Apostila de Construção Microdestilaria 100 litros álcool

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Como construir ,montar e operar uma microdestilaria de álcool combustível (etanol) de capacidade de 100 litros/dia.

Aprenda deste a plantação da cana de açúcar até a destilação do álcool combustível

Helder Vitor Terra Rua Cel.Carlos Caiafa n°329 –CEP37160 000 Campos Gerais MG Fones:35 3853 2113- 35 8808 0715 email:helderterra@ig.com.br

Álcool etílico O etanol também chamado álcool etílico ou álcool comum,de fórmula H3C-CH2-OH apresenta-se como líquido, incolor,de cheiro característico e agradável,e é miscível com a água.Esse composto é empregado em bebidas alcólicas,como solvente,na farmacologia,na preparação (substituindo a gasolina).Os povos antigos já preparavam bebidas alcóolicas através da fermentação de sucos,e data da idade média a obtenção do álcool etílico em forma concentrada ,conseguida pelos árabes.Entretanto ,a preparação na forma pura foi feita por Tobias Lowitz,químico russo ,em 1795.

Fórmula do etanol ou álcool etílico: No Brasil a principal forma de preparação do etanol é através do processo de fermentação:

-Processo de fermentação: Neste processo são utilizadas como matérias primas muitas substâncias ,dentre as quais substâncias açucaradas (melaço de cana ,suco de frutas, e beterraba),substâncias amiláceas (milho,arroz,trigo e batata) e substâncias celulósicas (madeira e papel) Com relação as substâncias açucaradas,a fermentação conduz á formação de etanol a partir da sacarose.Assim partindo da garapa proveniente da cana-de-açucar,inocula-se o microorganismo Saccharomyces cerevesae.Este ,na presença de sacarose,elabora uma enzima (invertase) ,que catalisa a hidrólise da sacarose ,produzindo glicose e frutose.Em seguida,o microorganismo elabora outra enzima (zimase) ,que catalisa a transformação da glicose e da frutose em álcool etílico.Essa reação é bastante exotérmica e libera gás carbônico,o que dá ao sistema um aspecto de fervura,daí o nome fermentação (do latim :fermentare)atribuído por Pasteur.

Fotografia do processo de fermentação da garapa da cana-de-açucar:

Sem dúvida ,o maior consumo de álcool se dá em bebidas alcoólicas,seguido pelo consumo de álcool como combustível.

No processo de fermentação de açúcares para obter bebidas alcoólicas, não ocorre a produção de bebidas com alto teor alcoólico. Em bebidas com elevado teor alcoólico é necessário um processo de destilação da solução e isso é o que ocorre na produção de cachaça, por exemplo.

A cachaça ou também conhecida como aguardente é uma bebida que passa pelo processo de destilação, utilizando o alambique, aparelho que serve como um destilador No processo de destilação da cachaça, utilizando o alambique, ocorre a produção de várias frações da bebida, com diversificados teores alcoólicos.

No caso do álcool combustível ou do de uso doméstico, a destilação também ocorre, pois Mais afinal o que significa aquela marcação encontrada nas bebidas alcoólicas e demais produtos provenientes do álcool etílico?

Significa que temos ,aqui por exemplo,álcool etílico à 92,8°GL (gay lussac),ou seja temos álcool diluído em água a proporção de 92,8%de álcool e 11,2% de água.Devemos nos lembrar que o teor máximo

encontrado no álcool comum é de 96% de etanol +4% de água ,em volume .Essa mistura álcool –água ,não pode ser separada por destilação,pois é uma mistura azeotrópica ,de ponto de fusão constante (78,15°C)e inferior ao álcool puro (78,3°C).O álcool anidro (sem água)que é adicionado á gasolina no Brasil,a razão de 22% de álcool por volume de gasolina é produzido apartir de reações químicas do etanol comum (96%) com outras substâncias.

ÁLCOOL X GASOLINA A Gasolina: A gasolina não é uma substância pura: É uma mistura de centenas de hidrocarbonetos que têm entre 3 a 12 carbonos, proveniente de uma faixa da destilação do petróleo. Há componentes mais leves e mais pesados na gasolina. Conforme o tempo passa, os mais leves se evaporam, deixando apenas os mais pesados. Por isso se diz que a gasolina “ficou velha” ou “estragou”. Em aproximadamente 2 meses, a gasolina muda sua composição por causa da evaporação dos componentes leves, sobrando os mais pesados, que costumam ter octanagem menor. Por isto é que a gasolina velha pode causar “batidas de pino” no motor. Normalmente, quanto maior o número de carbonos na cadeia (mais pesada a molécula), menor é a octanagem: Por isto o querosene e outros solventes, se misturados à gasolina, fazem o motor “bater pino”. Estes componentes mais pesados também têm uma vaporização mais difícil. Quando expostos ao calor em estado líquido, vão se degradando e formam a conhecida “borra” de gasolina. A gasolina vendida no Brasil tem, por lei, 22% de álcool etílico em volume na sua composição, para reduzir a emissão de poluentes. Outra coisa que não se fala (não sei por que…) é que a gasolina, por conter hidrocarbonetos aromáticos (como o benzeno) na sua composição, é cancerígena, especialmente se inalada em excesso. Com certeza não há estudos sobre isto (não “interessa” que haja…), mas a incidência de câncer entre os frentistas, que trabalham expostos aos vapores da gasolina, provavelmente é muito mais alta do que no resto da população.

O Álcool: O álcool, ao contrário da gasolina, é uma substância pura (etanol), embora seja encontrado nos postos como sendo uma mistura de 95% de etanol e 5% de água, em volume. É uma molécula cuja fórmula é C2H5OH. Por ter oxigênio na composição, a molécula ganha uma polaridade que faz com que o álcool seja líquido à temperatura ambiente (o etano, C2H6 é um gás) pela maior coesão entre as moléculas. É um combustível que não deixa borras, sendo bem mais “limpo” que a gasolina, ao contrário do que se pensava nos primeiros anos do Proálcool. Tem a desvantagem de ser mais corrosivo no estado líquido que a gasolina, o que demanda um tratamento anticorrosivo nos metais que têm contato com o álcool em sua fase líquida, normalmente através de um revestimento com um metal que não reaja com ele, como o níquel, usado para revestir o Zamak dos carburadores.O uso do álcool como combustível não é nenhuma novidade nem tão pouco invenção do Proalcool,para se ter uma idéia,em 1872 ,quando Nikolaus Otto inventou o motor a explosão ele usou o metanol como combustível .O modelo “T” da Ford foi desenvolvido para funcionar a gasolina ou álcool ou ambos,isto em 1908.

As diferenças entre os combustíveis: -Poder calorífico (capacidade de gerar energia) O álcool, por conter oxigênio na molécula, tem um poder calorífico menor que o da gasolina, uma vez que o oxigênio (34,7% do peso molecular do etanol é oxigênio) aumenta o peso molecular, mas não produz energia. Isto explica a menor km/l de um motor a álcool em relação ao mesmo motor a gasolina. O álcool hidratado (95%) produz a energia de 20,05 MJ/litro, enquanto a nossa alcoosolina (22% de álcool) produz 27,57 MJ/l. Por aí já se vê que a 1 litro de gasolina produz 37,5% mais energia do que 1 litro de álcool: Daí, em um motor com o mesmo rendimento térmico, um motor a gasolina que fizesse 10 km/l iria fazer 7,27 km/l de álcool.

Proporção estequiométrica: O álcool tem proporção estequiométrica de 8,4:1 (8,4 partes de ar para cada parte de álcool) em massa, enquanto a gasolina tem 13,5:1. Para a mesma massa de ar, é utilizado 60% a mais de massa de álcool. Em volume, é necessário mais 43% de álcool do que de gasolina. Por isto, bicos para álcool tem que ter uma vazão em torno de 50% maior do que bicos para gasolina. Uma coisa interessante que decorre disto é a seguinte: Apesar de a gasolina fornecer mais 37,5% de energia, o fato de ser necessário 43% a mais de álcool para a mistura faz com que um motor ganhe em torno de 5% de torque e potência só de passar a queimar álcool.

Octanagem O álcool tem um maior poder antidetonante do que a gasolina. Enquanto a gasolina comum tem 85 octanas, o álcool tem o equivalente a 110 octanas. Isto significa que ele consegue suportar maior compressão sem explodir espontaneamente. Isto faz com que um motor a álcool possa ter uma taxa de compressão maior do que um motor a gasolina. Enquanto as taxas para gasolina variam entre 9 e 10,5:1, as taxas para álcool ficam entre 12 e 13,5:1. Como o rendimento térmico de um motor (rendimento térmico é quantos % da energia do

combustível é transformada em movimento pelo motor) aumenta conforme aumenta sua taxa de compressão, os motores a álcool tendem a ter um rendimento térmico maior do que um motor a gasolina, compensando parte do menor poder calorífico. Assim, nosso motor não faria apenas 7,27 km/l, faria algo entre 7,5 e 8 km/l, devido ao melhor aproveitamento da energia do combustível. A velocidade da chama do álcool é menor, demandando maiores avanços de ignição.

Calor de vaporização O álcool tem um calor de vaporização de 0,744 MJ/l, enquanto a gasolina tem 0,325MJ/l. Isto quer dizer que o álcool necessita de mais do que o dobro de energia para se vaporizar. Esta vaporização acontece dentro do coletor de admissão, nos carros carburados e com injeção monoponto. A energia para vaporizar é conseguida através do calor do motor, que também aquece o coletor. Porém, ao se vaporizar, o combustível diminui a temperatura do coletor, pois está “roubando” energia. Não é difícil concluir que o álcool “rouba” mais que o dobro de energia, diminuindo muito mais a temperatura do coletor. Se a temperatura cair muito, o combustível não se vaporiza mais e caminha em estado líquido pelo coletor, causando uma súbita falta de combustível na mistura, fazendo o motor falhar. Para evitar isto, faz-se passar água do radiador pelo coletor de admissão, para aquecê-lo. Este aquecimento é muito mais necessário em um motor a álcool, pela sua maior demanda de energia para vaporizar-se.

Uma explosão é uma reação em cadeia. Quando uma molécula de combustível reage com o oxigênio presente no ar, ela gera energia, que faz com que a molécula vizinha também reaja e por aí vai. O ponto de fulgor é a temperatura a partir da qual pode haver uma quantidade suficiente de combustível vaporizado a ponto de gerar uma reação em cadeia. Bem, o ponto de fulgor do álcool é 13ºC. Isto significa que não é possível haver combustão do álcool abaixo desta temperatura. Isto explica por que é necessário usar gasolina para a partida a frio em motores a álcool em temperaturas baixas. O ponto de fulgor da gasolina pura é de aproximadamente -40ºC.

Estas 2 propriedades acima decorrem do oxigênio presente na molécula do álcool, que a polariza. Isto faz com que a força de coesão entre as moléculas seja maior do que as da gasolina, que se mantém líquida pelo maior peso de suas moléculas, apolares em sua grande maioria. A menor atração molecular da gasolina é que faz com que esta tenha menores calor de vaporização e ponto de fulgor.

Proálcool Programa Nacional do Álcool A primeira grande crise mundial do petróleo, em 1973, provocou desajustes na balança de pagamentos do Brasil e colocou em risco o abastecimento interno, causando insegurança e exigindo a tomada de providências imediatas.

Através de estudos desenvolvidos pela iniciativa privada, surgiu a recomendação para a criação de um programa de energia alternativa, baseado no álcool carburante. Em 1975 foi lançado o Programa Nacional do Álcool (Proálcool), primeira iniciativa mundial para produção de energia alternativa em larga escala. A proposta do Proálcool não se restringia apenas à redução da dependência externa de combustível e economia de divisas, mas também à interiorização do desenvolvimento, evolução da tecnologia nacional e crescimento da produção nacional de bens de capital, gerando rendas e elevando o número de empregos.

A implantação do Proálcool pode ser dividida em duas fases distintas: 1) a primeira, iniciada em 1975, baseou-se na utilização da infra-estrutura já existente e caracterizou-se pela produção de álcool anidro a ser adicionado na gasolina; 2) a segunda, marcada por outra crise do petróleo em 1979, além de produzir o álcool anidro, passou a fabricar álcool hidratado que serviria para consumo em veículos projetados para uso exclusivo do álcool como combustível.

O Brasil importava, no início do programa, 80% das suas necessidades de petróleo. Havia a necessidade de se impulsionar a produção de álcool para atender a demanda crescente do produto, principalmente com as definições dos índices de adição de álcool à gasolina.

Entre os vários resultados alcançados pelo programa destacam-se: a melhoria das condições do meio-ambiente; novas variedades de cana; geração de empregos; maior

oferta de mão-de-obra no campo; criação, desenvolvimento e aperfeiçoamento do veículo a álcool e a capacidade de transformar resíduos em sub-produtos de alto valor econômico.

Em seus 30 anos de existência, o Proálcool destacou-se não só por seus aspectos econômicos, economizando bilhões de dólares em divisas, mas também por benefícios como a grande geração de empregos (mais de 1 milhão, entre funcionários das unidades produtoras e trabalhadores utilizados no corte da cana), a melhor qualidade do ar nas grandes cidades, etc.

Como já dissemos ,diversas substâncias podem ser usadas para a produção do etanol, mais vamos nos prender neste curso apenas a cana-de-açucar;porque é uma planta abundante no nosso país , também porque possui uma produtividade muito alta e é a matéria prima mais simples e eficiente na produção do álcool.

Originária da Ásia ,a cana-de-açucar foi introduzida no Brasil por volta de 1530,por Martim Afonso de Souza,na Capitania de São Vicente.Historicamente a cana de açúcar é um dos principais produtos agrícolas do Brasil. Do seu processo de industrialização obtém-se como produtos o açúcar nas suas mais variadas formas e tipos, o álcool (anidro e hidratado), o vinhoto e o bagaço.Devido à grandeza dos números do setor sucroalcooleiro no Brasil, não se pode tratar a cana-de-açúcar, apenas como mais um produto, mas sim como o principal tipo de biomassa energética, base para todo o agronegócio sucroalcooleiro, representado por 350 indústrias de açúcar e álcool e 1.000.000 empregos diretos e indiretos em todo o Brasil.Vale lembrar que o Brasil é o maior produtor mundial.

O produtor deve escolher as variedade que melhor se adaptem ao solo,período de safra e clima de sua região,levando em conta as características de produtividade,riqueza de açúcar e facilidade de fermentação.Você pode procurar ajuda de um técnico ou engenheiro agrônomo local para que ele possa determinar a melhor variedade para o seu caso.

A cana-de-açucar adapta-se a uma ampla faixa de clima,desde latitudes 35°N a 30°S sendo normalmente plantada em altitude até 1000m do nível do mar.

A precipitação volumétrica anual mínima exigida é de 1.200mm ,com chuvas bem distribuídas.O solo deve ser leve sem excesso de umidade rico em matéria orgânica e minerais.Solos pesados ,argilosos e mal drenados são limitantes para o cultivo da cana-de-açucar.Caso sua propriedade não atenda as necessidades sitadas a cima,não se preocupe basta procurar junto a um engenheiro agrônomo que ele te informará sobre as correções de solos adequadas.

PRINCIPAIS ESPÉCIES: .Saccharum officinarum: Compreende as chamadas canas nobres ou tropicais caracterizadaas por seus altos teores de açúcar,porte elevado,colmos grossos e baixos teores de fibras.Essa espécie foi cultivada no Brasil até 1952,quando um epidemia da doença mosaico trouxe grande prejuízo aos canaviais.Pertencem a essa espécie as variedades:preta,rosa,riscada,roxa,cristalina,creoula,manteiga,caiana,sem-pelo e outras.São muito exigentes em clima e solos,além de sensíveis a doenças.

Saccharum spontaneum: Apresenta colmos curtos ,fino,fibrosos,praticamente sem açúcar,com sistema radicular bem desenvolvido,perfilhamento vigoroso e abundante.São muito rústicas,vegetando praticamente em qualquer tipo de solo e clima e é resistente à doença mosaico.

Saccharum sinensis: Essa espécie inclui variedades da China e do Japão e caracteriza-se por alto porte ,colmos finos e fibrosos,teor médio de açúcar ,raízes abundantes e fortes.

Saccharum barberi: Apresenta porte baixo ou médio ,colmos finos,fibrosos e pobres em açúcar,sendo também suscetível ao mosaico.

Saccharum robustom: Apresenta colmos muito altos (de até 10m),relativamente grossos,muito fibrosos e pobres em açúcar,sendo também suscetível ao mosaico.

Saccharum edule: Abrane algumas espécies da Nova Guine e das Ilhas vizinhas.Caracterizada por apresentarem inflorescências empregadas na alimentação humana.

VARIEDADES: As variedades recomendadas resultam de cruzamentos entre as espécies .A escolha deve levar em consideração as características da variedade ,o meio que vai ser implantado o canavial e o período de fabricação do álcool.

O período de maturação é importante fator a ser considerado. As variedades devem apresentar maturação entre Junho a Novembro,ocasionando maior rendimento de álcool ;período este geralmente usado para a fabricação do Etanol.

Classificadas em precoces,médias e tardias,de acordo com o período útil de processamento ,ou seja,a época em que apresentam teores de açúcar mais elevados,as variedades atingem maturação entre maio e junho,de julho a agosto e setembro a novembro,respectivamente.

As precoces são apropriadas para o inicio da safra.Entretanto,dependendo de sua produtividade podem ser vantajosas para todo o período.O teor máximo de açúcar é alcançado de agosto a setembro,época em que começa a declinar.A colheita corresponde a 180 dias.

Já as variedade médias atingem brix (unidade de medida de percentual de açúcar)mínimo para corte entre final de julho e início de agosto,e o máximo,em setembro.Apresentam um período de colheita de 120 dias.

As denominadas tardias atingem o brix mínimo para processamento entre final de agosto e inicio de setembro.O período de colheita é curto ,em torno de 90 dias,e coincide com o final da safra.

Atualmente as variedades mais utilizadas para produção de etanol são: RB765418 –Precoce ,rica em açúcar,não floresce e apresenta interior excelente (sem isoporizar).O periodo de safra é longo , e a cultura exige solos de fertilidade média a alta,produzindo melhor naquelas de textura leve.A variedade é resistente às doenças,ferrugem,escaldadura e carvão e tolerante a pragas.Sua despalha natural é media e apresenta um pouco de joçal no centro da bainha.O porte é semi-decumbente apresentando,muitas vezes,tombamento por ocasião da colheita.

RB739359 –Variedade precoce,com inicio de colheita recomendado a partir de junho.Muito rica em açúcar,normalmente não floresce e apresenta excelente interior.Adapta-se a solos de baixa e média fertilidade,e o período de safra é de médio para longo.A produção agrícola é alta;porte ereto,com despalha natural media e presença de joçal.É sensível ao carvão,porem resistente a ferrugem e escaldadura e tolerante a pragas.

RB739735 –De maturação média/tardia,com teor de açúcar alto.Não floresce e apresenta excelente interior.A produtividade é boa em diferentes tipos de solo,melhorando ainda mais naquelas de textura leve e que apresentam boa retenção de umidade.Produção agrícola alta.É tolerante às pragas e à escaldadura,resistente ao carvão e ferrugem.O porte é ereto e tem uma despalha natural,facilitando a colheita.Não apresenta joçal.

RB72454-Variedade de maturação média a tardia,que normalmente não apresenta florescimento.O índice de chochamento é baixo ,sendo encontrado somente em canas florescidas.Rica em açúcar,adapta-se a diferentes tipos de solosproduzindo melhor naqueles de textura leve.Aprodução agrícula é alta.É moderadamente resistente ao

carvão,escaldadura e ferrugem e tolerantes a pragas.O porte dos colmos é semi-ereto,com despalha e colheita difíceis.Apresenta joçal.

SP71-1406-Variedade de maturação média a tardia ,não apresenta florescimento.A proporção de açúcar é de média para alta,com bom interior e sem chochamento.A melhor épocapara corte é a partir do mês de agosto até o final de safra.É recomendada para solos de fertilidade média e textura leve.Tem crescimento vigoroso e apresenta boa produtividade cana planta e soca.Mostra parte semi-ereto e despalha natural,o que favorece o corte,não apresentando joçal.É tolerante as doenças,carvão e mosaico.

DIMENSIONAMETO DO CANAVIAL Os cálculos apresentados,foram realizados para uma produção média de 100 litros/dia .Consider de álcool etílico,com jornada de 8 horas e período de safra de aproximadamente 200 dias.Considerou-se um rendimento médio de 100 toneladas de cana por hectare(ha=10.000 metros quadrados.) a média de rendimento é de 80 litros por tonelada.

Uma vez dimensionada a área a ser plantada e escolhidas as variedades e locais de plantio,inicia-se a implantação do canavial.Além dos aspectos já mencionados,a escolha da área de plantio deve considerar ainda a facilidade de acesso para a colheita e transporte da Para as recomendações de corretivos de solo e fertilizantes,o primeiro passo é a realização da análise do solo.A partir do resultado e identificadas as deficiências,recomenda-se as De posse da análise ,o produtor deve buscar orientação técnica para conhecer as necessidades de calagem e adubação do terreno.Recomenda-se aplicar calcário com,no Além do calcário e fertilizantes químicos ,a matéria orgânica no solo é fator importante na produção agrícola valorizando as propriedades químicas,físicas e biológicas do solo.

Preparo do solo para plantio: Em áreas mecanizáveis ,recomenda-se as praticas de aração e gradagem do terreno.A aração é feita até 30 ou 40 cm de profundidade,com arados tipo aiveca ou de disco.Metade do calcário deve ser aplicada antes da aração ,e a outra metade,antes da gradagem Em áreas declinosas,não-mecanizaveis,recomenda-se o plantio direto,ou cultivo mínimo,sem aração e gradagem.Os sucos de plantio são abertos,sem nenhum preparo anterior.Essa pratica diminui as possibilidades de erosão do terreno.Nesse tipo de plantio,o calcário deve ser aplicado no sulco,de modo a não entrar em contato direto com o adubo.

Plantio: O plantio adotado normalmente na região centro-sul é o chamado “cana de ano e meio”. O periodo de fevereiro a março é o mais recomendado.Havendo necessidade ,pode-se adotar o plantio da cana de ano (setembro-outubro).Neste caso,são indicadas as variedades Os sulcos deverão ser abertos em curvas de nível,numa profundidade de 20 a 25 cm e espaçamento de 0,90 a 1,40 m,dependendo da textura,estrutura,declividade e fertilidade do Em solos menos férteis ,mais inclinados ou quando se utilizam variedades com menos capacidade de perfilhamento,deve-se optar por espaçamentos menores.Já em solos de melhor fertilidade e planos recomenda-se um espaçamento maior.

Em áreas declivosas ,utilizando-se o cultivo mínimo,a sulcação deve ser feita com sulcador ou arado de aiveca,tração animal.Torna-se necessário a limpeza e o reafundamento do No descarregamento das mudas para plantio,deve-se ter o cuidado de dividir os montes estrategicamente,objetivando maior agilidade na distribuição das mudas na área a ser plantada.As mudas são dispostas inteiras no fundo do sulco,ultrapassando –se pé e ponta.Em seguida,faz-se com o podão o seu corte em toletes de duas ou três gemas.A densidade de plantio é de 15 a 18 gemas por metro de sulco,levando-se em consideração a variedade a ser utilizada.O consumo médio de mudas de cana é de 10 a 14 toneladas A cobertura dos toletes deve ser realizada com uma camada de terra de 8 a 12 No plantio deve-se utilizar mudas sadias,oriundas de viveiros livres de mistura de variedades,com idade de 10 a 12 meses (cana plana).

Tratos culturais A cana-de-açucar,assim como outras culturas ,sofre com a competição de ervas daninhas. O período critico de competição situa-se entre 60 a 120 dias após a brotação das gemas.Nesse período ,o canavial deve ficar limpo,garantindo uma boa produção e facilitando a futura colheita.O controle pode ser feito através da capina manual ou mecânica Normalmente ,conforme a quantidade de chuva,gastam-se duas capinas para manter o canavial limpo,no caso de cana de ano e meio.Nos plantios de cana de ano,as capinas são em maior número,devido a um período maior de chuvas na fase inicial de crescimento da cana.

Carvão Podridão abacaxi O controle de doenças da cana se dá,principalmente,através de trabalhos e melhoramento genético,para se obter variedades resistentes ou tolerantes .Esse trabalho exige continuidade,pois os agentes causadores das doenças podem produzir novas raças capazes de vencer a resistência.Neste caso,irão ocorrer novos surtos da doença. A melhor conduta para o produtor que constatar alguma doença em seu canavial ainda é buscar um orientação técnica.

Pragas Entre as principais pragas da cana ,destacam-se pela importância econômica,as seguintes: Pragas que atacam a parte aérea:

Broca do colmo (Diatrea spp.)-causa,em canas novas,o “coração morto” (morte da gema apical).Em canas adultas,provoca redução do peso,encurtamento dos entrenós,quebra de colmos ,brotação lateral.Devido às galerias abertas nos colmos,causa ,indiretamente,a inversão da sacarose pela ação dos fungos.Pode ser evitada através do controle biológico,com moscas e vespas parasitas.

Cigarrinha da folha(Mahanarva posticata)-A maior injuria à planta é causada pelos insetos adultos ,que,se alimentarem picando as folhas,injetam toxina provocando o seu amarelecimento e necrose.Os prejuízos,podem chegar a 20%,quando a população de adultos chega a 0,7 individuos/colmo.O controle com inseticidas mostra-se pouco eficiente,pois combate apenas os adultos.O controle biológico ,através da utilização do fungo Metarrhizum anisopliea,aplicando no inicio ataque da praga é o mais indicado.

Fungo baixa custo do canavial Controle biológico da cigarrinha da raiz da cana faz produtor economizar até R$ 120/hectare Fonte: Jornal O Estado de São Paulo, 02/06/2004 – Suplemento Agrícola (www.estadao.com.br) Jornalista: BETH MELO Os produtores paulistas de cana- de-açúcar estão rendendo-se aos benefícios do fungo Metarhizium anisopliae no controle da cigarrinha da raiz da cana (Mahanarva fimbriolata). Segundo pesquisa do Instituto Biológico (IB), órgão da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, entre 2002 e 2003, empresas e biofábricas de São Paulo conseguiram receita bruta de R$ 2.680.000 com a produção de 268 toneladas de bioinseticida, vendidas pela média de R$ 10 o quilo.

A crescente demanda, de acordo com o diretor do IB, Antonio Batista Filho, é por causa da relação custo/benefício. “Enquanto 1 hectare tratado com o fungo custa, em média, R$ 40, a mesma área tratada com inseticida químico fica na faixa de R$ 160, o que dá uma economia de R$ 120 por hectare ou um total de R$ 19.429.200”, diz. “Mais importante é que se deixou de aplicar 3.238 toneladas de produto químico.” Colheita mecânica – Com a proibição da queima da cana, o produtor começou a adequar-se à colheita mecânica, conseguindo resultados positivos com a redução dos custos de mão- de-obra. O uso da máquina substitui 80 pessoas no campo, conforme Batista. “Mas a mudança afetou o microclima, e a cigarrinha, que vivia em equilíbrio, virou a principal praga da cultura.” Por meio do IB, há quatro anos, a secretaria iniciou as pesquisas visando a aumentar o uso do Metarhizium, com base no sucesso do Nordeste, que já usava esse fungo no controle da cigarrinha da folha da cana (Mahanarva posticata). Em São Paulo predomina a cigarrinha da raiz, de controle mais difícil, segundo Batista, pois a mesma fica A partir da demanda do setor sucoalcooleiro, o instituto montou um projeto temático em parceria com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq)/USP, Universidade Federal de São Carlos, câmpus de Araras (SP) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado Na touceira – “O projeto trata dos problemas fitossanitários da cana, e abrange pragas, doenças e plantas daninhas no sistema de colheita da cana crua”, conta o diretor do IB. “No caso da cigarrinha, os isolados do fungo IBCB 348 e IBCB 425 hoje são utilizados pela maioria das empresas produtoras de fungos entomapatogênicos do País.” A cigarrinha da raiz aloja-se na touceira, sugando a seiva da cana. Ao mesmo tempo, diz Batista, produz uma espuma que recobre todo o seu corpo. Na fase de ninfa, que dura 30 dias, passa por cinco estágios, trocando a pele cinco vezes até alcançar a fase adulta, caracterizada pela Nessa etapa, vai para a parte aérea da cana, onde ocorre o acasalamento e a postura dos ovos, embaixo dos restos da cultura. “Os ovos ficam no solo e, graças à umidade do solo, dão origem às ninfas nas primeiras chuvas de outubro”, informa. Por essa razão, ele recomenda o início do controle biológico da cigarrinha entre outubro e novembro. De acordo com Batista, o IB coordenou a instalação de seis biofábricas para a produção de Metarhizium. Atualmente, assessora 67% da produção de bioinseticida (164 toneladas), o que equivale a 66% da área total tratada com o fungo em São Paulo (107.747 hectares). Biofábrica– Em 2003, a Biocana, de Pontal (SP), produziu 25 toneladas do fungo Metarhizium anisopliae. Para este ano, a previsão da proprietária da biofábrica, Eni Leila Costa Morsoletto, é alcançar acima de 50 toneladas do fungo para atender aos produtores de cana de São Paulo, principalmente, e de outros Estados. “As usinas com as quais a gente trabalha têm obtido excelentes resultados com o uso do fungo”, afirma. “É uma conquista a médio e longo prazos, pois os resultados melhoram com o tempo.” Segundo Eni, o fungo, que é produzido em arroz, é aplicado em calda ou em grânulos. Na forma líquida, explica, a recomendação é de 2 a 3 quilos do arroz mais o fungo para 300 litros de água por hectare. Para tanto, o arroz é lavado com um pouco de água e passado por uma peneira. O arroz é jogado fora, e a água, completada até chegar ao volume indicado. No caso do granulado, utilizam-se 8 a 10 quilos por hectare. A aplicação da calda é feita com pulverizador com jato dirigido, diretamente na soqueira, ou por avião. No caso do granulado, a aplicação é feita com avião. “Economicamente, o uso do fungo é bem melhor

do que a utilização de defensivos químicos”, compara. Ela diz, porém, que no casos de alta infestação da cigarrinha, recomenda-se o manejo integrado.

Formiga saúva (Atta bisphaerica e Atta capiguara)-inseto extremamente voraz;provoca a desfolha da planta,causando folhas e redução de “stand” e do porte dos colmos no canavial.Estima-se que um sauveiro adulto ocasione uma queda de 5% na produtividade.O controle por destruição do sauveiro com enxadão mostra-se eficiente para os novos (90 a 120 dias de formação).Todavia a pratica mais recomendável é a termonebulização ,embora a aplicação de iscas também se mostre eficiente,exceto em periodos de chuva.

Pragas de habito subterrâneo: Culpins ou térmitas (Heterotermes,Rhyncnotermes,Syntermes,Embiratermes,Cornitermes,Procorniternes e outros)-causam danos a cultura por atacarem os toletes,danificando as gemas e ocasionando falhas na germinação .Em canas adultas,abrem galerias nos entrenós reduzindo o crescimento e provocando a secagem dos colmos.Em áreas com altas infecções ,um controle bem feito pode acrescer até 10 t de cana por hectare.Recomenda-se como controle

um monitoramento da população,fazendo-se levantamentos antes do plantio.Determina-se assim o índice de ocorrência,identificando os gêneros presentes na área.Caso se justifique o controle,a etapa de preparo s]do solo exige uma aração profunda para expor as colônias .No plantio,deve-se ,através de recomendações técnicas,utilizar um culpinicida eficiente.

Colheita da cana: Apesar de destinada a facilitar a colheita da cana,a pratica de queimar os canaviais é um fator prejudicial a produção do álcool.Tal conduta acelera a deterioração da cana,ainda no campo,pela inversão mais rápida da sacarose em glicose e frutose.Alem disso,acarreta acumulo de cinzas nas dornas de fermentação,interferindo negativamente no processo de fermentação.

Considera-se adequado o nível de amadurecimento do canavial quando o teor de açúcar da cana atingir 18° brix.O teor de açúcar pode ser medido de duas maneiras: .A primeira consiste no uso do “refratômetro de campo” aparelho de grande utilidade para o produtor de álcool,que vem acompanhado de furador e espremedor manual.

O refratômetro possibilita uma leitura direta do grau brix,ou porcentagem de açúcar com apenas uma gota de caldo,obtida com o espremedor em amostra da parte media da cana.A retirada das amostras deve ser feita em locais distantes uns dos outros,no interior do Outra alternativa ,é a utilização do sacarimetro ,de graus brix,que fornece também a porcentagem de açúcar existente no caldo de cana.

O procedimento para determinar o ponto de maturação da cana é o seguinte: -coletar cerca de 15 colmos em diferentes pontos de um hectare de cana,evitando-se a -passar os entrenós da parte mediana dos colmos na moenda e obter o caldo; -encher uma proveta com o caldo;(a proveta pode ser substituída por tubos de pvc ou gomo de bambu de 30 cm de comprimento,sendo que o diametro deve ser o dobro do diâmetro do bulbo do sacarimetro)

-deixar em repouso por algum tempo para eliminação do gás contido no caldo; -mergulhar o sacarimetro com cuidado no caldo de cana,soltando a haste somente quando ele estiver flutuando .O sacarímetro não pode tocar nas paredes do tubo; -efetuar a leitura ,observando o número correspondente na haste.A leitura deve ser feita na direção da superfície livre do liquido acima do menisco-razão pela qual o tubo deve estar cheio;

-caso a temperatura seja superior ou inferir a 20°C (para qual o aparelho é calibrado),há necessidade de se fazer a correção da leitura,utilizando-se uma tabela.

TABELA I – Correção de ºbrix em função de temperaturas inferiores e superiores a 20ºC Temperatura Percentagem de sacarose (ºBrix) ºC 0

10 0,50 11 0,46 12 0,42 13 0,37 14 0,33 15 0,27 16 0,22 17 0,17 18 0,12 19 0,06 21 0,06 22 0,13 23 0,19 24 0,26 25 0,33 26 0,40 27 0,48 28 0,56 29 0,64 30 0,72

(cont.) 5 0,54 0,49 0,45 0,40 0,35 0,29 0,24 0,18 0,13 0,06 0,07 0,13 0,20 0,27 0,35 0,42 0,50 0,57 0,66 0,74 10 15 Subtrair do Brix lido 0,61 0,55 0,50 0,44 0,38 0,33 0,26 0,20 0,14 0,58 0,53 0,48 0,42 0,37 0,31 0,25 0,19 0,13 0,06 0,07 Adicionar ao Brix lido 0,07 0,14 0,22 0,29 0,37 0,44 0,53 0,61 0,69 0,07 0,14 0,21 0,28 0,36 0,43 0,53 0,60 0,68 0,77 0,78 20 0,64 0,58 0,52 0,46 0,40 0,34 0,27 0,21 0,14 0,07 0,07 0,15 0,23 0,30 0,38 0,45 0,54 0,62 0,71 0,79 25 0,66 0,60 0,54 0,48 0,42 0,34 0,28 0,21 0,14 0,07 0,08 0,15 0,23 0,31 0,38 0,46 0,55 0,63 0,72 0,80 30 0,68 0,62 0,56 0,59 0,43 0,35 0,28 0,21 0,14 0,07 0,08 0,15 0,23 0,31 0,39 0,47 0,55 0,63 0,72 0,80

Temperatura Percentagem de sacarose (ºBrix) 40 0,72 0,65 0,58 0,51 0,44 ºC 35 10 0,70 11 0,64 12 0,57 13 0,50 14 0,43 15 0,36 0,37

PDF Creator – PDF4Free v2.0 45 50 55 Subtrair do Brix lido 0,75 0,68 0,61 0,54 0,46 0,73 0,66 0,59 0,52 0,45 0,37 0,74 0,67 0,60 0,53 0,45 0,38 0,39 60 0,76 0,69 0,61 0,54 0,46 0,39 65 0,78 0,70 0,63 0,55 0,47 0,40 70 0,79 0,71 0,63 0,55 0,48 0,40

17 18 19 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 0,29 0,22 0,15 0,08 0,08 0,15 0,23 0,31 0,40 0,48 0,56 0,64 0,73 0,81 0,30 0,22 0,15 0,08 0,08 0,15 0,23 0,31 0,40 0,48 0,56 0,64 0,73 0,81 0,30 0,30 0,31 0,23 0,23 0,23 0,15 0,16 0,16 0,08 0,08 0,08 Adicionar ao Brix lido 0,08 0,16 0,24 0,31 0,40 0,48 0,56 0,64 0,73 0,81 0,08 0,16 0,24 0,31 0,40 0,48 0,56 0,64 0,73 0,81 0,08 0,16 0,24 0,32 0,40 0,48 0,56 0,64 0,73 0,81 0,31 0,23 0,16 0,08 0,08 0,16 0,24 0,32 0,40 0,48 0,56 0,64 0,73 0,81 0,32 0,24 0,16 0,08 0,08 0,16 0,24 0,32 0,40 0,48 0,56 0,64 0,73 0,81 0,32 0,24 0,16 0,08 0,08 0,16 0,24 0,32 0,40 0,48 0,56 0,64 0,73 0,81

Determinados os talhões do canavial,que pelo grau de maturação encontram-se prontos para o corte,o produtor deve optar inicialmente pelos locais de acesso mais difícil e mais distantes da unidade de processamento.

Outro importante fator é a área de cana a ser cortada,que depende da capacidade da fábrica,da produtividade agrícola e industrial.Aliando-se esses fatores o teor de açúcar da cana,calcula-se a área a ser cortada por dia,para processamento na industria,pela seguinte formula: A = CF/RI /RA ONDE: A = área a ser colhida CF=capacidade da fabrica RI=rendimento industrial RA=rendimento agricula Supondo-se que um produtor tenha uma fabrica com capacidade para produção de 150 litros de álcool por dia,com rendimento industrial médio de 80 litros por tonelada de cana a 18° brix,e um rendimento agrícola de 75 toneladas por hectare,a área a ser cortada é: A=150/80/75=0,025 ha ou 250m quadrados.

O dimensionamento do corte de acordo com as necessidades de moagem para um período normal de trabalho de 8 horas diárias evita perdas desnecessárias.As canas colhidas no período da tarde serão armazenadas e moídas na manhã do dia seguinte.

A cana deve ser cortada o mais rente possível do solo,com um tipo especial de facão

A pratica correta do solo permite uma rebrota mais sadia e resistente dos rizomas ,aumentando a longevidade do canavial.

Em seguida ,a cana é empilhada em depósito próprio,na área de moagem.O local deve ser coberto,de maneira a proteger contra sol e chuva;e fresco,para evitar perda de água por transpiração.

O armazenamento da cana além de 24 horas e em locais inadequados provoca perdas no teor de açúcar por respiração e transpiração.

Também é importante a ordem dos lotes de cana no depósito,para que a cana que foi cortada e transportada primeiro seja também a primeira a ser moída,evitando-se assim perdas no rendimento da produção do álcool.

Cana de Açúcar (Saccharum hibridas) Introdução Originária do sudeste da Ásia, onde é cultivada desde épocas remotas, a exploração canavieira assentou-se, no início, sobre a espécie S. officinarum. O surgimento de várias doenças e de uma tecnologia mais avançada exigiram a criação de novas variedades, as quais foram obtidas pelo cruzamento da S. officinarum com as outras quatro espécies do gênero Saccharum e, posteriormente, através de recruzamentos com as ascendentes. Os trabalhos de melhoramento persistem até os dias atuais e conferem a todas as variedades em cultivo uma mistura das cinco espécies originais e a existência de cultivares ou A importância da cana de açúcar pode ser atribuída à sua múltipla utilização, podendo ser empregada in natura, sob a forma de forragem, para alimentação animal, ou como matéria prima para a fabricação de rapadura, melado, aguardente, açúcar e álcool.

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