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Gramatica da Lingua Portuguesa

- nota da ledora - informações úteis: nos exercícios do livro, as lacunas foram substituídas por abertura e fechamento de parênteses, ex: (). Nos mesmos exercícios, quando surgem as palavras grifado ou destacado, a expressão ou palavra, recebeu parênteses visando destacá-la. As notas de ledora visam transformar informações visual, através da interpretação da ledora, em complementação de informação para o leitor; as mesmas serão sempre precedidas de - nota da ledora, e fim da nota; a ledora pede, especial, atenção para a existência de palavras grafadas erradas, na parte de exercícios, embora a fonética seja parecida com a grafia correta, as vezes a diferença entre o certo e o errado, é de apenas - fim da nota.

Gramática da Língua Portuguesa Pasquale Cipro Neto & Ulisses Infante

Lourdes Guimarães, Luciano Carvalho e Edson Rosa COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO José Antonio Ferraz EDITORAÇÃO ELETRÔNICA E FOTOLITO Reflexo Fotolito Ltda.

IMPRESSÃO E ACABAMENTO Prol - Editora Gráfica Ltda Editora Scipione Ltda. MATRIZ Praça Carlos Gomes, 46 01501-040 São Paulo SP e-mail: scipione@br.homeshopping.com.br DIVULGAÇÃO Rua Fagundes, 121 01508-030 São Paulo SP Tel. (011)12428411 Caixa Postal 65131 Dados Internacionnais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do LIyro, SP, Brasil ) Cipro Neto, Pasquale: Gram;atica de língua portuguesa, / Pasquale e Ulisses - São Paulo 3. Português - Gramática - (Vestibular) . I. Infante, Ulisses. II. Título. 1. Índice de catálogo sistemático, Gramática: Português: Ensino de 2o. grau 469.507 1a. edição 2a. impressão 1998.

APRESENTAÇÃO: A Gramática é instrumento fundamental para o domínio do padrão culto da língua. A Gramática, e não as gramatiquices. A Gramática que mostra o lado lógico, inteligente, racional dos processos lingüísticos.

A Gramática que esmiúça a estrutura da frase, do texto.A Gramática que mostra o porquê.

Para o estudo dos variados tópicos gramaticais, este livro toma como referência a chamada língua viva -textos de jornais e revistas, mensagens publicitárias, letras de músicas e obras literárias contemporâneas, sem deixar de lado os clássicos. Boa parte dos textos foi selecionada durante anos de convivência direta com a língua dos meios de comunicação.

crítico necessário para compreender os processos lingüísticos e, com eles - por que não? -,compreender a realidade.

Os autores A Paulo Freire, mestre dos mestres Capítulo 1 PARTE 1 - FONOLOGIA Capítulo 2 Questões e testes de vestibulares.

Capítulo 4 Acentuação PARTE 2 - MORFOLOGIA Capítulo 5 Estrutura e formação das palavras Composição.

Textos para análise Capítulo 6 Estudo dos verbos (I) Atividades Questões e testes de vestibulares.

Capítulo 7 Estudo dos verbos (II) Verbos irregulares apenas na conjugação do presente do indicativo e tempos derivados. Verbos irregulares no presente e no pretérito perfeito do indicativo e respectivos tempos Atividades.

Capítulo 10 Estudo dos artigos Capítulo 11 Estudo dos adjetivos 244 Questões e testes de vestibulares.

Capítulo 13 Estudo dos pronomes Capítulo 14 Estudo dos numerais Questões e testes de vestibulares.

Capítulo 17 Estudo das interjeições PARTE 3 - SINTAXE 339 Capítulo 18 Introdução à Sintaxe Atividades.

Capítulo 21 Termos acessórios da oração e vocativo Capítulo 22 Orações subordinadas substantivas Questões e testes de vestibulares.

Capítulo 24 Orações subordinadas adverbiais Capítulo 25 Orações coordenadas Questões e testes de vestibulares.

Capítulo 27 Regência verbal e nominal PARTE 4 - APÊNDlCE Capítulo 28 Problemas gerais da língua culta A par / ao par.

Capitulo 29 Significação das palavras Capitulo 30 Noções elementares de Estilística Questões e testes de vestibulares.

CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO GERAL - nota da ledora: dois terços da página é ocupado pela fotografia de um quadro, com - fim da nota da ledora.

O título deste quadro de René Magritte - Isto não é uma maçã (1964) - destaca o fato de que a sua obra constitui uma mera representação pictórica da realidade, não devendo ser Nesta introdução, estudaremos, entre outros tópicos, o signo lingüístico, a representação verbal dos elementos do mundo. Tais signos devem ser combinados segundo regras convencionais para cumprir sua missão comunicativa.

convencionais usados pelos membros de uma mesma comunidade. Em outras palavras: um grupo social convenciona e utiliza um conjunto organizado de elementos representativos.

Um signo lingüístico é um elemento representativo que apresenta dois aspectos: um significante e um significado, unidos num todo indissolúvel. Ao ouvir a palavra árvore, você reconhece os sons que a formam. Esses sons se identificam com a lembrança deles que esta presente em sua memória. Essa lembrança constitui uma verdadeira imagem sonora, armazenada em seu cérebro - é o significante do signo árvore. Ao ouvir essa palavra, você logo pensa num "vegetal lenhoso cujo caule, chamado tronco, só se ramifica bem acima do nível do solo, ao contrário do arbusto, que exibe ramos desde junto ao solo". Esse conceito, que não se refere a um vegetal particular, mas engloba uma ampla gama de vegetais, é o significado do signo árvore - e também se encontra armazenado em seu cérebro.

Ao empregar os signos que formam a nossa língua, você deve obedecer a certas regras de organização que a própria língua lhe oferece. Assim, por exemplo, é perfeitamente possível antepor-se ao signo árvore o signo uma, formando a seqüência uma árvore. Já a seqüência um árvore contraria uma regra de organização da língua portuguesa, o que faz com que a rejeitemos. Perceba, pois, que os signos que constituem a língua obedecem a padrões determinados de organização. O conhecimento de uma língua engloba não apenas a identificação de seus signos, mas também o uso adequado de suas regras combinatórias.

Como a língua é um patrimônio social, tanto os signos como as formas de combiná-los Individualmente, cada pessoa pode utilizar a língua de seu grupo social de uma maneira particular, personalizada, desenvolvendo assim a fala (não confunda com o ato de falar; ao escrever de forma pessoal e única você também manifesta a sua fala, no sentido científico do termo). Por mais original e criativa que seja, no entanto, sua fala deve estar contida no conjunto mais amplo que é a língua portuguesa; caso contrário, você estará deixando de empregar a nossa língua e não será mais compreendido pelos membros da nossa comunidade.

Estudar a língua portuguesa é tornar-se apto a utilizá-la com eficiência na produção e interpretação dos textos com que se organiza nossa vida social. Por meio desses estudos, amplia-se o exercício de nossa sociabilidade - e, conseqüentemente, de nossa cidadania, que passa a ser mais lúcida. Ampliam-se também as possibilidades de fruição dos textos, seja pelo simples prazer de saber produzi-los de forma bem-feita, seja pela leitura mais sensível e inteligente dos textos literários. Conhecer bem a língua em que se vive e pensa é investir no ser humano que você é.

- nota da ledora: quadro em destaque na página: Língua - conjunto de signos e formas de combinar esses signos partilhado pelos Signo - elemento representativo; no caso do signo lingüístico, é a união indissolúvel de Fala - uso individual da língua, aberto à criatividade e ao desenvolvimento da liberdade de compreensão e expressão.

2. Língua: UNIDADE E VARIEDADE Vários fatores podem originar variações lingüísticas: a) geográficos - há variações entre as formas que a língua portuguesa assume nas diferentes regiões em que é falada. Basta pensar nas evidentes diferenças entre o modo de falar de um lisboeta e de um carioca, por exemplo, ou na expressão de um gaúcho em contraste com a de um mineiro, como observamos nos anúncios abaixo. b) sociais - o português empregado pelas pessoas que têm acesso à escola e aos meios de instrução difere do português empregado pelas pessoas privadas de escolaridade. Algumas classes sociais, assim, dominam uma forma de língua que goza de prestígio, enquanto outras são vitimas de preconceito por empregarem formas de língua menos prestigiadas. Cria-se, dessa maneira, uma modalidade de língua a norma culta -, que deve ser adquirida durante a vida escolar e cujo domínio é solicitado como forma de ascensão profissional e social. O idioma é, portanto, um instrumento de dominação e Também são socialmente condicionadas certas formas de língua que alguns grupos desenvolvem a fim de evitar a compreensão por parte daqueles que não fazem parte do grupo.

- nota da ledora: na página, dois desenhos de propaganda de um Guia da Fiat, um dirigido ao Rio Grande do Sul, com o seguinte texto : É um baita guia , Tchê; o outro, dirigido a Minas Gerais, com o seguinte texto : Estava na hora de Minas ter um trem - fim da nota da ledora.

O emprego dessas formas de língua proporciona o reconhecimento fácil dos integrantes de uma comunidade restrita, seja um grupo de estudantes, seja uma quadrilha de contrabandistas. Assim se formam as gírias, variantes lingüísticas sujeitas a contínuas c) profissionais - o exercício de algumas atividades requer o domínio de certas formas de língua chamadas línguas técnicas. Abundantes em termos específicos, essas variantes têm seu uso praticamente restrito ao intercâmbio técnico de engenheiros, médicos, químicos, lingüistas e outros especialistas.

uma importância elevada, deslocando o centro de interesse para aquilo que a língua é em detrimento daquilo para que ela serve. Isso ocorre, por exemplo, nos seguintes versos de Fernando Pessoa: O mesmo sol que abre os céus É um mito brilhante e mudo O corpo morto de Deus, Vivo e desnudo."

3. HISTÓRIA E GEOGRAFIA DA LÍNGUA PORTUGUESA: A formação, o desenvolvimento e a expansão da língua portuguesa estão obviamente vinculados à história dos povos que a criaram e ainda hoje a empregam e transformam. O português é uma língua neolatina, novilatina ou românica, pois foi formado a partir das transformações verificadas no latim levado pelos dominadores romanos à região da Península Ibérica. Em seu desenvolvimento histórico, podem ser apontados os seguintes períodos: a) protoportuguês - do século IX ao século XII. A documentação desse período é muito rara: são textos redigidos em latim bárbaro, nos quais se encontram algumas palavras portuguesas;

b) português histórico - do século XII aos dias atuais. Esse período subdivide-se em duas fases: - fase arcaica: do século XII até ao século XV. Nessa fase, houve inicialmente uma língua comum ao noroeste da Península Ibérica (regiões da Galiza e norte de Portugal), o galego-português ou galaico-português, fartamente documentado em textos que incluem uma literatura de elevado grau de elaboração (a lírica galego-portuguesa). Com a separação política de Portugal e sua posterior expansão para o sul, o português e o galego se foram individualizando, transformando-se o primeiro numa língua nacional e o segundo num dialeto regional.- fase moderna: do século XVI aos dias atuais. Devemos distinguir o português clássico (séculos XVI e XVII) do português pós- clássico (do século XVIII aos nossos dias). Na época do português clássico, tiveram início os estudos gramaticais e desenvolveu-se uma extensa literatura, em grande parte influenciada por modelos latinos. No período pós-clássico, a língua começou a assumir as características que hoje apresenta. A partir do século XV, as navegações portuguesas iniciaram um longo processo de expansão lingüística. Durante alguns séculos, a língua portuguesa foi sendo levada a várias regiões do planeta por conquistadores, colonos e emigrantes. Atualmente, a situação do português no mundo é aproximadamente a seguinte: a) em alguns países, é a língua oficial, o que lhe confere unidade, apesar da existência de variações regionais e da convivência com idiomas nativos. Incluem-se nesse caso o Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e b) em regiões da Ásia (Macau, Goa, Damão, Diu) e da Oceania (Timor), é falado por uma pequena parcela da população ou deu origem a dialetos.

- nota da ledora: nesta página, representação cartográfica, dos países que falam português, - fim da nota da ledora.

dizer letra. Originalmente, Gramática era o nome das técnicas de escrita e leitura. Posteriormente, passou a designar o conjunto das regras que garantem o uso modelar da língua a chamada Gramática normativa, que estabelece padrões de certo e errado para as formas do idioma. Gramática também é, atualmente, a descrição científica do funcionamento de uma língua. Nesse caso, é chamada de Gramática descritiva.

A Gramática normativa estabelece a norma culta, ou seja, o padrão lingüístico que socialmente é considerado modelar e é adotado para ensino nas escolas e para a redação dos documentos oficiais.Há línguas que não têm forma escrita, como algumas línguas indígenas brasileiras. Nesses casos, o conhecimento lingüístico é transmitido oralmente. As línguas que têm forma escrita, como é o caso do português, necessitam da Gramática normativa para que se garanta a existência de um padrão lingüístico uniforme no qual se registre a produção cultural. Conhecer a norma culta é, portanto, uma forma de ter acesso a essa produção cultural e à linguagem oficial.

DIVISÃO DA GRAMÁTICA Divide-se a Gramática em: a) Fonologia - estuda os fonemas ou sons da língua e a forma como esses fonemas dão origem às sílabas. Fazem parte da Fonologia a ortoepia ou ortoépia (estudo da articulação e pronúncia dos vocábulos), a prosódia (estudo da acentuação tônica dos vocábulos) e a ortografia (estudo da forma escrita das palavras).

b) Morfologia estuda as palavras e os elementos que as constituem. A Morfologia analisa a estrutura, a formação e os mecanismos de flexão das palavras, além de dividi- las em classes gramaticais.

c) Sintaxe - estuda as formas de relacionamento entre palavras ou entre orações. Divide- se em sintaxe das funções, que estuda a estrutura da oração e do período, e sintaxe das relações, a qual inclui a regência, a colocação e a concordância.

MORFOSSINTAXE A classificação morfológica de uma palavra só pode ser feita eficientemente se observar sua função nas orações. Esse fato demonstra a profunda interligação existente entre a morfologia e a sintaxe. É por isso que se tem preferido falar atualmente em morfossintaxe, ou seja, a apreciação conjunta da classificação morfológica e da função sintática das palavras. O enfoque morfossintático da língua portuguesa será prioritário neste livro, uma vez que facilita a compreensão de muitos mecanismos da língua.

PARTE 1 - FONOLOGIA CAPÍTULO 2 - FONOLOGIA - nota da ledora: um terço da página está ocupado por um anúncio ecológico, português, sobre a visitação de verão aos parques, com os seguintes termos: Troque as bichas pelos bichos. (no cartaz, o desenho de um esquilo) - fim da nota da ledora.

Neste capítulo, estudaremos basicamente os fonemas, que são as menores unidades Com apenas uma troca de fonema, cria-se uma palavra totalmente distinta, como no anúncio acima: bichas torna-se bichos. (Em tempo: em Portugal, bichas significa "filas"; o parque convida os habitantes da cidade a trocar as irritações da vida urbana pelo sossego da vida em meio à natureza.) 1. CONCEITOS BÁSICOS Fonologia é uma palavra formada por elementos gregos: fono ("som", "voz") e logia ("estudo", "conhecimento"). Significa literalmente "estudo dos sons". Os sons que essa parte da Gramática estuda são os fonemas (fono + -ema, "unidade distintiva"). Para compreender claramente o que é um fonema, compare as palavras abaixo: solitário solidário Lendo em voz alta as duas palavras, você percebeu que cada uma das letras destacadas (t e d) representa um som diferente. Como as palavras têm significados diferentes e a única diferença sonora que apresentam é a provocada por esses dois sons, somos levados a concluir que o contraste entre esses dois sons é que produz a diferença de significado entre as duas palavras. Cada letra representa, no caso, um fonema, ou seja, Em outras palavras, os fonemas são os sons característicos de uma determinada língua. Com um número relativamente pequeno desses sons, cada língua é capaz de produzir Observe que falamos em sons representados pelas letras. Isso porque não se devem confundir fonemas e letras: os fonemas são sons; as letras são sinais gráficos que procuram representar esses sons. Essa representação, no entanto, nem sempre é perfeita: a) há casos em que a mesma letra representa fonemas diferentes (como a letra g, em b) há fonemas representados por letras diferentes (como o fonema que as letras g e j c) há fonemas representados por mais de uma letra (como em barra ou assar); d) há casos em que uma letra representa dois fonemas (como o x de anexo, que soa e) há casos em que a letra não corresponde a nenhum fonema (o h de hélice, por Para evitar dúvidas, acostume-se a ler as palavras em voz alta quando estiver estudando Fonologia. Afinal, o que interessa nesse caso é o aspecto sonoro dessas palavras. Não devem ser confundidas com os fonemas, que são sons.

- nota da ledora: quadro em destaque, na página: Fonemas - unidades sonoras capazes de estabelecer diferenças de significado. Letras - sinais gráficos criados para a representação escrita das línguas.

i) banho j) obsessão l) obcecado m) queijinho 2. OS FONEMAS DA LÍNGUA PORTUGUESA Como não há necessariamente correspondência entre as letras e os fonemas, foi criado um sistema de símbolos em que a cada fonema corresponde apenas um símbolo. Esse sistema é o alfabeto fonético, muito usado no ensino de línguas para indicar a forma de pronunciar as palavras.

- nota da ledora: fotografia do Coliseum, em Roma, com legenda em italiano (com tipos minúsculos., e pequena legenda do postal em português) Como vemos neste dicionário de italiano, os símbolos fonéticos são usados para indicar a pronúncia das palavras. Em homenagem a este verbete, mostramos ao lado o Coliseu, uma das principais atrações turísticas de Roma, capital da Itália.

A língua portuguesa do Brasil apresenta um conjunto de 33 fonemas, que podem ser identificados no quadro abaixo. A cada um deles corresponde um único símbolo escrito do alfabeto fonético. Por convenção, esses símbolos são colocados entre barras oblíquas.

semi- vogais: cai, põe /kaj/, /pôj/ vogais pau, pão /paw/, /pãw/ Símbolo Exemplo Transcrição fonológica /a/ cá /ka/ /e/ mel /mel/ /e/ seda /seda/ /i/ rica /Rika/ /s/ sola /ssla/ /o/ soma /soma/ /u/ gula /gula/ /ã/ manta, maçã /manta/, /maçã/ /e - til / tenda /t -til - da/ /I - til / cinta /sínta/ /õ/ conta, põe /kõta", /pôj/ /u - til / fundo /fu~do/ - nota da ledora: a ledora acredita que os fonemas não serão bem traduzidos pelo sistema de sintetizador de voz, devido à grafia que é utilizada para descreve-los, melhor sistema seria o próprio leitor pronunciar as palavras e observar os sons produzidos pelas - fim da nota da ledora.

Observação: O uso dos símbolos para transcrição fonológica permite-nos perceber com clareza alguns problemas da relação entre fonemas e letras. Note, por exemplo, como o símbolo /k/ transcreve como um mesmo fonema o som representado pela letra c em cara e pelas letras qu em quero.

Os fonemas da língua portuguesa são classificados em vogais, semivogais e consoantes. Esses três tipos de fonemas são produzidos por uma corrente de ar que pode fazer vibrar ou não as cordas vocais. Quando ocorre vibração, o fonema é chamado sonoro; quando não, o fonema é surdo. Além disso, a corrente de ar pode ser liberada apenas pela boca ou parcialmente também pelo nariz. No primeiro caso, o fonema é oral; no segundo, é nasal.

VOGAIS As vogais são fonemas sonoros produzidos por uma corrente de ar que passa livremente pela boca. Em nossa língua, desempenham o papel de núcleo das sílabas. Em termos práticos, isso significa que em toda sílaba há necessariamente uma única vogal. As diferentes vogais resultam do diferente posicionamento dos músculos bucais (língua, lábios e véu palatino). Sua classificação é feita em função de diversos critérios: a) quanto à zona de articulação, ou seja, de acordo com a região da boca em que se dá a maior elevação da língua; assim, podem ser anteriores, centrais e posteriores; b) pela elevação da região mais alta da língua; podem ser altas, médias e baixas; c) quanto ao timbre; podem ser abertas ou fechadas.

Além desses critérios, as vogais podem ser orais ou nasais. Todos os fonemas vocálicos O quadro abaixo apresenta a classificação das vogais portuguesas de acordo com esses critérios.

Classificação das vogais Anteriores Centrais Posteriores - nota da ledora: representação esquemática de sons provocados pelos fonemas, já - fim da nota da ledora.

SEMIVOGAIS Há duas semivogais em português, representadas pelos símbolos /j/ e /w/ e produzidas de forma semelhante às vogais altas /i/ e /u/. A diferença fundamental entre as vogais e as semivogais está no fato de que estas últimas não desempenham o papel de núcleo silábico. Em outras palavras: as semivogais necessariamente acompanham alguma As letras utilizadas para representar as semivogais em português são utilizadas também para representar vogais, o que cria muitas dúvidas. A única forma de diferenciá-las efetivamente é falar e ouvir as palavras em que surgem: país-pais baú - mau Em país e baú, as letras i e u representam respectivamente as vogais /i/ e /u/. Já em pais e mau, essas letras representam as sem vogais /j/ e /w/. Isso pode ser facilmente percebido se você observar como a articulação desses sons é diferente em cada caso; além disso, observe que país e baú têm ambas duas sílabas, enquanto pais e mau têm Em algumas palavras, encontramos as letras ?e? e ?o? representando as semivogais: mãe (/mãj/) pão (/pãw/) - nota da ledora: foto de uma camiseta com a seguinte legenda, estampada na mesma: - fim da nota da ledora.

CONSOANTES Para a produção das consoantes, a corrente de ar expirada pelos pulmões encontra obstáculos ao passar pela cavidade bucal. Isso faz com que as consoantes sejam verdadeiros "ruídos", incapazes de atuar como núcleos silábicos. Seu nome provém justamente desse fato, pois, em português, sempre soam com as vogais, que são os A classificação das consoantes baseia-se em diversos critérios: a) modo de articulação - indica o tipo de obstáculo encontrado pela corrente de ar ao passar pela boca. São oclusivas aquelas produzidas com obstáculo total; são constritivas as produzidas com obstáculo parcial. As constritivas se subdividem em fricativas (o ar sofre fricção), laterais (o ar passa pelos lados da cavidade bucal) e vibrantes (a língua ou o véu palatino vibram);

b) ponto de articulação - indica o ponto da cavidade bucal em que se localiza o obstáculo à corrente de ar. As consoantes podem ser bilabiais (os lábios entram em contato), labiodentais (o lábio inferior toca os dentes incisivos superiores), linguodentais (a língua toca os dentes incisivos superiores), alveolares (a língua toca os alvéolos dos incisivos superiores), palatais (a língua toca o palato duro ou céu da boca) c) as consoantes podem ser surdas ou sonoras, de acordo com a vibração das cordas vocais, e ainda orais ou nasais, de acordo com a participação das cavidades bucal e O quadro abaixo reúne esses diversos critérios de classificação.

- nota da ledora: tabela de bilabiais, labiodentais, linguodentais, alveolares, - fim da nota da ledora.

Classificação das consoantes portuguesas Observação: Em alguns casos, as consoantes distinguem-se uma da outra apenas pela vibração das cordas vocais. É o que ocorre, por exemplo, com /p/ e /b/ (compare pomba e bomba) ou /t/, e /d/ (compare testa e desta). Nesses casos, as consoantes são chamadas homorgânicas.

ATIVIDADES 1. Classifique Os fonemas representados pelas letras destacadas em vogais ou semivogais: a) sou b) são c) luar d) averigúe e) mágoa f) cães g) mais h) Taís i) soe 2. Substitua as vogais orais representadas pelas letras destacadas nas palavras seguintes por vogais nasais: a) mato b) seda c) cito d) pote e) mudo

e) chato f) vale 4. Leia atentamente, em voz alta, as palavras de cada par seguinte. Procure pronunciá- las nitidamente: a) tom/tão b) som/são c) saia/ceia d) comprido/cumprido e) quatro/quadro f) aceitar/ajeitar g) xingar/gingar

4. SILABAS As sílabas são conjuntos de um ou mais fonemas pronunciados numa única emissão de voz. Em nossa língua, o núcleo da sílaba é sempre uma vogal: não existe sílaba sem Cuidado com as letras i e u (mais raramente com as letras ?e? e ?o?), pois, como já vimos, elas podem representar também semivogais, que não são nunca núcleos de sílaba Revista Propaganda Leia e assine O8O-154555 Pro-pa-gan-da é exemplo de palavra polissílaba.

As sílabas, agrupadas, formam vocábulos. De acordo com o número de sílabas que os formam, os vocábulos podem ser: a) monossílabos - formados por uma única sílaba: é, há, ás, cá, mar, flor, quem, quão; b) dissílabos - apresentam duas sílabas: a-i, a-li, de-ver, cle-ro, i-ra, sol-da, trans-por; c) trissílabos - apresentam três sílabas: ca-ma-da, O-da-ir, pers-pi-caz, tungs-tê-nio, d) polissílabos - apresentam mais do que três sílabas: bra-si-lei-ro, psi-co-lo-gi-a, a-ris- to-craci-a, o-tor-ri-no-la-rin-go-lo-gis-ta.

5. ENCONTROS VOCÁLICOS Os encontros vocálicos são agrupamentos de vogais e semivogais, sem consoantes intermediárias. E importante reconhecê-los para fazermos a correta divisão silábica dos vocábulos. Há três tipos de encontros: a) hiato - é o encontro de duas vogais num vocábulo, como em saída (sa-í-da). Os hiatos b) ditongo - é o encontro de uma vogal com uma semivogal ou de uma semivogal com uma vogal; em ambos os casos, vogal e semivogal pertencem obviamente a uma mesma sílaba. O encontro vogal + semivogal é chamado de ditongo decrescente (como em moi- ta, cai, mói). O encontro semivogal + vogal forma o ditongo crescente (como em qual, pá-tria, sério). Os ditongos podem ser classificados ainda em orais (todos os C) tritongo - é a seqüência formada por uma semivogal, uma vogal e uma semivogal, sempre nessa ordem. O tritongo pertence a uma única sílaba: Pa-ra-guai, quão. Os tritongos podem ser orais ( Paraguai) ou nasais (quão).

Observações 1. A terminação -em (/êj/) em palavras como ninguém, alguém, também, porém e a terminação -am (/áw/) em palavras como cantaram, amaram, falaram representam 2. É tradicional considerar hiato o encontro entre uma semivogal e uma vogal ou entre uma vogal e uma semivogal que pertencem a sílabas diferentes. Isso ocorre quando há 3. Há alguns encontros vocálicos átonos e finais que são chamados de instáveis porque podem ser pronunciados como ditongos ou como hiatos: -ia (pátria), -ie (espécie), -io (pátio), -ua (árdua), -ue (tênue), -uo (vácuo). A tendência predominante é pronunciá-los como ditongos.

6. ENCONTROS CONSONANTAIS O agrupamento de duas ou mais consoantes, sem vogal intermediária, recebe o nome de encontros consonantais: a) consoante + ?l? ou ?r? - são encontros que pertencem a uma mesma sílaba, como nos vocábulos pra-to, pla-ca, bro-che, blu-sa, trei-no, a-tle-ta, cri-se, cla-ve, fran-co, flan-co; b) duas consoantes pertencentes a sílabas diferentes - é o que ocorre em ab-di-car, sub- Há grupos consonantais que surgem no início dos vocábulos; são, por isso, inseparáveis: pneu-mo-ni-a, psi-co-se, gno-mo.

7. DÍGRAFOS A palavra dígrafo é formada por elementos gregos: di, "dois", e grafo, "escrever". O dígrafo ocorre quando duas letras são usadas para representar um único fonema. Também se pode usar a palavra digrama (di, "dois"; gramma, "letra") para Observação Gu e qu nem sempre representam dígrafos. Isso ocorre apenas quando, seguidos de e OU i, representam os fonemas /g/ e /k/: guerra, quilo. Nesses casos, a letra u não corresponde a nenhum fonema. Em algumas palavras, no entanto, o u representa uma semivogal ou uma vogal: agüentar, lingüiça, freqüente, tranqüilo; averigúe, argúi - o que significa que gu e qu não são dígrafos. Também não há dígrafo quando são seguidos de a ou u: quando, aquoso, averiguo.

Podemos dividir os dígrafos da língua portuguesa em dois grupos: os consonantais e os a) dígrafos consonantais rr - representa o fonema /R/, sendo usado unicamente entre vogais: barro, birra, burro; ss - representa o fonema /s/, sendo usado unicamente entre vogais: assunto, assento, xs - representa o fonema /s/: exsuar, exsudar;

b) dígrafos vocálicos 8. DIVISÃO SILÁBICA A divisão silábica gramatical obedece a algumas regras básicas, que apresentaremos a seguir. Se você observar atentamente essas regras, vai perceber que os conceitos que estudamos até agora servem para justificá-las: a) ditongos e tritongos pertencem a uma única sílaba: au-tô-no-mo, ou-to-no, di-nhei-ro; b) os hiatos são separados em duas sílabas: du-e-to, a-mên-do-a, ca-a-tin-ga; c) os dígrafos ch, lh, nh, gu e qu pertencem a uma única sílaba: chu-va, mo-lha, es-ta- d) as letras que formam os dígrafos rr, ss, sc, sç, xs e xc devem ser separadas: bar-ro, as- e) os encontros consonantais que ocorrem em sílabas internas devem ser separados, excetuando-se aqueles em que a segunda consoante é l ou r: con-vic-ção, as-tu-to, ap-to, cír-cu-lo, ad-mi-tir, ob-tu-rar, etc.; mas a-pli-ca-ção, a-pre-sen-tar, a-brir, re-tra-to, de- ca-tio. Lembre-se de que os grupos consonantais que iniciam palavras não são O conhecimento das regras de divisão silábica é útil para a tranlineação das palavras, ou seja, para separá-las no final das linhas. Quando houver necessidade da divisão, ela deve ser feita de acordo com as regras acima. Por motivos estéticos e de clareza, devem-se evitar vogais isoladas no final ou no início de linhas, como a-/sa ou jundia/-í. Também se aconselha a repetição do hífen quando a divisão coincidir com a de um hífen preexistente (pré-datado e disse-me, por exemplo, transli- neados pré-/-datado e disse-/-me).

h) abscesso i) psiquiatria j) melancia I) pneumático m) adventício n) introspecção o) feldspato

TEXTOS PARA ANÁLISE - nota da ledora: nesta página, anúncio do carro Astra, ocupando meia página, com a - fim da nota da ledora.

TRABALHANDO TEXTO: Observe o texto publicitário acima e responda: de que forma seus conhecimentos de Fonologia podem explicar os efeitos sonoros obtidos?

Está na cara, está na cura Está na cara, você não vê, Que a caretice está no medo, Está na cara, você não vê, Que o medo está na Está na cara, você não vê, Que o segredo está na Cura, está na cara, Quem tem cara tem medo, Quem tem medo tem cura, Vou brincar, que ainda é cedo, Que o brinquedo está na Está na cara Que o segredo está na cura do medo.

(GIL. Gilberto. In: Gilberto Gil. São Paulo, 3. Retire do texto exemplos de: c) encontros consonantais;

Como um samba de adeus Quanto tempo Mina d'água do meu canto Manso Piano e voz Vento Campo Dentro Antro Onde reside o lamento Preto Da minha voz Tanto Tempo Como nunca mais, eu penso Como um samba de adeus Com que jeito acenar O meu lenço Branco Quanto tempo Pode durar um espanto Onde lançar a voz Tempo Tanto In: Nina d'água do meu canto - Gal Costa - CD Sonopress (7432126323-2,1995.) TRABALHANDO TEXTO 1. Defina fonema a partir do contraste entre os vocábulos canto e tanto 2. Retire do texto exemplos de ditongos e hiatos.

3. Retire do texto exemplos de encontros consonantais. Em qual seqüência do texto esses encontros são particularmente expressivos?

5. Faça um levantamento dos dígrafos vocálicos presentes no texto e responda: há algum tipo de fonema predominante na canção? Comente.

6. (ITA-SP) Dadas as palavras: 1) des-a-ten-to 2) sub-es-ti-mar 3) trans-tor-no constatamos que a separação silábica está correta: a) apenas em 1 b) apenas em 2 c) apenas em 3 d) em todas as palavras e)n.d.a.

7. (ITA-SP) Dadas as palavras: 1) tung-stê-nio 2) bis-a-vô 3) du-e-lo constatamos que a separação silábica está correta: a) apenas em 1 b) apenas em 2 c) apenas em 3 d) em todas as palavras e) n.d.a.

e) comprimiu, vieram, averigúem 12. (F. Caxias do Sul-RS) A alternativa em que, nas três palavras, há um ditongo decrescente é: a) água, série, memória b) balaio, veraneio, ciência c) coração, razão, paciência d) apóio, gratuito, fluido e) jóia, véu, área 13. (ACAFE-SC) Assinale, na seqüência abaixo, a alternativa em que todas as palavras possuem dígrafos: a) histórias, impossível, máscaras b) senhor, disse, achado c) passarinhos, ergueu, piedade d) errante, abelhas, janela e) homem, caverna, velhacos 14. (UFSC) A única alternativa que apresenta palavra com encontro consonantal e dígrafo é: a) graciosa b) prognosticava c) carrinhos d) cadeirinha e) trabalhava 15. (ACAFE-SC) Assinale a alternativa em que há erro na partição de sílabas: a) en-trar, es-con-der, bis-a-vô, bis-ne-to b) i-da-de, co-o-pe-rar, es-tô-ma-go, ré-gua c) des-cen-der, car-ra-da, pos-so, a-tra-vés d) des-to-ar, tran-sa-ma-zo-ni-co, ra-pé, on-tem e) pre-des-ti-nar, ex-tra, e-xer-cí-cio, dançar

CAPÍTULO 3 - ORTOGRAFIA - nota de ledora: metade da página é ocupada por um desenho com as palavras: COMICS de A ( representado com a figura do Capitão Asa, herói infantil) a z, - fim da nota.

Não é admissível que com um alfabeto tão restrito (apenas 23 letras!) se cometam tantos erros ortográficos pelo Brasil afora. Estude com cuidado este capítulo para integrar o grupo de cidadãos que sabem grafar corretamente as palavras da língua portuguesa.

palavras. Atualmente, a ortografia em nossa língua obedece a uma combinação de critérios etimológicos (ligados à origem das palavras) e fonológicos (ligados aos É importante compreender que a ortografia é fruto de uma convenção. A forma de grafar as palavras é produto de acordos ortográficos que envolvem os diversos países em que a língua portuguesa é oficial. Grafar corretamente uma palavra significa, portanto, adequar-se a um padrão estabelecido por lei. As dúvidas quanto à correção devem ser resolvidas por meio da consulta a dicionários e publicações oficiais ou especializadas.

2. O ALFABETO PORTUGUÊS O alfabeto ou abecedário da nossa língua é formado por vinte e três letras que, com pequenas modificações, foram copiadas do alfabeto latino. Essas vinte e três letras são: Letras de imprensa Aa BbCc Dd Ee Ff Gg Hh li Jj LI Mm Nn Oo Pp Qq Rr Ss Tt Uu Vv Xx Zz (nota da ledora: a leitura dupla das letras, é porque apresentam-se em maiúsculas e minúsculas - fim da nota).

Grafia cursiva (nota da ledora: aqui, o abecedário apresenta-se em maiúsculas e Além dessas letras, empregamos o Kk, o Ww e o Yy em abreviaturas, siglas, nomes próprios estrangeiros e seus derivados. Emprega-se, ainda, o ç, que representa o fonema /s/ diante de a, o ou u em determinadas palavras.

O x pertence ao nosso alfabeto; já o w é usado em siglas e nomes próprios estrangeiros, como no caso acima, em que o W é logo tipo da fábrica alemã Volkswagen.

- nota da ledora: metade da página está ocupada por uma propaganda da Volkswagen, - fim da nota.

3. ORIENTAÇÕES ORTOGRÁFICAS A competência para grafar corretamente as palavras está diretamente ligada ao contato íntimo com essas mesmas palavras. Isso significa que a freqüência do uso é que acaba trazendo a memorização da grafia correta. Além disso, deve-se criar o hábito de esclarecer as dúvidas com as necessárias consultas ao dicionário. Trata-se de um Existem algumas orientações gerais que podem ser úteis e que devem constituir material de consulta para as atividades escritas que você desenvolver. Vamos a elas.

almoçar) possuem a mesma grafia, mas pronúncia diferente. São palavras homógrafas; cesta (substantivo) e sexta (numeral ordinal) possuem a mesma pronúncia, mas grafia Há ainda casos em que as palavras apresentam grafias ou pronúncias semelhantes, sem que, no entanto, ocorra coincidência total. São chamadas parônimas e costumam provocar dúvidas quanto ao seu emprego correto. E o caso, por exemplo, de pares como flagrante/fragrante, pleito/preito, vultoso/vultuoso e outros, cujo sentido e emprego estudaremos adiante.

ALGUNS FONEMAS E ALGUMAS LETRAS A relação entre os fonemas e as letras não é de correspondência exata e permanente. Como a ortografia se baseia também na tradição e na etimologia das palavras, ocorrem problemas que já conhecemos, como a existência de diferentes formas de grafar um mesmo fonema. Estudaremos alguns desses problemas a partir de agora.

O FONEMA /s/ (nota da ledora: esse fonema já foi descrito pela ledora, em capítulo anterior, como a letra esse (de sal) alongado. - fim da nota) (LETRA ?x? OU DÍGRAFO ?ch?) A letra x representa esse fonema: a) após um ditongo: ameixa, caixa, peixe, eixo, frouxo, trouxa, baixo, encaixar, paixão, b) após o grupo inicial en: enxada, enxaqueca, enxerido, enxame, enxovalho, enxugar, Cuidado com encher e seus derivados (lembre-se de cheio) e palavras iniciadas por ch que recebem o prefixo en-: encharcar (de charco), enchapelar (de chapéu), enchumaçar c) após o grupo inicial me: mexer, mexerica, mexerico, mexilhão, mexicano. A única d) nas palavras de origem indígena ou africana e nas palavras inglesas aportuguesadas: xavante, xingar, xique-xique, xará, xerife, xampu.

Atente para a grafia das seguintes palavras: capixaba, bruxa, caxumba, faxina, graxa, laxante, muxoxo, praxe, puxar, relaxar, rixa, roxo, xale, xaxim, xenofobia, xícara. Atente para o uso do dígrafo ch nas seguintes palavras: arrocho, apetrecho, bochecha, brecha, broche, chalé, chicória, cachimbo, comichão, chope, chuchu, chute, debochar, fachada, fantoche, fechar, flecha, linchar, mochila, pechincha, Uma boa dica para fixar a grafia de lixo é associá-la a faxina: depois da faxina, refugos no lixo.

Há vários casos de palavras homófonas cuja grafia se distingue pelo contraste entre o ?x? e o ?ch". Eis algumas delas: chá (planta para preparo de bebida) e xá (título do antigo soberano do Irã); cocho (vasilha para alimentar animais) e coxo (capenga, imperfeito);

tacha (mancha, defeito; pequeno prego) e taxa (imposto, tributo); daí, tachar (colocar defeito ou nódoa em alguém) e taxar (cobrar impostos).

O FONEMA /g/ (letras ?g? e ?j?) - nota da ledora: este fonema já foi descrito em capítulo anterior, é o que se parece com um número 3, com a perninha inferior, mais alongada. Sua representação lembra - fim da nota.

A letra g somente representa o fonema /g/ diante das letras e e i. Diante das letras ?a?, ?o? e ?u?, esse fonema é necessariamente representado pela letra j.

Usa-se a letra g: a) nos substantivos terminados em -agem, -igem, -ugem: agiotagem, aragem, barragem, contagem, coragem, garagem, malandragem, miragem, viagem; fuligem, impigem (ou impingem), origem, vertigem; ferrugem, lanugem, rabugem, salsugem. b) nas palavras terminadas em -ágio, -égio, -igio, -ógio, -úgio: adágio, contágio, estágio, pedágio; colégio, egrégio; litígio, prestígio; necrológio, relógio; refúgio, subterfúgio. Preste atenção ainda às seguintes palavras grafadas com g: aborígine, agilidade, algema, apogeu, argila, auge, bege, bugiganga, cogitar, drágea, faringe, fugir, geada, gengiva, gengibre, gesto, gibi, herege, higiene, impingir, monge, rabugice, tangerina, tigela, vagem.

Usa-se a letra j: a) nas formas dos verbos terminados em -jar: arranjar (arranjo, arranje, arranjem, por exemplo); despejar (despejo, despeje, despejem); enferrujar (enferruje, enferrujem), b) nas palavras de origem tupi, africana, árabe ou exótica: jê, jibóia, pajé, jirau, caçanje, c) nas palavras derivadas de outras que já apresentam j: gorjear, gorjeio, gorjeta (derivadas de gorja); cerejeira (derivada de cereja); laranjeira (de laranja); lisonjear, lisonjeiro (de lisonja); lojinha, lojista (de loja); sarjeta (de sarja); rijeza, enrijecer (de Preste atenção ainda às seguintes palavras que se escrevem com j: berinjela, cafajeste, granja, hoje, intrujice, jeito, jejum, jerimum, jérsei, jiló, laje, majestade, objeção, objeto, ojeriza, projétil (ou projetil), rejeição, traje, trejeito.

- nota da ledora: anúncio de meia página, da fábrica de brinquedos Estrela, com a legenda: Não dá pra compreender como te supermercado que vende jiló, e não vende brinquedo. Pelo visto nosso amiguinho é daqueles que consideram jiló ruim pra chuchu (na foto, criança fazendo cara feia! ) - fim da nota.

b) Sentia-se rebai( )ado porque os pneus de seu carro eram recau( )utados. c) A en( )urrada causou muitos transtornos a população de bai( )a renda. Muitas d) Não me( )a nisso! E não seja me( )eriqueiro! Deixe as me( )as do cabelo de sua irmã em paz! f) A filha da fa()ineira pegou ca( )umba. Foi por isso que a pobre senhora não veio trabalhar e não porque seja rela( )ada, como você quer dar a entender com um g) Suas bo( )e( )as estavam ro( )as de frio. E mesmo assim ela não queria usar o ( )ale que eu lhe oferecia.

2. Complete as lacunas das frases abaixo com as letras apropriadas: a) Foi à feira e comprou ( )u( )us, berin( )elas, tan( )erinas, ( )en( )ibre e um quilo de b) A via( )em foi adiada por alguns dias. Os pais não querem que os filhos via( )em c) Deixaram que a ferru( )em tomasse conta de todos aqueles velhos objetos. E possível e) Sinto-me lison( )eado com a homena( )em prestada pelos vare( )istas desta re( )ião f) Seu prestí( )io declinava à proporção que a ori( )em de seus bens era investigada. g) Com a( )ilidade, apanhou a ti( )ela e encheu-a de ar( )ila. A seguir, com alguns ( )estos, modelou alguma coisa que não consegui distinguir.

3. Escreva uma frase com cada uma das seguintes palavras: tachar, taxar; cheque, xeque; cocho, coxo.

O FONEMA /z/ (LETRA ?s? e ?z?) A letra s representa o fonema /z/ quando é intervocálica: asa, mesa, riso. Usa-se a letra s: a) nas palavras que derivam de outra em que já existe s: b) nos sufixos: -ês, -esa (para indicação de nacionalidade, título, origem): chinês, chinesa; marquês, marquesa; burguês, burguesa; calabrês, calabresa; duquesa; baronesa; -ense, -oso, -osa (formadores de adjetivos): paraense, caldense, catarinense, portense; amoroso, amorosa; deleitoso, deleitosa; gasoso, gasosa; espalhafatoso, espalhafatosa; -isa (indicador de ocupação feminina): poetisa, profetisa, papisa, sacerdotisa, pitonisa. c) após ditongos: lousa, coisa, causa, Neusa, ausência, Eusébio, náusea. d) nas formas dos verbos pôr (e derivados) e querer: pus, pusera, pusesse, puséssemos; repus, repusera, repusesse, repuséssemos; quis, quisera, quisesse, quiséssemos. Atente para o uso da letra s nas seguintes palavras: abuso, aliás, anis, asilo, atrás, através, aviso, bis, brasa, colisão, decisão, Elisabete, evasão, extravasar, fusível, hesitar, Isabel, lilás, maisena, obsessão (mas obcecado), ourivesaria, revisão, usura, vaso.

Usa-se a letra z: a) nas palavras derivadas de outras em que já existe z: deslize - deslizar, raiz - enraizar Como batizado deriva do verbo batizar, também se grafa com z.

- nota da ledora : propaganda do videocassete Toshiba, com legenda: tecla exclusiva - fim da nota.

b) nos sufixos: -ez, -eza (formadores de substantivos abstratos a partir de adjetivos): rijo, rijeza; rígido, rigidez; nobre, nobreza; surdo, surdez; inválido, invalidez; intrépido, intrepidez; sisudo, -izar (formador de verbos) e ção (formador de substantivos): civilizar, civilização; humanizar, humanização; colonizar, colonização; realizar, realização; hospitalizar, hospitalização. Não confunda com os casos em que se acrescenta o sufixo -ar a palavras Observe o uso da letra z nas seguintes palavras: assaz, batizar (mas batismo), bissetriz, buzina, catequizar (mas catequese), cizânia, coalizão, cuscuz, giz, gozo, prazeroso, regozijo, talvez, vazar, vazio, verniz.

- nota da ledora: quadro de destaque na página Há palavras homófonas em que se estabelece distinção escrita por meio do contraste s/z: - fim do quadro de destaque e da nota da ledora.

Em muitas palavras, o fonema /z/ é representado pela letra x: exagero, exalar, exaltar, exame, exato, exasperar, exausto, executar, exemplo, exeqüível, exercer, exibir, exílio, exímio, existir, êxito, exonerar, exorbitar, exorcismo, exótico, exuberante, inexistente, inexorável.

O FONEMA /s/ (LETRAS ?s?, ?c?, ?ç? e ?x? ou DÍGRAFOS ?sc?, ?sc?, ?ss?, ?xc? e ?xs?) Observe os seguintes procedimentos em relação à representação gráfica desse fonema: a) a correlação gráfica entre nd e ns na formação de substantivos a partir de verbos: ascender, ascensão; distender, distensão; expandir, expansão; suspender, suspensão; b) a correlação gráfica entre ced e cess em nomes formados a partir de verbos: ceder, cessão; conceder, concessão; interceder, intercessão; exceder, excesso, c) a correlação gráfica entre ter e tenção em nomes formados a partir de verbos: abster, abstenção; ater, atenção; conter, contenção; deter, detenção; reter, retenção.

Observe as seguintes palavras em que se usa o dígrafo sc: acrescentar, acréscimo, adolescência, adolescente, ascender (subir), ascensão, ascensor, ascensorista, ascese, ascetismo, ascético, consciência, crescer, descender, discente, disciplina, fascículo, fascínio, fascinante, piscina, piscicultura, imprescindível, intumescer, irascível, miscigenação, miscível, nascer, obsceno, oscilar, plebiscito, recrudescer, reminiscência, Na conjugação dos verbos acima apresentados, surge sç: nasço, nasça; cresço, cresça. Em algumas palavras, o fonema /s/ é representado pela letra x: auxilio, auxiliar, contexto, expectativa, expectorar, experiência, experto (conhecedor, especialista), expiar (pagar), expirar (morrer), expor, expoente, extravagante, extroversão, Cuidado com esplendor e esplêndido.

Há casos em que se criam oposições de significado devido ao contraste gráfico. Observe: acento (inflexão de voz ou sinal gráfico) e assento (lugar para se sentar); cessão (ato de ceder), seção ou secção (repartição ou departamento; divisão) e concerto (acordo, arranjo, harmonia musical) e conserto (remendo, reparo); espiar (olhar, ver, espreitar) e expiar (pagar uma culpa, sofrer castigo); intenção ou tenção (propósito, finalidade) e intensão ou tensão (intensidade, esforço); - fim da nota de destaque e da ledora.

Podem ocorrer ainda os dígrafos xc, e, mais raramente, xs: exceção, excedente, exceder, excelente, excesso, excêntrico, excepcional, excerto, exceto, excitar; exsicar, exsolver, exsuar, exsudar.

AINDA A LETRA ?x? Esta letra pode representar dois fonemas, soando como "ks": afluxo, amplexo, anexar, anexo, asfixia, asfixiar, axila, boxe, climax, complexo, convexo, fixo, flexão, fluxo, intoxicar, látex, nexo, ortodoxo, óxido, paradoxo, prolixo, reflexão, reflexo, saxofone, sexagésimo, sexo, tóxico, toxina.

AS LETRAS ?e? E ?i? a) Cuidado com a grafia dos ditongos: os ditongos nasais /ãj/ e /ãj/ escrevem-se ãe e õe: mãe, mães, cães, pães, cirurgiães, - só se grafa com i o ditongo /ãj/, interno: cãibra (ou câimbra).

b) Cuidado com a grafia das formas verbais: - as formas dos verbos com infinitivos terminados em -oar, e -uar são grafadas com ?e?: - as formas dos verbos infinitivos terminados em -air, -oer, e -uir, são grafadas com ?i?: c) Cuidado com as palavras se, senão, sequer, quase e irrequieto.

- nota da ledora: quadro de destaque da página: A oposição e/i é responsável pela diferenciação de várias palavras: descrição (ato de descrever) e discrição (qualidade de quem é discreto); emigrar (sair do país onde se nasceu) e imigrar (entrar em país estrangeiro); eminente (de condição elevada) e iminente (inevitável, prestes a ocorrer); - fim da nota de destaque e da ledora.

AS LETRAS ?o? E ?u? A oposição o/u é responsável pela diferença de significado entre várias palavras: sortir (abastecer) e surtir (resultar).

A LETRA ?h? É uma letra que não representa fonema. Seu uso se limita aos dígrafos ch, lh e nh, a algumas interjeições (ah, hã, hem, hip, hui, hum, oh) e a palavras em que surge por razões etimológicas. Observe algumas palavras em que surge o h inicial: hagiografia, haicai, hálito, halo, hangar, harmonia, harpa, haste, hediondo, hélice, Hélio, Heloisa, hemisfério, hemorragia, Henrique, herbívoro (mas erva), hérnia, herói, hesitar, hífen, hilaridade, hipismo, hipocondria, hipocrisia, hipótese, histeria, homenagem, hóquei, horror, Hortênsia, horta, horto (jardim), hostil, humor, húmus. Em Bahia, o h sobrevive por tradição histórica. Observe que nos derivados ele não é usado: baiano, baianismo.

Aírton, Alcântara, Ânderson, Ângelo, Antônio, Artur, Baltasar, Cardoso, César, Elisa, Ênio, Félix, Filipe, Heitor, Helena, Hercílio, Hilário, lberê, Inês, Íris, Isa, Isidoro, laci, Jacira, Jéferson, Juçara, Juscelino, Leo, Lis, Lisa, Luis, Luísa, Luzia, Macedo, Mansa, Minam, Morais, Natacha, Odilon, Priscila, Rosângela, Selene, Sousa, Taís, Teresa, - fim do quadro de destaque, e da nota da ledora.

- nota da ledora - propaganda do Banco Itaú com os seguintes dizeres: A família de Luís Guilhernie Davidson convida parentes e amigos para o luau de 7o. dia a realizar-se em Cancun, onde ele passa férias com a mulher e os filhos. - fim da nota.

Os nomes próprios do português também estão sujeitos a regras ortográficas, como Luís, no anúncio acima.

ATIVIDADES 1. Observe o sentido com que foram empregadas as palavras destacadas nas frases abaixo. Copie cada uma dessas palavras em seu caderno e procure atribuir-lhes sinônimos: - nota da ledora : como as palavras estão destacadas por negrito, visualmente, serão destacadas aqui, entre parênteses - fim da nota da ledora.

a) A imprensa reprovou o gesto (imoral) feito publicamente pelo governante. - É uma criança! Suas atitudes são (amorais!) b) O (comprimento) do terreno não atendia às necessidades da construtora. e) Cuidado para não lhe (infligir) uma desmoralização injusta! Foi multado ao (infringir) pela duodécima vez a mesma lei do trânsito. E ainda acha que tem razão! f) Seu (mandato) foi encerrado quando o oficial de justiça lhe apresentou o mandado de g) O deputado resolveu abandonar a vida pública. Não se disputariam mais (pleitos!) Seu rosto (vultuoso) fê-lo procurar um médico.

di( )emina( )ão das redes de informática implica custos com os quais alguém terá de arcar. Mas se todas essas limita( )ões sugerem cautela quanto à real influên( )ia da revolu( )ão nas comunica( )ões, é certo que o mundo está diante de um novo fenômeno cujo potencial democrático - entre outras tantas facetas - ainda é minimamente e( )plorado.

(Folha de S. Paulo, 5 fev. 1996.) TEXTO PARA ANÁLISE -nota da ledora: o texto dado para a análise, é uma propaganda da Sharp, com os seguintes dizeres: Para você nunca mais ter de assistir à Orquestra de Berlim, ao som - novos TVs Sharp com fones de ouvido sem fio, os barulhos fora da sua programação. - fim da nota da ledora.

TRABALHANDO O TEXTO QUESTÕES E TESTES DE VESTIBULARES 1 (UFPE) Assinale a alternativa em que todas as palavras devem ser completadas com a letra indicada entre parênteses: a) *ave, *alé, *ícara, *arope, *enofobia (x) b) pr*vilégio, requ*sito, *ntitular, *mpedimento (i) c) ma*ã, exce*ão, exce*o, ro*a (ç) e) pure*a, portugue*a, cortê*, anali*ar (z) 2 (Univ.Alfenas-MG) Organizamos um ( ) musical ( ) e tivemos o ( ) de contar com um público educado que teve o bom ( ) de permanecer em silêncio durante o a) conserto, beneficiente, privilégio, senso b) concerto, beneficente, privilégio, censo c) concerto, beneficente, privilégio, senso d) conserto, beneficente, previlégio, senso e) concerto, beneficiente, previlégio, censo 3 (Univ. Alfenas-MG) Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas a) disenteria, páteo, siquer, goela b) capoeira, empecilho, jabuticaba, destilar c) boliçoso, bueiro, possue, crânio d) borburinho, candieiro, bulir, privilégio e) habitue, abotoe, quase, constróe 4 (Univ. Alfenas-MG) Apenas uma das frases abaixo está totalmente correta quanto c) Quiz fazer coisas que não sabia.

5 (UM-SP) Aponte, entre as alternativas abaixo, a única em que todas as lacunas devem ser preenchidas com a letra u: a) c( )rtume, escap( )lir, man( )sear, sin( )site b) esg( )elar, reg( )rgitar, p( )leiro, ent( )pir c) emb( )lia, c( )rtir, emb( )tir, c( )ringa d) ( )rticária, s( )taque, m( )cama, z( )ar e) m( )chila, tab( )leta, m( )ela, b( )eiro 6 (PUC-SP) Barbarismos ortográficos acontecem quando as palavras são grafadas em desobediência à lei ortográfica vigente. Indique a única alternativa que está de acordo com essa lei e, por isso, correta: a) exceção, desinteria, pretensão, secenta b) ascensão, intercessão, enxuto, esplêndido c) rejeição, beringela, xuxu, atrazado d) geito, mecher, consenso, setim e) discernir, quizer, herbívoro, fixário 7 (UNICAMP-SP) A linguagem é figura do entendimento (...). Os bons falam virtudes e os maliciosos, maldades (...). Sabem falar os que entendem as coisas: porque das coisas O trecho citado extraído da primeira gramática da língua portuguesa (Fernão de Oliveira, 1536), tinha, na primeira edição dessa obra, a seguinte ortografia: A Lingoagem e figura do entendimento (...) os bos falão virtudes e os maliçiosos maldades (...) sabe ( nota da ledora: sabe com til no e, - fim da nota) falar os q etere (nota da ledora: q étéré, com o til nas letras q, 1o. 2o. e 3o. e ) as cousas: porq (nota da ledora: porq, com acento til no q - fim da nota ) das cousas naçe (nota da ledora: naçe, com acento til no e, - fim da nota ) as palauras e não das palauras as cousas.

- nota da ledora: lembramos ao leitor que este pequeno texto, é reproduzido com grafia do ano de 1536, e a configuração do editor de texto não permite alteração nos oito idiomas que trabalhamos, já que acentuações em determinadas letras, não são aceitas nos mesmos. Por este motivo, fizemos um comentário maior a respeito do texto, pelo que nos desculpamos, na tentativa de elucidar melhor a grafia utilizada, na época. Mas programas são limitados? - fim da nota da ledora.

A ortografia do português já foi, portanto, bem diferente da atual, e houve momentos em que as pessoas que escreviam gozavam de relativa liberdade na escolha das letras. Hoje em dia, a forma escrita da língua é regida por convenções ortográficas rígidas, que Leia com atenção os trechos abaixo, tirados de edições de setembro de um jornal de São Paulo. Identifique as palavras em que foi violada a convenção ortográfica vigente. b) Mais de metade desses policiais extrapola os limites do dever por serem mau preparados.

b) Forme verbos a partir de: análise, síntese, paralisia, civil, liso 15 (UFPR) Assinale a alternativa correspondente à grafia correta dos vocábulos: a) z, z, s, s b) z, s, z, s c) s, z, s,s d) s,s, z, s e) z, z, s, z 16 (FUVEST-SP) Preencha os espaços com as palavras grafadas corretamente. A ( ) de uma guerra nuclear provoca uma grande ( ) na humanidade e a deixa ( ) a) espectativa, tensão, exitante b) espectativa, tenção, hesitante c) expectativa, tensão, hesitante d) expectativa, tenção, hezitante e) espectativa, tenção, exitante 17 (UFV-MG) Observando a grafia das palavras destacadas nas frases abaixo, assinale a alternativa que apresenta erro: ( nota da ledora: as palavras destacadas foram colocadas entre parênteses - fim da nota da ledora. ) a) Aquele (hereje) sempre põe (empecilho) porque é muito (pretencioso). b) Uma falsa meiguice encobria-lhe a (rigidez) e a falta de (compreensão). e) Eles (quiseram) fazer (concessão) para não (ridicularizar) o (estrangeiro).

grafadas: a) tecer, vazar, aborígene, tecitura, maisena b) rigidez, garage, dissenção, rigeza, cafuzo c) minissaia, paralisar, extravasar, abscissa, co-seno d) abscesso, rechaçar, indu, soçobrar, coalizão e) lambujem, advinhar, atarraxar, bússola, usofruto 22 (F. C. Chagas-SP) Estavam ( ) de que os congressistas chegassem ( ) para a ( ) de a) receosos, atrasados, sessão b) receosos, atrazados, seção c) receinsos, atrazados, seção d) receiosos, atrasados, sessão e) receíosos, atrazados, sessão 23 (F. C. Chagas-SP) A ( ) das ( ) levou à ( ) dos trabalhos do departamento. a) contenção, despezas, paralisação b) contensão, despezas, paralisação c) contenção, despesas, paralisação d) contensão, despesas, paralização e) contenssâo, despesas, paralização 24 (UNIMEP-SP) Assinale a alternativa que contém o período cujas palavras estão grafadas corretamente: e) Ele quis analisar a pesquisa que eu realisei.

b) antidiluviano, sanguissedento, aguarraz, atribue c) ineludivel, engolimos, sobressaem, explendoroso d) encoragem, rijeza, tecitura, turbo-hélice e) dissensão, excurcionar, enxugar, asimétrico a) tenacidade, obscecado b) tenacidade, obcecada c) tenascidade, obscecada d) tenascidade, obcecada e) tenacidade, obsecada 29 (F. C. Chagas-SP) Não creio que este fato constitua ( ) para sua ( ) na carreira. a) empecilho, ascensão b) empecilio, ascenção c) impecilho, ascensão d) empecílio, ascensão e) empecilho, ascenção 30 (ITA-SP) Examinando as palavras: viajens gorgeta maizena chícara constatamos que: e) nenhuma está escrita corretamente.

31 (PUC-RJ) Preencha as lacunas com s,ss, ç, sc, sç, xc ou x: c) A e( )entricidade era sua característica mais marcante.

d) mágua, escárnio, desprêzo e) mágoa, escárneo, desprezo CAPÍTULO 4 - ACENTUAÇÃO - nota da ledora: dois terços da página são ocupados por um anúncio do Grupo Pão de Açúcar com os seguintes dizeres: Os tubarões do orçamento, os elefantes das estatais, os cobras da informática, as zebras do futebol, as gatas da moda, e os dinossauros do rock. Para lidar com todos esses bichos, só começando como foca. - Homenagem do Pão de Açúcar, Extra, Superbox, Peg e Faça, e Eletro às feras do jornalismo. Nós sabemos - fim da nota da ledora.

Lendo este anúncio, você perceberá um fato (aparentemente) espantoso: a maioria das palavras não recebe acento gráfico. O princípio que presidiu à elaboração das regras de acentuação do português foi justamente o da economia, reservando os acentos gráficos para as palavras minoritárias da língua. Você se convencerá disso a seguir.

1. CONCEITOS BÁSICOS Neste capítulo, estudaremos as regras de acentuação. Elas foram criadas para estabelecer um sistema que organize a questão da tonicidade (intensidade de pronúncia) da sílaba portuguesa.

Quando você diz café, uma das sílabas é pronunciada com mais intensidade do que a outra.

Você deve ter percebido que a sílaba mais forte é fé, que é a tônica. A outra sílaba, ?ca?, é fraca, ou seja, é pronunciada com pouca intensidade tonal. Por isso é átona. A parte da acentuação que estuda a posição dessas sílabas nas palavras recebe o nome de Na língua escrita, há elementos que procuram apresentar a posição da sílaba tônica e outras particularidades, como timbre (abertura) e nasalização das vogais. Esses elementos são os chamados acentos gráficos. O estudo das regras que disciplinam o uso adequado desses sinais é a acentuação gráfica.

2 ACENTUAÇÃO TÔNICA Quem é que não conhece aquela famosa brincadeira que se faz com as palavras sabia/sabiá? "Você sabia que o sabiá sabia assobiar?" A brincadeira se baseia na diferente posição da sílaba tônica de sabia (bi) e de sabiá (á). Seria possível, ainda, Na língua portuguesa, a sílaba tônica pode aparecer em três diferentes posições; consequentemente, as palavras podem receber três classificações quanto a esse aspecto: a) oxítonas são aquelas cuja sílaba tônica É a última: você, café, jiló, alguém, ninguém, b) paroxítonas são aquelas cuja sílaba tônica é a penúltima: gente, planeta, homem, alto, âmbar, éter, dólar, pedra, caminho, amável, táxi, hífen, álbum, vírus, tórax;

c) proparoxítonas - são aquelas cuja sílaba tônica é a antepenúltima: lágrima, trânsito, Você observou que, nos exemplos dados para os três casos, só há palavras com mais de uma sílaba. Quanto às de apenas uma sílaba, os chamados monossílabos, há divergências quanto à sua classificação tônica. Quando apresentam tonicidade, como no caso de má, pó, fé, há quem as considere simplesmente monossílabos tônicos. Outros preferem dizer que são "oxítonas de apenas uma sílaba". A questão é polêmica, mas a primeira tese (monossílabos tônicos) tem mais adeptos.

- nota da ledora: propaganda da Samello com a seguinte legenda: Deckshoes Samello. Seus pés prontos para o verão - representação dos cinco dedos do pé, cada um usando - fim da nota.

É importante destacar que só se percebe se um monossílabo é tônico ou átono pronunciando-o numa seqüência de palavras, ou seja, numa frase. Experimente com o verbo pôr e a preposição por. Leia a frase "Fazer por fazer" e depois substitua o verbo fazer pelo verbo pôr ("Pôr por pôr"). Que tal? Fica clara a diferença entre o verbo, que é tônico, e a preposição, que é átona. Note que o ?o? da preposição por tende a ser lido Qual é a sílaba tônica de pele? Como você pronuncia o segundo e? Como i ("peli"), não é? O e átono é pronunciado como ?i?, e o ?o?, como u.Veja esta frase: Percebeu a diferença entre más e mas? A primeira é um monossílabo tônico; a segunda é um monossílabo átono. Em português, existem algumas palavras dissílabas átonas, como a preposição para.

Prosódia A língua culta determina a posição correta da sílaba tônica de uma palavra. É muito comum a divergência entre a pronúncia praticada no dia-a-dia e a recomendada pelos dicionários e gramáticas. Quase ninguém pronuncia "dúplex" (paroxítona), como recomendam os dicionários. O que se ouve mesmo é "duplex" (oxítona). A parte da Fonologia que estuda e fixa a posição da sílaba tônica é a prosódia. Quando ocorre um erro de prosódia, ou seja, a troca da posição da sílaba tônica, verifica-se o que se chama de silabada. É bom lembrar que a pronúncia culta sempre prevalece nesses casos. Leia em voz alta as palavras a seguir, destacando a sílaba tônica. Procure memorizar e São oxítonas: cateter, condor, ruim, ureter, Nobel, mister ("Para viver um grande amor, São paroxítonas: avaro, austero, aziago, ciclope, filantropo, ibero, pudico, juniores, São proparoxítonas: aerólito, ínterim, aríete, levedo, ômega, bávaro, crisântemo, hieróglifo/hieroglifo; projétil/projetil; reptil/reptil; Oceânia/Oceania; transistor/transistor; xérox/xerox. O melhor mesmo é não "chutar". Dúvidas quanto à prosódia devem ser resolvidas por meio de consulta a um bom dicionário.

sílaba tônica: - nota da ledora: as palavras destacadas foram colocadas entre parênteses - fim da nota.

f) Não (contem) com a participação dele. Ele alega que nosso movimento (contém) interesses particulares e que, por isso, não (está) disposto a contribuir para (esta) causa. j) Ele (citara) o nome do amigo durante o primeiro depoimento. Todos aguardam para saber se ele o (citará) novamente.

Classificação das palavras quanto à tonicidade a) palavras de uma sílaba: b) palavras de mais de uma sílaba: proparoxítonas, quando a sílaba tônica é a antepenúltima.

2. Classifique os monossílabos destacados nas frases seguintes, de acordo com a tonicidade: f) (Sê) feliz com teus sonhos, meu amigo, (e) constrói (a) tua vida.

3. Substitua cada uma das palavras ou expressões destacadas nas frases seguintes por uma única palavra. As palavras procuradas costumam oferecer problemas de prosódia; b) Foi necessário introduzir um (instrumento médico tubular) em seu antebraço. e) É um indivíduo (que evita o convívio social). Sua conduta (é cheia de gravidade e f) Ele se diz um especialista em (leitura das mãos e leitura das cartas). E jura que só g) A partida entre o time dos (mais jovens) e o time dos (mais velhos) bateu (a melhor h) Não foi possível obter a (assinatura abreviada) dos participantes do encontro.

i) O (modelo) do avião estava em exposição nos arredores do (campo de pouso e j) Fomos e voltamos em poucos minutos; nesse (intervalo), ele desapareceu.

ACENTUAÇÃO GRÁFICA OS ACENTOS A acentuação gráfica consiste na aplicação de certos sinais escritos sobre algumas letras para representar o que foi estipulado pelas regras de acentuação, que estudaremos adiante. Esses sinais, que fazem parte dos diacríticos - além dos acentos, o trema, o til, o apóstrofo e o hífen -,são: a) o acento agudo (`) - colocado sobre as letras a, i, u e sobre o e do grupo -em, indica que essas letras representam as vogais tônicas da palavra: carcará, caí, súdito, armazém. Sobre as letras ?e? e ?o?, indica, além de tonicidade, timbre aberto: lépido, céu, léxico, b) o acento circunflexo (^) - colocado sobre as letras ?a?, ?e? e ?o?, indica, além de c) o trema (?) - indica que o u é semivogal, ou seja, é pronunciado atonamente nos d) o til (~) - indica que as letras a e o representam vogais nasais: alemã, órgão, portão, e) o acento grave (`) - indica a ocorrência da fusão da preposição a com os artigos a e as, com os pronomes demonstrativos a e as e com a letra a inicial dos pronomes aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo: à, às, àquele, àquilo.

ASPECTOS GENÉRICOS DAS REGRAS DE ACENTUAÇÃO As regras de acentuação foram criadas para sistematizar a leitura das palavras portuguesas. Seu objetivo é deixar claros todos os procedimentos necessários para que ninguém tenha nenhuma dúvida quanto à posição da sílaba tônica, o timbre da vogal, o fonema representado pela letra u, a nasalização da vogal.

As regras fundamentais de acentuação gráfica baseiam-se numa constatação que pode facilmente ser observada nas palavras que aparecem na canção "Onde anda você", de Hermano Silva e Vinicius de Moraes, cuja letra diz: E, por falarem beleza, onde anda a canção que se ouvia na noite, Nos bares de então, onde a gente ficava, onde a gente se amava Hoje eu saio na noite vazia, numa boemia sem razão de ser Na rotina dos bares, que, apesar dos pesares, me trazem você E, por falarem paixão, em razão de viver Você bem que podia me aparecer Nesses mesmos lugares, na noite, nos bares Onde anda você?

Há no texto 106 palavras. Você pode conferir, se não confiar na contagem. Aproveite e procure as palavras proparoxítonas do texto. Procurou? Quantas há? Nenhuma. Das palavras de mais de uma sílaba (sessenta e duas), quarenta e três são paroxítonas. Esses dados correspondem exatamente ao perfil básico da tonicidade das palavras da língua portuguesa: as proparoxítonas são pouco comuns, as paroxítonas são maioria e as Além disso, é possível observar que todas as paroxítonas do texto terminam em ?a?, ?e? e ?o?, e nenhuma recebe acento gráfico. Esses fatos provam que as regras foram feitas para evitar a acentuação das palavras mais comuns na língua. Aliás, você deve ter percebido que, das 106 palavras do texto, apenas oito recebem algum tipo de acento, incluindo o til, e que só a palavra você apareceu quatro vezes.

- nota da ledora: propaganda da Bradesco Seguros de automóveis: na foto, um pincel de barbeiro, usado para espalhar o creme de barbear no rosto do cliente, e a legenda: Esta cidade está cheia de barbeiros. - alusão aos maus motoristas - fim da nota.

As regras de acentuação se regem por princípio da economia: por isso esta (paroxítona) não recebe acento, mas está (oxítona) sim.

E por que você, oxítona terminada em e, leva acento? Porque as oxítonas terminadas em e são menos numerosas que as paroxítonas terminadas em ?e?. Para comprovar isso, basta verificar que quase todos os verbos apresentam pelo menos uma forma paroxítona terminada em e (fale, pense, grite, estude, corre, sofre, perde, vende, permite, dirige, assiste, invade). E o que se acentua, a maioria ou a minoria? A minoria, sempre a Que tal, então, parar de dizer que há muitos acentos em português?

AS REGRAS BÁSICAS Como vimos, as regras de acentuação gráfica procuram reservar os acentos para as palavras que se enquadram nos padrões prosódicos menos comuns da língua portuguesa. Disso, resultam as seguintes regras básicas: a) proparoxítonas - são todas acentuadas. E o caso de: lâmpada, Atlântico, Júpiter, ótimo, flácido, relâmpago, trôpego, lúcido, víssemos.

b) paroxítonas - são as palavras mais numerosas da língua e justamente por isso as que recebem menos acentos. São acentuadas as que terminam em: us, um, uns: vírus, bônus, álbum, parabélum (arma de fogo), álbuns, parabéluns; l, n, r, x, ps: incrível, útil, próton, elétron, éter, mártir, tórax, ônix, bíceps, fórceps; ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de s: água, árduo, pônei, vôlei, c) oxítonas - são acentuadas as que terminam em: em, ens: alguém, vintém, armazéns, parabéns.

Verifique que essas regras criam um sistema de oposição entre as terminações das oxítonas e as das paroxítonas. Compare as palavras dos pares seguintes e note que os acentos das paroxítonas e os das oxítonas são mutuamente excludentes: d) monossílabos tônicos - são acentuados os terminados em: o, os: só, xô, nós, pôs.

- nota da ledora: propaganda do bombom Sonho de Valsa, da Lacta, com o seguinte teor: Foi bombom para você também? - apresentando uma foto do bombom - fim da nota.

Temos acima duas oxítonas acentuadas: você (porque termina em e) e também (pois sua terminação é em).

cujo número de letras vem indicado entre parênteses. Procure identificar esse monossílabo, grafando-o corretamente: a) (Entregue) (2) os papéis a ele. Diga-lhe que não (coloquei) (3) minha rubrica em d) Colocou (3) as mãos em operação e tentou desfazer os (emaranhados) (3) que as f) Hoje ele deu duro: espanou (poeira) (2), carregou botijões de (combustível para fogão de cozinha) (3), lavou o piso (4) e ainda (colocou) (3) nossa única cabeça de gado (3) g) Sentimos pena (2) e revolta.

AS REGRAS ESPECIAIS: Além dessas regras que você acabou de estudar e que se baseiam na posição da sílaba tônica e na terminação, há outras, que levam em conta aspectos específicos da sonoridade das palavras. Essas regras são aplicadas nos seguintes casos:

HIATOS Quando a segunda vogal do hiato for i ou u, tônicos, acompanhados ou não de s, haverá acento: saída, proíbo, faísca, caíste, saúva, viúva, balaústre, carnaúba, país, aí, baú, Cuidado: se o i for seguido de nh, não haverá acento. É o caso de: rainha, moinho, tainha, campainha. Também não haverá acento se a vogal i ou a vogal u se repetirem, o Convém lembrar que, quando a vogal i ou a vogal u forem acompanhadas de outra letra que não seja s, não haverá acento: ruim, juiz, paul, Raul, cairmos, contribuiu, contribuinte.

Quando, nos grupos ee e oo, a primeira vogal for tônica, haverá acento circunflexo: crêem, dêem, lêem, vêem, descrêem, relêem, prevêem, revêem, côo, vôo, enjôo, magôo, Note que a terminação êem é exclusiva dos verbos crer, dar, ler, ver e derivados (descrer, reler, prever, rever, antever e outros). Não ocorre a terminação êem nos verbos ter, vir e derivados (deter, manter, entreter, conter, reter, obter, abster, intervir, convir, provir e outros).

também não haverá acento, como em azeite, manteiga, eu, judeu, hebreu, apoio, arroio, comboio.

Coloca-se trema sobre a letra u pronunciada atonamente nos grupos gue, gui, que, qui, nos quais acaba ocorrendo ditongo crescente: lingüiça, seqüestro, eqüino, agüentar, Cuidado: se nesses mesmos grupos (gue, gui, que, qui) a letra u for pronunciada tonicamente, haverá acento agudo, como em apazigúe, obliqúe, argúi, argúem, averigúe, averigúem, obliqúem.

FORMAS VERBAIS SEGUIDAS DE PRONOMES OBLÍQUOS Para acentuar as formas verbais associadas a pronomes oblíquos, leve em conta apenas o verbo, desprezando o pronome. Considere a forma verbal do jeito que você a pronuncia e aplique a regra de acentuação correspondente. Em cortá-lo, considere cortá, oxítona terminada em a e, portanto, acentuada. Em incluí-lo, considere incluí, em que ocorre hiato. Já em produzi-lo, não há acento, porque produzi é oxítona terminada em i.

-nota da ledora: Propaganda da Manufatura de Cinema, com a palavra Seqüência - e a seguinte legenda: O trema em seqüência assinala a letra u pronunciada atonamente no - fim da nota.

ACENTOS DIFERENCIAIS Existem algumas palavras que recebem acento excepcional, para que sejam diferenciadas, na escrita, de suas homônimas. São casos muito particulares e, por isso mesmo, pouco numerosos. Convém iniciar a relação lembrando o acento que diferencia a terceira pessoa do singular da terceira pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos ter e vir: ele tem - eles têm ele vem - eles vêm Com os derivados desses verbos, é preciso lembrar que há acento agudo na terceira pessoa do singular e circunflexo na terceira do plural do presente do indicativo: ele detém - eles detêm ele mantém - eles mantêm ele intervém - eles intervêm ele provém - eles provêm ele obtém - eles obtêm ele convém - eles convêm - nota da ledora: - nesta página, apresentam-se quatro logotipos usados por guardadores de carros - fim da nota.

No 2o.e no 3o. quadros, pára recebe acento porque é forma do verbo parar. O acento serve para distingui-la de para (sem acento), preposição.

Existe apenas um acento diferencial de timbre em português: pôde (terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do verbo poder), diferencial de pode (terceira do singular). Há ainda algumas palavras que recebem acento diferencial de tonicidade, ou seja, são palavras que se escrevem com as mesmas letras, mas têm oposição tônica (uma é tônica, a outra é átona). São as seguintes: pôr (verbo) por (preposição) pára (forma do verbo parar, também presente em algumas palavras compostas: pára-brisa, pára-quedas, pára-raios, pára-lama) para (preposição) côas, côa (formas do presente do indicativo do verbo coar) coas, coa (preposição com + artigo a e as, respectivamente; essas formas são comuns em poesia) péla, pélas (formas do verbo pelar, ou substantivos) pela, pelas (contrações de preposição e artigo) pêlo, pêlos (substantivos) pélo (forma do verbo pelar) pelo, pelos (contrações de preposição e artigo) pêra (substantivo) péra (substantivo) pera (preposição arcaica) pêro, Pêro (substantivos) pero (conjunção arcaica) pôla (substantivo) póla (substantivo) pola (contração arcaica de preposição e artigo) pôlo (substantivo) pólo (substantivo) polo (contração arcaica de preposição e artigo)

TEXTOS PARA ANÁLISE - nota da ledora: anúncio do Jornal do Brasil - classificados - com os seguintes dizeres: - se é pra vender como água, pra quê chover no molhado? Seja direto com quem - fim da nota.

TRABALHANDO O TEXTO Há, no texto acima, um erro de acentuação gráfica. Aponte-o e explique por que ele ocorre.

- nota da ledora: propaganda da Companhia Vale do Rio Doce, nos termos seguintes: Transparência, Eficiência, Coerência. Conseqüência: a Vale ganhou o Prêmio Mauá. - fim da nota.

E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado Morreu na contramão atrapalhando o sábado.

(HOLLANDA, Chico Buarque de. ln: Chico Buarque. São Paulo, Abril Educação, 28-9. Literatura comentada.) - nota da ledora : na página um desenho, alongado, de uma construção estilizada. - fim da nota.

TRABALHANDO O TEXTO 1. Observe a última palavra de cada um dos versos do texto. Por que todas são 2. Por que as palavras do tipo a que se refere a questão anterior são todas acentuadas 3. Além da última palavra de cada verso, só há uma outra acentuada no texto. Qual é e 4. A partir do que se vê no texto e nas três questões anteriores, pode-se concluir que em português as palavras que recebem acento gráfico são maioria ou minoria? Explique. 5. Classifique quanto à tonicidade estas palavras, retiradas do texto: última, máquina, náufrago, música, público, tráfego, último. Se fosse eliminado o acento gráfico, as 6. Que efeito causa o emprego de palavras de mesma acentuação tônica no final de cada 7. "Morreu na contramão atrapalhando o sábado." Por que se pode dizer que essa é uma maneira irônica e patética de sintetizar o espírito do texto?

d) herói 4 (ACAFE-SC) Assinale a alternativa incorreta: 5 (CEFET-PR) Observando a grafia e acentuação, indique a alternativa em que todas as palavras estão corretas: a) privilégio, espontâneo, ressurreição b) má-criação, abstração, exitação c) maciço, sisudez, classissismo d) acessor, sargeta, senzala e) incursão, propenção, mixto 6 (FUVEST-SP) Assinale a alternativa em que o texto está acentuado corretamente. a) A princípio, metia-me grandes sustos. Achava que Virgilia era a perfeição mesma, um conjunto de qualidades sólidas e finas, amorável, elegante, austera, um modêlo. b) A princípio, metia-me grandes sustos. Achava que Virgília era a perfeição mesma, um conjunto de qualidades sólidas e finas, amorável, elegante, austera, um modelo. c) A princípio, metia-me grandes sustos. Achava que Virgília era a perfeição mesma, um conjunto de qualidades solidas e finas, amoravel, elegante, austera, um modêlo. d) A principio, metia-me grandes sustos. Achava que Virgilia era a perfeição mesma, um conjunto de qualidades sólidas e finas, amorável, elegante, austera, um modelo. e) A princípio, metia-me grandes sustos. Achava que Virgília era a perfeição mesma, um conjunto de qualidades sólidas e finas, amoravel, elegante, austera, um modelo.

d) através, intuito, álbuns, varíola, sauna e) dolar, zebú, ritmo, atraí-lo, bangalô 10 (PUCC-SP) Assinale a alternativa correspondente à frase em que não há nenhum a) Embora quisesse pôr o caso em discussão, hesitou muito ao perceber o b) À exceção do representante do corpo doscente, puzeram-se a favor da proposta do c) Atraz de tanta segurança, estava a ocultar todo o ressentimento que remoia a anos. d) De tanto remexer na memória o que lhe escapava à compreensão, já não sabia mais o e) Arrependia-se sempre da rispidez com que a recebia, pois não precisava ser advinho para saber que dali há instantes choraria por ela.

11 (PUCC-SP) Assinale a alternativa correspondente à frase em que não há nenhum a) Estavam estranhando no seu geito, e não entendiam o por que de tanta controvérsia se b) O trabalho supunha análise minuciosa de vários itens, o que justificava a exigência de mais tempo para sua execução e de mais material à disposição dos pesquizadores. c) Obrigado à fazer o que ninguém quiz, sentiu-se humilhado, mas de repente suspos d) Pressentiu que eles não tinham percebido a extensão do problema que apontara, e pôde comprovar sua impressão quando se referiram aquilo que dissera, sem dar o e) Hora aqui, hora ali, corria atrás de suas pretensões, sem nenhum excrúpulo de tirar vantagem do que quer que fôsse.

12 (UNESP) justifique a acentuação nos seguintes vocábulos: a) conveniência b) também c) matéria d) espírito 13 (UNESP) Ruínas é uma palavra acentuada. Explique por quê. A seguir, responda: O vocábulo ruim deve ou não levar acento? justifique.

a) pára (verbo), pêlo (subst.), averigúe, urutu b) para (verbo), pelo (subst.), averigúe, urutu c) pára (verbo), pêlo (subst.), averigüe, urutu d) pára (verbo), pelo (subst.), averigüe, urutú e) para (verbo), pelo (subst.), averigue, urutu 16 (UM-SP) Assinale a única alternativa em que nenhuma palavra é acentuada graficamente: a) bonus, tenis, aquele, virus b) repolho, cavalo, onix, grau c) juiz, saudade, assim, flores d) levedo, carater, condor, ontem e) caju, virus, niquel, ecloga 17 (E. C. Chagas-SP) Por favor, ( ) com esse ( ), pois precisamos de ( ) a) para, ruído, tranqüilidade b) para, ruido, tranquilidade c) para, ruído, tranqüilidade d) pára, ruído, tranqüilidade e) pára, ruido, tranqüilidade 18 (PUCC-SP) A última reforma ortográfica aboliu o acento gráfico da sílaba subtônica e o acento diferencial de timbre. Por isso, não há erro de acentuação na alternativa: a) surpresa, pelo (contração), sozinho b) surpresa, pelo (contração), sózinho c) surprêsa, pélo (verbo), sozinho d) surpresa, pêlo (substantivo), sòzinho e) n.d.a.

19 (PUCC-SP) Assinale a alternativa de vocábulo corretamente acentuado: a) hífen b) item c) ítens d) rítmo e) n.d.a.

b) fluido, geléia, Tatui, armazém, caráter c) saúde, melância, gratuito, amendoim, fluído d) inglês, cipó, cafézinho, útil, ltú e) canôa, heroísmo, crêem, Sergípe, bambú 23 (UM-SP) Assinale a alternativa em que a acentuação da forma verbal está incorreta: - fim da nota.

c) Nada me perturba a paz interna, nem mesmo quando a minha consciência me (argui). d) Em quase todas a reuniões, os ministros (retêm) as reformas dos planos de ensino. e) Seus atos inconscientes (intervêm) constantemente na minha tranqüilidade.

24 (UFF-RJ) Só numa série abaixo estão todas as palavras acentuadas corretamente. a) rápido, séde, côrte b) Satanás, ínterim, espécime c) corôa, vatapá, automóvel d) cometí, pêssegozinho, viúvo e) lápis, raínha, côr 25 (FGV-RI) Assinale a alternativa em que todas as palavras estão corretamente grafadas: a) raiz, raízes, sai, apóio, Grajau b) carretéis, funis, índio, hifens, atrás c) juriti, ápto, âmbar, difícil, almoço d) órfão, afável, cândido, caráter, Cristovão e) chapéu, rainha, Bangú, fossil, conteúdo 26 (UFV-MG) Assinale a alternativa em que há erro de acentuação gráfica: a) apóiam, obliqúe, averigúe b) inexcedível, influi, enjôo c) cauím, egoísta, contém d) órgão, estréiam, saúva e) conclui, além-túmulo, médium 27 (UNESP) Abaixo relacionamos algumas palavras: República, porém, reações, vitima, Gegê, emissários, estória, também, contrário, memória, até, água, caique, conclusão Marque a alternativa que contém regra de acentuação gráfica que não seja aplicável a nenhuma das palavras da relação acima: a) Põe-se o acento agudo no i e no u tônicos que não formam ditongo com a vogal b) Todas as palavras proparoxítonas devem ser acentuadas graficamente. Incluem-se neste preceito os vocábulos terminados em encontros vocálicos que podem ser c) Assinala-se com acento agudo o u tônico precedido de g ou q e seguido de e ou i.

d) Assinalam-se com o acento agudo os vocábulos oxítonos que terminam em a, e, o abertos, e com o acento circunflexo os que acabam em e, o fechados, seguidos ou não e) Usa-se o til para indicar a nasalização, e vale como acento tônico se outro acento não figura no vocábulo.

PARTE 2 - MORFOLOGIA CAPÍTULO 5 - ESTRUTURA E FORMAÇÃO DAS PALAVRAS - nota da ledora: propaganda com os seguintes teores: Os Gordos - com Nicolau Breyner - domingo, no canal 1, e do Diet Shake - não faça lipo (referência a lipoaspiração) , faça aspiração (mostrando um copo vazio, de diet shake, com um canudo - e uma propaganda - fim da nota.

A língua portuguesa apresenta dois processos básicos para a formação das palavras: a derivação e a composição.

"Os gordos" constitui exemplo de derivação imprópria: a palavra gordos, originalmente adjetivo, converteu-se em substantivo sem sofrer qualquer acréscimo ou supressão em O segundo exemplo alude a uma palavra formada por composição (lipoaspiração) e, decompondo-a, tenta convencer o leitor a gastar seu dinheirinho com guloseimas, em vez de fazê-lo com cirurgia estética.

govern-o goven-a des-govern-o des-govern-a-do govern-a-dor-es in-govern-á-vel in-govern-a-bil-i-dade Cada um desses elementos formadores é capaz de fornecer alguma noção significativa à palavra que integra. Além disso, nenhum deles pode sofrer nova divisão. Estamos diante de unidades de significação mínimas, ou seja, elementos significativos indecomponíveis, a que damos o nome de morfemas.

ATIVIDADES Comparando as palavras a seguir, faça a depreensão dos morfemas que as constituem: a) desatualização b) atualizar c) atual d) atualizado e) atualizada f) atualizados g) atualmente h) reatualizar i) atualizador - nota da ledora: quadro em destaque na página, fim da nota - Selecionando e comparando palavras que contêm alguma semelhança formal entre si, podemos fazer a depreensão dos elementos formadores dessas palavras. Esse trabalho nos mostra que as palavras são formadas por unidade mínimas de significado, os morfemas.

de operar mudança de classe gramatical da palavra a que são acrescentados. Nas palavras que estamos analisando, merecem destaque alguns afixos: prefixos: des-, em desgoverno, desgovernado in-, em ingovernável, ingovernabilidade sufixos -vel, em ingovernável -dor, em governadores -dade, em ingovernabilidade - nota da ledora: quadro de destaque na página - OBSERVAÇÕES : Optamos pelo uso do termo radical para designar o morfema que concentra a significação principal da palavra e que pode ser depreendido por meio de simples comparações entre palavras de uma mesma família. Intencionalmente, não empregamos o termo raiz, que está ligado à origem histórica das palavras. Para identificar a raiz de uma família de vocábulos é necessário um conhecimento específico - fim do quadro e da nota.

Se você agora pluralizar a palavra governo, encontrará a forma governos. Isso nos mostra que o morfema -s, acrescentado ao final da forma governo, é capaz de indicar a Tomando o verbo governar e conjugando algumas de suas formas, você irá perceber modificações na parte final dessa palavra: governava, governavas, governava, governávamos, governáveis, governavam. Essas modificações ocorrem à medida que o verbo vai sendo flexionado em número (singular/plural) e pessoa (primeira, segunda ou terceira). Também ocorrem se modificarmos o tempo e o modo do verbo Podemos concluir, assim, que existem morfemas que indicam as flexões das palavras. Esses morfemas sempre surgem na parte final das palavras variáveis e recebem o nome de desinências. Há desinências nominais (indicam flexões nominais, ou seja, o gênero e o número) e desinências verbais (indicam flexões do verbo, como número, pessoa, Observe que entre o radical govern- e as desinências verbais surge sempre o morfema - a-. Esse morfema que liga o radical às desinências é chamado vogal temática. Sua função é justamente a de ligar-se ao radical, constituindo o chamado tema. E ao tema (radical + vogal temática) que se acrescentam as desinências. Tanto os verbos como os Há ainda um último tipo de morfema que podemos encontrar: as vogais ou consoantes de ligação. São morfemas que surgem por motivos eufônicos, ou seja, para facilitar ou mesmo possibilitar a leitura de uma determinada palavra. Temos um exemplo de vogal de ligação na palavra ingovernabilidade: o -i- entre os sufixos -bil- e -dade facilita a emissão vocal da palavra. Outros exemplos de vogais e consoantes de ligação podem ser vistos em palavras como gasômetro, alvinegro, tecnocracia; paulada, cafeteira, chaleira, tricotar.

- nota da ledora: anuncio de praia de nudismo, com um maiô colocado em cima - fim da nota.

Neste metonímico anúncio (os corpos nus estão sugeridos pelo solitário maiô), vemos uma consoante de ligação na palavra nudismo, ligando o adjetivo nu ao sufixo -ismo.

ATIVIDADE Faça a depreensão e a classificação dos morfemas formadores das seguintes palavras e flexões: a) realizar b) irreal c) real d) realmente e) realizável f) realizava g) realizáramos h) realismo i) realista - nota da ledora: quadro de destaque na página: Classificação dos morfemas a) radical - morfema comum às palavras que pertencem a uma mesma família de b) afixos - morfemas capazes de alterar a significação básica de um radical. Podem também operar mudanças de classe gramatical. Subdividem-se em prefixos e sufixos; c) desinências - morfemas que indicam as flexões das palavras variáveis. Subdividem-se em desinências nominais (indicam as flexões de gênero e número dos nomes) e desinências verbais (indicam as flexões de tempo/modo e número/pessoa dos verbos); d) vogal temática - morfema que serve de elemento de ligação entre o radical e as desinências. O conjunto radical + vogal temática recebe o nome de tema; e) vogal ou consoante de ligação - morfema de origem geralmente eufônica, capaz de facilitar a emissão vocal de determinadas palavras.

ESTUDOS DOS MORFEMAS LIGADOS ÀS FLEXÕES DAS PALAVRAS VOGAIS TEMÁTICAS A vogal temática é um morfema que se junta ao radical a fim de formar uma base à qual se ligam as desinências. Essa base é chamada tema.Além de atuar como elemento de ligação entre o radical e as desinências, a vogal temática também marca grupos de nomes e de verbos. Isso significa que existem vogais temáticas nominais e vogais a) vogais temáticas nominais - são-a, -e e -o, quando átonas finais, como em mesa, artista, busca, perda, escola; triste, base, combate, destaque, sorte; livro, tribo, amparo, auxílio, resumo. Nesses casos, não poderíamos pensar que essas terminações são desinências indicadoras de gênero, pois livro, escola e sorte, por exemplo, não sofrem flexão de gênero. É a essas vogais temáticas que se liga a desinência indicadora de Os nomes terminados em vogais tônicas (sofá, café, caqui, mandacaru e cipó, por exemplo) não apresentam vogal temática; podemos considerar que os terminados em consoante (feliz, roedor, por exemplo) têm o mesmo comportamento.

b) vogais temáticas verbais - são -a, -e e -i, criando três grupos de verbos a que se dá o nome de conjugações. Assim, os verbos cuja vogal temática é -a pertencem à primeira conjugação; aqueles cuja vogal temática é -e pertencem à segunda conjugação e os que têm vogal temática -i pertencem à terceira conjugação. Podemos perceber claramente a vogal temática atuando entre o radical e as desinências nos seguintes exemplos: terceira conjugação: defin-i-ra, imped-i-sse, ag-i-mos.

DESINÊNCIA: As desinências são morfemas que indicam as flexões de nomes e verbos, dividindo-se, por isso, em desinências nominais e verbais Note que as desinências indicam flexões de uma mesma palavra, enquanto os afixos são usados para formar novas palavras. As flexões ocorrem obrigatoriamente quando precisamos inserir uma palavra numa seqüência ou frase: O ministro não foi convidado para a reunião.

As flexões sofridas pelas palavras nas frases acima são obrigatórias para o estabelecimento da concordância. Já o uso de afixos não se deve a uma obrigatoriedade, mas sim a uma opção: O ex-ministro não foi convidado para a reunião.

Não há nenhum mecanismo lingüístico que torne obrigatório o uso do sufixo - (z)inhou do prefixo ex- nessas duas frases. Além disso, reuniãozinhas (plural "reuniõezinhas") e ex-ministro são duas palavras novas formadas a partir de ministro e reunião, respectivamente; já ministros, ministra e ministras são consideradas formas de a) desinências nominais - indicam o gênero e o número dos nomes. Para a indicação de gênero, o português costuma opor as desinências -o / -a: garoto/garota; menino/menina. Você já sabe como distinguir essas desinências das vogais temáticas nominais: lembre-se de que, enquanto as desinências são comutáveis (podem ser trocadas uma pela outra), as vogais temáticas não são (quem pensaria seriamente em formar "livra" ou "carra" para indicar formas "femininas"?). Para a indicação de número, costuma-se utilizar o morfema -s, que indica o plural em oposição à ausência de morfema que indica o singular: garoto/garotos; garota/garotas; menino/meninos; menina/meninas. No caso dos nomes terminados em -r e -z, a desinência de plural assume a forma -es: mar/mares; revólver/revólveres; cruz/cruzes; juiz/juízes.

b) desinências verbais - em nossa língua, as desinências verbais pertencem a dois tipos distintos. Há aquelas que indicam o modo e o tempo verbais (desinências modo- temporais) e aquelas que indicam o número e a pessoa verbais (desinências número- pessoais). Observe, nas formas verbais abaixo, algumas dessas desinências: estud-á-va-mos estud-: radical -á-: vogal temática -va-: desinência modo-temporal (caracteriza o pretérito imperfeito do indicativo) -mos: desinência número-pessoal (caracteriza a primeira pessoa do plural) estud-á-sse-is -sse-: desinência modo-temporal (caracteriza o pretérito imperfeito do subjuntivo) -is: desinência número-pessoal (caracteriza a segunda pessoa do plural) estud-a-ria-m -ria-: desinência modo-temporal (caracteriza o futuro do pretérito do indicativo) -m: desinência número-pessoal (caracteriza a terceira pessoa do plural) - nota da ledora: fotografia do apinel de exposição da galeria do Banco Safra, anunciando a Exposição de mulheres com corpo escultural, com a seguinte legenda: Em mulher, -es e a desinência de plural, pois trata-se de nome cujo singular termina em -r. Mas o interessante neste anúncio é o emprego do adjetivo escultural geralmente usado em sentido figurado. O redator obteve um belo efeito explorando seu sentido literal. - no anúncio, a foto de uma - fim da nota.

4. PROCESSO DE FORMAÇÃO DAS PALAVRAS A língua portuguesa apresenta dois processos básicos para formação de palavras: a Há derivação quando, a partir de uma palavra primitiva, obtemos novas palavras chamadas derivadas) por meio do acréscimo de afixos. Isso ocorre, por exemplo, quando, a partir da palavra primitiva piche, formamos pichar, da qual por sua vez se forma pichação, pichador; também ocorre quando obtemos impessoal a partir de pessoal ou ineficiente a partir de eficiente. Como veremos mais adiante, a derivação também pode ser feita pela supressão de morfemas ou pela troca de classe gramatical, mas nunca A composição ocorre quando formamos palavras pela junção de pelo menos dois radicais. Nesse sentido, diferencia-se da derivação, que não lida com radicais. As palavras resultantes do processo de composição são chamadas palavras compostas, em Eis alguns exemplos de palavras compostas: lobisomem (em que se notam os radicais das palavras lobo e homem), girassol (gira + sol), beiJa-flor (beija + flor), otorrinolaringologia (formada por radicais eruditos, trazidos diretamente do grego: oto + rino + laringo + logia).

DERIVAÇÃO A derivação consiste basicamente na modificação de determinada palavra primitiva por meio do acréscimo de afixos. Dessa forma, temos a possibilidade de fazer sucessivos acréscimos, criando, a partir de uma base inicialmente simples, palavras de estrutura cada vez mais complexa: escola escolar escolarizar escolarização subescolarização Observe, assim, que a derivação deve ser vista como um processo extremamente produtivo da língua portuguesa, pois podemos incorporar os mesmos afixos a um número muito grande de palavras primitivas. Esses acréscimos podem alterar o significado da palavra (como em escolarização/subescolarização) e também mudar a classe gramatical da palavra (como em escolarizar/escolarização, que são, A derivação, quando decorre do acréscimo de afixos, pode ser classificada em três tipos: derivação prefixal, derivação sufixal e derivação parassintética.

DERIVAÇÃO PREFIXAL OU PREFIXAÇÃO Resulta do acréscimo de prefixo à palavra primitiva, que tem o seu significado alterado; veja, por exemplo, alguns verbos derivados de pôr: repor, dispor, compor, contrapor, indispor, recompor, decompor. Tradicionalmente, os estudiosos da língua portuguesa afirmam que a prefixação não produz mudanças de classe gramatical; na língua atual, entretanto, essas modificações têm ocorrido. Veja, por exemplo, as palavras antiinflação e interbairros, que, em expressões como pacto antiinflação e transporte interbairros atuam como adjetivos, apesar de terem sido formadas de substantivos.

DERIVAÇÃO SUFIXAL OU SUFIXAÇÃO Resulta do acréscimo de sufixo à palavra primitiva, que pode sofrer alteração de significado ou mudança de classe gramatical. Em unhada, por exemplo, houve modificação de significado: o acréscimo do sufixo trouxe a noção de "golpe", "ataque feito com a unha", ou mesmo a idéia de "ferimento provocado pela unha". Já em alfabetização, o sufixo -ção transforma em substantivo o verbo alfabetizar. Esse verbo, por sua vez, já resulta do substantivo alfabeto pelo acréscimo do sufixo -izar. Como já vimos, o acréscimo de afixos pode ser gradativo. Nada impede que, depois de obter uma palavra por prefixação, se forme outra por sufixação, ou vice-versa. Veja, por exemplo, desvalorização (valor valorizar desvalorizar desvalorização); indesatável (desatar desatável indesatável); desigualdade (igual igualdade desigualdade). São palavras formadas por prefixação e sufixação ou por sufixação e prefixação.

DERIVAÇÃO PARASSINTÉTICA OU PARASSÍNTESE Ocorre quando a palavra derivada resulta do acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo à palavra primitiva. É um processo que dá origem principalmente a verbos, obtidos a partir de substantivos e adjetivos. Veja alguns exemplos de verbos obtidos de substantivos: abençoar, amaldiçoar, ajoelhar, apoderar, avistar, apregoar, enfileirar, esfarelar, abotoar, esburacar, espreguiçar, amanhecer, anoitecer acariciar, engatilhar, Agora, alguns formados de adjetivos: enrijecer, engordar, entortar, endireitar, esfriar, avermelhar, empobrecer, esclarecer, apodrecer, amadurecer, aportuguesar, enlouquecer, endurecer, amolecer, entristecer, empalidecer, envelhecer, expropriar.

- nota da ledora: quadro de destaque na página: OBSERVAÇÃO: Não se deve confundir a derivação parassintética, em que o acréscimo de sufixo e prefixo é obrigatoriamente simultâneo, com casos como os das palavras desvalorização e desigualdade, que vimos há pouco. Nessas palavras, os afixos são acoplados em seqüência; assim, como vimos, desvalorização provém de desvalorizar, que provém de valorizar, que por sua vez provém de valor.É impossível fazer o mesmo com palavras formadas por parassíntese: não se pode, por exemplo, dizer que expropriar provém de "propriar" ou de "expróprio", pois tais palavras não existem; logo, expropriar provém diretamente de próprio, pelo acréscimo concomitante de prefixo e sufixo. - fim do quadro de destaque.

DERIVAÇÃO REGRESSIVA Ocorre quando se retira a parte final de uma palavra primitiva, obtendo por essa redução uma palavra derivada. E um processo particularmente produtivo para a formação de substantivos a partir de verbos principalmente da primeira e da segunda conjugações.

Esses substantivos, chamados por isso de verbais, indicam sempre o nome de uma ação. O mecanismo para sua obtenção é simples: substitui-se a terminação verbal formada pela vogal temática + desinência de infinitivo (-ar ou -er) por uma das vogais temáticas nominais (-a, -e ou -o): buscar - busca alcançar - alcance tocar - toque apelar - apelo censurar - censura atacar- ataque sacar - saque chorar - choro ajudar - ajuda cortar - corte abalar- abalo recuar - recuo perder - perda debater - debate afagar - afago sustentar - sustento vender - venda resgatar - resgate É interessante perceber que a derivação regressiva é um processo produtivo na língua coloquial: surgiram recentemente na língua popular palavras como agito (de agitar), amasso (de amassar) e chego (de chegar).

Os substantivos deverbais são sempre nomes de ação: isso é importante porque há casos em que é o verbo que se forma a partir do substantivo, como planta plantar, perfume perfumar, escudo escudar. Planta, perfume e escudo não são nomes de ação; por isso não são substantivos deverbais . Na verdade, eles é que são palavras primitivas, enquanto os verbos são derivados.

DERIVAÇÃO IMPRÓPRIA Ocorre quando determinada palavra, sem sofrer qualquer acréscimo ou supressão em sua forma, muda de classe gramatical. Isso acontece, por exemplo, nas frases: Não aceitarei um não como resposta.

Na primeira frase, não, um advérbio, converteu-se em substantivo. Na segunda, o adjetivo absurdo também se converteu em substantivo. Já em: Você está falando bonito: o amar é indispensável.

O adjetivo bonito surge na função típica de um advérbio de modo, enquanto o verbo amar se converteu em substantivo.

- nota da ledora: anúncio na página, campanha de educação no trânsito, da cidade de Curitiba, com os seguintes dizeres: Curitiba levou 300 anos para aprender a respeitar o verde, só falta o amarelo e o vermelho (cores referentes aos sinais de trânsito) . Acidente de trânsito não é falta de sorte, é falta de educação, legenda do anúncio: Verde, amarelo e vermelho são adjetivos que, por derivação imprópria (note a anteposição do artigo aos três), converteram-se em substantivos. - fim do anúncio. - nota da ledora: quadro em destaque, na página: Tipos de derivação a) derivação prefixal ou prefixação - resulta do acréscimo de prefixo à palavra primitiva, b) derivação sufixal ou sufixação - resulta do acréscimo de sufixo à palavra primitiva, que pode sofrer alteração de significado ou mudança de classe gramatical; c) derivação parassintética ou parassíntese -ocorre quando a palavra derivada resulta do acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo à palavra primitiva. É um processo que dá origem principalmente a verbos, obtidos a partir de substantivos e adjetivos; d) derivação regressiva - ocorre quando se retira a parte final de uma palavra, obtendo por essa redução uma palavra derivada. É um processo particularmente produtivo para a formação de substantivos a partir de verbos principalmente da primeira e da segunda e) derivação imprópria - ocorre quando determinada palavra, sem sofrer qualquer acréscimo ou supressão em sua forma, muda de classe gramatical.

PREFIXOS Os prefixos são morfemas que se colocam antes dos radicais basicamente a fim de modificar-lhes o sentido; raramente esses morfemas produzem mudanças de classe Os principais prefixos da língua portuguesa são de origem latina. Na relação que se segue, colocamos as diversas formas que esses prefixos costumam assumir, o tipo de modificação de significado que introduzem no radical e vários exemplos. Muitos desses prefixos originaram-se de preposições e advérbios, e não será difícil para Leia a relação com cuidado, concentrando-se principalmente nos exemplos.

- nota da ledora: as três páginas seguintes, trazem palavras com prefixos de origem latina, em tabela bastante extensa. Esta tabela foi alterada, em sua forma, - fim da nota.

arcanjo, arquiduque, arquétipo, arcebispo, arquimilionário cata- (movimento de cima para baixo, oposição, em regressão) cataclismo, catacumba, catarro, catástrofe, catadupa, catacrese, catálise, catarata di(a)- (através, por meio de, separação) diagnóstico, diálogo, dialeto, diâmetro, diáfano dis- (mau estado, dificuldade) dispnéia, disenteria, dislalia, dispepsia ec-, ex- (movimento para fora) eclipse, exantema, êxodo en-, e-, em- ( posição interior, dentro) encéfalo, emplastro, elipse, embrião end(o)- (movimento para dentro, posição interior) endocarpo, endotérmico, endoscópio ep(i)- (posição superior, sobre, movimento para, posterioridade) epiderme, epígrafe, epílogo, epícarpo, epidemia eu-, ev- (bem, bom) eufonía, eugenia, eufemismo, euforia, eutanásia, evangelho hiper- posição superior, excesso, além) hipérbole, hipertensão, hipercrítíco, hiperdesenvolvimento, hiperestesia, hipermercado, hipermetropia, hipertrofia, hipersônico hipo- (posição inferior, escassez) hipodérmico, hipótese, hipocalórico, hipogeu, hípoglicemia, hipotensão, hipoteca met(a)- (mudança, sucessão, posterioridade, além) metáfora, metamorfose, metafísica, metonímia, metacarpo, metátese, metempsicose par(a)- (perto, ao lado de, elemento acessório) paradoxo, paralelo, parágrafo, paramilitar, parábola, parâmetro peri- (movimento ou posição em torno) perifrase, periferia, período, periarto, pericarpo pro- (movimento para diante, posição em frente ou anterior) programa, prólogo, prognóstico, pródromo, próclise sin-, sim- (ação conjunta, companhia, reunião, simultaneidade) sinestesia, sincronia, síntese, sinônimo, sinfonia, simpatia, sílaba, sintaxe, sistema

PREPOSIÇÕES E ADVÉRBIOS QUE TEM SIDO USADOS COMO PREFIXOS sem- (falta, privação, ausência) sem-amor, sem-terra, sem-teto, sem-fim, sem- vergonha, sem-família quase- (perto, aproximadamente, por pouco, pouco menos) quase-delito, quase- equilíbrio, quase-posse, quase-suicida não- (negação por exclusão) não-alinhado, não-euclidiano, não-violência, não- engajamento, não-essencial, não-ficção, não-metal, não-participante

- nota da ledora: as palavras que estiverem grifadas, no texto, aparecerão aqui entre parênteses - fim da nota.

d) Não havia motivo para pôr os interesses individuais (antes dos) interesses j) Depois de (passar além) destes limites, descansaremos.

a) Nem todos os países conseguem competir no mercado (de todas as nações.) b) Foi construída uma passagem (debaixo da terra) para evitar atropelamentos. c) (Passe uma linha por baixo) das palavras cujo significado você desconhece. d) Descobriram restos de homens (que viveram antes do período histórico) no Piauí. e) Há rastros de animais (que viveram antes do Dilúvio) naquela região. f) As civilizações (que existiam antes da chegada de Cristóvão Colombo) deixaram g) Precisava tomar injeções (dentro do músculo).

Os sufixos são capazes de modificar o significado do radical a que são acrescentados. Sua principal característica, no entanto, é a mudança de classe gramatical que geralmente operam. Dessa forma, podemos utilizar o significado de um verbo, por Por isso, vamos observar os principais sufixos da língua portuguesa em relações que colocam em evidência as diversas classes de palavras envolvidas no processo de derivação. Perceba que, como o sufixo é colocado depois do radical, a ele são incorporadas as desinências que indicam as flexões das palavras variáveis.

1. Formam substantivos a partir de outros substantivos -ada a) ferimento, golpe ou marca produzida por instrumento: facada, punhalada, navalhada, martelada, pedrada, bicada, chifrada, dentada, unhada; penada, pincelada. b) medida ou quantidade: garfada, batelada, fornada, tigelada, carrada, colherada. d) alimentos ou bebidas: cajuada, laranjada, limonada, cocada, marmelada, goiabada, e) movimentos ou atos rápidos, enérgicos ou de duração prolongada: risada, gargalhada, cartada; jornada, noitada, temporada.

-ado, -ato títulos honoríficos, territórios governados, cargos elevados, instituições: viscondado, arcebispado, principado, pontificado, protetorado, condado, almirantado, eleitorado, apostolado, noviciado, bacharelado, reitorado, consulado; clericato, tribunato, sindicato, triunvirato, baronato, cardinalato.

-agem -al a) sentido coletivo: bananal, cafezal, feijoal, batatal, laranjal, morangal, pinhal, olival, b) relação, pertinência: dedal, portal, pantanal.

-alha -ama, -ame -ana, -eria a) ramo de negócio ou estabelecimento:chapelaria, livraria, alfaiataria, drogaria, b) noção coletiva: pedraria, sacaria, caixaria, fuzilaria, gritaria, infantaria ou infanteria. c) atos ou resultados dos atos de certos indivíduos: patifaria, velhacaria, pirataria, galantaria ou galanteria.

a) atividade, ofício, profissão: boticário, operário, secretário, bancário. b) lugar onde se coloca algo: campanário, aquário, relicário, vestiário. c) noção coletiva: rimário, anedotário, erário.

-edo -eiro, -eira a) ofícios e ocupações: barbeiro, sapateiro, parteira, peixeiro, carteiro, bombeiro, b) nomes de árvores ou arbustos: cajueiro, laranjeira, roseira, amendoeira, coqueiro, cafeeiro, pessegueiro, mangueira, jaqueira, goiabeira, craveiro, figueira, castanheiro ou c) objetos ou lugares que servem para guardar: cigarreira, manteigueira, paliteiro, d) objetos de uso pessoal em geral: pulseira, perneira, joelheira, munhequeira, banheira, e) noção coletiva, de quantidade ou de intensidade: nevoeiro, poeira, lameira, chuveiro; pedreira, carvoeira, ostreira; vespeiro, formigueiro; cabeleira.

-ia a) profissão, dignidade ou lugar onde se exerce profissão: advocacia, baronia, chefia, b) sentido coletivo: confraria, clerezia, penedia.

-io -ite -ugem -ume a) noção coletiva, de quantidade ou intensidade: cardume, negrume, azedume, chorume. b) ação ou resultado da ação: curtume, urdume.

2. Formam substantivos de adjetivos -dade crueldade, maldade, bondade, divindade, sociedade, umidade, liberalidade, fragilidade, facilidade, legalidade, amabilidade, possibilidade, solubilidade.

-ez, -eza altivez, mudez, surdez, sordidez, intrepidez, honradez, mesquinhez, pequenez, pureza, firmeza, nobreza, fraqueza, estranheza, delicadeza, sutileza.

-ia -ice, -ície velhice, meninice, criancice, beatice, tolice, modernice; calvície, canície, planície; imundice ou imundície.

-or -tude -ura 3. Formam substantivos de verbos -ança (-ância), -ença (-ência) nomes de ação ou de resultados dela; nomes de estado: esperança, lembrança, vingança, constância, importância, relevância; crença, descrença, diferença, detença; regência, conferência, obediência.

-ante, -ente, -inte agente: ajudante, emigrante, navegante, combatente, pretendente, ouvinte, pedinte. Em muitos casos, houve especialização de sentido: poente, restaurante, estante, minguante, vazante, afluente.

-dor, -tor, -sor, -or nome de agente ou de instrumento: roedor, salvador, pescador, carregador, tradutor, jogador, poupador, investidor, investigador, inspetor; regador, aquecedor; raspador; interruptor, disjuntor.

-ção, -são, -ão ação ou resultado dela: coroação, nomeação, posição, traição, adulação, consolação, obrigação, negação, declaração, audição, solução, invocação, extensão, agressão, repercussão, discussão, puxão, arranhão, escorregão.

-douro, -tório lugar ou instrumento para prática da ação: miradouro, ancoradouro, desaguadouro, logradouro, matadouro, bebedouro, babadouro; purgatório, dormitório, laboratório, vomitório, oratório.

resultado ou instrumento da ação: atadura, armadura, escritura, fechadura, clausura, urdidura, benzedura, mordedura, torcedura, pintura, magistratura, formatura.

-mento ação, resultado da ação ou instrumento: acolhimento, apartamento, pensamento, conhecimento, convencimento, esquecimento, fingimento, impedimento, ferimento, ornamento, instrumento, armamento, fardamento.

4. Formam substantivos e adjetivos de outros substantivos e adjetivos -ismo a) doutrinas ou sistemas religiosos, filosóficos, políticos, artísticos: calvinismo, bramanismo, budismo, materialismo, espiritismo, socialismo, capitalismo, federalismo, b) maneira de proceder ou de pensar: heroísmo, pedantismo, patriotismo, servilismo, c) formas de expressão que apresentam particularidades: vulgarismo, latinismo, d) terminologia científica: magnetismo, galvanismo, alcoolismo, reumatismo, traumatismo.

-ista a) sectários de certas doutrinas: calvinista, bramanista, budista, materialista, espiritista, socialista, capitalista, federalista, gongorista, simbolista, modernista, impressionista. b) ofícios, agentes: flautista, florista, telefonista, maquinista, latinista, dentista, c) adeptos de determinadas formas de agir ou pensar: oportunista, golpista, saudosista, d) nomes pátrios ou indicadores de origem: nortista, sulista, paulista, santista, campista.

5. Formam adjetivos de substantivos ou de outros adjetivos -aco estado íntimo; pertinência; origem: maníaco, demoníaco, austríaco, siríaco.

- nota da ledora: quadro em destaque na página : OBSERVAÇÃO: A relação entre as palavras tormadas pelos sufixos -ismo e -ista é óbvia: modernismo/modernista; calvinismo/calvinista, etc. Note, no entanto, que não é uma - fim do quadro.

-aico -ano b) adeptos de doutrinas estéticas, religiosas, filosóficas: maometano, luterano, c) nomes pátrios: americano, baiano, pernambucano, peruano, prussiano, açoriano, alentejano.

-ão -al, -ar relação, pertinência: dorsal, causal, substancial, anual, pessoal; escolar, palmar, vulgar, solar, lunar; consular; familial ou familiar.

-eiro, -ário relação; posse; origem: verdadeiro, rasteiro, costeiro, originário, ordinário, diário, subsidiário, tributário, mineiro, brasileiro.

-engo, -enho, -eno relação; procedência, origem: mulherengo, avoengo, solarengo, flamengo; ferrenho, estremenho, madrilenho, panamenho, portenho; nazareno, terreno, tirreno, chileno.

-ento provido ou cheio de; que tem o caráter de: sedento, rabugento, peçonhento, cinzento, ciumento, corpulento, turbulento, opulento, barrento, vidrento.

-ês, -ense relação; procedência, origem: francês, inglês, genovês, milanês, escocês, irlandês; paraense, cearense, maranhense, vienense, parisiense, catarinense, forense.

-eo -esco, -isco -este, -estre -eu -ico, icio relação; procedência: bíblico, melancólico, pérsico, céltico, britânico, ibérico, geométrico; alimentício, natalício.

-ino relação; origem; natureza: argentino, florentino, bizantino, cristalino, leonino, alabastrino, diamantino, londrino, bovino.

-ita -onho -oso provido, cheio de; que provoca: orgulhoso, furioso, desejoso, rigoroso, noticioso, leitoso, sulfuroso, montanhoso, pedregoso, temeroso, lamentoso, lastimoso, vergonhoso, angustioso.

-tico -udo provido de, cheio de ou com a forma de, muitas vezes com idéia de desproporção: sisudo, pontudo, bicudo, peludo, cabeludo, narigudo, espadaúdo, repolhudo, bochechudo, carnudo, polpudo.

6. Formam adjetivos de verbos -ante, -ente, -inte -io, -ivo ação; referência; modo de ser: escorregadio, erradio, fugidio, tardio, prestadio; pensativo, lucrativo, fugitivo, afirmativo, negativo, acumulativo.

-iço, icio referência; possibilidade de praticar ou sofrer ação: abafadiço, movediço, quebradiço, alagadiço, metediço; acomodatício, factício, translatício, sub-reptício.

-doiro, -douro, -tório ação, muitas vezes de valor futuro; pertinência: casadoiro; duradouro, vindouro; inibitório, preparatório, imigratório.

-vel possibilidade de praticar ou sofrer ação: desejável, vulnerável, remediável, substituível, suportável, louvável, admissível, reduzível, removível, corrigível, discutível.

-mente justamente, vaidosamente, livremente, burguesmente, perigosamente, firmemente, fracamente.

8. Formam verbos de substantivos e adjetivos -ar -ear -ejar -entar amolentar; aformosentar.

-ecer, -escer -ficar -ilhar -inhar -iscar -itar -izar organizar, civilizar; harmonizar, fertilizar, esterilizar; tranqüilizar; vulgarizar, simpatizar; economizar; arborizar.

9. Sufixos aumentativos -ão, -eirão, -arrão, -alhão, -zarrão casarão, caldeirão, paredão; chapeirão; grandalhão, vagalhão; homenzarrão.

-alha fornalha -anzil corpanzil - nota da ledora: quadro em destaque na página- OBSERVAÇÃO Os verbos novos da língua são criados pelo acréscimo da terminação -ar a substantivos e adjetivos. Essa terminação é formada pela vogal temática da primeira conjugação seguida pela desinência do infinitivo impessoal, atuando como um verdadeiro sufixo. Os demais sufixos costumam conferir detalhes de significado aos verbos que formam. Observe: -ear indica ação repetida (cabecear folhear) ou ação que se prolonga (clarear). O mesmo acontece com -ejar: gotejar, velejar.

-entar indica processo de atribuição de uma qualidade ou estado (amolentar). O mesmo se dá com -ficar e -izar: clarificar, solidificar, civilizar, atualizar.

-iscar indica ação repetida e diminuída; chuviscar, lambiscar. O mesmo ocorre com -itar (dormitar; saltitar), -ilhar e outros. No caso de -inhar, muitas vezes há sentido depreciativo, como em escrevinhar.

-a réu -arra, -orra -az, alhaz, arraz -astro 10. Sufixos diminutivos -acho, -icho, -ucho riacho, fogacho; governicho, barbicha; gorducho, papelucho, casucha.

-ejo -ela -elho, -ilho, -ilha -ete, -eta, -eto -inho, -inha, -zinha, -zinho livrinho, pratinho, branquinho, novinho, bonitinho, toquinho, caixinha, florzinha, vozinha.

-im -ino pequenino -isco, -usco -ito, -ita, -zito -ola -ote, -oto, -ota rapazote, caixote, velhote, fidalgote, saiote; perdigoto; velhota.

-ulo, -ula, -culo, -cula glóbulo, grânulo, nódulo, régulo; corpúsculo, minúsculo, homúnculo, montículo, opúsculo, versículo; radícula, gotícula; partícula, película, questiúncula.

- nota da ledora; quadro de destaque na página - OBSERVAÇÃO: É fácil notar que muitas vezes os sufixos aumentativos e diminutivos sugerem deformidade (como em beiçorra, cabeçorra), admiração (carrão), desprezo (asneirão, poetastro, artiguete), carinho (paizinho, pequenino), intensidade (alegrinho), ironia (safadinha) e vários outros matizes semânticos. No caso dos sufixos pertencentes ao último grupo apresentado, temos a formação de diminutivos eruditos - diretamente importados do latim -, os quais são muito usados na terminologia científica. - fim do quadro de destaque.

Como se chama: 2. Substitua os verbos destacados por substantivos formados por derivação. Faça todas d) Atenderemos a todos de acordo com a ordem segundo a qual (chegaram). Não haverá g) Os representantes dos países envolvidos no processo recomendaram que as contas h) Os representantes dos países envolvidos no processo (recomendaram) que as contas fossem bloqueadas.

3. Substitua as expressões destacadas por nomes formados por sufixação. Faça todas as a) (Aqueles que mantêm) esta entidade decidiram tomar providências (que saneiem suas b) É um candidato (que não se pode eleger). Suas idéias privilegiam (aqueles que c) (Aquelas que conduzem) o movimento (de reivindicação) devem ser cercadas por d) (Os que venceram) a competição receberão prêmios (que não se podem descrever). e) A presença (dos que defendem) nossa posição é fator (de que não se pode prescindir). f) Foi uma decisão que agradou aos que lutam para que a floresta (seja preservada). g) Ele entrou de (forma atabalhoada).

g) carreata h) bacanão, durão TEXTO PARA ANÁLISE Pátria minha A minha pátria é como se não fosse, é íntima Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo É minha pátria. Por isso, no exílio Assistindo dormir meu filho Choro de saudades da minha pátria.

Se me perguntarem o que é a minha pátria, direi: Não sei. De fato, não sei Como, por que e quando a minha pátria Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água Que elaboram e liquefazem a minha mágoa Em longas lágrimas amargas.

Vontade de beijar os olhos de minha pátria Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias De minha pátria, de minha pátria sem sapatos E sem meias, pátria minha Tão pobrinha! Porque te amo tanto, pátria minha, eu que não tenho Pátria, eu semente que nasci do vento Eu que não vou e não venho, eu que permaneço Em contato com a dor do tempo, eu elemento De ligação entre a ação e o pensamento Eu fio invisível no espaço de todo adeus Eu, o sem Deus! Tenho-te no entanto em mim como um gemido De flor; tenho-te como um amor morrido A quem se jurou; tenho-te como uma fé Sem dogma; tenho-te em tudo em que não me sinto ajeito Nesta sala estrangeira com lareira E sem pé-direito.

Ah, pátria minha, lembra-me uma noite no Maine, Nova Inglaterra Quando tudo passou a ser infinito e nada terra E eu vi alfa e beta de Centauro escalarem o monte até o céu Muitos me surpreenderam parado no campo sem luz A espera de ver surgir a Cruz do Sul Que eu sabia, mas amanheceu...

Fonte de mel, bicho triste, pátria minha Amada, idolatrada, salve, salve! Que mais doce esperança acorrentada Não tardo! Quero rever-te, pátria minha, e para Rever-te me esqueci de tudo Fui cego, estropiado, surdo, mudo Vi minha humilde morte cara a cara Rasguei poemas, mulheres, horizontes Fiquei simples, sem fontes.

Pátria minha... A minha pátria não é florão, nem ostenta Lábaro não; a minha pátria é desolação De caminhos, a minha pátria é terra sedenta E praia branca; a minha pátria é o grande rio secular Que bebe nuvem, come terra E urina mar.

Mais do que a mais garrida a minha pátria tem Uma quentura, um querer bem, um bem Um libertas quae sera tamen Que um dia traduzi num exame escrito: "Liberta que serás também" E repito! Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa Que brinca em teus cabelos e te alisa Que vontade me vem de adormecer-me Entre teus doces montes, pátria minha Atento à fome em tuas entranhas E ao batuque em teu coração.

Não te direi o nome, pátria minha Teu nome é pátria amada, é patriazinha Não rima com mãe gentil Vives em mim como uma filha, que és Uma ilha de ternura: a Ilha Brasil, talvez.

TRABALHANDO O TEXTO 1. Identifique o sufixo presente nas palavras doçura, quentura e ternura e indique o tipo de modificação que produz nas palavras primitivas.

2. Identifique o afixo que surge na palavra sedenta e explique que tipo de modificação ele introduz na palavra primitiva.

3. Qual o processo de formação das palavras amanhecer e acorrentar? Explique o que particulariza esse processo em relação à prefixação e à sufixação.

7. A relação do sujeito lírico com a pátria incorpora um processo de personificação: a Observe o papel exercido pelos sufixos diminutivos nesse processo e comente-o.

Para mascar com chiclets Quem subiu, no novelo do chiclets, ao fim do fio ou do desgastamento, sem poder não sacudir fora, antes, imune ao tempo ou o tempo em coisa, em pessoa, encarnado nessa borracha, de tal maneira, e conforme ao tempo, o chiclets ora se contrai ora se dilata, e consubstante ao tempo, se rompe, interrompe, embora logo se reemende, e fique a romper-se, a reemendar-se, No entanto quem, e saberente que ele quem já ficou num primeiro chiclets sem reincidir nessa coisa (ou nada).

Janeiro. José Olympio, 1986. p. 43.) TRABALHANDO O TEXTO 1. Faça a depreensão dos morfemas presentes nas palavras desgastamento e encarnado e explique os processos de formação que lhes deram origem.

2. Quais afixos podem ser percebidos na palavra consubstante? Qual o sentido que tem essa palavra?

3. A aproximação das palavras rompe e interrompe revitaliza o valor do prefixo presente nesta última? Explique.

4. Retire do texto as palavras em que surge o prefixo re- e comente as modificações que ele produz nas palavras primitivas.

6. É possível relacionar o prefixo presente na palavra exorcizar com o significado que tem essa palavra? Comente.

7. Os prefixos são considerados um recurso muito eficiente para apresentar idéias e conceitos de forma sintética. Isso acontece no texto? Comente.

8. Explique a relação que o texto estabelece entre o chiclets e o tempo. Que tipo de dimensão adquire o ato de mascar chiclets?

- nota da ledora: propaganda, na página, com o seguinte teor: « A cada vida que começa, recomeça a História da Nestlé.Lembre-se de sua infância. Você, sem dúvida vai se lembrar de alguma história sua com a Nestlé, pra contar. Esse é o nosso maior alimento. A satisfação de manter uma amizade que cresce, fica forte, se renova e nunca termina. Nestlé, sua vida, nossa história » - fim da nota.

TRABALHANDO O TEXTO Aponte no texto a exploração expressiva de um dos processos de formação de palavras e comente-a.

- nota da ledora: propaganda da General Motors: Bi Bi. Duas vezes Bicampeã do carro - fim da nota.

Analise a expressão bi bi baseado no seu conhecimento dos processos de formação de palavras e nas sugestões sonoras que produz.

um vínculo permanente, que faz com que surja um novo significado: é o que ocorre quando formamos o composto amor-perfeito, que dá nome a uma flor. O significado não é o mesmo da expressão amor perfeito, na qual cada palavra mantém seu significado original: trata-se do sentimento amoroso manifestado de forma perfeita. Em A composição também pode ser feita por meio do uso de radicais que não têm vida independente na língua. Isso ocorre basicamente na formação de palavras que recebem o nome de compostos eruditos por serem formadas com radicais gregos e latinos. E o caso, por exemplo, de democracia, patogênese, alviverde, agricultura e outras, usadas principalmente na nomenclatura técnica e científica.

com uma palavra composta, como é o caso de ponto de vista e meio ambiente, expressões que vêm sendo grafadas "ponto-de-vista" e "meio-ambiente" com freqüência cada vez maior.

- nota da ledora: propaganda do diet shake, fazendo referência ao vocábulo lipoaspiração. Este anúncio já foi descrito pela ledora em página anterior. - fim da nota.

Lipoaspiração constitui exemplo de formação de novas palavras compostas na língua. O anunciante aproveitou o mote para decompô-la e incentivar jocosamente o consumo.

ATIVIDADE Identifique o processo de formação das seguintes palavras: a) palidez b) empalidecer c) boquiaberto d) pára-quedas e) invulnerável f) pontiagudo g) audiovisual h) o recuo i) correntista (fantasma) - nota da ledora: quadro de destaque na página - A composição A composição é o processo de formação que dá origem a palavras compostas (aquelas em que há pelo menos dois radicais) pela aproximação de palavras simples ou de radicais eruditos. Se os elementos formadores mantiverem sua integridade sonora, ocorre composição por justaposição. Se pelo menos um deles sofre alterações na sua - fim do quadro.

RADICAIS E COMPOSTOS ERUDITOS O mecanismo da composição é utilizado para a formação de um tipo especifico de palavras conhecidas como compostos eruditos, assim chamados porque em sua formação se utilizam elementos de origem grega e latina que foram diretamente importados dessas línguas com essa finalidade. Por isso, esses compostos são também chamados de helenismos e latinismos eruditos. São palavras como pedagogia e quiromancia (formadas de elementos gregos) ou arborícola e uxoricida (formadas por elementos latinos), normalmente criadas para denominar objetos ou conceitos relacionados com as ciências e as técnicas. Muitas delas acabam se tornando cotidianas Apresentamos a seguir duas relações de radicais gregos e duas relações de radicais latinos. A primeira relação de radicais gregos e a primeira relação de radicais latinos agrupa os elementos formadores que normalmente são colocados no início dos compostos; a segunda relação de radicais agrupa, em cada caso, os elementos formadores que costumam surgir na parte final dos compostos.

Adotamos esse procedimento a fim de facilitar seu trabalho de consulta: ao encontrar determinado exemplo na relação dos radicais que costumam ser o primeiro elemento do composto, você poderá mais rapidamente verificar o valor do segundo elemento na relação dos radicais que costumam figurar no final dos compostos. Atente para o fato de que determinados radicais costumam aparecer em determinadas posições nos Alguns dos radicais que colocamos nas relações a seguir são considerados prefixos por alguns autores; outros estudiosos preferem chamá-los "elementos de composição". Acreditamos que essas questões terminológicas são pouco importantes para você, que tem finalidades mais práticas. Observe que muitas palavras que fazem parte das suas aulas de Biologia, Química e Física podem ser encontradas nas relações abaixo; observe, principalmente, que o conhecimento do significado dos elementos que as constituem muitas vezes nos ajuda a compreender os conceitos e seres que denominam.

Radical , significado, e exemplo: -cida (que mata) regicida, fratricida -cola (que cultiva ou habita) vitícola, arborícola -cultura (ato de cultivar) apicultura, piscicultura -fero (que contém ou produz) aurífero, flamífero -fico (que faz ou produz) benéfico, frigorífico -forme (que tem forma de) cuneiforme, uniforme -fugo (que foge ou que faz fugir) centrífugo, febrifugo -gero (que contém ou produz) armígero, belígero -paro (que produz) multíparo, ovíparo -pede (pé) palmípede, velocípede -sono (que soa) borrissono, uníssono -vago (que anda) nubivago, noctívago -vomo (que expele) fumívomo, ignívomo -voro (que come) carnívoro, herbívoro - nota de ledora: quadro em destaque na página: OBSERVAÇÃO: Há palavras que combinam elementos gregos e latinos: televisão, automóvel, genocídio, homossexual e outras. São chamadas de hibridismos. Existem hibridismos em que se combinam elementos de origens bastante diversas, como goiabeira (tupi e português), abreugrafia (português e grego), sambódromo (quimbundo - uma língua africana - e grego), surfista (inglês e grego), burocracia (francês e grego), e outros. Como você vê, trata-se de palavras muito usadas no cotidiano comunicativo, o que torna absurda a intenção de certos gramáticos de considerar os hibridismos verdadeiras aberrações devido à sua origem "mestiça". - fim do quadro de destaque.

j) rinoceronte l) hipopótamo m) estereótipo n) poliglota o) ortopedia p) hematófago q) metafísica 7. Idem: a) agricultura b) piscicultura c) triticultura d) rizicultura e) fruticultura f) avicultura 8. Reescreva as frases seguintes, substituindo as expressões destacadas por compostos eruditos: b) Sua (paixão exagerada pela música) fazia-o gastar muito em discos importados. e) Tal procedimento só é possível porque existe (um controle do mercado por algumas j) O estudo dos (nomes de lugares e localidades) pode revelar muito sobre a história de uma região.

psicologia - psico - nota da ledora: propaganda de Donuts: CALIBRE SEU PNEU (referência bem humorada aos pneus de gordura) O "pneu" do anúncio acima, exemplo de abreviação vocabular, não designa, obviamente, o componente do automóvel.

Observe que a forma abreviada é de amplo uso coloquial, embora em muitos casos passe a fazer parte da língua escrita. Esse traço de coloquialidade pode ser sentido em abreviações como as que colocamos abaixo, impregnadas de emotividade (carinho, desprezo, preconceito, zombaria): professor - fessor português - portuga chinês - china japonês - japa comunista - comuna militar - milico confusão - confa reboliço rebu neurose - neura botequim - boteco delegado - delega grã-fino granfa São Paulo - Sampa Florianópolis - Floripa Há um certo tipo de abreviação que se vem tornando muito freqüente na língua atual. Consiste no uso de um prefixo ou de um elemento de uma palavra composta no lugar do todo: midi, para saia que chega até o joelho ou desvalorização cambial moderada; O uso dos prefixos em substituição à palavra toda deve ocorrer dentro de contextos determinados, em que é possível estabelecer o significado que se pretende. Prefixos como vice ou máxi só adquirem sentido em função dos outros elementos do texto em que surgem.

MOBRAL - Movimento Brasileiro de Alfabetização IOF - Imposto sobre Operações Financeiras PIB - Produto Interno Bruto As siglas incorporam-se de tal forma ao vocabulário do dia-a-dia, que passam a sofrer flexões e a produzir derivados. É freqüente o surgimento de construções como as ZPEs (Zonas de Processamento de Exportações), os peemedebistas (membros do PMDB - Partido do Movimento Democrático Brasileiro), os petistas (membros do PT - Partido dos Trabalhadores), a mobralizaçao do ensino, campanha pró-FGTS, e outras. Algumas siglas provieram de outras línguas, principalmente do inglês: UFO - Unidentified Flying Object (objeto voador não-identificado), que concorre com a criação nacional OVNI AIDS - Acquired Immunological Deliciency Syndrome (síndrome da imunodeficiência adquirida), cuja forma em Portugal é SIDA.

- nota da ledora: propaganda de um serviço de Limousine, dizendo que pelo tamanho, - fim do anúncio.

A sigla IPTU significa Imposto Predial e Territorial Urbano. Trata-se de um tributo da cidade de São Paulo- SP.

- nota da ledora: propaganda da campanha contra a AIDS: Aproveite o dia mundial da AIDS e faça um cheque ao portador. Campanha do Bradesco.

AIDS sigla infelizmente muito bem conhecida, proveio ao inglês. Apesar da gravidade do assunto, não podemos deixar de admirar a criatividade do redator, na exploração que Há casos de siglas importadas que se transformaram em verdadeiras palavras. Algumas só são vistas como siglas se conhecermos sua origem: JIPE adaptação do inglês Jeep, que por sua vez originou-se de GP (General Purpose - LASER- de Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation (amplificação da RADAR - de Radio Detecting and Ranging (detecção e busca por rádio).

PALAVRA-VALISE A palavra-valise resulta do acoplamento de duas palavras, uma das quais pelo menos sofreu truncação. É também chamada palavra-centauro e permite a realização de verdadeiras acrobacias verbais. Observe: brasiguaio ou brasilguaio - formada de brasileiro e paraguaio para designar o povo fronteiriço entre os dois países, particularmente os brasileiros que retornaram do portunhol - formada de português e espanhol para designar a língua resultante da portinglês - formada de português e inglês, criada por Carlos Drummond de Andrade ("secretária portinglês");

tomarte - formada de tomate e Marte, criada por Murilo Mendes ("Ou tomarte, vermelho que nem Marte"). Note a possibilidade de ver nessa palavra também a palavra fraternura, elefantástico e copoanheiro - criações de Guimarães Rosa cuja formação não proesia - formada de prosa e poesia, utilizada por Décio Pignatari com referência a uma Note que a criação dessas palavras ocorre tanto na língua coloquial como na língua culta e literária. Na língua coloquial, o processo já produziu palavras como bebemorar, Grenal (clássico de futebol entre Grêmio e Internacional de Porto Alegre), Atletiba (Atlético Paranaense e Curitiba), Sansão (Santos e São Paulo), Flaflu (Flamengo e Fluminense), Bavi (Bahia e Vitória), Comefogo (Comercial e Botafogo de Ribeirão Preto). Na linguagem jornalística, há termos como cantriz (cantora/atriz), estagnação (estagnação /inflação) e showmício (show/comício); na literatura, além das palavras já citadas, há ainda criações como noitícia (Carlos Drummond de Andrade) ou diversonagens suspersas, de Paulo Leminski.

ONOMATOPÉIA A onomatopéia ocorre quando se forma uma nova palavra por meio da imitação de sons. A palavra formada procura reproduzir um determinado som, adaptando-o ao conjunto de fonemas de que a língua dispõe. Dessa forma, surgem palavras como: cacarejar; zumbir, arrulhar, crocitar, troar e outros verbos que designam vozes de animais e fenômenos naturais; tique-taque, teco-teco, reco-reco, bangue-bangue (a partir do inglês bangbang), pingue-pongue, xixi, triquetraque (fogo de artifício), saci (nome de uma ave e, por extensão, de ente mitológico), cega-rega (cigarra; por extensão, pessoa tagarela), chinfrim (coisa sem valor), quiquiriqui (pessoa ou coisa insignificante), blablablá, zunzunzum, pimpampum e outras, sempre sugestivas.

-nota da ledora: quadro de destaque na página: Outros processos de formação de palavras a) abreviação vocabular - consiste na eliminação de um segmento de uma palavra a b) siglonimização - processo de formação de siglas. As siglas são formadas pela combinação das letras iniciais de uma seqüência de palavras que constitui um nome; c) palavra-valise - resulta do acoplamento de duas palavras, uma das quais pelo menos d) onomatopéia - ocorre quando se forma uma nova palavra por meio da imitação de sons. A palavra formada procura reproduzir um determinado som, adaptando-o ao - fim do quadro de destaque.

- nota da ledora: cinco desenhos representando formas de onomatopéia: Na seqüência ao lado, Fortuna criou uma série de onomatopéias para imitar os sons da mastigação e da digestão. Não se preocupou, porém, em adaptá-las ao conjunto de fonemas da língua portuguesa. Comendo uma rosca: nhac!, croc! gut, arout! - fim da nota.

Léxico é a palavra com que se costuma denominar o conjunto de palavras que integra uma língua. É, em termos práticos, um sinônimo de vocabulário, embora tecnicamente se possam estabelecer distinções entre as duas palavras. Os processos de criação de palavras que estudamos até aqui devem ter mostrado a você que há um constante enriquecimento lexical na língua, resultante principalmente do dinamismo das modificações culturais, que constantemente criam novos objetos, novos fatos, novos conceitos. Além disso, há outros fatores de pressão sobre a língua, como vínculos de dependência econômica e cultural, capazes de impor formas de pensar e de dizer que se Os processos de criação lexical que vimos até agora operam transformações formais nas palavras, seja por meio do acréscimo ou supressão de morfemas, seja por meio da combinação de palavras inteiras para a formação de outras. São, basicamente, processos Há outros processos de ampliação lexical na língua portuguesa. Como não são processos morfológicos, não vamos estudá-los pormenorizadamente. São, no entanto, importantes; por isso, vamos falar um pouco sobre eles.

NEOLOGISMO SEMÂNTICO Freqüentemente, acrescentamos significados a determinadas palavras sem que elas passem por qualquer processo de modificação formal. Pense, por exemplo, na palavra arara, nome de uma ave, que também é usada para designar pessoa nervosa, irritada. Arara, com o sentido de "irritado, nervoso , e um neologismo semântico, ou seja, um Essa forma de enriquecimento do vocabulário é extremamente produtiva. Em alguns casos, chega-se a perder a noção do significado inicial da palavra, passando-se a empregá-la apenas no sentido que foi um dia adicional. É o caso, por exemplo, de emérito, cujo sentido original é "aposentado", mas que atualmente se usa como "distinto", "elevado; ou dissabor, cujo sentido original era "falta de sabor". Perceba que a chamada derivação imprópria aproxima-se bastante deste processo de ampliação de significado. A derivação imprópria resulta da passagem de uma palavra a uma classe gramatical diferente sem modificações na sua forma. Na realidade, ocorre Isso pode ser percebido em casos em que esse processo está tão cristalizado, que Pense, por exemplo, em palavras como alvo (em expressões como tiro ao alvo), clara (de ovo), estreito (acidente geográfico), marginal (bandido ou via pública), santo (pessoa virtuosa), refrigerante - você já notou que se trata de adjetivos convertidos em substantivos?

EMPRÉSTIMOS LINGUÍSTICOS O contato entre culturas produz efeitos também no vocabulário das línguas. No caso da língua portuguesa, podem-se apontar exemplos de palavras tomadas de línguas estrangeiras em tempos muito antigos. Esses empréstimos provieram de línguas célticas, germânicas e árabes ao longo do processo de formação do português na Península Ibérica. Posterior-mente, o Renascimento e as navegações portuguesas permitiram empréstimos de línguas européias modernas e de línguas africanas, americanas e asiáticas.

Depois desses períodos, o português recebeu empréstimos principalmente da língua francesa. Atualmente, a maior fonte de empréstimos é o inglês norte-americano. Deve- se levar em conta que muitos empréstimos da língua portuguesa atual do Brasil não ocorreram em Portugal e nas colônias africanas, onde a influência cultural e econômica As palavras de origem estrangeira normalmente passam por um processo de aportuguesamento fonológico e gráfico. Quando isso ocorre, muitas vezes deixamos de perceber que estamos usando um estrangeirismo. Pense em palavras como bife, futebol, beque, abajur, xampu, tão freqüentes em nosso cotidiano que já as sentimos como portuguesas. Quando mantêm a grafia da língua de origem, as palavras devem ser escritas entre aspas (na imprensa, devem surgir em destaque - normalmente itálico: shopping center; show, stress).

Atente para o fato de que os empréstimos lingüísticos só fazem sentido quando são necessários. É o que ocorre quando surgem novos produtos ou processos tecnológicos. Ainda assim, esses empréstimos devem ser submetidos ao tratamento de conformação aos hábitos fonológicos e morfológicos da língua portuguesa. São condenáveis abusos de estrangeirismos decorrentes de afetação de comportamento ou de subserviência cultural. A imprensa e a publicidade muitas vezes não resistem à tentação de utilizar a denominação estrangeira de forma apelativa, como em expressões do tipo os teens (por adolescentes) ou high technology system (sistema de alta tecnologia).

- nota da ledora: quadro de destaque na página: Outros processos de enriquecimento do léxico a) neologismo semântico - acréscimo de significados a determinadas palavras sem que b) empréstimos lingüísticos - o contato entre culturas produz efeitos também no vocabulário das línguas, que incorpora palavras provindas de línguas estrangeiras. As palavras de origem estrangeira normalmente passam por um processo de - fim do quadro de destaque.

Olimpíadas: A Rio 2004 falhou, mas o pessoal persevera pela manutenção dos nossos recordes Exemplo de palavra de origem estrangeira submetida à adaptação gráfica e fonológica do português: recorde proveniente do francês record. Ao ser aportuguesada, recebeu um e final e ganhou a pronúncia "recórde'; à moda francesa.

ATIVIDADE Explique e denomine o processo de formação das seguintes palavras: a) INSS b) "confa" c) estresse d) teco-teco e) caipiródromo f) sofatleta

- nota da ledora: nesta página, quatro anúncios do carnaval, de estilos diferentes, o carnaval tradição, o multidão, o fascinação, e o curtição: em clube, em Olinda, atrás do trio elétrico, e numa praia paradisíaca.

TRABALHANDO O TEXTO Qual processo de formação de palavras o anúncio explora? Aponte as novas palavras obtidas e qual seu significado.

O homem: as viagens O homem, bicho da Terra tão pequeno chateia-se na Terra lugar de muita miséria e pouca diversão, faz um foguete, uma cápsula, um módulo toca para a Lua desce cauteloso na Lua pisa na Lua planta bandeirola na Lua experimenta a Lua coloniza a Lua civiliza a Lua humaniza a Lua.

Elas obedecem, o homem desce em Marte pisa em Marte experimenta coloniza civiliza humaniza Marte com engenho e arte.

Claro - diz o engenho O homem põe o pé em Vênus, idem idem O homem funde a cuca se não for a Júpiter proclamar justiça junto com injustiça repetir a fossa repetir o inquieto repetitório.

O homem chega ao Sol ou dá uma volta Não-vê que ele inventa Pôe o pé e: mas que chato é o Sol, falso touro espanhol domado.

Restam outros sistemas fora Ao acabarem todos só resta ao homem (estará equipado?) a dificílima dangerosíssima viagem de si a si mesmo: pôr o pé no chão do seu coração experimentar colonizar civilizar humanizar o homem descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas a perene, insuspeitada alegria (ANDRADE, Carlos Drummond de. As impurezas do branco, 4a. ed. Rio de Janeiro, José Olympio, 1978 p. 20-2.)

TRABALHANDO O TEXTO 1. De que forma o poema explora a sufixação nos últimos versos da primeira estrofe? Comente.

3. Explique o significado da passagem "vê o visto" e comente o valor adquirido pela palavra visto nesse contexto.

O imperador Fernando Henrique Bovary poderia prestar mais atenção às palavras que usa para rotular seus súditos. Ricos e pobres, cultos e ignorantes. os brasileiros têm uma relação ambígua com o termo caipira. Talvez porque sofram daquela nostalgia do campo que os estudiosos chamam de têm uma relação ambígua com o termo caipira. Talvez porque sofram daquela nostalgia do campo que os estudiosos chamam de "síndrome pastoril". É uma saudade envergonhada, que se extravasa nas festas juninas, na audiência de novelas com temas agrários, nos jipes metidos a besta que rodam nas grandes cidades, no sucesso da música sertaneja, um arremedo que a indústria cultural forjou para as modinhas caipiras. O produto desse jecocentrismo pode não ser tão globalizado quanto o chapéu de Mickey que se compra na Disney World. Mas é mais (SABINO, Mário. In Veja, 24 jul. 1996) TRABALHANDO O TEXTO 1. Como foram formadas as palavras que constituem o título do texto?

3. Há no primeiro parágrafo do texto sufixos diminutivos e aumentativos. Aponte as palavras de que fazem parte e o significado que transmitem.

4. Explique como se formaram caipiríssimo e caipirésimo e que relação de significado estabelecem com caipira.

8. Baseado em elementos fornecidos pelo próprio texto, explique o sentido da palavra bovarismo.

Eco da anterior Que dúvida Que dívida Que dádiva Que duvidávida afinal a vida (MOURÃO-FERREIRA, David. Antologia poética (1948 - 1983). Lisboa. D. Quixote. 1983. p. 158.

QUESTÕES E TESTES DE VESTIBULARES 1 (Univ. Alfenas-MG) O infinitivo correspondente à forma verbal negrejava está formado por: a) derivação imprópria.

2 (Univ. Alfenas-MG) O vocábulo almanaques: 3 (Univ. Alfenas-MG) Assinale a alternativa que contém a correspondência correta a) anarquia = falta de cabeça b) aristocracia = governo dos plebeus c) teocracia = governo de religiosos d) oligarquia = governo de um pequeno grupo e) plutocracia = governo exercido por estrangeiros 4 (UEPE) Quanto à formação de palavras: c) (incontroverso), (individual) e (interna) são formadas com o prefixo latino in, com d) (ampliação), (repetência), (preparação) e (cidadania) são substantivos formados a e) em (fragilizar), (modernizar) e (democratizar) o sufixo izar forma verbos a partir de adjetivos.

5 (UFCE) Complete os espaços abaixo com o substantivo que corresponde ao verbo destacado nas passagens: c) ... um gesto que eu não (descrevo) Marque a alternativa que completa corretamente os espaços acima: a) acenção - repetisão - descrição b) acensão - repetição - descreção c) acenção - repetição - discrição d) acensão - repetissão - descrisão e) acensão - repetição - descrição 6 (UFCE) Empregando o sufixo mente, substitua as expressões destacadas por uma só c) Ele ganhou um novo quarto e a aurora, (ao mesmo tempo).

d) Passou dez anos, (sem interrupção), com a janela virada para o pátio. e) O poeta, (por exceção), prefere a lua nova.

7 (Univ. Alfenas-MG) Assinale a alternativa que contém, pela ordem, o nome do processo de formação das seguintes palavras: a) prefixação, sufixação, derivação imprópria b) derivação imprópria, sufixação, parassíntese c) prefixação, derivação imprópria, parassíntese d) derivação regressiva, sufixação, prefixação e sufixação e) derivação regressiva, sufixação, parassíntese 8 (PUCSP) O vocábulo (ostentando) apresenta em sua estrutura os seguintes elementos mórficos: b) radical ostent-, a vogal temática -a, o tema ostenta e a desinência -ndo. c) o prefixo os-, o radical tent-, a vogal temática -a e a desinência -ndo. e) o radical -ndo, o tema ostent- e a vogal temática -a.

9 (ESALq-SP) São palavras formadas por prefixação: 10 (PUCSP) As palavras (azuladas), (esbranquiçadas), (bons-dias) e (lavagem) foram formadas, respectivamente, pelos processos de: a) derivação parassintética, derivação prefixal e sufixal, composição por aglutinação, b)derivação sufixal, derivação parassintética, composição por justaposição, derivação c) derivação parassintética, derivação parassintética, composição por aglutinação, d)derivação prefixal e sufixal, derivação prefixal, composição por justaposição, e) derivação sufixal, derivação imprópria, composição por justaposição, derivação sufixal.

a) magoado derivação sufixal b) obscuro derivação prefixal c) infernal derivação prefixal e sufixal d) aterrador derivação prefixal e sufixal e) descampado derivação parassintética 13 (FUVEST-SP) Foram formadas pelo mesmo processo as seguintes palavras: e) religião, irmão, solidão.

respectivamente, por: a) derivação regressiva, derivação sufixal, composição por justaposição. c) composição por aglutinação, derivação parassintética, derivação regressiva d) derivação parassintética, composição por justaposição, composição por aglutinação. e) composição por justaposição, composição por aglutinação, derivação prefixal.

19 (CESGRANRIO-RIO) Assinale a opção em que o processo de formação de palavras a) vagalume composição b) irritação - sufixação c) cruzeiro - sufixação d) baunilha - sufixação e) palmeira - sufixação 20 (UFRJ) Assinale a alternativa cujo prefixo sub tem o sentido de posteridade. a) sublinhar b) subsequente c) subdesenvolvido d) subjacente e) submisso 21 (FUVEST-SP) Assinale a alternativa em que uma das palavras não é formada por a) readquirir, predestinado, propor b) irregular, amoral, demover c) remeter, conter, antegozar d) irrestrito, antípoda, prever e) dever, deter, antever 22 (UM-SP) Dentre as alternativas abaixo, assinale aquela em que ocorrem dois a) impune, acéfalo b) pressupor, ambíguo c) anarquia, decair d) importar, soterrar e) ilegal, refazer 23 (UFF-RJ) O vocábulo catedral, do ponto de vista de sua formação, é: e) derivado regressivo de catedrático.

c) impedimento - derivação parassintética d) anoitecer - derivação parassintética e) borboleta - primitivo 25 (UFPR) A formação do vocábulo destacado na expressão "o (canto) das sereias" é: e) derivação prefixal.

a) subdesenvolvimento/sintonia b) ambidestro/anfíbio c) previsão/programa d) infiel/anêmico e) transparente/diálogo 31 (FUVEST-SP) Dos vocábulos da relação seguinte, transcreva apenas aqueles cujos prefixos indiquem privação, negação ou oposição: indiciado, anarquia, aprimorar, península, amoral, antípoda, antediluviano, ateu, antigo, imberbe 32 (FUVEST-SP) Dos vocábulos da relação seguinte, transcreva apenas aqueles que indiquem inferioridade ou posição inferior: sotopor, retroceder, supra-renal, sublingual, infravermelho, obstruir, hipodérmico, sobestar, hipertensão, périplo

CAPÍTULO 6 ESTUDO DOS VERBOS (I) - nota da ledora: gravura nas páginas 120 e 121, com a representação de um eletrocardiograma com a legenda da Sport TV, mostrando as alterações de um coração, - fim da nota.

Embora seja sempre lembrado como a palavra que denota ação (veja quantas delas ocorrem no anúncio acima), o verbo indica ainda uma série de outros fenômenos ou O que distingue fundamentalmente os verbos são as suas flexões, e não os seus possíveis significados. Afinal de contas, o verbo é a classe de palavras que possui o maior número de flexões, na língua portuguesa.

1 INTRODUÇÃO Conjugar verbos é algo que faz parte da vida de qualquer indivíduo, alfabetizado ou não, escolarizado ou não; no entanto, poucas pessoas se dão conta de que há nesse processo uma organização interna, um verdadeiro sistema, de que trataremos a seguir. Os verbos desempenham uma função vital em qualquer língua, e no português não seria diferente. E em torno deles que se organizam as orações e os períodos, Verbo significa, originariamente, "palavra". Esse significado pode ser notado em expressões como "abrir o verbo" ou "deitar o verbo", utilizadas para indicar o uso abundante e desimpedido das palavras. Outra expressão muito conhecida é "verborragia", utilizada para indicar uso desmedido de palavras. Uma pessoa verborrágica fala muito. E o que significa comunicação verbal? Comunicação com Os verbos receberam esse nome justamente porque, devido a sua importância na língua, Conjugar um verbo é, portanto, exercer o direito pleno de empregar a palavra. O estudo de uma classe gramatical tão importante representa, obviamente, um passo decisivo para a obtenção de um desempenho lingüístico mais satisfatório.

Neste primeiro capítulo dedicado aos verbos, vamos concentrar nossa atenção nos paradigmas de conjugação, cujo conhecimento é indispensável à produção de textos representativos da modalidade culta do português.

2 CONCEITO Verbo é a palavra que se flexiona em número (singular/plural), pessoa (primeira, segunda, terceira), modo (indicativo, subjuntivo, imperativo), tempo (presente, pretérito, futuro) e voz (ativa, passiva, reflexiva). Pode indicar ação (fazer, copiar), estado (ser, ficar), fenômeno natural (chover, anoitecer), ocorrência (acontecer, O que caracteriza o verbo são suas flexões, e não seus possíveis significados. Observe que palavras como feitura, cópia, chuva, acontecimento e aspiração têm conteúdo muito próximo ao de alguns verbos mencionados acima; não apresentam, porém, todas as possibilidades de flexão que esses verbos possuem.

3 ESTRUTURA DAS FORMAS VERBAIS Há três tipos de morfemas que participam da estrutura das formas verbais: o radical, a a) radical - é o elemento mórfico (morfema) que concentra o significado essencial do verbo: opin-ar aprend-er nutr-ir am-ar beb-er part-ir cant-ar escond-er proib-ir Você notou que, para obter o radical de um verbo, basta eliminar as duas últimas letras do infinitivo. Podem-se antepor prefixos ao radical: des-nutr-ir re-aprend-er b) vogal temática - é o morfema que permite a ligação entre o radical e as desinências. Em português, há três vogais temáticas: -a- - caracteriza os verbos da primeira conjugação: solt-a-r; deix-a-r; perdo-a-r; -e- - caracteriza os verbos da segunda conjugação: esquec-e-r; sofr-e-r; viv-e-r. O verbo pôr e seus derivados (supor, depor, repor, compor etc.) são considerados da segunda conjugação, pois sua vogal temática é -e-, obtida da forma portuguesa arcaica poer, do latim ponere; -i- - caracteriza os verbos da terceira conjugação: assist-i-r; permit-i-r, decid-i-r. O conjunto formado pelo radical e pela vogal temática recebe o nome de tema.

falá-: tema (radical + vogal temática) -sse-: desinência modo-temporal (indica o modo - subjuntivo - e o tempo -pretérito imperfeito - em que o verbo está conjugado) -mos: desinência número-pessoal (indica que o verbo se refere à primeira pessoa do plural) Você conhecerá as outras desinências verbais quando apresentarmos os modelos das conjugações.

- nota da ledora: quadro em destaque, na página: Estrutura das formas verbais a) radical elemento mórfico (morfema) que concentra o significado essencial do verbo; b) vogal temática - morfema que permite a ligação entre o radical e as desinências. c) desinências - morfemas que se acrescentam ao tema para indicar as flexões do verbo. Combinando seus conhecimentos sobre a estrutura dos verbos com o conceito de sílaba tônica, você poderá facilmente descobrir o que são formas verbais rizotônicas e arrizotônicas. Nas formas rizotônicas, o acento tônico está no radical do verbo: estudo, compreendam, consigo, por exemplo. Nas formas arrizotônicas, o acento tônico não está no radical, mas na terminação verbal: estudei, venderão, conseguiríamos.

4 FLEXÕES VERBAIS Você já sabe que os verbos apresentam flexão de número, pessoa, modo, tempo e voz. Vamos agora estudar mais minuciosamente essas flexões.

segunda pessoa, mas o verbo é conjugado na terceira. O pronome vós aparece em textos Para o tratamento direto, difundiu-se no Brasil o emprego dos pronomes você/vocês, que levam o verbo para a terceira pessoa: ele/ela você estuda eles/e/as/vocês estudam - nota da ledora: nesta página, tira de quadrinhos com sotaque português: (?) e a seguinte legenda: general pergunta a tropa, se quer canhões ou manteiga - quereis canhões ou manteiga? e um engraçadinho da tropa responde alto, que quer canhões. Na mesa, estão passando a faca em canhõeszinhos e depois no pão, ao que outro soldado comenta: Porque é que nunca fechas essa maldita - fim da nota.

A forma verbal correspondente ao pronome vós caiu em desuso no Brasil mas ainda é corrente em Portugal (quereis na tira acima).

FLEXÃO DE TEMPO E MODO No momento em que se fala ou escreve, o processo verbal pode estar em plena ocorrência, pode já estar concluído ou pode ainda não ter ocorrido. Essas três possibilidades básicas, mas não únicas, são expressas pelos três tempos verbais: o presente, o pretérito (que pode ser perfeito, imperfeito ou mais-que-perfeito) e o futuro (que pode ser do presente ou do pretérito). Compare as formas estudo, estudei e A indicação de tempo está normalmente ligada à indicação de modo, ou seja, a ex- pressão da atitude de quem fala ou escreve em relação ao conteúdo do que fala ou escreve. Quando se considera o que é falado ou escrito uma certeza, utilizam-se as formas do modo indicativo (são exemplos estudo, estudei, estudava, estudarei).

- nota da ledora: anúncio de seguros do Banco Itaú, com os seguintes dizeres: Uma pessoa que não entende nada de seguro me convenceu a fazer um Itauvida. - fim da nota.

MODO SUBJUNTIVO presente (estude) pretérito imperfeito (estudasse) futuro (estudar) MODO IMPERATIVO presente afirmativo ( estuda) presente negativo ( não estudes) - nota da ledora: quadro de destaque na página: OBSERVAÇÃO: 1. O modo imperativo é dividido em duas formas: o afirmativo e o negativo. Não se 2. O esquema acima apresenta apenas os chamados tempos simples; além deles, há os 3. Os verbos possuem, além dos modos e tempos já apresentados, três formas nominais: o infinitivo (pessoal e impessoal), o gerúndio e o particípio. Essas formas são chamadas nominais porque podem assumir comportamento de nomes (substantivos, adjetivos e advérbios) em determinados contextos. No caso do verbo estudar, temos: FORMAS NOMINAIS - infinitivo pessoal ( estudar, estudares?) infinitivo impessoal ( estudar) gerúndio (estudando) particípio (estudado) FLEXÃO DE VOZ A voz verbal indica fundamentalmente se o ser a que o verbo se refere é agente ou paciente do processo verbal. Há três situações possíveis: a) voz ativa - o ser a que o verbo se refere é o agente do processo verbal. Em "O Juventus derrotou o Palmeiras", a forma verbal "derrotou" está na voz ativa porque "o b) voz passiva - o ser a que o verbo se refere é o paciente do processo verbal. Em "O Palmeiras foi derrotado pelo juventus", a locução verbal "foi derrotado" está na voz Há duas formas de voz passiva em português: a voz passiva analítica, em que ocorre uma locução verbal formada pelo verbo ser mais o particípio do verbo principal (como em "O técnico foi demitido do clube"), e a voz passiva sintética, em que se utiliza o pronome se (nesse caso chamado pronome apassivador, ou partícula apassivadora) ao lado do verbo em terceira pessoa (como em "Alugam-se casas na praia"). Essas duas formas de voz passiva serão estudadas detalhadamente nos capítulos dedicados à c) voz reflexiva- o ser a que o verbo se refere é, ao mesmo tempo, agente e paciente do processo verbal, pois age sobre si mesmo. Em "O rapaz cortou-se com uma tesoura", a forma verbal cortou-se está na voz reflexiva, pois o rapaz é, a um só tempo, agente e paciente: ele cortou a si mesmo.

- nota da ledora: propaganda do metrô de São Paulo, com os seguintes dizeres: - Tiradentes foi enforcado. Sardinha foi devorado por índios. Getúlio se matou. Felizmente, existe um jeito mais fácil de você entrar para a história.

As tragédias enumeradas no anúncio exemplificam a voz passiva ("foi enforcado'; "foi devorado") e a voz reflexiva ("se matou").

ATIVIDADES 1. Indique os morfemas presentes em cada uma das formas Verbais abaixo: a) falássemos b) pensáramos c) estudarei d) perderias e) decidissem f) produzo g) corrompias h) tratávamos i) permitistes 2. indique o tempo, o modo, o número e a pessoa de cada uma das formas verbais destacadas nas frases abaixo: f) (Queixava)-se constantemente de que ninguém ali (dava) importância a ele. h) (Digo) o que (penso).

5 CONJUGAÇÕES Quando se fala em conjugar um verbo, fala-se em dispor sistematizadamente todas as formas que ele pode assumir ao ser flexionado. Isso se faz com a exposição dos diversos tempos e modos de acordo com uma ordem convencionada. Observe que se trata de um recurso didático ligado à memorização e à observação de particularidades morfológicas. Os verbos da língua portuguesa podem ser divididos em três grupos de flexões, as chamadas conjugações, identificadas respectivamente pelas vogais temáticas -a-, -e- e - i-. Para cada uma dessas conjugações, há um modelo - chamado de paradigma - que indica as formas verbais consideradas regulares. De acordo com a relação que estabelecem com esses paradigmas, os verbos podem ser classificados em: a) regulares - obedecem precisamente a um paradigma da respectiva conjugação; b) irregulares - não seguem nenhum paradigma da respectiva conjugação: podem apresentar irregularidades no radical ou nas terminações. Os verbos ser e ir, por apresentarem profundas alterações nos radicais em sua conjugação, são chamados c) defectivos - não são conjugados em determinadas pessoas, tempos ou modos; Os verbos empregados para, com o infinitivo, o gerúndio ou o particípio, formar as locuções verbais ou os tempos compostos (devo ir/estava falando/tinha procurado) são chamados de auxiliares. Os quatro mais usados nessa função são ser, estar, ter e haver.

A conjugação desses quatro verbos, rica em particularidades, será apresentada mais O outro verbo do tempo composto ou locução verbal é chamado de principal. Na prática, torna-se fácil identificar o auxiliar e o principal: o auxiliar é sempre o primeiro; o principal é sempre o segundo.

PARADIGMA DOS VERBOS REGULARES Você encontrará a seguir paradigmas dos verbos regulares das três conjugações. Para conjugar qualquer verbo regular basta substituir o radical do verbo usado como exemplo pelo radical do verbo que se pretende conjugar. A vogal temática e as desinências não se alteram.

TEMPOS SIMPLES 1a. conjugação 2a. conjugação 3a. conjugação modelo: estudar, vender, permitir MODO INDICATlVO presente : estudo, vendo, permito, estudas, vendes, permites , estuda, vende, permite, estudamos, vendemos, permitimos, estudais, vendeis, permitis, estudam, vendem, permitem;

pretérito imperfeito: estudava, vendia, permitia, estudavas, vendias, permitias, estudava, vendia, permitia, estudávamos, vendíamos, permitíamos, estudáveis, vendíeis, permitíeis, estudavam, vendiam, permitiam pretérito perfeito: estudei, vendi, permiti estudaste, vendeste, permitiste, estudou, vendeu, permitiu, estudamos, vendemos, permitimos, estudastes, vendestes, permitistes, estudaram, venderam, permitiram;

estudarei, venderei, permitirei, estudarás, venderás, permitirás, estudará, venderá, permitirá, estudaremos, venderemos, permitiremos, estudareis, vendereis, permitireis, estudarão, venderão, permitirão

não estudes tu, não vendas tu, não permitas tu, não estude você, não venda você, não permita você, não estudemos nós, não vendamos nós, não permitamos nós, não estudeis vós, não vendais vós, não permitais vós, não estudem vocês, não vendam vocês, não permitam vocês FORMAS NOMINAIS infinitivo impessoal: estudar, vender, permitir infinitivo pessoal: estudar, vender, permitir, estudares, venderes, permitires, estudar, vender, permitir, estudarmos, vendermos, permitirmos, estudardes, venderdes, permitirdes, estudarem, venderem, permitirem gerúndio: estudando, vendendo, permitindo particípio: estudado, vendido, permitido - nota da ledora- quadro de destaque na página - 1. Tome cuidado especial com as formas verbais que recebem acento gráfico, pois a omissão desse acento pode causar problemas na língua escrita: analise atentamente as formas de primeira e segunda pessoas do plural dos vários tempos e compreenda que algumas devem ser acentuadas porque são proparoxítonas; atente para as formas do futuro do presente do indicativo que são acentuadas graficamente (oxítonas terminadas em -a, -as - estudarás, estudará; venderás, venderá; permitirás, permitirá) e perceba que a omissão desse acento causa confusão com as formas correspondentes do pretérito mais-que-perfeito do indicativo (paroxítonas - estudaras, estudara; venderas, vendera; 2. Compare a terceira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo com a terceira pessoa do plural do futuro do presente: a primeira é paroxítona e termina em -am (estudaram, venderam, permitiram); a segunda é oxítona e termina em -ão (estudarão, 3. Compare a segunda pessoa do singular com a segunda pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo: a primeira termina em -ste (estudaste, vendeste, permitiste); a 4. Atente para as particularidades do modo imperativo: não se conjuga a primeira pessoa do singular; além disso, na terceira pessoa se utilizam os pronomes você/vocês, senhor/senhores, ou qualquer outro pronome de tratamento.

estudado, vendido, permitido pretérito mais-que-perfeito: tinha/havia, tinhas/havias, tinha/havia, estudado, vendido, permitido futuro do presente : terei/haverei, terás/haverás, terá/haverá, teremos/haveremos, estudado, vendido, permitido futuro do pretérito: teria/haveria, terias/haverias, teria/haveria, teríamos/haveríamos, teríeis/haveríeis, teriam/haveriam, estudado, vendido, permitido

MODO SUBJUNTIVO pretérito perfeito: tenha/haja, tenhas/hajas, tenha/haja, tenhamos/hajamos, tenhais/hajais, tenham/hajam, estudado, vendido, permitido pretérito mais-que-perfeito: tivesse/houvesse, tivesses/houvesses, tivesse/houvesse, tivéssemos/houvéssemos, tivésseis/houvésseis, tivessem/houvessem, estudado, vendido, permitido futuro: tiver/houver, tiveres/houveres, tiver/houver, tivermos/houvermos, estudado, vendido, permitido

FORMAS NOMINAIS infinitivo pessoal (pretérito) : ter/haver, teres/haveres, ter/haver, termos/havermos, terdes/haverdes, terem/haverem, estudado, vendido, permitido infinitivo impessoal (pretérito) : ter/haver, estudado, vendido, permitido gerúndio (pretérito) tendo/havendo, estudado, vendido, permitido - nota da ledora: quadro de destaque na página: OBSERVAÇÕES: 1. Você notou que os tempos compostos são formados pelos verbos auxiliares ter e haver mais o particípio do verbo principal. Apenas os auxiliares se flexionam. 2. No Brasil, há uma acentuada tendência ao emprego do auxiliar ter; o uso do auxiliar 3. O pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo é largamente usado no português falado e escrito do Brasil, confinando a forma simples ao uso escrito formal. 4. As formas compostas do infinitivo e do gerúndio têm valor de pretérito. - fim do quadro de destaque.

ATIVIDADES 1. Complete as lacunas das frases com a forma verbal indicada entre parênteses: a) Se efetivamente ( ), serias mais insistente. (necessitar, pretérito imperfeito do subjuntivo) b) Seu pai não ( ) às reuniões com freqüência. (comparecer, pretérito imperfeito do indicativo) c) O diretor não nos ( ) ontem. (auxiliar, pretérito perfeito do indicativo) d) Você sempre ( ) às oito horas? (chegar, presente do indicativo) e) Quem ( ) esta rotina tão tranqüila? (alterar, futuro do pretérito do indicativo) f) Já fazia muito tempo que eu ( ) a importância de ser solidário. (perceber, pretérito mais-que-perfeito do indicativo) g) Não te ( ) em situação delicada se me prestares ajuda? (colocar, futuro do presente do indicativo) h) Talvez eu ( ) alguma alteração no seu ânimo. (perceber, presente do subjuntivo) i) Quando ( ) a verdade, mostrai-a a todos. (descobrir, futuro do subjuntivo) 2. Complete as lacunas com as formas verbais solicitadas entre parênteses: a) Quando você ( ) o trabalho, poderá sair. (terminar, futuro composto do subjuntivo) b) ( ) constantemente, mas ainda não conseguiste êxito. (insistir, pretérito perfeito composto do indicativo) c) Nós já ( ) aquelas entidades assistenciais alguns anos atrás. (ajudar, pretérito mais- que-perfeito composto do indicativo) d) É provável que tudo ( ) até então. (acabar, pretérito perfeito composto do subjuntivo) e) Será que ( ) em todos os meus exames até dezembro? (passar, futuro do presente composto do indicativo) f) Se ( ) antes, teríamos obtido a vaga. (comparecer, pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo) g) Tudo ( ) como imagináramos se ele não tivesse desistido no último momento. (ocorrer, futuro do pretérito composto do indicativo) 3. Passe para o plural cada uma das frases seguintes, mantendo o tempo e o modo dos l) Agiste como te recomendei?

a) tempos primitivos - são tempos cujos radicais ou temas são usados na formação de outros tempos. É o caso do presente do indicativo e do pretérito perfeito do indicativo. Além deles, o infinitivo impessoal é usado na formação de outros tempos; b) tempos derivados - são aqueles cujos radicais ou temas são obtidos de um dos tempos primitivos ou do infinitivo impessoal. Com exceção do presente e do pretérito perfeito do indicativo e do infinitivo impessoal, todos os tempos e formas nominais são O conhecimento da conjugação dos tempos primitivos e da forma como se obtém a partir deles a conjugação dos tempos derivados constitui um instrumento muito útil para evitar erros de conjugação. Com a prática e a repetição, o processo se tornará automático. Você perceberá que, em alguns casos, como na formação do imperativo e na obtenção de certos tempos de alguns verbos irregulares, esse processo de conjugação é eficiente e seguro.

Sem dúvida é importante aprender o esquema de formação do imperativo (para isso, veja a tabela na página seguinte). Porém, tão importante quanto é refletir um pouco antes de obedecer a um verbo no imperativo.

TEMPOS DERIVADOS DO PRESENTE DO INDICATIVO O presente do indicativo forma o presente do subjuntivo; dos dois, é formado o modo imperativo: a) presente do subjuntivo - forma-se a partir do radical da primeira pessoa do singular do presente do indicativo. Esse radical é obtido pela eliminação da desinência -o da primeira pessoa do singular: opin-o, cant-o, conheç-o, venh-o, dig-o; a ele, acrescentam- se as desinências -e, -es, -e, -emos, -eis, -em, para verbos da primeira conjugação, e -a, - as, -a, -amos, -ais, -am, para verbos da segunda e terceira conjugações; b) imperativo afirmativo - a segunda pessoa do singular e a segunda pessoa do plural são retiradas diretamente do presente do indicativo, suprimindo-se o-s final: tu estudas - estuda tu; vós estudais - estudai vós. As formas das demais pessoas são exatamente as mesmas do presente do subjuntivo. Lembre-se de que não se conjuga a primeira pessoa c) imperativo negativo - todas as pessoas são idênticas as pessoas correspondentes do presente do subjuntivo.

ESQUEMA DE FORMAÇÃO DOS TEMPOS DERIVADOS DO PRESENTE DO INDICATIVO (exemplo: verbo optar) - nota da ledora: o esquema mencionado, esta muito bem explicado no ponto acima, não há condição de mantê-lo no formato de esquema, por truncar-se no momento da leitura, já que o programa não lê pulando linhas, escritas, e respeitando chaves. O esquema é - fim da nota.

- quadro em destaque na página: OBSERVAÇÕES: 1. Para os verbos da segunda e terceira conjugações, as desinências do presente do subjuntivo são: -a, -as, -a, -amos, -ais, -am.

afirmativo e as segundas pessoas do imperativo negativo. Para passar uma frase do imperativo afirmativo para o negativo e vice-versa não basta acrescentar ou retirar um 3. É muito comum na língua coloquial o emprego das formas verbais de segunda pessoa do singular do imperativo afirmativo com o pronome você: - "Vem pra Caixa você também!", por exemplo, fez parte de um famoso texto publicitário poucos anos atrás. Essa mistura de tratamentos não é admissível na língua culta; para evitá-la, deve-se uniformizar o tratamento na segunda pessoa ("Vem... tu") ou na terceira pessoa ("venha... você").

ATIVIDADES 1. Passe para a forma negativa: l) Sai daí! m) Saia dai! p) Assiste ao filme! q) Assista ao filme! 2. Passe as frases do exercício anterior para o plural. A seguir, passe-as para a forma negativa.

De que maneira o modo imperativo é afetado por essas formas? Comente, explicando os efeitos obtidos no texto e apresentando maneiras de adequá-lo à língua culta.

4. Explique a formação do modo imperativo a partir do presente do indicativo. Use o verbo suar como exemplo.

TEMPOS DERIVADOS DO PRETÉRITO DO INDICATIVO O pretérito perfeito do indicativo fornece o tema para a formação de três outros tempos: o pretérito mais-que-perfeito do indicativo, o pretérito imperfeito do subjuntivo e o futuro do subjuntivo. Para obter o tema do pretérito perfeito, basta retirar a desinência - ste da forma correspondente à segunda pessoa do singular (estuda-ste, vende-ste, parti- ste, trouxe-ste, soube-ste); a seguir, acrescentam-se a esse tema as desinências características de cada um dos três tempos derivados: a) pretérito mais-que-perfeito do indicativo: -ra, -ras, -ra, -ramos, -reis, -ram; b) pretérito imperfeito do subjuntivo: -sse, -sses, -sse, -ssemos, -sseis, -ssem; c) futuro do subjuntivo: -r, -res, -r, -rmos, -rdes, -rem.

nota da ledora: anúncio publicitário da Seguradora Itaú : uma mulher falando ao telefone, com cara de triste, e a seguinte legenda: se alguém bater em você, chame a - fim da nota.

Pretérito imperfeito do subjuntivo fize-sse fize-sses fize-sse fizé-ssemos fizé-sseis fize-ssem Futuro do subjuntivo fize-r fize-res fize-r fize-rmos fize-rdes fize-rem -nota de destaque na página: As desinências dos tempos derivados são as mesmas para as três conjugações.

ATIVIDADES 1. Quais os tempos derivados do pretérito perfeito do indicativo? Explique sua formação 2. Observe a frase abaixo: Sabendo que o verbo (manter) segue o modelo de conjugação do verbo ter, procure adequar a frase acima ao padrão culto da língua portuguesa. Utilize o esquema de formação de tempos derivados a partir do pretérito perfeito do indicativo para comprovar a eficácia de sua correção.

TEMPOS E FORMAS NOMINAIS DE DERIVADOS DO INFINITIVO PESSOAL O infinitivo impessoal (estudar, vender, permitir) é a base para a formação de três tempos do modo indicativo: o pretérito imperfeito, o futuro do presente e o futuro do Além disso, é base também das formas nominais: o infinitivo pessoal, o particípio e o a) pretérito imperfeito do indicativo - forma-se pelo acréscimo das terminações -ava, -avas, -ava, -ávamos, -áveis, -avam (para os verbos da primeira conjugação) ou -ia, - ias, -ia, -íamos, -íeis, -iam (para os verbos da segunda e terceira conjugações) ao b) futuro do presente do indicativo - forma-se pelo acréscimo das desinências -rei, -rás, -ra, -remos, -reis, -rão ao tema do infinitivo impessoal (estuda-r, vende-r, permiti-r); c) futuro do pretérito do indicativo - forma-se pelo acréscimo das desinências -ria, d) infinitivo pessoal - acrescentam-se as desinências -es (para a segunda pessoa do singular) e -mos, -des, -em (para as três pessoas do plural) ao infinitivo impessoal e) particípio regular - acrescenta-se a desinência -ado (para verbos da primeira conjugação) ou -ido (para verbos da segunda e terceira conjugações) ao radical do f) gerúndio acrescenta-se a desinência -ndo ao tema do infinitivo impessoal.

ESQUEMA DE FORMAÇÃO DOS TEMPOS E FORMAS NOMINAIS DERIVADOS DO INFINITIVO IMPESSOAL (exemplo: verbo cantar) Infinitivo impessoal: cant-ar Partícipio: cant-ado Pretérito imperfeito do indicativo : cant-ava, cant-avas, cant-ava, cant-ávamos, cantá- veis, cant-avam Infinitivo impessoal: canta-r Futuro do presente do indicativo: canta-rei, canta-rás, canta-rá, canta-remos, canta-reis, Futuro do pretérito do indicativo: canta-ria, canta-rias, canta-ria, canta-ríamos, canta- Gerúndio: canta-ndo - nota da ledora - anúncio da revista placar: foto composta de uma bola, um preservativo, e um autofalante, com a seguinte legenda: O mundo é uma bola. Num - fim da nota.

O futuro do pretérito do indicativo (haveria) deriva do infinitivo impessoal. Quanto à derivação dos objetos esféricos, a hipótese do anúncio até que é engenhosa.

Infinitivo impessoal : cantar Infinitivo pessoal: cantar, cantar-es, cantar, cantar-mos, cantar-des, cantar-em. - quadro de destaque na página: OBSERVAÇÃO: Alguns poucos verbos não obedecem a um ou outro dos esquemas expostos; isso, no entanto, não chega a afetar a grande eficiência desses mecanismos de conjugação. Quando estudarmos os verbos irregulares, faremos mensão às mais importantes.

- nota - quadro de destaque na página: OBSERVAÇÕES 1. Para os verbos da segunda e terceira conjugações, as desinências são diferentes das que surgem no esquema de formação do particípio e pretérito imperfeito do indicativo: - ido para o particípio e -ia, -ias, -ia, -íamos, 4eis, -iam para o imperfeito. 2. Atente para o fato de que o infinitivo pessoal e o futuro do subjuntivo têm origens diferentes, o que implicará diferenças formais significativas em alguns verbos, como fazer (fazer, fazeres; fizer, fizeres), expor (expor, expores; expuser, expuseres), dizer (dizer, dizeres; disser, disseres) e outros.- fim do quadro.

c) Não ( ) a idéia de ter de partir justamente quando lhe ( ) uma oportunidade daquelas. (aceitar, pretérito imperfeito do indicativo; surgir, pretérito imperfeito do indicativo) d) Não ( ) minha inteligência para defender causa tão sórdida! (empregar, futuro do presente do indicativo) e) Quem ( ) contra nossa união? (tramar, futuro do pretérito do indicativo) f) ( ) a questão, ( ) dar prosseguimento a nossos projetos. (solucionar, particípio; poder, futuro do pretérito do indicativo) g) Dirigiu-se a nós ( ) de nossa inoperância e ( ) nosso despreparo. (reclamar, gerúndio; denunciar, gerúndio) h) Depois que nos identificamos, ela fez o possível e o impossível para ( ) em sua casa. (ficar, infinitivo pessoal) 2. Identifique as formas verbais destacadas na frase abaixo e explique por meio dos esquemas de formação de tempos verbais a origem de cada uma delas: Se você não (fizer) o que determina o manual de instruções, será impossível para os técnicos (fazer) o serviço.

7 ALGUNS VERBOS REGULARES QUE MERECEM DESTAQUES O verbo optar é um típico verbo regular cuja conjugação apresenta detalhes importantes. Atente principalmente no presente do indicativo e tempos derivados: a pronúncia culta das formas verbais aí presentes é opto, optas, opta, optam; opte, optes, opte, optem. O mesmo vale para os verbos captar, adaptar, raptar, compactar etc. O problema é prosódico e não morfológico e ocorre de forma semelhante no verbo obstar: obsto, Alguns outros verbos regulares cuja pronúncia culta merece destaque são: apaziguar Presente do indicativo: apaziguo apaziguas apazigua apaziguamos apaziguais apaziguam Presente do subjuntivo: apazigúe apazigúes apazigúe apazigüemos apazigüeis apazigüem - nota da ledora: quadro de destaque, na página: OBSERVAÇÕES 1. O verbo averiguar apresenta exatamente as mesmas características tônicas, que, aliás, são iguais às de quase todos os verbos terminados em -uar, como continuar, efetuar, 2. Atente na acentuação gráfica dessas formas verbais. - fim do quadro.

Presente do indicativo: digno, dignas, digna, dignamos, dignais, dignam. Presente do subjuntivo: digne, dignes, digne, dignemos, digneis, dignem mobiliar presente do indicativo: mobílio, mobilias, mobília, mobiliamos, mobiliais , mobíliam presente do subjuntivo: mobílie, mibílies, mobílie, mobiliemos, mobilieis, mobíliem Há também verbos foneticamente regulares, mas irregulares no que diz respeito á manutenção da estrutura formal. E o caso, por exemplo, do verbo dirigir: dirijo, diriges, dirige, dirigimos, dirigis, dirigem; dirija, dirijas, dirija, dirijamos, dirijais, dirijam. É fácil conjugar esse verbo oralmente; as dificuldades surgem no momento de escrever as formas verbais. É necessário, então, substituir a letra g, que faz parte do radical (dirig-) pela letra j, justamente para manter o padrão fonético. Se fosse mantida a letra g do radical em toda a conjugação de verbos como dirigir, agir, fugir, fingir, haveria formas como 'eu dirigo", 'eu ago", "eu fugo", "eu fingo", "que eu diriga", "que eu fuga". Para eliminar essas dificuldades, você deve dominar com segurança as relações (já estudadas em nosso livro) entre fonemas e letras. Os problemas surgem, obviamente, nos verbos que apresentam letras que servem para representar mais de um fonema ou naqueles que apresentam fonemas que podem ser representados por mais de uma letra. - nota da ledora: propaganda das sandálias havaianas, com os seguintes termos: para ter um verão de verdade, exija estas marcas (a marca da sandália, feita pelo sol, no - fim da nota.

Exigir é exemplo de verbo foneticamente regular, porém com irregularidade gráfica. Para manter o som /z/ do infinitivo, o g transforma-se em j no imperativo (exija) É ocaso dos verbos cujo infinitivo se escreve com c, ç, g, gu: Merecem destaque extinguir e distinguir: nesses verbos, como em erguer, as letras gu representam um dígrafo (note que não há trema sobre o u). Ao conjugá-los, obtêm-se as formas extingo extingues, extingue etc.; distingo, distingues, distingue etc. Portanto você não deve pronunciar a letra u durante a conjugação desses verbos.

GIL, Gilberto. In: raça humana. LP EMI-ODEON BR 36.201, 1984. Lado A, faixa 4.) TRABALHANDO O TEXTO 1. Retire do texto três formas do presente do indicativo e indique a pessoa e o número 3. Indique a forma verbal que, no texto, funciona como substantivo. Que processo de 4. Em que modo, tempo, pessoa e número estão as formas permanecerá, restará e 5. Em que modo, pessoa e número estão as formas transformai, ensinai e socorrei? 6. A forma vejam está no mesmo modo que as três citadas na questão anterior, mas em 8. No texto, o tempo é tratado como uma divindade. Que recursos de linguagem o poeta 9. Na sua opinião, o tempo tem efetivamente essa dimensão?

QUESTÕES E TESTES DE VESTIBULARES 1 (UFCE) No quadro abaixo, apresenta-se uma lista de verbos em ordem alfabética. atribuir - chamar - dizer - escrever - existir -fluir - lidar - merecer - ser - transformar Preencha as lacunas abaixo usando, sem repetir, os verbos do quadro acima, no presente do indicativo, de maneira que as frases fiquem corretas, segundo a norma gramatical, e (1) ... muitos que se (2) ... poetas, mas, na verdade, não (3) ?Os verdadeiros poetas O sonho, a fantasia, a alegria, a dor, tudo se (7)... em verso. E em verso, a vida, quer alegre, quer triste, (8) Já aqueloutros não (9)... o nome de poetas que se lhes (10)....

Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam." Caso o poeta tivesse optado pela forma você, em vez de tu, a alternativa que contém as Tende paciência, se obscuros. Calma, se vos provocam.

da esquerda com a da direita. Depois marque a seqüência numérica que corresponde à 1. infinitivo impessoal 2. presente do indicativo 3. infinitivo pessoal 4. futuro do pretérito do indicativo 5. imperfeito do subjuntivo 6. perfeito do indicativo ( ) Diz-se que (renunciar) à liberdade é renunciar à própria condição humana. ( ) Os papagaios vão pelos ares até onde os meninos de outrora não acreditavam que se ( ) Os loucos que sonharam sair de seus pavilhões usando a fórmula do incêndio para (chegarem) à liberdade, morreram.

a) 4-2-6-1-5-3 b) 5-6-2-4-1-3 c) 3-5-2-6-4-1 d) 6-2-4-1-3-5 e) 3-6-5-2-1-4 4 (PUCSP) Nos trechos: (Vejam), continuou ele, como não dá.

e alterando-se o sujeito dos verbos destacados para tu e depois para vós, teremos, respectiva mente: a) vê - canta vede - cantai b) vejas - cantes vejais cantais c) vês - cantas vedes - cantais d) veja - cante vejai - cantei e) vês - cantas vede - cantai 5 (PUCSP) Em relação aos trechos: A questão (era) conseguir o Engenho Vertente,...

e Ele (tinha) os seus planos na cabeça. (Via) as usinas de Pernambuco crescendo de se substituirmos os verbos destacados pelo futuro do pretérito do indicativo, teremos: e) será, terá, verá.

6 (FUVEST-SP) Preencha os claros da frase transformada com as formas adequadas dos verbos assinalados na frase original.

Original: Para você (vir) à Cidade Universitária é preciso (virar) à direita ao (ver) a ponte da Transformada: Para tu ( ) à Cidade Universitária e preciso que ( ) à direita quando ( ) a ponte da a) vir - vire - ver b) vires - vires - veres c) venhas - vires - vejas d) vir - virar - ver e) vires - vires - vires 7 (UEM-PR) Assinale toda vez que os verbos do imperativo, em cada dupla, se 01. a) Enxágua a louça, mana. b) Filha, seja mais otimista! 02. a) Crede sempre no bem! b) Não digais tudo o que vem à mente. 04. a) Sigamos nosso caminho... b) Criemos nosso destino! 08.a) Papai, descola uma grana aí. b) Psiu! vem mais perto, vem.

8 (PUCSP) Observe os verbos dizer, rolar e varrer, assim empregados: dizei-me rolai varrei b) Mantendo o modo, conjugue os referidos verbos na 3a. pessoa do singular.

10 (UNIMEP-SP) "Não fales! Não bebas! Não fujas!" Passando tudo para a forma afirmativa, teremos: a) Fala! Bebe! Foge! b) Fala! Bebe! Fuja! c) Fala! Beba! Fuja! d) Fale! Beba! Fuja! e) Fale! Bebe! Foge! 11 (UFV-MG) Dada a lista de verbos: ser, estar, ter, haver, continuar, permanecer, ficar, amar, dever, partir, dar, ir, vir, dormir e arguir, distribua-os em conjugações e depois Primeira conjugação: Segunda conjugação: Terceira conjugação: Escreva agora o critério adotado para a distribuição dos verbos em três conjugações distintas.

12 (VUNESP) Alternativa em que o verbo auxiliar destacado estiver atuando na construção da voz passiva: a) Não (haviam) preparado a mínima homenagem.

b) Os que lá se encontravam (tinham) respondido friamente à saudação dele. d) Esforçando-se para dar a entender que sua ausência não (seria) sentida. e) Nunca, porém, (haveria) de esquecer aquela frágil armação de lona e tabique.

13 (VUNESP) Observe a frase abaixo: Transcreva-a no: 14 (VUNESP) "(...) mas, a quinhentos metros, tudo se torna muito reduzido: sois uma pequena figura sem pormenores; vossas amáveis singularidades fundem-se numa sombra neutra e vulgar." Transcreva o trecho acima: a) no futuro do pretérito do indicativo, mantendo a segunda pessoa do plural; b) na segunda pessoa do singular, mantendo o modo e o tempo verbais do texto de Cecilia Meireles.

b) esqueça, lembra, constrói c) esqueça, lembre, constrói d) esqueças, lembra, constrói e) esqueças, lembre, constrói 19 (FAME/FUPAC-MG) Em: "(Sei) de uma moça... Se alguém (escrevesse) a sua história, (diriam) como o senhor (...)", há verbos empregados respectivamente no: a) presente do indicativo, pretérito imperfeito do subjuntivo, futuro do pretérito do b) presente do indicativo, pretérito imperfeito do indicativo, futuro do pretérito do c) presente do indicativo, pretérito imperfeito do indicativo, pretérito imperfeito do d) presente do indicativo, futuro do pretérito do indicativo, pretérito imperfeito do e) presente do indicativo, futuro do pretérito do subjuntivo, pretérito imperfeito do subjuntivo.

Misterioso segredo, Entra na vida da gente, Iluminando..." 25 (FGV-SP) A segunda pessoa do singular do imperativo do verbo submergir: a) submerja b) submerjas c) submerge d) n.d.a.

26 (F. C. Chagas-SP) Para que você ( ) isso, precisa ser ambicioso; quem ( ) sem a) deseja, deseja, estima b) deseje, deseja, estime c) deseje, deseja, estima d) deseja, deseje, estime e) deseje, deseje, estima c) Estranho apartamento, se (juntarmos), em sua representação, os móveis modernos aos d) Um desejo de nos (pacificarmos), de (atingirmos) a bondade e a compreensão, nos e) Luís engoliu o pão com geléia como se fosse o último alimento sobre a terra, e sua salvação dependesse de (tê-lo ingerido).

28 (UFF-Rj) Assinale a série em que estão devidamente classificadas as formas verbais em destaque: "Ao chegar da fazenda, espero que já tenha terminado a festa". a) futuro do subjuntivo, pretérito perfeito do indicativo b) infinitivo, presente do subjuntivo c) futuro do subjuntivo, presente do subjuntivo d) infinitivo, pretérito imperfeito do subjuntivo e) infinitivo, pretérito perfeito do subjuntivo

CAPÍTULO 7 ESTUDO DOS VERBOS (2) Neste capítulo, vamos continuar o estudo dos verbos, dedicando especial atenção aos verbos irregulares, defectivos e abundantes. Na capa da revista, encontramos dois exemplos de verbos irregulares: dizer e ver, em suas formas participiais. No decorrer do capítulo, conheceremos diversos outros, sempre recorrendo aos esquemas de tempos primitivos e tempos derivados, que você já aprendeu no capítulo 6.

com segurança; também é fundamental que você domine com desenvoltura todos os mecanismos da relação que existe entre os tempos primitivos e os derivados. Neste capítulo, vamos observar detalhadamente os principais verbos irregulares, defectivos e abundantes de nossa língua. Esse estudo terá como base o esquema de formação dos tempos simples.

2 VERBOS IRREGULARES Você já sabe que os verbos irregulares são aqueles que não seguem os paradigmas das conjugações, ou seja, apresentam variações de forma nos radicais ou nas desinências. Para que o estudo desses verbos se torne mais fácil e prático, tenha sempre em mente o esquema de formação dos tempos simples, pois as irregularidades dos tempos primitivos geralmente se estendem aos tempos derivados correspondentes. Por isso vamos organizar nosso estudo a partir desse esquema de formação dos tempos simples.

VERBOS IRREGULARES APENAS NA CONJUGAÇÃO DO PRESENTE DO INDICATIVO E TEMPOS DERIVADOS Você encontrará a seguir os principais verbos que apresentam irregularidades no presente do indicativo e, conseqüentemente, no presente do subjuntivo e no imperativo. Serão conjugados apenas o presente do indicativo e o presente do subjuntivo desses verbos: para obter o imperativo, basta seguir o esquema já conhecido. Colocaremos observações sempre que for necessário chamar a sua atenção para alguma particularidade.

PRIMEIRA CONJUGAÇÃO recear Presente do indicativo: recei-o, receias, receia, receamos, receais, receiam Presente do subjuntivo: recei-e, recei-es, recei-e, receemos, receeis, recei-em incendiar Presente do indicativo: incendei-o, incendeias, incendeia, incendiamos, incendiais, incendeiam Presente do subjuntivo: incendei-e, incendei-es, incendei-e, incendiemos, incendieis, incendei-em - nota da ledora; quadro de destaque na página - OBSERVAÇÕES: 1. Atente para a segunda pessoa do plural, em o radical apresenta modificação. 2. Seguem esse modelo os demais verbos terminados em -ear: apear, atear, arrear, bloquear, cear, enlear,folhear, frear, hastear, granjear, lisonjear, passear, semear, 3. Os verbos terminados em -iar são regulares, com exceção de mediar, ansiar, remediar, incendiar, odiar e seus derivados. Um derivado importante de mediar é intermediar. - - - - fim do quadro.

- nota da ledora: propaganda do jornal O Estado de São Paulo com os seguintes dizeres: Eu odeio oligopólios. E quando souber o que é isso vou odiar mais ainda. - fim da nota.

SEGUNDA CONJUGAÇÃO ler Presente do indicativo: lei-o lês lê lemos ledes lêem Presente do subjuntivo: lei-a lei-as lei-a lei-amos lei-ais lei-am - nota da ledora: quadro em destaque na página: OBSERVAÇÕES 1. Atente para as formas da segunda e terceira pessoas do plural do presente do 3. O pretérito perfeito do indicativo desses verbos é regular ( li/ cri/ leste/ creste, leu/creu, lemos/cremos, lestes/ crestes, lestes/ creram ) - fim do quadro Não confunda perda (substantivo) com perda (forma verbal): A perda do emprego levará o pobre homem ao desespero.

requerer Presente do indicativo: requeir-o, requeres, requer, requeremos, requereis, requerem Presente do subjuntivo: requeir-a, requeir-as, requeir-a, requeir-amos, requeir-ais, requeir-am perder Presente do indicativo: perc-o, perdes, perde, perdemos, perdeis, perdem Presente do subjuntivo: perc-a, perc-as, perc-a, perc-amos, perc-ais, perc-am - nota da ledora: quadro de destaque na página: O pretérito perfeito do indicativo desse verbo é regular (requeri, requereste, requereu, requeremos, requerestes, requereram). Conseqüentemente o pretérito mais-que-perfeito do indicativo, o imperfeito do subjuntivo e o futuro do subjuntivo também são - fim do quadro valer Presente do indicativo: valh-o, vales, vale, valemos, valeis, valem Presente do subjuntivo: valh-a, valh-as, valh-a, valh-amos, valh-ais, valh-am - Segue essa conjugação o verbo equivaler

Atente para a irregularidade desse verbo: a primeira pessoa do singular do presente do indicativo apresenta i em lugar do e do radical do infinitivo. Há muitos outros verbos que apresentam esse mesmo comportamento: aderir, advertir, compelir, competir, conferir, despir, digerir, discernir, divergir, expelir, ferir, inserir, investir, perseguir, preferir, referir. repelir. repetir, seguir, sentir, servir, sugerir, etc.

- nota da ledora: propaganda do jornal Folha da tarde com a seguinte legenda: Fotos que valem mais que mil palavrões. ( foto de uma pessoa passando por uma área inundada ) - fim da nota.

progredir Presente do indicativo progrid-o progrides progride progredimos progredis progridem Presente do subjuntivo progrid-a progrid-as progrid-a progrid-amos progrid-ais progrid-am A troca do e do infinitivo pelo i só não ocorre na primeira e segunda pessoas do plural. Seguem esse modelo: agredir, denegrir, prevenir, regredir, transgredir. dormir Seguem esse modelo cobrir e seus derivados (descobrir, encobrir, recobrir), além de encobrir e tossir.

Presente do indicativo: durm-o dormes dorme dormimos dormis dormem Presente do subjuntivo: durm-a durm-as durm-a durm-amos durm-ais durm-am Seguem esse modelo: despedir, impedir, medir. Ouvir apresenta conjugação semelhante: ouço, ouves, ouve...; ouça, ouças, ouça....

fugir Presente do indicativo: fuj-o foges foge fugimos fugis fogem Presente do subjuntivo fuj-a fuj-as fuj-a fuj-amos fuj-ais fuj-am Segue esse modelo o verbo sortir.

Há alguns verbos que apresentam particularidades na terceira pessoa do singular do presente do indicativo. Como essas particularidades não ocorrem na primeira pessoa do singular, não interferem nos tempos derivados do presente do indicativo. São os verbos terminados em -air (cair; decair, sair, por exemplo), -oer (doer, moer, roer) e -uir atribuir, contribuir, retribuir). Em todos esses verbos, a terceira pessoa do singular do presente do indicativo apresenta desinência -i e não -e (cai, decai, sai; dói, mói, rói; atribui, contribui, retribui). Isso explica por que muita gente erra a grafia de formas verbais como atribui, possui, mói, substitui, colocando -e no lugar do -i final. Nos verbos terminados em -uzir (conduzir; produzir, reduzir; traduzir), essa mesma pessoa não apresenta a desinência -e (conduz, produz, reduz, traduz).

polir Presente do indicativo pul-o pules pule polimos polis pulem Presente do subjuntivo pul-a pul-as pul-a pul-amos pul-ais pul-am

ATIVIDADES 1. Observe o modo e o tempo verbais nas frases abaixo: Complete as lacunas das frases abaixo utilizando os verbos indicados nos mesmos tempos e modos apresentados nas frases-modelo: a) Não ( ) fogo ao mato seco! Não provoco queimadas! (atear) É necessário que não se ( ) fogo ao mato seco! Não se devem provocar queimadas! b) Os garotos daquele bairro freqüentemente ( ) a praça com seus carros. Isso não é certo! (bloquear) Algo tem de ser feito para que os garotos daquele bairro não ( ) mais a praça com seus c) Sempre ( ) os cabelos imediatamente depois que os lavo. (pentear) E recomendável que você ( ) os cabelos imediatamente depois de lavá-los. d) ( ) que não poderei participar do evento. (recear) e) Ela ( ) todas as noites com o pai. (passear) f) Notei que não ( ) no momento de exigires teus direitos. (titubear) É imprescindível que não ( ) no momento de exigir teus direitos.

A seguir, complete as lacunas utilizando formas verbais flexionadas como as do a) Não ( ) confusões com meus vizinhos. Não quero que você ( ). (criar) b) Não ( ) desconhecidos. Não quero que você ( ) (credenciar) c) Não ( ) com inescrupulosos.Não quero que você ( ). (negociar) d) Não ( ) esse tipo de transação. Não quero que você ( ). (intermediar) e) Não ( ) os individualistas. Não quero que você ( ). (premiar) f) Não ( ) ninguém. Não quero que você ( ). (odiar) g) Não ( ) conquistar o que não mereço. Não quero que você ( ). (ansiar) h) Não ( ) aos quatro cantos minhas conquistas. Não quero que ( ) (anunciar) i) Não ( ) o que não tem remédio. Não quero que você ( ) (remediar) j) Não ( ) o ânimo com promessas vãs. Não quero que você ( ) (incendiar) 4. Passe para o plural as frases do exercício anterior.

d) É insuportável que se ( ) a lei continuamente. (transgredir) e) É desnecessário que ( ) a imagem dele. (denegrir) f) É improvável que ela ( ) estas peças de roupa. (cerzir) 8. Observe o modelo: O diretor da área financeira do Banco Central não quer que se ( ) esse tipo de falcatrua. (encobrir) O diretor da área financeira do Banco Central não quer que se (encubra) esse tipo de a) Espero que você não ( ) essas agressões. (engolir) b) O terapeuta sugere que nós ( ) melhor. (dormir) c) Aquele professor, rabugentíssimo, não permite nem mesmo que alguém ( ) durante a aula. (tossir) d) Ela espera que eu não ( ) seus segredos. (descobrir) e) Os executivos querem que os consumidores ( ) os prejuízos advindos da má administração das empresas. (cobrir) f) O mestre-de-obras acha melhor que se ( ) a parede com algum produto impermeabilizante. (recobrir) 9. Observe o modelo: Fique à vontade e ( ) o que achar melhor. (pedir) a) Pegue o disco e ( ) a música. (ouvir) b) Interfira com rigor e ( ) essa trapaça. (impedir) c) Leve os instrumentos e ( ) todo o terreno. (medir) d) Compareça à secretaria e ( ) dos funcionários. (despedir-se) e) Crie coragem e ( ) esses degraus. (subir) f) Saia já daí e ( ) depressa. (fugir) g) Levante-se, ( ) a roupa e ( ) de uma vez. (sacudir; sumir) h) Mexa-se e ( ) os que precisam. (acudir) i) Mantenha a calma e não ( ) com quem está quieto. (bulir) j) Civilize-se e não ( ) no chão. (cuspir) 10. Reescreva as frases do exercício anterior, passando-as para a segunda pessoa do singular.

VERBOS IRREGULARES NO PRESENTE E NO PRETÉRITO PERFEITO DO INDICATIVO E RESPECTIVOS TEMPOS DERIVADOS Apresentamos a seguir vários verbos que mostram irregularidades tanto no presente do indicativo e tempos derivados, como no pretérito perfeito do indicativo e tempos derivados. Na conjugação de alguns verbos mais problemáticos, aparece também o pretérito imperfeito do indicativo.

indicativo estive estive-ra estive-sse estive-r estás estejas estive-ste estive- ras estive-sses estive- res está esteve estive-ra estive-sse estiver estejamos estivemos estivé-ramos estivé-ssemos estive-rmos estejais estivestes estivé-reis estivé-sseis estive-rdes estejam estiveram estive- ram estivessem estive- rem Presente do indicativo: estou, estás, está, estamos, estais, estão Presente do subjuntivo: esteja, estejas, esteja, estejamosm estejais, estejam Pretérito perfeito do indicativo: estive, estive-ste, esteve, estivemos, estivestes, estiveram pretérito mais-que-perfeito: estive-ra, estive-ras, estive-ra, estivé-ramos, estivé-reis, estive-ram pretérito imperfeito do subjuntivo: estive-sse, estive-sses, estive-sse, estivé-ssemos, estivé-sseis, estive-ssem futuro do subjuntivo: estive-r, estive-res, estive-r, estive-rmos, estive-rdes, estive-rem - nota da ledora: quadro de destaque na página: OBSERVAÇÕES: 1. O presente do subjuntivo não utiliza o radical do presente do indicativo. Isso ocorre com todos os verbos cuja primeira pessoa do singular do presente do indicativo termina em -ei ou em -ou (sei/saiba, dou/dê, hei/haja, vou/vá, sou/seja), além do verbo-querer 2. Atente para as formas do presente do subjuntivo: na língua culta, deve-se usar - fim da nota.

assemelham - prazer, comprazer e desprazer - é a terceira pessoa do singular, que não 2. Desprazer e prazer seguem o modelo de aprazer em todos os tempos. Acredite: prazer é verbo ("Prouve a Deus que o filho não sofresse") e normalmente é usado apenas na No pretérito perfeito do indicativo e tempos derivados, pode também ser conjugado regularmente; há, portanto, duas formas possíveis para esses tempos: comprouve/comprazi, comprouveste/comprazeste,? - fim da nota.

coube-ssem futuro do subjuntivo: coube-r coube-res coube-r coube-rmos coube-rdes coube-rem dizer presente do indicativo: dig-o dizes diz dizemos dizeis dizem presente do subjuntivo: dig-a dig-as dig-a dig-amos dig-ais dig-am pretérito imperfeito do indicativo: disse disse-ste disse dissemos dissestes disseram pretérito-mais-que perfeito: disse-ra disse- ras disse-ra dissé- ramos dissé-reis disse- ram pretérito imperfeito do subjuntivo: disse-sse disse-sses disse-sse dissé-ssemos dissé-sseis disse-ssem futuro do subjuntivo: disse-r disse- res disse-r disse- rmos disse- rdes disse-rem - nota da ledora: quadro de destaque na página - OBSERVAÇÕES 1. Seguem esse modelo os derivados: bendisse- condizer, contradizer, desdizer, 2. Os futuros do indicativo desse verbo e seus derivados são irregulares, já que perdem a sílaba ze: direi, dirá, contradirei, desdirá são formas do futuro do presente; diria, 3. O particípio desse verbo e seus derivados é irregular: dito, bendito, contradito... - fim do quadro.

fazer presente do indicativo: faç-o fazes faz fazemos fazeis fazem presente do subjuntivo: faç-a faç-as faç-a faç-amos faç-ais faç-am pretérito perfeito do indicartivo: fiz fize-ste fez fizemos fizestes fizeram pretérito mais-que-perfeito: fize-ra fize-ras fize-ra fizé-ramos fizé-reis fize-ram pretérito imperfeito do subjuntivo: fize-sse fize-sses fize-sse fizé-ssemos fizé-sseis fizessem futuro do subjuntivo: fize-r fize-res fize-r fize-rmos fize-rdes fize-rem - nota da ledora: quadro de destaque na página: OBSERVAÇÕES 1. Seguem esse modelo: desfazer, liquefazer; perfazer; rarefazer; satisfazer; refazer. 2. Os futuros do indicativo desse verbo e seus derivados são irregulares; já que perdem a sílaba ze: farei, refará, satisfaremos desfarão a forma do futuro do presente; faria, 3. O particípio desse verbo e seus derivados é irregular: feito, desfeito, liquefeito, - fim da nota.

presente do subjuntivo: haja hajas haja hajamos hajais hajam pretérito perfeito do indicativo: houve houveste houve houvemos houvestes houveram pretérito-mais-que-perfeito do indicativo: houve-ra houve-ras houve-ra houvé-ramos houvé-reis houve-ram pretérito imperfeito do subjuntivo: houve-sse houve-sses houve-sse houvé-ssemos houvé-sseis houve-ssem futuro do subjuntivo: houve-r houve- res houve-r houve-rmos houve-rdes houve-rem - nota da ledora: quadro de destaque na página- OBSERVAÇÃO: O presente do subjuntivo não utiliza o radical do presente do indicativo (hei/haja). - fim do quadro.

poder presente do indicativo: poss-o podes pode podemos podeis podem presente do subjuntivo: poss-a poss-as poss-a poss-amos poss-ais poss-am pretérito perfeito do indicativo: pude pudeste pôde pudemos pudestes puderam pretérito mais-que-perfeito do indicativo: pude-ra pude-ras pudera pudé-ramos pudé-reis pude-ram pretérito imperfeito do subjuntivo: pude-sse pude-sses pude-sse pudé-ssemos pudé-sseis pude-ssem futuro do subjuntivo: pude-r pude-res pude-r pude-rmos pude-rdes puderem - nota da ledora: quadro de destaque, na página: OBSERVAÇÃO A terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo (pode) recebe acento circunflexo, diferencial de timbre de pode, terceira do singular do presente do - fim do quadro.

punha punhas punha púnhamos púnheis punham pretérito perfeito do indicativo: pus puse-ste pôs pusemos pusestes puseram pretérito mais-que-perfeito do indicativo: puse-ra puse-ras puse-ra pusé-ramos pusé-reis puse-ram pretérito imperfeito do subjuntivo: puse-sse puse-sses pusesse pusé-ssemos pusé-sseis pusessem futuro do subjuntivo: puse-r puse-res puse-r puser-mos puse-rdes puse-rem - nota da ledora: quadro de destaque na página: OBSERVAÇÕES 1. Atente para a diferença entre a terceira pessoa do singular e a terceira pessoa do 2. Analise com atenção as formas do pretérito imperfeito do indicativo. 3. Destaque-se a grafia das formas de toda a família : não existe a letra z (pus, pusemos, puseram, puser, pusermos, puserem pusesse, puséssemos, pusesses) 4. O fato de o verbo pôr receber acento (diferencial da preposição por) não significa que seus derivados também serão acentuados (depor, propor, impor etc.). Nenhum derivado de pôr é acentuado.

6. Todos os derivados do verbo pôr seguem exatamente esse modelo de conjugação: - indispor; interpor; opor; pospor; predispor; pressupor, propor, recompor, repor, sobrepor; supor; transpor são alguns deles ("Se você compuser uma canção", e não "Se você compor uma canção"; Se eles expuserem os quadros", e não "Se eles exporem os 7. O particípio do verbo pôr e seus derivados é irregular: posto, anteposto, composto, - fim do quadro de destaque.

quise-ssem futuro do subjuntivo: quise-r quise-res quise-r quise-rmos quise-rdes quise-rem - nota da ledora: quadro de destaque na página: 1. O presente do subjuntivo não utiliza o radical da primeira pessoa do singular do 2. Atente para a grafia: não existe a letra z em nenhuma forma do verbo querer (quis, quisemos, quiseram, quiser, quisermos, quiserem, quisesse, quiséssemos, quisessem). 3. Como já vimos, requerer não segue a conjugação de querer. É irregular na primeira pessoa do singular do presente do indicativo (requeiro) e formas derivadas (requeira, requeiramos, requeiram). É regular no pretérito perfeito do indicativo e formas derivadas (requeri, requereu, requereram, requeresse, requerêssemos, requeressem). - fim do quadro.

saber presente do indicativo: sei sabes sabe sabemos sabeis sabem presente do subjuntivo: saiba saibas saiba saibamos saibais saibam pretérito perfeito do indicativo: soube soube-ste soube soubemos soubestes souberam pretérito mais-que-perfeito do indicativo: soube-ra soube-ras soube-ra soubé-ramos soubé-reis soube-ram pretérito imperfeito do subjuntivo: soube-sse soube-sses soube-sse soubé-ssemos soubé-sseis soube-ssem fuuturo do subjuntivo: soube-r soube-res soube-r soube-rmos soube-rdes soube-rem - nota da ledora: quadro de destaque na página: OBSERVAÇÃO: O presente do subjuntivo não apresenta o radical da primeira pessoa do singular do - fim da nota.

esquema conhecido. As duas segundas pessoas (tu e vós) do imperativo afirmativo - fim do quadro.

ter presente do indicativo: tenh-o tens tem temos tendes têm presente do subjuntivo: tenh-a tenh-as tenh-a tenh-amos tenh-ais tenh-am pretérito imperfeito do indicativo: tinha tinhas tinha tínhamos tínheis tinham pretérito perfeito do indicativo: tive tive-ste teve tivemos tivestes tiveram pretérito mais-que-perfeito do indicativo: tive-ra tive-ras tive-ra tivé-ramos tivé-reis tive-ram pretérito imperfeito do subjuntivo: tive-sse tive-sses tive-sse tivé-ssemos tivé-sseis tive-ssem futuro do subjuntivo: tive-r tive-res tive-r tive-rmos Iive-rdes tive-rem - nota da ledora: quadro de destaque na página: OBSERVAÇÕES 1. Seguem esse modelo os derivados (ater, conter, deter, entreter, manter, reter, obter, 2. Note a diferença gráfica entre a terceira pessoa do singular e a terceira pessoa do plural do presente do indicativo: ele tem/eles têm. Nos verbos derivados, a diferenciação se faz de outra maneira: ele contém/eles contêm, ele mantém/eles mantêm. - fim do quadro.

trouxe-ra trouxe- ras trouxe-ra trouxé- ramos trouxé-reis trouxe- ram pretérito imperfeito do subjuntivo: trouxe-sse trouxe-sses trouxe-sse trouxé-ssemos trouxé-sseis trouxe-ssem futuro do subjuntivo: trouxe-r trouxe-res touxe-r trouxe-rmos trouxe-rdes trouxe-rem - nota da ledora: quadro de destaque na página: OBSERVAÇÃO Os futuros do indicativo desse verbo são irregulares, já que perdem a sílaba ze: trarei, trarás, trará... (para o futuro do presente); traria, trarias, traria... (para o futuro do - fim do quadro.

presente do indicativo e formas derivadas (provejo, provês, provê, provemos, provedes, provêem; proveja, provejas, proveja, provejamos, provejais, provejam), Nos demais tempos, prover é absolutamente regular (provi, proveu, proveram, provera, provesse, provêssemos, provessem, provermos, proverem). - fim do quadro.

TERCEIRA CONJUGAÇÃO ir Presente do indicativo: vou vais vai vamos ides vão presente do subjuntivo: vá vás vá vamos vades vão pretérito imperfeito do indicativo: ia ias ia íamos íeis iam pretérito perfeito do indicativo: fui fo-ste foi fomos fostes foram pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fo-ra fo-ras fo-ra fô-ramos fô-reis foram pretérito imperfeito do subjuntivo: fo-sse fo-sses fo-sse fô-ssemos fô-sseis fo-ssem futuro do subjuntivo: fo-r fo-res fo-r fo-mos fo-rdes fo-rem - nota da ledora: quadro de destaque na página: 1. O verbo ir também é considerado anômalo, dadas as acentuadas irregularidades que 2. Atente para a diferença entre a segunda pessoa do plural do presente do indicativo e a 3. As formas do pretérito perfeito e tempos derivados dos verbos ir e ser são idênticas: somente pelo contexto em que se encontram é que se pode perceber de qual verbo se trata ('Fui ao cinema e fui maltratado pelo bilheteiro" - a primeira forma fui é do verbo ir; a segunda é do verbo ser. Ponha a frase no futuro para que se evidencie a diferença: 4. O verbo ir, além de anômalo, é considerado abundante, já que apresenta duas formas para o mesmo caso ( nós vamos ou imos, no presente do indicativo) - fim do quadro.

vir Presente do indicativo: venh-o vens vem vimos vindes vêm presente do subjuntivo: venh-a venh-as venh-a venh-amos venh-ais venh-am pretérito imperfeito do indicativo: vinha vinhas vinha vínhamos vínheis vinham pretérito perfeito do indicativo: vim vie-ste veio viemos viestes vieram pretérito mais-que-perfeito do indicativo: vie-ra vie-ras vie-ra vié-ramos vié-reis vie-ram pretérito imperfeito do subjuntivo: vie-sse vie-sses vie-sse vié-ssemos vié-sseis vie- ssem fututo do subjuntivo: vie-r vie-res vie-r vie-rmos vie-rdes vie-rem - nota da ledora: quadro de destaque na página: OBSERVAÇÕES 1. Atente para a diferença gráfica entre as terceiras pessoas do presente do indicativo: ele vem/eles vêm. Compare essas formas com as correspondentes do verbo ver ele vê/eles vêem).

provir, sobrevir. Nesses verbos, a diferenciação gráfica entre as terceiras pessoas do presente do indicativo se faz de outra maneira: ele convém/eles convêm, ele intervém/eles intervêm. Atente nas formas desses verbos no pretérito perfeito e tempos derivados ("Eu intervim na discussão entre os dois"; "O problema só será resolvido se 3.O particípio de vir e seus derivados é irregular: vindo, convindo, intervindo. Essa família de verbos é a única da língua portuguesa que apresenta particípio e gerúndio iguais ("Vem chegando a madrugada"/ "Vem vindo a madrugada"; "Já tinham chegado - fim do quadro.

f) Se seu procedimento ( ) com o cargo que ocupa, não ( ) tantos protestos. (condizer; haver) g) Se a mistura se ( ), a experiência ( ) um sucesso. (liquefazer; ser) h) Se todos os convidados ( ) ao concerto, o teatro ( ) superlotado. (ir; ficar) i) Se nós ( ), ( ) uma oportunidade a ela. (poder; dar) j) Se você ( ), nossa vida ( ) melhor. (querer; ser) l) Se eles ( ) a verdade, ( ) revoltados. (saber; ficar) m) Se ninguém ( ) lá, não ( ) problema para cancelar o evento. (estar; haver) n) Se ele a ( ) com essa roupa, ( ) enlouquecido. (ver; ficar) o) Se você ( ) a serenidade, ( ) condição de pensar melhor. (manter; ter)

4. Reescreva as frases abaixo, substituindo a forma verbal composta pela forma verbal simples correspondente. Há alguma alteração de significado nas frases com a n) Percebi que ele se (havia mantido) sereno durante o debate e que um simples gesto seu (havia detido) os mais nervosos.

5. Reescreva as frases propostas, transformando os tempos verbais de acordo com o modelo: n) De que (provém) sua desconfiança?

Se eu puder, irei à Grécia a) Se ele se ( ) a ajudar, tudo ( ) bem. (dispor; terminar) b) Se você ( ) favoravelmente a nós, ( ) absolvidos. (depor; ser) c) Se nós nos ( ) um com o outro, ( ) a sociedade. (indispor; desfazer) d) Se você não se ( ) financeiramente, ( ) para a casa paterna. (recompor; voltar) e) Se ( ) as últimas barreiras, ( ) nossa esperança transformar-se em realidade. (transpor; ver) f) Se a substância se ( ), ( ) um precipitado escuro no fundo do tubo de ensaio. (decompor; surgir) g) Se você a ( ), ( ) que não é mais a mesma pessoa. (ver; perceber) h) Se nós ( ) os cálculos, ( ) os resultados para os acionistas. (rever; trazer) i) Se você ( ) suas vontades, ( ) sua própria futilidade. (satisfazer; perceber) j) Se ninguém se ( ) veementemente, ele não ( ) (opor; desistir) l) Se ( ) nosso projeto, ( ) a adesão de todos. (expor; obter) m) Se tu nos ( ) as provas documentais, ( ) apoio a tua causa. (trazer; dar) n) Se o interesse da sociedade se ( ) aos privilégios individuais, ( ) um novo país. (sobrepor; haver) o) Se você ( ) o ímpeto, certamente ( ) o melhor possível. (conter; fazer) 7. Utilize os verbos entre parênteses no tempo e modo apresentados na frase-modelo: a) Eu não ( ) nenhum recurso. (interpor) b) Ela não se ( ) a colaborar? (predispor) c) Por que você não ( ) para pôr ordem na casa? (intervir) d) Poucos ( ) durante a discussão. (intervir) e) Criticaram-me porque não ( ) no conflito. (intervir) f) De onde ( ) esse material suspeitíssimo? (provir) g) Os congressistas ( ) que aquela não era a melhor forma de redigir a lei. (convir) h) Por que te ( ) a um projeto tão inovador? (opor) i) As maiores empresas não ( ) no processo. (intervir) j) Eu me ( ) com os colegas por não aceitar o sistema de trabalho vigente. (desavir) l) Todos desejam saber por que você não ( ) na briga. (intervir) m) Não ( ) porque não nos convocaram. (intervir) n) Os líderes ( ) que nenhum outro recurso deveria ser tentado. (convir) o) Os alunos se ( ) calados durante a conferência. No final, não se ( ) e externaram, com aplausos calorosos, a admiração pelo escritor. (manter; conter)

verbos). Ir e ser também apresentam formas idênticas (fui, fora, fosse, for), mas não são Se fosse completo, o verbo computar apresentaria no presente do indicativo formas como "computo, computas, computa" - palavras de sonoridade um tanto quanto "suspeita". Por isso o verbo computar é dado nas gramáticas e dicionários como Esses motivos nem sempre conseguem impedir o uso efetivo de formas verbais consideradas oficialmente "erradas". O próprio verbo computar é um exemplo disso. Com o desenvolvimento e a popularização dos computadores, não há quem não diga "computa". Na prática, esse verbo acaba sendo conjugado em todos os tempos, modos e Insistimos em que os preceitos colocados pela gramática normativa nem sempre condizem com o uso cotidiano da língua. Mas, no texto formal escrito, é mais do que Você verá a seguir que o problema dos verbos defectivos ocorre basicamente no presente do indicativo e formas derivadas (presente do subjuntivo e imperativos).

PRIMEIRO GRUPO Verbos que, no presente do indicativo, deixam de ser conjugados apenas na primeira pessoa do singular. Consequentemente, não apresentam presente do subjuntivo e imperativo negativo. O imperativo afirmativo se limita às pessoas diretamente provenientes do presente do indicativo (tu e vós). E o caso de abolir, aturdir, banir, carpir, colorir, delinqüir, demolir, exaurir, explodir, extorquir, retorquir, entre outros.

abolir Presente do indicativo: eu - tu aboles ele abole nós abolimos vós abolis eles abolem Imperativo afirmativo: - abole tu - - aboli vós -

que a tonicidade está fora do radical, como em falamos. A tonicidade está no -a-, fora Os verbos deste grupo não possuem presente do subjuntivo e imperativo negativo. O imperativo afirmativo se limita à forma diretamente retirada do presente do indicativo. E o caso de adequar, aguerrir, combalir, comedir-se, falir, fornir, foragir-se, precaver, reaver, remir.

falir presente do indicativo: eu - tu - ele - nós falimos vós falis eles - imperativo afirmativo: - - - - fali vós -

adequar presente do indicativo: eu - tu - ele - nós adequamos vós adequais eles - imperativo afirmativo: - - - - adequai vós -

imperativo afirmativo: - - - - precavei vós - nota da ledora: quadro de destaque na página: Precaver não deriva de ver, nem de vir. Não existem as formas "precavejo, precavo, precavenho". No pretérito perfeito do indicativo e tempos derivados, comporta-se como Alguns autores admitem a conjugação do verbo adequar nas formas arrizotônicas do presente do subjuntivo (adeqüemos, adeqüeis), o que permitiria também a conjugação dessas mesmas formas do imperativo negativo e da primeira do plural do imperativo - fim do quadro.

rever Presente do indicativo: eu - tu - ele-, nós reavemos, vós reaveis, eles- Imperativo afirmativo: eu - tu- ele- nos-, reavei vós, - - nota da ledora; quadro de destaque na página: OBSERVAÇÕES Na prática, pode-se dizer que reaver é conjugado como haver, mas só existe nas formas em que o verbo haver apresenta a letra v. Observe com atenção o pretérito perfeito do indicativo: reouve, reouveste, reouve, reouvemos, reouvestes, reouveram. 1. Convém repetir que os verbos defectivos são conjugados normalmente nos pretéritos e futuros. São mais do que corretas as formas como aboli, adeqüei, explode, fali, 2. para suprir uma forma dada como inexistente costuma-se recorrer a verbos sinônimos ou a expressões equivalentes. Em vez de dizer - eu me precavo/precavenho/precavejo - diga - eu me acautelo/previno; em vez de a empresa fale, diga - a empresa vai à falência/vai falir; em vez de - o texto se adequa, diga - o texto se adapta/ é adequado. 3. São considerados verbos defectivos também os verbos impessoais e os unipessoais, conjugados apenas de algumas formas por questão de significado. Não faz sentido, por exemplo, dizer "Eu chovo", ou "Ela alvoreceu ". Chover e alvorecer, como todos os verbos que indicam fenômenos naturais, são impessoais e, por isso não têm sujeito, e são conjugados apenas na terceira pessoa do singular. Também são impessoais amanhecer, anoitecer, chuviscar, estiar, gear, orvalhar, relampejar, trovejar e ventar. Os unipessoais exprimem vozes de animais e são geralmente conjugados na terceira pessoa do singular e na terceira pessoa do plural: "O cão latia insistentemente", " os cavalos relinchavam assustados " . observe que também não faz sentido dizer " eu relincho" ou " tu latiste " . Os outros verbos unipessoais exprimem acontecimento, necessidade; acontecer, convir, ocorrer, suceder. É possível empregar os verbos impessoais ou unipessoais em sentido figurado. É o que acontece com " Quando esse dia chegar, os brasileiros amanhecerão para um novo tempo" ou " choveram faltas - fim do quadro de destaque.

ganhado/ganho; gastado/gasto; pagado/ pago são seus particípios. As formas irregulares podem ser usadas com os auxiliares ser, estar, ter e haver; as formas regulares, somente com ter e haver: ter/haver/ser/estar/ganho/gasto/pago, ter/haver ganhado/gasto/pagado. 3. pegar e chegar, na língua culta, apresentam apenas o particípio regular: pegado e 4. Abrir ( e derivados ) , cobrir ( e derivados ), escrever ( e derivados ) , apresentam particípios irregulares, aberto, reaberto, entreaberto; coberto, recoberto; encoberto; - fim do quadro.

c) O imposto já foi ( ). Menos mal, porque todo o dinheiro deste mês já foi ( ), e não há perspectiva de que outro seja ( ) (pagar, gastar; ganhar) d) Àquela altura, já poderia ter ( ) seus débitos, se não tivesse ( ) todo o dinheiro que tinha ( ) (pagar, gastar; ganhar) e) Assim que cheguei, fui informado de que a polícia já havia ( ) e já o tinha ( ), (chegar; pegar) f) Ele havia ( ) o portão. De lá, podia ver o que se passava sem ser ( ) Dessa forma, foi-lhe possível certificar-se de tudo o que havia sido ( ) e ( ) pelo ex-proprietário do imóvel. Valera a pena ter ( )! (entreabrir; ver; dizer, escrever, ir)

5 AS PARTICULARIDADES DA CONJUGAÇÃO DOS VERBOS E OS DICIONÁRIOS Você estudou neste capítulo os principais verbos irregulares, defectivos e abundantes. Você deve ter notado que vários desses verbos são de uso muito freqüente - como pôr, ver, vir, ser, haver, estar. Nesses casos, é necessário que você esteja apto a usá-los com segurança a fim de não desrespeitar o padrão culto da língua. Você estudou também verbos de uso mais limitado - como cerzir, carpir, remir. Nesses casos, é bastante provável que, mesmo depois de tê-los visto em nosso livro, você tenha alguma dúvida Eles estão aqui justamente para constituir um arquivo que você possa consultar a fim de esclarecer suas incertezas. É pouco provável que um dia você precise usar um verbo como moscar, normalmente pronominal (moscar-se). Mas, se realmente for necessário, consulte um dicionário. Reproduzimos, a seguir, o verbete moscar do dicionário de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. Além do significado do verbo, você encontra valiosas informações sobre sua conjugação: moscar. V. int. e p. 1. Fugir das moscas, como o gado. 2. Fig. Desaparecer, sumir-se, safar-se: "nada mais tenho que fazer aqui! Musco-me! Ponho-me ao fresco!" (Aluísio Azevedo, O mulato, p. 246). (irreg. O o da Além disso, o c transforma-se em qo antes de e (v. trancar). Pres. ind.: musco, moscas, musca, moscamos, moscais, muscam; imperat.: mosca, moscai, etc.; pres. sub).:musque, musques, musque, mosquemos, mosqueis, musquem.)

TEXTOS PARA ANÁLISE -nota da ledora: propaganda na Dupont, na página, com o seguinte teor: Você come,dorme, anda., fala, escuta, ri, chora, mora, estuda, trabalha, viaja, voa, cozinha, veste, usa, sobe, desce, para, dirige, lê, corre, joga, sara, imprime, segura, veleja, vai a praia com a Du Pont e nem está sabendo disso. A comida que você come chega a sua casa graças aos defensivos agrícolas da Du Pont. O sapato que você usa é feito com matéria prima fornecida pela Du Pont A tinta do seu automóvel é da Du Pont Os explosivos da Du Pont são responsáveis pela extração de 80% do nosso minério de ferro Os gases que gelam sua geladeira e seu ar condicionado tem o nome de Freon um produto da Du Pont Lycra você conhece. Está em maiôs, jeans e roupas intimas Lycra é da Du Pont Muita coisa que você lê talvez até mesmo este anúncio é feito com material apropriado fornecido pela Du Pont industria gráfica Agora você já sabe a Du Pont está o tempo todo ao seu lado Nisso tudo e em toda uma infinidade de coisas que fazem parte do nosso cotidiano Dia e noite Sempre DuPont.

TRABALHANDO O TEXTO 1. Observe as formas verbais presentes no texto acima e a seguir divida-as em dois grupos: as que pertencem a verbos regulares e as que pertencem a verbos irregulares. 2. Por que, na sua opinião, o texto enumera todas essas formas verbais?

- nota da ledora: propaganda da rádio jovem-pan, onde aparece um menino, na foto, e o (como se ovo, fosse verbo ouvir, pra uma criança que ainda não fala direito, mas já ouve a citada rádio) - fim da nota.

TRABALHANDO O TEXTO Comente a brincadeira que se está fazendo no texto e indique qual é a forma verbal envolvida.

E nenhum no marginal E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um Saco brilhante de lixo do Leblon E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo Diante da chacina cento e onze presos indefesos, mas presos são quase todos pretos Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os Pretos E quando você for dar uma volta no Caribe E quando for trepar sem camisinha E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba Pense no Haiti, reze pelo Haiti (GIL, Gilberto & VELOSO. caetano. In: Tropicália 2. LP PolyGram no.5I8I78-I, 1993. Lado A, faixa 1.)

TRABALHANDO O TEXTO 1. Em que modo, tempo, pessoa e número está a forma verbal for, do primeiro verso do 2. Em que modo, tempo, pessoa e número está a forma verbal destacada em "E na TV se você vir um deputado em pânico mal dissimulado"? A que verbo pertence essa forma? 3. O que diferencia a forma verbal ver, do terceiro verso, da forma verbal analisada na 4. Das formas verbais subir, mostrar, defender, furar, notar, ouvir e apresentar, algo- mas pertencem ao futuro do subjuntivo e outras, ao infinitivo. Releia atentamente o 5. Observando a forma verbal pareça, diga se o verbo parecer é regular ou irregular. 6. Em que modo e tempo está a forma verbal destacada em "E não importa se olhos do mundo inteiro/Possam estar por um momento voltados para o largo"? Como se obtém 7. Em que modo e tempo está a forma verbal em "E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto/E nenhum no marginal"? Como se obtém essa forma? 8. A canção nos fala de uma realidade social em que o preconceito racial é evidente. 9. O texto afirma que "Ninguém, ninguém é cidadão". Relacione a idéia contida nessa frase com as noções de "democratização do ensino , adoção da pena capital" e desobediência aos sinais de trânsito ("furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual"). 10. Afinal, o Haiti é aqui ou não é?

d) intervissemos, requisessem, mantém e) interviéssemos, requeressem, mantêem 2 (Univ. Alfenas-MG) Assinale a alternativa que contém a forma correta dos verbos medir, valer, caber e datilografar, na primeira pessoa do singular do presente do a) meço, valo, cabo, datilógrafo b) meço, valho, caibo, datilografo c) mido, valo, caibo, datilógrafo d) mido, valho, caibo, datilografo e) meço, valho, caibo, datilógrafo 3 (Univ. Alfenas-MG) Eles não ( ) em bancos e nós sabemos que vocês não ( ) a) crêem, têm, dêem b) crêem, têem, dêem c) creem, têm, deem d) crêm, têm, dêm e) creêm, teêm, deêm 4 (Fac. Santo André-SP) Dentre as frases abaixo, assinale a que apresentar erro na e) Assim que puserdes a roupa no armário, poderemos sair.

5 (UFRPE/UFPE) Relacione as frases cujos verbos destacados estão no mesmo ( ) (Trouxeste)-a para o pé de mim ( ) Mesmo assim elas procuram o diabo que as (carregue) A seqüência correta é: e) 2, 3, 4, 5 e 1.

6 (Univ. Alfenas-MG) Assinale a alternativa que o verbo está conjugado de forma correta na norma culta a) O juiz não interviu no resultado do jogo.

8 (ACAFE-SC) Somente uma das opções está incorreta. Assinale-a: a) leio - lês - lê - lemos - ledes - lêem b) valho vales - vale - valemos - valeis- valem c) venho - vens - vem - vimos - vindes - vem d) vou - vais - vai - vamos - ides - vão e) divirjo - diverges - diverge - divergimos - divergides - divergem 9 (ITA-SP) Assinale o item em que as formas dos verbos trazer, ser, pôr e ir correspondam ao seguinte exemplo: "Preferir, prefere!" a) tragas!, sejas!, ponhas!, vás! b) trazei!, sede!, pondes!, ide! c) traga!, se!, ponha!, vá! d) traze!, sê!, põe! vá! e) traga!, seja!, ponha!, vai! 10 (PUCC-SP) Assinale a alternativa em que os verbos estejam correta e a) Quando você o vir, dize-lhe que já demos nossa contribuição, para que sirva-mos de b) Quando você o ver, diz-lhe que já demos nossa contribuição, para que sirvamos de c) Quando você o ver, diga-lhe que já demos nossa contribuição, para que sirvamos de d) Quando você o vir, diga-lhe que já demos nossa contribuição, para que sirvamos de e) Quando você o vir, diz-lhe que já demos nossa contribuição para que servimos de exemplo a todos.

11 (PUCC-SP) Assinale a alternativa em que os verbos estão correta e adequadamente a) Para que possamos discutir tudo com calma, pretendo vir às cinco horas, a não ser que não dê para sair em tempo e tenha de deixar nosso encontro para mais tarde. b) Quero que vocês tentam novamente e progridam nesses estudos, para que c) Se supormos que eles desistem do empreendimento na hora da decisão final, talvez devemos providenciar outros profissionais que estejam realmente interessados. d) Será que existem cientistas que retêm o segredo que fará com que, numa bela manhã, e) Quando eles proporem o acordo que tanto aguardamos, é necessário que nos comprometemos a cumprir nossa parte.

1. Todos ( ) sangue no ar. (verbo ver - presente do indicativo) 2. Quando você ( ) um desastre como este, ficará aterrorizado. (verbo ver - futuro do subjuntivo) 3. As moças, adormecidas na cabine, ( ) dormindo. (verbo vir - presente do indicativo) 4. Quando você ( ) aqui, ainda encontrará marcas do desastre. (verbo vir - futuro do subjuntivo) a) vêem, ver, vêm, vier b) vêm, ver, vem, vir c) vêem, vir, vêm, vir d) vêm, ver, virão, vir e) vêem, vir, vêm, vier 13 (PUCSP) Em relação aos versos: "És, a um tempo, esplendor e sepultura:" "Que tens o trom e o silvo da procela" e "Em que da voz materna ouvi: meu filho.", se substituirmos os verbos destacados pelo presente do subjuntivo, teremos: e) fôreis, tivéreis, ouvíreis.

c) Como se poderia explicar a ocorrência das formas inadequadas nos trechos acima?

17 (UFV-MG) Segundo o exemplo, assinale a alternativa correta: a) trazei, tragai, ide, lede b) tragam, traguem, vão, leiam c) trazeis, tragais, ides, ledes d) tragais, tragueis, vades, leiais e) traze, traga, vão, leia 18 (UEL-PR) Requeiro a dispensa de taxa concedida aos que ( ), como eu, os bens a) reouveram, pleiteiaram b) reaveram, pleiteiaram c) rehouveram, pleiteiaram d) reouveram, pleitearam e) rehaveram, pleitearam 19 (UNICAMP-SP) No texto abaixo, ocorre uma forma que é inadequada em Trombada Lula e Meneguelli divergem sobre o pacto. Concordam em negociar, mas Lula só aprova um acordo se o governo retirar a medida provisória dos salários, suspender os vetos à lei da Previdência e repor perdas salariais. (Painel, Folha de Paulo, 21 set. 1990) a) Identifique essa forma e reescreva o trecho em que ocorre, de modo a adequá-lo à b) Como se poderia explicar a ocorrência de tal forma (e outras semelhantes), dado que os falantes não "inventam" formas lingüísticas sem alguma motivação?

a) faças, entre, tua, fique b) faça, entre, sua, fique c) faças, entra, sua, fica d) faz, entra, tua, fica e) faça, entra, tua, fique d) Não tenha dúvida, (refaremos) tantas vezes quantas forem necessárias. e) Se não nos (virmos) mais... tenha boas férias.

24 (CESGRANRIO-RJ) Assinale o período em que aparece uma forma verbal a) Se o compadre trouxesse a rabeca, a gente do oficio ficaria exultante. e) O Leonardo não interveio na decisão da escolha do padrinho do filho.

25 (FUVEST-SP) Assinale a alternativa em que uma forma verbal foi empregada e) Ele trará o filho, se vier a São Paulo.

26 (F. C. Chagas-SP) Não te ( ) com essas mentiras que ( ) da ignorância. a) aborreces, provêem b) aborreça, provém c) aborreças, provêm d) aborreça, provêem e) aborreças, provém 27 (CESESP-PE) Assinale a alternativa que estiver incorreta quanto à flexão dos e) Não se premiam os fracos que só obteram derrotas.

28 (FCMPA-MG) Complete as lacunas com os verbos (intervir) e (deter) no pretérito A polícia ( ) no assalto e ( ) os ladrões.

a) Se você se (colocasse) em meu lugar, perceberia melhor o problema. (pôr) b) Quando (descobrirem) o logro em que caíram, ficarão furiosos. (ver) 30(FUVEST-SP) Reescreva as frases abaixo, obedecendo ao modelo: "Se ele voltou cedo, eu também voltei."/"Se ele voltar cedo, eu também voltarei." b) Se tu te dispuseste, eu também me dispus.

31(UCS-RS) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas: a) for feito, preveu, vai ser concluído b) fosse feito, prevera, teria sido concluído c) é feito, preveu, estaria pronto d) tivesse sido feito, havia previsto, estaria concluído e) tiver sido feito, preverá, será concluído a) corre, dize, se não aflija b) corra, diz, se não aflija c) corre, dize, não aflija-se d)corra, diz, não se aflija e) corre, dizei, não aflija 33 (FCMSCSP) Nas alternativas estão as flexões do imperativo de cinco verbos. a) saber: sabe/saiba/saibamos/sabei/saibam b) ver: vê/vide/vejamos/vejais/vejam c) ir: vai/vá/vamos/ide/vão d) ouvir: ouve/ouça/ouçamos/ouvi/ouçam e) valer: vale/valha/valhamos/valei/valham 34 (FEI-SP) Na expressão "Deus te favoreça", substitua o verbo favorecer por: a) abençoar b) ouvir c) proteger 35 (FCMSCSP) Assinale a alternativa correta quanto ao uso de verbos abundantes. b) Por haver morto o passarinho, o menino chorou. Realmente, o bicho estava bem c) Foi elegido pelas mulheres apesar de haver eleito a maioria dos homens. d) O pastor tinha emergido os crentes depois de ter emergido ele mesmo pelo bispo. Era e) Todos os casos serão omitidos da pauta tal como você já tivera omisso os seus casos ontem.

- verbo ser - 3a. pessoa do singular do presente do subjuntivo - verbo haver - 3a. pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo - verbo vir - 2a. pessoa do singular do imperativo afirmativo a) vera, seja, houve, vem b) vera, seja, havi, venha c) vira, seja, houve, vem d) vira, seje, houve, venha e) vira, seje, havi, vem 37 (F. C. Chagas-SP) Ele ( ) que lhe ( ) muitas dificuldades, mas enfim ( ) a verba para a) receara, opusessem, obtera b) receara, opusessem, obtivera c) receiara, opossem, obtivera d) receiara, opossem, obtera e) receara, opossem, obtera 38 (F. C. Chagas-SP) Caso ( ) realmente interessado, ele não ( ) de faltar. a) estiver, haja b) esteja, houve c) estivesse, houvesse d) estivesse, havia e) estiver, houver 39 (Fundação Lusíada) Assinale a alternativa que se encaixe no período seguinte: "Se você ( ) e o seu irmão ( ), quem sabe você ( ) o dinheiro." a) requeresse, interviesse, reouvesse b) requisesse, intervisse, reavesse c) requeresse, intervisse, reavesse d) requeresse, interviesse, reavesse e) requisesse, intervisse, reouvesse 40 (UFMG) Em qual dos períodos abaixo há incorreção no uso de formas verbais, a) Sugira o que lhe aprouver; só nos absteremos de lutar quando virmos que todos os b) Todos aqueles que vêem o espetáculo voltam novamente; só não vem quem não tem c) Detive-me à frente deles e intervi na discussão que já se estava tornando séria. d) Se dispuserem de algum tempo, entretenham-se a caminhar por aqueles bosques e e) Se nos desfizéssemos de nossos poucos pertences, não teríamos como enfrentar os rigores do inverno.

e) vir, poder, adverta 42 (F. C. Chagas-SP) Sem que ninguém tivesse ( ), o próprio menino ( )-se contra os a) intervindo, precaviu b) intervindo, precaveio c) intervido, precaveu d) intervido, precaveio e) intervindo, precaveu d) A análise das minhas emoções é que entrava no meu plano, vós não entrávais. e) Achavam-me lindo e diziam-mo; achavais-me lindo e dizieis-mo.

44 (FMIt-MG) Em que frase a forma verbal não está flexionada corretamente? e) Eu môo o grão, você depois faz o pão.

45 (UFE-RJ) Das frases que seguem, uma traz errado emprego de forma verbal. e) Dizia Rui Barbosa: "Fazei o que vos manda a consciência, e não fazei o que vos convém aos apetites."

CAPÍTULO 8 ESTUDO DOS VERBOS (3) - nota da ledora: anúncio do Lar Escola São Francisco, trazendo uma foto do físico, conhecido mundialmente, Dr. Stephen Hawking (portador de deficiência múltipla - cadeirante) respeitado internacionalmente pelo seu trabalho na área da física. Texto do - fim da nota.

por exemplo, o verbo encontra-se no modo indicativo, empregado quando se da como certo, real ou verdadeiro o conteúdo daquilo que se declara.

1 OS MODOS VERBAIS Em português, existem três modos verbais: o indicativo, o subjuntivo e o imperativo. O modo indicativo é empregado quando se dá como certo, real ou verdadeiro o conteúdo daquilo que se fala ou escreve: O modo subjuntivo é empregado quando se dá como provável, duvidoso ou hipotético o conteúdo daquilo que se fala ou escreve: O modo imperativo é empregado para exprimir ordem, pedido, súplica, conselho: "Cala a boca, Bárbara!" Socorram-me! "Vai e diz a ela as minhas penas." De um modo geral, podem-se relacionar os modos verbais a três atitudes diferentes de quem fala ou escreve: o indicativo mostra uma atitude mais objetiva diante dos fatos e processos, que são apresentados como fenômenos positivos e independentes; o subjuntivo traduz a expressão de conteúdos emocionais (O desejo, a dúvida, a incerteza), impregnando os fatos e processos com a subjetividade de quem fala ou escreve; o imperativo procura impor o processo verbal ao interlocutor, com a intenção de que este aja de acordo com aquilo que o emissor da mensagem pretende.

ATIVIDADE Observe o emprego dos verbos destacados em cada um dos pares de frases abaixo. Justifique o modo verbal empregado em cada caso: b) Estou certa de que foi ele o culpado de tudo. Acredito que tenha sido ele o culpado de c) Ele era indicado para todas as atividades. Talvez não fosse ele o indicado para todas e) Todo cidadão que efetivamente ama seu país é capaz de julga-lo com critério. Todo cidadão que efetivamente ame seu país é capaz de julgá-lo com critério.

As gramáticas costumam definir o presente do indicativo como o "tempo que indica processos verbais que se desenvolvem simultaneamente ao momento em que se fala ou escreve": Na verdade, o presente do indicativo vai muito além. Pode também expressar processos habituais, regulares, ou aquilo que tem validade permanente: O presente do indicativo pode ser empregado para narrar fatos passados, conferindo- lhes atualidade. É o chamado presente histórico: No dia 17 de dezembro de 1989, pela primeira vez em quase trinta anos, o povo brasileiro elege diretamente o presidente da República. Iludida pelos meios de comunicação, a população não percebe que está diante de um farsante. Mas a verdade não demora a chegar. O presidente-atleta logo mostra quem é. Seu braço direito, PC Farias, saqueia o país. Forma-se uma Comissão Parlamentar de Inquérito, que investiga as atividades ilícitas da dupla. Em alguns meses, os escândalos apurados são tantos que só resta ao aventureiro renunciar.

O presente também pode ser usado para indicar um fato futuro próximo e de realização tida como certa: Utilizado com valor imperativo, o presente constitui uma forma delicada e familiar de pedir ou ordenar alguma coisa: Depois vocês resolvem esse problema para mim.

PRETÉRITO IMPERFEITO O pretérito imperfeito tem varias aplicações. Pode transmitir uma idéia de continuidade, de processo que no passado era constante ou freqüente: Entre os índios, as mulheres plantavam e colhiam; os homens caçavam e pescavam. Naquela época, eu almoçava lá todos os dias.

- nota da ledora: desenho de um quadrinho de jornal, representando Getúlio Vargas, como se fosse pintor, tendo ao fundo, como modelo, uma mulher esfaimada, esquálida, e miserável; portando uma faixa onde lemos: Situação financeira do Brasil - esta mesma mulher é retratada, em uma tela, pelo pintor Getúlio Vargas, como uma jovem linda, rechochudinha, cheia de graça e saúde. Na legenda do quadrinho: "O sr. Ministro da Fazenda declarou que a situação financeira deixada pelo Estado Novo é calamitosa." - fim da nota.

"Pintar coisas encantadoras" (apesar das evidências contrárias...) era um hobby freqüente do "artista" Getúlio Vargas. Por isso o verbo pintar está flexionado no pretérito imperfeito do indicativo, adequado para exprimir esse tipo de processo.

Ao nos transportarmos mentalmente para o passado e procurarmos falar do que então era presente, também empregamos o pretérito imperfeito do indicativo: Eu admirava a paisagem. A vida passava devagar Quase nada se movia. Uma pessoa O imperfeito é usado para exprimir o processo que estava em desenvolvimento quando da ocorrência de outro: A torcida ainda acreditava no empate quando o time levou o segundo gol.

Usado no lugar do presente do indicativo, o pretérito imperfeito denota cortesia: Pode substituir o futuro do pretérito, tanto na linguagem coloquial como na literária: Se ele pudesse, largava tudo e ficava com ela. "Se eu fosse você, eu voltava pra mim."

PRETÉRITO PERFEITO O pretérito perfeito simples exprime os processos verbais concluídos e localizados num momento ou período definido do passado. Veja os exemplos: Os primeiros imigrantes italianos chegaram ao Brasil no século passado. O pretérito perfeito composto exprime processos que se repetem ou prolongam até o presente: Os professores não têm conseguido melhores condições de trabalho.

- nota da ledora: quadro de destaque na página: Atente para a distinção entre o pretérito imperfeito e o pretérito perfeito simples: Teve certeza de que não seria aprovado.

Compare com: "E, se mais mundo houvera, lá chegara." (Camões) E, se mais mundo houvesse, lá chegaria.

FUTURO DO PRESENTE O futuro do presente simples expressa basicamente processos tidos como certos ou prováveis, mas que ainda não se realizaram no momento em que se fala ou escreve: Pode-se usar esse tempo com valor de imperativo, com tom enfático e categórico: "Não furtarás!" Em outros casos, essa forma imperativa parece mais branda e sugere a necessidade de que se adote certa conduta: O futuro do presente simples também pode expressar dúvida ou incerteza em relação a fatos do presente: Quando expressa circunstância de condição, o futuro do presente se relaciona com o futuro do subjuntivo para indicar processos cuja realização é tida como possível: O futuro do presente simples é muito pouco usado na linguagem cotidiana. Em seu lugar, é normal o emprego de locuções verbais com o infinitivo, principalmente as formadas pelo verbo ir: Estes processos vão ser analisados pelo promotor O futuro do presente composto expressa um fato ainda não realizado no momento presente, mas já passado em relação a outro fato futuro. Observe: Quando estivermos lá, o dia já terá amanhecido. Quando eu voltar ao trabalho, você já terá entrado em férias.

FUTURO DO PRETÉRITO O futuro do pretérito simples expressa processos posteriores ao momento passado a que nos estamos referindo: Também se emprega esse tempo para expressar dúvida ou incerteza em relação a um fato passado: Quando expressa circunstância de condição, o futuro do pretérito se relaciona com o pretérito imperfeito do subjuntivo para indicar processos tidos como de difícil concretização: Se ele quisesse, tudo seria diferente.

O futuro do pretérito composto expressa um processo encerrado posteriormente a uma época passada que mencionamos no presente: Partiu-se do pressuposto de que às cinco horas da tarde o comício já teria sido Anunciou-se que no dia anterior o jogador já teria assinado contrato com o outro clube. Esse tempo também expressa dúvida sobre fatos passados: Quando expressa circunstância de condição, o futuro do pretérito composto relaciona-se com o pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo, exprimindo processos hipotéticos ou de realização desejada, mas já impossível: O país teria melhorado muito se tivessem sido feitos investimentos na educação e na saúde.

j) Muitos anos depois, ele ( ) repetindo as mesmas palavras, que ( ) as mesmas idéias. (continuar; expressar) l) Tudo ( ) ser diferente se eles não tivessem tentado nos enganar. (poder) 3. Nos grupos de frases a seguir, você encontrará tempos verbais diferentes exprimindo idéias semelhantes. Procure explicar as diferenças de sentido e de emprego entre as b) Segue até o fim! Seguirás até o fim! Não fosse a intervenção do diretor, ficaríamos a ver navios.

4. Relate uma passagem de sua vida em um parágrafo. Use a terceira pessoa e o chamado presente histórico.

5. Conte em um parágrafo alguma coisa que freqüentemente acontecia em sua infância. A seguir, observe os tempos verbais empregados e justifique seu uso.

OS TEMPOS DO SUBJUNTIVO PRESENTE O presente do subjuntivo normalmente expressa processos hipotéticos, que muitas vezes estão ligados ao desejo, à suposição: "Quero que tudo vá para o inferno!" Ficam excluídos os que não amem a cultura.

PRETÉRITO IMPERFEITO O imperfeito do subjuntivo expressa processos de limites imprecisos, anteriores ao momento em que se fala ou escreve: Os baixos salários que o pai e a mãe ganhavam não permitiam que ele estudasse. O imperfeito do subjuntivo é o tempo que se associa ao futuro do pretérito do indicativo quando se expressa circunstância de condição ou concessão: Embora se esforçasse, não conseguiria a simpatia dos colegas.

- nota da ledora: propaganda da Brastemp, foto de máquina de lavar, antiga, com o seguinte texto: - se fosse seu carro, você já teria trocado - fim da nota.

Também se relaciona com os pretéritos perfeito e imperfeito do indicativo: Pretérito perfeito Só ocorre na forma composta e expressa processos anteriores tidos como concluídos no momento em que se fala ou escreve: Imagino que ela já tenha procurado uma solução.

PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO Também só ocorre na forma composta. Expressa um processo anterior a outro processo passado: Esperei que tivesse exposto completamente sua tese para contrapor meus argumentos. Esse tempo pode associar-se ao futuro do pretérito simples ou composto do indicativo quando são expressos fatos irreais e hipotéticos do passado: Se me tivesse apresentado na data combinada, já seria funcionário da empresa. Mesmo que ela o tivesse procurado, ele não a teria recebido.

FUTURO Na forma simples, indica fatos possíveis, mas ainda não concretizados no momento em que se fala ou escreve: Esse tempo normalmente se associa ao futuro do presente do indicativo quando se expressa circunstância de condição: O futuro do subjuntivo composto expressa um processo futuro que estará terminado antes de outro, também futuro: Iremos embora depois que ela tiver adormecido.

ATIVIDADES 1. Preencha as lacunas com a forma adequada dos verbos entre parênteses. Em alguns a) Talvez todas as blusas ( ) na gaveta. (caber) b) É inacreditável que ( ) ele o autor do projeto. (ser) c) Se o árbitro não ( ) os ânimos, as conseqüências seriam imprevisíveis. (conter) d) Desejo que você já ( ) a bateria de testes quando eu tiver regressado. (encerrar) e) Depois que tudo ( ) resolvido, poderemos dormir o sono dos justos. (estar) f) Quando eles () os cálculos, descobrirão grossas falcatruas. (rever) Sugiro-lhe que leia o manual b) Vejo um bom filme.

3. Observe o modelo; a seguir, aplique-o às frases apresentadas. Explique a mudança de d) Suponho que hajam visto os melhores filmes.

4. Observe o modelo; a seguir, aplique-o às frases apresentadas. Explique a g) É inacreditável que ele se deixe envolver.

5. Observe o modelo; a seguir, aplique-o às frases apresentadas. Explique a d) Se a população lutar por seus direitos, surgirão governantes mais capazes. f) Se forem satisfeitas as necessidades sociais elementares, o país crescerá.

3 VALOR E EMPREGO DAS FORMAS NOMINAIS O verbo apresenta três formas nominais: o infinitivo, o gerúndio e o particípio. Você já sabe que essas formas são chamadas nominais porque podem ter comportamento de nomes (substantivos, adjetivos e advérbios) em certas situações.

O INFINITIVO O infinitivo apresenta o processo verbal em si mesmo, sem nenhuma noção de tempo ou modo. É a forma utilizada para nomear os verbos: Estudar é um direito de qualquer cidadão.

É normal a transformação do infinitivo em substantivo pelo uso de um determinante: "Quando você foi embora, fez-se noite em meu viver." Quando usado como substantivo, o infinitivo pode apresentar flexão de número: Em português, o infinitivo pode ser pessoal ou impessoal. Quando se emprega o pessoal, o processo verbal é relacionado a algum ser: Com o impessoal, o processo verbal não é restrito a um ser em particular: No primeiro exemplo, pode-se notar que o infinitivo ler se refere ao mesmo ser a que se refere a forma perguntei: eu. No segundo exemplo, não há qualquer referência desse O infinitivo pessoal pode flexionar-se para concordar em número e pessoa com o ser a que se refere: Essa flexão pode ocorrer até mesmo em situações em que o infinitivo tenha papel nominal: Em sua forma composta, o infinitivo tem valor de passado, indicando um processo já concluído no momento em que se fala ou escreve: Ter trabalhado duro permitiu-nos belas viagens à Itália.

O PARTICÍPIO O particípio é a forma nominal que tem, simultaneamente, características de verbo Sua natureza verbal se manifesta nas locuções verbais, nos tempos compostos e em orações reduzidas: Observe que nas duas últimas frases o particípio pode apresentar um processo completo anterior a outro (o abatimento tomará conta de todos após o término da festa) ou um processo que é simultâneo a outro (ele estava calado enquanto nos observava). O particípio assume função de adjetivo quando caracteriza substantivos: - nota da ledora: quadro, de desenho, onde dois homens se cumprimentam efusivamente, e um cola um cartaz nas costas do outro, sem ser percebido pelo Para ilustrar o risco de certas parcerias empresariais, o cartunista serviu-se do particípio do verbo vender, com função de adjetivo.

Sua característica de advérbio pode ser percebida em frases em que indica circunstância de modo: O uso do gerúndio com valor de adjetivo é menos comum. Ocorre quando se liga a um substantivo, caracterizando-o: "Eu vi o menino correndo eu vi o tempo correndo ao redor do caminho daquele menino."(Caetano Veloso) A forma composta do gerúndio tem valor de pretérito e indica processo já concluído no momento em que se fala ou escreve: Tendo feito, por telefone, várias reclamações que não foram atendidas, resolvi ir pessoalmente à Administração Regional.

4 AS LOCUÇÕES VERBIAIS As formas nominais dos verbos são muito utilizadas na formação das locuções verbais ou perífrases verbais, conjuntos de verbos que, numa frase, desempenham papel equivalente ao de um verbo único. Nessas locuções, o último verbo, chamado principal, sempre é empregado numa de suas formas nominais; as flexões de tempo, modo, número e pessoa se dão nos verbos auxiliares: Começou a gritar sem nenhuma explicação.

- nota da ledora; anúncio da Monark, ( bicicletas e triciclos), na foto um bebe deitado com as perninhas para o alto, lembrando o movimento de pedalar, no texto o seguinte: - fim da nota.

Locução verbal: começou a pedalar. Verbo principal (pedalar) Nossa língua apresenta uma grande variedade dessas locuções, que exprimem os mais variados "tons" de significado. Os auxiliares ter e haver são empregados na formação dos chamados tempos compostos, dos quais já falamos detalhadamente. Ser (estar, em algumas construções) é usado nas locuções verbais que exprimem a voz passiva analítica do verbo, da qual também já falamos. Poder e dever são auxiliares que exprimem a potencialidade ou a necessidade de que determinado processo se realize ou não. Observe: A esses dois, podemos acrescentar querer, que exprime vontade, desejo: Outros auxiliares largamente usados são: começar a, deixar de, voltar a, continuar a, pôr-se a; ir, vir e estar; todos ligados à noção de aspecto verbal, que estudaremos a seguir.

Já sabemos que os verbos são capazes de transmitir informações relacionadas ao modo, ao tempo, ao número, à pessoa e à voz. Uma outra informação que os verbos conseguem transmitir diz respeito ao aspecto, ou seja, à duração do processo verbal. Durante o estudo do valor e do emprego dos tempos verbais, você pôde perceber as diferenças entre o pretérito perfeito e o pretérito imperfeito do indicativo: o primeiro indica processos concluídos e localizados num momento ou período do passado; o segundo, processos verbais cujos limites imprecisos sugerem que estavam em desenvolvimento. Na verdade, a diferença básica entre esses tempos é de aspecto, conceito que se liga à duração do processo verbal: .O aspecto é imperfeito, porque o processo não tem limites claros, prolongando-se no Se você voltar às considerações feitas sobre o valor dos tempos verbais, vai notar que essa informação sobre a duração do processo verbal não é restrita aos pretéritos perfeito e imperfeito do indicativo, mas também está presente em outros tempos. O presente do indicativo e o presente do subjuntivo, por exemplo, apresentam aspecto imperfeito, pois não impõem limites precisos ao processo verbal: Já o pretérito mais-que-perfeito, como o próprio nome indica, apresenta aspecto perfeito em suas formas do indicativo e do subjuntivo, pois traduz processos já concluídos e anteriores a outros, também já concluídos: Quando chegamos lá, encontramos a mensagem que o andarilho deixara (ou: tinha/havia Se tivesse acordado antes, teria conseguido fazer o exame.

Outra informação aspectual que a oposição entre perfeito e imperfeito pode fornecer diz respeito à localização do processo no tempo. Os tempos perfeitos podem ser usados para exprimir processos localizados num ponto preciso do tempo: Já os tempos imperfeitos podem indicar processos freqüentes e repetidos: O aspecto permite a indicação de outros detalhes relacionados com a duração do processo verbal. Observe as frases a seguir: Esse tempo, conhecido como pretérito perfeito composto do indicativo, indica um A forma composta pelo auxiliar estar seguido do gerúndio do verbo principal indica um processo que se prolonga. É largamente empregada na linguagem cotidiana, não só no presente, mas também em outros tempos (estava trabalhando, estive trabalhando, estarei trabalhando, etc.). Em Portugal, costuma-se utilizar o infinitivo precedido da preposição a em lugar do gerúndio (estou a trabalhar).

- nota da ledora: anúncio do repelente de insetos Autan; foto de uma mulher de biquíni, na praia, e o seguinte texto: - Olha quem eu tô comendo no fim de semana - disse o - fim da nota.

Se a garota protegesse melhor o seu corpinho, o borrachudo não teria oportunidade de empregar o gerúndio.

As formas compostas ?estará resolvido? e ?estaria resolvido?, conhecidas como futuro do presente e futuro do pretérito compostos do indicativo, exprimem processo concluído - é a idéia do aspecto perfeito que já conhecemos - ao qual se acrescenta a noção de que os eleitos produzidos permanecem uma vez realizada a ação.

Os animais noturnos terminaram de se recolher mal começou a raiar o dia. Nas duas locuções destacadas, mais duas noções ligadas ao aspecto verbal: a indicação do término e do início do processo verbal.

As locuções formadas com os auxiliares vir e ir exprimem processos que se prolongam.

Ele voltou a trabalhar depois de deixar de sonhar projetos irrealizáveis. As locuções destacadas exprimem o reinício de um processo interrompido e a interrupção de outro, respectivamente.

ATIVIDADES 1. Complete as lacunas com uma das formas nominais dos verbos apresentados. a) ( ) as provas, teriam início as férias. (encerrar) b) Saiu da sala ( ). (esbravejar) c) ( ) os problemas, poderemos descansar. (resolver) d) Eles vêm ( ) pela estrada principal; por isso, vou-me ( ) pela estrada secundária. (vir; ir) e) Haviam ( ) seus nomes nas paredes; agora, teriam de ( ) todas elas. (escrever; pintar) f) Trouxe o livro para tu ( ). (examinar) 2. Explique as noções de aspecto transmitidas pelas formas verbais ou locuções d) (Voltei a jogar) há duas semanas, depois de ter ficado seis meses inativo. f) (Íamos notando) o adensamento da mata à medida que nos (aproximávamos) da h) Não se (têm conseguido) bons resultados no combate à pobreza.

indicações de tempo fornecidas em cada frase para completá-las corretamente. e) ( ) feito o possível para realizar meus sonhos e ainda me restam muitos deles. f) ( ) ser que nada disso seja decisivo para o país, mas ainda assim () ser feito.

TEXTO PARA ANÁLISE Raízes Rio de Janeiro No momento em que trapalhadas mil ocorrem por aqui, cismei de me preocupar com os drusos. Não entendo de política internacional, mas acho estranhas essas minorias que atravessam a história e não encontram um lar, uma gruta, um chão Não é bem o caso dos drusos, mas dos curdos, que estão sendo sacaneados pelos turcos e, periodicamente, por outros povos. Mas não conheço nenhum curdo. Quanto aos drusos eu os vi, na fronteira de Israel com o Líbano, no breve espaço de uma trégua São homens altos, imponentes, as roupas invariavelmente brancas. Ao contrário dos beduínos, que vivem amarrados ao deserto que é a pátria e a casa deles, os drusos dão impressão de hóspedes educados que não querem atrapalhar ninguém, nem seus Houve época em que os drusos, como os curdos, não estavam em lugar nenhum. Havia sempre uma fronteira separando dois irmãos da mesma raça. Precisavam de um Isso acontece em outros continentes onde há minorias que se recusam à integração, na secular fidelidade às raízes que se perdem no tempo. Raízes que não penetram nenhum chão, mas assim mesmo recolhem a seiva que lhes garante a teimosia e a sobrevivência. Muitas vezes me sinto como um curdo ou um druso. Em anos mais difíceis, andei pelo mundo com um papel amarelo que me identificava mais ou menos como apátrida. Ao atravessar qualquer fronteira era obrigado a exibir o tal papel. Não sei o que tinham contra ele: bastava mostrá-lo e logo se detonava um ritual complicado, apareciam Faltava-me apenas a capacidade de aderir à maioria que violentava meu gosto e meu (CONY. Carlos Heitor, In Folha de São Paulo, 02 mar I996)

TRABALHANDO O TEXTO 1. No trecho "...essas minorias que atravessam a história e não encontram um lar, uma gruta, um chão que possam chamar de seu" (primeiro parágrafo) são empregados o presente do indicativo e o presente do subjuntivo. Explique a diferença de valor que há entre eles.

2. Qual o valor da forma verbal composta (estão sendo sacaneados) (segundo parágrafo)?

dos tempos em que estão empregadas as formas verbais e explique a diferença de valor entre ambas.

4. "Precisavam de um salvo-conduto para que um pudesse abraçar o outro." (quarto parágrafo) Fazendo as adaptações necessárias, reescreva a frase, substituindo precisavam por: c) precisarão.

5. "Em anos mais difíceis, andei pelo mundo com um papel amarelo, que me identificava mais ou menos como apátrida." (sexto parágrafo) Fazendo as adaptações necessárias, reescreva o trecho, substituindo andei por: b) só andarei.

6. A partir de "Não sei o que tinham?" (sexto parágrafo), há uma seqüência de verbos no pretérito imperfeito do indicativo: tinham, bastava, detonava, apareciam, era, faltava e violentava. Justifique o valor desse tempo no trecho em questão.

7. No último parágrafo do texto, o autor diz que não adere à vontade da maioria. Você também se sente violentado em seu gosto e em seu gesto pela ditadura da maioria? Comente.

QUESTÕES E TESTES DE VESTIBULARES 1(FUVEST-SP) "Ao trazer a discussão para o campo jurídico, o antigo magistrado (tentou) amenizar o que (dissera); a rigor, no entanto, suscitou dúvidas cruéis: que quer dizer 'por sua própria força'? (Será) a força física do posseiro, ou essa mais aquela que a ela se soma pelo emprego de armas?" Observando no texto as formas verbais destacadas, é correto concluir que: d) (soma) situa o evento referido no mesmo ponto do tempo indicado em (será). e) (dissera) descreve o quadro em que ocorrem os eventos denotados pelas demais formas.

2 (FUVEST-SP) Sou cego de tanto vê-la, de tanto tê-la estrela O que é uma coisa bela?" (Caetano Veloso, O estrangeiro.) a) Na linguagem literária, muitas vezes, o mais-que-perfeito do indicativo substitui outras formas verbais, como no verso: "E eu, menos a conhecera mais a amara?".

b) Tanto (sou) como (é) são formas de presente do indicativo. Apesar disso, a visão de tempo que elas transmitem não é a mesma em uma e outra. Em que consiste essa diferença?

3) (FUVEST-SP) "Por onde passava, ficava um fermento de desassossego, os homens não reconheciam as suas mulheres, que subitamente se punham a olhar para eles, com pena de que não tivessem desaparecido, para enfim poderem procurá-los. Mas esses mesmos homens perguntavam, lá se foi, com uma inexplicável tristeza no coração, e se lhes respondiam, Ainda anda por aí, tornavam a sair com a esperança de a encontrar naquele bosque, na seara alta, banhando os pés no rio ou despindo-se atrás dum canavial, tanto fazia, que do vulto só os olhos gozavam, entre a mão e o fruto há um espigão de ferro, felizmente ninguém mais teve de morrer." (José Saramago, Memorial do convento.) Nesta narrativa, o emprego predominante do imperfeito do indicativo visa a: a) destacar os elementos descritivos inseridos, trazendo-os para o primeiro plano. b) apresentar a peregrinação de Blimunda como um fenômeno dinâmico e continuo. c) desenhar como pano de fundo os traços de cenário em que decorre a ação. d) marcar o tom dissertativo, em contraposição ao tom descritivo dos trechos em que e) levar a entender Blimunda como personagem consciente do decorrer do tempo.

4 (FUVEST-SP) "Folha - De todos os ditados envolvendo o seu nome, qual o que mais lhe agrada? Satã - Se é por último, o verbo não pode vir no passado." (O inimigo cósmico. Folha de S.Paulo, 3 set. 1995.) Rejeitando a correção ao ditado, Satã mostra ter usado o presente do indicativo com o mesmo valor que tem em: a) Romário recebe a bola e chuta. Gooool! e) Uma manhã destas, Jacinto, apareço no 202 para almoçar contigo.

5) (FUVEST-SP) Considerando a necessidade de correlação entre tempos e modos verbais, assinale a alternativa em que ela foge às normas da língua escrita padrão. a) A redação de um documento (exige) que a pessoa (conheça) uma fraseologia b) Para alguns professores, o ensino de língua portuguesa será sempre melhor, se c) O ensino de Português (tornou-se) mais dinâmico depois que textos de autores d) O ensino de Português já (sofrera) profundas modificações, quando se (organizou) e) Não (fora) a coerção exercida pelos defensores do purismo lingüistico, todos (teremos) liberdade de expressão.

administrativos contra os grevistas." (Folha de S.Paulo, 3 jun. 1995.) a) Redija a frase acima de duas maneiras diferentes, situando o pedido referido em duas perspectivas diversas, conforme o início dado: b) Cada nova frase irá permitir uma interpretação diferente, em relação à atitude dos que pedem e à atitude da Petrobrás. Exponha as interpretações, indicando o mecanismo gramatical que leva a cada uma delas.

7) (UNICAMP-SP) Publicadas à exata distância de um século pelo jornal O Estado de S. Paulo, as duas notícias transcritas a seguir têm em comum o fato de se referirem a catástrofes provocadas pelo mau tempo. No momento de sua publicação, as duas notícias se referiam a acontecimentos recentes, mas os recursos gramaticais empregados 29/11/1895: Constantinopla - Tem havido no Mar Negro grande tempestade, naufragando grande número de embarcações. Até agora o mar tem arrojado à praia mais (Há um século. O Estado de S. Paulo.) 29/11/1995: Campinas- Um tornado com ventos de 180 quilômetros por hora destruiu anteontem a cobertura do ginásio multidisciplinar da Universidade Estadual de Campinas(...) O Tornado rompeu presilhas de aço de uma polegada de espessura. Ele levantou e retorceu a estrutura do telhado, também de aço, de 100 metros de extensão e 200 toneladas. (...) Dez árvores foram arrancadas com a raiz e os ventos arremessaram longe (Tornado provoca destruição na Unicamp. O Estado de S. Paulo.) a) Transcreva, das duas notícias, as expressões que situam os fatos relatados no passado. c) Redija uma continuação para uma notícia escrita hoje, que começasse por "Tem havido no Mar Negro 8 (CEFET-PR) "Sê propícia para mim, socorre quem te (adorara), se adorar (pudera)." (Alphonsus de Guimaraens) As formas verbais acima destacadas correspondem a: e) adorar, puder.

b) convencesse - seria - entendia - será - esperássemos c) convencesse - era - entenderia - seria - esperávamos d) convencia - era - entendia - seria - esperávamos e) tivesse convencido - era - entendia - seria - esperávamos 10 (FUVEST-SP) "(Ficam) desde já excluídos os sonhadores, os que (amem) o mistério e (procurem) justamente esta ocasião de comprar um bilhete na loteria da vida." Se a primeira frase fosse volitiva, e o segundo e terceiro verbos destacados conotassem ação no plano da realidade, teríamos, respectivamente, as seguintes formas verbais: e) ficariam, tivessem amado, tivessem procurado.

11 (FUVEST-SP) "... e a flor de milho não será a mais linda." a) Explique o valor do futuro do presente nessa frase. Reescreva-a substituindo a forma b) Lembre dois outros empregos do futuro do presente. Dê exemplos e esclareça o valor de cada um deles.

12 (UFGO) No modo indicativo há três tempos simples que indicam passado: o pretérito perfeito, o pretérito imperfeito e o pretérito mais-que-perfeito. Redija uma frase para cada um desses tempos verbais do pretérito, explicando seu emprego.

13 (UNIMEP-SP) Assinale a alternativa em que a oração destacada indica que um e) Enquanto trabalhava, (cantava).

d) Deixa de luxo, minha filha, será o que Deus ( ) (querer) e) Se isso me ( ) possível, procuraria a roupa. (ser) 16 (E. C. Chagas-SP) Mesmo que você lhe ( ) um acordo amigável, ele não ( ) a) proponha, aceitará b) propor, aceitava c) proporia, aceitaria d) proporá, aceitará e) propôs, aceitava 17 (FUEL-PR) Pode ser que eu ( ) levar as provas, se você ( ) tudo para que eu ( ) a) consiga, fará, descobriria b) consiga, fizer, descubra c) consigo, fizer, descobrir d) consigo, fizer, descubro e) consigo, fará, descobrirei 18 (CESGRAN RIO-RJ) Não há a devida correlação temporal das formas verbais em: a) Seria conveniente que o leitor ficasse sem saber quem era Miss Dollar. c) Era conveniente que o leitor ficasse sem saber quem foi Miss Dollar. e) Foi conveniente que o leitor ficasse sem saber quem era Miss Dollar.

falso.", responda: 23 (CESGRANRIO-RJ) Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da seguinte frase: "Quando ( ) mais aperfeiçoado, o computador certamente ( ) um eficiente meio de controle de toda a vida social." a) estivesse, será b) estiver, seria c) esteja, era d) estivesse, era e) estiver, será 24 (FCMSCSP) Se eu conseguir ( ) as pessoas no lugar assim que elas ( ), tudo a) manter, chegarão b) manter, cheguem c) mantiver, chegarem d) manter, chegariam e) mantiver, chegam 25 (FCMSCSP) Não ( ) preguiçoso: ( ) os livros nessa mesa e ( ) logo recomeçar o a) sê, ponha, vem b) sê, põe, venha c) sejas, põe, vem d) sejas, ponha, venha e) seja, põe, vens 26 (PUCC-SP) Preencha as lacunas com os verbos vir, ver (futuro do subjuntivo) e f) Se eles ( ) e ( ) Mário, ( ) o livro a ele.

I. Empregar o verbo da subordinada de conformidade com as exigências da principal, nas frases que seguem: a) Duvido que eles (vir) hoje; afirmo-te, porém, que eles (vir) amanhã. II. Pôr os verbos seguintes no presente do subjuntivo começando as frases com as palavras "É preciso que nós": a) nascer b) ver c) divertir-se d) cantar e) querer f) dormir g) instruir-se h) saber i) crer j)descer l) envelhecer m) morrer 29 (UM-SP) Que alternativa contém as palavras adequadas para o preenchimento das a) provém, afluem b) provêm, aflue c) provêm, aflui d) provêem, afluem e) provêm, afluem e) Todas as frases acima estão incorretas.

31 (ITA-SP) Assinale o caso em que o verbo es tiver empregado corretamente: e) Atenhai-vos ao que vos for pedido.

32 (ITA-SP) Assinale o caso em que o verbo destacado estiver correto: e) Nenhuma das frases é correta.

b) obtivéssemos, proporem, virmos c) obtermos, propuserem, vermos d) obtivermos, propuserem, virmos e) obtermos, proporem, virmos 40 (E. C. Chagas-SP) ( ) tranquilo se esta pasta ( ) todos os documentos. a) ficaria, continha b) ficaria, contivesse c) ficava, continha d) ficaria, contesse e) ficaria, conter

CAPÍTULO 9 ESTUDO DOS SUBSTANTIVOS - nota da ledora: anúncio do dicionário visual do Jornal da Tarde, com o seguinte texto: - fim da nota.

Conhecer bem os substantivos constitui tarefa crucial para quem deseja se expressar com precisão na norma culta. Caso contrário, corre-se o risco de apelar para substantivos" como "trecos" e "coisos".

1 CONCEITO Substantivo é a palavra que nomeia os seres. O conceito de seres deve incluir os nomes de pessoas, de lugares, de instituições, de grupos, de indivíduos e de entes de natureza espiritual ou mitológica: Mulher sociedade vegetação alma Maria senado paineira anjo Brasil cidade cavalo sereia Teresina comunidade cidadão saci Além disso devem incluir nomes de ações, estados, qualidades, sensações, sentimentos: acontecimento, honestidade, amor, correria, miséria, liberdade, encontro, integridade, cidadania, etc.

2 CLASSIFICAÇÃO Quanto à sua formação, os substantivos são classificados em simples e compostos, primitivos ou derivados. Quanto ao seu significado e abrangência, em concretos e abstratos, comuns e próprios.

SUBSTANTIVOS SIMPLES E COMPOSTOS Os substantivos simples apresentam um único radical em sua estrutura: chuva, livro, livreiro, guarda, flor, desenvolvimento SUBSTANTIVOS PRIMITIVOS E DERIVADOS Os substantivos que não provêm de qualquer outra palavra da língua são chamados de primitivos: árvore, folha, flor, carta, dente, pedra.

Os substantivos formados a partir de outras palavras da língua pelo processo de derivação são chamados de derivados: arvoredo, folhagem, florista, florada, carteiro, dentista, pedreiro, cartada.

SUBSTANTIVOS CONCRETOS E ABSTRATOS Os substantivos que dão nome a seres de existência independente, reais ou imaginários, são chamados concretos. São exemplos de substantivos concretos: armário cidade formiga sereia abacateiro Deus homem vento Brasil Note que são considerados concretos os substantivos que nomeiam divindades ou seres fantásticos, pois, existentes ou não, são tomados sempre como seres dotados de vida própria.

Os substantivos que dão nome a estados, qualidades, sentimentos ou ações são chamados abstratos. São exemplos de substantivos abstratos: tristeza amor maturidade atenção clareza brancura beijo ética abraço honestidade conquista paixão Em todos esses casos, nomeiam-se conceitos cuja existência depende sempre de um ser para manifestar-se: é necessário alguém ser ou estar triste para a tristeza manifestar-se; é necessário alguém beijar ou abraçar para que ocorra um beijo ou um abraço.

- nota da ledora: foto de mulher escovando os dentes ( purificação) e foto de uma mulher ( cartaz de teatro, da peça - o suplício) com instrumento de tortura medieval, - fim da nota.

Purificação e suplício são exemplos de substantivos abstratos: para que haja punição ou suplício, é necessário que alguém se purifique ou se suplicie.

muitos deles são de uso bastante comum e facilitam a construção de frases mais concisas e precisas.

pinacoteca - quadros trouxa - roupas vocabulário - palavras ATIVIDADES 1. Reescreva cada uma das frases abaixo, substituindo a palavra destacada por um c) Seu caráter era tão (rijo) que impressionava até mesmo seus adversários. e) É um material tão (rígido) que suporta os maiores esforços.

e) Seus artigos sempre foram tão (claros) que qualquer um os podia entender. f) Seu comportamento (inquieto) preocupava os mais conservadores.

3. Nas frases seguintes, substitua as expressões destacadas por substantivos coletivos. c) Devemos proteger o (conjunto de animais) e o (conjunto de vegetais) desta região. h) Aonde quer que fosse, o ministro era acompanhado por um (grupo de bajuladores). i) As palmas que se ouviam provinham de um (grupo de pessoas pagas para aplaudir). j) Aonde quer que fosse, o ministro era acompanhado por um (grupo de acompanhantes m) Naquela fotografia, ele aparece rodeado de um numeroso (grupo de filhos e filhas). n) A biblioteca teve seu (conjunto de obras literárias) ampliado recentemente. Também o) Comprei uma (seleção de poemas e crônicas) de Carlos Drummond de Andrade.

4. Construa frases com os seguintes coletivos: bando, cambada, caterva, choldra, chusma, corja, malta, multidão, quadrilha, súcia, turma. Quais desses coletivos têm valor pejorativo?

o homem o gato o dia o menino o mar o pó São femininos os substantivos a que se pode antepor o artigo a: a mulher a gata a semana a menina a terra a mesa O uso das palavras masculino e feminino costuma provocar confusão entre a categoria gramatical de gênero e a característica biológica dos sexos. Para evitar essa confusão, observe que definimos gênero como um fato ligado à concordância das palavras em seu relacionamento lingüístico: pó, por exemplo, é um substantivo masculino pela concordância que estabelece com o artigo o, e não porque se possa pensar num possível comportamento sexual das partículas de poeira. Só faz sentido relacionar o gênero ao sexo quando se trata de palavras que designam pessoas e animais, como, por exemplo, os pares professor/professora ou gato/gata. Ainda assim, essa relação não é obrigatória, pois há palavras que, mesmo pertencendo exclusivamente a um único gênero, podem indicar seres do sexo masculino ou feminino. E o caso de criança, palavra do gênero feminino que pode designar seres dos dois sexos.

FORMAÇÃO DO FEMININO SUBSTANTIVOS BIFORMES Os substantivos que designam seres humanos ou animais podem apresentar uma forma para o masculino e outra para o feminino; são, por isso, considerados substantivos Essas duas formas podem apresentar um mesmo radical ou radicais diferentes; no primeiro caso, a formação do feminino está ligada principalmente à terminação da forma masculina: A maior parte dos substantivos terminados em -o átono forma o feminino pela substituição desse -o por -a: menino/menina terminação -o átono gato/gata pombo/pomba Destaquem-se os pares galo/galinha e maestro/maestrina, - nota da ledora: tira de quadrinhos com uma galinha e um galo conversando: a galinha pergunta ao galo: nossa, Eulália, ?é você? Responde o galo: chegando do Marrocos, Edna!, insiste a galinha: - e como foi a sua operação de troca de sexo? , o galo orgulhoso responde: - Ah! Foi um sucesso!! , de repente o galo diz ops!, olha pra trás - fim da nota.

A excetricidade gramatical do par galo/galinha é a formação do feminino, diferente de gato/gata, por exemplo. Detalhe: há erro em "do Marrocos" O certo é "de Marrocos".

camponês/camponesa terminação em consoante remador/remadora professor/professora deus/deusa juiz/juíza Destaquem-se os pares ator/atriz, czar/czarina e imperador/imperatriz; para embaixador, existem as formas embaixatriz (esposa do embaixador) e embaixadora (mulher que ocupa o cargo).

A maior parte dos substantivos terminados em -ao forma o feminino pela substituição de -ão por - ou -oa: cidadão/cidadã órfão/órfã terminação -ão anfitrião/anfitriã leão/leoa patrão/patroa leitão/leitoa Nos aumentativos, a substituição é por -ona: sabichão/sabichona valentão/valentona Destaquem-se os pares sultão/sultana; cão/cadela; ladrão/ladra; perdigão/perdiz; barão/baronesa.

o/a indígena o/a suicida SUBSTANTIVOS SOBRECOMUNS E EPICENOS Há ainda substantivos que designam seres humanos, animais ou vegetais e que são sempre do mesmo gênero, quer se refiram a seres do sexo masculino, quer se refiram a seres do sexo feminino. Os substantivos de um único gênero que se referem a seres Eis alguns exemplos: o cônjuge a testemunha o indivíduo a criança a criatura a vítima Os substantivos de um único gênero que designam animais e algumas plantas são tradicionalmente conhecidos como epicenos. Eis alguns exemplos: a águia a cobra o jacaré a baleia o besouro a palmeira a borboleta o crocodilo o mamoeiro O gênero dos substantivos sobrecomuns e epicenos é sempre o mesmo; o que pode variar é o sexo do ser a que se referem. Quando se quer especificar esse sexo, constroem-se expressões como "criança do sexo masculino"; "um mamoeiro macho", "um mamoeiro fêmea"; "um macho de jacaré", "uma fêmea de jacaré". As palavras macho e fêmea podem concordar em gênero com o substantivo a que se referem: "onça macho" ou "onça macha", "tigre fêmea" ou tigre fêmeo".

- nota da ledora: cartaz da campanha da LBV-Rio 92 ( em referência a Eco-92 - campanha de preservação do meio ambiente), com a foto de um menino de rua, dormindo na calçada, e a seguinte legenda: Gente também é bicho. Preserve a criança - fim da nota.

No noticiário ou nas campanhas institucionais, criança é um dos exemplos mais freqüentes de substantivo sobrecomum.

a bacanal a cataplasma a ênfase a sentinela usados em ambos os gêneros o/a aluvião o/a caudal o/a personagem o/a tapa o/a amálgama o/a sabiá o/a suéter o/a usucapião

GÊNETO E MUDANÇA DE SIGNIFICADO Há substantivos cuja mudança de gênero acarreta mudança de significado. Observe a seguir os principais casos: o cabeça: chefe, líder a cabeça: parte do corpo ou de um objeto, pessoa muito inteligente o capital: conjunto de bens a capital: cidade onde se localiza a sede do Poder Executivo o crisma: óleo usado num dos sacramentos religiosos a crisma: cerimônia religiosa o cura: sacerdote a cura: ato ou efeito de curar o língua: intérprete a língua: músculo do aparelho digestivo; idioma o moral: ânimo, brio a moral: conjunto de valores e regras de comportamento Em alguns casos, o que ocorre não é flexão de gênero, e sim homonímia: trata-se de palavras iguais na forma, mas de origem, gênero e significado diferentes. As principais são: o cisma: separação, dissidência a cisma: preocupação, suspeita o grama unidade de massa a grama relva, planta rasteira o lente: professor a lente: instrumento óptico

l) Aguardávamos a chegada do novo embaixador quando fomos surpreendidos pela notícia de que era ( ) m) Cada rapaz da turma é um valentão; cada moça, ( ) n) Cada rapaz da turma é um cavalheiro; cada moça, ( ) h) Ele não saberia distinguir um perdigão de ( ) 3. Complete as lacunas das frases abaixo de forma a estabelecer a concordância de a) Senti muit( ) dó quando vi ( ) couves e ( ) alfaces que o granizo destruíra. b) Abriu ( ) champanha que comprara na véspera. Depois, proferiu um discurso em que cada palavra era dita com muit( ) ênfase. Todos os membros d( ) clã o aplaudiram. c) Sua saúde era muito problemática: superad( ) ( ) eczema, surgiu-lhe ( ) tracoma. Depois, sofreu ( ) entorse, quebrou ( ) omoplata, extraiu ( ) apêndice. Morreu quando d) Foi condenado com ( ) agravante: vendeu aguardente falsificad( ) anos a fio. f) () guaraná vendid( ) nas farmácias é considerad( ) um estimulante.

a) ( ) cabeça da rebelião foi decapitad( ). ( ) cabeça foi expost( ) em praça pública. b) Tod( ) ( ) capital da empresa está aplicad( ) em bancos d( ) capital do país. c) ( ) cura confessou-se incapaz de proporcionar remédios para ( ) cura dos pacientes. e) Quem sabe consigamos construir ( ) moral mais voltad( ) para a eliminação das f) Quant( ) gramas de ouro teriam sido espaIhados pel( ) grama?

FLEXÃO DE NÚMERO Os substantivos flexionam-se também em número: podem assumir a forma do singular (referem-se a um único ser ou a um único conjunto de seres) ou do plural (referem-se a mais de um ser ou conjunto de seres).

dente/dentes sofá/sofás lei/leis saci/sacis ipê/ipês herói/heróis cipó/cipós maçã/maçãs mãe/mães Destaquem-se as formas avôs (o avô materno e o paterno) e avós (casal formado por vô e avó, ou plural de avó; também indica os antepassados de um modo geral).

Destaquem-se os plurais de caráter, júnior e sênior: caracteres, juniores e seniores, formas em que ocorre também deslocamento da sílaba tônica.

Os substantivos terminados em -s formam o plural com acréscimo de -es; quando paroxítonos ou proparoxítonos, são invariáveis - o que faz com que a indicação de número passe a depender de um artigo ou outro determinante: gás/gases obus/obuses um lápis/dois lápis mês/meses o atlas/os atlas algum ônibus/vários ônibus país/países o pires/os pires o vírus/os vírus Os substantivos terminados em -al,-el, -ol e -ul formam o plural pela transformação do -l dessas terminações em -is: terminações -ai, -ei, ol, -ul canal/canais álcool/álcoois papel/papéis paul/pauis anzol/anzóis Destaquem-se os plurais de mal, real (quando nome de moeda) e cônsul, respectivamente males, réis e cônsules. Para gol, já houve quem propusesse goles ou ois, mas a forma consagrada pelo uso é gols, estranha aos mecanismos da língua portuguesa.

Os substantivos oxítonos terminados em -il trocam o -I pelo -s; os paroxítonos trocam essa terminação por -eis: barril/barris ardil/ardis funil/funis fuzil/fuzis fóssil/fósseis projétil/projéteis réptil/répteis Além das formas paroxítonas apresentadas acima, existem as formas oxítonas projetil e reptil, que fazem os plurais projetis e reptis, oxítonos.

No português do Brasil, há acentuada tendência para o uso das formas obtidas pelo acréscimo de -s. Observe que, quando paroxítonas, essas formas de plural não recebem acento gráfico.

Os substantivos terminados em -x são invariáveis; a indicação de número depende da concordância com algum determinante: o tórax/os tórax um clímax/alguns clímax Existem alguns substantivos terminados em -x que apresentam formas variantes terminadas em -ce; nesses casos, deve-se utilizar a forma plural da variante: o cálix ou cálice/ os cálices o códex ou códice/ os códices Nos diminutivos formados pelo acréscimo do sufixo -zinho (mais raramente -zito), a formação do plural deve ser feita tanto na terminação do substantivo primitivo (com posterior supressão do -s) como na do sufixo: balãozinho/balõezinhos colarzinho/colarezinhos anzolzinho/anzoizinhos papelzinho/papeizinhos pãozinho/pãezinhos florzinha/florezinhas No caso de diminutivos formados a partir de substantivos terminados em -r, há acentuada tendência na língua atual do Brasil para limitar-se o plural à terminação da mulherzinha/mulherzinhas. Essa forma de plural é repudiada pela norma culta.

poço poços porto portos povo povos socorro socorros forno fornos jogo jogos olho olhos ovo ovos porco porcos posto postos reforço reforços tijolo tijolos É importante que você atente na pronúncia culta desses plurais quando estiver utilizando a língua falada em situações formais. - fim do quadro de destaque.

SUBSTANTIVOS COMPOSTOS A formação do plural dos substantivos compostos depende da forma como são grafados, do tipo de palavras que formam o composto e da relação que estabelecem entre si. Aqueles que são grafados ligadamente (sem hífen) Comportam-se como os substantivos simples: aguardente/aguardentes malmequer/malmequeres girassol/girassóis pontapé/pontapés O plural dos substantivos compostos cujos elementos são ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e discussões. Algumas orientações são dadas a seguir.

Sextas-feiras (1o. quadro) pluraliza os dois elementos que a compõem, pois ambos são variáveis.

Nos compostos em que os dois elementos são variáveis, ambos vão para o plural: dois elementos variáveis guarda-civil/guardas-civis bóia-fria/bóias-frias cota-parte/cotas-partes sexta-feira/sextas-feiras mão-boba/mãos-bobas peso-mosca/pesos-moscas Nos casos em que o segundo elemento dá idéia de finalidade ou semelhança ou limita o primeiro, manda a tradição que só se pluralize o primeiro. Note que isso se restringe aos substantivos compostos formados por dois substantivos: pombo-correio/pombos-correio salário-família/salários-família banana-maçã/bananas-maçã escola-modelo/escolas-modelo café-concerto/cafés-concerto navio-escola/navios-escola A tendência na língua portuguesa atual do Brasil é a pluralização dos dois elementos mesmo nesse caso. É o que se nota quando se consulta o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, em que alguns dos substantivos acima surgem com duas formas abonadas para o plural (salários-família e salários-famílias, por exemplo).

o arco-íris/os arco-íris o louva-a-deus/os louva-a-deus o pisa-mansinho/os pisa-mansinho e também o bem-me-quer/os bem-me-queres

ATIVIDADES Não posso comprar sequer um (funil). Como quer que eu compre vários (funis)? a) Não posso formar sequer um único jardim. Como quer que eu forme vários ( ) ? c) Não conheço um único figurão. Como quer que eu lhe apresente vários ( ) ? d) Infelizmente, não consegui encontrar um único cidadão de verdade nesta classe. e) Não conheço um único capitão do exército. Como quer que eu lhe apresente f) Não posso comprar sequer um hambúrguer. Como quer que eu compre vários ( )?

d) Não ludibriou só um cidadão: ludibriou todos os ( ) f) Não é amigo de um escrivão e de um tabelião apenas: é amigo de todos os ( ) h) Não promoveu tão-somente um júnior para o time principal: promoveu todos os ( ) . l) Não lançaram somente um projetil: lançaram todos os ( ) m) Não se esqueceu apenas de um hífen: esqueceu-se de todos os ( ) n) Não devorou um pastelzinho apenas: devorou todos os ( ) .

b) Não aceitaremos um novo aumento de impostos. É bom que o governo abra os olhos d) Compramos fogos de artifício para a festa de abertura dos jogos estudantis. f) Um médico que passava por ali prestou os primeiros socorros às vítimas do acidente.

b) Nunca tinha visto tantos ( ) ao mesmo tempo. (beija-flor) c) Sua intervenção pôs fim a todos os ( ) . (bate-boca) d) Anunciaram seu nome por intermédio dos ( ) .(alto-falante) e) Todos os ( ) concordam com esta reivindicação. (abaixo-assinado) f) Venho aqui todas as ( ) (segunda-feira) g) Vários ( ) transformaram-se em presidentes da República no Brasil. (vice-presidente) h) Os ( ) partiram para Pequim. (recém-casado) i) Ocorreu mais um acidente com caminhões que transportavam ( ) Isso é jeito de se transportar gente! (bóia-fria) j) Passou mal após ter comido várias ( ) e várias ( ) (banana-maçã/manga-rosa). l) Combinaram várias ( ) (palavra-chave) m) Tiveram de comprar vários ( ) para mobiliar a casa. (guarda-roupa) n) Ele já perdeu três ( ) este ano. (guarda-chuva) o) Seu canteiro de ( ) está primoroso! (couve-flor) p) É o autor de várias ( ) (obra-prima) q)Vários ( ) construíram seus ninhos nos postes de iluminação. (joão-de-barro) r) Fotografaram várias ( ) em sua viagem pela Amazônia. (vitória-régia) s) Vários ( ) japoneses foram interceptados pelos ativistas do Greenpeace. (navio- fábrica) t) Os ( ) da empresa haviam sido roubados. (livro-caixa) u) Não se deviam construir esses ( ) em cidades tão pequenas! (arranha-céu) v) Vários ( ) do banco foram acusados de corrupção. (ex-diretor) x) Teve de instalar vários ( ) para proteger as instalações da fábrica. (pára-raios) z) Assisto a todos os ( ) de que tenho noticia. (bumba-meu-boi)

FLEXÃO DE GRAU Os substantivos podem ser modificados a fim de exprimir intensificação, exagero, atenuação, diminuição ou mesmo deformação de seu significado. Essas modificações, que constituem as variações de grau do substantivo, são tradicionalmente consideradas um mecanismo de flexão. Você perceberá, no entanto, que não se trata de mecanismos de flexão - obrigatórios para a manutenção da concordância nas frases -, mas sim de processos de derivação e de caracterização sintática.

- nota da ledora: propaganda da caderneta de poupança banespa, com a foto de três porquinhos, e o seguinte texto: procuram-se cofrinhos. Entregar na?caderneta de - fim da nota.

Neste caso, o diminutivo não indica apenas tamanho. É evidente também seu valor afetivo.

No uso efetivo da língua, as formas sintéticas de indicação de grau são normalmente empregadas para conferir valores afetivos aos seres nomeados pelos substantivos. Observe formas como amigão, partidão, bandidaço, mulheraço; livrinho, ladrãozinho, rapazola, futebolzinho - em todas elas, o que interessa é transmitir dados como carinho, admiração, ironia ou desprezo, e não noções ligadas ao tamanho físico dos seres nomeados.

ATIVIDADES 1. Procure indicar o sentido de cada uma das palavras destacadas nas frases abaixo. b) É um (mulherão)! c) É um (timaço)! d) É um (timeco)! g) Que (gentalha)! j) Ele pegou um (peixão)! Quatro quilos! l) A namorada dele é um (peixão)! 2. Que palavras você pode usar para descrever as dimensões avantajadas ou diminutas de: l) um animal?

TEXTO PARA ANÁLISE - nota da ledora: propaganda da Petrobrás com o seguinte texto: o petróleo está em tudo.

Escovas de dentes, maquiagem, roupas, calçados, artigos esportivos, discos, fitas de áudio e vídeo, brinquedos, eletrodomésticos, remédios, fertilizantes, tintas, pneus, adesivos, impermeabilizantes, equipamentos cirúrgicos, tecidos sintéticos, óleo Praticamente tudo o que você utiliza no seu dia-a-dia tem petróleo em sua composição. Mas estamos trabalhando duro para ampliá-la ainda mais. Porque descobrir, transportar, refinar e comercializar petróleo é a nossa missão para tomar a sua vida cada vez mais confortável. PETROBRAS - fim da nota.

TRABALHANDO O TEXTO 4. Predominam no texto substantivos abstratos ou concretos? É possível relacionar sua 5. Que efeito se consegue com a longa enumeração de substantivos utilizada no texto? Comente.

Sexa - O sexo pode ser masculino ou feminino. A palavra "sexo" é masculina. O sexo - É. Quer dizer... Olha aqui. Tem sexo masculino e sexo feminino, certo? - Então como é o feminino de sexo?

- Não. Ou, são! Mas a palavra é a mesma. Muda o sexo, mas não muda a palavra. - Não. "A palavra" é feminino. Se fosse masculina seria "o pal..." O garoto sai e a mãe entra. O pai comenta: (VERISSIMO, Luiz Fernando. A mãe do Freud. São Paulo, Círculo do Livro, 1985. p. 83-84.)

TRABALHANDO O TEXTO 2. Aponte a passagem do texto em que se pode perceber a relação entre gênero 3. É possível explicar a forma "sexa" pelas regras de formação do feminino que aprendemos? De acordo com essas regras, como deveria ser completada a frase 4. O diálogo nos permite perceber como o pai procura tratar o filho? Comente essa 5. Aponte passagens em que se evidencia o uso familiar e descuidado da linguagem. 6. O final do texto é irônico? Comente.

A linha e o linho É a sua vida que eu quero bordar na minha Como se eu fosse o pano e você fosse a linha E a agulha do real nas mãos da fantasia Fosse bordando ponto a ponto nosso dia-a-dia E fosse aparecendo aos poucos nosso amor Os nossos sentimentos loucos, nosso amor O ziguezague do tormento, as cores da alegria A curva generosa da compreensão Formando a pétala da rosa da paixão A sua vida, o meu caminho, nosso amor Você a linha e eu o linho, nosso amor Nossa colcha de cama, nossa toalha de mesa Reproduzidos no bordado A casa, a estrada, a correnteza (GIL, Gilberto. Extra .CD Warner Music Brasil, (1983.)

2. A que classe gramatical pertence a palavra (real) (3o. verso) ? Explique. 6. Releia atentamente os dois últimos versos do texto e responda: que recurso foi 7. Você pensa em "bordar" sua vida na vida de alguém?

QUESTÕES E TESTES DE VESTIBULARES 1 (F. Santo André -SP) Dentre as frases abaixo, escolha aquela em que há, de fato, e) A professora distribuiu as cartilhas a todos os alunos.

d) vulcão e) cirurgião 6 (UNIMEP-SP) O plural de fogãozinho e cidadão é: e) fogõesinhos e cidadões.

a) papelsinhos, meios-fio b) papeizinhos, meios-fios c) papeisinhos, meio-fios d) papelzinhos, meio-fios e) papeizinhos, meio-fios e) n.d.a.

9 (FMU-FIAM-SP) Indique a alternativa em que só aparecem substantivos abstratos. a) tempo, angústia, saudade, ausência, esperança, imagem b) angústia, sorriso, luz, ausência, esperança, inimizade c) inimigo, luto, luz, esperança, espaço, tempo d) angústia, saudade, ausência, esperança, inimizade e) espaço, olhos, luz, lábios, ausência, esperança, angústia 10 (UM-SP) Numere a segunda coluna de acordo com o significado das expressões da primeira coluna e assinale a alternativa que contém os algarismos na seqüência correta. (1) o óleo santo ( ) amoral (2) a relva ( ) a crisma (3) um sacramento ( ) o moral (4) a ética ( ) o crisma (5) a unidade de massa ( ) a grama (6) o ânimo ( ) o grama a) 6,1,4,3,5,2 b) 6, 3,4,1,2,5 c) 4, 1,6,3,5,2 d) 4,3,6, 1,2,5 e) 6,1,4,3,2,5 11 (UM-SP) Indique o período que não contém um substantivo no grau diminutivo. a) Todas as moléculas foram conservadas com as propriedades particulares, b) O ar senhoril daquele homúnculo transformou-o no centro de atenções na tumultuada assembléia.

c) Através da vitrina da loja, a pequena observava curiosamente os objetos decorados d) De momento a momento, surgiam curiosas sombras e vultos apressados na silenciosa e) Enquanto distraía as crianças, a professora tocava flautim, improvisando cantigas alegres e suaves.

12 (UM-SP) Assinale a alternativa em que a flexão do substantivo composto está errada. a) os pés-de-chumbo b) os corre-corre c) as públicas-formas d) os cavalos-vapor e) os vaivéns 1. esforços 2. portos 3. impostos verificamos que o timbre da vogal tônica é aberto: e) em todas as palavras.

14 (UFJF-MG) Assinale a alternativa em que aparecem substantivos simples, a) água, vinho b) Pedro, Jesus c) Pilatos, verdade d) Jesus, abaixo-assinado e) Nova lorque, Deus 15 (ITA-SP) Dadas as sentenças: 3. A tracoma é uma doença contagiosa. deduzimos que: e) n.d.a.

16 (UFE-RJ) Assinale a única frase em que há erro no que diz respeito ao gênero das e) A parte superior da traquéia é o laringe.

a) cabeça, cisma, capital b) águia, rádio, crisma c) cura, grama, cisma d) lama, coral, moral e) agente, praça, lama 18 (UFF-RJ) Numa das frases seguintes, há uma flexão de plural totalmente errada. e) Os reptis são animais ovíparos.

19 (UM-SP) Relacione as duas colunas, de acordo com a classificação dos substantivos, (1) padre ( ) próprio (2) seminário ( ) coletivo (3) Dias ( ) derivado (4) ano ( ) comum a) 3, 4, 2, 1, b) 1,2,4,3 c) 1, 3,4,2 d) 3,2,1,4 e) 2, 4,3,1 20 (UFU-MG) Dentre os plurais de nomes compostos aqui relacionados, há um que está a) escolas-modelo b) quebra-nozes c) chefes-de-sessões d) guardas-noturnos e) redatores-chefes 21 (UM-SP) Numa das opções, uma das palavras apresenta erro de flexão. Indique-a. a) mãos-de-obra, obras-primas b) guardas-civis, afro-brasileiros c) salvos-condutos, papéis-moeda d) portas-bandeira, mapas-múndi e) salários-família, vice-diretores 22 (UNIMEP-SP) Classificam-se como substantivos as palavras destacadas, exceto em: e) "... todas essas (coisas) se apagarão em lembranças...".

empregado corretamente é: a) as águas-marinhas, as públicas-formas, os acórdãos b) abajures, caracteres, os ônus c) auto-serviços, alto-falantes, lilases d) capitães-mor, sabiás-pirangas, autos-de-fé e) guardas-florestais, malmequeres, AveMarias

CAPÍTULO 10 ESTUDOS DOS ARTIGOS - nota da ledora: tira de quadrinhos, ocupando a página inteira, com Hagar, o terrível. Conversa entre Hagar e o marinheiro: Hagar: - eu preciso de um «braço direito forte» Hagar: você? Você é um homem de decisão? Você é um homem que pode dizer Hagar olha pensativo pra o marinheiro e? - fim da nota.

A opção pelo artigo indefinido ou definido depende, em geral, do contexto maior em que se insere a frase. No último quadrinho da história, o leitor já conhece "a pergunta", pois ela foi formulada no terceiro quadrinho.

1 CONCEITO Artigo é a palavra que acompanha o substantivo, servindo basicamente para generalizar ou particularizar o sentido desse substantivo. É o que se nota no contraste entre: (um) cidadão/(o) cidadão (um) portão/(o) portão (um) animal/(o) animal (uma) flor/(a) flor

Em muitos casos, o artigo é essencial na especificação do gênero e do número do substantivo: A empresa colocou em circulação o ônibus de três eixos.

Quando antepostos a palavras de qualquer classe gramatical, os artigos as transformam em substantivos. Nesses casos, ocorre a chamada derivação imprópria, que já estudamos: O aqui e o agora nem sempre se conjugam favoravelmente.

2. CLASSIFICAÇÃO Em função da sua capacidade de generalizar ou particularizar o sentido do substantivo com que se relaciona, o artigo é classificado em definido e indefinido.

O artigo indefinido indica seres quaisquer dentro de uma mesma espécie; seu sentido é genérico. Assume as formas um, uma; uns, umas: Gosto muito de animais: queria ter um cachorro, uma gata, uns tucanos e umas araras.

O artigo definido indica seres determinados dentro de uma espécie; seu sentido é particularizante. Assume as formas o, a; os, as: Meu vizinho gosta muito de animais: você precisa ver o cachorro, a gata, os tucanos e as araras que ele tem em casa.

3. COMBINAÇÕES DOS ARTIGOS É muito freqüente a combinação dos artigos definidos e indefinidos com preposições. O quadro seguinte apresenta a forma assumida por essas combinações.

Preposição: a, de, em por (per) Artigo: o, os, a, as, um, uns, uma, umas combinações: ao, aos, à, às, do, dos, da, das, dum, duns, duma, dumas, no, nos, na, nas, num, nuns, numa, numas, pelo, pelos, pela, pelas.

- nota da ledora: quadro de destaque na página: OBSERVAÇÕES: 1. As formas à e às indicam a fusão da preposição a com o artigo definido. Essa fusão e vogais idênticas é conhecida por crase. O uso do acento grave que indica a ocorrência 2. As formas pelo(s) / pela(s) resultam da combinação dos artigos definidos com a - fim do quadro de destaque.

ATIVIDADES 1. Os artigos são responsáveis por diversos detalhes de significação nas diferentes situações comunicativas em que são empregados. Leia atentamente as frases seguintes e a) Estou levando produtos d(a) região.

b) O menino estava tão encabulado que não sabia o que fazer com as mãos. Em poucos g) Ela tem (um) talento! d) O dirigente sindical apresentou reivindicações dos trabalhadores na reunião. O dirigente sindical apresentou as reivindicações dos trabalhadores na reunião. Chico Buarque, o grande compositor brasileiro, é também escritor.

3. Uma emissora de TV anunciava as transmissões dos jogos do campeonato alemão de futebol com a seguinte frase: "Na (nome da emissora), o futebol tricampeão do mundo." Há alguma inverdade nessa frase? Comente.

TEXTOS PARA ANÁLISE - nota da ledora: publicidade de futebol com fotografia de um sutiã e duas bolas de futebol como se fossem seios; com o seguinte texto: Uma programação para quem é tarado por futebol. Se você é do tipo que fica todo assanhado quando o assunto é - fim da nota.

TRABALHANDO O TEXTO Comente o uso do artigo definido e do artigo indefinido nas expressões "uma programação" e "a programação".

TRABALHANDO O TEXTO 1. No segundo verso da canção, os substantivos homem e mulher são usados em sentido 2. Coração, no penúltimo verso, é usado em sentido genérico ou específico? Comente. 3. Comente o efeito produzido pelo contraste entre os artigos em "um falso amor" e "o 4. Há, na sua opinião, "o grande amor" de que fala a canção?

QUESTÕES E TESTES DE VESTIBULARES 1 (FUVEST-SP) "Ele é o homem, eu sou apenas uma mulher." a) Identifique os recursos lingüísticos utilizados para provocar esse reforço. b) Explique por que esses recursos causam tal efeito.

2 (EFM-SP) A palavra homem aparece duas vezes na frase que segue, com significados Suponho que nunca ter visto um homem e não sabia, portanto, o que era o homem." (Machado de Assis) d) Em certos momentos, as mais corajosas pessoas se acovardam.

5) (UM-SP) Em qual das alternativas o artigo definido feminino corresponderia a a) sósia, doente, lança-perfume b) dó, telefonema, diabete c) clã, eclipse, pijama d) cal, elipse, dinamite e) champanha, criança, estudante

substantivo + adjetivo designa duas personagens radicalmente distintas. Magia da arte ou da política?

- nota da ledora: charge parecida com a de Getúlio Vargas "pintor", descrita em - fim da nota.

1 CONCEITO Adjetivo é a palavra que caracteriza o substantivo, atribuindo-lhe qualidades (ou defeitos) e modos de ser, ou indicando-lhe o aspecto ou o estado: sindicato fictício, eficiente, deficitário, representativo Observe que é necessário apresentar a relação que se estabelece entre o substantivo e o adjetivo para poder conceituar este último. Na realidade, substantivos e adjetivos apresentam muitas características semelhantes e, em muitas situações, a distinção entre ambos só é possível a partir de elementos fornecidos pelo contexto: O brasileiro jovem enfrenta dificuldades para ingressar no mercado de trabalho. Na primeira frase, jovem é substantivo, e brasileiro é adjetivo. Na segunda, invertem-se Ser adjetivo ou ser substantivo não decorre, portanto, de características morfológicas da Há conjuntos de palavras que têm o valor de um adjetivo: são as locuções adjetivas. Essas locuções são normalmente formadas por uma preposição e um substantivo ou por uma preposição e um advérbio; para muitas delas, existem adjetivos equivalentes: conselho (de pai) (=paterno) inflamação (da boca) (= bucal) atitude (sem qualquer cabimento) alma (em frangalhos) jornal (de ontem) gente (de longe)

2 CLASSIFICAÇÃO Quanto à sua estrutura e formação, os adjetivos têm classificação idêntica à dos Os adjetivos primitivos não são formados por derivação de nenhuma outra palavra: deles é que se formam outras palavras. São exemplos: azul branco brando claro curto grande livre triste verde Adjetivos derivados são aqueles formados por derivação de outras palavras: cheiroso invisível infeliz esverdeado desconfortável azulado entristecido Os adjetivos simples apresentam um único radical em sua estrutura. E o caso de todos os exemplos apontados no item anterior. Os compostos apresentam pelo menos dois radicais em sua estrutura: ítalo-brasileiro luso-africano socioeconômico político- institucional sul-rio-grandense

Os adjetivos referentes a países, estados, regiões, cidades ou localidades são conhecidos como adjetivos pátrios. Conhecê-los é importante para evitar erros e construir frases mais concisas. Por isso, leia com atenção as relações de adjetivos pátrios colocadas a seguir. Para facilitar seu estudo, dividimos esses adjetivos em quatro blocos: os que se referem ao Brasil, os que se referem a Portugal e outros países de língua portuguesa, os que se referem à América e os que se referem aos demais países e continentes. Nos dois primeiros blocos, procuramos fornecer os adjetivos pátrios referentes aos estados, às principais regiões, às capitais de estado e principais cidades, além das formas que costumam provocar dúvidas. Nos dois últimos blocos, fornecemos apenas as formas que costumam provocar dúvidas.

Letônia - leto ou letão Lituânia - lituano Madagáscar - malgaxe Madri - madrilenho ou madrilense Málaga - malaguenho Malásia - malaio Malta - maltês Manchúria - manchu Mântua - mantuano Meca - mecano Moldávia - moldávio Mônaco - monegasco Mongólia - mongol ou mongólico Nápoles - napolitano ou partenopeu Nazaré - nazareno samarinês Nova Zelândia - neozelandês Pais de Gales - galês Parma - parmesão ou parmense Pequim - pequinês San Marino - samarinês Sardenha - sardo Somália - somali Tadjiquistão - tadjique Tirol - tirolês Trento - tridentino Túnis - tunisino Ucrânia - ucraniano Varsóvia - varsoviano Zâmbia - zâmbio Em muitas situações, é necessário utilizar adjetivos próprios compostos, como euro- asiático, anglo-americano, italo-francês. Nesses casos, o primeiro dos elementos do composto assume uma forma reduzida, de origem normalmente erudita. Note que nem todos os adjetivos pátrios possuem formas reduzidas: as principais se encontram no quadro a seguir.

França - franco- Galiza - galaico- ou galego- Grécia - greco- Índia - indo- Inglaterra - anglo- Itália - ítalo- Japão - nipo- Portugal - luso- ATIVIDADES e) Todo brasileiro é brasiliense?

e) As tradições ( ) são comparáveis às ( ) e às ( ) (do Porto/de Coimbra/de Lisboa) f) Seu amigo português é ( ) ? Eu o supunha ( ) (de Castelo Branco/de Viseu) a) Seu sonho ( ) converteu-se num pesadelo ( ). Ele embarcou no avião errado! (de Nova lorque/de Assunção) b) A população ( ) é pequena. (da Terra do Fogo) c) Parece ter chegado ao fim a guerra civil ( ) (de El Salvador) d) O time ( ) surpreendeu os times ( ) e ( ) na Copa de 1990. (da Costa Rica / da Escócia/da Suécia) e) Nosso basquete derrotou novamente o time ( ) , mas perdeu do time ( ) (de Porto Rico/dos Estados Unidos) f) Vou dar um passeio pela América Central: quero conhecer as realidades ( ) , ( ) e ( ) (da Nicarágua / da Guatemala / do Panamá) g) A infra-estrutura urbana ( ) é tão precária quanto a ( ) Aliás, o mesmo se pode dizer da ( ) e da de muitas capitais de estado ( ) (de La Paz/de Lima/de Quito/do Brasil) a) Napoleão era ( ) (da Córsega) b) Foi à Itália estudar dialetos ( ) ; acabou especializando-se em arte ( ) (da Sardenha /de Florença) c) As guerras ( ) ocupam boa parte dos livros de história antiga. (de Cartago) d) Eu sabia que ele era ( ). Desconhecia se era ( ) ou ( ) (da Espanha/da Galiza/da Andaluzia) e) Ele é ( ) ? É ( ) ? (de Israel/de Jerusalém) f) Ele é ( ) ? É ( ) ? (da Síria/de Damasco) g) As decisões do Conselho ( ) espalharam terror pela Europa. (de Trento) h) Uma das princesas ( ) costuma envolver-se em escândalos. (de Mônaco) i) Ele é ( ) , ( ) ou ( ) ? (da Letônia/da Lituânia /da Estônia) 7. Que adjetivos pátrios compostos você empregaria para designar: i) um instituto de pesquisa financiado pelos governos da Inglaterra e da França?

8. Depois de conhecer melhor os adjetivos pátrios, você pode tentar explicar alguns nomes freqüentes em nosso dia-a-dia. Por que será, por exemplo, que: e) certo tipo de lingüiça se chama calabresa?

Há muitos adjetivos que mantêm certa correspondência de significado com locuções adjetivas, e vice-versa. E o caso dos exemplos já citados paterno/de pai e bucal/da boca. A correspondência de significado nesses casos não significa que a substituição da Tampouco a substituição contrária é sempre admissível. Colar de marfim, por exemplo, é uma expressão cotidiana: seria pouco recomendável passar a dizer colar ebúrneo ou Contrato leonino é uma expressão usada na linguagem jurídica: é muito pouco provável que os advogados passem a dizer contrato de leão. Em outros casos, a substituição é perfeitamente possível, transformando a equivalência entre adjetivos e locuções adjetivas em mais uma ferramenta para o aprimoramento dos textos, pois oferece possibilidades de variação vocabular. É o que ocorre na seqüência de frases a seguir: A população das cidades tem aumentado demasiadamente no Brasil. Isso tem conduzido ao caos urbano.

- nota da ledora: anúncio de consumo, com as letras dos Estados Unidos, USE, escritas nas cores da bandeira americana, vermelho, azul e branco, com a legenda: sociedade de - fim da nota.

Fornecemos a seguir uma relação de locuções adjetivas e adjetivos correspondentes. Muitos desses adjetivos são de origem erudita, tendo uso restrito à linguagem técnica ou literária. Baseando-se em sua experiência lingüística, procure detectar os casos em que o adjetivo e a locução podem ser substituídos um pelo outro sem grandes alterações de sentido.

de proteína protéico de ilha insular de pulmão pulmonar de intestino celíaco, entérico, intestinal dos quadris ciático de rim renal de inverno hibernal de rio fluvial de irmão fraternal, fraterno de rocha rupestre de lado lateral de selva silvestre de lago lacustre de sonho onírico de leão leonino de sintaxe sintático de tarde vesperal, vespertino da terra terreno, terrestre, telúrico de vento eólico, eólio de verão estival de víbora viperino de tórax torácico de vidro vítreo de touro taurino de virgem virginal de umbigo umbilical de visão óptico ou ótico de veias venoso da voz vocal de velho senil

ATIVIDADES b) Há quem acredite que ter um comportamento viril eqüivale a deixar de agir como ser c) Nosso vizinho tem um grave problema (cardíaco). É uma pena, pois ele é uma pessoa d) O corpo (discente) da escola resolveu apoiar as reivindicações do corpo (docente). f) Estão querendo dinamitar a gruta em que há inscrições (rupestres)! i) Percebeu que estava tornando-se (senil) quando as dores (renais), (cervicais) e j) Não toque nisso! É um veneno letal! 1) Foi condenado pelo crime passional que n) Não adianta gesticular diante dele: ele tem um sério problema (ótico).

3. Complete as frases seguintes com os adjetivos correspondentes às locuções entre a) Todos admiram seu andar ( ) Eu tenho medo de sua língua ( ) . (de gata/de cobra) b) Saiu para sua caminhada ( ) e acabou voltando somente na hora da refeição ( ) - (da manhã/da tarde) c) Houve um significativo crescimento nos rebanhos ( ) , ( ) , ( ) e ( ) (de bois/de ove- lhas/de cabras/de porcos) d) Seus problemas ( ) e ( ) requerem os cuidados de um especialista. (de estômago/de intestino) e) Passou por uma cirurgia ( ) (da boca) f) A população ( ) apresenta distribuição ( ) equilibrada. (das ilhas/de idade) g) Após o acidente, foi levado ao hospital com fortes dores ( ) e suspeita de traumatismo ( ) (do tórax/do crânio) h) A navegação ( ) é muito praticada no Norte do país. (dos rios) i) É um alimento de elevado teor ( ) Pena que seja inacessível à população mais pobre! (de proteínas) j) Cobravam de mim um comportamento ( ) , como se me houvessem tratado com atenções ( ) ou ( ) (de filho/de mãe/de pai)

4 FLEXÕES Os adjetivos se flexionam em gênero e número e apresentam variações de grau bem mais complexas que as dos substantivos.

O adjetivo concorda em gênero com o substantivo a que se refere: um comportamento estranho uma atitude estranha um jornalista ativo uma jornalista ativa Os adjetivos também são classificados em biformes e uniformes.

Adjetivos biformes Possuem uma forma para o gênero masculino e outra para o gênero feminino. A formação do feminino desses adjetivos costuma variar de acordo com a terminação da forma masculina, de modo semelhante ao que acontece com os substantivos.

Os adjetivos terminados em -ês, -or, -e, -u geralmente recebem a terminação -a: português/portuguesa sedutor/sedutora cru/crua Destaquem-se hindu, cortês, pedrês, incolor, multicor, bicolor, tricolor e as formas comparativas maior, melhor, menor, pior, superior, inferior, anterior, posterior, que são invariáveis. Destaque-se também o par mau/má.

Os adjetivos terminados em -ão trocam essa terminação por -a, -ona e, mais raramente, por -oa: são/sã chorão/chorona beirão/beiroa catalão/catalã comilão/comilona Os adjetivos terminados em -eu trocam essa terminação por -éia; os terminados em -éu, por -oa: plebeu/plebéia ateu/atéia tabaréu/tabaroa ilhéu/ilhoa Destaquem-se judeu/judia e sandeu/sandia.

planejamento agrícola vida exemplar comportamento exemplar - nota da ledora: quadrinho da famosa Radical Chic, de Miguel Paiva, em retrospectiva 96, apresentando-a sentada e pensativa, se auto-definindo, com o seguinte texto: arrogante, prepotente, agressiva, impaciente, exigente, insensível, possessiva, teimosa, - fim da nota.

O quadrinho ao lado nos oferece uma rica lista de adjetivos uniformes: arrogante, prepotente, impaciente, exigente, insensível.

São uniformes os adjetivos compostos em que o segundo elemento é um substantivo: casaco amarelo-limão carro verde-garrafa camisa amarelo-limão bicicleta verde-garrafa Também são uniformes os compostos azul-marinho e azul-celeste.

a) os que são formados por dois adjetivos, como verde-escuro e médico-dentário - nesses casos, é o segundo elemento que varia para indicar gênero e número ( verde- escura, verde-escuros, verde escuras; médico-dentária, médico-dentários, médico b) os que apresentam como um segundo elemento um substantivo, como amarelo-ouro e c) os que indicam cores esão formados expressão cor + substantivo - adjetivos desse tipo são invariáveis, mesmo quando a expressão cor de estiver subtendida ( papel cor- de-rosa, papéis cor-de-rosa; giz ( cor de ) laranja; gizes ( cor de) laranja, carro (cor de ) creme, carros ( cor de ) creme; camisa ( cor de ) cinza, camisas ( cor de ) cinza, etc. ) - fim do quadro de destaque.

FLEXÃO DE GRAU Os adjetivos variam em grau quando se deseja comparar ou intensificar as características que atribuem. Há, portanto, dois graus do adjetivo: o comparativo e o superlativo.

COMPARATIVO Nesse grau, compara-se a mesma característica atribuída a dois ou mais seres ou duas ou mais características atribuídas a um mesmo ser. O comparativo pode ser de igualdade, de superioridade ou de inferioridade, e é formado por estruturas analíticas de que participam advérbios e conjunções. Observe as frases seguintes: Ele é tão exigente quanto (ou como) seu irmão.

Os adjetivos bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas para o grau comparativo de superioridade: melhor, pior, maior e menor, respectivamente: A preocupação social é menor (do) que a ambição individual.

As formas analíticas correspondentes (mais bom, mais mau, mais grande, mais pequeno) só devem ser usadas quando se comparam duas características de um mesmo ser: Todo corrupto é mais mau (do) que esperto.

SUPERLATIVO Nesse grau, a característica atribuída pelo adjetivo é intensificada de forma relativa ou No grau superlativo relativo, essa intensificação é feita em relação a todos os demais seres de um conjunto que a possuem. O superlativo relativo pode exprimir superioridade ou inferioridade e é sempre expresso de forma analítica: SUPERLATIVO RELATIVO DE SUPERIORIDADE: Ele é o mais exigente de todos os irmãos.

SUPERLATIVO RELATIVO DE INFERIORIDADE: As formas do superlativo relativo de superioridade dos adjetivos bom, mau, grande e pequeno também são sintéticas: o melhor, o pior, o maior e o menor.

- nota da ledora: quadro de anúncio da Zoomp, apresentando uma moça sozinha no carro, com três extraterrestres como companhia, e o seguinte texto: Bebem, dançam, fumam, dizem bobagem, e na sexta não ligam querendo saber o que - fim da nota.

No trecho "as melhores companhias", subentende-se "as melhores companhias de todas". As melhores constitui, portanto, forma do superlativo relativo de superioridade do adjetivo bom.

No grau superlativo absoluto, intensifica-se a característica atribuída pelo adjetivo a um determinado ser, transmitindo idéia de excesso. O superlativo absoluto pode ser analítico ou sintético: a) o superlativo absoluto analítico é formado normalmente com a participação de um advérbio: b) o superlativo absoluto sintético é expresso com a participação de sufixos. O mais comum deles é -issimo; nos adjetivos terminados em vogal, esta desaparece ao ser acrescentado o sufixo do superlativo: Seremos tolerantíssimos.

bilíssimo (volúvel - volubilíssimo, indelével - indelebilíssimo). Na relação abaixo, você encontrará muitas formas irregulares do superlativo absoluto sintético. Observe que algumas são de uso comum (facílimo e dificílimo, por exemplo), enquanto outras pertencem a linguagem formal (acérrimo, pulquérrimo, por exemplo).

notável notabilíssimo pequeno mínimo perspicaz perspicacíssimo pessoal personalíssimo pobre paupérrimo, pobríssimo possível possibilissimo pródigo prodigalíssimo próspero prospérrimo provável probabilíssimo público publicíssimo pudico pudicíssimo pulcro pulquérrimo rústico rusticissimo sábio sapientíssimo sagrado sacratíssimo salubre salubérrimo sensível sensibilissimo simpático simpaticíssimo simples simplícimo, simplicíssimo soberbo superbíssimo tenaz tenacissimo tenro teneríssimo terrível terribilíssimo veloz velocíssimo visível visibilissimo volúvel volubilíssimo voraz veracíssimo vulnerável vulnerabilíssimo Os adjetivos terminados em -io não precedidos de e formam o superlativo absoluto sintético em iíssimo: - sério - seriíssimo necessário - necessariíssimo frio - friíssimo feio - feíssimo mais cheio - cheíssimo

O) É um país pobre. Não: é ( ) p) Tinha sido uma pessoa simpática. Não: tinha sido ( ) q) É uma alma volúvel. Não: é ( ) , 4. Na língua coloquial, utilizamos formas superlativas nem sempre aceitáveis na língua formal. Observe algumas dessas formas coloquiais nas frases abaixo; a seguir, reescreva as frases utilizando o superlativo absoluto apropriado à língua formal. a) É um piloto hiperveloz! e) Tem uma cabeça arquipequena! i) Saiu daqui felizinho da silva! É um cara sabidão! j) É um cara sabichão

TEXTO PARA ANÁLISE - nota da ledora: propaganda da revista Quatro Rodas, com o seguinte texto: Carros - fim da nota.

Classifique a palavra clássico em suas duas ocorrências no texto ao lado e explique qual o processo de derivação envolvido nessa mudança de classe gramatical.

- nota da ledora: quadrinhos da Radical Chic, no primeiro quadro: Retrospectiva 96 ( Radical sentada na poltrona) falando : arrogante, prepotente, agressiva, impaciente, exigente, insensível, possessiva, teimosa, tarada, chata e louca. - no segundo quadro, retrospectiva 97: ( Radical de pernas cruzadas, na poltrona) falando: modesta, humilde, pacífica, despojada, sensível, desprendida, compreensiva, calma, legal, e careta. - fim da nota.

TRABALANDO O TEXTO Pense no conceito de adjetivo e justifique por que o texto é quase exclusivamente formado por adjetivos.

Vou dizer adeus Fazer de tudo e todos bela lembrança Deixar de ser só esperança E por minhas mãos, lutando, me superar Vou traçar no tempo meu próprio caminho E assim abrir meu peito ao vento Me libertar De ser somente aquilo que se espera Em forma, jeito, luz e cor E vou Vou pegar um mundo novo, vida nova Vou pegar um mundo novo, vida nova (GONZAGA Júnior, Luís. In: Elis Regina. Saudades do Brasil. CD Warner Music do Brasil m250678-2, 1989.)

TRABALHANDO O TEXTO: 2. Final e feliz são duas palavras que costumam andar juntas. Classifique-as morfologicamente. A seguir, utilize a palavra final numa frase em que tenha classificação morfológica diferente da que tem no texto.

3. Observe as expressões "velhas histórias" e "canto antigo". Se mudarmos a posição das palavras (histórias velhas e antigo canto), ocorrerão também mudanças de significado? Comente.

4. Abrir o peito ao vento, libertar-se, encontrar um mundo novo, uma vida nova: essas propostas lhe parecem interessantes? O que você pensa sobre elas?

Valença, "Arrastão" com Tim Maia e "Upa, neguinho" com Caetano Veloso, num sutil arranjo de voz e violão. Gal Costa canta a belíssima "Beatriz", música sobre letra que Chico Buarque fez para a mulher, Marieta Severo. O acompanhamento é de Jaques Morelembaun, que sobrepôs vários cellos e fez um bordado instrumental comovente. Maneirismo - Tirando inspiração de vários gêneros musicais, do samba ao impressionismo, Edu é criativo não só nas harmonias, mas também na rítmica de suas canções. Isso permite ao compositor sair-se bem seja no foxtrote "A história de Lily Braun" (cantada por Leila Pinheiro), seja na sincopada "Lero-lero", parceria com Cacaso que foi tema de novela e aparece no CD pelas vozes do coral Garganta Profunda. As 33 faixas do álbum, se não deixam nenhuma lacuna grave da obra de Edu, também desviam ao máximo de um problema que costumava aparecer nos songbooks assinados por Chediak. Ao reunir tantos artistas em torno da obra de um único compositor, abria-se o espaço para "exotismos" de gente que quase nada poderia acrescentar a ela. Desta vez, apenas Ed Motta parece fora de lugar, forçando uma interpretação cheia de maneirismos em "Bancarrota blues". O resto faz jus à estatura do (MASSON, Celso. In: Veja, 21 ago. I996)

TRABALHANDO O TEXTO Faça um levantamento dos adjetivos presentes no texto e a seguir responda: eles indicam a opinião do redator sobre a coletânea da obra de Edu Lobo ou fornecem informações sobre ela? Comente.

QUESTÕES E TESTES DE VESTIBULARES 1 (FUVEST-SP) "(...) No fundo o imponente castelo. No primeiro plano a íngreme ladeira que conduz ao castelo. Descendo a ladeira numa disparada louca o fogoso Montado no ginete o apaixonado caçula do castelão inimigo de capacete prateado com plumas brancas. E atravessada no ginete a formosa donzela desmaiada entregando ao vento os cabelos cor de carambola." (A. de Alcântara Machado, Carmela.) "(...)Íamos, se não me engano, pela rua das Mangueiras, quando voltando-nos, vimos um carro elegante que levavam a trote largo dois fogosos cavalos. Uma encantadora menina, sentada ao lado de uma senhora idosa, se recostava preguiçosamente sobre o macio estofo e deixava pender pela cobertura derreada do carro a mão pequena que brincava com um leque de penas escarlates." José de Alencar, Luciola.) Nesses excertos, observa-se que a maioria dos substantivos são modificados por adjetivos ou expressões equivalentes. Comparando os dois textos: a) aponte em cada um deles o efeito produzido por tal recurso lingüistico; b) justifique sua resposta.

2 (FEBASP) "Os homens são os melhores fregueses" os melhores encontra-se no grau: d) superlativo absoluto analítico de superioridade.

3 (PUCC-SP) O (desagradável) da questão era vê-lo de (mau) humor depois da (troca) de turno.

Na frase acima, as palavras destacadas comportam-se, respectivamente, como: e) adjetivo, adjetivo, verbo.

4 (UNIMEP-SP) Em algumas gramáticas, o adjetivo vem definido como sendo "a palavra que modifica o substantivo". Assinale a alternativa em que o adjetivo destacado d) Gente fina é outra coisa! e) Ele parece uma pessoa simpática.

5 (FATEC-SP) Indique a alternativa em que não é atribuída a idéia de superlativo ao e) É uma moça assustadoramente alta.

1. enxofre 2. chumbo 3. prata são, respectivamente, 1.sulfúreo 2.plúmbeo 3.argênteo verificamos que está (estão) correta(s): e) todas as afirmações.

(1) água (2) chuva (3) gato (4) marfim (5) prata (6) rio (7) não consta da lista ( ) pluvial ( ) ebúrneo ( ) felino ( ) aquilino ( ) argênteo a seqüência correta é: d) 2, 4, 7, 1, 7.

13 (ITA-SP) Os superlativos absolutos sintéticos de comum, soberbo, fiel, miúdo são, respectivamente: e) comunérrimo, sobérrimo, fielíssimo, mi-nutíssimo.

14 (ITA-SP) Os adjetivos lígneo, gípseo, níveo, braquial significam, respectivamente: e) associado, feito de gesso, abalizado, relativo ao crânio.

c) farináceo (de farinha); pétreo (de pedra) d) viperino (de vespa); ocular (de olho) e) ebúrneo (de marfim); insípida (sem sabor) 16 (ITA-SP) O plural de terno azul-claro, terno verde-mar é, respectivamente: e) ternos azuis-claro, ternos verde-mar.

17 (UFJF-MG) Marque: a) se I e II forem verdadeiras b) se I e III forem verdadeiras c) se II e III forem verdadeiras d) se todas forem verdadeiras e) se todas forem falsas "...eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor... " III. Em ambos os casos, tem-se um substantivo composto.

18 (CESGRANRIO-RJ) Assinale a alternativa em que o termo cego(s) é um adjetivo. a) "Os cegos, habitantes de um mundo esquemático, sabem aonde ir..." b) "O cego de Ipanema representava naquele momento todas as alegorias da noite escura da alma... " c) "Todos os cálculos do cego se desfaziam na turbulência do álcool." d) "Naquele instante era só um pobre cego." e)"... da Terra que é um globo cego girando no caos." 19 (UFSC) Observe as proposições abaixo: 04. Vestidos vermelhos e amarelo-laranja foram os mais vendidos na exposição. 08. As crianças surdo-mudas foram encaminhadas à clínica para tratamento. 16. Discutiu-se muito a respeito de ciências político-sociais na última assembléia 32. As sociedades luso-brasileira adquiriram novos livros de autores portugueses. Marque as frases corretas e some os valores que lhes são atribuídos.

20 (UNIMEP-SP) O adjetivo está mal flexionado em grau em: a) livre: libérrimo b) magro: macérrimo c) doce: docílimo d) triste: tristíssimo e) fácil: facílimo 21 (CEFET-PR) Siga o exemplo: Não chame a torre de alta, mas de altíssima.

22 (PUCSP) No trecho " ? o homem não fala simplesmente uma língua, não a usa, como (mero) instrumento de comunicação" , o termo sublinhado é um - nota da ledora: em todos os exercício do livro, em que as palavras são sublinhadas ou um termo é destacado, o mesmo encontra-se entre parênteses, por motivos óbvios. e) adjetivo e significa "puro".

23 (UM-SP) Assinale a alternativa em que ambos os adjetivos não se flexionam em a) elemento motor, tratamento médico-dentário b) esforço vão, passeio matinal c) juiz arrogante, sentimento fraterno d) cientista hindu, homem célebre e) costume andaluz, manual lúdico-instrutivo 24 (UFF-RJ) Das frases abaixo, apenas uma apresenta adjetivo no comparativo de e) O mais alegre dentre os colegas era Ricardo.

25 (FMIt-MG) Dê o grau normal dos superlativos: a) macérrimo b) tetérrimo c) minutíssimo d) personalíssimo e) ferocíssimo 26 (UFU-MG) Relativamente à concordância dos adjetivos compostos indicativos de a) saia amarelo-ouro b) papel amarelo-ouro c) caixa vermelho-sangue d) caixa vermelha-sangue e) caixas vermelho-sangue

CAPÍTULO 12 ESTUDO DOS ADVÉRBIOS - nota da ledora: propaganda da revista Veja com o seguinte texto: "em jornalismo, não existe " politicamente correto". Só existe "correto".

Um equívoco muito comum associa o advérbio exclusivamente ao verbo. No anúncio acima, porém, vemos um advérbio (politicamente) modificando um adjetivo (correto), papel que também faz parte do comportamento gramaticalmente correto do advérbio.

1 INTRODUÇÃO Na palavra advérbio, assim como na palavra adjetivo, existe o prefixo latino ad, que indica idéia de "proximidade", "contigüidade". Portanto o nome praticamente já diz o que é o advérbio: é palavra capaz de caracterizar o processo verbal, indicando circunstâncias em que esse processo se desenvolve. E o caso, por exemplo, da palavra humildemente, que, no "Poema só para Jaime Ovalle", de Manuel Bandeira, caracteriza o processo expresso pela forma verbal pensando ("E fiquei pensando, humildemente O papel básico dos advérbios é, por isso, relacionar-se com os verbos da língua, caracterizando os processos expressos por eles. Essa caracterização pode ter finalidade descritiva, procurando representar objetivamente os dados da realidade. Quando se diz, por exemplo, que todos estavam "dormindo profundamente", descreve-se a maneira A caracterização adverbial pode, no entanto, indicar a subjetividade de quem analisa um evento: o advérbio deixa de ter papel descritivo e passa a traduzir sentimentos e julgamentos de valor de quem escreve ou fala. É o que se verifica, por exemplo, no poema "Madrugada", de Ferreira Gullar: Do fundo de meu quarto, do fundo de meu corpo clandestino ouço (não vejo) ouço crescer no osso e no músculo da noite a noite A noite ocidental obscenamente acesa sobre meu país dividido em classes O advérbio obscenamente é um ótimo exemplo desse outro valor dos advérbios. Modificando o adjetivo acesa, ele transmite um forte juízo de valor.

(o advérbio muito modifica o advérbio mal) Em alguns casos, os advérbios podem se referir a uma oração inteira; nessa situação, normalmente transmitem a avaliação de quem fala ou escreve sobre o conteúdo da oração: Lamentavelmente, ele não estará conosco na próxima semana.

As locuções adverbiais são conjuntos de duas ou mais palavras que têm valor de advérbio. Normalmente, são formadas por preposição e substantivo ou por preposição e advérbio: Moravam ao lado da estação.

3 CLASSIFICAÇÃO Os advérbios e locuções adverbiais são classificados de acordo com as circunstâncias que expressam. Na relação a seguir, você encontrará as principais circunstâncias a) lugar- aqui, aí, ali, cá, lá, acolá, além, longe, perto, dentro, adiante, defronte, onde, acima, abaixo, atrás, algures ( = em algum lugar), alhures ( = em outro lugar), nenhures ( = em nenhum lugar); em cima, de cima, à direita, à esquerda, ao lado, de fora, por b) tempo - hoje, ontem, anteontem, amanhã, atualmente, brevemente, sempre, nunca, jamais, cedo, tarde, antes, depois, logo, já, agora, ora, então, outrora, aí, quando; à noite, à tarde, de manhã, de vez em quando, às vezes, de repente, hoje em dia, etc. c) modo - bem, mal, assim, depressa, devagar, rapidamente, lentamente, facilmente (e a maioria dos terminados em -mente); às claras, às pressas, à vontade, à toa, de cor, de mansinho, de cócoras, em silêncio, com rancor, sem medo, frente a frente, face a face, d) afirmação - sim, decerto, certamente, efetivamente, seguramente, realmente; sem e) negação - não, absolutamente, tampouco; de modo algum, de jeito nenhum, etc. f) intensidade - muito, pouco, mais, menos, ainda, bastante, assaz, demais, bem, tanto, g) dúvida - talvez, quiçá, acaso, porventura, possivelmente, provavelmente, eventualmente, etc.

(circunstância de finalidade) - nota da ledora: um anúncio, na página, onde uma mulher mostra-se séria, enquanto caem flores no quadro ao lado dela, com o seguinte texto: Pra mim só existe uma coisa mais fora de moda que receber flores? no anúncio ao lado, a mesma mulher, sorridente, segurando uma braçada de flores, e um quadro ao lado mostrando só o talo - fim da nota.

Neste anúncio, vemos dois advérbios: mais (advérbio de intensidade, neste caso intensificando a locução adjetiva "fora de moda")...e não, advérbio de negação, modificando o verbo receber.

Alguns gramáticos citam outras circunstâncias adverbiais. Muitas delas parecem subdivisões das apontadas acima, como a de freqüência (subdivisão da circunstância de Merecem destaque os chamados advérbios interrogativos, empregados em orações interrogativas diretas ou indiretas. Esses advérbios podem exprimir lugar, tempo, modo ou causa: Quero saber por que você aceita tudo passivamente.

Você vai estudar mais detalhadamente as circunstâncias adverbiais nos capítulos relativos à Sintaxe (adjuntos adverbiais e orações subordinadas adverbiais).

4 FLEXÃO Normalmente, os advérbios são considerados palavras invariáveis, por não apresentarem flexão de gênero e número. No entanto alguns deles - principalmente os de modo - apresentam variações de grau semelhantes às dos adjetivos.

GRAU COMPARATIVO Como ocorre com os adjetivos, o grau comparativo pode ser de igualdade, de superioridade e de inferioridade: Ele agia tão friamente quanto (ou como) o comparsa.

Cuidado: diante de particípios que atuam como adjetivos, são empregadas as formas analíticas mais bem e mais mal: Ele é o mais bem informado dos jornalistas (e não o melhor informado). Este edifício é o mais mal construído de todos (e não o pior construído).

GRAU SUPERLATIVO O superlativo dos advérbios é absoluto e pode ser formado de dois modos: a) analítico o superlativo é obtido por meio do uso de um advérbio de intensidade: b) sintético - o superlativo é obtido por meio do uso do sufixo -íssimo: Na linguagem coloquial e familiar, é comum o emprego do sufixo diminutivo para dar aos advérbios o valor superlativo: Ela faz tudo devagarinho.

ATIVIDADES 1. Aponte os advérbios e locuções adverbiais presentes nos trechos abaixo e classifique- a) ? No dia seguinte almoçamos num restaurante e tomamos três garrafas de tinto; depois, num bar fiquei a alisar ternamente a sua mão fina, de veias azuis." (Rubem Braga) b) ? Talvez um ruído de elevador, uma campainha tocando no interior de outro apartamento, o fragor de um bonde lá fora, sons de um radio distante, vagas vozes - e, me lembro, havia um feixe de luz oblíquo dando no chão e na parte de baixo de uma porta, recordo vagamente a cor rósea da parede." (Rubem Braga) c) ? se é difícil arrancar um (não) do brasileiro em geral, mais difícil ainda é arrancar um (sim) do mineiro em particular." (Fernando Sabino) d) ? Naquela solene ocasião, diante das figuras ilustres a olhar boquiabertas as dimensões ciclópicas do monumento, sobreveio a catástrofe providencial: a imensa massa de argila, amolecida pelos sucessivos baldes d'água que o escultor, temeroso de seu endurecimento, despejava sobre o trabalho, começou a desfazer-se feito melado, e de súbito desmoronou fragorosamente." (Fernando Sabino) e) "Aos três meses de vida, passa muito bem o primeiro macaco-aranha nascido em cativeiro, proeza realizada no Centro de Primatologia, no Rio de Janeiro, único lugar do mundo onde essa espécie pode ser legalmente criada." (Superinteressante, mar. 1992.) f) "O mestre-cervejeiro não é um profissional comum: em qualquer fábrica de bebida, pequena ou grande, ele é, desde os tempos da Idade Média, o guardião da receita da cerveja daquela marca e o responsável pela qualidade da bebida produzida ali." (Globo Ciência, abr. 1992.) 2. Troque as locuções adverbiais destacadas nas frases a seguir por advérbios terminados em -mente.

a) Recebeu-nos (com afeto) 3. Troque os advérbios terminados em -mente destacados nas frases seguintes por c) Ele sofreu as conseqüências do que fez (impensadamente) d) Agiu (friamente) j) Não imaginava ter agido (ingenuamente).

4. Substitua as expressões destacadas nas frases a seguir por advérbios. f) O teatro fica (a grande distância); o cinema, (a pequena distância). g) Saia (neste exato instante)! i) Ponha esse livro (em outro lugar).

5. A palavra destacada tem valor diferente em cada uma das frases dos pares abaixo. a) Faça isso (direito)! d) Fale (baixo)! O salário médio no Brasil é (baixo).

e) Vendeu (caro) o que havia comprado barato. É um especulador! h) Escrevo (melhor) do que falo.

7. Quando se colocam diversos advérbios terminados em -mente um após o outro, recomenda-se que essa terminação seja usada apenas no último deles: O novo tributo prejudicaria ampla e injustamente as pessoas de menor renda. Pensando nisso, comente o emprego desse tipo de advérbios na seguinte frase do escritor português Fernando Namora: "De repente, pus-me de pé e aproximei-me lentamente, ritmadamente, voluptuosamente, da janela." (Fernando Namora, apud CUNHA, Celso & CINTRA, Lindley.)

TEXTOS PARA ANÁLISE É difícil imaginar uma rede de supermercados, com sete lojas em Salvador e faturamento anual de R$ 150 milhões, tenha, entre os seus 1,2 mil funcionários, aproximadamente 300 surdos-mudos. Mas é o que acontece na rede PetiPreço. Eles são empacotadores, embaladores, condutores de carrinho de compras e, que ninguém se surpreenda, até recepcionistas. Uma delas é a simpática e sorridente Sumaia O diretor comercial e principal acionista do grupo, João Gualberto Vasconcelos, diz ter ficado sensibilizado quando procurado, em 1994, pela Associação dos Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos de Salvador (Apada) com proposta de um convênio que permitisse o aproveitamento dos surdos-mudos. Aceitou a idéia e até hoje tem razões para comemorar. (Carta Capital, 30 abr. 1997.) -nota da ledora- o texto acima é acompanhado de foto da recepcionista, em atividade profissional, e uma faixa com o seguinte teor: A felicidade não custa caro. - fim da nota.

TRABALHANDO O TEXTO A que classe gramatical pertence a palavra caro, na foto que ilustra a reportagem? Explique.

O martelo As rodas rangem na curva dos trilhos Mas eu salvei do meu naufrágio O meu quarto resume o passado em Dentro da noite No cerne duro da cidade Do jardim do convento Doce como um arrulho de pomba.

Sei que amanhã quando acordar Ouvirei o martelo do ferreiro Bater corajoso o seu cântico 10. ed. Rio de Janeiro, José Olympio, 1983. p. 141.)

TRABALHANDO O TEXTO 3. A palavra inexoravelmente, cujo x deve ser lido como o de exame, eqüivale a uma 4. Na sua opinião, que efeito produzo fato de a palavra inexoravelmente ser a única do 5. A palavra dentro normalmente introduz idéia de lugar. No texto, a expressão "Dentro 6. Reescreva os dois últimos versos, substituindo martelo por ferramenta. Faça as 7. No texto, a palavra corajoso tem valor de adjetivo ou de advérbio? Comente. 8. Pode-se entender o ranger inexorável das rodas como uma metáfora da passagem do tempo. Dessa forma, como se pode entender o cântico de certezas" de que fala o poeta?

QUESTÕES E TESTES DE VESTIBULARES 1 (UFMG) As expressões destacadas correspondem a um adjetivo, exceto em: e) E ainda me vem com essa conversa de homem (da roça).

2 (UFV-MG) Em todas as alternativas há dois advérbios, exceto em: e) Ela falou calma e sabiamente.

3 (UFC-CE) A opção em que há um advérbio exprimindo circunstância de tempo é: d) Os resultados chegaram demasiadamente atrasados.

4 (FEI-SP) Substitua a expressão destacada por um advérbio de significação a) Recebeu a repreensão (sem dizer palavras).

5 (FUVEST-SP) Reescreva a passagem "Humildemente pensando na vida... " substituindo o advérbio por uma locução adverbial equivalente.

6 (UNICAMP-SP) Leia atentamente o seguinte trecho de uma entrevista: Pergunta: O Sr. fala em respeito à Constituição. Não é contraditório, então, colocar a Resposta: Você não acha que um impeachment imposto não é rasgar a Constituição? (Entrevista com o governador Antônio Carlos Magalhães. Isto É, 24 jun. 1992.) Se tomada literalmente, a fala de A. C. M. tem um sentido que é o oposto do pretendido. b) Reescreva a fala de A. C. M. de forma a eliminar o eventual mal-entendido. c) A forma da pergunta pode ter influenciado a forma da resposta. Qual a característica formal que torna a resposta de A. C. M. semelhante à pergunta do repórter?

7 (UNIMEP-SP) Em "... um (aborrecimento) quando (os) vejo e gostaria de (não) vê-los mais" as palavras destacadas são, respectivamente: e) verbo, pronome, preposição.

tacitamente Escolha, na lista acima, o advérbio mais adequado a cada uma das ações abaixo Falar com orgulho e arrogância j) Eliminar sem se render a rogos.

10 (PUCSP) No trecho: "Os trens (de) cana apitavam de quando em vez, mas (não) davam (vencimento) à (fome) das moendas", as palavras destacadas correspondem, morfologicamente, pela ordem, a: e) preposição, advérbio, substantivo, substantivo.

11(PUCC-SP) Os seus projetos são os () elaborados, por isso garantem verbas ( ) para a) melhor - suficientes - mal b) mais bem - suficientes - mal c) mais bem - suficiente - mal d) melhor - suficientes - mau e) melhor - suficiente - mau 12 (VUNESP) Observe os seguintes fragmentos: " viver em voz (alta)." e "que ligasse o rádio um pouco (alto)..." Indique a classe gramatical das palavras destacadas e o processo de derivação que ocorre no segundo fragmento.

13 (UMC-SP) Em: " uma cerca (de pedra-seca), do tempo dos escravos" e "Tudo é mato, crescendo "sem regra.", as locuções destacadas são, respectivamente: e) adverbial e adjunto adnominal; adjetiva e complemento nominal.

14 (CESGRANRIO-RJ) Assinale a alternativa em que a locução destacada tem valor adjetivo.

a) ? Comprei móveis e objetos diversos que entrei a utilizar (com receio)." b) ? Azevedo Gondim compôs sobre ela (dois artigos)." c) ? Pediu-me (com voz baixa) cinqüenta mil-réis." d) ? Expliquei em (resumo) a prensa, o dínamo, as serras..." e) ? Resolvi abrir o olho para que vizinhos (sem escrúpulos) não se apoderassem do que era delas."

CAPÍTULO 13 ESTUDO DOS PRONOMES - nota da ledora: gravura de página inteira, um negativo de ultra-sonografia uterina, com dois gêmeos, com o seguinte diálogo, entre os dois: - fim da nota.

A diversidade dos pronomes os transforma numa ferramenta muito útil na comunicação cotidiana, falada ou escrita. Observe que, no curto diálogo do anúncio acima, ocorrem três pronomes: você, eu (elíptico, em "(eu) Não sei") e ninguém. Trata-se de uma classe de palavras cuja freqüência e funcionalidade merecem uma investigação detalhada, como passaremos a fazer em seguida.

1 CONCEITO Pronomes são palavras que representam os seres ou se referem a eles. Podem substituir os substantivos ou acompanhá-los, para tornar-lhes claro o sentido. Em "Eu pus os meus pés no riacho e acho que nunca os tirei" (da canção "Força estranha", de Caetano Veloso), o pronome meus acompanha o substantivo pés, indicando noção de posse. O Os pronomes permitem, ainda, identificar o ser como sendo aquele que utiliza a língua no momento da comunicação (eu, nós), aquele a que a comunicação é dirigida (tu, você, vós, vocês, Vossa Senhoria, Senhor) ou também como aquele ou aquilo que não participa do ato comunicativo, mas é mencionado (ele, ela, aquilo, outro, qualquer, alguém, etc.). O pronome também pode referir-se a um determinado ser, relacionando-o com as pessoas do discurso. Pode estabelecer outras relações, além da de posse, já citada, como a idéia de proximidade com a primeira pessoa (esta blusa, isto), com a segunda pessoa (essa blusa, isso) e com a terceira pessoa (aquela blusa, aquilo). Quando um pronome faz as vezes de um substantivo, ou seja, quando o representa, é chamado de pronome substantivo. E o caso do pronome os do trecho da canção "Força estranha". Esse pronome, que substitui o substantivo pés, é, justamente por isso, pronome substantivo. Também há pronomes que acompanham os substantivos a fim de caracterizá-los ou determiná-los, atuando em funções típicas dos adjetivos. São, justamente por isso, chamados pronomes adjetivos. É o caso do pronome meus, do Há seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos, demonstrativos, relativos, indefinidos e interrogativos. Você vai estudar agora cada um deles.

Os pronomes pessoais indicam diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve assume os pronomes eu ou nós, emprega os pronomes tu, vós, você, vocês, Vossa Excelência ou algum outro pronome de tratamento para designar a quem se dirige e ele, ela, eles ou elas para fazer referência à pessoa ou ao assunto de que fala. Os pronomes pessoais variam de acordo com as funções que exercem nas orações, Para estudar os pronomes pessoais, será necessário fazer referências a vários termos da análise sintática. Se você tiver dúvidas sobre eles, procure esclarecê-las na parte do livro dedicada a Sintaxe.

PRONOMES PESSOAIS DO CASO RETO São do caso reto os pronomes pessoais que nas orações desempenham a função de sujeito ou predicativo do sujeito: Primeira pessoa: eu (singular) - nós (plural) Segunda pessoa: tu ( singular) - vós (plural) Terceira pessoa: ele, ela ( singular ) - eles, elas ( plural) Na língua culta, formal - falada ou escrita -, esses pronomes não devem ser usados como complementos verbais. Frases como "Vi ele na rua", "Encontrei ela na praça", "Trouxeram eu até aqui", comuns na língua oral cotidiana, não são aceitas no padrão formal da língua. Na língua culta, devem ser usados os pronomes oblíquos correspondentes: "Vi-o na rua", "Encontrei-a na praça", "Trouxeram-me até aqui".

PRONOME PESSOAL DO CASO OBLÍQUO São do caso oblíquo os pronomes pessoais que, nas orações, desempenham as funções de complemento verbal (objeto direto ou indireto) ou complemento nominal. A forma dos pronomes do caso oblíquo varia de acordo com a tonicidade com que são pronunciados nas frases da língua, dividindo-se em átonos e tônicos.

PRONOMES OBLÍQUOS ÁTONOS primeira pessoa : me (singular); nós ( plural) segunda pessoa: te ( singular); vós (plural) terceira pessoa: o, a, se, lhe, (singular); os, as, se, lhes (plural) Os pronomes me, te, nos e vos podem complementar verbos transitivos diretos ou indiretos. Em "Ela me ama", o me complementa o verbo amar, que não pede preposição (amar alguém). Em "O livro me pertence", o me complementa o verbo pertencer, transitivo indireto (pertencer a alguém). Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente como objetos diretos; as formas lhe e lhes como objetos indiretos. Não é possível dizer, na língua culta, "Eu lhe amo". Como os pronomes me, te, nos e vos, o pronome se pode ser objeto direto ou indireto. Nesse caso, é reflexivo, ou seja, indica que o sujeito pratica a ação sobre si mesmo ("Ela se cortou"). Esses pronomes também podem assumir várias outras funções, que serão estudadas mais adiante, na parte Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combinar-se com os pronomes o, os, a, as, dando origem a formas como mo, mos, ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha, lhas;

no-lo, no-los, no-la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las. Observe o uso dessas formas nos exemplos que seguem: No português falado no Brasil, essas combinações não são usadas. Na língua literária, no entanto, seu emprego não é raro, como se vê em Gonçalves Dias ("Não te esqueci, eu to juro."), ou em Fernando Pessoa ("Dobrada à moda do Porto fria? Não é prato que se possa comer frio, mas trouxeram-mo frio."). Na língua oral de Portugal, essas combinações são freqüentes. Os pronomes o, os, a, as podem sofrer adaptações fonológicas depois de certas terminações verbais: quando o verbo termina em -z, -s ou -r, o pronome assume a forma lo, los, la ou las, ao mesmo tempo que a terminação verbal é suprimida: fiz + o = fi-lo fazeis + o = fazei-lo dizer + a = dizê-la e quando o verbo termina em som nasal, o pronome assume as formas no, nos, na, nas: viram + o = viram-no retém + a = retém-na repõe + os = repãe-nos tem + as = tem-nas

PRONOMES OBLÍQUOS TÔNICOS Primeira pessoa mim ( singular), nós ( plural ) Segunda pessoa ti (singular), vós ( plural) Terceira pessoa ele, ela, si( singular), eles, elas, si ( plural) Os pronomes do caso oblíquo tônicos são sempre regidos por preposições, como a, até, contra, de, em, entre, para, por, sem. A combinação da preposição com alguns desses pronomes originou as formas comigo, contigo, consigo, conosco e convosco. As preposições essenciais introduzem sempre pronomes pessoais do caso oblíquo e nunca pronomes do caso reto. Por isso, preste atenção às frases abaixo, em que se exemplifica a forma culta de utilizar esses pronomes: Há construções em que a preposição, apesar de surgir anteposta a um pronome, rege a oração inteira, e não o pronome. Nesses casos, se o sujeito for um pronome, deverá ser do caso reto: Não saia sem eu permitir.

Note que as orações podem ser desdobradas, o que daria origem a "Trouxeram vários livros para que eu lesse" e "Não saia sem que eu permita". Não resta dúvida de que o As formas conosco e convosco são substituídas por com nós e com vós quando os pronomes pessoais são reforçados por palavras como outros, mesmos, próprios, todos, ambos ou algum numeral: Ela terá de ir com nós todos.

O pronome si é exclusivamente reflexivo no português do Brasil. O mesmo ocorre com a forma consigo. Observe seu emprego nas frases abaixo: Ele normalmente fala consigo mesmo em voz alta.

A SEGUNDA PESSOA INDIRETA A chamada segunda pessoa indireta ocorre quando se empregam pronomes que, apesar de indicarem o interlocutor (portanto, a segunda pessoa), exigem o verbo na terceira pessoa. E o caso dos chamados pronomes de tratamento, que podem ser observados no quadro seguinte.

- nota da ledora: quadro de destaque na página: Pronome de tratamento: Vossa Alteza, V.A., Usado para se dirigir a príncipes, duques Vossa Eminência, Abreviatura: V. Em.a, para se dirigir a cardeais Vossa Excelência, Abreviatura: V. Ex.a, para se dirigir a altas autoridades e oficiais- generais Vossa Magnificência, Abreviatura: V. Mag.a, para se dirigir a reitores de universidades Vossa Majestade, Abreviatura: V.M., para se dirigir a reis, imperadores Vossa Santidade, Abreviatura: V.S., para se dirigir a papa Vossa Senhoria, Abreviatura: V.S.a, para tratamento cerimonioso - fim do quadro.

Esses pronomes efetivamente representam uma forma indireta de tratamento de um interlocutor. Quando se trata um senador por "Vossa Excelência", por exemplo, faz-se referência à excelência que esse senador supostamente tem para poder ocupar o cargo. As formas da relação acima (Vossa Excelência, Vossa Majestade, Vossa Senhoria) devem ser usadas quando designamos a segunda pessoa do discurso, ou seja, o interlocutor; para designar a terceira pessoa, ou seja, aquela de quem se fala, é necessário substituir Vossa por Sua, obtendo os pronomes Sua Alteza, Sua Eminência, Sua Excelência, etc.

- nota da ledora: desenho, de meia página, representando um rei falando ao povo, e atrás dele, seu séquito repetindo a sua fala, textualmente. O rei fala para o povo : Povo da minha terra. - e a corte, ao lado do rei, grita?- POVO DA MINHA TERRA? - segue-se a este quadro legenda, falada por alguém, em meio a multidão: - Sua majestade acaba de inventar a amplificação sonora! - fim da nota.

Comentando a inovação tecnológica que o rei introduziu no comício, o homem do povo usa corretamente a forma "Sua Majestade acaba de...'; pois está se referindo à terceira pessoa (aquela de quem se fala). Se ele quisesse dirigir a palavra ao rei diretamente, devera dizer: - " vossa Majestade acaba de ? " Também são pronomes de tratamento o senhor, a senhora e você, vocês. O senhor e a senhora são empregados no tratamento cerimonioso; você e vocês, no tratamento familiar. Você e vocês são largamente empregados no português do Brasil, praticamente substituindo as formas tu e vós.

É importante notar que esses pronomes de tratamento exigem o verbo e outros pronomes de terceira pessoa. Observe a frase seguinte: No caso de você e vocês, essas relações devem ser atentamente observadas. As formas você e vocês podem ser usadas no papel de pronomes pessoais do caso reto (atuando como sujeito ou predicativo) ou no de pronomes pessoais do caso oblíquo (atuando como complementos verbais e nominais): Nunca houve nada entre mim e você.

Também se usam as formas oblíquas o, a, os, as; lhe, lhes, se, si e consigo em combinação com você, vocês (e outros pronomes de tratamento): Já lhe disse várias vezes que você não deve insistir. Você só é capaz de pensar em si? Na língua culta, não se devem misturar os tratamentos tu e você, como ocorre com freqüência, no Brasil, na língua oral cotidiana. Devem-se evitar frases como: Em seu lugar, devemos usar frases com tratamento uniforme: Se você precisar, vou ajudá-lo. (ou ajudar você) ou Na língua coloquial, utiliza-se com freqüência a forma a gente como pronome de primeira pessoa do plural. O verbo deve permanecer na terceira pessoa do singular: Com o tempo, a gente aprende cada coisa! Na língua formal, essa forma deve ser substituída por nós.

ATIVIDADES 1. Nas frases seguintes, ocorre ambigüidade, decorrente do emprego de pronomes e) Sílvia disse a Flávia que ela seria a última a sair.

2. Reescreva cada uma das frases seguintes, substituindo o termo destacado por um h) Paguei (aos meus credores).

4. As frases seguintes são freqüentes na língua coloquial e familiar. Reescreva-as de c) Deixa eu quieto! g) "Cantei pra ti dormir." i) Trouxe ele aqui pra dar uma força pra gente.

6. Complete as frases seguintes com a forma apropriada do pronome pessoal da primeira b) Discutimos, mas no fim tudo ficou resolvido. Não há mais nada pendente entre e) Não vá sem ( ) f) Para ( ) já está claro que foi ele o responsável pelo desvio das verbas. g) Não tome nenhuma decisão sem ( ) saber.

7. Passe para o plural o verbo destacado em cada uma das frases seguintes. Faça todas b) Não te (queixaste) de que ela não se preocupava contigo?

8. Leia atentamente as frases seguintes. A seguir, sugira soluções para os problemas d) Apesar da distância que nos separa, creia que nunca me esqueço de si.

9. Recentemente, uma campanha de prevenção da AIDS divulgou a frase "Se você não se cuidar, a AIDS vai te pegar". É possível criticar a combinação de pronomes adotada? Comente.

- nota da ledora: desenho da campanha de esclarecimento sobre a AIDS, apresentando - fim da nota.

3 PRONOMES POSSESSIVOS Os pronomes possessivos fazem referência as pessoas do discurso, atribuindo-lhes a posse de algo. São os seguintes: primeira pessoa do singular: meu, meus, minha, minhas primeira pessoa do plural: nosso, nossos, nossa, nossas segunda pessoa do singular: teu, teus, tua, tuas segunda pessoa do plural: vosso, vossos, vossa, vossas terceira pessoa do singular: seu, seus, sua, suas terceira pessoa do plural: seu, seus, sua, suas - nota da ledora: propaganda de cunho ecológico, com o seguinte texto: - A RioCell apoia os pescadores da sua região - ilustração da propaganda, a foto de um pássaro - fim da nota.

Leia a explicação abaixo para entender a forma que os pronomes possessivos assumem A forma do possessivo depende da pessoa gramatical a que se refere. O gênero e o número concordam com o objeto possuído: Dou meu apoio e minha solidariedade.

Meu e minha são pronomes possessivos relativos à primeira pessoa do singular, em sintonia com o pronome eu, também da primeira pessoa, implícito na forma verbal dou. Estão, respectivamente, no masculino e no feminino singular, em concordância com os substantivos apoio e solidariedade. Os pronomes de tratamento utilizam os possessivos da terceira pessoa: Você deve encaminhar seu relatório à direção do colégio.

Na língua coloquial, a tendência é construir frases relacionando você com os possessivos da segunda pessoa do singular ("Você trouxe o teu livro?"). Essa tendência Em algumas construções, os pronomes pessoais oblíquos átonos assumem valor de possessivos: (= Vou seguir seus/os seus passos.) "E além de tudo me deixou mudo o violão." (Chico Buarque, "A Rita") ( = deixou mudo meu/o meu violão.) Observe que o artigo é optativo antes dos possessivos: "Meu coração é um balde despejado"( Fernando Pessoa) "O meu amor sozinho é assim como um jardim sem flor" (Carlos Lira e Vinicius de Moraes, "Primavera")

4 PRONOMES DEMONSTRATIVOS Os pronomes demonstrativos indicam a posição dos seres designados em relação às pessoas do discurso, situando-os no espaço, no tempo ou no próprio discurso. Apresentam-se em formas variáveis (em gênero e número) e invariáveis: primeira pessoa: este, estes, esta, estas, isto segunda pessoa: esse, esses, essa, essas, isso terceira pessoa: aquele, aqueles, aquela, aquelas, aquilo As formas de primeira pessoa indicam proximidade de quem fala ou escreve: Esta blusa que estou usando é confortável.

Os demonstrativos de primeira pessoa podem indicar também o tempo presente em relação a quem fala ou escreve: Nestas últimas semanas, parece que o mundo mudou mais do que nos últimos séculos. As formas esse, esses, essa, essas e isso indicam proximidade da pessoa a quem se fala ou escreve: Nunca imaginei que esse corpo conseguisse suportar tanto trabalho.

"Esse seu olhar quando encontra o meu, fala de umas coisas..." ("Esse seu olhar", Tom Jobim) Os demonstrativos de segunda pessoa também podem indicar o passado ou o futuro próximos de quem fala ou escreve: (o emissor refere-se a meses que já passaram) Os pronomes aquele, aqueles, aquela, aquelas e aquilo indicam o que está distante tanto de quem fala ou escreve como da pessoa a quem se fala ou escreve: Veja aqueles monumentos.

Esses pronomes também podem indicar um passado vago ou remoto: Esses pronomes demonstrativos também podem estabelecer relações entre as partes do discurso, ou seja, podem relacionar aquilo que já foi dito numa frase ou texto com o que ainda se vai dizer. Observe: Minha tese é esta: crescimento econômico só se justifica quando produz bem-estar Crescimento econômico só se justifica quando produz bem-estar social Essa é minha tese.

- nota da ledora: na página, uma tira de três desenhos, em quadrinhos, onde dois homens travam o seguinte diálogo: - gerente : dei uma olhada na sua sugestão. Decidi que é impossível. interlocutor: Já resolvi o problema. gerente: não vai dar certo. interlocutor: Está dando certo. gerente : Você escreveu errado essa palavra. interlocutor: Isso é um - fim da nota.

No último quadrinho, o gerente diz "esta palavra " porque a palavra está próxima dele. Seu interlocutor usa a forma "Isso é um algarismo " porque o dito algarismo está próximo de seu gerente.

Este (e as outras formas de primeira pessoa) se refere ao que ainda vai ser dito na frase ou texto; esse (e as outras formas de segunda pessoa) se refere ao que já foi dito na frase Também se pode utilizar a oposição entre os pronomes de primeira pessoa e os de terceira na retomada de elementos anteriormente citados: Um amigo visitou Miami e Roma. Nesta (em Roma), emocionou-se, tropeçou em história e teve uma verdadeira aula de civilização e cultura; naquela (em Miami), Há alguns pronomes demonstrativos que desempenham papel importantíssimo no inter- relacionamento das partes que constituem frases e textos.

Jamais supus que fossem capazes de pro ferir tal aberração! ( = semelhante aberração!) Semelhante, semelhantes são demonstrativos quando eqüivalem a tal, tais: Não se veriam semelhantes grosserias se as pessoas tivessem um mínimo de ( = Não se veriam tais grosserias...) Mesmo, mesmos, mesma, mesmas; próprio, próprios, própria, próprias são demonstrativos quando têm o sentido de "idêntico", "em pessoa": Não é possível continuar insistindo nos mesmos erros.

ATIVIDADES 1. Nas frases seguintes, há casos de ambigüidade decorrentes do emprego dos pronomes b) Você deve esperar seu irmão e levá-lo em seu carro até o hospital.

2. Substitua os asteriscos das frases seguintes pelos pronomes possessivos adequados. - nota da ledora: lembramos ao leitor, que asteriscos e lacunas foram padronizados, nos exercícios, com sinais de abertura e fechamento de parênteses, visando facilitar a d) Deves cuidar do que é ( ) , e) Estou muito interessado em conhecê-la melhor: fale-me de ( ) vida, f) Estou muito interessado em conhecer-te melhor: fala-me de ( ) vida, de g) Não me apareça com ( ) habituais blasfêmias! h) Não comeces com ( ) queixas! j) Tenta não ser muito hostil em ( ) críticas.

3. Substitua os asteriscos das frases seguintes pelos pronomes demonstrativos a) ( ) bola que tenho em minhas mãos foi a que esteve em disputa na partida c) Observe ( ) que tenho ( ) caixa: são frutas que colhi ( ) pomar ali adiante. g) Por favor, ajude-me a trazer até aqui ( ) caixas que estão no outro andar.

c) Ninguém conseguiu provar sua culpa. Diante ( ), o júri teve de absolvê-lo. e) Compramos um programa capaz de gerenciar os dados armazenados em nosso microcomputador. Um programa ( ) é indispensável ao bom desempenho f) Ademir da Guia e Roberto Dias foram dois dos mais elegantes jogadores da história do futebol brasileiro. ( ) brilhou no São Paulo; ( ), filho do genial Domingos da Guia, brilhou no Palmeiras.

5. Pronomes possessivos e demonstrativos muitas vezes são usados para exprimir detalhes interessantes de significação. Procure captar e comentar os detalhes expressos b) Você não vai ter um dos seus ataques de tosse justamente agora, vai? g) O quê? Este é aquele?! h) Aonde vai você com essa empáfia?

6. Os pronomes possessivos e demonstrativos são muito importantes para a coesão textual, pois permitem o inter-relacionamento entre as partes do texto e evitam repetições de palavras e frases. Nos parágrafos seguintes, sua função é completar as lacunas com pronomes possessivos ou demonstrativos a fim de obter um conjunto bem a) "Ele sempre exerceu um estranho fascínio sobre os homens. Já foi venerado por alguns povos da antigüidade e tem () forma associada a um dos signos zodiacais. ( ) capacidade de sobreviver até dois anos sem se alimentar, encerrado num vidro de laboratório, confere-lhe alguns recordes entre os seres vivos. ( ) antigüidade também causa admiração: ele existe há cerca de 400 milhões de anos - e pouco mudou desde ( ) época. Possui hábitos noturnos, é fluorescente à luz ultravioleta, pratica o canibalismo e, quando molestado, desfere uma terrível ferroada com o aguilhão que tem dependurado na extremidade de ( ) cauda anelada." (Globo Ciência, abr. 1992.) b) "De inconvenientes, os bolores e mofos tornaram-se mais um instrumento dos cientistas nas pesquisas com medicamentos, desinfetantes, inseticidas e, mais recentemente, anticorrosivos e simplificadores dos mecanismos de produção de álcool. ( ) fez crescer o interesse de várias indústrias pelos fungos, fato que está causando furor nas micotecas, os laboratórios que os criam, armazenam e distribuem, classificando-os segundo ( ) origem e características peculiares." (Superinteressante, mar. 1 992.)

Os pronomes relativos se referem a um termo anterior - chamado antecedente -, projetando-o na oração seguinte, subordinada a esse antecedente. Cumprem, portanto, duplo papel: substituem ou especificam um antecedente e introduzem uma oração subordinada. Atuam, assim, como pronomes e conectivos a um só tempo. Observe: "Bebi o café que eu mesmo preparei. "(Manuel Bandeira) A palavra que é, na frase acima, um pronome relativo. O antecedente a que se relaciona é o café; a oração que se subordina a esse antecedente é que eu mesmo preparei. Desdobrando o período composto acima em duas orações, percebemos claramente qual o papel desempenhado pelo pronome relativo que: Percebe-se que o relativo que, que introduz a segunda oração, substitui o café. Os pronomes relativos da língua portuguesa são divididos em variáveis e invariáveis: Invariáveis que quem quando como onde Variáveis qual, os quais, a qual, as quais cujo, cujos, cuja, cujas quanto, quantos, quantas Que é ; sem dúvida o pronome mais usado. Por isso, e/e é chamado relativo universal. Pode ser usado com referência a pessoa ou coisa, no singular ou no plural: Aqui estão os livros que lerei nas férias.

Deve-se votar em candidatos cujo passado seja garantia de comportamento coerente. ( = o passado desses candidatos deve ser garantia...) (= das opiniões desse homem só se pode discordar.) É importante notar que nunca se usa artigo depois de cujo: "cujo filho" e não "cujo o filho".

Quem refere-se a pessoa ou a algo personificado: Este poeta, a quem o povo deveria respeitar; é o que melhor traduz a alma brasileira. Onde é pronome relativo quando eqüivale a em que; deve ser usado, portanto, unicamente na indicação de lugar: Você conhece uma cidade brasileira onde se possa atravessar a rua em segurança? Quero que você veja a escola onde fiz meus primeiros garranchos.

Quanto, quantos e quantas são pronomes relativos quando usados depois dos pronomes indefinidos tudo, todos ou todas: Você deve perguntar a todos quantos estavam lá.

Quando e como são relativos que exprimem noções de tempo e modo, respectivamente: É fácil observar que os pronomes relativos são elementos fundamentais para a boa articulação de frases e textos: sua propriedade de atuar como pronomes e conectivos Você poderá perceber melhor esse papel nas atividades que vêm adiante e no estudo das orações subordinadas adjetivas, na parte reservada a Sintaxe.

- nota da ledora: quadro de destaque na página: OBSERVAÇÃO Alguns autores defendem a existência de pronomes relativos sem antecedentes, em frases como: Nesses casos, os pronomes quem e onde seriam equivalentes a aqueles que e no - fim do quadro.

- nota da ledora: propaganda da Feira de Utilidade Doméstica, UD 97, no Anhembi, em São Paulo, apresentando a seguinte: uma mulher sobre duas caixas de cadeira, olhando - fim da nota.

No período "Quem é curioso vai "; observamos uma curiosa ocorrência gramatical: um pronome relativo sem antecedente. Para certos gramáticos, quem deve ser desdobrado em aquele que.

ATIVIDADES 1. Substitua os asteriscos das frases abaixo por pronomes relativos. Em alguns casos, a) O museu ( ) o governo do estado quer recuperar é um dos mais importantes do país. c) As provas ( ) ele tentou mostrar que é inocente não convenceram ninguém. d) As teses, ( ) não duvido, foram rejeitadas por muitos dos presentes. i) Só ela sabe o nome do remédio ( ) devo tornar.

2. Em cada item a seguir, você encontrará dois períodos simples. Leia-os atentamente. Depois, una-os em um único período, composto, utilizando um pronome relativo para efetuar essa transformação. Faça todas as alterações que julgar necessárias à obtenção b) Não tive tempo para ler todos os livros. Esses livros têm sido elogiados pelos críticos. c) Felizmente pude ver algumas peças. Um professor havia falado muito bem dessas d) Preciso escrever uma carta ao senador. Na última eleição, votei nesse senador. e) É fundamental criar projetos sociais exeqüíveis. A eliminação da miséria deve ser a f) É preciso criar uma nação. A justiça social deve prevalecer nessa nação. g) Serão criados órgãos de incentivo à cultura. A principal finalidade desses órgãos será h) Só consigo repudiar políticos conservadores. Para esses políticos, a questão dos i) Em toda eleição surgem candidatos oportunistas. Pouco se divulga sobre a vida desses candidatos.

3. Explique a ambigüidade da frase seguinte e proponha alguma forma de resolvê-la. O projeto será encaminhado ao líder de uma das comissões, que deve estudar o assunto.

6 PRONOME INDEFINIDO Os pronomes indefinidos referem-se à terceira pessoa do discurso de forma vaga, imprecisa ou genérica. É o que se verifica, por exemplo, na frase: Não é difícil constatar que o pronome alguém faz referência a uma pessoa da qual se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma imprecisa, vaga. É um termo que indica um ser humano de cuja existência se tem certeza, mas cuja identidade não é conhecida. Alguns são variáveis; outros são invariáveis.

tudo, nada, outrem algo, mais, menos, demais Variáveis algum, alguns, alguma, algumas nenhum, nenhuns, nenhuma, nenhumas todo, todos, toda, todas, outro, outros, outra, outras muito, muitos, muita, muitas, pouco, poucos, pouca, poucas, certo, certos, certa, certas, vário, vários, vária, várias tanto, tantos, tanta, tantas, quanto, quantos, quanta, quantas um, uns, uma, umas, bastante, bastantes, qualquer, quaisquer.

- nota da ledora: Detalhe de anúncio da Associação Desportiva para Deficientes Físicos; o cartaz traz a foto de um homem cadeirante, ( em cadeira de rodas ) com uma bola de basquete ao colo, e o seguinte texto: - Alguns paraplégicos reclamam da cadeira. Eu - fim da nota.

Eis aqui uma bela antítese baseada no uso de pronomes. A estática amargura de alguns (pronome indefinido) se contrapõe a dinâmica vontade do eu (pronome pessoal). Além desses pronomes, existem também as locuções pronominais indefinidas: cada um, cada qual, quem quer que, todo aquele que, tudo o mais etc.

Se você analisar com atenção os pronomes indefinidos, vai perceber que existem alguns grupos que criam sistemas de oposição de sentido. É o caso, por exemplo, de: algum/alguém! algo, que têm sentido afirmativo, e nenhum/ninguém/ nada, que têm todo/ tudo, que indicam uma totalidade afirmativa, e nenhum/ nada, que indicam uma alguém/ ninguém, que se referem a pessoa, e algo/ nada, que se referem a coisa; Essa oposição de sentido é muito importante para construir frases e textos coerentes. Muitas vezes, a solidez e a consistência dos argumentos expostos dependem justamente dessa oposição. Verifique nas frases seguintes a força que os pronomes indefinidos destacados conferem às afirmações de que são parte: Nada do que se apurou produziu algum resultado prático. E ninguém se beneficiou com Procure levar em conta todas as informações constantes do manual. Não há nenhuma possibilidade de que algo não possa ser resolvido com essas instruções. Algumas pessoas não se convencem de que certos assuntos não devem ser discutidos O pronome qualquer não deve ser usado com o sentido de nenhum. Não se deve dizer "O time não tem qualquer possibilidade de classificação". A construção indicada é "O time não tem nenhuma possibilidade de classificação". Qualquer deve indeterminar, generalizar: "A partir de amanhã, qualquer brasileiro poderá sacar suas cotas do PIS".

Os pronomes que, quem, qual e quanto, na teoria indefinidos, são classificados particularmente como interrogativos porque são empregados para formular interrogações diretas ou indiretas: Quero saber quanto custa.

ATIVIDADES 1. Substitua as palavras ou expressões destacadas nas frases abaixo por pronomes indefinidos. Em alguns casos, você terá de fazer alterações na concordância para obter a) Ela pensa que é dona de todas (as coisas). É uma egocêntrica. (Nenhuma pessoa) a b) Nenhuma pessoa deve transferir a (outras pessoas) as tarefas que lhe cabem. c) Não é justo utilizar em proveito próprio os problemas das (outras pessoas). d) (Poucas pessoas) têm capacidade de discernir; (muitas pessoas) ainda se deixam e) Existe gente que não crê em (nenhuma coisa) nem em (nenhum ser humano). f) É inaceitável que se faça isso a (um ser humano). (Nenhum ser humano) pode tolerar tanto escárnio.

2. Explique a diferença de sentido entre as expressões destacadas nas frases de cada um f) "(Todo dia) ela faz tudo sempre igual." Ela faz tudo sempre igual (todo o dia).

TEXTOS PARA ANÁLISE - nota da ledora: propaganda do Guia Quatro Rodas, com o seguinte texto: - Num país onde existem tantos feriados é um pecado você passar a maioria deles dentro de casa. - fim da nota.

TRABALHADO O TEXTO Vou tirar você do dicionário Vou tirar do dicionário A palavra você Vou trocá-la em miúdos Mudar meu vocabulário E no seu lugar Vou colocar outro absurdo Eu vou tirar suas impressões digitais da minha pele Tirar seu cheiro dos meus lençóis O seu rosto do meu gosto Eu vou tirar você de letra Nem que tenha que inventar outra gramática Eu vou tirar você de mim Assim que descobrir Com quantos nãos se faz um sim Eu vou tirar o sentimento do meu pensamento Sua imagem e semelhança Vou parar o movimento A qualquer momento procurar outra lembrança Eu vou tirar, vou limar de vez Sua voz dos meus ouvidos Eu vou tirar você e eu de nós O dito pelo não tido Eu vou tirar você de letra Nem que tenha que inventar outra gramática Eu vou tirar você de mim Assim que descobrir Com quantos nãos se faz um sim Infimidade. CD WEA 063015836 - 2, 1996.)

TRABALHANDO O TEXTO: 2. "E no (seu) lugar vou colocar outro absurdo." A que ou a quem se refere o pronome destacado?

papéis distintos: um, próprio da forma reta; outro, não. Comente e explique o sentido do verso.

5. Durante uma entrevista, um jogador de futebol disse a um repórter: "Quando você bate na bola como lado de fora do pé..." Ao empregar a palavra você, o jogador estava referindo-se ao repórter? Esse emprego do pronome está de acordo com a norma culta? Explique.

6. Ao tirar a palavra você do dicionário, está-se tirando uma pessoa específica ou toda uma possibilidade de relacionamento sentimental com outra pessoa? Comente.

7. A que classe gramatical pertencem normalmente as palavras não e sim? No texto, as palavras nãos e sim pertencem a essa classe? Comente.

8. No texto, a invenção de uma outra gramática atende a um objetivo específico. Em alguma outra situação você julga que seria necessário criar uma nova gramática? Explique.

QUESTÕES E TESTES DE VERTIBULARES I. "Positivamente , era um diabrete Virgilia, um diabrete angélico, se querem, mas era-(o) e então... Então apareceu o Lobo Neves, ..." (Machado de Assis) II. "Meu pai ficou atônito com o desenlace, e quer-me parecer que não morreu de outra coisa. Eram tantos os castelos que engenhara, tantos e tantíssimos os sonhos, que não podia vê-los assim esboroados, sem padecer um forte abalo no organismo. A princípio não quis crê-(lo). Um Cubas! um galho da árvore ilustre dos Cubas! E dizia isto com tal convicção, que eu já então informado da nossa tanoaria, esqueci um instante a volúvel dama, para só contemplar aquele fenômeno, não raro, mas curioso: uma imaginação graduada em consciência." (Machado de Assis) III. "Ela era menos escrupulosa que o marido; manifestava claramente as esperanças que trazia no legado, cumulava o parente de todas as cortesias, atenções e afagos que poderiam render, pelo menos, um codicilo. Propriamente, adulava(o): mas eu observei que a adulação das mulheres não é a mesma coisa que a dos homens." (Machado de Assis) Assinale a única alternativa em que as palavras podem substituir os termos em destaque. a) diabrete - desenlace - parente b) angélico - pai - legado c) Virgília - abalo - marido d) diabrete - organismo - parente e) angélico - desenlace - legado 2 (UFRRJ) "Há quem pense que as empresas jornalísticas, ao promover o uso de jornais na educação, (o) fazem unicamente com o objetivo de criar o leitor do futuro." Em relação ao termo destacado, a classificação e a justificativa de seu uso são as seguintes: a) artigo definido, pois determina um substantivo subentendido na oração. b) pronome demonstrativo, pois substitui a idéia expressa pela oração anterior. c) pronome pessoal, pois substitui um substantivo subentendido na oração anterior.

d) pronome demonstrativo, pois situa cronologicamente a ação do verbo fazer. e) artigo definido, pois substantiva o verbo fazer, determinando-o.

3 (FUVEST-SP) "Ensinar-me-lo-ias), se (o soubesses), mas não (sabes-o)." A frase acima estaria de acordo com a norma gramatical, usando-se, onde estão as formas destacadas: a) Ensinar-mo-ias - o soubesses - o sabes b) Ensinarias-mo - soubesse-lo - sabe-lo c) Ensinarias-mo - soubesses-o - o sabes d) Ensinar-mo-ias soubesses-o sabe-lo e) Ensinarias-mo - soubesse-lo - o sabes 4 (FUVEST-SP) Na frase "(Todo) homem é mortal, porém o homem (todo) não é b) Justifique sua resposta.

5 (PUCSP) Nos trechos: "(aquelas) cores todas não existem na pena do pavão... " "... (este) é o luxo do grande artista,..." e "Ele (me) cobre de glórias..." sob o ponto de vista morfológico, as palavras destacadas são, respectivamente: e) pronome relativo, pronome demonstrativo, pronome possessivo.

d)2-3-4 e)2-3-5 8 (PUC-SP) Assinale a alternativa que preencha, pela ordem, corretamente as lacunas a) que, de que, com que, que b) a que, de que, que, de que c) a que, que, com que, a que d) a que, de que, com que, que e) de que, a que, que, a que "Com esta história eu vou me sensibilizar, e bem sei que cada dia é um dia roubado da morte. Eu não sou um intelectual, escrevo com o corpo. E o que escrevo é uma névoa úmida." Identifique, nele, dois pronomes demonstrativos, um pronome pessoal do caso reto e um pronome pessoal do caso oblíquo.

10 (UNICAMP-SP) Leia com atenção o diálogo abaixo e responda: b) que termo você utilizaria para relacionar as duas ultimas orações, de forma a SARNEY -(Neste momento) estamos passando de um estágio emocional para um estágio racional. Em fevereiro, a inflação - a inflação mais a correção monetária - estava nos conduzindo para uma situação na qual o Brasil seria um país absolutamente ingovernável. (Naquela ocasião), fizemos o que achamos que deveria ter sido feito, sem levar em consideração os custos políticos das nossas decisões, e sim o bem do povo. Convém lembrar que o ambiente político, (na época), não era dos melhores. Falava-se em resistências, descontentamento, até em greve geral. Uma vez anunciada a reforma econômica, porém, o que se viu foi uma extraordinária adesão popular. Não podíamos antever que a reação seria tão favorável. O povo tomou consciência da cidadania. Agora, oito meses depois, não estamos mais na fase dos "fiscais do Sarney" - os "fiscais do Sarney", que na realidade eram fiscais de seus direitos, nasceram de (um momento de emoção), e (esse momento) passou. Hoje o momento é de racionalidade, e é assim que temos de vivê-lo. Fiscalizar, participar, defender seus direitos são prerrogativas do cidadão. Mas o "fiscal do Sarney" foi importante. Ele fez nascer uma consciência nova da cidadania". (Veja no. 949,12 nov. 1986.) 11 (UNICAMP-SP) No trecho que segue há uma passagem estruturalmente ambígua (isto é, uma passagem que poderia ser interpretada de duas maneiras, se ignorássemos o Identifique essa passagem, transcreva-a, aponte as duas interpretações possíveis e explique o que a torna ambígua do ponto de vista estrutural.

"E se os russos atacassem agora?", perguntou certa ocasião (...) Judith Exner, uma das incontáveis amantes de Kennedy, que, simultaneamente, mantinha um caso com o chefão mafioso Sam Giancana." (Veja no. 1002,18 nov. 1987.) 12 (UNIMEP-SP) "Eu não ( )vi na festa do clube ontem. Os diretores não ( ) convidaram? Não ( ) disseram que era ontem? Eu ( ) avisei de que não podia confiar neles!" a) o, o, o, o b) o, lhe, lhe, o c) o, o, lhe, o d) lhe, lhe, lhe, lhe e) lhe, lhe, o, o 13 (UNIMEP-SP) Se juntarmos as duas orações num só período, usando um pronome relativo, teremos: e) Este é Renato, cuja ajuda eu posso contar.

Substituindo as palavras destacadas por um pronome oblíquo, temos: e) I. Demo-lhe, II. Fizemo-lhe; III. Acharam-nos.

15 (UNIMEP-SP) "A exposição ( ) inauguração assisti mostrou os lindos quadros ( ) me referi na nossa conversa do outro dia. Amanhã, haverá um leilão na mesma sala ( ) estão expostos." A alternativa que preenche corretamente as lacunas é: e) à qual, que, que.

16 (UNIMEP-SP) "Os dados que ( ) enviei são confidenciais. Chame seu secretário e instrua-( ) a não falar nada. Peça-( ) que destrua as folhas o mais rápido possível. Velo-( ) amanhã no escritório." A alternativa que preenche corretamente as lacunas é: e) lhe, o, lhe, o.

a) eu e ele, contigo b) eu e ele, consigo c) mim e ele, com você d) mim e ele, consigo e) mim e ti, consigo 18 (UNIMEP-SP) Substituindo as palavras destacadas por pronomes, teremos: e) I. Coloque-os; II. Enviamo-los; III. Refez-lhe.

Mudando o tratamento para a terceira pessoa do plural, as expressões destacadas passam a ser: d) lhe disserem; acreditam-no; possam crê-lo; duvidassem; não a aceiteis. e) lhes disser; acreditem-o; podem crê-lo; duvidem; não lhe aceitem.

23 (UEL-PR) O suspeito do sequestro falava de forma evasiva, sem encarar os policiais, negando o (seu) envolvimento com o caso e dizendo desconhecer o local (onde se) achariam a vítima e o dinheiro do resgate.As palavras destacadas na frase são, respectivamente: e) pronome adjetivo, advérbio de lugar, pronome apassivador.

24 (UNICAMP-SP) "(...) vejo na televisão e no rádio que o "cujo" bateu asas e voou. Virou ave migratória." O comentário acima, do escritor Otto Lara Resende (Folha Ilustrada, 8 nov. 1992), refere-se ao fato de que o uso do pronome relativo "cujo" é cada vez menos freqüente. Isso faz com que os falantes, ao tentarem utilizar esse pronome na escrita, construam Veja o exemplo seguinte: "O povo não só quer o impeachment desse aventureiro chamado Collor, como o confisco dos bens nada honestos do sr. Paulo César Farias e companhia. E que a esse PFL e ao Brizola (cuja ficha de filiação ao PDT já rasguei) reste a vingança do povo..." (L. A. N., Painel do Leitor, Folha de S.Paulo, 30 jul. 1992) c) Que tipo de conhecimento deve ter o leitor para entender o que L.A.N. quis dizer?

25 (FUVEST-SP) Dê o significado de (todo) em: a) "Ai! por que (todo) ser nasce chorando?" b) "Chegou com o rosto (todo) manchado." "Deram-na para ( ) ler, quanto entre ( ) e ela tudo ia bem." "É difícil, para ( ) , esquecer tantas iniustiças." "Se é para ( ) pagar, desista; não tenho dinheiro." Texto para as questões 28 e 29.

Não te esqueci, eu tu juro: Sacrifiquei meu futuro, Vida e glória por te amar! (Gonçalves Dias) 28 (FUVEST-SP) Em dois versos do texto, um pronome substitui toda uma oração. Aponte os versos em que isso ocorre.

29 (FUVEST-SP) Indique os dois versos do texto em que um pronome pessoal substitui um possessivo.

30 (UFMG) Em todas as alternativas, a expressão destacada pode ser substituida pelo pronome lhe, exceto em: e) Peri prometeu (a Antônio) levar-te à irmã.

31 (ITA-SP) Dadas as sentenças: verificamos que está(estão) correta(s): e) todas as sentenças.

e) aquela, essa, eu Os carros? Roubaram-( ) ? a) o, lhe, nos, lhe, nos b) lhe, o, o, o, no c) o, os, lhe, lhe, lhe d) lhe, lhe, lhe, se, os e) o, o, os, lhe, no 36 (FUVEST-SP) a) Reescreva o período seguinte, substituindo o pronome destacado por outro, sem "0 barbeiro não parou de falar, enquanto cortava os (meus) cabelos." b) Empregando exatamente as mesmas palavras, reescreva a frase seguinte, alterando-a "Algum amigo me ajudará." 37 (FUVEST-SP) Destaque a frase em que o pronome relativo está empregado d) Preciso de um pincel delicado, sem o cujo não poderei terminar meu quadro. e) Os jovens, cujos pais conversam com eles, prometeram mudar de atitude.

38 (ITA-SP) Dadas as sentenças: 3. Ela é uma pessoa bastante arvoada. deduzimos que: e) n.d.a.

39 (FEI-SP) Substitua os termos destacados pelos pronomes oblíquos correspondentes. c) A disposição das plantas não permite (um esconderijo).

Somente pronomes estão destacados em: II. "... duas considerações (me) levaram a adotar diferente método: a primeira é que (eu) não sou..." III. "Moisés, (que) também contou a sua morte." 41(ACAFE-SC) Assinale a alternativa em que a palavra destacada exerce a função de e) Sempre serei assim, mesmo que não (me) aceites.

42 (PUCSP) No trecho: "O presidente não recebeu ninguém, não havia nenhuma fotografia sorridente dele, nenhuma frase imortal, nada que fosse supimpa", tem-se: b) dois pronomes adjetivos indefinidos e dois pronomes substantivos indefinidos. c) um pronome substantivo indefinido e três pronomes adjetivos indefinidos. e) um pronome adjetivo indefinido e três pronomes substantivos indefinidos.

43 (FUVEST-SP) "Vi uma fotografia sua no metrô." 44 (FUVEST-SP) Considere a validade das afirmações sobre o enunciado "cartas que I. O termo (que) retoma o seu antecedente, introduzindo uma oração que tem o valor de II. O termo (que) é agente e paciente do processo expresso pelo verbo (escrever). III. O enunciado não determina qual é o agente do processo expresso pelo verbo e) Todas as três afirmações estão corretas.

45 (FUVEST-SP) Na frase seguinte, o indefinido (alguma) tem valor positivo: "Muitas vezes encontro sua lembrança em alguma esquina da cidade". Construa uma frase em que alguma tenha valor negativo, correspondendo a (nenhuma).

CAPÍTULO 14 ESTUDO DOS NUMERAIS - nota da ledora: propaganda da 11a. semana internacional de criacão publicitária, no cartaz, uma tomada macho, com os dos pinos acrescentados de dois pequenos riscos, - fim da nota.

Num mundo tão apegado à quantificação, a gramática não poderia manter-se à parte. Por isso ela também dispõe de palavras para contar, ordenar dividir e multiplicar. Multiplicação que parece não ter fim, aliás, é a criatividade dos publicitários, como percebe-mos pelo anúncio ao lado.

1 CONCEITO Numeral é a classe de palavras que denota um número exato de coisas, seres ou conceitos ou indica a posição que ocupam numa determinada ordem. Quando apenas nomeia o número de seres, o numeral é chamado cardinal (um, dois, três..., cinqüenta, cem mil, etc.). Quando indica a ordem que o ser ocupa numa série, o numeral é chamado ordinal (primeiro, segundo, terceiro..., qüinquagésimo, centésimo milésimo, Existem também os numerais multiplicativos e os numerais fracionários. Os multi- plicativos exprimem aumentos proporcionais de quantidade, indicando números que são múltiplos de outros (dobro, triplo, quádruplo, etc.). Os fracionários indicam a diminuição proporcional da quantidade, o seu fracionamento (metade, um terço, um décimo, etc.).

2 QUADRO DOS NUMERAIS Apresentamos a seguir três quadros de numerais: no primeiro, você encontrará os cardinais e os ordinais, além dos algarismos arábicos e romanos; no segundo, os numerais multiplicativos; no terceiro, os fracionários. Após cada quadro faremos as observações pertinentes.

- nota da ledora: quadro de destaque na página, tabela de numerais cardinais e ordinais - fim da nota.

algarismo arábico 14, algarismo romano XIV, cardinal catorze ou quatorze, ordinal décimo quarto algarismo arábico 15, algarismo romano XV, cardinal quinze, ordinal décimo quinto algarismo arábico 16, algarismo romano XVI, cardinal dezesseis, ordinal décimo sexto algarismo arábico 17, algarismo romano XVII, cardinal dezessete, ordinal décimo sétimo algarismo arábico 18, algarismo romano XVIII, cardinal dezoito, ordinal décimo oitavo algarismo arábico 19, algarismo romano XIX, cardinal dezenove, ordinal décimo nono algarismo arábico 20, algarismo romano XX, cardinal vinte, ordinal vigésimo algarismo arábico 21, algarismo romano XXI, cardinal vinte e um, ordinal vigésimo primeiro algarismo arábico 30, algarismo romano XXX, cardinal trinta, ordinal trigésimo algarismo arábico 40, algarismo romano XL, cardinal quarenta, ordinal quadragésimo - nota da ledora: fim do quadro da página 309 - - fim da nota.

- nota da ledora: quadro de destaque na página: continuação 50 L cinqüenta qüinquagéssimo 60 IX sessenta sexagésimo 70 LXX setenta setuagésimo ou septuagésimo 80 LXXX oitenta octogésimo 90 XC noventa nonagésimo 100 C cem centésimo 200 CC duzentos ducentésimo 300 CCC trezentos trecentésimo 400 CD quatrocentos quadringentésimo 500 D quinhentos qüingentésimo 600 DC seiscentos seiscentésimo ou sexcentésimo 700 DCC setecentos setingentésimo ou septingentésimo 800 DCCC oitocentos octingentésimo 900 CM novecentos nongentésimo ou noningentésimo 1000 M mil milésimo 10000 -X dez mil décimo milésimo

- nota da ledora: dez mil em algarismos romanos, escreve-se com uma sobre-linha no X, um tracinho sobre a letra x, o programa não aceita este caractere pois não esta - fim da nota.

100000 -C cem mil centésimo milésimo 1 000 000 -M um milhão milionésimo 1 000 000000 --M um bilhão ou bilião bilionésimo - nota da ledora: em algarismos romanos, no caso de cem mil, e de um milhão, coloca- se a sobre-linha nas letras C, e M respectivamente. No caso de bilhão, coloca-se duas - fim da nota.

- nota da ledora: quadro de destaque na página: OBSERVAÇÕES: 1. Atente na possibilidade de usar as formas catorze ou quatorze, bilhão ou bilião. Aliás, é bom saber que bilhão, no Brasil, significa "mil milhões" (10 elevado a 9 potência ou 1 000000 000); em Portugal, "um milhão de milhões" (10 elevado a 2. Atente na grafia das formas dezesseis, dezessete, cinqüenta e seiscentos. A forma 3. Atente nas formas cultas octogésimo e trecentésimo. A forma tricentésimo é aceita por alguns gramáticos e já se encontra dicionarizada - a segunda edição do Novo - fim do quadro de destaque.

NUMERAIS MULTIPLICATIVOS duplo, dobro, ou dúplice; triplo ou tríplice; quádruplo, quíntuplo, sêxtuplo, séptupIo, óctuplo nônuplo, décuplo undécuplo duodécuplo céntuplo

NUMERAIS FRACIONÁRIOS meio ou metade, terço, quarto, quinto, sexto, sétimo, oitavo, nono, décimo, onze avos, doze avos, centésimo, - nota da ledora: quadros em destaque na página: Observação 1: No lugar de qualquer multiplicativo pode ser usada a combinação numeral cardinal + vezes. Essa combinação supre os casos em que não há formas speciais , como treze vezes, quarenta e seis vezes, cinqüenta e duas vezes, etc. - fim do Observação 2: os numerais fracionários propriamente ditos são meio (ou metade) e terço. Os demais são na verdade expressos pelos ordinal correspondente, seguido da - fim do quadro.

3 FLEXÃO Os numerais cardinais que variam em gênero são um/ uma, dois/duas e os que indicam centenas, de duzentos/duzentas em diante: trezentos/ trezentas, Cardinais como milhão, bilhão (ou bilião), trilhão, etc. variam em número: milhões, bilhões (ou biliões), trilhões, etc. Os demais cardinais são invariáveis. Os numerais ordinais variam em gênero e número: primeiro, primeira, primeiros, primeiras; segundo, segunda, segundos, segundas; milésimo, milésima, milésimos, Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam em funções substantivas: Quando atuam em funções adjetivas, flexionam-se em gênero e número: Teve de tomar doses triplas do medicamento.

Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número: um terço, uma terça parte; dois terços, duas terças partes.

É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos numerais, traduzindo afetividade ou especialização de sentido. É o que ocorre em frases como: É artigo de primeiríssima qualidade! O time está arriscado a ir parar na segundona. (= Segunda Divisão)

4 EMPREGO Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em que se divide uma obra, quando o numeral vem depois do substantivo, utilizam-se os ordinais até décimo e a partir daí os cardinais. Observe: João Paulo II (segundo) D. Pedro II (segundo) Ato II (segundo) Canto IX (nono) Século VIII (oitavo) João XXIII (vinte e três) Luís XVI (dezesseis) Capítulo XX (vinte) Tomo XV (quinze) Século XX (vinte) Para designar leis, decretos e portaras, utiliza-se o ordinal até nono e o cardinal de dez em diante: Artigo 1o.(primeiro) Artigo 10(dez) Artigo 9o.(nono) Artigo 21 (vinte e um) Para designar dias do mês, utilizam-se os cardinais, exceto na indicação do primeiro dia, que é tradicionalmente feita pelo ordinal: Quando o numeral estiver anteposto ao substantivo em algum dos casos descritos acima, será empregada a forma ordinal: o décimo segundo capítulo o vigésimo primeiro canto o décimo terceiro artigo do código o vigésimo segundo dia do mês de fevereiro Ambos/ambas são considerados numerais. Significam "um e outro, os dois" (ou "uma e outra, as duas") e são largamente empregados para retomar pares de seres anteriormente citados: Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância da solidariedade. Ambos agora participam das atividades comunitárias de seu bairro.

Podem-se utilizar também as formas enfáticas ambos os dois, ambos a dois, ambos de Não se deve usar um antes de mil: O serviço custaria mil reais. "Um mil" e "hum mil" são formas tradicionais no preenchimento de cheques e devem limitar-se a esse uso.

Milhão e milhar são palavras masculinas; por isso, o artigo que se refere a elas deve ser masculino: os dois milhões de doses de vacina, os cinco milhões de liras, os vinte milhões de mulheres; os dois milhares de crianças, os três milhares de mudas de árvores, etc.

Um é numeral cardinal quando realmente indica quantidade exata. Nesse caso, seu plural é dois: Um é artigo indefinido quando indica um ser indeterminado. Nesse caso, seu plural é uns ou alguns: Precisamos de um cão para proteger a casa.

- nota da ledora: desenho de um pirata, com a perna de pau, falando com um cidadão: - Costuma-se usar a expressão dar um passo em falso, em sentido figurado, para designar uma atitude ou decisão errada. O personagem acima, porém, parece pouco dado à linguagem figurada; a palavra um, aí, é numeral cardinal.

ATIVIDADES 1. Escreva por extenso os numerais representados pelos algarismos seguintes. a) 16 b) 17 c) 50 d) 2834496016 h) 1 305o.

2. Escreva por extenso os numerais representados por algarismos no paragráfo seguinte. "O Brasil ocupa a porção centro-oriental da América do Sul, entre as latitudes 5o.16'N e 33o.45'S e as longitudes 34047'W e 73059'W. Sua área total é de 8 511 965 km2, o que corresponde a 1,66% do globo terrestre, 5,77% dos continentes, 20,80% das Américas e 47% da América do Sul. É cortado ao norte pela linha do Equador, que atravessa os estados do Amazonas, Roraima, Pará e Amapá e, a 23o30' de latitude Sul, pelo Trópico de Capricórnio, que atravessa o Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo. Assim, a maior parte do seu território (93%) situa-se no hemisfério sul e na zona intertropical Possui 23127 km de fronteiras, sendo 15 719 km com países vizinhos a maior com a Bolívia (3126 km) e a menor com o Suriname (593km). Os restantes 7 408 km fazem limites com o Oceano Atlântico." (Almanaque Abril91) 3. Escreva por extenso os numerais representados por algarismos nas frases seguintes. b) Releia o artigo 32 da convenção do condomínio e depois tente justificar o que fez! c) O episódio do Gigante Adamastor faz parte do Canto V de Os Lusíadas. d) Você já leu alguma coisa sobre o papa Inocêncio VIII?

e) Quando participei da corrida de São Silvestre, cheguei em 333o. lugar. f) Estamos comemorando o 502o. ano do descobrimento da América.

a) Já lhe disse isso (um milhão) de vezes! b) É artigo de (primeira)! e) Dou (dez) pela aparência e (zero) pela sutileza.

São tantas vezes gestos naturais Eu quero aproximar o meu cantar vagabundo Daqueles que velam pela alegria do mundo Indo mais fundo Tins e bens e tais (VELOSO, Caetano. In: velô). LP Philips 824024 1984 LadoA faixa ) Ser indecente Mas tudo é muito mau

TRABALHANDO O TEXTO 1. Comente o sentido do numeral (setecentas mil), presente na segunda estrole do texto. 2. "Por mais (zil) anos?" 3. Os mesmos "podres poderes" continuam a ser exercidos no mesmo Brasil? Comente.

QUESTÕES E TESTES DE VESTIBULARES e) Quadragésimo, quarentena, quadragésima, quaresma só aparentemente se referem a quarenta.

a) 874o. - octingentésimo setuagésimo quarto b) 398o. - trecentésimo nonagésimo oitavo c) 486o. - quadringentésimo octogésimo sexto d) n.d.a.

a) centésimo vigésimo terceiro b) centésimo trigésimo terceiro c) cento e vinte trigésimo d) cento e vigésimo terceiro 5 (VUNESP) Assinale o caso em que não haja expressão numérica de sentido b) Quer que veja este filme pela milésima vez?

c) "Na guerra os meus dedos disparam mil mortes." d) "A vida tem uma só entrada; a saída é por cem portas." e) n.d.a.

(1) período de seis anos (2) período de cinco anos (3) estrofe de dois versos (4) período de cem anos (5) agrupamento de dez coisas ( ) dístico ( ) decúria ( ) sexênio ( ) centúria ( ) lustro 7 (FMU-SP) Triplo e tríplice são numerais: e) multiplicativo o primeiro e ordinal o segundo.

8 (FMU-SP) Sabendo-se que os numerais podem ser cardinais, ordinais, multiplicativos e fracionários, podemos dar os seguintes exemplos: a) uma (cardinal), primeiro (ordinal), Leão onze (multiplicativo) e meio (fracionário). b) um (cardinal), milésimo (ordinal), undécupIo (multiplicativo) e meio (fracionário). c) um (ordinal), primeiro (cardinal), Leão onze (multiplicativo) e meio (fracionário). d) um (ordinal), primeiro (cardinal), cêntuplo (multiplicativo) e centésimo (fracionário). e) um (cardinal), primeiro (ordinal), duplo (multiplicativo), não existindo numeral denominado fracionário.

a) Os substantivos cão, tabelião, pão, alemão e cidadão fazem o plural mudando - b) A torre é (altíssima). A palavra destacada é adjetivo e está no grau superlativo c) Vendi todos (os) livros a (uns) alunos. As palavras destacadas são pronomes d) O (dobro) do meu dinheiro é igual à (metade) do teu. As palavras destacadas são e) Levaram-(me) o caderno. A palavra destacada é pronome pessoal oblíquo.

ou orações ligados por uma preposição, haverá uma relação de dependência, em que um dos termos, ou uma das orações, assume o papel de subordinante e o outro, de subordinado: Obedeço (subordinado), aos meus princípios. (subordinante) Continuo obediente (subordinado), aos meus princípios.(subordinante) E uma pessoa (subordinado), de valor.(subordinante) Tive de agir (subordinado), com cautela. ( subordinante) Ao chegar, (subordinado), foi recebido pelo encarregado da seção.(subordinante) Em alguns casos (particularmente nas locuções adverbais), as preposições não apenas conectam termos da oração, mas também indicam noções fundamentais à compreensão da frase. Observe: É evidente a diferença de sentido entre as frases de cada um dos pares acima; também é evidente que essa diferença de sentido resulta da utilização de preposições diferentes, capazes de indicar noções diferentes ao estabelecer relações entre os termos das orações.

2 CLASSIFICAÇÃO As palavras da língua portuguesa que atuam exclusivamente como preposições são chamadas preposições essenciais. As preposições essenciais são:a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás, - nota da ledora: na página, reprodução de pintura de Renoir, retratando duas ninfas, bem nutridas, gordinhas, representantes da figura, saudável, de mulheres da renacença; logo abaixo, reprodução do mesmo quadro, apresentando as duas ex-ninfas como protótipo de mulheres da geração diet, atual, bem magrinhas, após tomarem iogurte diet - fim da nota.

OBSERVAÇÕES 1. Não se deve confundir a preposição a com o artigo definido a e com o pronome a. A preposição é invariável; o artigo e o pronome se flexionam de acordo com o termo a que se referem: Não dou atenção (a) mexericos. (preposição - observe que não estabelece concordância com o substantivo masculino plural mexericos.) (As) fofocas desses indivíduos, ignoro-as. (artigo definido e pronome - estabelecem concordância com o substantivo feminino plural fofocas.) 2. No português atual, a preposição trás não é usada isoladamente; atua, sempre, como - fim do quadro.

Há palavras de outras classes gramaticais que, em determinados contextos, podem atuar Podem atuar como preposições, por exemplo: como (= na qualidade de), conforme (= de acordo com), consoante (= conforme), exceto, fora, mediante, salvo, segundo (=conforme), senão, tirante, visto (= por), etc.

Conjuntos de duas ou mais palavras que têm o valor de uma preposição são chamados de locuções prepositivas. A ultima palavra dessas locuções é sempre uma preposição. Eis alguns exemplos: abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de acordo com,dentro de, embaixo de, em cima de, em frente a, em redor de, graças a, junto a, junto de, perto de, por causa de, por cima de, por trás de.

3 COMBINAÇÕES E CONTRAÇÕES Várias preposições se ligam a palavras de outras classes gramaticais, passando a constituir um único vocábulo. Essas ligações, que ocorrem espontaneamente na língua falada, acabam se refletindo muitas vezes na língua escrita.

Ocorre combinação quando a preposição, ao unir-se a outra palavra, mantém todos os seus fonemas. É o que acontece entre a preposição a e o artigo masculino o, os: ao, aos. Ocorre contração quando a preposição, ao unir-se a outra palavra, sofre modificações em sua estrutura fonológica. As preposições de e em, por exemplo, formam contrações com os artigos e com diversos pronomes, originando formas como do, dos, da, das; num, nuns, numa, numas; disto, disso, daquilo; naquele, naqueles, naquela, naquelas, etc. As formas pelo, pelos, pela, pelas resultam da contração da antiga preposição per com os artigos definidos.

A contração da preposição a com os artigos ou pronomes demonstrativos a, as ou com o a inicial dos pronomes aquele, aqueles, aquela, aquelas, aquilo recebe o nome de crase (que é, aliás, o nome que se dá a toda contração de vogais idênticas) e é assinalada na escrita pelo acento grave: à, às, àquele, àqueles, àquela, àquelas, àquilo. Estudaremos detalhadamente o uso desse acento num outro capítulo de nosso livro.

ATIVIDADES 1. Nas frases seguintes, identifique as preposições e indique o sentido da relação que a) Não se deve ir à praia ao meio-dia! c) Como não reagir ante tanta desfaçatez?! f) Estou decidido: agora, vou até o fim! h) Tomou as necessárias decisões com rapidez. Quando percebemos, já tinha voltado i) Colava seu corpo contra o muro enquanto deslizava com agilidade.

2. Nas frases seguintes, indique o sentido da relação estabelecida pela preposição a) Muita gente ainda morre (de) fome no Brasil. Há quem evite falar (disso). f) Eu caminhava calmamente (sob) este céu azul quando me ocorreu que ele poderia g) O país viveu (sob) uma ditadura durante muitos anos. Hoje há quem não queira mais falar sobre (isso), como se o passado não fosse necessário à construção do futuro.

4. Leia atentamente cada uma das frases dos pares seguintes e explique a diferença de É uma medida favorável aos músicos e compositores.

TEXTOS PARA ANÁLISE - nota da ledora: foto do planeta terra, tendo próximo um satélite de comunicação, apresentando como texto: A Odisséia dos brasileiros no espaço. Além de 2001. - fim da nota.

TRABALHANDO O TEXTO Aponte as preposições e locuções prepositivas presentes no texto acima e indique as relações que estabelecem.

Perto do longe A pensar em ti A cor da terra de um lugar assim Entra na casa, entra dentro de mim Dentro das horas Das horas sem fim Fora do nada A cor fica parada E a terra sem mim Fui ver, sem ver O mar em frente Meu amigo Eu vou ter contigo Para sempre (RAMIL. Kleiton & MELO E CASTRO, Eugenio. In: MELO E CASTRO, Eugênia Águas de todo o ano. LP Polygram 81066610, 1983)

TRABALHANDO O TEXTO 2. Aponte as locuções prepositivas presentes na segunda estrofe do texto. 4. A construção "entrar dentro de" é considerada um pleonasmo vicioso, ou seja, uma repetição desnecessária e inútil de uma mesma idéia. Baseado em seu conhecimento 5. O texto nos fala de distância e aproximação. Aponte expressões que indicam essas idéias.

QUESTÕES E TESTES DE VESTIBULARES 1(FUVEST-SP) Ao ligar dois termos de uma oração, a preposição pode expressar, entre outros aspectos, uma relação temporal, espacial ou nocional. Nos versos: "Amor total e falho... Puro e impuro... Amor de velho adolescente..." A preposição (de) estabelece uma relação nocional. Essa mesma relação ocorre em: a) "Este fundo (de) hotel é um fim (de) mundo." b) "A quem sonha (de) dia e sonha (de) noite, sabendo todo sonho vão." c) "Depois fui pirata mouro, flagelo (da) Tripolitânia." d) "Chegarei (de) madrugada, quando cantar a seriema." e) "Só os roçados (da) morte compensam aqui cultivar." 2 (FUVEST-SP) "No final da Guerra Civil americana, o ex-coronel ianque (...) sai a caça do soldado desertor que realizou assalto a trem com confederados." (O Estado de S. Paulo, 15 set. 1995.) O uso da preposição com permite diferentes interpretações da frase acima. a) Reescreva-a de duas maneiras diversas, de modo que haja um sentido b) Indique, para cada uma das redações, a noção expressa pela preposição (com).

a) "Teria sorte nos outros lugares, com gente estranha." b) "Com o meu avô cada vez mais perto do fim, o Santa Rosa seria um inferno." c) "Não fumava, e nenhum livro com força de me prender." d) "Trancava-me no quarto fugindo do aperreio, matando-as com jornais." e) "Andavam por cima do papel estendido com outras já pregadas no breu." 4 (UNIMFP-SP) "Depois (a) mãe recolhe as velas, torna (a) guardá-l(as) na bolsa.", os vocábulos destacados são, respectivamente: e) preposição, pronome demonstrativo, pronome pessoal oblíquo.

5 (FUVEST-SP) Na frase "Estamos a bordo." a preposição indica relação de lugar. Escreva duas frases em que o emprego dessa preposição indique, respectivamente: b) relação de instrumento.

6 (FUVEST-SP) Em "óculos sem aro", a preposição sem indica ausência, falta. Explique o sentido expresso pelas preposições destacadas em: a) "Cale-se ou expulso a senhora da sala." b) "Interrompia a lição com piadinhas." 7 (CESGRANRIO-RJ) Assinale a opção cuja lacuna não pode ser preenchida pela a) uma companheira desta, ( ) cuja figura os mais velhos se comoviam. (com) b) uma companheira desta, ( ) cuja figura já nos referimos anteriormente. (a) c) uma companheira desta, ( ) cuja figura havia um ar de grande dama decadente. (em) d) uma companheira desta, ( ) cuja figura andara todo o regimento apaixonado. (por) e) uma companheira desta, ( ) cuja figura as crianças se assustavam. (de) 8 (UFU-MG)"... foram intimados (a) comparecer? não (a) fizeram , "... (a) sua oração...". As três ocorrências de (a) são, respectivamente: e) artigo, pronome, pronome.

9 (PUCSP) a folha (de um livro) retoma." "como (sob o vento) a árvore que o doa." "e nada finge vento (em folha) de árvore." As expressões destacadas são introduzidas por preposições. Tais preposições são usadas, nesses versos, com a idéia de: b) especificação, agente causador, lugar.

b) À medida que os inimigos se aproximavam, as tropas inglesas recuavam. e) De repente, riscou e reescreveu o texto.

11(CESGRANRIO-RJ) Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da seguinte frase: "O controle biológico de pragas, () o texto faz referência, é certamente o mais eficiente e adequado recurso () os lavradores dispõem para proteger a lavoura sem prejudicar o solo." a) do qual, com que b) de que, que c) que, o qual d) ao qual, cujos e) a que, de que 12 (UEV-MC) Assinale a opção cuja sequência completa corretamente as frases abaixo. O cargo ( ) aspiras é muito importante. O filme ( ) gostou foi premiado. O jogo ( ) assistimos foi movimentado a) que, que, que, que, que b) a que, de que, que, que, a que c) que, de que, que, de que, que d) a que, de que, a que, deque, a que e) a que, que, que, que, a que e) Não é possível haver duvidas entre eles.

14 (ITA-SP) Considerando que o pronome relatívo deve ser examinado em relação ao verbo que lhe vem imediatamente depois, quais frases abaixo estão corretas? 1. Apresento as provas do concurso de que fui por vós designado a elaborar. 2. Apresento as provas do concurso a que fui por vós designado a fiscalizá-lo. 3. Apresento as provas do concurso de cuja organização me destes a honra. 4. Apresento as provas do concurso para cuja fiscalização fui por vós designado. d)Apenas a 3 e a 4.

15 (PUCC-SP) O projeto, ( ) realização sempre duvidara, exigiria toda a dedicação ( ) a) do qual, a que b) cuja a, da qual c) de cuja, de que d) que sua, de cuja e) cuja, a qual 16 (PUCC-SP) Os folhetos ( ) não temos cópia são exatamente aqueles ( ) conteúdo a) que, cujo b) de que, cujo o c) de cujos, no qual d) dos quais, em cujo e) os quais, ao qual 17 (UNIMEP-SP) "De todas as garotas da classe, Paula foi (a) que mais me impressionou. Gostaria de ter ido (a) sua festa com ela. Eu (a) convidei, mas ela não aceitou." As palavras destacadas são, respectivamente: e) preposição, artigo, pronome demonstrativo.

18 (UNIMEP-SP) "( ) dois meses que não veio Paulo. Soube que ele esteve ( ) beira de uma crise nervosa ( ) menos de cinco dias do vestibular." A alternativa que preenche corretamente as lacunas é: a) Há, a, a b)Há,à,a c) Há, à, à d) A, a,à e)A,à,a 19 (UNICAMP-SP) No trecho abaixo, extraído de uma entrevista transcrita literalmente, há uma passagem que precisaria ser modificada para adequar-se ao português escrito culto. Identifique essa passagem e reescreva-a na forma que lhe parecer mais adequada. "A Universidade é muito mais eficiente do que a indústria porque ela é o único organismo da sociedade que pode especular sem grande ônus. A Universidade é o único organismo que você pode abandonar uma pesquisa sem nenhum trauma (?)".

- Futebol, aquele esporte que faz o povo vibrar ao ver a vitória do time a qual se propõe a torcer. (amostra de escrita de aluno do 2o. grau) - Existem escolas que as aulas da noite são iluminadas à luz de velas... (boletim de greve da Associação dos Professores do Estado de São Paulo)

CAPÍTULO 16 ESTUDO DAS CONJUNÇÕES 1 CONCEITO Conjunções são palavras invariáveis que unem termos de uma oração ou unem orações. As conjunções podem relacionar termos de mesmo valor sintático ou orações sintaticamente equivalentes - as chamadas orações coordenadas - ou podem relacionar uma oração com outra que nela desempenha função sintática - respectivamente, uma oração principal e uma oração subordinada. Ohserve: A situação social do país é precária, (mas) ainda existem aqueles que só buscam Não se pode deixar de perceber (que) a situação social do país é precária.

Na primeira frase, a conjunção e une dois termos equivalentes: precária e nefasta. Na segunda frase, a conjunção mas une duas orações coordenadas: "A situação social do país é precária" e "ainda existem aqueles que só buscam privilégios pessoais". É fácil perceber que cada uma dessas orações é completa em si mesma, podendo até mesmo ser separada da outra por ponto. Na terceira frase, a conjunção que une a oração "Não se pode deixar de perceber" à oração "a situação social do país é precária". Note que o sentido do verbo perceber, presente na primeira oração, é complementado pela segunda oração da frase: perceber, é, no caso, "perceber que a situação social do país é precária". Isso significa que a segunda oração é subordinada à primeira, pois atua como complemento do verbo dessa primeira oração. A conjunção que está unindo uma oração subordinada à sua oração principal. As conjunções e as preposições são as chamadas palavras relacionais da língua.

São chamados locuções conjuntivas os conjuntos de palavras que atuam como conjunções. Essas locuções geralmente terminam em que: visto que, desde que, ainda Os mesmos critérios de classificação aplicados às conjunções simples são aplicados às locuções conjuntivas.

2 CLASSIFICAÇÃO As conjunções são primeiramente classificadas em coordenativas e subordinativas, de acordo com o tipo de relação que estabelecem. As conjunções coordenativas ligam termos ou orações sintaticamente equivalentes. As conjunções subordinativas ligam uma oração a outra que nela desempenha função sintática; em outras palavras, ligam De acordo com o sentido das relações que estabelecem, as conjunções coordenativas são classificadas em: aditivas (exprimem adição, soma): e, nem, não só... mas também, etc.;

adversativas (exprimem oposição, contraste): mas, porém, contudo, todavia, entretanto, alternativas (exprimem alternância ou exclusão): ou, ou, ou, ora, ura,etc.; conclusivas (exprimem conclusão): logo, portanto, por conseguinte, pois (posposto ao explicativas (exprimem explicação): pois (anteposto ao verbo), que, porque, porquanto. Etc.

Já as conjunções subordinativas são classificadas em: integrantes (introduzem orações subordinadas substantivas): que, se, como; causais (exprimem causa): porque, como, uma vez que, visto que, já que, etc.;

- nota da ledora: quadro de propaganda ecológica, composto de 5 quadros menores, com os seguintes dizeres: 1o. quadro: este filmee foi poduzido originalmente em preto e branco. 2o. quadro: mico-leão-dourado. 3o. quadro: ganso-cor-de-rosa, 4o. quadro: se continuar assim, só vão sobrar cinzas. (referente a queimadas e a cor da mistura do preto com o branco), 5o. e último quadro: SOS MATA ATLANTICA ( com a bandeira do - fim da nota.

No penúltimo quadro, temos exemplo de conjunção subordinativa condicional: "Se continuar assim? concessivas (exprimem concessão): embora, ainda que, mesmo que, conquanto, apesar condicionais (exprimem condição ou hipótese): se, caso, desde que, contanto que, etc.; conformativas (exprimem conformidade): conforme, consoante, segundo, como, etc.; comparativas (estabelecem comparação): como, mais... (do) que, menos... (do) que, etc.; consecutivas (exprimem consequência): que, de sorte que, de forma que, etc.; finais (exprimem-finalidade): para que, a fim de que, que, porque, etc.; proporcionais (estabelecem proporção): à medida que, à proporção que, ao passo que, temporais (indicam tempo): quando, enquanto, antes que, depois que, desde que, logo A classificação das conjunções deve ser feita a partir de seu efetivo emprego nas frases da língua. Por isso, as relações que apresentamos não devem ser memorizadas: você deve consultá-las quando for necessário. O estudo efetivo do valor dessas conjunções só será possível quando observarmos atentamente sua atuação. Faremos isso nos capítulos de Sintaxe dedicados ao período composto.

ATIVIDADES 1. Procure unir as orações de cada um dos pares seguintes utilizando uma conjunção f) Você pode apresentar suas propostas esta noite. Pode ficar remoendo-as sozinho por muitas noites.

g) Você deve conversar abertamente com ela sobre seus sentimentos. Deve esquecê-la definitivamente.

2. A classificação de uma conjunção só pode ser realizada satisfatoriamente a partir de sua atuação efetiva numa frase. Observe os conjuntos de frases seguintes e procure b) A indignação foi tanta (que) produziu seguidas manifestações de rua. Tivemos de sair correndo, (que) a situação ficou difícil! Outro, (que) não eu, suportaria calado tudo isso.

3. O emprego equivocado de uma conjunção prejudica a estruturação e a compreensão de frases e textos. Comente o uso da conjunção destacada na frase seguinte e proponha A maior parte dos trabalhadores brasileiros não recebe um salário digno, mas enfrenta problemas de sobrevivência.

TEXTOS PARA ANÁLISE - nota da ledora: propaganda da revista de decoração de interiores Casa Cláudia, com o seguinte texto: Viver (ou) Sonhar? Com esta dúvida você passa a vida sonhando. - fim da nota.

- TRABALHANDO O TEXTO: Explique o sentido da relação estabelecida pelas conjunções destacadas no texto ao lado.

Vai habitar o edifício que faz pra você E, no aconchego da pele, na pele, da carne, na carne entender Que homem foi feito direito, do jeito que é feito o prazer Homem constrói sete usinas, usando a energia Que vem de você Homem conduz a alegria que sai das turbinas De volta a voce E cria o moto-continuo, da noite pro dia, Se for por você E quando um homem já está de partida, na curva da vida ele vê Que o seu caminho não foi um caminho Sozinho porque Sabe que um homem vai fundo, e vai fundo, e vai fundo Se for por você, (LOBO, Edu & BUARQUE, Chico. In: Edu & Tom - Tom, & Edu. LP PhiIips 6328.378, 1981.) TRABALHANDO O TEXTO 1. Classifique as palavras destacadas em "(Se) for por você" e (Como) um vagabundo". 3. Classifique as palavras destacadas nos versos seguintes: "Vai habitar o edifício (que) faz pra você E no aconchego da pele, na pele, da carne, na carne entender 5. (Polissíndeto) É nome que se dá à repetição de uma mesma conjunção na coordenação de termos ou orações. Aponte exemplos no texto e procure 6. O amor pode realmente originar um moto-contínuo? Qual sua opinião?

QUESTÕES E TESTES DE VESTIBULARES 1 (FUVEST-SP) Nas frases abaixo, cada espaço pontilhado corresponde a uma 1. "Porém já cinco sóis eram passados ( ) dali nos partíramos." As conjunções retiradas são, respectiva-mente: e) que, quando, embora, desde que, já que.

a) visto como b) enquanto c) conquanto d) porquanto e) à medida que 3 (UEL-PR) A serem considerados os resultados, o trabalho foi eficiente. a) desde que b) ainda que c) a menos que d) embora e) por isso 4 (PUCSP) Assinale a alternativa que possa substituir, pela ordem, as partículas de "Em (primeiro lugar), observemos o avô. (Igualmente), lancemos um olhar para a avó. (Conseqüentemente), a filha também será morena e alta." a) primeiramente, ademais, além disso, em suma b) acima de tudo, também, analogamente, finalmente c) primordialmente, similarmente, segundo, portanto d) antes de mais nada, da mesma forma, por outro lado, por conseguinte e) sem dúvida, intencionalmente, pelo contrário, com efeito 5 (CESGRANRIO-RJ) Assinale o período em que ocorre a mesma relação significativa indicada pelos termos destacados em "A atividade científica é tão natural (quanto e) Todos estavam exaustos, tanto que se recolheram logo.

6 (FUVEST-SP) "Podem acusar-me: estou com a consciência tranqüila." Os dois pontos (:) do período acima poderiam ser substituidos por vírgula, explicitando-se o nexo entre as duas orações pela conjunção: e) embora, 7 (PUCSP) Em: "...ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar das ondas...", a partícula como expressa uma idéia de: a) causa.

8 (FUVEST-SP) "Que não pedes um diálogo de amor, é claro, (desde que impões) a cláusula da meia-idade." O segmento destacado poderia ser substituído, sem alteração do sentido da frase, por: e) porquanto impões.

9 (PUCC-SP) Assinale a alternativa correspondente à frase em que ocorre uso incorreto a) O homem criou a máquina para facilitar sua vida, e contudo ela correspondeu a essa c) Ele tinha todas as condições para representar bem os colegas; nem todos lhe d) O problema é que ainda não se sabe se ele agiu conforme as normas da empresa. e) Ao perceber o que tinham leito com seus livros, gritou que parecia um louco.

10 (PUCSP) Nos trechos: "Vejo três meninas caindo rápidas, enfunadas, (como) se dançassem inda" e "? e a prima-dona com a longa cauda de lantejoulas riscando o céu (como) um cometa", as palavras sublinhadas expressam respectivamente idéias de: e) conseqüência, conseqüência.

11 (PUCSP) No período: "Da própria garganta saiu um grito de admiração, que Cirino acompanhou, (embora) com menos entusiasmo", a palavra destacada expressa uma idéia de: e) conseqüência.

12 (PUCSP) No trecho: "É uma espécie... nova... completamente nova! (Mas já) tem nome... Batizei-(a) logo... Vou-(lhe) mostrar..." sob o ponto de vista morfológico, as palavras destacadas correspondem, pela ordem, a. b) advérbio, advérbio, pronome, pronome.

a) se houvesse b) embora haja c) exceto se houver d) desde que houvesse e) caso haja 18 (UNIMEP-SP) "Ele insiste em trabalhar, conquanto mal tenha saído de uma a) no entanto b) por isso c) logo d) embora e) então 19 (VUNESP-SP) ( ) a esposa estar, há muito tempo, longe de casa, o marido não sente Observando a coerência na indicação das circunstâncias, assinalar a alternativa que a) em razão de; à proporção que; para b) apesar de; já que; a fim de c) na hipótese de; desde que; por d) não obstante; quando; sem e) no caso de; conforme; de modo a 20 (FECAP-SP) Classifique a palavra como nas construções seguintes, numerando, convenientemente, os parênteses. A seguir, assinale a alternativa correta. 1. preposição 2. conjunção subordinativa causal 3. conjunção subordinativa conformativa 4. conjunção coordenativa aditiva 5. advérbio interrogativo de modo a) 2,4,5,3,1 b) 4, 5,3,1,2 c) 5,3,1,2,4 d) 3,1,2,4,5 e) 1,2,4,5,3

comportamentos sem que se faça uso de estruturas lingüísticas mais elaboradas. Observe: Psiu! - pode indicar que se está querendo atrair a atenção do interlocutor ou que se quer Em alguns casos, há um conjunto de palavras que atua como uma interjeição: são as locuções interjectivas, como Valha-me Deus! ou Macacos me mordam!

OUTRAS INTERJEIÇÕES E LOCUÇÕES INTERJECTiVAS Interjeições e locuções ai! ui! - expressam dor oh!, ah!, ih!, opa!, caramba!, upa!, céus!, puxa!, xi!, gente!, hem?!, meu Deus!, uaí! olá!, alô!, ô!, oi!, psiu!, psit!, ó! - expressam chamamento uh!, credo!, cruzes!, Jesus!, ai! - expressam medo tomara!, oxalá!, queira Deus!, quem me dera! - expressam desejo psiu!, caluda!, quieto!, bico fechado! - expressam pedido de silêncio eia!, avante!, upa!, firme!, toca! - expressam estímulo xô!, fora!, rua!, toca!, passa!, arreda! - espressam afugentamento ufa!, uf!, safa! - expressam alívio ufa! - expressam cansaço - nota da ledora: dezenho de quadrinho: um carro ingiçado, com o capô aberto, e o motorista ouvindo aproximar-se um caminhão, pensa: oba! Tomara que seja alguém com macaco! - e o caminhão que se aproxima é do Gran Circo, cheio de macacos. - fim da nota.

No cartum acima, ocorrem duas interjeições: oba!. (que deve ser grafada sem o acento circunflexo) e tomara. Elas expressam, respectivamente, alegria e desejo.

organização de frases e textos. Seria mais coerente, portanto, não considerar as interjeições uma classe de palavras à parte, mas sim mais um dos possíveis tipos de frases de que a língua portuguesa dispõe.

ATIVIDADES 1. Nos pequenos diálogos a seguir, substitua a fala do segundo interlocutor pela a) Parece que todo mundo vem à festa hoje à noite! - Fico muito contente! b) Finalmente chegamos ao fim da escalada! - Estou bastante aliviado e satisfeito! c) - Ele conseguiu bater dois recordes mundiais de natação apesar de ter ficado alguns meses sem treinar! - Como estou admirado! - Estou sentindo muita dor! - Fico bastante feliz com o convite! F)-Vamos ter de dividir o quarto do alojamento com o Zezão - aquele que não gosta muito de banho! - Estou com muito nojo! 2. Que interjeição ou interjeições você usaria se: a) abrisse a porta de seu quarto e nele encontrasse a mountain bike que estava querendo b) recebesse uma carta daquele(a) garoto(a) com quem 'ficou" nas últimas férias e de g) seu(sua) namorado(a) ligasse para dizer que está tudo terminado entre vocês? h) recebesse a notícia de que os vestibulares foram definitivamente abolídos? i) visse uma barata?

3. Nos diálogos dos textos narrativos, as interjeições permitem a expressão sintética de dados que demandariam falas mais longas; além disso, são muitas vezes sugestivas e bem-humoradas. Leia o trecho abaixo, extraído de uma crônica de Luis Fernando "O veraneio terminou mal. A idéia dos dois casais amigos, amigos de muitos anos, de alugarem uma casa juntos deu errado. Tudo por culpa do comentário que o Itaborá fez ao ver a Mirna, a comadre Mirna, de biquini fio dental pela primeira vez. - Omnahnmon!" - nota da ledora: desenho na página: na praia um casal, e uma mulher, a mulher retira a parte de cima do bíquine, o homem olha fixamente, a gorda espôsa cruza os braços com cara feia, e o marido fica extasiado ao observar a mulher. O sol, ao alto, estilizado, faz - fim da nota.

TEXTOS PARA ANÁLISE: - nota da ledora: quadrinho representando o adro de uma igreja, com algumas pessoas, e m primeiro plano, uma jovem vestida provocantemente, para quem todos dirigem o lhar. Na legenda: Ops! A fragrância Uau! - fim da nota.

TRABALHANDO O TEXTO Canção de exilio facilitada ah! bah! (PAUS, José Paulo. Um por todos - Poesia reunida. São Paulo, Brasíliense, 956. p. 67.)

TRABALHANDO O TEXTO 2. A segunda estrofe do texto relaciona os elementos que fazem o lá melhor do que o cá. Comente esses elementos, procurando identificar a que país se refere o advérbio lá.

3. Compare o texto acima com a "Canção do exílio", de Gonçalves Dias. A seguir, comente a importância das interjeições na obtenção da versão simplificada.

língua para que se satisfaçam todas as necessidades de comunicação e expressão. O conhecimento da Sintaxe é, portanto, um instrumento essencial para o manuseio satisfatório das múltiplas possibilidades que existem para combinar palavras e orações.

1 FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO Dispor as palavras em frases é o primeiro passo para a construção dos discursos. Isso significa que a frase se define pelo seu propósito de comunicação, isto é, pela sua capacidade de, num diálogo, numa tese, enfim, em alguma forma de comunicação lingüística, ser capaz de transmitir o conteúdo desejado para a situação em que é utilizada. Na fala, a frase apresenta uma entoação que indica com clareza seu início e seu fim; na escrita, esses limites são normalmente indicados pelas iniciais maiúsculas e pelo uso de ponto (final, de exclamação ou interrogação) ou reticências. O conceito de frase é, portanto, bastante abrangente, incluindo desde estruturas lingüísticas muito simples, como: Ai!, que em determinada situação é suficiente para transmitir um conteúdo claro, até estruturas complexas como: Assim, a idolatria da máquina de matar que corresponde a certas fantasias do te/espectador mas que nada tem a ver com a função de zelar pela segurança pública, acaba contribuindo para o surgimento dos valentões enlouquecidos dentro da tropa.

As frases de estrutura mais complexa geralmente se organizam a partir de um ou mais verbos (ou locuções verbais). A frase, ou a parte de uma frase, que se organiza a partir de um verbo ou locução verbal recebe o nome de oração. A frase estruturada em orações constitui o período, que pode ser simples (formado por apenas uma oração) ou composto (formado por duas ou mais orações). Observe: Trata-se de um período simples, formado por apenas uma oração organizada a partir da forma verbal destacada.

A vida neste país (vale) tão pouco (que) não se (sabe) (se) (há) limite para o pior. Trata-se de um período composto, formado por três orações organizadas a partir dos A Sintaxe se ocupa do estudo do período simples e do período composto.

- nota da ledora: Campanha da Casa do Hemofílico do Rio de Janeiro, um cartaz - fim da nota.

Na frase acima, temos um período composto formado por duas orações, organizadas a partir das formas verbais desmaia e vê.

2 TIPOS DE FRASES Muitas vezes, as frases assumem sentidos que só podem ser integralmente captados se atentarmos para o contexto em que são empregadas. É o caso, por exemplo, das situações em que se explora a ironia. Pense, por exemplo, na frase "Que educação!", usada quando se vê alguém invadindo, com seu carro, a faixa de pedestres. Nesse caso, ela expressa exatamente o contrário do que aparentemente diz.

A entoação é um elemento muito importante da frase falada, pois nos dá uma ampla possibilidade de expressão. Dependendo de como é dita, uma frase simples como "É ele." pode indicar constatação, dúvida, surpresa, indignação, decepção, etc. Na língua escrita, os sinais de pontuação podem agir como definidores do sentido das frases: "É Existem, na língua portuguesa, alguns tipos de frases cuja entoação é mais ou menos previsível, de acordo com o sentido que transmitem. Observe: a)frases declarativas: informam ou declaram alguma coisa. Podem ser afirmativas, como: ou negativas, como: Ainda não começou a chover.

- nota da ledora: campanha da Casa do Hemofílico do Rio de Janeiro: cartaz, em preto, Acima, temos exemplo de frase declarativa. Esta, porém, só faz sentido quando lida como resposta à frase interrogativa da página anterior. (da mesma campanha) b) frases interrogativas: ocorrem quando se quer obter alguma informação. A interrogação pode ser direta, como nas frases: Quem quer um louco na presidência? ou indireta, como nas frases: Não sei quem quer um um louco na presidência.

c) frases imperativas: são empregadas quando se quer agir diretamente sobre o comportamento do interlocutor, o que ocorre quando se dão conselhos, ordens ou quando se fazem pedidos. Podem ser afirmativas, como: Manifeste claramente o seu pensamento ou negativas, como: Não seja inoportuno.

d) frases exclamativas: são empregadas quando o emissor deseja expressar um estado emotivo. É o caso de: Começou a chover! Vai começar tudo de novo! e) frases optativas: são empregadas para exprimir desejo. São exemplos de frases optativas: Deus te guie! Bons ventos o levem!

ATIVIDADES 1. Leia atentamente as frases de cada um dos grupos seguintes. Em seguida, leia-as em voz alta, conferindo a cada uma a entonação adequada.

Não quero que você saiba! c) Já sei! 2. Escreva: 3. Algumas das frases dadas como respostas aos itens da questão no. 2 constituem períodos. Quais são? Classifique-os em períodos simpIes ou compostos.

4. O Manual de estilo da Editora Abril afirma: "Se você deseja ser compreendido, suas frases deverão atender a um requisito essencial: a clareza. É uma exigência para a qual não existe meio-termo. Se a frase for clara, você dirá o que quis dizer. Se a frase for obscura, você provocará confusão". Levando em consideração essas colocações, comente as frases seguintes, retiradas da mesma página "Enfim, toda vez que você sentar-se à máquina, postar-se diante do terminal ou pegar a caneta com o propósito de escrever, lembre-se que sentenças de breve extensão, amiúde logradas por intermédio da busca incessante da simplicidade no ato de redigir, da utilização frequente do ponto, do corte de palavras inúteis que não servem mesmo para nada e da eliminação sem dó nem piedade dos clichês, dos jargões tão presentes nas laudas das matérias dos setoristas, da retórica discursiva e da redundância repetitiva - sem aquelas intermináveis orações intercaladas e sem o abuso de partículas de subordinação, como por exempIo 'que', 'embora', 'onde', 'quando', capazes de encompridá-las desnecessariamente, tirando em consequência o fôlego do pobre leitor - 'isso para não falar que não custa refazê-las, providência que pode aproximar o verbo e o complemento do sujeito, tais sentenças de breve extensão, insistimos antes que comecemos a chateá-lo, são melhores e mais claras. Ou seja, use frases curtas."

você vai notar que essa pessoa controla os recursos vocais mencionados para que suas frases se articulem significativamente. Assim, as frases faladas e os recursos vocais que Na escrita, os elementos vocais da linguagem são substituídos por um sistema de sinais visuais que com eles mantêm alguma correspondência. Esses sinais são conhecidos como sinais de pontuação e seu papel na língua escrita é semelhante ao dos elementos vocais na língua falada: participam da estruturação das frases na construção dos textos escritos. O estudo do emprego dos sinais de pontuação está ligado à percepção de seu papel estruturador na língua escrita. Isso significa que não se aprende a usá-los partindo- se do pressuposto de que eles representam na escrita as pausas e melodias da língua falada: não é esse o papel desses sinais. O estudo de seu emprego baseia-se na organização sintática e significativa das frases escritas e não nas pausas e na melodia Levando em conta tudo isso, decidimos organizar o estudo da pontuação tomando como ponto de partida os estudos de Sintaxe. Você perceberá, assim, que o conhecimento da organização sintática da língua portuguesa é um poderoso instrumento para que se Neste primeiro capítulo, vamos falar dos sinais que delimitam graficamente as frases. Observe: a) o ponto final (.) é utilizado fundamentalmente para indicar o fim de uma frase declarativa: Não é possível que ainda se pense que há pessoas que têm mais direitos do que outras.

"A vida é a arte do encontro, embora haja muito desencontro pela vida." (Vinicius de Moraes) b)o ponto de interrogação (?) é o sinal que indica o fim de uma frase interrogativa direta: Até quando os brasileiros vão se negar a entender que miséria e desenvolvimento Nas frases interrogativas indiretas, utiliza-se ponto final: Quero saber por que você não colabora.

Aí estão os pontos de interrogação e de exclamação! Mas, diante de tantos diálogos bizarros, melhor renunciar às explicações, e apenas rir.

Também pode ser usado para marcar o fim de frases imperativas: - Vá-se embora! 1 É comum como recurso de ênfase a repetição do ponto de exclamação ou sua combinação com o ponto de interrogação: Quê?! De novo?! Não suporto mais isso!!! Ele outra vez?! Não!! d) o sinal de reticências (...) indica uma interrupção da estrutura frasal. Essa interrupção pode decorrer de hesitação de quem tem sua fala representada ou pode indicar que se espera do leitor o complemento da frase (muitas vezes com finalidade irônica): Pelo jeito, ainda será preciso esperar muito tempo para que os brasileiros compreendam Também o sinal de reticências é constantemente combinado com pontos de interrogação ou exclamação, para acrescentar à frase particularidades de significado: De novo!...

e) na representação gráfica de diálogos, utilizam-se os dois pontos (:) e os travessões (-): Depois de um longo silêncio, ele disse: Também é possível empregar vírgulas no lugar dos travessões intermediários: - Convém tentar esquecer tudo, disse ele, para que ninguém mais seja prejudicado. A situação parece ter chegado a um impasse. "Muitos sem-terra atingiram os limites do desespero", afirmou o sociólogo, "e parecem decididos a ir até o fim".

ATIVIDADES 1. Foram retirados os pontos finais dos períodos que formam o parágrafo seguinte. a idéia de que a violência provém da má índole dos indivíduos que a praticam é bastante generalizada ouvem-se com bastante frequência grupos de cidadãos que exigem maior eficiência da policia e até mesmo a intervenção do Exército como forma de garantir a segurança dos indivíduos e seu patrimônio mais raras são as vozes que se levantam para denunciar uma sociedade hipócrita em que aqueles que pusam como pais de família exemplares se transformam em exterminadores sem escrúpulos assim que seguram o volante de um automóvel saliente-se que nesse caso a culpa é atribuida à neurose do trânsito das grandes cidades e não à má índole individual 2. Foram retirados os sinais de pontuação que indicam o final dos períodos que formam o parágrafo seguinte. Recoloque-os.

há efetivamente um conjunto de brasileiros que se comportam como se as leis não lhes dissessem respeito o convívio social não passa de uma forma de lhes satisfazer os desejos as obrigações inerentes a qualquer forma de sociedade pertencem excluvisamente aos outros seria importante saber o que efetivamente produzem esses indivíduos para o bem da comunidade são eles seres verdadeiramente sociais a resposta a essa pergunta pude dar inicio à redescoberta da noção de bem-comum 3. Crie um diálogo em que você utiliza pontos de exclamação, pontos de interrogação, reticências e travessões.

CAPÍTULO 19 TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO - nota da ledora: cartaz de campanha em defesa da escola pública, aapresentando fotos de carteiras quebradas e completamente deterioradas, com o seguinte texto: ESCOLA - fim da nota.

Neste capítulo, inicia-se o estudo da sintaxe do período simples. Esse estudo se baseia na investigacão das várias funções que as palavras desempenham quando se organizam em orações. Durante o estudo das diversas funções sintáticas, você poderá relacioná-las com as classes de palavras ja estudadas nos capítulos dedicados a Morfologia. A relação entre as classes de palavras e suas possíveis funções sintáticas recebe o nome de Observe uma frase de estrutura absolutamente simples: O que aconteceria se trocássemos a expressão "escola pública" pela expressão "escolas públicas"? O verbo (é), que esta na terceira pessoa do singular, deveria ser levado à terceira do plural (são), para adequar-se a flexão de pessoa e número da expressão alterada. Esse mecanismo sintático é a base da relação entre os termos essenciais da oração. Vamos estudá-lo mais atentamente.

1. CONCEITOS Você já sabe que o período simples é aquele formado por apenas uma oração, que recebe o nome de absoluta. Você também já sabe que a oração é a frase ou membro de frase estruturada a partir de um verbo ou de uma locução verbal. O período simples, então, sempre apresentará um único verbo ou locução verbal, que será o ponto de partida para nosso trabalho de análise. A frase: Os agricultores participaram do protesto contra a política agrária do governo. constitui um período simples, formado por uma oração que se organiza a partir da forma verbal participaram.

(agricultores), colocando-o no singular (agricultor), vai perceber que o verbo também sofrerá flexão de número, passando a participou: O agricultor participou do protesto contra a política agrária do governo.

Se você optar por modificar a pessoa gramatical do verbo (de terceira para segunda ou primeira), vai perceber que não se pode manter a expressão "os agricultores" nessa oração. No período seguinte, a forma verbal participei se relaciona com a primeira pessoa do singular (eu): Participei do protesto contra a política agrária do governo.

Dessa forma, constata-se que existe entre o verbo e o termo "os agricultores" uma relação que os obriga a concordar em número e pessoa. Essa relação recebe o nome de concordância verbal, e o termo da oração com o qual o verbo concorda em número e pessoa é o sujeito.

Só faz sentido falar em sujeito quando se está lidando com orações, ou seja, quando é possível perceber uma relação de concordância entre um determinado termo de uma oração e o verbo dessa mesma oração. Sujeito é, portanto, o nome de uma função sintática - o que significa dizer que é o nome que se atribui a um dos papéis que as palavras podem desempenhar quando se relacionam umas com as outras.

Sob a ótica da morfossintaxe, pode-se afirmar que sujeito é uma função substantiva, porque são os substantivos e as palavras de valor substantivo (pronomes e numerais substantivos ou outras palavras substantivadas) que podem atuar como núcleos dessa função nas orações portuguesas. Observe a classe gramatical a que pertencem os núcleos dos sujeitos seguintes: Os alunos (substantivo); Todos (pronome substantivo); Ambos (numeral substantivo); Os pobres (adietivo substantivado); protestaram veemente.

Quando se identifica o sujeito de uma oração, identifica-se também o predicado dessa oração. Predicado é aquilo que se declara a respeito do sujeito; em termos práticos, equivale a tudo o que resta na oração, depois de eliminado o sujeito (e o vocativo, quando ocorrer). Observe, nas orações seguintes, a divisão entre sujeito e predicado: Os alunos; Os jogadores; (sujeito), protestaram veementemente; manifestaram sua insatisfação. (predicado) Sujeito : a temperatura predicado: no verão, aumenta.

virar, andar, achar-se, passar, acabar, persistir, etc. Os verbos não-nocionais fazem parte Só é possível perceber se um verbo é nocional ou não-nocional quando se considera o contexto em que é usado. Assim, na oração: o verbo andar exprime uma ação, atuando como um verbo nocional. Já na oração: predomina a informação do estado do sujeito, dada pelo termo amargurada. O verbo indica que esse estado tem se mantido nos últimos dias ou semanas. Por isso se diz que, nesse caso, o verbo exprime o caráter do estado do sujeito, atuando como verbo não- nocional.

Os verbos nocionais podem ser acompanhados ou não de complementos, de acordo com a sua transitividade. Um verbo que não é acompanhado de complemento é chamado de intransitivo. É o que ocorre na oração: Criança sofre! Nota-se que o verbo sofrer não apresenta nenhum complemento, já que o processo que expressa começa e acaba no próprio sujeito, ou seja, não transita, não passa do sujeito para um elemento que funcione como alvo ou objeto. E exatamente por isso que esse tipo de verbo é chamado de intransitivo. Como diz o nome, não transita, não passa.

Um verbo acompanhado de complemento é chamado de transitivo. Quando se diz: "Os ombros suportam o mundo. "(Carlos Drummnnd de Andrade) nota-se que o ato de suportar tem um alvo, um objeto. O processo expresso por suportar se inicia nos ombros e passa, ou seja, transita para o mundo, alvo ou objeto desse processo. E por isso que esse tipo de verbo é chamado de transitivo. Como diz o nome, transita, passa.

a presença de um verbo ou locução verbal e não a existência obrigatória de um sujeito - fim do quadro.

- nota da ledora: quadro de desenho, no corredor- um homem passa no corredor de um prédio, portando material de trabalho, e sua atenção é chamada por uma placa, onde se lê: -em caso de incêndio, quebre o vidro. - no local estão a mangueira de incêncio, um - fim da nota.

O verbo quebrar se liga ao seu complemento ( no caso o o vidro), sem preposição obrigatória. Classifica-se, portanto, como verbo transitivo direto.

ATIVIDADES 1. Transforme cada uma das orações seguintes de acordo com o modelo proposto. A b) Fui surpreendido pela notícia.

2. Passe para o plural cada uma das orações seguintes. Depois, indique o sujeito e o i) Teu trabalho foi elogiado por todos. Cometeu-se grande injustiça com aquele jogador.

3) Passe para o plural cada uma das orações seguintes. Depois, indique o sujeito e o j) Deve-se ter cometido grande injustiça com aquele jogador.

2 TIPOS DE SUJEITOS O sujeito das orações da língua portuguesa pode ser determinado ou indeterminado. Há ainda orações formadas sem sujeito.

SUJEITO DETERMINADO É o sujeito que se pode identificar com precisão a partir da concordância verbal. Observe as orações: Faltou-me coragem naquele momento. Sujeito ( coragem ) Música e literatura fazem bem à alma. ( música e literatura) Na primeira oração, o sujeito determinado apresenta um único núcleo: o substantivo coragem. E, por isso, um sujeito determinado simples. já na segunda oração, o sujeito Os sujeitos determinados que apresentam dois ou mais núcleos são chamados sujeitos determinados compostos.

- nota da ledora: desenho de um índio, na mata, entre duas árvores, sento que em uma esta afixada uma seta, na outra um revólver. O índio aponta para o revólver e diz: aqui - fim da nota.

A partir da concordância verbal, identificamos facilmente a civilização como sujeito determinado simples (apresenta um único núcleo).

implícito na terminação verbal -am. Esse pronome se refere a "os agricultores", sujeito determinado simples do verbo da primeira oração, participaram: Os agricultores participaram das manifestações contra a política agrária do governo. Bloquearam a rodovia com suas máquinas.

SUJEITO INDETERMINADO Quando não se quer ou não se pode identificar claramente a quem o predicado da oração se refere, surge o chamado sujeito indeterminado. Em português, há duas maneiras diferentes de indeterminar o sujeito de uma oração: a) o verbo é colocado na terceira pessoa do plural, sem que se refira a nenhum termo identificado anteriormente (nem em outra oração, como no caso do sujeito determinado elíptico visto há pouco): Estão pedindo sua presença lá lora.

b) o verbo surge acompanhado do pronome se, que atua como índice de indeterminaçao do sujeito. Essa construção ocorre com verbos que não apresentam complemento direto (verbos intransitivos, transitivos indiretos e de ligação). O verbo obrigatoriamente fica na terceira pessoa do singular: É-se muito ingênuo na adolescência.

Observe que, na primeira forma de indeterminar o sujeito, quem fala ou escreve não participa do processo verbal mencionado. Na segunda forma, não ocorre obrigatoriamente essa distância entre quem fala ou escreve e aquilo a que se refere. Compare as orações de sujeito indeterminado: Na primeira, é evidente que quem produz a oração não se inclui no grupo dos que falam sobre a reforma agrária; na segunda oração, essa inclusão é perfeitamente possível, já que quem fala ou escreve pode estar se referindo a algo que lhe é próximo ou de que participa.

ORAÇÃO SEM SUJEITO Nessas orações, formadas apenas pelo predicado, aparecem os chamados verbos impessoais. Os casos mais importantes de orações sem sujeito da língua portuguesa ocorrem com: a) verbos que exprimem fenômenos da natureza: Quando usados de forma figurada, esses verbos podem ter sujeito determinado: Choveram pontapés durante a partida.

Sujeito - pontapés b) os verbos estar, fazer, haver e ser, quando usados para indicar idéia de tempo ou fenômeno natural: Deve fazer alguns meses que não conversamos.

c) o verbo haver, quando exprime existência ou acontecimento: Deve haver muitos interessados em livros antigos.

Com exceção do verbo ser, que, quando indica tempo, varia de acordo com a expressão numérica que o acompanha (É uma hora / São nove horas), os verbos impessoais devem ser usados sempre na terceira pessoa do singular. Tome cuidado principalmente com os verbos fazer e haver usados impessoalmente. Não é possível usá-los no plural em frases como: - nota da ledora: quadro de destaque na página: Faz, Deve fazer - muitos anos que Há, Houve, Havia, Haverá, Deve ter havido, Pode ter havido - muitas pessoas - fim do quadro.

ATIVIDADES g) São cada vez mais freqüentes as denúncias de abuso de autoridade contra a polícia. h) Industriais e industriários não se entenderam sobre salários e condições de trabalho.

2. Reescreva cada uma das orações abaixo de acordo com o modelo proposto. g) Alguém obedece aos impulsos mais nobres.

3. Complete cada um dos pequenos diálogos seguintes com uma frase em que surja o - ( ).

4. Reescreva cada uma das frases seguintes de acordo com o modelo proposto. c) Faz três anos que não a procuro.

5. Reescreva cada uma das frases seguintes de acordo com o modelo proposto. e) Há discussões intermináveis.

6. Reescreva cada uma das frases seguintes de acordo com o modelo proposto. e) Deve haver leis mais duras.

7. Monte orações a partir dos elementos oferecidos em cada um dos itens seguintes. d) Ocorrer / faltas violentas / durante o jogo.

3 TIPOS DE PREDICADOS Você já sabe que o predicado é a parte da oração que contém a informação, a declaração a respeito do sujeito. Quando se classifica o predicado, quer-se verificar o que é essencial na informação relativa ao sujeito. Basicamente, pode-se informar a respeito do sujeito uma idéia de ação, praticada ou sofrida, ou uma idéia de estado.

A partir disso, pode-se dizer que o núcleo informativo de um predicado pode ser um verbo ou um nome. Há também predicados que têm um verbo e um nome como núcleos ao mesmo tempo.

PREDICADO VERBAL No predicado verbal, o núcleo é sempre um verbo. Para ser núcleo do predicado, é necessário que o verbo seja nocional. São verbais os predicados das seguintes orações: Os agricultores participaram do protesto contra a política agrária do governo. "Perdi o bonde e a esperança." (Carlos Drummond de Andrade) "Eu faço samba e amor até mais tarde e tenho muito sono de manhã." (Chico Buarque) Os alunos foram informados da alteração.

PREDICADO NOMINAL Nos predicados nominais, o núcleo é sempre um nome, que desempenha a função de predicativo do sujeito. O predicativo do sujeito é um termo que caracteriza o sujeito, tendo como intermediário um verbo. No predicado nominal, esse verbo intermediário é sempre de ligação. Os exemplos seguintes mostram como esses verbos exprimem diferentes circunstâncias relativas ao estado do sujeito, ao mesmo tempo que o ligam ao predicativo. Em todos os casos, o núcleo do predicado é o predicativo do sujeito, e o predicado é nominal: A função de predicativo do sujeito pode ser exercida por termos que têm como núcleo um adjetivo, um substantivo ou uma palavra de valor substantivo: - nota da ledora: quadro de destaque na página: A vida é muito frágil ( predicativo do sujeito - muito frágil, núcleo: frágil, adjetivo) predicativo do sujeito: um eterno recomeçar (núcleo: recomeçar, verbo substantivado) - fim do quadro.

PREDICADO VERBO-NOMINAL O predicado verbo-nominal apresenta dois núcleos: um verbo (que será sempre nocional) e um predicativo (que pode referir-se ao sujeito ou a um complemento verbal). Na oração: O predicado é verbo-nominal porque seus núcleos informativos são um verbo nocional (saíram, verbo intransitivo), que indica uma ação praticada pelo sujeito, e um predicativo do sujeito (confiantes), que indica o estado do sujeito no momento em que se desenvolve o processo verbal. Observe que o predicado dessa oração poderia ser desdobrado em dois outros, um verbal e um nominal: A oração: também tem predicado verbo-nominal: seus núcleos são o verbo nocional (considero) e o predicativo do objeto (inexeqüiíveI). Nessa oração, "o projeto exposto" é objeto direto da forma verbal considero, pois é o termo que complementa o verbo sem preposição intermediária. Inexeqüivel caracteriza esse objeto direto, atuando como predicativo do objeto. Se você tem dificuldade para perceber que o verbo considerar participa da relação entre o objeto direto e seu predicativo, passe a oração analisada para a voz passiva: - nota da ledora: propaganda das meias de seda, para mulheres, da marca Liz. No anúncio a letra R, tem em sua perna uma meia rendada, e o seguinte texto: - - fim da nota.

A frase acima possui predicado nominal ("fica mais bonita com Liz"). O núcleo do predicativo do sujeito é o adjetivo bonita.

Nessa forma, fica evidente a intermediação verbal entre "o projeto exposto" e inexeqüível. Note que o objeto direto passou a sujeito, e o predicativo do objeto passou Outra forma de perceber o papel de predicativo do objeto do termo "inexequível" é substituir o objeto direto por um pronome oblíquo: "Considero-o inexeqüível". Você percebe que o pronome o substitui todo o objeto direto ("o projeto exposto"), e o termo inexeqüíveI se refere justamente a esse o.

2. Aparentemente, os itens a e b não passam de duas formas diferentes de dizer a mesma a) Depois de uma curva na estrada, a cordilheira surgiu imensa à nossa frente. b) Depois de uma curva na estrada, a cordilheira surgiu à nossa frente. Era imensa.

3. Em cada um dos itens seguintes, você contrará uma oração de predicado nominal. Leia atentamente cada uma delas e explique a diferença de sentido que apresenta em g) Ela permanece muito rabugenta.

4 OS TERMOS ESSENCIAIS E PONTUAÇÃO Você viu que o sujeito e o predicado são chamados termos essenciais porque sujeito e predicado constituem a estrutura básica das orações mais típicas da língua portuguesa. Por isso a ligação que mantêm entre si não pode ser interrompida por uma vírgula, mesmo quando o sujeito é muito longo ou vem depois do predicado: Todas as tentativas de mudar a relação entre capital e trabalho resultaram em fracasso. Foram feitas várias manifestações contra a política industrial do governo.

- nota da ledora: desenho de três quadrinhos, no primeiro- parecendo a entrada de um grande prédio, mostra um homem sozinho portando uma pasta. . No segundo, a legenda: - A reunião com o Dr. Mac Dowell me deixou meio zonzo, aqueles poucos minutos de convívio com o poder, o luxo, a riqueza, e a ostentação causaram um estranho efeito neste honesto e discreto profissional liberal -; no 3o. quadro, o mesmo homem ao lado de um carro, com o seguinte texto: - quando achei o meu pobre carro estacionado na rua - fim da nota.

Na coluna do meio, observamos que o sujeito (bastante extenso) "Aqueles poucos minutos de convívio com o poder, o luxo, a riqueza e a ostentação" não foi separado de seu predicado por virgula (o predicado começa em "causaram" e se estende até "liberal"). Pontuação corretíssima: mesmo que o sujeito seja longo, a ligação enfre ele e o predicado não pode ser interrompida por uma virgula.

A intercalação de termos entre o sujeito e o predicado deve ser marcada por vírgulas. É indispensável que, nesses casos, haja uma vírgula antes e outra depois do termo intercalado: Os deputados, ontem à tarde, decidiram aceitar o projeto do presidente da república. A vida, meus amigos, é um mergulho na bruma.

Usa-se vírgula para separar os núcleos de um sujeito composto: O presidente, o governador o prefeito, os senadores, os deputados manifestaram seu repúdio ao comportamento dos policiais.

Quando o último desses núcleos é introduzido pelas conjunções e, ou ou nem, não será empregada a vírgula: Não ocorreram protestos veementes nem intervenções exaltadas durante a reunião.

Se cada um dos núcleos for introduzido por conjunção, deve-se empregar a vírgula: Sofrem com essa política os professores, e os alunos, e os pais, e a sociedade, enfim. Nem a música, nem o cinema, nem o teatro têm a magia do circo.

Nas orações de predicado verbo-nominal em que o predicativo do sujeito é invertido ou intercalado, usam-se vírgulas para isolá-lo: O velho ídolo, decepcionado, afastou-se lentamente.

A vírgula pode também indicar a omissão de um verbo: ATIVIDADES 1. Empregue as vírgulas necessárias à organização das frases seguintes. Há casos em a) O irracional e exagerado investimento em rodovias ridiculamente planejadas virou b) Têm progredido muito os agricultores que investem nas culturas voltadas ao consumo c) Foram deixados de lado os antigos ressentimentos as rusgas medíocres a estupidez d) Andam lado a lado nas calçadas e ruas trabalhadores e malandros e policiais e g) Desiludido rasguei minha ficha de filiação.

2. Explique a diferença de sentido entre as frases de cada um dos pares seguintes. Os atletas, desnutridos, deixaram o clube.

-nota da ledora: propaganda da Aerolineas Argentinas com o texto: Nossos jogadores de futebol, na Espanha, estão saudosos. Com Aerolineas Argentinas visite-os 5 vezes por semana. - fim da nota.

- nota da ledora: propaganda do SEBRAE, com a campanha do novo estatuto da micro e pequena empresa, apresentando o texto:- precisa-se de pequenas empresas. - Tem que - fim da nota.

TRABALHANDO O TEXTO Firmamento O que é que eu vou fazer agora Num céu de estrelas multicoloridas Existe uma que eu não colori Forte, sorte na vida, lilhos feitos de amor Todo verbo que é forte Se conjuga no tempo Perto, longe, o que for Você não sai da minha cabeça E minha mente voa Você não sai, não sai, não sai, não sai...

Entre o céu e o firmamento Não há ressentimento Cada um ocupando o seu lugar O que é que eu vou...

Entre o céu e o firmamento Existem mais coisas do que julga O nosso próprio pensar Que vagam como o vento E aquele sentimento de amor eterno Entre o céu e o firmamento Existem mais coisas do que julga O nosso próprio entendimento Que vagam pelo tempo Com aquele juramento de amor eterno (CIDADE NEGRA. In: O eré. CD Sony, 1996. Faixa 6.)

"Num céu de estrelas multicoloridas, (existe) uma que eu não colori" "Entre o céu e o firmamento, não (há) ressentimento" c) Reescreva os dois trechos, trocando uma por algumas e ressentimento por mágoas. d) Reescreva os dois trechos obtidos no item c com os verbos no pretérito perfeito do indicativo.

2. "Existem mais coisas do que (julga ) / O nosso próprio entendimento" Por que a primeira forma verbal está no plural e a segunda, no singular?

3. Qual a função sintática do termo destacado no trecho: "Existem mais coisas do que julga O nosso próprio pensar Explique.

4. Observe os elementos destacados nos trechos seguintes: "O que é que eu vou fazer agora Se o (teu) sol não brilhar por mim?" "(Você) não sai da minha cabeça" A combinação desses dois termos fere as normas da língua culta? Explique.

5. No dicionário de Caldas Aulete, firmamento é "base, fundamento, o que serve de apoio, de sustentáculo" e também é "a abóbada celeste, a região do ar". Na sua opinião, em qual desses sentidos a palavra é usada no texto? Comente.

Da grande apoteose Da perfeição divina Na Grande Síntese A raça humana é uma semana ( GIL, Gilberto, In Raça Humana, LP WB Record -35.201.1954. Lado B, faixa 5.)

TRABALHANDO O TEXTO 1. "A raça humana é uma semana / Do trabalho de Deus" b) Qual a função sintática da expressão "uma semana do trabalho de Deus"? d) A que classe de palavras pertence esse núcleo?

2. Classifique o predicado da oração da questão anterior. Depois, localize no texto outras duas orações cujo predicado tenha a mesma classificação.

3. "A raça humana risca, rabisca, pinta A tinta, a lápis, carvão ou giz O rosto da saudade" Há nesse trecho três verbos e, por isso, três orações. Pode-se afirmar que as três têm o mesmo tipo de predicado? Explique.

4. "A raça humana é uma semana do trabalho de Deus" A partir dessa frase e de todo o texto, é possível estabelecer o conceito que o autor tem da raça humana? Comente.

QUESTÕES E TESTES DE VESTIBULARES a) Haverá de ser tomado b) Haverão de ser tomadas c) Haverá de serem tomadas d) Haverão de serem tomadas e) Haverão de ser tomado 2 (UEL-SP) Até ontem, já () duas mil pessoas desabrigadas em todo o estado, e muitas mais ( ) se ( ) as chuvas torrencia a) existiam, haverá, continuar b) existiam, haverão, continuarem c) existia, haverá, continuar d) existia, haverão, continuarem e) existiam, haverá, continuarem 3( PUCSP) a) Explique a diferença que existe entre o emprego do verbo (haver) nas orações "havia muitas estrelas" e "haviam contado muitas estrelas".

b) Observando essa diferença, empregue o verbo haver nas orações abaixo, mantendo o b2. No lugar onde construíram aquele conjunto residencial, ( ) apenas casas comerciais.

5 ( FUVEST-SP) Observar a oração: ( ) e Fabiano saiu de costas Assinalar a alternativa em que a oração também tenha verbo intransitivo. a)"... Fabiano ajustou o gado..." b)"... acreditara na sua velha..." c) "...davam-lhe uma ninharia..." d) "Atrevimento não tinha..." e) "Depois que acontecera aquela miséria..." 6 (FEI-SP) No período: "Toda a humanidade estaria condenada à morte se houvesse um tribunal para os crimes imaginários. "( PauloBonfim) b) qual o sujeito da segunda oração?

7 (PUCSP) O verbo ser, na oração: "Eram cinco horas da manhã , é: e) pessoal e concorda com a expressão 8 (PUCSP) Indique a alternativa correta no que se refere ao sujeito da oração "Da a) simples, tendo por núcleo (chaminé) b) simples, tendo por núcleo (nuvens) c) composto, tendo por núcleo (nuvens de fumaça) d) simples, tendo por núcleo (fumaça) e) simples, tendo por núcleo (usina) 9. (PUCSP) Nas orações: "O pavão é um arco-íris de plumas." e "De água e luz ele faz seu esplendor." temos, respectivamente: a) dois predicados nominais, cujos predicativos dos sujeitos são arco-íris e esplendor. b) um predicado nominal, cujo predicativo do sujeito é arco-íris, e um predicado verbo- nominal, cujo predicativo do objeto é esplendor.

c) um predicado nominal, cujo predicativo do sujeito é arco-íris, e um predicado verbaI, d) dois predicados verbais, cujos objetos diretos são arco-íris e esplendor. e) um predicado nominal, cujo verbo é de ligação, e um predicado verbal, cujo verbo é intransitivo.

10 (PUCSP) No período: "As águias e os astros amam esta região azul, vivem nesta região azul, palpitam nesta região azul." temos: a) um predicado verbal e dois verbo-nominais, havendo, nos dois últimos, o b) três predicados verbais, sendo que, no primeiro, o complemento é o objeto direto, e, c) três predicados verbo-nominais, havendo, no último, o complemento predicativo do d) três predicados verbais, havendo, em apenas um deles, o complemento objeto direto. e) três predicados verbais formados por verbos intransitivos.

11 (ACAFE-SC) Identifique no conjunto de orações a que não tem sujeito. e) Há muitas pessoas honestas.

12 (FEBASP) Em todas as alternativas, o termo ou expressão destacados estão corretamente classificados, exceto em: a) "Revelam ainda (que eles vêm revelando um talento incrível) - objeto direto b) "...os homens já estão se equiparando (às mulheres) na freqüência (aos supermercados)..." - objeto indireto, complemento nominal c) "?nas compras o (impulso) ocorre da classe média para cima..." - sujeito d) "Até mesmo porque se houvesse (impulso), não haveria (dinheiro)..." sujeito, sujeito 13 (PUCC-SP) Assinale a alternativa correspondente à frase em que a concordância a) Discutiu-se a semana toda os acordos que têm de ser assinados nos próximos dias. b) Poderá haver novas reuniões, mas eles discutem agora sobre que produtos recairão, a c) Entre os dois diretores deveria existir sérias divergências, pois a maior parte dos e) Eles hão de decidir ainda hoje, pois faz mais de dez horas que estão reunidos naquela sala.

"Ao fundo, as pedrinhas claras pareciam (tesouros abandonados)." a) predicativo do sujeito b) adjunto adoominal c) objeto direto d) complemento nominal e) predicativo do objeto direto 16 (PUCC-SP) Se mais oportunidades ( ), mais pessoas ( ) quanto ao novo a) houvessem - haveriam de se pronunciar b) houvesse - haveria de se pronunciar c) houvessem - haveria de se pronunciarem d) houvessem - haveriam de se pronunciarem e) houvesse - haveriam de se pronunciar 17 (PUCC-SP) Assinale a alternativa correspondente à frase em que a concordância a) As análises dos especialistas e do presidente preve uma queda no setor, mas o boletim da empresa sobre as vendas efetuadas no último mês justificam que não se perca o b) Restava, no momento, poucas esperanças de acordo, mas ela, e principalmente eu, c) Podem existir, agora, poucas pessoas dispostas a enfrentar este pequeno problema, mas já houve muitas outras ocasiões em que sacrifícios bem maiores foram exigidos de d) A vida e a dignidade das pessoas está posta em risco quando falta, por parte delas, e) Foi encontrado no meio dos escombros muitos esqueletos, e já se levantou, entre os cientistas, hipóteses de que seja de animais pré-históricos.

18 (PUCSP) No trecho: "E dessa música e dessa cor, dessa harmonia e desse virginal azul vem então alvorando, através da penetrante, da sutil influência dos rubros Cânticos altos do sol e das soluçadas lágrimas noturnas da lua, a (grande Flor original), maravilhosa e sensibilizada da Alma, mais azul que toda a irradiação azul e em torno à qual (as águias e os astros), nas majestades e delicadezas das asas e das chamas, descrevem claros, largos giros ondeantes e sempiternos.", as expressões destacadas têm, respectivamente, função de: e) sujeito, objeto direto.

"As águias e os astros abrem aqui, nesta doce, meiga e miraculosa claridade azul, um raro rumor de asas e uma rara resplandecência solenemente imortais.", é incorreto afirmar que: b) há dois núcleos de objeto direto, ligados pela conjunção coordenativa e. c) há dois núcleos de predicativo do sujeito, ligados pela conjunção coordenativa e) há mais de um adjunto adnominal.

20 (F. Lorena-SP) "Sonham com bife a cavalo, batata frita. E a sobremesa é goiabada- cascão com muito queijo." Os substantivos sobremesa e goiabada-cascão, respectivamente, têm a função de núcleo: e) n.d.a.

"A cara parecia uma perna." e "Não vi mais nada." a) objeto direto e aposto b) predicativo do sujeito e aposto c) objeto direto e predicativo do sujeito d) predicativo do sujeito e objeto direto e) aposto e predicativo do objeto Questões 22 e 23: indique a alternativa em que não há erro de concordância.

22 (PUCSP) a) Devem haver poetas que pensam no desastre aéreo como sendo o arrebol. b) Deve existir poetas que pensam no desastre aéreo como sendo o arrebol. c) Pode existir poetas que pensam no desastre aéreo como sendo o arrebol. d) Pode haver poetas que pensam no desastre aéreo como sendo o arrebol. e) Podem haver poetas que pensam no desastre aéreo como sendo o arrebol.

23 (PUCSP) 24 (PUCSP) Em relação ao trecho: "Pregada em larga tábua de pita, via-se formosa e grande borboleta, com asas meio abertas, como que disposta a tomar vôo.", podemos afirmar que o sujeito da oração principal é: b) composto, tendo por núcleos formosa e grande.

d) indeterminado, tendo por índice de indeterminação do sujeito a partícula se. e) simples, tendo por núcleo borboleta.

25 (FCMSCSP) Examine as três frases abaixo: Os predicados assinalados nas três frases são: e) todos verbo-nominais.

26 (UFPR) I. Durante o carnaval, (fico agitadíssimo). (predicado verbal) II. Durante o carnaval, (fico em casa). (predicado nominal) III. Durante o carnaval, (fico vendo o movimento das ruas). (predicado nominal) Assinale a certa: a) l e Il b) II e III c) I e III e) Todas as classificações estão erradas.

c) Resolvi não terminar o trabalho por motivos que não interessa expor agora. d) Se não haviam trabalhadores braçais suficientes, que os procurassem onde houvesse. e) Ninguém achou que valesse a pena tantos sacrifícios.

28 (UNIMEP-SP) Existem muitas definições de sujeito. Uma delas é: "Sujeito é aquele que pratica a ação verbal". Das frases a seguir, qual contraria tal definição? e) Viajo todos os domingos.

29 (FMU/FIAM-SP) Assinale a alternativa em que aparece um predicado verbo- e) Estava irritado com as brincadeiras.

III. Encontrei-a dormindo. Respectivamente, os predicados são: e) verbal, verbo-nominal, nominal.

31 (VUNFSP) "(Amanhã faz um mês) que a senhora está longe de casa." Da oração destacada, na frase transcrita, é correto dizer: a) trata-se de uma oração em que o sujeito está elíptico, e o verbo é de ligação. b) a oração tem por sujeito a palavra amanhã, e o verbo é transitivo direto. e) a oração tem sujeito indeterminado, e o verbo é de ligação.

"O idealismo supõe a imaginação entusiasta que se adianta à realidade no encalço da perfeição." a) a imaginação entusiasta b) o idealismo c) imaginação d) entusiasta 33(FMU-SP) "Cheguei, chegaste. Vinhas (fatigada E triste, e triste e fatigado) eu vinha." (Olavo Bilac) Na passagem acima, os termos destacados exercem função sintática de: d) sujeito do verbo da oração principal. e) adjunto adnominal do sujeito eu.

34 (FOS-SP) Assinale a alternativa correta em relação a classificação dos a) 1- predicado verbal, 2 - predicado nominal, 3 - predicado verbo-nominal b) 1 - predicado nominal, 2 - predicado verbal, 3 - predicado verbo-nominal c) 1- predicado verbo-nominal, 2 - predicado verbal, 3 - predicado nominal d) 1 - predicado verbo-nominal, 2 - predicado nominal, 3 - predicado verbal e) 1 - predicado nominal, 2 - predicado verbal, 3 - predicado verbo-nominal 35 (FMU-SP) "Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heróico o brado retumbante..." O sujeito desta afirmação com que se inicia o Hino Nacional é: b) "um povo heróico".

36 (OSEC-SP) Nas seguintes orações: "Pede-se silêncio." "A caverna anoitecia aos poucos." "Fazia um calor tremendo naquela tarde." o sujeito se classifica respectivamente como: e) simples, simples, inexistente.

37 (PUCSP) "Que há entre a vida e a morte?" 38 (UFG-GO) Em uma das alternativas abaixo, o predicativo inicia o período. b) Em suas próprias inexploradas entranhas descobrirá a alegria de conviver. e) O homem procura a si mesmo nas viagens a outros mundos.

39 (UFMG) "Ele observou-a e achou aquele gesto (feio, grosseiro, masculinizado)." Os termos destacados são: e) adjuntos adverbiais de modo.

42 (UFG-GÔ) "O corpo, a alma do carpinteiro, não podem ser mais (brutos) do que a (madeira)." A função síntática dos termos em destaque é, pela ordem: e) predicativo do sujeito, predicativo do sujeito.

43 (FOC-SP) Duas das orações abaixo têm sujeito indeterminado. Assinale-as. d) V e VI: e) n.d.a.

45 (FESP) Em "Retira-te, criatura ávida de vingança.", o sujeito é: e) n.d.a.

CAPÍTULO 20 TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO - nota da ledora: na página, foto de Paulo Cásar Faria, o PC do Governo Collor, no jornal a Folha, com o seguinte texto:- 1989. Collor eleito. A Folha prevê 5 anos de dúvidas e obscuridades. O concorrente prevê o resgate da moralidade no poder. - fim da nota.

também o elemento que se prevê. Em outras palavras: prever não é simplesmente prever, mas sim "prever algo". Para obter uma unidade de significação completa, é necessário explicitar aquilo que se prevê, como no anúncio acima: "A Folha prevê 5 anos de dúvidas e obscuridades. O concorrente prevê o resgate da moralidade no poder." Entre o verbo e os termos que com ele constituem uma unidade de significado existe uma relação que recebe o nome de transitividade. Essa relação se baseia na significação das palavras - o processo expresso pelo verbo transita do sujeito para o complemento do Essa relação de transitividade não é propriedade exclusiva dos verbos, pois também os nomes podem ser transitivos. A importância dos complementos é tão grande quanto a dos termos complementados: na realidade, o que é essencial para o funcionamento apropriado da língua é a relação que se estabelece entre uns e outros.

1 OS COMPLEMENTOS VERBAIS Como você viu no capítulo anterior, os verbos nocionais podem ou não ser acompanhados de complementos. Os verbos nocionais que não são acompanhados de complementos são chamados de intransitivos. Os que apresentam complemento são chamados de transitivos. Os transitivos, por sua vez, são subclassificados em transitivos Há dois tipos de complementos verbais: o objeto direto e o objeto indireto. Chama-se objeto direto o complemento que se liga ao verbo sem preposição. Chama-se objeto indireto o complemento que se liga ao verbo por meio de uma preposição obrigatória. Para detectar esses complementos, podemos transformar a oração num esquema em que surgem os pronomes indefinidos algo e alguém. Observe: O verbo ocorrer não requer complemento; seu processo se esgota no sujeito: o fato "Solto a voz nas estradas" (Milton Nascimento) Soltar algo: o verbo soltar faz-se acompanhar de um complemento, que se liga a ele sem preposição obrigatória; é, portanto, um verbo transitivo direto. "A voz" é objeto direto.

Necessitar de algo: o verbo necessitar faz-se acompanhar de um complemento introduzido por preposição obrigatória; é, portanto, um verbo transitivo indireto. "De grandes investimentos em saúde e educação" é objeto indireto.

Informar algo a alguém: o verbo informar faz-se acompanhar de um complemento que se liga a ele sem preposição obrigatória e de outro introduzido por preposição obrigatória; é, portanto, um verbo transitivo direto e indireto. "Os preços dos produtos" é objeto direto; "aos clientes interessados" é objeto indireto.

Sob a ótica da morfossintaxe, pode-se dizer que os complementos verbais são assim como o sujeito, funções substantivas da oração: em todas as orações acima, os núcleos dos objetos diretos e indiretos são substantivos (voz, investimentos, preços, clientes0.

Além dos substantivos, podem desempenhar essas funções os pronomes e numerais substantivos e qualquer palavra substantivada.

- nota da ledora: propaganda de biscoito, apresentando a foto de uma velha senhora com traços fisionômicos orientais, com a boca aberta, e o seguinte texto, no espaço escuro da boca: - Eu quero o meu biscoito de volta, vira logo a página e devolva para mim - fim da nota.

Na fala acima, vimos dois objetos diretos: "meu biscoito" e "a página". Em ambos, o núcleo do objeto é um substantivo: biscoito e página. Há um terceiro objeto direto ("o biscoito'; implícito), que complementa o verbo devolver.

No caso dos pronomes pessoais do caso oblíquo, devemos relembrar que alguns deles desempenham funções específicas: a) Quando complementos verbais, os pronomes o, os, a, as atuam exclusivamente como objetos diretos, enquanto lhe e lhes atuam exclusivamente como objetos indiretos. Observe, nos pares de orações seguintes, como esses pronomes desempenham suas funções: Informei-os aos clientes interessados. (objeto direto) Informei-lhes os preços dos produtos. (objeto indireto) b) Os pronomes me, te, se, nos e vos podem atuar como objetos diretos ou indiretos, de acordo com a transitividade verbal. Observe, nos pares de orações seguintes, o uso do pronome me, extensivo a te, se, nos e vos: Escolher alguém: o verbo é transitivo direto; o pronome me é, portanto, objeto direto. Pertencer a alguém: o verbo é transitivo indireto; o sujeito é "os seus sonhos"; o pronome me é objeto indireto.

- nota da ledora: quadro de destaque na página OBSERVAÇÕES A transitividade de um verbo só pode ser efetivamente determinada num dado contexto. Observe nas orações seguintes como um mesmo verbo pode apresentar transitividade diferente de acordo com o contexto em que ocorre: O pior já passou. (intransitivo) Nos últimos anos, a Fiat passou a GM na preferência dos consumidores brasileiros. (transitivo direto) Você precisa passar a novidade aos colegas. (transitivo direto e indireto).

2. Em alguns casos, o objeto direto pode ser introduzido por preposição: é o chamado objeto direto preposicionado. Nesses casos, o verbo é sempre transitivo direto, e seu complemento é, obviamente, um objeto direto. A preposição é empregada por necessidades expressivas ou por razões morfossintáticas, mas nunca porque o verbo a exige (se isso ocorresse, o verbo seria transitivo indireto). Observe alguns casos de objeto direto preposicionado, com os respectivos comentários: - Cumpri com a minha palavra.

A preposição com, estruturalmente dispensável, surge como elemento enfáticoe não Incomodar alguém: o verbo é transitivo direto. A presença da preposição decorre do tipo de pronome que atua como objeto direto: um pronome indefinido relativo a pessoa (todos), que sempre admite a preposição, e um pronome pessoal oblíquo tônico (mim), Atingir alguém: o verbo é, novamente, transitivo direto. A preposição é fundamental, no caso, para evitar ambigúidade: os mais desfavorecidos são atingidos pelas medidas. Sem a preposição, a expressão "os mais desfavorecidos" passaria a sujeito, o que alteraria radicalmente o sentido da frase. Note o tom enfático da frase, típica de pronunciamentos mais exaltados.

3. Por motivos expressivos, podem surgir os chamados objetos pleonásticos: tanto o objeto direto, como o objeto indireto podem ser colocados em destaque, no início da oração, sendo depois repetidos por um pronome pessoal na posição onde deveriam naturalmente estar. Observe: "Aos filhos" é objeto indireto; lhes é objeto indireto pleonástico.

ATIVIDADES 1. Em cada grupo de frases, um mesmo verbo é utilizado com transitividade diferente. Cantou suas mágoas a todos que o ouviam.

2. Classifique o termo destacado em cada uma das frases seguintes. Depois, substitua-o b) Diante da inevitável constatação, outra forma de entender a vida ocorreu (ao g) Paguei (todos os meus débitos).

3. Compare cada par de frases e comente as diferenças de sentido existentes. b) "Como beber dessa bebida amarga?" Sacou da arma.

4. Forme orações a partir dos elementos fornecidos em cada um dos itens seguintes. Estabeleça as relações necessárias à obtenção de orações bem estruturadas. d) Favorecer/ as novas regras de exploração do solo/ apenas alguns grupos empresariais. f) Apresentar / propostas de alteração constitucional / vários deputados / na sessão de ontem / aos colegas.

2 COMPLEMENTO NOMINAL A transitividade não é privilégio dos verbos: há também nomes (substantivos, adjetivos e advérbios) transitivos. Isso significa que determinados substantivos, adjetivos e advérbios se fazem acompanhar de complementos. Esses complementos são chamados complementos nominais e são sempre introduzidos por uma preposição. Observe: leitura é' nessa oração, núcleo do objeto direto da locução verbal "tenha feito". Note que, nessa oração, fez-se a leitura de algo. leitura é, portanto, um nome transitivo, e "do texto" é seu complemento nominal.

Fiel é, nessa oração, núcleo do predicativo do sujeito você. No caso, é preciso ser fiel a algo. "Aos princípios do partido" complementa o adjetivo fiel; é, portanto, um complemento nominal.

Perto é, nessa oração, o núcleo de um adjunto adverbial de lugar. Perceba que o advérbio perto precisa de um complemento: perto de algo ou de alguém. "De uma grande área industrial" é complemento nominal do advérbio perto.

O pronome lhe tem o valor de a alguém (fiel a alguém: no caso, a você ou a ele/ela); é, portanto, o complemento nominal do adjetivo fiel, que atua como núcleo do predicativo do sujeito.

Observe que o complemento nominal não se relaciona diretamente com o verbo da oração, e sim com um nome que pode desempenhar as mais diversas funções. Isso significa que o complemento nominal sempre fará parte de um outro termo sintático, subordinando-se a um nome que pertence a esse termo. Observe: (complemento nominal) do projeto (complemento nomínal) à população carente (sujeito) a realização do projeto (núcleo) realização (predicativo do sujeito) é necessária à população carente (núcleo) necessária - nota da ledora: quadrinhos do desenho Garfield. O dono do garfield diz pra ele: - Garfield, precisamos conversar sobre essa sua obsessão com comida. Está ficando incontrolável. A geladeira esta cheia de marcas de lábios. Sonolento, Garfield pensa: - - fim da nota.

Duas ocorrências de complemento nominal "obsessão com comida " e "cheia de marcas de lábios ". No primeiro caso o nome transitivo é o substantivo obsessão; no 2o. caso, o adjetivo cheia.

ATIVIDADES 1. Reescreva as frases seguintes, substituindo os verbos destacados pelos nomes correspondentes. Faça todas as adaptações necessárias à obtenção de frases bem- c) O candidato garantiu que, se fosse eleito, (investiria) em saúde e educação. d) Os empresários consideram melhor (suspender) as remessas de componentes eletrônicos.

b) Os investimentos em saúde e educação deveriam ser superiores a todos os outros. c) Fique bem longe de mim! d) Sou-lhe eternamente grato por tudo isso! f) Os órgãos de preservação ambiental deveriam punir severamente os caçadores de animais em extinção.

Além da flexão de modo, tempo, pessoa e número, o verbo possui flexão de voz. Essa flexão indica a relação que ocorre entre o sujeito de um verbo e o processo que esse mesmo verbo expressa. Observe a oração seguinte: O sujeito dessa oração é "o presidente"; "as medidas econômicas" é objeto direto da forma verbal aprovou. "O presidente" é também o agente do processo verbal, ou seja, é o termo que indica quem executa o processo expresso pelo verbo; "as medidas econômicas" é o paciente desse mesmo processo verbal, pois é o termo que indica Note que estamos lidando com conceitos bastante diferentes: sujeito é o termo que concorda em número e pessoa com o verbo; agente é quem pratica a ação expressa pelo verbo. Objeto direto é o termo que complementa o verbo sem preposição obrigatória; paciente é quem sofre a ação expressa pelo verbo. Na oração que estamos analisando, o sujeito é também o agente do processo verbal: isso ocorre porque o verbo está na voz ativa. Um verbo está na voz ativa quando o Se for alterada a voz do verbo da oração inicial, surgirá a oração: O sujeito dessa oração é "as medidas econômicas". Esse sujeito é o paciente do processo verbal. Um verbo apresenta sujeito paciente quando está na voz passiva. A locução "foram aprovadas" é, portanto, uma forma passiva do verbo aprovar. Você já viu nos capítulos dedicados aos verbos que a voz passiva formada com o verbo auxiliar ser é "Pelo presidente" é o termo que exprime quem pratica a ação nessa construção na voz passiva. Esse termo é chamado, por isso, agente da passiva. O agente da passiva indica quem pratica a ação quando o verbo está na voz passiva (no português atual, o agente da passiva ocorre fundamentalmente na voz passiva analítica). É um termo sempre introduzido por preposição (normalmente por e suas formas contraídas com artigos pelo, Sob a ótica da morfossintaxe, pode-se dizer que o agente da passiva é mais uma função substantiva da oração: na oração que analisamos, seu núcleo é o substantivo presidente. Também podem atuar como agentes da passiva pronomes e numerais substantivos, além Observe os agentes da passiva destacados nas orações seguintes: Fui iludido por ambos.

AS VOZES VERBAIS Há três vozes verbais: a ativa, a passiva e a reflexiva. Na voz ativa, o sujeito é o agente do processo verbal. Na voz passiva, o sujeito é o paciente do processo verbal. Na reflexiva, o sujeito age sobre si mesmo, sendo ao mesmo tempo agente e paciente do Observe: Essa oração está na voz ativa: o sujeito "os alunos" é também o agente do processo verbal. Passando-a para a voz passiva, surge a oração: A aprovação foi obtida pelos alunos.

em que "a aprovação" é o sujeito e o paciente do processo verbal, enquanto "pelos alunos" é o agente da passiva.

Numa oração como: O verbo está na voz reflexiva, pois o sujeito "um dos alunos" pratica a ação verbal sobre si mesmo. O pronome se é, no caso, objeto direto da forma verbal cortou. E como se se dissesse que João cortou João, ou seja, João cortou-se, por isso o se é objeto direto. A transformação de uma oração que esteja na voz ativa em uma oração que esteja na voz passiva obedece a um esquema fixo: o sujeito da voz ativa passa a agente da passiva; o verbo da voz ativa é convertido numa locução em que surge o auxiliar ser (com menor frequência estar e ficar): - nota da ledora - quadro de destaque na página: sujeito/agente - os alunos objeto direto/paciente A aprovação foi obtida pelos alunos. sujeito/paciente agente da passiva - pelos alunos - fim do quadro.

Na obtenção da forma passiva do verbo, o auxiliar assume o tempo e o modo do verbo ativo (no caso, pretérito perfeito do indicativo), enquanto este assume a forma do Não pode haver voz passiva sem sujeito determinado e expresso. Por isso, é fácil perceber que somente os verbos que possuem objeto direto na voz ativa formam a voz passiva: afinal, é o objeto direto da voz ativa que dá origem ao Sujeito da voz passiva. Em outras palavras: somente os verbos transitivos diretos e os transitivos diretos e Você já sabe que, na voz ativa, pode haver orações de sujeito indeterminado pelo verbo na terceira pessoa do plural. Um exemplo é: Nessa oração, o sujeito está indeterminado, mas é fácil perceber que esse sujeito é o agente do processo verbal - quem quer que tenha desviado seu destino praticou - e não sofreu - uma ação. Na voz passiva, teremos uma oração cujo agente da passiva estará indeterminado: Seu destino foi desviado. (por quem?) Ao lado dessa forma de voz passiva analítica (formada com um verbo auxiliar), podemos formar uma outra, a voz passiva sintética, da qual participa o pronome se: Nessa oração, "seu destino" e o sujeito da forma verbal desviou-se, No plural, essa oração seria: A voz passiva sintética tem como ponto de partida uma oração na voz ativa cujo sujeito está indeterminado, Para formá-la, utilizamos o pronome se, que recebe o nome de pronome apassivador ou partícula apassivadora. Essa forma de voz passiva (assim como a forma analítica) só ocorre com verbos transitivos diretos e transitivos diretos e indiretos.

Observe: O verbo na voz passiva sintética concorda em número e pessoa com o sujeito da oração: Manipulou-se o resultado da eleição. / Manipularam-se os resultados da eleição. Entregou-se o prêmio ao atleta. / Entregaram-se os prêmios ao atleta.

Cortador de Sisal contratam-se crianças entre 5 e 12 anos com experiência no manuseio do facão. R$ 3 por dia. Exigem-se dinamismo, polivalência, motivação e vontade de residir no interior. - e segundo anúncio, com o texto: Trabalho infantil é crime. - fim da nota.

Observe que, na voz passiva sintética, o verbo concorda em número e pessoa com o sujeito da oração (nos dois exemplos acima, o sujeito está na 3a. pessoa do plural, como o verbo).

- nota da ledora: quadro de destaque na página OBSERVAÇÕES 1. voz passiva é exclusiva dos verbos transitivos diretos e transitivos diretos e indiretos: somente em casos excepcionais se forma a voz passiva de verbos com outra transitividade. Por isso, o pronome se surge como formador da voz passiva síntética ao lado desses tipos de verbos; ao lado de verbos de ligação, intransitivos ou transitivos indiretos, o pronome se surge como indeterminador do sujeito. Observe: Vende-se uma casa de campo.

Oração com sujeito indeterminado: Você não pode esquecer que a voz passiva sintética tem sempre um sujeito como qual o verbo deve estabelecer concordância no singular ou no plural - o que não acontece com os casos de indeterminação de sujeito, em que o verbo deve estar obrigatoriamente no Observe que há uma semelhança entre as estruturas em que o se atua como pronome apassivador e as estruturas em que o se atua como índice de indeterminação do sujeito , em ambos os casos , o agente do processo verbal está indeterminado : Imagina-se uma solução para o problema.

Voz passiva sintética: o sujeito da oração "é uma solução para o problema"; o agente do processo verbal está indeterminado (não se pode precisar quem Confia-se em teses suspeitíssimas.

Oração com sujeito indeterminado: o agente do processo verbal está indeterminado (não pode precisar quem confia nas teses) . Em teses suspeitíssimas é objeto indireto.

2. E possível indeterminar o sujeito dos verbos transitivos diretos utilizando o pronome se (que nesse caso será índice de indeterminação do sujeito). Para isso, o verbo deve ser acompanhado de um objeto direto preposicionado. Observe: Nessas duas orações, temos verbos transitivos diretos acompanhados de objetos diretos preposicionados; trata-se, portanto, de casos de indeterminação do sujeito e não de voz passiva sintética. Essas construções evitam ambiguidades: observe que as formas "Estimam-se os bons amigos." e "Amam-se os pais." podem tanto indicar a voz passiva como a voz reflexiva.

3. Na voz reflexiva, os pronomes pessoais do caso oblíquo me, te, se, nos e vos podem atuar como objetos diretos ou como objetos indiretos, de acordo com a transitividade do verbo: Dou-me o direito de silenciar: - fim do quadro.

ATIVIDADES b) Faz muito tempo que esses animais vêm sendo caçados por gente inescrupulosa. c) As melhores teses foram representantes dos países latino-americanos. d) O Corinthians foi inapelavelmente derrotado pelo Juventus na última rodada. e) Deveria ser veiculada pelos meios de comunicação uma campanha que tornasse mais civilizado o selvagem trânsito brasileiro.

2. Fornecemos, a seguir, duas redações para uma mesma manchete de jornal. "O técnico da Seleção não convocará jogadores dos times paulistas" "Jogadores dos times paulistas não serão convocados pelo técnico da Seleção" 3. Passe cada uma das orações seguintes para a voz passiva. A seguir, responda: a forma ativa e a forma passiva das orações são exatamente equivalentes? a) Secretaria da Saúde vai divulgar novos dados sobre a dengue no interior de b) Pelé, Tostão e Gérson comandaram o time brasileiro na Copa de 70 no México.

c) Várias emissoras de televisão haviam convidado os candidatos a prefeito para um d) Algumas decisões do governo têm levado os agricultores ao desespero. e) O principal sindicato da categoria havia convocado uma greve para a semana f) O movimento dos aposentados acaba de obter várias conquistas na Justiça.

Lembre-se de que, neste caso, há duas formas possíveis de voz passiva para cada g) Transformaram a cidade num caos.

5. Reescreva cada uma das orações seguintes passando para o plural o termo destacado h) É recomendável que se parta de (um dado comprovável) para dar início aos trabalhos i) É evidente que se trata de (um caso de superfaturamento).

6. Forme orações com os elementos disponíveis em cada um dos itens seguintes empregando o pronome se. Esteja atento à concordância verbal apropriada a cada caso. g) Atentar / índices de pobreza no país.

7. Explique as possíveis interpretações das orações abaixo e proponha formas de c) Acusam-se os responsáveis.

Os complementos verbais e o complemento nominal integram o sentido de verbos e nomes, estabelecendo com eles conjuntos significativos. Essa relação não deve ser interrompida por uma vírgula, mesmo que os complementos estejam antepostos ao termo que complementam: A todos os presentes informamos os novos valores dos produtos que vendemos. De tanta estupidez não há necessidade.

Quando os complementos verbais ou nominais são formados por mais de um núcleo, são adotados os mesmos procedimentos aplicados aos sujeitos compostos: complementos verbais ou nominais com mais de um núcleo - nota da ledora: propaganda das motocicletas Honda: apresentando um avião no ar, e o seguinte texto: quem vai de São Paulo a Salvador de avião só perde 2 horas, 2180 km de - fim da nota.

O complemento do verbo perder possui mais de um núcleo, os quais são separados por vírgula, menos o últmo: "perte 2 horas, 2180km de praias, 157 baías, 230 rios e milhares de coqueiros".

Os termos intercalados entre um verbo ou um nome e seus complementos devem ser isolados por vírgulas (é indispensável que se coloque uma vírgula antes e outra depois do termo intercalado): Note, senhor presidente, as vantagens de minha proposta.

Nas construções em que surge objeto direto ou indireto pleonástico, deve-se usar a vírgula: Aos pais, disse-lhes apenas secas palavras de adeus.

ATIVIDADES 1. Empregue as vírgulas necessárias à organização das frases seguintes. Em alguns a) Enviei as saudações de meus colegas aos representantes das demais empresas da b) Várias versões foram apresentadas por rádios jornais e canais de TV. c) Aos que se sentem enganados cabe-lhes o direito de procurar a Justiça. e) Precisa-se de dois técnicos cinco operadores de retifica oito mecânicos de manutenção e dez ferramenteiros naquela fábrica de motores.

g) A esse tipo de atitude conduzem as palavras insensatas daquele tresloucado. h) Não queria ver amigos nem parentes nem colegas do futebol ou das pescarias. i) A manutenção desses níveis de desemprego e de retração econômica poderá conduzir a já combalida sociedade brasileira a atitudes de total descrédito nas possibilidades de organização democrática do Estado.

TEXTOS PARA ANÁLISE - nota da ledora: propagande contra a dengue - cartaz com o seguinte texto: UM PAÍS - fim da nota.

TRABALHANDO O TEXTO 1. Qual a função síntática do termo destacado em "O homem velho deixa (vida e morte) para trás"?

2. Reescreva o trecho, substituindo o termo destacado na questão anterior pelo pronome pessoal oblíquo átono adequado.

4. Reescreva a frase da questão anterior, colocando-a na ordem direta. Depois, passe-a para a voz passiva.

5. Qual a função síntática do termo destacado em "O homem velho é (o rei dos animais)"?

6. Qual a função sintática do termo destacado em "Ele já tem (a alma saturada de poesia, soul e rock'n'roll")? Classifique o predicado dessa oração.

8. Qual a função sintática do termo (único)? Classifique o predicado da oração em que esse termo está inserido.

9. No trecho "Os filhos, filmes, livros, ditos como um vendaval / Espalham-no além da ilusão do seu ser pessoal", a quem se refere o pronome (no)? Qual é sua função sintática?

10. O poeta atribui ao homem velho características que o fazem ser o "rei dos animais". Comente que tipo de realeza é essa.

QUESTÕES E TESTES DE VESTIBULARES 1(FMU/FIAM-SP) Assinale a alternativa que contenha, respectivamente, um pronome pessoal do caso reto funcionando como sujeito e um pronome pessoal do caso oblíquo e) Ela não convencia ninguém disso.

classificado como: 4(ACAFE-SC) Em relação à frase "Os gatos pretos pularam a cerca.", podemos afirmar que: e) n.d.a.

5 (FEBASP) Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas: Já ( ) muitos meses que não ( ) encontro e só daqui ( ) três anos é que irei reencontrá-( ) neste a) faz, lhe, a, lhe b) fazem, o, a, o c) faz, o, a, lo d) fazem, lhe, há, lo 6 (FEBASP) A festa (acabou) A luz (apagou) O povo (sumiu) A noite (esfriou) (Carlos Drummond de Andrade) Em relação aos verbos destacados, pode-se afirmar que: a) os verbos são todos transitivos diretos e estão no pretérito imperfeito. b) os verbos são todos transitivos diretos, embora o objeto direto não esteja expresso; e c) o primeiro e o segundo verbo são transitivos diretos e os dois últimos são transitivos d) todos os verbos destacados são intransitivos e estão no pretérito perfeito.

7 (PUCSP) No trecho: "Corpos (irreconhecíveis) identificados (pelo Grande Reconhecedor)", os termos destacados têm, respectivamente, funções sintáticas de: e) adjunto adverbial, complemento nominal.

"... e no fim declarou-(me) que eu tinha (medo) de que você (me) esquecesse", as palavras destacadas têm, respectivamente, funções sintáticas de: e) objeto direto, adjunto adverbial, objeto direto.

9 (UNIMEP-SP) Substituindo as palavras destacadas por um pronome oblíquo, temos: e) I. Demo-lhe; II. Fizemo-lhe; III. Acharam-nos.

10 (UNIMEP-SP) Quanto ao uso do se, a gramática tradicional não admite a construção: c) Não se vá tão cedo! e) Conserta-se sapatos.

11 (UNIMEP-SP) Substituindo as palavras destacadas por pronomes, teremos e) I. Coloque-os; II. Enviamo-los; III. Refez-lhe.

12 (VUNESP) a) "Por que (brilham) teus olhos ardentes." b) "(Sou) o sonho de tua esperança," Classifique, quanto à predicação, os verbos destacados dos fragmentos acima.

13 (VUNESP) "(...) e o Largo do Jardim está deserto na noite fria." "(?) não encontro nada." "( ...) não pensei mais nem nela nem no altar, (?) " "(...) vagou pelas ruas e becos (...) " Classifique, quanto à predicação, os verbos dos fragmentos acima.

dimensões (que) levais convosco deixam de existir." Dê a classe gramatical e a função sintática dos termos destacados.

15 (VUNESP) "Vi ontem (um bicho) Na imundície do pátio Catando (comida) entre os detritos." Faça o que é pedido: a) Reescreva a estrofe acima, substituindo os termos destacados pelo pronome pessoal b) Classifique os verbos do período reescrito, quanto à predicação.

16 (VUNESP) "A pilha de jornais ali no chão, ninguém os guardou debaixo da escada." "As suas violetas, na janela, não lhes poupei água." Assinalar a alternativa que contiver a afirmação correta sobre as duas orações a) Nas duas orações há sujeito composto precedendo verbo transitivo direto e indireto. b) Nas duas orações há sujeito indeterminado, e apenas o verbo da segunda oração é c) Nas duas orações há inversão da ordem das palavras e ocorrência de complemento d) Nas duas orações ocorre complemento verbal pleonástico, mas apenas na segunda há e) Nas duas orações a ordem é direta e o sujeito é composto.

17 (FATEC-SP) Assinale a frase em que a palavra destacada indica o agente. a) Por (mim) foram exarados estes documentos e) n.d.a.

18 (ESPM-SP) "Quando percebi que o doente expirava, recuei aterrado, e dei um grito, mas ninguém me ouviu." (Machado de Assis) A função sintática das palavras doente, grito, ninguém, me é, respectivamente: e) sujeito, objeto direto, sujeito, objeto direto.

20 (FCMSCSP) Examinar as três frases abaixo e indicar onde ocorre tanto objeto direto I. Minam pediu dinheiro ao pai.

21 (ESPM-SP) "(Sorvete Kibon) decora sua cozinha. E dá (nome às latas)." Os termos destacados são, respectivamente: e) objeto direto, sujeito, objeto direto.

22 (FCMSCSP) Observar as duas frases a seguir: Em I o verbo está no singular e em II está no plural porque, quando é sinônimo de existir, o verbo haver: e) tem sujeito, mas não tem objeto.

23 (PUCSP) Em: "Porque eu continuarei a chamar (guerra a toda esta época embaralhada) de inéditos valores...", as expressões destacadas são, respectivamente: e) objeto direto, objeto indireto.

24 (CESESP-PE) Para classificar os verbos do trecho abaixo quanto a sua predicação, preencha os parênteses, obedecendo à seguinte instrução: a) intransitivo b) transitivo direto c) transitivo indireto d) transitivo direto e indireto "Viverás ( ) e para sempre, / na terra que aqui aforas ( ): e terás ( ) enfim tua roça." A alternativa que contém a seqüência correta é: e) b,b,b.

A partir desses exemplos, explique a seguinte afirmativa: "A análise da transitividade verbal é feita de acordo com o texto e não isoladamente".

26 (CESGRANRIO-RJ) Assinale a opção em que a substituição do pronome de primeira pessoa pelo de terceira está em desacordo com a norma da língua culta. Padilha pediu-lhe em voz baixa cinquenta mil-réis.

27 (CESESP-PE) Indíque a função do pronome relativo que, de acordo com o seguinte código: a) sujeito b) Objeto direto ( ) "Viverás e para sempre, / na terra que aqui abras." ( ) "Era um anjo entre nuvens d'alvorada. / Que em sonhos se banhava e se esquecia." ( ) "... afora rendimentos que vêm de outra e qualquer origem..." ( ) "Gastei uma hora pensando um verso que a pena não quer escrever." A seqúência conseguida foi: a) b, b, a, a b) a,a,b,b c) a, b, a, b d) b, a, b, a e) b, a, a, b 28 (FUVEST-SP) A transformação passiva da frase "A religião te inspirou esse anúncio." apresentará o seguinte resultado: e) Tua religião foi inspirada nesse anúncio.

29 (FUVEST-SP) "... como o vi em uma noite de luar..." a) Reescreva, na voz passiva, a oração acima transcrita, sem desprezar nenhum dos b) Indique a função sintática do pronome de terceira pessoa na frase original e na transformada.

e) "... pigarreava-se grosso por toda a parte..." 31 (PUCC-SP) Assinale a alternativa em que se faz corretamente a transformação e) Não se perdoarão tuas falhas pelo chefe.

32 (UNIMEP-SP) "Eu tenho plantado o meu futuro." Passando-se a oração para a voz passiva, o verbo ficará assim: a) tem sido plantado b) tem estado sendo plantado c) está sendo plantado d) foi sendo plantado e) esteve sendo plantado 33 (UNIMEP-SP) "O eleitor estava sendo convencido aos poucos pelo candidato." Passando-se a oração para a voz ativa, o verbo ficará assim: a) convencera b) estava convencendo c) tinha estado convencido d) tinha convencido e) estivera convencendo 34 (ltajubá-MG) Todas as frases estão na voz passiva, exceto: e) Arrisca-se a vida por tão pouca coisa.

b) "Olha esta terra toda que se habita dessa gente sem lei, quase infinita." e) Por mim, você pode ficar.

36 (PUCSP) Em: "... o homem não fala simplesmente uma língua, não a usa como mero instrumento de comunicação, mas é quase como se a língua falasse através do homem, a língua o usasse para (se) expressar", a partícula se destacada refere-se a: e) homem e é partícula apassivadora da ação verbal.

seu domínio", a partícula se destacada refere-se: c) a um ser indeterminado e portanto é índice de indeterminação do sujeito. e) a um ser indeterminado e portanto não tem função sintática.

38 (UFV-MG) A passiva sintética está presente em todos os itens, exceto: e) Abriu-se uma clareira naquela mata.

39 (FEI-SP) Transforme a voz passiva analítica em passiva sintética, conservando o Hoje não são mais feitos carros como antigamente b) Fomos aconselhados pelos mestres.

41 (OSEC-SP) Coloque na voz passiva as frases que a admitam, dando o motivo por d) O enfermeiro assistiu o paciente dia e noite.

42 (FCMSCSP) Transpondo para a voz ativa a frase "O processo deve ser revisto pelos dois funcionários", obtém-se a forma verbal: e) rever-se-á.

43 (OSEC-SP) Em: "... uns diziam isto; outros, aquilo...", colocando-se o verbo na voz passiva, temos: e) haviam dito.

45 (F. C. Chagas-BA) Transpondo para a voz passiva a frase "Daqui a cinquenta anos já teremos avaliado os futurólogos de hoje.", obtém-se a forma verbal: e) terão sido avaliados.

46 (F. C. Chagas-BA) Transpondo para a voz ativa a frase "A Guatemala foi, recentemente, arrasada por violentos terremotos.", obtém-se a forma verbal: e) fora arrasada.

47 (F. C. Chagas-BA) Transpondo para a voz ativa a frase "Eles são obrigados a tarefas desagradáveis; e, além do mais, são criticados pelo público.", obtêm-se as formas verbais: e) obrigam-se, criticam-se.

b) Devem-se consultar os superiores. Os superiores devem ser consultados. e) Ouvir-se-ão vozes. Vozes serão ouvidas.

49 (FAAP-SP) Dê nova redação à frase que segue, passando-a para a voz ativa, sem mudança de tempo e modo verbais: "Foi nomeada tutora".

50 (E. C. Chagas-BA) Transpondo para a voz ativa a oração "O dissídio já havia sido homologado.", o verbo apresentará a forma: e) houvera sido homologado.

"Estava terminando o bordado naquele momento.", o verbo apresentará a forma: e) tendo terminado.

52 (FEI-SP) Reescreva na voz passiva o trecho abaixo, conservando o verbo no mesmo "Se os filhos dos pescadores ouvissem o ruído da vaga, eu escutaria o rangido longínquo dos carros de boi." 53 (FAAP-SP) Dê nova redação à frase que segue, passando-a para a voz ativa sem "A volta de Greta Garbo ao cinema foi anunciada ontem em Genebra, Suíça, pelo jornalista britânico Frederick Sands, autor de uma biografia da atriz." 54 (FUVEST-SP) Altere a redação do período abaixo, empregando os verbos na voz passiva. "...e se as vezes me repreendia, à vista de gente, fazia-o por simples formalidade." 55 (UFV-MG) A concordância verbal está correta em todas as formas abaixo, exceto: e) Incluíram-se no processo todas as dívidas existentes.

Transpondo a oração em destaque para a voz passiva, temos a seguinte forma verbal: e) aprenderia.

Neste capítulo, você vai estudar os termos acessórios da oração - o adjunto adverbial, o Quando se fala em termos acessórios da oração, pode-se ter a falsa impressão de que se está tratando de elementos dispensáveis das orações e períodos. Na prática, essa impressão não corresponde à verdade: esses termos são acessórios porque não fazem parte da estrutura básica da oração, organizada a partir de um verbo e dos nomes ligados a ele pela concordância ou pela transitividade. No entanto as informações que transmitem são fundamentais para que se alcance uma comunicação satisfatória. Na tira acima, por exemplo, inimigo(s) (1o. e 2o. quadrinhos) se classifica como adjunto adnominal, um dos termos acessórios da oração. Mas a informação transmitida por esse termo é crucial para a graça da situação.

1 ADJUNTO ADVERBIAL Como o nome já diz, o adjunto adverbial é essencialmente um modificador do verbo. Seu papel básico é indicar as circunstâncias em que se desenvolve o processo verbal (idéia de tempo, lugar, modo, causa, finalidade, etc.) ou intensificar um verbo, um adjetivo ou um advérbio. A semelhança entre esse conceito e o de advérbio, que você estudou nos capítulos sobre Morfologia, não é gratuita, já que o adjunto adverbial é uma função adverbial da oração, ou seja, é uma função desempenhada por advérbios e A classificação do adjunto adverbial depende basicamente da circunstância que expressa. Observe: Há nessa oração três adjuntos adverbiais: de fome é adjunto adverbial de causa; ainda é adjunto adverbial de tempo; no Brasil é adjunto adverbial de lugar.

Um grupo de policiais militares agrediu covardemente várias pessoas em Diadema na Na madrugada de ontem é adjunto adverbial de tempo; em Diadema é adjunto adverbial de lugar; covardemente é adjunto adverbial de modo.

Nessas três orações, muito é adjunto adverbial de intensidade. No primeiro caso, intensifica uma forma verbal (respeitam), que é núcleo de um predicado verbal. No segundo, intensifica um adjetivo (interessante), que é núcleo de um predicativo do sujeito. Na terceira oração, muito intensifica um advérbio (mal), que é núcleo de um adjunto adverbial de modo.

Às vezes não é possível apontar com precisão a circunstância expressa por um adjunto adverbial. Em alguns casos, as diferentes possibilidades de interpretação dão origem a orações sugestivas. Em: é difícil precisar se calorosamente é um adjunto adverbial de modo ou de intensidade: na verdade, parece ser uma forma de expressar ao mesmo tempo as duas circunstâncias.

Por isso, é fundamental levar em conta o contexto em que surgem os adjuntos adverbiais. Isso é mais importante do que pura e simplesmente decorar classificações. A seguir, você encontrará uma relação em que aparecem algumas circunstâncias expressas por adjuntos adverbiais. Essa relação deve servir para você perceber a riqueza expressiva desse termo sintático e não para que você se "descabele" tentando decorá-la.

Algumas das circunstâncias que os adjuntos adverbiais podem expressar afirmação: tempo: O gol foi marcado aos oito minutos.! Sinto-me melhor no inverno.

- nota da ledora: cartaz dos anos 40. As 10 mais vilãs, com o seguinte texto: - a mais refinada e sensual vilã do Spirit vem fazendo das suas desde os anos 40, mas o herói - fim da nota.

Como você já sabe, as locuções adverbiais são expressões normalmente introduzidas por uma preposição. Quando uma dessas locuções atua como adjunto adverbial numa oração, você deve prestar bastante atenção à preposição, pois, na expressão de circunstâncias adverbiais, essas palavras transmitem importantes conteúdos relacionais. Observe: Estão voltando de casa.

Nesses dois pares de orações, a troca das preposições implica alteração total de significado na circunstância expressa pelo adjunto adverbial: no primeiro caso, passa-se de um adjunto adverbial de lugar que indica a origem para um que indica o destino; no segundo caso, passa-se de um adjunto adverbial de companhia para um adjunto adverbial que indica justamente a ausência dela (e que seria classificável como adjunto adverbial de modo).

Quando introduzem complementos verbais ou nominais, as preposições desempenham papel de mero conectivo, ligando um termo subordinante a um termo subordinado. Por isso, em muitos casos, são até mesmo omitidas sem prejuízo aparente de sentido. É o que ocorre, por exemplo, com a construção popular "Ela não obedece o pai.", em que se omite a preposição recomendada pela língua culta ("Ela não obedece ao pai."). No caso dos adjuntos adverbiais, a omissão da preposição acarreta modificações drásticas de sentido. Basta comparar, por exemplo, "Recomendaram-me sinceridade." a "Recomendaram-me com sinceridade.", em que a ausência do com modifica completamente a função sintática e o sentido de sinceridade (que passa de núcleo do É por isso que são considerados adjuntos adverbiais de lugar e não objetos indiretos os termos que se seguem aos verbos de movimento e permanência em construções como: Estou na mesma sala.

Os verbos empregados são, nessas frases, intransitivos, mas seria questionável dizer que não necessitam de um termo que os complemente. Esses termos, no entanto, não são objetos indiretos, já que têm nítido valor adverbial - note como são significativas as preposições que os encabeçam em cada frase. Pela nomenclatura atualmente disponível nos estudos gramaticais, o mais recomendável é classificá-los como adjuntos adverbiais de lugar, considerando intransitivos os verbos a que se ligam. Alguns gramáticos propõem a denominação complemento circunstancial de lugar ou complemento adverbial locativo para esses termos. Mais importante do que classificá-los, no entanto, é perceber o seu significado e aprender a usá-los apropriadamente.

ATIVIDADES 1. Nas frases seguintes, aponte os adjuntos adverbiais e as circunstâncias que exprimem. a) "De repente, do riso fez-se o pranto." c) À noite é possível perceber com muita clareza os efeitos benéficos do silêncio. l) "Apesar de você, amanhã há de ser outro dia." n) Tenho o péssimo hábito de cortar barhantes e linhas com os dentes.

b) Não irei ao cinema ( ) . (causa) c) ( ) , foram feitos vários discursos contra o projeto ( ) . (tempo/lugar) d) O novo diretor executou ( ) todas as suas obrigações. (modo) e) Ensaiei muito ( ) (Fim) f) Trabalhava ( ) para as crianças carentes de sua cidade. (intensidade) g) Os retirantes não conseguem emprego ( ) . (lugar) h) Nada será feito ( ) . (condição) i) as obras prosseguem. (concessão) j) Moldamos vários objetos de argila ( ) (instrumento) l) Fui ao cinema ( ) ( ) (tempo/companhia) m) Julgo sua postura ( ) radical. (intensidade) n) ( ), conseguiremos chegar ( ) ( ) (modo/ lugar/ tempo) m) Seu gesto de irritação foi súbito e veemente.

2 ADJUNTO ADONOMINAL Adjunto adnominal e' o termo que caracteriza um substantivo sem a intermediação de um verbo. Sob a ótica da morfossintaxe, pode-se dizer que é uma função adjetiva da oração, sendo, portanto, desempenhada por adjetivos, locuções adjetivas, artigos, pronomes adjetivos e numerais adjetivos. Em qualquer função sintática que esempenhe, o substantivo pode ser caracterizado por um ou mais de um adjunto adnominal. Observe: Nessa oração, "as nossas primeiras experiências científicas" é sujeito. O núcleo desse sujeito é o substantivo experiências. Relacionados a ele, caracterizando-o, estão os adjuntos adnominais as, nossas, primeiras e científicas (respectivamente, um artigo, um pronome adjetivo possessivo, um numeral adjetivo ordinal e um adjetivo).

Foi socorrido pelos dois médicos do hospital. Nessa oração, "pelos dois médicos do hospital" é agente da passiva. O núcleo desse agente da passiva é o substantivo médicos, caracterizado pelos adjuntos adnominais os (artigo da contração per + os), dois (numeral adjetivo) e do hospital (locução adjetiva).

intermediação verbal, os adjuntos adnominais desaparecem quando da substituição. Observe: A nova política salarial prejudica os trabalhadores de menor poder aquisitivo.

"A nova política salarial" e "os trabalhadores de menor poder aquisitivo" são, respectivamente, sujeito e objeto direto da oração. Subordinados aos núcleos dessas funções - os substantivos política e trabalhadores - os adjuntos adnominais desaparecem quando são substituidos pelos pronomes substantivos ela e os.

Essa percepção de que o adjunto adnominal é sempre parte de um outro termo sintático que tem como núcleo um substantivo é importante para diferenciá-lo do predicativo do Observe: Nessa oração, riquíssima é adjunto adnominal de obra, que é o núcleo do objeto direto. Se substituíssemos esse objeto direto por um pronome pessoal, obteríamos "Noel Rosa deixou-a".

Nessa oração, perplexos é predicativo do objeto direto "seus amigos". Se substituíssemos esse objeto direto por um pronome pessoal, obteríamos: "Sua atitude deixou-os perplexos". Perceba que perplexos não é parte do objeto direto, e sim um termo sintático relacionado também com o verbo da oração.

- nota da ledora: quadrinho de desenho, dos soldado na trincheira, com a seguinte legenda: - Dorme idiota! Os comandos inimigos não fazem ruídos! - fim da nota.

- nota da ledora: quadro de destaque na página: É comum confundir adjunto adnominal na forma de locução adjetiva com complemento a) somente os substantivos podem ser acompanhados de adjuntos adnominais; já os complementos nominais podem ligar-se a substantivos, adjetivos e advérbios. É óbvio, portanto, que o termo ligado por preposição a um adjetivo ou a um advérbio só pode ser b) os complementos nominais são exigidos pela transitividade do nome a que se ligam; indicam, portanto, o paciente ou o alvo da noção expressa pelo substantivo. Já os adjuntos adnominais indicam o agente ou o possuidor da noção expressa pelo substantivo. Observe: - Os investimentos da iniciativa privada em educação e saúde deveriam ser proporcionais aos lucros de cada empresa. Nessa oração, o sujeito é "os investimentos da iniciativa privada em saúde e educação". O núcleo desse sujeito é o substantivo investimentos; presos a esse núcleo por meio de preposição há os termos "da iniciativa privada" e "em educação e saúde". Observe que o primeiro indica o agente ou possuidor dos investimentos (é a iniciativa privada que investe), enquanto o segundo indica o paciente ou alvo desses investimentos (saúde e educação recebem esses investimentos).

"Da iniciativa privada" é adjunto adnominal, enquanto "em saúde e educação" é - fim do quadro.

ATIVIDADES 1. Faça a análise sintática das frases seguintes. Indique quais são os núcleos das diferentes funções sintáticas e os adjuntos adnominais que se subordinam a eles. b) Muitos candidatos despreparados pedem votos pouco críticos a eleitores c) Os garimpeiros têm transmitido doenças graves aos índios da Amazônia. d) Um redator eficiente deve comunicar informações claras e realmente importantes ao público interessado.

2. Explique por meio de seu conhecimento das funções sintáticas a ambiguidade da seguinte frase: "Não posso julgar aquela atitude inusitada".

3. Explique por meio de seu conhecimento das funções sintáticas a ambiguidade das a) Não serei mais um pichador desta cidade! b) É absurdo que tenhamos medo de criança!

3 APOSTO Aposto é um termo que amplia, explica, desenvolve ou resume o conteúdo de outro termo. O termo a que o aposto se refere pode desempenhar qualquer função sintática. Observe: Nossa terra, o Brasil, carece de políticas sociais sérias e conseqüentes. Nessa oração, "nossa terra" é o sujeito. "O Brasil" é aposto desse sujeito, pois amplia e especifica o conteúdo do termo a que se refere. Para perceber como sintaticamente "o Brasil" é Observe: "O Brasil" passa a exercer satisfatoriamente a função de sujeito, antes exercida pelo termo do qual era aposto.

O aposto é mais uma função substantiva da oração, tendo como núcleo um substantivo, De acordo com a relação que estabelece com o termo a que se refere, pode-se classificar o aposto em: a) explicativo: A Ecologia, ciência que investiga as relações dos seres vivos entre si e b)enumerativo: Suas reivindicações incluíam muitas coisas: melhor salário, melhores c) recapitulativo: Vida digna, cidadania plena, igualdade de oportunidades, tudo isso está na base de um país melhor.

d) comparativo: Seu senso crítico, eterno indagador, levou-o a questionar aqueles dados. Há ainda o chamado aposto especificativo, que, por não vir marcado por sinais de pontuação (dois-pontos ou vírgulas), merece alguma atenção especial. Esse tipo de aposto é normalmente um substantivo próprio que individualiza um substantivo comum, Observe: o compositor Chico Buarque de Holanda continua a produzir uma obra representativa. O rio Tietê atravessa o estado de São Paulo.

Nessas orações, os termos destacados todos nomes próprios - são apostos especificativos dos substantivos comuns compositor, rio e estado. Compositor e rio atuam como núcleos dos sujeitos, enquanto estado é núcleo do objeto direto.

- nota da ledora : propaganda da Trevisan Auditores, com o seguinte texto: SÓ EXISTE UMA ORGANIZAÇÃO QUE SABE GUARDAR UM SEGREDO TÃO BEM COMO A NOSSA. (na foto, um colarinho de sacerdote - fazendo referência subliminar ao voto de segredo de confissão, do padre, no confessionário.) - fim da nota.

Neste anúncio de uma empresa de auditoria, o aposto está expresso por uma imagem: um padre, que representa metonimicamente a Igreja. Se a mensagem fosse apenas escrita, o anúncio poderia ser 'traduzido,' da seguinte forma: "Só existe uma organiza ção que sabe guardar um segredo tão bem como a nossa: 'a Igreja"'. Este aposto, relafivo a todo o período, alude ao segredo do confessionário.

4 O VOCATIVO O nome vocativo nos faz pensar em várias palavras ligadas à idéia de "chamar", "atrair a atenção": evocar, convocar, evocação, vocação. Vocativo é justamente o nome do termo sintático que serve para nomear um interlocutor a que se dirige a palavra. É um termo independente: não faz parte nem do sujeito nem do predicado. E mais uma função substantiva da oração, sendo desempenhada por substantivos, pronomes e numerais Observe: (Senhor presidente), pedimos que se comporte de forma condizente com a importância Nessas orações, os termos destacados são vocativos: indicam e nomeiam o interlocutor a que se está dirigindo a palavra. Numa oração como a primeira, não se deve confundir o vocativo amigo com o sujeito da forma imperativa venha, que é você.

ATIVIDADES a) Meu velho amigo, não há mais nada que se possa dizer, c) Ó meus sonhos, aonde fostes?

d) Uma casa na encosta da montanha, meu maior sonho, evaporou-se com o confisco da h) Ele não deseja muita coisa: um emprego, uma casinha, uns trocados para uma viagem de vez em quando.

5 OS TERMOS ACESSÓRIOS, O VOCATIVO E A PONTUAÇÃO Como vimos, os adjuntos adnominais fazem parte do termo sintático a que pertence o substantivo a que se ligam. Por isso, não devem ser separados por vírgula desse substantivo: Os freqüentes termos de baixo calão do deputado governista evidenciam seu pleno despreparo.

Os adjuntos adverbiais podem ser separados por vírgula quando vêm após os verbos e seus complementos: ou Encontrei alguns amigos ontem à noite na praça.

Quando são antepostos ou intercalados, os adjuntos adverbiais devem ser obrigatoriamente separados por vírgulas. As vírgulas são dispensáveis quando o adjunto é de pequena extensão: Ontem à noite, encontrei alguns amigos na praça.

- nota da ledora: propaganda da Varig - apresentando na foto, um avião no chão, e na porta do mesmo a inscrição, em um toldo, de Hotel - no texto: - Nova Varig. Aqui você não é passageiro. É hóspede. - fim da nota.

O aposto é separado do termo a que refere por vírgulas ou dois-pontos. Somente o aposto especificativo não é marcado por sinais de pontuação: Seus olhos, duas bolas de pânico, impressionavam quem o via.

É imprescindível que o país adote duas diretrizes: distribuição de renda e reconstrução do ensino público.

O vocativo deve ser sempre separado por vírgulas, qualquer que seja sua posição na frase: Participem das decisões nacionais, cidadãos.

ATIVIDADES Pontue adequadamente as frases seguintes. Em alguns casos, pontuar corretamente a) O Brasil país que via seus jovens como garantia de um grande futuro parece ter c) A cidadania essa ilustre desconhecida ainda passa ao largo de muitas mentes d) Sob aquelas velhas árvores ali perto do poço repousam muitos dos meus sonhos. h) Uma imensa nuvem de fumaça e poeira deverá atingir a capital filipina nas próximas j) A reação mais sensata dos envolvidos teria sido escolher um advogado competente. n) O músico e compositor Gilberto Gil continua criativo e iluminado.

- nota da ledora: propaganda do Jornal da Tarde, e seus cadernos especiais, tais como: jornal dos testes, jornal dos seguros, jornal dos usados, jornal dos 0 Km., jornal dos esportivos, jornal das motos, jornal das oficinas, jornais das auto-peças. Jornal do Carro. Toda 4a. no JT.

TRABALHANDO O TEXTO Qual o termo sintático que tem evidente destaque no texto? É possível justificar esse destaque levando-se em conta a construção do texto? Comente.

TRABALHANDO O TEXTO - nota da ledora: propaganda da kibon com o seguinte texto: CHEGOU O KIBONBON ALFAJOR - se você pensa que vai resistir, está redondamente enganado. ( foto ilustrativa do sorvete, que tem o formado redondo e aparência de um pão de mel.) - fim da nota. Dê a função sintática do termo redondamente. Como devemos interpretá-lo? Comente.

Ternura Eu te peço perdão por te amar de repente Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos Das horas que passei à sombra dos teus gestos Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos Das noites que vivi acalentado Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo E posso te dizer que o grande afeto que te deixo Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias E só te pede que te repouses quieta, muito quieta E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar extático (MORAE5, Vinicius de. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1986. p. 155-6.)

TRABALHANDO O TEXTO 2. Morfologicamente, como se classifica essa expressão? E possível trocá-la por uma só 3. As expressões "dos sorrisos", "das lágrimas", "das promessas", "da noite" e "da 4. A quem se refere o termo quieta do trecho "que te repouses quieta"? Qual sua função 5. Retire do texto dois adjuntos adverbiais de modo não formados por locuções. 6. Qual a função sintática exercida pelo adjetivo extático? A qual locução adjetiva 7. Qual a função sintática do adjetivo indizível? Substitua-o por uma expressão 8. A leitura do poema permite compreender por que, apesar de ser uma velha canção nos ouvidos da amada, o amor é repentino? Comente.

"Não verás separar ao hábil negro do pesado esmeril a grossa areia, e já brilharem os granetes de oiro no fundo da bateia." há idéia de lugar em: e) rios, cascalho, areia.

3 (PUCSP) No período: "Ele (me) cobre de glórias e (me) faz (magnífico)", os termos destacados têm, respectivamente, as funções sintáticas de: a) objeto direto, objeto indireto, objeto direto, e) predicativo do sujeito, predicativo do sujeito, objeto direto.

8 (PUCSP) Nos trechos: "E fui eu que (o) descobri" "Veja, murmurou (o) mineiro..." e "Vou-(lhe) mostrar..." as palavras destacadas têm, respectivamente, funções de: e) objeto indireto, objeto direto, objeto indireto.

9 (PUCSP) No trecho que a seguir transcrevemos, há vários pronomes: "Com esta história eu vou me sensibilizar, e bem sei que cada dia é um dia roubado da morte. Eu não sou um intelectual, escrevo com o corpo. E o que escrevo é uma névoa úmida." a) Identifique, nele, dois pronomes demonstrativos, um pronome pessoal do caso reto e b) Dê suas respectivas funções sintáticas.

10 (UNIMEP-SP) Muito é: 11 (VUNFSP) "Os colegas - o equilibrista, aqueles dois que conversavam em voz baixa, todos enfim - sabiam de sua história e não haviam preparado a mínima homenagem." Na frase acima, o travessão é empregado para: a) destacar o aposto e deixar claro o nexo entre o sujeito e o predicado. c) indicar a coordenação entre os diferentes núcleos do sujeito composto. d) assinalar uma retificação do que se disse anteriormente, no início da frase. e) realçar ironicamente o valor significativo da palavra colegas.

12 (VUNESP) "Não foi ausência (por uma semana): o batom ainda no lenço, o prato na mesa (por engano), a imagem de relance no espelho." Os termos destacados analisam-se, respectivamente, como: b) adjunto adverbial de tempo e adjunto adnominal.

13 (FUVEST) Assinalar a oração que começa com um adjunto adverbial de tempo. c) "Na porta, (...) enganchou as rosetas das esporas..." e) O que havia era safadeza.

14 (UNICAMP-SP) A leitura literal do texto abaixo produz um efeito de humor: "As videolocadoras de São Carlos estão escondendo suas fitas de sexo explícito. A decisão atende a uma portaria de dezembro de 91,do juizado de Menores, que proibe que as casas de vídeo aluguem, exponham e vendam fitas pornográficas a menores de 18 anos. A portaria proibe ainda os menores de 18 anos de irem a motéis e rodeios sem a companhia ou autorização dos pais." (Folha Sudeste, 5 jun. 1992.) c) Reescreva o trecho de forma a impedir tal interpretação.

15 (UNICAMP-SP) O comentário seguinte faz parte de uma reportagem sobre o decreto assinado este ano pelo presidente José Sarney, tornando eliminatórios, no vestibular, os exames de língua portuguesa e de redação: "Os estudantes que pretendem ingressar na Unicamp, no próximo vestibular, concordam com o decreto do governo. Estão reclamando, apenas, que a Universidade de Campinas está exigindo a leitura de um livro que entrará no exame inexistente no Brasil: A confissão de Lúcio, Mário de Sá-Carneiro. (Isto é Senhor, 991,14 set. 1988.) Conforme redigido, o texto contém uma passagem ambígua (que pode ter mais de uma interpretação). Identifique essa passagem, transcreva-a e explique por que ela é ambígua. Em seguida, reescreva-a de forma a tornar clara a interpretação pretendida pela revista.

16 (VUNESP) Em "... (com as últimas chuvas, o verde) rebentou (verdíssimo)", identifique as funções sintáticas dos segmentos em des taque.

17 (UNIMEP-SP) Em: "... as empregadas das casas saem (apressadas), de latas e garrafas na mão, para a pequena fila (de leite)", os termos destacados são, respectivamente: e) predicativo do objeto e complemento nominal.

18 (UNIMEP-SP) "Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a constituição tradicional da família, (célula da sociedade)." O termo destacado é: c) agente da passiva.

19 (UFV-MG) "Cessa (o estrondo das cachoeiras), e com ele A memória (dos índios), pulverizada, )a' não desperta o (mínimo arrepio)." (Carlos Drummond de Andrade) No texto acima, as expressões destacadas são, respectivamente: e) adjunto adverbial, objeto indireto, sujeito.

20 (UEL-PR) Ainda que surgissem poucos (recursos) para o projeto, todos mostravam- se satisfeitos com a boa vontade (do chefe). As palavras destacadas no período exercem, respectivamente, a função sintática de: e) sujeito, adjunto adnominal.

21 (UFSC) Observe os períodos abaixo e assinale a alternativa em que lhe é adjunto a) "... anuncíou-lhe: Filho, amanhã vais comigo." e) Sim, alguém lhe propôs emprego.

22 (UM-SP) Em "Aeromoça na burocracia me dá idéia de um pé de gerânio intimado a viver e florir dentro de um armário fechado." as expressões "de um pé" e "de gerânio" são, respectivamente: e) complemento nominal, complemento nominal.

23 (ESPM-SP) "Continental 2001 Grand Prix II: nossa homenagem (ao bom gosto da mulher brasileira)." As expressões destacadas são, respectivamente: e) complemento nominal, adjunto adnominal.

III. Ao sétimo dia, quando bateu, por volta da meia-noite, à porta da residência, ouviu Assinalar a alternativa correta quanto à existência de adjunto adverbial. e) Existe apenas em III.

25 (UFPeI-RS) Preencha os parênteses da segunda coluna de acordo com o resultado da c) (Este) vaso é o teu presente. " ( ) complemento nominal ( ) aposto ( )objeto direto ( ) Objeto indiretO ( ) predicativo do sujeito ( ) predicativo do objeto direto ( ) adjunto adnominal ( )vocativo ( ) agente da passiva ( ) adjunto adverbial a) adjunto adverbial de lugar b) adjunto adverbial de tempo c) adjunto adverbial de mudo d) adjunto adverbial de causa IV. O automóvel parou (perto do rio).

27 (UEM-PR) O Brasil (jovem) está "curtindo" (o vestibular). Os termos destacados são, respectivamente: e) adjunto adverbial e predicativo do sujeito.

exceto em: a) Existe, nesta cidade, (um carpinteiro). (objeto direto) b) É importante (o apoio dos operários). (sujeito) c) Já tínhamos certeza (da derrota). (complemento nominal) d) O estudante permaneceu (inalterável). (predicativo) e) Renato, (o engenheiro), logo protestou. (aposto) 29 (F. C. ChagasS-BA> Analise o termo destacado: "Uniu-se à melhor das noivas, a (Igreja), e oxalá vocês se amem tanto." a) aposto b) adjunto adnominal c) adjunto adverbial d) pleonasmo e) vocativo

CAPÍTULO 22 ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS - nota da ledora: fotografia de vista de estrada de ferro, onde vemos duas mãos se segurando na porta, e os trilhos e vegetação do lado de fora do trem. Pelo ângulo da foto, percebe-se que a mesma foi tirada de dentro do trem. Ao lado, o texto: Trago as mãos calejadas de vida, e nelas sinto, indiferente, unhas crescendo passageiras. - mais abaixo, o mesmo texto em ingles: I bring in my hands, marks of handened life - fim da nota.

Neste capítulo, você começará a estudar a sintaxe do período composto. Poderá observar os processos sintáticos da subordinação e da coordenação, os tipos de orações subordinadas e, mais detalhadamente, as orações subordinadas substantivas. No poema acima, ocorrem duas orações coordenadas ("Trago as mãos caiejadas de vida / E nelas sinto, indiferente, unhas") e uma subordinada ("crescendo passageiras."). O estudo do período composto consiste fundamentalmente em investigar as relações que Neste capítulo, você verá que as orações que atuam sintaticamente como um substantivo são chamadas de orações subordinadas substantivas.

1 CONCEITO BÁSICO Você já sabe que período é uma frase organizada em orações. Já sabe também que no período simples existe apenas uma oração, chamada absoluta, e que no período composto existem duas ou mais orações. Essas orações podem se relacionar por meio de Na subordinação, um termo atua como determinante de um outro termo. Essa relação se verifica, por exemplo, entre um verbo e seus complementos: os complementos são determinantes do verbo, integrando sua significação. Consequentemente, o objeto direto e o objeto indireto são termos subordinados ao verbo, que é o termo subordinante.

Outros termos subordinados da oração são os adjuntos adnominais (subordinados ao nome que caracterizam) e os adjuntos adverbiais (subordinados geralmente a um verbo). No período composto, considera-se subordinada a oração que desempenha função de termo de outra oração, o que equivale a dizer que existem orações que atuam como determinantes de outras orações. Observe: Percebeu que os homens se aproximavam.

Esse período composto é formado por duas orações: a primeira estruturada em torno da forma verbal percebeu; a segunda, em torno da forma verbal aproximavam. A análise da primeira oração permite constatar de imediato que seu verbo é transitivo direto (perceber algo). O complemento desse verbo é, no caso, a oração "que os homens se aproximavam" . Nesse período, a segunda oração funciona como objeto direto do verbo da primeira. Na verdade, o objeto direto de percebeu é "que os homens se aproximavam".

A oração que cumpre papel de um termo sintático de outra é subordinada; a oração que tem um de seus termos na forma de oração subordinada é a principal. No caso do exempIo dado, a oração "Percebeu" é principal; "que os homens se aproximavam" e oração subordinada. Diz-se, então, que esse período é composto por subordinação.

Ocorre coordenação quando termos de mesma função sintática são relacionados entre si. Nesse caso, não se estabelece uma hierarquia entre esses termos, pois eles são sintaticamente equivalentes. Observe: Nessa oração, o sujeito composto "brasileiros e portugueses", adjetivos substantivados, apresenta dois núcleos coordenados entre si: os dois substantivos desempenham um mesmo papel sintático na oração.

portanto, é oração subordinada a percebi. Entre as orações organizadas em torno de percebi e saí, a relação é de coordenação, já que uma não desempenha papel de termo da outra. O período é composto por coordenação e subordinação.

ATIVIDADES 1. Nas orações seguintes, indique se os termos destacados são subordinados ou e) (Cinema, futebol, boa conversa, nada) o animava.

2. Observe os períodos compostos seguintes e indique os processos sintáticos pelos d) Vá ao banco, pague as contas e prove a todos que você é capaz de honrar seus compromissos.

2 TIPOS DE ORAÇÕES SUBORDINADAS As orações subordinadas se dividem em três grupos, de acordo com a função sintática que desempenham e a classe de palavras a que equivalem. Podem ser substantivas, adjetivas ou adverbiais. Mais uma vez, valem os conceitos morfossintáticos, que, como Para notar as diferenças que existem entre esses três tipos de orações, tome como base a análise de um período simples: Nessa oração, o sujeito é eu, implícito na terminação verbal. "A profundidade das palavras dele" é objeto direto da forma verbal percebi. O núcleo do objeto direto é profundidade. Subordinam-se ao núcleo desse objeto os adjuntos adnominais a e "das palavras dele". No adjunto adnominal "das palavras dele", o núcleo é o substantivo palavras, ao qual se prendem os adjuntos adnominais as e dele. "Só depois disso" é adjunto adverbial de tempo.

É possível transformar a expressão "a profundidade das palavras dele", objeto direto, em oração. Observe: Nesse período composto, o complemento da forma verbal percebi é a oração "que as palavras dele eram profundas". Ocorre aqui um período composto por subordinação, em que uma oração desempenha a função de objeto direto do verbo da outra. O objeto direto é uma função substantiva da oração, ou seja, é função desempenhada por substantivos e palavras de valor substantivo. E natural, portanto, que a oração subordinada que desempenha esse papel seja chamada de oração subordinada substantiva.

Pode-se também modificar o período simples original transformando em oração o adjunto adnominal do núcleo do objeto direto, profundidade. Observe: Nesse período, o adjunto adnominal de profundidade passa a ser a oração "que as palavras dele continham". Você já sabe que o adjunto adnominal é uma função adjetiva da oração, ou seja, é função exercida por adjetivos, locuções adjetivas e outras palavras de valor adjetivo. E por isso que são chamadas de subordinadas adjetivas as orações que, nos períodos compostos por subordinação, atuam como adjuntos adnominais de termos das orações principais.

Outra modificação que podemos fazer no período simples original é a transformação do adjunto adverbial de tempo em uma oração. Observe: Nesse período composto, "só quando caí em mim" é uma oração que atua como adjunto adverbial de tempo do verbo da outra oração. O adjunto adverbial é uma função adverbial da oração, ou seja, é função exercida por advérbios e locuções adverbiais. Portanto, são chamadas de subordinadas adverbiais as orações que, num período composto por subordinação, atuam como adjuntos adverbiais do verbo da oração principal.

- nota da ledora: propaganda da revista playboy, comemorando o prêmio colunista do ano de São Paulo, com uma folha em branco, e apenas o texto em letras pretas: - A gente nem tem roupa para receber o prêmio. - juntamente com o coelhinho, logotipo da - fim da nota.

"para receber o prêmio." e, quanto à forma, uma oraçao subordinada adverbial reduzida, pois apresenta o verbo numa forma nominal (no caso, o infinitivo) e não é introduzida por conjunção ou pronome relativo.

É fácil perceber, assim, que a classificação das orações subordinadas decorre da combinação da função sintática que exercem com a classe de palavras que representam, ou seja, é a morfossintaxe que determina a classificação de cada oração subordinada. São subordinadas substantivas as que exercem funções substantivas (sujeito, objeto direto e indireto, complemento nominal, aposto, predicativo). São subordinadas adjetivas as que exercem funções adjetivas (atuam como adjuntos adnominais). São subordinadas adverbiais as que exercem funções adverbiais (atuam como adjuntos adverbiais, expressando as mais variadas circunstâncias).

introduzidas, na maior parte dos casos, por conjunção subordinativa ou pronome No segundo período, a oração subordinada "ser ela a mulher ideal" apresenta o verbo numa de suas formas nominais (no caso, infinitivo) e não é introduzida por conjunção subordinativa ou pronome relativo. Justamente por apresentar uma peça a menos em sua estrutura, essa oração é chamada de reduzida. As orações reduzidas apresentam o verbo numa de suas formas nominais (infinitivo, gerúndio ou particípio) e não apresentam conjunção ou pronome relativo (em alguns casos, são encabeçadas por preposições).

ATIVIDADES Transforme os períodos simples seguintes em períodos compostos por subordinação, substituindo os termos destacados por orações que de sempenhem a mesma função c) (Apesar da existência de provas incontestáveis), o réu foi absolvido. f) (Durante o dia), nada foi feito.

3 ESTUDO DAS ORAÇÕES SUBOORDINADDAS SUBSTANTIVAS Como você já viu, as orações subordinadas substantivas desempenham funções que no período simples normalmente são desempenhadas por substantivos. As orações substantivas podem atuar como sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo e aposto. Por isso são chamadas, respectivamente, de subjetivas, objetivas diretas, objetivas indiretas, completivas nominais, predicativas e apositivas. Essas orações podem ser desenvolvidas ou reduzidas. As desenvolvidas normalmente se ligam à oração principal por meio das conjunções subordinativas integrantes que e se. As reduzidas apresentam verbo no infinitivo e podem ou não ser encabeçadas por preposição.

SUBJETIVAS As orações subordinadas substantivas subjetivas atuam como sujeito do verbo da oração principal. Observe: O primeiro período é simples. Nele, "o seu comparecimento à reunião" é sujeito da forma verbal é. Na ordem direta é mais fácil constatar isso: "O seu comparecimento à reunião é fundamental". Nos outros dois períodos, que são compostos, a expressão "o seu comparecimento a reunião" foi transformada em oração ("que você compareça a reunião" e "você comparecer à reunião"). Nesses períodos, as orações destacadas são subjetivas, já que desempenham a função de sujeito da forma verbal é. A oração "você comparecer à reunião", que não é introduzida por conjunção e tem o verbo no infinitivo, é reduzida.

Quando ocorre oração subordinada substantiva subjetiva, o verbo da oração principal sempre fica na terceira pessoa do singular. As estruturas típicas da oração principal nesse caso são: a) verbo de ligação + predicativo - é bom..., é conveniente..., é melhor..., é claro..., está comprovado..., parece certo..., fica evidente..., etc. Observe os exemplos: Parece estar provado que soluções mágicas não funcionam.

b) verbo na voz passiva sintética ou analítica - sabe-se..., soube-se..., comenta-se..., dir- se-ia..., foi anunciado..., foi dito..., etc. Exemplos: Foi dito que tudo seria resolvido por ele.

c) verbos como convir, cumprir, acontecer, importar, ocorrer, suceder, parecer, constar, urgir, conjugados na terceira pessoa do singular. Exemplos: Parece ser ela a pessoa indicada.

- nota da ledora: anúncio de campanha contra as drogas, apresentando um grande quadro negro e, dentro dele, um quadro bem pequeno, a ponto de não se conseguir ler, com uma seta que o destaca e o coloca em evidência do lado de fora, do grande quadro negro, onde podemos ler, em destaque: - Quem usa drogas experimenta novas - fim da nota.

Muitos autores consideram que o relativo quem deve ser desdobrado em "aquele que" (como já vimos na página 295). Tem-se, assim, um relativo (que), que introduz oração adjetiva. Outros autores preferem entender que "Quem usa drogas" é o efetivo sujeito de experimenta. Esta nos parece a melhor solução.

OBJETIVAS DIRETAS As orações subordinadas substantivas objetivas diretas atuam como objeto direto do verbo da oração principal: Nas frases interrogativas indiretas, as orações subordinadas substantivas objetivas diretas podem ser introduzidas pela conjunção subordinativa integrante se e por pronomes ou advérbios interrogativos. Observe: Ninguém sabe / se ela aceitará a proposta. / como a máquina funciona. / onde fica o teatro. / quanto custa o remédio. / quando entra em vigor a nova lei. / qual é o assunto da Com os verbos deixar, mandar, fazer (chamados auxiliares causativos) e ver, sentir, ouvir, perceber (chamados auxiliares sensitivos) ocorre um tipo interessante de oração subordinada substantiva objetiva direta reduzida de infinitivo. Observe: Mandei-os sair.

Nesses casos, as orações destacadas são todas objetivas diretas reduzidas de infinitivo. E, o que é mais interessante, os pronomes oblíquos atuam todos como sujeitos dos infinitivos verbais. Essa é a única situação da língua portuguesa em que um pronome oblíquo pode atuar como sujeito. Para perceber melhor o que ocorre, convém transformar as orações reduzidas em orações desenvolvidas: Nas orações desenvolvidas, os pronomes oblíquos foram substituídos pelas formas retas correspondentes. É fácil perceber agora que se trata, efetivamente, dos sujeitos das formas verbais das orações subordinadas.

OBJETIVAS INDIRETAS As orações subordinadas substantivas objetivas indiretas atuam como objeto indireto do verbo da oração principal: Lembre-se de comprar todos os remédios.

COMPLETIVAS NOMINAIS As orações subordinadas substantivas completivas nominais atuam como complemento de um nome da oração principal: Observe que as objetivas indiretas integram o sentido de um verbo, enquanto as completivas nominais integram o sentido de um nome. Para distinguir uma da outra, é necessário levar em conta o termo complementado. Essa é, aliás, a diferença entre o objeto indireto e o complemento nominal: o primeiro complementa um verbo; o segundo, um nome. Nos exemplos dados acima, as orações subordinadas complementam o nome impressão.

PREDICATIVAS As orações subordinadas substantivas predicativas atuam como predicativo do sujeito da oração principal: Nosso desejo era encontrares o teu caminho.

APOSITIVAS As orações subordinadas substantivas apositivas atuam como aposto de um termo da oração principal: Só resta uma alternativa: encontrar o remédio.

- nota da ledora: quadro de destaque na página: OBSERVAÇÃO: Num período composto, [e normal que um conjunto de orações subordinadas substantivas crie uma unidade sintática e semântica. Verifique o que ocorre no seguinte período: É fundamental que você demonstre que é favorável a queo o contratem .

Qual o sujeito da forma verbal é? Responder a essa pergunta equivale a dizer o que é fundamental para quem fez a afirmação contida na frase. E a resposta é longa: "que você demonstre que é favorável a que o contratem"- afinal, é isso que é fundamental para quem fez a afirmação. Como classificar o bloco? Na verdade o bloo todo funciona como sujeito da forma verbal é, mas não pode dizer que tudo isso seja uma oração subordinada substantiva subjetiva, já que há no trecho tres orações. Deve-se dizer que o núcleo do sujeito da forma verbal é é a oração " que você demonstre", cujo verbo (demonstre ) é transitivodireto; seu objeto direto é " que é favorável a que o contratem ", cujo núcleo é " que é favorável ". O nome favorável, por sua vez, é complementado pela oração " a que o contratem ", oração subordinada substantiva completiva nominal.

Você pode achar isso tudo meio complicado, mas é necessário ver a fundo como rações subordinadas substantivas podem constituir unidades sintático-semânticas. - fim do quadro.

ATIVIDADES 1. Transforme os termos destacados nos períodos seguintes em orações subordinadas substantivas. Depois, compare a frase original com a frase que você obteve, g) Lamento (vosso pouco interesse pelo projeto).

2. Classifique as orações subordinadas substantivas destacadas nos períodos seguintes. h) Faço uma afirmação : (que o país necessita da reforma agrária).

3. Observe atentamente os dois períodos compostos seguintes e indique a diferença de Diga que você me quer.

A pontuação dos períodos compostos em que surgem orações subordinadas substantivas segue os mesmos princípios que se adotam no período simples para as funções sintáticas a que essas orações equivalem: - A vírgula não deve separar da oração principal as orações subjetivas, objetivas diretas, objetivas indiretas, completivas nominais e predicativas - afinal, sujeitos, complementos verbais e nominais não são separados por vírgula dos termos a que se ligam. O mesmo - A oração subordinada substantiva apositiva deve ser separada da oração principal por vírgula ou doís-pontos, exatamente como ocorre com o aposto: Imponho-lhe apenas uma tarefa: que administre bem o dinheiro público.

- nota da ledora: - quatro quadrinhos, na página : os quadrinhos, não teem em seus desenhos nada que justifiquem o diálogo que se seguirá, talvez porisso o título dos quadrinhos seja Intuindo. No primeiro quadro aparece um coração, em uma tela e a seguinte mensagem: no meio do amor ele pergunta:- você acha que eu tenho pouco músculo? - segundo quadrinho: um disco voador no espaço, cheio de ET: - ela responde que não e pergunta, no terceito quadrinho, que parece ser uma chaleira no fogo: - você acha que eu sou pelancuda?, no quarto quadrinho tem o desenho de um rolo de papel, aparentemente higiênico, e: - ele responde que não.

Em todos os quadrinhos acima, temos orações subordinadas substantivas objetivas diretas. Todas, estão corretamente pontuadas: não há vírgulas separando-as das respectivas orações principais.

- nota da ledora: quadrinho representando uma cidade espacial e o seguinte texto: - E Para concluir, a pontuação se mantém corretíssima nas duas substantivas finais: a objetiva direta e a predicativa.

ATIVIDADES Pontue adequadamente as frases seguintes. Leve em conta a possibilidade de não usar a) Sempre me pede que o auxilie que interceda em seu favor que faça as coisas por ele. b) Não duvido de que tudo possa ser resolvido por um simples aperto de mão. c) Em sua canção "Imagine" Lennon manifestava um sonho que a humanidade d) Não surpreende constatar que muitos brasileiros ainda imaginam ser possível resolver e) "Existirmos a que será que se destina?" g) Não existe a menor possibilidade de que ele se interesse pelos problemas das classes h) Informamos a todos os interessados que José Joaquim Xavier Sampaio de Andrade é funcionário da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos desde 1988.

TEXTOS PARA ANÁLISE Democracia e desamor Sao Paulo Sábado à tarde, Caracas, Venezuela: o taxista que me leva do aeroporto ao hotel faz um veemente discurso contra a democracia. Chega ao ponto de responsabilizar o sistema democrático pelo contraste entre a imensa riqueza petrolífera do país e a miséria de uma fatia ponderável da população (50% dos venezuelanos vivem hoje Domingo de manhã, Caracas: saio para comprar jornais e, no semáforo da esquina, uma mulher, cuja roupa denuncia ser ela de classe média baixa, desanda a falar mal dos militares golpistas. Imagino que vá me fazer recuperar a fé no vigor do sentimento democrático dos venezuelanos. Engano. Ela critica nos rebeldes não o fato de terem tentado um golpe, mas o de terem se rendido. "Faltam 'huevos' a esse pessoal", diz, Os puristas dirão que a amostragem é insuficiente, o que é verdade, mas persiste o fato de que, nas ruas de Caracas, a democracia encontra raros defensores. É desolador verificar que a democracia se tornou um ente mal-amado justamente no raro momento da história latino-americana em que vigora na grande maioria dos países do Desolador, injustificável, mas compreensível. Enquanto o taxista fala mal da democracia, o carro serpenteia pelos morros de Caracas, nos quais se pendura um crescente número de "ranchitos", versão venezuelana (melhorada) das favelas brasileiras, olhando para os arranha-céus lá embaixo, que simbolizam a opulência da Venezuela chamada "saudita", formando um contraste tão formidável como o que existe A verdade é que a América Latina dos anos 80-90 acabou dando razão póstuma aos marxistas quando diziam que a democracia era uma coisa formal (ou burguesa). Com ela, pode-se votar e ser votado, tem-se todo o direito de reunião e de expressão e todas Falta demonstrar que a democracia é também capaz de permitir que as massas de marginalizados melhorem de vida. Sem essa prova, ela será cada vez mais mal-amada. (ROSSI, Clóvis,. ln: FoIha de S. Paulo, 2 dez. 1992.)

TRABALHANDO O TEXTO 1. Aponte as orações subordinadas substantivas desenvolvidas presentes no segundo 2. "É desolador verificar que a democracia se tornou um ente mal-amado..." c) A passagem "É desolador" exprime juízo de valor do autor do texto sobre o fato 3. "A verdade é que a América Latina dos anos 80-90 acabou dando razão póstuma aos marxistas..." "Falta demonstrar que a democracia é também capaz de permitir que as massas de marginalizados melhorem de vida." c) Qual o objeto direto de demonstrar?

f) Qual a importância das expressões "A verdade é" e "Falta demonstrar" para a argumentação desenvolvida no texto?

4. O texto evidencia a relação entre os períodos compostos que participam das orações subordinadas substantivas e os textos dissertativos? Comente.

Velho, só se for com gelo Sao Paulo - Foi do dia para a noite. Assim mesmo, um estalo repentino. Súbito, o país descobriu que tem velhos. Ou, por outra, lembrou-se de que os havia esquecido em Há os que, acometidos por variados tipos de moléstias, da esclerose ao câncer, morrem, suprema ironia, de mortes tão simples quanto banais. Ora a diarréia, ora a desnutrição. No filme de terror que estamos exibindo ao mundo nos últimos meses, o Brasil muda Há poucos dias, tinha a cara dos mortos de Caruaru. Ganhou na cena seguinte a Agora, o país tem a cara dos velhos da Santa Genoveva (que nome para uma casa de horrores!). E o que há por trás dessa nova cara? Já se disse que há escassez de verbas para a Saúde. Já se afirmou também que há pilantragem dos donos da clínica. Mas faltou dizer o principal. Sim, faltou o essencial. Por trás de mais essa face triste de Vivemos sob o ritmo da novidade, no embalo da pressa. Encontramos tempo para falar no celular, para ver a novela compacta da Globo, até para reformar uma Constituição E não se imagine que a chaga do abandono atazana apenas os velhos de famílias pobres ou remediadas. Não, não. Também o velhote de família rica oscila, feito alma penada, entre a amargura e o abandono. A diferença é que, em vez de ser depositado nos corredores de uma clínica com nome de santa, ganha a companhia remunerada de No Brasil de hoje, embriagado com tantos problemas sociais, o único velho que tem o seu valor reconhecido é o escocês de 12 anos. Os outros, ah, os outros. Ou jazem (SOUZA, Josias de. In: Folha de S.PauIo, 10 jun. 1996.) 1. Qual é o objeto direto de descobriu (primeiro parágrafo)?

5. Classifique a oração "que a chaga do abandono atazana apenas os velhos de famílias pobres ou remediadas" (oitavo parágrafo).

7. O texto fala que o Brasil está "embriagado com tantos problemas sociais" e que "o único velho que tem o seu valor reconhecido é o escocês de 12 anos". Que velho é esse? Comente, não deixando de relacionar esse velho com o termo (embriagado) e com o título do texto.

QUESTÕES E TESTES DE VESTIBULARES 1 (PUCSP) Em: "Considerei, por fim, (que assim é o amor)..." a oração destacada tem, em relação à oração não destacada: e) valor de adjetivo e função sintática de adjunto adnominal.

2 (FEBASP) "Se para os clássicos a realidade era clássica, para os românticos, romântica, supra-real para os surrealistas, econômica para os engajados para Duras a realidade é subjetiva e fragmentada. Assim ela se liberta da necessidade de contar histórias e de uma certa concepção balzaquiana de romance, que é a concepção que vigora ainda em muitas praças e que, feliz ou infelizmente, tem mais livre curso." (O Estado de S. Paulo) Considere o seguinte trecho: "Se para os clássicos a realidade era clássica, para os românticos, romântica, supra-real para os surrealistas, econômica para os engajados - para Duras a realidade é subjetiva ? " No período acima há: b)um período simples de duas orações, pois são orações independentes entre si. c) um período composto de cinco orações, embora haja apenas dois verbos; os outros d) um período composto de duas orações: uma condicional e uma coordenada assindética.

3 (FUVEST-SP) "Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou." (Rubem Braga) A oração a que pertence o verbo encantar é introduzida pela conjunção mas, que a torna coordenada; por outro lado, o pronome relativo que faz dela uma subordinada. Como você pode explicar essa dualidade?

4 (VUNESP) "A conclusão é a de que mais vale um pássaro na mão do que nenhum." a) Como se poderia analisar sintaticamente a oração em que ocorre o verbo vale? b) Descomplique o período acima, alterando-o de modo a evitar o uso do pronome a.

a) subordinada substantiva objetiva indireta, subordinada substantiva objetiva direta. b) subordinada substantiva predicativa, subordinada substantiva objetiva direta. c) subordinada substantiva objetiva direta, subordinada substantiva completiva nominal. d) subordinada substantiva objetiva direta, subordinada substantiva objetiva indireta. e) subordinada substantiva subjetiva, subordinada substantiva predicativa.

6 (FEBASP) "Seria temerário afirmar que a melhor arte de São Paulo está hoje nos muros - cheios de grafites - e não na Bienal de Arte do Ibirapuera. Seria discutível dizer que os artistas mais expressivos não estão nas galerias de arte da cidade - e sim exatamente nos mesmos muros enfeitados com os grafites... É bom, no entanto, não confundir grafite com pichação! Pichação, diriam todos, é tudo aquilo que emporcalha a cidade, do nome do político impresso na parede à piada de mau gosto ou à declaração de amor..." (Revista Veja) Dos períodos retirados do texto, qual é aquele que não tem oração subordinada a) "Seria temerário afirmar que a melhor arte de São Paulo está hoje nos muros cheios de grafite..." b) "Pichação, diriam todos, é tudo aquilo que emporcalha a cidade, do nome do político impresso na parede à piada de mau gosto ou à declaração de amor..." c) "Seria discutível dizer que os artistas mais expressivos não estão nas galerias de arte da cidade e sim exatamente nos muros enfeitados com grafite..." d) "É bom, no entanto, não confundir grafite com pichação..." 7 (UFRS) Substituir a oração destacada por um nome de sentido equivalente, efetuando a) Não importou, na época, (que os inimigos de Nostradamus aprovassem ou não seus b) Notou-se perfeitamente (que a sua atitude foi audaz).

8 (UNIMEP-SP) Quatro alternativas a seguir contêm orações destacadas que desempenham a mesma função. Assinale a alternativa que contém a oração que não e) Seria necessário (a inflação parar de subir).

"Espantava-me (que um rato tivesse sido o meu contraponto)." 10 (UEL-PR) Ninguém mais acreditava que ainda houvesse meios de salvá-lo. Há, no período acima: e) uma oração subordinada objetiva indireta.

são todas subjetivas, exceto: 12 (UNICAMP-SP) Os computadores facilitam a reelaboração de textos, pois permitem, entre outras coisas, incluir e apagar trechos. A introdução dessa tecnologia na composição de jornais começou a produzir um tipo especial de erro, devido provavelmente ao fato de que o autor se esquece de eliminar partes de versões anteriores, após introduzir modificações. No trecho abaixo, por exemplo, há duas expressões de sentido equivalente, uma das quais deveria ter sido eliminada: "Isso porque não é necessário que nesse estágio o Planalto não precisa ainda apresentar sua defesa." (Folha de S. Paulo, 5 set. 1992.) a) Identifique as expressões de sentido b) Reescreva o trecho de duas maneiras, utilizando, a cada vez, apenas uma das expressões que você identificou.

"É evidente (que ele não sabe)." 14 (FCMSCSP) A palavra se é conjunção subordinativa integrante (introduzindo oração e) Não sei se o vinho está bom.

15 (PUCSP) Assinale a alternativa cuja oração subordinada é substantiva predicativa. e) n.d.a.

16 (PUCSP) Nos trechos "... não é impossível que a notícia da morte me deixasse alguma tranquilidade, alívio, e um ou dois minutos de prazer" e "Digo-vos que as lágrimas eram verdadeiras", a palavra que está introduzindo, respectivamente, orações: a) subordinada substantiva subjetiva, subordinada substantiva objetiva direta. b) subordinada substantiva objetiva direta, subordinada substantiva objetiva direta. c) subordinada substantiva subjetiva, subordinada substantiva subjetiva. d) subordinada substantiva completiva nominal, subordinada adjetiva explicativa. e) subordinada adjetiva explicativa, subordinada substantiva predicativa.

b) substantiva predicativa, índice de indeterminação do sujeito c) relativa, pronome reflexivo d) substantiva subjetiva, partícula apassivadora e) adverbial consecutiva, índice de indeterminação do sujeito 18 (FAAP-SP) Substitua por substantivos as orações destacadas, fazendo as adaptações Desejo (que vocês viajem bem e descansem bastante).

19 (FAAP-SP) "Assim nos encontrou nesta contemplação de Zé Brás, com o doce aviso (de que estava na mesa a ceiazinha)." A oração destacada é: e) predicativa.

20 (ACAFE-SC) No período: "Não me parece bonito (que o nosso Bentinho ande metido nos cantos com a filha do Tartaruga..."), a oração destacada é: e) subordinada substantiva predicativa.

21 (PUCC-SP) Assinale o período em que a oração destacada é substantiva apositiva. b) A rua (onde moras) é muito movimentada e) n.d.a.

"?(fui dizer) à minha mãe que a escrava é que estragara o doce..." 23 (FUVEST-SP) Dos termos destacados nas orações que seguem, diga qual deles tem função sintática idêntica a "Ser objeto do ódio daquele homem" em "Tornara-se a) "Não seria conveniente (tramar toda aquela história)." b) "Dizia (ser ele homem de moral forte)." c) "O pretexto era (sair daquele lugar incômodo)." 24 (UNIMAR-SP) A seguir estão exemplificadas três orações reduzidas de infinitivo: II. Deus o livre de ser logrado, ainda mais pela sogra! III. "Por ser da minha terra é que sou nobre, por ser da minha gente é que sou rico." Entre elas, também é substantiva: c) a III apenas.

b) Na hora de dormir foi que senti de verdade a ausência (de minha mãe). c) Pela minha cabeça passavam, às pressas e truncados, (os sucessos do dia). f) Sempre que perguntava a minha mãe (por que não me levava para o engenho), ela se desculpava com o emprego de meu pai.

CAPÍTULO 23 ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS - nota da ledora: propaganda do jornal O Estadão, texto: - Sua última redação que fez sucesso foi "Minhas férias na Fazenda? " - ao lado, a foto de uma vaca e a seguinte - fim da nota.

Uma oração adjetiva nada mais é do que um adjetivo em forma de oração. Assim como é possível dizer "redação bem sucedida", em que o substantivo redação é caracterizado pelo adjetivo bem-sucedida, é possível dizer também "redação que fez sucesso", em que a oração "que fez sucesso" exerce exatamente o mesmo papel do adjetivo bem-sucedida, ou seja, caracteriza o substantivo redação.

1 ESTRUTURA DAS ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS Como você já viu, as orações subordinadas adjetivas têm esse nome porque equivalem a um adjetivo. Em termos sintáticos, essas orações exercem a função que normalmente cabe a um adjetivo, a de adjunto adnominal. Observe: Comparando esses períodos, é fácil perceber que a oração "que mente" e a palavra mentirosa são morfossintaticamente equivalentes: têm papel morfológico de adjetivo e função sintática de adjunto adnominal do substantivo gente, que é núcleo do objeto direto da forma verbal suporto. "Que mente" e, portanto, uma oração subordinada adjetiva.

A conexão entre oração subordinada adjetiva e o termo da oração principal que ela modifica é feita, no caso, pelo pronome relativo que. Vale relembrar um recurso didático largamente empregado - e já estudado neste livro, no capítulo destinado aos pronomes - para reconhecer o pronome relativo que: ele sempre pode ser substituído por o/a qual, os/as quais. "Gente que mente" equivale a "gente a qual mente"; "aluno estudioso" equivale a "aluno o qual estuda".

Convém lembrar também que é fundamental diferenciar o relativo que da conjunção integrante que, que introduz uma oração subordinada substantiva. Observe: "Diga às pessoas que me procurarem que estarei aqui depois do almoço".

O primeiro que é pronome relativo (que = as quais). A oração "que me procurarem", que caracteriza o substantivo pessoas, é adjetiva. O segundo que, que não pode ser substituido por nenhum outro termo, é conjunção integrante. A oração "que estarei aqui depois do almoço"é subordinada substantiva objetiva direta, já que funciona como Além de conectar (ou relacionar, daí o nome relativo) duas orações, o pronome relativo desempenha uma função sintática na oração subordinada: ocupa o papel que seria exercido pelo termo que o antecede. Observe: É preciso comer alimentos. Esses alimentos não devem fazer mal à saúde. É preciso No primeiro caso, há dois períodos simples. No primeiro período, o substantivo alimentos exerce a função sintática de objeto direto de comer; no segundo, é núcleo do sujeito da locução verbal devem fazer. Quando os dois períodos simples são unidos num período composto, o substantivo alimentos deixa de ser repetido: em seu lugar, exercendo a função de sujeito da forma verbal façam, surge o pronome relativo que. Note que, para os dois períodos se unirem num período composto, foi preciso alterar o modo verbal da segunda oração.

Não é só o pronome relativo que que desempenha função sintática. Aos demais relativos (quem, o qual, a qual, os quais, as quais, cujo, cuja, cujos, cujas, onde, quanto, quando, como, ja estudamos no capítulo destinado aos pronomes) também se aplica o mesmo raciocínio. Ainda neste capítulo, você verá as funções sintáticas desses relativos. Quando são introduzidas por um pronome relativo e apresentam verbo no modo indicativo ou subjuntivo, as orações subordinadas adjetivas são chamadas desenvolvidas. Além delas, existem as orações subordinadas adjetivas reduzidas, que não são introduzidas por pronome relativo (podem ser introduzidas por preposição) e apresentam o verbo numa das formas nominais (infinitivo, gerúndio ou particípio). Observe: No primeiro período, há uma oração subordinada adjetiva desenvolvida, já que é introduzida pelo pronome relativo que e apresenta verbo conjugado no pretérito perfeito do indicativo. No segundo, há uma oração subordinada adjetiva reduzida de infinitivo: não há pronome relativo e seu verbo está no infinitivo.

ATIVIDADE Reescreva as frases seguintes, substituindo os termos destacados por orações subordinadas que exerçam as mesmas funções sintáticas. Depois, comente as diferenças entre as frases originais e as que você obteve, considerando dados como clareza, síntese, b) Em todas as discussões, sempre apresenta argumentos (indesmentíveis). c) Os italianos, (notáveis bebedores de vinho e comedores de pizza), negam-se a permitir a descaracterização de seus hábitos alimentares.

d) O país, (grande exportador de matérias-primas), enfrenta uma crise econômica e) O pais, grande exportador de matérias-primas, enfrenta uma crise econômica (interminável).

2 ASPECTOS SEMÂNTICOS: ORAÇÕES RESTRITIVAS E EXPLICATIVAS Na relação que estabelecem com o termo que caracterizam, as orações subordinadas adjetivas podem atuar de duas maneiras diversas. Há aquelas que restringem o sentido do termo antecedente, individualizando-o - são as chamadas subordinadas adjetivas restritivas - e aquelas que realçam um detalhe ou amplificam dados sobre o antecedente, que já se encontra suficientemente definido - são as subordinadas adjetivas explicativas. Observe: jamais teria chegado aqui, não fosse a gentileza de um homem que passava naquele No primeiro período, a oração "que passava naquele momento" restringe e particulariza o sentido da palavra homem: trata-se de um homem específico, único, que se caracteriza, no caso, por estar passando por um determinado lugar num determinado momento. A oração, na verdade, limita o universo de homens, isto é, não se refere a todos os homens. E, portanto, uma oração subordinada adjetiva restritiva. No segundo período, a oração "que se considera racional" não tem sentido restritivo em relação à palavra homem: na verdade, essa oração apenas explicita uma idéia que já sabemos estar contida no conceito de homem. A oração não faz referência a um determinado homem, e sim ao conjunto de homens, a todos os homens, a qualquer homem. Trata-se, Se você ler atentamente em voz alta os dois períodos acima, vai perceber que a oração subordinada adjetiva explicativa é separada da oração principal por uma pausa, que, na escrita, é representada pela vírgula. É comum, por isso, que a pontuação seja indicada como forma de diferenciar as orações explicativas das restritivas: de fato, as explicativas vêm sempre isoladas por vírgulas; as restritivas, não. Essa diferença é facilmente perceptível quando se está diante de um período escrito por outrem; no entanto, quando é preciso redigi-lo, é necessário levar em conta as diferenças de significado que as orações restritivas e as explicativas implicam (afinal, é quem está escrevendo que vai ter de colocar as vírgulas nesse caso!). Em muitos casos, a oração subordinada adjetiva será explicativa ou restritiva de acordo com o que se pretende dizer. Observe: No primeiro período, é possível afirmar com segurança que a pessoa que fala ou escreve tem, no mínimo, dois irmãos, um que mora em Roma e um que mora em outro lugar. A palavra irmão, no caso, precisa ter seu sentido limitado, ou seja, é preciso restringir seu universo. Para isso se usa uma oração subordinada adjetiva restritiva. No segundo período, é possível afirmar com segurança que a pessoa que fala ou escreve tem apenas um irmão, o qual mora em Roma. A informação de que o irmão mora em Roma não é uma particularidade, ou seja, não é um elemento identificador, diferenciador, e sim um detalhe que se quer realçar.

O país que não trata a educação como prioridade não pode fazer parte do rol das nações O país, que não trata a educação como prioridade, não pode fazer parte do rol das nações civilizadas.

No primeiro período, faz-se uma afirmação de caráter genérico, irrestrito, que se aplica Restringindo a palavra país, a oração subordinada adjetiva restritiva limita, particulariza seu sentido, tornando-a aplicável a determinado grupo de países. No segundo período, faz-se referência a um pais cuja situação é bem conhecida por quem fala e por quem ouve. No caso, a informação de que ele não trata a educação como prioridade é considerada um fato notório, a que se quer dar destaque.

No primeiro período, está-se afirmando que apenas alguns homens aqueles que não têm princípios sólidos são corruptíveis. O termo homens tem seu sentido particularizado, limitado pela oração subordinada adjetiva restritiva ("cujos princípios não são sólidos", introduzida pelo relativo cujos). No segundo período, faz-se uma afirmação de caráter genérico: todos os homens de um determinado universo (um clube, um partido político, uma escola, uma cidade, um país ou até mesmo o planeta todo) são corruptíveis, porque se considera a falta de solidez dos princípios uma característica comum a todo e qualquer homem de um determinado conjunto, que, como já foi dito, pode até ser o planeta todo. A oração subordinada adjetiva é, nesse caso, explicativa.

No primeiro período, afirma-se que a empresa tem mais de duzentos funcionários, dos quais duzentos moram em Guaratinguetá. A oração "que moram em Cuaratinguetá" limita, restringe o sentido da palavra funcionários. É subordinada adjetiva restritiva. No segundo período, afirma-se que a empresa tem exatamente duzentos funcionários e que todos, absolutamente todos, moram em Guaratinguetá. A oração subordinada adjetiva é explicativa.

ATIVIDADE Leia atentamente as frases de cada um dos pares seguintes e explique as diferenças de b) Esta comprovada a participação dos policiais, cujos nomes tinham sido encontrados Está comprovada a participação dos policiais cujos nomes tinham sido encontrados na c) Os jogadores, de quem se esperava no mínimo amor à camisa, simplesmente andaram Os jogadores de quem se esperava no mínimo amor à camisa simplesmente andaram em campo.

d) A Cetesb enviará fiscais às cidades do litoral onde a poluição das praias é alarmante. A Cetesb enviará fiscais às cidades do litoral, onde a poluição das praias é alarmante.

3 PRONOMES RELATIVOS: USOS E FUNÇÕES QUE Você já viu neste livro, no capítulo destinado aos pronomes, que, por seu largo emprego, o relativo que é considerado relativo universal. Esse pronome pode ser usado Sintaticamente, o relativo que pode desempenhar várias funções: b) objeto direto: "Bebi o café que eu mesmo preparei". (Manuel Bandeira) c) objeto indireto: "Alegria, alegria" é uma das músicas de que mais gosto. d) complemento nominal: As teses a que me mantenho fiel são muito polêmicas. e) predicativo: O pessimista que eu era deu lugar a um insuportável sonhador. f) agente da passiva: As teses por que você foi seduzido são puro delírio. g) adjunto adverbial (no caso, de lugar): A cidade em que nasci fica no Vale do Paraíba.

Pelos exemplos acima, percebe-se que o pronome relativo deve ser precedido da preposição apropriada a cada função que exerce. E o caso do objeto indireto (gostar de algo), do complemento nominal (fiel a algo), do agente da passiva (ser seduzido por alguém ou algo) e do adjunto adverbial de lugar (nascer em algum lugar). Na língua escrita formal, a omissão da preposição nesses casos é considerada erro.

- nota da ledora: propaganda da TVA, televisão à cabo, apresentando na foto, um casal sentado no sofá, o homem dormindo e a mulher assistindo televisão, entediada. Texto: - - fim da nota.

QUEM Como você já sabe, o pronome quem refere-se a pessoa ou a coisa personificada, no singular ou no plural. É sempre precedido de preposição, podendo exercer diversas funções sintáticas: a) objeto direto preposicionado: Drummond, a quem admiro muito, influenciou-me c) complemento nominal: Este é o jogador a quem sempre faço referência. d) agente da passiva: O médico por quem fomos assistidos é um dos mais renomados e) adjunto adverbial (no caso, de companhia): A mulher com quem ele mora é grega.

O QUAL, OS QUAIS, A QUAL, AS QUAIS O qual, a qual, os quais e as quais são usados com referência a pessoa ou coisa. Desempenham as mesmas funções que o pronome que; seu uso, entretanto, é bem menos frequente. Observe dois exemplos: a) sujeito: Conhecemos uma das irmãs de Pedro, a qual trabalha na Alemanha.

Neste caso, o relativo a qual evita ambiguidade. Se fosse usado o relativo que, não seria b) adjunto adverbial: Não deixo de cuidar da grama, sobre a qual as vezes gosto de um A preposição sobre, dissilábica, tende a exigir o relativo sob as formas o/a qual, os/as quais, rejeitando a forma que.

CUJO, CUJA, CUJOS, CUJAS Cujo e suas flexões equivalem a de que, do qual (ou suas flexões da qual, dos quais, das quais), de quem. Estabelecem normalmente relação de posse entre o antecedente e o termo que especificam, atuando na maior parte das vezes como adjunto adnominal e em a) adjunto adnominal: Não consigo conviver com pessoas cujas aspirações sejam essencialmente materiais. (Não consigo conviver com pessoas / As aspirações dessas pessoas são essencialmente materiais) b) complemento nominal: O livro, cuja leitura agradou muito aos alunos, trata dos tristes anos da ditadura. (cuja leitura = a leitura do livro) No português falado no Brasil, esse pronome tem uso restrito às situações formais. Mesmo as pessoas de maior grau de escolaridade têm dificuldades para empregá-lo, optando por construções como: ou Essas construções são normais na língua falada informal, mas devem ser evitadas no padrão culto da língua. Em seu lugar, deve-se usar: Observe que é erro grosseiro o emprego de artigo definido depois do pronome cujo. São erradas construções como "A mulher cuja a casa foi invadida..." ou "O garoto, cujo o tio é professor..."; basta dizer /cuja casa" ou "cujo tio".

ONDE Onde só é pronome relativo quando equivale a em que. Quando se diz "Onde você nasceu?", não é possível pensar em pronome relativo; afinal, o período é simples, e você sabe que o pronome relativo só aparece no período composto, para substituir numa oração subordinada um termo da oração principal. No caso, onde é advérbio Quando pronome relativo, onde só pode ser usado na indicação de lugar, atuando sintaticamente como adjunto adverbial de lugar: A cidade onde nasci fica no Vale do Paraíba.

- nota da ledora: propaganda da camionete Pajero, em paisagem semelhante a Chapada dos Guimarães, região de grande beleza rústica, com o seguinte texto:- Ideal num país - fim da nota.

Onde substitui o termo um país e desempenha na oração subordinada adjetiva a função Onde substitui o termo um país e desempenha na oração subordinada adjetiva afunção sintatica de adjunto adverbial de lugar.

Há uma forte tendência, na língua portuguesa atual, em usar onde como relativo universal, um verdadeiro cola-tudo. Esse uso curiosamente tende a ocorrer quando um falante de desempenho lingüistico pouco eficiente procura "falar dífícil". Surgem então frases como: Vai ser um jogo muito díficil, muito disputado, onde nós vamos tentar conseguir mais Vivemos uma época muito difícil, onde a violência gratuita é dominante. A economia está em franco processo de recessão, os salários estão congelados, onde a Na língua culta, escrita ou falada, onde deve ser limitado aos casos em que há indicação de lugar físico, espacial. Quando não houver essa indicação, deve-se preferir em que, no qual (e suas flexões na qual, nos quais, nas quais) e, nos casos da idéia de causa / efeito ou de conclusão, portanto: Vivemos uma época muito difícil, em que (na qual) a violência gratuita impera. A economia está em franco processo de recessão, os salários estão congelados, portanto (por isso) a classe média não pode mais comprar como antes.

QUANTO, COMO, QUANDO Quanto, quantos e quantas são pronomes relativos quando seguem os pronomes indefinidos tudo, todos ou todas. Atuam principalmente como sujeito e objeto direto. Como e quando exprimem noções de modo e tempo, respectivamente; atuam, portanto, como adjuntos adverbiais de modo e de tempo: É a hora quando o sol começa a deitar-se.

ATIVIDADES 1. Em cada item abaixo, você encontrará duas orações que deverão ser transformadas num único período composto. Para isso, você deverá usar o pronome relativo adequado e em alguns casos, fazer outras modificações. c) Boa parte da classe média brasileira tem comportamento extremamente violento. No Brasil, existe a pior distribuição de renda do planeta.

2. Substitua os asteriscos pela preposição adequada para que as frases sejam consideradas apropriadas ao padrão culto da língua portuguesa. Pode haver casos em a) Esses problemas, ( ) cujas causas conhecemos muito bem, podem ser facilmente resolvidos.

c) Esses amigos, ( ) os quais sempre envio cartões quando viajo, nunca retribuem e) Faz muito tempo que não vou à cidade ( ) onde costumava passar as férias. m) O transporte ferroviário é uma alternativa inteligente, ( ) que sempre se esquecem os n) Ele perdeu a chave da porta ( ) onde costumava entrar.

3. Os períodos seguintes são típicos da linguagem falada informal. Reescreva-os, a) É um grave problema que a solução não se consegue num passe de mágica. c) O delegado suspeita de vários funcionários, que os nomes ele prefere manter em e) Estudei muito, dediquei-me de corpo e alma, onde acho que vou conseguir a vaga. g) É um remédio que os efeitos colaterais só aparecem depois de alguns anos.

4. As frases seguintes são ambíguas, truncadas, confusas ou não têm sentido. Proponha novas formas de redigi-las a fim de evitar os problemas verificados. a) Expus minhas sugestões à comissão de desenvolvimento tecnológico, que permitirá b) O professor está interessado em defender todas as teses dos grupos ambientalistas, c) Um médico abriu um consultório no bairro, que atende todas as tardes. d) O time contratou um grande craque, que há muitos anos não ganha um título. e) Estão procurando o assessor do governador em cujo carro o governador sofreu o f) Viajou para o Rio de Janeiro Joana de França onde ficará hospedada no Palácio do g) Está fazendo sucesso com sua nova escolinha o jogador Arturzinho, que fica no bairro da Lapa.

isoladas por vírgulas. Convém lembrar que o papel restritivo ou explicativo da oração depende muitas vezes do significado que se quer dar ao que se afirma: O país cuja distribuição de renda é indecente não tem perspectiva de civilizar-se. O país, cuja distribuição de renda é indecente, não tem perspectiva de civilizar-se. Na primeira frase, a oração adjetiva restritiva é empregada para delimitar o sentido da palavra país. A falta de perspectiva de civilizar-se aplica-se apenas àqueles países que têm renda concentrada e mal distribuída. Na segunda, a oração adjetiva explicativa torna explícito um dado já aceito como inerente a um país que já tinha sido citado.

- nota da ledora: quadrinho de desenho: em um barco, médico diz pra pescador, com caniço: - olha o paciente que tem minhoca na cabeça não veio ! - fim da nota.

Para azar do pescador, faltou justamente o paciente mais precioso Este é caracterizado pelo psicanalista numa oração adjetiva restritiva ("que tem minhoca na cabeça") É muito comum o emprego de uma vírgula depois de orações subordinadas adjetivas restritivas muito longas, principalmente quando o verbo dessa oração subordinada e o verbo da oração principal são contíguos, ou seja, estão lado a lado: Muitas das estradas com que generais megalomaníacos, tecnocratas alucinados e Observe que a vírgula que aparece entre locupletaram e estão separa o sujeito do predicado. Seu emprego, consagrado como recurso de clareza, na verdade não condiz com o papel básico que cabe à pontuação, o de organizador das relações lógicas e dos significados. Estruturalmente, essa vírgula é inútil.

ATIVIDADES 1. Pontue adequadamente os períodos seguintes. Lembre-se de que, em alguns casos, a) A medicina que estuda a prevenção e a cura de doenças tem tido notável b) Entre 1955 e 1976, era muito comum fazer referências jocosas aos corintianos cujo f) Voltei à cidade onde nasci.

2. Explique a diferença de sentido entre as frases de cada um dos pares seguintes. a) Os professores do departamento de Botânica que pediram demissão não poderão ser Os professores do departamento de Botânica, que pediram demissão, não poderão ser b) As construtoras que não concluíram as obras estão obrigadas a devolver o dinheiro As construtoras, que não concluíram as obras, estão obrigadas a devolver o dinheiro aos clientes.

TEXTOS PARA ANÁLISE As crianças trabalhadoras Enxergar o trabalho infantil na TV com menos glamour atenuaria a mencantilização da infância A mão-de-obra infantil na TV cresce a cada dia, o que, parece, não incomoda ninguém. Embora já existam na opinião pública sinais de recusa à exploração do trabalho de crianças nas olarias, nas carvoarias ou na agricultura, a participação de atores mirins em propagandas, assim como nas novelas e nos filmes, não é encarada como trabalho. É como se fosse uma premiação. Qualquer mãe ficaria orgulhosa de ter o seu filhinho fazendo papel de mamífero numa campanha de leite. Ela dificilmente entenderia a coisa como um tipo de exploração injusta. Para o senso comum, estar na televisão é participar do estrelato, e no estrelato, acredita-se, não há relações trabalhistas. O fato é que o público aceita e aplaude os programas e as propagandas estrelados por crianças. Como essa que acaba de entrar no ar, de um automóvel. Um grupo de garotos em idade de freqüentar o jardim-de-infância troca suas impressões sobre os carros dos pais. O do meu pai é alemão, anuncia um, o do meu pai é japonês, emenda outro, e cada um vai contando sua vantagem. No final, um deles garante que o carro do pai reúne todas as nacionalidades, pois é um modelo mundial e, portanto, melhor que todos os outros. O automóvel surge na cena e todos os coleguinhas ficam embasbacados. Mas então quer dizer que alunos de jardim-de-infância funcionam para vender até produtos para consumidores adultos? Sim, os publicitários já sabem disso há tempos: crianças pesam, e muito, na decisão de compra dos adultos. Pais compram carros e outras mercadorias na esperança de comprar junto a admiração do filho. Quanto aos filhos, motivados pela TV, repercutem a propaganda dentro de casa: 'compra, paiê!'. É muito gracioso, espontâneo e bem dirigido o elenco da campanha do tal carro. Da mesma forma, são encantadores os protagonistas mirins dos comerciais de margarina, de sabão em pó, até de brinquedo. E provavelmente a aparição episódica em propagandas como essas não seja prejudicial à criança. Proibi-la seria uma violência absurda. Mas o telespectador e a sociedade não devem esquecer que se trata de um trabalho, que deve ser tratado e regulado enquanto tal. Enxergar esse tipo de trabalho com um pouco menos de glamour contribuiria bastante para atenuar essa consentida O maior poeta brasileiro sonhou com uma canção que pudesse acordar os homens e adormecer as crianças. Atualmente, o uso de meninos e meninas na TV faz o contrário: desperta (e instrumentaliza) o consumismo nas crianças para inebriar os adultos. (Bucci. Eagênio. ln: Veja, 26 mar. 1997.) Canção amiga Eu preparo uma canção em que minha mãe se reconheça, todas as mães se reconheçam, Caminho por uma rua Se não me vêem, eu vejo e saúdo velhos amigos.

Eu distribuo um segredo No jeito mais natural Minha vida, nossas vidas Aprendi novas palavras e tomei outras mais belas.

Eu preparo uma canção que faça acordar os homens (ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia Completa e prosa. Rio de Janeiro, Aguilar, 1973.) - nota da ledora: desenho de uma mulher, carregando um neném no colo, ilustrando o - fim da nota.

TRABALHANDO O TEXTO 1. Reescreva o título do primeiro texto, substituindo o adjetivo pela oração adjetiva equivalente.

2. No último parágrafo do primeiro texto, há uma oração subordinada adjetiva. e) Qual a função sintática desse que?

5. As três orações destacadas nas questões 2, 3 e 4 têm a mesma classificação. O que isso significa nos dois textos?

6. De acordo com o texto de Eugênio Bucci, o sonho do "maior poeta brasileiro" está se concretizando? Comente.

- nota da ledora: propaganda da margarina de milho, Milleto. Na foto, um casal de executivos, e o seguinte texto: - Fizemos Milleto para a dona de casa que também são - fim da nota.

TRABALHANDO O TEXTO SAÚDE 97,5% de culpa É o papel do fumo no câncer de pulmão Agora é definitivo. Uma pesquisa internacional coordenada pelo instituto francês de oncologia Gustave Roussy, abrangendo doze países, revelou que 97,5% dos casos de câncer do pulmão estão relacionados de alguma forma com o cigarro. O número quivale a dizer que apenas os fumantes ativos e passivos estão sujeitos a esse tipo de câncer. A pesquisa faz parte de um projeto científico internacional que busca novas formas de tratamento do câncer de pulmão e inclui, entre outros países, Brasil, Estados Unidos e Alemanha. No Brasil, a pesquisa foi feita pela Fundação Antonio Prudente, que mantém o Hospital do Câncer em São Paulo. Os números brasileiros seguem a média Os números mostraram que 95% dos pacientes com câncer pulmonar sao fumantes ativos. Dos 5% restantes, 2,5% são passivos, vítimas da fumaça dos outros. A porcentagem de pacientes que não fumam também é pequena demais - somente 2,5% - e "As toxinas do cigarro são determinantes no aparecimento do câncer de pulmão", diz Riad Younes, diretor clínico da Fundaçao Antonio Prudente. Estima-se que apareçam o mundo em média 600000 novos doentes por ano. A pesquisa do instituto Gustave Roussy, que apontou as causas da doença, também verificou a eficiência dos tratamentos à disposição daquelas pessoas. A constatação é que eles têm evoluído muito nas duas últimas décadas. Há novos produtos no mercado, menos agressivos e mais potentes, como a Carboplatina, por exemplo, que se tornaram fundamentais no tratamento quimioterápico do câncer pulmonar.

Associaçao benéfica - O maior avanço nessa área está, no entanto, numa nova combinação de dois velhos tratamentos, a quimioterapia e a radioterapia. Na primeira ase de testes, a associação dos dois aumentou as chances de cura em 20%. A radioterapia é o mais comum dos tratamentos, principalmente por ter uma ação localizada. Já a quimioterapia sempre foi mais usada em casos extremos, como os de metástase. Mas eles nunca tinham sido utilizados juntos antes, e muito menos como "A associação desses tratamentos possibilita a operação de tumores que, de tão grandes, não poderiam ser removidos", diz Sérgio Simon, oncologista do Hospital Albert Einstein. Agora, os tumores são reduzidos para depois ser operados. Na Fundação Antonio Prudente, sessenta voluntários participaram dos estudos sobre a eficiência desse novo tratamento, que vem apresentando bons resultados. Mas os 97,5% da pesquisa mostram, de uma vez por todas, que o melhor remédio para não ter câncer do pulmão é simplesmente apagar o cigarro - e repelir quem espalha fumaça para os outros. (Veja, 11 out. 1995.)

câncer do pulmão estÃo relacionados de alguma lorma com o cigarro" e"... (que) busca novas formas de tratamento do câncer de pulmão...", ambos retirados do primeiro parágráfo?

3. "A porcentagem de pacientes que não fumam também é pequena demais - somente 2,5% - e é explicada por fatores genéticos." c) Qual a classe gramatical e a função sintáticada palavra (que) citada no item anterior?

4. "No Brasil, a pesquisa foi feita pela Fundação Antonio Prudente, que mantém o Hospital do Câncer em São Paulo." b) Reescreva o trecho, transformando-o em período simples.

5. Qual o termo recuperado pela palavra (que) no trecho "A pesquisa do Instituto Gustave Roussy, que apontou as causas da doença, também verificou a eficiência dos tratamentos à disposição daquelas pessoas."? Qual a importância da palavra (também) na identificação desse termo? Comente.

6. No trecho "Há novos produtos no mercado, menos agressivos e mais potentes, como a Carboplatina, por exemplo, que se tornaram fundamentais no tratamento quimioterápico do câncer pulmonar.", a forma verbal (tornaram) está no plural. Explique por quê.

7. A expressão "por exemplo", presente depois de "como a Carboplatina", é pleonástica? Comente.

8. Retire do último parágrafo do texto uma oração subordinada adjetiva restritiva e uma explicativa.

e) 2-3-5 c) A jovem de cuja eu lhe falei há pouco é aquela que foi entrevistada. e) A jovem que há pouco foi entrevistada é aquela que eu lhe falei.

3 (FUVEST-SP) "É da história do mundo que (1) as elites nunca introduziram mudanças que (2) favorecessem a sociedade como um todo. Estaríamos nos enganando se achássemos que (3) estas lideranças empresariais aqui reunidas teriam a motivação para fazer a distribuição de poderes e rendas que (4) uma nação equilibrada precisa ter." O vocábulo que está numerado em suas quatro ocorrências, nas quais se classifica como conjunção integrante e como pronome relativo. Assinalar a alternativa que registra a a) 1. pronome relativo, 2. conjunção integrante, 3. pronome relativo, 4. conjunção integrante b) 1. conjunção integrante, 2. pronome relativo, 3. pronome relativo, 4. conjunção integrante c) 1. pronome relativo, 2. pronome relativo, 3. conjunção integrante, 4. conjunção integrante d) 1. conjunção integrante, 2. pronome relativo, 3. conjunção integrante, 4. pronome relativo e) 1. pronome relativo, 2. conjunção integrante, 3. conjunção integrante, 4. pronome relativo 4 (FUVEST/FGV-SP) "E como sempre tive a intenção de possuir as terras de S. Bernardo, considerei legítimas as ações que me levaram a obtê-las." a) Este período está em primeira pessoa. Como ficaria em terceira pessoa? b) A quem se referem os pronomes: que, me, elas?

5 (PUCSP) Sobre o trecho: "A questão era conseguir o Engenho Vertente, com o seu riacho que poderia descer em nível para irrigação das terras que dariam flor-de-cuba para uma Catunda", é correto afirmar que: a) há duas orações subordinadas adjetivas, introduzidas pelo pronome relativo que. b) há, respectivamente, uma oração subordinada substantiva, introduzida pela conjunção integrante que, e uma oração subordinada adjetiva, introduzida pelo pronome relativo e) o verbo descer marca o início de uma oração subordinada adverbial reduzida de infinitivo.

a) Estes versos cujos são de Manuel Bandeira, fazem parte do soneto "Renúncia". c) Estes versos, cujo autor É Manuel Bandeira, fazem parte do soneto "Renúncia". d) Estes versos, que o autor é Manuel Bandeira, fazem parte do soneto "Renúncia". e) Estes versos de quem o autor é Manuel Bandeira, fazem parte do soneto "Renúncia".

Assinale a alternativa em que se analise corretamente a classe gramatical e a função sintática das palavras sublinhadas, respeitando a ordem em que elas ocorrem. d) Pronome demonstrativo; objeto direto. Pronome relativo; objeto direto. e) Artigo; adjunto adnominal. Pronome relativo; objeto direto.

8 (PUCC-SP) II. As duas pessoas eram de confiança. Observe as duas frases acima. Assinale a a) Contou seu segredo para duas pessoas, por causa que elas eram pessoas de confiança. b) Pois as duas pessoas eram de confiança, então ele contou seu segredo para elas. e) Contou seu segredo a duas pessoas, conforme eram de confiança.

9 (PUCSP) No período: "E há poetas míopes que pensam que é o arrebol" a partícula que introduz, respectivamente, orações: a) subordinada substantiva completiva nominal e subordinada substantiva objetiva b) subordinada substantiva objetiva direta e subordinada substantiva predicativa. d) subordinada substantiva predicativa e subordinada substantiva objetiva direta. e) subordinada adjetiva restritiva e subordinada substantiva objetiva direta.

10 (PUCSP) Sob o ponto de vista morfológico, a partícula que, assinalada nas duas orações da questão anterior, classifica-se, respectivamente, como: e) conjunção consecutiva, conjunção comparativa.

11 (PUCSP) Nos versos: "Amo-te, ó rude e doloroso idioma, (Em que) da voz materna ouvi: "meu filho"! a expressão (em que), neles destacada, refere-se, respectivamente, a: b) idioma, idioma.

12 (PUCSP) Em relação ao período: "E, entrando na sala, voltou sem demora com uma caixinha quadrada de folha-de- flandres, que trazia com toda a reverência e cujo tampo abriu cuidadosamente" É incorreto afirmar que: e) a última oração é subordinada adjetiva.

13 (UNICAMP-SP) Observe que, os trechos abaixo, a ordem que foi dada às palavras, nos enunciados, provoca efeitos semânticos ( = de significado) "estranhos": "Fazendo sucesso com a sua nova clínica, a psicóloga Iracema Leite Ferreira Duarte, localizada na rua Campo Grande, 159." "Embarcou para São Paulo Maria Helena Arruda, onde ficará hospedada no luxuoso (Notícias da Coluna Social do Correio de Mato Grosso, 28 ago. 1988.) Escolha um dos trechos, diga qual É a interpretação "estranha" que ele pode ter e reescreva-o de forma a evitar o problema.

14 (UNIMEP-SP) Se juntarmos as duas orações num só período, usando um pronome relativo, teremos: e) Este é Renato, cuja ajuda eu posso contar.

15 (UFV-MG) Dados os conjuntos constituídos por orações absolutas: Reescreva cada conjunto formado por duas orações absolutas em um único período composto por subordinação, em que a segunda oração seja introduzida por pronome relativo.

V. "Teriam inveja, talvez. Ou desprezo. (Que lhe importava, porém)?" A respeito delas, é correto dizer: b) Com exceção de V, que é uma oração absoluta, todas as outras são adjetivas. c) Com exceção de I, que é subordinada adverbial de lugar, todas as restantes são e) Com exceção de IV e de V, as demais são adjetivas.

17 (VUNESP) "Sentara-se então num banco, apanhara aquela velha revista (e) começara a folheá-la, sem interesse, (para) fugir ao contato dessas pessoas (que) já o haviam excluído de seu mundo e que, desde alguns dias, raramente lhe dirigiam a palavra - com uma simplicidade afetada, esforçando-se (para) dar a entender (que) sua ausência não seria sentida." Dos conectivos destacados no fragmento acima, somente um acumula em si os papéis de ligar orações e ser núcleo de uma função sintática na estrutura da oração introduzida. Assinale a alternativa que o contiver: a) e b) o primeiro para c) o primeiro que d) segundo para e) o segundo que 18 (VUNESP) "Mas para quem (vos) olha a uma distância de quinhentos metros, essas dimensões (que) levais convosco deixam de existir." Dê a classe gramatical e a função sintática dos termos destacados.

19 (VUNESP) Observe o período: "Agora sei que outro dia eu disse uma palavra que fez bem a alguém." a) Substitua a segunda oração por um substantivo ou pronome substantivo. b) Substitua a terceira oração por um adjetivo.

21 (UNICAMP-SP) A organização síntátíca dada a certos trechos exige do leitor um esforço desnecessário de interpretação. Abaixo você tem um exemplo disso. "Ao chegar ao ancoradouro, recebeu Alzira Alves Filha um colar indígena feito de escamas de pirarucu e frutos do mar, que estava acompanhada de um grupo de adeptos do Movimento Evangélico Unido." (Folha de S. Paulo, 12 fev. 1992.) a) Reescreva o trecho, apenas alterando a ordem, de forma a tornar a leitura mais b) Com base na solução que você propôs, explique por que, do ponto de vista da estrutura sintática do português, o trecho acima oferece dificuldade desnecessária para a compreensão.

22 (PUCSP) Observe o emprego da partícula que em: 1."... esperou que a água marejasse..." 2."... olhando as estrelas, que vinham nascendo." a) Indique, respectivamente, o valor morfológico da referida partícula em 1 e em 2. b) Que tipo de oração introduz em 1?

a) cujos b) a cujos c) cujos os d) para cujos e) de cujos A expressão equivalente à palavra inócuas na frase acima é: e) que não foram oportunas.

25 (FUVEST-SP) Explique as diferenças de sentido entre estes dois enunciados: b) Os homens que têm o seu preço são fáceis de corromper.

26 (PUCSP) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas abaixo. a) de que, a que, cujo, dos quais b) que, que, sobre o qual, que c) sobre os quais, que, de que, de onde d) dos quais, aos quais, sobre cujo, dos quais e) em quais, aos quais, a cujo, que 27 (CESESP-PE) "... trepado numa rede afavelada cujas varandas serviam-lhe de divisórias do casebre." Em qual das alternativas o uso de cujo não está conforme à e) Afirmam-se muitos fatos de cuja veracidade se deve desconfiar.

28 (PUCC-SP) Assinale o período em que há uma oração adjetiva restritiva. e) Nada obsta a que você se empregue.

e) Parece que a prova não está difícil 30 (CESGRANRIO-RJ) Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da "O controle biológico de pragas, () o texto faz referência, é certamente o mais eficiente e adequado recurso () os lavradores dispõem para proteger a lavoura sem prejudicar o solo." a) do qual, com que b) de que, que c) que, o qual d) ao qual, cujos e) a que, de que 31 (FAAP-SP) "Não compreendíamos a razão (por que o Iadrão nao montava a cavalo." A oração em destaque é: e) subordinada substantiva completiva nominal.

CAPÍTULO 24 ORAÇÕES SUBORDI NADAS ADVERBIAIS - nota da ledora: propaganda de Valisere: adolescente vestindo calcinha e sutiã, mantendo um comportamento infantil, ( sentada à moda indígena-pernas cruzadas na cadeira), e o seguinte texto: - Quando uma menina vira mulher, os homens viram - fim da nota.

Neste capítulo, você vai estudar a última parte do período composto por subordinação, com as orações subordinadas adverbiais, isto é, aquelas que exercem a função de adjunto adverbial do verbo da oração principal. No texto do anúncio acima, a oração subordinada adverbial é "Quando uma menina vira mulher", que agrega uma circunstância de tempo à oração principal.

1 INTRODUÇÃO Você já sabe que uma oração subordinada adverbial exerce a função de adjunto adverbial do verbo da oração principal. Observe: Naquele momento, senti uma das maiores emoções de minha vida. Quando vi a Pietá, No primeiro período, "naquele momento" e um adjunto adverbial de tempo, que modifica a forma verbal senti. No segundo período, esse papel é exercido pela oração "Quando vi a Pietá", que é, portanto, uma oraçao subordinada adverbial temporal. Essa oração é desenvolvida, já que é introduzida por uma conjunção subordinativa (quando) e apresenta uma forma verbal do modo indicativo (vi, do pretérito perfeito do indicativo). Seria possível reduzi-la, obtendo algo como: "Ao ver a Pietá" é uma oração reduzida porque apresenta uma das formas nominais do verbo (ver é infinitivo) e não é introduzida por conjunção subordinativa, mas sim por uma preposição (a, combinada com o artigo o).

ATIVIDADE Substitua os termos destacados nas frases seguintes por orações subordinadas. A seguir, compare os períodos originais aos que você obteve, levando em consideração c) (Apesar de sua dedicação ao estudo), avançava muito pouco.

d) (Sem investimento em educação e cultura), o Brasil não chegará à civilização. f) (Durante as férias), viajei pelo mundo.

2 ASPECTOS SEMÂNTICOS: AS CIRCUNSTÂNCIAS Ao estudar os adjuntos adverbiais, você viu que sua classificação é feita com base nas circunstâncias que exprimem. Com as orações subordinadas adverbiais ocorre a mesma coisa. A diferença fica por conta da quantidade: há apenas nove tipos de orações subordinadas adverbiais, enquanto os adjuntos adverbiais são pelo menos quinze. As orações adverbiaisadquirem grande importância para a articulação adequada de idéias e fatos e por isso são fundamentais num texto dissertativo, como você poderá constatar a Você fará agora um estudo pormenorizado das circunstâncias expressas pelas orações subordinadas adverbiais. É importante compreender bem essas circunstâncias e observar atentamente as conjunções e locuções conjuntivas utilizadas em cada caso.

CAUSA A idéia de causa está diretamente ligada àquilo que provoca um determinado fato. As orações subordinadas adverbiais que exprimem causa são chamadas causais. A conjunção subordinativa mais utilizada para a expressão dessa circunstância é porque. Outras conjunções e locuções conjuntivas muito utilizadas são como (sempre introduzindo oração adverbial causal anteposta à principal), pois, lá que, uma vez que, visto que. Observe: Como ninguém se interessou pelo proleto, não houve outra alternativa a não ser cancelá- Por ter muito conhecimento (= Porque/Como tem muito conhecimento), ésempre consultado. (reduzida de infinitivo)

CONSEQUENCIA A idéia de conseqüência está ligada àquilo que é provocado por um determinado fato. As orações subordinadas adverbiais consecutivas exprimem o efeito, a conseqüência daquilo que se declara na oração principal. Essa circunstância é normalmente introduzida pela conjunção que, quase sempre precedida, na oração principal, de termos intensivos, como tão, tal, tanto, tamanho. Observe: Sua fome era tanta que comeu com casca e tudo.

(atenção: feio esta mesmo com quatro efes, no texto), ou seja, - Ele é tão feio que sua - fim da nota.

CONDIÇÃO Condição é aquilo que se impõe como necessário para a realização ou não de um fato. As orações subordinadas adverbiais condicionais exprimem o que deve ou não ocorrer para que se realize ou deixe de se realizar o fato expresso na oração principal. A conjunção mais utilizada para introduzir essas orações é se; além dela, podem-se utilizar caso, contanto que, desde que, salvo se, exceto se, a menos que, sem que, uma vez que (seguida do verbo no subjuntivo). Observe: Se o regulamento do campeonato for bem elaborado, certamente o melhor time será Conhecendo os alunos ( = Se conhecesse os alunos), o professor não os teria punido. (oração reduzida de gerúndio)

CONCESSÃO A idéia de concessão está diretamente ligada à idéia de contraste, de quebra de expectativa. De fato, quando se taz uma concessão, não se faz o que é esperado, o que é normal. As orações adverbiais que exprimem concessão são chamadas concessivas. A conjunção mais empregada para expressar essa relação é embora; além dela, podem ser usadas a conjunção conquanto e as locuções ainda que, ainda quando, mesmo que, se bem que, apesar de que. Observe: Conquanto a economia tenha crescido, pelo menos metade da população continua à margem do mercado de consumo. Foi aprovado sem estudar (= sem que estudasse / embora não estudasse). (reduzida de infinitivo) OBSERVAÇÃO A locução posto que é dada nos dicionários como equivalente a embora, ou seja, é indicada como concessiva: aprovado, posto que não estudasse". Na linguagem corrente, no Brasil, esse emprego não se verifica. Tem-se entanto, o uso dessa locução para idéia de explicação ou causa, como em um poema de Vinicius de Moraes, "Soneto de fidelidade", em que há uma célebre passage que diz: "Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure". É evidente que o poeta não usou a locução - fim do quadro.

responde: - É a Jane. Ela é cheia de problemas. Casou cedo, virgem, se apaixonou pelo - fim da nota.

Apesar de ser muito madura (1o. quadrinho) é subordinada adverbial concessiva, pois estabelece contraste com a oração principal Mas como o leitor descobre no último quadrinho, a garotinha brinca de boneca de um modo nada inocente?

ATIVIDADES 1. Leia atentamente cada uma das frases seguintes. Depois, indique a relação existente a) O treinador decidiu ficar calado porque seus argumentos eram inconsistentes. b) Os argumentos do treinador eram tão inconsistentes que ele decidiu ficar calado. c) Se os argumentos do treinador fossem consistentes, ele os teria defendido com d) Embora dispusesse de argumentos consistentes, o treinador decidiu ficar calado.

2. Reescreva a frase seguinte utilizando as conjunções e locuções conjuntivas apresentadas em cada item. Faça todas as modificações necessárias para a obtenção de Muitos brasileiros não possuem casa própria porque recebem salários baixos. a) como b) já que c) visto que d) tão... que...

Se você não se dedicar, não obterá sucesso. Embora você se dedique, não obterá sucesso.

7. Leia atentamente os dois períodos seguintes e responda à questão proposta. O treinador não será demitido, uma vez que o time se classifique para a semifinal. O treinador não será demitido, uma vez que o time se classificou para a semifinal. Explique as relações estabelecidas pela locução conjuntiva (uma vez que) em cada caso.

8. Uma campanha publicitária de uma famosa marca de biscoitos explora um círculo Qual relação entre fatos é explorada? Que tipos de oraçao são utilizados para expressar essa relação?

COMPARAÇÃO As orações subordinadas adverbiais comparativas contêm fato ou ser comparado a fato ou ser mencionado na oração principal. A conjunção mais empregada para expressar comparação é como; além dela, utilizam-se com muita freqúência as estruturas que formam o grau comparativo dos adjetivos e dos advérbios: tão... como (quanto), mais (do) que, menos (do) que. Observe: Sua sensibilidade é tão afinada quanto sua inteligência (é).

Como se pode perceber nos exemplos acima, é comum a omissão do verbo nas orações subordinadas adverbiais comparativas. Isso só não ocorre quando se comparam ações diferentes ("Ela fala mais do que faz." - nesse caso, compara-se o falar e o fazer).

CONFORMIDADE As orações subordinadas adverbiais conformativas indicam idéia de conformidade, ou seja, exprimem uma regra, um caminho, um modelo adotado para a execução do que se declara na oração principal. A conjunção típica para exprimir essa circunstância é conforme; além dela, utilizam-se como, consoante e segundo (todas com o mesmo valor Observe: Segundo atesta recente relatório do Banco Mundial, o Brasil é o campeão mundial de má distribuição de renda.

Suportou todo tipo de humilhação para obter o visto americano. (= para que obtivesse...) (reduzida de infinitivo) - nota da ledora: anúncio da seguradora Itaú: foto de neném, de aproximadamente 6 meses de idade, deitadinho de costas e nuzinho, apresentando o seguinte texto: -" Estão usando mulher pelada até para vender seguro de vida "- referência a nudez da criança que deve ser, objeto de amor maior e proteção, na figura de um filho, beneficiário de - fim da nota.

PROPORÇÃO As orações subordinadas adverbiais proporcionais estabelecem relação de proporção ou proporcionalidade entre o processo verbal nelas expresso e aquele declarado na oração principal. Essa circunstância normalmente é indicada pela locução conjuntiva à proporção que; além dela, utilizam-se à medida que e expressões como quanto mais, quanto menos, tanto mais, tanto menos. Observe: Á medida que se aproxima o fim do campeonato, aumenta o interesse da torcida pela À proporção que se acumulam as dívidas, diminuem as possibilidades de que a empresa sobreviva.

decorar listas de conjunções e, com isso, conseguir dar um rótulo as orações. Essa prática, além de fazer com que você se preocupe mais com nomenclaturas do que com o uso efetivo das estruturas lingüisticas, é inútil quando se consideram casos mais sutis de construção de frases. Observe, nas frases seguintes, o emprego da conjunção como em diversos contextos: em cada um deles, ocorre uma oração subordinada adverbial diferente. Como seria possível reconhecê-las se se par tisse de uma lista de conjunções "decoradas"? É melhor procurar compreender o que efetivamente está sendo declarado. Como dizia o poeta, "a vida é a arte do encontro" (valor de conformidade) Como não tenho dinheiro, não poderei participar da viagem. (valor de causa) "E cai como uma lágrima de amor." (Antônio Carlos Jobim & Vinicius de Moraes) (valor de comparação) Há até casos em que a classificação depende do contexto: "Como o jornal noticiou, o teatro ficou lotado". A oração subordinada adverbial pode ser causal ou conformativa, dependendo do contexto.

ATIVIDADES 1. Explique a relação estabelecida entre os fatos ou seres mencionados em cada um dos d) Alguns córregos foram canalizados para que não haja inundações durante o verão. j) Na medida em que o país não consegue diminuir os contrastes sociais, aumentam as l) "Não permita Deus que eu morra sem que volte para lá." 2. Construa períodos compostos relacionando as orações colocadas em cada item. Utilize a conjunção subordinativa que julgar mais apropriada a cada caso. a) As várias partes interessadas chegaram a um acordo. Tudo foi feito obedecendo aos b) Este técnico tem trabalhado muito. Os outros técnicos não têm trabalhado tanto. c) Ele tem aprendido muito. Curiosamente, ele quer aprender sempre mais. d) Estamos mais próximos do fundo do vale. Podemos ouvir cada vez mais e) Vou dar-lhe um presente. Não quero que ela saiba disso antecipadamente. f) Precisamos fomar um time. Assim, poderemos participar dos vários campeonatos g) Deve-se investir em saúde e educação. Dessa forma, começarão a surgir perspectivas para o país.

b) O ministro tomou posse ontem. Fez um discurso vazio e comovente sobre a miséria c) Conseguimos sobreviver às vicissitudes do cotidiano. Muitos tecnocratas elaboram d) Ela viajou para a Argentina. Sua mãe chegou ao aeroporto três horas depois. e) Abri a porta. Percebi que alguma coisa estranha acontecera naquela casa. f) Caminhamos várias horas. Lembramos, então, que as janelas da casa haviam ficado abertas.

4. Substitua X e Y nas frases seguintes por fatos, seres ou conceitos que se alinem com as relações estabelecidas. Substitua, sempre que puder, as formas verbais de ser e i) X acontece a proporção que Y acontece.

6. Transformar orações desenvolvidas em orações reduzidas é uma forma bastante produtiva de evitar períodos sobrecarregados de conjunções e pronomes relativos. c) Quando terminou a sessão, percebi que se tinha desperdiçado uma oportunidade que d) As promessas que se faziam ali indicavam que o novo governo tinha nítido perfil e) A expressão que mantinha em seu rosto indicava que ele não se corrígira ainda. f) Se fossem executadas as obras que o candidato prometera, o município assumiria g) É importante que você tennha visto tudo a fim de que possa opinar mais tarde.

oração subordinada adverbial sempre pode ser separada por vírgulas da oração principal. Essa separação é optativa quando a oração subordinada está posposta à principal e é obrigatória quando a oração subordinada está intercalada ou anteposta: ou Quando chegar tomará todas as providências.

- nota da ledora: quadrinhos na página; dois homens conversando. O primeiro diz: - ?é perdão. Mesmo os doidões um dia param se casam têm filhos, emprego? o segundo responde: - ?é tô sabendo. E complementa: - mas isso so acontece quando o passado chega! - fim da nota.

"Quando o passado chega!" (2o. quadrinho) não está separada por vírgula da oração principal porque vem posposta a ela No caso, a vírgula é optativa. Mas no 1o. quadrinho observam-se dois deslizes de pontuação: faltam vírgulas em "E, Pedrão e se casam,.

ATIVIDADES g) Notamos quando ainda seria possível modificar o rumo das discussões a falta de interesse em aprimorar o debate.

TEXTOS PARA ANÁLISE - nota da ledora: propaganda do IBGE, do censo populacional, com o seguinte texto: - Brasil vai ficar muito mais legal se você responder corretamente ao Censo. - segundo anúncio: propaganda ecológica, com o seguinte texto: - Quanto mais alimentos conseguirmos tirar da terra, menos terra iremos tirar da natureza. - terceiro anúncio: propaganda da Fundação Banco do Brasil, com o seguinte texto: - Cada vez que um brasileiro sai do campo para a cidade, o Brasil perde alimentos e - fim da nota.

TRABALHANDO OS TEXTOS Para chatear os imbecis. Para não ser aplaudido depois de seqüências dor-de-peito. Para viver à beira do abismo. Para correr o risco de ser desmascarado pelo grande público.

Para que conhecidos e desconhecidos se deliciem. Para que os justos e os bons ganhem dinheiro, sobretudo eu mesmo. Porque de outro jeito a vida não vale a pena. Para ver e mostrar o nunca visto. o bem e o mal o feio e o bonito. Porque vi Simão no deserto.. Para insultar os arrogantes e poderosos quando ficam como cachorro dentro d' ãgua no escuro do cinema. Para ser lesado em meus direitos autorais. (ANDRADE, Joaquim Pedro de. In Calcanhoto, Adriana. A fábrica do poema. CD Epic789/031/2 476644.2)

TRABALHANDO O TEXTO 1. Há vários casos de oração subordinada adverbial no texto. No entanto, há predominio de um tipo. Qual?

2. Quanto a forma, essas orações subordinadas adverbiais predominantes são todas iguais? Explique.

3. O título do texto, em forma de pergunta, induz um tipo de oração subordinaria adverbial como resposta. Que tipo é esse? Aponte os dois exemplos dessa adverbial presentes no texto.

4. No trecho "... quando ficam como "cachorros dentro d'água" no escuro do cinema", há duas orações subordinadas adverbiais. Separe-as e classifique-as.

5. No trecho destacado na questão anterior, ocorre ambiigüidade estrutural: a expressão "no escuro do cinema", adjunto adverbial de lugar, pode referir-se aos dois verbos. A qual dos verbos essa expressão se refere? Comente.

6. Nenhum dos períodos do texto é simples. Aparrentemente todos são formados apenas por orações subordinadas. Há, na verdade, uma oração principal implícita, que é a 7. As razões que levam Joaquim Pedro de Andrade a fazer cinema são de natureza variada. Algumas são ideológicas; outras, pragmáticas. Comente.

QUESTÕES E TESTES DE VESTIBULARES 1 (EUVEST-SP) "Maria das Dores entra e vai abrir o comutador. Detenho-a: não quero luz." Os dois pontos (:) usados acima estabelecem uma relação de subordinação entre as e) Conclusiva.

2 (FUVEST/GV-SP) "Ninguém imaginará que, (topando) os obstáculos mencionados, eu haja procedido invariavelmente com segurança e percorrido, sem me (deter), Desenvolva as orações reduzidas cujos verbos estão destacados.

Instruções para as questões 3 e 4. Para que os enunciados soltos, apresentados nas questões 4 e 5 se reduzam a um só período, algumas adaptações são necessárias. Escolha a alternativa em que encontramos a estrutura que estilística e gramaticamente expressa, com a necessária clareza, ênfase e correção, a relação desse sentido sugerida pelos parênteses.

3 (ITA-SPI) I. Conheço um florentino esguio e rijo. (oração principal) II. Um punhal é esguio e rijo. (indicação de uma confirmação) III. Ele condena a guerra com o espírito (atributo de objeto direto de I = oração subordinada adjetiva) (oposição à idéia do predicado de III) a) O florentino que conheço, esguio e rijo como um punhal, condena a guerra com o b) Conheço um florentino que, esguio e rijo como um punhal, condena a guerra com o c) Conheço um florentino que é esguio e rijo como um punhal, e ele, condenando a d) Conheço um florentino esguio e rijo como um punhal que condena a guerra com o e) Um florentino, que é esguio e rijo como um punhal, e que é conhecido por mim, condena a guerra com o espírito, mas a ama desesperadamente com a alma.

4 (ITA-SP) 1. Houve certa vez uma festa no céu. (atributo de adjunto adverbial de III, sugerido pelo verbo ir) II. Todos os animais compareceram a ela. (atributo do objeto direto de I, oração subordinada adjetiva) III. O cágado não pôde ir. (oração principal) IV. O cágado anda muito devagar. (causa de III) a) Na festa que houve certa vez, no céu, todos os aniniais compareceram, exceto o b) Houve, certa vez, uma festa no céu em que compareceram todos os bichos, menos o c) Certa vez houve uma festa no céu; todos os bichos lá foram; com exceção do cágado, d) Com exceção do cágado que, como andava muito devagar, não pôde ir na festa, todos e) Por andar muito devagar, o cágado não pôde ir à festa que certa vez houve no céu, à qual compareceram todos os bichos.

5 (ITA-SP) Em qual dos períodos abaixo há uma oração subordinada adverbial que que a) Diz-se que a obra de arte é aberta; possibilita, portanto, várias leituras. c) Tamanhas são as exigências da pesquisa científica, que muitos desistem de realizá-la. d) os animais devem ser adestrados, ao passo que os seres humanos devem ser e) Não obstante haja concluído dois cursos superiores, é incapaz de redigir uma carta.

Assinale a alternativa em que a redação apresenta falhas na estruturação das frases ou na a) Como o senhor não queria perder nenhum de seus trabalhadores, havia regras estipulando que os servos ou seus filhos não poderiam casar-se fora dos domínios, b) senhor não queria perder nenhum de seus trabalhadores; por isso havia regras que lhe garantiam que os servos - ou seus filhos não poderiam casar-se fora dos domínios, c) Para garantir ao senhor que os servos, ou seus filhos, não se afastassem - o que resultaria em perda de trabalhadores - havia regras estipulando que não poderia casar-se d) Salvo em alguns casos, e com permissão especial, não se permitia aos servos ou seus filhos casarem-se fora dos domínios, o que garantia ao senhor conservar seus e) Para não perder-se nenhum dos próprios trabalhadores, é que o senhor estipulava regras para os servos e seus filhos, que então não podiam casar fora dos seus domínios, mas com permissão especial em certos casos, sim.

7 (PUCC-SP) Observe as frases acima. Assinale a alternativa em que elas estão em correta relação a) A natureza resiste ao homem para manter vivas algumas de suas espécies, e também lhe responde com intempéries imprevisíveis, conquanto o homem aja de maneira b) Pois o homem age de forma predatória sobre a natureza, então ela lhe resiste mantendo vivas algumas de suas espécies, como também lhe responde, com intempéries c) Segundo o homem aja de maneira predatória sobre a natureza, ela lhe resiste, por manter vivas algumas de suas espécies, ou também lhe responde, sob a forma de d) A natureza resiste ao homem mantendo vivas algumas de suas espécies ou respondendo-lhe com intempéries imprevisíveis, a menos que ele aja de forma e) Apesar de o homem agir de maneira predatória sobre a natureza, ela resiste, mantendo vivas algumas de suas espécies, e até lhe responde, sob a forma de intempéries imprevisíveis.

8 (PUCSP) No período: "Da própria garganta saiu um grito de admiração, que Cirino acompanhou, (embora) com menos entusiasmo" a palavra destacada expressa uma idéia de: d) modo..

e) conseqüência 9 (UNICAMP-SP) No texto abaixo, substitua embora por outra palavra ou expressão, de forma que o texto resultante dessa substituição, com as mínimas alterações necessárias, "(...) ergueu-se rapidamente, passou para o outro lado da sala e deu alguns passos, entre a janela da rua e a porta do gabinete do marido. Assim, com o desalinho honesto que trazia, dava-me uma impressão singular. Magra embora, tinha não sei que balanço no andar, como quem lhe custa levar o corpo; essa feição nunca me pareceu tão distinta como naquela noite." Machado de Assis, "Missa do galo") 10 (UNICAMP-SP) Escreva uma paráfrase da passagem destacada a seguir, mantendo as mesmas relações que o texto original estabelece entre o salário dos funcionários públicos e a qualidade dos vários serviços por eles prestados a população. "No que diz respeito às universidades paulistas, a situação é de novo calamitosa. Um professor assistente doutor ganha a metade do que recebe seu congênere nas universidades federais.(...) Que fazer diante desse descalabro? Durante a ditadura essa mesma página se enchia de análises refinadas de nossos melhores economistas (alguns deles hoje no parlamento) execrando a predação do funcionalismo através de salários de fome. Hoje a situação está ainda mais agravada e um silêncio de morte se abate sobre os salários. (Cansativo lembrar que manter à míngua os funcionários do Estado é punir os cidadãos que se servem dos hospitais, das escolas, das delegacias, das faculdades).(...) Não se entende bem por que pretender criar mais universidades (o que teoricamente seria ótimo) se se insiste em negar condições adequadas de remuneração para os funcionários e professores da USP, da Unicamp e da Unesp." (Paulo Sérgio Pinheiro, em: Folha de S.Paulo, 20 nov. 1987.) - nota da ledora: trecho destacado " Cansativo lembrar que manter à míngua os funcionários do Estado é punir os cidadãos que se servem dos hospitais, das escolas, das delegacias, das faculdades" - fim da nota.

11 (UNICAMP-SP) Substitua a palavra destacada no trecho transcrito abaixo por outra que garanta o mesmo sentido ao texto ( você poderá ainda fazer outras modificações, se (Se) não chegam a configurar um processo de radicalização verbal e de alarmismo deliberado, ainda assim são preocupantes e lamentáveis as declarações do ministro da Indústria e Comércio, Roberto Cardoso Alves, de que partidos como o PT e os PCs não deveriam ter existência legal, por não possuírem, na opinião do ministro, compromisso com a democracia. (Folha de S. Paulo, 8 dez. 1988.) 12 (UNIMEP-SP) Assinale a alternativa que, embora tenha valor causaconseqüência, e) Devo ir mal na prova, já que não estudei.

Tendo sempre em vista o uso das palavras e a eficiência da linguagem, reelabore-as, nos itens a.1 e b.1, em períodos formados por subordinação, a.1 (A informação contida em "A prova de português está fácil" é (causa.) b.1 (A informação contida em "A prova de português está fácil" é (concessão.) 14 (VUNESP) "Anda a espreitar meus olhos (para roê-los), (...)" Transcreva o período acima, desenvolvendo a oração reduzida destacada. A seguir, classifique-a.

15 (VUNESP) Das alternativas abaixo, apenas em uma não se considera um fato natural e) As violetas foram tão molhadas, que murcharam.

16 (VUNESP) () a esposa estar, há muito tempo, longe de casa, o marido não sente sua Observando a coerência na indicação das circunstâncias, assinalar a alternativa que preenche adequadamente as colunas: a) em razão de; à proporção que; para b) apesar de; já que; afim de c) na hipótese de; desde que; por d) não obstante; quando; sem e) no caso de; conforme; de modo a 17 (UNICAMP-SP) O autor do texto abaixo conhece um tipo de raciocínio cuja estrutura lembra propriedarles de um círculo e tenta reproduzí-lo. No entanto, não é ( ) Gera-se, assím, o círculo vicioso do pessimismo. As coisas não andam porque ninguém confia no governo. E porque niguém confia no governo as coisas não andam. (Gilberto Dimenstein, Folha de S.PauIo, 22 nov. 1990.) a) Reescreva o trecho de maneira que ele passe a ter a estrutura de um verdadeiro b) Comparando o que você fez e o que fez o autor, explique em que ele se equivocou.

18 (UFV-MC) "Um dia, (como lhe dissessem) que iam dar o passarinho, (caso continuasse a comportar-se mal), correu para a área e abriu a porta da gaiola." Paulo Mendes Campos) As orações destacadas são, respectivamente, subordinadas adverbiais: e) comparativa e conformativa.

"(Como anoitecesse), recolhi-me pouco depois e deitei-me." Monteiro Lobato) a oração destacada é: e) subordinada adverbial final.

20 (UCMC) A classificação da oração destacada está correta em todas as opções, exceto em: (subordinada substantiva objetiva indireta) b) Era a primeira vez (que ficava assim tão perto de uma mulher). (subordiriada substantiva subjetiva) c) Mas não estava neles modificar um namoro (que nascera difícil, cercado, travado). (subordinada adjetiva) d) O momento foi tão intenso (que ela teve medo). (subordinada adverbial consecutiva) e) Solta (que você está me machucando). (coordenada sindética explicativa) 21 (PUCC-SP) "Nunca chegara ao fim, (por mais depressa que ande)." A oração destacada é: e) subordinada adverbial comparativa.

"(Ao analisar o desempenho da economia brasileira), os empresários afirmaram (que os resultados eram bastante razoáveis), uma vez que a produção não aumentou, mas tambem não caiu." a) principal, subordinada adverbial final b) subordinada adverbial temporal, subordinada adjetiva restritiva c) subordinada adverbial temporal, subordinada substantiva objetiva direta d) subordinada adverbial temporal, subordinada substantiva subjetiva e) principal.subordinaria substantiva objetiva direta 23 (FUVEST-SP) No período "E possível (discernir no seu percurso momentos de rebeldia contra a estandardização e o consumismo ) a oração destacada é: e) subordinada solistantiva predi( ativa, redozirla (te i iii nitivo.

Sei que a única alma (que eu possuo) é mais numerosa (que os cardumes do mar) " (Jorge de Lima) As orações destacadas são orações subordinadas, respectivamente: a) substantiva subjetiva, adjetiva, adverbial consecutiva e) substantiva predicativa, adjetiva, adverbial consecutiva.

25 (UCMC) Em "Orai porque não entreis em tentação.", o valor da conjunção do período é de: e) finalidade.

26 (ltajubá-MC) Em que período a oração subordinada é adverbial concessiva? e) Ela era tão medrosa, que não saía de casa.

27 (UM-SP) No período "Era tal a serenidade da tarde, que se percebia o sino de uma freguesía distante, dobrando a finados", a segunda oração é: d) subordinada adverbial condicional e) subordinada adverbial temporal.

28 (FEI-SP) Complete, segundo o modelo: CAPÍTULO 25 ORAÇÕES COORDENADAS

1 INTRODUÇÃO As orações coordenadas são sintaticamente independentes; uma não exerce função sintática em relação à outra. Note que na palavra coordenação existe o prefixo co-, que indica "nivelamento, igualdade, companhia ; e o mesmo prefixo de cooperar, co-líder, co-piloto. Na palavra subordinação existe o prefixo sub-, que indica posição inferior: a oração subordinada é sintaticamente dependente da principal.

Você já sabe que num período composto por coordenação as orações são independentes e sintaticamente equivalentes. Isso significa que as oraçôes coordenadas não agem como se fossem termos de outra oração, nem têm um de seus termos na forma de oração. Observe: "Apita o árbitro, abrem-se as cortinas e começa o espetáculo." (Fiori Gigliotti) Há três orações nesse período, organizadas a partir das formas verbais apita, abrem-se e começa. Essas orações - fim da nota.

No 3o. quadro, "Cresceu" é oração coordenada assindética, seguida de uma coordenada são sintaticamente equivalentes, já que nenhuma delas atua como termo sintático de outra. As orações são completas, não lhes falta nenhum termo. Não é difícil para você, Trata-se, portanto, de um período composto por coordenação - e as três orações que o A conexão entre as duas primeiras orações é feita exclusivamente por uma pausa, representada na escrita por uma vírgula. Entre a segunda e a terceira, é feita pela conjunção e. As orações coordenadas que se ligam umas às outras apenas por uma pausa, sem conjunção, são chamadas assindéticas. É o caso de "Apita o árbitro" e "abrem-se as cortinas". As orações coordenadas introduzidas por uma conjunção são chamadas sindéticas. Sindéticas e assindéticas são palavras de origem grega; a raiz é syndeton, que significa "união". No exempIo acima, a oração "e começa o espetáculo" é coordenada sindética, porque é introduzida pela conjunção e. Costuma-se chamar de coordenada inicial a primeira oração de um período composto por coordenação. A classificação de uma oração coordenada leva em conta fundamentalmente o aspecto lógico-semântico da relação que se estabelece entre as orações. Você começa a perceber isso já nos nomes das cinco coordenadas sindéticas, que podem ser subdassificadas em aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas.

3 CLASSIFICACÃO DAS ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS ADITIVAS As coordenadas sindéticas aditivas normalmente indicam fatos ou acontecimentos dispostos em sequência. A palavra aditiva é da mesma família da palavra adição, que, como você sabe, significa "soma". Portanto, as coordenadas aditivas normalmente têm o papel de somar, sem acrescentar outro matiz de significação. As conjunções coordenativas aditivas típicas são e e nem (e + não): Ela não trabalha nem estuda.

Como a conjunção nem tem o valor da expressão "e não", condena-se na língua culta a A língua portuguesa dispõe também de estruturas correlativas para coordenar orações. Essas estruturas, conhecidas como séries aditivas enfáticas, costumam ser usadas quando se pretende enfatizar o conteúdo da segunda oração: Caetano Veloso não só canta, mas também (ou como também) compõe muito bem. Ele não só foi o melhor do time, mas também (ou como também) fez o gol da vitória.

ADVERSATIVAS As orações coordenadas sintéticas adversativas exprimem fatos ou conceitos que se opõem ao que se declara na oração se declara na oração coordenada anterior, estabelecendo contraste ou compensação. A palavra adversativa é da mesma família da palavra adversário, que, como você sabe, significa "opositor". A conjunção coordenativa adversativa típica é mas; além dela, empregam-se porém, contudo, todavia, entretanto e as locuções no entanto, não obstante. Observe: "Eu queria querer-te e amar o amor construirmos dulcíssima prisão, encontrar a mais justa adequação, tudo métrica, rima, nunca dor, mas a vida é real e de viés." (Caetano Veloso) O Brasil tem potencial inesgotável; sua má administração, porém, tem produzido apenas O time jogou muito hem, entretanto não conseguiu a vitória.

- nota da ledora: quadro de destaque na página OBSERVAÇÃO Em textos clássicos, é possível encontrar a conjunção entando, que hoje só é empregada na locução no entanto. Quanto a esta locução, convém não imitar uma construção cada vez mais comum tanto na língua falada como na escrita: - Lutamos muito, mas, no entanto, não conseguimos o que queríamos. Mas e no entanto se equivalem; portanto, - fim do quadro.

ALTERNATIVAS A palavra alternativa é da mesma família das palavras alternância, alternar. É óbvio, pois, que as orações coordenadas sindéticas alternativas exprimem fatos ou conceitos que se alternam ou que se excluem mutuamente. Essa relação é normalmente expressa pela conjunção ou (que pode surgir isolada ou em pares); além dela, empregam-se os ora...ora?, ja... ja..., quer... quer... Observe: Nesse último raso, o par quer... quer... está coordenando entre si duas orações que, na verdade. expressam concessão em relação a "Estarei lá". É como se se dissesse "Embora você não permita, estarei la".

Na língua culta, não se aceita construções como : - Estarei la, quer chova ou faça sol - ou Esta sempre alegre, seja dia de trabalho ou de festa. É necessário manter o paralelismo, repetindo a conjunção - quer chova, quer faça sol -; seja dia de festa, seja dia de trabalho. - fim do quadro.

CONCLUSIVAS A palavra conclusiva é da mesma família das palavras concluir, conclusão. Evidentemente, as orações coordenadas sindéticas conclusivas expressam uma conclusão lógica que se obtém a partir dos fatos ou conceitos expressos na oração anterior. A conjunção mais empregada na língua falada é por isso. Na língna escrita, aparecem outras, como logo, portanto e pois, esta obrigatoriamente posposta o verbo. Também se usam então, assim e as locuções por conseguinte, de modo que, em vista disso. Observe: "Penso, logo existo." O time venceu, por isso está classificado.

EXPLICATIVAS As orções coordenadas explicativas normalmente expressam a justificativa de uma ordem, sugestão ou suposição. As conjunções mais usadas são que, porque e pois, esta obrigatoriamente anteposta ao verbo. Observe: " Deixe em paz meu coração, que ele é um pote até aqui de mágo " (Chico Buarque) É preciso tomar cuidado para não confundir explicação com causa, ou seja, não se devem confundir as orações coordenadas explicativas com as subordinadas adverbiais causais. Uma explicação é sempre posterior ao fato que a gerou; uma causa é sempre anterior à conseqüência resultante dela. Nas frases acima, é fácil perceber que não se estão indicando causas, e sim se apresentando explicações: no primeiro caso, alguém pede que o deixem em paz e explica por que está fazendo o pedido; no segundo caso, alguém supõe que tenha chovido durante a noite e baseia sua suposição no fato de as ruas estarem molhadas. Note, nesse segundo caso, que seria absurdo pensar que as ruas molhadas são a causa da chuva - o que ocorre é exatamente o inverso. Se o fato de as ruas estarem molhadas fosse a causa da chuva, estaria resolvido o problema da seca no Brasil: bastaria molhar as ruas das cidades do sertão.

pó branco que esta caindo da maleta do elemento suspeito, e deixando uma fileira de - fim da nota.

No 1o. quadro, ocorre uma oração coordenada sindética explicativa: 'que ele deve ter culpa no cartório'; infelizmente sem vírgula separando-a da oração precedente (estude a pontuação das orações coordenadas na página 471 deste livro).

OBSERVAÇÕES 1. É preciso, no caso das coordenadas, levar em conta que a classificação depende fundamentalmente da relação de sentido que se estabelece entre as orações. A conjunção e, por exemplo, é sempre vista como aditiva. Num período como "Deus cura, e o médico manda a conta.", é evidente que seu valor não é aditivo. O período, na verdade, equivale a algo como "Deus cura, mas é o médico quem manda a conta.". Em "Você me quer forte, e eu não sou forte mais.", ocorre o mesmo. A conjunção e equivale a mas, portanto tem valor adversativo e assim deveria ser classificada. Para a Nomenclatura Gramatical Brasileira, no entanto, vale a forma. A conjunção e é aditiva e fim. Nos vestibulares mais requintados, felizmente, essa visão limitada já está fora de 2. Há orações coordenadas assíndéticas que possuem claramente valor de sindéticas, porque apresentam um conectivo subentendido. Veja: Fale baixo: não sou surdo! A terceira oração do primeiro período ("ninguém quis ouvir-me") e a segunda do segundo ("não sou surdo"), apesar de formalmente assindéticas, já que não apresentam conjunção, têm sentidos bem marcados: a primeira tem valor adversativo (equivale a "mas ninguém quis ouvir-me"); a segunda, explicativo (equivale a "pois não sou Por isso convém insistir em que você se preocupe mais com o uso efetivo das estruturas linguísticas do que com discussões às vezes intermináveis sobre questões de mera nomeclatura. - fim do quadro.

ATIVIDADES 1. Explique as relações existentes entre os fatos expressos nos períodos compostos d) Vários parlamentares ausentaram-se intencionalmente da votação; essa ausência deve f) Faça direito ou será obrigado a refazer.

2. A partir dos períodos dados, construa períodos compostos por coordenação, unindo as orações na ordem conveniente. Utilize a conjunção coordenativa apropriada e faça as a) Aquele verão foi quente e ensolarado. Só pudemos sair de casa poucas vezes. b) Nesta terra de fartura, existem muitos pobres. Alguma coisa está errada.

d) A saíra de grãos será a maior da história. Muita gente passará fome. e) Não fomos capazes de resolver nossos problemas. Foi preciso procurar novas f) Invista em seu futuro agora. Você poderá enfrentar dificuldades mais tarde. g) Chove torrencialmente. A seca castiga a tudo e a todos.

e) Esperei um pouco. Telefonei para ela. Marquei um encontro para a noite. l) Caiu violentamente. Não sofreu um arranhão.

4. Ordene os fatos expressos nas orações de cada item e forme períodos compostos por coordenação. Utilize as conjunções ou sinais de pontuação apropriados a cada caso. b) Armou a barraca cuidadosamente. Escolheu um local plano e aberto. Limpou o c) A luz invadiu o quarto. Levantou-se da cama. Chegou até a janela. Caminhou g) Não obterá sucesso. Faça tudo cuidadosamente.

5. Em cada item seguinte, há um período composto por subordinação. Estude bem a relação estabelecida entre os fatos; depois, proponha um período composto por coordenação cujo sentido se aproxime do expresso pelo período original. b) Se você não se dedicar seriamente, os resultados não serão satisfatórios. c) Conclui que não há ninguém na casa porque janelas e portas estão trancadas.

4 AS ORAÇÕES COORDENADAS E A PONTUAÇÃO Separam-se por vírgula as orações coordenadas assindéticas e as orações coordenadas sindéticas, com exceção das introduzidas pela conjunção e que não tenham sujeito diferente do da oração anterior: A exploração racional dos recursos naturais pode ser lucrativa, logo deve ser A queimada de florestas nativas representa grande desperdício, mas continua a ser praticada neste país.

No caso das orações coordenadas introduzidas pela conjuoção e, devem-se anotar os mesmos procedimentos aplicados aos termos coordenados de um período simples, ou seja: a) quando a conjunção surge apenas entre a penúltima e a última oração de uma sequência, não se emprega vírgula: Participei da reunião, levei meu relatório. Apresentei meus pontos de vista e minhas b) quando a conjunção e é repetida, introduzindo várias orações de uma sequência, deve ser sempre precedida de vírgula: O menino girava em volta da mãe, e vinha, e torna a ir , e ainda mais uma vez voltava, e se afastava, e ameaçava falar o que queria, e fazia meia volta? c) a vírgula também deve ser usada quando a conjunção une orações que possuem sujeitos diferentes: O presidente convocou os ministros, e o Congresso começou a trabalhar.

Também o ponto-e-vírgula pode ser utilizado na pontuação das orações coordenadas, especialmente com as orações adversativas e com as conclusivas: Os problemas se avolumam num ritmo alucinante; portanto é preciso adotar providências cócientes com rapidez.

O uso do ponto-e-vírgula pode ocorrer também entre orações assindéticas que tenham nítido valor adversativo ou conclusivo: Fiz o possível para demovê- los daquela idéia; não consegui absolutamente nada. Os livros são raros; e preciso conservá-los com todo o cuidado.

O ponto-e-vírgula é obrigatório para separar coordenadas sindéticas adversativas ou conclusivas que não sejam iniciarias pela conjunção. Note que, nesses casos, as conjunções deslocadas devem ser isoladas por vírgulas: O país investe pouco em educação; não há, portanto, perspectiva de eliminar o atraso.

- nota da ledora: propaganda na página: foto de uma pão. Texto: - Todo mundo sabe qual é a receita . Mas você não compra de todo mundo. Propaganda depende de quem faz. Salles - 1966/ 1986. Vinte anos fazendo da propaganda o pãp de cada dia. - fim da nota.

Para enfatizar a oração coordenada adversativa, alguns preferem separá-la da anterior por ponto final. Mas convém reservar esse recurso para momentos especiais, evitando transformá-lo num cacoete lingüístico.

O ponto-e-vírgula permite organizar blocos de orações coordenadas que estabelecem contraste: Uns avançam os sinais vermelhos, oprimem os pedestres nas faixas de segurança, estacionam em fila dupla e ostentam pose de bons cidadãos; outros nascem na miséria, crescem nas ruas, vendem goma de mascar nas esquinas e acabam recebendo destaque nas reportagens policiais.

O ponto-e-vírgula deve ser usado para separar os membros de uma enumeração: Numa eleição, é preciso levar em conta: c) a qualidade individrial dos candidatos do partido.

ATIVIDADES a) O jogador queria participar da partida mas o médico do clube não permitiu. b) O álcool combustível é uma fonte renovável de energia portanto deveria ter seu uso c) O álcool combustível é uma fonte renovável de energia deveria ter seu uso ampliado e) Tentou uma vez e insistiu e tornou a tentar e conseguiu o que queria. f) Examinei notei a falta de estrutura do grupo e achei melhor interferir. g) Vários projetos têm sido apresentados para amenizar as tensões sociais do país nenhum deles contudo estabelece uma distribuição de renda menos indecente. i) Chamava-se Pedro o amigo Paulo.

TEXTOS PARA ANÁLISE Carlos, sossegue, o amor é isso que você está vendo: hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe Inútil você resistir Não se mate. oh não se mate, reserve-se todo para as bodas que ninguém sabe quando virão, se é que virão.

Você é a palmeira, você é o grito que ninguém ouviu no teatro O amor no escuro, não, no claro, é sempre triste, meu filho, Carlos. mas não diga nada a ninguém, (ANDRADE. Carlos Drummond. Reunião. 10. ed, Rio de Janeiro, José Olympio, 1980. p. 40.)

TRABALHANDO O TEXTO 1. Qual é a função sintática do termo Carlos no primeiro verso do poema? 2. O termo inútil faz parte de uma oração cujo verbo está implícito. Qual é esse verbo? Qual é o sujeito desse verbo? Não se esqueça de levar em conta o papel da conjunção 4. Além das orações iniciadas por e, há outra sindética aditiva. Indique-a. 5. Retire do texto outra oração que tenha a mesma classificação da oração citada na 6. No trecho "mas não diga nada a ninguém, / ninguém sabe nem saberá", pode-se pensar numa conjunção implícita. Qual é e em que oração ela poderia ser empregada? 7. Que atitude o texto recomenda como forma de enfrentar a desilusão amorosa? Comente.

- nota da ledora: propaganda da Alunorte, com o seguinte texto: O Brasil exportava bauxita e importava alumina, exportava bauxina e importava alumina, exportava bauxita e importava alumina, exportava bauxita e importava alumina, exportava bauxita e importava alumina para produzir alumínio. Agora o Brasil fechou esse cíclo. - fim da nota .

2. Por que, na sua opinião, o texto repete tantas vezes a mesma construção? Comente.

QUESTÕES E TESTES DE VESTIBULARES 1 (PUCSP) No período: "A roupa lavada, que ficara de véspera nos coradouros, umedecia o ar e punha-lhe um fartum acre de sabão ordinário." temos, respectivamente, as seguintes orações: a) principal, subordinada adjetiva explicativa, coordenada sindética aditiva. b) inicial, subordinada adjetiva explicativa, coordenada sindética aditiva. c) principal, subordinada substantiva completiva nominal, coordenada sindética aditiva. d) inicial, coordenada sindética explicativa, coordenada sindética aditiva. e) principal, subordinada adjetiva explicativa, subordinada adverbial causal.

e contém uma oração coordenada sindética adversativa. Assinalar a alternativa b) O que dizer sem resvalar para o pessimismo, a crítica pungente ou a auto-absolvição? c) É também ocioso pensar que nós, da tal elite, temos riqueza suficiente para distribuir. e) Em termos mundiais somos irrelevantes como potência econômica, mas ao mesmo tempo extremamente representativos como população.

3 (FUVEST-SP) "Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou." (Rubem Braga) A oração a que pertence o verbo encantar é introduzida pela conjunção mas, o que a torna coordenada; por outro lado, o pronome relativo que faz dela uma subordinada. Como você pode explicar essa dualidade?

4 (PUCC-SP) Assinale a alternativa correspondente à frase em que ocorre uso incorreto a) O homem criou a máquina para facilitar sua vida, e contudo ela correspondeu a essa c) Ele tinha todas as condições para representar bem os colegas; nem todos lhe d) O problema é que ainda não se sabe se ele agiu conforme as normas da empresa. e) Ao perceber o que tinham feito com seus livros, gritou que parecia um louco.

5 (PUCSP) No período: "Meyer, que estava sentado na soleira da porta com as compridas pernas encolhidas, ergueu-se precipitadamente ao avistar Cirino e correu ao seu encontro", temos, respectivamente, as seguintes orações: a) principal, subordinada adjetiva explicativa, subordinada adverbial reduzida, b) inicial, subordinada adjetiva restritiva, principal, coordenada sindética aditiva. c) principal, subordinada substantiva completiva nominal, subordinada adverbial d) inicial, coordenada sindética explicativa, coordenada assindética, coordenada e) principal, subordinada adjetiva explicativa, coordenada assindética, coordenada sindética aditiva.

a) adversativa, 8 (UNIMEP-SP) A conjunção mas introduz orações coordenadas adversativas que podem apresentar, no entanto, idéias ou valores diferentes. Em I. II. e III há, respectivamente, idéia ou valor de: e)comparação, objeção, compensação.

9 (FUVFST-SP) Assinalar a alternativa que apresenta orações de mesma classificacão que as deste período: "Não se descobriu o erro, e Fabiano perdeu os estribos". a) Pouco a pouco o ferro do proprietário queimava os bichos de Fabiano. e) Não podia dizer em voz alta que aquilo era um furto, mas era.

nota-se que existe coordenação assindética: 13 (UFV-MG) No seguinte período: "Choveu durante a noite, (porque as ruas estão molhadas)." a oração destacada é: e) subordinada adverbial concessiva.

14 (FCMSCSP) Por definição, "oração coordenada que se prende a anterior por conectivo é denominada sindética e classilicada pelo nome da conjunção que a encabeça". Assinale a alternativa em que aparece uma coordenada sindética explicativa, e) O time ora atacava, ora defendia e no placar aparecia o resultado favorável.

15 (UFJF-MG) Só há oracões coordenadas em: a) "Faltou vinho em um casamento, e deu à água que corre a cor e o qosto do vinho." b) "As ondas aplacavam-se a um gesto seu; os peixes, que se recusavam a Pedro, enchiam a rede que Jesus mandara lançar." c) "Uma noite, perante os discípulos turbados, caminhou lisamente sobre o mar, como nós outros pisamos o chão." d) "Acalmou possessos. Fez andar paralíticos. A leprosos sacava as feridas." e) "Todas essas respostas seriam impressionantes, e os evangelistas as consignariam respeitosamente em suas crônicas." 16 (IMES-SP) Classifique as orações destacadas, de acordo com o código abaixo: a) coordenada sindética aditiva h) coordenada sindética adversativa c) coordenada sindética explicativa d) coordenada sindética conclusiva e) coordenada assindética I. ( ) "De outras ovelhas cuidarei, (que não de vós)." (Garrett) III. ( )Você não pode desanimar, (pois, afinal de contas, tudo anda muito bem).

c) por conseguinte d) dado que e) visto como "João amava Teresa que amava Raimundo / que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili / que não amava ninguém. / João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, / Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,/ Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes/ que não tinha entrado na história. (Carlos Drummond de Andrade) 18 (PUCSP) A primeira parte do poema (três primeiros versos) é marcada, sintaticamente, pela presença de orações ( ), cujos termos introdutórios atuam como ( ) a) subordinadas adjetivas restritivas, conectivo-sujeito b) coordenadas sindéticas explicativas, simpIes conectivo c) subordinadas adverbiais comparativas, simples conectivo d) subordinadas adjetivas explicativas, conectivo-sujeito e) coordenadas sindéticas aditivas, simples conectivo 19 (PUCSP) A segunda parte do poema (quatro últimos versos) tem um ritmo diferente da primeira. Isso se deve, entre outras características, a estrutura sintática das orações, assim organizadas: b) coordenadas explicativas e subordinada adjetiva restritiva, e) coordenadas explicativas e subordinada adjetiva explicaivas.

d) "Iniciei a pomicultura e a avicultura." e) "Perdi dois caboclos e levei um tiro de emboscada." 23 (PUC-PR) Em: "Ele esteve na festa; sabe, pois, o que lá aconteceu", o vocábulo pois encerra idéia de: e) condição.

24 (UFMG) Nos itens abaixo apresentamos alguns períodos e considerações sobre eles. No período 1, a oração sublinhada expressa a causa do que se informa na oração principal. No período 2, a oração sublinhada não expressa a causa do que se informa na principal.

b) 1. A casa de Mário, que foi construída em 1945, conserva, até hoje, sua pintura 2. A casa de Mário que foi construída em1945 conserva, até hole, sua pintura primitiva. Os dois períodos têm sentidos diferentes. No período 1 podemos concluir que Mário tem uma casa apenas. No período 2 indica-se que Mário tem mais de uma casa.

c) 1. (Como tivesse terminado a apuração das eleições), os políticos vencedores 2. (Mal terminou a apuração das eleições), os políticos vencedores festejaram, Nos dois períodos observa-se entre a oração subordinada (destacada) e a principal uma relação de concessão.

d) 1.(Mesmo não tendo obtido um bom resultado), conseguimos a aprovação. 2. (Apesar de não ter obtido um bom resultado), conseguimos a aprovação. Nos dois períodos observa-se entre a oração subordinada (destacada) e a principal uma relação de concessão.

e) 1. (A menos que sejam tomadas providências imediatas), toda a riqueza florestal da 2. (Caso não sejam tomadas providências imediatas), toda a riqueza florestal da Nos dois períodos observa-se entre a oração subordinada (destacada) e a principal uma relação de condição.

- nota da ledora: anúncio da Adidas. Fotografia de uma perna, e um pé, dando destaque ao pé descalço, pintado com as três listras que são marca registrada da Adidas, e o seguinte texto: - 26 ossos, 200 músculos, 320 km/h na troca de mensagem com o - fim da nota.

Neste capítulo, você vai estudar um dos aspectos mais ricos da sintaxe portuguesa: a Você ja aprendeu nos capítulos destinados à analise dos termos essenciais da oração que o verbo e o sujeito estão sempre ligados pelo mecanismo de concordância, mesmo que o sujeito venha posposto ao verbo, como no anúncio ao lado (o sujeito "três listras" esta em relação de CONCORDÂNCIA com o verbo faltavam). De acordo com essa relação, verbo e sujeito concordam em número e pessoa: Assumo meus inúmeros erros: sujeito da primeira pessoa do singular (eu),Assumimos nossos inúmeros erros: sujeito da primeira pessoa do plural (nós) Toda pessoa sensata assume os próprios erros: sujeito da terceira pessoa do singular Pessoas sensatas assumem os próprios erros: sujeito da terceira pessoa do plural REGRAS BÁSICAS: SUJEITO COMPOSTO Quando o sujeito é composto e anteposto ao verbo, a CONCORDÂNCIA se faz no plural: Pai e filho conversaram longamente. Pais e filhos devem conversar com frequência. Nos sujeitos compostos formados por pessoas gramaticais diferentes, a concordância no plural obedece ao seguinte esquema: a primeira pessoa prevalece sobre a segunda pessoa, que, por sua vez, prevalece sobre a terceira. Veja: Teus irmãos, tu e eu/ tomaremos a decisão. primeira pessoa do plural Tu e teus irmãos/ tomareis a decisão. segunda pessoa do plural Pais e filhos/ precisam respeitar-se. terceira pessoa do plural Quando o sujeito é composto, formado por um elemento da segunda pessoa e um da terceira, é possível empregar o verbo na terceira pessoa do plural, como se vê em muitos de nossos bons escritores. É possível, pois, aceitar a frase: "Tu e teus irmãos tomarão a decisão.", ja legitimada por grande parte dos gramáticos.

Você percebeu que, até agora, todos os exemplos trouxeram o sujeito anteposto ao verbo. No caso do sujeito composto posposto ao verbo, passa a existir uma nova possibilidade de concordância: em vez de concordar no plural com a totalidade do sujeito, o verbo pode estabelecer CONCORDÂNCIA com o núcleo do sujeito mais próximo. Convém insistir em que isso é uma opção, e não uma obrigação. Essa dupla possibilidade se estende aos demais casos de CONCORDÂNCIA entre verbo e sujeito composto que você estudara mais adiante.

Quando ocorre idéia de reciprocidade, no entanto, a CONCORDÂNCIA é feita obrigatoriamente no plural: Abraçaram-se vencedor e vencido. Ofenderam-se o jogador e o árbitro.

ATIVIDADES 1. Substitua os asteriscos das frases seguintes pela forma apropriada do verbo entre a) ( ) vÁrios fatos Inesperados ontem à noite. (ocorrer) b) ( ) -nos alguns momentos de paz. (restar) c) ( ) apenas alguns amigos fiéis no fim do debate. (ficar) d) ( ) vinte reais. (sobrar) e) ( ) alguns bons amigos para o alegrar. (bastar) f) Certamente ( ) bons motivos para que continuemos juntos. (dever existir) g) Ainda ( ) muitas surpresas neste campeonato. (poder ocorrer) b) É possível que ainda ( ) lembranças daqueles momentos. (sobreviver) i) Ainda ( ) vinte litros de combustível no tanque do carro. (caber) 2. Este exercício é semelhante ao anterior. Em alguns casos você poderá flexionar o a) jogadores e torcedores ( ) depois do jogo. (discutir) b) ( ) jogadores e torcedores depois do jogo. (discutir) c) Meus filbos e eu ( ) a Portugal nas próximas férias. (ir) d) ( ) a Portugal meus filbos e eu nas próximas férias. (ir) e) ( ) a Portugal eu e meus filbos nas próximas férias. (ir) f) Tu e teus amigos ( ) das assembléias. (dever participar) g) Tu e eu ( ) das assembléias. (dever participar) h) Por que ( ) tu e teus amigos às reuniões do grupo? (faltar) i) ( ) minha irmã e teu primo para o concurso. (inscrever-se) j) ( ) minha irmã e teu primo quando se encontraram. (abraçar-se) 3. Leia atentamente as duas frases seguintes e responda: que diferença estilística existe Diante da crise insuperável, renunciou o presidente e os ministros.

4. Leia atentamente a frase seguinte e indique formas de evitar as possíveis ambigüidades. Feriram-se a mãe e o filho.

CASOS DE SUJEITOS SIMPLES QUE MERECEM DESTAQUES Há muitos casos em que o sujeito simples é constituído de formas que fazem o falante hesitar no momento de estabelecer a CONCORDÂNCIA com o verbo. Em alguns desses casos, a CONCORDÂNCIA puramente gramatical é contaminada pelo ignificado de expressões que nos transmitem noção de plural apesar de terem forma de singular ou vice-versa. Por isso, convém analisar com cuidado algumas delas.

Quando o sujeito é formado por uma expressão partitiva (parte de, uma porção de, o grosso de, metade de, a maioria de, a maior parte de, grande parte de) seguida de um substantivo ou pronome no plural, o verbo pode ficar no singular ou no plural: Metade dos candidatos não apresentou /apresentaram nenhuma proposta interessante. Esse mesmo procedimento se aplica aos casos dos coletivos, quando especificados: Nesses casos, o uso do verbo no singular enfatiza a unidade do conjunto; já a forma plural confere destaque aos elementos que formam esse conjunto.

Quando o sujeito é formado por expressão que indica quantidade aproximada (cerca de, mais de, menos de, perto de) seguida de numeral e substantivo, o verbo concorda com o substantivo. Observe: Quando a expressão mais de um se associar a verbos que exprimem reciprocidade, o plural é obrigatório: Mais de um deputado se ofenderam na tumultuada sessão de ontem.

Quando se trata de nomes próprios, a CONCORDÂNCIA deve ser feita levando-se em Sem artigo, o verbo deve ficar no singular. Quando há artigo no plural, o verbo deve ficar no plural. Observe: Minas Gerais produz queijo e poesia de primeira.

- nota da ledora: OBSERVAÇÃO Com nome de obra no plural, com artigo no plural, o verbo ser pode ficar no singular, desde que o predicativo do sujeito esteja no singular: "Os sertões é a obra máxima de Euclides da Cunha".

Alagoas impressiona pela beleza das praias e pela pobreza da população. Os sertões imortalizaram Euclides da Cunha.

Quando o sujeito é um pronome interrogativo ou indefinido plural (quais, quantos, alguns, poucos, muitos, quaisquer, vários) seguido de de nós ou de vós, o verbo pode concordar com o primeiro pronome (na terceira pessoa do plural) ou com o pronome pessoal. Observe: Vários de nós propuseram Ipro pusemos sugestões inovadoras.

escreve "Alguns de nós sabiam de tudo e nada fizeram.", frase que soa como uma Nos casos em que o interrogativo ou indefinido estiver no singular, o verbo ficará no singular: Algum de vós fez isso.

- nota da ledora: desenho em quadrinho, na página. Primeiro quadro: dois homens, um entregando uma mensagem ao outro, falando: - você não tem como errar, ele tem barba e chifres. Segundo quadro: o mensageiro encontra um palhaço barbudo, com uma flor no chapéu; um bode, e Hagar, pergunta em seguida: - quem de vocês é Hagar? - fim da nota.

Quando o sujeito é formado por uma expressão que indica porcentagem seguida de substantivo, o verbo deve concordar com o substantivo. Observe: Quando a expressão que indica porcentagem não é seguida de substantivo, o verbo deve concordar com o número. Veja: 1% conhece o assunto.

Quando o sujeito é o pronome relativo que, a CONCORDÂNCIA em número e pessoa é feita com o antecedente desse pronome. Observe: -Fui eu que paguei a conta, Ainda existem mulheres que ficam vermelhas na presença de um homem.

- nota da ledora: propaganda da valisère ; mulher deitada sobre um homem, todo de branco, e o seguinte texto: Ainda existem mulheres que ficam vermelhas na presença de - fim da nota.

Com a expressão um dos que, o verbo deve assumir a forma plural: Ademir da Guia foi um dos jogadores de futebol que mais encantaram os poetas. Se você é um dos que admiram o escritor; certamente lerá seu novo romance. A tendência, na linguagem corrente, é a CONCORDÂNCIA no singular. O que se ouve efetivamente é "Ele foi um dos deputados que mais lutou para a aprovação da emenda.". Faça a comparação com um caso em que se use um adjetivo. Você diria "Ela é uma das alunas mais brilhante da sala."? Claro que não! Das alunas mais brilhantes da sala, ela é uma. Do mesmo modo, dos deputados que mais lutaram pela aprovação da emenda, ele é um. Então o raciocínio lógico mostra que o verbo no singular é inaceitável.

Quando o sujeito é o pronome relativo quem, pode-se utilizar o verbo na terceira pessoa Observe: ou ou Fomos nós quem pintamos o muro.

ATIVIDADES 1. Complete as frases seguintes com a forma apropriada dos verbos entre parênteses. a) Os preparativos para a conferência internacional sobre o meio ambiente ( ) ontem. (terminar) b) As acusações ao antigo presidente do partido ( ) a polícia a abrir investigações. ( ) (levar) c) O valor das mensalidades do curso preparatório para a carreira jurídica ( ) muito no último semestre. (subir) d) Recente pesquisa feita pelo Ministério da Saúde revelou que a grande maioria dos adolescentes não se ( ) contra a AIDS. (prevenir) e) A maior parte dos acidentes de trânsito ( ) pela imprudência dos envolvidos. (ser provocado) f) Cerca de dez mil pessoas ( ) das manifestações contra a corrupção. (participar) g) Mais de um sonbador ( ) seu dinbeiro em loterias. (gastou) 2. Explique as diferenças de significado que se podem perceber entre as frases de cada a) A maior parte dos brasileiros age animalescamente ao volante de um automóvel. A maior parte dos brasileiros agem animalescamente ao volante de um automóvel. Mais de um jogador feriram-se durante a partida.

l) As Memórias do cárcere ( ) fundamentais para quem tem fé na dignidade humana. (ser) 4. Complete as frases seguintes com a forma apropriada dos verbos entre parênteses. a) 60% dos inscritos jamais ( ) de um concurso. (haver participado) b) 1% dos entrevistados ( ) seu voto. (negar-se a declarar) c) 29% da verba ( ) nos labirintos da burocracia. (desaparecer) d) 10% do dinbeiro necessário ( ) doado por mim. (ser) e) Fui eu que ( ) aquelas prateleiras. (montar) f) Fui eu quem ( ) aquelas prateleiras. (montar) g) Somos sempre nós que ( ) cedo. (acordar) h) Foste tu que ( ) o disco? (comprar) i) Não fui eu quem ( ) isso. (fa) ar) j) Ele é um dos que ( ) que a lei só deve existir para os pobres. (pensar) l) Ela é uma das candidatas que ( ) a pena de morte. (repudiar)

CASOS DE SUJEITOS COMPOSTOS QUE MERECEM DESTAQUE Quando o sujeito composto é formado por núcleos sinônimos ou quase sinônimos, o verbo pode ficar no plural ou no singular: núcleos sinônimos Descaso e desprezo marcam/marca seu comportamento.

Quando o sujeito composto é formado por núcleos dispostos em gradação, o verbo pode ficar no plural ou concordar com o último núcleo do sujeito: Com você, meu amor uma hora, um minuto, um segundo me satisfazem/satisfaz. No primeiro caso, o verbo no singular enfatiza a unidade de sentido que há na combinação descaso/desprezo. No segundo caso, o verbo no singular enfatiza o último elemento da série gradativa.

Quando os núcleos do sujeito composto são unidos por ou nem, o verbo deverá ficar no plural se a declaração contida no predicado puder ser atribuida a todos os núcleos: Se a declaração contida no predicado só puder ser atribuida a um dos núcleos do sujeito, ou seja, se os núcleos forem excludentes, o verbo deverá ficar no singular. Observe: Você ou ele será escolhido. (Só será escolhido um.) Com as expressões um ou outro e nem um nem outro, a CONCORDÂNCIA costuma ser feita no singular, embora o plural também seja praticado. Com a locução um e outro, Não há uniformidade no tratamento dado a essas expressões por gramáticos e escritores.

Nesse caso, os núcleos recebem um mesmo grau de importância e a palavra com tem sentido muito próximo ao de e: O governador com o secretariado traçaram os planos para o próximo semestre. Nesse mesmo caso, o verbo pode ficar no singular, se a idéia é enfatizar o primeiro elemento: O governador com o secretariado traçou os planos para o próximo semestre. Com o verbo no singular, não se pode falar em sujeito composto. O sujeito é simples. As expressões "com o filho" e "com o secretariado" são adjuntos adverbiais de companhia. Na verdade, é como se, houvesse uma inversão da ordem: "O pai montou o brinquedo com o filho." / "O governador traçou os planos para o próximo semestre com o secretariado.".

Quando os núcleos do sujeito são unidos por expressões correlativas como não só... mas também; não só... como também; nao só... mas ainda; não somente... mas ainda; não apenas... mas também; tanto... quanto, o verbo concorda de preferência no plural: Tanto a mãe quanto o filho ficaram surpresos com a notícia.

Quando os elementos de um sujeito composto são resumidos por um aposto recapitulativo, a CONCORDÂNCIA é feita com esse termo resumidor: Pontes, viadutos, túneis, nada disso é prioritário em uma cidade como São Paulo. Filmes, novelas, boas conversas, nada o tirava da apatia.

ATIVIDADES Complete as frases seguintes com a forma apropriada do verbo entre parênteses. a) O amor e a paixão ( ) aquele pobre coração. (incendiar) b) Uma foto, uma imagem, uma lembrança ( ) para fazê-lo chorar. (bastar) c) A dignidade ou a cidadania certamente ( ) fazer este país melhorar. (poder) d) Nem a omissão da maioria, nem a corrupção impune ( ) sinais de nação civilizada. (ser) e) Tenho absoluta convicção de que você ou seu irmão ( ) a eleição para a presidência do clube dos calvos. (ganhar) f) Nem um nem outro deputado ( ) a presidência da câmara. (ocupar) g) Nem um nem outro ( ) falta ao time. (fazer) h) Um e outro nada ( ) para o bem-estar da coletividade. (produzir) i) O presidente, com sua comitiva, ( ) ontem de manhã. (desembarcar) j) O treinador da seleção brasileira com seus auxiliares ( ) entrevista à noite. (conceder) l) Não apenas o menor abandonado mas também o menor carente ( ) direito à educação. (ter) m) Bombons, balas, pastéis, tudo ( ) devorado pelas crianças. (ser)

de particular interesse para a CONCORDÂNCIA verbal: quando é índice de Quando é índice de indeterminaçao do sujeito, o se acompanha verbos intransitivos, transitivos indiretos e de ligação, que obrigatoriamente são conjugados na terceira pessoa do singular: Precisa-se de governantes interessados em civilizar o país.

Quando é pronome apassivador, o se acompanha verbos transitivos diretos e transitivos diretos e indiretos na formação da voz passiva sintética. Nesse caso, o verbo deve concordar com o sujeito da oração: Construfram-se novos postos de saúde. Não se pouparam esforços para despoluir o rio. Não se devem poupar esforços para despoluir o rio.

- nota da ledora: propaganda do jornal a Folha de S. Paulo, com o seguinte texto: O - fim da nota.

Neste anúncio, o pronome apassivador se acompanha dois verbos tansitivos diretos (comprar e vender). Nas duas ocorrências, o sujeito é o pronome relativo que subtituindo o jornal; por isso os verbos estão no singular.

CONCORDÂNCIA COM VERBOS DE PARTICULAR INTERESSE HAVER E FAZER O verbo haver, quando indica existência ou acontecimento, é impessoal, devendo permanecer sempre na terceira pessoa do singular: Haver e fazer são impessoais quando indicam idéia de tempo (cronológico ou meteorológico). Nesse caso, devem permanecer na terceira pessoa do singular: Deve fazer vinte anos que ela foi embora.

SER A CONCORDÂNCIA do verbo ser é absolutamente particular, rica em detalhes. Em várias situações, esse verbo deixa de concordar com o sujeito para concordar com o predicativo. Em outras, pode concordar com um ou com outro, de acordo com o termo que se queira enfatizar.

Quando colocado entre um substantivo comum no singular e outro no plural, o verbo ser Poderá ficar no singular por motivo de ênfase: No meio da chuva, o coração do seu carro são as palhetas e os limpadores do pára-brisa. A cama são algumas tábuas retorcidas.

Quando colocado entre um nome próprio e um comum, o verbo ser tende a concordar com o nome próprio. Entre um pronome pessoal e um substantivo comum ou próprio, o verbo concorda com o pronome: Pedro das Neves sou eu.

Quando colocado entre um substantivo e um pronome que não seja pessoaI, o verbo ser tende a concordar com o substantivo: Dos dois primeiros casos, encontram-se, sobretudo em textos literários, exemplos em que se opta pela CONCORDÂNCIA com o pronome.

Nas expressões que indicam quantidade (medida, peso, preço, valor), o verbo ser é invariável: Com você, duas horas é pouco.

Nas indicações de tempo, o verbo ser concorda com a expressão numérica mais próxima: (Mas, cuidado: Hoje é dia trinta e um de dezembro.) - nota da ledora: desenhos de vários relógios mostrando diversas horas, mencionadas, - fim da nota.

ATIVIDADES 1. Passe para o plural os termos destacados em cada uma das frases seguintes. i) O ministro comunicou a todos que se estava preparando (um novo conjunto de medidas econômicas).

g) Ele acredita que deve ter havido (algum transtorno) durante a viagem. h) Ele acredita que deve ter ocorrido (algum transtorno) durante a viagem. l) Deve fazer (uma década) que o país está nessa situação.

O infinitivo expressa um processo verbal sem indicação de tempo. Em português, o infinitivo pode ser impessoal, quando o que se considera é apenas o processo verbal, e pessoal, quando se atribui a esse processo verbal um agente. Observe: É proibido conversar com o motorista. (impessoal) É bom sairmos já. (pessoal, sujeito/agente nós) O infinitivo constitui um dos casos mais discutidos da língua portuguesa. Estabelecer regras para o uso de sua forma flexionada, por exemplo, é tarefa difícil. Em A forma não flexionada deve ser usada: a) quando o verbo é usado indeterminadamente, assumindo valor substantivo: b) quando o infinitivo tem valor imperativo: Direita, volver! c) quando o infinitivo, regido de preposição de, complementa um adjetivo e assume valor passivo: (= de serem roídos) Vivi situações difíceis de esquecer. ( de serem esquecidas) d) quando o infinitivo é regido de preposição e funciona como complemento de um substantivo, adjetivo ou verbo da oração anterior: e) quando o infinitivo surge como verbo principal de uma locução verbal: f) quando o infinitivo é empregado numa oração reduzida que complementa um verbo auxiliar causativo (deixar, mandar, fazer) ou sensitivo (ver sentir, ouvir perceber) e tem como sujeito um pronome oblíquo: Deixaram-nos sair.

- nota da ledora: desenho ilustrativo da página - um homem, em postura de ordem, junto - fim da nota.

A forma flexionada deve ser usada obrigatoriamente quando tem sujeito diferente do sujeito da oração anterior: Lembrei-me da recomendação médica de tomares sol todas as manhãs. (Pense no que aconteceria se não se flexionasse o infinitivo neste caso.) Ouvi gritarem meu nome.

A flexão do infinitivo é optativa quando a oração reduzida que complementa um auxiliar causativo ou sensitivo apresentar como sujeito um substantivo. Observe: Mande os meninos entrarem. (ou entrar) Ouvi os pássaros cantarem. (ou cantar) Quando o sujeito da oração reduzida de infinitivo for o mesmo da oração anterior, a flexão do infinitivo é desnecessária. Observe: Nesse caso, a flexão do infinitivo só se justifica se existir a clara intenção e a necessidade de enfatizar o agente do processo expresso pelo infinitivo: O verbo parecer pode relacionar-se de duas maneiras distintas com o infinitivo. Observe: Na primeira frase, parecer é verbo auxiliar de querer. Na segunda, ocorre na verdade um período composto. Parece é o verbo de uma oração principal cujo sujeito é a oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo "elas quererem". O desdobramento dessa reduzida gera algo como "Parece que elas querem." - nota da ledora: desenho de quadrinho, na página - um casal sentado à mesa, lendo um cardápio. Texto: No lugar do amor: - o nosso amor começou em uma pizzaria em que vibramos ao ver o baixo preço das pizzas. - casal se olhando nos olhos: - ( amar era olhar par a mesma beleza) - fim da nota.

Na oraçao reduzida "ao ver o baixo preço das pizzas" (1o. quadro), o infinitivo dispensou flexão porque seu sujeito e' o mesmo da oração anterior ("em que [nós] vibramos"). No 2o. quadro, os verbos são usados indeterminadamente, assumindo valor substantivo; portanto mantêm-se na forma não flexionada.

m) Estamos aqui para ( ) nossa tese. (expor) n) Seus olhos pareciam ( ) que eu me aproximasse. (pedir) o) Seus olhos parecia ( ) que eu me aproximasse. (pedir)

2 CONCORDÂNCIA NOMINAL REGRAS BÁSICAS A CONCORDÂNCIA nominal se ocupa da relação entre os nomes, ou seja, entre as classes de palavras que compõem o chamado grupo nominal (substantivos, adjetivos, pronomes, artigos e numerais). Para estudar como essa relação se estabelece, é necessário lembrar que adjetivos e palavras de valor adjetivo podem atuar como adjuntos adnominais ou predicativos dos substantivos a que se referem. No estudo que você fará a partir de agora, considere que o comportamento dos adjetivos é extensivo às outras palavras de emprego adjetivo.

Quando atuam como adjuntos adnominais de um único substantivo, os adjetivos concordam em gênero e número com esse substantivo: Suas mãos frias denunciavam o que sentia naquele momento.

Quando atuam como adjuntos adnominais de dois ou mais substantivos, os adjetivos antepostos devem concordar com o substantivo mais próximo. Quando estão pospostos aos substantivos, os adjetivos pedem concordar com o substantivo mais próximo ou com todos eles. Observe: A forma adotada no terceiro e no sexto exemplo é a mais clara, pois indica que o adjetivo efetivamente se refere aos dois substantivos. Você notou que, nesses casos, o adjetivo foi flexionado no plural masculino, que é o gênero predominante quando há O adjetivo anteposto a nomes próprios deve sempre concordar no plural: O disco Tropicália 2 é uma obra-prima dos brilhantes Caetano Veloso e Gilberto Gil.

Quando um adjetivo atua como predicativo de um sujeito ou de um objeto compostos, concorda com todos os núcleos desses termos. Se o predicativo do sujeito estiver anteposto ao sujeito, pode concordar apenas com o núcleo mais próximo (coisa que acontece também com o verbo da oração): É vergonhosa a pobreza e o desamparo.

Quando um único substantivo é modificado por dois ou mais adjetivos no singular, podem ser usadas as construções: A construção: Estudo a cultura italiana e francesa. provocaria incerteza (trata-se de duas culturas distintas ou de uma única, ítalo-francesa?). Por isso, deve ser evitada.

No caso de numerais ordinais antepostos a um único substantivo, podem ser usadas as construções: Convoquei os alunos da primeira e da segunda série ou Convoquei os alunos da primeira e segunda séries.

ATIVIDADES 1. Complete as frases seguintes com a forma apropriada do determinante colocado entre parênteses. Indique os casos em que mais de uma CONCORDÂNCIA é possível. a) Ele adora usar óculos ( ) (escuro) b) ( ) estive em todos os países ( ) . (latino-americano) c) Dedica-se ao estudo das culturas ( ) . (latino-americano) d) ( ) atitude e comportamento são ( ) (seu / deplorável) e) ( ) comportamento e atitude são ( ) (seu/ deplorável) f) ( ) foi ( ) () viagem. (aquele/um/melancólico) g) Divisavam-se ( ) mangueiras e abacateiros. (robusto) h) Divisavam-se ( ) abacateiros e mangueiras. (robusto) i) É profundo conhecedor de plantas e animais ( ) (marinho) j) É profundo conhecedor de animais e plantas ( ) (marinho) l) Ela se exibe na praia, desfilando com seu corpo e cabelo ( ) (dourado) m) Estou à procura de uma casa com portões e janelas ( ) (branco) n) Estou à procura de uma casa com janelas e portões ( ) (branco) b) Age sempre com calma e rigor britânicos.

l) É ( ) o talento e a habilidade desse músico. (famoso) m) São ( ) o talento e a habilidade desse músico. (famoso) n) O time principal e o time de juniores terminaram ( ) o campeonato. (vitorioso) o) Terminaram ( ) o time principal e o time de juniores. (vitorioso) p) Terminou ( ) o time principal e o time de juniores. (vitorioso) 4. Una as orações de cada item seguinte numa única oração. Atente para a b) É um especialista na língua francesa. E também especialista na língua russa. c) Entregarei o pacote aos moradores do quinto andar. Entregarei o pacote também aos d) Os alunos da sétima série organizaram a cerimônia. Os alunos da oitava série também e) O presidente queria o poder político. O presidente queria também o poder econômico.

EXPRESSÕES E PALAVRAS QUE MERECEM ESTUDO PARTICULAR Próprio, mesmo, anexo, incluso, quite e obrigado concordam em gênero e número com o substantivo ou pronome a que se referem. Observe: A moça agradeceu: - Muito obrigada.

Meio e bastante podem atuar como adjetivos ou como advérbios. No primeiro caso, referem-se a substantivos e são variáveis. No segundo, referem-se a verbos, adjetivos ou advérbios e são invariáveis: Ela ficou meio nervosa quando soube que precisaria esperar na fila até meio-dia e meia. Ficamos meio chateados.

- nota da ledora: propaganda da Casa Olga, especializada em meias, com o seguinte - fim da nota.

O redator deste anúncio elaborou uma brilhante mensagem de aniversário empregando ambiguamente a palavra meia. A primeira leitura, entendemo-la como adjetivo ("sete décadas e meia (década"). Mas, quando atentamos para a pontuação do texto e para o ramo de negócios da Casa Olga, vem-nos à mente a hipótese de que meia está sendo usada como substantivo.

Os jogadores ainda acreditavam bastante em si mesmos, apesar de estarembastante Substantivos desacompanhados de determinantes (artigos, pronomes e numerais adjetivos) podem ser tomados em sentido amplo, genérico. Nesse caso, expressões como é proibido, é bom, é necessário, é preciso, é permitido e similares não variam: São precisas várias medidas de urgência.

ATIVIDADES 1.Complete as frases seguintes com a forma apropriada do termo entre parênteses. a) Elas ( ) disseram à diretora que ela ( ) teria de resolver o problema. (mesmo/mesmo) b) Os professores garantiram que eles ( ) iriam controlar a entrega das fichas de inscrição, às quais seguiriam () os documentos necessários. (mesmo/anexo) c) A foto pedida segue ( ) à ficha de cadastro. (incluso) d) Envie ( ) os comprovantes solicitados. (anexo) e) - Muito ( ). disse a moça. - Estou ( ) agora! (agradecido/quite) f) Muito ( ) - agradeceu a moça, com um sorriso sem graça nos lábios. - Acho que é hora de eu ( ) tomar uma atitude. (obrigado/próprio) g) Ela ( ) fará isso. (próprio) h) Seguem ( ) às fotocópias os documentos requeridos. (anexo) a) A verdura que nos serviram estava ( ) murcha. (meio) b) Faz duas horas e ( ) que ela chegou. (meio) c) No campo, o país vive uma situação ( ) preocupante: ( ) famílias tiveram de vender suas terras e migrar para os centros urbanos. (bastante/bastante) d) Faça tudo com ( ) rapidez e esteja aqui antes de ( )-dia e ( ) . (bastante/meio/ meio) e) Já passava de ( )-noite e ( ) quando ela chegou. Estava ( ) chateada e ( ) preocupada. (meio/meio/bastante/meio) f) ( ) pessoas acham estranho este plural. É que estavam ( ) desinformadas sobre as coisas da língua portuguesa. (bastante/ meio) g) As professoras deste país estão ( ) desgastadas com a dupla jornada de trabalho que têm de cumprir. (meio) 3. Explique por que as frases de cada par seguinte têm comportamento diferente quanto a) Fé é necessário.

3 CONCORDÂNCIA IDEOLÓGICA Você pôde ler neste capítulo que muitas vezes os mecanismos de CONCORDÂNCIA podem ser contaminados pela significação de palavras e expressões. Essa contaminação às vezes faz a CONCORDÂNCIA formal e lógica ser substituida pela CONCORDÂNCIA ideológica e psicológica. Em outras palavras: o falante às vezes é levado a colocar um verbo ou adjetivo no plural ou no singular não porque o sujeito ou substantivo tenha essa forma, mas sim porque significa isso. As vezes, a alteração diz A CONCORDÂNCIA ideológica é chamada de silepse. Ocorrem silepses de número, gênero e pessoa.

A silepse de número ocorre particularmente quando o sujeito é um coletivo e o verbo passa a concordar no plural: O público chegou muito cedo. Como o sol era forte e o calor, intenso, começaram a Você notou que o sujeito da primeira oração é público, singular com idéia de plural. A forma verbal chegou está no singular. No período seguinte, o verbo passou para o plural (começaram). Isso se explica pelo distanciamento e pela conseqüente perda da força da forma da palavra público. Passa a prevalecer o seu significado, plural (as Outra forma de silepse de número ocorre quando se utiliza o chamado "plural de modéstia", em que a pessoa que fala ou escreve refere-se a si mesma como nós. Os adjetivos referentes ao falante surgem no singular: Nossas músicas fazem muito sucesso lá, o que nos deixa satisfeito e comovido.

A silepse de gênero ocorre quando se troca o masculino pelo feminino ou vice-versa: São Paulo continua caótica, bárbara e violenta.

A silepse de pessoa é bastante comum quando quem fala ou escreve se inclui num sujeito de terceira pessoa: Os brasileiros decentes queremos que acabem a impunidade e os privilégios. Todos sabemos quais as soluções de que o Brasil precisa.

Na língua coloquial, é comum a silepse de pessoa com a forma "a gente": "A gente somos inútil." No padrão culto, essa construção é inaceitável.

ATIVIDADE b) Queria saber como estava a família Gonçalves. Fiquei sabendo que estão bem. c) O grupo que comandava o clube, depois da crise, da pressão, das acusações e da d) Sugiro a Vossa Senhoria que não participe da reunião, porque está exausto. e) Decidimos participar desta reunião porque nos julgamos apto a contribuir de alguma h) Os professores esperamos condições dignas de trabalho.

TEXTOS PARA ANÁLISE nota da ledora: 1a. propaganda, da Budget, texto: Entre num dos mercados que mais cresce no Brasil. 2a. propaganda, da 3M com o seguinte texto: Já pensou poder gravar qualquer 3a. propaganda,: mapa do estado de Minas Gerais, com seguinte texto: Minas Gerais é o - fim da nota.

TRABALHANDO OS TEXTOS 1. Comente a concordância em "... num dos mercados que mais cresce...". 3. Complete a frase "Minas Gerais e' um dos estados que mais..." e justifique sua 4. justifique a concordância do pronome destacado na estrutura "... e protegê-(los)...". Governos não têm dados confiáveis sobre cortiços Precariedade das estatísticas oficiais mostra que problema não tem a atenção que merece São Paulo desconhece o número de pessoas que vivem nos cortiços espalhados pela cidade. Dados desencontrados e desatualizados comprovam a falta de atenção dos governantes para o problema. Órgãos oficiais e movimentos dos encortiçados concordam apenas em um ponto: vive-se mal, muito mal, nesses locais. Novas ocupações, como a ocorrida no dia 9 na Alameda Cleveland, em Campos Elísios, na região central, estão sendo planejadas por esses movimentos, segundo eles, como forma A Secretaria Municipal da Habitação e a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), do governo estadual, tomam como base uma pesquisa feita pela Fundação Instituto de Pesquisas (Fipe) realizada entre 1993 e 1994. Naquela época, 6% da população paulistana vivia em cerca de 24 mil cortiços. Esse número corresponde a mais de 160 mil famílias.

A União de Movimentos de Moradia (UMM), da qual fazem parte os movimentos Unificação das Lutas de Cortiços (ULC) e Fórum de Cortiços de São Paulo, prefere outros números: cerca de 30% dos paulistanos são encortiçados e as 820 mil famílias vivem em 88 mil imóveis. Os dados são de 1991 e foram obtidos pela Secretaria "Pulmões" - Um projeto, ainda no papel e com recursos de R$ 200 milhões, está sendo destinado especificamente aos encortiçados. A CDHU pretende construir quatro "pulmões", prédios onde eles habitariam por algum tempo, enquanto os locais onde vivem sofreriam intervenções. A UMM já forneceu à CDHU 11 regiões com maior concentração de cortiços na cidade. O governo estadual promete atender 10 mil famílias Para o diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), Luís Antônio Pompéia, nenhum dado é confiável. "Ninguém tem estatística das habitações indecentes", disse. Há 10 anos, a Embraesp chegou a estimar que pelo menos 60% dos O secretário municipal da Habitação, Lair Krahenbhul, acha que os favelados são a prioridade entre os que vivem em submoradias. Segundo ele, há cerca de 300 mil famílias em favelas, ante os cerca de 24 mil encortiçados, de acordo com a pesquisa da Fipe. "Optamos pela favela, não por minha vontade, mas pela falta de recursos", disse. Mutirões - O secretário mostrou-se reticente em relação aos projetos de mutirão, uma das bandeiras do governo de Erundina. "A filosofia do mutirão só serve em outros O mutirão, porém, é uma das principais propostas da Pastoral da Moradia e dos movimentos por moradia popular. Para a coordenadora da Pastoral, Evaniza Rodrigues, há poucos terrenos para mutirões já desapropriados. "Os governos precisam comprar ou Evaniza lembrou que os atuais mutirões estão sendo feitos em locais desapropriados uma década atrás. 'Desde então não se mexeu na questão da reforma urbana." (NUNOMURA, Eduardo. In: O Estado de S. Paulo, 29 mar. 1997.)

TRABALHANDO O TEXTO 2. "... que (vivem) nos cortiços espalhados pela cidade." justifique a concordância da forma verbal destacada.

3. "Órgãos oficiais e movimentos dos encortiçados (concordam) apenas em um ponto: (vive)-se mal, muito mal, nesses locais." Qual o sujeito de cada uma das formas verbais destacadas?

5. "...60% dos paulistanos (viviam)..." justifique a concordância da forma verbal destacada.

b) Reescreva a oração duas vezes, passando o verbo destacado para o pretérito c) Reescreva a oração, substituindo o verbo haver por existir.

8. "... onde os terrenos são mais baratos (sétimo parágrafo). Reescreva a oração, substituindo o verbo ser pelo verbo custar.

9. Os dados apresentados pelo texto confirmam o que se afirma no título e no subtítulo? Comente.

QUESTÕES E TESTES DE VESTIBULARES 1 (ACAFE-SC) Assinale a alternativa que preenche corretamente os espaços na frase: Hoje, quem ( ) porque, ontem ( ) tu que( ) a) paga sou eu - foste - pagaste b) paga sou eu - foi - pagou c) paga sou eu - foste - pagou d) paga é eu - foi - pagaste e) paga sou eu - fostes - pagastes 2 (FUVEST-SP) "Eu não sou o homem que tu (procuras), mas desejava (ver-te), ou, quando menos, possuir o (teu) retrato." Se o pronome tu fosse substituído por Vossa Excelência, em lugar das palavras destacadas no trecho acima transcrito, teríamos, respectivamente, as seguintes formas: e) procurais, ver-vos, seu.

3 (FUVEST-SP) "Mas aquele pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que fazem bem." (Rubem Braga) Suponha que o início desse período seja: "Mas aqueles . Reescreva o período, fazendo apenas as alterações que se tornarem gramaticalmente necessárias.

a) Discutiu-se a semana toda os acordos que têm de ser assinados nos próximos dias. b) Poderá haver novas reuniões, mas eles discutem agora sobre que produtos recairão, a c) Entre os dois diretores deveria existir sérias divergências, pois a maior parte dos e) Eles hão de decidir ainda hoje, pois faz mais de dez horas que estão reunidos naquela sala.

6 (PUCC-SP) Assinale a alternativa correspondente à frase em que a concordância a) As análises dos especialistas e do presidente prevê uma queda no setor, mas o boletim da empresa sobre as vendas efetuadas no último mês justificam que não se perca o b) Restava, no momento, poucas esperanças de acordo, mas ela, e principalmente eu, c) Podem existir, agora, poucas pessoas dispostas a enfrentar este pequeno problema, mas já houve muitas outras ocasiões em que sacrífícios bem maiores foram exigidos de d) A vida e a dignidade das pessoas está posta em risco quando falta, por parte delas, recursos para atenderás suas necessidades básicas e) Foi encontrado no meio dos escombros muitos esqueletos, e já se levantou, entre os cientistas, hipóteses de que seja de animais pré-históricos.

7 (UFG-GO) No conhecido verso de um rock "a gente somos inútil" - ocorre uma concordância que, apesar de ser condenada pelos padrões gramaticais da língua culta, é comum na fala popular. Como se explica esta possibilidade de construção na língua portuguesa?

8 (UNICAMP-SP) No diálogo transcrito a seguir, um dos interlocutores é falante de uma variedade de português que apresenta uma série de diferenças com relação ao Identifique, na fala desse interlocutor, as marcas formais dessas diferenças e transcreva- as. Faça, a seguir, uma hipótese sobre quem poderia ser essa pessoa (sua classe social e Interlocutor 1: Por que o senhor acha que o pessoal não está mais querendo tocar? Interlocutor 2: E... a rapaziada nova agora não são mais como era quando nós ia, não senhora. Quando nós saía com o Congo nós levava aquele respeito com o mestre que saía com nós, né? Então nós ficava ali, se fosse tomar arguma bebida só tomava na hora que nós vinhesse embora.

'pessoas influentes e importantes'. 'Tudo aquilo que a polícia necessitar de meios para chegar a esse objetivo, ela terá a responsabilidade de apurar até o fim, doa a quem doer esses fatos."' (Diário do Povo, 9 out. 1987.) 10 (UNICAMP-SP) O jornal Folha de S.Paulo introduz com o seguinte comentário uma entrevista recente (8 dez. 1988) com o professor Paulo Freire: "A gente cheguemos" não será uma construção gramatical errada na gestão do Partido dos Trabalhadores em São Paulo." Os trechos da entrevista nos quais a Folha se baseou para fazer tal comentário foram os seguintes: "A criança terá uma escola na qual a sua linguagem seja respeitada (...) Uma escola em que a criança aprenda a sintaxe dominante, mas sem desprezo pela sua." "Esses oito milhões de meninos vêm da periferia do Brasil (...) Precisamos respeitar a sua sintaxe mostrando que sua linguagem é bonita e gostosa, às vezes é mais bonita que a minha. E, mostrando tudo isso, dizer a ele: 'Mas para tua própria vida tu precisas dizer a gente chegou (em vez de a gente cheguemos). Isso é diferente, (a abordagem) é diferente. E assim que queremos trabalhar, com abertura, mas dizendo a verdade." Responda de forma sucinta: a) Qual é a posição defendida pelo professor Paulo Freire em relação à correção de erros b) O comentário do jornal faz justiça ao pensamento do educador? Justifique a sua resposta.

11 (UFV-MG) Dadas duas frases consideradas corretas: a) Fulano ou Beltrano será eleito em 15 de novembro Presidente da Repóblica. Explique a razão de o verbo estar no singular em a e no plural em b.

12 (UNICAMP-SP) Sem comentários Do delegado regional do Ministério da Educação do Rio, Antônio Carlos Reborado, ao ler ontem um discurso de agradecimento ao seu chefe, o ministro Eraldo Tinoco: "Os convênios assinados traduz (sic)* os esforços...". (Painel, Folha de S. Paulo, l2 set. 1992.) *sic: palavra latina que significa assim no caso, é usada pelo jornal com o sentido de O título da nota, "Sem comentários , e, na verdade, um comentário que expressa o ponto de vista do jornal, motivado por um problema gramatical no discurso lido por A. C. b) Explicite o comentário que está sugerido, neste caso específico, pela expressão "Sem comentários".

13 (UNICAMP-SP) Apesar de consideradas erradas, construções como "No segundo turno nós conversa", "A gente fomos", "Subiu os preços" obedecem a regras de concordância sistemáticas, características principalmente de dialetos de pouco prestígio O trecho abaixo, extraído de um editorial de jornal (portanto, representativo da modalidade culta) contém uma construção que é de fato um erro de concordância.

"Pode-se argumentar, é certo, que eram previsíveis os percalços que enfrentariam qualquer programa de estabilização ...) necessário no Brasil." (Folha de S.Paulo, 7 nov. 1990.) b) Lendo atentamente o texto, você descobrirá que existe uma explicação para esse erro. c) Reescreva o trecho de forma a adequá-lo à modalidade escrita culta.

14 (UFV-MG) Assinale a alternativa, cuja sequência enumera corretamente as frases: (1) concordância verbal correta (2) concordância verbal incorreta a) 1,2,2,2,1 b) 2,2,2,1,2 c) 1,1,2,1,1 d) 1,2,1,1,2 e) 2,1,1,1,2 15 (UFV-MG( Em todas as frases abaixo a concordância verbal está incorreta, exceto: e) Sobrou-me uma folha de papel, uma caneta e uma borracha.

16 (FATEC-SP( Assinale a alternativa em que o período 2 não corresponde à correta 2. Haverão de existir soluções menos traumáticas.

17 (FAAP-SP) Nas frases abaixo, explique a concordância dos verbos destacados. a) (Costumava haver), na cama do finado Padre João da Mata, lençóis de linho, dum b) Padre Antônio de Morais foi um dos que mais (sentiram) atração por Clarinha.

a) No período "Outro dia mesmo tinha um homem gordo cantando em alemão", a forma verbal tinha, de largo uso, é considerada coloquial; a Gramática Normativa recomenda b) A pluralização do termo sintático destacado em "Houve / teve grande festa para o c) Ter e haver possuem o mesmo sentido e o mesmo comportamento sintático (São verbos pessoais, ambos) em "tinha de conseguir" e "havia de tentar"; entretanto, possuem sentido e comportamento sintático diferentes em "Caso sério havia entre eles, mas ninguém sabia" e "Caso sério tinha nas mãos o advogado do distinto político". d) O verbo ter empregado em "e tem uma porção de gente diferente" possui sentido idêntico em "Por isso é que tem tanto fio na rua", mas diferente em "A gente tem um e) Haver e fazer são equivalentes em "Há dez anos trabalho aqui" e "Faz dez anos que trabalho aqui". Nesse sentido, de tempo decorrido, não podem ser usados no plural.

19 (FUVEST-SP) Reescreva as frases abaixo, substituindo existir por haver e vice- b) Se existissem mais homens honestos, não haveria tantas brigas por justiça.

20 (FEI-SP) Passe para o plural: 21 (FUVEST-SP) Em "(Há em nosso pais duas constantes) que nos induzem a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de todo o mundo", reescreva o segmento destacado, substituindo o verbo haver por existir.

23 (F.C. Chagas-BA) A ocorrência de interferências ( )-nos a concluir que ( ) uma re- lação profunda entre homem e sociedade que os ( ) mutuamente dependentes. a) leva, existe, torna b) levam, existe, tornam c) levam, existem, tornam d) levam, existem, torna e) leva, existem, tornam e) Vossa Senhoria vos preocupais demasiadamente com a vossa imagem.

a) faltava, haviam, existiam b) faltavam, havia, existiam c) faltavam, haviam, existiam d) faltava, havia, existia e) faltavam, havia, existia 26 (FUVEST-SP) Num dos provérbios abaixo não se observa a concordância e) Quem cabras não tem e cabritos vende, de algum lugar lhe vêm.

27 (FCMSCSP) Por falta de verba, ( ) as expenências e os estudos que se ( ). a) foi suspenso, planejava fazer b) foram suspensos, planejava fazer c) foram suspensos, planejavam fazer d) foram suspensas, planejavam fazer e) foi suspenso, planejavam fazer 28 (F.C. Chagas-BA) Assinale: c) se forem corretos somente os textos 1 e 3, 3. Passará o céu e a terra, mas não passarão minhas palavras.

b) devem haver, realizem c) deve haverem, realize d) deve haver, realizem e) deve haver, realize 32 (CESGRANRIO-RJ) Assinale a opção em que a lacuna pode ser preenchida por a) Um dos seus sonhos ( ) morrer na terra natal. (era, eram) b) Aqui não ( ) os sítios onde eu brincava. (existe, existem) c) Uma porção de sabiás ( ) na laranjeira. (cantava, cantavam) d) Não ( ) em minha terra belezas naturais. (falta, faltam) e) Sou eu que ( ) morrer ouvindo o canto do sabiá. (quero, quer) 33 (UFC-CE) Complete as seguintes frases observando a concordância verbal e, 1. Como ( ) haver pessoas tão generosas. (poder - imp. ind.) 2. ( )-se, muito longe, os sinos da igreja. (ouvir- imp. ind.) 3. ( ) muitos anos que ela não vai a festas. (fazer - pres. ind.) 4. Eles sempre se ( ) com dignidade. (haver- perf. ind.) 5. ( )-se muitas pessoas dirigindo-se á matriz. (ver - pres. ind.) a) podia, ouviam, faz, houveram, vêem b) podiam, ouvem, fazem, houveram, vêm c) podia, ouvia, faz, havia, vêem d) pôde, ouve, fazem, houveram, vêem e) n.d.a.

34 (PUC-RS) Asseguro a V. S. que nao ( ) incomodar-( ) com a elaboração dos testes; a) precisa, se, pode b) precisa, se, podes c) precisas, te, podes d) precisais, vos, podeis e) precisa, vos, pode d) Espera-se dias mais propícios.

A entrada para o cinema foi ( ), mas o filme e o desenho ( ) compensaram, pois a) caro apresentado - alegre b) cara - apresentado alegre c) caro - apresentados - alegres d) cara - apresentados - alegres e) cara - apresentados - alegre 39 (UEM-PR) Aponte a(s) frase(s) em que a palavra dos parênteses deve ir 01. Tu, eu e teu pai ( ) de ônibus. (ir) 02. Os Estados Unidos, durante a noite, ( ) a Líbia. (atacar) 04. ( ) você e seu colega. (passar) 08. ( ) muitos discursos, porém pouca argumentação. (haver) 16. Parece inteligente e tem ( ) argumentos para se defender. (bastante) 32. ( ) ao processo encontram-se as fotos. (incluso) 40 (PUCC-SP) Apenas uma alternativa preenche corretamente os espaços existentes na "Aquelas mulheres estão ( ) porque querem aproveitar a liquidação para comprar ( ) a) alertas, bastantes, bege b) alerta, bastante, beges c) alerta, bastantes, bege d) alertas, bastante, beges e) alerta, bastantes, beges 41 (PUCC-SP) Assinale a alternativa correspondente à frase em que a concordância a) Qualquer que tivessem sido as decisões da chefia, a reação dos funcionários seria a b) Eles são tão pouco esclarecidos, que com meias palavras não entendem nada; é c) Quando já passava das dez horas, atribuiu-se o atraso do juiz a problemas de saúde e d) Vai ser avaliado, no mês que vem, os danos da última seca e serão anunciados os e) Eles parecem, cada vez mais, serem os únicos responsáveis pelo ocorrido, por mais inacreditável que possa ser os fatos.

terminar o trabalho, mas não conseguiram falar ( ) por esse motivo é que ficou tudo a) mesmo - consigo - mim b) mesmas - com você - eu c) mesmo - com você - mim d) mesmas - consigo - mim e) mesmas - contigo - eu 44 (PUCC-SP) Assinale a alternativa correspondente à frase em que a concordância a) Era oito horas e até aquela hora tinha sido evitado, graças à presença de correspondentes estrangeiros, uma série de assuntos sobre política econômica. b) Avaliou-se com muita calma, no encontro que se deu fazem uns quinze dias, as mais diferentes versões sobre o manifesto a favor da Ecologia, que havia sido publicada pela c) Os estudos para a fusão das duas companhias dura mais de dois meses, mas o concurso para a escolha dos nomes dos novos produtos já tem sido amplamente d) Seja quais forem as críticas que possam ser feitas, a verdade é que eles pretendiam, cada uma seu modo, defenderem seus pontos de vista, mesmo sabendo que nem todos e) Novas taxas, em virtude dos últimos aumentos, parecem inevitáveis; indicam-se os motivos do reajuste em documentos que encaminho anexos a este.

45 (UNIMEP-SP) "Doei meu sapato e minha roupa..." Se formos colocar um adjetivo que se refira aos dois substantivos, deveremos usar: e) Qualquer das alternativas anteriores.

46 (UFV-MG) Todas as alternativas abaixo estão corretas quanto à concordância nominal, exceto: e) Seguiram automóveis, cereais e geladeiras exportados.

a) Dado a, o, demonstrado b) Dada à, do, demonstrados c) Dados a, o, demonstrados d) Dados a, ao, demonstrado e) Dados à, do, demonstrados 49 (FAAP-SP) Observando as regras de cncordância verbal e nominal, reescreva a frase que segue: Ao meio-dia e meio, depois de penosa escalada, durante a qual houveram perigos o mais surpreendentes possíveis, o grupo de alpinistas franceses atingiu o ponto mais elevado da cordilheira.

50 (PUC-RJ) Preencha as lacunas com a forma adequada das palavras entre parênteses, a) Por ( ) que sejam as conseqüêncías, esta e a única tentativa possível. (pior) b) Seus propósitos estão ( ) claros. (bastante) c) As informações prometidas seguem ( ) a esta carta. (anexo) 51 (UFSCar-SP) Reescreva o período abaixo. Corrija-o, se necessário, quanto à É proibido a entrada de pessoas estranhas no recinto.

52 (F.C. Chagas-BA) Assinale a alternativa em que a concordância verbal e b) Comprei um óculos escoro nesta loja. Consegue-se bons descontos aqui. c) Vão fazer dez anos que trabalho aqui e ainda é proibido a minha entrada na sala da Diretoria e) A gente fomos ao cinema no domingo, e lá haviam amigos nossos na fila.

a) Lembradas, pediram-se b) Lembrado, pediu-se c) Lembradas, foi pedido d) Lembrado, pediram-se e) Lembrado, foram pedidos 56 (F.C. Chagas-BA) Os Estados Unidos ( ) grandes universidades de ( ) fama e a) possuem, reputada b) possui, reputado c) possui, reputados d) possuem, reputado e) possui, reputada 57 (F.C. Chagas-BA) Informo a Vossas Senhorias que ( ) seguem a carta, o relatório e a cópia que nos solicitaram, e que estão inteiramente à ( ) disposição a) incluso, vossa b) inclusos, sua c) incluso, sua d) inclusa, vossa e) inclusos, vossa 58 (UFSC) Aponte a alternativa em que a concordância nominal não é adequada. e) Obrigava sua corpulência a forçada evolução e exercício.

59 (UM-SP) Indique a alternativa que preenche corretamente as lacunas na frase. ( ) na verdade, de tarefas árduas que um e outro ( ) com esforço e capacidade ( ) a) Tratam-se, executou, sobre-humana b) Tratam-se, executaram, sobre-humanas c) Trata-se, executou, sobre-humanas d) Trata-se, executaram, sobre-humanos e) Tratam-se, executou, sobre-humanos 60 (F.C. Chagas-BA) Ainda ( ) furiosa, mas com ( ) violência, proferia injúrias ( ) para a) meia, menas, bastantes b) meia, menos, bastante c) meio, menos, bastante d) meio, menos, bastantes e) meio, menas, bastantes b) Era meio-dia e meia.

62 (ltajubá-MG) Em todas as frases a concordância se fez corretamente, exceto: e) Sairei de São Paulo hoje, ao meio-dia e meia.

63 (PUCC-SP) Assinale a alternativa em que meio funciona como advérbio. e) n.d.a.

64 (UnB-DF) Em todas as alternativas a concordância nominal fez-se corretamente, exceto em: a) Eu observava no velho guerreiro o destemor e a força quase lendários. b) Estavam emudecidos, para sempre, as almas, as vozes e os risos dos homens. d) O presidente quero decreto o mais breve e incisivo possíveis.

66 ( F.C. Chagas-BA) Água às refeições é ( ) para a saúde. Essa é uma das muitas a) mau, é preciso b) mau, são precisas c) mal, é precisa d) má, são precisas e) má, é preciso

A expressão "livre de marcação" constitui objeto de estudo da regência nominal, ao passo que pensa em futebol" pertence ao domínio da regência verbal.

1 INTRODUÇÃO Há algum tempo, um famoso cantor americano (Michael Jackson) foi acusado de assediar sexualmente menores de idade. Ao noticiar o fato, muitas emissoras de televisão falavam das "denúncias de abuso sexual contra Michael Jackson". Você percebe o que ocorre nessa construção? A frase é, no mínimo, ambígua. De réu, Jackson pode passar a vítima. Colocada depois de dois nomes (denúncias e abuso), a preposição contra pode relacionar-se a qualquer dos dois termos. Na verdade, por estar mais próxima de abuso, é a esse termo que a preposição parece ligar-se. Isso faz Jackson passar a ser vítima do abuso.

Para que a frase fosse clara e fiel ao sentido pretendido, seria necessário aproximar a Surgiria a construção "as denúncias contra Michael Jackson de abuso sexual". Outra solução seria "as denúncias de abuso sexual feitas contra Michael Jackson". O É disso que se ocupa a regência, ou seja, como estabelecer relações entre palavras, para criar frases que não sejam ambíguas, que expressem efetivamente o sentido desejado, que sejam corretas e claras.

2 REGÊNCIA VERBAL A regência verbal se ocupa do estudo da relação que se estabelece entre os verbos e os termos que os complementam (objetos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais). Você sabe que o verbo gostar rege a preposição de (gostar de alguém ou de algo), que o verbo concordar rege com (concordar com alguém ou com algo), que o verbo confiar rege em (confiar em alguém ou em algo). E o verbo ir? No dia-a-dia, no Brasil, é muito comum ir em algum lugar" ("Fui no cinema", "Fui na praia"). Na língua culta, porém, o verbo ir rege as preposições a e para: "Fui ao cinema"; "Ele foi para a Grécia". A diferença entre o uso culto, formal, e o coloquial é um dos principais objetivos do estudo da regência.

Outro aspecto que deve ser considerado é a mudança de significado que pode resultar das diferentes relações que se estabelecem entre um mesmo verbo e seus complementos: "agradar alguém" é diferente de "agradar a alguém". No primeiro caso ("A mãe agrada o No segundo ("A mãe agrada ao filho"), significa "causar agrado ou prazer", "satisfazer". Para estudar a regência verbal, os verbos serão agrupados de acordo com sua transitividade. Lembre-se de que a transitividade não é um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes formas em diferentes frases. Você verá a transitividade Num último grupo, foram reunidos os verbos cujas mudanças de transitividade estão relacionadas com mudanças de significado.

VERBOS INTRANSITIVOS Os verbos intransitivos não possuem complementos. É importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los. Chegar e ir são normalmente acompanhados de adjuntos adverbais de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para indicar direção ou destino são a e para. RonaIdo foi para a Espanha.

VERBOS TRANSITIVOS DIRETOS Os verbos transitivos diretos são complementados por objetos diretos. Isso significa que não exigem preposição para o estabelecimento da relação de regência. Os pronomes pessoais do caso oblíquo da terceira pessoa que atuam como objetos diretos são o, os, a, as. Esses pronomes podem assumir as formas lo, los, la, las (após formas verbais terminadas em -r, -s ou -z) ou no, nos, na, nas (após formas verbais terminadas em sons nasais). Não se devem usar como complemento desses verbos os pronomes lhe, lhes. São transitivos diretos, entre outros: abandonar alegrar conservar prejudicar abençoar ameaçar convidar prezar aborrecer amolar defender proteger abraçar amparar eleger respeitar acompanhar auxiliar estimar socorrer acusar castigar humilhar suportar admirar condenar namorar ver adorar conhecer ouvir visitar Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente como o verbo amar: Ele deve amar aquela mulher. /Ele deve amá-la.

Os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos para indicar posse (caso em que atuam como adjuntos adnominais): Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto) Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira)

oblíquos tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos pronomes átonos lhe, lhes. Lembre-se de que os verbos transitivos indiretos não admitem voz passiva - as poucas São verbos transitivos indiretos, entre outros: antipatizar e simpatizar, que têm complemento introduzido pela preposição com: Simpatizo com os que condenam os políticos que governam para uma minoria Esses verbos não são pronominais. Não se deve dizer, portanto, "antipatizei-me com consistir, que tem complemento introduzido pela preposição em: obedecer e desobedecer, que têm complemento introduzido pela preposição a: Os brasileiros desobedecem aos sinais de trânsito. Apesar de transitivos indiretos, admitem a voz passiva analítica: Observe que, para substituir uma pessoa que funcione como complemento desses verbos, pode-se usar lhe ou a ele/ela: "Obedeço ao mestre/Obedeço-lhe/Obedeço a ele". Para substituir o que não for pessoa, só se pode usar a ele/ela: "Obedeço ao código / Obedeço a ele".

dignar-se, pronominal, que no padrão culto rege a preposição de: Ele não se dignou de olhar-me nos olhos. Ela ao menos se dignou de responder-me.

É comum, em textos formais, encontrar esse verbo com a preposição de elíptica: Convém lembrar que esse verbo na linguagem corrente, e usado com a preposição a, o responder, que tem complemento introduzido pela preposição a Também admite voz passiva analítica, desde que o sujeito seja aquilo, e não aquele, a que se responde: Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente.

- nota da ledora: na página, o mesmo anúncio do IBGE, descrito na página 459. - fim da nota.

No anúncio acima, a preposição a' exigida pelo verbo transitivo indireto responder, está combinada com o artigo definido o. A construção, portanto, está correta: "responder ao Censo"

ATIVIDADES 1. Faça a substituição dos termos destacados nas frases seguintes pelos pronomes oblíquos atonos apropriados.

2. Em cada item você encontrara uma frase típica da linguagem coloquial de várias regiões do Brasil. Adapte cada uma dessas frases à regência verbal da língua culta. f) Que Deus lhe proteja! i) Faço questão de lhe abraçar.

3. Comente a regência verbal da frase seguinte: Essa medidas consistem basicamente de novas regras para o sistema financeiro e de um novo sistema de controle de entrada de divisas externas.

VERBOS INDIFERENTEMENTE TRANSITIVOS DIRETOS OU INDIRETOS Alguns verbos podem ser usados como transitivos diretos ou transitivos indiretos, sem que isso implique alteração de sentido. Alguns deles são: abdicar (de) desdenhar (de) acreditar (em) gozar (de) almejar (por) necessitar (de) ansiar (por) preceder (a) anteceder (a) precisar (de) atender (a) presidir (a) atentar (em, para) renunciar (a) cogitar (de, em) satisfazer (a) consentir (em) versar (sobre) deparar (com) - nota da ledora: anúncios repetidos: da microempresa, na página 362; do dicionário da folha da tarde, na página 211; e da monark, na página 199 - fim da nota.

Precisar pode ser verbo transitivo direto ou indireto. Neste exemplo, é transitivo Conhecer bem os substantivos constitui tarefa crucial para quem deseja se expressar com precisão na norma culta. Caso contrário corre-se o risco de apelar para "substantivos" Esperamos que você nunca mais se esqueça da regência do verbo esquecer.

À semelhança do verbo esquecer, lembrar pode ser usado como transItivo direto (regência presente no anúncio) ou transItivo indireto. Se optássemos por esta última escreveríámos: "Lembra-se de quando você começou apedalar?".

Esses verbos também apresentam uma outra possibilidade de construção, hoje restrita à língua literária: Não me esquecem aqueles beijos que trocamos. (= não me saem da memória, não me caem no esquecimento) Desculpe-me, mas não me lembra a data de seu aniversário, (= não me vem à lembrança) Lembrar, no sentido de "advertir, notar, fazer recordar", é usado com objeto indireto de pessoa e objeto direto que indica a coisa a ser lembrada. Observe: Lembrei a todos que tudo ainda estava por fazer.

VERBOS TRANSITIVOS DIRETOS E INDIRETOS Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompanhados de um objeto direto e um objeto indireto. Merecem destaque, nesse grupo: agradecer, perdoar e pagar, que apresentam objeto direto de coisa e objeto indireto de pessoa: O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito com particular cuidado. Observe: Paguei minhas contas. /Paguei-as.

É importante notar que, com esses verbos, a pessoa deve sempre aparecer como objeto indireto, mesmo que na frase não haja objeto direto. Observe: A empresa não paga aos funcionários desde setembro. Já perdoei aos que me acusaram. Agradeço aos eleitores que confiaram em mim.

informar, que apresenta objeto direto de coisa e objeto indireto de pessoa, ou vice-versa: (ou sobre os novos preços) - nota da ledora: anúncio do carro Rolls Royce que, devido ao tamanho, deveria pagar IPTU ( voce já viu este anúncio na página 106) - fim da nota.

No caso do verbo pagar, o imposto (IPTU) é objeto direto, Se quiséssemos identificar o beneficidrio do pagamento, devertamos introduzi-lo como objeto indireto: "Deveria Quando se utilizam pronomes como complementos, podem-se obter as construções: Informe-os dos novos preços. / lnforme-os deles. (Ou sobre eles) No período composto, quando um dos complementos desse verbo é oracional, valem as mesmas orientações: Informe aos clientes que os preços não são mais os mesmos./ Informe-lhes que os reços Informe os clientes de que os preços não são mais os mesmos./ Informe-os de que os A mesma regência de informar cabe a avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir.

preferir, que na língua culta deve apresentar objeto indireto introduzido pela preposição a: "Prefiro um asno que me carregue a um cavalo que me derrube." - nota da ledora: anúncio da associação dos desportitas cadeirantes - voce já viu este anúncio na página 297 - fim da nota.

Esse verbo, na língua culta, deve ser usado sem termos intensificadores como muito, antes, mil vezes, um milhão de vezes. A ênfase já é dada pelo prefixo existente no verbo No 2o. período, o objeto indireto do verbo preferir está elíptico, pois foi referido no período inicial. Se optássemos por explicitá-lo, escreveríamos: "Eu prefiro pensar nas rodas a reclamar da cadeira".

ATIVIDADES 1. Substitua os termos destacados pelo pronome pessoal oblíquo átono apropriado. c) Sempre se encontra um jeito de perdoar (aos empresários inadimplentes). d) Não perdoarei (essa atitude grosseira).

2. Observe a regência verbal empregada nas frases seguintes. Faça as alterações necessárias para torná-las adequadas ao padrão culto da língua portuguesa. e) "Prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo." (Raul Seixas) i) Informo-a que o empréstimo não será concedido.

VERBOS CUJA MUDANÇA DE TRANSITIVIDADE IMPLICA MUDANÇA DE SIGNIFICADO Há vários verbos cujas modificações de transitividade produzem mudanças de significado. Veja a seguir os principais.

Agradar, no sentido de "fazer carinho", "acariciar", é transitivo direto: Sempre agrada o filho quando o revê. /Sempre o agrada quando o revê. Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. / Cláudia não perde oportunidade de agradá-lo. No sentido de "causar agrado a", "satisfazer", "ser agradável a", é transitivo indireto e rege complemento introduzido pela preposição a: O cantor não agradou aos presentes. O cantor não lhes agradou.

Aspirar, no sentido de "sorver", "inspirar", "inalar", é transitivo direto: Quem não fuma muitas vezes é obrigado a aspirar a fumaça dos cigarros de quem se No sentido de "desejar", "almejar", "pretender", é transitivo indireto e rege a preposição a. Não se deve usar lhe ou lhes como objeto indireto desse verbo: Os brasileiros sensíveis aspiramos a um país mais justo. Os brasileiros sensíveis aspiramos a ele.

Assistir, no sentido de "ajudar", "prestar assistência a", é transitivo direto: As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos. As empresas de saúde negam-se a No sentido de "ver"," presenciar", "estar presente a" ou "caber", "pertencer", é transitivo indireto. Nos dois casos, rege complemento introduzido pela preposição a; no primeiro, apresenta objeto indireto de coisa; no segundo, de pessoa. Observe: Exigir qualidade é um direito que assiste ao consumidor. /Exigir qualidade é um direito que lhe assiste.

Na linguagem corrente do Brasil, esse verbo é usado como transitivo direto, no sentido de "ver", "presenciar": "Não assisti o jogo". No padrão culto, não se aceita essa construção. Convém lembrar que não se pode fazer a passiva de verbos transitivos indiretos, portanto não se pode dizer "O jogo foi assistido por apenas mil pessoas". No padrão formal, deve-se optar pela construção ativa ("Apenas mil pessoas assistiram ao jogo").

Alguns autores admitem que esse verbo seja usado como transitivo indireto com o sentido de "ajudar", "prestar assistência": O médico se negou a assistir-lhes.

Em textos literários, pode aparecer com o sentido de "morar", "residir". Nesse caso, é intransitivo e normalmente vem acompanhado de adjunto adverbial de lugar introduzido pela preposição em: Qualquer pessoa sensível gostaria de assistir em Siena, Bruges ou Toledo.

Chamar, no sentido de "convocar" "solicitar a atenção ou a presença de, dizendo o nome em voz alta", é transitivo direto: Chamei você várias vezes, mas você não ouviu. /Chamei-o várias vezes, mas você não ouviu.

No sentido de "denominar", "tachar", "apelidar", pode ser transitivo direto ou transitivo indireto. É normalmente usado com predicativo do objeto, que pode ser introduzido pela preposição de. Observe as diferentes possibilidades de construção: A torcida chamou ao jogador mercenário. /A torcidachamou-lhe mercenário. A torcida chamou o jogador de mercenário. /A torcida chamou-o de mercenário. A torcida chamou ao jogador de mercenário. /A torcida chamou-lhe de mercenário.

Confraternizar não é pronominal, o que equivale a dizer que não se aceitam construções como "Os atletas se confraternizaram" ou "Os professores se confraternizaram com os alunos". Deve-se dizer "Os atletas confraternizaram"; "Os professores confraternizaram com os alunos".

Custar, no sentido de "ser custoso", "ser penoso", "ser difícil", tem como sujeito uma oração subordinada substantiva reduzida. Observe: Custou-lhe entender a regência do verbo custar.

- nota da ledora: quadrinhos, onde um gaúcho adulto e uma crinça conversam. A criança pergunta: - É verdade que a revolução farrupilha começou por causa do charque. - sim, o finado Tarquínio, meu trisavô farrupilha, entrou na guerra por causa do charque.- responde o adulto. - Não concordou com os preços Seu Tourinho? - volta a perguntar a criança. Não. Um soldado imperial chamou a trisavó de charque , e o velho se aporreou - fim da nota.

Significando 'denominar'; a regência mais freqüente e coloquial do verbo chamar é a que lemos acima: "chamou a trisavó de charque".

No Brasil, na linguagem cotidiana, são comuns construções como " Zico custou a chutar" ou "Custei para entender o problema", em que o verbo custar pode significar Na língua culta, essas construções em que custar apresenta sujeito indicativo de pessoa são rejeitadas. Em seu lugar, devem-se utilizar construções em que surja objeto indireto de pessoa: "Custou a Zico chutar" (- Custou-lhe chutar) e "Custou-me entender o problema". Se você estranhou essas construções, lembre-se de que você não diz "Quanto tu custas para acordar mais cedo?", e sim "O que te custa acordar mais cedo?". Note que o sujeito de custar não é a pessoa, e sim a coisa, o fato: não és tu que custas para acordar mais cedo; é acordar mais cedo que te custa, custa para ti.

Implicar, no sentido de "ter como conseqúência", "trazer como conseqúência", "acarretar", "provocar", é transitivo direto: Sua decisão implicou o cancelamento do projeto No Brasil, esse verbo é sistematicamente usado com a preposição em ("Sua decisão implica em cancelar o projeto"). Nenhum dicionário admite essa construção no padrão No sentido de "embirrar", "ter implicância", é transitivo indireto e rege a preposição com: No sentido de "envolver", "comprometer", é transitivo direto e indireto: Acabaram implicando o ex-ministro em atividades criminosas.

Proceder, no sentido de "ter cabimento", "ter fundamento", "fazer sentido" ou "portar- se", "comportar-se", "agir 'é intransitivo. Nessa segunda acepção, vem sempre acompanhado de adjunto adverbial de modo: No sentido de Aprovir, "originar-se", "ter origem", é transitivo indireto e rege a preposição de: Seu comportamento vil procede da ganância desmesurada que assola sua alma.

- nota da ledora: foto da deficiente auditiva que trabalha no supermercado, em Salvador, em rede de lojas de empresário pioneiro, no setor, ao abrir este mercado de trabalho aos deficientes auditivos. Ao fundo, a frase: a felicidade não custa caro. - Você já viu este - fim da nota.

No cartaz ao fundo, vemos o verbo custar numa construção pouco sujeita a erros. A expressão custar caro significa "estar à venda por preço alto" Quando usado para indicar lugar de origem da ação de deslocamento, ponto de partida, é considerado intransitivo: No sentido de "dar início", "realizar", é transitivo indireto e rege a preposição a: O delegado procederá ao inquérito. O fiscal procedeu ao exame na hora marcada.

Querer, no sentido de "desejar", "ter querer vontade de", "cobiçar", é transitivo direto: Quero muitos beijos, meu amor.

No sentido de "ter afeição", "estimar", é transitivo indireto e rege a preposição a: Despede-se o filho que muito lhe quer.

- nota da ledora: quadrinho, na página: "quereis canhões ou manteiga? ". voce já viu esse quadrinho na página 125.

visar, no sentido de "mirar", "apontar" ou "pôr visto", "rubricar", é transitivo direto: No sentido de "ter em vista", "ter como objetivo", "ter como meta", é transitivo indireto e rege a preposição a: Só um projeto que vise à eliminação dos vergonhosos contrastes sociais pode levar o Brasil à verdadeira modernidade.

- nota da ledora: quadro de destaque na página - OBSERVAÇÕES 1. Na língua formal falada e escrita, não se deve atribuir a verbos de regências diferentes um mesmo complemento. Por isso, devem-se evitar construções como: "Ao toque da campainha, não entre, nem saia do trem." Em seu lugar, devem ser usadas estruturas como: Ao toque da campainha, não entre no 2. Não se deve esquecer que, no padrão culto, é preciso manter a regência determinada pelo verbo quando seu complemento ou modificador é um pronome relativo. Assim, são condenáveis construções como: "A rua que eu moro é esburacada", "Os países que eu fui são ricos", "É o único amortecedor que eu confio", "O filme que assisti é italiano", "O cargo que eu aspiro é muito disputado", "O restaurante que eu comia no tempo de faculdade foi fechado". Essas frases devem ser corrigidas para: O cargo a que aspiro é muito disputado. O restaurante em que eu comia no tempo da Note o que acontece particularmente nas duas últimas frases, quando empregadas no padrão coloquial: "O cargo que aspiro" indica que, no máximo, você sentirá o cheiro do cargo; "O restaurante que eu comia..." indica que você gosta de comer tijolos, mesas, 3. Neste capítulo, foram analisados os verbos cuja regência costuma suscitar dúvidas. Caso você tenha de lidar com algum verbo que não foi mencionado aqui, pode consultar dicionários especializados em regência verbal (o Dicionário de verbos e regimes, de Francisco Fernandes, e o Dicionário prático de regência verbal, de Celso Pedro Luft), manuais de redação e estilo de jornais e revistas ou simplesmente um bom dicionário, como o de Aurélio Buarque de Holanda, o de Antenor Nascentes, o de Laudelino Freire ou o de Caldas Aulete.

ATIVIDADES 1. Substitua as palavras destacadas pela forma apropriada do verbo entre parênteses. a) Nunca (sorvi) perfume tão agradável. (aspirar) b) (Almejo) um futuro melhor para o povo do meu país. (aspirar) c) Não é recomendável (acariciar) cães violentos. (agradar) d) Ele fez tudo para (satisfazer) o inexorável sogro que Deus lhe deu. (agradar) e) Os melhores médicos foram convocados para (cuidar) do paciente. (assistir) f) Não deixo de (ver) os filmes de Giuseppe Tornatore, diretor do memorável Cinema Paradiso. (assistir) g) Esse é um direito que (pertence) a todos nós. (assistir) h) Você deve (rubricar) todas as vias do contrato. (visar) i) O plano do governador (tem como objetivo) o saneamento das finanças estaduais, arruinadas pelo antecessor. (visar) j) (Tenho grande afeição por) ela. (querer) l) Sempre (cobicei) um exemplar da primeira edição da História do Brasil, de Murilo Mendes. (querer) 2. Observe a regência verbal das frases seguintes e faça as modificações necessárias e) As atuais condições do sistema escolar público implicarão em maior evasão de alunos f) O juiz procedeu o exame dos documentos entregues pela testemunha.

3. Aponte as diferenças de sentido existentes entre as frases dos pares seguintes. a) O estagiário disse que assistira a várias cirurgias enquanto estivera no hospital. O estagiário disse que assistira várias cirurgias enquanto estivera no hospital. b) Quero-a muito. Quero-lhe muito.

4. É preciso acrescentar uma preposição a cada uma das frases seguintes para que se tornem adequadas ao padrão culto da língua portuguesa. Faça esse acréscimo. e) Os princípios que ele se nega a obeceder são elementares para uma pessoa civilizada. f) Federico Fellini, cujos filmes assisti sempre com prazer, dirigiu muitas vezes o genial g) A estabilidade que se visa com as novas regras econômicas parece ainda distante.

5. Forme frases organizando as palavras e expressões oferecidas em cada item. b) Sonhadores/ aspiram/mundo melhor.

6. Quando perguntaram ao escritor Latino Coelho o que a mulher representava para ele, o mestre não teve dúvida. "- A mulher? Ora, quero-a e quero-lhe", respondeu. Explique a resposta do escritor.

3 REGÊNCIA NOMINAL Regência nominal é o nome da relação existente entre um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse nome. Essa relação é sempre intermediada por No estudo da regência nominal, é preciso levar em conta que vários nomes apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que derivam. Conhecer o regime de um verbo significa, nesses casos, conhecer o regime dos nomes cognatos. É o que ocorre, por exemplo, com obedecer e os nomes correspondentes: todos regem complementos introduzidos pela preposição a: obedecer a algo/a alguém, obediência a algo/a alguém; Você vai encontrar, a seguir, vários nomes acompanhados da preposição ou preposições que regem. Observe-os atentamente e compare o uso indicado com o uso que você tem feito. Além disso, procure associar esses nomes entre si ou aos verbos cognatos.

SUBSTANTIVOS admiração a, por aversão a, para, por atentado a, contra bacharel em capacidade de, para devoção a, para com, por doutor em dúvida acerca de, em, sobre horror a impaciência com medo a, de obediência a ojeriza a, por proeminência sobre respeito a, com, para com, por - nota da ledora: quadrinho. No divã de um psicanalista: - Tenho medo do escuro, - fim da nota.

O substantivo medo rege também a preposição a, mas surge mais freqüentemente acompanhado da preposição de.

relacionado com sito em prejudicial a relativo a suspeito de prestes a satisfeito com, de, em, por vazio de ADVERBIOS longe de perto de Os advérbios em -mente tendem a seguir o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a, paralelamente a; relativa a, relativamente a.

- nota da ledora: quadro de destaque na página OBSERVAÇÃO Quando o complemento de um nome ou verbo tiver a forma de oração reduzida de infinitivo, não se deve fazer a contração da preposição com o eventual sujeito desse infinitivo - a preposição, afinal, introduz toda a oração, e não apenas o sujeito dela. É Observe: Existe a possibilidade de eles participarem. (e não "deles participarem") É hora de as noções de civilização contaminarem as mentes e gestos dos brasileiros. (e não "das noções") A questão consiste em os brasileiros adotarem posturas mais críticas e menos individualistas em relação ao Estado. (e não "consiste nos ")

ATIVIDADES a) Não é possível viver em sociedade sem respeito ( ) direitos dos outros. c) Ainda hoje minha ojeriza ( ) certas atitudes preconceituosas causa frenesi. d) Aquele moleque mimado, eleito pelo povo, não teve capacidade ( ) governar o país e) Existem muitos novos-ricos que ainda têm dúvidas ( ) a utilidade dos estudos i) Tenho admiração ( ) todos os que defendem os seus direitos.

b) Ando meio escasso ( ) idéias. Este escritor foi contemporâneo ( ) outro? o) Tente ser mais afável ( ) seus companbeiros.

3. É preciso acrescentar uma preposição a cada uma das frases seguintes para que se tornem adequadas ao padrão culto da língua portuguesa. Faça esse acréscimo. d) Fui contrário que incluíssem meu nome num manifesto de apoio ao atual prefeito. g) São crianças cujo futuro muita gente é insensível.

4. Observe a frase seguinte, típica do padrão culto da língua, e explique a O que me faz crer no futuro é o fato de ela ter aceitado candidatar-se.

4 COMPLEMENTO: O USO DO ACENTO INDICADOR DE CRASE Crase é palavra de origem grega e significa "mistura", "fusão". Nos estudos de língua portuguesa, e o nome que se dá à fusâo de duas vogais idênticas. Tem particular importância a crase da preposição a com o artigo feminino a(s), com o pronome demonstrativo a(s), com o a inicial dos pronomes aquele(s), aquela(s), aquilo e com o a do relativo a qual (as quais). Em todos esses casos, a fusão das vogais idênticas é assinalada na escrita por um acento grave. O uso apropriado do acento grave, ou acento indicador de crase, depende essencialmente da compreensão desse fenômeno. Aprender a colocar o acento consiste em aprender a verificar a ocorrência simultânea de uma Verificar a existência de uma preposição é, antes de mais nada, aplicar os conhecimentos de regência verbal e nominal que você acaba de obter. Observe: No primeiro caso, o verbo é transitivo direto (conhecer algo ou alguém), portanto não existe preposição e não pode ocorrer crase. No segundo caso, o verbo é transitivo indireto (referir-se a algo ou a alguém) e rege a preposição a, portanto a crase é possível, desde que o termo seguinte seja feminino e admita o artigo feminino a ou um dos pronomes já especificados.

feminino a respeito do qual se tem dúvida. Se surgir a forma ao, ocorrerá crase antes do termo feminino. Observe: Prefiro o quadro da direita ao da esquerda. /Prefiro a tela da direita à da esquerda. O outro recurso prático é substituir o termo regente da preposição a por um que reja outra preposição (de, em, por). Se essas preposições não se contraírem com o artigo, ou seja, se não surgirem as formas da(s), na(s) ou pela(s), não haverá crase. Observe: Refiro-me a você. - Gosto de você. Penso em você. Apaixonei-me por você. Começou a gritar. - Gosta de gritar. Insiste em gotar. Optou por gritar. Tome muito cuidado com esses "macetes". Não se esqueça de que é preciso olhar para os dois lados. Não basta provar que existe a preposição a, ou que existe o artigo a. E preciso provar que existem os dois.

Você vai ver agora alguns casos em que são comuns as dúvidas relativas ao emprego do acento indicador de crase. Note que o que vem a seguir consiste na aplicação prática dos A crase obviamente não ocorre diante de palavras que não podem ser precedidas de artigo feminino. É o caso: dos substantivos masculinos: Tenho um fogão a gás. Não compro a prazo. Fui a pé. Assisti a jogos memoráveis. Dos verbos: e da maioria dos pronomes: Os poucos casos de pronomes que admitem artigo podem ser facilmente detectados pela aplicação dos métodos descritos há pouco: Estou-me referindo à mesma pessoa. (ao mesmo homem) à própria Luisa. (ao próprio Luís) Informe o preço à senhora Sílvia. (ao senhor Sílvio) Como você já viu no capítulo destinado aos pronomes, antes dos possessivos, o artigo definido é optativo. Portanto, se o termo antecedente reger a preposição a, o acento grave será optativo: Refiro-me a minha velha amiga. /Refiro-me a meu velho amigo. Refiro-me à minha velha amiga. /Refiro-me ao meu velho amigo.

Nesses casos, o a é preposição, e os substantivos estão sendo usados em sentido genérico. Quando são usados em sentido específico, passam a ser precedidos do artigo as; ocorrera, então, a crase. Compare as frases seguintes: Você está se referindo às secretárias desta empresa?

Com as expressões adverbiais de lugar formadas por nomes de cidades, países, estados, deve-se fazer a verificação da ocorrência da crase por meio da troca do termo regente: Vou à deslumbrante Florença. - Vim da deslumbrante Florença. / Estou na deslumbrante Tome cuidado! Não se esqueça de verificar os dois lados. Não basta constatar que surge da ou na antes de Itália, por exemplo. Isso não é garantia de acento indicador de crase; é garantia apenas de que existe artigo antes de Itália. Para que ocorra crase, é preciso que o termo anterior peça a preposição a. No caso de "Visitei a Itália", por exemplo, não há crase, já que visitar é verbo transitivo direto.

Observe com atenção o comportamento das palavras casa e terra nestas expressões: Cheguei a casa. - Venho de casa. /Estou em casa. (casa designa a residência de quem fala ou escreve) Cheguei à casa do diretor. - Venho da casa do diretor. /Estou na casa do diretor. A tripulação do cargueiro desceu a terra. - A tripulação do cargueiro está em terra. (terra se opõe à noção de "estar em alto-mar") A aeromoça chegou à terra de seus pais. - A aeromoça está na terra de seus pais.

O acento indicador de crase é usado nas expressões adverbiais, nas locuções prepositivas e conjuntivas de que participam palavras femininas: à tarde, à chave, à noite, à escuta, à direita, à deriva, às claras, às avessas, às escondidas às moscas, à toa, à revelia à beça, à luz, à esquerda à larga, às vezes, às ordens às ocultas, às turras,à beira de à sombra de, à exceção de , à força de à frente de, à imitação de, à procura de, à semelhança de, à proporção que, à medida que Incluem-se nessas expressões as indicações de horas especificadas: à meia-noite às duas horas à uma hora às três e quarenta Não confunda com as indicações não especificadas: Estarei lá daqui a uma hora.

- nota da ledora: propaganda da rádio Transamerica , apresentando foto de uma jovem, com dois peniquinhos no lugar das orelhas, com o seguinte texto: Troque de estação. Transamerica, das 8 às 10 da manhã. - sugerindo que as outras emissoras só emitem ( )!!! - fim da nota.

Merece destaque a expressão à moda de, que pode estar subentendida: A expressão adverbial que indica as horas recebe acento indicador de crase: "das 8 às 10 da manhã".

Não ocorre crase nas expressões formadas por palavras femininas repetidas: cara a cara gota a gota face a face frente a frente É fácil perceber por quê. Basta usar expressões formadas por palavras masculinas: corpo a corpo lado a lado passo a passo dia a dia A crase é facultativa diante dos nomes próprios femininos e após a preposição até que antecede substantivos femininos, desde que o termo antecedente reja preposição a: - nota da ledora: encontramos, no texto, erro de imprensa (reja no lugar de seja). O erro - fim da nota.

A crase não ocorrerá se o nome de pessoa for usado em situação formal, ou se se tratar de personalidade pública. Nesses casos, não se usa artigo: Envie a proposta a Sílvia de Araújo. /Envie a proposta a Sílvio de Araújo. Fez referências elogiosas a Clarice Lispector. /Fez referências elogiosas a Machado de Assis.

A ocorrência da crase com os pronomes aquele(s), aquela(s) e aquilo depende apenas da verificação da presença da preposição que antecede esses pronomes: Veja aquele monumento. aquela praça. aquilo.

ver é transitivo direto: não há preposição referir-se é transitivo indireto àquela praça. e rege a preposição a àquilo.

A crase com o demonstrativo a(s) é detectável pelo expediente da substituição do termo regido feminino por um termo regido masculino: Perguntarei à que chegar primeiro. / Perguntarei ao que chegar primeiro. Sua proposta é semelhante à dele. /Seu projeto é semelhante ao dele.

O mesmo expediente deve ser usado para detectar a crase com os pronomes a qual e as quais: A professora à qual devo meu aprendizado já se aposentou. / O professor ao qual devo Muitas das alunas às quais ele dedicou seus estudos estiveram presentes à homenagem de ontem. /Muitos dos alunos aos quais ele dedicou seus estudos estiveram presentes à homenagem de ontem.

ATIVIDADES a) Transmita a cada um dos presentes as instruções necessárias a continuidade da b) Não vou a festas, não assisto a novelas e não aspiro a grandes posses. Estou fora de m) Fui a velha casa onde passei minha infância.

h) Vários policiais a paisana observavam a manifestação a procura dos lideres do o) Não é fácil jogar a moda da seleção holandesa de 1974.

g) Disse a candidata da direita que estava aprovada; a da esquerda disse que terá nova h) Esta camisa é idêntica a que ganhei ontem.

- nota da ledora: 1a. propaganda -de não-violência no futebol. Texto: Assista agora os resultados da última rodada do campeonato de futebol. Chega de violência no futebol. - na foto: várias radiografias, apresentando lesões, resultante de traumatismos sofridos em campo, pelos jogados de futebol em decorrência de jogo violento. - fim da nota. 2a. propaganda: inseticida Rodox Mata Tudo. Texto: a maioria das pessoas - fim da nota.

TRABALHANDO O TEXTO Os textos acima apresentam dois verbos cuja regência merece atenção. Aponte-os e responda: foram usados corretamente? Comente.

TRABALHANDO O TEXTO - nota da ledora: propaganda do carro Parati, com o seguinte texto: Até parece que o Brasil sabia que ia chegar a nova Parati.- na foto; várias placas de sinalização na estrada, placas de "Bem-vindo a São Paulo, a Minas Gerais, a Bahia, ao Rio de - fim da nota.

Explique por que o acento indicador de crase deve ser usado em apenas uma das placas mostradas no anúncio.

Petição ao presidente Sao Paulo - Caríssimo presidente, é com enorme constrangimento que lhe escrevo esta carta, a pedido de minha filha. Ela se entusiasmou com a informação de que o seu governo prepara-se para dar socorro financeiro a alguns bancos (sem falar na redução de Alega que acaba de nascer seu segundo filho e que as despesas inevitáveis vão deixá-la "na maior dureza". Tentei argumentar que esse linguajar é inadequado. Se ela ao menos dissesse que está passando por "uma crise de liquidez", como certos bancos, seria mais facilmente atendida. Mas não adianta, presidente. O linguajar da moçada de hoje é esse Também procurei demonstrar que o pedido dela é injusto. Afinal, ela é professora, profissão que, no Brasil, como o senhor bem sabe, goza de salários elevadíssimos e Já os bancos, coitados, estão sofrendo muito. Só os nove maiores grupos privados tiveram, em 1993, um lucro líquido de apenas US$1 bilhão. Como conseguem fazer Mas minha filha definitivamente não tem a mesma consciência social e argumentou: "Se os bancos podem, eu também posso. Afinal, a lei é igual para todos". Não sei onde ela aprendeu conceitos tão subversivos, meu Deus. Deve ter sido algum professor de esquerda, desses empenhados em destruir os pilares da organização social e política brasileira.

Só falta agora essa menina pretender passar pela alfândega sem a revisão de bagagem de praxe, justo no seu governo, presidente, que, nesse ponto, é da maior inflexibilidade, Por mais que argumentasse, não consegui demovê-la. Por isso, estou sendo obrigado a enviar-lhe esta carta. Só o faço porque tenho certeza de que o senhor está em posição de me entender. Sabe, melhor do que ninguém, que coração de pai é como seu governo em Certo de sua compreensão, aguardo um socorro tão rápido quanto o que está para ser (ROSSI, Clovis In: Folha de S. Paulo, 29 jun. 1994.)

TRABALHANDO O TEXTO 1. "(Caríssimo presidente), é com enorme constrangimento que lhe escrevo esta carta, a pedido de minha filha." Qual a função sintática de cada um dos termos destacados?

2. "Ela se entusiasmou com a informação de que o seu governo prepara-se para dar socorro financeiro a alguns bancos..." c) Substitua o termo "a alguns bancos" pelo pronome oblíquo átono apropriado.

3. "( ) vão deixá-la ( )" (segundo parágrafo). justifique o emprego da forma pronominal oblíqua.

4. "Deve ter sido algum professor de esquerda, desses (empenhados) em destruir os pilares da organização social e política brasileira." Reescreva a frase, substituindo a palavra destacada por: a) dedicados b) obcecados c) favoráveis d) contrários 5. "Por isso, estou sendo obrigado a enviar-(lhe esta carta)." b) Reescreva o trecho, substituindo "esta carta" pelo pronome oblíquo correspondente.

6. "Só o faço porque tenho certeza de que o senhor está em posição de me entender." b) Reescreva o período, substituindo certeza por aversão e fazendo todas as alter- ações necessárias.

a) lhe, os, a ela, a ele, lhes b) a ela, os, a ela, o, lhes c) a ela, os, a, a ele, os d) a ela, a eles, lhe, lhe, lhes e) lhe, a eles, a ela, o, lhes 2 (PUCC-SP) As sentenças abaixo, exceto uma, apresentam desvios relativos à regência verbal vigente na língua culta. Assinale a que não apresenta esses desvios. c) Deve haver professores que preferem negociar do que trabalhar, devido os d) Com o empréstimo compulsório, não se pode dar o luxo de ficar trocando de carro. e) A importância que eu preciso é vultosa.

3 (UNIMEP-SP) "Eu não ( ) vi na festa do clube ontem. Os diretores não ( ) convidaram? Não ( ) disseram que era ontem? Eu ( ) avisei de que não podia confiar neles!" a) o, o, o, o b) o, lhe, lhe,o c) o, o, lhe, o d) lhe, lhe, lhe, lhe e) lhe, lhe, o, o 4 (UNIMEP-SP) Quando (implicar) tem sentido de "acarretar", "produzir como conseqüência", constrói-se a oração com objeto direto, como se vê em: e) Um novo congelamento de salários implicará uma reação dos trabalhadores.

5 (UNIMEP-SP) "A exposição ( ) inauguração assisti mostrou os lindos quadros ( ) me referi na nossa conversa do outro dia. Amanhã, haverá um leilão na mesma sala ( ) estão expostos." A alternativa que preenche corretamente as lacunas é: e) à qual, que, que.

7 (FATEC-SP) A regência verbal está conforme à gramática normativa na alternativa: d) João namora com Maria mas prefere mais seus amigos de bar do que ela. e) Ele esqueceu do compromisso e não pagou ao médico.

a) obrigá-lo trabalhar b) obrigar-lhe trabalhar c) obrigá-lo à trabalhar d) obrigar-lhe a trabalhar e) obrigá-lo a trabalhar 9 (UEL-PR) Cônscio ( ) sua grande responsabilidade, desempenhou-se muito bem ( ) a) em, nas, que b) de, nas, que c) com, das, a que d) em, às, de que e) de, das, de que 10 (UFV-MG) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas abaixo. a) ao, o, ao, ao, a b) ao, ao, o, a, do que c) ao, a, o, o, que d) o, a, ao, ao, à e) a, ao, o, ao, que 11 (UFV-MG) Substituindo a expressão destacada, em cada uma das frases abaixo, pelo pronome oblíquo átono devidamente empregado, assinale a alternativa cuja e) Quem a houver concluído poderá sair.

b) Ela precisava domar os caprichos, dirigir suas forças para se sentir apta àquela c) Bernardo moera com alegria o punhado de milho no salão contíguo à fazenda. d) Ávido de esperanças, abandonou seu abrigo e lançou-se entre os perseguidores. e) Com o espírito ambicioso com verdades, aplacou a ira daquele momento.

13 (UM-SP) Aponte a alternativa em que a regência do verbo pagar contraria a norma a) Aliviando-se de um verdadeiro pesadelo, o filho pagava ao pai a promessa feita no b) O empregado pagou-lhe as polias e tachas roídas pela ferrugem para amaciar-lhe a d) O alto preço dessa doença, paguei-o com as moedas de meu hábil esforço. e) Paguei-o, com ouro, todo o prejuízo que sofrera com a destruição da seca.

15 (FCMSCSP) Quando chamar tem sentido de qualificar, pode-se construir o período, por exemplo, com objeto direto mais predicativo. Tudo isso se observa na alternativa: e) Alguns chamam-no de fiscal.

c) Em todos os recantos do sítio, as crianças sentem-se felizes, porque aspiram o ar e) Chamei-lhe sábio, pois sempre soube decifrar os enigmas da vida.

17 (UFMG) Em todas as alternativas, a regência verbal está correta, exceto em: e) Um implica o outro que, por sua vez, implica um terceiro.

a) o queria, lhe tratava, mau b) o queria, o tratava, mau c) lhe queria, lhe tratava, mau d) lhe queria, o tratava, mau e) lhe queria, o tratava, mal 19 (UFUb-MG) Nas frases seguintes, há uma apenas em que a regência verbal está e) Eu o quero muito bem.

22 (UFF-RJ) Assinale a alternativa em que está usado indevidamente um dos pronomes e) Vou visitar-lhe na próxima semana.

23 (UFF-RJ) Assinale a frase em que o pronome que está empregado indevidamente. e) Venceu o partido a que dei meu voto.

26 (CESCRANRIO-RI) Assinale a alternativa que está de acordo com a norma culta. e) Eu lhe vi e você não me viu.

e) As, à, à, a, a Trouxe ( ) mensagem ( ) Vossa Senhoria e aguardo ( ) resposta, ( ) fim de levar ( ) a) a, a, à, a, a b) a, à, a, à, a c) à, à, à, à,a d) a, a, a, a, à e) à, a, a, a, a Indique a alternativa que, na seqüência, preenche as lacunas acima corretamente. a) a,a,à,a b) à,à,à,à c) à, à, a, a d) à,à,a,à e) a,a,à,à 34 (UNIMEP-SP) "( ) dois meses que não vejo Paulo. Soube que ele esteve ( ) beira de uma crise nervosa ( ) menos de cinco dias do vestibular." A alternativa que preenche corretamente as lacunas é: a) Há,a,a b) Há,à,a c) Há, à, à d) A,a,à e) A,à,a 35 (UEL-PR) Quanto ( ) mim, nada mais direi ( ) favor ou contra uma decisão sobre a) a, a, há b) à, à, à c) a, à, há d) à,a,à e) à, à, há 36 (UFV-MG) Indique a alternativa em que o sinal indicativo de crase é facultativo. e) Voltou às pressas.

a) a, a, há b) há,a,a c) há, à, há d) à, a, a e)a,à,há 44 (FUVEST-SP) No texto abaixo, apenas um a deve receber acento de crase. "Dirigiu-se a ela a passos lentos e disse: estou disposto a contar tudo a senhora; não tenho coragem de falar a Mário sobre o ocorrido." 45 (FAAP-SP) Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas da seguinte frase: Ficaram frente ( ) frente, ( ) se olharem, pensando no que dizer uma ( ) outra. a) à,à,a b) a, à, a c) a, a, à d) à,a,a e) a, a, a 46 (FUVEST-SP) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas. ( ) noite, todos os operários voltaram ( ) fábrica e só deixaram o serviço ( ) uma hora a) Há, à, à b) A, a, a c) À, à, 1a d) À, a, há e) A, à, a 47 (FUVEST-SP) Indique a forma que não será utilizada para completar a frase seguinte. "Maria pediu ( ) sicóloga que ( ) ajudasse ( ) resolver o problema que ( ) muito ( ) afligia." a) preposição a b) pronome pessoal feminino a c) contração da preposição a e do artigo feminino a (à) d) verbo haver indicando tempo (há) e) artigo feminino a 48 (FAAP-SP) Explique o emprego do acento grave nas expressões destacadas. b) Digo adeus (à ilusão).

a) à,à,a b) a,à,a c) a, a, à d) à,a,à e) à,à,à 51 (1TA-SP) Analisando as sentenças: deduzimos que: e) apenas a sentença IV não tem crase.

52 (PUCC-SP) ( ) hora, ( ) chegasse primeiro se entregaria ( ) condecoração ( ) a) Àquela, à que, a, a qual b) Aquela, a que, à, a qual c) Aquela, à que, a, à qual d) Àquela, à que, a, à qual e) n.d.a.

e) Suas previsões não deixaram de ter razão, pois a uma hora da madrugada é um perigo andar a pé, sozinho.

d) a, a, a, a e) há,a,há,a 56 (PUC-PR) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas. a) à,à,à,à,à b) à, a, a, a, à c) à, à, à, a, à d) a,a,a,à,a e) a, a, a, a, à 57 (UM-SP) Dados os períodos: II. A assistente social prestou assistência as mais necessitadas pessoas. III.Com a eloqüência habitual, falava a qualquer pessoa, sempre disposta a aumentar o deduz-se que o sinal indicativo da crase está corretamente empregado: e) nos períodos I e III.

58 (FCMSCSP) Assinale a letra correspondente ao segmento destacado incorreto. (A) íris dos olhos é (suscetível de) reagir (à) intensidade da luz. ( Sem erro) (A) (B) (C) (D) (E) 59 (FCMSCSP) ( ) certa altura, cansou-o ( ) demora, e pôs-se ( ) reclamar. a) A, a, a b) À, a, a c) A, à, à d) À, a, à e) À, à, à 60 (FCMSCSP) ( ) cerca de quinhentos metros ( ) leste do farol, encontrou-se, ( ) a) Há,à,à b) A,à, há c) À, a, a d) Há,a,há e) A, a, há

CAPÍTULO 28 PROBLEMAS GERAIS DA LÍNGUA CULTA - nota da ledora: anúncio do Salão Internacional de Automóveis e Autopeças, em São - fim da nota.

Você afirmaria, com absoluta certeza, que a palavra onde esta empregada corretamente? Neste capítulo, estudaremos expressões que, como onde/aonde, geralmente constituem pares de certa semelhança formal, que por isso mesmo nos colocam em xeque nas redações, provas e exames.

1 INTRODUÇÃO Este capítulo pretende oferecer a você orientações sobre aspectos gerais da língua portuguesa culta. Consiste, portanto, numa oportunidade de aperfeiçoar seu desempenho no que diz respeito à grafia e ao emprego apropriado de formas e expressões que costumeiramente causam problemas a quem pretende falar ou redigir português culto. Acreditamos que muitas coisas que veremos a seguir já foram estudadas em sua vida escolar anterior. Nesses casos, aproveite o que vamos dizer para avaliar seu conhecimento. É importante que você definitivamente incorpore tais detalhes ao seu manuseio escrito (e falado, nas situações apropriadas) da língua portuguesa.

2 FORMA E GRAFIA DE ALGUMAS PALAVRAS E EXPRESSÕES QUE / QUÊ Que é pronome, conjunção, advérbio ou partícula expletiva. Por se tratar de monossílabo atono, nao é acentuado.

Que beleza! Que bela atitude! Quê representa um monossílabo tônico. Isso ocorre quando encontramos um pronome em final de frase, imediatamente antes de um ponto (final, de interrogação ou exclamação) ou de reticências, ou quando quê é um substantivo (com o sentido de "alguma coisa", "certa coisa") ou uma interjeição (indicando surpresa, espanto): Quê! Conseguiu chegar a tempo?!

A forma por que pode ser a seqüência de uma preposição (por) e um pronome interrogativo (que). Em termos práticos, é uma expressão equivalente a "por qual razão", "por qual motivo". Veja alguns casos em que ela ocorre: Leia a matéria intitulada: "Por que os corruptos não vão para a cadeia". É impressionante! Caso surja no final de uma frase, imediatamente antes de um ponto (final, de interrogação, de exclamação) ou de reticências, a seqüência deve ser grafada por quê, pois, devido à posição na frase, o monossílabo que passa a ser tônico, devendo ser acentuado: - Você tem coragem de perguntar por quê?! - Não sei por quê! Há casos em que por que representa a seqüência preposição + pronome relativo, equivalendo a "pelo qual" (ou alguma de suas flexões "pela qual", "pelos quais", "pelas quais"). Em outros contextos por que equivale a "para que". Observe: Lutamos por que um dia este país seja melhor.

Já a forma porque é uma conjunção, equivalendo a "pois", "já que", "uma vez que", "como". Observe seu emprego em outros exemplos: Você continua implicando comigo! É porque eu não abro mão de minhas idéias? Porque também pode indicar finalidade, equivalendo a "para que", "a fim de". Trata-sede um uso pouco freqüente na língua atual: Não julgues porque não te julguem.

A forma porquê representa um substantivo. Significa "causa", "razão", "motivo" e normalmente surge acompanhada de palavra determinante (artigo, por exemplo). Como é um substantivo, pode ser pluralizado sem qualquer problema: Creio que os verdadeiros porquês mais uma vez não vieram à luz.

ONDE / AONDE Aonde indica idéia de movimento ou aproximação. Opõe-se a donde, que exprime afastamento. Veja nos exemplos que a forma aonde costuma referir-se a verbos de movimento: Não sei aonde ir.

Onde indica o lugar em que se está ou em que se passa algum fato. Normalmente, refere-se a verbos que exprimem estado ou permanência. Observe: O estabelecimento dessa diferença de significado tem sido uma tendência do português moderno. Na língua clássica, ela não existia; ainda hoje, é comum encontrar-se o emprego indiferente de uma ou outra forma. Para satisfazer os padrões da língua culta, procure observar essa diferença.

- nota da ledora: propaganda do sapato countryside samello, o sapato chamado antiderrapante, pelo formato especial do solado. Foto: um bosque, ao entardecer, com terreno bastante desigual. Texto : - Quando você não sabe onde quer chegar, todos os - fim da nota.

Errado! Como temos idéia de movimento, o redator deveria ter grafado aonde, em vez de onde.

MAS / MAIS Mas é uma conjunção adversativa, equivalendo a "porem", "contudo", "entretanto": Mais é pronome ou advérbio de intensidade, opondo-se normalmente a menos: É um dos países mais miseráveis do planeta.

MAL / MAU Mal pode ser advérbio, substantivo ou conjunção. Como advérbio, significa "irregularmente", "erradamente", "de forma inconveniente ou desagradável". Opõe-se a bem: Era previsível que ele se comportaria mal. Era evidente que ele estava mal-intencionado Mal, como substantivo, pode significar "doença", "moléstia"; em alguns casos, significa A febre amarela é um mal de que já nos havíamos livrado e que, devido ao descaso, voltou a atormentar as populações pobres. O mal é que não se toma nenhuma atitude definitiva.

O substantivo mal também pode designar um conceito moral, ligado à idéia de maldade; nesse sentido, a palavra também se opõe a bem: Há uma frase de que a visão da realidade nos faz muitas vezes duvidar: Quando conjunção, mal indica tempo: Mal você chegou, ele saiu.

Mau é adjetivo. Significa "ruim", "de má índole", "de má qualidade". Opõe-se a bom e apresenta a forma feminina má: Trata-se de um mau administrador. Tem um coração mau.

A PAR / AO PAR A par tem o sentido de "bem informado", "ciente": Ao par é uma expressão usada para indicar relação de equivalência ou igualdade entre valores financeiros (geralmente em operações cambiais): As moedas fortes mantém o câmbio praticamente ao par.

AO ENCONTRO DE / DE ENCONTRO A Ao encontro de indica "ser favorável a", "aproximar-se de". Observe os exemplos: Ainda bem que sua opinião veio ao encontro da minha. Pudemos, assim, unir nossas Quando a viu, foi rapidamente ao seu encontro e a abraçou afetuosamente. De encontro a indica oposição, choque, colisão. Veja: Como você queria que eu o ajudasse se suas opiniões sempre vieram de encontro às O caminhão foi de encontro ao muro. Ninguém se machucou, mas os prejuízos foram grandes.

A / HÁ NA EXPRESSÃO DE TEMPO O verbo haver é usado em expressões que indicam tempo já transcorrido: Nesse sentido, é equivalente ao verbo fazer: Tudo aconteceu faz dez anos.

A preposição a surge em expressões em que a substituição pelo verbo fazer é impossível: Partiriam dali a duas horas.

ACERCA DE / HÁ CERCA DE Acerca de significa "sobre", "a respeito de": Haverá uma palestra acerca das conseqüências das queimadas sobre a temperatura ambiente.

Há cerca de indica um período aproximado de tempo já transcorrido: Os primeiros colonizadores surgiram há cerca de quinhentos anos.

Tiveram comportamentos afins durante os trabalhos de discussão. São espíritos afins.

A fim surge na locução a fim de, que significa "para" e indica idéia de finalidade: Tentou mostrar-se capaz de inúmeras tarefas a fim de nos enganar.

DEMAIS / DE MAIS Demais pode ser advérbio de intensidade, com o sentido de "muito"; aparece intensificando verbos, adjetivos ou outros advérbios: Aborreceram-nos demais: isso nos deixou indignados demais. Estou até bem demais! Demais também pode ser pronome indefinido, equivalendo a "os outros", "os restantes": Apesar de ter chegado até lá como integrante de um grupo, resolvi partir sozinho, deixando aos demais a liberdade de escolher. Fiquei sabendo posteriormente que os demais membros da comissão também acabaram abandonando os projetos.

De mais opõe-se a de menos. Refere-se sempre a um substantivo ou pronome: Não vejo nada de mais em sua atitude! Decidiu-se suspender o concurso público porque surgiram candidatos de mais.

SENÃO / SE NÃO Senão equivale a "caso contrário" ou " a não ser": É bom que ele chegue a tempo, senão não haverá como ajudá-lo. Não fazia coisa Se não surge em orações condicionais. Equivale a "caso não": Se não houver seriedade, o país não sairá da situação melancólica em que se encontra.

NA MEDIDA EM QUE / À MEDIDA QUE Na medida em que exprime relação de causa e equivale a "porque", "já que", "uma vez que": O fornecimento de combustível foi interrompido na medida em que os pagamentos não Na medida em que os projetos foram abandonados, a população carente ficou entregue à À medida que indica proporção, desenvolvimento simultâneo e gradual. Equivale a "a proporção que": Os verdadeiros motivos da renúncia foram ficando claros à medida que as investigações Deve-se evitar a forma "à medida em que", resultante do cruzamento das duas locuções estudadas.

rock'n'roll. No final, nos créditos a lista é de centenas de músicas. (Porque) eu tenho de ser submetido a isto?" (Veja, 25 set. 1991.) d) "Com equipamento de menos e gente (de mais), os militares estão cada vez (mais) especializados em funções civis, sem contar as quinze vezes em que se meteram na vida política do pais, da independência em 1822 até o poder em 1964." (Veja, 25 set. 1991.) e) "Na hora de comprar um produto a aparência é fundamental. E aí vale tudo para fazer a mercadoria sair da prateleira: caixas, latinhas, vidros, frascos, potes e pacotes. O importante é chamar a atenção. E quem é que não se sente tentado a levar (pra) casa um produto bonito, cuidadosamente embalado? A indústria brasileira de embalagens movimenta 5,3 bilhões de dólares por ano, o que significa 2,1% do PIB. E não é (à-toa): a sociedade moderna simplesmente adora as embalagens." Jornal da Tarde, 24 set. 1991.) f) "P - O sr. acaba de apresentar um projeto na Câmara propondo a antecipação das R - Importante não é antecipar o plebiscito, (mas) antecipar a revisão da Constituição. A Não se (pode) fazer uma revisão da Constituição, que na pratica vai equivaler a uma nova Constituinte, e, em seguida, fazer um plebiscito e ver-se obrigado, caso ganhe o parlamentarismo, a revisar de novo a Constituição. Então, o aspecto basico é o da antecipação da revisão. (Por quê? Porque) ela esta marcada para após 5 de outubro de 93, que é quando a Constituição completa cinco anos. Ora, fatalmente ela invadira 94 e você vai ter então uma quase Constituinte num ano (supereleitoral, onde) vão ser eleitos o presidente da República, governadores, dois terços do Senado, deputados estaduais e deputados federais." (Entrevista do deputado José Serra a lsto é Senhor, 21 nov. 1990.) g) "Compare o leitor duas declarações. Uma delas, veemente e indignada, denunciava que o presidente da República estava 'no Palácio do Planalto cercado de corruptos, ladrões e assassinos' (apud Newton Rodrigues, Folha de S. Paulo, 12/11/90). A outra, genérica e vaga, lamenta: "Não posso dizer que o governo só tem ladrões, (porque) é injustiça, embora tenha ladrões no governo, (mas) não são todos". (Jornal do Brasil, 11/11/90). A primeira é da lavra do atual chefe do governo, no auge do seu entusiasmo eleitoral e moralizador. A segunda partiu do sr. Antônio Ermirio de Moraes. Nada O exame imperturbável do leitor sofre um abalo. O autor da primeira declaração, (que) não processou, no governo, nenhum corrupto, ladrão e assassino, de quantos anonimamente atacou, quer, pela voz de seu ministro de Justiça, interpelar o autor da segunda, para (que) ele caracterize ou não a injúria. Fique sem comentário, depois do registro, a incoerência: não é só o poeta que reivindica, com firmeza, o direito de (contradizer-se). (Por que) o candidato disse alguma coisa (mais) corrosiva do (que) o empresario? (Onde) esta a diferença a diferença que distingue a eventual injúria da simples e livre manifestação do pensamento?" (lstoé Senhor, 21 nov. 1990.) h) "Quando, (há) alguns meses, 'Ciência e sobrevivência' foi sugerido e adotado como tema geral da 43a. Reunião Anual da SBPC, a realizar-se de 14 a 19 de julho próximo na UFRJ, (mal) podíamos imaginar que, antes mesmo do encontro, a sobrevivência das principais instituições científicas do país estaria seriamente ameaçada." (Ciência Hoje, abr/maio 1991.)

Já vimos um dos empregos do hífen quando estudamos as regras para separação silábica e para transímeação de palavras. Além desse emprego, o hífen também é usado para ligar pronomes oblíquos a formas verbais e para relacionar elementos formadores de Usa-se o hífen para unir os pronomes oblíquos que seguem as formas verbais com que se relacionam: amam-se escutaram-nos disseram-me resumi-lo estruturá-la mostramos-lhe conceder-vos O hífen também é empregado quando o pronome vem colocado no interior da forma verbal, numa construção conhecida como mesóclise: encontrar-te-ei mostrar-nos-ão dir-nos-ia recolher-se-á Há casos em que ao verbo se ajuntam dois pronomes: dê-se-lhe mostre-se-lhe Para o relacionamento de elementos formadores de palavras, o emprego do hífen acarreta dificuldades provenientes das confusas orientações oficiais publicadas a respeito. Podemos, no entanto, apontar algumas orientações gerais.

PALAVRAS COMPOSTAS Usa-se hífen para unir os elementos de uma palavra composta. É por isso que se deve usar hífen na grafia de palavras como: alto-forno alto-relevo amor-perfeito (a flor) à-toa ("vagabundo") bem-estar boa-fé bom-senso cara-de-pau dedo-duro deus-nos-acuda ("confusão") dia-a-dia ("cotidiano") dois-pontos dona-de-casa guarda-roupa louva-a-deus (o inseto) lugar-comum má-criação matéria-prima mau-caráter pão-duro pára-brisa pára-quedas pára-raios pé- Hífen unindo os elementos de uma palavra composta: arranha-céu Observe que muitas vezes o uso do hífen estabelece distinção entre a palavra composta e a expressão formada pela aproximação das mesmas palavras. Isso ocorre, por exemplo, com dia-a-dia (sinônimo de "cotidiano") e dia a dia (expressão adverbial de tempo): O dia-a-dia está cada vez mais difícil; dia a dia temos de conviver com perigos maiores O mesmo ocorre com à-toa (adjetivo, sinônimo de "vadio", "vagabundo") e à toa (expressão adverbial de modo): Não passa de um indivíduo à-toa: passa o dia inteiro à toa.

PREFIXOS E ELEMENTOS DE COMPOSIÇÃO Usa-se o hífen com diversos prefixos e elementos de composição. Esse uso baseia-se em alguns critérios nem sempre muito claros e, pior, muitas vezes desrespeitados nos próprios textos oficiais. Basicamente, o problema consiste em evitar que determinados prefixos, que terminam em certas letras, formem uma única palavra com o elemento a que se antepõem. Isso porque a junção dos dois elementos produziria duplicação de consoantes ou pouca clareza gráfica. Assim, por exemplo, o prefixo contra, diante de palavra iniciada por r, deve ser separado por hífen, para evitar duplicação da consoante: Podemos dividir os prefixos em grupos, de acordo com a letra em que terminam: Contra, extra, infra, intra, supra e ultra ligam-se por hífen às palavras iniciadas por h, r, se vogal: contra-indicação infra-estrutura supra-sensível contra-revolução infra-som supra-sumo contra-senso intra-ocular ultra-rápido extra-humano intra-arterial ultra -romântico extra-oficial supra-renal ultra -som A exceção, consagrada pelo uso, é extraordinário e seus derivados.

Anti e arqui ligam-se por hífen às palavras iniciadas por h, r e s: anti-hemorrágico anti-rábico anti-social anti-herói anti-reumático arqui-rabino anti-higiênico anti-semita arqui-secular O prefixo semi, apesar de terminado em -i, segue orientação diferente: é ligado por hífen às palavras iniciadas por h, r, s e vogal: semi-aberto semi-extensivo semi-árido semi-inconsciente Super liga-se por hífen às palavras iniciadas por h e r: semi-reta semi-selvagem super-homem super-humano super-realismo O único prefixo terminado por -r citado nos textos oficiais é super; seria recomendável, no entanto, adotar o mesmo procedimento com os prefixos hiper e inter.

Pan e mal ligam-se por hífen às palavras iniciadas por h e vogal: pan-africano pan-americano pan-eslavismo pan-helenismo mal-acabado mal-agradecido mal-educado mal-estar mal-humorado

Ad liga-se por hífen às palavras iniciadas por r: ad-renal ad-rogar O prefixo bem deve ser separado por hífen sempre que se ligar a um elemento que possui existência autônoma na língua: bem-amado bem-aventurado bem-casado bem-falante bem-humorado bem-vindo bem-comportado bem-educado bem-estar Mas os próprios vocabulários oficiais aceitam como corretas as formas bendizer e benquerer, ao lado de bem-dizer e bem-querer.

Há prefixos e elementos formadores que são sempre ligados por hífen à palavra a que são acrescentados: além, aquém, recém; pós, pré, pró; ex e vice, por exempIo. Observe as seguintes palavras: prefixos e elementos sempre ligados por hífen além-fronteiras além-mar além-túmulo aquém-fronteiras ex-aluno ex-deputado ex-namorada ex-presidente pós-glacial pós-operatório pré-escolar pré-histórico pré-romântico pró-democracia pró-independência recém-casado recém-nascido vice-líder vice-presidente vice-rei vice-reitor - nota da ledora: propaganda do projeto Pró-Memória Farrupilha: Pró sempre se liga - fim da nota.

OBSERVAÇÃO Como dissemos inicialmente, as determinações oficiais são confusas e contraditórias em muitos passos referentes ao emprego do hífen. Além de alguns casos que apontamos acima, pode-se tomar como exemplo o prefixo co, sobre o qual os textos oficiais não formulam qualquer regulamentação; além disso, a forma como foram registradas as palavras em que surge esse prefixo não nos permite formular qualquer procedimento teórico. Por isso, o melhor a fazer é habituar-se a consultar bons dicionários ou publicações especializadas no momento em que se redige, a fim de procurar solucionar - fim do quadro.

c) (O dia-a-dia) nos está massacrando. (Dia a dia) as coisas estão melhorando. e) Depois que ele resolveu brigar, a festa transformou-se num (deus-nos-acuda). Ele vai voltar? (Deus nos acuda)!

4 COLOCAÇÃO DOS PRONOMES PESSOAIS OBLÍQUOS ÁTONOS Os pronomes pessoais oblíquos átonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, se, os, as, lhes) atuam basicamente como complementos verbais. Em relação aos verbos, podem assumir três posições: a) próclise - o pronome surge antes do verbo: b) ênclise - o pronome surge depois do verbo: c) mesóclise - o pronome é intercalado ao verbo, que deve estar no futuro do presente ou no futuro do pretérito do indicativo: Por muito tempo, perseguiram-se regras para orientar a colocação desses pronomes, normalmente criadas a partir de modelos da fala lusitana. Felizmente, nos últimos tempos, a discussão sobre as regras de colocação pronominal tem sido substituída por procedimentos norteados pelo bom-senso. Apresentamos a seguir algumas orientações básicas a esse respeito e salientamos que não se deve perder tempo com uma questão A ênclise pode ser considerada a colocação básica do pronome, pois obedece à seqüência verbo-complemento. Na língua culta, deve ser observada no início das frases: Parece-nos que o mais acertado seria retomar os programas de incentivo agrícola. A ênclise não ocorre com as formas dos futuros do indicativo e do particípio. Com os futuros, quando não é possível fazer a próclise, deve-se optar pela mesóclise, forma completamente desusada na língua coloquial do Brasil: A próclise tende a ocorrer após pronomes relativos, interrogativos e conjunções subordinativas. Também tende a ocorrer nas negações: Nada foi feito, embora se conhecessem as conseqüências da omissão.

Em início de frase, a próclise é típica da língua coloquial brasileira e é usada na escrita quando se pretende reproduzir a língua falada: Nos falaram que era tudo mentira.

Com as locuções verbais e tempos compostos, a tendência brasileira é colocar o pronome antes do verbo principal: O pronome também pode surgir em outras posições. Observe: O uso do hífen nos casos em que o pronome aparece em posição intermediária é considerado optativo: Na verdade, a primeira forma tende a representar a fala lusitana, que "encosta" o pronome no verbo auxiliar ("Eu estou-lhes..."), enquanto a segunda forma tende a representar a fala brasileira, que "encosta" o pronome no verbo principal ("... lhes mostrando.").

TEXTOS PARA ANÁLISE - nota da ledora: 1a. propaganda - da indústria de medicamentos Hoechst . Foto: mãe com bebezinho recém-nascido, no colo. Texto da propaganda: Ele chega ao mundo 2a. porpaganda - folheto de turismo, na foto: templos eternos. Texto : Com o nome sugestivo de Petra, esta cidade do Oriente Médio desapareceu a muito tempo . Mas suas edificações esculpidas nas montanhas rochosas estão lá, para contar a história dos - fim da nota.

TRABALHANDO OS TEXTOS Compare os textos acima e responda: - nota da ledora: propaganda da GloboSat: um aparelho de televisão ultramoderno apagado, e o texto: tem gente que não vê nada de mais numa TV ultramoderna. - um aparelho de TV, dos antigos, ligado, com o logotipo da GloboSat., e o texto: - agora está 2a. propaganda de livro: gravuras do homem de Neanderthal, texto: Porque o homem de Neanderthal desapareceu? O que teria determinado a extinção de um grupo tão próximo - fim da nota.

TRABALHANDO OS TEXTOS Observe os textos acima, aponte os erros e corrija-os O livro dos porquês Por que é que o Ministério da Saúde adverte que o fumo é prejudicial à saúde e varios Por que é que quando alguém liga um número errado do outro lado a pessoa fica meio Por que é que quando se pergunta "Que número é aí?" do outro lado sempre dizem "Que número ligou?" Por que é que mesmo quando a operação é um sucesso dizem que o paciente "sofreu" Por que é que usam a frase "Eu alguma vez já menti para você?" A mentira só é mentira Por que é que fabricam automóveis que atingem 200 quilômetros por hora se no trânsito Por que é que quando a gente encontra uma pessoa de quem não se lembra ela sempre diz "Está lembrado de mim?" E quando você diz, disfarçando, "É claro que sim" ela insiste: "De onde?" Por que é que apesar da enorme onda de desemprego você nunca consegue arrumar uma Por que é que todo mundo só quer um táxi na mesma hora em que você precisa de um? Por que é que no trânsito a fila que você escolhe é sempre a mais lenta? Por que é que quando você diz para alguém "Bonito sapato" a resposta é sempre "Ah, é Por que é que dentro do elevador todo mundo fica fingindo que não está olhando para (SOARES, Jô. In: Veja)

TRABALHANDO O TEXTO 4 "Por que é que quando a gente encontra uma pessoa (de) quem não se lembra ela sempre..." Justifique o uso da preposição destacada.

QUESTÕES E TESTES DE VESTIBULARES 1(UEM-PR) Assinale todo período em que o termo em destaque está registrado incorretamente.

02. Vestibulandos, (benvindos) à UEM! 2 (PUCC-SP) Das cinco alternativas apresentadas nesta questão, apenas uma completa a) por que, aonde, há cerca b) porque, onde, acerca c) por que, onde, a cerca d) porque, onde, há cerca e) porque, aonde, a cerca 3 (PUCSP) Texto: "Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus! Se é loucura... se é verdade Ó mar! por que não apagas Coa esponja de tuas vagas Astros! noites! tempestades! Rolai das imensidades! Varrei os mares, tufão!" (Castro Alves) A palavra (porque) tem diferentes grafias, dependendo do sentido em que é empregada. b) Preencha os espaços abaixo, grafando corretamente a referida palavra em cada II. Ó mar! Não apagas este borrão, ( ) III. O poeta sente-se indignado ( ) a situação a que se refere é aviltante para o ser humano.

c) Se o Brasil precisa do trabalho de todos é porque precisamos de um nacionalismo e) Choveu durante a noite, porque as ruas estão molhadas.

6 (CESGRANRIO-RJ) Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da frase abaixo: As transformações ( ) tem passado a sociedade parecem condenar o homem ( ) a) porque, à b) porquê, à c) por que, a d) porque, a e) por que, à 7 (UM-SP) Assinale a alternativa que apresenta erro quanto ao emprego do (porquê). c) Eis o motivo porque os meus sentidos aprenderam sozinhos: as cousas têm existência. e) Os homens indagam o porquê das estranhezas das cousas.

8 (ITA-SP) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas. Quando ( ) dois dias disse ( ) ela que ia ( ) Itália para concluir meus estudos, pôs-se a) a, a, a, a b) há, à, à, a c) a, à, a, à d) há,a,à,a e) há, a, a, à e) Eis o porque da minha viagem.

10 (ESPM-SP) Use (a fim) ou (afim), conforme a solicitação dos enunciados abaixo. b) Ele não está ( ) de sair comigo.

a) vultosas, senão, a, por quê b) vultuosas, senão, a, porquê c) vultuosas, senão, a, por que d) vultosas, senão, há, porquê e) vultosas, se não, há, porquê e) Sinto-me contente quando minha bemamada não está mau-humorada.

19 (FCMSCSP) Assinale a alternativa em que a palavra que está grafada erradamente. a) Quê! Você ainda não tomou banho este mês! e) Poderiam ajudar em quê? Se nada entendiam...

20 (F. C. Chagas-BA) Pense nos ideais ( ) batalhamos há tanto tempo e diga-me ( ) a) por que, por que, por que b) por que, por que, porque c) porque, porque, por que d) porque, por que, porque e) por que, porque, por que a) pesquisa, atrazada, quê b) pesquiza, atrasada, quê c) pesquisa, atrazada, que d) pesquiza, atrasada, que e) pesquisa, atrasada, quê II. A secretária não informa por que linha de ônibus chega-se ao exame. Há erro na grafia: e) em nenhuma.

férias; ( ) seus dois irmãos deixaram os pais ( ) sossegados quando disseram que a a) mau, mal, mais, mas b) mal, mal, mais, mais c) mal, mau, mas, mais d) mal, mau, mas, mas e) mau, mau, mas, mais 24 (FUVEST-SP) Reescreva, preenchendo as lacunas com por que, porque, porquê, - Não sei bem ( ) - Acho que não. Vou dizer-lhe a razão ( ) o disse.

CAPÍTULO 29 SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS - nota da ledora: dois desenhos infantis, representando uma escola. No primeiro, ercebe- se o desenho de uma casa?com suas formas, representando uma escola. . No segundo desenho, apresenta-se um amontoado de riscos e linhas desconexas. Texto: DESENHE - fim da nota.

Neste bela anúncio, o antônimo de injustiça não está expresso verbalmente, mas graficamente.

trem, caminhão. Carro é um hipônimo de veículo. A relação entre hipônimos e hiperônimos é muito útil para a retomada de elementos textuais: Há muito tempo planejam derrubar aquele ipê. A velha árvore parece perturbar os São hiperônimos muito importantes palavras de sentido genérico como coisa, fato, acontecimento, fenômeno, pessoa, ser. Essas palavras são muito freqüentes nos mecanismos de retomada de elementos textuais. Seu uso, entretanto, deve ser limitado a essa função, pois elas carecem da precisão característica dos hipônimos: A ampliação da pobreza compromete a estabilidade social do país e é um fato que não pode ser omitido em qualquer proposta séria de planejamento governamental.A troca de insultos e sopapos entre os deputados ganhou destaque nos jornais. O acontecimento foi recriminado em vários editoriais.

- nota da ledora: anúncio da TV Sharp, com fone de ouvido, apresentando o seguinte texto: Para você nunca mais ter de assistir à Orquestra de Berlim ao som do conserto do encanamento do vizinho. - voce já viu este anúncio na página 44 - fim da nota .

O anúncio explora criativamente um par de palavras homófonas. Se voce já se esqueceu desse par, revise o exercício da página 45 (Trabalhando o texto).

- nota da ledora; quadro de destaque na página OBSERVAÇÃO As relações de significado que envolvem a semelhança ou igualdade de sons e grafias de palavras - a paronímia e homonímia - já foram exaustivamente estudadas na seção deste livro dedicada a Fonologia - fim da nota.

ATIVIDADES 1 Complete as frases seguintes com um hiperônimo ou com uma palavra de sentido a) O dono da fabrica negava-se a indenizar as famílias dos operários mortos com a b) Vários automóveis foram arrastados pela correnteza. Alguns ( ) foram encontrados c) Cuidado com as bactérias com que você esta lidando no laboratório. São ( ) muitas d) Grupos de refugiados chegam diariamente do sertão castigado pela seca. São ( ) famintas, maltrapilhas, destruídas.

atinar bater 3 Este exercício é semelhante ao anterior; o verbo a ser substituído agora é lazer. Produzir fingir-se conceber formar gravar causar construir montar gerar induzir forçar h) Não se pode fazer uma idéia do sofrimento daquelas pessoas.

TEXTOS PARA ANÁLISE - nota da ledora: propaganda da Golden Cross, assistência médica. Fotografia de ezenas de bêbes, todos juntinhos, um amontoado de bêbes usando fraldas, e o seguinte texto: Em 1992 a Golden Cross deu mais luz que Fuenas, Ilha Solteira e Angra dos Reis - fim da nota.

E eu querendo querer-te sem ter fim E, querendo-te. aprender o total (VELOSO Caetano. In. velô. LP PhiIips 524024 1984. Lado a, faixa 1)

TRABALHANDO O TEXTO 2 A seu ver, o que indicam as oposições entre: a) família/maluco b) romântico/burguês c) Leblon/Pernambuco d) lobo/irmão e) cowboy/chinês f) livre/decassílabo g) anjo/mulher h) comício/flipper-vídeo i) romance/rock'n'roII 3 Explique e comente a imagem "dulcíssima prisão".

5 A relação de antonímia é absoluta ou depende de contextos? Explique com base em elementos do texto.

principiante confirmar desterrar a) iminente, diferir, insipiente, retificar, proscrever b) eminente, deferir, insipiente, ratificar, prescrever c) iminente, diferir, incipiente, ratificar, prescrever d) eminente, deferir, incipiente, ratificar, proscrever e) eminente, diferir, insipiente, retificar, proscrever 4 (ltajubá-MG) Em que item os significados dos parônimos estão trocados? a) leroz = bravio, perverso; feraz = fértil, fecundo b) sortir = prover, abastecer; surtir = originar, produzir c) prescrever = abolir, extinguir; proscrever = ordenar, determinar d) ratificar = validar, comprovar; retificar = corrigir, emendar e) destratar = insultar, descompor; distratar = anular, desfazer 5 (FUVEST-SP) No último ( ) da orquestra sinfônica, houve ( ) entre os convidados, apesar de ser uma festa ( ) a) conserto - flagrantes descriminações - beneficente b) concerto - fragrantes discriminações -beneficiente c) conserto - flagrantes descriminações -beneficiente d) concerto - fragrantes discriminações -beneficente e) concerto - flagrantes discriminações -beneficente 6 (UFMG) Assinale a alternativa em que o significado não corresponde à palavra dada. a) expiar = pagar (a culpa), remir b) secção = corte, divisão c) sela = arreio d) hera = planta trepadeira e) concertar = remendar, tornar certo 7 (Pouso Alegre-MG) Assinale o item em que a palavra destacada está incorretamente e) A (cessão) de terras compete ao Estado.

d) mandato, caçado e) mandato, casçado 10 (PUCC-SP) Escolha, entre as alternativas, a que propõe a substituição dos termos ou expressões em destaque, sem que haja alteração do sentido da sentença apresentada Parecia (estar prestes a acontecer) a desclassificação, pois os jogadores demonstraram usar métodos (pouco sábios) na (realização) dos preparativos finais para a partida a) emimente, incípidos, concecussão b) eminente, insipientes, conseqüência c) iminente, insipientes, consecução d) eminente, insípidos, concecussão e) iminente, incipientes, consequência 11 (FUVEST-SP) Explique a diferença de sentido entre: b) Ele invocou o argumento procedente.

Escolha a alternativa que oferece a sequência certa de vocábulos para a seqüência das a) conserto, incipientes, sessão, censo b) concerto, insipientes, seção, senso c) conserto, insipientes, secção, censo d) conserto, incipientes, cessão, censo e) concerto, incipientes, cessão, senso 14 (FUVEST-SP) Assinale a alternativa em que a frase esteja gramaticalmente correta. a) Foi graças a interseção do diretor que consegui renovar a matrícula. c) Li, na sessão policial do matutino, que "o criminoso cozera o desafeto a faca". e) A falsificação da minha rúbrica não convenceu a ninguém.

15 (FATEC-SP) Indique a frase em que as palavras destacadas apresentam a mesma a) A participação em nosso grupo provoca sentimentos de (segurança) e (bem-estar).

b) No outro extremo, o estrangeiro provoca a nossa (desconfiança), às vezes, o nosso c) Sentimos que aqueles que mais nos (conhecem) são também capazes de (ignorar) o e) Freqüentemente sonhamos com (o país distante, a terra prometida) onde possamos realizar nossos desejos.

16 (ITA-SP) Os sinônimos de ignorante, iniciante, sensatez, confirmar são, respectiva- mente: e) incipiente, insipiente, descrição, ratificar.

CAPÍTULO 30 NOÇÕES ELEMENTARES DE ESTILÍSTICA - nota da ledora: propaganda do guaraná diet da antartica. Foto, toráx de homem com - fim da nota.

A Estilística estuda a utilização da linguagem como meio de exteriorização de dados emotivos e estéticos. Seu objeto de estudo são os processos de manipulação da linguagem que permitem a quem fala ou escreve mais do que simplesmente informar - interessam principal mente as possibilidades de sugerir conteúdos emotivos e intuitivos A publicidade recorre freqúentemente a esse tipo de manipulação, às vezes com pouquissimas palavras. No anúncio acima, bastou a justaposição de uma tampinha de guaraná dietético a um abdome masculino típico de atletas, para gerar uma mensagem com claro intuito persuasivo: "vocé também pode ter esse corpo escultural". Neste capítulo, vamos fazer um estudo bastante breve dessas possibilidades, que fogem ao âmbito dos estudos gramaticais.

A repetição de uma mesma vogal numa seqüência lingüística recebe o nome de assonância. É o que ocorre com /ã/ e /õ/ em: "E bamboleando em ronda dançam bandos tontos e bambos de pirilampos." (Guilherme de Almeida) A tentativa de reproduzir lingüísticamente sons e ruídos do mundo natural constitui a onomatopéia: BIem... blem... blem... cantam os chocalhos dos tristes bodes patriarcais. Eu o sino da igreja velha: bão... báu... báu..." (Ascenso Ferreira)

A poesia, principalmente, explora esses e outros recursos sonoros da linguagem. O estudo dos ritmos e dos padrões métricos da linguagem poética foge ao âmbito dos estudos gramaticais. Para conhecê-los, devem-se procurar as obras especializadas e principalmente os bons poemas da língua portuguesa.

2 RECURSOS MORFOLÓGICOS Os casos mais comuns de exploração expressiva de recursos morfológicos estão relacionados com o uso de determinados sufixos. E muito freqüênte o emprego dos sufixos aumentativos e diminutivos para exprimir conteúdos afetivos nem sempre relacionados com a dimensão física dos seres. É o caso de palavras como mulherão ou coitadinho, que fazem referência respectivamente à beleza e às características psicológicas dos seres designados. Tratamos desses e de outros casos quando estudamos a estrutura e a formação das palavras.

3 RECURSO SINTÁTICO A Sintaxe é uma fonte inesgotável de recursos expressivos. Algumas formas de obter efeitos sutis de significação: a) o assíndeto, ou coordenação de termos ou orações sem utilização de conectivo. Esse recurso costuma imprimir lentidão ao ritmo narrativo: "Foi apanha; gravetos, trouxe do chiqueiro das cabras uma braçada de madeira meio ruida pelo cupim, arrancou touceiras de macambira, arrumou tudo para a fogueira." (Graciliano Ramos) b) o polissíndeto, ou repetição do conectivo na coordenação de termos ou orações. Esse recurso costuma acelerar o ritmo narrativo: "O amor que a exalta e a pede e a chama e a implora." (Machado de Assis) c) a inversão da ordem normal dos termos da oração ou da frase. O termo deslocado de sua posição normal recebe forte ênfase. A inversão não é privilégio da linguagem literária, ocorrendo no uso cotidiano da linguagem: Das minhas coisas cuido eu! Professor já não sou.

d) a repetição de termos ou de estruturas sintáticas (chamada esta última de anáfora). É um recurso de ênfase e coesão, de que falamos em vários momentos de nossos estudos. e) o anacoluto, ou ruptura da ordem lógica da frase. É um recurso muito utilizado nos diálogos, que procuram reproduzir na escrita a língua falada. Também permite a caracterização de estados de confusão mental: Deixe-me ver... E necessário começar por... Não, não, o melhor é tentar novamente o f) a silepse ou concordância ideológica, estudada no capítulo dedicado à concordância verbal e nominal.

4 RECURSOS SEMÂNTICOS A exploração dos significados das palavras gera duas figuras principais: a metáfora e a A metáfora ocorre quando uma palavra passa a designar alguma coisa com a qual não mantém nenhuma relação objetiva. Na base de toda metáfora está um processo Observe: Seda, na frase acima, é uma metáfora. Por trás do uso dessa palavra para indicar uma pele extremamente agradável ao tato, há várias operações de comparação: a pele descrita é tão agradável ao tato quanto a seda; a pele descrita é uma verdadeira seda; a A metonímia ocorre quando uma palavra é usada para designar alguma coisa com a qual mantém uma relação de proximidade ou posse. Observe: Olhos, na frase acima, é uma metonímia. Na verdade, essa palavra, que indica uma parte do ser humano, esta sendo usada para designar o ser humano completo.

- nota da ledora: propaganda do Jornal Notícias Populares. Foto: parece um jogo de futebol, onde a platéia é fotografada. Texto: Não ( em letras garrafais ), alimente os - fim da nota.

O alambrado lembra as grades de uma jaula; a fisionomia dos torcedores expressa agitação ou fúria. Os recursos visuais se conjugam aos verbais para produzir esta metáfora, em que seres humanos são equiparados a animais.

- nota da ledora: propaganda de macarrão: na foto, a massa em forma de macarrão tem as cores da bandeira da Itália. ( verde, vermelho e amarelo) - fim da nota.

Metonímia: o macarrão (parte) pela Itália (todo). Para não haver dúvida, o macarrão tem as cores da bandeira italiana.

c) a hipérbole, ou exagero intencional da expressão: d) a ironia, que consiste em, aproveitando-se do contexto, utilizar palavras que devem ser compreendidas no sentido oposto do que aparentam transmitir. É um poderoso instrumento para o sarcasmo: Muito competente aquele candidato! e) a gradação, que consiste em encadear palavras cujos significados têm efeito cumulativo: Os grandes projetos de colonização resultaram em pilhas de papéis velhos, restos de obras inacabadas, hectares de floresta devastada, milhares de famílias abandonadas à f) a prosopopéia ou personificação, que consiste em atribuir características de seres animados a seres inanimados ou características humanas a seres não-humanos: A floresta gesticulava nervosamente diante do lago que a devorava. O ipê acenava-lhe brandamente, chamando-o para casa.

TEXTOS PARA ANÁLISE - nota da ledora: 1a. propaganda: com desenhos, do dicionário do Jornal da Tarde, apresentando o texto: - O dicionário que o Aurélio lançaria se soubesse desenhar. - 2a. propaganda: água mineral minalba, com o seguinte texto: A pureza dos 120 anos de - fim da nota.

- nota da ledora: 1a. propaganda - novo BMW 328i. O Carro é civilizado, o torqque 2a. propaganda - correios, foto com um cão rottwailler - a grafia da raça do cachorro pode estar errada, por não constar no texto, e a ledora não ter a informação correta, pelo que se desculpa - mordendo uma caixa de encomenda sedex, apresentando o seguinte 3a. propaganda - Calça Jeans Wrangler. Texto: Dia dos namorados ponha uma muldura - fim da nota.

casas de bairros distantes, também chamados de Jardins, como o Pantanal. A "gôndola" atraca no cais improvisado diante do Mercadinho Macau para o desembarque dos passageiros. O aposenta do Luís Oliveira Silva observa o movimento na "Rua da Praia". Ele é um ilhéu nato: migrou de Macau, ilha no Rio Grande do Norte, para o Jardim Pantanal, na zona leste de São Paulo, onde passa ilhado a temporada de enchentes. MOISÉS RABINOVICI ( O Estado de São Paulo, 2 fev. 1997. )

TRABALHANDO O TEXTO O Cruzeiro do Sul Rio de Janeiro - Era mais do que um trem: era uma instituição, um símbolo de luxo, um emblema de grandeza, orgulho da Estrada de Ferro Central do Brasil em geral e, em particular, de Joaquim Pinto Montenegro, meu tio, que já andara nele, no dia em que o "Cruzeiro do Sul", vindo de São Paulo, parou em Rodeio com um problema nos freios.

Nessa histérica data, Joaquim Pinto Montenegro, que já era um rodeiense ilustre, tornou-se um ponto de referência social e ferroviário, um varão de Plutarco em termos de Serra do Mar.

No silêncio das noites de rodeio, nunca chegando antes, nunca chegando depois, ouvíamos o "Cruzeiro do Sul" ainda ao longe, saindo do túnel II e vindo majestosamente, serpente de aço azulado, precisando cumprir o horário, nunca parando ali. Ninguém ia dormir sem que ele chegasse com seus vagôes iluminados, deslizando sobre os trilhos como uma lagarta fosforescente, fazendo a estação rejeitada tremer de orgulho ferido, mas de vaidade também.

Na casa de Joaquim Pinto Montenegro, todos já estávamos deitados. Ele anunciava com a voz dos que sabem, dos que conhecem as leis do mundo, do sol e das estrelas, dos mares e das montanhas, e, obviamente, dos trens da Central do Brasil: "É o Cruzeiro do Sul!" Quando passava pelas plataformas, vazias àquela hora, Rodeio inteiro tremia, tremia Mansamente, eu tremia também.

2 O adjetivo histórica, no segundo parágrafo, está sendo usado de forma irônica? Comente.

3 Identifique as figuras de linguagem relacionadas com o "Cruzeiro do Sul" presentes no terceiro parágrafo do texto e comente-as.

4 A concordância verbal em "... todos já estávamos deitados" apresenta alguma particularidade? Comente.

5 A cidade e o trem recebem, no texto, um tratamento afetivo bastante particular. Que figura de linguagem contribui para aumentar essa afetividade? Aponte exemplos retirados do texto.

7 O Brasil é, infelizmente, um país quase sem trens. Pela leitura do texto se pode perceber que os trens adquirem nao só importância prática, mas também um valor sentimental na vida das comunidades. Pensando nisso, responda: os trens fazem falta em nossas vidas? Comente.

QUESTÕES E TESTES DE VESTIBULARES 1(PUCSP) Nos trechos: "?nem um dos autores nacionais ou nacionalizados de oitenta pra lá faltava nas estantes do major." e " ?o essencial é achar-se as palavras que o violão pede e deseja", encontramos, respectivamente, as seguintes figuras de linguagem: e) metonímia e prosopopéia.

2 (PUCSP) Nos trechos: "O pavão é um arco-íris de plumas." e "?de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira..." enquanto procedimento estilístico, temos, respectivamente: e) anáfora e metáfora.

(2) Baticum! O TL amarelo mergulhou na lagoa. ( )hipérbole (3) Você faltou com a verdade. ( ) prosopopéia a) 3-1 -2 b) 2-1-3 c) 1-2-3 d) 3-2-1 e) 2 - 3 - 1 4 (FEBASP) "Se você gritasse, se você gemesse, se você tocasse a valsa vienense, se você dormisse, se você cansasse, Mas você não morre, você é duro, José..." (Carlos Drummond de Andrade) Considerando a repetição da expressão "se você" no inicio dos versos; a repetição dos sons cê (se, cê, sse) e a expressão "você é duro", estilísticamente ocorrem: d) metáfora, silepse, anáfora.

5 (PUCSP) Nos versos: "Última flor do Lácio, inculta e bela, És, a um tempo, esplendor e sepultura", temos, respectivamente: e) paronomásia e onomatopéia.

6 (UNICAMP-SP) A conhecida ironia de Machado de Assis fica evidente na seguinte passagem do romance Memórias póstumas de Brás Cubas: Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis..." Nesse, como em muitos outros trechos de seus romances, o escritor usa com maestria as palavras, obtendo, através de sua combinação, o efeito cômico desejado. Diga qual é a ironia presente na passagem citada e explique de que maneira Machado consegue obter o efeito cômico através das relações de significação que se estabelecem entre as palavras que ele escolheu.

muito devagarzinho, vai derramando pingos brancos pelo caminho." (Cassiano Ricardo) No texto acima, boião de leite é uma: e) repetição.

8 (UEL-PR) Sou a planta humilde dos quintais pequenos Meu grão, perdido por acaso, Nasce e cresce na terra descuidada.

O justo não me consagrou Pão da Vida, nem lugar me foi dado nos altares." (Cora Coralina) Nos versos transcritos acima, Cora Coralina, através de uma figura de linguagem, contrapôe dois cereais. Responda: c) O que eles simbolizam?

9 (FOC-SP) Observe a oração: "O (tique-taque) do relógio nos perturbava." Qual a figura de linguagem da expressão destacada?

b)"É mais estranho do que todas as estranhezas que as cousas sejam realmente o que parecem ser." c) "Qual um filósofo, o poeta vive a procuraro mistério oculto das cousas." d) "Os pensamentos das árvores a respeito do mistério das cousas são tão estranhos quanto os dos rios." e) "Os meus sentidos estavam tão aguçados, que aprenderam sozinhos o mistério das cousas." 13 (UM-SP) "Fitei-a longamente, fixando meu olhar na menina dos olhos dela." No período acima, ocorre uma figura de palavra conhecida como: e) sinédoque.

14 (UM-SP) Aponte a alternativa que contenha a mesma figura de pensamento existente no período: Acenando para a fonte, o riacho despediu-se triste e partiu para a longa viagem de volta. a) O médico visualizou, por alguns segundos, a cara magra do doente, antes que a b) Os arbustos dançavam abraçados com os pinheiros a suave valsa do crepúsculo. c) Contemplando aquela terna fisionomia, afastou-se com um sorriso pálido e irônico. d) Só o silêncio tem sido meu companheiro neste período amargo de intensa solidão. e) A mesquinhez de tua atitude é poço profundo, cavado no íntimo de teu espírito.

"Vi uma estrela tão alta Vi uma estrela tão iria! Vi uma estrela luzindo, Na minha vida vazia." (Manuel Bandeira) a) assíndeto b) pleonasmo c) anacoluto d) anáfora e) silepse 16 (FMU-SP) Na expressão: "... a natureza parece estar chorando...", do ponto de vista estilístico temos: e) eufemismo.

a) antítese b) anacoluto c) hipérbole d) litotes e) paragoge 18 (PUCSP) Qual figura de linguagem existe em: a) metonímia b) aliteração c) anacoluto d) cacófato "(Quando a indesejada das gentes chegar) (Não sei se dura ou caroável), Talvez eu tenha medo, Talvez sorria e diga: Alô, iniludível!" a) climax b) eufemismo c) sínquise d) catacrese e) pleonasmo 20 (UM-SP) Aponte a figura: "Naquela terrível a) antítese b) eufemismo c) anacoluto d) prosopopéia e) pleonasmo 21 (FMU-SP) Em "Dizem que os cariocas somos pouco dados aos jardins públicos.", há: e) silepse de número.

22 (UNIMFP-SP) Todas as frases a seguir são corretas. Assinale a única que encerra e) Os homens parecem ignorar a verdade.

BIBLIOGRAFIA ALI, M. Said. Gramática histórica da língua portuguesa. 2. ed. São Paulo, Meios de expressão e alterações semânticas. 2. ed. Rio de Janeiro, Simões, 1951. Dificuldades da língua portuguesa. 6. ed. Rio de Janeiro, Acadêmica, 1966. BACK, Eurico. Fracasso do ensino de português - proposta de solução. Petrópolis, BARRETO, Mário. Novos estudos da língua portuguesa. 3. ed. Rio de Janeiro, Novíssimos estudos da língua portuguesa. 3. ed. Rio de Janeiro, Presença/INL, 1980. De gramática e de linguagem. 3. ed. Rio de Janeiro, Presença"INL, 1982. BASTOS, Lúcia Kopschitz Xavier. Coesão e coerência em narrativas escolares BLIKSTEIN, Isidoro. Técnicas de comunicação escrita. 6. ed. São Paulo, Ática, 1988. BORBA, Francisco da Silva. Introdução aos estudos linguísticos. 4. ed. São Paulo, CÂMARA JÚNIOR, Joaquim Mattoso. Manual de comunicação oral e escrita. 6. ed. Princípios de Linguística Geral. 4. ed. Rio de Janeiro, Livraria Acadêmica, 1974. COSTE, Daniel et alii. O texto: leitura e escrita. Campinas, Pontes, 1988. CUNHA, Celso & CINTRA, Lindley. Nova gramática do português contemporâneo. DURIGAN, Jesus Antônio et alii (org.). A magia da mudança - vestibular UNICAMP. FÁVERO, Leonor Lo pes e. Linguística textual: uma introdução. São Paulo, Cortez, FIORIN, José Luiz. Elementos de análise do discurso. São Paulo, Contexto/EDUSP, FRANCHI, Eglê. A redação na escola. 2. ed. São Paulo, Martins Fontes, 1985. FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. 12. ed. São Paulo, Cortez, 1986. GARCIA, Othon Moacir. Comunicação em prosa moderna. 8. ed. Rio de Janeiro, HAYAKAWA, 5.1. A linguagem no pensamento e na ação. 2. ed. São Paulo, ILARI, Rodolfo. A Linguística e o ensino da língua portuguesa. Sito Paulo, Martins JAKOBSON, Roman. Linguística e comunicação. São Paulo, Cultrix, 1969.

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Você encontra os produtos da Editora Scipione nos seguintes endereços - nota da ledora: esta última página, está inteiramente tomada por nomes e endereços de Como os tipos são muito pequenos, não foram recolhecidos pelo processo de escaneamento, não poderam ser traduzidos pela ledora, por falta de lupa. Contudo, será dado aqui, o endereço e telefone da própria Scipione, para qualquer informação, de - fim da nota.

Contracapa: Gramática da Língua Portuguesa: Foto de Pasquale e de Ulisses.Texto: este livro provém de longa experiência dos autores no ensino da língua portuguesa nos mais diferentes campos: além de professores de segundo grau e cursos preparatórios de vestibular são autores de obras didáticas e responsáveis por cursos de aperfeiçoamento lingüístico para jornalistas e outros profissionais de comunicação. Mantêm, dessa forma, um incessante intercâmbio não só com a realidade das salas de aula, mas também com as redações dos jornais, das rádios e das redes de televisão o que lhes proporciona uma visão ampla e atualizada das formas de língua que devem ser tomadas como objeto de estudo e análise.

Pasquale Cipro Neto cursou letras ( português/espanhol) n Universidade de São Paulo, professoor do Sistema Anglo de Ensino desde 1978, idealizador e apresentador dos Programas Nossa língua portuguesa, exibido na TV Cultura de S. Paulo, e várias outras emissoras nacionais. Nossa língua portugues e Letra e música levaddos pela Rádio cultura de São Paulo e retransmitidos para outras emissoras do país. consultor da Folha de São Paulo para assuntos da língua Portuguesa.

Ulisses Infante Licenciado em língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo. Leciona desde 1980. Foi professor de vários cursos pré-vestibular na capital e no interior do estado de São Paulo ( Etapa, Universitário, CPV, Anglo.) Atualmente é professor do Curso e Colégio Anglo de Bragança Paulista. Autor de : Curso de gramática aplicada aos textos, Do texto ao texto - curso prático de leitura e redação, e 36 lições práticas de gramática.

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