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zoologia geral

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA DISCIPLINA DE ZOOLOGIA GERAL CURSO DE ENGENHARIA FLORESTAL ELABORAÇÃO: PROF. PAULO HARTMANN MINISTRANTE: PROF. SÉRGIO DIAS DA SILVA

Podemos definir Zoologia como "um ramo da Biologia que engloba todos os aspectos da biologia animal, inclusive relações entre animais e ambiente". Com esta definição, tão ampla, estudamos não apenas morfologia, sistemática e ecologia, mas também o funcionamento dos animais, constituintes químicos dos tecidos, formação e desenvolvimento, propriedades e funções celulares. A zoologia experimental, por exemplo, inclui as subdivisões relativas às alterações experimentais dos padrões dos animais como genética, morfologia experimental e embriologia. Os vários campos de investigação com animais possuem uma inter-relação de outras disciplinas com a zoologia clássica. Na medida em que a especialização aumenta, ramos de estudo tornam-se mais e mais restritos: celenterologia - estudo dos cnidários; entomologia - estudo dos insetos, que se subdivide em sistemática e entomologia econômica; mastozoologia - estudo dos mamíferos, herpetologia ? estudo dos anfíbios e répteis, e assim por diante.

Diversidade da vida animal Aproximadamente 2.000.000 de espécies são conhecidas englobando os vários grupos de animais, mas especialistas estimam que em certos grupos, conhece-se apenas uma pequena fração de espécies atuais existentes, notadamente de nematódeos, insetos e certos quelicerados, particularmente os ácaros. Em alguns levantamentos intensivos de fauna em matas tropicais, foi estimado que a diversidade de artrópodes em uma única área pode ser de algumas centenas de Alguns cálculos indicam que a diversidade atual representa apenas cerca de 1% da diversidade produzida na história biológica, com milhões de espécies extintas ao longo de alguns bilhões de anos de evolução biológica. Isto eleva o número de espécies existentes das atuais quase A compreensão da diversidade animal passa pelo entendimento do que é biodiversidade. Um termo, cujo sinônimo mais freqüente é "variedade da vida", que inclui a variedade de estruturas e funções nos níveis genético, de espécie, de população, de comunidade e de ecossistema, uma definição tão ampla quanto a própria Biologia. Existem várias tentativas para revelar as principais características da biodiversidade, enquanto conceito, e surgem então as três divisões mais citadas na atualidade: diversidade genética, diversidade taxonômica ou de espécies e diversidade de O estudo da biodiversidade equivale, portanto, ao estudo da história da vida que começou a aproximadamente 4,5 bilhões de anos. Para um melhor entendimento da vida animal, nós precisamos remontar a cerca de 650 milhões de anos, período do surgimento da pluricelularidade. Já os grandes planos de organização dos metazoários foram definitivamente estabelecidos há 430 milhões de anos. A Terra é inicialmente conquistada pelos vegetais, depois pelos invertebrados e finalmente pelos vertebrados. A conquista do ar é realizada pelos insetos há 350 milhões de anos e pelas aves há 130 ma. Dos animais mais primitivos aos milhões de espécies atuais existem muitas Assim, nos inventários da biodiversidade deve-se buscar padrões que se repetem, entender os processos que geraram diversas espécies e adaptações através a história evolutiva. Neste contexto a reconstrução das filogenias é fundamental para que possamos detectar origens da multicelularidade e muitos outros aspectos que distinguem a biodiversidade nos tempos atuais.

Diversidade intraespecífica e diversidade interespecífica A diversidade animal revela-se também em aspectos como dimorfismo sexual, diferenças no desenvolvimento e diferenças individuais, os quais ocorrem dentro de uma mesma espécie, enquanto variações em tamanho, morfologia, fisiologia, simetria, habitats colonizados, etc., são maiores entre espécies.

Diversidade intraespecífica: Dimorfismo sexual - as diferenças entre os genitores podem ser claras, como em certos besouros, certas aves e alguns peixes ou não tão claras, ao menos externamente nos quais é difícil distinguir o macho da fêmea, a exemplo do que ocorre nos ouriços do mar. Diferenças no desenvolvimento - uma forma jovem pode ser completamente diferente da adulta, como por exemplo girino e sapo, lagarta e borboleta, estádios larvais de muitos animais Diferenças individuais - devido ao patrimônio genético de cada indivíduo são encontradas diferenças em tamanho, cor, forma, comportamento, particularidades exploradas pelo homem no desenvolvimento de variedades de animais domesticados.

de animais devido ao hábito de fixar-se ao substrato, geralmente pela superfície ventral, ou ainda Hábitats - a diversidade animal também é expressa na variedade de hábitats que os animais ocupam; geralmente acredita-se que os animais tenham se originado nos oceanos arqueozóicos, bem antes do primeiro registro fóssil. Todo filo importante de animais tem pelo menos alguns representantes marinhos e do ambiente marinho ancestral grupos diferentes invadiram a água doce, enquanto outros moveram-se para a terra. Cada hábitat diferente - floresta, oceano, deserto, lago, contém sua diversidade animal característica.

Um estudo detalhado revela que todo organismo enfrenta as mesmas necessidades fundamentais de sobrevivência e os mesmos problemas de alimentação para obter energia, ocupação de espaço vital e produção de novas gerações. Na solução destes problemas os organismos se diferenciaram em inúmeras formas, adaptadas à vida de ambientes particulares. A distribuição dos animais é limitada pela existência de ambientes adequados à sua vida e estando o ambiente sujeito às alterações naturais ou artificiais eles buscam novos locais para habitarem. A disponibilidade de alimento é fator muito importante na distribuição dos animais, assim como temperatura, água, competidores naturais, predadores, entre outros.

Ambientes marinhos, estuários e manguezais: Comparando com a água doce e a terra, o ambiente marinho é relativamente uniforme, o oxigênio geralmente é disponível e a salinidade do mar aberto é relativamente constante. A maioria dos animais que vivem no oceano é esteno-hialina, isto é, não suportam variações As estratégias de sobrevivência são variadas e inúmeras as adaptações dos organismos marinhos, particularmente daqueles que vivem na fronteira entre terra e água e os animais das regiões batipelágicas, onde impera a escuridão. Os animais que habitam permanentemente esta zona são carnívoros ou consumidores de detritos e os que vivem na zona do entremarés suportam longos Os ambientes estuarinos incluem fozes de rios, deltas circundantes, pântanos costeiros, pequenas enseadas e são geralmente afetados por marés, de onde se origina a palavra estuário (do latim aestus=maré). Já os manguezais são ambientes estuarinos especiais, caracterizados por apresentarem densa vegetação de plantas que vivem em condições salinas, deniminadas mangues. A salinidade flutuante em muitos estuários restringe a fauna estuarina, característica destes ambientes, e apenas invasores marinhos eurihalinos e poucas espécies de água doce podem tolerar essa condição.

Ambientes dulciaqüícolas ou límnicos: Como os ambientes marinhos, os ambiente dulciaqüícolas, particularmente lagos e rios, também apresentam um zoneamento horizontal e vertical, mas seus menores tamanhos, suas profundidades relativamente mais rasas e o conteúdo de água doce os tornam ecologicamente Ao contrário da água salgada que se torna progressivamente mais densa em temperaturas reduzidas, a água doce alcança a sua maior densidade a 4º C. Ocorre pouca circulação entre os níveis superior e inferior, de forma que a zona do fundo não é somente escura, mas também é relativamente estagnada por falta de oxigênio, sustentando uma fauna limitada. Os animais que habitam a água doce apresentam diversas adaptações, entre as quais destacamos a supressão do estádio larval, a qual é realizada de várias formas. É freqüente que fêmeas produzam grandes ovos de desenvolvimento direto que elas guardam até a eclosão. Em outros casos, os ovos são colocados em casulos, fixos em corpos estranhos ou são meio enterrados no sedimento.

A água pode congelar, ou desaparecer por evaporação, em conseqüência disto há uma série de adaptações que permitem a sobrevivência da fauna, a exemplo de gêmulas de esponjas, cisto Os diversos ambientes límnicos diferem entre si pela quantidade de água e pela movimentaçao (águas lênticas são paradas e águas lóticas são correntes). Entre as diversas facies dos ambientes límnicos - lagos, rios, fontes, açudes, poços, entre outros, há também miniaturas de aquários que se formam nas bromélias, plantas epífitas comuns em nossa região e abrigam uma fauna especial.

Ambientes terrestres: Os ambientes terrestres são extremamente variados e suas condições físicas muito menos estáveis do que nos ambientes aquáticos. Cada um deles é caracterizado por um conjunto de fatores ecológicos, como solo, clima, geomorfologia e também bióticos, que permitiu a colonização por flora e fauna particulares. Os principais tipos de ecossistemas dependem principalmente de fatores climáticos, como temperatura, luz e precipitação, além dos fatores edáficos, textura do solo, teor de nutrientes e capacidade de armazenar água, permitindo que haja uma variação periódica regular: O problema mais crítico para os animais terrestres é a perda de água pela evaporação. A solução para este problema tem sido um fator primário na evolução de muitas adaptações para a vida na terra. Para maiores informações consulte Ambientes Terrestres no site do Projeto Qualibio.

Ambientes biológicos: Os próprios seres vivos servem de meio para outros organismos, constituindo assim um tipo especial de ambiente, conhecido como meio biológico. Muitos organismos vivem no interior ou na superfície de outros em associações íntimas, conjuntamente chamadas de simbiose (sim=juntos; bio=vida). Para alguns simbiontes, a associação com o seu hospedeiro é imprescindível para sua sobrevivência (associação obrigatória), mas para outros a associação, apesar de melhorar a condição de vida, não é obrigatória (associação facultativa). (Madeira, 1998, site do Projeto Qualibio).

Nomenclatura Zoológica Quando falamos em nomenclatura, taxonomia, classificação e sistemática devemos saber que estes são conceitos, que, apesar de terem alguma relação entre si, se referem a matérias A sistemática é o estudo das relações de parentesco entre os organismos. Desta maneira quando comparamos espécies diferentes, por exemplo, e hipotetizamos uma filogenia, que representa as relações de parentesco entre estas espécies, estamos fazendo um estudo de sistemática. Podemos comparar tais espécies pelas suas características morfológicas, moleculares e etc. A taxonomia diz respeito às regras de nomenclatura, tais como: dar nomes às espécies, gêneros e famílias. As regras para formar coleções taxonômicas, para coletas em campo, rotulagem A classificação está no âmbito da taxonomia e se refere à prática de se agrupar os táxons em categorias hierárquicas como: filo, classe, ordem, família, gênero e espécie. A classificação ideal deve refletir a sistemática de determinado grupo, ou seja, deve representar as relações de parentesco daquele grupo. Por outro lado à classificação é, de certa maneira, independente da nomenclatura, já que, um autor, de acordo com certas regras, poderá alterar o nome de uma espécie ou gênero, quando ele achar necessário.

morfologista descreverá as características morfológicas, e, assim por diante. Sem um nome científico universal, ditado segundo regras aceitas por toda a comunidade científica, que caracteriza cada espécie estudada e catalogada, ficaria difícil a comunicação entre os diversos campos da biologia. Quem dita tais regras é o código de nomenclatura zoológica. Tal código é universal, ele rejeita nomes que possam causar confusão ou ambigüidade, o que garante a universalidade dos nomes científicos, fazendo com que estes sejam reconhecidos por cientistas de qualquer A importância prática da taxonomia, cujas regras de nomenclatura disciplinam a nomeação das várias categorias taxonômicas, pode ser vista, por exemplo, nos estudos sobre o controle de vetores de doenças que atingem humanos. Se a espécie a qual pertence o vetor estiver mal classificada, a ponto de englobar uma variedade de outras espécies do mesmo gênero, que não hospedam determinado vírus ou protozoário causador da doença, os esforços no combate à mesma podem malograr. Este foi o caso do combate ao mosquito transmissor da malária (Anopheles maculipennis). De 1895 até 1934 várias foram às tentativas para a erradicação do mosquito. A partir desta última data o problema começou a ser solucionado pelos entomólogos da época, que descobriram que Anopheles maculipennis, na verdade, formava um complexo de pelo menos sete espécies, das quais apenas algumas eram transmissoras da malária.

Desde Aristóteles a nomenclatura binomial já era praticada. Foi ele quem sistematizou esta maneira de classificar os organismos, em duas categorias. No entanto foi Linnaeus (1707-1778) quem começou a usar um sistema binomial de forma mais coerente e organizada. Assim cada espécie animal ou vegetal teria dois nomes: o primeiro, o gênero, deveria refletir as características mais genéricas ou coletivas; o segundo, a espécie, refletiria as características mais específicas, aquelas mais peculiares.O código de nomenclatura zoológica que vigora hoje foi publicado em 1964, e de acordo com o mesmo, existem regras para a formação dos nomes dos táxons do grupo da família, do grupo do gênero e do grupo da espécie.

precisamos escrever o nome do gênero, apenas a sua inicial, em maiúscula seguida de ponto, e, depois, o termo que caracteriza a espécie. Assim, no mesmo artigo, se o nome desta espécie fosse mencionado novamente ficaria: D. melanogaster Algumas vezes encontramos o nome científico de uma espécie escrito com três termos (nomes de táxons ditos trinomiais). Quando encontramos, por exemplo, Glenea (Paraglenea) tigrinata, significa uma espécie do gênero Glenea e do subgênero Paraglenea, termo que se escreve entre parênteses e com a primeira letra em maiúscula. O subgênero, como o nome diz, é uma categoria abaixo de gênero e acima de espécie. Seriam grupos de espécies de um mesmo gênero, mas que apresentam certas características que permitem agrupá-los numa categoria intermediária entre gênero e espécie, o subgênero. Assim um gênero pode ter vários subgêneros, e Se encontrarmos, por exemplo, Homo sapiens neanderthalensis interpretamos como uma subespécie da espécie Homo sapiens. O termo que caracteriza a subespécie vem em seguida ao termo da espécie. Neste exemplo é o termo neanderthalensis, também escrito em minúscula. A subespécie é uma categoria abaixo da espécie, definida por características ainda mais peculiares. Deste modo uma espécie pode ter várias subespécies. No exemplo dado a espécie H. sapiens apresenta duas subespécies: H. sapiens neanderthalensis (o homem de Neandertal) e H. sapiens sapiens (homem moderno).

Nome dos autores e data da publicação Muitas vezes encontramos um nome próprio, logo após ao nome da espécie, Tupinambis teguixim Linnaeus. Linnaeus é nome do autor que publicou o nome do táxon pela primeira vez. Seguido ao nome do autor podemos encontrar uma data, Tupinambis teguixim Linnaeus, 1758. Isto significa que o nome da espécie, T. teguixim foi publicada pela primeira vez por Linnaeus num trabalho datado de 1758. De acordo com o código a data deve vir em seguida ao nome do autor, separada deste por vírgula. Também podemos encontrar a seguinte situação: Trichomys apereoides (Lund, 1841). Neste caso, tanto o nome do autor como a data aparecem entre parênteses, separados por vírgula; o que significa que a espécie em questão foi primeiramente descrita num outro gênero que não o atual. No exemplo citado, T. apereoides foi primeiramente incluída no gênero Cercomys, pelo próprio Lund em 1841. Posteriormente, outro autor, no caso Peter, cujo nome não aparece, concluiu que todas as formas referidas ao gênero Cercomys deveriam constar como Trichomys. Nota-se daí que o nome próprio que vigora é sempre o do primeiro autor, e não o do autor que reconheceu aquele táxon como outro gênero.

Em trabalhos científicos, depois do nome da espécie, coloca-se o nome do autor que o descreveu seguido de vírgula e data; se houve modificação na descrição original de uma espécie, autor e ano aparecem entre parênteses.

Problema de existência nos animais Todos os animais devem resolver os mesmos problemas de existência: - procura de alimento e oxigênio, manutenção de equilíbrio hídrico e salino, remoção de detritos metabólicos e perpetuação da espécie. O ?design?de corpo necessário para responder a esses problemas está correlacionado em grande parte a quatro fatores: 1. O tipo de ambiente ? marinho, de água doce ou terrestre ? no qual o animal vive; 2. O tamanho do animal; 3. O modo de existência do animal; e 4. as restrições do genoma do animal. O número 4 refere-se às limitações impostas pelo ?design? ancestral controlado pela composição genética do animal. Por exemplo, ocorre uma diversidade incrível no ?design? do caramujo, mas o próprio ?design? impõe determinadas limitações nas possibilidades do mesmo; por exemplo, não há caramujos voadores.

PROTOCTISTA - Do grego protos , primeiro; Ktistos, estabelecer O reino protoctista compreende os microorganismos eucarióticos e seus descendentes imediatos: todas as algas, protozoários e outros organismos aquáticos ainda obscuros. Seus membros não são animais (que se desenvolvem de uma blástula), nem plantas (que se desenvolvem de um embrião), nem fungos (que se desenvolvem de esporos). Todos os protoctistas se desenvolveram por simbiose dentre pelo menos dois tipos diferentes de bactérias ? em alguns casos, dentre muito mais do que dois. À medida que os simbiontes se integraram, um novo nível de Ninguém sabe o número de espécies de protoctistas. Embora somente 40.000 foraminíferos extintos estejam documentados na literatura paleontológica, e mais de 10.000 protoctistas vivos estejam descritos na literatura biológica, alguns autores estimam que haja mais de 65.000 espécies sobreviventes, e outros, sugerem mais do que 250.000. Mofos-de-água e parasitas de plantas são descritos na literatura de fungos, de protozoários parasitas na literatura médica, de algas por botânicos e de protozoários de vida livre por zoólogos. Práticas contraditórias na descrição e denominação de espécies têm conduzido a confusões sobre este reino. De acordo com alguns livros, existem hoje 30 filos protoctistas, divididos entre mofos-de-água (conhecidos como fungos), protozoários e algumas algas. Em zoologia estudamos os Protozoários, sabendo que não são mais considerados como pertencentes ao reino animal.

OS PROTOZOÁRIOS (PROTOZOA) Especializações celulares Os protozoários são organismos eucarióticos unicelulares. Todos os organismos multicelulares, incluindo os animais multicelulares, evoluíram a partir de vários ancestrais de protozoários. Os protozoários permaneceram no nível de organização multicelular, mas evoluíram ao longo de numerosas linhas através da especialização de partes do citoplasma (organelas) ou das estruturas esqueléticas. As células dos protozoários são mais complexas que as células dos metazoários, pois as adaptações para a sobrevivência só podem ocorrer no nível de organização Costuma-se dizer que protozoários incluem organismos amebóides, flagelados, ciliados e produtores de esporos que são capazes de nutrição heterotrófica, tenham ou não cloroplastos. O nível de organização unicelular é a única característica pela qual os protozoários podem ser descritos como um todo; em muitos outros aspectos, eles exibem uma diversidade extrema. Os Protozoa exibem uma grande variedade de complexidade estrutural e adaptações para todos os tipos de condições ambientais. Cada espécie vive em determinado habitat úmido ? na água do mar ou no fundo do oceano; na água doce, salobra ou poluída, na terra, no solo ou matéria orgânica em decomposição.

Características Gerais Pequenos, geralmente unicelulares, alguns em colônias de poucos a muitos indivíduos Forma da célula geralmente constante, oval, alongada, esférica ou outras. Núcleo distinto, único ou múltiplo; outras partes estruturais como organelas; sem órgãos ou Locomoção por flagelos, cílios, pseudópodos ou movimentos da própria célula. Algumas espécies com envoltórios protetores ou teças; muitas espécies produzem cistos ou esporos resistentes para sobreviver a condições desfavoráveis e para dispersão. Nutrição variada: (a) holozóica, subsistindo de outros organismos (bactérias, fermentos, algas, vários protozoários etc); (b) saprofítica, vivendo de susbstâncias dissolvidas nos seus arredores; (c) saprozóica, subsistindo de matéria animal morta; (d) holofítica ou autotrófica, produzindo alimento pela fotossíntese como as plantas. Alguns combinam dois métodos. Reprodução assexual por divisão binária, divisão múltipla ou brotamento; alguns com reprodução sexual pela fusão de gametas ou por conjugação.

Protozoários Amebóides (antiga Classe Sarcodina). Hoje podem ser incluídas no Filo Rhizopoda.

A amoeba comum (Amoeba proteus), de água doce limpa, que contenha vegetação verde, serve para uma introdução aos Protozoa. A ameba parece ser a forma de vida mais simples do Reino Protoctista, uma célula independente com núcleo e citoplasma, mas com poucas organelas. A despeito de sua aparente simplicidade ela pode mover-se, capturar, digerir e assimilar alimento complexo, eliminar resíduos não digeridos, respirar, produzir secreções e excreções, responder a mudanças (estímulos) de vários tipos, tanto no ambiente interno como do externo, crescer e Estrutura. A ameba viva é uma massa de protoplasma claro, incolor, gelatinoso, flexível que passa por várias mudanças de forma. Consiste de (1) uma membrana celular externa ou plasmalena, elástica e muito fina e abaixo desta (2) uma zona estreita de ectoplasma claro, não granular, circundando (3) a massa principal do corpo de endoplasma granular. Este consiste de (a) um plasmagel externo, mais duro e (b) um plasmassol interno, no qual movimentos de correnteza (ciclose) são visíveis. Dentro do endoplasma há (4) um núcleo disciforme, não facilmente visível no animal vivo; (5) um vacúolo contrátil esférico, preenchido de líquido, o qual periodicamente se move para a superfície, contrai-se, descarrega seu conteúdo na água circundante e então se refaz; (6) um ou mais vacúolos digestivos de vários tamanhos, contendo pequenas porções de alimento em digestão; e (7) vários outros vacúolos, cristais, glóbulos de óleo e outras inclusões celulares. As funções destas partes são as seguintes: (1) a membrana celular retém o protoplasma dentro da célula, mas permite a passagem de água, oxigênio e dióxido de carbono; (2) o ectoplasma contém as outras estruturas e serve para a locomoção; (4) o núcleo controla os processos vitais do organismo; (5) o vacúolo contrátil regula o conteúdo de água; (6) os vacúolos digestivos contêm alimento em digestão; e (7) as outras inclusões celulares são reservas alimentares ou outros materiais essenciais ao metabolismo. Se a ameba for cortada em duas, a membrana celular logo circunda cada pedaço e impede a perda de protoplasma. A parte sem núcleo pode ainda se mover e ingerir alimento, mas é incapaz de digeri-lo ou assimilá-lo e logo morre, enquanto que a parte com o núcleo continuará a crescer e reproduzir-se. Um núcleo isolado, contudo, não pode sobreviver. Assim o núcleo e o citoplasma são interdependentes.

A doença de Chagas ou tripanossomíase é uma infecção generalizada, de natureza endêmica e evolução essencialmente crônica, causada por um protozoário flagelado ? o Trypanosoma cruzi (Chagas, 1909), transmitida ao homem e a outros animais habitualmente através de triatomíneos. Possui ampla distribuição geográfica por todo o continente americano, desde o Sul dos Estados Unidos até a Argentina. Fora das Américas nenhum caso de infecção humana pelo T. cruzi foi identificado. Devido a sua grande difusão e pela gravidade das manifestações que pode acarretar, por não ter tratamento específico definido, e ainda, pela complexidade de sua profilaxia, a doença de Chagas representa grave e alarmante problema sanitário. Ocupa lugar primordial entre as endemias rurais, ponderadas sua prevalência e sua patogenicidade, inutilizando muitas vidas em idade produtiva. Embora eminentemente rural, representa problema também para centros urbanos, dada a corrente migratória de rurícolas em busca de melhores condições de vida; haja vista a prevalência das infecções pelo T. cruzi em candidatos à doação de sangue, às vezes bastante elevada em várias cidades, com a conseqüente possibilidade de transmissão da doença por transfusão. O transmissor é um inseto da ordem Hemiptera, família Reduviidae, subfamília Triatominae. Já foram descritas cerca de 100 espécies de triatomíneos silvestres e domiciliares (América do Sul: Triatoma infestans, Rhodnius prolixus, Panstrongylus megistus ? América Central: Triatoma protacta, Triatoma pallidipennis, Triatoma phyllosoma ? Cosmopolita: Triatoma rubrofasciata) encontrado em todos os países do continente americano, desde o sul dos Estados Unidos até o sul da Argentina; fora das Américas foram assinaladas cerca de 10 espécies, porém nenhum triatomíneo naturalmente infectado. Vulgarmente são chamados de barbeiro (pelo hábito de sugarem o indivíduo no rosto, que é a parte mais comumente descoberta durante o sono), chupança, chupão, fincão, bicudo e procotó no Brasil; vinchuca e chinche nos países de língua espanhola; e Kissing bug e cone nosed O inseto adquire os tripanossomos ao sugar o sangue de pessoas ou de animais silvestres contaminados, entre os quais se destaca o tatu, em cujas tocas o mosquito costuma se abrigar. Ao picar uma pessoa, geralmente no rosto (por isso o nome de barbeiro), o inseto defeca; se estiver contaminado, ele elimina tripanossomos junto com suas fezes. Ao coçar o local da picada, a própria pessoa se contamina com os protozoários, que penetram através do ferimento da picada, e pela corrente sanguínea atingem diversos órgãos e tecidos. O ciclo do T. cruzi nos triatomíneos é constituído de três fases, as quais sofrem modificações ao longo do tubo digestivo: estomacal (fase de regressão), intestinal ou duodenal (fase de multiplicação) e intestinal posterior ou retal (fase de evolução). No período inicial da infecção o parasita já foi encontrado em quase todos os órgãos e tecidos; entretanto a musculatura (cardíaca, lisa e estriada) é que constitui o tecido preferencial. A presença dos parasitas causam lesões que prejudicam o funcionamento do coração, o que leva à A profilaxia baseia-se principalmente no combate direto ao inseto transmissor, substituição ou melhora das habitações, educação sanitária, rejeição do sangue de doadores com sorologia positiva.

Tripanossomíase Africana ou Doença do sono Os tripanossomas agentes da doença humana são do grupo Salivaria, gênero Trypanosoma, subgênero Trypanosoon, atualmente designados Trypanosoma gambiense e T. rhodesiense (mais virulento para o homem), morfologicamente indistinguíveis um do outro e do Trypanosoma brucei, um dos agentes das tripanossomíases animais, sendo sugestivo que todos derivam de uma estirpe ancestral comum. Estes são polimórficos, exibindo 3 tipos morfológicos: curtos e grossos, longos e delgados, e intermédiários. A doença está confinada ao continente africano, sendo transmitida ao homem pela mosca Glossina palpalis, popularmente conhecida como tse-tsé. A pessoa contaminada por T. gambiensis apresenta febre, fraqueza e anemia, casadas por substâncias tóxicas liberadas pelos protozoários parasitas. No último estágio da doença os tripanossomos atingem o líquido raquidiano, que banha o sistema nervoso, e a pessoa contaminada começa a se tornar sonolenta, até que perde a consciência e morre.

Nos últimos 50 anos a terapêutica da tripanossomíase humana africana, embora não consiga resolver integralmente todos os casos, teve um progresso substancial que permite obter uma maior capacidade funcional dos doentes a uma sensível redução da mortalidade.

Leishmaniose Visceral (Calazar) É uma protozoose (Leishmania donovani) largamente espalhada pela regiões tropicais e subtropicais do globo terrestre. Caracteriza-se clinicamente por febre irregular de longa duração, emagrecimento, queda dos pêlos, anemia. Epidemiologicamente, caracteriza-se por ser uma zoonose de canídeos e roedores, transmitindo-se ao homem por intermédio de flebótomos. Geralmente tem cura, se tratada. Se não, evolui para o óbito dentro de 1 a 2 anos. Na índia é conhecida como kala-azar (febre negra) ou febre Dum-Dum. No mediterrâneo intitula-se leishmaniose visceral ou leishmaniose infantil. No Brasil chamam-se leishmaniose visceral ou O agente etiológico é um protozoário da família Trypanosomatidae, a Leishmania donavani (Laveran e Mesnil, 1903). É uma das diversas espécies do gênero Leishmania. As demais espécies (L. brasiliensis, L mexicana, L. tropica) são agentes etiológicos da leishmaniose tegumentar americana e do botão-do-oriente.

Leishmaniose Tegumentar Americana (Leishmaniose Cutâneo-Mucosa) A leishmaniose tegumentar americana ou cutâneo-mucosa, ou úlcera de Bauru é uma moléstia infecciosa crônica, não-contagiosa, caracterizada pelo comprometimento cutâneo constante, mucoso em grande proporção dos casos, e ganglionar mais raramente. É causada pela Leishmania brasiliensis (Gaspar Vianna, 1911) e por algumas outras espécies e subespécies, e transmitida por insetos da família Phlebotominae, o mosquito birigui ou mosquito-palha. No estado de São Paulo tem sido detectado casos isolados, autóctones, em regiões onde há muitos anos a O mosquito se contamina ao sugar o sangue de pessoas doentes. Ao picar uma pessoa sadia, o mosquito injeta sua secreção salivar anticoagulante e, com ela, as leishmânias. Pelo sangue, os protozoários atingem a pele e as mucosas, causando feridas e lesões graves.

Malária A malária ou impaludismo é uma doença infecciosa, não contagiosa, de evolução crônica, com manifestações episódicas de caráter agudo e períodos de latência que podem simular a cura. É a mais antiga, a mais distribuída, e a mais conhecida das doenças produzidas por parasitas animais. Seus agentes etiológicos são protozoários do gênero Plasmodium, que pertencem a quatro espécies: Plasmodium vivax, P. falciparum, P. malariaea e P. ovale. As infecções do homem e dos mamíferos são transmitidas por mosquitos do gênero Anopheles e as das aves, por culicíneos.

3. Trocar os panos que servem de cama ao animais; desinfete-os com água fervente. 4. Durante a gravidez, usar luvas plásticas ou pedir a outra pessoa que cuide do gato. 5. Cobrir os tanques de areia das crianças quando não estiverem em uso. 9. Lavar as mãos antes das refeições e antes de com elas tocar o rosto.

Amebíase A amebíase ou disenteria amebiana é causado pelo protozoário amebóide Entamoeba histolytica pertence a família Entamoebidae, cujos representantes se compõem quase só de parasitas. Embora o intestino do homem possa ser parasitado por diferentes espécies de amebas, a palavra amebíase é reservada apenas para designar o parasitismo por uma dessas espécies, a Entamoeba histolytica, única, de acordo com o consenso geral dos pesquisadores, capaz de desenvolver atividade patogênica. As demais amebas podem ser encontradas no intestino, a Entamoeba hartmanni, a Entamoeba coli, a Endolimax nana, a Entadamoeba bütschlii e a Dientamoeba fragilis, são destituídas de atividade patogênica. Seu conhecimento, porém, é muito importante, pela possibilidade de serem confundidas com a E. histolytica em exames de fezes. A maneira mais comum de as pessoas adquirirem amebíase é através da ingestão de água ou alimentos contaminados por cistos de E. histolytica. A entamoeba invade glândulas da parede intestinal, onde se alimentam de sangue e de células dos tecidos. Os locais invadidos formam abscessos que, que ao se romper, liberam sangue, muco e milhares de entamebas, muitas já encistadas. Os cistos são eliminados com as fezes e, se contaminarem água e alimentos (como verduras, por exemplo), poderão ser transmitidos a outras pessoas. A E. histolytica apresenta duas fases no seu ciclo evolutivo: 1. Fase trofozoítica ou vegetativa (vive no intestino grosso ou nas últimas porções do íleo, movimentando-se, fagocitando e digerindo seu alimento e multiplicando-se por divisão binária); 2. Fase cística (ela se imobiliza, deixa de fagocitar, rodeia-se de uma membrana resistente ? membrana cística ? e vive à custas de substâncias de reserva acumulada durante a fase anterior, sobretudo substâncias protéicas e hidrocarbonadas). As lesões produzidas pela E. histolytica localizam-se na mucosa e submucosa do intestino grosso. Os sintomas agudos da amebíase são dores abdominais, acompanhadas por fortes diarréias. Os abscessos intestinais têm cicatrização lenta, e mesmo depois de os sintomas melhorarem, a pessoa pode continuar a ser portadora, eliminando cistos que podem propagar a doença. São numerosos os medicamentos atualmente disponíveis para o tratamento da amebíase. A profilaxia da amebíase comporta medidas gerais e individuais. As gerais objetivam o saneamento do meio e incluem providências como a adequada remoção de dejetos humanos e fornecimento de água não- contaminada à população; uso de instalações sanitárias para remoção das fezes; proibição de fezes humanas como adubo; educação sanitária da população; inquéritos epidemiológicos para descoberta das fontes de infecção; tratamento dos indivíduos parasitados, doentes ou portadores sãos, mormente se forem manipuladores de alimentos. As medidas individuais são representadas pela filtração ou fervura da água usada na alimentação; lavagem dos vegetais com água não- contaminada ou água fervida; não ingestão de vegetais crus, procedentes de focos de infecção; proteção dos alimentos contra moscas e baratas; lavagem cuidadosa das mãos após a defecação e antes das refeições.

denominação Giardia intestinalis. Giardíase ou lamblíase é a infecção causada por Giardia lamblia, cujos sintomas se caracterizam por perturbações intestinais com a eliminação de fezes pastosas ou A disseminação da giardíase deve estar condicionada aos seguintes fatores epidemiológicos: 2. Alimentos vegetais comidos crus, tais como saladas, verduras e frutas, ou alimentos 4. Contato direto de pessoa a pessoa ou como conseqüência de fezes expostas. 5. Contato indireto, através de artrópodes domésticos (moscas, baratas). A baixa prevalência de sintomas atribuídos a este protozoário tem sido a causa pela qual muitos autores duvidam da sua patogenicidade. No entanto, a ação patogência da Giardia lamblia tem sido confirmada por outros pesquisadores, que obtiveram o desaparecimento de sintomas grastrointestinais após tratamento específico. Para que os sintomas observados possam ser realmente atribuídos a parasitose é preciso não só encontrar o parasito, mas também que o tratamento adequado faça desaparecer a sintomatologia ao mesmo tampo que erradique a parasitose. Assim, podemos resumir os seguintes itens relacionados com o quadro clínico de giardíase: 3. sintoma mais freqüente é uma diarréia crônica, persistindo por meses e refratária ao 4. As fezes são amolecidas e, de regra, expelidas sem dor ou cólica; geralmente são fezes sem sangue ou muco. Outras vezes existe constipação crônica. São também descritas distensão e A profilaxia da giardíase é de difícil execução, uma vez que depende não só do tratamento da matéria fecal e do lixo, mas também do combate aos insetos responsabilizados pela transmissão. Outro cuidado necessário, a fim de ser impedida a disseminação da parasitose, diz respeito à proteção da água potável e dos alimentos, evitando a contaminação dos mesmos com os cistos dos protozoários. Medida profilática importante é também a observação dos postulados da educação sanitária e da higiene pessoal.

Balantidíase Denomina-se balantidíase a infecção do homem e de animais pelo Balantidium coli (cosmopolita). A infecção humana quase sempre está ligada à atividade do indivíduo, no contato com porcos, criadores, trabalhadores em matadouros, açougueiros, etc., que tem maior possibilidade de ingerir os cistos do protozoário, em bebidas ou alimentos contaminados. O homem é muito resistente à infecção e o número de casos descritos na literatura alcança umas poucas centenas, se bem que o número de portadores assintomáticos pode atingir alguns milhares. No homem o Balantidium coli pode viver no intestino grosso sem causar dano algum, mas algumas vezes, o ciliado penetra pela mucosa, coloniza-se na submucosa que se mostra espessada. Ao exame microscópico dos tecidos é muito fácil identificar-se o parasita, não só pelo tamanho, mas também A sintomatologia é pouco significativa. Comumente, porém, existe diarréia, com 5 ou 6 evacuações diárias, dores abdominais, cefaléia,; este quadro clínico superpõe-se àquela da amebíase, devendo o clínico incluir sempre a balantidíase no diagnóstico diferencial com a Na profilaxia recomenda-se os mesmos processos em amebíases, pois são os mesmos mecanismos de transmissão, lembrando porém que os suínos, como hospedeiro natural, são as principais fontes de infecção da coletividade.

?Turbellaria? e os Neodermata) (então os platielmintos podem ser dividios em Arcóforos e Neóforos de acordo com suas estruturas reprodutivas). O germário é a porção do antigo ovário que continua a produzir ovócitos fertilizáveis, mas seu citoplasma carece de grânulos de vitelo. A vitelária por sua vez, representa a porção remanescente do antigo ovário, que não mais produz ovócitos fertilizáveis, mas células vitelínicas que representam óvulos abortivos contendo vitelo em seu citoplasma. Como conseqüência dessas modificações o sistema reprodutor feminino dos platielmintes neóforos apresenta um sistema complexo de ductos, cuja função é unir o zigoto e as células vitelínicas que contém o alimento para o seu desenvolvimento, envolvendo-os em uma Enquanto os grupos parasitos dos Platyhelminthes apresentam fases larvais bem definidas, muitos turbelários apresentam desenvolvimento direto. As larvas de Platyhelminthes têm denominações distintas, mas todas têm células ciliadas na sua superfície para locomoção. As larvas recebem a denominação ?larva de Muller? e larva de Goethe?em Turbelários; miracídio nos Trematoda Digenea; oncomiracídio nos Monogenoidea; e hexacanto, decacanto e coracídio, dentre outras, nos Cestoda.

?TURBELLARIA? Os turbelários são tradicionalmente conhecidos como os Platyhelminthes de vida livre, mas muitos são simbiontes de diversos outros grupos de animais, como equinodermos, crustáceos e peixes. As espécies de vida livre são principalmente carnívoras e locomovem-se pelo batimento Planárias apresentam o corpo com grande achatamento dorso ventral, simetria bilateral acentuada e cefalização conspícua. A cabeça é facilmente identificável pela presença dos olhos e das aurículas. Os olhos, em número de dois, são do tipo cálice pigmentar. As aurículas são projeções laterais na cabeça com função quimiorrecepetora e fornecem ao animal uma morfologia semelhante a uma flecha. O intestino é composto por três ramos principais, um anterior e dois posteriores. Os cecos intestinais, como são denominados esses ramos, são providos de divertículos, que facilitam o transporte de alimento a todas as células do corpo. O mesênquima envolve todos os órgãos internos desse animal, considerado como um tecido frouxo com grandes espaços intercelulares. A epiderme possui rabditos, estruturas cilíndricas associadas com a produção do muco para proteção do animal contra a dessecação e predadores. Em algumas espécies, os rabditos aparecem associados à liberação de substâncias tóxicas pelo turbelário. A planária apresenta ao mesmo tempo genital masculino e feminino sendo, portanto, monóica ou hermafrodita. Na parte posterior da superfície ventral do corpo há um átrio genital comum onde desembocam os genitais masculino e feminino. O átrio comunica-se com o meio O genital feminino é constituído por dois ovários, situados na parte anterior do corpo, que se prolongam por dois canais, os ovidutos, os quais se abrem no átrio. Os ovários produzem os óvulos, que, ao descerem pelos ovidutos, recebem material nutritivo produzido por glândulas vitelínicas O genital masculino é constituído por centenas de testículos localizados nas partes laterais do corpo. Estes se ligam a dutos deferentes de grande tamanho, que se estendem ao longo de cada lado do corpo do animal. Os dutos deferentes se unem para formar um pênis muscular situado no átrio genital. A fecundação é interna e cruzada. Duas planárias justapõem seus poros genitais, realizando copulação mútua, ou seja, o pênis de uma entra no poro genital da outra e vice-versa. A planária também pode reproduzir-se assexuadamente. Por um processo denominado fissão transversal ou fragmentação espontânea o animal divide-se transversalmente, na região anterior a faringe, formando duas metades desiguais. Estas se desenvolvem em novas planárias. A planária possui ainda grande poder de regeneração. Um animal cortado em três pedaços origina três animais completos.

TREMATODA Os trematódeos são todos parasitas. Seu corpo é revestido por uma cutícula, estando ausentes a epiderme e os cílios. A boca é anterior e o intestino bifurca-se em dois ramos. Apresentam ventosas para fixação, localizadas ao redor da boca e da superfície ventral do corpo. Praticamente todos os trematódeos apresentam alguma fase do seu ciclo vital envolvendo hospedeiros moluscos. São hermafroditas. São exemplos a Fasciola hepatica, parasita das vias biliares do carneiro e o Schistosoma mansoni, que causa a esquistossomose ou barriga d'água.

Esquistossomose O Schistosoma mansoni é um verme que possui sexos separados, ou dióico. O macho mede cerca de 12 mm de comprimento por 0,44 mm de largura. No meio do corpo ele possui um canal denominado genecóforo onde se aloja a fêmea no momento da reprodução. A fêmea é um pouca Para compreender como a esquistossomose é adquirida é necessário conhecer o ciclo do S. mansoni. As larvas do verme, chamadas de cercarias, penetram no organismo humano através da pele. Essas larvas são encontradas principalmente em águas paradas, de forma que o principal meio de contaminação são os banhos em lagoas infestadas. Após atravessarem a pele, as cercarias caem na circulação sangüínea e são levadas até a veia porta, onde se instalam e se desenvolvem, dando origem aos vermes adultos. Na época da reprodução, as fêmeas grávidas se dirigem até as veias próximas do ânus. Nesse local depositam os ovos, que chegam ao interior do intestino e são eliminados em meio às fezes. Se chegarem as águas de lagoas e rios, os ovos defecados se abrirão e darão origem a larvas denominadas miracídios. Os miracídios nadam até encontrar caramujos do gênero Biomphalaria. Quando isso acontece, penetram em seu corpo e aí se reproduzem assexuadamente, dando origem a larvas chamadas esporocistos. Os esporocistos são sacos muito ramificados, preenchidos por estágios iniciais de desenvolvimento do próximo estágio larval, que geralmente é uma rédia. A rédia se diferecia do esporocisto por ser móvel e apresentar boca e um intestino rudimentar. A rédia produz no interior de seu corpo, inúmeros indivíduos do próximo estágio larval, a cercaria. As cercarias são eliminadas pelo caramujo e ficam na água, onde infectam quem nela penetrar. Esse processo de reprodução assexuada é denominado poliembrionia seqüenciada. Essa forma de reprodução permite que, de um único ovo miracídio, seja potencialmente produzido um grande número de adultos. Essa é considerada uma estratégia desse grupo de animais parasitos que parece compensar a baixa taxa de sucesso na transmissão das fases larvais de um hospedeiro para outro.

MONOGENOIDEA Monogenoidea são Platyhelminthes Neodermata exclusivamente parasitos de animais intimamente associados com o ambiente aquático. Eles são, na maioria, parasitos de peixes sendo encontrados com freqüência sobre os filamentos branquiais, superfície corporal, cavidades associados ao trato digestivo e narinas. O ciclo vital das espécies é monoxênico, isto é, realizado entre os hospedeiros definitivos, sem intervenção de outros tipos ou espécies de hospedeiros. Devido a essa característica de seu ciclo os monogenóideos são considerados como pragas na aqüicultura. O número de animais aumenta rapidamente em situação de cativeiro, quando os seus Os monogenoidea apresentam uma enorme diversidade morfológica, mas a grande maioria de suas espécies pode ser identificada pela presença de uma estrutura de fixação em forma de ganchos, âncoras, grampos ou ventosas, denominadas haptor.

aumentam a superfície de absorção e parecem envolvidas também na inibição das enzimas A cabeça dos cestóides possui uma escólice, que é responsável pela fixação no hospedeiro. A morfologia do escólice é bastante variável, podendo apresentar inúmeras estruturas de fixação, tais como ganchos, espinhos, ventosas. O corpo é dividido em segmentos denominados proglotes. Em cada proglote há aparelhos reprodutivos hermafroditas completos, músculos, células flama e Os vermes desse grupo mais conhecidos são a Taenia solium e a T. saginata.

· Entoprocta Filo Nematoda (nematóides) Cerca de 12.000 sp descritas. Podem ser encontrados no mar ou água doce, das regiões polares aos trópicos, de picos de montanha ao fundo mar. Podem ser de vida livre ou parasitas. Praticamente todas as espécies de vertebrados podem ser parasitadas por nematóides. Podem causar sérios problemas de saúde nos humanos e animais domésticos, além de perdas econômicas em plantações Os nematóides são vermes de corpo cilíndrico, trata-se de animais triblásticos, de simetria bilateral, pseudocelomados e não segmentados. Tem o corpo revestido por uma culícula espessa e contínua e apresentam sistema digestivo completo; sua digestão é exclusivamente extracelular. A existência de uma cavidade do corpo, o pseudoceloma, representa uma vantagem das pseudocelomados em relação aos platelmintos. Essa cavidade aumenta o espaço interno, permitindo maior desenvolvimento dos órgãos.

Forma do corpo · Corpo cilíndrico · Cutícula flexível não-viva · Ausência de cílios ou flagelos · Maioria menor que 5 cm

Parede corporal · Superfície externa do corpo espessa, com presença de cutícula, secretada por uma hipoderme sincicial · Músculos da parede do corpo disposto longitudinalmente (sem músculos circulares) · Pseudocele preenchida por fluído, que funciona como esqueleto hidrostático

Sistema nervoso · Presença de um anel de tecido nervoso e gânglios ao redor da faringe · Dos gânglios partem dois cordões nervosos (dorsal e ventral) · Presença de papílas sensitivas ao redor da cabeça · Presença de anfídeos e fasmídeos

Sistema digestivo e excretor Sistema digestivo composto por boca, faringe muscular, intestino não muscular, reto curto e ânus. Intestino da espessura de uma camada celular. Sistema excretor composto por células glandulares que se abrem num poro excretor.

Apesar de grande diversidade de espécies de nematóides, pode-se dizer que todos são estruturalmente semelhantes. Por isso, as características observadas no estudo do Ascaris lumbricoides darão uma boa idéia de todo o grupo.

O Ascaris lumbricoides, popularmente conhecido como lombriga, é um verme parasita. Habita o Dá-se o nome de ascaridíase a doença causada pela Ascaris lumbricoides. As fêmeas da Ascaris eliminam grande quantidade de ovos, que chegam ao meio exterior com as fezes do hospedeiro, contaminando a água e os alimentos. A ascaridiáse é adquirida pela ingestão desses ovos. Esses ovos chegam até os pulmões, as larvas rompem os alvéolos e chegam à faringe, onde são deglutidas. Ao chegar ao intestino delgado, transforma-se em vermes adultos. Raramente as larvas migratórias causam problemas no fígado e nos pulmões. No intestino delgado, os vermes adultos expoliam o organismo, nutrindo-se de alimentos já digeridos. O doente apresenta sintomas variados, como fome, dores vagas no abdômen, digestão difícil, diarréia ou prisão de ventre, náuseas e, as vezes, vômitos. Um número excessivo de vermes apresenta o perigo de obstrução intestinal.

FILO ANNELIDA O filo Annelida (do latim annellus, anel) reúne cerca de 15.000 espécies de animais de corpo delgado e cilíndrico, formado por anéis dispostos em seqüência. Os anelídeos mais conhecidos são as minhocas (oligoquetos) e as sanguessugas (hirudíneos). Os anelídeos são animais vermiformes, caracterizados por apresentarem uma nítida segmentação ou metamerização externa e interna, incluindo músculos, nervos, órgãos circulatórios, excretores e reprodutores. A metamerização é tipicamente homônima, apenas os dois primeiros e últimos segmentos aparecem com estruturas diferenciadas, os restantes são todos iguais. Ocorrem na água doce, salgada e solo úmido; podendo ser de vida livre, habitando galerias ou tubos. Também podem ser ectoparasitas de vertebrados. Como estrutura de locomoção apresentam cerdas (eixos quitinosos denominados parapódios). A epiderme é constituída por epitélio simples, cilíndrico contendo células glandulares e sensoriais. Recobrindo-a encontramos uma cutícula permeável e não quitinosa. Logo abaixo da epiderme aparecem duas camadas de células musculares: uma externa circular e outra interna longitudinal. Os anelídeos são os primeiros animais a apresentarem celoma. O sistema digestivo é completo e apresenta forma tubular. Os poliquetos são carnívoros e possuem mandíbulas para a captura de alimentos, que muitas vezes são outros poliquetos. As minhocas nutrem-se de vegetais em decomposição no solo. Apresentam tiflossolis (prega intestinal) que tem como função, aumentar a área de absorção do intestino. As sanguessugas possuem ventosas por onde sugam o sangue de vertebrados, sendo ainda necrófagas e predadoras de minhocas. O sistema circulatório consiste de uma série de tubos ou vasos sangüíneos (sistema circulatório fechado). O sangue é bombeado através de vasos sangüíneos para outros órgãos do corpo por cinco pares de arcos aórticos ou corações. O sangue é constituído por placas que contém A respiração pode ser por meio de brânquias em alguns habitantes de tubos, ou pela epiderme onde o oxigênio penetra e é transportado pelo sangue para outras partes do corpo. de maneira semelhante o dióxido de carbono e é eliminado através da cutícula. O sistema excretor é constituído por unidades denominadas nefrídeos, que removem excretas do celoma e corrente sangüínea diretamente para o exterior. Cada segmento ou metâmero possui um par de nefrídeos. O sistema nervoso é do tipo ganglionar e em cada metâmero aparece um par de gânglios ligados entre si por uma comissura, e, com os metâmeros adjacentes, através de conectivos. Os dois gânglios do primeiro metâmero são mais desenvolvidos e constituem o cérebro; os demais gânglios aparecem dispostos centralmente, formando a cadeia nervosa central. Como elementos sensoriais aparecem células e órgãos sensitivos para o tato paladar e percepção de luz.

Apresentam seres dióicos com os sexos separados e desenvolvimento indireto na classse polychaeta, ou seres hermafroditas nas classes oligochaeta e hirudina.

Classificação dos Anelídeos · Classe OLIGOCHAETA · Classe POLYCHAETA · Classe HIRUDINEA

A principal característica para esta classificação é a presença e quantidade de cerdas, projeções corporais curtas e rígidas, constituídas por quitina.

Características gerais dos Anelídeos · Celoma verdadeiro · Simetria bilateral · Aparecimento do metamerismo (segmentação) · Especialização da região cefálica · Sistema nervoso com gânglio cerebróide · Sistema digestivo completo · Trocas gasosas pela pele, brânquias ou parapódios · Sistema circulatório fechado · Monóicos ou dióicos · Alta capacidade de regeneração · Cosmopolitas (cerca de dois terços marinhos)

· A cavidade interna de cada metâmero é totalmente revestida por um tecido de origem · O aparecimento do celoma permite que os órgãos internos se desenvolvam e se acomodem na cavidade celômica, com melhor aproveitamento do espaço interno do · Atua como esqueleto hidrostático. Quando a musculatura da parede do corpo se contrai, exerce pressão sobre o fluido celômico que, por ser incompressível, serve de apoio para ação muscular.

Classe Polychaeta São vermes marinhos distintamente segmentados, apresentando na porção anterior do corpo uma cabeça nítida com apêndice sensitivo (tentáculos), e ao longo dos metâmeros numerosas cerdas Os sexos são separados, com fecundação externa fundindo-se óvulos e espermatozóides na água do mar. A evolução é indireta com um estágio larval trocóforo de natação livre.

Características gerais: · Os poliquetos tem uma cabeça diferenciada, onde há vários apêndices (palpos, · O nome da classe, Polychaeta (do grego polys, muito) refere-se à presença de numerosas · Cerdas estão implantadas em expansões laterais de cada segmento do corpo, os parápodos ou parapódios (do grego, para, semelhante, e podos, pés, patas). Como o próprio nome indica, os parápodos auxiliam a locomoção do animal, atuando como · Algumas espécies são predadoras e rastejam ativamente pelos fundos marinhos à · Outras vivem enterradas, principalmente nas praias, no interior de tubos feitos de grãos · A alimentação dos poliquetos tubícolas consiste de organismos microscópicos (larvas, microcrustáceos), filtrados da água do mar.

Classe Hirudínea São vermes de água doce, mais conhecidos como sanguessugas. Vivem principalmente em brejos, sendo ectoparasitas hematófagos ocasionalmente do homem e dos animais domésticos. Na medicina foram antigamente usados para pequenas sangrias pois contém um anticoagulante nas glândulas salivares, produzindo assim hemorragias de difícil hemóstase. O animal apresenta o corpo alongado ou oval é geralmente achatado dorsoventralmente. Nas duas extremidades do corpo notam-se as ventosas, a posterior é maior e arredondada. Locomovem- se por movimentos sinuosos do corpo como uma lagarta mede-palmos, isto é, ela fixa-se pela ventosa posterior, distende o corpo no máximo, fixando a ventosa anterior, deslocando a posterior, aproximando-a e fixando-a logo atrás da anterior, repetindo-se seguidamente o processo.

Características gerais: · Os hirudíneos não tem cerdas nem parápodos, e seu corpo é ligeiramente achatado dorsoventralmente.

· São conhecidos popularmente como sanguessugas, pois a maioria se alimenta de sangue · Muitas espécies de hirudíneos vivem em água doce, mas há algumas espécies que vivem · As sanguessugas possuem duas ventosas para fixação, uma ao redor da boca e outra na · Ao encontrar um hospedeiro, o animal se fixa com o auxílio das ventosas e perfura a · Pela ação da musculatura da faringe, ela chupa sangue, que não coagula em virtude de · Um dos representantes mais conhecidos da classe Hirudinea é Hirudo medicinalis, uma sanguessuga que parasita animais vertebrados tais como peixes, anfíbios, répteis e · Este verme mede cerca de 10 cm de comprimento, mas pode dobrar de tamanho quando ingere muito sangue Classe Oligochaeta · A maioria dos oligoquetas vive em solos úmidos ou em ambientes de água doce. · Representantes terrestres mais conhecidos são as minhocas · O nome OLIGOCHAETA (do grego oligos, pouco, e chaite, pelo, cerda), refere-se ao · Oligoquetos aquáticos vivem nas margens de rios e lagos. Vermes do gênero Tubifex, pequenas minhocas avermelhadas, vivem em tubos construídos junto ao lodo do fundo, em lagos e rios de águas poluídas, e alimentam-se de detritos. Sua presença indica poluição da água por detritos orgânicos.

Organização corporal · Na minhoca adulta, o corpo é formado por 85 a 95 segmentos (metâmeros), todos · Segmentos 14, 15 e 16 são mais dilatados e mais claros que o restante do corpo ? · Clitelo é importante para a formação do casulo para a fecundação dos ovos.

Musculatura · A parede de cada metâmero apresenta uma camada de musculatura externa, com fibras contráteis dispostas circularmente ao corpo, e uma camada de musculatura interna, com fibras dispostas em sentido longitudinal.

Cerdas e movimentação · No segmento distendido as cerdas corporais se retraem, enquanto no segmento contraído · As cerdas eriçadas se apóiam no solo, seja no interior dos túneis, seja na superfície. · Graças às ondas coordenadas de contração e distensão, as minhocas podem rastejar e penetrar em seus túneis com grande rapidez.

· Boca ? faringe curta ? moela ? intestino ? anus · Moela como moedor ? digestão mecânica · Digestão extracelular, os nutrientes são absorvidos pelas células da parede intestinal. · Alimentação: detritos vegetais em decomposição, larvas, microorganismos e pequenos · O alimento, juntamente com terra, é ingerido pela forte sucção da faringe.

Sistema circulatório · Sistema circulatório fechado ? o sangue nunca sai dos vasos sanguíneos. · Grandes vasos sanguíneos longitudinais, que percorrem todo o comprimento do corpo. · Grande vaso dorsal, que conduz o sangue em direção à região anterior do corpo, e dois · O sangue é impulsionado por contrações rítmicas da parede dos grandes vasos, que é · Ao passar pela superfície do corpo, o sangue dos vasos capilares absorve gás oxigênio e · Ao passar pelos diversos órgãos e tecidos internos, libera o oxigênio para as células e · Ao passar pelos vasos que recobrem o intestino, o sangue recolhe nutrientes absorvidos pelas células intestinais, distribuindo-os, em seguida, para todas as partes do corpo.

Respiração · Não possuem aparelho respiratório · Absorção de oxigênio e a eliminação de gás carbônico são efetuadas diretamente pela · Presença de hemoglobina, uma proteína que apresenta ferro em sua estrutura.

· Hemoglobina tem capacidade de se combinar com o gás oxigênio facilitando seu transporte pelo sangue.

Excreção · A excreção é efetuada pelos nefrídios · Cada nefrídio é um túbulo fino e enovelado, com funil ciliado em uma extremidade, o · A outra extremidade, o nefridióporo (poro excretor) se abre na superfície do corpo do · O nefróstoma remove as excreções que as células lançam no fluido celomico, enquanto o túbulo enovelado retira as excreções diretamente do sangue que circula nos capilares ao seu redor.

Sistema nervoso · Um par de gânglios cerebrais localizados dorsalmente sobre a faringe (gânglios sufrafaríngeos) e dois pares de cordões nervosos ventrais, com um par de gânglios por · Dos gânglios partes nervos, que vão aos músculos e às células sensoriais.

Reprodução · A maioria dos poliquetas marinhos é dióica, com fecundação externa e desenvolvimento indireto. Do ovo desenvolve-se uma forma larval denominada trocófora, que mais tarde · Os oligoquetos e hirudíneos são monóicos e tem desenvolvimento direto, sem estágio · A minhoca Pheretima hawayana possui na face ventral dos segmentos 6, 7 e 8, três pares de orifícios.

Aparelho reprodutor feminino · Cada orifício é a abertura de uma bolsa musculosa denominada receptáculo seminal. · Os receptáculos seminais armazenam os espermatozóides recebidos de uma parceira · Na região do clitelo existe um orifício, o poro genital feminino, que se conecta, internamente, a um tubo através de duas estruturas em forma de funil, os ovidutos. · Os ovidutos captam os óvulos produzidos por um par de ovários e os conduzem até o poro genital feminino.

Aparelho reprodutor masculino · Dois pares de testículos, · Dois pares de vesículas seminais, · Um par de tubos seminíferos, · Um par de glândulas prostáticas · Junto aos poros genitais, na parte externa do corpo, existem duas ou três estruturas semelhantes a ventosas, as papilas genitais, cuja função é manter as minhocas durante o acasalamento.

Fecundação Os dois vermes colocam-se ventre a ventre em posição inversa, isto é a extremidade anterior de um, oposta a do outro. Cada um dos poros masculinos nos dois animais eleva-se formando uma papila genital temporária muito saliente, que o animal ajusta no orifício da espermateca do conjugante. Assim os espermatozóides de um verme penetram diretamente na espermateca do outro.

Subfilo Cephalochordata (anfioxo) Filo Echinodermata (e.g., estrelas-do-mar, ouriços-do-mar, pepinos-do-mar) VERTEBRADOS

Reino Animal (deuterostomados) Subfilo Subfilo Vertebrata Urochordata (peixes, anfíbios, répteis, (e.g., ascídias) aves e mamíferos)

Filo Chordata Filo Chaetognatha Filo Hemichordata (e.g., Balanoglossus)

FILO CHORDATA Principais características dos cordados: (1) Presença de uma notocorda; (2) tubo nervoso dorsal (estrutura nervosa oca); (3) presença de fendas branquiais faríngeas em alguma fase do ciclo de vida; (4) cauda pós-anal muscular.

SUBFILO VERTEBRATA (= CRANIATA) A ORIGEM DOS VERTEBRADOS A simetria de um ancestral hipotético dos vertebrados certamente seria bilateral, com extremidades definidas em cabeça e cauda. A organização interna básica seria a de um tubo dentro de outro tubo, com os órgãos principais acomodados dentro da cavidade celomática. Várias hipóteses têm sido propostas, tentando relacionar diferentes grupos atuais a uma origem comum com os vertebrados. Vários evolucionistas antigos e alguns atuais acreditam que os vertebrados originaram-se de moluscos ou artrópodes. Estas hipóteses não são bem aceitas atualmente. Provavelmente os vertebrados originaram-se em ambientes marinhos e talvez algum animal similar a um tunicado (Urochordata) tenha originado os vertebrados através de pedomorfose (o animal teria deixado de se fixar no substrato pela supressão da metamorfose completa, de forma similar ao que se observa hoje nos Larvacea). A fase séssil dependia de ambientes especiais do mar, que são escassos, o que teria levado a uma pressão seletiva para a sua supressão. Outra hipótese seria a de um ancestral comum com os anfioxos (Cephalochordata) atuais. Uma característica sugestiva do parentesco entre Vertebrata e Cephalochordata é o fato das larvas de lampréias, vertebrados pertencentes ao grupo considerado primitivo dos Agnatha, serem filtradoras, muito parecidas ao anfioxo (no entanto, o movimento da água para a filtração se dá por batimentos ciliares no anfioxo e por bombeamento muscular na larva da lampréia). Além disso, a locomoção do anfioxo é muito parecida à dos peixes, ocorrendo através de contrações de blocos de fibras musculares estriadas (miótomos), dispostas serialmente ao longo do corpo. Um aspecto distinto entre o anfioxo e os vertebrados é o sistema excretor. No anfioxo, alguns autores consideraram este sistema como similar ao sistema excretor de anelídeos.

Características Gerais dos Vertebrados: -Presença de vértebras arranjadas serialmente, compondo o esqueleto axial, que protege parte do sistema nervoso central e confere sustentação ao corpo. A presença de um endoesqueleto nos vertebrados tem pelo menos três funções básicas atuais: sustentação do corpo, reserva de minerais -Elementos esqueléticos anteriores formando um crânio que protege a parte anterior do sistema nervoso central e abriga diversos órgãos sensoriais. A presença do crânio é mais universal em -A parte anterior do sistema nervoso central (encéfalo) é bem desenvolvida e composta por três -Coração com pelo menos três câmaras; circulação sanguínea rápida e trocas gasosas eficientes. -Presença de hemoglobina, proteína dos glóbulos sanguíneos que possibilita transporte eficiente de gases respiratórios.

Definição de Vertebrado Podemos definir resumidamente um vertebrado como um animal cordado que tem endoesqueleto cartilaginoso ou ósseo, onde os componentes axiais deste endoesqueleto consistem de um crânio, abrigando um encéfalo dividido em três partes básicas, e de uma coluna vertebral que abriga um tubo nervoso. Nenhum outro animal possui este conjunto de características fundamentais.

SUBFILO VERTEBRATA (= CRANIATA) Classe Agnatha (peixes sem mandíbulas) 45 espécies; origem - 550 m.a Classe Osteichthyes (peixes ósseos) 24.000 espécies; origem - 500 m.a.

Classe Chondrichthyes (peixes cartilaginosos) Classe Amphibia (sapos, rãs) 5.500 espécies; origem - 450 m.a.

Classe Reptilia (répteis) Classe Mammalia (mamíferos) Classe Aves 8.700 espécies; origem 160 m.a.

Tetrápodes 26.500 spp Pisces + 25.000 spp (peixes) (7.000 spp em água doce)

Mandibulados (Gnathostomata) CLASSE AGNATHA Ordem Myxiniformes (feiticeiras; 15 espécies) Subclasse Cyclostomata Ordem Petromyzontiformes (lampréias; 30 espécies) Primeiros vertebrados no registro fóssil; a sua origem ocorreu há cerca de 550 m.a. Estes peixes fósseis, conhecidos como ostracodermos, não apresentavam mandíbulas e provavelmente se alimentavam de detritos e matéria em decomposição do fundo do mar. Morfologicamente lembram lampréias com armaduras ósseas supostamente usadas como defesa contra os escorpiões-marinhos (subclasse Eurypterida), muito abundantes nos ambientes marinhos há cerca As formas atuais também não apresentam mandíbulas, mas perderam a armadura óssea; são considerados os vertebrados mais simples e mais diretamente aparentados aos primeiros vertebrados conhecidos no registro fóssil. As formas atualmente conhecidas não podem ser consideradas propriamente como primitivas, pois algumas apresentam hábitos especializados derivados. Podem ser parasitas, necrófagos ou predadores de pequenos invertebrados. Assim, as lampréias e feiticeiras devem ser diferentes dos ancestrais dos gnatostomados.

sistema, por bombeamento muscular, sustenta animais de cerca de 20 cm de comprimento e 10g -Esqueleto catilaginoso, coluna vertebral pouco desenvolvida, notocorda desenvolvida.

Ordem Myxiniformes (feiticeiras) -Vivem enterrados no lodo ou areia, alimentando-se de poliquetos e outros invertebrados, assim como de peixes mortos ou moribundos (escavam galerias na carne dos peixes) -Apresentam uma série de glândulas secretoras de muco ventro-laterais; o muco é secretado na região branquial de peixes agonizantes que serão usados como alimento ou secretado ao redor do corpo da feiticeira, formando um casulo que protege o animal quando ele é atacado por -A água entra pelo orifício nasal e é bombeada por músculos para trás até as câmaras branquiais e daí vai para o exterior através das aberturas branquiais (em número de 1 a 15 pares), ocorrendo as -Sangue isotônico com a água do mar (característica única dentre os vertebrados). -Apresentam corações acessórios na região caudal -Presença de um único canal semicircular no órgão vestibular (percepção da posição da cabeça do -Percebem mudanças de luminosidade através de receptores cutâneos concentrados na cabeça e -Rins pronefros persistem no adulto e sua separação dos mesonefros não é marcante (são contíguos) -Sexos separados, fecundação desconhecida, desenvolvimento direto.

curta e após a metamorfose origina-se um animal que migra para o mar, cresce e quando adulto -Apresentam cromatóforos na derme, responsáveis por mudanças de cor no animal. -Próximo à narina e entre os olhos encontra-se o terceiro olho ou olho pineal. -Nadam com movimentos similares ao da enguia, ondulando o corpo. Este tipo de natação é pouco eficiente, se comparado ao apresentado por espécies de peixes ósseos com natação ativa.

Respiração A água entra pela boca e sai pelas fendas branquiais (geralmente 7 pares). Nas fendas branquiais há branquias responsáveis pelas trocas gasosas. Quando as lampréias estão presas a rochas através da ventosa bucal ou quando estão se alimentando, a respiração é feita pela entrada e saída de água pelas fendas branquiais. Portanto a água não atinge as câmaras branquiais via Esqueleto Apresenta um conjunto de cartilagens responsáveis pela sustenção do corpo. Abaixo da medula espinhal (= tubo nervoso dorsal) ocorre a notocorda, que evita o encurtamento do corpo quando ocorrem as contrações musculares para a natação.

Tubo digestivo Formado por: VENTOSA BUCAL, CAVIDADE BUCAL, ESÔFAGO, INTESTINO, RETO COM PEQUENOS DIVERTÍCULOS ASSOCIADO A UM FÍGADO COM VESÍCULA BILIAR, ÂNUS. Ventosa bucal formada por papilas que apresentam terminações nervosas sensoriais, além de ajudarem na aderência. No interior da ventosa e sobre a língua existem dentes córneos (não são dentes verdadeiros). A língua funciona como uma lima para desgastar a pele da vítima. Após a ventosa vem a cavidade bucal. A boca bifurca-se em um esôfago dorsal que conduz os alimentos até o intestino; a bifurcação ventral comunica-se com a faringe com fendas branquiais e tem função respiratória. Duas glândulas salivares ocorrem sob a língua e produzem substâncias anticoagulantes. O principal alimento é o sangue e fluidos corpóreos das presas (=peixes), bem como fibras musculares. Não há pâncreas definido mas sim células na parede intestinal que desempenham as funções do pâncreas.

Sistema Circulatório Coração com três câmaras. 1 -Seio venoso (recebe o sangue venoso do corpo); 2 -átrio (ou aurícula); 3 -ventrículo de paredes musculares grossas que impulsiona o sangue para todo o corpo. As hemácias são nucleadas e há hemoglobina no sangue (= pigmento respiratório muito comum em vertebrados).

Sistema Urogenital e Reprodução Na água doce ocorre uma tendência osmótica de entrada de água no corpo do animal para diluir a concentração interna de sais que é maior que a concentração de sais do meio externo. Assim, evoluiu um órgão para separar a água dos sais, eliminando-a posteriormente. Na larva da lampréia já é possível observar um conjunto anterior de funís excretores que são os rins pronefros.

A medida que o animal cresce os rins pronefros vão perdendo a função renal e sendo substituídos por um conjunto mais posterior de funís chamados rins mesonefros, que são mais eficientes na eliminação de água e excretas. Os rins mesonefros permanecem no adulto. Nas larvas não há diferenciação sexual, que ocorre tardiamente. Não há gonodutos e os óvulos e espermatozóides são liberados no celoma por rompimento das gônadas. Daí os gametas saem para o exterior caindo nos condutos mesonéfricos e sendo conduzidos até a cloaca do Na época reprodutiva cavam um ninho na areia, retirando as pedras grandes. Os sexos podem ser separados, mas também pode ocorrer hermafroditismo. A fecundação é externa e a fêmea produz centenas ou milhares de óvulos. Existem adaptações cloacais que permitem uma fecundação mais eficiente e uma correta colocação dos ovos no ninho.

Ocorre um encéfalo muito mais desenvolvido que o alargamento presente na porção anterior do tubo nervoso do anfioxo. O sistema nervoso central (encéfalo mais medula espinhal) está associado à atividade exploratória da lampréia, bem como de vertebrados em geral. No encéfalo é possível reconhecer projeções correspondentes aos diferentes órgãos sensoriais concentrados na O corpo pineal, também conhecido por terceiro olho, apresenta células fotorreceptoras. A luz incidindo no corpo pineal faz com que este atue na hipófise, a qual libera um hormônio que Órgãos vestibulares: correspondem ao ouvido interno (1 par) formados cada um por dois canais semicirculares com regiões ciliadas chamadas de máculas. Nas máculas existem otólitos suspensos sobre os cílios. Com a movimentação da cabeça os otólitos pressionam de forma diferencial as regiões ciliadas, permitindo ao animal perceber a posição da cabeça em relação à Os olhos pares da lampréia têm estrutura parecida com aquela dos demais vertebrados. A origem embriológica é similar àquela do olho pineal: evaginações da parede do encéfalo. A Fotorreceptores estão presentes na pele da lampréia. Estes fotorreceptores são células sensíveis à luz e são abundantes na cauda da lampréia.

São pouco conhecidas na fase marinha do ciclo. Não se sabe ao certo quanto tempo vivem no mar, mas sabe-se que voltam uma única vez aos rios para desovar e morrer em seguida. Na subida dos rios são pescadas como alimento. Embora eventualmente usadas como alimento, certas espécies de lampréia têm causado prejuizos imensos à indústria pesqueira da América do Norte. Certas regiões foram invadidas pela lampréia como consequência de atividades humanas. Nestes locais as populações de espécies comerciais de peixes, como o salmão, foram dizimadas pelos ataques da lampréia. Algumas espécies têm todo o seu ciclo de vida em água doce.

A ORIGEM DAS MAXILAS: A origem das maxilas é considerada um dos principais eventos da história evolutiva dos vertebrados, pois possibilatou: 1- carnivoria, herbivoria, além de uma série de outras especializações alimentares; 2- cortar, com o auxílio dos dentes, o alimento em pedaços adequados à ingestão; 3- triturar, com o auxílio dos dentes, alimentos duros e de difícil assimilação antes da ingestão; 4- defesa contra predadores, novamente com o auxílio dos dentes (aparentemente, esta nova adaptação defensiva, considerada como muito eficiente, deve ter possibilitado a redução da carapaça óssea dos peixes primitivos e aumentado a eficiência de natação); 5- manipulação de objetos (construção de abrigos, remoção de objetos para localizar presas e construir ninhos, segurar o parceiro durante a reprodução). A origem das maxilas Embriologicamente, as maxilas são derivadas do primeiro par de arcos branquiais. Os dentes, presentes nas maxilas e em outros ossos da boca, correspondem a escamas modificadas.

POSSÍVEL RELAÇÃO FILOGENÉTICA ENTRE OS DIFERENTES GRUPOS DE PEIXES

Agnatha atuais Chondrichthyes Osteichthyes (lampréias e feiticeiras) (peixes cartilaginosos) (peixes ósseos)

Classe CHONDRICHTHYES (pEIXES CARTILAGINOSOS) tubarões Subclasse Elasmobranchii raias Subclasse Holocephali quimeras Características Gerais: -Grupo relativamente homogêneo de peixes (em morfologia, fisiologia e comportamento), quase -Geralmente predadores de outros peixes (tubarões) ou predadores de invertebrados (raias e -Variam de 50 cm até 15 m de comprimento. O tubarão-baleia é o maior peixe cartilaginoso com até 15 m. Por ser um consumidor primário (filtrador de plâncton) têm alimento em abundância e provavelmente esta é a razão pela qual ele pode atingir um grande tamanho (esta tendência é -Acumulam uréia no sangue como forma de aproximar a concentração do sangue àquela da água do -Não apresentam bexiga natatória; o fígado armazena gorduras que auxiliam na flutuação. -Boca com dentes que são escamas placóides especializadas (exemplos: tubarões com dentes cortantes para rasgar a carne de presas; raias e quimeras com dentes trituradores para esmagar a -Nadadeiras peitorais situadas adiante das nadadeiras pélvicas; estas estão providas de órgãos copuladores nos machos, chamados de cláspers, que possibilitam a fecundação interna. -Linha lateral presente -Coração com três câmaras (seio venoso, átrio e ventrículo).

A Origem da Raias: A forma do corpo dos tubarões é mais primitiva (menos especializada). Durante o Permiano e início do Triássico (cerca de 250 m.a.) o número de peixes que eram presas dos tubarões declinou por razões desconhecidas. Isto fez declinar o estoque alimentar dos tubarões. Como a cabeça dos tubarões já era achatada por razões hidrodinâmicas (para estabilizar o corpo durante a natação) eles apresentavam pré-adaptações à ocupação do fundo (vida bentônica). Então, no Permo-Triássico eles passaram a se alimentar de invertebrados de fundo e originaram os ancestrais das raias, já com o corpo bastante achatado dorso-ventralmente. Quando o número de espécies de peixes presas voltou a crescer alguns destes elasmobrânquios de fundo voltaram a adquirir um corpo adaptado à vida nectônica, originando os tubarões modernos.

Natação nos Chondrichthyes: A natação nos Chondrichthyes é menos especializada que a natação dos peixes ósseos mais avançados. A natação dos peixes cartilaginosos não tem o mesmo controle preciso como observado nos peixes ósseos nadadores ativos, o que é aparentemente devido à anatomia das nadadeiras dos dois grupos.

A natação geralmente é feita por ondas de contração muscular que se propagam pelos O tubarão quando nada tende a afundar a cabeça; esta tendência é compensada pelas nadadeiras peitorais e pela forma achatada da cabeça, que horizontalizam o plano do peixe. As nadadeiras dorsais impedem que o tubarão gire sobre o seu eixo longitudinal, além de facilitarem Durante as contrações musculares da natação o corpo não se encurta devido a sustentação conferida pela coluna vertebral. Na maioria das espécies não há notocorda contínua, a qual forma parte das vértebras. Em quimeras e tubarões primitivos há notocorda contínua, além da coluna vertebral.

Pele: A pele é resistente, espessa e áspera, subdividida em epiderme e derme. Na epiderme ocorrem dentículos de origem dérmica chamados escamas placóides. Acredita-se que as escamas placóides representem resquícios da carapaça óssea dura dos placodermos, que no curso da Esqueleto: O esqueleto é sempre cartilaginoso. As principais partes do esqueleto dos Chondrichthyes (o que também é válido para Osteichthyes) correspondem ao condrocrânio, a coluna vertebral, ao esqueleto visceral e às cinturas escapular e pélvica. O condrocrânio dos peixes cartilaginosos, assim como o de vertebrados em geral, corresponde à fusão do crânio com as cápsulas nasais, cristas orbitais e cápsulas auditivas, formando uma estrutura contínua e única. O esqueleto visceral (= esqueleto branquial), em vertebrados como um todo, corresponde ao conjunto de arcos viscerais localizados na região da faringe, bem como elementos modificados a partir deles. No caso de Chondrichthyes e Osteichthyes este esqueleto tem função de sustentação das câmaras branquiais faríngeas, além de formar as maxilas e proporcionar a sustentação delas. A cintura peitoral (=cintura escapular) é evolutivamente mais antiga, maior e estruturalmente mais complexa que a cintura pélvica. A cintura peitoral confere sustentação às nadadeiras peitorais, enquanto a cintura pélvica confere sustentação às nadadeiras pélvicas. Costelas ocorrem articuladas à coluna vertebral e esta também se articula a cartilagens (= pterigióforos) que conferem sustentação às nadadeiras dorsal e anal. Em relação à nadadeira caudal, são elementos da própria coluna (arcos e espinhos neurais modificados) que conferem sustentação.

Respiração: A boca do animal se abre e o seu soalho desce, de forma que a cavidade bucal se expande. A água entra na cavidade bucal; a boca se fecha. A parede da faringe se expande por movimentos musculares; o soalho da boca sobe e a água é forçada a passar para a faringe. A faringe se contrai e a água é forçada a passar através das fendas branquiais, onde as branquias são oxigenadas e eliminam CO2. Nas raias e tubarões de fundo a entrada da água se dá pelo espiráculo (1 par de aberturas anteriores que correspondem a fendas branquiais modificadas) As brânquias estão dispostas em forma de lâmina e o sangue circula nestas lâminas em sentido oposto ao da água. Assim, o sangue quando sai da região branquial tem máxima concentração de 02 e mínima de CO2. Este mecanismo circulatório é chamado de fluxo contra- corrente e é típico da respiração branquial de peixes em geral.

Sistema Digestório: O sistema digestório dos Chondrichthyes é mais complexo que o dos Agnatha. Formado por: 1- boca com dentes, 2- faringe, 3- esôfago com grossas paredes musculares, 4- estômago (não há estômago típico nos Agnatha) dividido em região cárdica (descendente) e pilórica (ascendente), 5- esfincter pilórico, 6- intestino delgado com válvula espiral, 7- intestino A boca apresenta dentes de origem dérmica (escamas placóides modificadas), voltados para trás e dentes de reposição. Na faringe existem glândulas mucosas; o muco secretado por estas glândulas facilita o deslizamento do alimento até o estômago. O estômago corresponde a uma câmara de armazenamento de grandes pedaços de alimento ou de presas inteiras. No estômago glândulas secretam ácido clorídrico, para evitar putrefação bacteriana, e pepsina, enzima que digere proteínas em meio ácido. Após o esfincter pilórico abrem-se os condutos do fígado e pâncreas. O fígado é grande e bilobado; recebe sangue venoso pela veia porta que vem diretamente do intestino. Há armazenamento de glicogênio e gorduras no fígado. Além dessas funções o fígado aparentemente destrói glóbulos vermelhos velhos e desativa substâncias tóxicas presentes no sangue. A bilis, produzida pelo fígado, é armazenada na vesícula biliar. Pâncreas diferenciado (nos Agnatha não há pâncreas diferenciado), com céluas exócrinas (secretam enzimas digestivas) e endócrinas (secretam insulina). O intestino delgado possui a válvula espiral que é uma prega interna que aumenta a superfície de absorção. Esta porção do trato digestivo tem pH alcalino e há secreção de enzimas tais como tripsina, amilase e lipase.

Sistema Circulatório: O coração possui três câmaras musculares: seio venoso, átrio (aurícula) e ventrículo. O sangue possui altas concentrações de uréia. Acredita-se que os ancestrais dos Chondrichthyes fossem de água doce; quando houve a invasão dos mares pelo grupo, passaram a acumular uréia como meio de aproximar a concentração osmótica interna àquela do mar.

Sistema Urogentital: Os rins (2) são mesonéfricos. Uma porção dos túbulos dos rins está especializada na A fecundação é interna; os sexos são separados; geralmente produzem poucos ovos, que são grandes e ricos em vitelo. As fêmeas possuem um único ovário grande. Os óvulos, após sairem do ovário, são conduzidos por batimentos ciliares do peritôneo até um par de funís que se encontram atrás do coração. Os funís estão conectados aos ovidutos e ambos fazem parte dos rins pronefros, que perdem a função renal nos adultos. Na parte superior do oviduto há glândulas de albumina e na parte inferior glândulas que secretam a casca córnea, que recobre os ovos nas Os machos possuem dois testículos. Os espermatozóides são transferidos à fêmea através de um par de órgãos copuladores chamados de cláspers, que são parte das nadadeiras pélvicas modificadas. Apresentam ereção e mecanismo injetor, sendo inseridos na cloaca da Podem ser ovíparos, ovovivíparos e vivíparos. A viviparidade é comum no grupo e neste caso o oviduto se transforma em útero. Podem apresentar um tipo de placenta derivada do saco vitelínico, como forma de conectar o embrião à mãe. Em algumas espécies ocorre secreção de leite uterino, que é injetado no espiráculo do filhote.

Sistema Nervoso e Órgãos dos Sentidos: O encéfalo é grande e possui estruturas com detalhes diferentes quando comparado ao encéfalo de Agnatha e Osteichthyes. Possuem 10 pares de nervos cranianos. Os órgãos dos sentidos são os seguintes: -Sacos nasais (1 par), responsáveis pela olfação. O olfato nos tubarões é muito importante, pois permite reconhecer a presença de alimento à distância. Os tubarões martelo têm olfação muito aguçada, pois a distância entre as narinas permite uma triangulação muito eficiente da -Botões gustativos, reconhecem o tipo de alimento apresado; estão presentes principalmente -Olhos (1 par), responsáveis pela visão. Os olhos são desenvolvidos (principalmente nas quimeras). São importantes na detecção de presas e inimigos. Na maioria das espécies a retina apresenta apenas células visuais do tipo bastonete, responsáveis pela visão em preto e branco; algumas espécies também possuem cones, que são células visuais responsáveis pela visão de cores. O cristalino, presente no olho do tubarão, apresenta-se conectado a músculos e acomodado para visão à distância, pois o tubarão detecta presas ao longe. Quando quer focar um objeto próximo, o cristalino é movido para frente, afastando-se da retina. -Ouvidos (1 par), responsáveis pelo equilíbrio e talvez audição. Apresentam apenas ouvido interno. Cada ouvido é formado por três canais semicirculares. Grãos de areia penetram no ouvido através de uma abertura para o exterior; os grão de areia permanecem sobre cílios em três áreas do ouvido (utrículo, sáculo e lagena), que funcionam como receptores -Sistema de linhas laterais (sua origem embriológica está associada àquela dos ouvidos internos), responsável pela percepção de correntes e movimentos na água, detecção de objetos a distância (tato a distância, bem como aproximação ou afastamento de objetos). Corresponde a um sistema de canais, poros e depressões subepidérmicos conectados entre si e distribuídos pela cabeça e corpo, sensíveis a vibrações mecânicas transmitidas através da água. A unidade básica dos mecanorreceptores são os neuromastos (conjunto de células sensoriais ciliadas coberto por uma cúpula gelatinosa). A vibração mecânica penetra o canal e vibra a cúpula gelatinosa, que por sua vez movimenta os cílios das células sensoriais. Os órgãos da linha lateral podem servir como um sistema de orientação, pois as turbulências geradas pelo peixe colidem com objetos e voltam até ele, sendo detectadas pelos órgãos da -Eletrorreceptores. As ampolas de Lorenzini são formadas por células eletrorreceptoras alojadas em canais subepidérmicos preenchidos por uma substância gelatinosa condutora de eletricidade (são modificações dos órgão da linha lateral que deixam de ter função mecanorreceptora e passam a ter função eletrorreceptora). As ampolas de Lorenzini funcionam como voltímetros muito sensíveis (órdem de percepção de 0,01 microvolt por cm) detectando campos elétricos (= mudanças do potencial elétrico no espaço). A sensibilidade elétrica é usada para detectar presas e provavelmente para orientar a natação (casco metálico de barcos e ataques de tubarões).

Classe OSTEICHTHYES (pEIXES ÓSSEOS) Subclasse Sarcopterygii (peixes com nadadeiras carnosas) Superordem Dipnoi (peixes pulmonados) - 6 espécies Superordem Crossopterygii (peixes com nadadeiras lobadas) Ordem Rhipidistia Ordem Actinistia- 1 espécie (Latimeria chalumnae)

Subclasse Actinopterygii (peixes com nadadeiras raiadas) Infraclasse Chondrostei (peixes ósseos com esqueleto cartilaginoso) - 25 espécies. Exemplos: esturjão, peixe- Infraclasse Neopterygii Serie Teleostei - mais de 20 mil espécies. Exemplos: enguias, bagres, cascudos, atum, sardinha, lambari, cavalo-marinho, etc.)

vertebrados. Corresponde a um conjunto de ossos articulados, movidos por um conjunto de -Respiram geralmente por brânquias, mas algumas espécies podem respirar pelo trato digestivo (e.g., boca, intestino), por pulmões, tegumento.

Nadadeiras: A nadadeira caudal é, na grande maioria das vezes, do tipo homocerca, mas há espécies com nadadeiras do tipo dificerca e heterocerca. A nadadeira homocerca, ao contrário da heterocerca, apresenta simetria bilateral externa. No entanto, internamente a coluna vertebral Dentre as inúmeras funções desempenhadas pelas nadadeiras, podemos destacar as seguintes: Natação (atuando no impulso, manobras e equilíbrio), andar (no fundo dos mares, rios, lagos ou na terra), planar (peixe-voador), reprodução (nadadeiras coloridas com função de defesa territorial; sinalização do estado reprodutivo às fêmeas; órgão copulador), produção de sons, defesa (espinhos), aderir como ventosa, função sensorial (tátil, quimiorrecepção), pegar alimento, funcionar como isca para atrair presas.

Alimentação: Os hábitos alimentares dos peixes ósseos são muito variáveis, dependendo da espécie trituradores (dentes achatados) -carnívoros; laceradores (dentes cortantes) tragadores (boca grande)

de brânquias, -limpadores -filtradores de lodo ou plâncton (podem ter rastros branquiais desenvolvidos);

lepidófagos -parasitas comedores de nadadeiras comedores de muco parasitas de brânquias comedores de brânquias.

Tegumento: Epiderme delgada sobre uma derme mais grossa. A epiderme possui glândulas mucosas. A derme possui fibras conjuntivas, musculares, nervos, cromatóforos e pode possuir Escamas são placas ósseas de origem dérmica, geralmente delgadas e imbricadas e recobertas pela epiderme. As escamas são homólogas à armadura presente nos peixes placodermos. Com o surgimento das maxilas neste grupo de peixes houve, no curso da evolução dos peixes ósseos e cartilaginosos, uma redução desta armadura defensiva e um concomitante aumento no controle e na eficiência de natação.

Reprodução (ler sobre reprodução e reversão de sexo em Actinopterygii, no livro ?A Vida dos Vertebrados?): -Comumente a fêmea libera óvulos que são fecundados pelo macho (fecundação externa); geralmente os sexos são separados. No entanto, pode haver fecundação interna, -O número de ovos produzidos varia de milhares, quando não há cuidado parental, -Os peixes ósseos podem ser ovíparos (mais comum), ovovivíparos e vivíparos (um caso Dentre as espécies ovíparas algumas simplesmente liberam os ovos para serem carregados pela correnteza, não conferindo cuidado parental. Outras espécies utilizam locais específicos para a oviposição, tais como: ninhos no fundo de rios, lagos e mar (pela remoção de areia e seixos); ninhos em plantas submersas; ninhos sobre folhas em ambiente aéreo; ninhos em balsas de espuma flutuante na superfície da água; ovos no interior de mexilhões, anêmonas, caranguejos e tunicados ou em partes externas do corpo dos pais (boca, nadadeiras, brânquias).

Analisando-se os vertebrados como um todo, observa-se que a oviparidade é mais comum no meio aquático, pois neste ambiente os ovos não ressecam e são dispersos pelas correntes. Além disso, no meio aquático geralmente há alimento em abundância.

estimular o parceiro a se reproduzir (muitas vezes feito com estruturas especiais, como calosidades na cabeça) e possivelmente liberação de substâncias químicas. É possível que algumas espécies também utilizem sons como meio de comunicação durante a corte. A corte é muito importante como meio de sincronização na liberação de gametas, em espécies de Em espécies abissais o encontro entre os sexos é difícil (populações com densidades baixíssimas e ausência de luz). Algumas espécies resolveram este problema através da bioluminescência. Um caso mais extremo é observado em espécies em que a fêmea carrega um pequeno macho parasita, em uma estrutura que se desenvolve para esta finalidade. Este macho parasita (suga o sangue da fêmea) é um mero produtor de espermatozóides para fertilizar os Diversas espécies de peixes ósseos realizam migrações reprodutivas que podem envolver milhares de quilômetros ou apenas algumas centenas de metros. Neste último caso podemos pensar, por exemplo, na migração de peixes a partir de uma área de alimentação de um lago para um local de desova particular dentro deste lago. Algumas das maiores migrações marinhas são feitas por atuns, peixes pelágicos que procriam nos mares tropicais. Os filhotes podem viajar milhares de quilômetros, em busca de alimento, antes de atingirem a maturidade e voltarem para procriar. Os peixes migratórios mais conhecidos são os salmonídeos. Estes peixes anádromos (= peixe marinho que procria na água doce) procriam em ribeirões de água doce ou lagos; os filhotes migram para o mar logo que nascem ou até dois anos de idade, dependendo da espécie. Atingem a maturidade no mar entre dois e quatro anos e, então, retornam ao ribeirão onde nasceram, para desovar. Nas espécies do gênero Oncorhyncus os indivíduos morrem após a desova e em espécies do gênero Salmo não necessariamente morrem, podendo retornar ao mar e desovar novamente no ano seguinte. Espécies de enguias catádromas (que vivem em água doce e procriam no mar) do hemisfério Norte (gênero Anguilla) também realizam grandes migrações reprodutivas até o Mar de Sargaço. Diversas espécies de peixes brasileiros realizam grandes migrações reprodutivas nos rios continentais; tal processo é conhecido popularmente como piracema.

Esqueleto: Na maioria das espécies é ósseo. É cartilaginoso nos peixes ósseos mais primitivos, como os Chondrostei. Os peixes ósseos têm geralmente um grande número de ossos (exceção são os peixes de águas profundas, que apresentam reduções esqueléticas). As porções esqueléticas mais antigas em vertebrados correspondem à notocorda e ao esqueleto visceral (= esqueleto branquial). Nos peixes ósseos mais primitivos, como esturjões (Chondrostei), a notocorda persiste. Quanto ao esqueleto visceral, a situação é similar àquela vista para O crânio tem função de proteção do encéfalo, proteção dos órgãos dos sentidos e sustentação da língua, dentes e do aparelho respiratório. Os ossos de origem dérmica são importantes na constiuição do crânio de vertebrados em geral. No caso dos peixes ósseos A coluna vertebral evita encurtamentos do corpo durante as contrações musculares envolvidas nos movimentos de natação. As costelas, que se articulam à coluna vertebral, impedem deformações do corpo durante os movimentos rápidos, além de protegerem os órgãos contidos na cavidade interna do peixe. As nadadeiras apresentam raios ou ossos de sustentação, que estão articulados a outros ossos do corpo, de forma similar a Chondrichthyes.

Respiração Branquial: A água é 800 vezes mais densa que o ar, contendo 30 vezes menos oxigênio (O2). Isto indica que o custo energético do bombeamento de fluidos para a respiração é muito maior na A respiração branquial ocorre através de uma corrente de água de direção única, como nos Chondrichthyes: a água entra pela boca saindo pelas fendas branquiais, sendo bombeada por movimentos laterais do opérculo, que dilatam a cavidade bucal. A superfície branquial varia, sendo maior em espécies mais ativas, menor em espécies mais sedentárias e reduzida em espécies que apresentam outras formas de respiração. A circulação branquail é do tipo fluxo contra-corrente, como já descrito para Chondrichthyes.

Sistema Circulatório: Semelhante ao dos Chondrichthyes. Coração com um seio venoso, um átrio e um ventrículo. Alguns autores consideram o cone arterioso, que conecta o coração com a aorta Dos ciclóstomos aos teleósteos, com exceção dos peixes dipnóicos, o sistema circulatório é um sistema simples onde apenas sangue não oxigenado passa pelo coração. Do coração ele é bombeado para as brânquias, é oxigenado nas brânquias e daí é distribuído para o O baço é grande e apresenta funções hematopoiéticas (produz glóbulos vermelhos), o que também pode ocorrer nos rins.

Aparelho Digestório: O alimento é geralmente deglutido inteiro; a boca secreta muco que facilita a ingestão. Nas espécies predadoras, os dentes são voltados para trás, o que dificulta a fuga das presas. Os dentes podem ser implantados nos maxilares, nos palatinos e na faringe. A válvula espiral está presente em formas primitivas de peixes ósseos como os Chondrostei (esturjões, O fígado varia pouco entre as classes de vertebrados. É o maior órgão da cavidade do corpo e suas funções são muitas e variadas. É um depósito de estocagem de carboidratos e gorduras. Converte proteínas em carboidratos e gorduras com a liberação de resíduos nitrogenados tóxicos que serão expelidos pelas brânquias ou rins. Elabora parcela significativa do vitelo que a mãe transfere para os óvulos. O fígado embrionário de tetrápodes e também o fígado adulto de peixes produz células sanguíneas. Quando velhos os glóbulos sanguíneos vermelhos são destruídos no fígado. O fígado desativa e remove substâncias tóxicas presentes na circulação e libera substâncias necessárias à coagulação sanguínea. Muitas vitaminas são produzidas ou estocadas neste órgão. A função que relaciona o fígado à digestão é a secreção de bile no duodeno; a bile emulsifica as gorduras tornando-as digeríveis para as enzimas O pâncreas, assim como nos Chondrichthyes, têm funções exócrinas e endócrina. As funções exócrinas são desempenhadas por numerosas glândulas pequenas e dispersas, que secretam enzimas digestivas que são despejadas no trato digestivo. O pâncreas endócrino corresponde a uma massa celular maior que secreta insulina na circulação (metabolismo da glicose).

Sistema Urogenital: Os rins são do tipo mesonéfrico. Os condutos que partem dos rins formam uma bexiga urinária. O conduto urinário abre-se independentemente atrás do ânus, faltando uma A excreção de amônia e uréia é feita principalmente pelas brânquias (seis vezes maior que pelos rins). A excreção de ácido úrico e creatina é feita principalmente pelos rins. Muitos autores acreditam que a origem dos peixes ósseos se deu na água doce porque a concentração de sais no sangue destes peixes é menor que a concentração de sais da água do mar (1,4% de NaCl no sangue contra 3,5% de NaCl na água do mar). Assim, os rins devem ter evoluído tanto para filtrar o sangue (nos glomérulos), eliminando o excesso de água que tende a entrar no corpo do peixe, quanto para reabsorver sais (nos túbulos), que são limitantes em ambientes de água doce. Além disso, os peixes de água doce são capazes de absorver sais pela superfície branquial. Por outro lado, nos peixes de água salgada os rins são menos desenvolvidos quanto à função de filtração, pois não há tendência à entrada de água no corpo e, além disso, nas Nos machos ocorre um par de testículos, que se abrem na base dos condutos urinários. Nas fêmeas ocorre um par de ovários; os óvulos podem ser liberados no celoma e daí atingir o exterior através de poros genitais ou podem ser transportados pelo oviduto até o exterior, dependendo da espécie. A fecundação é externa na maioria das espécies; quando interna geralmente há um órgão copulador que corresponde à nadadeira anal modificada. O embrião pode carregar um saco vitelínico do qual se nutre.

sendo capaz de prever a trajetória de objetos em movimento, antecipando suas posições futuras. Esta antecipação ocorre na retina (tecido fotorreceptor nervoso que reveste o interior do globo ocular), pela ação das células ganglionares, e não no cérebro, como se pensava anteriormente. TRANSPARÊNCIAS DO OLHO O ouvido interno (1 par) é responsável pelo correto posicionamento do corpo em relação à gravidade, pela percepção de acelerações angulares e audição. Cada ouvido possui três canais semicirculares mais três câmaras (utrículo, sáculo e lagena). Em cada uma das três câmara As ampolas possuem os neuromastos, que são células com prolongamentos filamentosos envoltos por uma cúpula gelatinosa flexível. Quando o peixe gira o corpo o encurvamento da cúpula estimula os prolongamentos filamentosos das células, o que gera a percepção do movimento. Quando o peixe está em repouso, os otólitos funcionam como gravirreceptores estáticos (indicam a posição do peixe em relação à força de gravidade, determinando a posição adequada das nadadeiras e dos olhos). Quando o peixe está em movimento, os otólitos atuam em conjunto com os canais semicirculares na determinação das As câmaras (utrículo, sáculo e lagena) auxiliam na audição. Nos peixes que ouvem há uma conexão entre o ouvido e a bexiga natatória. A bexiga natatória funcionaria como uma grande superfície de captação de sons. A conexão entre a bexiga natatória e o ouvido pode ser direta ou indireta. Nos Ostariophysi (Characoidei, Cypriniformes e Siluriformes) a conexão é indireta, feita por uma cadeia de vértebras modificadas chamadas ossículos de Weber (são as quatro primeiras vértebras e seus processos). Quando a bexiga natatória capta o som, as suas paredes vibram. As vibrações propagam-se pelos ossículos e, no final da cadeia de ossículos, dois deles comprimem uma parte sensorial do ouvido interno (labirinto membranoso). Produção de sons em peixes ósseos Serve para: -agrupar os peixes em cardumes e possibilitar o deslocamento do Nos peixes ósseos os sons são produzidos por: -bexiga natatória (produção ou amplificação de sons).

Órgão da linha lateral: Estão presentes por todo o corpo, principalmente ao lado do corpo e cabeça, onde geralmente distribuem-se em fileiras. Sua constituição e suas funções são similares àquelas já apresentadas para os Chondrichthyes.

Quimiorreceptores: Os receptores gustativos (= botões gustativos) servem para a quimiorrecepção de contato; estão concentrados na língua e na faringe, mas podem estar presentes por todo o corpo. Os receptores olfativos localizam-se nas narinas (1 ou dois pares) e servem para a quimiorrecepção à distância. O olfato é importante na localização de alimentos, na percepção de ambientes inadequados, no reconhecimento específico (e.g., reconhecimento do sexo oposto e estágio reprodutivo) e como forma de defesa (e.g., reconhecimento de substâncias de alarme liberadas pela pele destruída de membros da mesma espécie). O desenvolvimento do órgão olfativo varia de acordo com os hábitos de cada espécie. Em espécies caçadoras é muito desenvolvido para farejar as presas. No caso de peixes migradores, como o salmão, os indivíduos retornam do mar para se reproduzir no rio onde nasceram. Isto é possivel graças a uma memória olfativa (o peixe ?lembra? do odor da água do riacho onde nasceu e localiza estas partículas odoríferas diluídas no oceano).

Tato: O tato é bem desenvolvido nos peixes ósseos. Muitas espécies apresentam filamentos táteis especiais, geralmente ao redor da boca ou estruturas modificadas a partir dos raios das nadadeiras (que também podem conter células quimiorreceptoras).

percebem com mais eficiência a aproximação de um inimigo; 4- reduz a área de vulnerabilidade de cada indivíduo).

Importância Ecológica dos Peixes Ósseos: A importância ecológica dos peixes ósseos é imensa, pois este é o grupo dominante dos ambientes aquáticos. Apresentam elevado número de espécies e elevado número absoluto de indivíduos. Correspondem a uma parte significativa da biomassa dos ambientes aquáticos. A importância dos peixes ósseos pode ser confirmada pela sua participação na teia alimentar.

Invertebrados Anfíbios Répteis Aves

Peixes Peixes Zooplâncton Peixes

Algas e Fitoplâncton Mamíferos Consumidores Secundários Consumidores Primários

TRANSIÇÃO ÁGUA ?TERRA E A ORIGEM DOS VERTEBRADOS TERRESTRES No final do Siluriano e início do Devoniano (± 408 m.a.) houve uma radiação explosiva de peixes, os quais passaram a ocupar praticamente todos os ambientes aquáticos conhecidos. Neste período as terras eram mais altas e o clima nas regiões próximas ao Equador era tropical e úmido. Bacias de água doce já haviam se desenvolvido em adição aos mares rasos, formando áreas brejosas e pantanosas, e a vegetação (abundante nos hábitats de águas rasas) já havia ocupado os ambientes terrestres. A partir do Devoniano médio as primeiras florestas já haviam se desenvolvido e os primeiros artrópodes (crustáceos, insetos, diplópodos, aracnídeos, etc.) já haviam invadido estes ambientes, tornando-se abundantes durante o Devoniano Superior (± 350 milhões). Neste cenário surgiram os primeiros tetrápodes (= vertebrados terrestres com quatro membros e dígitos).

A Origem dos Tetrápodes: A origem dos primeiros tetrápodes é ainda hoje assunto de muita polêmica e de debates efusivos. O fóssil mais antigo conhecido (Ichthyostega) data do Devoniano Médio e Superior (± 350 milhões de anos atrás), encontrado na Groenlândia e Austrália. Embora haja um consenso que a origem dos vertebrados tetrápodes tenha ocorrido a partir dos peixes Sarcopterygii, não há acordo sobre qual o grupo sarcopterígeo seria o ?grupo-irmão? dos tetrápodes. Há autores que defendem a origem dos Tetrápodes a partir de um ancestral comum com os peixes pulmonados (Dipnoi). Outros acreditam que os tetrápodes tenham se originado a partir de algum ancestral com os peixes Osteolepiformes (Rhipidistia). Esta última hipótese tem ganhado força em trabalhos mais recentes Evidências de relacionamento entre os peixes Osteolepiformes e os primeiros vertebrados terrestres:

1) Osteológicas: a forma do crânio e dos ossos dos membros dos Osteolepiformes e dos 2) Estrutura dos dentes: tanto os Osteolepiformes quanto os primeiros tetrápodes apresentavam dentes fortes e agudos que, em corte transversal, mostravam-se com invaginações 3) Provável presença de pulmões: a presença de pulmões (ou derivados destes) ocorre em 4) Semelhança dos peixes Osteolepiformes com Ichthyostega ( alguns autores não consideram este animal dentro do táxon TETRAPODA).

Pré-adaptações dos Osteolepiformes à ocupação do ambiente terrestre: - Nadadeiras carnosas com músculos fortes e sustentadas por esqueleto ósseo. Imagina-se que estas nadadeiras serviam como membros locomotores que permitiria ao animal vagar no fundo de lagos ou estuários de água estagnada, ou mesmo para deslocarem-se de um lago seco em - A provável existência de pulmões permitiria a estes animais ocuparem os ambientes alagados e quentes (áreas brejosas) com baixo nível de oxigênio, ou mesmo deslocarem-se de uma lagoa para outra durante uma estiagem.

Vantagens da vida na Terra Embora os Peixes Osteolepiformes apresentassem características pré-adaptativas para a ocupação do ambiente terrestre, estas pré-adapatações não explicam porque um animal de características aquáticas teria dado este passo. O que teria levado a evolução deste grupo no sentido de sair de um meio ao qual já estava adaptado, para invadir um meio totalmente diferente? Acredita-se que no Devoniano os ambientes aquáticos estavam repletos de diferentes espécies de peixes, de todos os níveis tróficos conhecidos. Assim a competição e predação teriam exercido forte pressão sobre os Osteolepiformes conduzindo-os a um ambiente repleto de novos recursos a serem explorados, praticamente sem competição e sem predadores.

Problemas enfrentados na conquista dos ambientes terrestres pelos vertebrados 1) Sustentação: - O peso de um animal aquático é parcialmente suportado pela água, assim na terra - Os membros precisam ser fortes para poder sustentar o peso do animal. - Todo o esqueleto precisou ser mais sólido.

2) Dessecação: - No ambiente terrestre a perda de água é um sério problema. - Os anfíbios são o primeiro grupo com glândulas lacrimais e pálpebras. - Alguns anfíbios apresentam glândulas na pele que secretam substâncias (muco) que reduzem a perda de água por evaporação. Outros vertebrados provavelmente evoluíram no sentido de queratinizar suas escamas com o mesmo propósito (ex. serpentes, lagartos, crocodilianos, etc.).

3) Órgãos sensoriais: - O mundo sensorial de um animal aquático é diferente de um animal terrestre. O som, a luz, o odor, etc, são percebidos de forma diferente na água e na terra. Os vertebrados tiveram que se adaptar a este novo mundo sensorial.

4) Respiração: Embora a respiração pulmonar supostamente já fosse uma característica dos sarcopterígeos, a respiração no ambiente terrestre enfrentou modificações no sentido de manter os animais mais independentes da água. Nos anfíbios atuais a respiração pulmonar foi auxiliada com respiração branquial (nas larvas) e cutânea. Em outros vertebrados os pulmões se especializaram para poder garantir maior eficiência nas trocas gasosas.

5) Alimentação: Para tornar eficiente a alimentação no meio terrestre algumas modificações foram importantes, como as especializações nos órgãos sensoriais (já mencionadas) para a percepção da presa; o aumento de glândulas salivares para umedecer o alimento agora seco; o alongamento do crânio proporcionando o aumento da cavidade bucal e o surgimento de um ?pescoço?, através do desligamento da cintura peitoral da base do crânio, facilitaram a captura do alimento.

CLASSE AMPHIBIA do grego amphi = ambas bios = vida Ordem ANURA - rãs, sapos e pererecas Ordem URODELA ou CAUDATA - salamandras Ordem GYMNOPHIONA (APODA) - cobras-cegas

CARACTERÍSTICAS GERAIS DO ANFÍBIOS ATUAIS (Lissamphibia = anfíbios de pele nua) 2) Coração com três câmaras (2 átrios e 1 ventrículo) 3) Respiração branquial (larvas e algumas salamandras pedomórficas), pulmonar e cutânea. 4*) Estrutura glandular da pele. Os Lissamphibia apresentam a pele sem escamas (presentes em alguns ápodos) e com dois tipos de glândulas: granulares (produzem veneno) e mucosas (umedecem 6) Alimentação. Os adultos são basicamente carnívoros e as larvas, quando presentes, podem ser 7*) Dentes pedicelados. Quase todos os anfíbios possuem dentes divididos em uma parte basal (pedicelo) e uma parte distal (coroa). Ambas as partes são compostas por dentina e estão separadas por uma estreita faixa de dentina não calcificada ou tecido conjuntivo fibroso. 8*) Complexo opérculo-plectro. A maioria dos anfíbios apresenta dois óssos envolvidos na transmissão de sons para o ouvido interno: a columela (plectro) e o opérculo. 9*) Papila amphibiorum. Todos os anfíbios possuem uma área no ouvido interno sensível a sinais 10) Dois côndilos occipitais (Côndilo = articulação do crânio com a 1ª vértebra da coluna). 11*) Bastonetes verdes. Os Urodelos e os Anuros apresentam um tipo especial de células na retina de função desconhecida. Estas células não são encontradas em Gymnophiona, mas estes animais tem olhos extremamente reduzidos e estas células podem ter sido perdidas. 12*) Presença do músculo levator bulbi, responsável pelo erguimento dos olhos, tornando-os 13*) Corpos gordurosos associados às gônadas, provavelmente utilizados como reserva de energia 14*) Deglutição auxiliada pela entrada dos globos oculares na cavidade bucal * CARACTERÍSTICAS EXCLUSIVAS DE AMPHIBIA

Ordem Gymnophiona (Apoda) - Nomes populares: Cobra-cega, cobra-de duas-cabeças, cecílias. - Cerca de - No Brasil são registradas pouco mais de 30 espécies.

- Apresentam o corpo alongado, geralmente segmentado por dobras na pele em forma de anéis. - Ausência de membros locomotores e cintura; cauda, quando presente, extremamente reduzida (3-4 vértebras).

- O crânio é compacto e maciço com fusão de vários ossos (adaptação para cavar galerias: vida - Algumas espécies podem apresentar escamas dérmicas localizadas nos anéis corporais. - Hábito escavador (fossório) ou aquático (podem escavar no lodo ou no solo). - Apresentam um par de tentáculos sensoriais protráteis entre o olho e a narina. - Os machos apresentam um órgão copulatório protrusível (phallodeum). A fecundação é interna. - Ovíparos ou vivíparos. Em ambos os casos podem ocorrer desenvolvimento direto ou larvas - O pulmão esquerdo geralmente é rudimentar.

Três Famílias são encontradas no Brasil: - Caeciliidae - Rhinatrematidae - Typhlonectidae Ordem Caudata (Urodela) - Nomes populares: Salamandras, tritões, axolotle - Cerca de 415 espécies conhecidas, com distribuição principal na América do Norte e nordeste da Eurásia, uma única Família (Plethodontidae) ocorre na América Central e do Sul. - No Brasil é registrada apenas uma espécie Bolitoglossa altamazonica (Plethodontidae).

- Apresentam o corpo alongado geralmente com 4 membros curtos (algumas espécies tem perda secundária - Locomoção pouco especializada: movimentos ondulatórios do corpo somado ao movimento dos - Muitas espécies apresentam pedomorfose (retenção de caracteres larvais em adultos como: ausência de - A fertilização é externa ou interna por meio de espermatóforo (na maioria das espécies). - A maioria das espécies é ovípara, mas algumas são ovovivíparas ou vivíparas. Apresentam - Algumas espécies de Plethodontidae não apresentam pulmões (respiração apenas cutânea).

Ordem Anura - Nomes populares: Sapos, rãs e pererecas - Cerca de 4100 espécies conhecidas. São cosmopolitas, com exceção das regiões árticas e - No Brasil são registradas pouco mais de 500 espécies, considerada a maior diversidade de espécies de anfíbios do mundo, juntamente com a Colômbia.

- A fertilização é geralmente externa e a maioria das espécies é ovípara, porém a ovoviviparidade e - Hábitos aquáticos e terrestres, com extensa ocupação de nichos terrestres.

Diferenças entre sapo, rã e perereca (denominação popular): sapos - Glândula de veneno (paratóide) logo atrás dos olhos, pele verrugosa, pés com dedos curtos rãs - Apresentam linhas dorsais que correspondem a pregas glandulares, pele lisa, pés com dedos pererecas - Pele lisa, dedos curtos com discos adesivos e membrana interdigital desenvolvida.

CLASSE AMPHIBIA TEGUMENTO A pele dos anfíbios é nua; sem escamas (presentes em alguns ápodos), pêlos ou penas para proteção. Possui apenas glândulas (mucosa e granular). Podem ser encontrados também alguns receptores de calor, frio, pressão e tatéis.

A pele é úmida, permeável e ricamente vascularizada para facilitar a respiração e a osmoregulação.

SISTEMA ESQUELÉTICO 1) Crânio: Os anfíbios têm um crânio mais largo e achatado com órbitas maiores que as existentes em peixes, possuindo também um menor número de ossos dérmicos representados principalmente por um par de pré-maxilares, maxilares, nasais, frontais, parientais e esquamosais. Não existe palato secundário em anfíbios, as coanas se abrem na região anterior do teto da boca.

Existe um número reduzido de ossos na mandíbula em alguns anfíbios, podendo ou não haver dentes inseridos nela.

O crânio aloja o Sistema Nervoso Central e os órgãos dos sentidos da visão, olfação, audição e equilíbrio.

ossificado, com redução e perda de vários ossos (hábito saltatorial); os caudata (urodela) apresentam crânios intermediários e são menos especializados quanto a locomoção.

Nos anfíbios pela primeira vez aparece o esterno; mas, as costelas ainda são pouco desenvolvidas e em nenhum caso encontram-se em contato com o esterno (na maioria dos anuros as costelas estão ausentes). A maioria dos anfíbios apresenta dois pares de membros, nos anteriores existem quatro dedos e nos posteriores, cinco artelhos (= dedos dos pés). A cintura pélvica liga-se ao esqueleto axial por intermédio de uma vértebra sacral única, exceto em Apoda. Urodelos ® Sistema esquelético e muscular pouco especializado, adaptado para caminhar.

APARELHO DIGESTÓRIO O aparelho digestório em anfíbios é formado pela cavidade bucal, faringe, esôfago, A cavidade bucal pode possuir dentes mandibulares, maxilares ou vomerianos (localizados no céu da boca), que são importantes na defesa, captura e ingestão de alimentos. A língua possui glândulas mucosas e botões gustativos. Nos sapos rãs e pererecas a língua é presa anteriormente e livre posteriormente, sendo projetada para fora da boca para capturar o alimento (geralmente invertebrados vivos). A superfície pegajosa da língua, graças à secreção de um muco viscoso, ajuda a aderir à presa. A língua está ausente nos anuros da Família Pipidae.

A faringe é formada por um epitélio ciliado com células secretoras de muco e amilase. Nela encontra-se a glote, que controla a entrada de substâncias para o esôfago.

O esôfago é igualmente formado por epitélio ciliado com células secretoras de muco e pespsinogêneo. No esôfago encontramos um esfíncter muscular em cada extremidade que impede o refluxo do alimento.

O estômago é curto e largo, o epitélio não é ciliado mas há produção de muco. Na porção final existe um esfíncter pilórico, separando-o do intestino. No piloro o pepsinogêneo torna-se pepsina (devido a diminuição do pH) que atua na degradação das proteínas. No estômago há produção de HCl (ácido clorídrico) que torna o pH baixo o que auxilia na morte da presa, inibe O intestino é curto (são animais carnívoros) com inúmeras dobras internas (microvilosidades), que aumentam a área de absorção do alimento, terminando numa cloaca.

As glândulas associadas atuam principalmente na produção de substâncias que serão lançadas no tubo digestivo: o fígado com a bile e o pâncreas com as enzimas: tripsina, lipase e amilase.

SISTEMA RESPIRATÓRIO Os anfíbios passam, na maioria dos casos, por uma fase aquática e uma fase terrestre, Durante a fase aquática, geralmente a respiração é por brânquias (nos girinos e em algumas salamandras pedomórficas), que são estruturas filamentosas, externas ou internas, protegidas por um opérculo; através da pele (cutânea) ou por pulmões (naquelas espécies que são totalmente aquáticas, ex. família PIPIDAE). Em girinos (anuros) as brânquias são externas apenas nas primeiras fases do desenvolvimento, depois tornam-se internas. Alguns girinos desenvolvem Na fase terrestre a respiração é pulmonar e cutânea. Algumas salamandras não Os pulmões nos anfíbios atuais são duplos e pouco desenvolvidos, consistindo basicamente numa estrutura saculiforme hialina (transparente) com paredes lisas (formas aquáticas) ou septadas (aumenta a superfície de trocas gasosas, nas formas mais terrestres). Os pulmões dos anfíbios são pouco eficientes para as trocas gasosas. O ar entra na cavidade bucal pela ação muscular da região gular (assoalho da boca), que cria diferênças de pressão provocando a entrada e saída do ar através das coanas. O ar é bombeado para os pulmões pela deglutição. Os pulmões dos anfíbios abrem-se diretamente a partir da traquéia. Nos anuros a parte superior da traquéia é desenvolvida formando a laringe, onde localizam-se as cordas vocais. O coaxo do sapo é produzido pela passagem do ar pelas cordas vocais, sendo amplificado no saco vocal do macho.

SISTEMA CIRCULATÓRIO Nos anfibios a circulação é dupla e incompleta; dupla porque o sangue circula duas vezes pelo coração e incompleta porque ocorre mistura de sangue venoso e arterial no coração. O coração dos anfíbios apresenta três câmaras (2 átrios e 1 ventrículo) e recebe tanto sangue A fim de impedir a mistura excessiva dos dois tipos de sangue, desenvolveu-se um sistema de circulação dupla; circulação pulmonar/cutânea e circulação sistêmica. Isto foi conseguido pela formação de um septo inter-atrial e pela divisão do cone arterioso em vasos sistêmicos e pulmonares. O sangue proveniente do corpo entra no átrio direito, passa para o ventrículo, onde é bombeado para os pulmões. O sangue oxigenado entra na átrio esquerdo pelas veias pulmonares, passa para o ventrículo onde é bombeado para a circulação sistêmica.

2) Olfação: Ocorre através do epitélio olfativo localizado nas vias respiratórias; uma estrutura que aparece pela 1ª vez para olfação em anfíbios é o orgão de Jacobson (ou orgão vomeronasal), que é uma evaginação da passagem nasal revestido por epitélio ciliado. A olfação é 3) Visão: Os olhos dos anfíbios são basicamente iguais aos de outros vertebrados, sendo um pouco mais desenvolvidos que nos peixes devido a vida terrestre. Surgem as pálpebras; as glândulas lacrimais e a membrana nictitante. O cristalino é acomodado para uma visão à distancia, podendo ser deslocado para frente para focar um objeto próximo. A abertura pupilar pode ser vertical ou horizontal. As pálpebras são bem desenvolvidas em espécies terrestres e rudimentares nas espécies aquáticas. O corpo pineal funciona como fotorreceptor, sendo sensível a comprimentos de onda e a intensidade da luz.

4) Audição: O aparelho auditivo é muito variável entre os anfíbios. A maioria dos Anura tem um ouvido médio ( caracterizado pela columela e opérculo) e uma membrana timpânica externa. Os sons são transmitidos da membrana timpânica para o ouvido interno através da columela. A cavidade timpânica comunica-se com a faringe pela trompa de Eustaquio, o que permite igualar a pressão externa e a pressão interna à membrana timpânica. Da região ventral do sáculo do ouvido interno, existe uma evaginação ventral, chamada lagena que acredita-se estar relacionada com a recepção de vibrações sonoras provenientes do substrato ou propagadas pelo ar.

5) Na pele: A linha lateral está presente em larvas e adultos aquáticos. Localizam-se na cabeça e no corpo. Os órgãos da linha lateral são sensíveis à corrente de água e provavelmente à pressão. Na pele ainda são encontrados receptores de calor, frio, táteis e de pressão.

SISTEMA UROGENITAL O aparelho excretor e genital estão associados nos anfíbios assim como em todos os ® Rins: Os anfíbios apresentam um par de rins, que são responsáveis tanto para excreção Em Gymnophiona os rins são opistonéfricos (parte anterior, média e posterior persistem no adulto); enquanto que em Anura e Urodela os rins são mesonéfricos (a parte anterior do rim larval é perdida).

REPRODUÇÃO Em Apoda (=Gymnophiona; cobras-cegas) a fertilização é interna e o macho apresenta orgão copulador. As espécies podem ser ovíparas ou vivíparas. Na espécies ovíparas é freqüente a vigia maternal, ou seja, a fêmea permanece próxima aos seus ovos, protegendo-os. Neste caso os ovos são geralmente terrestres. No caso das espécies vivíparas, os embriões permanecem no útero materno (= porção dilatada e especializada do oviduto) e nutrem-se de vitelo nas primeiras fases de desenvolvimento; quando o vitelo se esgota eles passam a raspar as paredes do útero com dentes especializados, estimulando a secreção de um leite uterino, bem como ingerindo células da parede do útero, que são arrancadas pelos dentes especializados. A respiração e excreção dos embriões no útero são feitas pelas brânquias transformadas, que ficam em contato com a parede vascularizada do útero.

Em Urodela (salamandras) a fertilização geralmente é interna, mas o macho não apresenta orgão copulador; apresenta espermatóforos. Apresentam comportamento de corte por toques mútuos, pela visão (posturas e movimentos estereotipados) e pelo olfato (há liberação de substâncias químicas exicitantes, através de glândulas especiais), o que auxilia no reconhecimento específico, isolamento reprodutivo e sincronia reprodutiva. O local de oviposição geralmente é na água, ocorrendo a eclosão de larvas parecidas a girinos; em alguns casos a oviposição ocorre na terra ou há viviparidade.

A reprodução em Anura (sapos, rãs e pererecas) é mais bem estudada e diversos aspectos podem ser detalhados como se segue: 1) Modos de reprodução (locais de desova e desenvolvimento larval). Os anuros, juntamente com os peixes, são o grupo de vertebrados com maior diversificação de modos reprodutivos. Mais de 30 possibilidades podem ser reconhecidas. Exemplos de locais de reprodução de anuros: - incubação no corpo de um dos pais (dorso, saco vocal, útero, estômago).

2) Epóca do ano em que ocorre a reprodução: 3) Período do dia em que ocorre a reprodução: - poucas o dia todo (24 horas).

neotropicais de anfíbios se reproduz na estação chuvosa, pois há água e umidade elevadas, bem como temperaturas elevadas, que permitem grande atividade em animais ectotérmicos.

5) Padrões temporais de reprodução A) Explosivo: B) Prolongado: -é freqüente em espécies mais especializadas.

Há um gradiente entre os dois padrões temporais de reprodução e a maioria das espécies pode ser classificada como intermediária entre os padrões de reprodução explosivo e prolongado.

6) Comportamentos reprodutivos: a) Vocalizações ? os dois tipos mais comuns são: -Vocalização de Anúncio (é a vocalização mais comumente emitida pelo anuro) - serve tanto para atrair a fêmea como repelir outros machos. A importância da vocalização de anúncio está no reconhecimento específico e no isolamento reprodutivo; além disso é usada como ferramenta na taxonomia das espécies.

-VocalizaçãoTerritorial ? serve para repelir outros machos. É uma vocalização mais agressiva que a de anúncio.

Existem algumas poucas espécies de anuros que são mudas e outras poucas nas quais a fêmea não é muda, podendo vocalizar.

b) Lutas territoriais: geralmente entre machos que disputam território reprodutivo. Estes territórios são áreas de uso exclusivo de um determinado macho e possibilitam o cortejamento de fêmeas sem interferência de machos vizinhos. Em alguns casos o território tem outras funções (áreas de abrigo, alimentação, cuidado à prole).

O amplexo é basicamente o abraço dado pelo macho na fêmea, momentos antes da oviposição. O amplexo permite ao macho assegurar uma fêmea para a reprodução. Além disso o amplexo serve para estimular o par e sincronizar a liberação dos gametas. Na maioria das espécies Em algumas poucas espécies não há amplexo; a fêmea deposita os óvulos e o macho os banha com espermatozóides, sem abraçar a fêmea. Em pouquíssimas espécies ocorre fertilização interna.

d) Estratégias reprodutivas empregadas pelos machos: Principal -Macho vocalizador ? O macho vocaliza e atrai fêmeas; cabe à fêmea selecionar os machos Através da vocalização.

-Procura ativa por fêmeas ? O macho tenta entrar em amplexo com indivíduos que estejam -Macho deslocador - Um macho tenta retirar outro que já se encontra em amplexo, tomando- Alternativas -Macho satélite ? Um macho mais fraco (geralmente perdedor de uma interação territorial) permanece próximo a um macho territorial (=vocalizador). Quando aparece uma fêmea, atraída pelo macho vocalizador, o satélite tenta roubá-la do macho territorial (parasitismo sexual).

Outra possibilidade do comportamento satélite é que o macho mais fraco (perdedor de interação territorial) permanece próximo a um macho territorial (=vocalizador) esperando por disponibilidade de território.

7) Dimorfismo Sexual - pode ser observado por diferenças no tamanho (a fêmea é maior na maioria das espécies, mas existem exceções onde o macho é maior), e na coloração, presença de saco vocal do macho, presença de espinhos e/ou calos nupciais nos machos, diferenças no desenvolvimento da palmatura, presença de glândulas em um dos sexos e pela hipertrofia dos membros anteriores dos machos.

8) Mecanismos de isolamento reprodutivo: São importantes, pois evitam a fusão de duas ou mais Tipos de mecanismos de isolamento reprodutivo: - pré-zigóticos (evita perda de gametas): - vocalização de anúncio (normalmente cada espécie tem uma vocalização diferente das - diferenças morfológicas;

- pós-zigóticos (dificultam a sobrevivência ou a reprodução do híbrido): - incompatibilidade genética ? o zigoto morre - inviabilidade do híbrido - o híbrido não atinge a idade adulta - esterilidade do híbrido

CLASSE REPTILIA Répteis Grupo heterogêneo de vertebrados amniotas, que inclui: quelônios, jacarés, serpentes, lagartos e, segundo alguns autores, as aves.

REPTILIA Quelônios Squamata Crocodilia Aves Mamíferos

Origem Surgiram no Carbonífero (320 m.a.), provavelmente a partir de um ancestral anfíbio. Nesta época todos os continentes estavam unidos em um único super-continente, a Pangea. Não apareceram repentinamente (existem animais de transição de difícil classificação entre répteis e anfíbios). Durante milhões de anos, animais com características intermediárias entre anfíbios e répteis, passaram de uma vida parcialmente terrestre para uma vida totalmente terrestre. As relações filogenéticas basais entre os répteis não são bem conhecidas e o seu estudo está em andamento. A origem e grande irradiação adaptativa dos répteis parece estar relacionada à irradiação adaptativa dos insetos no Carbonífero superior (a irradiação adaptativa dos insetos e plantas também foi inter-relacionada). Pela primeira vez havia alimento terrestre suficiente para vertebrados Os primeiros répteis eram animais pequenos conhecidos como captorrinídeos. Eram animais parecidos morfologicamente aos lagartos atuais e provavelmente se alimentavam de insetos. Alguns autores acreditam que os captorrinídeos foram os responsáveis pela origem de todos os demais Rapidamente, após a origem dos répteis, diversos grupos evoluíram como grupos de maiores dimensões e sofreram uma grande diversificação de formas e hábitos alimentares. Por exemplo, formas terrestres lentas e ágeis, formas voadoras, formas aquáticas; espécies com hábitos Além da irradiação das plantas e insetos no meio terrestre, a evolução do ovo amniótico foi um passo decisivo na conquista definitiva do meio terrestre pelos répteis. Os anfíbios não desenvolveram este tipo de ovo, motivo pelo qual jamais ganharam uma independência definitiva do meio aquático ou de ambientes úmidos. O ovo amniótico ocorre em répteis, aves e mamíferos.

adaptativas que hoje são ocupadas por todos os vertebrados terrestres, representando o primeiro grande experimento dos vertebrados na ocupação generalizada do meio terrestre. Considerando-se as aves como dinossauros que adquiriram a endotermia, então o domínio dos dinossauros continuaria até os dias de hoje, pois as aves correspondem ao grupo mais diversificado de tetrápodas.

O Declínio dos Répteis Várias hipóteses e teorias foram propostas e podem ser agrupadas em dois grupos principais: Impacto de grande meteorito - nuvem de pó 1) Resultante de fatores abióticos Aumento na concentração de CO2 atmosférico Alterações de temperatura (glaciações)

Falta de alimentos 2) Resultante de fatores bióticos Competição com os mamíferos Características gerais dos répteis: 1) Ectotérmicos (=poecilotérmicos) - Não queimam a energia dos alimentos para se aquecer (como fazem aves e mamíferos) e assim podem investir uma maior proporção desta energia em crescimento e reprodução. Isto explica as grandes dimensões alcançadas pelos dinossauros. Os répteis têm alta eficiência na produção de biomassa (crescimento e produção de filhotes) que é 10 3) Pele seca, queratinizada, sem pêlos e penas (isto se usarmos um critério conservador e 5) Coração com três ou quatro câmaras (2A + 1V ou 2A + 2V) 6) Cauda presente.

2) Synapsida (extintos); exemplo therapsídeos: Apresentam uma única abertura entre os ossos pós- 3) Euryapsida (extintos); exemplo Ichthyosaurus: Apresentam uma única abertura entre os ossos pós-orbital, esquamosal e parietal.(Este tipo de crânio é de importância menor dentro da classificação, pois parece ser uma especialização ao modo de vida dos ictiosauros). 4) Diapsida (Archosauria e Lepidosauria): Apresentam duas aberturas, uma entre os ossos pós- orbital, jugal e esquamosal e outra entre os ossos pós-orbital, esquamosal e parietal.

Sistema esquelético: Muito variável entre os diferentes grupos de répteis. O crânio pode ser do tipo Anapsida, Synapsida, Euryapsida e Diapsida. De uma maneira geral (excluindo-se as serpentes), o crânio dos répteis é, de uma maneira geral, mais ossificado que o dos anfíbios (em serpentes pode ser menos ossificado que em anfíbios). Em alguns lagartos (exemplo: Tuatara) há uma abertura Os dentes estão ausentes nos quelônios atuais, que apresentam um bico córneo. No entanto, embriões de quelônios podem exibir dentes, atestando a perda secundária destas estruturas. Os demais répteis possuem dentes, que geralmente são substituíveis. Os dentes são formados por dentina envolvida por esmalte. Há pelo menos três tipos distintos de implantação de dentes em A maioria dos répteis apresenta homodontia, ou seja dentes iguais e com pouca distinção de funções (exemplo: maioria dos lagartos). Alguns répteis apresentam heterodontia, ou seja diferentes tipos de dentes, cada qual com funções distintas (exemplo: serpentes peçonhentas). A heterodontia indica maior especialização alimentar. Os dentes são importantes no apresamento e ingestão dos alimentos, bem como na defesa contra agressores (predadores ou coespecíficos). Nas As mandíbulas podem ser fundidas como em Crocodylia ou conectadas apenas por A coluna vertebral está diferenciada em quatro regiões: cervical, dorsal, sacral e caudal, exceto em répteis sem membros, onde tal separação pode ser menos conspícua. Membros locomotores: são bastante diversificados, de acordo com os hábitos e habitats ocupados. Podem estar reduzidos ou ausentes; adaptados a andar, correr, nadar.

Sistema muscular: Devido ao maior desenvolvimento das costelas e também aos tipos mais avançados de locomoção em relação aos anfíbios, os músculos axiais (tronco) passam a ser complexos de forma similar ao que se observa em mamíferos. Nas serpentes os músculos axiais são extremamente desenvolvidos para suprir a falta dos membros. Nos quelônios os músculos axiais são pouco desenvolvidos devido à presença da carapaça. Os músculos dos membros dos quelônios são bem desenvolvidos, principalmente em formas corredoras.

que contrai os melanóforos da pele, provocando o seu clareamento. A ausência de luz provoca o inverso. Como anexo tegumentar, além das escamas de origem epidérmica, ocorrem as unhas, de origem dérmica.

Aparelho circulatório: Coração com três (2 átrios e 1 ventrículo) ou quatro câmaras (2A e 2V). O ventrículo pode ser parcialmente dividido em dois (na maioria dos répteis) até quase totalmente dividido (nos Crocodylia). Nos répteis as veias pulmonares apresentam-se mais desenvolvidas que nos anfíbios. A circulação nos répteis é dupla (circulação pulmonar e circulação sistêmica) e ocorre certa mistura de sangue venoso e arterial no coração. Os eritrócitos dos répteis são nucleados. Vasos linfáticos compõem o sistema linfático, que corresponde a um meio de retorno dos fluidos no sentido das células até o coração. Muitos répteis apresentam um par de corações linfáticos contráteis na região pélvica, o que não ocorre em aves e mamíferos.

Aparelho respiratório: É formado por: narinas, cavidade bucal, traquéia, brônquios (que podem se dividir em primários, secundários e terciários) e pulmões. Além de deglutir ar como os anfíbios, fazem uso de músculos abdominais e de músculos das costelas para aspirar ar até os pulmões. Em termos de complexidade, os pulmões dos répteis são intermediários aos pulmões de anfíbios e dos vertebrados superiores (aves e mamíferos). São considerados como mais complexos que os pulmões dos anfíbios, pois apresentam um maior número de câmaras e alvéolos. Isto implica em maior eficiência do órgão respiratório, pois há maior superfície de trocas gasosas. Nas serpentes o pulmão esquerdo é reduzido ou ausente e o direito é alongado, seguindo a forma do corpo do animal. Os Crocodylia apresentam os pulmões mais complexos entre os répteis, sendo semelhantes aos pulmões de mamíferos. Alguns quelônios aquáticos, além dos pulmões, respiram pela pele, faringe e cloaca.

Sistema digestório: É adaptado aos hábitos alimentares de cada espécie. É composto basicamente por: cavidade bucal com glândulas salivares, língua, esôfago, estômago, intestino delgado, divertículo cecal (ausente nos Crocodylia), intestino grosso e cloaca. O pâncreas e o fígado são glândulas associadas aos processos digestivos e com ductos que desembocam no trato digestivo.

adequada à morfologia do hemipênis de um macho heteroespecífico. Cada hemipênis está associado a um testículo.

Sistema nervoso: O sistema nervoso dos répteis é considerado como mais complexo que o de anfíbios, possuindo diversas características similares às observadas no sistema nervoso de mamíferos. Por exemplo, o cerebelo dos répteis é relativamente maior que o dos anfíbios, mas ainda é menor que o cerebelo de aves e mamíferos, os quais têm capacidade locomotora maior. A partir dos répteis são observados 12 pares de nervos craniano (10 em peixes e anfíbios), que se mantêm nas aves e mamíferos.

Visão: O olho é o órgão sensorial mais importante para a maioria das espécies de répteis. A acomodação da visão se faz pela alteração na forma do cristalino (e não na movimentação dele para frente e para tras, como em peixes e anfíbios): cristalino plano = visão acomodada para longe; Ouvido: Muito variável entre os diferentes grupos de répteis. Bem desenvolvido em lagartos e jacarés, que apresentam ouvido externo, médio e interno. Nas serpentes e quelônios o ouvido não se exterioriza e as vibrações são transmitidas ao ouvido interno através dos ossos da mandíbula e Olfato: o epitélio olfativo localiza-se numa câmara próxima às narinas. O órgão de Jacobson é bem desenvolvido em diversos répteis. Este órgão é pareado e associado aos órgãos olfativos. O órgão de Jacobson é uma parte modificada da cavidade nasal. Fica no céu da boca e é mais desenvolvido em serpentes e lagartos. É sensível a partículas odoríferas presentes no ar, que são apanhadas com a língua. O animal toca com a(s) ponta(s) da língua no órgão de Jacobson, podendo Termorrecepção: Conhecida em serpentes. Nos viperídeos (Crotalinae) ocorre a fosseta loreal, que é um órgão termorreceptor e nos Boidae ocorrem células termorreceptoras ao longo dos maxilares. Detectam presas por variação de temperatura em relação ao ambiente. Serpentes que usam órgãos termorreceptores geralmente caçam presas endotérmicas, as quais geralmente apresentam temperaturas mais elevadas que o meio circundante.

Ordem Testudinata (quelônios) Tartarugas e cágados são as formas aquáticas; jabutis são as formas terrestres. Os quelônios são animais morfologicamente conservativos. Originaram-se no Triássico e pouco mudaram nos mais de 200 milhões de anos de evolução. A chave do sucesso do grupo, o casco externo que confere proteção, limitou a diversificação do grupo. Quelônios voadores e planadores nunca existiram e o hábito arborícola existe apenas de forma incipiente. Os quelônios são animais derivados e especializados e encontram-se entre os vertebrados mais bizarros, sendo recobertos por um casco ósseo externo, patas dentro das costelas e bico córneo no lugar dos dentes. Se fossem animais extintos eles rivalizariam com os dinossauros em termos de Algumas formas apresentam articulação no plastrão, que permite esconder mais eficientemente as partes moles e vulneráveis do corpo. Certas formas dispõem de fortes maxilas e mordem quando ameaçadas. Certas formas aquáticas (tartarugas-de-casco-mole) sofreram forte redução na ossificação do casco, tornando-se animais mais leves e ágeis. Em outras formas aquáticas (tartarugas-almiscaradas) apenas o plastrão sofreu reduções, permitindo que os animais Os Cryptodira são mais diversificados, sendo cosmopolitas (só não ocorrem na Austrália).

Os Pleurodira só ocorrem no Hemisfério Sul (no passado ocorriam no Hemisfério Norte), sendo menos diversificados (todas as formas atuais são aquáticas, mas no passado houve formas As espécies de tartarugas-marinhas são todas Cryptodira. Podem atingir grandes dimensões (a tartaruga-de-couro ultrapassa 2 m de comprimento e 600 kg de peso). As tartarugas-de-couro alimentam-se de águas-vivas e podem mergulhar até 1200 m no mar.

Respiração Existem limitações mecânicas para a respiração de um vertebrado contido no interior de um casco rígido. Para permitir a tomada de ar, certos músculos contraem-se, aumentando o volume da cavidade visceral, permitindo que as vísceras acomodem-se para baixo. Pela contração de outros músculos, as vísceras são forçadas para cima, comprimindo os pulmões e forçando a exalação do ar.

Reprodução Durante as interações sociais os quelônios usam sinais táteis, visuais e olfativos. Todos os quelônios são ovíparos e os ovos são depositados no ambiente terrestre (jamais na água). As fêmeas usam as patas posteriores para cavar um ninho no solo, onde desovam entre 4 ovos, nas espécies pequenas, até mais que 100 ovos, nas tartarugas-marinhas. Os ovos podem ter cascas moles ou rígidas, de acordo com a espécie, e o desenvolvimento até a eclosão também é variável de acordo com a espécie (28 a 420 dias). Em algumas espécies a determinação sexual dos embriões é dependente da temperatura de incubação dos ovos. Geralmente as altas temperaturas de incubação produzem o sexo de maior porte, ou seja geralmente fêmeas no caso de quelônios (a determinação sexual pela temperatura de incubação também pode ocorrer em lagartos e crocodilianos).

Os Lepidosauria: Tuatara, Lagartos, Amphisbaenias e Serpentes Sphenodontia (representantes atuais: duas espécies de tuatara, gênero Sphenodon) Popularmente conhecidos como Tuatara Foi um grupo diversificado no Mesozóico. As formas atuais estão restritas à Nova Zelândia. Possuem dentes presos à superfície das maxilas (dentes acrodontes). As formas fósseis podiam possuir este tipo de dentes ou dentes pleurodontes (presos por suas superfícies laterais às maxilas), que ocorrem atualmente em alguns lagartos (Lacertilia). Os tuatara são animais noturnos pequenos, que medem cerca de 60 cm de comprimento e alimentam-se principalmente de artrópodes e eventualmente de pequenos vertebrados (anuros, lagartos e aves). Os tuatara vivem em tocas que podem ser compartilhadas com aves marinhas. As tocas dos tuatara são espaçadas por cerca de 3 m e os animais são territoriais, utilizando-se de vocalizações e mordidas durante as interações sociais.

Lacertilia (3.000 espécies de lagartos) Grupo mais diversificado dos répteis atuais. Variam em tamanho desde 3 cm de comprimento e alguns gramas de peso até 3 m de comprimento e mais de 70 kg, como é o caso do dragão de Komodo. Cerca de 80% das espécies atuais de lagartos pesam menos de 20 g quando Os lagartos correspondem a um grupo bem sucedido, ocupando os mais variados habitats, como ambientes marinhos (o iguana marinho das Ilhas Galápagos alimenta-se de algas a mais de 10 m de profundidade), pântanos, desertos, florestas, montanhas. Existem formas de chão e formas arborícolas.

Reprodução: Fecundação interna; os machos apresentam órgão copulador; ocorre desde espécies ovíparas até espécies vivíparas.

Alimentação: Os hábitos alimentares também são variados nos lagartos. Existem formas onívoras como as espécies de teiús (gênero Tupinambis, família Teiidae), espécies herbívoras que se alimentam de folhas (gênero Iguana, família Iguanidae), espécies predadoras especializadas em insetos (80% dos lagartos), caramujos (gênero Dracaena, família Teiidae) e predadores de grandes vertebrados, como o dragão-de-Komodo (Varanus komodoensis, família Varanidae), que pode predar búfalos, cabras e veados, que são tocaidos por grupos de lagartos.

Amphisbaenia Este grupo inclui cerca de 150 espécies de Squamata altamente especializados no hábito fossório. A grande maioria destes animais é ápode; apenas as espécies mexicanas do gênero Bipes possuem membros anteriores bem desenvolvidos, usados na penetração do solo, mas não na escavação subterrânea. O crânio é compacto e rígido, sendo usado na escavação de galerias no solo.

SERPENTES As cerca de 3.000 espécies de serpentes são cosmopolitas, ausentes somente nas regiões polares, em altitudes muito grandes e em algumas ilhas isoladas. A maioria é terrestre, mas existem várias fossórias, aquáticas (inclusive marinhas) e arborícolas. Podem ser encontradas nos mais variados ambientes terrestres (desertos de areia, desertos com arbustos, caatinga, restingas, O corpo das serpentes é coberto por escamas, que podem ser lisas ou quilhadas. Ocorre muda periodicamente. A capa externa do estrato córneo se separa da interna e o espaço intermediário se enche com um líquido semelhante a linfa, iniciando a muda. A audição é limitada a freqüências baixas. Não possuem ouvido externo, as alterações sofridas pelo crânio resultaram na regressão do ouvido. Os únicos ossículos do ouvido estão em contato com os ossos da boca, pelos quais os sons são recebidos e transmitidos. Não possuem As glândulas cutâneas são raras entre os répteis. Em algumas espécies de serpentes há glândulas cloacais que secretam um líquido malcheiroso, usado na defesa. Devido a forma alongada, existem vários graus de redução do pulmão esquerdo (em Caenophidia já há redução total; nos grupos mais basais há diferentes graus de redução). A traquéia é suportada por cartilagens e se divide no tórax em um ou dois brônquios. O mecanismo de ventilação pulmonar se dá por inspiração por sucção ativa e expiração por pressão. Isso é possível porque os répteis têm os pulmões em uma cavidade fechada, que pode ser expandida e comprimida por contrações musculares. Em algumas espécies de serpentes, parte da traquéia é recoberta com epitélio respiratório, como um pulmão traqueal especializado. As serpentes aquáticas respiram pela cavidade bucal e por redes capilares situadas sob a epiderme que possibilita a respiração cutânea, além da pulmonar.

Família Boidae - Cerca de 63 espécies em 20 gêneros. No Brasil: Boa (jibóia) Corallus, Epicrates, Eunectes (sucuri), Xenoboa. Maioria entre 2 e 4 metros. Eunectes murinus (sucuri) e Phyton reticulatus são conhecidas como as maiores serpentes do mundo, podem chegar a 10 metros ou mais.

Caenophidia: ?Serpentes avançadas? - maioria das espécies atuais. Sem vestígios de membros posteriores. Não possuem pulmão esquerdo. Adaptação para a ingestão de grandes presas. Ossos do Família Colubridae ?Inclui cerca de 70% de todas as espécies de serpentes, ou mais do que 1700 espécies em aproximadamente 320 gêneros. No Brasil 55 gêneros. Exemplos: Atractus, Chironius, Erythrolamprus, Helicops (cobra d'água), Imantodes, Liophis, Oxyrhopus (falsa coral), Waglerophis (boipeva), Sibynomorphus (dormideira), Philodryas, Xenodon, Tomodon. Família Viperidae ? Aproximadamente 215 espécies e cerca de 20-27 gêneros. No Brasil cerca de 23 espécies nos gêneros Bothrops (jararaca), Crotalus (cascavel) e Lachesis (surucucu, pico-de-jaca). Fosseta loreal nos Crotalinae (duas subfamílias: Crotalinae e Viperinae). O maior viperídeo do mundo é a Lachesis muta (surucucu), que chega a mais de 3 metros de comprimento. Família Elapidae ? 280 espécies em 62 gêneros. Inclui as serpentes marinhas (± 60 espécies). No Brasil, 26 espécies de Micrurus (coral verdadeira). Na Austrália só há elapídeos e é neste continente onde há maior diversificação desta família.

Alimentação As serpentes são carnívoras, os dentes agudos e recurvados estão adaptados para agarrar a presa. Nas serpentes, a técnica de alimentação envolveu notáveis modificações estruturais do crânio e maxilares. Além da redução do esqueleto facial, que liberta os maxilares da caixa craniana, o cérebro é encerrado num osso, para proteção contra o contato com a presa. O osso quadrado, que liga frouxamente o maxilar inferior ao crânio, funciona como uma dupla dobradiça. As extremidades frontais do maxilar inferior não se articulam com firmeza na região anterior, sendo frouxamente presas entre si por um ligamento. Desse modo, cada um dos ossos do maxilar inferior constitui uma unidade capaz de mover-se livremente. Isso confere as serpentes uma capacidade excepcional da abertura bucal e uma capacidade de distensão limitada unicamente pela elasticidade As glândulas bucais são: palatinas, linguais, sublinguais (mandibulares) e labiais. As labiais se modificam em glândulas de veneno. Em algumas serpentes, a glândula labial superior se diferencia e produz secreções tóxicas (glândula de Duvernoy). Todas as serpentes peçonhentas Os ofídios localizam suas presas geralmente pelo olfato ou, no caso dos viperídeos, com auxílio de um órgão termorreceptor, a fosseta loreal. Espécies não peçonhentas ou engolem a presa viva, ou matam por constrição. As peçonhentas, picam a presa e soltam, ou seguram na boca até o efeito do veneno, e depois engolem. Entre as serpentes encontramos espécies que se alimentam desde invertebrados a todas as classes de vertebrados. A faringe e o esôfago são extremamente extensíveis. O alimento chega rapidamente ao estômago, onde é submetido a elevadas concentrações de ácido clorídrico. Somente as partes cornificadas (unhas, pelos, penas) não são digeridas, os ossos são dissolvidos.

oviparidade e viviparidade. Existem (1) espécies que possuem um período de desenvolvimento dentro da fêmea bem curto e um período de pós-oviposição longo; (2) espécies que retém ovos por um longo período, abreviando muito o período pós-oviposição; (3) espécies que retém os embriões Geralmente os ovos são colocados em locais protegidos com microclima adequado, especialmente com temperaturas altas e umidade suficiente. Nas espécies vivíparas, a mãe geralmente expõe-se ao sol para atingir temperaturas adequadas para o desenvolvimento rápido dos filhotes.

OFIDISMO De acordo com a classificação usual, existem serpentes peçonhentas e não peçonhentas, identificadas pela capacidade de inocular o veneno. Animais que possuem toxinas, mas não têm meios ativos de injetá-las, não são considerados peçonhentos. Existem quatro tipos de dentição em serpentes, levando em conta a capacidade de injetar o veneno: Áglifa: (a = ausência; glyphé = sulco) Os dentes do osso maxilar são maciços, não apresentando sulcos ou ranhuras. Estas serpentes não são consideradas peçonhentas.

Opistóglifas: (opisthos = atrás) Os dentes do maxilar superior são quase idênticos aos das aglifas, mas o último dente geralmente é maior e apresenta sulco ou goteira longitudinal que permite a inoculação de veneno. Essas serpentes são consideradas intermediárias entre peçonhentas e não peçonhentas e podem causar acidentes com humanos de certa gravidade. As falsas corais fazem parte deste grupo de serpente.

Proteróglifas: (protero = dianteiro) No Brasil constituem um grupo de serpentes com o maxilar superior quase sem dentes, evidenciando-se apenas o dente anterior de veneno, dotado de sulco profundo, em um canal central; este dente é fixo e não móvel como o das solenóglifas. Esse tipo de dente caracteriza a família Elapidae, de veneno muito potente e mortal, representada no Brasil pelo gênero Micrurus (corais verdadeiras).

Solenóglifas: (soleno = canal) O maxilar superior tem tamanho reduzido, é móvel e tem presas canaliculadas tipo agulha de injeção. A rotação do maxilar permite a projeção das presas para a inoculação do veneno; há um músculo que move o dente de veneno para a frente e para trás. Os Viperídeos apresentam esta dentição.

A maior parte dos acidentes ofídicos são causados pelo gênero Bothrops (jararacas, 90%), Todos os membros da família Viperidae do novo mundo (no Brasil: Bothrops, Crotalus e Lachesis) possuem fosseta loreal, característica bem visível nestes animais. Outra diferenciação pode ser feita pelas pequenas escamas do dorso da cabeça, de tamanho igual a do corpo, embora essa característica também seja encontrada nos Boidae, que não são peçonhentos. Todas as outras famílias de serpentes Brasileiras possuem o dorso da cabeça recoberto por grandes placas ou As serpentes do gênero Bothrops normalmente habitam ambientes úmidos, matas e áreas cultivadas, celeiros (locais de proliferação de roedores). A picada apresenta dor imediata, edema, calor e rubor no local picado. Nas horas que seguem aparecem bolhas, necrose, oligúria e anúria. A ação do envenenamento botrópico é proteolítica, coagulante e hemorrágica. Portanto não devemos chupar o sangue da vítima (mesmo porque quem chupa o sangue pode se envenenar). Cortes podem aumentar a hemorragia. Torniquetes gangrenam o local afetado.

As cascavéis geralmente são encontradas em campos abertos, áreas secas, arenosas e pedregosas. O conhecido ?chocalho? na porção final da cauda, formado por ?sobras? de mudas, facilita o reconhecimento das espécies de Crotalus. O local da picada apresenta um pequeno edema, sem alterações visíveis. A ação do veneno é neurotóxica, causando bloqueio pré-sinaptico da junção mioneural. Os sintomas do envenenamento crotálico são fácies miastêmicas típicas, com ptose palpebral bilateral (expressão de bêbado), oftalmoplegia (impossibilidade na execução de movimentos oculares) podendo ou não ocorrer diplopia (visão dupla). A atividade miotóxica parece ser responsável pelas dores musculares generalizadas. A existência de oligúria e, ou anúria serve como alerta para uma provável insuficiência renal aguda, geralmente com quadro de necrose As ?corais verdadeiras?, gênero Micrurus, possuem uma boca muito pequena, atacando o homem somente em caso de agressão. Neste tipo de acidente, a sintomatologia surge logo (em minutos) devido ao baixo peso molecular das neurotoxinas. O envenenamento causa fácies miastêmicas com ptose palpebral lateral, paralisia da musculatura respiratória, oftalmoplegia e O tratamento deve ser feito com administração do soro antiofídico específico. Os antivenenos são obtidos a partir de soros de cavalos hiperimunizados com venenos específicos e são preparados para quatro gêneros de serpentes peçonhentas: antibotrópico (Bothrops), anticrotálico (Crotalus), antibotrópico/crotálico (polivalente); elapídico (Micrurus), antilaquético (Lachesis) e A profilaxia dos acidentes ofídicos são medidas básicas de prevenção: - não andar descalço. O uso de perneiras ou botas de cano alto podem evitar de 50 a 70% - utilizar luvas nas colheitas. Cerca de 20% dos acidentes ofídicos atingem as mãos e - manter limpa a área ao redor das moradias e evitar acúmulo de madeiras, tijolos ou - preservar a vida de emas, seriemas, corujas, gaviões, inimigos naturais das serpentes (equilíbrio ecológico).

Ordem Crocodylia Os Crocodylia surgiram no Triássico (240 m.a.) e parecem ter substituído um grupo relacionado, os Phytosauria (extintos), no final desse período. Ambos os grupos são/eram compostos por piscívoros aquáticos. Os Crocodylia modernos apresentam hábitos semi-aquáticos, Nos Crocodylia as narinas encontram-se nas extremidades do focinho e há um palato secundário que separa as passagens nasais da cavidade bucal, deslocando as passagens de ar para a porção posterior da boca. Uma dobra de tecido com origem na base da língua forma uma vedação a prova d'água entre a boca e a garganta, possibilitando que os Crocodylia respirem apenas com as A cauda achatada lateralmente impulsiona o corpo dos Crocodylia na água e os membros são mantidos junto ao corpo para reduzir o atrito com a água. A maioria das pouco mais de 20 espécies encontradas atualmente sobrevive em regiões tropicais e sub-tropicais, mas três espécies apresentam distribuição que estende-se pela zona temperada. Em muitos aspectos os Crocodylia são os animais atuais que mais se assemelham às formas do mesozóico e têm sido utilizados como modelos nas tentativas de análise da ecologia e comportamento dos Dinosauria. Os Crocodylia são ectotérmicos e aquecem-se ao sol para elevar a sua temperatura.

CLASSE AVES As Origens das Aves e do vôo As aves surgiram no período Jurássico, a cerca de 150 milhões de anos atrás, e permaneceram com uma diversidade baixa até o Cretáceo (aproximadamente 70 milhões de anos depois de sua origem), quando os pterossauros, junto com os dinossauros começaram seu declínio. A primeira ave conhecida é Archaeopteryx lithographica. Esta espécie é considerada intermediária entre aves e dinossauros (leia texto no final) e sua semelhança com estes répteis é tão grande que o primeiro esqueleto encontrado foi descrito como um pequeno dinossauro bípede. Ao contrário de todas as aves viventes, Archaeopteryx possuía dentes, um esterno bastante plano, uma longa cauda óssea, e três garras na asa (que poderiam ter sido usadas para pegar presas). Suas penas, asas, fúrcula (osso da sorte) e dedos reduzidos são características de aves modernas. Para entender como e por que o vôo evoluiu, temos que ver como e por que as asas evoluíram; sem asas não pode haver nenhum vôo. Os cientistas geralmente concordam que as asas devem ter sido utilizadas inicialmente para uma função, e posteriormente passaram a ser usadas para o vôo entre os descendentes. Várias hipóteses foram propostas: (1) Evoluíram de braços que capturavam pequenas presas. A grande área da asa servia como uma (2) Evoluíram porque animais bípedes corriam e saltavam no ar; asas grandes ajudaram no salto (isto é verdade; qualquer tamanho de asa ajudaria a saltar. É necessário evidências filogenéticas (3) As asas eram utilizadas como estruturas de exibição sexual; asas maiores foram preferidas por companheiras em potencial (esta é uma hipótese evolutiva não falseável - não podemos provar (4) Asas evoluíram de ancestrais que saltavam entre as árvores, que começaram a agitar as estruturas para o impulso (isto é possível, mas só com evidência filogenética para uma origem de vôo livre arborícola).

Parece que 2 e 4 são as melhores hipóteses para a origem das asas - e cada uma só trabalha com uma origem de vôo específica (cursorial ou arborícola). A origem do vôo ainda é muito discutida. Duas melhores hipóteses rivais são consideradas:

A explicação mais simples é que a origem do vôo nas aves foi do ?solo para o ar?, como a origem do vôo nos pterosauros. Na área de Solnhofen onde o fóssil original de Archaeopteryx foi encontrado, não há qualquer evidência de árvores, o que contesta a teoria arborícola.

Por que o vôo evoluiu? As principais hipóteses são: O vôo das Aves PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS RELACIONADAS AO VÔO Alguns aspectos das aves são variáveis, como bicos e pés especializados aos diferentes modos de alimentação e locomoção e a forma da asa de acordo com as características do vôo. Mas a morfologia deste grupo pode ser considerada uniforme, devido às especializações para voar. Mesmo as espécies que não voam conservam características ancestrais e restrições associadas ao vôo. O vôo impõe um limite máximo ao tamanho das aves e cálculos baseados em aerodinâmica sugerem que ele é próximo a 12 kg. A maior ave voadora conhecida foi o condor-gigante, que tinha cerca de 7 metros de envergadura de asa, e massa de aproximadamente 20 quilogramas. Os grandes Existem características que claramente diminuem o peso das aves e auxiliam o vôo, como as caudas curtas, ossos ocos e resistentes (pneumáticos), sacos aéreos que permitem um aumento da eficiência respiratória. Mas a característica anatômica mais óbvia das aves são as penas. Penas são estruturas altamente modificadas e importantes de vários modos. São cruciais para o vôo; as penas estabelecem um contorno liso e aerodinâmico ao corpo de uma ave Sumário das adaptações ao vôo em aves:

A) Adaptações para a redução de peso: -Esterno muito desenvolvido e quilhado (serve de ponto de inserção para os músculos peitorais, responsáveis pelo batimento de asas). Aves não voadoras podem não desenvolver quilha no esterno. -Digestão rápida e eficiente.

B) Adaptações para aumentar a eficiência energética: Características gerais: 1) Presença de penas: anexo tegumentar mais complexo entre os vertebrados. 2) Endotermia (uma das mais importantes funções das penas está relacionada à endotermia). 3) Vôo (há exceções): O vôo por batimento de asas surgiu independentemente quatro vezes: insetos, répteis voadores extintos, aves e mamíferos (morcegos). Outra importante função das penas está 6) Presença do pigóstilo: últimas vértebras caudais fundidas (não em Archaeopteryx e outros fósseis 8) Um côndilo occipital 11) Ovíparos sem exceção.

Ambientes ocupado: Muitos: mar, ar e terra. Ocupam os diferentes microambientes de montanhas, rios, florestas, desertos, mares. Ocorrem do Polo Norte ao polo Sul, sendo mais abundantes nas regiões equatoriais e tropicais do globo. Algumas espécies estão adaptadas a passar parte do dia no interior de cavernas (Guácharo, família Caprimulgiformes, que faz ecolocação).

No Mundo = 9.000 espécies Riqueza de espécies de aves Na América do Sul = 3.000 espécies No Brasil = 1.600 espécies A grande irradiação adaptativa das aves parece associada à irradiação adaptativa das plantas fanerógamas.

REPRODUÇÃO EM AVES: Todas as aves apresentam sexos separados e são ovíparas. A oviparidade em aves pode ser explicada de diferentes maneiras: (1) evita o aumento excessivo do peso, o que dificultaria o vôo das fêmeas; (2) permite uma maior fecundidade às fêmeas, pois aves apresentam cavidade visceral compactada; (3) aumenta a probabilidade do macho ajudar no cuidado parental com os filhotes. Na maioria das espécies a contribuição dos machos no cuidado com a prole inclui: (1) ajuda na construção do ninho; (2) ajuda no aquecimento e defesa dos ovos; (3) ajuda na alimentação, aquecimento e defesa dos filhotes; (4) defesa do território reprodutivo, assegurando recursos Ninhos: Variam de acordo com a espécie (portanto podem ser de valor taxonômico). As aves podem fazer desde ninhos muito simples como o do quero-quero, que deposita os ovos no chão em áreas abertas, cercados por pedrisco, até ninhos bastante elaborados como os dos beija-flores, que usam materia vegetal e teias de aranha, e do joão-de-barro, que usa lama. Ovos: Variáveis, de acordo com a espécie. Mesmo dentro da espécie pode haver grande variação. Variações comuns são observadas na forma, cor, espessura da casca e brilho. As características dos ovos são de valor taxonômico.

Migração: Muitas aves que se reproduzem em latitudes setentrionais mudam-se para latitudes meridionais no inverno Ártico. Chegam a viajar voando 32.000 km em busca de invernadas ricas Orientação na migração: Orientam-se através das características do terreno (montanhas, rios, lagos), dos corpos celestes (sol, estrelas) e do campo magnético do planeta.

Hábitos alimentares: As aves apresentam adaptações morfológicas, fisiológicas e comportamentais associadas com a alimentação a partir de várias fontes de alimento. Exemplos de hábitos alimentares são: filtradores, predadores (de invertebrados, de vertebrados), herbívoros, frugívoros, nectarívoros, granívoros, necrófagos, até hábitos muito especializados (exemplo: ave africana que se alimenta de cera, pupas e larvas de abelhas).

A presença de um bico no lugar dos dentes não é uma característica exclusiva de aves. Bicos evoluíram independentemente em diversos grupos como quelônios, Rhynchosauria, dinossauros, pterossauros e Dicynodontia. No entanto, em aves a diversidade de tipos de bicos é notável. A morfologia do bico de uma ave está freqüentemente associada à sua especialização alimentar.

Alguns tipos de bicos em aves (Há diversos outros tipos bem como exceções aos padrões apresentados abaixo): -Curto, fino e pontiagudo: aves insetívoras que caçam sobre folhagem; exemplo: mariquita (Parula -Curto frágil e com ampla fenda bucal: aves insetívoras que varrem o ambiente aéreo (andorinhas, andorinhões e bacuraus) -Pesado e pontiagudo: aves carnívoras que usam o bico para matar a presa (gaivotas). -Aduncos, pontiagudos e cortantes: aves carnívoras que matam a presa com as garras e dilaceram seus tecidos com o bico (Falconiformes). Alguns falcões atordoam a presa com o impacto de seu mergulho e depois matam a presa bicando o seu pescoço desarticulando as vértebras. -Aduncos, pontiagudos e cortantes: aves granívoras que seguram a semente no bico e a descasca fazendo movimentos para frente e para trás com a maxila inferior (psitacídeos). -Em forma de arpão: aves piscívoras (mergulhões-serpente, biguatingas). -Achatado com ponta alargada: aves filtradoras que sacodem o bico produzindo corrente e peneirando a água em busca de pequenos animais aquáticos como peixinhos, insetos, -Desproporcionalmente grande e com bordos cortantes: aves frugívoras com tucanos (Piciformes) e -Finos, longos e com a capacidade de elevar a ponta do bico superior sem abrir a boca: observado na narceja (Gallinago gallinago), que caça vermes e crustáceos em substrato mole. A mobilidade da ponta do bico superior permite agarrar a presa sob a lama. -Com lamelas córneas e sulcos transversais: aves filtradoras que, além do bico, usam o língua para separar pequenos animais do lodo (patos Anatini, flamingos).

Pele e Penas A pele das aves difere da dos mamíferos por ser mais delgada e seca; não são encontradas glândulas sudoríparas. A única glândula cutânea das aves é a glândula uropigial, situada na base da cauda e que secreta um óleo que serve na limpeza e impermeabilização das penas. A ave coleta este óleo com o bico e o espalha pelas penas, penteando-as. Esta glândula é especialmente desenvolvidas em aves que praticam a natação de superfície. As penas correspondem ao anexo tegumentar mais conspícuo das aves; as penas são de origem epidérmica, aparentemente homólogas às escamas dos répteis. As penas são estruturas cornificadas e mortas quando totalmente formadas. As aves também apresentam escamas (nos membros posteriores) e escamas modificadas na forma de garras e da Existem terminações nervosas espalhadas por toda a pele, inclusive no bico, com diversas funções sensoriais (táteis, de pressão, calor).

Coloração nas aves: As aves correspondem aos vertebrados mais coloridos, brilhantes e vistosos. Nelas, a coloração está relacionada à camuflagem (coloração não vistosa) e aposematismo, mas também e principalmente às interações sociais como reconhecimento específico e estimulação sexual. As cores se devem em parte a pigmentos e em parte a efeitos de refração e difração da luz (coloração estrutural). Os pigmentos mais comuns são as melaninas, que vão do negro ao amarelo, passando pelo pardo, e que se depositam nas penas graças aos prolongamentos amebóides dos cromatóforos, que transferem os pigmentos para as células que irão originar as penas. Outros pigmentos comuns são os carotenóides (amarelos, alaranjados e vermelhos). A cor branca se deve à reflexão da luz. Para as cores azuis, a luz é refletida por uma capa translúcida situada sobre um depósito de melanina.

Sistema Esquelético e muscular O crânio e o conjunto dos ossos do aparelho locomotor apresentam o mesmo plano básico daquele dos répteis arcossaurios bípedes, sendo mais simplificado para permitir o vôo e o ato de caminhar sobre duas patas. Os osso são leves, tubulares e com reforços internos que permitem suportar as tensões aplicadas no dia-a-dia (ossos pneumáticos). A pneumatização dos ossos é diferente entre as espécies de aves. Aves voadoras de grande porte apresentam pneumatização óssea mais desenvolvida que as aves pequenas. Aves mergulhadoras (pingüins, mergulhões) têm pouca pneumatização.

Há muitas reduções e fusões ósseas nas aves. Apenas no crânio de uma ave jovem é possível se reconhecer os elementos ósseos individuais. No adulto eles fundem-se. O tronco da ave é pouco flexível, para aumentar a eficiência de vôo. Para reduzir a flexibilidade há diversas adaptações: (1) nas costelas há os processos uncinados, que projetam-se e se sobrepoem às costelas vizinhas, gerando uma caixa toráxica mais resistente; (2) coracóides fundidos ao esterno; (3) clavículas fundidas, formando a fúrcula (osso da sorte); (4) vértebras torácicas pouco móveis, mantidas juntas por fortes ligamentos; (5) íleo e ísqueo firmemente unidos ao sinsacro (fusão de 10 a 23 vértebras); O esterno é muito expandido, possuindo uma quilha (exceção algumas formas cursoriais), ponto de inserção dos músculos peitoral e supracoracóideo, responsávais pelo movimento das asas.

gasosas ocorrem somente nos pulmões parabronquiais. O fluxo de ar neste extenso sistema respiratório pode ajudar a dissipar o excesso de calor gerado pelos altos níveis de atividade No pulmão da ave os fluxos de ar e sangue caminham em direções opostas, formando um sistema de corrente-cruzada, mais eficiente que o sistema de corrente unidirecional dos mamíferos. A grande eficiência de trocas gasosas das aves possibilita respiração em altitudes onde o O2 é tão rarefeito que um mamíferos não conseguiria respirar. Por exemplo, o ganso Anser indicus, durante a sua migração, passa por cima do topo do Himalaia a uma altitude de 9.200 m. A vocalização é outra função importante do sistema respiratório de muitos vertebrados, inclusive aves. O órgão vocal das aves é a siringe, que é exclusivo do grupo e situa-se na na base da traquéia, onde ela se bifurca para formar os brônquios.

Aparelho digestivo O trato digestivo das aves também mostra características exclusivas dentre os vertebrados. Como não têm dentes, as aves pouco processam o alimento na boca, papel este totalmente assumido Esôfago e papo: Freqüentemente as aves coletam mais alimento do que podem processar em curto período de tempo, sendo o excedente estocado no esôfago. Muitas aves possuem uma porção dilatada no esôfago, conhecida como papo, que é especializada na estocagem temporária de alimentos. O papo pode ser uma simples dilatação do esôfago ou ser mais complexo, apresentando estrutura uni ou bilobada. Aparelho gástrico: A forma do estômago das aves está relacionada com a sua dieta. O estômago das aves consiste em duas câmaras distintas: um estômago glandular anterior (proventrículo) e um estômago muscular posterior (moela). O proventrículo secreta ácidos e enzimas digestivas e é especialmente grande em aves que engolem itens alimentares grandes, como frutos e peixes inteiros. A moela tem várias funções; uma delas é a estocagem de alimentos enquanto continua a digestão química iniciada no proventrículo. No entanto, sua mais importante função é o processamento mecânico dos alimentos. As paredes musculares espessas da moela esmagam o seu conteúdo (insetos e sementes), com o auxílio de pequenas pedras e grãos de areia ingeridos pela ave; portanto, a moela desempenha, neste caso, a Intestino, cecos e cloaca: O intestino delgado é o principal local de digestão química, onde enzimas secretadas pelo pâncreas e intestino degradam o alimento em pequenas moléculas que podem ser absorvidas pela parede intestinal. Também é a este nível que os condutos bileares despejam a bile produzida pelo fígado, importante na digestão de gorduras. A mucosa do intestino delgado apresenta dobras e vilosidades que aumentam a superfície de absorção. O intestino grosso é curto, geralmente menos de 10% do comprimento do intestino delgado. A passagem do alimento pelos intestinos das aves é rápida; poucos minutos a algumas horas em aves carnívoras e frugívoras.

avestruz, que é de deserto, apresenta glândulas de sal que permitem maior conservação de água no corpo. Pela remoção de sais pelas glândulas, pode ocorrer maior absorção de água na cloaca. Os testículos são pares e encontram-se na região superior da cavidade abdominal. Na maioria das aves, o ducto deferente (que transporta os espermatozóides) de cada lado abre-se independentemente na cloaca. Em algumas aves, como patos e gansos, uma estrutura copuladora, parecida a um penis de quelônios e jacarés, deriva-se da parede da cloaca. Na maioria das aves o ovário e o oviduto direitos tornam-se vestigiais na fase adulta, de maneira que apenas o sistema genital esquerdo é funcional (em Falconiformes os dois ovários podem ser funcionais). Ao longo do oviduto encontram-se diversas glândulas que produzem as diferentes membranas em torno do ovo, incluindo a camada de albumina (clara do ovo), membranas da casca e a casca calcária.

Sistema nervoso O sistema nervoso central das aves é mais desenvolvido que em répteis. Os lobos olfativos são extremamente reduzidos, evidenciando um sentido olfativo pobre. Os lobos ópticos, por outro lado, são muito desenvolvidos, o que está relacionado à visão aguçada das aves. O cerebelo é maior que o de répteis e menor que o de mamíferos; é muito importante pois coordena os movimentos do corpo. Os hemisférios cerebrais são maiores que qualquer outra parte do encéfalo. Como nos outros amniotas, há 12 pares de nervos cranianos. A medula espinhal é controlada por nervos que partem do encéfalo.

Órgãos dos sentidos As aves movem-se rapidamente nas três dimensões do espaço e necessitam de um fluxo contínuo de informações sensoriais com relação à sua posição e à presença de obstáculos no seu caminho. A visão e a audição são os sentidos melhor adaptados a fornecer este tipo de informação e portanto são os sentidos mais desenvolvidos nas aves.

Visão: Os olhos das aves são tão grandes que forçam o deslocamento dorsocaudal do encéfalo. Alguns gaviões, águias e corujas têm olhos de tamanhos similares aos olhos humanos. A estrutura básica do olho de uma ave é similar àquela dos olhos de outros vertebrados e a sua forma varia de uma esfera achatada até uma forma próxima a um tubo. Nas aves, tanto a córnea como o cristalino contribuem para a focalização de objetos; músculos associados a estas duas estruturas alteram a forma do cristalino e a curvatura da córnea.

Audição: A sensibilidade auditiva das aves é aproximadamente igual à dos seres humanos. Embora os ouvidos das aves sejam de pequeno tamanho, apresentam geralmente membranas timpânicas grandes em relação ao tamanho da cabeça, o que aumenta a sensibilidade auditiva. As corujas, que são as aves com maior sensibilidade auditiva, apresentam os maiores tímpanos em relação ao tamanho da cabeça.

Olfação: Geralmente pouco desenvolvida nas aves, pode estar desenvolvida em algumas espécies. Nos urubus os bulbos olfativos são desenvolvidos e estas aves localizam a carniça através do odor que se espalha pelo meio aéreo. Algumas espécies de aves marinhas e os pombos-correio usam o olfato para navegar e encontrar locais especificos através de aromas. Aves que nidificam em colônias apresentam bulbos olfativos desenvolvidos, sugerindo uma função social da olfação.

Outros sentidos: As aves usam diferentes sentidos para a navegação. (1) podem perceber luz polarizada e luz ultravioleta; (2) podem perceber pequenas diferenças na pressão atmosférica (os pombos podem detectar diferenças de pressão no ar entre o chão e o teto de um quarto); (3) podem ouvir infra-sons (menos de 20 Hz) produzidos por tempestades, ventos e fenômenos geofísicos; (4) percebem o campo magnético do planeta.

CLASSE MAMMALIA Origem dos mamíferos: Surgiram no final do Triássico (cerca de 210 m.a.) a partir de répteis Synapsida (répteis que apresentavam uma única abertura entre os ossos pós-orbital, jugal e esquamosal). Aparentemente, logo no início, os mamíferos não conseguiriam sobreviver se utilizassem o mesmo turno de atividades dos Dinosauria, que correspondiam ao grupo preponderante de vertebrados, incluindo formas dos mais variados tamanhos e explorando os mais diversos nichos ecológicos. No entanto, por serem aparentemente ectotérmicos, os Dinosauria do triássico eram ativos principalmente nas horas claras do dia, quando, com o auxílio dos raios solares, poderiam atingir temperaturas adequadas às atividades cotidianas. Neste cenário surgiram os primeiros mamíferos, que eram animais pequenos e aparentemente endotérmicos. A endotermia possibilitava atividade após o ocaso, portanto escapando dos horários de pico de atividade dos Dinosauria. A transição entre répteis Synapsida e mamíferos típicos foi gradual. As necessidades sensoriais relacionadas à atividade noturna parecem ter levado ao aumento do volume do encéfalo destes animais, em relação ao encéfalo dos ancestrais répteis (diga-se de passagem, um encéfalo grande também parece estar relacionado a taxas metabólicas mais elevadas, como observado em aves e mamíferos atuais). Um encéfalo grande é necessário para processar as informações auditivas e olfativas, preponderantes em animais noturnos como os primeiros Os primeiros mamíferos eram, de fato, animais com características intermediárias entre os répteis ancestrais e o que consideramos hoje como mamíferos. Logo após a origem do grupo já ocorreu a diversificação em termos de dieta, sendo encontrados mamíferos triássicos com dentição que indica hábitos insetívoros, carnívoros, herbívoros e onívoros. Da mesma forma que para aves, a origem das plantas angiospermas foi importante na evolução e irradiação adaptativa dos mamíferos. 1) Angiospermas insetos mamíferos de hábito insetívoro 2) Angiospermas mamíferos herbívoros mamíferos carnívoros

Classificação das formas viventes: Classe Mammalia Subclasse Prototheria (formas ovíparas; glândulas mamárias sem mamilos; adultos sem dentes ovidutos separados abrindo-se na câmara cloacal; uma ordem vivente) Ordem Monotremata (2 famílias; 3 espécies): ornitorrinco e équidinas (Austrália e Nova Guiné) Subclasse Theria (formas vivíparas; glândulas mamárias com mamilo; dentes funcionais geralmente presentes nos adultos) Infraclasse Metatheria (grupo primitivo de mamíferos vivíparos, cujos filhotes nascem prematuros e minúsculos, sendo incubados pela fêmea geralmente num marsúpio onde se abrem os mamilos; uma ordem vivente) Ordem Marsupialia (10 famílias; 266 espécies): gambás, marmosas, cangurus, coalas, etc. (Região Australiana e Américas) Família brasileira: Didelphidae (gambás, marmosas)

Ordem Sirenia (4 spp): peixe-boi (rios Atlânticos e Oceanos tropicais e subtropicais, exceto leste do Pacífico) Ordem Perissodactyla (16 spp): antas, rinocerontes, cavalos, zebras (Ásia, África e Américas) Ordem Artiodactyla (187 spp): porco, hipopótamo, camelo, veados, bois, girafa, ovinos (cosmopolitas, exceto Austrália e Antártida)

O tegumento dos Mammalia (Epiderme + Derme + Hipoderme) O tegumento dos mamíferos é, de certa forma, a chave para o seu modo peculiar de viva e contém muitos dos caracteres derivados, únicos deste grupo. As características do tegumento são fundamentais nas trocas de calor com o ambiente. Muito da capacidade dos mamíferos de viverem em climas severos pode ser atribuída às características de seu tegumento. A pele, com seus pêlos, glândulas e células sensoriais, influencia muitos aspectos da vida dos mamíferos. Epiderme: Formada por camadas de células mortas, derivadas de uma camada germinativa Derme: Sob a epiderme, é pobre em células e contem vários dos anexos do tegumento. Hipoderme: Rica em células adiposas, que funcionam como uma camada isolante, Anexos do tegumento: 1) Pêlos: Crescem a partir de uma profunda invaginação da camada germinativa da epiderme, chamada folículo piloso. Podem ser substituídos periodicamente. São inervados em sua base e São formados por queratinas (flexível e rígida), pigmentos e, em alguns casos, diminutas bolhas de ar encapsuladas. Quando a queratina flexível é a predominante a pelagem é macia; quando a queratina rígida é a predominante pelos rígidos, cerdas e espinhos são formados. -Proteção contra predadores (camuflagem; espinhos) -Termorregulação (formam uma camada isolante que retem ar) Funções dos pêlos: -Sinalização intraespecífica -Sensorial (vibrissas) ? segundo alguns autores seria a função original. -Termorregulação (função primária) ? através de evaporação do suor há o Funções -A secreção do suor (água + cloreto e sódio) mantem a pele maleável, evitando o ressecamento -Produção de odores sob condição de estresse e excitação 3) Glândulas apócrinas: Produzem substâncias odoríferas sob condição de estresse e excitação. 4) Glândulas sebáceas: Secretam óleos que lubrificam e impermeabilizam a pele e os pêlos. 6) Garras, unhas e cascos: Importantes na locomoção, defesa contra predadores, captura de presas e proteção da falange terminal contra injúrias.

as mordidas como forma eficiente de defesa. No entanto, funções relacionadas à disputa territorial e por haréns de fêmeas são tão importantes quanto a defesa contra predadores. Nas espécies em que a fêmea não possui chifres ou cornos, geralmente a velociadade é usada no escape a predadores.

SISTEMA ESQUELÉTICO: O crânio é relativamente grande para alojar um cérebro de maior volume. O crânio se articula com a primeira vértebra cervical por meio de dois côndilos, o que A tendência nas vértebras e costelas de tetrápodos é a diferenciação em cinco regiões da anterior para a posterior: cervical, torácica, lombar, sacral e caudal. Os mamíferos possuem sete vértebras cervicais (com exceção do manati e da preguiça de dois dedos que possuem seis vértebras, o tamanduá e a preguiça de três dedos que têm nove). Existem ao redor de 20 vértebras no tronco. Diferente da condição encontrada nas outras classes, estas vértebras são visivelmente divididas, pela presença ou ausência de costelas, em vértebras torácicas anteriores e vértebras lombrares posteriores. Os mamíferos possuem três ou mais vértebras sacrais fundidas formando o sacro. As A cintura peitoral se articula na clavícula com o osso coracóide, caráter único dos Possuem basicamente quatro extremidades pentadáctilas, com várias modificações nos diversos grupos.

SISTEMA MUSCULAR: Possuem menor volume de músculos segmentares nas vértebras e costelas e músculos bem desenvolvidos na cabeça, pescoço e pernas. Muitos grupos de mamíferos possuem músculos faciais que permitem um certo grau de expressão em relação aos estados emocionais. Uma característica distintiva da musculatura dos mamíferos é o diafragma, uma divisão muscular transversal coberta com peritônio, que separa o celoma em uma cavidade torácica anterior, contendo o coração e os pulmões e a cavidade abdominal posterior com as outras vísceras.

APARELHO CIRCULATÓRIO: O coração dos mamíferos é muito semelhante ao das aves, funcionando como uma bomba de circuito duplo. Essa semelhança é considerada uma convergência entre os dois grupos, pois não é herdada de um ancestral comum. Como nas aves, o coração está dividido em dois átrios e dois ventrículos. O arco sistêmico é único, e se volta para o lado esquerdo (nas aves é voltado para o lado direito). Não existe sistema portarenal. Os eritrócitos são anucleados.

APARELHO RESPIRATÓRIO: Os pulmões dos mamíferos têm o mesmo plano básico dos répteis, mas são mais eficientes com mais ramificações. A lobulação dos pulmões é variável e sem evidências sistemáticas ou adaptativas importantes. Os lobos podem estar ausentes (cavalos, baleias, peixe-boi, alguns morcegos), mas geralmente têm, pelo menos, dois lobos à esquerda e pelo menos três à direita. Os lobos podem ou não estar divididos em lóbulos, que podem ser conspículos A traquéia é sustentada por anéis completos de cartilagem, que são unidos por um tecido conjuntivo elástico. Isso permite que o tubo gire quando o pescoço muda de comprimento durante a deglutição e mude de diâmetro se ocorrer tosse. Está revestida por um epitélio ciliado e muco. A traquéia divide-se em brônquio direito e esquerdo primários, que dividem-se em brônquios menores, que se dividem novamente em numerosos ramos. A passagem de ar é contínua pelos bronquíolos ramificados, que são membranosos e abrem-se no interior dos bronquíolos respiratórios, onde a troca gasosa se inicia, e, finalmente no interior do sistema ducto-alveolar, que são cachos de cerca de 20 alvéolos que se abrem em uma câmara terminal comum.

A grande laringe está presa ao aparelho hióideo. Possuem uma cartilagem na epiglote, que é uma lâmina rígida semelhante a uma válvula que deixa o alimento for a do sistema respiratório, fechando a glote durante a deglutição.

Alimentação e Especializações Alimentares dos Mammalia Os mamíferos têm amplas necessidades energéticas pois, assim como as aves, são animais endotérmicos. Vários tipos de adaptações tróficas são observadas nos mamíferos para que as suas necessidades energéticas sejam supridas. O aparato trófico inclui os dentes, as maxilas, o tubo digestivo e, até mesmo, as adaptações locomotoras e o comportamento social.

microorganismos simbióticos quebram os componentes da célula vegetal, especialmente celulose, O intestino grosso ou cólon, caráter único de tetrápodos, é primariamente uma região de absorção, sendo o muco sua única secreção importante. O reto pode abrir-se externamente através do anus (maioria dos mamíferos). Não existe cloaca nos mamíferos acima do nível dos monotremados. Nos mamíferos, glândulas anais freqüentemente adicionam lubrificantes bem como feromônios às numerosas substâncias odoríferas sempre presentes. Assim, as fezes são usadas na comunicação, especialmente na marcação de fronteiras territoriais.

SISTEMA REPRODUTOR: Existe gradação da oviparidade para viviparidade. Ocorre um ?refinamento? da viviparidade, com o alimento sendo fornecido continuamente ao embrião, através Monotremados: O ornitorrinco e eqüidna são ovíparos. Possuem ovários grandes que produzem grande quantidade de vitelo. Dois ovidutos desembocam em um seio urogenital. Apenas o duto esquerdo é funcional (direito reduzido). Não há separação distinta entre trompa, istmo e útero. O ornitorrinco coloca geralmente dois ovos em ninho; o eqúidna carrega um único ovo num Marsupiais: São vivíparos, mas não como os placentários. Possuem o tubo genital emparelhado, com dois úteros e duas vaginas (ou três, pois existe uma pseudovagina). A parte O pênis de muitos marsupiais pode ser bifurcado na sua terminação distal, para ajustar-se Ocorre a formação de placenta, mas a implantação real, se chega a ocorre é breve. Após o nascimento (que normalmente ocorre pela vagina mediana) os embriões se arrastam da região vaginal para dentro da bolsa marsupial, onde agarram uma teta com a boca. Geralmente o número de embriões é maior que o de tetas. No gambá, por exemplo, há cerca de 13 mamilos, mas são liberados entre 20 e 40 óvulos. Esse número pode refletir a dificuldade do recém-nascido em encontrar e entrar no marsúpio e fixar-se em uma teta. É necessário que as patas anteriores e os centros nervosos se desenvolvam precocemente, estando totalmente funcionais no momento do Placentários: Os ovidutos pareados estão fundidos, formando uma vagina comum, e muitas vezes um grande útero comum. O útero pode ser totalmente duplo (elefantes, roedores e outros grupos), bipartido (maior parte dos ungulados, maioria dos carnívoros e outros), bicórneo (diversas ordens) ou simples. O útero bipartido possui externamente a forma de Y mas por dentro é todo dividido. O bicórneo possui uma fusão mais completa, mas não inclui a porção anterior. O simples é Com a evolução da dependência embriônico maternal dos mamíferos, a importância do vitelo foi reduzida e os ovos dos Eutheria são pequenos. Os ovos são retidos por mais tempo no útero, que se modifica para sua implantação, formando uma placenta, através da qual o embrião recebe nutrição e oxigênio e elimina substâncias de excreção por meio da circulação sanguínea Em muitos mamíferos (primatas, a maioria dos carnívoros e ungulados, e outros) os testículos descem, por causa da maturação, da cavidade abdominal para dentro de um saco de pele externo ao corpo e com temperatura mais baixa denominado escroto (ou bolsa escrotal).

APARELHO EXCRETOR: Possuem dois rins. A urina líquida passa de cada rim por um ducto, o ureter, para ser armazenada na bexiga distensível. Em intervalos as paredes musculares da bexiga são voluntariamente contraídas para forçar a saída da urina através da uretra única. Os mamíferos excretam uréia. O rim deste grupo é mais eficiente que qualquer outro quanto ao retorno de água do filtrado para o sangue. Os mamíferos são os únicos vertebrados a eliminar urina mais concentrada que o sangue.

SISTEMA NERVOSO: O encéfalo é proporcionalmente maior do que outros vertebrados terrestres. Duas características do encéfalo dos mamíferos que os separam dos outros vertebrados são (1) a evolução de uma rede superficial de substância cinzenta, e (2) a especialização desta camada de Os dois hemisférios do cérebro estão unidos internamente por uma faixa transversal de fibras, o corpo caloso, peculiar aos mamíferos, que funciona como uma rede de comunicação entre as duas metades do cérebro. O cérebro é grande e conspicuamente dobrado. Doze pares de nervos cranianos.

ÓRGÃOS DO SENTIDO Visão: A grande maioria possui uma cuidade visual bastante pobre. No entanto uma visão acurada ocorre em muitas ordens de mamíferos. A grande maioria aparentemente possui retinas dominadas por bastonetes. Os primatas são os únicos com discriminação tri-cromática (baseada em três pigmentos visuais com diferentes espectros de absorção) de cor bem desenvolvida. Certos mamíferos diurnos (como os esquilos) podem ter uma boa visão a cores dicromática (baseada em Tato: A sensibilidade pelo tato nos mamíferos é bastante restrita. Possuem vibrissas (como o bigode de ratos e gatos), órgãos táteis que detectam obstáculos próximos à face. Olfação: O olfato é muito desenvolvido em quase todos os mamíferos. É utilizado para identificar membros da mesma espécie, inimigos, alimento e em muitas epécies é particularmente sensível aos odores sexuais. O desenvolvimentos de conchas nasais na forma de complicadas estruturas ósseas pode ser uma das principais responsáveis pela eficácia do olfato nos mamíferos. O órgão vomeronasal comunica-se com a porção anterior do palato. Nos mamíferos aquáticos e em alguns primatas esse órgão é rudimentar ou está ausente. Gustação: Os mamíferos possuem botões gustativos na boca e na faringe, mas se concentram principalmente na língua carnosa. A gustação é possibilitada em grande parte pela Audição: A audição é bem desenvolvida nos mamíferos. A porção externa do ouvido (pavilhão e meato auditivo externo é excluiva desta classe. O efeito combinado das estruturas do ouvido resultam numa discriminação excepcional de freqüencia, sensibilidade ampla a várias intensidades sonoras e na precisão direcional. Cerca de 20% das espécies de mamíferos usa a audição como importante substituto para a visão (eco-locação).

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