos n?úo representam uma despesa ??nica; ao contr?írio, alteram fundamentalmente o custo operacional. Eventos recentes situaram-nos em um per?¡odo ?¡mpar da hist??ria empresarial americana. A demanda pela responsabilidade corporativa nunca foi t?úo grande. A necessidade de vincular a governan?ºa corporativa ?¡ntegra ?ás atividades de controle eficazes nunca foi mais clara. E, em termos de recupera?º?úo da confian?ºa p??blica nos mercados financeiros, nunca houve tanto em risco. Companhias e executivos que t?¬m o pensamento inovador v?úo aproveitar essa oportunidade.

Por fim, verificamos at?® que ponto a obrigatoriedade da auditoria independente das demonstra?º?Áes financeiras pode influenciar na estrutura organizacional da empresa.

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