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Apostila axiliar de farmácia -438-pag

Presidente da Repblica Luz Incio Lula da Silva Ministro do Trabalho e Emprego Luiz Marinho Secretrio de Polticas Pblicas de Emprego - SPPE Remgio Todeschini Diretor do Departamento de Qualificao Profissional - DQP Antnio Almerico Biondi Lima Coordenadora-Geral de Qualificao Profissional - CGQUA Tatiana Scalco Silveira Coordenador-Geral de Certificao e Orientao Profissional - CGCOP Marcelo Alvares de Sousa Coordenador-Geral de Empreendedorismo Juvenil Misael Goyos de Oliveira

copyright 2006 - Ministrio do Trabalho e Emprego Secretaria de Polticas Pblicas de Emprego - SPPE Departamento de Qualificao DEQ Esplanada dos Ministrios, Bloco F, 3 andar, Sala 306 CEP:70059-900 Braslia DF Telefones: (0XX61) 317-6239 / 317-6004 FAX: (0XX61) 224-7593 E-mail: qualificacao@mte.org.br

Tiragem: 500 exemplares (Venda Proibida) Elaborao, Edio e Distribuio: CATALISA - Rede de Cooperao para Sustentabilidade So Paulo - SP www.catalisa.org.br E-mail: catalisa@catalisa.org.br

Entidade Conveniada: Instituto Educao e Pesquisa Data Brasil R. Moreira Cezar, 2715 - Sala 2B - Centro - Caxias do Sul - RS

Ficha Catalogrfica: Obs.: Os textos no refletem necessariamente a posio do Ministrio do Trabalho e Emprego

Qualificao Profissional - Apostila AUXILIAR DE FARMCIA SP - julho de 2006

AGRADECIMENTOS AUXILIAR DE FARMCIA Existe uma lacuna no mercado de farmcias e drogarias, que carecem de Auxiliares devida- mente capacitados e motivados a seguir carreira farmacutica, sendo crescente a busca por profis- sionais qualificados em redes de farmcia de todo o pas e em hospitais pblicos e privados.

O profissional da rea de farmcia tem um compromisso com a promoo da sade, contri- buindo com a sade pblica e a qualidade de vida da comunidade.

Receber, conferir, organizar e encaminhar medicamentos e produtos correlatos; organizar e manter o estoque de medicamentos em prateleiras; separar requisies e receitas; providenciar por meio de microcomputador a atualizao das entradas e sadas de medicamentos; manter a ordem e higiene de materiais e equipamentos sob sua responsabilidade, entre diversas outras, so atribuies do profissional Auxiliar de Farmcia, tanto em estabelecimentos como em hospitais e sempre sob a superviso de um Farmacutico.

A aparente simplicidade dessa ao profissional encobre grande responsabilidade, razo pela qual temas como tica Profissional, Atendimento ao Cliente, Tcnicas de Vendas, Fisiologia Huma- na, Classificao e Conservao de Medicamentos, Tarjas, Aviamento de Receitas, Primeiros Socor- ros, Lei dos Genricos e medicamentos que exigem reteno de receita so de grande importncia.

Procurando atender a essa lacuna, a CATALISA ? Rede de Cooperao para Sustentabilidade (www.catalisa.org.br) desenvolveu o presente material didtico, tendo por objetivo oferecer qua- lificao social e profissional em Auxiliar de Farmcia, a todos aqueles que desejam ingressar nessa rea ou necessitam de orientaes para aprimoramento de sua atuao profissional.

Essa publicao foi antecedida do Seminrio ?Orientao e Qualidade de Vida?, realizado pela CATALISA no Nikkey Palace Hotel, em So Paulo, capital, sob a organizao da Spot Produes e Eventos, nos dias 02 e 03 de maio de 2006, tendo seu contedo aprofundado por meio de uma oficina de desenvolvimento metodolgico, experimentao em diversas regies do pas e validada em escala nacional, com o envolvimento de uma numerosa equipe de profissionais.

Esperamos que os resultados previstos nesse projeto possam representar significativa con- tribuio na qualificao profissional de Auxiliares de Farmcia em todas as regies do pas. Sendo resultado de um trabalho de cooperao, queremos agradecer as seguintes participaes:

COORDENAO GERAL Eduardo Coutinho de Paula Gesualdo DAvola Filho Coordenao tcnica Denise Simas Lamaro Patrcia de Oliveira Duarte Coordenao pedaggica Maria do Carmo Santos Nascimento (Lia) SEMINRIO, SO PAULO/SP Denise Simas Lamaro Gilson Barbosa de Lima Patrcia de Oliveira Duarte Roseli Espindola Chaves Isabel Barros Murilo Leandro Leite OFICINA METODOLGICA E CURSO DE EXPERIMENTAO Arlete Sales Cristaldo ? Cuiab/MT Elaine Aurora Praes ? Belo Horizonte/MG Fernando Luiz Chaves Pessoa ? Recife/PE Gilson Barbosa de Lima ? Santana de Parnaba/SP Ivanio Reisdorfer Koshhann ? Caxias do Sul/RS Izabel C. de Arajo Barros ? Belm/PA Paulo Costa Coelho ? Curitiba/PR Severino Job de Sousa ? Recife/PE Vanessa Trabuco da Cruz ? Camaari/BA Viviane Torres Gentil ? Camaari/BA Tnia Ceclia Trevisan ? Cuiab/MT SUPORTE Luiz Roberto Segala Gomes Digital Mix Ltda: Jos Roberto Negro Marcelo Augusto Dias Paulo Cezar Barbosa Mello Reinaldo Fonseca Spot Produo e Eventos: Fernanda de Souza Pinto Csar Augusto de Bourbon

1- ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANAS ....................................... 1 7

CLULA .................................................................................................... 17

FORMA ............................................................................................................................ 1 8

CONSTITUIO ................................................................................................................... 1 8

MEMBRANA CELULAR ............................................................................................................. 1 8

CITOPLASMA ...................................................................................................................... 1 8

NCLEO ........................................................................................................................... 1 9

HISTOLOGIA ........................................................................................... 20

TECIDO EPITELIAL ............................................................................................................... 2 0

FUNES: ........................................................................................................................ 2 0

TECIDO CONJUNTIVO ............................................................................................................ 2 1

SISTEMA URINRIO ................................................................................. 22

FUNO .......................................................................................................................... 2 2

COMPOSIO ..................................................................................................................... 2 2

SISTEMA NERVOSO ................................................................................. 24

FUNO .......................................................................................................................... 2 4

NEURNIOS SENSORIAIS ........................................................................................................ 2 4

NEURNIOS DE ASSOCIAO .................................................................................................... 2 4

NEURNIO MOTOR ............................................................................................................... 2 4

FIBRAS NERVOSAS ............................................................................................................... 2 5

SNC (SISTEMA NERVOSO CENTRAL) ........................................................................................... 2 5

ENCFALO ........................................................................................................................ 2 5

CREBRO .......................................................................................................................... 2 5

CEREBELO ......................................................................................................................... 2 6

TRONCO ENCEFLICO ............................................................................................................ 2 6

MEDULA ESPINHAL ............................................................................................................... 2 7

MENINGES ....................................................................................................................... 2 7

SUBSTNCIA BRANCA ............................................................................................................ 2 8

SUBSTNCIA CINZENTA .......................................................................................................... 2 8

SNP (SISTEMA NERVOSO PERIFRICO) ....................................................................................... 2 8

NERVOS CRANIANOS ............................................................................................................. 2 8

NERVOS RAQUIDIANOS ........................................................................................................... 2 9

SNE (SISTEMA NERVOSO EMOTIVO) ........................................................................................ 2 9

SNA (SISTEMA NERVOSO AUTNOMO) ........................................................................................ 2 9

SNA PARASSIMPTICO .......................................................................................................... 3 0

SNA SIMPTICO ................................................................................................................ 3 1

ALGUMAS FUNES DO SNA PARASSIMPTICO E SIMPTICO ................................................................ 3 1

ESQUEMA DE FUNCIONAMENTO DO SISTEMA NERVOSO ........................................................................ 3 1

SIMPTICO (VIGLIA) ............................................................................ 3 1

AUTNOMO ......................................................................................... 3 1

PARASSIMPTICO (REPOUSO) .................................................................... 3 1

SISTEMA NERVOSO CENTRAL .................................................................... 3 1

NERVOS CRANIANOS (CABEA, PESCOO, OMBROS) .......................................... 3 1

PERIFRICO ........................................................................................ 3 1

NERVOS RAQUIDIANO (CORPO INTEIRO) ...................................................... 3 1

SISTEMA CIRCULATRIO ......................................................................... 32

SISTEMA CARDIOVASCULAR ...................................................................................................... 3 2

CIRCULAO PULMONAR .......................................................................................................... 3 2

CIRCULAO SISTMICA ......................................................................................................... 3 3

OUTRAS DEFINIES ............................................................................................................ 3 3

CARDIOVASCULAR ............................................................................................ 34

ESQUEMA DE FUNIONAMENTO .............................................................................. 34

SISTEMA CIRCULATRIO .................................................................................... 34

- PRODUO DE ANTICORPOS (DEFESA) ................................................................... 34

- PASSAGEM DA LINFA PARA SISTEMA VENOSO (LIMPEZA) .............................................. 34

LINFTICO .................................................................................................... 34

LINFA (LIMPEZA E IMUNIDADE) ............................................................................ 34

LINFONODOS .................................................................................................. 34

SISTEMA LINFTICO / IMUNOLGICO ...................................................... 35

LINFA ............................................................................................................................. 3 5

LINFONODOS ..................................................................................................................... 3 5

LEUCCITOS ...................................................................................................................... 3 6

ANTICORPOS ..................................................................................................................... 3 6

TONSILAS ........................................................................................................................ 3 6

TIMO ............................................................................................................................. 3 7

BAO ............................................................................................................................. 3 7

APNDICE ........................................................................................................................ 3 7

SISTEMA RESPIRATRIO ......................................................................... 37

FOSSAS NASAIS .................................................................................................................. 3 8

FARINGE .......................................................................................................................... 3 8

LARINGE .......................................................................................................................... 3 8

TRAQUIA ........................................................................................................................ 3 8

PULMES ......................................................................................................................... 3 8

BRNQUIOS/BRONQUOLOS .................................................................................................... 3 9

ALVOLOS ........................................................................................................................ 3 9

DIAFRAGMA ...................................................................................................................... 3 9

COSTELA E MSCULOS INTERCOSTAIS ........................................................................................... 3 9

SISTEMA DIGESTRIO ............................................................................. 40

BOCA ............................................................................................................................. 4 0

LNGUA ........................................................................................................................... 4 0

DENTES .......................................................................................................................... 4 1

GLNDULAS SALIVARES .......................................................................................................... 4 1

VULA ............................................................................................................................ 4 1

FARINGE .......................................................................................................................... 4 1

ESFAGO ......................................................................................................................... 4 1

ESTMAGO ....................................................................................................................... 4 2

PROCESSO DIGESTIVO ........................................................................................................... 4 2

PILORO ........................................................................................................................... 4 2

INTESTINO ....................................................................................................................... 4 2

FGADO ....................................................................................................................... 4 4

VESCULA BILIAR ........................................................................................................ 4 4

PNCREAS ........................................................................................................................ 4 5

VLVULA ILEOCECAL .............................................................................................................. 4 5

ESFNCTER ANAL ................................................................................................................. 4 5

SISTEMA ESQUELTICO .......................................................................... 46

OSSOS ............................................................................................................................ 4 6

ESQUELETO ....................................................................................................................... 4 7

ARTICULAES ................................................................................................................... 4 9

SISTEMA MUSCULAR ............................................................................... 50

TIPOS DE MSCULOS ............................................................................................................ 5 1

TENDES ......................................................................................................................... 5 2

LIGAMENTO ...................................................................................................................... 5 2

SISTEMA ENDCRINO ............................................................................. 53

HIPOTLAMO ..................................................................................................................... 5 4

HIPFISE ........................................................................................................................ 5 4

PINEAL - EPFISE .............................................................................................................. 5 5

TIREIDE ........................................................................................................................ 5 6

PARATIREIDES .................................................................................................................. 5 6

TIMO ............................................................................................................................. 5 7

SUPRA-RENAIS ................................................................................................................... 5 7

MEDULA SUPRA-RENAL ........................................................................................................ 5 8

PNCREAS ........................................................................................................................ 5 9

OVRIOS ......................................................................................................................... 5 9

E OVARIANOS DURANTE O CICLO MENSTRUAL ................................................................................... 6 0

SISTEMA GENITAL FEMININO ................................................................... 62

SISTEMA GENITAL MASCULINO ................................................................ 68

SISTEMA SENSORIAL .............................................................................. 70

VISO ............................................................................................................................ 7 1

AUDIO ......................................................................................................................... 7 4

OLFATO ........................................................................................................................... 7 6

PALADAR .......................................................................................................................... 7 6

TATO ............................................................................................................................. 7 8

SISTEMA TEGUMENTAR ............................................................................ 79

PELE .............................................................................................................................. 7 9

PLOS ............................................................................................................................ 8 1

UNHAS ........................................................................................................................... 8 1

GLNDULAS SUDORPARAS ....................................................................................................... 8 2

GLNDULAS SEBCEAS ........................................................................................................... 8 2

2. MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA ........................................ 8 4

FUNGOS ................................................................................................. 84

HERIS E VILES DA BIOSFERA ................................................................................................ 8 4

BIORREGULADORES .............................................................................................................. 8 6

CONSTITUIO ................................................................................................................... 8 7

FUNGOS PATGENOS ............................................................................................................ 8 7

USO NA FARMCIA ............................................................................................................... 8 8

ASPECTOS POSITIVOS DOS FUNGOS ............................................................................................ 8 9

ASPECTOS NEGATIVOS DOS FUNGOS ............................................................................................ 8 9

MICOTOXINAS .................................................................................................................... 8 9

MICOSES CUTNEAS ............................................................................................................. 9 0

MANIFESTAES ................................................................................................................. 9 0

COMO EVITAR .................................................................................................................... 9 0

MICOSE DE PRAIA (PITIRASE VERSICOLOR) ................................................................................. 9 1

CUIDADOS ........................................................................................................................ 9 1

MICOSE DE UNHA OU ONICOMICOSE ........................................................................................... 9 1

CUIDADOS ........................................................................................................................ 9 1

MICOSE DOS PS ................................................................................................................ 9 1

TIPOS ............................................................................................................................ 9 1

CUIDADOS ........................................................................................................................ 9 2

TRATAMENTO DAS MICOSES ..................................................................................................... 9 2

BACTRIAS ....................................................................................................................... 9 2

FORMAS DAS BACTRIAS: ........................................................................................................ 9 3

INFECO ........................................................................................................................ 9 4

CLASSIFICAO ................................................................................................................... 9 4

CORANTE DE GRAM .............................................................................................................. 9 4

ESTREPTOCOCOS ................................................................................................................. 9 5

INFECES CAUSADAS POR ESTREPTOCOCOS: .................................................................................. 9 5

ESTAFILOCOCOS .................................................................................................................. 9 6

ENTEROCOCOS .................................................................................................................... 9 6

AS INFECES POR ENTEROCOCOS INCLUEM: .................................................................................. 9 7

PRINCIPAIS DOENAS CAUSADAS POR BACTRIAS .............................................................................. 9 8

VRUS .................................................................................................... 99

ESTRUTURA VIRAL .............................................................................................................. 100

O CAPSDEO E O ENVELOPE VIRAL ............................................................................................ 100

O GENOMA VIRAL .............................................................................................................. 100

DOENAS CAUSADAS POR VRUS .............................................................................................. 101

ROTAVRUS .................................................................................................................... 101

TRANSMISSO .................................................................................................................. 101

SINTOMAS ..................................................................................................................... 101

TRATAMENTO ................................................................................................................... 102

COMBATE E PREVENO ........................................................................................................ 102

PARASITAS ........................................................................................... 102

CLASSIFICAO ................................................................................................................. 103

ADAPTAES DO PARASITA .................................................................................................... 103

PARASITOLOGIA ........................................................................................ 104

TOXOPLASMOSE ................................................................................................................ 104

ASCARIDASE ................................................................................................................... 106

GIARDASE ..................................................................................................................... 107

TENASE/CISTICERCOSE ...................................................................................................... 108

SINONMIA - SOLITRIA, LOMBRIGA NA CABEA. .......................................................................... 109

O QUE PATOLOGIA .................................................................................... 112

O QUE DOENA? ............................................................................................................ 113

PATOLOGIA DE ALGUMAS DOENAS COMUNS ................................................................................. 113

HEMORRAGIA ................................................................................................................... 113

TUBERCULOSE .................................................................................................................. 115

REFLUXO GASTRO-ESOFGICO ................................................................................................ 119

SARAMPO ....................................................................................................................... 122

SARAMPO MODIFICADO ........................................................................................................ 123

CISTITE ........................................................................................................................ 124

PROSTATITE .................................................................................................................... 128

URETRITE ...................................................................................................................... 128

4. FARMACOLOGIA ...................................................................... 130

O QUE FARMACOLOGIA ...................................................................................................... 130

DIVISES DA FARMACOLOGIA ................................................................................................. 131

FARMACOCINTICA ............................................................................................................. 131

FARMACOLOGIA ................................................................................................................. 131

COMO SE MODIFICA O MEDICAMENTO AO ENTRAR NO ORGANISMO .................................. 132

ABSORO ...................................................................................................................... 132

DISTRIBUIO ................................................................................................................. 132

METABOLISMO ................................................................................................................. 133

ELIMINAO .................................................................................................................... 133

FATORES QUE AFETAM A RESPOSTA AOS MEDICAMENTOS .................................................................... 133

GENTICA ...................................................................................................................... 134

INTERAES MEDICAMENTOSAS ......................................................................... 136

EFEITOS DE DUPLICAO ...................................................................................................... 136

EFEITOS OPOSTOS ............................................................................................................. 137

ALTERAES NA ABSORO .................................................................................................... 137

ALTERAES NO METABOLISMO ............................................................................................... 138

ALTERAES NA EXCREO .................................................................................................... 138

COMO REDUZIR O RISCO DE INTERAES MEDICAMENTOSAS ......................................... 138

INTERAES DO TIPO MEDICAMENTO-DOENA .............................................................................. 139

FARMACODINMICA: SELETIVIDADE DA AO DOS MEDICAMENTOS ......................................................... 139

RECEPTORES ................................................................................................................... 139

FRMACO ....................................................................................................................... 139

SELETIVIDADE E NO-SELETIVIDADE ......................................................................................... 140

UM ENCAIXE PERFEITO ........................................................................................................ 140

RECEPTORES ................................................................................................................... 140

ENZIMAS ....................................................................................................................... 142

AFINIDADE E ATIVIDADE INTRNSECA ........................................................................................ 142

POTNCIA E EFICCIA ......................................................................................................... 143

TOLERNCIA .................................................................................................................... 143

PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DOS MEDICAMENTOS ................................................................. 143

CLASSIFICAO DE MEDICAMENTOS ........................................................................................... 144

ALGUNS CONCEITOS BSICOS DE FARMACOLOGIA ............................................................................ 147

GRUPOS FARMACOLGICOS ............................................................................ 151

ANTIINFLAMATRIOS .......................................................................................................... 151

ANALGSICOS .................................................................................................................. 151

PRINCIPAIS GRUPOS ANALGSICOS: ......................................................................................... 151

ANTIALRGICOS ................................................................................................................ 151

ANTIBITICOS ................................................................................................................. 152

PRINCIPAIS GRUPOS DE ANTIBITICOS ..................................................................................... 152

ANTIVIRAIS .................................................................................................................... 152

ANTIFNGICOS ................................................................................................................ 153

ANTIINFECCIOSOS ............................................................................................................. 153

AO DOS MEDICAMENTOS SOBRE O ORGANISMO .................................................... 153

SISTEMA CIRCULATRIO ...................................................................................................... 153

SISTEMA RESPIRATRIO ...................................................................................................... 154

SISTEMA DIGESTRIO ........................................................................................................ 154

SISTEMA URINRIO ........................................................................................................... 154

5. QUMICA ................................................................................. 155

ESTUDANDO OS FENMENOS QUMICOS ................................................................ 155

A QUMICA DA SADE ......................................................................................................... 156

QUMICA MEDICINAL .......................................................................................................... 156

O PAPEL ESSENCIAL DA FSICO-QUMICA NA FORMULAO DE MEDICAMENTOS ........................................... 159

DISTINTOS ASPECTOS PRESENTES NA ETAPA DE PR-FORMULAO ........................................................ 159

A SNTESE DE FRMACOS ..................................................................................................... 160

AO DE SUBSTNCIAS QUMICAS NO ORGANISMO .......................................................................... 162

6. FARMACOBOTNICA E FARMACOGNOSIA ............................... 167

A IMPORTNCIA DAS PLANTAS MEDICINAIS ........................................................... 167

METABLITOS SECUNDRIOS DE PLANTAS ............................................................. 169

PLANTA MEDICINAL, FITOTERPICO E FITOFRMACO ................................................ 170

FITOTERPICOS: ENTRE O CONHECIMENTO POPULAR E O CIENTFICO ............................... 170

FITOTERPICOS ? ALTERNATIVA PARA O BRASIL ................................................... 172

OS SEGREDOS DOS CHS ................................................................................ 176

SALVOS PELO CH ............................................................................................................. 177

JAPONESES CONSUMIDORES DE CH .......................................................................................... 177

INDICAO DO CH ............................................................................................................ 177

PROPRIEDADES TERAPUTICAS DAS FRUTAS ........................................................... 179

7. FARMACOTCNICA .................................................................. 182

FORMAS E FRMULAS FARMACUTICAS ................................................................ 183

FORMA FARMACUTICA ......................................................................................................... 183

FORMAS FARMACUTICAS E VIAS DE ADMINISTRAO ....................................................................... 186

FRMULA FARMACUTICA ...................................................................................................... 187

ALGUNS COMPONENTES DA FRMULA FARMACUTICA ........................................................................ 188

TOS ......................................................................................... 191

CUIDADOS BSICOS COM MEDICAMENTOS ............................................ 191

UMIDADE ....................................................................................................................... 192

EXPOSIO AO SOL ............................................................................................................ 192

LCOOL/ACETONA/TER/BENZINA ........................................................................................... 192

COMO RECONHECER MEDICAMENTOS DETERIORADOS .................................................. 192

VALIDADE DOS MEDICAMENTOS ............................................................................................... 194

TERMINOLOGIA ................................................................................................................ 194

HIGIENIZAO DAS MOS .................................................................... 195

MICROBIOLOGIA DA PELE ..................................................................................................... 195

INDICAES DA LAVAGEM DAS MOS ......................................................................................... 196

USO DO LCOOL GLICERINADO ................................................................................................ 197

ANTI-SEPSIA DAS MOS ...................................................................................................... 198

INSTALAES FSICAS: ........................................................................................................ 198

TCNICA DA ANTI-SEPSIA (ESCOVAO) DAS MOS: ...................................................................... 199

DESINFECO ...................................................................................... 199

PRODUTOS UTILIZADOS: ...................................................................................................... 200

9 - BIOSSEGURANA ................................................................... 203

O QUE BIOSSEGURANA? ............................................................................. 203

PROTEO NO DIA-A-DIA ............................................................................. 204

PRECAUES-PADRO .................................................................................. 204

LAVAGEM DAS MOS ........................................................................................................... 204

MANIPULAO DE INSTRUMENTOS E MATERIAIS ...................................................... 204

MANIPULAO DE MATERIAIS CORTANTES E DE PUNO .................................................................... 205

AMBIENTE E EQUIPAMENTOS .................................................................................................. 205

VACINAO ..................................................................................................................... 205

EQUIPAMENTOS DE PROTEO INDIVIDUAL ................................................................................. 206

PROTETOR RESPIRATRIO (RESPIRADORES) ................................................................................. 207

AVENTAL E GORRO ............................................................................................................. 208

CALADOS ...................................................................................................................... 208

PREPARO DO FERIMENTO, PELE OU MUCOSA DO PACIENTE ................................................................. 208

COLETA SELETIVA DOS RESDUOS SLIDOS DE SADE ................................................ 210

RESDUOS COMUNS ...................................................................................... 210

RELAO DOS RESDUOS: .............................................................................. 210

COMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA: ..................................................................................... 210

ONDE ARMAZENAR AT A COLETA FINAL: ..................................................................................... 211

RESDUOS RECICLVEIS ....................................................................................................... 211

RELAO DOS RESDUOS: ..................................................................................................... 211

COMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA: ..................................................................................... 211

ONDE ARMAZENAR AT A COLETA FINAL: ..................................................................................... 211

RESDUOS INFECTANTES ................................................................................. 212

RELAO DOS RESDUOS: ..................................................................................................... 212

COMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA: ..................................................................................... 212

RELAO DOS RESDUOS PRFURO-CORTANTES: .......................................................................... 212

COMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA: ..................................................................................... 212

ONDE ARMAZENAR AT A COLETA: ............................................................................................ 213

RESDUOS FARMACUTICOS E QUMICOS ............................................................... 213

RELAO DOS RESDUOS: ..................................................................................................... 213

COMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA: ..................................................................................... 213

10 - PRIMEIROS SOCORROS ....................................................... 214

TIPOS DE ACIDENTES .................................................................................... 216

QUEIMADURAS ........................................................................................... 216

QUEIMADURAS QUMICAS ..................................................................................................... 216

QUEIMADURAS SOLARES ....................................................................................................... 217

QUEIMADURAS POR ELETRICIDADE ............................................................................................ 217

FRATURAS, ENTORSES, LUXAES E CONTUSES ...................................................... 217

FRATURA ........................................................................................................................ 217

ENTORSE ....................................................................................................................... 218

LUXAO ........................................................................................................................ 218

CONTUSO ..................................................................................................................... 218

INTOXICAES E ENVENENAMENTOS .................................................................... 219

PICADAS DE ANIMAIS PEONHENTOS ................................................................... 220

PICADAS DE INSETOS ......................................................................................................... 220

PICADAS DE CARRAPATOS ..................................................................................................... 220

PICADAS DE ESCORPIES ..................................................................................................... 220

PICADAS DE COBRAS ........................................................................................................... 221

SANGRAMENTOS ......................................................................................... 221

SANGRAMENTO EXTERNO ...................................................................................................... 221

SANGRAMENTO INTERNO ...................................................................................................... 222

SANGRAMENTOS NASAIS ....................................................................................................... 222

CHOQUE ELTRICO ...................................................................................... 223

CORPOS ESTRANHOS E ASFIXIA ........................................................................ 224

NO OUVIDO .................................................................................................................... 224

NOS OLHOS .................................................................................................................... 224

NO NARIZ ...................................................................................................................... 224

OBJETOS ENGOLIDOS .......................................................................................................... 225

PARADA CRDIO-RESPIRATRIA ............................................................................................... 225

PROCEDIMENTOS PRELIMINARES .............................................................................................. 225

A RESSUSCITAO CRDIO-PULMONAR ....................................................................................... 225

EMERGNCIAS CLNICAS ................................................................................. 226

DESMAIO ....................................................................................................................... 226

CONVULSES ................................................................................................................... 226

11. FARMCIA HOSPITALAR ....................................................... 227

ADMINISTRAO DA FARMCIA HOSPITALAR ......................................... 228

DESAFIOS PARA A FARMCIA HOSPITALAR BRASILEIRA ....................................................................... 228

AES GERENCIAIS PARA FARMCIAS HOSPITALARES ........................................................................ 228

PESQUISA FARMACOLGICA CLNICA .......................................................................................... 235

SISTEMA DE DISTRIBUIO DE MEDICAMENTOS ..................................... 236

SISTEMA DE DISTRIBUIO COLETIVO DE MEDICAMENTOS ................................................................. 237

NUTRIO PARENTERAL ........................................................................ 245

COMUNICAO E ACONSELHAMENTO AO PACIENTE ........................................................................... 247

COMUNICAO COM OS DEMAIS PROFISSIONAIS DE SADE ................................................................. 247

SEGUIMENTO DO PACIENTE EM TERAPIA NUTRICIONAL ..................................................................... 248

PARTICIPAO NA EDUCAO CONTINUADA DOS PROFISSIONAIS DE SADE ............................................... 248

PARTICIPAO EM PESQUISA CLNICA ........................................................................................ 248

FORMULAES DE NUTRIO PARENTERAL .................................................................................... 249

PREPARO INTRA-HOSPITALAR DA NUTRIO PARENTERAL .................................................................... 249

MTODOS USUALMENTE UTILIZADOS NA MANIPULAO NO BRASIL E NO EXTERIOR ...................................... 250

BARREIRA DE ISOLAMENTO .................................................................................................... 251

CONTROLE DE QUALIDADE DA NUTRIO PARENTERAL ....................................................................... 251

NOVOS SUBSTRATOS EM TERAPIA NUTRICIONAL .............................................................................. 252

CONSIDERAES FINAIS ....................................................................................................... 252

12. SADE PBLICA E EPIDEMIOLOGIA ...................................... 253

CONCEITO DE VIGILNCIA EM SADE PBLICA ...................................... 253

PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAES ............................................... 257

SADE PBLICA E IMUNIZAO ........................................................................ 258

SOROS ................................................................................................... 259

EPIDEMIOLOGIA ................................................................................... 259

AIDS .................................................................................................... 259

SINONMIA .................................................................................................................... 260

AGENTE ETIOLGICO .......................................................................................................... 260

RESERVATRIO ................................................................................................................. 260

MODO DE TRANSMISSO ...................................................................................................... 260

PERODO DE INCUBAO ...................................................................................................... 261

PERODO DE LATNCIA ........................................................................................................ 261

PERODO DE TRANSMISSIBILIDADE ........................................................................................... 261

DIAGNSTICO .................................................................................................................. 261

DIAGNSTICO DIFERENCIAL ................................................................................................... 262

TRATAMENTO ................................................................................................................... 262

OBJETIVOS DA VIGILNCIA EPIDEMIOLGICA ................................................................................ 262

NOTIFICAO .................................................................................................................. 262

DEFINIO DE CASO .......................................................................................................... 263

MEDIDAS DE CONTROLE ....................................................................................................... 263

SFILIS CONGNITA ..................................................................................... 264

DESCRIO ..................................................................................................................... 264

SINONMIA .................................................................................................................... 266

AGENTE ETIOLGICO .......................................................................................................... 266

RESERVATRIO ................................................................................................................. 266

MODO DE TRANSMISSO ...................................................................................................... 266

PERODO DE INCUBAO ...................................................................................................... 266

DIAGNSTICO .................................................................................................................. 266

DIAGNSTICO DIFERENCIAL ................................................................................................... 267

TRATAMENTO ................................................................................................................... 267

OBJETIVOS DA VIGILNCIA EPIDEMIOLGICA ................................................................................ 268

NOTIFICAO .................................................................................................................. 269

DEFINIO DE CASO .......................................................................................................... 269

MEDIDAS DE CONTROLE ....................................................................................................... 270

DENGUE .................................................................................................. 270

DESCRIO ..................................................................................................................... 270

SINONMIA .................................................................................................................... 271

AGENTE ETIOLGICO .......................................................................................................... 271

VETORES HOSPEDEIROS ....................................................................................................... 271

MODO DE TRANSMISSO ...................................................................................................... 271

PERODO DE INCUBAO ...................................................................................................... 271

PERODO DE TRANSMISSIBILIDADE ........................................................................................... 271

COMPLICAES ................................................................................................................. 272

DIAGNSTICO .................................................................................................................. 272

DIAGNSTICO DIFERENCIAL ................................................................................................... 272

TRATAMENTO ................................................................................................................... 272

CARACTERSTICAS EPIDEMIOLGICAS ......................................................................................... 272

OBJETIVOS DA VIGILNCIA EPIDEMIOLGICA ................................................................................ 273

NOTIFICAO .................................................................................................................. 273

DEFINIO DE CASO .......................................................................................................... 273

MEDIDAS DE CONTROLE ....................................................................................................... 274

TUBERCULOSE ............................................................................................ 276

DESCRIO ..................................................................................................................... 276

AGENTE ETIOLGICO .......................................................................................................... 277

RESERVATRIO ................................................................................................................. 277

MODO DE TRANSMISSO ...................................................................................................... 277

PERODO DE INCUBAO ...................................................................................................... 277

PERODO DE TRANSMISSIBILIDADE ........................................................................................... 277

COMPLICAES ................................................................................................................. 277

DIAGNSTICO .................................................................................................................. 277

DIAGNSTICO DIFERENCIAL ................................................................................................... 278

TRATAMENTO ................................................................................................................... 279

CARACTERSTICAS EPIDEMIOLGICAS ......................................................................................... 279

OBJETIVOS DA VIGILNCIA EPIDEMIOLGICA ................................................................................ 279

NOTIFICAO .................................................................................................................. 279

DEFINIO DE CASO: ......................................................................................................... 279

MEDIDAS DE CONTROLE ....................................................................................................... 280

OBSERVAES .................................................................................................................. 283

POLIOMIELITE ........................................................................................... 283

DESCRIO ..................................................................................................................... 283

SINONMIA .................................................................................................................... 284

AGENTE ETIOLGICO .......................................................................................................... 284

RESERVATRIO ................................................................................................................. 284

MODO DE TRANSMISSO ...................................................................................................... 284

PERODO DE INCUBAO ...................................................................................................... 284

PERODO DE TRANSMISSIBILIDADE ........................................................................................... 284

COMPLICAES ................................................................................................................. 284

DIAGNSTICO .................................................................................................................. 284

TRATAMENTO ................................................................................................................... 286

CARACTERSTICAS EPIDEMIOLGICAS ......................................................................................... 286

OBJETIVOS DA VIGILNCIA EPIDEMIOLGICA ................................................................................ 286

NOTIFICAO .................................................................................................................. 286

DEFINIO DE CASO .......................................................................................................... 287

MEDIDAS DE CONTROLE ....................................................................................................... 288

13. POLTICA DE MEDICAMENTOS .............................................. 289

POLTICA NACIONAL DE MEDICAMENTOS ............................................................. 289

PROGRAMAS ESTRATGICOS DO MINISTRIO DA SADE .......................... 292

PROGRAMA NACIONAL DE DST/AIDS .................................................................................... 292

PROGRAMA NACIONAL DE ELIMINAO DA HANSENASE ................................................................... 293

PROGRAMA DE MEDICAMENTOS EXCEPCIONAIS ? ALTO CUSTO ........................................................... 294

PROGRAMA DE PNEUMOLOGIA SANITRIA (TUBERCULOSE) ............................................................... 294

PROGRAMA NACIONAL DE CONTROLE DA DENGUE .......................................................................... 295

FARMCIA POPULAR ............................................................................................................ 296

PROJETO FARMCIAS NOTIFICADORAS ....................................................................................... 297

MEDICAMENTOS GENRICOS ? LEI 9787/99 ............................................................. 298

PRESCRIO E DISPENSAO DOS MEDICAMENTOS GENRICOS ............................................................. 300

LISTA DE MEDICAMENTOS GENRICOS REGISTRADOS ........................................................................ 301

CDIGO DE TICA DA PROFISSO FARMACUTICA ................................. 310

CAPTULO I .................................................................................................................... 311

CAPTULO II .................................................................................................................. 312

CAPTULO III ................................................................................................................. 314

CAPTULO IV .................................................................................................................. 316

CAPTULO V ................................................................................................................... 317

TARJAS E RTULOS ............................................................................... 321

MEDICAMENTOS MANIPULADOS ......................................................................... 321

TIPOS DE RECEITAS ........................................................................................................... 322

AVIAMENTO DE RECEITAS ..................................................................................................... 322

PREVENO E PROMOO DA SADE NA ATIVIDADE FARMACUTICA ................................ 327

COMO ADMINISTRAR MEDICAMENTOS .................................................................. 328

16. TCNICAS DE VENDAS ........................................................... 336

RELAO TCNICO DE FARMCIA - CLIENTE .......................................... 336

FIDELIZAO DO CLIENTE .................................................................... 339

O RESPEITO FIDELIZA ......................................................................................................... 339

CONFIANA PARA A FIDELIZAO ............................................................................................. 339

PROATIVIDADE: POSTURA DO VENDEDOR ..................................................................................... 340

MARKETING PESSOAL .......................................................................................................... 340

RAPPORT ? PERCEPO E COMUNICAO .................................................................................... 340

PRINCPIOS DO ATENDIMENTO QUE VENDE ............................................ 341

LIDANDO COM CLIENTES IRRITADOS .......................................................................................... 344

DIFERENCIAL NO ATENDIMENTO: ............................................................................................. 345

SONDAGEM ..................................................................................................................... 345

DEMONSTRAO ................................................................................................................ 346

FECHAMENTO DA VENDA ....................................................................................................... 347

EXPANSO DA VENDA .......................................................................................................... 347

17. NOES DE ORGANIZAO DA FARMCIA ........................... 349

COMO ORGANIZAR A FARMCIA ............................................................ 349

ORGANIZAO DOS MEDICAMENTOS .......................................................................................... 350

CAIXA DE EMERGNCIA ........................................................................................................ 350

CUIDADOS COM A GELADEIRA ................................................................................................. 351

RECEBIMENTO DE MEDICAMENTOS ........................................................................................... 351

ESPECIFICAES TCNICAS: ................................................................................................... 352

MOVIMENTAO DE ESTOQUES DE MEDICAMENTOS .......................................................................... 352

FICHA DE PRATELEIRA ......................................................................................................... 353

PROCEDIMENTOS PARA O PREENCHIMENTO DA FICHA DE PRATELEIRA: ..................................................... 353

CONTAGEM FSICA DO ESTOQUE .............................................................................................. 354

O PROGRAMA 5S ....................................................................................... 354

NOES DE CONTABILIDADE..................................................356

NOES DE ADMINISTRAO ................................................................ 356

SISTEMA DE OPERAO DE LOJA .............................................................................................. 356

SISTEMA DE COMPRA .......................................................................................................... 356

SISTEMA DE VENDAS E MARKETING .......................................................................................... 357

SISTEMA DE SERVIO AO CLIENTE ............................................................................................ 357

SISTEMA DE APOIO ............................................................................................................ 357

SISTEMA DE OPERAO DE LOJA .............................................................................................. 357

MANUAL DE PROCEDIMENTOS ................................................................................................. 358

INDICADORES DE DESEMPENHO ............................................................................................... 358

NOES DE CONTABILIDADE ................................................................. 359

HISTRIA DA CONTABILIDADE ................................................................................................ 359

CAMPO DE ATUAO DA CONTABILIDADE ..................................................................................... 360

CONCEITO DE CONTABILIDADE ................................................................................................ 360

FUNO DA CONTABILIDADE .................................................................................................. 360

FINALIDADE DA CONTABILIDADE .............................................................................................. 360

O CAMPO DE APLICAO DA CONTABILIDADE ................................................................................ 361

ESCRITURAO ................................................................................................................. 361

CONTA .......................................................................................................................... 361

REGRAS BSICAS DA ESCRITURAO COMERCIAL ............................................................................. 361

OBRIGATORIEDADE DE MANTER A ESCRITURAO CONTBIL ................................................................ 362

RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL ........................................................................................... 362

GLOSSRIO DE TERMOS CONTBEIS .......................................................................................... 363

19. INFORMTICA BSICA .......................................................... 372

INTRODUO INFORMTICA ............................................................... 372

O CREBRO ELETRNICO ..................................................................... 373

O COMPUTADOR ....................................................................................................... 373

OS DISCOS ................................................................................................................ 374

MICROSOFT WINDOWS XP ...................................................................... 374

INICIALIZANDO O WINDOWS XP ........................................................................................... 375

REA DE TRABALHO (DESKTOP) ............................................................................................. 376

TRABALHANDO COM O MICROSOFT WORDPAD ...................................................... 377

WINDOWS EXPLORER .................................................................................. 378

WORD (VERSO 2000) .......................................................................... 382

INICIAR O EDITOR DE TEXTOS ................................................................................................ 382

CONFIGURAR AMBIENTE DE TRABALHO ........................................................................................ 382

FORMATANDO FONTES ......................................................................................................... 383

ALINHAMENTO DO TEXTO ..................................................................................................... 384

COR DA FONTE ................................................................................................................. 384

ABRIR DOCUMENTO/SALVAR/SALVAR COMO ................................................................................ 384

NUMERAO E MARCADORES .................................................................................................. 385

SELECIONANDO, COPIANDO E COLANDO PARTES DO TEXTO ................................................................. 386

TECLAS DE ATALHO ............................................................................................................ 386

LOCALIZANDO TEXTOS E PALAVRAS ............................................................................................ 387

SUBSTITUINDO TEXTOS E PALAVRAS .......................................................................................... 387

VERIFICANDO ORTOGRAFIA E GRAMTICA ................................................................................... 387

MLTIPLAS COLUNAS .......................................................................................................... 389

TABELAS ........................................................................................................................ 389

AUTOFORMATAO DE TABELAS ............................................................................................... 390

ALTERAR LARGURA DE LINHAS E COLUNAS DAS TABELAS ..................................................................... 390

ACRESCENTAR E EXCLUIR LINHAS DA TABELA ................................................................................. 391

ACRESCENTAR OU EXCLUIR COLUNAS DA TABELA ............................................................................. 391

FORMATAR BORDAS DA TABELA ................................................................................................ 392

ORDENAO DE DADOS EM UMA TABELA ..................................................................................... 392

INSERIR FIGURAS ............................................................................................................. 393

MODIFICAR A FIGURA. ........................................................................................................ 393

INSERINDO AUTOFORMAS ..................................................................................................... 394

TRABALHANDO COM WORD ART .............................................................................................. 394

EXCEL .................................................................................................. 395

CARREGANDO O EXCEL 7 ..................................................................................................... 395

A TELA DE TRABALHO ......................................................................................................... 396

MOVIMENTANDO-SE PELA PLANILHA .......................................................................................... 397

USANDO TECLAS ............................................................................................................... 397

USANDO A CAIXA DE DILOGO ................................................................................................ 398

USANDO O MOUSE ............................................................................................................. 398

INSERINDO OS DADOS ......................................................................................................... 399

ENTRADA DE NMEROS ........................................................................................................ 399

ENTRADA DE TEXTOS .......................................................................................................... 400

ENTRADA DE FRMULAS ....................................................................................................... 401

A AUTO-SOMA ................................................................................................................ 402

ALTERAO DO CONTEDO DE UMA CLULA .................................................................................. 402

SALVANDO UMA PLANILHA ..................................................................................................... 403

CARREGANDO UMA PLANILHA .................................................................................................. 404

FORMATAO DE CLULAS ..................................................................................................... 405

SELEO DE FAIXAS ........................................................................................................... 405

SELECIONANDO COM O MOUSE ............................................................................................... 405

SELECIONANDO COM O TECLADO .............................................................................................. 406

DESMARCANDO UMA FAIXA .................................................................................................... 406

FORMATAO DE TEXTOS E NMEROS ........................................................................................ 406

FORMATAO DE NMEROS .................................................................................................... 406

ALTERAO DA LARGURA DAS COLUNAS ....................................................................................... 407

ALTERANDO A LARGURA DA COLUNA COM O MOUSE .......................................................................... 407

ALTERANDO A LARGURA DA COLUNA POR MEIO DA CAIXA DE DILOGO ..................................................... 407

APAGANDO O CONTEDO DE UMA OU MAIS CLULAS ........................................................................ 408

CRIANDO GRFICOS ............................................................................................................ 408

IMPRESSO DA PLANILHA ...................................................................................................... 411

FECHANDO A PLANILHA ATUAL ................................................................................................. 411

CRIAO DE UMA NOVA PLANILHA ............................................................................................ 411

ABANDONANDO O EXCEL 7 ................................................................................................. 412

INTERNET EXPLORER ............................................................................ 412

O QUE A INTERNET? ....................................................................................................... 412

WORLD WIDE WEB (WWW) ............................................................................................. 412

ENDEREOS ELETRNICOS ..................................................................................................... 413

O PROGRAMA INTERNET EXPLORER ........................................................................................... 413

OS BOTES DE NAVEGAO. .................................................................................................. 414

CORREIO ELETRNICO ......................................................................... 415

O QUE UM CORREIO ELETRNICO? ......................................................................................... 415

GERENCIAR A CAIXA DE CORREIO ............................................................................................. 416

GUARDAR MENSAGENS EM ARQUIVOS CONVENCIONAIS ...................................................................... 416

RESPONDER E RETRANSMITIR MENSAGENS ................................................................................... 416

CRIAR E USAR APELIDOS ...................................................................................................... 416

IMPRIMIR MENSAGENS ........................................................................................................ 416

O QUE UMA MENSAGEM? ................................................................................................... 417

ESTRUTURA DOS ENDEREOS ELETRNICOS ................................................................................. 417

QUANTO AO CONTEDO DAS MENSAGENS .................................................................................... 418

QUANTO AO ENVIO E RECEBIMENTO DE MENSAGENS ........................................................................ 420

20. PSICOLOGIA APLICADA ........................................................ 421

ADESO .................................................................................................. 421

ACOLHIMENTO ........................................................................................... 422

ATENO FARMACUTICA ............................................................................... 424

ANTDOTO PARA A ?EMPURROTERAPIA? ...................................................................................... 425

NOVO PARADIGMA ............................................................................................................. 425

LUCRO EM SEGUNDO PLANO ................................................................................................... 426

SEM PRESCRIO ........................................................................................ 427

?AGORA EU QUESTIONO? ............................................................................... 428

O PLACEBO E A ARTE DE CURAR ....................................................................... 429

EFEITOS COLATERAIS INDUZIDOS PELOS PLACEBOS .......................................................................... 430

1. O PACIENTE ................................................................................................................ 431

2. QUEM CURA ................................................................................................................ 432

3. O ?REMDIO? EM SI ..................................................................................................... 433

Nesse captulo vamos abordar algumas das principais funes do corpo humano, bem como conhecer melhor suas estruturas e rgos.

CLULA a unidade viva fundamental. As clulas so consideradas como a menor poro viva do orga- nismo. So to pequenas que somente podem ser vistas depois de aumentadas centenas de vezes pelo microscpio. Cada rgo um agregado de nume- rosas clulas, que se mantm unidas por estruturas intercelulares.

FORMA muito varivel a forma das clulas que constituem o organismo humano. Nosso sangue possui clulas vermelhas (em forma de disco) e clulas brancas (globulosas). As clulas que formam os rgos nervosos so estreladas e piramidais, e as que se encontram nos ossos so tambm estreladas.

CONSTITUIO As clulas se compem de numerosos elementos, mas fundamentalmente so formadas por trs partes:

MEMBRANA CELULAR a camada que envolve a clula. Nas clulas vegetais, e em muitas clulas animais (clulas da pele, msculo), ela visvel ao mi- croscpio, mas em muitos outros tipos de clulas a membrana to fina que somente processos mais Atravs de seus diminutos poros ela seleciona os alimentos a serem ab- sorvidos pelo organismo (tecido).

Veja alguns exemplos dos elementos citoplasmticos: -Retculo endoplasmtico: o retculo endoplasmtico aumenta o contato entre a clula e o exterior, facilitando a entrada e sada de substncias.

-Complexo de Golgi: o complexo ou aparelho de Golgi tem sua funo associada secreo de elementos desnecessrios clula. Ele tambm produz material org- nico necessrio para o desenvolvimento da clula.

-Lisossomos: so bolsas que contm enzimas capazes de digerir diversas substn- cias orgnicas encontradas na clula.

-Centrolos: eles tm duas funes bsicas. Eles participam da diviso celular e formam ?clios? que ajudam na locomoo e na captura de alimentos para a clula..

-Ribossomos: so responsveis pela sntese das protenas, nutriente vital para o corpo humano.

NCLEO um corpsculo imerso no citoplasma, geralmente globuloso e central. Sua forma e posio so muito variveis. Ele regula as funes qumicas das clulas e formado pela membrana nuclear, cromossomos e nuclolo.

Nos cromossomos existem os genes, que representam e transmitem determi- nados caracteres (exemplo: a cor dos olhos).

A membrana celular, o citoplasma e o ncleo atuam de maneira integrada nos pro- cessos vitais da clula, como: absoro, me- tabolismo, eliminao das toxinas, armazenamento das substncias oferecidas em excesso, fagocitose e locomoo.

HISTOLOGIA O corpo humano possui grupos de clu- las diferenciadas, com caractersticas adapta- das sua funo mas, de ao independente.

Os tecidos humanos so denominados: EPITELIAL CONJUNTIVO MUSCULAR NERVOSO

TECIDO EPITELIAL Forma as membranas, que so a camada mais superficial do corpo e, dessa forma, reveste a superfcie corprea, inclusive as cavidades (estmago, bexiga, etc.).

FUNES: Protege o organismo contra as aes mec- Absorve as substncias (por exemplo, o epitlio intestinal absorve nutrientes).

TECIDO CONJUNTIVO tambm conhecido como tecido conectivo. o arcabouo bsico de sustenta- o, pois se caracteriza por possuir grande quantidade de substncias intercelulares. Suas fibras podem ser de trs tipos: colgenas, elastinas e reticulares. O tecido con- juntivo divide-se em: -Tecido conjuntivo frouxo: formado por clulas com capacidade de proliferar e se modificar durante os processos inflamatrios e de cicatrizao. Encontra-se sob a pele, na regio subcutnea.

-Tecido conjuntivo fibroso: sua caracterstica a resistncia tenso e grande flexibilidade. representado pelos tendes dos msculos, aponeuroses e cpsulas envoltrias de rgos.

-Tecido elstico: sua caracterstica a elasticidade; encontrado nas artrias maiores e nos ligamentos vocais da faringe.

-Tecido adiposo: formado por clulas adiposas; encontrado na forma de gordura de armazenamento (na parede do trato intestinal e no subcutneo) e de gordura estrutural (preenchendo todos os espaos vazios). Funciona como reserva alimen- tar e como sustentao para rgos; protege contra o frio e aes mecnicas.

-Tecido cartilaginoso: formado por substncias que promovem a sustentao do corpo com resistncia elstica presso. So trs os tipos de cartilagem: hialina, fibrosa (ou fibrocartilagem) e elstica.

-Tecido sseo: constitui os ossos do nosso organismo; formado por clulas sseas (ostefitos) separadas por uma substncia intersticial (ou fundamental).

-Tecido hematopotico: responsvel pela produo dos elementos slidos do sangue. Encontra-se nas formas de tecido mielide e tecido linfide.

-Tecido muscular: formado por clulas que se transformam em fibras e adquirem a propriedade de se contrair e relaxar. A musculatura responsvel pelos movi- mentos do organismo. As clulas musculares alongadas so conhecidas como fi- bras musculares. Elas apresentam diferentes estruturas:

sua contrao independe da nossa vonta- -Msculo estriado: composto por fibras que, vistas no microscpio, exibem estri- as verticais; esses msculos so de ao voluntria.

- Msculo cardaco: apresenta fibras SISTEMA URINRIO FUNO A formao de urina e sua eliminao esto entre as mais importantes funes do organismo, permitindo que a composio do sangue no se altere com o acmulo de substncias nocivas. A depurao do sangue feita pelo sistema urinrio.

COMPOSIO RIM Tem como funes atuar no controle dos sais do corpo, sobre os lquidos e no aproveitamento de substancias utilizveis pelo organismo. Forma a urina. composto por trs reas: crtex renal, medula renal e pelve renal.

URETERES So dois condutores musculares dotados de paredes grossas capazes de se contrair ritmicamente, a fim de impulsionar a urina. Sua funo conduzir a urina da pelve renal para a bexiga.

BEXIGA rgo oco, msculo-membranoso, de forma esfrica. Trata-se de um ?depsito inteligente?: quando a bexiga fica cheia, uma srie de correntes nervosas avisa

o crebro de que necessrio esvazi-la. Se isso no for possvel, a bexiga relaxa suas paredes para receber mais urina e aperta o esfncter para no ?vazar?. O mecanismo de reteno ou esvaziamento controlado pelo SNA (sistema nervoso autnomo). O SNA simptico atua na reteno; o SNA parassimptico, no esvaziamento. Sua funo receber urina dos rins trans- portada pelos ureteres e armazen-la temporariamente.

COMPOSIO DA URINA: . 2% - Sais mine- rais: sdio, pots- . 3% - substncias orgnicas: uria, cido rico, cido hiprico, creatina.

URETRA ltimo segmento do sistema urinrio. Sua funo conduzir a uri- na para fora do orga- nismo. No homem, alm de conduzir a uri- na, a uretra conduz o esperma.

PRSTATA Glndula acinosa situ- ada na poro inicial da uretra masculina, abaixo da bexiga, tem a forma de um cone cuja base est voltada para a bexiga. No sistema urinrio tem a funo de fazer a conexo da bexiga com a uretra, bloqueando as vias seminais e liberan- do as vias urinrias.

SISTEMA NERVOSO FUNO Controla e coordena as funes de todos os sistemas do organismo. Permite a possibilidade de sentir o meio ambiente, mover-se e gerenciar diferentes atos psquicos.

composto por clulas nervosas chamadas neurnios, que se comunicam por impulsos eletroqumicos entre terminaes chamadas axnios e dendritos, que for- mam enormes redes de comunicaes.

Os neurnios podem ser classificados em trs categorias: NEURNIOS SENSORIAIS Transportam ao SNC (sistema nervoso central) mensagens de todos os receptores do corpo. Essas mensagens, chamadas de impulsos nervosos, referem-se a sensaes de luz, cheiro, som, gosto, dor (200 terminais por cm2), tato (25 terminais por cm2), calor (12 terminais por cm2), frio (2 terminais por cm2) e presso.

NEURNIOS DE ASSOCIAO So clulas nervosas que ligam neurnios motores a neurnios sensoriais e coordenam as respostas do SNC s in- formaes por ele recebidas.

NEURNIO MOTOR So clulas nervosas existentes no SNC que transmitem impulsos vindos de outros neurnios; esses impulsos fazem o corpo celular enviar seus prprios im- pulsos ao longo de uma fibra de sada, o axnio, ao msculo por ele controlado.

FIBRAS NERVOSAS So os prolongamentos (axnio ou dendrito) de neurnios cujos corpos situam- se, normalmente, no encfalo ou na medula. Cada fibra constituda por um eixo central que contm as neurofibrilas e pode estar envolvido por uma bainha rica de lipdios, denominada bainha de mielina. A funo da bainha de mielina provavelmen- te servir de isolante eltrico, pois devido sua natureza lipdica ela impede o fluxo de ons.

A conexo entre dois neurnios recebe o nome de sinapse. uma regio cont- nua e no- contnua entre duas clulas nervosas. A sinapse acontece entre o axnio do primeiro neurnio e os dendritos ou o corpo celular do segundo neurnio.

SNC (SISTEMA NERVOSO CENTRAL) formado pelo encfalo (crebro, cerebelo), tronco enceflico (mesencfalo, ponte e bulbo) e medula espinhal. envolvido pelas meninges: pia-mter, aracnide e dura- mter. O encfalo localiza-se dentro da caixa craniana. Todos esses rgos so forma- dos por uma substncia branca e outra cinzenta.

ENCFALO Centro de controle do corpo, a mais complexa estrutura do SNC. Preenche a parte superior da cabea e protegido pelos ossos cranianos.

Sua funo controlar todas as atividades do corpo como percepo do mundo exterior, movimentos dos ossos, funcionamento do organismo; permite pensar, lem- brar e ter sensaes.

CREBRO Localizado na caixa craniana, a parte mais importante do SNC. Tem forma ovide e dividido em duas partes simtricas chamadas hemisfrios cerebrais, unidos entre si por uma ponte de substncia branca chamada ?corpo caloso?.

Sua funo controlar o corpo ? tudo o que ele faz, sente e pensa. O crebro recebe informaes de todas as partes do organismo, processa-as e envia mensagens aos msculos, avisando-os sobre o que fazer.

Cada salincia do crebro est relacionada a determinadas funes. Por exem- plo: a parte anterior do crebro, junto ao osso frontal, est relacionado elaborao do pensamento.

O hemisfrio cerebral direito recebe as informaes e controla os movimentos do lado esquerdo do corpo. Parece idntico ao hemisfrio esquerdo, mas na maioria das pessoas ele controla atividades especficas, como as artsticas e criativas.

O hemisfrio cerebral esquerdo recebe informaes sobre o lado direito do corpo e controla os movimentos dessa regio. Na maioria das pessoas, controla certas atividades especficas como, por exemplo, as habilidades matemticas, cientficas e de linguagem.

CEREBELO Sua funo est relacionada com a regularizao do tnus muscular. Ele contro- la a harmonia dos movimentos da musculatura esqueltica.

TRONCO ENCEFLICO MESENCFALO Importante para o movimento ocular e o controle postural subconsciente; con- Exemplos de estruturas de importncia: pednculos cerebrais e corpos quadrigmeos (anteriores = viso; posteriores = audio).

PONTE Contm grande quantidade de neurnios, que retransmitem informaes do crtex cerebral para o cerebelo, garantindo assim a coordenao dos movimen- tos e a aprendizagem motora.

Serve de elo entre as informaes do crtex que vo para o cerebelo, para que este coordene os movimentos pretendidos e reais. Tambm vai estar no caminho dos impulsos direcionados medula. Na ponte tambm ocorre a inverso da lateralidade das inervaes motoras provenientes dos hemisfrios direito e esquerdo.

BULBO Sua funo atuar como centro de controle de vrias funes vitais, entre elas ritmar as batidas do corao, controlar a presso do sangue e estabelecer a freqncia e a intensidade da respirao. Tambm conduz os impulsos nervosos do crebro para a medula espinhal e vice-versa.

MEDULA ESPINHAL Sua funo recolher estmulos sensitivos do SNA (sistema nervoso autnomo) perifrico e encaminh-los para o restante do SNC; conduzir estmulos do SNC para o SNA perifrico e elaborar respostas simples para alguns estmulos, uma resposta excitao de um nervo sem a interveno voluntria do indivduo (arco-reflexo).

MENINGES . Pia-mter - fina e possui muitos vos sangneos; envolve diretamente os rgos.

. Aracnide - Membrana intermediria de consistncia esponjosa e muito rica em vasos.

. Dura-mter - Unida aos ossos, a mais espessa das meninges; d suporte ao encfalo.

O espao entre a aracnide e a pia-mter ocupado pelo ?liquor? ou ?lquido cefalorraquidiano?, que tem a funo de amortecer impactos.

SUBSTNCIA BRANCA Atua como uma rede de comunicaes, interligando partes do encfalo e ligan- do-as medula espinhal; a regio que contm fibras nervosas de conexo. Essas fibras e as camadas que as recobrem so esbranquiadas, da a expresso ?massa branca?.

SUBSTNCIA CINZENTA feita de neurnios e de suas conexes, que recebem, analisam e transmitem impulsos nervosos. Forma no encfalo o crtex, a camada mais externa do crebro. Com apenas 4 milmetros de espessura, contm mais de 10 bilhes de neurnios. o centro de controle do encfalo. Na medula, espinhal a massa cinzenta forma um ncleo em forma de ?H?, no qual ocorre uma comunicao entre neurnios.

SNP (SISTEMA NERVOSO PERIFRICO) formado por uma imensa rede de nervos que partem do encfalo e da medula espinhal e ramificam-se por todo o corpo ao lado das artrias, veias e vasos linfticos. No seu percurso (especialmente junto coluna vertebral) encontram-se gnglios de colorao cinza-rsea. Existem 12 pares cranianos e 31 pares raquidianos.

Sua funo coletar informaes para o SNC pela sensibilidade e executar or- dens pela motricidade.

NERVOS CRANIANOS Os nervos cranianos saem diretamente do encfalo, atuando sobre rgos e msculos da cabea e do ombro. Apenas o nervo vago se dirige para o interior do tronco e enerva o corao, o estmago, o intestino e diversos outros rgos. So em nmero de 12 pares, dos quais trs pares so sensitivos (nervo olfatrio, ptico e o auditivo), cinco so motores (oculomotor, troclear, abducente, espinhal e o nervo hipoglosso) e quatro mistos (trigmeo, facial, glosso farngeo e o vago).

Tm a funo de transmitir percepes de som, cheiro, gosto, tato, presso, dor, luz, frio e calor.

NERVOS RAQUIDIANOS So 31 pares, que saem da medula espinhal e ramificam-se por todo o corpo. Todos eles so mistos, isto , coletam percepes de tato, presso, calor, frio e dor, da pele ou rgos, levando-as para a medula e, desta, para o crebro, bem como rece- bem do crebro, via medula, as ordens emitidas pelo mesmo como resposta aos est- mulos enviados, executando-as.

So constitudos por: 8 pares cervicais 5 pares sacrais 12 pares dorsais 1 par coccgeno 5 pares lombares

SNE (SISTEMA NERVOSO EMOTIVO) Sabemos que as emoes, em sua mais simples definio, so substncias qu- micas produzidas no hipotlamo. Sabemos tambm que determinadas emoes (subs- tncias) costumam somatizar em rgos preferenciais.

SNA (SISTEMA NERVOSO AUTNOMO) Controla a vida vegetativa, sem que o indivduo tome conscincia dessa ao. Exemplos: temperatura corporal, freqncia cardaca, secreo de suor, expulso da urina, mobilidade e as secrees digestivas.

O SNA subdivide-se em dois: o parassimptico e o simptico, que trabalham em conjunto para provocar efeitos opostos em muitas reas do organismo. Exemplo: se o sistema simptico acelera as batidas do corao, o parassimptico entra em ao diminuindo o ritmo cardaco.

SNA PARASSIMPTICO Funes do Sistema Nervoso Parassimptico

OLHO CORAO Reduo do volume-minuto cardaco, do ritmo de batimentos, da quantidade de estmulos e da sensibilidade aos estmulos.

RESPIRAO Reduo da sensibilidade aos estmulos dos centros respiratrios, contrao dos brnquios, reduo do volume respiratrio e do fluxo san- guneo destinado aos pulmes.

SISTEMA DIGESTRIO Aumento do fluxo salivar, contrao da gargan- ta, abertura da entrada do estmago, aumento do tnus da musculatura gstrica, ativao do peristaltismo, aumento da secreo das gln- dulas gstricas, abertura da sada do estma- go, aumento do tnus dos msculos dos intesti- nos grosso e delgado e ativao do peristaltismo intestinal.

BEXIGA Descarga da urina, ativao do msculo Funes do Sistema Nervoso Simptico

OLHO CORAO Aumento do volume-minuto cardaco, da fre- qncia cardaca, da intensidade de estmulo, da fora de contrao e da sensibilidade aos estmulos.

RESPIRAO Aumento da sensibilidade aos estmulos dos centros respiratrios, dilatao dos brnquios, aumento do volume respiratrio e do fluxo san- guneo destinado aos pulmes.

SISTEMA DIGESTRIO Reduo do fluxo salivar, dilatao da faringe, fe- chamento da entrada gstrica, reduo do tnus da musculatura gstrica, inibio do peristaltismo, reduo da secreo das glndulas gstricas, fe- chamento da sada do estmago, reduo do tnus dos msculos dos intestinos grosso e del- gado e inibio do peristaltismo intestinal.

Origina-se nas pores craniais acompanhando nervos cranianos e sacral, emer- gindo com os nervos raquidianos e acompanhando o nervo vago, que desce ao longo do esfago para enervar os pulmes, o corao, o estomago, o intestino, o fgado, as vias biliares e urinrias.

SNA SIMPTICO Sua funo a de preparar o corpo para situaes de emergncia, esforo ou inibir o parassimptico. Faz isso aumentando o metabolismo cerebral, a tenso arteri- al, a freqncia cardaca e a sudao. Estimula as glndulas supra-renais para que liberem adrenalina e noradrenalina, hormnios que mantm o sistema.

ALGUMAS FUNES DO SNA PARASSIMPTICO E SIMPTICO ESQUEMA DE FUNCIONAMENTO DO SISTEMA NERVOSO SISTEMA NERVOSO CENTRAL

AUTNOMO PERIFRICO SIMPTICO (VIGLIA) PARASSIMPTICO (REPOUSO) NERVOS CRANIANOS (CABEA, PESCOO, OMBROS) NERVOS RAQUIDIANO (CORPO INTEIRO)

SISTEMA CIRCULATRIO O sistema circulatrio composto pelo corao e pelos vasos sanguneos, que so: as artrias, as veias e os capilares. A sua funo realizar a circulao sangunea para: - Distribuir alimento e oxignio para as clulas do corpo.

- Transportar CO , vindo das clulas, que ser eliminado atravs dos pulmes. 2

- Desempenhar um papel importante no sistema imunolgico na defesa contra infeces.

SISTEMA CARDIOVASCULAR O sistema circulatrio humano composto de sangue, sistema vascular e cora- o. O corao o rgo que bombeia o sangue. O sistema vascular composto pelos vasos sanguneos: artrias, veias e capilares.

As artrias so os vasos pelos quais o sangue sai do corao. As veias so os vasos que trazem o sangue para o corao. Os capilares so vasos microscpicos, com parede de apenas uma clula de espessura e que so responsveis pelas trocas de gases e nutrientes entre o sangue e o meio interno.

O sangue segue um caminho contnuo, passando duas vezes pelo corao antes de fazer um ciclo completo. Pode-se dividir o sistema circulatrio em dois segmentos: a circulao pulmonar e a circulao sistmica.

CIRCULAO PULMONAR A circulao pulmonar ou pequena circulao inicia-se no tronco da artria pul- monar, seguindo pelos ramos das artrias pulmonares, arterolas pulmonares, capila- res pulmonares, vnulas pulmonares, veias pulmonares, e desgua no trio esquerdo

do corao. Na sua primeira poro, transporta sangue venoso. Nos capilares pulmo- nares o sangue saturado em oxignio, transformando-se em sangue arterial.

CIRCULAO SISTMICA A circulao sistmica ou grande circulao se inicia na aorta, seguindo por seus ramos arteriais e na seqncia pelas arterolas sistmicas, capilares sistmicos, vnulas sistmicas e veias sistmicas, estas se unindo em dois grandes troncos: a veia cava inferior e a veia cava superior. Ambas desguam no trio direito do corao. Sua primeira poro transporta sangue arterial. Nos capilares sistmicos o sangue perde oxignio para os tecidos e aumenta seu teor de gs carbnico, passando a sangue venoso.

OUTRAS DEFINIES CIRCULAO VISCERAL CIRCULAO PORTAL O sangue venoso dos capilares do trato intestinal drena na veia portal, que ao invs de levar o sangue de volta ao corao, leva-o ao fgado. Isso permite que esse rgo receba nutrientes que foram extrados da comida pelo intestino. O fgado tambm neutraliza algumas toxinas recolhidas no intestino. O sangue se- gue do fgado s veias hepticas e ento para a veia cava inferior, para seguir ao lado direito do corao, entrando no trio direito e voltando para o incio do ciclo, no ventrculo direito.

CIRCULAO FETAL O sistema circulatrio do feto diferente, j que o feto no usa pulmo, mas obtm nutrientes e oxignio pelo cordo umbilical. Aps o nascimento, o siste- ma circulatrio fetal passa por diversas mudanas anatmicas, incluindo fecha- mento do duto arterioso e do forame oval.

O forame oval uma importante comunicao entre os dois lados do corao durante a vida intra-uterina. Essa estrutura permite a passagem do fluxo sangneo para o ventrculo esquerdo (VE), promovendo o seu adequado de- senvolvimento. A restrio ao fluxo atravs do forame oval constitui-se em grave distrbio da circulao pr-natal, com seqelas potenciais na vida ps- natal. Assim, uma avaliao completa do fluxo sangneo interatrial essencial em fetos de alto risco. A deteco precoce desse problema otimiza o manejo perinatal, gerando desfechos clnicos potencialmente melhores.

CIRCULAO CORONRIA o conjunto das artrias, arterolas, capilares, vnulas e veias prprios do corao.

ESQUEMA DE FUNCIONAMENTO DO SISTEMA CIRCULATRIO SISTEMA CIRCULATRIO CARDIOVASCULAR LINFTICO ESQUEMA DE FUNIONAMENTO LI (LIMP IMUNI NFA EZA E DADE) LINFO NODOS - PRODUO DE ANTICORPOS (DEFESA) - PASSAGEM DA LINFA PARA SISTEMA VENOSO (LIMPEZA)

SISTEMA LINFTICO / IMUNOLGICO O sistema linftico tem duas diferentes funes: limpeza e defesa.

Ele atua na limpeza do organismo esvaziando os interstcios celulares de macromolculas, as quais so le- Participam dessa funo de limpeza: a linfa, os vasos lin- fticos, os linfonodos e os linfcitos de ao fagocitria.

Na funo de defesa ele produz linfcitos, aprisio- nando agentes agressores e produzindo anticorpos. Par- ticipam da funo de defesa: a linfa (como meio de trans- porte), os linfonodos, os linfcitos, as tonsilas (farngeas, palatinas e sublingual), o timo, o bao e o apndice.

LINFA o liquido que encontramos nos vasos linfticos. Era lquido intersticial e ser sangue venoso quando se misturar a este no ngulo venoso, formado pelas veias subclvia e cava. Percorre os vasos linfticos que, conforme aumentam de calibre, recebem o nome de: capilares, vasos e ductos linfticos.

A composio da linfa praticamente a mesma do sangue, excetuando-se a existncia de glbulos vermelhos, o que faz a linfa ser de colorao transparente. Por ela circulam, alm das impurezas retidas do meio intersticial, protenas, hormnios, glbulos brancos e, ocasionalmente, dos intestinos ao fgado, nutrientes (molculas de gordura).

LINFONODOS So expanses nodulares de forma ovalada nas quais vasos linfticos penetram trazendo linfa e seus componentes. Consistem de tecido linftico, coberto por uma cpsula de tecido conjuntivo fibroso.

LEUCCITOS So formados nos ossos e nos rgos linfticos. Podem ser divididos nas seguintes classes:

LEUCCITOS GRANULARES Neutrfilos: fazem 65% da populao total dos leuccitos; provm da me- dula ssea.

Eusinfilos: fazem 3% da populao total dos leuccitos; sua concentra- o aumenta nas reaes alrgicas.

LEUCCITOS NO-GRANULARES Linfcitos: fazem 30% dos leuccitos; originam-se nos tecidos linfticos e na Moncitos: Macrfagos: so os maiores leuccitos; tm ao fagocitria.

ANTICORPOS Facilitam a destruio dos agentes nocivos. So formados por protenas, como a globulina. Constituem o resultado final da proliferao de linfcitos ?B? (Existem linfcitos ?B?, que atuam mais eficazmente nas infeces agudas e ?T?, que so eficientes nas crnicas).

TONSILAS So rgos linfticos constitudos por numerosos folculos de tecido linfide, dispostos em ndulos, possuindo centros germinativos de anticorpos e linfcitos. Clas- sificam-se em tonsilas farngeas, tonsilas palatinas e tonsila lingual. Todas atuam como defesa adicional contra agentes infecciosos provenientes da boca e do nariz. Exercem essa funo de defesa dando o alarme, formando linfcitos atravs do seu tecido linfide e produzindo anticorpos.

TIMO rgo achatado, seu tamanho aumenta durante a infncia Tem um papel crtico no desenvolvimento e proteo do organismo. Produz um hormnio chamado timozina. Combate a invaso por microorganismos infecciosos e tambm atua na iden- tificao e destruio de qualquer coisa que possa ser descrita como ?no prpria?, incluindo clulas malignas.

BAO o maior rgo do sistema imunolgico e caracteriza-se por no possuir circu- lao linftica.

Na defesa do organismo, o bao filtra os microorganismos estranhos do sangue, produzindo linfcitos e plasmcitos, que fabricam anticorpos.

APNDICE Pequena poro do intestino, produz alguns leuccitos, que contribuem na defe- sa da regio em que est localizado.

SISTEMA RESPIRATRIO Permite a captao de oxig- nio e a eliminao de dixido de car- bono, propiciando assim a troca de gases.

FOSSAS NASAIS So duas cavidades situadas na face, recobertas por uma membrana chamada ?pituitria? ou ?mucosa nasal?. Em cada fossa nasal existe uma abertura anterior, a narina, e uma posterior, a coana, que tm comunicao direta com a faringe.

FARINGE um canal msculo-membranoso dilatvel, contrctil e flexvel, situado atrs das fossas nasais e da boca, terminando interiormente na laringe e no esfago.

Tem funo digestiva e respiratria. Impede que substncias no-gasosas pe- netrem no pulmo, acionando a epiglote quando engolimos.

LARINGE uma estrutura msculo-cartilagnea situada na parte posterior do pescoo.Tem como funo evitar a penetrao de contedo alimentar nas vias respiratrias e filtragem.

TRAQUIA Sua funo levar o ar at os pulmes. Contm muco e clios, cuja finalidade a de reter as impurezas pelo trato respiratrio, varrendo-as para cima.

PULMES So dois, um direito e outro esquerdo, situados na caixa torcica e separados pelo corao e pelo esfago. Constituem os rgos fundamentais da respirao. Atravs de seus movimentos de contrao e expanso, introduzem e expelem gases.

BRNQUIOS/BRONQUOLOS Os brnquios so duas ramificaes da traquia que penetram nos pulmes e, medida que vo se ramificando, diminuem de ?calibre?, passando a chamar-se ?bronquolos?.

Funo: na inspirao, conduzir o ar proveniente do exterior at os alvolos pulmonares e, na expirao, devolver os gases ao meio exterior. Tambm colaboram na filtragem do ar atravs de mucos, clios e macrfagos.

ALVOLOS Minsculas bolsas em forma de cachos na ponta dos bronquolos. Esto envolvi- dos por uma rede de vasos sanguneos ? os capilares.

Funo: nas condies apropriadas (limpeza, calor e umidade), o oxignio, na inspirao, passa atravs da parede de um alvolo e prende-se a um glbulo verme- lho, o dixido de carbono, oriundo de combusto celular, desprende-se do glbulo vermelho e, passando pela parede do alvolo, percorre o caminho da expirao, che- gando ao meio exterior.

DIAFRAGMA Grande msculo disposto horizontalmente e que separa a caixa torcica da cavidade abdominal.

Funo: quando se contrai determina o aumento dos dimetros torcicos, faci- litando a inspirao. A expirao se d quando ele relaxa e as costelas se contraem. Isto expulsa o ar dos pulmes.

COSTELA E MSCULOS INTERCOSTAIS As costelas e os msculos intercostais, por expanso, provocam um aumento da caixa torcica que, vedada pelo diafragma contrado, propicia um vcuo que permi- te a inspirao. Na expirao ocorre o inverso.

SISTEMA DIGESTRIO Funo: metabolismo dos alimentos ingeridos e sua absoro, alm da eliminao de produtos slidos rejeitados na digesto. Ele composto por:

BOCA LNGUA rgo muscular mpar de forma cnica, revestido por mucosa, situado na cavi- dade bucal entre as arcadas dentrias.

Funo: induo salivao, formao e movimentao do bolo alimentar. Ini- cia a quebra e processa a deglutio dos alimentos.

DENTES Funo: Os dentes misturam, com auxilio da lngua, o alimento e a saliva, sendo que os dentes incisivos cortam, os caninos rasgam e os pr-molares e molares trituram.

GLNDULAS SALIVARES So seis e esto localizadas ao redor da cavidade bucal. So denominadas partidas, submaxilares e sublinguais.

Funo: elaborar a saliva, que um lquido inodoro e que se divide em dois tipos: simptica (espessa e escassa) e parassimptica (fluida e abundante). Quando parassimptica, ativa o suco gstrico, mediante a presena da amilase salivar.

VULA Apesar de no constar como rgo do sistema digestrio, acredita-se que a vula, localizada no final da faringe, no ?teto?, em forma de ?sino?, exera funo de estimular o peristaltismo do esfago e estmago.

FARINGE Funo: atravs da vlvula epiglote a faringe impede que lquidos e slidos sejam desviados para os pulmes.

ESFAGO um canal msculo-membranoso que une a faringe ao estmago. Possui, em suas paredes, glndulas que secretam substncias lubrificantes, facilitando o desloca- mento do alimento at o estmago.

ESTMAGO um rgo cavitrio, uma espcie de bolsa, lembrando um ?J?. O estmago tem trs zonas distintas: a crdia, que o separa do esfago; o fundo, onde se encon- tram as glndulas produtoras de suco gstrico; e o piloro, que o separa do duodeno.

Funo: receber os alimentos j insalivados, decomp-los em substncias mais simples e encaminh-lo para os intestinos.

PROCESSO DIGESTIVO O alimento fica no estmago de trinta minutos a trs horas. Nesse perodo, amassado e comprimido pelos fortes msculos estomacais, at virar uma pasta cre- mosa. Por causa das inmeras transformaes que ocorrem em seu interior o alimen- to recebe o nome de ?quimo?, pasta esbranquiada e mole que, atravs do piloro, entra no duodeno.

PILORO Vlvula em forma de anel muscular (esfncter), que promove a comunicao do estmago com o duodeno.

INTESTINO O intestino formado por uma camada mucosa envolta por uma parede muscular constituda por uma poro externa de fibras longitudinais. O intestino divide-se em duas partes: Intestino delgado: duodeno, jejuno e leo.

Funo: receber o alimento parcialmente digerido (quimo) e dar prosseguimen- to decomposio das protenas, hidratos de carbono e gorduras. No intestino delgado, as molculas que compem essa massa so transformadas em substncias mais simples e absorvidas pelo sangue e linfa atravs das vilosidades intestinais.

A gua e algumas vitaminas so absorvidas no intestino grosso. Nele os alimen- tos no aproveitados pelo organismo gradualmente, transformam-se no bolo fecal e so expelidos atravs do esfncter anal.

INTESTINO DELGADO DUODENO Funo: nele ocorrem as principais funes qumicas da digesto. Atravs da JEJUNO Segunda parte do intestino delgado. O seu nome vem do fato de, no cadver, estar sempre vazio de alimento. Enche a maior parte do abdmen, desempe- nhando mltiplas circunvolues. Tem numerosos vasos capilares sangneos, que depois se renem e vo formar as veias mesentricas, constituintes da ILEO ltimo segmento do intestino delgado, mede cerca de 4 metros de comprimen- to e tem 2,5 centmetros de dimetro. O leo toma o seu nome do osso ilaco. Funo: absorver nutrientes.

INTESTINO GROSSO a parte final do tubo digestivo. Mede cerca de 1,70 metros de comprimento e tem 7 centmetros de dimetro. Comea na parte inferior direita do abdmen, pouco acima da juno da coxa com o tronco, e divide-se em trs partes: cecun, clon e reto. caracterizado por sua distensibilidade, pela extenso de tempo

que retm seu contedo e pela disposio de sua musculatura, que possibilita a Funo: absoro da gua, vitaminas e sais minerais, transformando o quimo RETO Parte final do intestino grosso, situa-se na superfcie anterior do sacro e cccix, Funo: fazer comunicar o clon sigmide com o exterior do esfncter anal e Esses resduos (fezes) so compostos de alimentos no digeridos, muco, clulas mortas e bactrias. Ao se acumularem no reto as fezes exercem presso na parede do tubo, excitando terminais nervosos que, em reao, enviam impul- sos ao sistema nervoso central. Este, ento, ordena contraes ao reto, o que gera a vontade de defecar.

Outros rgos que contribuem para o processo digestivo: FGADO a maior glndula do corpo e est localizado na parte superior da cavidade abdominal, abaixo da cpula diafragmtica.

Tem funes mltiplas, indispensveis vida do organismo, como: produo de bile, colesterol e inmeras protenas; depsito de glicognio, gorduras (fonte de ener- gia); interveno no metabolismo dos lipdios; converso de substncias.

VESCULA BILIAR Pequeno saco com formato de pra, localizado posteriormente e na parede inferior do fgado. A bile um lquido de cor amarela, mas que se torna esverdeado pela oxidao; secretado pelas clulas hepticas atravs dos canais biliares e lana- do no duodeno, onde colabora para as funes da digesto. A funo da bile auxiliar

na digesto, combatendo a acidez, ativando os demais fermentos, decompondo as gorduras, impedindo a putrefao intestinal e ativando a lpase gstrica.

Funo: acumular parte da bile secretada pelas clulas hepticas e, num segun- do tempo, lan-la no duodeno atravs do ducto cstico e do ducto coldoco.

PNCREAS uma glndula grande e lobulada de dupla funo (endcrina e excrina), que se assemelha em estrutura s glndulas salivares. Localiza-se no abdmen, atrs do estmago.

Possui funes endcrinas (que abordaremos no sistema endcrino) e excrinas ou digestivas, que formam o suco pancretico.

O suco pancretico atua no duodeno, chegando atravs do ducto pancretico acessrio e coldoco. composto por enzimas digestivas: protease, para digesto das protenas; lipase, para digesto dos lipdios; amilase pancretica, para digesto do amido e nuclease, para a digesto dos cidos nuclicos.

VLVULA ILEOCECAL Est situada entre a poro terminal do intestino delgado (leo) e o cecun, segmento de maior calibre.

Funo: impedir o refluxo do material proveniente do cecun e retardar o esva- ziamento do intestino delgado se o cecun estiver repleto.

ESFNCTER ANAL a abertura do canal anal. Tem anis musculares que podem relaxar, permitin- do o alargamento da passagem durante a defecao (expulso das fezes).

SISTEMA ESQUELTICO Tem a funo de suportar tecidos adjacentes, proteger os rgos vitais e outros tecidos moles do corpo. Auxilia no movimento do corpo, fornecendo insero dos mscu- los e funcionando como alavanca. Produz clulas sanguneas (medula vermelha). Fornece uma rea de armazenamento para sais minerais, especialmente fsforo e clcio, para suprir as necessidades do corpo. Responsvel pela forma do corpo. Tambm depsito de gordura (medula amarela).

OSSOS O osso formado por vrias substncias que so responsveis pela sua consis- tncia e por sua firmeza.

Classificao dos ossos: OSSOS LONGOS Existe uma parte mediana comprida, a difise, ou corpo sseo, e duas extremi- dades, as epfises. o que acontece com o fmur e o mero. A parte externa da epfise formada por uma camada fina de osso compacto, e a parte interna por substncia esponjosa. A difise encerra uma cavidade em seu interior, a cavida- de medular, rodeada de tecido compacto.

OSSOS CURTOS Verifica-se que as trs dimenses so praticamente iguais, o que lhes confere grande resistncia, ainda que geralmente possuam pouca mobilidade. Exemplo: ossos do punho.

OSSOS CHATOS So ossos achatados de pequena espessura em relao ao seu comprimento e largura. A escpula um exemplo.

ESQUELETO O esqueleto comumente dividido em duas partes principais: o esqueleto axial e o esqueleto apendicular. O esqueleto axial formado pelo crnio, pela coluna verte- bral, pelas costelas e pelo esterno, enquanto o esqueleto apendicular formado pelos membros superiores (mero, rdio, ulna e ossos da mo) e pelos membros inferiores (fmur, tbia, fbula, patela e ossos do p).

As unies entre o esqueleto axial e o esqueleto apendicular so realizadas pelas cinturas ou cngulos. Unindo cada membro superior ao esqueleto axial est a respec- tiva cintura escapular, formada pela escpula e pela clavcula. Unindo cada membro inferior ao esqueleto axial est a cintura plvica, que na infncia formada pelos ossos lio, squio e pbis, unidos por cartilagem. Durante a adolescncia estes trs ossos se fundem, formando um osso nico, o osso do quadril.

Chamamos de ossos pares aqueles que aparecem em nmero de dois no esque- leto, e de mpares os que so nicos.

Conhea a seguir os ossos existentes nas diferentes partes do corpo:

CABEA Os ossos da cabea so divididos em ossos do crnio e ossos da face. Os ossos do crnio envolvem e protegem o crebro e so ao todo oito, dos quais dois so pares e quatro so mpares. A face formada por 14 ossos, sendo seis pares e dois mpares.

TRAX Composto por doze pares de ossos em forma de arco. Esses ossos, denomina- dos costelas, envolvem a cavidade torcica, protegendo os rgos vitais como o pulmo, o corao e o fgado. So sete pares de costelas que se prendem, por meio de cartilagens, ao osso esterno, recebendo nome de costelas verdadeiras. H tambm trs pares de costelas que se prendem, por meio de cartilagens, ao stimo par da costela verdadeira e recebem o nome de costelas falsas. Existem ainda as costelas flutuantes, que so dois pares.

COLUNA A coluna vertebral um conjunto de ossos curtos e superpostos que recebem o nome de vrtebras. Constitui a estrutura bsica do esqueleto, pois sustenta a cabea e o tronco. Alm disso protege a medula espinhal, importante compo- Ela serve de apoio para as outras partes do esqueleto. Alm disso, as vrtebras tm um canal por onde passa a medula nervosa ou medula espinhal, que fica, Como a coluna feita de vrtebras que se articulam, ns podemos realizar Quando a coluna vista de frente, ela reta; quando vista de lado, forma duas curvaturas em forma de S. Essa curvatura d o equilbrio necessrio para Regio cervical: constitudas pelas sete vrtebras do pescoo. A primeira vrtebra, chamada atlas, articula-se com o crnio, possibilitando que ele se Regio torcica: constituda por doze vrtebras que servem de ponto de Regio lombar: constituda por cinco vrtebras grandes. Essa regio su- Regio sacrococcigiana: constituda pelo sacro e pelo cccix. O osso sacro resulta da soldadura de cinco vrtebras, servindo de articulao para o osso itlico, que se articula com o fmur. O osso cccix formado pela soldadura das quatro ltimas vrtebras.

MEMBROS SUPERIORES O osso do brao o mero, longo e robusto; o antebrao formado pelos ossos Com os dois ossos do antebrao, articula-se na sua parte inferior a mo, que formada por uma srie de 13 ossos pequenos: oito so chamados ossos do carpo, que formam o punho; cinco so denominados metacarpos, e correspondem superfcie dorso-palmar da mo. Os dedos da mo so formados pela primei- ra, segunda e terceira falanges (o polegar tem s duas).

MEMBROS INFERIORES So maiores e mais compactos, adaptados para sustentar o peso do corpo e A coxa s tem um osso - o fmur - que se articula com a bacia pela cavidade catilide. O fmur tem volumosa cabea arredondada, presa difise por uma poro estreitada - o colo anatmico. A extremidade inferior do fmur possui uma poro articular - a trclea - que apresenta dois cndilos separados pela chanfradura inter-condiliana. O fmur o maior de todos os ossos do esqueleto. Os dedos so prolongamentos articulados que terminam nos ps. O p com- posto pelos ossos tarso, metatarso e os ossos dos dedos. O metatarso a parte do p situada entre o tarso e os dedos. O tarso a poro de ossos posterior do esqueleto do p.

CINTURA PLVICA Os membros inferiores esto unidos ao osso sacro por meio de um sistema de ossos que so denominados cintura plvica ou plvis, que formada pela fuso de trs ossos: leo, squio e pbis. Com a plvis, articula-se o fmur, osso do quadril que o mais longo e mais robusto de todo o corpo.

ARTICULAES a unio de dois ou mais ossos contguos. Os ossos de uma articulao desli- zam uns sobre os outros sem atrito, devido presena de cartilagens lisas, presentes nas extremidades dos ossos, e a lubrificao proveniente do lquido sinovial ali exis- tente.

Funo: proteger os ossos do desgaste do atrito, facilitar o deslocamento de um osso sobre o outro.

Snfises: articulaes recobertas por cartilagens hialinas e unidas por fibrocartilagens, alm de tecido fibroso. Exemplo: snfise pbica.

Sinoviais: so superfcies recobertas por cartilagem hialina e unidas pela cpsu- la, com uma cavidade contendo lquido sinovial. Estas permitem liberdade de movi- mentos, porm com menos estabilidade.

Quanto ao grau de mobilidade das articulaes: SISTEMA MUSCULAR

A principal funo do sistema muscular propiciar movimentos. Algumas de suas funes secundrias so: Nas artrias: controlam o fluxo sanguneo.

Os msculos representam a parte ativa do aparelho locomotor. Existem aproxima- damente 600 msculos no corpo, que desempenham funes determinadas de acordo com seu objetivo. Os msculos so feitos de fibras, que se contraem quando estimuladas por impulsos nervosos.

TIPOS DE MSCULOS MSCULOS ESQUELTICOS OU ESTRIADOS Agem sob comando voluntrio do crebro, produzindo movimentos dos ossos. Suas clulas so fibras longas e finas, dispostas em feixes. Os filamentos sobrepostos existentes no interior das clulas lhes do uma aparncia estriada. Esses msculos so fixados aos ossos do esqueleto por meio de tendes e ligamentos e exercem fora sobre os mesmos para que se movam.

MSCULOS LISOS Esto presentes nos rgos internos, ocos e tubulares (estmago, intestino, vaso sanguneo, bexiga urinria, sistema respiratrio). Trabalham involuntariamente para o funcionamento regular do corpo.

MSCULOCARDACO um msculo especializado que forma a parede do corao. , tambm, o nico msculo que no cansa.

Ao se contrair, os msculos esquelticos tracionam os ossos aos quais esto ligados, provocando um movimento do corpo. Os msculos no podem ?empurrar?, apenas ?puxar?, por isso para cada msculo que causa movimento h outro que faz o movimento oposto. Por exemplo: um msculo flexiona sua perna e outro desfaz uma flexo. Esses msculos em pares so chamados antagonistas.

Tipos de movimentos musculares: TENDES So feitos de fibras de colgeno, um material muito forte capaz de resistir trao quando puxado longitudinalmente.

LIGAMENTO uma tira de tecido duro, mas levemente elstico ? mais elstico do que o material dos tendes, porm menos do que o tecido muscular. Os ligamentos apiam

as articulaes do corpo, estabelecendo a ligao entre os ossos que as compem; com isso, os movimentos de cada articulao ficam limitados ao grau necessrio.

SISTEMA ENDCRINO Regula as atividades do corpo produzindo e liberando, na corrente sangunea, subs- tncias chamadas hormnio, que so produzidas por glndulas endcrinas.

Mistas: So aquelas que produzem substncias lanadas na corrente sangunea, mas tambm produzem substncias que no so lanadas na corrente sangnea. Exemplos: pncreas, ovrios, testculos.

Excrinas: So aquelas cujas substncias produzidas no so lanadas na corren- te sangnea. Exemplo: fgado, lagrimais, mamrias.

As principais glndulas endcrinas do corpo so: HIPOTLAMO Localiza-se na base do encfalo, sob uma regio enceflica denominada tlamo. A funo endcrina do hipotlamo est a cargo das clulas neurossecretoras, que so neurnios especializados na produo e na liberao de hormnios.

HIPFISE A hipfise dividida em trs partes, denominadas lobos anterior, posterior e intermdio, esse ltimo pouco desenvolvido no homem. O lobo anterior (maior) Hormnios produzidos pelo lobo posterior da hipfise: Gonadotrofina (GH) - Hormnio do crescimento.

Folculo-estimulante (FSH) - Age sobre a maturao dos folculos ovaria- nos e dos espermatozides.

Luteinizante (LH) - Estimulante das clulas intersticiais do ovrio e do testculo; provoca a ovulao e formao do corpo amarelo.

Lactognico (LTH) ou prolactina - Interfere no desenvolvimento das ma- mas, na mulher e na produo de leite.

Os hormnios designados pelas siglas FSH e LH podem ser reunidos sob a de- Hormnios produzidos no lobo anterior da hipfise: Oxitocina - Age particularmente na musculatura lisa da parede do tero, facilitando, assim, a expulso do feto e da placenta Antidiurtico (ADH) ou vasopressina - Constitui-se em um mecanismo im- portante para a regulao do equilbrio hdrico do organismo.

PINEAL - EPFISE rgo pequeno e cnico, de cor cinza, que se localiza aproximadamente no centro do encfalo, possui menos de 1 cm e pesa aproximadamente 0,1 a 0,2 Ativa o funcionamento das glndulas sexuais, atua sobre a hipfise e sobre o crtex da supra-renal, clareia a pele e mantm a presso sangunea equilibra- Hormnios produzidos: MELATONINA - Exerce efeitos inibidores sobre as gnadas e um potente clareador da pele. Atua na induo ao sono.

NORADRENALINA - Produz a constrio de todos os vasos sanguneos do corpo, aumenta consideravelmente a presso sangunea, aumenta a ativi- dade cardaca, inibe a funo gastrointestinal, dilata a pupila do olho e au- menta moderadamente o metabolismo.

TIREIDE rgo mpar, situado na parte inferior do pescoo, encontra-se ligado parte Produz os seguintes hormnios: TIROXINA - tambm conhecido com ?T4?, pois possui quatro tomos de iodo conectados ao ncleo de tireonina. Sua principal funo aumentar a atividade metablica na maioria dos tecidos. Tambm promove o cresci- mento e a diferenciao, aumenta o metabolismo oxidativo e necessrio para o desenvolvimento normal do sistema nervoso central.

TRIIODOTIRONINA - Conhecido como ?T3?, por possuir trs tomos de iodo. Tem a mesma funo da tiroxina, porm cinco vezes mais potente, embora esteja no sangue em quantidades mnimas. Essa diferena ocorre em funo da velocidade pela qual ele entra nas clulas-alvo, pois a tiroxina encontra-se pre- sa a uma globulina fixadora.

CALCITONINA - Descoberto na dcada de 1960, produzido por glndu- las ltimo-branquiais, que no existem isoladamente nos mamferos, mas que esto incorporadas ou na glndula paratireide ou na tireide. A calcitonina inibe a absoro do osso. Sua ao quase imediata.

PARATIREIDES Hormnio produzido: PARATORMNIO - Sua presena eleva a concentrao do clcio . A ao do hormnio paratireideo controlada pelo hormnio calcitonina, que produzido por glndulas ltimo-branquiais, e inibe a absoro do osso. Sua ao quase imediata.

TIMO No possui estrutura de glndula endcrina, nem de rgo linfide; produz v- Hormnios produzidos: TIMOZINA - Mantm e promove a maturao de linfcitos nos rgos linfides (bao, linfonodos, etc.), desenvolvendo importante papel na estimulao das defesas do organismo.

TIMINA - Exerce influncia na placa mio-neural (juno dos nervos com os msculos) e, portanto, nos estmulos nervosos perifricos. Distrbios da timina seriam, em parte, responsveis por doenas musculares como, por exemplo, a miastenia grave.

SUPRA-RENAIS Em cada glndula supra-renal h duas partes distintas: o crtex e a medula. Cada parte tem funo diferente.

CRTEX Produz os hormnios denominados mineralocorticides (aldosterona) e glicocorticides (cortizol). Quanto aos glicocorticides, em especial os hormnios Hormnios produzidos: MINERALOCORTICIDES (ALDOSTERONA) - Age sobre os tbulos renais aumentando a reabsoro da gua e sdio. Aumenta tambm a excreo de potssio. Sua falta afeta o corao debilitando-o, e a presso arterial, dimi- nuindo-a.

GLICOCORTICIDES (CORTIZOL) - Estimula o armazenamento de glicognio no fgado e a mobilizao dos tecidos graxos de depsitos adiposos. Diminui a sntese protica no organismo, excitando o fgado e intestinos. Reage contra o cansao fsico e neurognico. Tem atuao antiinflamatria, antialrgica e antichoque anafiltico.

ANDROGNIO - o hormnio masculino elaborado no crtex da supra- renal, porm de baixa potncia.

ESTROGNIO - Tambm produzido no crtex da supra-renal, promove o apare- cimento dos caracteres secundrios femininos e o ciclo menstrual. produzido em pouca quantidade.

MEDULA SUPRA-RENAL Produz adrenalina (epinefrina) e noradrenalina (norepinefrina). Esses hormnios so importantes na ativao dos mecanismos de defesa do organismo diante de condies de emergncia, tais como: emoes fortes, estresse, choque, entre Hormnios produzidos: ADRENALINA - Importante na adaptao do corpo diante de situaes que requeiram esforo ou emergncias. Eleva o metabolismo em at 100%, aumentando a excitabilidade e atividades em todo o organismo. Pode atingir clulas no inervadas pelo SNA simptico. Aumenta, moderadamente, a pres- so sangunea e os batimentos cardacos, produz vaso constrio perifri- ca, dilata pupila, abre plpebras, seca a boca, arrepia os plos, aumenta a freqncia e volume respiratrio, dilata brnquios, inibe o sistema digestrio, inibe o parassimptico, ativa a renovao das reservas glicogenias do fga- do, e ?ferramenta? do SNA simptico.

NORADRENALINA - Tem praticamente os mesmos efeitos da adrenalina, porm estes duram at 10 vezes mais, por ser lentamente eliminada. Inibe a funo do trato gastrointestinal, dilata a pupila do olho.

PNCREAS Constitudo por dois tecidos distintos: a parte externa formada por cinos, que segregam os sucos digestivos, e na parte interna encontramos as ilhotas de Langherans, que so constitudas por clulas secretoras de hormnios. Essas so de dois tipos: as clulas alfa, produtoras de glucagon, e as clulas beta, que produzem a insulina. Esses dois hormnios so os principais reguladores do metabolismo glicdico, lipdico e protico.

OVRIOS So duas pequenas glndulas de aproximadamente 3 cm de comprimento, por 2 cm de largura e 1 cm de espessura, em forma de amndoas, localizadas na poro plvica do abdmen feminino. A atividade dos ovrios depende inteira- mente das gonadotrofinas (hormnio formado na hipfise) segregadas pela adeno-hipfise. O hormnio FSH e o LH agem exclusivamente sobre os ovrios; j o LTH atua sobre os ovrios e tambm auxilia na secreo do leite pelas mamas. Eles secretam dois tipos de hormnios:

ESTROGNIOS - So secretados pelo folculo ovariano em desenvolvimen- to e, mais tarde, pelo corpo lteo. Durante a gravidez, so secretados pela placenta. Os estrognios so responsveis pelo crescimento aumentado do tero e da vagina, na puberdade, e pelo desenvolvimento dos caracteres secundrios, tais como o aspecto feminino e a recuperao do endomtrio aps a menstruao. Exercem tambm controle parcial no desenvolvimento das mamas e sua funo. Na gravidez e na puberdade, estimulam a forma- o dos ductos da glndula mamria. Eles tambm tendem a aumentar a mobilidade do tero e sua sensibilidade ocitocina.

Atuam tambm num ligeiro aumento de sdio e reabsoro de gua pelos tbulos renais e no aumento na formao da matriz ssea. Sua diminuio torna irregular o ciclo menstrual, bem como atrofia o desenvolvimento das mamas e do tero.

PROGESTERONA - secretada pelo corpo lteo e pela placenta. Converte o endomtrio uterino, parcialmente espessado, em uma estrutura secretora especializada no processo de implantao; responsvel pelo desenvolvi- mento das clulas secretoras de leite na gestao e diminui a mobilidade do tero. Sua diminuio ocasiona irregularidades menstruais e pode induzir o aborto em mulheres grvidas.

OSCILAES DOS NVEIS DE HORMNIO GONADOTRFICOS E OVARIANOS DURANTE O CICLO MENSTRUAL 1 Semana: 2 Semana: . FSH ? aumento gradativo FSH ? aumento gradativo LTH ? decrscimo discreto LH ? aumento acentuado - LTH ? decrscimo discreto Estrgeno ? decrscimo gradativo Estrgeno ? aumento acentuado Progesterona ? decrscimo gradativo Progesterona ? decrscimo gradativo

3 Semana: FSH ? decrscimo gradativo LH ? decrscimo gradativo LTH ? decrscimo acentuado Estrgeno ? decrscimo acentuado Progesterona ? aumento acentuado FSH ? aumento gradativo LH ? decrscimo discreto LTH ? decrscimo gradativo Estrgeno ? decrscimo acentuado Progesterona ? decrscimo acentuado

PLACENTA Glndula endcrina temporria. uma estrutura que aparece na parede do tero, na qual o embrio est preso atravs do cordo umbilical. A placenta Anticorpos so transmitidos pela me ao embrio e feto em desen- volvimento para dar-lhe imunidade contra vrias doenas. Essa imunidade necessria durante os primeiros meses de vida, antes da poca em que a crian- Hormnios produzidos: HCG(GONADOTROPINACORINICAHUMANA)-Suaproduocomeaquando ocorre a implantao e alcana o pico em torno da nona semana de gestao. Mantm o corpo lteo do ovrio intacto e secreta progesterona e estrognio.

PROGESTERONA - Promove o desenvolvimento da decdua do tero, que essencial para implantao do ovo fertilizado e nutrio do jovem em- brio. Contribui tambm para o crescimento das mamas e diminui a con- trao uterina.

ESTROGNIO - Aumenta o suprimento muscular para o rgo. Causa o crescimento da musculatura uterina, das mamas, o alargamento dos rgos sexuais externos e da abertura vaginal.

HPL (LACTOGNIO) - Sua secreo comea em torno da quinta se- mana de gestao. Induz uma srie de mudanas metablicas: liplise acelerada, diminuio da captao de glicose e a gliconeognese au- mentada.

TESTCULOS So duas pequenas glndulas mistas, suspensas na regio inguinal pelo folculo espermtico, circundadas pelo escroto. Produzem os hormnios andrgenos: TESTOSTERONA - o principal e mais potente andrognio. Durante o desenvolvimento embrionrio a testosterona responsvel pela diferen- ciao sexual. O aumento da secreo de testosterona durante a puber- dade responsvel pelo crescimento pronunciado dos rgos genitais externos, internos e o aparecimento dos caracteres sexuais secundrios, incluindo o engrossamento da voz, o aumento do desenvolvimento mus- cular e o padro de plos caractersticos do sexo masculino. A testosterona tambm promove o anabolismo de protenas atravs do corpo, aumenta a formao dos eritrcitos, acelera a deposio da matriz ssea e, em menor grau, aumenta a reteno de sdio e gua pelos rins.

Tem como funo produzir o vulo e reter o produto da eventual fecundao, per- mitindo o seu desenvolvimento.

Composio: Ovrios - rgo par, de funo glandular mista, de forma ovalada, situado na cavi- dade plvica, lateralmente ao tero. Os ovrios so unidos parede posterior do abdmen e ao tero por dois cordes fibrosos. Tem colorao rsea com 3 a 4 cm de comprimento e, dependendo da idade, sua superfcie pode ser mais ou menos rugosa. Em seu interior existem cachos de clulas chamados folculos de Graf e, a cada ciclo menstrual, apenas uma clula amadurecer, dando origem ao gameta feminino, o vulo. Esse processo est intimamente relacionado ao sistema glandu- lar endcrino. Sua funo produzir vulos.

Observao: a atividade dos ovrios controlada pela hipfise que, por sua vez, influenciada pelo hipotlamo, estrutura do sistema nervoso central, prxima hipfise e altamente especializada.

vulo - o gameta feminino, produzido pelos folculos de Graf, nos ovrios. Encontramos cerca de 400 mil folculos, presentes no cor- po feminino desde o seu nascimento. O amadurecimento do vulo ocorre mensalmente a partir da puberdade, a cada ciclo menstrual, quando, estimulado por hormnios hipofisrios, um grupo de folculos sofre crescimento e desenvolvimento, porm apenas um alcana a maturidade e ovula; todos os demais se degeneram (atresia). Seus cromossomas so do tipo ?X?.

Ovulao - Colabora na ovulao o hormnio LH e FSH da adeno-hipfise. Aps a ruptura do folculo, o vulo maduro e expulso capturado pela tuba uterina (trom- pa de falpio) que, com seus clios, gradualmente o conduzem em direo ao tero.

Corpo lteo - Ocorrida a ovulao, alteraes definidas verificam-se no ovrio. Primeiro h hemorragia mnima no folculo rompido. Essas clulas que revestem o folculo roto alteram-se e criam uma massa conhecida como corpo lteo (corpo amarelo), o qual absorve o corpo hemorrgico. O corpo lteo secreta grandes quantidades de progesterona, o que facilita a implantao do vulo, se fecundado. Havendo a fecundao, o corpo lteo realizar essa tarefa at o terceiro ms de gravidez, quando suas funes sero substitudas pela placenta. O corpo lteo secreta tambm pequena quantidade de estrognio. Ele ainda est presente na poca do nascimento. Se a fertilizao no ocorre, o corpo lteo degenera e segue a menstruao. A localizao de um corpo lteo velho percebida por uma rea de tecido cicatricial do ovrio conhecida como ?corpos albicans?.

Tuba uterina / Trompa de Falpio / Salpinge - Em nmero de duas, tm a forma de cornetas e so musculares. Ligam cada ovrio ao tero. Me- dem cerca de 12 cm de comprimento. Esto suspensas por uma prega de ligamento largo chamado mesossalpinge (salpinge significa tuba). Suas paredes apresentam as mesmas trs ca- madas que encontraremos por epitlio ? mucosa, muscular lisa e serosa. A camada mucosa ou interna revestida por epitlio cilndrico ciliado. O revestimento muscular consiste de uma ca- A extremidade da tuba uterina, o istmo, abre-se na cavidade uterina e contnuo com a ampola. A ampola a parte dilatada e central da tuba, que est curvada sobre o ovrio e, por sua vez, tem continuidade com o infundbulo, uma expanso da tuba em forma de trombeta que se abre na cavidade abdominal. Quando um vulo expelido do ovrio, as fibrilas funcionam como tentculos, trazendo-o para o interior da tuba, onde ?empurrado? em direo ao tero, podendo ali ocorrer a ovulao. Isso possvel atravs dos movimentos ciliares.

Fecundao Depois de ser ejetado do ovrio, o vulo comea uma jornada de seis a oito dias, sendo seu destino o tero, a uns 8 cm de distncia. transportado na tuba uterina atravs de contraes peristlticas da musculatura lisa e pela atividade dos clios presentes na tuba. A fecundao normalmente ocorre quando o vulo j desceu cerca de um tero do caminho da tuba. Os espermatozides alcanam esse ponto cinco minutos aps o coito. Das centenas de milhes de espermatozides, apenas dezenas de milhares entram na crvix. Destes, apenas alguns milhares alcanam o corpo do tero, e apenas algumas centenas viajam o restante.

Quando o espermatozide alcana o vulo, este libera enzimas que auxiliam na disperso da coroa radiada, e uma enzima proteoltica utilizada na penetrao da zona prelcida. Normalmente apenas um espermatozide entra no vulo. Logo que a penetrao ocorre, o espermatozide perde sua cauda e um material cromossmico forma o proncleo masculino. Simultaneamente, o vulo torna-se impenetrvel a outros espermatozides.

A presena do proncleo masculino induz o vulo a proceder a segunda diviso meitica e ele libera o segundo corpo polar. Os proncleos masculinos e femininos aproximam-se e unem-se. A unio dos dois gametas restaura o nmero de 46 cromossomas, e o ovo fertilizado (zigoto) comea sua primeira diviso de clivagem no processo de desenvolvimento.

tero Tem forma de uma pra, pesando, na mulher adulta, 40 a 50 gramas (se esta ainda no teve filhos). Sua funo acolher o ovo fecundado por um espermatozide e desenvolv-lo at que o novo ser esteja totalmente formado e pronto para o nascimento.

Sua parede formada por trs camadas (as mesmas da trompa): ENDOMTRIO - Tnica interna mucosa, de cor rsea, apresenta numerosas glndulas secretoras de substncias lubrificantes.

MIOMTRIO - Membrana intermediria constituda por feixes musculares que, no parto, expulsaro o feto para o exterior.

COLO DO TERO - a parte mais delgada do tero. Inferiormente, o colo do tero circundado pelo anel que forma a extre- midade interna da vagina, dividindo-se as- sim em duas pores: supravaginal e intravaginal.

ISTMO - a separao, em forma de cintura, existente entre o colo e o corpo do tero.

Vagina rgo genital feminino, ci- lndrico, msculo-membra- noso, dilatvel, extensvel, que se inicia na vulva e ter- mina no colo do tero.

Funo: abrigar o pnis no coito, dar passagem ao flu- xo menstrual e ao feto no parto.

Vulva constitudo por: MONTE DE PBIS - Proeminncia situada diante da snfise pbica, entre as viri- lhas. Externamente recoberto por pelos pbicos.

GRANDES LBIOS - Duas pregas cutneas situadas por baixo do monte pubiano e separadas dos msculos pelo sulco gnito-femoral.

PEQUENOS LBIOS - Duas pregas cutneas localizadas abaixo dos grandes lbios. Delimitam um espao em cujo fundo se encontram o stio externo da uretra e o stio da vagina.

CLITRIS - rgo par e mediano, ertil, si- Tem uma poro oculta entre os lbios me- nores e outra livre, que termina numa ex- tremidade chamada glande, coberta pelo prepcio.

Funo: proteger a vagina, o orifcio urinrio Mamas So dois rgos glandulares excrinos, situados na parede ante- rior do trax. Tm a forma hemisfrica e a sua consistncia e volume so variados. Na face das mamas h a papila mamria (mami- lo), onde desembocam os ductos lactferos da glndula mamria que conduzem para o exterior a secre- o glandular.

Funo: secretar o leite para alimen- Curiosidades A me somente produz cromossomas ?X?. O homem pode produzir cromossomas ?X? e ?Y?. A combinao ?XX? = mulher, e a combinao ?XY? = homem.

Uma mulher tem em seus ovrios a capacidade de produzir mais de 40 mil vu- los.

A gravidez melhora a sade geral da mulher, aumentando sua expectativa de vida.

SISTEMA GENITAL MASCULINO Composio: Testculos - Em nmero de dois, localizam-se no interior da cavidade abdominal no incio da vida fetal. Cerca de dois meses antes do nascimento deixam o abdmen e descem para o escroto.

Alm de clulas reprodutoras, clulas nutridoras e de suporte, conhecidas como ?clulas de sertoli?, so encontradas nos testculos. As clulas intersticiais de Leydig esto distribudas entre os tbulos e so responsveis pela produo dos hormnios masculinos.

Os testculos tm uma funo excrina, que a elaborao dos espermatozides, e uma funo endcrina, a secreo de testosterona.

Epiddimo - Para cada testculo existe um epiddimo, situado na poro posterior e se estende at quase 4 cm. Cerca de cinco metros de tubos esto enovelados nessa pequena distncia.

Ducto Deferente / Seminfero - Sendo uma continuao do epiddimo, tem sido descrito como ?ducto excretor do testculo?.

Vesculas seminais - Existem duas vesculas seminais, que so bolsas membranosas localizadas posteriormente bexiga.

Funo: recolher, armazenar e nutrir os espermatozides, prote- gendo-os da acidez urinria.

Prstata - Glndula de secreo externa com a for- Funo: secretar o lquido prosttico (fino, leitoso e alcalino), que durante a ejaculao misturado com os espermatozides provenientes das vesculas seminais e dos ductos deferentes.

Observao: o smen um produto da secreo dos testculos, da prstata e outras glndulas menores que se abrem na uretra, sendo constitudo, em grande parte, por espermatozides.

Escroto - uma bolsa que se localiza posteriormente Pnis - rgo masculino da reproduo. Seu corpo cilndrico e a extremidade distal constituda pela glande, coberto pelo prepcio (pele anterior) quan- do no ereto, em cujo vrtice se encontra o stio da uretra.

Funo: na cpula, possibilita que os Espermatozide - Tem o corpo dividido em duas A cauda usada para locomoo atravs do lquido seminal (esperma ou smen).

SISTEMA SENSORIAL O sistema sensorial tem como funo colocar o homem em contato com o mundo exterior e proteg-lo, advertindo-o dos perigos que o ameaam.

Composio: VISO Torna-se possvel atra- vs do olho, rgo par coloca- do na parte anterior da cavi- dade orbitria da face.

OLHO um rgo foto-recep- tor, capaz de formar imagens de um objeto emissor ou refletor de luz. com- GLOBOOCULAR Tem forma esfrica ligeiramente aplanada com 24 mm de dimetro aproximada- mente. Situa-se numa cavidade do osso frontal, zigomtico e maxilar superior. formado pelas seguintes camadas:

Esclertica / Esclera - a membrana externa e resistente do globo ocular; forma o conhecido ?branco dos olhos?. Apresenta uma salincia na crnea. A crnea clara e transparente, de forma esfrica, permitindo a passagem dos raios luminosos. Fica coberta pelas plpebras, quando as fechamos.

Coride - a membrana intermediria, de cor escura e rica em vasos sanguneos, constituda por tecido conjuntivo, com clulas pigmentadas. In- tervm na nutrio do olho e na formao dos humores aquoso e vtreo, e nela est localizada a ris.

ris - Pode ser de cor castanha, verde, azul, cinza, etc. Ocupa o segmento mais interior da camada vascular do olho. uma membrana discide com um orifcio central, a pupila, que controla a quantidade de luz que entra no globo ocular. Atrs da ris fica o cristalino, que uma lente biconvexa que tem por finalidade formar as imagens no fundo do globo ocular.

Retina - Membrana interna do globo ocular. Na parte posterior apresenta uma pequena cavidade circular com cerca de 1,5 mm de dimetro chamada mancha amarela, fvea ou macula ltea; a regio mais sensvel luz e onde as imagens so vistas com maior nitidez. Tem na sua constituio dois tipos de clulas foto-sensveis: os cones, que percebem as cores, e os bastonetes, que percebem a intensidade da luz.

Lente - biconvexa e est colocada atrs da pupila, entre o humor aquoso e o corpo vtreo. transparente e tem a funo de focar os raios luminosos de modo a formar uma imagem perfeita sobre a retina.

LQUIDOSENCONTRADOSNOOLHO Humor Aquoso - Lquido lmpido incolor, que preenche o espao entre a crnea e o cristalino.

Humor Vtreo / Corpo Vtreo - Substncia transparente e gelatinosa loca- lizada entre o cristalino e a retina.

ANEXOSDOSOLHOS Plpebras - Duas pregas msculo-membranosas situadas adiante das rbi- tas, uma superior e outra inferior. Sua borda livre apresenta duas ou trs fitas de clios. Tem por funes: proteger o globo ocular; fornecer descanso

impedindo a entrada de luz; espalhar a lgrima, lavando e lubrificando o globo ocular.

Conjuntiva - Membrana mucosa que recobre a face interna das plpebras e do globo ocular. Camada vascularizada e transparente que protege o olho dos agentes fsicos externos e de infeces.

Aparelho lacrimal - Constitudo pelas glndulas e vias lacrimais. Sua funo a de facilitar o deslizamento das plpebras e umedecer o globo ocular.

Clios - So plos que protegem o globo ocular contra a penetrao de impurezas. Situam-se nas bordas das plpebras.

Superclios / Sobrancelhas - Plos situados na parte superior da testa, sobre os olhos, que protegem o globo ocular contra o suor, desviando-o para os lados.

Msculos extrnsecos do olho - Conhecidos tambm como msculo da rbi- ta, tem por finalidade a movimentao do globo ocular e da plpebra supe- rior. So sete msculos estriados alojados na cavidade orbitria.

AUDIO Torna-se possvel atravs do ouvido, rgo par que composto por trs partes: externo, mdio e interno.

OUVIDO EXTERNO ORELHA - Constituda de tecido cartilaginoso, de formao peculiar, com diferentes pregas e concavidades que recebem nomes como: lbulo, hlix, anti-hlix, raiz do hlix, raiz superior do anti-hlix, raiz inferior do anti-hlix, fossa triangular, sulco da escafa, concha cava, concha cimba, trago, anttrago, incisura intertrgica e supratrgica, tubrculo de Darwin.

CANAL AUDITIVO EXTERNO - Estende-se at o tmpano e tem aproximada- mente 3 cm de comprimento. Consta de duas metades: uma cartilagnea, protegida por plos e cermen, que tem por finalidade reter impurezas e ao bactericida, e uma segunda, ssea, escavada no osso temporal.

OUVIDO MDIO Cavidade estreita e de forma irregular. Est alojado no osso temporal, comuni- ca-se diretamente com a faringe atravs da tuba auditiva (trompa de Eustquio), que possibilita a entrada de ar equilibrando a presso do ouvido externo com o mdio. Est recoberto de mucosa. Separa-se do ouvido externo por uma mem- brana chamada tmpano, que fina, transparente, delgada e de forma circular, medindo 1 cm de dimetro, que est aplicada no osso timpnico do temporal. No interior do ouvido mdio localizam-se trs ossculos: martelo, bigorna e estri- bo; estes so unidos por duas articulaes, uma entre o martelo e a bigorna e outra entre a bigorna e o estribo. O martelo une-se ao tmpano por liga- mentos. Os trs articulam-se entre si e, por fazerem isso, transmitem, por vibra- o, o som que at eles chega do ouvido externo ao ouvido interno. O estribo liga-se ao ouvido interno atravs de uma membrana localizada na janela oval.

OUVIDO INTERNO Inicia-se na janela oval, onde recebe as vibraes sonoras do estribo, con- duzindo-as pela cclea at a membrana basilar, onde estas vibraes so transformadas em impulsos nervosos pelas clulas receptoras ciliadas. Nesse percurso, o som no mais uma freqncia, e sim movimentos provocados pelo estribo que, fazendo movimentar a membrana da janela oval, movi- menta tambm o lquido existente entre os canais da cclea. Esses movi- mentos, aps terem sido codificados pelas clulas receptoras, retornam ao ouvido mdio, finalizando na membrana da janela redonda.

EQUILBRIO O equilbrio ocorre graas a receptores localizados no labirinto, especial- mente nos canais semicirculares. Essa regio tambm chamada de apare- lho vestibular. Esses receptores so sensveis ao da gravidade, acele- rao linear e desacelerao da cabea. Esto localizados nas paredes de uma pequena e espessada rea chamada mcula, os quais recebem fibras do oitavo nervo craniano. Essa rea contm clulas ciliadas e plos ultrafinos, ou clios, que se projetam numa membrana gelatinosa conhecida como otoconial, que contm cristais microscpicos de carbonato de clcio ou otlitos. A oscilao desses cristais, sentida pelos clios, provoca impulsos nas fibras dos neurnios sensoriais que os inervam. Os impulsos so inter- pretados pelo SNC, resultando no equilbrio.

OLFATO Situa-se nas fossas nasais (mucosa nasal olfatria). Na sua parte superior en- contramos ramificaes do nervo olfatrio, formando uma regio especializada conhe- cida como ?epitlio olfatrio?. As sensaes de odor so captadas nesse epitlio, de- pois transmitidas ao SNC.

PALADAR Os receptores do paladar encontram-se na lngua, localizada no interior da boca, e sua funo perceber o sabor dos alimentos. A lngua um rgo formado por diversos msculos, presa na parte posterior junto faringe e solta na frente. de formato cnico e dotada de grande mobilidade.

Alm de captar as impresses de sabor, a lngua tambm atua na articulao das palavras, na salivao, na mastigao e deglutio. Sua superfcie superior s- pera, apresentando pequenas elevaes denominadas papilas linguais. No interior dessas papilas, encontram-se clulas especiais que recebem terminaes nervosas e que tm a responsabilidade de perceber os sabores.

PAPILAS LINGUAIS Calciformes - So as maiores, lembram clices e encontram-se no final da lngua; tm a forma de ?V? invertido. Podem ser vistas a olho nu.

Fungiformes - So parecidas com fungos, situando-se na parte central da lngua. So visveis apenas com o microscpio.

Filiformes - Formadas por filamentos, situam-se na frente da lngua. Tam- bm so visveis apenas ao microscpio.

O sabor dos alimentos s pode ser percebido pelas papilas na forma lquida. Por isso os alimentos slidos precisam ser dissolvidos pela saliva e, s ento, as papilas estimuladas produzem as impresses gustativas nas clulas nervosas, que se encon- tram no seu interior. Essas impresses so levadas at o SNC, onde se percebe o sabor.

Observao: o sentido do paladar est bastante associado ao olfato. O sabor dos alimentos no bem percebido se o cheiro no for sentido.

TATO Localiza-se na pele, nas camadas chamadas epiderme e derme. Nelas en- contramos diferentes tipos de terminaes nervosas, que recebem as impresses no s do tato, mas tambm dor, calor, frio e presso.

Funo: permite-nos Curiosidades A anestesia consiste em bloquear as transmisses dolorosas, impedindo-as que cheguem ao crebro.

Visto que os corpsculos tteis e as terminaes nervosas livres no se distribuem igualmente pela pele, existem regies mais sensveis, como a ponta dos dedos e a lngua.

So os corpsculos de Paccini (presso) que permitem ao cego fazer a leitura ?braile?.

Existem pessoas capazes de identificar mais de 10 mil cheiros e gostos diferentes.

SISTEMA TEGUMENTAR Composio: PELE Membrana firme e flexvel que envolve a superfcie externa do corpo, podendo contrair-se e expandir-se devido a fibras conjuntivas e elsticas. Permite todo tipo de movimento. Proporciona cobertura protetora e impermevel ao corpo.

Funo: ajuda a controlar a temperatura do corpo, protege o organismo das agresses do meio ambiente, funciona como barreira contra a entrada de microorganismos, metaboliza a vitamina ?D? utilizada na produo de ossos, absorve o oxignio e elimina o gs carbnico.

EPIDERME - a camada mais superficial da pele, a que vemos e tocamos. Faz parte da primeira linha de defesa do organismo. formada por cinco camadas: Camada crdea: grossa, resistente. formada por clulas epiteliais mor- tas, sem ncleo, com aspecto de finas lminas superpostas (queratina). particularmente espessa nas reas de atrito e desgaste, como a palma das mos e a planta do p.

Camada lcida: Encontra-se apenas na palma das mos e na planta dos ps.

Camada granulosa: onde as clulas epiteliais comeam a morrer. Acumu- la querato-hialina, que tem origem da queratina, substncia que torna a pele resistente e impermevel.

Camada Malphighi: constituda de clulas unidas entre si por fibras chama- das tonufibrinas. Devido ao seu formato longo tambm chamada de cama- da das clulas espinhosas.

DERME - um tipo de tecido conjuntivo, de sustentao, onde se situam os vasos sanguneos e linfticos, os nervos e suas terminaes, as glndulas sebceas e sudorparas, as fibras de colgeno que do elasticidade permitindo a expanso e contrao da pele. Pode ser dividida em duas partes: Papilar: situada logo abaixo da ultima camada da epiderme.

Reticular: mais profunda, onde as fibras do tecido conjuntivo se entrela- am formando uma espcie de malha ou rede.

HIPODERME - Camada mais profunda que abriga as gorduras. Ajuda a con- servar a temperatura do corpo e man- tm reservas de energia. Liga a pele aos msculos e ossos.

PLOS So estruturas epidmicas filiformes e flexveis de substncia crnea. Distin- gue-se neles uma parte livre chamada ?ronco? e outra oculta no folculo piloso, chama- da ?raiz?. O seu desenvolvimento e caractersticas variam segundo sua localizao.

UNHAS So estruturas epidrmicas de natureza crnea que protegem a superfcie dorsal da extremidade livre dos dedos.

GLNDULAS SUDORPARAS Secretam o suor mantendo estvel a temperatura do corpo. Esto dissemina- das praticamente por toda a pele.

GLNDULAS SEBCEAS Secretam a gordura ?protetora? da pele. Encontram-se em toda superfcie corporal, exceto nas palmas das mos e nas plan- tas dos ps.

Curiosidades A sudorese uma das maneiras pela qual o SNC controla nossa tempera- tura.

Se tomarmos mais de um banho por dia no deveramos usar sabonete aps o primeiro banho, pois a oleosidade secretada serve de proteo.

Em sntese: Este captulo teve como fontes de consulta: . Wikipedia - www.wikipedia.org

Nesse captulo voc vai saber o que so fungos, bactrias, vrus e parasitas, sua importn- cia para o equilbrio do meio ambiente e os danos que eles podem causar sade humana, algumas doenas provocadas por eles, seus respectivos tratamentos e formas de preveno.

FUNGOS HERIS E VILES DA BIOSFERA primeira vista os fungos so pouco interessantes. Mas eles contribuem de forma decisiva para a preservao da diversidade biolgica do nosso planeta e esto pre- sentes, de mil formas, no nosso cotidiano. O po que comemos necessita de um fungo, que age como fermento biolgico. A rpida multiplicao do fungo produz minsculas bolhas de gs carbnico, fazendo com que a massa cresa. Essa levedura o Saccharomyces cerevisae, fungo unicelular, base para muitas indstrias, alm da panificao.

A cerveja e todas as bebidas alcolicas feitas a partir da fermentao tambm so produtos fngicos. O mesmo fungo que produz gs carbnico na massa de po, a

Saccharomyces cerevisae, ajuda a transformar acar em lcool. Quando tomamos um chope ou uma cerveja, bebidas que sofreram pasteurizao, clulas vivas de fun- go, a levedura, esto contidas no lquido. Os refrigerantes tambm so produtos fngicos, porque a maioria tem cido ctrico, produzido por um fungo, o Aspergillus lividus, que usado industrialmente. (O nome do cido sugere que produzido a partir de frutas ctricas, e, de fato, assim era no passado. Hoje todo o cido ctrico consumido produ- zido a partir do Aspergillus lividus.) Poderamos citar numerosos exemplos de fungos no nosso cotidiano, mas o que inte- ressa ressaltar que, da rica biodiversidade brasileira, uns 20% vm dos fungos, esse reino com 1,5 milho de espcies, a maior parte invisvel a olho nu, por serem micros- cpicos. Mas h tambm fungos macroscpicos, como os cogumelos, que do o nome a todo o conjunto: o nome da cincia que estuda os fungos, a Micologia, vem do grego, mykes, cogumelos.

De fato, os fungos microscpicos - sejam uni ou pluricelulares - s foram descobertos aps a inveno do microscpio. As primeiras observaes de esporos (clulas reprodutoras dos fungos, capazes de germinar) e das prprias estruturas fngicas foram feitas pela dupla de inventores do microscpio, os holandeses Hans e Zacharian Jansen, pai e filho, que desenvolveram os primeiros instrumentos em 1595, na cidade de Middleburg. Desde ento, a Micologia comeou a se desenvolver como uma cincia propriamente dita.

Mas a separao dos fungos em um reino parte s surgiu formalmente nos anos 60, quando o ecologista norte-americano Robert Handing Whittaker props a atual divi- so em cinco reinos. At ento, mantinha-se a tradicional diviso em trs reinos: animal, vegetal e mineral.

Considerado o pai da moderna histria natural, o naturalista sueco do sculo XVIII Carl von Linn, conhecido simplesmente por Lineu, criador da nomenclatura binominal dos seres vivos, afirmava que ?os minerais existem; os vegetais existem e crescem; os animais existem, crescem e sentem?. Os fungos visivelmente crescem e o fazem com grande velocidade - num dia no tem nada e no outro h um cogumelo - mas no so capazes de sentir.

Segundo os critrios do passado, s restava a possibilidade de eles pertencerem ao reino vegetal. Essa separao arbitrria continuou sendo adotada at meados do sculo passado e a sua influncia sentida at hoje, como se pode comprovar pelo fato de grande parte das Universidades e centros de pesquisa do mundo terem ainda a Micologia como uma dependncia dos Departamentos de Botnica ou uma subdivi- so destes.

Porm, os fungos tm uma srie de caractersticas que os separam dos animais, vege- tais, bactrias e protozorios, que so os outros reinos propostos por Robert Whittaker: reino Monera (das bactrias); Protista (dos protozorios); Plantas (dos vegetais); Animlia (dos animais) e Fngico (dos fungos).

Ao contrrio das plantas, os fungos no tm clorofila nem outros pigmentos semelhan- tes e, portanto, no fazem fotossntese; dependem de fontes externas de carbono orgnico, para produzir energia. Nesse sentido, assemelham-se aos animais, pois so heterotrficos (exigem matria orgnica provinda do ambiente) e quimiotrficos (obtm energia da oxidao de sustncias orgnicas).

A alimentao dos fungos por absoro, atravs da superfcie das hifas, que formam o talo. Em associao direta com o seu alimento, crescem dentro dele. Estudos recen- tes de biologia molecular e anlises de DNA mostraram que a nutrio por absoro uma caracterstica dos fungos.

BIORREGULADORES Com relao aos tipos de alimentos que utilizam, os fungos so classificados em saprobiticos, parasitas e simbiticos. Os saprobiticos ou saprofticos se alimentam de material morto. o caso dos mofos e bolores e de vrios fungos comestveis, como o shitake, dos japoneses. Associados a bactrias, atuam no ambiente como regulado- res naturais da populao de outros organismos. Da o seu papel para a manuteno da biosfera ter importncia igual das plantas. Sem os fungos, a vida tal qual hoje na Terra no seria possvel, pois eles so agentes da decomposio, permitindo a reciclagem de nutrientes. Se houvesse, por exemplo, um grande cataclisma que elimi- nasse os fungos da face do planeta, o cenrio que se poderia imaginar seria uma gradativa acumulao no sistema terrestre e marinho de matria orgnica no-de- composta (galhos de rvores, restos de animais, etc.), fazendo com que todo o equi- lbrio da biosfera ficasse comprometido.

Os fungos parasitas so os que necessitam de um hospedeiro vivo para obter o seu alimento. So de grande importncia econmica, pois a esse grupo pertencem os causadores de doenas em plantas capazes de destruir colheitas inteiras. Os simbiticos so os que vivem associados a outros organismos, como os liquens (ver matria coor- denada, no final).

Mofos e bolores fazem o equilbrio da biosfera na decomposio da matria morta (galhos de rvores, restos de animais, etc).

Os fungos destrem material que, de outra forma, iria acumular-se em quantidades incalculveis. Eles so, portanto, os laboriosos lixeiros da natureza.

CONSTITUIO Os fungos so seres vivos eucariticos, com um s ncleo, como as leveduras, ou multinucleados, como se observa entre os fungos filamentosos ou bolores. Seu citoplasma contm mitocndrias e retculo endoplasmtico rugoso.

So heterotrficos e nutrem-se de matria orgnica morta - fungos saprofticos - ou viva - fungos parasitrios.

Suas clulas possuem vida independente e no se renem para formar tecidos verda- deiros.

FUNGOS PATGENOS Existem numerosos fungos patgenos, causadores das micoses. A porta de entrada das micoses profundas o pulmo e os sintomas so parecidos com os da tuberculose. As micoses de pele, que so superficiais, tambm so causadas por fungos.

A micologia mdica a rea da micologia que estuda as doenas causadas por fungos no ser humano. O Servio de Micologia do Hospital Evandro Chagas, localizado no campus da Fundao Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, talvez o melhor e mais preparado em todo o pas para o diagnstico e tratamento das molstias causa- das por fungos. Ali o fungo investigado no tecido epidrmico, procurando-se saber que tipo de tratamento demanda cada micose.

A maioria dos fungos capazes de causar infeco vive da matria orgnica em decom- posio. Vejamos um exemplo: o Cryptococcus neoformans - agente da criptococose - encontrado em grande quantidade nos espaos urbanos associados a habitats de pombos e de psitacdeos (papagaios, periquitos, etc). O excremento desses animais favorece a proliferao dos fungos, porque, quando resseca, se espalha em pequenas partculas, na poeira. Inalado, chega ao alvolo pulmonar, podendo instalar-se no or- ganismo do indivduo com baixas defesas.

O fungo no necessita desse indivduo para viver. Mas, quando se instala no ser huma- no, comporta-se como parasita, causando a infeco. E como esta freqentemente acompanhada de leso pulmonar, o mdico pneumatologista suspeita em primeiro lugar de tuberculose. No havendo diagnstico correto, h tratamento incorreto.

Adolfo Lutz, famoso cientista brasileiro (1855-1940) que trabalhou na Fiocruz, foi o descobridor da Paracoccidio oidomicose (PCM), que uma micose de origem pulmonar e afeta sobretudo o homem do campo que trabalha em contato com a terra, onde o fungo vive. O Hospital Evandro Chagas, no Rio, tem publicaes das dcadas de 20 e 30 sobre essa doena, cujos primeiros casos foram descritos por Adolfo Lutz.

Recentemente foi anunciado em Braslia que o Paracoccidioides brasiliensis (Pb), cau- sador da doena, ser o prximo organismo a ter o genoma seqenciado no nosso pas. Estimativas apontam 10 milhes de pessoas infectadas por ele na Amrica Lati- na, sendo que cerca de 2% desenvolvem a doena, que letal se no for tratada. Dos doentes, cerca de 80% so brasileiros e 90% dos atingidos so jovens, em geral do sexo masculino, que vivem na zona rural.

O fungo Pb, cujo esporo inalado pelo homem, vive como saprfito em restos de materiais orgnicos. Seu genoma tem algo em torno de 25 milhes de pares de bases e os cientistas acreditam que o isolamento dos genes envolvidos no processo vai auxiliar no desenvolvimento de tratamentos para a doena.

Mas, apesar de tudo isso, necessrio lembrar que os mais importantes patgenos do ser humano so os vrus e as bactrias, no os fungos.

USO NA FARMCIA Um dos usos mais importantes dos fungos , sem dvida, a produo de medicamen- tos. A primeira e a mais famosa de todas as substncias medicamentosas extrada dos fungos foi a penicilina, descoberta em 1929 por Alexander Fleming. O cientista obser- vou que na presena do fungo Penicillium notatum, o crescimento da bactria de Staphylococcus era inibido. O fungo ?se defendia? do ataque da bactria jogando uma molcula, um metablito, a penicilina, que era um antibitico. Essa droga quase mila- grosa revolucionou a medicina, pois at ento no se sabia como controlar doenas causadas por bactrias, s vezes originadas a partir da infeco num simples corte do dedo, mas que podiam matar uma pessoa.

A penicilina foi o primeiro antibitico a ser produzido industrialmente. Muito do que se aprendeu na transformao das observaes de Fleming numa operao de larga es- cala, economicamente vivel, pavimentou o caminho para a produo de outros agen- tes quimioterpicos, medida que foram descobertos.

Outro medicamento de grande importncia para a medicina moderna, isolado a partir de um fungo, a cyclosporina, que torna possvel os transplantes de rgos ao reduzir a rejeio dos rgos transplantados pelo sistema imunolgico. Inicialmente empre-

gados apenas como agentes antibacterianos, hoje os metablitos fngicos tm diver- sos usos, incluindo a biossntese de colesterol.

Os fungos produzem outros metablitos - como enzimas, protenas, vitaminas etc., - que no laboratrio so transformados em princpios ativos para numerosos medica- mentos.

Durante sculos, at milnios, a humanidade estudou as plantas para delas extrair medicamentos. Hoje esse lugar ocupado pelos fungos, pois comea a ganhar espao a pesquisa voltada para os microorganismos. O nmero de produtos farmacuticos base de fungos est em rpido crescimento. Alis, a produo desse tipo de frmacos relevante para o Brasil, dada sua enorme biodiversidade em fungos. Existe hoje, alicerada pelo desenvolvimento da engenharia gentica, uma grande tendncia para a produo de drogas por processos fermentativos, na procura de vantagens tcnicas, econmicas, energticas e ambientais. uma corrida em busca de microorganismos com substncias de interesse farmacolgico, sobretudo em regies tropicais.

ASPECTOS POSITIVOS DOS FUNGOS - So produtores de antibiticos, enzimas, vitaminas, hormnios de crescimento vegetal.

ASPECTOS NEGATIVOS DOS FUNGOS - Doenas (micoses) no homem, animais e plantas - Micotoxicoses - Alergias - Biodeteriorao

Se os fungos crescerem em alimentos, sejam gros (amendoim, milho, soja, trigo, sorgo, etc.) ou produtos finais (suco de ma, frutas secas, etc.), podem liberar suas toxinas nesses substratos que sero posteriormente consumidos pelo homem. Seu consumo pode representar risco sade humana, se houver ingesto de grande quan- tidades ou ingesto continuada.

MICOSES CUTNEAS Existem vrias formas de manifestao das micoses cutneas superficiais, dependen- do do local afetado e tambm do tipo de fungo causador da micose.

MANIFESTAES - Inicia-se como um ponto avermelhado que se abre em erupes em anel de bordas avermelhadas e descamativas, que coam, liberam lquidos e podem at inflamar.

COMO EVITAR Seguem algumas recomendaes: - Quando for manicure ou pedicure, leve seu prprio alicate, - Caso no os tenha, verifique se esto todos esterilizados;

- Evite usar o mesmo sapato dois dias seguidos e, de maneira alguma, usar a mesma meia antes de lav-la;

MICOSE DE PRAIA (PITIRASE VERSICOLOR) Provoca manchas esbranquiadas, especialmente nas costas e no peito, e pode se alastrar para os membros.

CUIDADOS MICOSE DE UNHA OU ONICOMICOSE Seus sintomas so a deformao e o esfarelamento da unha, que se descola do dedo. Atinge a unha de trs maneiras: sob a borda, que fica espessa e partida; na base, iniciando-se na cutcula e deteriorando a sua superfcie, forma placas brancas sobre a unha, atingindo toda a rea.

CUIDADOS MICOSE DOS PS TIPOS - Interdigital, p-de-atleta ou frieira: atinge a pele entre os dedos, provocando coceira, descamao, fissuras e placas esbranquiadas. Pode vir acompanhada por uma infeco bacteriana.

- Escamosa: atinge a regio da planta e da lateral do p. Causa descamao, coceira e mau cheiro.

- Vescula: comea com bolhas que provocam coceira e vermelhido, resultando em ressecamento e descamao da pele.

- Placa margarida: tipo mais raro de micose. Provoca leses avermelhadas e eleva- das com bordas acentuadas.

CUIDADOS TRATAMENTO DAS MICOSES sempre prolongado, variando de 30 a 60 dias. Recomenda-se que o tratamento no seja interrompido, pois mesmo sem sintomas o fungo pode resistir nas camadas mais profundas da pele.

BACTRIAS As bactrias so os seres vivos mais simples do ponto de vista estrutural, e de menor tamanho, podendo ser conhecidas tambm como micrbios. As bactrias so microorganismos unicelulares, procariontes, e algumas causam doenas. So abun- dantes no ar, no solo e na gua e na sua maioria inofensivas para o ser humano, sendo algumas at benficas.

Por serem microrganismos procariontes, no apresentam um ncleo definido, estando o seu material gentico compactado e enovelado numa regio do citoplasma chamada de nucleide. As bactrias apresentam uma membrana plasmtica recoberta por uma parede celular. Diferente das clulas eucariticas, nas bactrias no aparecem organelas delimitadas por membranas. O tamanho das bactrias pode variar de 0,2 a 5,0 micrmetros.

A membrana plasmtica recobre o citoplasma da clula bacteriana e tem a mesma estrutura daquelas encontradas nos organismos eucariontes. Na membrana encontra- mos uma estrutura tpica, uma invaginao da membrana plasmtica, denominada de mesossomo. O mesossomo parece ter um papel importante durante a duplicao e diviso bacteriana.

As bactrias se reproduzem por diviso celular ou fisso binria. Durante esse proces- so ocorre a duplicao do DNA seguido da diviso da clula bacteriana em duas clulas filhas. Essa diviso se d devido formao de um septo, que comea a crescer para o interior da clula a partir da superfcie da parede celular. As bactrias causadoras de doenas denominam-se patognicas.

A parede celular das bactrias uma estrutura rgida e formada por um complexo muco peptdico, que d a forma bactria. A cpsula, presente principalmente em bactrias patognicas formada por polissacardeos e tem uma consistncia de um muco. Tal estrutura mucosa confere resistncia s bactrias patognicas contra o ataque e englobamento por leuccitos e outros fagcitos, protegendo-as de possveis rupturas enzimticas ou osmticas.

FORMAS DAS BACTRIAS: - Arredondadas: Cocos - Alongadas/em forma de bastonetes: Bacilos - Onduladas/em forma de espiral: Espiroquetas - Em forma de vrgula: Vibrio As formas no so constantes, podem variar de acordo com o meio e com o tipo de associao. As mudanas de forma podem ser consideradas como: Involuo - mudana de forma devido a condies desfavorveis, presena ou ausncia de oxignio, pH, ou por produtos txicos, entre outros.

Pleomorfismo - a bactria no apresenta uma morfologia nica, mesmo que se encontre em condies favorveis sua sobrevivncia.

As bactrias que habitam o corpo humano proliferam num ambiente quente e mido. Algumas so aerbias, o que quer dizer que necessitam de oxignio para se desenvol- verem e multiplicarem, situando-se, normalmente, na pele ou sistema respiratrio.

As bactrias anaerbias proliferam onde no h oxignio, ou seja, nas camadas pro- fundas dos tecidos ou nas feridas.

INFECO As bactrias podem produzir toxinas, que so nocivas para as clulas humanas. Se estas estiverem presentes em nmero suficiente e a pessoa afetada no dispuser de uma imunizao contra elas, o resultado a doena.

As bactrias podem penetrar no corpo humano, atravs dos pulmes, por meio da inalao de partculas expulsas pela respirao, tosse ou espirros de uma pessoa infectada.

Pode haver infeco no trato digestivo o qual pode ser infectado atravs da ingesto de alimentos contaminados. As bactrias podem estar presentes nos alimentos desde o local de produo das matrias-primas ou transportadas at eles por moscas ou mos contaminadas. As bactrias podem ainda invadir o hospedeiro atravs da pele, como por exemplo, na infeco de uma ferida.

CLASSIFICAO CORANTE DE GRAM Assim designada em memria de Christian Gram, que desenvolveu o procedimento em 1884, a colorao de Gram classifica as bactrias em Gram-positivas ou Gram- negativas e continua a ser um dos mtodos mais teis para classificar as bactrias.

Nesse procedimento, as bactrias so submetidas primeiro ao de um corante violeta, seguido de fixao com iodo e depois um agente de descolorao, como o metanol. Seguidamente, so novamente coradas com safranina.

As bactrias Gram-positivas fixam o primeiro corante, devido a maior espessura da parede celular, e ficam coradas de azul ou violeta, enquanto que as bactrias Gram- negativas, aps a descolorao pelo metanol, so coradas pela safranina e ficam verme- lhas. As bactrias que retm a colorao violeta so designadas por Gram-positivas.

As bactrias que perdem a colorao violeta depois de descoloradas, mas que adquirem um corante de contraste (ficando com um tom cor-de-rosa) so Gram-nega- tivas. Essa distino de manchas um reflexo das suas diferenas no que diz respeito composio bsica das suas paredes celulares.

So exemplos de bactrias Gram-positivas vrias espcies de: - Estreptococos;

So exemplos de bactrias Gram-negativas: Entre a grande variedade de doenas provocadas por cocos salientam-se: - Pneumonia nosocomial (adquirida em meio hospitalar);

ESTREPTOCOCOS Essas bactrias Gram-positivas crescem em cadeias de comprimento varivel, e so responsveis por muitas infeces distintas. Embora classificadas como aerbias, a maioria anaerbia facultativa (capazes de crescer num leque alargado de concentra- o de oxignio), enquanto que poucas so anaerbias obrigatrias.

INFECES CAUSADAS POR ESTREPTOCOCOS: - Meningite bacteriana - Pneumonia (adquirida na comunidade ou nosocomial) - Otite mdia: o Streptococcus pneumoniae responsvel por 20% a 50% dos casos - Sinusite - Bronquite - Menos freqentemente, endocardite (menos de 3% dos casos so causados por S. pneumoniae)

- Tambm menos freqentemente, peritonite, artrite sptica, infeces plvicas e infeces de tecidos moles. Os pneumococos podem causar essas infeces sobre- tudo em doentes com doenas subjacentes.

ESTAFILOCOCOS Essas bactrias esto entre as mais resistentes que no formam esporos e podem sobreviver em muitas situaes no fisiolgicas. Normalmente, colonizam a pele e encontram-se nas narinas e na pele de 20% a 30% dos adultos saudveis.

Podem tambm encontrar-se (embora menos freqentemente) na boca, glndulas mamrias e tratos gnito-urinrio, intestinal e respiratrio superior.

As infeces por estafilococos so freqentemente supurativas (com produo de pus) e tm sido implicadas em muitos tipos diferentes de infeces, incluindo pneumonia, meningite, osteomielite e infeces da pele e tecidos moles.

ENTEROCOCOS Esses cocos, antes classificados como estreptococos do Grupo D, ocorrem em cocos individuais, aos pares e em cadeias curtas.

So anaerbios facultativos, que podem crescer em condies extremas e numa gran- de variedade de meios, incluindo solo, alimentos, gua e em muitos animais. O seu principal habitat natural parece ser o tubo digestivo dos animais, incluindo o homem, onde representam uma poro significativa da flora normal. Podem tambm encontrar- se, em menor nmero, nas secrees orofarngeas e vaginais.

Por viver mais tempo na gua do mar do que os coliformes, o enterococos conside- rado pela Agncia de Proteo ao Meio Ambiente dos Estados Unidos um indicador mais preciso de doenas transmitidas pelo contato com a gua.

As infeces por enterococos ocorrem em doentes internados, freqentemente aps cirurgia ou instrumentao (por exemplo, algaliao). Os enterococos podem causar superinfeces em doentes internados, sob teraputica antibitica.

A superinfeco pode ocorrer quando os antibiticos alteram o equilbrio bacteriano no organismo, permitindo o crescimento dos agentes oportunistas, como o enterococos. A superinfeco pode ser muito difcil de tratar, porque necessrio optar por antibi- ticos eficazes contra todos os agentes que podem caus-la.

AS INFECES POR ENTEROCOCOS INCLUEM: - Infeces urinrias, - Infeces de queimaduras e feridas cirrgicas, - Bacteremia, - Endocardite, - Infeces intra-abdominais e plvicas (essas infeces so habitualmente mistas, causadas por enterococos e outros agentes patognicos), - Infeces de feridas e dos tecidos moles, - Spsis neonatal, - Meningite (raro).

As bactrias possuem grande importncia ecolgica; elas fixam o nitrognio da atmosfera na forma de nitratos, e as bactrias desnitrificantes que devolvem o nitrognio dos nitratos e da amnia para a atmosfera. As bactrias tambm so teis para o homem, como na indstria de laticnios e na indstria farmacutica, que as utilizam para fabricar antibiticos especficos.

Elas tambm podem causar grandes prejuzos econmicos, como o caso do amare- linho (Xylella fastidiosa), que ataca a lavoura da laranja. Mas talvez a maior importn- cia das bactrias seja o fato de elas serem parasitas do corpo humano, levando a infeces muito graves. Assim temos o gnero Clostridium que alm de esporulado anaerbio e um potente produtor de toxinas muito prejudiciais ao homem. Seus esporos podem estar presentes em alimentos e resistir a processos de descontaminao, po- dendo causar graves intoxicaes como o botulismo (agente Clostridium botulinum), em funo da ao neurotxica de suas toxinas.

Geralmente esto associados a intoxicaes por ingesto de palmitos contaminados e podem levar a bito. desse grupo tambm o produtor da toxina tetnica, que provo- ca o ttano (Clostridium tetani). O esporo contamina o ferimento profundo que ao fechar gera uma atmosfera com baixa tenso de oxignio, levando a germinao, produo de toxina, e finalmente a tetania. A Escherichia coli um importante compo- nente da nossa microbiota intestinal, no entanto, fora do intestino, pode causar importantes e graves infeces, principalmente nas vias urinrias.

Abaixo seguem algumas das bactrias mais nocivas ao homem, e as doenas associa- das a cada uma dela: . Reptococcus pneumoniae - causa septicemia, infeco no ouvido mdio, pneumo- nia e meningite.

. Haemophilus influenzae - causa pneumonia, infeco do ouvido e meningite prin- cipalmente em crianas.

. Shigella dysenteria - causa disenteria (diarria sangrenta). Linhagens resistentes podem levar a epidemias e algumas podem ser tratadas apenas com medicamen- tos muito caros (fluoroquinolonas).

. Neisseria gonorrhoeae - causa gonorria, a resistncia s drogas limita o seu tratamento principalmente cefalosporina.

. Pseudomonas aeruginosa - causa septicemia e pneumonia, principalmente em pessoas com fibrose cstica ou com o sistema imune comprometido. Algumas linha- gens super resistentes no podem ser tratadas com drogas.

. Enterococcus faecalis - causa septicemia e infeco do trato urinrio, e infeco das vias respiratrias nos pacientes com o sistema imune comprometido. Algumas linhagens ultra-resistentes no podem ser tratadas com drogas.

. Escherichia coli - causa infeco do trato urinrio, infeco do sangue, diarria e falncia dos rins. Algumas linhagens so ultra-resistentes.

. Mycobacterium tuberculosis - causa tuberculose. Algumas linhagens ultra- resistentes no podem ser tratadas com drogas.

. Staphylococcus aureus - causa septicemia, infeco nas vias respiratrias e pneu- monia. Algumas linhagens tm se mostrado muito resistentes a vrios antibiticos.

- Gonorria ou blenorragia: causada por uma bactria, o gonococo (Neisseria gonorrhoeae).

VRUS Vrus um micro-organismo que pode infectar outros organismos biolgicos. So parasitas obrigatrios do interior celular e isso significa que eles somente reproduzem-se pela invaso e possesso do controle da maquinaria de auto-reproduo celular. O termo vrus geralmente refere-se s partculas que infectam eucariontes (organismos cujas c- lulas tm carioteca), enquanto o termo bacterifago ou fago utilizado para descrever aqueles que infectam procariontes (bactrias e cianofceas). Tipicamente, essas partcu- las carregam uma pequena quantidade de cido nuclico (seja DNA ou RNA) cercada por alguma forma de cpsula protetora consistente de protena, ou protena e lipdio. Das 1.739.600 espcies de seres vivos, os vrus representam 3.600 espcies.

O primeiro vrus a ser descoberto foi o do ?mosaico do tabaco?, aps os trabalhos de Dimitri Ivanovski e de Martinus Beijerinck.

ESTRUTURA VIRAL Os vrus no so constitudos por clulas, embora dependam delas para a sua multipli- cao. Alguns vrus possuem enzimas. Por exemplo o HIV tem a enzima Transcriptase reversa que faz com que o processo de transcrio reversa seja realizado (formao de DNA a partir do RNA viral). Esse processo de se formar DNA a partir de RNA viral denominado retrotranscrio, o que deu o nome retrovrus aos vrus que realizam esse processo.

Vrus tipicamente consistem de uma cpsula de protena, uma estrutura proteincea (o capsdeo) que armazena e protege o material gentico viral. O envelope, normal- mente derivado da membrana celular do hospedeiro anterior, envolve o capsdeo em alguns vrus, enquanto noutros no existe, sendo o capsdeo a estrutura mais externa. Ele protege o genoma viral contido nele e tambm prov o mecanismo pelo qual o vrus invade seu prximo hospedeiro.

O CAPSDEO E O ENVELOPE VIRAL O capsdeo formado por protenas. Pode ter estrutura helical, icosadrica e outras, e geralmente extremamente regular. Em muitos vrus o capsdeo a estrutura externa, noutros casos, existe o envelope de estrutura bilipdica composto por fosfolpidos e algu- mas protenas membranares, semelhante s membranas celulares das clulas, das quais ?roubado?. O capsdeo e o envelope guardam o frgil cido nucleico, DNA ou RNA.

Essa poro perifrica possibilita ao vrus identificar as clulas que ele pode parasitar e, em certos vrus, facilita a penetrao nas mesmas.

Os prons (ou pries), agentes sub-virais, no possuem cido nucleico. So protenas alteradas que tm a capacidade de converter protenas semelhantes, mas no alteradas, sua configurao insolvel, precipitando em cristais que causam danos s clulas.

O GENOMA VIRAL Os vrus e agentes sub-virais possuem apenas pouco cido nucleico, e at pouco tem- po acreditava-se que possuam apenas um deles, ou DNA ou RNA, entretanto, desco- briram-se vrus com DNA e RNA, ao mesmo tempo (os prons, agentes sub-virais, no possuem cido nucleico algum), diferente dos outros seres vivos, que possuem os dois (Claro que, o Protobionte tinha apenas RNA, e possvel que as nanobactrias tam- bm tenham apenas RNA, que nos outros seres vivos usado com o DNA para tradu- zir o cdigo, mas acredita-se que o RNA tambm possa conter traos genticos).

nessa poro central possuidora da informao gentica que esto contidas, em cdigo, todas as informaes necessrias para produo de outros vrus iguais.

DOENAS CAUSADAS POR VRUS Caxumba, sarampo, hepatite, dengue, poliomielite, febre amarela. Tambm h a gri- pe, que causada por uma variedade de vrus; a varicela ou catapora; varola; AIDS, que causada pelo HIV. Recentemente foi mostrado que o cncer cervical causado ao menos em parte pelo papilomavirus (que causa papilomas, ou verrugas), represen- tando a primeira evidncia significante em humanos para uma ligao entre cncer e agentes infectivos.

TRATAMENTO COMBATE E PREVENO Devido ao uso da maquinaria das clulas do hospedeiro, os vrus tornam-se difceis de matar. As mais eficientes solues mdicas para as doenas virais so, at agora, as vacinas para prevenir as infeces, e drogas que tratam os sintomas das infeces virais. Os pacientes freqentemente pedem antibiticos, que so inteis contra os vrus, e seu abuso contra infeces virais uma das causas de resistncia antibitica em bactrias.

PARASITAS Parasitas so organismos que vivem em associao com outros, das quais retiram os meios para a sua sobrevivncia, normalmente prejudicando o organismo hospedeiro, um processo conhecido por parasitismo.

Todas as doenas infecciosas e as infestaes dos animais e das plantas so causa- das por seres considerados, em ltima anlise, parasitas.

O efeito de um parasita no hospedeiro pode ser mnimo, sem lhe infectar as fun- es vitais, como o caso dos piolhos , at chegar a causar a sua morte, como o caso de muitos vrus e bactrias patognicas. Nesse caso extremo, o parasita normalmente

morre com o seu hospedeiro, mas em muitos casos, o parasita pode ter-se reproduzido e disseminado os seus descendentes, que podem ter infectado outros hospedeiros, perpe- tuando assim a espcie.

Algumas espcies so parasitas apenas durante uma fase do seu ciclo de vida: o cuco, por exemplo, parasita de outra ave apenas na fase de ovo e juvenil, enquanto que os adultos tm vida independente.

CLASSIFICAO Os parasitas podem classificar-se segundo a parte do corpo do hospedeiro que atacam: . Ectoparasitas atacam a parte exterior do corpo do hospedeiro; e . Endoparasitas vivem no interior do corpo do hospedeiro.

Outra forma de classificar os parasitas est ligada aos hospedeiros em cuja associao podem viver: - Parasitas obrigatrios atacam apenas os indivduos de uma nica espcie; e - Parasitas facultativos podem atacar indivduos de espcies diferentes, como o caso das sanguessugas e das carraas.

Os parasitas obrigatrios so considerados mais evoludos que os facultativos, uma vez que desenvolveram adaptaes para isso. Muitas vezes, um hospedeiro obrigat- rio desenvolve defesas contra um parasita e, se o parasita consegue desenvolver um mecanismo para ultrapassar essas defesas, pode levar a um processo chamado co- evoluo.

ADAPTAES DO PARASITA As adaptaes ao parasitismo so assombrosas - desde a transformao das peas bucais dos mosquitos num aparelho de suco, at a reduo ou mesmo desapareci- mento de praticamente todos os rgos, com exceo dos rgos da alimentao e os reprodutores, como acontece com as tnias e lombrigas.

Alguns parasitas so de tal forma modificados que se torna difcil associ-los a espcies afins que tm vida livre, como acontece com muitos crustceos (por exemplo, o rizocfalo).

Um outro caso de adaptao tem a ver com a forma de disseminao: nos casos do plsmdio da malria, a reproduo sexuada no se d dentro do hospedeiro, mas sim dentro de outra espcie que pode servir apenas de vetor para a infeco de outro hospedeiro.

PARASITOLOGIA TOXOPLASMOSE A toxoplasmose uma infeco causada pelo parasita Toxoplasma Goondi. A transmisso ocorre atravs da carne mal-passada, ou do contato com fezes de gatos contaminados. Outros animais domsticos, como ces ou pssaros, no transmitem o parasita, pois somente no gato o parasita completa seu ciclo evolutivo e torna-se capaz de infectar o homem. Sintomas inespecficos como febre, cansao, dor de garganta e aumento dos linfonodos podem ocorrer. A maioria dos adultos permanecem assintomticos. Na maioria dos casos, uma vez tendo adquirido a doena, a infeco no ocorre novamente.

Mulheres que criam gatos, que costumam comer carne mal-passada e que apre- sentarem os sintomas citados acima tm um risco aumentado para a infeco.

Nos Estados Unidos, aproximadamente dois teros das mulheres nunca tiveram a doena e correm o risco da infeco. Um exame de sangue pode determinar se a pessoa j foi afetada. O ideal seria que as mulheres realizassem o exame antes da gestao. Se a infeco for diagnosticada durante a gestao, outros testes sero necessrios para determinar se a infeco recente ou no. Muitas vezes, o teste de difcil interpretao e pode ser necessrio mand-lo a um laboratrio especial.

O Toxoplasma Goondi pode ser encontrado em carne mal-cozida, ovos crus e leite no pasteurizado. Gatos que comem carne crua e roedores podem ser infectados, e o parasita permanece vivo nas fezes dos gatos por duas semanas. Dessa forma, gestantes e mulheres que desejem engravidar no devem limpar ou trocar objetos com esses dejetos. Os ovos do parasita permanecem nas fezes dos gatos por 18 meses. Para evitar a infeco em gestantes deve-se: . cozinhar bem a carne;

A toxoplasmose congnita ocorre apenas quando as mulheres apresentam a infeco ativa durante a gestao. Em geral, no h risco para o feto quando a infeco ocorre mais de 6 meses antes da gestao. Mulheres com algum grau de imunodeficincia podem desenvolver a doena mais de uma vez.

O parasita da toxoplasmose conhecido por atravessar a placenta. Em cerca de 40% dos casos nos quais a gestante tem toxoplasmose, o beb infectado. As crianas que so infectadas durante a gestao apresentam toxoplasmose congnita. Nos Estados Unidos, 1 a 2 por 1000 bebs nascidos a cada ano apresentam a infeco. Algumas crianas com toxoplasmose congnita apresentaro problemas em rgos como crebro, olhos, corao, rins, fgado e bao. Os efeitos a longo prazo incluem convulses, retardo mental, paralisia cerebral, surdez e cegueira. Muitas crianas infectadas no tero problemas ao nascimento.

Quando a me infectada entre 10 e 24 semanas de gestao, o risco de seqelas importantes para o recm-nascido de 5 ou 6 por cento. Quando a me infectada em um perodo mais tardio da gestao, a chance de o beb apresentar seqelas muito pequena.

Sabendo-se que a infeco da gestante recente, h muitas formas de verificar se o feto foi afetado. O lquido que envolve o feto ou o sangue fetal podem ser examinados para determinar a presena da infeco. Entretanto, se o feto estiver infectado, esses exames no demonstram a gravidade da doena. Cerca de um tero dos bebs com toxoplasmose congnita apresentam problemas que podem ser diagnosticados pela ecografia. Aps o nascimento, um exame de sangue deve ser realizado pelo beb.

A toxoplasmose materna pode ser tratada com sucesso com determinados antibiti- cos. O diagnstico precoce e o tratamento diminuem a chance de infeco fetal. Caso o beb j tenha sido infectado, o tratamento com outras medicaes pode tornar a doena menos severa. Entretanto, o tratamento pode no prevenir os efeitos no beb. O tratamento durante o primeiro ano de vida pode ser muito til.

Bebs com toxoplasmose congnita geralmente no apresentam nenhuma alterao ao nascimento. Ainda assim, estudos a longo prazo mostram que mais de 90% desenvolvem problemas de cegueira, surdez e retardo de desenvolvimento. Esses sintomas podem surgir meses ou anos aps o nascimento. Por essa razo, crianas com toxoplasmose congnita devem ser tratadas durante o primeiro ano de vida e periodicamente examinadas.

ASCARIDASE Descrio - Doena parasitria do homem, causada por um helminto. Habitualmente, no causa sintomatologia, mas pode manifestar-se por dor abdominal, diarria, nuseas e anorexia. Quando h grande nmero de vermes, pode ocorrer quadro de obstruo intestinal. Em virtude do ciclo pulmonar da larva, alguns pacientes apresentam manifestaes pulmonares com broncoespasmo, hemoptise e pneumonite, caracterizando a sndrome de Lefler, que cursa com eosinofilia importante.

Modo de transmisso - Ingesto dos ovos infectantes do parasita, procedentes do solo, gua ou alimentos contaminados com fezes humanas.

Perodo de incubao - O perodo de incubao dos ovos frteis at o desenvolvimento da larva infectante (L3), no meio exterior e em condies favorveis de, aproxima- damente, 20 dias. O perodo pr-patente da infeco (desde a infeco com ovos embrionados at a presena de ovos nas fezes do hospedeiro) de 60 a 75 dias.

Perodo de transmissibilidade - Durante todo o perodo em que o indivduo portar o verme e estiver eliminando ovos pelas fezes. Portanto, longo quando no se institui o tratamento adequado. As fmeas fecundadas no aparelho digestrio podem produzir cerca de 200.000 ovos por dia. A durao mdia de vida dos vermes adultos de 12 meses. Quando os ovos embrionados encontram um meio favorvel, podem permanecer viveis e infectantes durante anos.

Complicaes - Obstruo intestinal, volvo, perfurao intestinal, colecistite, colelitase, pancreatite aguda e abscesso heptico.

Diagnstico - O quadro clnico apenas no a distingue de outras verminoses, havendo, portanto, necessidade de confirmao do achado de ovos nos exames parasitolgicos de fezes.

Diagnstico diferencial - Estrongiloidase, amebase, apendicite, pneumonias bacterianas, outras verminoses.

Medidas de controle ? a) Gerais - Medidas de educao sanitria e de saneamento bsico; b) Especficas - Evitar as possveis fontes de infeco, ingerir vegetais cozidos e lavar bem e desinfetar verduras cruas, higiene pessoal e na manipulao de alimentos. O tratamento em massa das populaes tem sido preconizado por alguns autores para reduzir a carga parasitria, entretanto, se no for associada a medidas de saneamento, a reinfeco pode atingir os nveis anteriores em pouco tempo.

GIARDASE Descrio - Infeco por protozorios que atinge, principalmente, a poro superior do intestino delgado. A maioria das infeces assintomtica e ocorre tanto em adultos quanto em crianas. A infeco sintomtica pode apresentar-se atravs de diarria, acompanhada de dor abdominal. Esse quadro pode ser de natureza crnica, caracterizado por dejees amolecidas, com aspecto gorduroso, acompanhadas de fadiga, anorexia, flatulncia e distenso abdominal. Anorexia, associada com m absoro, pode ocasionar perda de peso e anemia. No h invaso intestinal.

Agente etiolgico - Giardia lamblia, protozorio flagelado que existe sob as formas de cisto e trofozoto. O cisto a forma infectante encontrada no ambiente.

Reservatrio - O ser humano e alguns animais domsticos ou selvagens, como ces, gatos, castores.

Modo de transmisso - Fecal-oral. Direta, pela contaminao das mos e conseqente ingesto de cistos existentes em dejetos de pessoa infectada; ou indireta, atravs de ingesto de gua ou alimento contaminado.

Diagnstico - Identificao de cistos ou trofozotos no exame direto de fezes ou identificao de trofozotos no fluido duodenal, obtido atravs de aspirao. A deteco de antgenos pode ser realizada atravs do ELISA, com confirmao diagnstica. Em raras ocasies, poder ser realizada bipsia duodenal, com identificao de trofozotos.

Caractersticas epidemiolgicas - doena de distribuio mundial. Epidemias podem ocorrer, principalmente, em instituies fechadas que atendam crianas, sendo o grupo etrio mais acometido entre oito meses e 10 a 12 anos. A Giardia reconhecida como um dos agentes etiolgico da ?diarria dos viajantes? em zonas endmicas. Os cistos podem resistir at dois meses no meio exterior e so resistentes ao processo de clorao da gua. A infeco pode ser adquirida pela ingesto de gua proveniente da rede pblica, com falhas no sistema de tratamento, ou guas superficiais no tratadas ou insuficientemente tratadas (s por clorao). Tambm descrita a transmisso envolvendo atividades sexuais, resultante do contato oro-anal.

Medidas de controle: a) Especficas - Em creches ou orfanatos devero ser construdas adequadas instalaes sanitrias e enfatizada a necessidade de medidas de higiene pessoal. Educao sanitria, em particular desenvolvimento de hbitos de higiene - lavar as mos, aps uso do banheiro;

c) Isolamento - Pessoas com giardase devem ser afastadas do cuidado de crianas. Com pacientes internados, devem ser adotadas precaues entricas atravs de medidas de desinfeco concorrente para fezes e material contaminado e controle de cura, que feito com o exame parasitolgico de fezes, negativo no 7, 14 e 21 dias aps o trmino do tratamento.

TENASE/CISTICERCOSE Descrio - O complexo tenase/cisticercose constitui-se de duas entidades mrbidas distintas, causadas pela mesma espcie de cestdio, em fases diferentes do seu ciclo de vida. A tenase provocada pela presena da forma adulta da Taenia solium ou da Taenia saginata, no intestino delgado do homem. A cisticercose causada pela larva da Taenia solium nos tecidos, ou seja, uma enfermidade somtica. A tenase uma parasitose intestinal que pode causar dores abdominais, nuseas, debilidade, perda de peso, flatulncia, diarria ou constipao. Quando o parasita permanece na luz intestinal, o parasitismo pode ser considerado benigno e s excepcionalmente requer interveno cirrgica por penetrao em apndice, coldoco, ducto pancretico, devido ao cresci- mento exagerado do parasita. A infestao pode ser percebida pela eliminao espontnea nas fezes de proglotes do verme. Em alguns casos, podem causar retardo no crescimento e no desenvolvimento das crianas, e baixa produtividade no adulto. As manifestaes clnicas da cisticercose (larvas da Taenia solium) dependem da

localizao, tipo morfolgico, nmero de larvas que infectaram o indivduo, da fase de desenvolvimento dos cisticercos e da resposta imunolgica do hospedeiro. As formas graves esto localizadas no sistema nervoso central e apresentam sintomas neuropsiquitricos (convulses, distrbio de comportamento, hipertenso intracraniana) e oftlmicos.

Agente etiolgico - Taenia solium a tnia da carne de porco e a Taenia saginata a da carne bovina. Esses dois cestdeos causam doena intestinal (tenase) e os ovos da Taenia solium desenvolvem infeces somticas (cisticercose).

Reservatrio - O ser humano o nico hospedeiro definitivo da forma adulta da Taenia solium e da Taenia saginata. O suno domstico ou javali o hospedeiro intermedirio da T. solium e o bovino o hospedeiro intermedirio da T. saginata, por apresentarem a forma larvria (Cysticercus cellulosae e C. bovis, respectivamente) nos seus tecidos.

Modo de transmisso - A tenase adquirida atravs da ingesto de carne de boi ou de porco mal cozida, que contm as larvas. Quando o homem ingere, acidentalmente, os ovos de T. solium, adquire a cisticercose. A cisticercose humana por ingesto de ovos de T. saginata no ocorre ou extremamente rara.

Perodo de incubao - Da cisticercose humana, varia de 15 dias a anos aps a infeco. Para a tenase, em torno de 3 meses aps a ingesto da larva, o parasita adulto j encontrado no intestino delgado humano.

Perodo de transmissibilidade - Os ovos das tnias permanecem viveis por vrios meses no meio ambiente, que contaminado pelas fezes de humanos portadores de tenase.

Complicaes - Da tenase: obstruo do apndice, coldoco, ducto pancretico. Da cisticercose: deficincia visual, loucura, epilepsia, entre outros.

Diagnstico - clnico, epidemiolgico e laboratorial. Como a maioria dos casos de tenase oligossintomtico, o diagnstico comumente feito pela observao do paciente ou, quando crianas, pelos familiares. Isso porque os proglotes so eliminados espontaneamente e nem sempre so detectados nos exames parasitolgicos de fezes. Para se fazer o diagnstico da espcie, em geral, coleta-se material da regio anal e, atravs do microscpio, diferencia-se morfologicamente os ovos da tnia dos demais parasitas. Os estudos sorolgicos especficos (fixao do complemento,

imunofluorescncia e hemaglutinao) no soro e lquido cefalorraquiano confirmam o diagnstico da neurocisticercose, cuja suspeita feita atravs de exames de imagem (RX, tomografia computadorizada e ressonncia nuclear magntica de cisticercos calcificados). A bipsia de tecidos, quando realizada, possibilita a identificao microscpica da larva.

Caractersticas epidemiolgicas - A Amrica Latina tem sido apontada por vrios autores como rea de prevalncia elevada de neurocisticercose, que est relatada em 18 pases latino-americanos, com uma estimativa de 350.000 pacientes. A situao da cisticercose suna nas Amricas no est bem documentada. O abate clandestino de sunos, sem inspeo e controle sanitrio, muito elevado na maioria dos pases da Amrica Latina e Caribe, sendo a causa fundamental a falta de notificao. No Brasil, a cisticercose tem sido cada vez mais diagnosticada, principalmente nas regies sul e sudeste, tanto em servios de neurologia e neurocirurgia quanto em estudos anatomopatolgicos. A baixa ocorrncia de cisticercose em algumas reas do Brasil, como por exemplo nas regies norte e nordeste, pode ser explicada pela falta de notificao ou porque o tratamento realizado em grandes centros, como So Paulo, Curitiba, Braslia e Rio de Janeiro, o que dificulta a identificao da procedncia do local da infeco. O Ministrio da Sade registrou um total de 937 bitos por cisticercose no perodo de 1980 a 1989. At o momento no existem dados disponveis para que se possa definir a letalidade do agravo.

Medidas de controle: a) Trabalho educativo da populao - Uma das medidas mais eficazes no controle da tenase/cisticercose a promoo de extenso e permanente trabalho educativo nas escolas e nas comunidades. A aplicao prtica dos princpios bsicos de higiene pessoal e o conhecimento dos principais meios de contaminao constituem medidas importantes de profilaxia. O trabalho educativo da populao deve visar conscientizao, ou seja, a substituio de hbitos e costumes inadequados e adoo de outros que evitem as infeces;

b) Bloqueio de foco do complexo tenase/cisticercose - Foco do complexo tenase/ cisticercose pode ser definido como sendo a unidade habitacional com pelo menos: indivduos com sorologia positiva para cisticercose; um indivduo com tenase; um indivduo eliminando progltides; um indivduo com sintomas neurolgicos suspeitos de cisticercose; animais com cisticercose (suna/bovina). Sero includos no mesmo foco outros ncleos familiares que tenham tido contato de risco de contaminao. Uma vez identificado o foco, os indivduos devero receber tratamento com medicamento especfico;

c) Inspeo e fiscalizao da carne - Essa medida visa reduzir, ao menor nvel possvel, a comercializao ou o consumo de carne contaminada por cisticercos e orientar o produtor sobre medidas de aproveitamento da carcaa (salga, congelamento, graxaria, conforme a intensidade da infeco), reduzindo perdas financeiras e dando segurana para o consumidor;

d) Fiscalizao de produtos de origem vegetal - A irrigao de hortas e pomares com gua de rios e crregos, que recebam esgoto, ou outras fontes de guas contaminadas, deve ser coibida atravs de rigorosa fiscalizao, evitando a comercializao ou o uso de vegetais contaminados por ovos de Taenia;

e) Cuidados na suinocultura - Impedir o acesso do suno s fezes humanas e gua e alimentos contaminados com material fecal: essa a forma de evitar a cisticercose suna;

f) Isolamento - Para os indivduos com cisticercose ou portadores de tenase, no h necessidade de isolamento. Para os portadores de tenase, entretanto, recomenda-se medidas para evitar a sua propagao: tratamento especfico, higiene pessoal adequada e eliminao de material fecal em local adequado;

g) Desinfeco concorrente - desnecessrio, porm importante o controle ambiental atravs da deposio correta dos dejetos (saneamento bsico) e rigoroso hbito de higiene (lavagem das mos aps evacuaes, principalmente).

Este captulo teve como fontes de consulta: . Wikipedia - www.wikipedia.org . PDAMED - www.pdamed.com.br . Portal Farmcia - www.portalfarmacia.com.br

Nesse captulo ser apresentado o conceito bsico de patologia; conheceremos tambm a patologia de algumas doenas comuns, como a hemorragia e a tuberculose.

O QUE PATOLOGIA Para o estudante, a patologia deve ser encarada como uma introduo ao estudo (gr. ?logos?) da doena (gr. ?pathos?), que abordam principalmente o mecanismo de for- mao das doenas e tambm as causas, as caractersticas macro e microscpicas e as suas conseqncias sobre o organismo. Deve ser encarada como uma matria interessante, pois representa o primeiro contato com a terminologia mdica, e importante, j que a compreenso do mecanismo de formao das doenas que vai ser a base para a boa prtica clnica, potenciando diagnsticos e indicando teraputicas.

Para o bom clnico, a patologia representa um meio de apoio e de confirmao de diagnsticos.

Para o patologista (profissional treinado para reconhecer morfologicamente as le- ses), a patologia o estudo das leses decorrentes das doenas. Mas para o bom pato- logista, mais que um objetivo, o grande desafio entender a doena, isto , saber como e por que determinadas leses ocorrem em determinadas circunstncias, e quais as suas conseqncias. Isto explica por que muitas vezes um quadro patolgico muito ruim (para o paciente) desperta nos patologistas exclamaes de entusiasmo.

Para os cursos da rea mdica, a patologia um importante elo entre as disciplinas bsicas (anatomia, histologia, embriologia, fisiologia, microbiologia, bioqumica e parasitologia) e as profissionalizantes (clnicas, cirurgias, reproduo e inspeo de pro- dutos de origem animal).

uma alterao orgnica geralmente constatada a partir de alteraes na fun- o (sintomas) de determinado rgo ou tecido, decorrentes de alteraes bioqu- micas e morfolgicas causadas por alguma agresso, de tal maneira que so ultra- passados os limites de adaptao do organismo.

O paralelo com ?defeito na TV ou no carro? aceitvel, apenas diferindo em aqui se tratar de alterao em um ser vivo, i.e. envolver muito mais variveis, algumas das quais imensurveis. Assim, o estudo das doenas no uma cincia exata, precisa-se portanto saber interpretar os achados, no somente memorizar esque- mas, circuitos e decises.

PATOLOGIA DE ALGUMAS DOENAS COMUNS HEMORRAGIA Conceito = sada de sangue do espao intravascular (vasos e corao) para o compar- timento extravascular ou para fora do organismo.

Hemorragia por Rexe: sangramento por ruptura da parede vascular ou do cora- o, com sada do sangue em jato.

Principais causas : 2) Enfraquecimento da parede vascular (por leses do prprio vaso ou nas suas adjacncias - tuberculose / neoplasias malignas.

Hemorragia por diapedese : ocorre sem grande soluo de continuidade da pare- de do vaso, sendo que as hemcias saem dos capilares ou vnulas individualmente entre as clulas endoteliais, com afrouxamento da membrana basal. Normalmen- te, no h leso vascular microscopia ptica. Algumas causas : anxia, embolia gordurosa, alergia a penicilina (hipersensibilidade do tipo I).

Evoluo: as hemcias extravasadas podem sofrer lise ou serem fagocitadas por macrfagos.

Alteraes descritas so acompanhadas por alteraes da cor da leso hemorrgica: 1 dia = hematomas na derme ou subcutneo so vermelhos.

Hemorragia digestiva baixa: o sangue eliminado junto com as fezes sem trans- formao, por isso de cor vermelho-viva.

Hemorragia digestiva alta: hemoglobina (em contato com suco gstrico); hematina = sangue nas fezes escuro = melena. Sangue por pouco tempo no estmago (ex : ruptura de varizes no esfago) no digerido e tem cor vermelha = hematmese.

Conseqncias e complicaes da hemorragia: so variadas, dependendo da quanti- dade de sangue perdido, a velocidade da perda e do local afetado.

Principais conseqncias : 1) Choque hipovolmico: perda rpida de grande quantidade de sangue - 20% do volume corporal.

3) Asfixia: quando h hemorragia pulmonar importante, causando enchimento dos alvolos por sangue.

4) Tamponamento cardaco: especialmente por ruptura ventricular (infarto agu- do do miocrdio). Presso do sangue extravasado (igual ao do ventrculo) maior que a presso venosa atrial / veias cavas e pulmonares.

TUBERCULOSE O curso da infeco da tuberculose varia nas pessoas de acordo com a resistncia racial ou individual.Quanto maior a resistncia melhor ser a evoluo da doena.

ndios e negros possuem menor resistncia ao bacilo, gerando ento a tuberculose racial. J os brancos possuem maior resistncia ao bacilo, tendo pequeno ndice de tuberculose racial.

Existem pessoas com resistncia tuberculose de origem gentica, que no apresen- tam tuberculose mesmo em reas ricas em bacilos.

Fatores que alteram o curso da tuberculose: Ordem do parasita: Quantidade de bacilos (quanto maior o nmero de bacilos, maior a severidade da doena quanto a leses).

Virulncia dos bacilos (dentro de uma mesma cepa de bactrias existem diferen- tes virulncias provocando vrios cursos para a doena).

Ordem do hospedeiro: 1. Resistncia natural: Fatores raciais e individuais no que diz respeito hereditariedade. Quanto maior os casos de tuberculose na famlia, maior a chance de aquisio de tuberculose por outros componentes da famlia. Gmeos bi ou univitelinos tm 1/3 de chance de ter tuberculose se o irmo tiver a doena.

2. Fatores ambientais: Desnutrio, estresse fsico e psicolgico, fadiga, superpovoamento, condies de higiene e habitao, estado econmico, ocupao (mdicos e outros em reas de maior bacilos) predispem tuberculose.

Dois ou mais desses fatores podem estar associados, aumentando a chance de ocor- rncia da doena.

3. Doenas intercorrentes: Diabetes (com processo inflamatrio constante tem maior evoluo da tuberculose), alcoolismo (relacionado nutrio) e silicose (indi- vduos que trabalham em pedreiras).

4. Idade e sexo: Mulheres so mais susceptveis no perodo reprodutor (entre 18 e 40 anos).

Ambos tm igual susceptibilidade antes da puberdade. Crianas pequenas possuem menor resistncia tuberculose.

5. Resistncia adquirida: Imunidade e hipersensibilidade esto relacionadas ao curso da tuberculose e ao tratamento.

O bacilo tem lipides em grande quantidade na sua estrutura prpria. Alm disso, existem muitos protdeos e hidrocarbonetos (menor importncia). Tais lipides agri- dem e sensibilizam o organismo. Numa infeco posterior, o organismo reconhece o lipide e desenvolve uma reao imune contra o bacilo (certa imunidade). Isso foi estudado por Koch da seguinte forma: Pegou-se uma cobaia normal (nunca em conta- to com o bacilo) e nela foi injetada, na coxa, bacilos virulentos. Alguns dias depois, o ponto de inoculao desapareceu e apareceu um ndulo no lugar. Depois, tal ndulo sofreu ulcerao e o gnglio linftico prximo tornou - se aumentado. Depois houve disseminao do bacilo e a cobaia morreu.

Numa cobaia com tuberculose anterior fazia-se o mesmo procedimento. Entretanto, no havia ndulo e o ponto de inoculao aparentemente se curava. Tempos depois aparecia uma lcera a qual desaparecia gradualmente e se curava. Nesse caso, o gnglio no aumentava de tamanho e a tuberculose no se disseminava.

Esse processo foi chamado de fenmeno de Koch, explicado por um fenmeno alrgico que se desenvolve no indivduo previamente sensibilizado pela tuberculose. Cientistas atenuaram virulncia do bacilo e os inocularam no indivduo normal, causando sensibilizao da pessoa. Quando a pessoa entra em contato como bacilo, ocorre o que aconteceu com a segunda cobaia.

Isso tambm feito na Reao de Manteaux, introdrmica, para saber se a pessoa est ou no sensibilizada pelo bacilo.

A tuberculina uma protena produzida pelo bacilo. Ela injetada no indivduo pesquisado e h uma reao inflamatria. Dependendo do tempo e de como ocorre a reao, sabe-se se o paciente teve ou no infeco pelo bacilo. Reao positiva significa que houve sensibilizado e o inverso ocorre com a reao negativa.

O PPD (Derivado protico purificado) uma tuberculina purificada na Reao de Manteaux. Quando a reao positiva encontramos halo avermelhado e endurecido. Nesse caso, a pessoa est sensibilizada e no necessariamente doente.

Na vacina BCG h bacilos atenuados oriundos de leses de tuberculose. No Brasil, dava-se a vacina ao nascer, o que permitia que a prevalncia ficasse controlada (isso no ocorre atualmente).

Reaes teciduais Leses produtivas: caractersticas da tuberculose. Por isso so chamadas de le- ses especficas. Elas praticamente determinam a tuberculose e formam conglome- rados de histicitos modificados pela presena do bacilo. Essa modificao, morfolgica e funcional, chamada de clula epiteliide, j que se assemelha clula epitelial (entumescida, prximas uma das outras, sem substncia fundamental intercelular).

Esse conglomerado de histicitos chamado de granuloma, folculo de Kosten ou tu- brculo miliar.

Dependo da quantidade de bacilos e da virulncia do bacilo, o folculo pode se confluir com outros e a parte central pode sofrer necrose de caseificao; por isso recebe o nome necrose caseosa. Os bacilos que esto dentro do histicito promovem degenerao deste, gerando necrose de coagulao. Nesses ndulos no existe vascularizao. A necrose do folculo representa a patogenicidade do bacilo e a ausncia de vascularizao no ndulo.

Lesesexsudativas No pulmo muito comum, pois a fase de exsudao predomina na regio inflamada pelo bacilo.Toda a regio inflamada passa pela fase de leso exsudativa em maior ou menor quantidade.

Pode haver um comprometimento extenso do pulmo por leses exsudativas, promo- vendo descamao de histicitos e ida de lquido inflamatrio para o interior do alvolo.

Na superfcie tambm ocorrem leses exsudativas representadas por peritonite, endocardite do tipo exsudativa com complicaes em junes articulares, no peritnio e no epicrdio.

EVOLUO E INVOLUO DAS LESES Evolues: Progressivas: Caseificao de regio afetada. Ao redor da leso ocorre proliferao do tecido conjuntivo cicatricial. Mas se isso no ocorrer e o material caseoso sair da regio, deixa um orifcio na regio formando a caverna tuberculosa.

O bacilo vive bem em altas presses parciais de oxignio. Ento, h grande problema na tuberculose aberta, no qual contato com brnquio e excreo do cseo. A tubercu- lose aberta tambm problemtica pela freqente eliminao de gotculas de Pfluger, rica em bacilos resistentes dessecao. O bacilo se mistura com poeira e inalado por outras pessoas.

Involutiva: fibrose e calcificao das leses. Isso impede que o cseo saia da leso, tanto na leso exsudativa quanto na progressiva.

Na rea de fibrose pode haver hialinizao e calcificao. Alm disso, pode haver metaplasia ssea na rea da leso .

A grande porta de entrada da tuberculose a via respiratria. Atravs do pulmo a tuberculose vai se disseminar, atingindo at linfonodos.

Os histicitos podem confluir (seus citoplasmas) sem fundir os ncleos, originando as clulas gigantes langants, que so multinucleadas. Elas possuem ncleos centrais com gotculas de gordura e podem tambm estar no granuloma.

As nicas clulas sempre presentes no granuloma so os histicitos. Clulas epiteliides, clulas gigantes, halo linfocitrio (que se confunde com linfcitos do prprio linfonodo) podem ou no estar presentes.

REFLUXO GASTRO-ESOFGICO um conjunto de queixas que acompanha alteraes no esfago resultantes do reflu- xo (retorno) anormal do contedo estomacal para o esfago. Nuseas e vmitos no costumam ocorrer.

O esfago do adulto um canal de 35 a 40 cm, que liga a boca ao estmago. Ele elstico e na espessura de sua parede contm camadas musculares recobertas inter- namente por uma delicada pele com o nome de mucosa, parecida com o revestimento da boca. O incio do esfago fixa-se na parte inferior da garganta, desce pelo mediastino e cruza o diafragma atravs de um orifcio chamado hiato, poucos centmetros antes de se abrir no estmago. O mediastino a regio entre os dois pulmes e o diafragma uma calota muscular que divide o trax do abdome. O esfago tem ligamentos, para prend-lo junto ao hiato diafragmtico, que contribuem para formar um tipo de vlvu- la de reteno para impedir o refluxo do contedo gstrico para o esfago.

Quando o esfago desliza para cima mais que 2 a 3 cm, puxa o estmago e ambas as estruturas se deslocam para o trax. Decorre dessa alterao anatmica a hrnia hiatal que, por sua vez, prejudica a vlvula anti-refluxo. Quando o contedo do est- mago, em geral muito cido, atinge a mucosa esofgica, este tecido reage - inflama - originando a esofagite de refluxo.

A azia a principal queixa e seu nome tcnico pirose. Pode piorar, por exemplo, quando se dobra o peito sobre a barriga e quando se deita com o estmago cheio. referida como ardncia ou queimao, em algum ponto entre a ?boca do estmago? e o queixo, correndo por trs do esterno, o ?osso do peito?. A azia pode ser to intensa como uma dor no peito, causando impresso de infarto cardaco. Pode ocorrer tam-

bm um aumento da salivao, a sialorria, que um reflexo natural porque a deglutio dessa saliva alivia a queimao, como se fosse um anticido natural.

O refluxo a percepo da volta do contedo estomacal no sentido da boca, sem enjo ou vmito, freqentemente com azedume ou amargor. No raro determina tosse, pigarro e alteraes da voz. O engasgo - tosse forte e sbita, atrapalhando a respirao - pode despertar do sono e representar uma situao de refluxo gastro-esofgico. A ocorrncia de falta de ar com chiado ou miado no peito, como a asma, pode ser desencadeada pelo refluxo.

Sensaes, desde bola na garganta e desconforto ao engolir at fortes dores em aperto - espasmos - no meio do peito, representam uma desorganizao das contra- es faringo-esofgicas responsveis por levar ao estmago aquilo que ingerimos. Esses sintomas so considerados complicaes do refluxo e levam o nome geral de dismotricidade esofgica.

Na criana, ainda no primeiro ano de vida, pode ocorrer um refluxo gastro-esofgico excessivo levando devoluo da mamada, a engasgos, choro excessivo, sono inter- rompido e, quando repetitivo, predispe a infeces e distrbios respiratrios.

O relato do paciente adulto jovem pode levar ao diagnstico, sem necessidade de exames num primeiro evento. A radiografia da transio esofagogstrica, enquanto se deglute um contraste rdio-opaco, pode demonstrar tanto a hrnia, quanto o refluxo. A endoscopia digestiva superior um exame para visualizar o esfago, estmago e duodeno, passando um fino feixe de fibras ticas atravs da boca. A evoluo da qualidade dos equipamentos, da eficincia da anestesia local da garganta para evitar o reflexo do vmito e a sensao de asfixia, a eficcia e a segurana da sedao do paciente sem anestesia geral, tornaram a endoscopia um exame simplificado, do qual se acorda, no raro, perguntando quando vai ocorrer. Alm disso, pode ser repetida para controle de resultado de tratamento e, mais recentemente, para procedimentos teraputicos especiais. Uma tela recebe e amplifica com nitidez as imagens das reas sob inspeo direta, permitindo tambm fotos e filmes para reexaminar os achados. Pode mostrar a incompetncia da vlvula de reteno gastro-esofgica e a hrnia. O mais importante que permite ver manchas vermelhas, placas branquicentas e lce- ras, principalmente na mucosa do esfago inferior, sugestivas de graus variados da esofagite de refluxo. A endoscopia facilita a coleta de material dessas leses para exame microscpico, no qual se pode definir a inflamao, avaliar um potencial cancergeno e at diagnosticar o cncer.

A cintilografia do trnsito esfago-gstrico um mtodo que tem sido usado mais na criana. Administra-se uma mamadeira normal, contendo uma quantidade inofensiva de substncia radioativa. A cintilografia capta e registra imagens da radioatividade descendo para o estmago ou do estmago refluindo para o esfago. uma metodologia no invasiva, indolor e ambulatorial. Entretanto, pode no flagrar o refluxo, pois este no permanente.

O estudo da presso interna ao longo do esfago (Manometria) e a verificao do refluxo da acidez do estmago para o esfago (pHmetria de 24 horas) detectam variaes naturais e anormalidades capazes de diagnosticar a DRGE. So mtodos que chegaram rotina clnica h relativamente poucos anos. Precisam ser usados quando os demais tm resultados insatisfatrios e para estudar parmetros antes e depois do eventual tratamento cirrgico da doena do refluxo.

Em geral, o tratamento clnico, com medidas educativas associadas aos medicamen- tos. A vdeo-laparoscopia vem facilitando o mtodo cirrgico, aplicado a casos selecionados, com resultados muito bons.

Alm de combater a obesidade, importante evitar grandes volumes s refeies e de deitar nas primeiras duas horas seguintes. Algumas pessoas beneficiam-se de dormir numa cama elevada pelos ps da cabeceira, em 20 a 25 cm. Outras no se adaptam posio: incham os ps, doem as costas, etc. H controvrsias sobre restrio de diversos alimentos, particularmente ctricos, doces e gordurosos. Ajudam no controle dos sintomas algumas medidas, como: evitar a bebida alcolica, no deglutir lquidos muito quentes, ingerir um mnimo de lquidos durante ou logo aps as refeies, evitar a ingesto de ch preto e caf puro com estmago vazio.

Os medicamentos mais usados so os que diminuem o grau da acidez j lanada no estmago (os populares anticidos) e aqueles que inibem a produo de cido pelas clulas do estmago (?anticidos sistmicos?). Outros remdios de um grupo chamado de pr-cinticos destinam-se a facilitar o esvaziamento do contedo estomacal em direo ao intestino, minimizando a quantidade capaz de refluir para o esfago.

Uma queixa importante dos pacientes a recidiva dos sintomas, particularmente da azia, poucos dias aps o trmino dos medicamentos. Nesse momento, surge o questionamento do tratamento por tempo indeterminado ou do tratamento cirrgico.

Vale dizer que o tratamento clnico combate muito bem os sintomas, mas no modifica a hrnia hiatal e poucas vezes muda o refluxo gastro-esofgico, propriamente dito.

Na prtica clnica h a preveno da recidiva dos sintomas, que se resume no segui- mento das medidas ditas educativas institudas quando do primeiro tratamento.

SARAMPO O sarampo uma doena viral, infecto-contagiosa e atinge com mais severidade po- pulaes de baixo nvel scio-econmico.

O contgio acontece atravs de secrees respiratrias. Os indivduos expostos po- dem adquirir as infeces atravs de gotculas veiculadas por tosse ou espirro, por via area, podendo as partculas virais permanecerem por tempo relativamente longo no meio ambiente.

A transmisso inicia-se antes do aparecimento da doena e perdura at o quarto dia aps o aparecimento da erupo.

Antes da existncia da vacina, o sarampo era considerado uma doena incurvel. O perodo de incubao, geralmente, de 8 a 12 dias.

Quadro clnico O vrus se instala na mucosa do nariz e dos seios para se reproduzir e depois para ir para a corrente sangunea.

A indisposio que antecede a doena tem durao de trs a cinco dias e caracteriza- se por: febre alta;

Nesse perodo podem ser observadas na face interna das bochechas as manchas brancas, que so caractersticas da doena.

O ezantema maculopapular (pinta na pele) inicia-se na regio retro auricular, espa- lhando-se para a face, pescoo, membros superiores, tronco e membros inferiores. A febre persiste com o aparecimento do ezantema. No terceiro dia o ezantema tende a esmaecer, apresentando descamao fina com desaparecimento da febre, sendo a sua persistncia sugestiva de complicao.

A presena de gnglios manifestao comum do sarampo, em regio do pescoo e nuca. A diarria ocorrncia freqente em crianas com baixo nvel scio-econmico.

SARAMPO MODIFICADO Ocorre em crianas parcialmente imunizadas. Apresenta uma queda leve da doena. Pode ocorrer, ocasionalmente, aps a vacina contra o sarampo.

Diagnstico Complicaes Panencefalite esclerosante subaguda: complicao rara que acomete o sistema nervoso central aps sete anos da doena.

Tratamento uma doena autolimitada, no existindo tratamento especfico, requer cuidados es- peciais, tais como: Repouso;

Antitrmicos e analgsicos devem ser utilizados quando houver febre elevada e/ ou cefalia;

Tratar com antibiticos as complicaes bacterianas (otites, pneumonia, laringotraqueobronquite).

Preveno A vacina especfica protege 97% dos vacinados. indicada para todas as crianas que no tiveram a doena ou para aquela com dvidas a respeito. Ela pode ser vacinada aps o nono ms de vida.

As reaes vacina so: febre, coriza e/ou tosse leve e discreta; ezantema entre o quarto e o dcimo segundo dia pode ocorrer em 20% dos vacinados.

Contra-indicaes para vacinao Transfuso de sangue, plasma ou gamaglobulina h menos de seis semanas. (aguardar 3 meses a vacinao).

Prognstico CISTITE No homem, est geralmente associada obstruo urinria (problemas de prstata e pedras na bexiga).

Alguns fatores podem pior-la: Sintomas Tratamentomdico: Estima-se que de duas a seis em cada cem mulheres apresentam sintomas de cistite aguda e que 25% das mulheres tero cistite aguda em alguma poca de sua vida adulta.

As cistites decorrem da invaso da bexiga por bactrias de origem intestinal, que penetram no trato urinrio atravs da uretra.

Dos fatores anatmicos que explicam a maior propenso das mulheres a desenvolver cistites temos: . Proximidade entre o nus, a vagina e o orifcio de abertura do canal uretral. O orifcio uretral na mulher abre-se na vagina e esta se encontra bem prxima ao nus. Mesmo em mulheres com hbitos higinicos corretos, torna-se fcil a conta- minao da vagina por bactrias intestinais e a subseqente invaso da uretra.

. O canal uretral mede cerca de 25 cm no homem e de 3 cm na mulher. O pequeno comprimento da uretra na mulher torna muito mais fcil a invaso da bexiga por microorganismos vaginais.

A maioria das cistites so causadas por bactrias Gram negativas, aerbicas e dentre estas a Escherichia coli , sem dvida, a mais freqente (85% dos casos), seguida por klebsiella, proteus, pseudomonas. Dentre os gram positivos os mais comuns so: Staphylococus saprophyticus e os Enterococus.

importante salientar que o fato do germe penetrar na bexiga no significa, necessa- riamente, que haver uma cistite, pois normalmente existe equilbrio entre as foras invasoras e as defesas naturais do organismo.

Algumas mulheres tm uma predisposio maior para as cistites devido a deficincias nos mecanismos de defesa da bexiga.

As mulheres com cistite apresentam grande aumento do nmero de mices, com pequenos volumes de urina eliminados de cada vez, sensao de esvaziamento incom- pleto da bexiga, ardor na uretra, dor na bexiga que piora no final da mico, jato urinrio fraco e, algumas vezes, sangue vivo na urina.

Nem sempre todas as manifestaes esto presentes e a intensidade das mesmas pode variar.

importante dizer que muitos desses sintomas so comuns a outras doenas da via urinria; portanto, s com a cultura de urina positiva que se pode afirmar que a mulher tem cistite.

Embora em alguns casos de cistite possa ocorrer cura espontnea, a maioria das pacientes precisa ser tratada com drogas antimicrobianas. O tempo de tratamento varia de acordo com a intensidade e o tipo de medicao indicada.

Tratamentos inadequados (tipo de medicao e tempo inapropriados) so as principais causas de repetio ou de cronificao de cistites. O emprego de analgsicos e banhos de assento em gua quente podem atenuar os sintomas na fase aguda.

Algumas medidas simples podem reduzir de forma significativa as chances de a mulher ter cistites: . Mices freqentes: a mico representa um dos mecanismos de defesa mais importantes do trato urinrio contra a invaso de bactrias (o fluxo de urina ?lava? a bexiga e a uretra). Por isso, importante a ingesto de lquidos regularmente para produzir urina e principalmente urinar pelo menos a cada quatro horas.

. Higiene pessoal: a higiene feminina implica em cuidados com os orifcios anal, vaginal e uretral de modo a evitar que bactrias intestinais, eliminadas principal- mente por ocasio das evacuaes, penetrem na vagina e na uretra. Essas medi- das devem ser ensinadas na infncia e incluem o uso de gua corrente ou chuveirinho para lavar-se aps as evacuaes (no caso de no ser possvel, usar o papel higi- nico no sentido de frente para trs e nunca o contrrio). Os desodorantes ntimos devem ser evitados, pois podem causar irritao local.

. Roupas: devem ser evitadas roupas justas e calcinhas de material sinttico, pois impedem a circulao de ar na regio genital, tornando o ambiente favorvel ao crescimento de bactrias nocivas.

. Infeces vaginais: as infeces da vulva e vagina, que em geral se manifestam em todas as pacientes com propenso s cistites, tornam o local mais suscetvel ao de bactrias intestinais e portanto s cistites.

. Atividade sexual: algumas mulheres costumam apresentar cistites aps atividade sexual e, nesse grupos podem ser adotados cuidados preventivos que reduzem a incidncia de infeces: - Evitar relaes sexuais com a bexiga cheia (mas deve-se ?guardar? um pouco de urina na bexiga para urinar logo aps a relao).

- Dentro do possvel, estar bem lubrificada no momento da relao e, se isso for difcil, utilizar lubrificantes artificiais neutros. A falta de lubrificao facilita a leso do orifcio uretral e do revestimento da vagina.

- Evitar posies dolorosas, pois nesses casos pode estar havendo leso em algum ponto do revestimento vaginal.

- Evitar o coito anal, pois este um excelente ?veculo? para as bactrias intesti- nais at a vagina.

- Dentro do possvel, fazer higiene da regio anal e vaginal antes da relao, para diminuir a populao de bactrias nocivas.

PROSTATITE um problema comum no homem. As causas possveis so bactrias, vrus ou doen- as venreas.

Sintomas: . Sada de pus pela uretra Antibiticos . Evite automedicar-se! . No aceite sugestes de leigos; o tratamento inadequado de uma uretrite pode levar a conseqncias graves.

Este captulo teve como fontes de consulta: . Instituto de Cincias Biolgicas ? UFMG ? www.icb.ufmg.br/pat.patol.htm . Patologia On Line - www.patologiaonline.hpg.ig.com.br . ABC da Sade ? www.abcdasaude.com.br . Hospital Santa Lcia ? www.santalucia.com.br

Nesse captulo conheceremos as divises da farmacologia (farmacodinmica e farmacocintica), as vias de aplicao de medicamentos, os fatores que afetam a resposta aos medicamentos, a classificao de alguns frmacos e alguns conceitos bsicos de farmacologia.

O QUE FARMACOLOGIA Farmacologia a cincia que estuda o frmaco e como ele age no organismo desde a sua administrao at a sua eliminao. O estudo realizado sob os seguintes aspectos: - A natureza do frmaco (natural, sinttico) - Propriedades qumicas e fsico-qumicas

- Absoro - Distribuio - Metabolismo - Mecanismo de ao - Efeitos indesejveis / adversos - Eliminao ou excreo

DIVISES DA FARMACOLOGIA A farmacodinmica refere-se ao que o medicamento faz no organismo ? em que locais ele age, quais so seus mecanismos de ao e seus efeitos (teraputicos e/ou txi- cos). A farmacocintica o estudo da velocidade com que os frmacos atingem o stio de ao e so eliminados do organismo, bem como dos diferentes fatores que influen- ciam na quantidade de frmaco a atingir o seu stio. Basicamente, estuda os processos metablicos de absoro, distribuio, biotransformao e eliminao das drogas.

FARMACOLOGIA FARMACODINMICA Local de ao Mecanismo de ao Ao e efeitos Efeitos teraputicos Efeitos txicos O que o medicamento faz no organismo

FARMACOCINTICA FARMACOCINTICA Vias de administrao Absoro Distribuio Transformao/Metabolismo Eliminao Como o medicamento transita no organismo

Vias de administrao dos medicamentos A escolha da via de administrao (porta de entrada no organismo) o primeiro passo para que um medicamento possa fazer efeito.

Vias de administrao so as diferentes formas de aplicar um medicamento:

ViadeAdministrao FormasFarmacuticas Via Oral Comprimido, cpsula, pastilhas, drgeas, ps para reconstituio, gotas, xarope, soluo oral, suspenso Via Sublingual Comprimidos sublinguais Via Parenteral (injetvel) Solues e suspenses injetveis Via Cutnea (pele) Solues tpicas, pomadas, cremes, loo, gel, adesivos Via Nasal Spray e gotas nasais Via Oftlmica (olhos) Colrios, pomadas oftlmicas Via Auricular (ouvido) Gotas auriculares ou otolgicas, pomadas auriculares Via Vaginal Comprimidos vaginais, cremes, pomadas, vulos Via Retal Supositrios, enemas

COMO SE MODIFICA O MEDICAMENTO AO ENTRAR NO ORGANISMO ABSORO Para que o princpio ativo dos medicamentos possa atuar, necessrio que seja libera- do da forma farmacutica que o contm. A seguir deve ser absorvido para atingir a corrente sangnea.

Todos os medicamentos, seja qual for sua via de administrao, chegam at a corren- te sangnea, exceto alguns de uso local.

Os medicamentos administrados por via retal so absorvidos muito rapidamente. Por essa razo se utiliza, s vezes, essa via administrao em certas situaes de emer- gncia. Ex.: para parar a crise convulsiva em uma criana, o mais prtico adminis- trar-lhe diazepan por via retal. No caso da via intravenosa (I.V.), o medicamento administrado diretamente no sangue. Nesse caso no h absoro.

DISTRIBUIO Uma vez absorvido, o princpio ativo se distribui por meio do sangue para as diferentes partes do corpo. Chega nos ?stios especiais? de ao e ali comea a agir durante certo tempo. Ex.: o mdico receita salbutamol a uma pessoa com asma. Ela toma o comprimido por via oral e este se desmancha no estmago - desagregao. O ?prin-

cpio ativo? liberado - absorvido - passa para o sangue e chega at os brnquios nos pulmes - distribuio. Os brnquios se abrem, e o paciente respira melhor - efeito.

METABOLISMO Alguns medicamentos so eliminados pelo organismo tal como foram absorvidos. To- davia, a maioria deles se transforma no organismo. Essa transformao se chama metabolismo ou biotransformao e ocorre principalmente no fgado.

O metabolismo transforma o medicamento em um ou vrios metablitos. Um metablito pode ser, s vezes, mais ativo ou menos ativo que o medicamento inicial.

ELIMINAO Os medicamentos saem do corpo, da mesma forma que outras substncias, por exem- plo, os alimentos, por vias diferentes.

Alguns so eliminados diretamente pela urina. Outros passam primeiro pelo fgado (metabolismo), para depois serem eliminados pela urina, fezes, suor, lgrimas, leite ou pelo ar dos pulmes.

Todo esse percurso do medicamento, desde que o ingerimos at ser eliminado, leva certo tempo. Esse tempo varia de um medicamento para outro e determina o horrio e o nmero de vezes que devemos tom-lo, ou seja sua posologia.Por exemplo: Captopril 25 mg, via oral ? Tomar 1 cp de 12/12 h, por 30 dias.

Se passar mais tempo que o recomendado entre uma tomada e outra, restar pouco medicamento no nosso corpo, ficando em quantidade insuficiente para produzir o efei- to farmacolgico.

FATORES QUE AFETAM A RESPOSTA AOS MEDICAMENTOS A velocidade com que os medicamentos entram no organismo e dele saem varia ampla- mente entre diferentes pessoas. Muitos fatores podem afetar a absoro, a distribuio, o metabolismo, a excreo e o efeito final de determinada droga. Entre outras razes, as pessoas respondem de modo diverso aos medicamentos por causa de diferenas genticas ou da ingesto simultnea de dois ou mais medicamentos, que interagem entre si, ou ainda pela presena de molstias que influenciam os efeitos medicamentosos.

GENTICA Diferenas genticas (hereditrias) entre indivduos afetam a cintica das drogas, ou seja, a velocidade com que as drogas movimentam-se dentro do corpo. O estudo da influncia das diferenas genticas sobre a resposta s drogas chamado farmacogentica. Em razo de sua constituio gentica, algumas pessoas metabolizam medicamentos lentamente, promovendo um acmulo do medicamento no organismo, o que causa toxicidade. Outras pessoas possuem uma constituio gentica que faz com que metabolizem rapidamente as drogas. Determinado medicamento pode ser metabolizado com tanta rapidez que seus nveis no sangue nunca se tornam suficien- temente altos para que seja eficaz.

s vezes, diferenas genticas afetam de outra forma o metabolismo das drogas.Assim, por exemplo, nos nveis decorrentes da dose habitual, um medicamento pode ser metabolizado em velocidade normal, mas, quando administrado em doses mais altas ou no caso de outro medicamento que usa o mesmo sistema para seu metabolismo, o sistema pode estar sobrecarregado e a droga pode atingir nveis txicos. Para ter certe- za de que o paciente tomou medicamento suficiente para a ocorrncia do efeito teraputico com pouca toxicidade, os mdicos devem individualizar a terapia, isto , selecionar o medicamento certo; levar em considerao fatores como idade, sexo, esta- tura, dieta, raa e origem tnica da pessoa; e ajustar cuidadosamente a dose.

A presena de molstia, o uso simultneo de outros medicamentos e o limitado conhe- cimento acerca das interaes desses fatores complicam esse processo. A insuficin- cia das diferenas genticas sobre o modo com que os medicamentos afetam o corpo (farmacodinmica) muito menos comum que as diferenas no modo com que o corpo afeta os medicamentos (farmacocintica). Ainda assim, as diferenas genticas so particularmente importantes em certos grupos tnicos e raas.

Cerca de metade da populao dos Estados Unidos tem baixa atividade de Nacetiltransferase, uma enzima heptica que ajuda a metabolizar algumas drogas e muitas toxinas. Pessoas com baixa atividade dessa enzima metabolizam muitas dro- gas lentamente, as quais tendem a atingir nveis sangneos mais elevados e a perma- necer no corpo mais tempo que nas pessoas com atividade intensa de Nacetiltransferase.

Cerca de uma entre cada 1.500 pessoas tem baixos nveis de pseudocolinesterase, uma enzima do sangue que inativa drogas como a succinilcolina, que administrada com a anestesia para relaxar temporariamente os msculos. Embora a deficincia dessa enzima no seja comum, suas conseqncias so importantes. Se no for inativada, a succinilcolina causar paralisia dos msculos, inclusive os envolvidos na respirao. Essa situao pode exigir o uso prolongado de um ventilador mecnico.

A glicose-6-fosfato desidrogenase, ou G6PD, uma enzima normalmente presente nas hemcias, que protege essas clulas de certos agentes qumicos txicos. Cerca de 10% dos homens negros e uma porcentagem um pouco menor das mulheres negras tm deficincia de G6PD. Algumas drogas (por exemplo, a cloroquina, a pamaquina e a primaquina, usadas no tratamento da malria, e a aspirina, a probenecida e a vitamina K) destroem as hemcias em pessoas com deficincia de G6PD, causando anemia hemoltica.

Certos anestsicos provocam febre muito alta (transtorno chamado hipertermia malig- na) em cerca de uma entre cada 20.000 pessoas. A hipertermia maligna tem origem em um defeito gentico dos msculos, que os torna excessivamente sensveis a alguns anestsicos. Os msculos enrijecem, o corao dispara e a presso arterial cai. Embora no seja comum, a hipertermia maligna um problema que representa risco vida.

O sistema enzimtico P-450 o principal mecanismo do fgado para a inativao das drogas. Os nveis de atividade do P-450 determinam no apenas a velocidade com que as drogas so inativadas, como tambm o ponto a partir do qual o sistema enzimtico torna-se sobrecarregado. Muitos fatores podem alterar a atividade do P-450, e diferen- as na atividade desse sistema enzimtico influenciam profundamente os efeitos dos medicamentos. o que acontece, por exemplo, com o indutor do sono flurazepam: em pessoas com nveis enzimticos normais, os efeitos duram dezoito horas; em pessoas com baixos nveis da enzima, os efeitos podem se prolongar por mais de trs dias.

INTERAES MEDICAMENTOSAS Interaes medicamentosas so alteraes nos efeitos de um medicamento em razo da ingesto simultnea de outro medicamento (interaes do tipo medicamento-me- dicamento) ou do consumo de determinado alimento (interaes do tipo alimento- medicamento). Embora em alguns casos os efeitos de medicamentos combinados se- jam benficos, mais freqentemente as interaes medicamentosas so indesejveis e prejudiciais.

Tais interaes podem intensificar ou diminuir os efeitos de um medicamento ou agra- var seus efeitos colaterais. Quase todas as interaes do tipo medicamento-medica- mento envolvem medicamentos de receita obrigatria, mas algumas envolvem medi- camentos de venda livre (sem necessidade de receita), mais comumente aspirina, anticidos e descongestionantes.

O risco de ocorrncia de uma interao medicamentosa depende do nmero de medi- camentos usados, da tendncia que determinadas drogas tm para a interao e da quantidade tomada do medicamento. Muitas interaes so descobertas durante tes- tes de medicamentos. Mdicos, enfermeiras e farmacuticos podem reduzir a incidn- cia de problemas srios mantendo-se informados a respeito de interaes medicamentosas potenciais. Livros de referncia e programas de software de compu- tador podem ajudar.

O risco de uma interao medicamentosa aumenta quando no h coordenao entre a receita dos medicamentos e o fornecimento e a orientao de seu uso. As pessoas que esto aos cuidados de vrios mdicos esto em maior risco, porque um dos profis- sionais pode no ter conhecimento de todos os medicamentos que esto sendo toma- dos. O risco de interao medicamentosa pode ser reduzido pela utilizao de uma mesma farmcia, que aviar todas as receitas. Os medicamentos podem interagir de muitas formas. Um medicamento pode duplicar o efeito de outro ou se opor a ele, ou ainda alterar a velocidade de absoro, o metabolismo ou a excreo do outro medi- camento.

EFEITOS DE DUPLICAO s vezes dois medicamentos tomados simultaneamente tm efeitos similares, o que resulta em duplicao teraputica. Uma pessoa pode, por descuido, tomar dois medi- camentos com o mesmo ingrediente ativo. Isso ocorre comumente com medicamen- tos de venda livre. Por exemplo, a difenidramina ingrediente de muitos remdios para tratamento de alergia ou de resfriado; tambm o ingrediente ativo de muitos indutores do sono.

A aspirina pode ser ingrediente de remdios contra a gripe e de produtos para o alvio da dor. Mais freqentemente dois medicamentos similares, mas no idnti- cos, so tomados ao mesmo tempo. Em alguns casos, o mdico planeja isso, para que seja obtido um efeito maior. Assim, o mdico pode prescrever dois medica- mentos anti-hipertensivos para uma pessoa cuja presso alta de difcil controle. No tratamento de cncer, os mdicos s vezes prescrevem diversos medicamen- tos (quimioterapia combinada) para a obteno de um resultado melhor. Mas po- dem surgir problemas quando o mdico, inadvertidamente, prescreve medicamen- tos similares.

Os efeitos colaterais podem se tornar graves; por exemplo, podem ocorrer sedao e tontura excessivas quando uma pessoa toma dois sedativos diferentes (ou lcool ou outra droga que tenha efeitos sedativos).

EFEITOS OPOSTOS Dois medicamentos com aes opostas (antagonistas) podem interagir. o caso de drogas antiinflamatrias no-esterides (DAINEs), como o ibuprofeno, que, tomadas para combater a dor, fazem com que o organismo retenha sal e gua; os diurticos, por seu lado, ajudam a eliminar o excesso de sal e gua do organismo.

Se esses medicamentos forem tomados simultaneamente, o DAINE diminuir (far oposio, ou antagonizar) a eficcia do diurtico. Alguns medicamentos administra- dos para o controle da presso alta e da doena cardaca (por exemplo, betabloqueadores como o propranolol e o atenolol) antagonizam certos medicamen- tos administrados contra a asma (por exemplo, drogas estimulantes betaadrenrgicas, como o albuterol).

ALTERAES NA ABSORO Medicamentos tomados por via oral devem ser absorvidos atravs do revestimen- to do estmago ou do intestino delgado. Em alguns casos, os alimentos ou alguma droga podem reduzir a absoro de outra droga. Por exemplo, o antibitico tetraciclina no absorvido adequadamente se for tomado no perodo de uma hora aps a ingesto de clcio ou de alimentos que contenham clcio, como o leite e laticnios.

A obedincia a orientaes especficas - por exemplo, evitar alimentos por uma hora antes ou algumas horas depois de ter tomado um remdio, ou tomar os remdios com um intervalo de pelo menos duas horas - uma precauo importante.

ALTERAES NO METABOLISMO Muitos medicamentos so inativados por sistemas metablicos no fgado, como o sis- tema enzimtico P-450. Os medicamentos circulam atravs do organismo e passam pelo fgado, onde as enzimas atuam inativando as drogas ou alterando sua estrutura, de modo que os rins possam filtr-las. Algumas drogas alteram esse sistema enzimtico, fazendo a inativao de outra droga ocorrer com maior rapidez ou lentido que o habitual.

Assim, por exemplo, pelo fato de os barbitricos, como o fenobarbital, aumentarem a atividade enzimtica no fgado, drogas como a warfarina tornam-se menos eficazes quando tomadas durante o mesmo perodo. Por isso, os mdicos s vezes precisam aumentar a dose de certos medicamentos para compensar esse tipo de efeito. Mas se o fenobarbital for interrompido mais tarde, o nvel de outros medicamentos poder aumentar de forma drstica, levando a efeitos colaterais potencialmente graves.

As substncias qumicas presentes na fumaa do cigarro podem aumentar a atividade de algumas enzimas hepticas. por isso que o fumo diminui a eficcia de alguns analgsicos (como o propoxifeno) e de alguns medicamentos utilizados para proble- mas pulmonares (como a teofilina). A cimetidina, um medicamento utilizado em lce- ras, e os antibiticos ciprofloxacina e eritromicina so exemplos de drogas que retar- dam a atividade das enzimas hepticas, prolongando a ao da teofilina.

A eritromicina afeta o metabolismo da terfenadina e do astemizol (antialrgicos), le- vando a um acmulo potencialmente srio dessas drogas.

ALTERAES NA EXCREO Uma droga pode afetar a velocidade de excreo pelos rins de outra droga. Algumas drogas, por exemplo, alteram a acidez da urina, o que, por sua vez, afeta a excreo de outras drogas. Em grandes doses, a vitamina C pode ter esse efeito.

COMO REDUZIR O RISCO DE INTERAES MEDICAMENTOSAS . Tenha mo uma lista de todos os medicamentos que est tomando e periodica- mente discuta essa lista com seu mdico.

. Mantenha uma lista de todas as enfermidades clnicas que j o acometeram e periodicamente discuta essa lista com seu mdico.

. Selecione um farmacutico que proporcione servios abrangentes e faa com que todas as receitas sejam aviadas por ele.

. Aprenda o modo como os medicamentos devem ser tomados, em que hora do dia devem ser tomados e se podem ser tomados ao mesmo tempo que outros medica- mentos.

. Discuta o uso dos medicamentos de venda livre (sem necessidade de receita) com o farmacutico responsvel e discuta seus problemas clnicos e o uso de me- dicamentos de receita obrigatria que est tomando.

. Informe ao mdico qualquer sintoma que possa estar relacionado ao uso de um medicamento.

INTERAES DO TIPO MEDICAMENTO-DOENA A maioria dos medicamentos circula por todo o corpo; embora exeram a maior parte de seus efeitos em um rgo ou sistema especfico, tambm afetam outros rgos e sistemas. Um medicamento tomado por causa de um distrbio pulmonar pode afetar o corao, e um medicamento tomado para o tratamento de um resfriado pode afetar os olhos. Considerando que os medicamentos podem afetar outros problemas clnicos alm do que est sendo tratado, o mdico deve tomar conhecimento de todos os distrbios que porventura existam, antes de prescrever um novo medicamento. Dia- betes, presso arterial alta ou baixa, glaucoma, dilatao da prstata, controle defici- ente da bexiga e insnia so distrbios particularmente importantes.

FARMACODINMICA: SELETIVIDADE DA AO DOS MEDICAMENTOS FRMACO

A farmacodinmica descreve uma infinidade de modos pelos quais as substncias afe- tam o corpo. Depois de terem sido engolidos, injetados ou absorvidos atravs da pele, quase todos os medicamentos entram na corrente sangnea, circulam pelo corpo e interagem com diversos locais-alvo. Mas dependendo de suas propriedades ou da via de administrao, um medicamento pode atuar apenas em uma rea especfica do corpo (por exemplo, a ao dos anticidos fica em grande parte confinada ao estma- go). A interao com o local-alvo comumente produz o efeito teraputico desejado, enquanto a interao com outras clulas, tecidos ou rgos pode resultar em efeitos colaterais (reaes medicamentosas adversas).

SELETIVIDADE E NO-SELETIVIDADE Alguns medicamentos so relativamente no seletivos, atuando em muitos tecidos ou rgos diferentes. Exemplificando, a atropina, uma substncia administrada com o objetivo de relaxar os msculos no trato gastrointestinal, tambm pode relaxar os msculos do olho e do trato respiratrio, alm de diminuir a secreo das glndulas sudorparas e mucosas. Outros medicamentos so altamente seletivos e afetam prin- cipalmente um rgo ou sistema isolado.

UM ENCAIXE PERFEITO Um receptor de superfcie celular tem uma configurao que permite a uma substn- cia qumica especfica, por exemplo um medicamento, hormnio ou neurotransmissor, ligar-se ao receptor, porque a substncia tem uma configurao que se encaixa perfei- tamente no receptor.

Exemplificando, a digital, uma droga administrada a pessoas com insuficincia carda- ca, atua principalmente no corao para aumentar sua eficincia de bombeamento. Drogas sonferas se direcionam a certas clulas nervosas do crebro. Drogas antiinflamatrias no-esterides, como a aspirina e o ibuprofen, so relativamente seletivas, porque atuam em qualquer local onde esteja ocorrendo inflamao. Como as drogas sabem onde exercer seus efeitos? A resposta est em como elas interagem com as clulas ou com substncias como as enzimas.

RECEPTORES Muitas drogas aderem (ligam-se) s clulas por meio de receptores existentes na superfcie celular. A maioria das clulas possui muitos receptores de superfcie, o que permite que a atividade celular seja influenciada por substncias qumicas, como os medicamentos ou hormnios localizados fora da clula.

O receptor tem uma configurao especfica, permitindo que somente uma droga que se encaixe perfeitamente possa ligar-se a ele - como uma chave que se encaixa em uma fechadura. Freqentemente a seletividade da droga pode ser explicada por quo seletivamente ela se fixa aos receptores. Algumas drogas se fixam a apenas um tipo de receptor; outras so como chaves-mestras e podem se ligar a diversos tipos de receptores por todo o corpo. Provavelmente a natureza no criou os receptores para que, algum dia, os medicamentos pudessem ser capazes de ligar-se a eles.

Os receptores tm finalidades naturais (fisiolgicas), mas os medicamentos tiram van- tagem dos receptores. Exemplificando, morfina e drogas analgsicas afins ligam-se aos mesmos receptores no crebro utilizados pelas endorfinas (substncias qumicas naturalmente produzidas, que alteram a percepo e as reaes sensitivas). Uma classe de drogas chamadas agonistas ativa ou estimula seus receptores, disparando uma resposta que aumenta, ou diminui a funo celular.

Exemplificando, o agonista carbacol liga-se a receptores no trato respiratrio chama- dos receptores colinrgicos, fazendo com que as clulas dos msculos lisos se contraiam, causando broncoconstrio (estreitamento das vias respiratrias). Outro agonista, albuterol, liga-se a outros receptores no trato respiratrio, chamados receptores adrenrgicos, fazendo com que as clulas dos msculos lisos relaxem, causando broncodilatao (dilatao das vias respiratrias).

Outra classe de drogas, chamadas antagonistas, bloqueia o acesso ou a ligao dos agonistas a seus receptores. Os antagonistas so utilizados principalmente no bloqueio ou diminuio das respostas celulares aos agonistas (comumente neurotransmissores) normalmente presentes no corpo. Exemplificando, o antagonista de receptores colinrgicos ipratrpio bloqueia o efeito broncoconstritor da acetilcolina, o transmissor natural dos impulsos nervosos colinrgicos. Os agonistas e os antagonistas so utilizados como abordagens diferentes, mas complementares, no tratamento da asma.

O agonista dos receptores adrenrgicos albuterol, que relaxa os msculos lisos dos bronquolos, pode ser utilizado em conjunto com o antagonista dos receptores colinrgicos ipratrpio, que bloqueia o efeito broncoconstritor da acetilcolina. Um gru- po muito utilizado de antagonistas o dos beta-bloqueadores, como o propranolol. Esses antagonistas bloqueiam ou diminuem a resposta excitatria cardiovascular aos hormnios do estresse - adrenalina e noradrenalina; esses antagonistas so utilizados no tratamento da presso sangnea alta, angina e certos ritmos cardacos anormais.

Os antagonistas so mais efetivos quando a concentrao local de um agonista est alta. Esses agentes operam de forma muito parecida de uma barreira policial em uma auto-estrada. Um nmero maior de veculos parado pela barreira na hora do

?rush? que s 3 horas da madrugada. Do mesmo modo, beta-bloqueadores em doses que tm pouco efeito na funo cardaca normal podem proteger o corao contra elevaes sbitas dos hormnios do estresse.

ENZIMAS Alm dos receptores celulares, outros alvos importantes para a ao dos medi- camentos so as enzimas, que ajudam no transporte de substncias qumicas vitais, regulam a velocidade das reaes qumicas ou se prestam a outras fun- es de transporte, reguladoras ou estruturais. Enquanto as drogas que se direcionam para os receptores so classificadas como agonistas ou antagonistas, as drogas direcionadas para as enzimas so classificadas como inibidoras ou ativadoras (indutoras). Exemplificando, a droga lovastatina, utilizada no trata- mento de algumas pessoas que tm nveis sangneos elevados de colesterol, inibe a enzima HMG-CoA redutase, fundamental na produo de colesterol pelo corpo.

Quase todas as interaes entre drogas e receptores ou entre drogas e enzimas so reversveis,ou seja, depois de certo tempo a droga ?se solta? e o receptor ou enzima reassume sua funo normal. s vezes uma interao em grande parte irreversvel (como ocorre com omeprazol, uma droga que inibe uma enzima envolvida na secreo do cido gstrico), e o efeito da droga persiste at que o corpo manufature mais enzimas.

AFINIDADE E ATIVIDADE INTRNSECA Duas propriedades importantes para a ao de uma droga so a afinidade e a atividade intrnseca. A afinidade a atrao mtua ou a fora da ligao entre uma droga e seu alvo, seja um receptor ou enzima. A atividade intrnseca uma medida da capacidade da droga em produzir um efeito farmacolgico quando ligada ao seu receptor.

Medicamentos que ativam receptores (agonistas) possuem as duas proprieda- des; devem se ligar efetivamente (ter afinidade) aos seus receptores, e o com- plexo droga-receptor deve ser capaz de produzir uma resposta no sistema-alvo (ter atividade intrnseca). Por outro lado, drogas que bloqueiam receptores (an- tagonistas) ligam-se efetivamente (tm afinidade com os receptores), mas tm pouca ou nenhuma atividade intrnseca - sua funo consiste em impedir a interao das molculas agonistas com seus receptores.

POTNCIA E EFICCIA A potncia refere-se quantidade de medicamento (comumente expressa em miligra- mas) necessria para produzir um efeito, como o alvio da dor ou a reduo da presso sangnea. Exemplificando, se 5 miligramas da droga B alivia a dor com a mesma eficincia que 10 miligramas da droga A, ento a droga B duas vezes mais potente que a droga A. Maior potncia no significa necessariamente que uma droga melhor que a outra. Os mdicos levam em considerao muitos fatores ao julgar os mritos relativos dos medicamentos, como seu perfil de efeitos colaterais, toxicidade potenci- al, durao da eficcia (e, conseqentemente, nmero de doses necessrias a cada dia) e custo.

A eficcia refere-se resposta teraputica mxima potencial que um medicamento pode produzir. Exemplificando, o diurtico furosemida elimina muito mais sal e gua por meio da urina, que o diurtico clorotiazida. Assim, furosemida tem maior eficin- cia, ou eficcia teraputica, que a clorotiazida. Da mesma forma que no caso da po- tncia, a eficcia apenas um dos fatores considerados pelos mdicos ao selecionar o medicamento mais apropriado para determinado paciente.

TOLERNCIA A administrao repetida ou prolongada de alguns medicamentos resulta em tolern- cia - uma resposta farmacolgica diminuda. Tolerncia ocorre quando o corpo adapta- se contnua presena da droga. Comumente, so dois os mecanismos responsveis pela tolerncia: a) o metabolismo da droga acelerado (mais freqentemente porque aumenta a atividade das enzimas que metabolizam os medicamentos no fgado);

O termo resistncia utilizado para descrever a situao em que uma pessoa no mais responde satisfatoriamente a um medicamento antibitico, antiviral ou quimioterpico para o cncer. Dependendo do grau de tolerncia ou resistncia ocorrente, o mdico pode aumentar a dose ou selecionar um medicamento alter- nativo.

PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DOS MEDICAMENTOS Muitos dos medicamentos em uso corrente foram descobertos por pesquisas experi- mentais e pela observao em animais e seres humanos. As abordagens mais recentes ao desenvolvimento de um medicamento se baseiam na determinao das alteraes

bioqumicas e celulares anormais causadas pela doena e no planejamento de compos- tos que possam impedir ou corrigir especificamente essas anormalidades. Quando um novo composto se mostra promissor, comumente ele modificado muitas vezes para otimizar sua seletividade, potncia, afinidade pelos receptores e eficcia teraputica.

Tambm so considerados outros fatores ao longo do desenvolvimento dos medica- mentos, como se o composto absorvido pela parede intestinal e se estvel nos tecidos e lquidos do corpo. Idealmente, o medicamento deve ser efetivo ao ser toma- do por via oral (para a convenincia da auto-administrao), bem absorvido pelo trato gastrointestinal e razoavelmente estvel nos tecidos e lquidos do corpo, de modo que uma dose por dia seja adequada.

O medicamento deve ser altamente seletivo para seu local-alvo, de modo que tenha pouco ou nenhum efeito nos outros sistemas do organismo (efeitos colaterais mnimos ou ausentes). Alm disso, o medicamento deve ter potncia e eficcia teraputica em alto grau para que seja efetivo em baixas doses, mesmo nos transtornos de difcil trata- mento. No existe o remdio que seja perfeitamente efetivo e completamente seguro.

Portanto, os mdicos avaliam os benefcios e riscos potenciais dos medicamentos em cada situao teraputica que exija tratamento com medicamento de receita obrigatria. Mas s vezes alguns transtornos so tratados sem a superviso de um mdico; por exemplo, pessoas fazem auto tratamento com medicamentos de venda livre para pequenas dores, insnia, tosses e resfriados. Nesses casos, essas pessoas devem ler a bula fornecida com o medicamento, seguindo explicitamente as orientaes para seu uso.

CLASSIFICAO DE MEDICAMENTOS Depressores do sistema nervoso central (SNC) (anestsicos gerais, sedativos hipn- ticos, antiepilpticos, antiparkinsonianos, hipnoanalgsicos, analgsicos e antipirticos, outros analgsicos, antivertiginosos e antipruriginosos centrais) ? So frmacos que produzem analgesia, perda de conscincia, relaxamento muscular e reduo na ativi- dade reflexa mediante depresso no seletiva, mas reversvel, do SNC. Exemplo: ter, fenobarbital, diazepam, biperideno, morfina, ibuprofeno, cido mefnamico.

Estimulantes do SNC (analpticos, psicoestimulantes e nootrpicos) ? Esses frmacos exercem sua ao atravs do estmulo no seletivo do SNC. Alguns produzem estmu- lo intenso; outros, estmulo fraco. Exemplo: cafena.

Frmacos psicotrpicos (sedativos ansiolticos, antipsicticos, antidepressivos e para sintomatologia neurovegetativa) ? So modificadores seletivos do SNC usados no tratamento de distrbios psquicos. Tambm chamados de psicofrmacos, incluem

frmacos que deprimem ou estimulam seletivamente a atividade mental. Exemplos: alprazolam, haloperidol, citalopram.

Frmacos que atuam no sistema nervoso perifrico (SNP) (anestsicos locais) ? Bloqueiam reversivelmente a gerao e a conduo de impulsos ao longo de uma fibra nervosa. Exemplo: lidocana.

Miorrelaxantes (centrais e perifricos) ? So frmacos usados para relaxar os espas- mos que acompanham as sndromes musculares crnicas dolorosas. Exemplo: orfenadrina.

Espasmolticos (anticolinrgicos e musculotrpicos) ? Chamados tambm de antiespasmdicos, so frmacos que reduzem o tnus e a motilidade dos aparelhos gastrointestinal e geniturinrio. Exemplo: atropina.

Antialrgicos (anti-histamnicos, glicocorticides e outros) ? So utilizados para com- bater alergias. Exemplo: dexclorfeniramina.

Antiinfecciosos (anti-spticos, antiprotozorios, antifngicos, sulfonamidas, tuberculostticos e hansenostticos, quimioterpicos para respiratrio, urinrio e antivirais, antibiticos e imunoestimulantes) ? Frmacos utilizados no tratamento de doenas infecciosas. Ex.: Triclosana, quinina, nistatina, cirpofloxacino, aciclovir, amoxicilina.

Antibiticos - Antibacterianos: matam bactrias (ex: penicilina, amoxilina, cefalexina, tetraciclina, amicacina); antifngicos: matam fungos (ex: nistatina, cetoconazol, anfotericina, miconazol, fluconazol); antiparasitrios: matam vermes, piolhos (ex: cloroquina, mebendazol, albendazol, metronidazol, secnidazol, tinidazol, permetrina); anti-virais: matam vrus (ex.: aciclovir, ribavirina, zidovudina).

Antiinflamatrios ? Combatem processos de inflamao, cujos sintomas so dor, ru- bor, calor e perda de sensibilidade. Esses frmacos so divididos em dois grandes grupos: esteroidais e no esteroidais. Esterides: dexametasona, hidrocortisona, prednisona, cortisona. No esterides: AAS, dipirona, paracetamol, diclofenaco de sdio e potssio, nimesulida, piroxican.

Cardiovasculares (para ICC, antiarrtmicos, dilatadores de vasos coronarianos, anti- hipertensivos, contra aterosclerose, antivaricosos, vasoconstritores e vasodilatadores) ? So aqueles empregados na preveno ou tratamento de doenas cardiovasculares. Exemplos: digoxina, propranolol, anlodipino, atenolol, nimodipino.

Frmacos do sangue (antianmicos, antineutropnicos, coagulao sangunea e hemostpticos, sangue e fraes e substitutos do sangue) ? Tambm denominados agentes hematolgicos, so substncias que atuam no sangue ou substituem algum de seus componentes. Exemplos: cido flico, varfarina.

Frmacos do trato gastrointestinal (anti-secretores, anticidos, catrticos, antiinfecciosos do TGI, antidiarricos, antiprotozorios para distrbios GI, digestivos, antiemticos e emticos) ? So utilizados no tratamento dos distrbios e doenas que afetam o sistema digestivo, principalmente o estmago e o intestino. Exemplos: ranitidina, hidrxido de alumnio, leo de rcino, albendazol, loperamida, metronidazol, bromoprida.

Frmacos do aparelho respiratrio (antitussgenos, expectorantes, antiasmticos, tensoativos para distrbios pulmonares) ? Utilizados no combate das doenas respira- trias. Exemplos: acetilcistena, gaifenesina, pseudoefedrina, salbutamol.

Agentes antineoplsicos (alquilantes, antimetablitos, compostos de platina, antibi- ticos, produtos vegetais, hormnios e anlogos e diversos) ? So quimioterpicos usados no tratamento do cncer. Exemplo: metotrexato.

Metabolismo e nutrio (anorexgenos e antiobesidade, antiastnicos energticos, dietticos, antilipmicos, lipotrpicos, antidiabticos, anabolizantes, hipotireoidismo, hipertireoidismo, cido rico, hormnio do crescimento) ? So frmacos que interfe- rem no metabolismo e nutrio. Exemplos: sibutramina, sinvastatina, insulinas.

Interferentes no metabolismo da gua e eletrlitos (diurticos, hormnio antidiurtico e anlogos, mineralocorticides, fornecedores de gua e minerais, acidificantes, alcalinizantes, resinas permutadoras de ons). Exemplos: hidroclorotiazida, bicarbona- to de sdio.

Vitaminas (lipossolveis, hidrossolveis, multivitamnicos com ou sem minerais, coenzimas) ? Substncias essenciais ao metabolismo normal dos seres vivos, sendo necessrias em quantidades muito pequenas. Exemplos: vitaminas A, B, C, D, E, K.

Distrbios hormonais (masculinos, femininos, gonadotrofinas e seus estimulantes, antagonistas da gonadotrofina e inibidores de prolactina, estimulantes e relaxantes uterinos) ? Exemplos: testosterona, estradiol.

Agentes imunizantes (soros, imunoglobulinas e vacinas) ? So substncias utilizadas para aumentar a imunidade dos seres humanos. Exemplo: vacinas.

Preparaes para pele e mucosas (antiinfecciosos, antiinflamatrios locais, antiprurticos e anestsicos locais, adstringentes, detergentes, emolientes, demulcentes e proteto- res, queratolticos e queratoplsticos e outros) ? Exemplos: clotrimazol, capsaicina, uria, cido azelico, hidroquinona.

Medicamentos oftlmicos, otolgicos e nasofarngeos ? So utilizados topicamente tanto em infeces quanto em outros quadros clnicos que afetam o olho, ouvido, nariz e garganta. Exemplo: pilocarpina.

Anti-reumticos (AINE's, corticosterides, antigotosos) ? So utilizados no tratamento de doenas das articulaes. Exemplos: piroxiam, prednisona, alopurinol.

Imunossupressores ? Utilizados para diminuir as reaes imunolgicas responsveis pelas manifestaes clnicas que ocorrem aps transplantes de rgos ou da medula ssea. Exemplo: ciclosporina.

Diversos e outros (auxiliares de diagnstico, antdotos, agentes quelantes, reteno urinria, disfuno ertil, dissuadores de lcool, abandono do tabagismo, induo do parto, odontolgicos, geritricos e tnicos, DIU's, espermicidas e testes de gravidez).

ALGUNS CONCEITOS BSICOS DE FARMACOLOGIA Frmaco (pharmacon = remdio): substncia qumica com estrutura qumica conheci- da, usada para beneficiar o organismo.

Medicamento (medicamentum = remdio): preparao usando-se drogas de ao farmacolgica benfica, comprovadas cientificamente. Todo medicamento um frmaco, mas nem todo frmaco um medicamento.

Droga (drug = remdio, medicamento, droga): qualquer substncia qumica com es- trutura qumica conhecida, capaz de provocar alteraes no organismo. Pode ser be- nfica (frmaco) ou malfica (txico).

Remdio (re = novamente; medior = curar): substncia animal, vegetal, mineral ou sinttica; procedimento (ginstica, massagem, acupuntura, banhos); f ou crena; influncia: usados com inteno benfica.

Placebo (placeo = agradar): tudo o que feito com inteno benfica para aliviar o sofrimento: frmaco/medicamento/droga/remdio (em concentrao pequena ou mesmo na sua ausncia), a figura do mdico (feiticeiro).

Absoro: a passagem do frmaco do local em que foi administrado para a circulao sistmica. Constitui-se do transporte da substncia atravs das membranas biolgi- cas. Tratando-se da via de administrao intravenosa, no se deve considerar a ab- soro, uma vez que, neste caso, o frmaco administrado diretamente na corrente sangnea.

Alguns fatores influenciam a absoro, tais como: caractersticas fsico-qumicas da droga, veculo utilizado na formulao, perfuso sangnea no local de absoro, rea de absoro qual o frmaco exposto, via de administrao, forma farmacutica, entre outros.

As principais vias de administrao de frmacos so: via oral (a mais usada), via intravenosa, via intramuscular, via subcutnea, via retal. Cada uma dessas vias possui caractersticas prprias, que influenciam na absoro.

Aps a absoro do frmaco, uma frao deste geralmente se liga a protenas plasmticas (principalmente a albumina) ou protenas de tecidos, formando um com- plexo reversvel. A outra frao circula livremente pelo fluido biolgico. importante frisar que apenas a poro livre, dissolvida no plasma, farmacologicamente ativa. O complexo protena-frmaco atua como um reservatrio do frmaco no sangue. Essa relao droga ligada/droga livre definida por um equilbrio. A ligao protica geral- mente inespecfica, variando de acordo com a afinidade do frmaco pela protena. Desse fato que se explica o deslocamento de um frmaco por outro de maior afinida- de pela protena.

Biodisponibilidade: indica a quantidade de drogas que atinge seu local de ao ou um fluido biolgico de onde tem acesso ao local de ao. uma frao da droga que chega circulao sistmica.

Bioequivalncia: a equivalncia farmacutica entre dois produtos, ou seja, dois pro- dutos so bioequivalentes quando possuem os mesmos princpios ativos, dose e via de administrao, e apresentam estatisticamente a mesma potncia.

Distribuio: a passagem de um frmaco da corrente sangnea para os tecidos. A distribuio afetada por fatores fisiolgicos e pelas propriedades fsico-qumicas da substncia. Os frmacos pouco lipossolveis, por exemplo, possuem baixa capacidade de permear membranas biolgicas, sofrendo assim restries em sua distribuio. J

as substncias muito lipossolveis podem se acumular em regies de tecido adiposo, prolongando a permanncia do frmaco no organismo. Alm disso, a ligao s protenas plasmticas pode alterar a distribuio do frmaco, pois pode limitar o acesso a locais de ao intracelular.

Biotransformao ou metabolismo: a transformao do frmaco em outra(s) substncia(s), por meio de alteraes qumicas, geralmente sob ao de enzimas inespecficas. A biotransformao ocorre principalmente no fgado, nos rins, nos pul- mes e no tecido nervoso. Entre os fatores que podem influenciar o metabolismo dos frmacos esto as caractersticas da espcie animal, a idade, a raa e fatores genti- cos, alm da induo e da inibio enzimticas.

Induo enzimtica: uma elevao dos nveis de enzimas (como o complexo Citocromo P450) ou da velocidade dos processos enzimticos, resultantes em um metabolismo acelerado do frmaco.

Alguns frmacos tm a capacidade de aumentar a produo de enzimas ou de aumen- tar a velocidade de reao das enzimas. Como exemplo, podemos citar o Fenobarbital, um potente indutor que acelera o metabolismo de outros frmacos quanto estes so administrados concomitantemente.

Inibio enzimtica: caracteriza-se por uma queda na velocidade de biotransformao, resultando em efeitos farmacolgicos prolongados e maior incidncia de efeitos txi- cos do frmaco. Essa inibio em geral competitiva. Pode ocorrer, por exemplo, entre duas ou mais drogas competindo pelo stio ativo de uma mesma enzima.

Metablito: o produto da reao de biotransformao de um frmaco. Os metablitos possuem propriedades diferentes das drogas originais. Geralmente, apresentam ativi- dade farmacolgica reduzida e so compostos mais hidroflicos, portanto, mais facil- mente eliminados. Em alguns casos, podem apresentar alta atividade biolgica ou propriedades txicas.

Excreo ou eliminao: a retirada do frmaco do organismo, seja na forma inalterada ou na de metablitos ativos e/ou inativos. A eliminao ocorre por diferentes vias e varia conforme as caractersticas fsico-qumicas da substncia a ser excretada.

Tempo de Meia-vida (T1/2): o tempo necessrio para que a concentrao plasmtica de determinado frmaco seja reduzida pela metade. Supondo ento que a concentra- o plasmtica atingida por certo frmaco seja de 100 mcg/mL e que sejam necess- rios 45 minutos para que essa concentrao chegue a 50 mcg/mL, a sua meia-vida de 45 minutos.

Efeito de primeira passagem (EPP ou FPE): o efeito que ocorre quando h biotransformao do frmaco antes que este atinja o local de ao. Pode ocorrer na parede do intestino, no sangue mesentrico e, principalmente, no fgado.

Steady state ou estado de equilbrio estvel: o ponto em que a taxa de eliminao do frmaco igual taxa de biodisponibilidade, ou seja, quando o frmaco encontra- se em concentrao constante no sangue.

Clearance ou depurao: a medida da capacidade do organismo em eliminar um frmaco. Essa medida dada pela soma da capacidade de biotransformao de todos os rgos metabolizados. Assim, se um frmaco biotransformado nos rins, fgado e pulmes, o clearance total a soma da capacidade metabolizadora de cada um desses rgos, isto , a soma do clearance heptico com o clearance renal com o clearance pulmonar.

Terapia de dose nica: nesta, a administrao da dose seguinte se d quando toda a dose anterior eliminada. Ou seja, o intervalo entre as doses deve ser um tempo suficiente para que o organismo elimine totalmente a dose anterior (em geral, um tempo maior que 10 meias-vidas). Dessa forma, no h acmulo de frmaco na circu- lao.

Terapia de dose mltipla: neste caso, ao contrrio daquilo que ocorre em doses nicas, o intervalo entre doses menor do que aquele necessrio para a eliminao da dose anterior. Por isso, ocorre acmulo da droga no sangue, at que se atinja o equilbrio (steady state).

Dose de ataque ou inicial: a dose de determinado frmaco que deve ser administra- da no incio do tratamento, com o objetivo de atingir rapidamente a concentrao efetiva (concentrao-alvo).

Dose de manuteno: a dose necessria para que se mantenha uma concentrao plasmtica efetiva. Utilizada na terapia de dose mltipla, manter a concentrao no estado de equilbrio estvel (steady state).

Pico de concentrao plasmtica: a concentrao plasmtica mxima atingida pelo frmaco aps a administrao oral.

Curva de concentrao plasmtica: o grfico em que se relaciona a concentrao plasmtica do frmaco versus o tempo decorrido aps a administrao. A rea sob a curva ou extenso da absoro um parmetro farmacocintico, utilizado para deter- minar a quantidade de droga aps a administrao de uma nica dose.

Compartimento central: a soma do volume plasmtico com o lquido extracelular dos tecidos altamente perfundidos (como pulmes, corao, fgado), onde a concentrao da droga difundida instantaneamente.

Compartimento perifrico: formado por tecidos de menor perfuso, este precisa de mais tempo para que seja atingido um equilbrio de concentrao. So tecidos como os msculos, a pele, tecido gorduroso, entre outros.

GRUPOS FARMACOLGICOS ANTIINFLAMATRIOS ANALGSICOS PRINCIPAIS GRUPOS ANALGSICOS: Salicilatos (A A S);

ANTIBITICOS No devem ser usados quando: PRINCIPAIS GRUPOS DE ANTIBITICOS Penicilinas - grande espectro. Amoxicilina.

ANTIFNGICOS Dois tipos de infeces por fungos: ANTIINFECCIOSOS Fazem parte: antibiticos, antifngicos e antivirais.

AO DOS MEDICAMENTOS SOBRE O ORGANISMO SISTEMA CIRCULATRIO Insuficincia Cardaca - aumentar a fora contrtil do corao - Digitlicos (plan- tas): Digoxina; Inotrpicos: Dopamina.

SISTEMA RESPIRATRIO Descongestionamento nasal - associao de substncias qumicas que aliviam sintomas da gripe e resfriados.

Antitussgenos: ao central (centro da tosse) - Codena e ao perifrica (vias respiratrias) ? Acetilcistena.

SISTEMA DIGESTRIO SISTEMA URINRIO Natriurtico - perda de sdio e gua: Furosemida Osmtico - perda de gua: Manitol e Sorbitol.

Este captulo teve como fontes de consulta: . Manual Merck - http://www.geocities.com/basile_farmacologia/ introducao.html (editores: Ricardo P. Basile/Aulus Conrado Basile)

A qumica uma das disciplinas que compem as cincias farmacuticas. Neste captulo voc vai saber o que qumica medicinal e sua importncia para a produo de frmacos, bem como o papel essencial da fsico-qumica na formulao de medicamentos e o poder da ao de substncias qumicas no nosso organismo.

ESTUDANDO OS FENMENOS QUMICOS Quando uma folha de rvore exposta luz do sol e iniciado o processo da fotossntese, o que est ocorrendo qumica. Quando o nosso crebro processa milhes de informaes para comandar nossos movimentos, nossas emoes ou nossas aes, o que est ocorrendo qumica.

A qumica est presente em todos os seres vivos. O corpo humano, por exemplo, uma grande usina qumica. Reaes qumicas ocorrem a cada segundo para que o ser humano possa continuar vivo. Quando no h mais qumica, no h mais vida.

H muitos sculos, o homem comeou a estudar os fenmenos qumicos. Os antigos alquimistas buscavam principalmente a transmutao de metais e o elixir da longa vida. Mas o fato que, ao misturar extratos de plantas e substncias

retiradas de animais, nossos primeiros qumicos tambm j estavam procurando encontrar poes que curassem doenas ou pelo menos aliviassem as dores dos pobres mortais. Com seus experimentos, eles davam incio a uma cincia que amplia constantemente os horizontes do homem. Com o tempo, foram sendo descobertos novos produtos, novas aplicaes, novas substncias. O homem foi aprendendo a sintetizar elementos presentes na natureza, a desenvolver novas molculas, a mo- dificar a composio de materiais. A qumica foi se tornando mais e mais importante at ter uma presena to grande em nosso dia-a-dia, que ns nem nos damos mais conta do que ou no qumica.

O que sabemos, no entanto, que sem a qumica a civilizao no teria atingido o atual estgio cientfico e tecnolgico que permite ao homem sondar as fronteiras do universo, deslocar-se velocidade do som, produzir alimentos em pleno deserto, tornar potvel a gua do mar, desenvolver medicamentos para doenas antes consideradas incurveis e multiplicar bens e produtos cujo acesso era restrito a poucos privilegiados. Tudo isso porque qumica vida!

A QUMICA DA SADE A qumica est presente em praticamente todos os medicamentos modernos. Sem ela, os cientistas no poderiam sintetizar novas molculas, que curam do- enas e fortalecem a sade humana. Mas a aplicao da qumica vai alm dos medicamentos. Ela cerca o homem de outros cuidados que prolongam e prote- gem a vida. Fornecedor de uma quantidade fantstica de produtos bsicos para outras indstrias, o setor qumico tambm desenvolveu matrias-primas espec- ficas para a medicina. Vlvulas cardacas, prteses anatmicas, seringas descartveis, luvas cirrgicas, recipientes para soro, tubos flexveis e atxicos e embalagens para coleta e armazenamento de sangue so apenas alguns dos exem- plos dos produtos de origem qumica que revolucionaram a medicina. Hospitais, clnicas, laboratrios, enfermarias e unidades de terapia intensiva tm na qumi- ca uma parceira indispensvel. Os modernos equipamentos utilizados em cirurgi- as ou diagnsticos foram fabricados com matrias-primas qumicas. Avanados desinfetantes combatem o risco de infeces. Reagentes aceleram o resultado de exames laboratoriais.

QUMICA MEDICINAL Quando temos uma dor de cabea, temos a certeza de que tomando uma aspirina provavelmente entre 15 e 30 minutos a dor acabar. E certamente, a menos que tomemos outra aspirina em poucas horas, a dor voltar.

Nesse fato corriqueiro, podemos notar a dinmica do alvio da dor. Primeiramente, a administrao e absoro do frmaco no organismo, em seguida a distribuio deste frmaco pelo corpo, subseqentemente a interao do frmaco com o receptor no organismo, fato este responsvel pela ao farmacolgica, e ento a eliminao do frmaco do organismo.

E o que a qumica tem a ver com isso? A importncia da anlise dos mecanismos de ao dos frmacos est relacionada ao entendimento das interaes qumicas e fsicas entre o frmaco e o seu alvo na clula (receptor biolgico). Por meio de uma anlise completa da doena em estudo, pode-se fornecer subsdios tanto para o uso teraputico de um frmaco como para o planejamento de novos agentes teraputicos.

Os efeitos de muitos frmacos resultam de sua interao com as componentes macromoleculares do organismo, por exemplo: receptores biolgicos e enzimas. Essas interaes alteram a funo do alvo macromolecular (receptor) e, assim, do incio a mudanas bioqumicas e fisiolgicas caractersticas da resposta ao frmaco.

A ligao de substncias bioativas com os receptores biolgicos envolve vrios tipos conhecidos de interaes tais como inica, ligao de hidrognio, hidrofbica, de van der Waals e covalente. Acredita-se que ligaes de diferentes naturezas sejam impor- tantes nas interaes entre frmacos e receptores. A durao da ao de um frmaco , com freqncia porm no necessariamente, prolongada quando a ligao do tipo covalente.

A afinidade de um frmaco por seu receptor no organismo e sua atividade farmacolgica so dependentes da estrutura qumica. Dessa forma, modificaes relativamente pe- quenas na molcula do frmaco podem resultar em alteraes importantes nas propri- edades farmacolgicas. Como as alteraes na configurao molecular no precisam alterar todas as aes e efeitos de um frmaco, algumas vezes possvel criar uma nova molcula com maior efeito teraputico, menores efeitos colaterais, maior seletividade entre diferentes clulas ou tecidos e caractersticas secundrias mais aceitveis do que o frmaco original.

No incio do sculo XX, os mtodos de descobrimento de novos frmacos eram empricos ou estavam quase dominados pelo acaso. O sucesso da equao de Hammett, entre- tanto, possibilitou a racionalizao qumica de pequenas regies subestruturais permitindo o aparecimento das relaes quantitativas entre estrutura e atividade (do ingls QSAR), na dcada de 1960. Desde ento, a busca reducionista de informaes, capazes de descrever biomacromolculas ou sistemas biolgicos mais complexos, tornou-se atividade comum em inmeros centros de pesquisas em todo o mundo. Mais recentemente, contudo, o advento da qumica combinatria trouxe um novo avano

na busca e identificao em massa de novas substncias qumicas bioativas ou na otimizao delas.

Devido complexidade na elucidao das estruturas qumicas e na correlao entre propriedades fsico-qumicas, determinao da atividade biolgica e estudo das rela- es estrutura-atividade, tornou-se necessrio a interao entre diversas reas, tais como: qumica orgnica, qumica quntica, fsico-qumica, farmacologia, biologia molecular, entre outras, com o intuito de planejar frmacos mais especficos, com suas estruturas, atividades e aplicaes bem definidas.

Dessa inter e multidisciplinaridade surgiu um novo campo de estudo, a qumica medi- cinal, o qual trata do planejamento de frmacos, determinao estrutural, ensaios farmacolgicos e estudos das relaes estrutura qumica - atividade biolgica. A apli- cao da qumica terica no estudo da atividade biolgica de frmacos tem aumenta- do muito nos ltimos anos e utilizada para explorar eventos biolgicos em nvel molecular.

A atividade de compostos biologicamente ativos est condicionada s suas proprieda- des fsico-qumicas, considerando que esses compostos necessitam atravessar os te- cidos do sistema biolgico e alcanar seus respectivos receptores para que possam interagir.

Um tipo de abordagem utilizada em qumica medicinal considera a estrutura molecular de um composto como uma srie de parmetros ou descritores moleculares, que for- necem informaes sobre o tamanho, simetria dos compostos e distribuio dos to- mos. Esses parmetros podem ser fsico-qumicos (descrevendo parmetros hidrofbicos, estreos ou eletrnicos), estruturais, topolgicos, eletrnicos e geom- tricos, dependendo das caractersticas que se deseja descrever. Cada um desses descritores representa a sua influncia na interao frmaco-receptor e, por conseqncia, o estabelecimento da sua atividade biolgica.

A qumica medicinal, portanto, um campo da qumica que engloba inovao, desco- brimento e desenvolvimento de novas substncias qumicas bioativas (NCEs); sntese ou modificao molecular; extrao, isolamento, identificao e elucidao estrutural de princpios ativos naturais de plantas, animais ou minerais; descrio das molculas desde a sua constituio atmica (passando por relaes entre a estrutura e proprie- dades) at suas caractersticas estruturais quando da(s) interao(es) com alvos biolgicos de interesse teraputico; compreenso, em nvel molecular, de processos bioqumico-farmacolgicos, toxicolgicos e farmacocinticos e a criao de relaes entre estrutura qumica e atividade farmacolgica (SARs).

Ela tambm est implicitamente relacionada proposio e validao de modelos matemticos, atravs dos estudos de relaes entre a estrutura qumica e a atividade farmacolgica e/ou toxicolgica e/ou farmacocintica.

O PAPEL ESSENCIAL DA FSICO-QUMICA NA FORMULAO DE MEDICAMENTOS O ponto de partida para formulao de um novo medicamento denominado pr-for- mulao. A pr-formulao se descreve como uma fase de processo de investigao, em que so caracterizadas as propriedades fsico-qumicas e mecnicas de um novo frmaco, com o propsito de desenvolver formas farmacuticas estveis, seguras e eficazes.

A fase de pr-formulao deve-se iniciar to logo quanto a sntese do frmaco, com o intuito de obter informaes fsico-qumicas apropriadas , contribuintes na seleo de novas substncias qumicas que se incorporem no processo de desenvolvimento. nessa etapa de trabalhos experimentais que selecionada a substncia ativa, seja na forma salina ou no, e avaliada suas caractersticas fsico-qumicas. Dados como a solubilidade facilitam a seleo de veculos solubilizantes nos estudos de eficcia e segurana em animais. Muitos frmacos em potencial so farmacologicamente inefi- cazes e inseguros do ponto de vista toxicolgico, devido sua escassa solubilidade nos veculos utilizados. As caractersticas fsicas e qumicas de cada substncia farmacu- tica devem ser rigorosamente avaliadas antes do desenvolvimento de uma frmula ou forma farmacutica.

Antes de iniciar o desenvolvimento da formulao necessrio que o frmaco seja submetido a diversas avaliaes e caracterizaes em diferentes fases, conforme demonstrado abaixo. Nessa triagem so avaliadas previamente consideraes farmacodinmicas e cinticas e essencialmente as caractersticas fsico-qumicas, farmacotcnicas e biofarmacuticas.

DISTINTOS ASPECTOS PRESENTES NA ETAPA DE PR-FORMULAO Consideraes prvias: - Propriedades farmacodinmicas e farmacocinticas - Finalidade teraputica - Efeitos txicos - Reaes adversas

- Doses e freqncia de administrao - Caractersticas ligadas ao enfermo - Aceitao e comodidade do medicamento - Custo do medicamento Consideraes biofarmacuticas: - Biodisponibilidade - Via de administrao - Caractersticas biofarmacuticas da formulao Caractersticas fsico-qumicas e farmacotcnicas: - Cristalinidade e polimorfismo - Ponto de fuso - Solubilidade - Fluidez do p - Estabilidade - Compatibilidades fsico-qumicas.

A SNTESE DE FRMACOS A sntese de frmacos um importante captulo da qumica orgnica, uma vez que permite a construo de molculas em seus diversos nveis de complexidade. Esse desdobramento da sntese orgnica apresenta caractersticas particulares, pois alm de racionalizar uma seqncia de etapas sintticas, visando obter os melhores rendi- mentos possveis, necessrio tambm dispensar ateno ao grau de pureza e escala da reao.

Os frmacos de origem sinttica representam significativa parcela do mercado farmacutico, estimado, em 2000, em 390 bilhes de dlares. At 1991, entre 866 frmacos usados na teraputica, 680 (79%) eram de origem sinttica. Os restantes

servamos a estrutura dos frmacos empregados na teraputica, constata-se que 62% deles so heterocclicos, ou seja, possuem tomos de elementos distintos do carbono (heterotomos) envolvidos em ciclos, dentre os quais 95% apresentam-se nitrogenados. Adicionalmente, 28% dos frmacos de estrutura heterocclica apresentam tomos de enxofre e 18% apresentam tomos de oxignio. Os valores acima expostos assinalam a importncia da qumica dos heterociclos, demonstrando que muitas vezes pode ocorrer a presena de mais de um heterotomo no mesmo sistema heterocclico.

Quando consideramos que os frmacos so produtos de um processo sinttico de mltiplas etapas, podemos concluir que a pureza do produto final est diretamente relacionada metodologia sinttica empregada e pureza dos intermedirios e mat- rias-primas envolvidas na sntese. Nesse ponto, podemos diferenciar o frmaco, pro- duto farmacutico tecnicamente elaborado, dos outros produtos, como inseticidas, pesticidas e corantes, dentre outros, sejam eles de grau de pureza comercial ou ana- ltica. O cido muritico, empregado na construo civil e no alvejamento de assoalhos de cermica, no requer o mesmo grau de pureza que um produto farmacutico, pois contempla a finalidade que lhe cabe. O ndigo-blue, da mesma forma, tem sua cor azul assegurada, independente das impurezas que possam advir do processo sinttico. Por outro lado, um produto farmacutico pode necessitar de um grau de pureza to eleva- do quanto o dos reagentes empregados em reatores nucleares.

Os frmacos de origem sinttica podem ser obtidos em dois tipos de escala. A primeira, de bancada, aquela empregada na definio da rota sinttica, para se ter acesso ao composto planejado, em pequenas quantidades, mas suficientes para investigar o seu perfil farmacolgico. A segunda, semi-industrial, uma adaptao da primeira rota sinttica visando obteno do frmaco em maior escala. De maneira geral, a escala de bancada no se estende escala industrial, havendo necessidade de se buscar rotas alternativas que contemplem a adequao da escala.

A sntese de frmacos pode ser considerada uma aplicao nobre da qumica orgnica sinttica, por permitir o acesso a substncias terapeuticamente teis, com nveis de complexidade variveis.

Sua aplicao na busca de novos prottipos de frmacos representa uma grande par- cela dos medicamentos disponveis para uso clnico e movimenta cifras elevadas den- tro do mercado mundial. Contudo, a deciso de qual classe teraputica dever ser objeto de estudo vai depender das questes que aguardam por resposta. Os pases de primeiro mundo, provavelmente, estaro envolvidos na busca de novos frmacos anti- cncer, enquanto os pases de terceiro mundo ainda esto carentes de frmacos para o tratamento de doenas tropicais, tais como a malria. Atualmente, a busca de novos

candidatos a prottipos de frmacos atende a um novo paradigma, segundo o qual h necessidade de se buscar frmacos para o tratamento de enfermidades especficas. O novo paradigma pode ser exemplificado pelo aciclovir, o qual, tendo a molcula anloga acclica a da guanina atravs de um planejamento prvio, possibilitou ?sabotar? o DNA viral, provocando o efeito anti-viral desejado.

AO DE SUBSTNCIAS QUMICAS NO ORGANISMO Em diversos laboratrios de qumica, muitos pesquisadores sintetizam subs- tncias com provvel atividade biolgica. s vezes, partem de uma substncia de atividade conhecida e preparam derivados sintticos para testar suas ativi- dades.

Inicialmente, os qumicos se limitavam a isolar determinadas substncias natu- rais, a partir do extrato bruto de plantas, com eficcia j conhecida. Com os avanos da cincia, a qumica de sntese orgnica foi introduzida nessa rea e os qumicos passaram a no somente criar anlogos sintticos e derivados, mas tambm a ?criar? substncias totalmente inditas, que vieram a se tornar frmacos. Hoje, a preparao de um frmaco leva anos de pesquisa; diversos conceitos vistos em sala de aula passam a ter importncia fundamental, tais como estereoqumica, sntese orgnica, polaridade de molculas, foras intermoleculares, entre outros.

Apresentaremos algumas classes de frmacos e suas respectivas estruturas qu- micas.

A estrutura qumica de uma substncia fator determinante na sua atividade no organismo. E, em geral, substncias diferentes com estruturas qumicas se- melhantes possuem atividade biolgica tambm similar. Um exemplo o caso da cocana. Essa substncia um alcalide extrado de uma planta nativa da Amrica do Sul. Na medicina, foi um dos primeiros anestsicos locais, isto , uma substncia capaz de produzir analgesia no local onde aplicada. Embora fosse muito eficaz, existiam srios problemas: a cocana produz euforia, bem- estar excessivo, sensaes de poder, dependncia fsica e psicolgica. Qumi- cos sintticos partiram, ento, para a busca de substncias que tivessem o mesmo poder anestsico da cocana, mas que no provocassem os efeitos colaterais indesejados. Em 1905 foi preparada a procana, substncia utilizada at hoje: como rapidamente absorvida pelo corpo, , em geral, aplicada jun- tamente com um vaso constritor, para manter o anestsico no local da aplicao o maior tempo possvel. Em 1948, outro anestsico foi patenteado nos EUA: a

lidocana, vendida como xilocana. Alm de ser muito mais forte do que a procana, no necessita de vaso constritor. Tanto a lidocana, procana e a co- cana possuem efeitos anestsicos semelhantes.

Cocana Procana Lidocana Entretanto, o que h de comum com a estrutura qumica dessas substncias? Um anel aromtico em uma das extremidades da molcula; uma amina completamente substituda na outra extremidade; um ster ou uma amida conectando os dois extremos. No somente foram achadas as estruturas semelhantes: alguns dos receptores onde essas molculas se ligam, nas clulas, so os mesmos.

Grande parte das substncias conhecidas como feniletilaminas possuem intensa ativi- dade biolgica e so capazes de alterar a nossa percepo da realidade. Entre esses, esto substncias como morfina, LSD, mescalina, herona e outros. Todas essas subs- tncias tm uma estrutura derivada da 2-fenil-etanoamina. No caso da morfina e do LSD, o segmento alqulico que liga o anel ao N cclico. A morfina deve seu nome ao deus romano dos sonhos. Um farmacutico alemo (Friedreich Sertuner, 1803) esco- lheu esse nome por causa do forte poder narctico dessa substncia (uma substncia narctica provoca distrbios na conscincia, causa entorpecimento, sono e perda dos sentidos).

O povo sumeriano, uma das civilizaes mais antigas, j utilizava a base da flor da papoula para preparar o pio, h cerca de 6 mil anos. A morfina corresponde a cerca de 10% do peso do pio seco. Foi o primeiro alcalide a ser isolado e identificado (Sertuner, F., 1803) e foi logo adotado na medicina, devido ao seu forte efeito analgsico

e supressor de tosse. Alm disso, produz outras respostas fisiolgicas, como apatia e euforia. E tambm provoca dependncia fsica e psquica. O pio contm outros alcalides, tais como a codena. Embora seja um analgsico menos potente, a codena um dos mais fortes supressores de tosse conhecidos.

Devido dependncia e aos efeitos txicos da morfina, logo se procurou por um deri- vado sinttico. Uma das idias foi o produto obtido a partir da acetilao dos grupos fenlicos da morfina, levando ao diacetilmorfina. Essa droga era to poderosa que as doses a serem utilizadas seriam muito pequenas, a ponto de no serem txicas. Mas, infelizmente, a diacetilmorfina mostrou uma capacidade de provocar dependncia como antes nunca vista. Recebeu o nome comercial de herona e foi vendida em vrios frmacos, principalmente em xaropes para tosse; hoje, tem a venda proibida e ilcita na maioria dos pases.

Um fato curioso sobre a herona: um dos produtos da acetilao com o anidrido actico o cido actico. Esse cido o que est presente no vinagre, e lhe d o cheiro caracterstico. A polcia francesa treinou ces para farejar esse odor e, ento, auxiliar na descoberta de fbricas clandestinas de herona.

Tanto o LSD como a mescalina so extremamente alucingenos. A mescalina um alcalide natural extrado do cactus peyote, comum na Amrica Central. a droga que, por vrios sculos, foi utilizada nos rituais das civilizaes americanas pr-colom- bianas. O LSD, entretanto, foi primeiramente preparado em laboratrio; mais tarde descobriu-se que certos microorganismos tambm eram capazes de produzi-los. A substncia foi preparada por Albert Hoffmann, em 1943, no Sandoz Laboratory. Por cinco anos, Hoffmann e colegas estudaram a qumica do cido lisrgico, um dos alcalides encontrados no fungo ergot, que cresce em cereais. Hoffmann preparou a amida desse cido (a N-dietilamida). Acidentalmente, ele ingeriu uma pequena quantidade do produto e experimentou estados de delrio e alucinaes, que ele chamou de ?caleidoscpio de cores?. O LSD, de fato, provoca fortes alteraes sensoriais e perceptivas, despersonalizao, sinestesia e outros. Essa foi a droga eleita pelos jovens das dcadas de 60 e 70. Os Beatles gravaram um lbum inteiro em sua homenagem; uma das faixas chama-se Lucy in the Sky with Diamonds. Embora no produza dependncia, considerada ilcita na maioria dos pases.

Muitos frmacos livremente vendidos em farmcias so tambm derivados da feniletilaminas. O maior grupo o das anfetaminas, substncias estimulantes, capa- zes de aumentar a presso sangunea, reduzir a fadiga e inibir o sono. So utilizadas em descongestionantes nasais, anti-hemorrgicos, inibidores de apetite, estimulan- tes. Tambm causam dependncia e danos fsicos e mentais a longo prazo. A maioria dessas drogas, entretanto, pode ser adquirida sem nenhum problema em farmcias

brasileiras. So todas sintticas e foram frutos de anos de pesquisa em laboratrio. Uma das mais antigas a prpria anfetamina (benzidrina), que o 2-fenil-1-metil- etanoamina. Outros derivados surgiram, numa tentativa de diminuir a dependncia e toxicidade, tais como a metanfetamina (metedrina) e a fenilpropanolamina, uma das preferidas em descongestionantes nasais.

Alm de diminuir a dor fsica, as drogas tambm tm sido usadas para tratar outros tipos de males, tais como os distrbios psquicos. Muitas pessoas so acometidas de neuropatologias, tais como esquizofrenia, depresso, ansiedade, entre outros. Os antigos hindus j utilizavam o extrato de uma planta, a rauwolfia, para combater desde insnias a distrbios mentais. Essa planta produz o alcalide reserpina, que passou a ser vendido na forma pura em 1954. Em 1981, entretanto, o EPA dos EUA classificou a droga como carcinognica. Desde a segunda metade do sculo XX, novos tipos de drogas foram pro- duzidos para combater essas psicoses, e os tipos so classificados de acordo com a sua finalidade. As mais comuns so as dos grupos dos tranqilizantes e dos antidepressivos.

Os tranqilizantes esto entre os remdios mais receitados por mdicos. O meprobamato (Equanil e Miltown) a droga mais popular, pertencente classe dos carbamatos, que so steres do cido carbmico (cido aminofrmico). O carisoprodol (Soma) outro carbamato popular, e um forte relaxante muscular.

O diazepam (Valium), o flurazepam e o oxazepam so tranqilizantes de uma classe diferente: os benzodiazepnicos.Todos possuem dois anis aromticos e um heterocclico. O diazepam foi primeiramente preparado em 1933.

Todos so fortes tranqilizantes e relaxantes muscular. Que induzem ao sono e perda de conscincia. So utilizados para combater a insnia, nervosismo, estresse, entre outros.

Os primeiros antidepressivos foram os antidepressivos tricclicos (TCAs) e os inibidores da enzima monoaminaoxidase (IMAOs); foram descobertos atravs de observaes e experimentaes clnicas. Essa gerao de drogas era eficiente em potencializar os mecanismos serotonrgicos e noradrenrgicos. Infelizmente, entretanto, tambm bloqueavam os receptores histamnicos, colinrgicos e adrenrgicos, provocando efeitos colaterais como ganho de peso, boca seca, constipao, fadiga e tontura. Os IMAOs interagem com a tiramina e podem causar hipertenso, alm de interagirem fortemente com outros medicamentos.

Entre os antidepressivos mais recentes, destaca-se a fluoxetina. Lanada em 1988, uma das drogas mais vendidas no mundo. o princpio ativo do Prozac, frmaco ape- lidado de ?a droga da felicidade?. Desde seu surgimento, so escritas cerca de 1.000.000

de receitas mdicas por ms para esse frmaco; j foi usado por mais de 35 milhes de pessoas no mundo! Com toxidade relativamente pequena e efeitos colaterais minimizados, a fluoxetina tem sido escolhida por milhes de pessoas que querem melhorar seu humor e combater a depresso. Como uma droga relativamente re- cente, ainda no se sabe sobre os efeitos de longo prazo. De qualquer forma, muitas pessoas a esto consumindo diariamente.

Este captulo teve como fontes de consulta: . Portal Farmcia ? www.portalfamacia.com.br . Associao Brasileira da Indstria Qumica ? ABIQUIM . Portal Racine ? www.racine.com.br ? `A Influncia do Polimorfismo na Farmacotcnica de Cpsulas no Setor Magistral', de Andr Luiz Alves Brando . Journal of the Brazilian Chemical Society, artigo de Carlos A. Montanari, Ronaldo A. Pilli . Universidade Federal de Santa Catarina - www.quark.qmc.ufsc.br/qmcweb/artigos/ quimica_medicinal.html . Revista Eletrnica de Cincias (artigo de Agnaldo Arroio, Kthia Maria Honrio, pesquisadores do programa de Ps-Graduao do Instituto de Qumica de So Carlos).

A farmacognosia um dos mais antigos ramos da farmcia. Ela praticada por farmacuti- cos e tem como alvo os princpios ativos naturais. O termo deriva de duas palavras gregas, pharmakon, ou droga, e gnosis ou conhecimento. Nessa cincia estudam-se a identificao, a extrao, o isola- mento, a estrutura qumica e a biossntese dos princpios ativos de origem vegetal. A farmacobotnica se preocupa com o estudo das matrias de origem vegetal.

Neste captulo voc saber o que so plantas medicinais e sua importncia para a medicina e a formulao de medicamentos; o que so os metablitos secundrios das plantas, quais cuidados so importantes ao usar fitoterpicos, bem como as propriedades teraputicas dos chs e das frutas.

A IMPORTNCIA DAS PLANTAS MEDICINAIS As plantas medicinais so os principais componentes da medicina tradicional. A utilizao de plantas para o tratamento de doenas que acometem os seres humanos uma prtica milenar e que ainda hoje aparece como o principal recurso teraputico de muitas comunidades e grupos tnicos. No incio da dcada de 90, a Organizao Mundial

de Sade (OMS) divulgou que 60-85% da populao dos pases em desenvolvimento dependiam das plantas medicinais como nica forma de acesso aos cuidados da sade.

Ao longo dos anos, as observaes populares conduziram ao acmulo de informa- es relevantes sobre a eficcia e os efeitos medicinais das plantas. Todo esse conheci- mento continua sendo vlido para estimular o uso dos vegetais como medicamentos e assim promover a perpetuao dessa cultura, alm de despertar grande interesse para pesquisas que conduzam identificao de substncias naturais bioativas. Tanto verda- de que este um tema de marcante expresso no cenrio cientfico.

Aps sculos de uso emprico, os primeiros estudos cientficos de plantas medici- nais datam do sculo XIX. Nessa poca, foram isolados alguns compostos de plantas que se afirmaram como princpios ativos eficazes e de grande importncia para a Medicina, a exemplo da cnfora, da quinina, da morfina, da estriquinina e da cocana (Hamburger & Hostettmann, 1991). At a primeira metade do sculo XX, merecida ateno era dada aos estudos de substncias ativas de plantas. Contudo, depois de 1945, houve uma marcante diminuio no uso de plantas medicinais e, obviamente, uma reduo significa- tiva dos investimentos para estudos dessa natureza, devido ao desenvolvimento da qu- mica farmacutica sinttica e o aparecimento dos antibiticos produzidos por fermentao microbiana. No perodo ps-guerra, os metablitos de plantas foram investigados sob a tica da Fitoqumica clssica e da Quimiotaxonomia. Alm disso, com a disponibilidade do carbono radioativo (carbono-14), os estudos sobre a biossntese de produtos naturais em geral foram marcantes, observando-se um enorme avano nesse campo, j que at ento as vias biognicas eram de mera natureza especulativa.

Nas ltimas duas dcadas, a sociedade ocidental passou a reconsiderar as virtudes teraputicas de plantas e os produtos naturais derivados desses organismos passaram novamente a ocupar papel de destaque na rea de farmacologia. Nesse contexto, as pesquisas sobre a atividade de plantas e a bioprospeco de seus respectivos princpios ativos foram intensificadas.

Para se ter idia da importncia da fitoterapia como forma de terapia medicinal, o comrcio mundial de fitoterpicos movimenta mais de 20 bilhes de dlares por ano e apre- senta perspectivas de crescimento. As preparaes fitofarmacuticas so muito populares em pases com forte tradio no uso de ervas, como a Alemanha, a Frana e a Sua (Hamburger & Hostettmann, 1991). Na Alemanha, onde se consome metade dos extratos vegetais comercializados em todo o continente europeu, as plantas medicinais so utilizadas pela populao para o tratamento de resfriados (66%), gripe (38%), doenas do trato digestivo ou intestinal (25%), dores de cabea (25%), insnia (25%), lcera estomacal (36%), nervo- sismo (21%), bronquite (15%), entre outros (Veiga Jr., et al., 2005). No ano de 2000, o setor de fitoterpicos faturou US$ 6,6 bilhes nos EUA e US$ 8,5 bilhes na Europa.

As pesquisas com plantas medicinais possuem, geralmente, propsitos voltados ao desenvolvimento de frmacos para emprego na Medicina humana. Isto pode ser observa- do quando, em nvel mundial, no perodo compreendido entre 1983 e 1994, foram apro- vados 529 novos frmacos, dentre os quais 39% so produtos naturais ou derivados semi-sintticos (Pinto et al., 2002).

METABLITOS SECUNDRIOS DE PLANTAS A natureza tem fornecido um nmero expressivo de substncias orgnicas, sendo os organismos do Reino Vegetal um dos principais contribuintes. O fascinante potencial de fornecimento de novas substncias deve-se incrvel capacidade desses organismos em biossintetizar os mais variados tipos de estruturas moleculares. A diversidade e a com- plexidade das molculas algo realmente fantstico, portanto seria um desperdcio no se beneficiar da enorme capacidade de sntese das plantas.

Embora os vegetais contenham milhares de constituintes qumicos, as proprieda- des teraputicas esto especialmente relacionadas com os chamados metablitos secun- drios. Os metablitos secundrios so compostos micromoleculares evolutivamente se- lecionados para conferir vantagens adaptativas s plantas. Essas substncias participam diretamente das interaes bioqumicas de convivncia e comunicao entre as plantas e os vrios organismos vivos no sistema ambiental.

Ao longo do processo evolutivo as plantas desenvolveram mecanismos de defesa para sua sobrevivncia. Dentre as formas de proteo adquiridas, foram desenvolvidas rotas biossintticas ? hoje conhecidas como metabolismo secundrio ? para produo de substncias nocivas e txicas aos inmeros parasitas e predadores.

Em princpio, chegou-se a acreditar que esses compostos oriundos de rotas alter- nativas eram apenas simples resduos do metabolismo. Entretanto, sabe-se atualmente que as principais funes dos produtos do metabolismo secundrio so: atuar como agen- tes de defesa para combate de organismos patognicos, insetos fitfagos e herbvoros predadores; e atuar como agentes de competio para modificao do comportamento germinativo e do crescimento de espcies vegetais estranhas. A capacidade estimulatria de tais compostos tambm destacada, j que podem servir como atraentes de animais polinizadores e dispersores de sementes, promovendo assim a perpetuao de uma dada espcie. Alcalides, terpenos, esterides, flavonides, cumarinas, xantonas, lignanas, fenilpropanides, acetofenonas, cromanos, quinonas, derivados do cido benzico e da acetofenona so classes representativas de metablitos secundrios de plantas.

Os leos essenciais, por exemplo, so misturas constitudas por um nmero varia- do de substncias orgnicas com estruturas relativamente simples, onde os principais componentes provm de rotas secundrias, no caso monoterpenos, sesquiterpenos e fenilpropanides. Essas composies naturais se tornaram um conveniente atrativo devi- do s suas propriedades biolgicas e organolpticas. Particularmente na produo animal, observa-se nos estudos uma forte tendncia pelo uso de plantas aromticas, consideran- do-se a composio e o potencial antimicrobiano de seus respectivos leos essenciais. Entretanto, seria interessante considerar nos estudos futuros no apenas a frao de metablitos secundrios constituintes dos leos de essncias, mas tambm outras clas- ses de compostos com ao antimicrobiana comprovada, como por exemplo, flavonides, cumarinas e xantonas (Cowan, 1999).

PLANTA MEDICINAL, FITOTERPICO E FITOFRMACO Segundo a OMS, planta medicinal ?todo e qualquer vegetal que possui, em um ou mais rgos, substncias que podem ser utilizadas com fins teraputicos ou que sejam precursoras de frmacos semi-sintticos?.

Fitoterpico, de acordo a Secretaria de Vigilncia Sanitria (portaria n 6 de 31 de janeiro de 1995), ?todo medicamento tecnicamente obtido e elaborado empregando-se exclusivamente matrias primas vegetais com finalidade profiltica, curativa ou para fins de diagnstico, com benefcios para o usurio. caracterizado pelo conhecimento da eficcia e dos riscos do seu uso, assim como pela reprodutibilidade e constncia de sua qualidade. No podem estar includas substncias ativas de outras origens, no sendo considerado produto fitoterpico quaisquer substncias ativas, ainda que de origem ve- getal, isoladas ou mesmo suas misturas?. Em resumo, fitoterpico uma composio medicamentosa com formulao especfica elaborada a partir de plantas.

Fitofrmaco a substncia ativa isolada e identificada, obtida a partir de plantas, ou mesmo misturas de substncias ativas de origem vegetal.

FITOTERPICOS: ENTRE O CONHECIMENTO POPULAR E O CIENTFICO A fitoterapia tem se tornado cada vez mais popular entre os povos de todo o mundo. H inmeros medicamentos no mercado que utilizam em seus rtulos o termo ?produto natural?. Produtos base de ginseng, carqueja, guaran, confrei, ginko biloba, espinheira santa e sene so apenas alguns exemplos. Eles prometem, alm de maior eficcia teraputica, ausncia de efeitos colaterais. Grande parte utiliza plantas da flora

estrangeira ou brasileira como matria-prima. Os medicamentos base de plantas so usados para os mais diferentes fins: acalmar, cicatrizar, expectorar, engordar, emagrecer e muitos outros.

essa utilizao das plantas para o tratamento de doenas que constitui, hoje, um ramo da medicina conhecido como fitoterapia. A fitoterapia, apesar de ser considerada por muitos como uma terapia alternativa, no uma especialidade mdica, como a homeopatia ou a acupuntura, e se enquadra dentro da chamada medicina aloptica.

O uso das plantas como remdio provavelmente to antigo quanto a prpria humanidade. Nas Ilhas Ocenicas, por exemplo, h sculos a planta kava kava (Piper methysticum) usada como calmante. Durante muito tempo, foi utilizada em cerimnias religiosas, para um tipo de ?efeito mstico?. Depois, cientistas alemes comprovaram que seu extrato tem efeito no combate ansiedade.

No entanto, preciso ter cautela. A crena popular de que as plantas no fazem mal, estimulada ainda mais por fortes apelos de marketing, faz com que o quadro fique um tanto distorcido. ?Havia um conceito pr-estabelecido, popular, de que o que vem da natureza no faz mal. Isso no correto?, lembra Elisaldo Carlini, pesquisador do Departamento de Psicofarmacologia da Universidade Federal de So Paulo (Unifesp).

Quem que no sabe que a planta conhecida como ?Comigo ningum pode? extremamente txica e pode matar? E afinal, estricnina, morfina e cocana tambm so produtos naturais.

Todo medicamento, inclusive os fitoterpicos, deve ser usado segundo orientao mdica. claro que dificilmente se chega a uma overdose de ch de boldo. Mas h ainda muitas plantas cujos efeitos no so bem conhecidos e seu uso indiscriminado pode pre- judicar a sade. Por outro lado, vrios estudos cientficos comprovam que a fitoterapia pode oferecer solues eficazes e mais baratas para diversas doenas.

Para Carlini, os preconceitos em relao ao uso de fitoterpicos esto diminuindo. ?O uso da fitoterapia como prescrio at h pouco tempo no era aceito pelos prprios cientistas. Ela era considerada uma medicina inferior, alternativa, principalmente por con- ta dos benefcios propagados por aproveitadores e charlates. Era vista como `medicina popular, desenvolvida base de plantas que podiam ser encontradas na quitanda, na loja de artigos de umbanda, casas de chs, praas, etc.?, diz.

Segundo o pesquisador, o conceito do uso de fitoterpicos vem sendo modificado graas a produtos que os prprios mdicos vm utilizando e que tm base cientfica com-

provada: ?O crescimento do uso de fitoterpicos deve-se competncia cientfica de estu- dar, testar e recomendar o uso de determinadas plantas para usos especficos?, afirma.

FITOTERPICOS ? ALTERNATIVA PARA O BRASIL Por Lauro E. S. Barata Era domingo e lia meu jornal ao sol clido da manh, quando observei que meu fiel Apollo no parecia bem. Furiosamente tinha rasgado parte do primeiro caderno do Estado, de modo que lendo o que sobrou da manchete ?EUA congela (rasgado) Bin Laden? tive um calafrio. Felizmente, no demorei muito a encontrar o pedao do jornal que faltava onde se lia ?recursos de?.

Recomposto do susto, notei que meu co se dirigia a uma moita de Capim Erva Cidreira, e por uns bons cinco minutos mastigou a erva. Eu tinha viajado muito durante aquela semana, e animais, como pessoas, sentem a falta do seu dono. Ele estava nervoso e irritado e agora, instintivamente, procurava uma planta calmante. A Erva Cidreira (Cimbopogom citratus) de fato indicada para nervosismo, insnia e ansiedade. Ento Apollo tambm sabia disso, ou tinha apenas usado o instinto animal, que o homem tam- bm parece ter, de lutar ferozmente contra a doena e a morte? Nunca saberei responder, mas o certo que estudos cientficos na frica mostram que os chimpanzs, quando acometidos de verminoses, procuram espontaneamente certas folhas e as consomem. A anlise parasitolgica das fezes desses animais mostrou que vrios tipos de vermes so expelidos pelo uso das plantas. No demorou muito e Apollo estava de novo afvel, cordial e babando, normal. A fitoterapia canina usando a planta in natura tinha produzido o efeito esperado. Mas tambm ns no a usamos?

No Brasil, pelo menos trezentas plantas medicinais fazem parte do arsenal teraputico da populao. Desconhecida, desdenhada ou at abominada pelos mdicos, plantas medicinais so consumidas tanto pelos favelados como pela classe de maior po- der econmico, constituindo no Brasil um mercado de US$ 400 milhes. E ainda so recomendadas pela ONU, que percebeu que 2/3 da populao da Terra utiliza plantas medicinais. Mesmo assim, muitos pensam que plantas medicinais so um engodo, coisa de umbandista e ignorantes, mas ser que funcionam mesmo?

A resposta dessa questo complexa, mas comeou dez mil anos atrs. Estudos arqueolgicos tm mostrado atravs da anlise de plens e outros materiais, que os homens das cavernas j utilizavam plantas medicinais. Estudioso das plantas medicinais, deparei-me, no British Museum de Londres, com a escrita cuneiforme da Babilnia que informava o uso de inmeras plantas. Mas as primeiras testemunhas do uso das plantas

na medicina foram os papiros egpcios, os escritos chineses nas folhas de bambu e as taboas de argila dos Sumrios. No ano 3000 a.C, no Egito antigo, os papiros registraram o uso de quinhentas plantas medicinais: Menta, Alecrim, Camomila, Absinto, Babosa, Terebentina, Tomilho e plantas da famlia Solanacea usadas at hoje.

No entanto, o primeiro Tratado de Medicina s aparece mil anos antes de Jesus Cristo no vale do Tigre e Eufrates, onde hoje esto o Ir e o Iraque, bero da civilizao, quem diria. No Vale do Nilo, bem prximo da, os primeiros mdicos eram os Reis como Athotis (4000 a.C) ou Queops (2750 a.C), e parece que a tradio perdura at hoje. Os Reis foram sucedidos por mdicos funcionrios reais ?recrutados por concurso? e hierarquizados ao servio dos faras do Nilo. Mais tarde, j na Grcia e Roma Antiga, a medicina se torna de domnio dos cidados em geral, no mais dos sacerdotes. Em 600 a.C., Atenas decreta que ?todo cidado tem direito a cuidados mdicos gratuitos, pagos pelo Estado?, um tipo de INSS local. Tal benevolncia era custeada por um imposto real denominado ?Iatricon?, que aqui conhecemos como CPMF.

Depois vem a histria, mais ou menos conhecida, de Hipcrates (460-377 a.C), Dioscorides (100 d.C) e Galeno (130-200 d.C). A medicina deixa o esoterismo e a imprevisibilidade dos caprichos divinos e avana cientificamente no terreno da teraputi- ca, classificao das doenas, posologia e diagnstico. Durante mil anos, porm, fez-se trevas na Europa, e s em 1220 nasce a primeira Grande Escola de Medicina da Idade Mdia, em Salerno, perto de Roma, fundada por Carlos Magno. Os estudos de Farmcia avanaram celeremente nesse perodo. Extratos alcolicos, como o vinho ou os destilados, como a vodka e o gim, j eram bem conhecidos na Europa para extrair o ?esprito das plantas?. E ainda so usados nas garrafadas de plantas medicinais que se pode comprar no mercado do Ver-o-Pso de Belm, ou no Mercado Pblico de Porto Alegre.

Mtodos de extrao mais eficientes foram adotados por volta dos anos 1500, quando ainda andvamos nus. O ter etlico, produto da reao de duas molculas de lcool etlico com cido sulfrico, que parece ter sido inventado pelos Alquimistas, foi usado por Paracelsus na Alemanha. O ?extrato etreo? das plantas concentrava os princ- pios ativos e tornava mais poderosa a preparao das drogas.

Quando o Brasil foi descoberto, a fitoterapia reinava praticamente sozinha, no havia vacinas nem os medicamentos sintticos, que s aparecem no final do sculo XIX com a aspirina. Sintetizada em 1896 por Felix Hofmann, um qumico da Bayer, essa molcula foi inspirada numa substncia natural contida numa planta do gnero Salix, o cido saliclico. Hoje, dez milhes de quilos de aspirina so produzidos, enquanto o cido saliclico continua sendo produzido em pequenssimas quantidades pela planta Salix. Com a sntese da aspirina, desaparecem as propriedades indesejveis de irritar a parede gs- trica e mantm-se as propriedades anti-inflamatria, analgsica e antipirtica.

A fitoterapia manteve seu domnio at os anos quarenta do sculo passado quando a sulfa, um medicamento sinttico derivado da qumica de corantes dos alemes, revolu- cionou a terapia das infeces. A partir da, as substncias sintticas prosperaram e hoje perfazem mais de 50% do arsenal teraputico, parte do mercado mundial farmacutico de US$ 350 bilhes.

Os medicamentos sintticos tm inmeras vantagens, custo de produo mais baixo, produo industrial e controle de qualidade relativamente fcil. Pode-se produzir uma tonelada de um sinttico em poucas horas. No entanto, para extrair e purificar um princpio ativo de 1 tonelada de folhas, pode-se levar semanas. E se o rendimento da substncia na planta for de 0,1% , de cada tonelada obter-se- apenas 1 Kg de produto.

Plantas medicinais produzem diferentes substncias qumicas (alcalides, esterides, terpenos...) e o fazem em diferentes propores, dependendo da ecologia do lugar, do regime de chuvas, da insolao, do solo etc. Mas isso ainda no tudo, nem sempre a planta acessvel, nem sempre se encontra nas quantidades necessrias e ainda podem produzir misturas de separao extremamente complicada. Esse o caso da quina (Cinchona officinalis), uma planta Amaznica. Introduzida nas farmacopias europias desde o scu- lo XVII, era conhecida pelos ndios do Peru desde sempre e foi deles que os jesutas retiraram seu segredo, levando-o para a Europa onde grassava o impaludismo (malria). A biopirataria apenas comeava.

As cascas da quina contm uma mistura de 35 alcalides, que devem ser separa- dos do quinino, o principal alcalide ativo em malria, e que est presente em 1% nas cascas. Assim, so necessrias mil rvores ou 100 toneladas de cascas para produzir 1 tonelada de quinino. A sntese de substncias naturais por vezes extremamente difcil. Apesar de ter sido isolado em 1820, a sntese do quinino s foi possvel em 1944, mas o antimalrico mais usado no mundo a cloroquina, um produto sinttico inspirado no quinino de custo muito baixo, e a mais uma vantagem dos produtos sintticos, seu preo.

Se os sintticos tm assim tantas vantagens, porque hoje se v o renascimento dos produtos naturais? Para responder a essa pergunta, h de se recuar no tnel do tempo chegando-se ao movimento hyppie dos anos sessenta, que iniciam os protestos contra tudo aquilo que artificial, ?qumico?, e por conseguinte voltam aos velhos e bons hbitos naturalistas. Assim, os medicamentos de sntese so vetados por aqueles que preconizavam o ?faa amor no faa a guerra?. Mas no s eles, as minorias e os seus (bons) hbitos alimentares passaram a ser reconhecidas. A reaparecem as velhas frmulas para cuidar do corpo e do esprito. Yoga, tae-kown-do, tarot e outras magias. A cosmtica segue o mesmo passo. Pele desvitalizada? Por que no tenta um creme base de ovos? Se no funcionar, faa uma omelete.

A tecnologia contribuiu muito para que os Fitofrmacos firmassem sua posio. Hoje as 125 principais indstrias farmacuticas do mundo realizam pesquisas com produ- tos de plantas, por isso 2/3 dos medicamentos lanados nos ltimos anos nos EUA provm direta ou indiretamente de plantas. O Taxol para a terapia do cncer apenas um deles. Os novos equipamentos informatizados fizeram avanar vertiginosamente a qumica es- trutural. Mas no s isso, nos anos 80 era possvel realizar apenas milhares de ensaios por ano, hoje as empresas farmacuticas fazem cem mil ensaios robotizados em uma semana. Essas ferramentas so hoje indispensveis para realizar a prospeco da biodiversidade, na busca de novos produtos farmacuticos.

O Brasil tem uma mega-biodiversidade de 55.000 espcies de plantas superiores. Pesquisas nas Universidades e Institutos de Pesquisa revelam substncias ativas em cncer, aids, analgsicos, antibiticos e um sem nmero de outras utilidades at na cos- mtica. Com sorte, 1% dessas plantas foi estudada qumica e/ou farmacologicamente. O Brasil tem tambm um corpo de cientistas invejvel e recursos para pesquisa. Produzire- mos 6000 doutores da melhor qualidade, e segundo o MCT haver R$ 2 bilhes para o sistema de Cincia e Tecnologia no prximo ano. Tambm temos empresas farmacuticas de boa qualidade e competncia, mas ainda no conseguimos fazer o nosso primeiro fitoterpico. Por que? Esse artigo no pretende responder, simplesmente direi que uma questo complicada, e prefiro voltar questo da fitoterapia.

Fitoterpico uma mistura que pode incluir diferentes produtos do metabolismo primrio, como os triglicrides (gorduras vegetais) e acares, os sais minerais, vitami- nas, corantes e clorofilas e substncias do metabolismo secundrio que so biologicamen- te ativas como os flavonides, alcalides, terpenos etc...

Fitoterpicos so produzidos a partir de plantas medicinais, normalmente por ex- trao com misturas de etanol-gua, que s vezes so liofilizados ou evaporados por spray drying, a mesma tcnica para fazer caf solvel ou leite em p. Algumas pessoas acreditam que sendo natural no faz mal, e no bem assim. A aflatoxina, uma substn- cia de um fungo presente em quase todo amendoim, paoca, canjica e outras gostosuras, causa cncer no fgado, e pior, cumulativo, quer dizer que aquele p de moleque que voc comeu na festa de So Joo do ano atrasado ainda est presente em voc hoje! Mesmo plantas medicinais que ?curam?, como o mentrasto (Ageratum conyzoides), que efetivo contra o reumatismo, hepatotxico devido a alcalides pirrolizidinicos. Isso foi verificado no nosso laboratrio quando alertamos o Ministrio da Sade (CEME) h alguns anos atrs, e tal como o confrey (Symphytum officinalis) aquela planta foi retirada da sua lista prioritria.

A Erva de So Joo (Hypericum perforatum), originria da Europa, usada como sedativo e substitui os benzodiazepnicos como o Valium. O princpio ativo dessa planta acredita-se ser a hipericina, uma diantrona, mas no h comprovao cientfica disso.

Os requisitos bsicos para o uso de uma planta medicinal ou um fitoterpico so o controle de qualidade, a segurana e a eficcia. Na Alemanha, os fitoterpicos so consi- deradas drogas ticas, isto , tm controle de qualidade, segurana e eficcia, as mes- mas qualificaes exigidas para os sintticos. No Brasil, a ANVISA (Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria - Ministrio da Sade) reeditou portaria que exige dos fabricantes essas qualificaes.

O controle de qualidade tem aumentado muito nos ltimos anos, e tem sido feito pelas prprias indstrias, mas ainda existem empresas que no o fazem. Inclui o controle de qualidade qumico e o microbiolgico para verificar se existem fungos ou bactrias presentes nas plantas medicinais e extratos que vo para o pblico. Por segurana, entende- se que antes de ser colocado no comrcio e administrado a pacientes, o fitoterpico deve ter passado por ensaios de toxicidade para ver se o extrato ou a planta no so txicos. A eficcia garantida por ensaios pr-clnicos em rgos isolados e animais, normalmente camundongos. Se o fitoterpico passa por todos esses testes habilitado a passar fase clnica, isto , pode ser testado no homem. Mesmo a temos quatro etapas, e no final o teste feito em milhares de pacientes. claro que todas essas etapas tm custo muito alto e tempo longo. Talvez isso responda a razo pela qual no existe nenhum medicamento fitoterpico brasileiro ainda.

O Brasil com sua fantstica biodiversidade, o seu conhecimento popular do uso das plantas medicinais, sua cincia e tecnologia, que a melhor das Amricas, excluindo os EUA, e suas empresas competentes, tem praticamente tudo para desenvolver seus prpri- os fitoterpicos. Falta certamente uma poltica voltada a esse interesse nacional. Quando ns conseguirmos faz-la, ganharemos de prmio um mercado mundial de US$ 22 bilhes.

OS SEGREDOS DOS CHS O ch protege as artrias influenciando os fatores relacionados formao de cogulos. Os elementos qumicos presentes no ch podem reduzir a capacidade de coagu- lao do sangue, impedir a ativao e o agrupamento das plaquetas, aumentar a ativida- de de dissoluo de cogulos e diminuir os depsitos de colesterol nas paredes arteriais.

Um pioneiro em ch e arteriosclerose, Lou Fu-qing, M.D., professor e chefe do departamento de medicina interna da Universidade de Medicina de Zhejiang, na China, estudou os efeitos dos elementos qumicos do ch nas vtimas de ataques cardacos. O

pigmento proveniente do ch preto comum ou do ch verde asitico impedia o acmulo de plaquetas nos pacientes e aumentava a atividade de dissoluo de cogulos. Surpre- endentemente, disse que o ch preto comum consumido normalmente pelos norte-ame- ricanos funcionava to bem quanto ch verde asitico. Um determinado tipo de tanino presente no ch verde, chamado catequino, to eficaz quanto a aspirina no sentido de bloquear o acmulo de plaquetas.

O ch aparentemente tambm ajuda a bloquear o estmulo gerado pelo colesterol LDL proliferao de clulas musculares nas paredes arteriais, esse crescimento de clu- las favorece o acmulo de plaquetas nas artrias.

SALVOS PELO CH Evite os derrames bebendo ch, principalmente ch verde. Uma explicao para a atividade anti-derrame pode ser a alta concentrao de antioxidantes no ch, capazes de proteger os vasos sanguneos contra danos.

JAPONESES CONSUMIDORES DE CH O consumo dirio de no mnimo dez xcaras de ch verde tem efeito protetor contra cncer de estmago. Segundo estimativas dos pesquisadores, essa quantidade de ch forneceria de 40 a 50g de vitamina C. Alm disso foi demonstrado que o ch verde (tanto quanto o ch preto) realmente neutraliza a formao de nitrosaminas - potentes carcingenos - tanto em tubos de ensaio quanto no estmago de seres humanos.

INDICAO DO CH Ch de Alecrim - Indicado para estresse fsico e mental, depresso, gota, reumatismo. Ele facilita a digesto.

Alfazema - Indicado para insnia, excitao nervosa, alivia nevralgias (dores de cabea), tosse, asma, bronquite.

Arnica - Analgsica e anti-inflamatria em casos de traumatismos, luxaes, en- torses, hematomas, distenses musculares e ainda como anti-sptica em afeces bucais e furnculos.

Ban-ch - Depurativo, cuja ao acentua a eliminao de toxinas aumentando a diurese e facilitando a digesto.

Boldo - Tnico do aparelho digestivo, aumenta a produo da bile eliminando ga- ses, clculos na vescula e no combate das afeces do fgado e bao.

Camomila - Auxilia a digesto aliviando clicas abdominais, nuseas, diarria. Indi- cado como calmante para insnia e nervosismo.

Carqueja - Ao benfica sobre o fgado e intestino aliviando azia, m digesto, gastrite, priso de ventre, etc.

Catuaba - Tnico do sistema nervoso amenizando o nervosismo, insnia, fadiga cerebral, impotncia, tosse e bronquites.

Cofrey - Ao teraputica nas afeces sobre o aparelho respiratrio como amigdalite, laringite, faringite e cicatrizante de fissuras, feridas e abcessos, eczemas, podendo ser usado com cautela em processos internos como lceras gstricas e duodenais.

Erva Doce - Alivia clicas menstruais, de recm-nascidos e abdominais, tambm auxilia na presena de m digesto.

Eucalipto - Trata inflamaes das vias respiratrias como tosse, rouquido, bron- quite, asma e alivia estados catarrais.

Hortel - Atenua azia, gases e clicas. Vermfuga (lombriga e oxiurus). Alivia asma e bronquite.

Jasmim - Tnico, indicado contra sonolncia e combate acessos de asma. Excelente diurtico.

Malva - Afeces das vias respiratrias como bronquite, tosses catarrais, laringite e nos processos inflamatrios de boca e garganta, atravs de bochechos e garga- rejos. Anti-sptico de vias digestivas e urinrias.

Maracuj - Dores de cabea de origem nervosa, ansiedade, insnia, palpitaes, perturbaes nervosas da menopausa e dores espasmdicas.

Melissa - Sedativa em distrbio de origem nervosa e perturbaes gstricas como indigesto, enjos e espasmos. Alivia dores de cabea.

Poejo - Anti-inflamatrio, ao expectorante nos processos respiratrios como tosses catarrais, antiespamdico e ainda depurativo.

Salvia - Estimulante estomacal, usado nas atonias digestivas, nuseas, dispepsias, alivia clicas estomacais, intestinais e mentruais. Indicada nos casos febris com

sudorese intensa. Ao anti-sptica na higiene bucal e em afeces da pele de origem mictica e feridas.

Stvia - Adoante usado nas dietas de emagrecimento, na alimentao infantil e por no interferir na glicemia pode ser usado por diabticos.

PROPRIEDADES TERAPUTICAS DAS FRUTAS Abacaxi - eupptico, germicida, oxidante forte, desobstruente do fgado, antiictrico, antiartrtico, anti-hidrpico, antdfitrico, bom contra as afeces da garganta e contra a arterioesclerose.

Banana - Antidiarrica, calmante, lactgena, antanmica, considerada a fruta com mais nutrientes, possui alta concentrao de potssio, sendo, por este motivo muito indicada aos esportistas para combater dores ps treinamento.

Castanha - Benfica para rins e fgado, muito til na diarria das crianas, fonte poderosa de leos naturais e vitamina E.

Goiaba - antidiarrica e combate os tumores, uma das grandes fontes de vitamina C, combate o escorbuto, e por esse motivo era sempre levada em navios.

Laranja - antescorbtica, aperiente, reguladora intestinal, laxante, diurtica, anti-reu- mtica, anti-histrica, calmante, digestiva, antifebril, adstringente, vulnerrio, anti- vomitivo, dissolve os clculos, combate as afeces produzidas por diversos microorganismos como o da clera, disenteria, tifo etc.

Limo - O suco aperiente, diurtico, febrfugo, anti-reumtico, anti-sptico, adstringente, vulnerrio, antivomitivo, dissolve clculos, combate afeces produzidas por microorganismos, uma das frutas com maior poder sobre o organismo.

Melancia - calmante e diurtica, refrigerante, depuradora do organismo, utilizar a me- lancia como nico alimento durante um dia inteiro um timo meio para limpar o organis- mo de impurezas, mas cuidado: APENAS UM DIA.

Melo - calmante e diurtico Morango - diurtico, anti-reumtico, alcalinizante, febrfugo, depurativo do fgado, la- xante, eupptico, tnico nervino.

Pra - diurtica e especialmente indicada para a hipertenso. Caso seja hipertenso a pra ser muito til. Cerca de cinco pras por dia auxiliam a controlar a presso, muito til para combater afeces reumticas.

Pitanga - refrigerante e antiberibrica, as folhas so febrfugas, mesmo nas maleitas rebeldes.

Uva - vitalizadora, alcalinizante, anti-reumtica, depurativa, diurtica, laxante, tnica para o sistema nervoso, suas virtudes so inmeras, o suco natural da uva combate muitas enfermidades, entre as quais a anemia e o aneurisma.

Este captulo teve como fontes de consulta: . O artigo ?Perspectivas para a utilizao de produtos de origem vegetal como aditivos alter- nativos na alimentao de aves?, de autoria de Gerson Neudi Scheuermann e Anildo Cunha Junior (Embrapa Sunos e Aves, Concrdia-SC); disponvel em http://www.engormix.com/ perspectivas_a_utilizacao_produtos_p_artigos_16_AVG.htm . Copacabana Runners http://www.copacabanarunners.net/segredos-chas.html . Wikipdia - www.wikipedia.org . Portal Farmcia - www.portalfarmacia.com.br . www.comciencia.br

7. FARMACOTCNICA Neste captulo veremos: o que forma farmacutica e quais so os tipos de formas; o que frmula farmacutica e alguns de seus componentes.

A farmacotcnica um ramo da farmcia que tem como objeto a manipulao dos princpios ativos e a preparao do frmaco para a fabricao de medicamentos. Nessa rea estuda-se o desenvolvimento de novos produtos e sua relao com o meio biolgico, tcnicas de manipulao, doses, as formas farmacuticas, as interaes fsicas e qumicas entre os princpios ativos e entre os princpios ativos e os excipientes e veculos.

FORMAS E FRMULAS FARMACUTICAS FORMA FARMACUTICA Forma farmacutica a apresentao, ou forma externa, de um medicamento que contm uma dose determinada e permite sua administrao ao paciente.

Existem diferentes formas de apresentao dos medicamentos, como veremos a seguir: SLIDOS Ps - So formas farmacuticas provenientes de drogas vegetais ou animais, as- sim como substncias qumicas submetidas a um grau de diviso suficiente para lhes assegurar homogeneidade e lhes facilitar a extrao ou administrao dos princpios ativos.

Existem ps simples, constitudos por um tipo de substncia, e os ps compostos, resultantes da mistura de dois ou mais ps simples, todos com a mesma tenuida- de, a fim de obter uma mistura homognea.

Cpsulas - As cpsulas so receptculos obtidos por moldagem, em geral utiliza- dos para ingesto de frmacos em doses pr-estabelecidas. O envlucro da cpsu- la oferece relativa proteo dos agentes externos, facilita a administrao e,devido sua alta solubilidade e digestibilidade no organismo, libera rapidamente o frmaco de seu interior.

H dois tipos de cpsulas: a) amilceas: constitudas de amido de trigo e/ou farinha de trigo - foram as primeiras cpsulas introduzidas na teraputica e esto em desuso atual- mente;

b) gelatinosas: constitudas de gelatina. Estas podem, ainda, ser de consis- tncia dura ou gelatinosa ? que, ao contrrio das cpsulas duras, pode acon- dicionar solues oleosas, suspenses e emulses. Independentemente do tipo de cpsulas, na produo do invlucro de gelatina devem ser adiciona- dos conservantes devido natureza da sua composio.

O preenchimento das cpsulas gelatinosas duras pode ser manual, com auxlio de pequenos encapsuladores manuais, ou encapsuladores semi-automticos, ou ain- da, com mquinas totalmente automatizadas. Em contrapartida, o preenchimento das cpsulas moles envolve uma etapa de soldagem de duas metades das unida- des, o que possvel com o uso de mquinas prprias para esse fim. Por esse motivo, nas farmcias de manipulao e em pequenos laboratrios so mais comumente empregadas as duras.

LQUIDOS Solues - So misturas de duas ou mais substncias, do ponto de vista qumico e fsico, homogneas. As solues farmacuticas so sempre lquidas e obtidas a partir da dissoluo de um slido ou lquido em outro lquido.

H diversos fatores que influem na dissoluo: - pH: dependendo do carter cido ou bsico do soluto, h maior ou menor dissoluo do mesmo em funo do pH do solvente.

- tamanho do soluto: quanto menor a partcula de soluto a ser dissolvida, melhor sua dissoluo.

- constante dieltrica do solvente: para solutos polares, quanto maior a constante dieltrica do solvente, melhor a dissoluo.

- uso de co-solventes e substncias hidrotrpicas: facilitam a dissoluo. Exemplos: lcool como co-solvente do metilparabeno em gua; iodeto de sdio e iodeto de potssio facilitam a dissoluo do iodo em gua.

Xaropes - So formas farmacuticas aquosas, contendo cerca de dois teros de seu peso em sacarose ou outros acares. Os xaropes apresentam duas vanta- gens: correo de sabor desagradvel do frmaco e conservao do mesmo na forma farmacutica de administrao. Os xaropes podem ser medicinais e/ou edulcorantes.

Suspenses - Suspenses so formas farmacuticas de sistema heterogneo, cuja fase externa ou dispersante lquida e a fase interna ou dispersa constituda de substncias slidas insolveis no meio utilizado.

Os principais aspectos tericos que devem ser considerados na preparao racio- nal de suspenses, so: flutuao das partculas suspensas, velocidade de sedi- mentao e forma de sedimentao.

Agentes suspensores empregados: derivados da celulose, alginatos, lquidos visco- sos, argilas, etc.

EMULSES A emulso resultado da mistura de substncias oleosas e aquosas com a ajuda de tensoativos (ex: cremes e loes).

So sistemas dispersos constitudos de duas fases lquidas imiscveis (oleosa e aquosa), cuja fase dispersa ou interna finamente dividida e distribuda em outra fase contnua ou externa. Temos emulses do tipo leo em gua (O/A: fase externa aquosa) e gua em leo (A/O: fase externa oleosa).

A estabilidade da emulso garantida com o uso de agentes emulsificantes, geral- mente substncias tensoativas. As emulses podem ser pastosas ou lquidas, como as loes, destinadas ao uso externo ou interno, devendo ser sempre agitadas antes do uso.

Devem, ainda, ser adicionados adjuvantes com finalidade anti-oxidante para a fase oleosa, como BHT e BHA. No caso da incluso de frmacos susceptveis oxidao, deve ser verificado o seu coeficiente de partio, tendo em vista a proteo do frmaco na fase em que ser includo.

Caso se distribua em ambas as fases (oleosa e aquosa), devero ser adicionados estabilizantes solveis em gua e em leo. Como se trata de sistema disperso, semelhana das suspenses, o aumento da viscosidade nas preparaes lquidas

pode melhorar a estabilidade fsica das emulses (evitar ou diminuir a separao de fases).

Nas emulses lquidas de uso oral devero ser acrescentados adjuvantes com fina- lidade corretiva para aroma, sabor e cor, se necessrio. Quando de uso injetvel,as emulses devem atender s especificaes de esterilidade e pirognio.

GIS - So preparaes farmacuticas constitudas por uma disperso bicoerente de fase slida (polmero) em fase lquida.

Gis hidroflicos so preparaes obtidas pela incorporao de agentes gelificantes - tragacanta, amido, derivados de celulose, polmeros carboxivinlicos e silicatos duplos de magnsio e alumnio - gua, glicerol ou propilenoglicol. Dependendo do tipo e concentrao do gelificante, temos gis para diversos usos como: lubrifican- tes de catter e instrumentos cirrgicos, em oftalmologia, como base dermatolgica, etc.

PASTAS - Pastas so pomadas contendo grande quantidade de slidos em disper- so. Em geral contm mais de 20% de ps finamente pulverizados na formulao. Apresentam consistncia macia e firme, so pouco gordurosas e tm grande poder de absoro de gua ou de exsudados.

Em geral, as preparaes semi-slidas so obtidas em duas etapas. Inicialmente, so preparadas as bases, conhecidas como excipientes, e, numa segunda fase, os frmacos so incorporados. Os excipientes devem ter certas caractersticas como no serem irritantes ou sensibilizantes, devem ser neutros em relao ao pH (ou aproximar-se ao pH da pele), compatveis com os frmacos que lhe sero incorpo- rados, ter plasticidade e liberar, eficientemente, o frmaco na dose especificada.

FORMAS FARMACUTICAS E VIAS DE ADMINISTRAO As formas farmacuticas foram desenvolvidas para facilitar a administrao de medi- camentos a pacientes de faixas etrias diferentes ou em condies especiais, e para permitir seu melhor aproveitamento. Para uma criana, por exemplo, melhor engolir gotas em um pouco de gua do que um comprimido.

Alm disso, a forma farmacutica se relaciona via de administrao que vai ser utilizada, isto , a porta de entrada do medicamento no corpo da pessoa, que pode ser, por via oral, retal, intravenosa, tpica, vaginal, nasal, entre outras.

Cada via de administrao indicada para uma situao especfica, e apresenta van- tagens e desvantagens. Sabemos, por exemplo, que uma injeo sempre incmoda e muitas vezes dolorosa. No entanto, seu efeito mais rpido.

No apenas a forma do medicamento que importante, a sua via de administrao tambm dever ser escolhida pelo mdico no ato da prescrio. No quadro abaixo esto relacionadas as vias de administrao e as principais formas farmacuticas existentes: Via de Administrao Via Farmacuticas Via oral

Via sublingual Via parenteral (injetvel) Via cutnea (pele) Via nasal Via oftlmica (olhos) Via auricular (ouvidos) Via pulmonar Via vaginal Via retal Comprimido, cpsula, pastilhas, drgeas, ps para reconstituio, gotas, xarope, soluo oral, suspenso Comprimidos sublinguais Solues e suspenses injetveis Solues tpicas, pomadas, cremes, loo, gel, adesivos Spray e gotas nasais Colrios, pomadas oftlmicas Gotas auriculares ou otolgicas, pomadas auriculares Aerosol (bombinha) Comprimidos vaginais, cremes, pomadas, vulos Supositrios, enemas FRMULA FARMACUTICA a relao de todos os componentes de um determinado medicamento. Uma frmu- la, em geral, deve constituir-se de princpio ativo e veculo ou excipiente. O princpio ativo o agente medicamentoso mais importante de uma frmula, o responsvel pelo efeito farmacolgico.

xido de zinco ......................... 25,0 g Mentol ...................................... 0,5 g

Talco ...................................... 25,0 g Cnfora .................................... 0,5 g

Glicerina ................................. 25,0 g Talco(qsp) ................................. 50,0 g

gua destilada ......................... 25,0 ml

Conservante .............................. 0,1 g

Vitamina B1 ................................... 90,0 g

Vitamina B2 ..................................... 9,0 g

Vitamina B6 ..................................... 5,0 g

Nicotinamida .................................. 18,0 g

Excipiente(q.s.p) ............................... 1 cpsula

ALGUNS COMPONENTES DA FRMULA FARMACUTICA Princpio ativo - a substncia que produz os efeitos teraputicos pretendidos pelo medicamento. Por exemplo: o princpio ativo da aspirina o cido acetilsaliclico. Todo medicamento tem que ter um princpio ativo. Alguns tm mais de um elemento ativo, ou seja, mais de uma substncia que leva aos resultados teraputicos propostos pelo medicamento. No processo de fabricao, o princpio ativo misturado com outras substncias para que tenha o peso, tamanho, paladar e poder teraputico desejados.

Adjuvante - Substncia adicionada ao medicamento com a finalidade de prevenir alte- raes, corrigir ou melhorar as caractersticas organolpticas, biofarmacotcnicas e tecnolgicas do medicamento.

Tipos de excipientes Aglutinante - Normalmente so compostos naturais ou sintticos, do tipo polimrico. Atuam aumentando a viscosidade e formam, no momento de sua dissoluo, uma pelcula que circula as partculas, podendo retardar a dissoluo do frmaco em presena de fluidos aquosos no local de absoro.

Em outros casos, no entanto, o uso de aglutinantes pode favorecer a dissoluo ao hidrofilizar a superfcie de contato entre as partculas do frmaco e os fluidos biolgicos.

Desintegrantes - A desintegrao um passo prvio dissoluo efetiva e, quase sempre, seu fator limitante. A funo dos desintegrantes se limita a permitir que o frmaco fique em condies de dissolver-se.

Dependendo da solubilidade da substncia ativa escolhem-se o tipo de desintegrante e a concentrao adequada para cada formulao.

Diluentes Os diluentes ou materiais de enchimento so os adjuvantes adiciona- dos em maior proporo na formulao de comprimidos e cpsulas. Podem ocasio- nar a formulao de complexos absorbatos que diminuem a velocidade de dissolu- o. Cada formulao deve ser previamente estudada in vitro com relao disso- luo para que se possa antecipar os problemas de biodisponibilidade decorrentes da utilizao desses adjuvantes.

Lubrificantes - So adicionados para assegurar a fluidez dos ps ou granulados e facilitar, assim, a dosificao dos mesmos. Como normalmente so utilizadas subs- tncias hidrofbicas, dificultam a umectao e, portanto, a dissoluo das substn- cias ativas.

Os lubrificantes derivados de cidos graxos podem sofrer fuso durante a com- presso, recobrindo as partculas e dificultando a dissoluo do mesmo.

Quando os grnulos so de natureza hidrofbica a utilizao de lubrificantes tensoativos solveis, como lauril sulfato de sdio, pode aumentar notavelmente a velocidade de dissoluo da substncia ativa.

Os lubrificantes devem ser utilizados em uma concentrao que permita um fluxo adequado e a tamisao uniforme da fora de compresso no interior do comprimi- do e que, ao mesmo tempo, seja inferior que provocaria uma excessiva hidrofo- bia da substncia ativa devido ao recobrimento das partculas atravs deles.

Alm dos problemas relacionados umectao do comprimido, os lubrificantes tambm podem ocasionar a adsoro de substncias ativas ou causar reaes de hidrlise devido alcalinidade de alguns desses adjuvantes.

Tensoativos - So utilizados na formulao de frmacos pouco solveis e podem exercer um papel muito importante na biodisponibilidade. Podem agir por umectao, solubilizao ou formao de complexos com as partculas do frmaco e/ou favorecendo a permeabilidade das membranas biolgicas absorventes. De um modo geral, aumentam a biodisponibilidade das substncias ativas, porm em al- guns casos apresentam ao contrria.

Ligantes - So responsveis pela firmeza e resistncia dos comprimidos. A firmeza influenciada tanto pelo excipiente como pela presso de compresso. Usar sem- pre a menor quantidade possvel, quanto mais ligante, menor o poder deslizante. Um ligante que atua atrasando a liberao do medicamento o polietileno glico de baixo peso molecular.

Agente Flavorizante - Usado para dar sabor e odor agradveis a uma preparao farmacutica.

Umectante - Usado para evitar o ressecamento das preparaes, particularmente pomadas e cremes, devido sua capacidade de reter umidade.

Agente suspensor - Agente que aumenta a viscosidade, usado para reduzir a velocidade de sedimentao das partculas (do frmaco) dispersas em um veculo no qual no so solveis. As suspenses resultantes podem ser formuladas para uso oral, parenteral, oftlmico, tpico ou por outras vias.

Deslizante para comprimidos - Agentes usados nas formulaes de comprimidos e cpsulas para melhorar as propriedades de fluxo das misturas em p.

Este captulo teve como fontes de consulta: . Wikipedia - www.wikipedia.org . Portal Farmcia - www.portalfarmacia.com.br . Faculdade de Cincias Farmacuticas da USP - www.fcf.usp.br . http://www.ccs.ufsc.br/farmacia/TCCGenericos/Biodisponibilidade/excipientes.html . Glossrio de Vigilncia Sanitria ? http://e-glossario.bvs.br/glossary/public/scripts/php/page_search.php?lang=&letter=A . Apostila ?Curso Bsico de Assistncia Farmacutica para Trabalhadores dos Servios de Farmcia das Unidades da Sade da SMS/SP?. So Paulo, 2003.

. Cartilha ?O trabalho dos agentes comunitrios de sade na promoo do uso correto de medicamentos? ? Ministrio da Sade, 2001.

ESTERILIZAO DE MEDICAMENTOS Este captulo apresenta alguns mtodos de conservao de medicamentos dentro do ambi- ente farmacutico, bem como informaes sobre higiene, e desinfeco de ambientes de sade. H tambm uma relao de termos vinculados ao tema apresentado.

CUIDADOS BSICOS COM MEDICAMENTOS Para que o farmacutico tenha um bom controle de qualidade sobre os medicamentos que ele recebe e comercializa, so essenciais algumas aes ao longo do processo de fabricao, transporte, estocagem e exposio dos medicamentos: Escolha de matrias-primas de qualidade;

Transporte adequado da indstria at o local onde o frmaco ou medicamentos ser comercializado;

A exposio adequada desses frmacos ou medicamentos e cosmticos nas farmcias e drogarias;

Controle da temperatura a que forem submetidos durante todo o trajeto e no local de comercializao.

J no ambiente farmacutico, para evitar que os medicamentos se deteriorem e percam a qualidade, importante proteg-los da umidade, da exposio ao sol e da gua.

UMIDADE EXPOSIO AO SOL LCOOL/ACETONA/TER/BENZINA Recomenda-se desencostar medicamentos das paredes, teto, janelas, evitar contato direto com o cho e manter prximos a banheiros ou junto a reas com muitas infiltraes.

Verifique os extintores de incndio quanto ao prazo de validade e deixe o acesso aos mesmos desobstrudos.

COMO RECONHECER MEDICAMENTOS DETERIORADOS Pode-se reconhecer os medicamentos que esto deteriorados observando-se as seguintes caractersticas:

. Odor: Alguns medicamentos quando expostos ao calor e umidade apresentam um odor diferente do habitual. Ex: o AAS pode apresentar cheiro de vinagre;

. Fragmentao: Quando os comprimidos esto midos, aderem um ao outro, ou que- bram com facilidade.

. Ressecamento: Alguns medicamentos ficam ressecados assemelhando-se terra seca. Ex: os anticidos como o hidrxido de alumnio.

. Umedecimento: Reconhecemos que um medicamento est umedecido porque sua forma e consistncia se alteram. Ex: no se deve usar sais de reidratao oral quando apresen- tarem colorao escura, estiver pegajoso ou no se dissolver. Isto pode significar que no foi fechado hermeticamente, tendo sido alterado pela luz, umidade ou calor.

. Transparncia: Nos medicamentos injetveis, se observarmos presena de partculas, turvao ou alterao na colorao do lquido, no devemos utiliz-los.

Devemos aprender a reconhecer o aspecto e o odor normal dos medicamentos, assim poderemos detectar mudanas que indiquem que o medicamento est deteriorado.

As caractersticas a seguir indicam que os medicamentos no devem ser consumidos: FormaFarmacutica Cpsulas Comprimidos Ps para reconstituio Em solues e suspenses Cremes e pomadas

Solues, xaropes e elixires Suspenso Supositrios Caractersticas Observadas amolecimento ou endurecimento (melada) presena de farelos na embalagem aparecimento de manchas na superfcie formao de pasta formao de placas na parede do vido ou empedramento gua ?saindo? do creme mudana de consistncia (amolece ou endurece) presena de bolhas ou de bolor (fungos) partculas no fundo do vidro presena de bolhas ou de bolor (fungos) o p fica empedrado no fundo e no se mistura mesmo com agitao supositrio derretido produto com muitas rachaduras.

VALIDADE DOS MEDICAMENTOS A data de vencimento a data at a qual o laboratrio fabricante garante que o medicamento preserva a sua eficcia e qualidade inicial, quando devidamente arma- zenado e manuseado.

Todos os medicamentos devem trazer na sua embalagem as datas de fabricao e de vencimento, escritas de modo legvel.

O servio de farmcia deve ter controle sistemtico das validades dos medicamentos que esto armazenados.

Sempre se certifique de que a quantidade do medicamento que o paciente leva seja consumida dentro do prazo de validade do mesmo.

ATENO: deve-se impedir que os medicamentos venam nas prateleiras. Quando um determinado medicamento no tem sada, deve-se remanej-lo para outra unida- de com um prazo mnimo de 3 meses antes do seu vencimento.

TERMINOLOGIA . ANTI-SEPSIA ? o procedimento que visa ao controle de infeco a partir do uso de substncias microbiocidas de aplicao na pele ou mucosas.

. ASSEPSIA ? o conjunto de mtodos empregados para impedir que determinado local, superfcie, equipamento ou instrumental seja contaminado.

. ARTIGOS ? So instrumentos de diversas naturezas que podem ser veculos de contaminao.

. ARTIGOS CRTICOS ? So os artigos que penetram atravs da pele e mucosas adjacentes, atingindo tecidos subepteliais e sistema vascular. Inclui materiais como agulhas, lminas de bisturi, sondas exploradoras, sondas periodontais, material cirrgico e outros. Exigem esterilizao ou uso nico (descartvel).

. ARTIGOS SEMI-CRTICOS ? So aqueles que entram em contato com a pele no ntegra ou com mucosas ntegras, como condensadores de amlgama, esptulas de insero de resinas, etc. Exigem desinfeco de alta atividade biocida ou esterilizao.

. ARTIGOS NO CRTICOS ? So aqueles que entram em contato com apenas a pele ntegra do paciente, como refletor, macas, cadeiras, piso e mobilirio em ge- ral. Exigem limpeza e desinfeco de atividade biocida intermediria.

. DESCONTAMINAO ? o mtodo de eliminao parcial ou total de microorganismos dos artigos e superfcies.

. DESINFECO ? Processo fsico ou qumico que elimina as formas vegetativas de microorganismos, exceto os esporulados.

. DESINFECO DE ATIVIDADE BIOCIDA ALTA ? Quando os desinfetantes so eficazes contra todas as formas vegetativas e destrem parcialmente os esporos.

. DESINFECO DE ATIVIDADE BIOCIDA BAIXA ? Quando os desinfetantes tm somente ao contra as bactrias vegetativas.

. DESINFECO DE ATIVIDADE BIOCIDA INTERMEDIRIA ? Quando os desinfe- tantes no destrem esporos, tm ao sobre o bacilo da tuberculose, ampla ao sobre vrus e fungos, porm no destrem todos eles.

. ESTERILIZAO ? o processo de destruio de todas as formas de vida microbiana, inclusive os esporulados, mediante aplicao de agentes fsicos ou qumicos.

. LIMPEZA ? a remoo mecnica ou qumica da sujidade, visando remoo de resduos orgnicos, realizada anteriormente desinfeco e esterilizao.

. MONITORIZAO ? o controle peridico de eficincia do processo, garantindo que as especificaes validadas para os processos esto dentro do padro estabelecido.

HIGIENIZAO DAS MOS As mos so a nossa principal ferramenta; elas so as executoras das atividades de quem trabalha com sade.

medida que tocamos nos objetos e nos pacientes entramos em contato com uma enorme quantidade de microrganismos. Esses germes aderidos em nossas mos so re- passados para outros objetos e pacientes, assim como podemos transferi-los para outras partes do nosso corpo, como os olhos e nariz ao nos coarmos. Somente a lavagem das mos com gua e sabo ir remover esses germes adquiridos e evitar a transferncia de microrganismos para outras superfcies. Para aprofundar os conhecimentos vamos ver como formada a microbiota da nossa pele.

MICROBIOLOGIA DA PELE Flora residente - Formada por microrganismos que vivem (colonizam) na pele. Nas mos, esses germes localizam-se em maior quantidade em torno e sob as unhas e

entre os dedos. Tambm so encontradas nas camadas externas da pele, fendas e folculos pilosos. Por isso a importncia de se manter as unhas curtas e evitar o uso de anis. Os microrganismos da flora residente no so facilmente removveis, entretan- to so inativados por anti-spticos (lcool, clorexidina, iodforos). As bactrias mais comumente encontradas so as Gram-positivas (Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis, Estreptococos sp). A flora residente de baixa virulncia e raramente causa infeco, contudo pode ocasionar infeces sistmicas em pacientes imunodeprimidos e aps procedimentos invasivos.

Flora transitria - adquirida no contato com pacientes e superfcies contaminadas. Os microrganismos que a compem permanecem na pele por certo perodo, podendo ser transferidos ou eliminados com a lavagem das mos. Suas bactrias so mais fceis de serem removidas, pois se encontram na superfcie da pele, junto a gorduras e sujidades. Essa flora bacteriana eliminada com gua e sabo neutro. A flora transitria das mos composta pelos microrganismos freqentemente responsveis pelas infeces hospi- talares: as bactrias Gram-negativas (Pseudomonas sp, Acinetobacter sp, Klebsiella sp), o que bem demonstra a importncia das mos como veculo de transmisso.

INDICAES DA LAVAGEM DAS MOS Existe uma gama enorme de momentos que a lavagem das mos est indicada. Mes- mo que, durante os procedimentos, as luvas sejam utilizadas, aps a retirada das luvas as mos devem ser lavadas. A luva ir nos proteger de uma contaminao grosseira de matria orgnica, porm a micro porosidade da luva, a sua fragilidade que ocasiona furos e a possvel contaminao na sua retirada, indica que ocorreu contato de microrganismos na pele de nossas mos. Sendo assim, mesmo com o uso de luvas, as mos devem ser lavadas aps a sua retirada. Vamos s indicaes dos momentos em que as mos so lavadas: - aps tocar fluidos, secrees e itens contaminados;

Para a realizao da lavagem das mos necessitamos das seguintes instalaes fsicas: - pia;

- saboneteira suspensa e vazada para sabonete em barra ou dispensador de sabo- nete lquido. No caso de dispensador, se no for descartvel, estabelea uma rotina de limpeza semanal;

Ao lavarmos as mos estabelecemos uma seqncia de esfregao das partes da mo com maior concentrao bacteriana que so: as pontas dos dedos, meio dos dedos e polegares. Vejamos a tcnica da lavagem das mos: - posicionar-se sem encostar na pia;

- friccionar as mos dando ateno s unhas, meio dos dedos, polegar, palmas e dorso das mos (tempo aproximado de 15 segundos);

- fechar a torneira com a mo protegida com papel toalha, caso no tenha fecha- mento automtico.

importante lembrar que, para melhor remoo da flora microbiana, as mos devem estar sem anis e com as unhas curtas; caso contrrio, uma carga microbiana ficar retida nesses locais sendo passveis de proliferao e transmisso. Na lavagem roti- neira das mos, o uso de sabo neutro o suficiente para a remoo da sujeira, da flora transitria e parte da flora residente. O uso de sabes com anti-spticos deve ficar restrito a locais com pacientes de alto risco e no desenvolvimento de procedi- mentos cirrgicos e invasivos ou em situaes de surto de infeco hospitalar.

USO DO LCOOL GLICERINADO Geralmente, as instalaes fsicas no ambiente de trabalho tm poucas pias e temos uma demanda grande de trabalho, de forma que lavamos pouco as mos, comparado

ao nmero de vezes que a lavagem das mos indicada. Para substituir a lavagem das mos, indicamos a aplicao de um anti-sptico de ampla e rpida ao microbiana que o lcool glicerinado. O lcool glicerinado composto de lcool 70% mais 2% de glicerina para evitar o ressecamento das mos. Ele ir destruir a flora aderida nas mos no momento da aplicao, porm as mos no devem apresentar sujidade vis- vel. Nesse caso indica-se a lavagem das mos com gua e sabo. Vejamos como usar o lcool glicerinado: - aplicar o lcool glicerinado (3 a 5 ml) nas mos e friccionar em todas as faces da mo at secar naturalmente;

O lcool glicerinado tambm pode ser usado como anti-sptico aps a lavagem das mos. Nesse caso, a lavagem das mos e posterior anti-sepsia est indicada antes de procedimentos invasivos como punes, sondagens, cateterizaes e entubaes. Outra indicao de aplicao do lcool glicerinado aps a lavagem das mo em caso de exposio da pele ao contato direto com sangue e secrees.

ANTI-SEPSIA DAS MOS A anti-sepsia uma medida para inibir o crescimento ou destruir os microrganismos existentes nas superfcies (microbiota transitria) e nas camadas externas (microbiota residente) da pele ou mucosa, atravs da aplicao de um germicida classificado como anti-sptico. A descontaminao depende da associao de dois procedimentos: a degermao e a anti-sepsia. A degermao a remoo de detritos, impurezas e bact- rias que se encontram na superfcie da pele, sendo utilizado para esse procedimento sabes e detergentes neutros. A anti-sepsia, como descrito acima, a utilizao de um anti-sptico com ao bactericida ou bacteriosttica que ir agir na flora residente da pele. Existem vrios tipos de anti-spticos com diferentes princpios ativos e diferentes veculos de diluio como degermante slido (sabo) ou cremoso, aquoso ou alcolico. Variam tambm na sua ao, concentrao e tempo de efeito residual.

Os anti-spticos so indicados para a anti-sepsia das mos dos profissionais e para pele ou mucosa do paciente, em reas onde sero realizados procedimentos invasivos ou cirrgicos. Os anti-spticos alcolicos devem ser aplicados aps a limpeza da rea envolvida quando esta apresentar sujidade visvel.

Anti-sepsia das mos antes de procedimentos cirrgicos INSTALAES FSICAS:

- dispensador com anti-sptico alcolico (obrigatrio se no for usado anti-sptico degermante);

TCNICA DA ANTI-SEPSIA (ESCOVAO) DAS MOS: - iniciar com a escovao, somente nas unhas e espaos interdigitais, durante 1 minuto.

- Esfregar sem uso de escova, com as prprias mos, a palma, dorso e antebrao do membro durante 04 minutos.

- Estabelea uma seqncia sistematizada para atingir toda a superfcie da mo e antebrao num tempo total de 05 minutos. Proceder anti-sepsia no outro membro;

- aplicar anti-sptico alcolico, obrigatoriamente se foi usado apenas sabo neutro para a esfregao.

DESINFECO o processo de destruio de microrganismos como bactrias na forma vegetativa (no esporulada), fungos, vrus e protozorios. Esse processo no destri esporos bacterianos.

A desinfeco pode ser dividida em trs nveis de acordo com o espectro de des- truio dos microrganismos:

Desinfeco de alto nvel: destri todas as formas vegetativas de microrganis- mos, inclusive Mycobacterium tuberculosis, vrus lipdicos e no lipdicos, fungos e uma parte dos esporos.

Como exemplo: glutaraldedo 2%, perxido de hidrognio 3-6%, formaldedo 1-8%, cido peractico e composto clorado a 10.000 ppm.

Desinfeco de mdio nvel: inativa o bacilo da tuberculose, bactrias na forma vegetativa , a maioria dos vrus e fungos, exceto esporos bacterianos. Exemplo: compos- tos clorados de 500 a 5.000 ppm, lcool 70%.

Desinfeco de baixo nvel: elimina a maioria das bactrias, alguns vrus como o HIV, o da hepatite B e hepatite C, fungos. No destri microrganismos resistentes como bacilo da tuberculose e esporos bacterianos. Como exemplo: compostos fenlicos 0,5- 3%, compostos de iodo, quaternrio de amnia.

PRODUTOS UTILIZADOS: Modo de uso: - em imerso: colocar a soluo ativa em recipiente plstico, com tampa, indican- do no recipiente o prazo de validade.

- mergulhar completamente o artigo previamente limpo e seco, por um perodo mnimo de 30 minutos. Em artigos tubulares, injetar a soluo internamente com seringa.

- aps o tempo de exposio, os artigos devem ser enxaguados em gua corrente, abundante, at remoo total da viscosidade.

- na desinfeco de aparelhos com fibras ticas como videolaparoscpio est indi- cado o enxge com gua estril em tcnica assptica. Indicado para desinfeco de artigos metlicos, plsticos como de oxigenioterapia (nebulizador, umidificador e amb), etc.

- no caso de artigos metlicos de composio diferentes no mesmo ciclo, devem ser tratados em separado para evitar corroso eletroltica. txico e libera vapo- res, devendo o processo ser realizado em local ventilado.

- utilizar sempre culos de proteo, protetor respiratrio com carvo ativado e luva de borracha grossa.

- a estocagem deve assegurar a desinfeco dos materiais, devendo ser embala- dos em sacos plsticos e guardados em caixas fechadas.

Cloro e compostos clorados: o composto clorado de uso mais comum o hipoclorito de sdio. Por ser voltil, sua troca indicada a cada 24 horas. A concentrao reco- mendada de 1% em dez minutos de contato ou 0,5% com trinta minutos de contato para desinfeco de nvel mdio.

Modo de uso: - a soluo deve ser solicitada na concentrao indicada. Se for usado alvejante comercial, considerar a concentrao de 2% e preparar a soluo com uma parte de alvejante e igual parte de gua para obter 1% ou uma parte de alvejante para trs de gua obtendo 0,5%. Pode-se ainda aplicar uma frmula de diluio: C x V = C x V , onde C1 a concentrao disponvel, V o volume desejado, C 1122 1 2 2

V =C x V = 0,5 x 1000 ml = 250ml de cloro para obter um litro de soluo a 122 0,5%. C 2% 1

- deve ser colocada em recipiente plstico, fechado, de paredes opacas para evitar a ao da luz, pois instvel. Da mesma forma, em artigos tubulares, injetar a soluo com seringas no interior dos artigos. Indicado para artigos que no sejam metlicos devido a sua ao corrosiva e oxidante.

- a estocagem deve assegurar a desinfeco dos materiais, devendo ser guardados embalados em sacos plsticos e em caixas fechadas.

Modo de uso: - em imerso: colocar em recipiente plstico com tampa. Por ser voltil, sua troca indicada a cada 24 horas . Seu tempo de contato mnimo de 10 minutos.

- deixar escorrer e secar espontaneamente, dispensa o enxge. Indicado para artigos metlicos como cubas, sensores de respirador mecnico, placas expansoras de pele, tubetes de anestsicos, extratores de brocas em odontologia etc. No indicado para materiais de borracha, ltex, silicone e acrlico pela sua possibilidade de ressecar e opacificar esses materiais.

- a estocagem deve assegurar a desinfeco dos materiais, devendo ser guardados em caixas fechadas ou embalados.

- em superfcies: aplic-lo diretamente com compressas, friccionando at sua eva- porao repetindo por mais duas vezes. A superfcie deve estar limpa e seca pois inativado na presena de matria orgnica. Indicado para equipamentos como re- fletores de luz, mesas ginecolgicas, mobilirio de atendimento direto ao paciente, portas-amlgama na odontologia, turbinas alta-rotao no autoclavveis, micro motores de odontologia.

cido Peractico 0,2%: introduzido mais recentemente no mercado nacional, caracterizado por uma rpida ao contra todos os microrganismos, incluindo esporos bacterianos em baixas concentraes. Sua especial vantagem sua biodegradabilidade e atoxicidade, alm de ser efetivo na presena de matria orgnica. Tem odor avina- grado. corrosivo para metais como bronze, cobre, ferro galvanizado e lato, para tal deve-se ter o cuidado de adicionar soluo inibidora de corroso.

Este captulo teve como fontes de consulta: . Apostila ?Curso Bsico de Assistncia Farmacutica para Trabalhadores dos Servios de Farmcia das Unidades da Sade da SMS/SP?. So Paulo, 2003 . Manual de Biossegurana dos laboratrios de Odontologia da PUCRS - 2006 . Manual de Biossegurana para servios de sade ? Carla Maria Opperman, Llian Capsi Pires. Porto Alegre, 2003

Neste captulo discute-se a importncia da biossegurana no dia-a-dia de quem trabalha com medicamentos e atendendo pacientes, o que envolve a preveno de aci- dentes com materiais biolgicos, o uso de equipamentos de proteo individual, instru- es para o reparo adequado de um ferimento e a coleta adequada do lixo.

? o conjunto de aes voltadas para a preveno, minimizao ou eliminao de riscos inerentes s atividades de pesquisa, produo, ensino, desenvolvimento tecnolgico e prestao de servios, riscos que podem comprometer a sade do homem, dos animais, do meio ambiente ou a qualidade dos trabalhos desenvolvidos? (Comisso de Biossegurana ? FIOCRUZ).

Garantir boas condies de trabalho, sem riscos e numa perspectiva de preveno, responsabilidade de todos - e no caso dos profissionais que trabalham cotidianamente com medicamentos, isso se torna essencial para evitar contaminaes e afastar riscos de infeces. O texto a seguir trata da biossegurana em organizaes que trabalham com sade, o que inclui tambm as farmcias.

PROTEO NO DIA-A-DIA Durante o desenvolvimento do trabalho na rea da sade, tanto no atendimento direto ao paciente ou nas atividades de apoio, entramos em contato com material biol- gico (sangue, secrees e excrees tipo vmito, urina, fezes, smen, leite materno, escarro, saliva e outros fluidos corporais).

Esses materiais biolgicos podem estar alojando microrganismos; por isso conside- ramos esses fluidos de pacientes, ou os equipamentos e ambiente que tiveram contato com eles, como potencialmente contaminados por germes transmissveis de doenas. Por no sabermos se os germes esto ou no presentes nesses equipamentos, vamos sempre consider-los contaminados. Dessa forma, na nossa rotina de trabalho sempre devemos estar conscientes da importncia de nos protegermos ao manipular materiais, artigos, resduos e ambiente sujos de sangue e/ou secrees.

Sugerimos aqui precaues-padro, que so cuidados e equipamentos que iro bloquear a transmisso de microrganismos evitando contaminao.

PRECAUES-PADRO LAVAGEM DAS MOS A lavagem rotineira das mos com gua e sabo elimina, alm da sujidade (sujeira) visvel ou no, todos os microrganismos que aderem pele durante o desenvolvimento de nossas atividade, mesmo estando a mo enluvada. A lavagem das mos a principal medida de bloqueio da transmisso de germes.

Devemos lavar as mos sempre, antes de iniciarmos uma atividade e logo aps seu trmino, assim como fazemos em nosso dia-a-dia antes das refeies e aps a ida ao banheiro.

MANIPULAO DE INSTRUMENTOS E MATERIAIS Os instrumentos e materiais sujos com sangue, fluidos corporais, secrees e excrees devem ser manuseados de modo a prevenir a contaminao da pele e mucosas (olhos, nariz e boca), roupas e, ainda, prevenir a transferncia de microrganismos para outros pacientes e ambiente.

Todos os instrumentos reutilizados tm rotina de reprocessamento. Verifique que estes estejam limpos ou desinfetados/esterilizados adequadamente antes do uso em outro paciente ou profissional. Confira se os materiais descartveis de uso nico esto sendo realmente descartados e em local apropriado.

MANIPULAO DE MATERIAIS CORTANTES E DE PUNO Ao manusear, limpar, transportar ou descartar agulhas, lminas de barbear, tesouras e outros instrumentos de corte, tenha cuidado para no se acidentar. Esse materiais chamamos de instrumentos prfuro-cortantes.

Eles devem ser descartados em caixas apropriadas, rgidas e impermeveis que devem ser colocadas prximo rea em que os materiais so usados. Nunca recape agulhas aps o uso. No remova com as mos agulhas usadas das seringas descartveis e no as quebre ou entorte. Para a reutilizao de seringa anestsica descartvel ou carpule, recape a agulha introduzindo-a no interior da tampa, pressionando a tampa ao encontro da parede da bandeja clnica, de forma a no utilizar a mo nesse procedimento. Seringas e agulhas reutilizveis devem ser transportadas para a rea de limpeza e esterilizao em caixa de inox ou bandeja.

AMBIENTE E EQUIPAMENTOS Toda a unidade de sade deve ter rotinas de limpeza e desinfeco de superfcies do ambiente e de equipamentos. Colabore na superviso para conferir se essas medidas esto sendo seguidas. Proteja as superfcies do contato direto, como botes, alas de equipamentos, teclados, mouses e monitores com barreiras do tipo filme plstico (PVC), papel alumnio ou outros materiais prprios para esse fim. Esse procedimento impede a aderncia da sujidade, requerendo apenas desinfeco na hora da troca de barreiras entre pacientes, dispensando a limpeza da superfcie do equipamento.

VACINAO Todos os profissionais de sade devem estar vacinados contra a hepatite B e o ttano. Essas vacinas esto disponveis na rede pblica municipal. Participe de todas as campanhas de vacinao que a Secretaria Municipal de Sade promove. Vacina proteo especfica de doenas. Previna-se!

EQUIPAMENTOS DE PROTEO INDIVIDUAL Luvas As luvas protegem de sujidade grosseira. Elas devem ser usadas em procedimentos que envolvam sangue, fluidos corporais, secrees, excrees (exceto suor), membranas mucosas, pele no ntegra e durante a manipulao de artigos contaminados. As luvas devem ser trocadas aps contato com material biolgico, entre as tarefas e procedimentos num mesmo paciente, pois podem conter uma alta concentrao de microrganismos.

Remova as luvas logo aps us-las, antes de tocar em artigos e superfcies sem material biolgico e antes de atender outro paciente, evitando a disperso de microrganismos ou material biolgico aderido nas luvas.

Lave as mos imediatamente aps a retirada das luvas para evitar a transferncia de microrganismos a outros pacientes e materiais, pois h repasse de germes para as mos mesmo com o uso de luvas.

As luvas estreis esto indicadas para procedimentos invasivos e asspticos. Luvas grossas de borracha esto indicadas para limpeza de materiais e de ambiente.

Mscaras, culos de proteo ou escudo facial A mscara cirrgica e culos de proteo ou escudo facial so utilizados em procedimentos e servem para proteger as mucosas dos olhos, nariz e boca de respingos (gotculas) gerados pela fala, tosse ou espirro de pacientes ou durante atividades de assistncia e de apoio. Essas gotculas geradas por fonte humana tem dimetro de at 5 e se dispersam at um metro de distncia quando se depositam nas superfcies. Elas podem ser de sangue, fluidos corporais, secrees e excrees ou lquidos contaminados, como aquelas geradas durante a lavagem de materiais contaminados.

Os procedimentos de maior risco e disperso de respingos so: broncoscopia, aspirao oral, nasal ou endotraqueal, passagem de sonda gstrica, cirurgias, suturas, tcnicas laboratoriais de bioqumica e microbiologia e atendimento odontolgico. Outra indicao de uso desses equipamentos durante a manipulao de produtos qumicos, como em farmcia hospitalar, reas de expurgo ou de desinfeco de artigos, onde existe o risco qumico de contato.

As mscaras cirrgicas devem ter um filtro bacteriano de at 5 de dimetro. So de uso nico, mas durante procedimentos de longa durao; sua troca dever ocorrer quando midas ou submetidas a respingos visveis.

PROTETOR RESPIRATRIO (RESPIRADORES) Usado para proteger as vias respiratrias contra poeiras txicas e vapores orgnicos ou qumicos. indicado para entrar em quarto de isolamento de pacientes com tuberculose pulmonar, sarampo ou varicela, doenas que so transmitidas via area quando inalamos os ncleos de gotculas ressecadas suspensas no ar contendo os germes. Tambm indicado no laboratrio de microbiologia em tcnicas de identificao do bacilo da tuberculose.

Outra indicao para o uso do protetor respiratrio, de um tipo especfico, no manuseio prolongado de glutaraldedo 2%, usado para desinfeco de artigos em ambiente pouco arejado, desde que esse protetor tenha uma camada de carvo ativado (mscara escura). Esse protetor com carvo ativado filtra gases txicos e odores. Seu uso tambm est indicado para ambientes ou atividades com odor ftido e desagradvel.

de uso individual, intransfervel e reutilizvel. Tem vida til varivel dependendo do tipo de contaminante, sua concentrao, da freqncia respiratria do usurio e da umidade do ambiente. Deve ser trocado sempre que se encontrar saturado (entupido), perfurado, rasgado ou com elstico solto, ou quando o usurio perceber o cheiro ou gosto do contaminante. No deve ser feito nenhum tipo de reparo.

Instrues de uso do protetor respiratrio: - Puxe o elstico de cima, passando-o pela cabea e ajustando-o acima das orelhas. Depois faa o mesmo com o elstico inferior, ajustando-o na nuca.

- Pressione o elemento metlico com os dedos de forma a mold-lo ao formato do nariz.

- Para verificar o ajuste, coloque as mos na frente do respirador e assopre fortemente. O ar no deve vazar pelas laterais.

- Profissionais imunizados por sarampo e varicela no necessitam de proteo respiratria, devendo estes ser escalados para o atendimento de pacientes portadores dessas doenas infecciosas.

AVENTAL E GORRO O avental (limpo, no estril) serve para proteger a pele e prevenir sujidade na roupa durante procedimentos que tenham probabilidade de gerar respingos ou contato de sangue, fluidos corporais, secrees ou excrees. O avental ser selecionado de acordo com a atividade e quantidade de fluido encontrado (plstico ou tecido). O avental de plstico est indicado para lavagem de materiais em reas de expurgo. O avental sujo ser removido aps o descarte das luvas e as mos devem ser lavadas para evitar transferncia de microrganismos para outros pacientes ou ambiente.

O gorro estar indicado especificamente para profissionais que trabalham com procedimentos que envolvam disperso de aerossis, projeo de partculas e proteo de pacientes quando o atendimento envolver procedimentos cirrgicos. o caso da equipe odontolgica e outras especialidades como oftalmologia, otorrinolaringologia, cirurgia geral, cirurgia vascular e outras especialidades cirrgicas.

Tanto o avental quanto o gorro podem ser de diferentes tecidos lavveis ou do tipo descartvel de uso nico. A lavagem domiciliar de aventais contaminados deve ser precedida de desinfeco, por 30 minutos em soluo de hipoclorito de sdio a 0,02% (10ml de alvejante comercial a 2 a 2,5% para cada litro de gua).

CALADOS Os calados indicados para o ambiente com sujeira orgnica so aqueles fechados, de preferncia impermeveis (couro ou sinttico). Evita-se os de tecido que umedecem e retm a sujeira. Escolha os calados cmodos e do tipo antiderrapante. Se o local tiver muita umidade, como em lavanderias, usar botas de borracha.

PREPARO DO FERIMENTO, PELE OU MUCOSA DO PACIENTE O objetivo remover a sujidade da leso ou da pele e preparar o ferimento para a sutura ou curativo. Para tanto, faz-se uma limpeza mecnica da ferida com irrigao de soluo salina sob presso, de forma a remover corpos estranhos e grande parte de bactrias superficiais.

Se houver presena de tecido desvitalizado e corpos estranhos aderidos que no saram com o jato de soro fisiolgico, estes so removidos com auxlio de pinas, tesouras ou lminas. Sangue coagulado na pele adjacente ao ferimento pode ser removido com gua oxigenada. Dentro do ferimento, remover cirurgicamente.

Evita-se o contato da gua oxigenada no tecido aberto devido seu efeito lesivo da oxigenao sobre clulas expostas.

Sabes, detergentes e anti-spticos cutneos esto contra-indicados sobre tecidos sub-epiteliais uma vez que so irritantes para os tecidos, destruindo clulas vivas e criando, tecido morto que servir de substrato para crescimento bacteriano. Na verdade, sabes e anti-spticos nos tecidos aumentam o potencial de infeco se usados diretamente na ferida. Estes podem ser usados para limpar a pele ntegra em volta da ferida, sendo removidos prontamente com soluo salina estril. Se o ferimento aguarda sutura, deve ficar protegido com gaze ou compressa estril e soluo salina isotnica at o tratamento cirrgico definitivo.

Quanto ao preparo da pele ou mucosa ntegra para procedimentos invasivos ou cirr- gicos indica-se o uso de anti-spticos. Para mucosas so usados anti-spticos em veculos aquosos e no os alcolicos. O anti-sptico pode ter associado um degermante, de forma que em um nico processo se tem duas aes: a limpeza e a anti-sepsia com destruio de germes da pele ou mucosa. Os trs anti-spticos com melhores resulta- dos so o lcool 70%, a clorexidina e o PVPI (polivinilpirrolidona-Iodo).

ANTISSPTICOS INDICAO lcool 70% Anti-sepsia de pele antes de administrar medicamentos e solu- Anti-sepsia de pele antes de puncionar acesso venoso central ou Anti-sepsia de pele antes de passar drenos ou outras punes lcool glicerinado 2% Exclusivamente para anti-sepsia das mos aps a lavagem ou como substituto da lavagem.

Iodofor aquoso 2% Anti-sepsia de mucosa antes de procedimentos Anti-sepsia de pele adjacente de ferimentos ou em reas lesadas Clorexidina degermante Anti-sepsia de degermao como preparo do campo cirrgico; em pele ou reas adjacentes de ferimentos ou mucosas, antes de procedimentos cirrgicos ou invasivos. Aplicar por trs minutos e Banhos de pacientes queimados, banhos de pacientes com infec- es por bactrias multiressistentes Anti-sepsia das mos da equipe cirrgica no bloco cirrgico; da equipe de unidades crticas ou da equipe de unidades de internao Clorexidina alcolica -0,5% Anti-sepsia de pele antes de puncionar acesso venoso central ou Anti-sepsia de pele antes de passar drenos ou outras punes Clorexidina -0,12-% Anti-sepsia de mucosa oral para uso dentrio.

COLETA SELETIVA DOS RESDUOS SLIDOS DE SADE O gerenciamento de resduos deve ser implantado como rotina em ambientes far- macuticos. Devem ser oferecidas as condies necessrias para seleo dos resduos, recolhimento para um local de armazenamento at a coleta. Recomenda-se a criao de uma Comisso de Gerenciamento de Resduos que dever incluir em sua rotina um pro- grama de treinamento para os profissionais geradores de resduos e para os responsveis pela limpeza e dispensao final dos resduos.

Cada sala do ambiente de trabalho, dependendo do tipo de atividade desenvolvida, dever ter locais determinados para a localizao das lixeiras de Coleta Seletiva. A Coleta Seletiva compreende a separao, j no momento do descarte, dos diferentes tipos de resduos.

Nas unidades de sade so gerados resduos comuns, reciclveis, infectantes e qumicos. Recomenda-se que, nas salas, cada lixeira contenha a identificao do tipo de resduo e acima, com adesivo, seja fixada uma lista de resduos que devero ser desprezados em tais lixeiras. Indica-se o uso de cores para identificar os recipientes e programao visual padronizando smbolos e descries utilizadas.

RESDUOS COMUNS So resduos nos estados slidos ou semi-slidos, semelhantes aos resduos domicili- ares que resultam de atividades diversas de alimentao, fisiolgicas, de limpeza, no oferecendo nenhum risco sua manipulao ou Sade Pblica. Compondo os resdu- os comuns, h os resduos reciclveis que sero descartados e recolhidos separada- mente.

RELAO DOS RESDUOS: Cascas de frutas, restos de lanches, erva-mate, papel higinico, absorventes higini- cos, papel toalha, papel carbono, esponjas, esponja de ao, folhas e flores, restos de madeira, isopor, etc.

COMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA: Lixeira com tampa e pedal identificada como Lixo Comum, com saco preto e uma relao dos resduos a serem descartados ali. Os sacos dessas lixeiras menores deve- ro ter seu recolhimento ao final de cada turno ou com 2/3 de sua capacidade preen- chida, e serem colocados dentro de um saco preto maior.

ONDE ARMAZENAR AT A COLETA FINAL: Colocar os sacos grandes contendo os resduos recolhidos de cada sala dentro de um continer.

Centralizar os diferentes contineres com tampa e identificao (lixo comum, lixo reciclvel, lixo infectante), em uma rea protegida de chuva, de acesso restrito a profissionais da limpeza.

RESDUOS RECICLVEIS So resduos slidos que, aps o uso, podem ter sua matria prima reaproveitada, gerando economia de recursos naturais e financeiros, alm de gerar novos empregos atravs das usinas de reciclagem. So resduos de plstico, vidro, papel, papelo e metal sem sujidade biolgica visvel.

RELAO DOS RESDUOS: Frascos de soro, papis de embrulho, caixas ou tubos plsticos de medicamentos, rolos vazios de esparadrapo, caixas de papelo, vidros, frascos-ampola vazios, co- pos descartveis, tubos de alvejantes e detergentes, sacos plsticos, embalagens de gua, refrigerantes, embalagens de alumnio, latas em geral etc. Os vidros gran- des, frgeis ou quebrados devem ser protegidos em caixa de papelo antes do des- carte no saco plstico.

COMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA: Lixeira com tampa e pedal identificada como Lixo Reciclvel, com saco verde e uma relao dos resduos a serem descartados ali. Esses sacos de lixo devero ter seu recolhimento ao final de cada turno ou com 2/3 de sua capacidade preenchida, e serem colocados dentro de um saco verde maior.

ONDE ARMAZENAR AT A COLETA FINAL: Colocar os sacos grandes com os resduos recolhidos dos diversos locais dentro de um continer.

Centralizar os diferentes contineres com tampa e identificao, em uma rea prote- gida de chuva, de acesso restrito somente a profissionais de limpeza. Se depositados em via pblica, colocar prximo ao horrio da coleta seletiva.

RESDUOS INFECTANTES So resduos que resultam das atividades de assistncia, laboratrio ou atos cirr- gicos, que promovam liberao de material biolgico, oferecendo risco Sade Pblica ou manipulao. Dentro desse grupo se incluem os prfuro-cortantes, que devem ter o descarte em recipiente apropriado, antes de serem agregados ao restante dos resduos infectantes.

RELAO DOS RESDUOS: Gaze, esparadrapo, sondas, drenos, cateteres, luvas usadas, mscaras usadas, gor- ros usados, bolsas coletoras de drenagens, papel de embrulho contaminado, campos protetores de superfcies, etc.

COMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA: Lixeira com tampa e pedal identificada como Lixo Infectante, com saco branco e uma relao dos resduos a serem descartados ali. Essas lixeiras devero ter seu recolhi- mento ao final de cada turno ou com 2/3 de sua capacidade preenchida, e serem colocados dentro de um saco branco leitoso, com espessura mnima de 10 micrometros, contendo o smbolo internacional de risco biolgico estampado no saco de 100 litros.

Em salas de assistncia odontolgica recomenda-se o uso de porta-resduos com ca- pacidade aproximada de um litro, sob a mesa clnica para descarte, aps o uso em cada paciente. Esses resduos so infectantes tambm e sero descartados fechados em sacos maiores at o recolhimento final. As peas anatmicas e bolsas de sangue devem ser descartadas em saco branco leitoso duplo dentro do recipiente para resdu- os infectantes.

RELAO DOS RESDUOS PRFURO-CORTANTES: Seringas agulhadas, fios agulhados, fios de ao, lminas de bisturi, lmina de barbear, ampolas de medicao, scalp, agulha de Abocath, agulhas de sutura, agulhas para Carpule, etc.

COMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA: Descartar em caixa apropriada (rgida e impermevel), lacrar quando atingir 2/3 da capacidade indicada na caixa, descartar dentro do saco branco do lixo infectante at o recolhimento.

ONDE ARMAZENAR AT A COLETA: Colocar os sacos grandes contendo os resduos recolhidos de cada sala dentro de um continer.

Centralizar os diferentes contineres com tampa e identificao, (lixo comum, lixo reciclvel, lixo infectante), em uma rea protegida de chuva, de acesso restrito a profissionais da limpeza. Se depositados em via pblica, colocar prximo ao horrio da coleta.

RESDUOS FARMACUTICOS E QUMICOS So resduos txicos compostos por medicamentos vencidos, resduos corrosivos, inflamveis, explosivos, reativos, genotxicos ou mutagnicos.

RELAO DOS RESDUOS: Medicamentos vencidos, reatores sorolgicos vencidos, quimioterpicos e antineoplsicos, germicidas fora da validade, solventes, mercrio lquido, solues para revelao e fixao de radiografias.

COMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA: Quando vencidos ou contaminados, esses resduos devero ser encaminhados ao fabricante ou empresa tecnicamente competente para tratamento, que elimine a periculosidade do resduo para a sade pblica ou para o meio ambiente, conforme consta na Resoluo CONAMA n 283/2001.

Este captulo teve como fontes de consulta: Manual de Biossegurana para servios de sade ? Carla Maria Opperman, Llian Capsi Pires. Porto Alegre, 2003

Este captulo tem o objetivo de tratar dos fundamentos bsicos dos primeiros socorros e orientar sobre o que pode ser feito em caso de acidentes como queimaduras, entorses e picadas de insetos.

Podemos definir primeiros socorros como os procedimentos adotados antes da chegada do mdico, do profissional qualificado da rea da sade ou da ambulncia, quando uma pessoa vtima de qualquer acidente ou mal sbito.

O socorro inicial vtima adequado tem como objetivos: A finalidade maior dos primeiros socorros : - Preservar a vida.

A pessoa que presta os primeiros socorros ? o socorrista ? deve agir imediatamente, trans- mitindo sempre segurana e confiana. Para isso importante: - Manter o controle sobre si mesmo e da situao.

O socorrista deve ser bem treinado, periodicamente reavaliado e estar atualizado quanto s tcnicas de primeiros socorros.

. Se a vtima for criana, ganhe a sua confiana falando da maneira mais simples possvel e olhando-a sempre de frente; jamais a separe da me ou do pai.

TIPOS DE ACIDENTES QUEIMADURAS So leses causadas pelo calor, substncias corrosivas, lquidos e vapores, podendo ocorrer tambm pelo frio intenso ou pela radiao solar. As queimaduras leves (de 1 grau) se manifes- tam com vermelhido, inchao e dor. Nas queimaduras de 2 grau a dor mais intensa e normalmente aparecem bolhas ou umidade na regio afetada. J nas queimaduras graves, de 3 grau, a pele se apresenta esbranquiada ou carbonizada e h pouca ou nenhuma dor, uma vez que h a destruio de termi- naes nervosas.

O que fazer: - No tente retirar pedaos de roupa grudados na pele. Se necessrio, recorte em volta da roupa que est sobre a regio afetada.

- No use manteiga, pomada, creme dental ou qualquer outro produto domstico sobre a queimadura.

QUEIMADURAS QUMICAS So sempre graves e geralmente causadas por produtos de higiene, cal, gasolina, lcool e gua sanitria.

O que fazer: - Como as queimaduras qumicas so sempre graves, retire as roupas da vtima rapidamente, tendo o cuidado de no queimar as prprias mos.

- Lave o local com gua corrente por 10 minutos (se forem os olhos, 15 minutos), enxugue delicadamente e cubra com um curativo limpo e seco.

A queimadura uma leso estril, por isso tenha cuidado ao manuse-la e evite ao mximo contamin-la.

QUEIMADURAS SOLARES O que fazer: QUEIMADURAS POR ELETRICIDADE So causadas por raios ou correntes de alta e baixa voltagem, podendo causar parada cardaca e respiratria.

O que fazer: FRATURAS, ENTORSES, LUXAES E CONTUSES FRATURA a quebra de um osso causada por uma pancada muito forte, uma queda ou esmagamento.

H dois tipos de fraturas: as fechadas, que, apesar do choque, deixam a pele intacta, e as expostas, quando o osso fere e atravessa a pele. As

fraturas expostas exigem cuidados especiais, portanto nesse caso cubra o local com um pano limpo ou gaze e procure socorro imediato.

O que fazer: - Mantenha o local afetado em nvel mais elevado que o resto do corpo e aplique compressas de gelo para diminuir o inchao, a dor e a progresso do hematoma.

ENTORSE a toro de uma articulao, com leso dos ligamentos (estrutura que sustenta as articulaes).

LUXAO O que fazer: CONTUSO uma rea afetada por uma pancada ou queda sem ferimento externo. Se o local estiver arroxeado, sinal de que houve hemorragia sob a pele (hematoma).

O que fazer em caso de entorse, luxao ou contuso: Improvise uma tala Amarre delicadamente o membro machucado (braos ou pernas) a uma super- fcie, como uma tbua, revista dobrada, vassoura ou outro objeto qualquer. Use

tiras de pano, ataduras ou cintos, sem apertar muito para no dificultar a circu- lao sangunea.

Improvise uma tipia Utilize um pedao grande de tecido com as pontas presas ao redor do pescoo. Isto serve para sustentar um brao em casos de fratura de punho, antebrao, cotovelo, costelas ou clavcula. S use a tipia se o brao ferido puder ser flexionado sem dor ou se j estiver dobrado.

INTOXICAES E ENVENENAMENTOS Venenos so substncias que, ao serem introduzidas no organismo, em quantidade suficiente podem causar danos temporrios ou permanentes.

Medicamentos, plantas, produtos qumicos e substncias corrosivas so os princi- pais causadores de envenenamentos ou intoxicao, especificamente em crianas. Os sinais e sintomas mais comuns so queimaduras nos lbios e na boca, hlito com cheiro da substncia ingerida, vmitos, alterao da pulsao, perda de conscincia, convulses e, eventualmente, parada crdio-respiratria.

O que fazer: - No induza o vmito se a substncia ingerida for corrosiva ou derivada de petrleo (removedor, gasolina, querosene, polidores, ceras, aguarrs, thinner, graxas, amnia, soda custica, gua sanitria, etc.). Esses produtos causam queimaduras quando ingeri- dos e podem provocar novas queimaduras durante o vmito ou liberar gases txicos para os pulmes.

- Se a vtima estiver consciente, induza vmitos se o agente txico for: medicamentos, plantas, comida estragada, lcool, bebidas alcolicas, cosmticos, tinta, fsforo, naftalina, veneno para ratos ou gua oxigenada.

PICADAS DE ANIMAIS PEONHENTOS O que fazer ao socorrer uma vtima picada por animais peonhentos: - No amarre a regio da picada.

PICADAS DE INSETOS O que fazer: - Deve-se remover o ferro e aplicar compressas frias para aliviar a dor e reduzir o inchao.

PICADAS DE CARRAPATOS O que fazer: Deve-se remov-los o mais rpido possvel e coloc-los em um vidro para serem examinados, uma vez que carrapatos so vetores de doenas.

PICADAS DE ESCORPIES Os escorpies so pouco agressivos, tm hbitos noturnos e encontram-se geralmen- te em pilhas de madeiras, adaptando-se bem ao ambiente domstico. Os sintomas mais comuns so nuseas, vmitos, salivao, tremores e convulso.

O que fazer: - Deve-se transportar o acidentado rapidamente unidade de sade para aplica- o de soro especfico.

PICADAS DE COBRAS As picadas de cobras so reconhecidas pelas marcas dos dentes na pele, pela dor no local atingido, por inchao e bolas que surgem no local. Toda picada de cobra, mesmo sem qualquer sintoma, merece atendimento mdico.

O que fazer: - Mantenha a parte ferida abaixo do nvel do corao, de forma que o veneno fique contido no local.

SANGRAMENTOS SANGRAMENTO EXTERNO visvel na superfcie do corpo e decorrente de corte, raspo, perfurao, produzido por um pedao de vidro, prego, faca ou outro objeto cortante. Qualquer ruptura anor- mal da pele ou da superfcie do corpo chamada de ferimento. Dessa maneira ocorre o sangramento ou hemorragia.

O que fazer: - Pressione firmemente o local por cerca de dez minutos, comprimindo-o com um pano limpo dobrado ou com uma das mos.

- Quando parar de sangrar, cubra o ferimento com uma gaze e prenda-a com uma atadura firme, mas que permita a circulao do sangue. Se o sangramento persis- tir atravs do curativo, ponha novas ataduras sem retirar as anteriores, evitando a remoo de eventuais cogulos.

Observao: Quando houver sangramentos intensos nos membros e a compresso no for suficiente para estanc-los, comprima a artria ou a veia responsvel pelo sangramento contra o osso, impedindo a passagem de sangue para a regio afetada.

- No aplique substncias, como p de caf ou qualquer outro produto, no sangramento.

SANGRAMENTO INTERNO Surge em decorrncia de um ferimento interno que faz com que o sangue saia do sistema circulatrio, mas no do corpo. Os mais comuns ocorrem no trax e no abd- men. A hemorragia interna pode levar rapidamente ao estado de choque e, por isso, a situao deve ser acompanhada e controlada com muita ateno atravs da monitorao dos sinais externos: pulso fraco e acelerado, pele fria e plida, mucosas dos olhos e da boca brancas, mos e dedos arroxeados pela diminuio da irrigao sangunea, sede, tontura e inconscincia.

- Incline a cabea da pessoa para a frente, sentada, evitando que o sangue v para a garganta e seja engolido, provocando nuseas.

- Se a hemorragia persistir, volte a comprimir a narina e CHOQUE ELTRICO O choque eltrico, geralmente causado por altas descargas, sempre grave, podendo causar distrbios na circulao sangunea e, em casos extremos, levar parada crdio-respiratria.

Na pele, podem aparecer duas pequenas reas de queimaduras (geralmente de 3 grau) - a de entrada e de sada da corrente eltrica.

O que fazer: - Se tiver que remover a vtima com as mos, envolva-as em um jornal ou num saco de papel.

- Se possvel empurre a vtima para longe da fonte de eletricidade com um objeto seco, no-condutor de corrente, como um cabo de vassoura, tbua, corda seca, cadeira de madeira ou basto de borracha.

- Se a pessoa estiver consciente, deite-a de costas, com as pernas elevadas. Se estiver inconsciente, deite-a de lado.

CORPOS ESTRANHOS E ASFIXIA Crianas pequenas podem, acidentalmente, introduzir objetos nas cavidades do corpo, em especial no nariz, boca e ouvidos. Esses objetos so, na maioria das vezes, peas de brinquedos, sementes, moedas, bolinhas de papel e grampos. Se houver asfixia, a vtima apresentar pele azulada e respirao difcil ou ausente.

O que fazer: NO OUVIDO - No tente retirar objetos profundamente introduzidos, nem coloque nenhum ins- trumento no canal auditivo.

- Pingue algumas gotas de leo mineral morno (vire a cabea para que o leo e o objeto possam escorrer para fora), e procure ajuda mdica especializada imediatamente.

NOS OLHOS - Pingue algumas gotas de soro fisiolgico ou de gua morna no olho atingido. Se isso no resolver, cubra os dois olhos com compressas de gaze, sem apertar, e procure um mdico.

- Se o objeto estiver cravado no olho no tente retir-lo; cubra os olhos da vtima e procure ajuda mdica. Se no for possvel fechar os olhos, cubra-os com um cone de papel grosso (por exemplo, um copo) e procure ajuda mdica imediata.

- No introduza nenhum instrumento nas narinas para retirar o objeto. Se ele no sair, procure auxlio mdico.

OBJETOS ENGOLIDOS - Nunca tente puxar os objetos da garganta ou abrir a boca para examinar o seu interior. Deixe a pessoa tossir com fora, pois esse o recurso mais eficiente quando no h asfixia.

- Se a pessoa no consegue tossir com fora, falar ou chorar, sinal de que o objeto est obstruindo as vias respiratrias, o que significa que h asfixia.

PARADA CRDIO-RESPIRATRIA Em decorrncia da gravidade de um acidente pode acontecer a parada crdio-respira- tria, levando a vtima a apresentar, alm da ausncia de respirao e pulsao, in- conscincia, pele fria e plida, lbios e unhas azulados.

O que fazer: S aplique os procedimentos a seguir se voc tiver certeza de que o corao no est batendo:

PROCEDIMENTOS PRELIMINARES - Se o ferido estiver de bruos e houver suspeita de fraturas, mova-o rolando o corpo todo de uma s vez, colocando-o de costas no cho.

- Faa isso sempre com o auxlio de mais duas ou trs pessoas a fim de no virar ou dobrar as costas e o pescoo da vtima, evitando assim lesar a medula quando houver vrtebras quebradas. Verifique ento se h algo da boca da vtima que impea a respirao.

A RESSUSCITAO CRDIO-PULMONAR - Com a pessoa no cho, coloque uma mo sobre a outra e localize a extremidade inferior do osso vertical que est no centro do peito (chamado osso esterno).

- Enquanto o ajudante enche os pulmes, soprando adequadamente para insufl- los, pressione o peito a intervalos curtos de tempo, at que o corao volte a bater. Esta seqncia deve ser feita da seguinte forma: se voc estiver sozinho, faa dois sopros para cada quinze presses no corao; se houver algum ajudando-o, faa um sopro para cada cinco presses.

EMERGNCIAS CLNICAS DESMAIO a perda momentnea da conscincia. Pode ocorrer por falta de alimentao, aps a doao de sangue ou quando se presencia algum sangrando ou sofrendo.

O que fazer: - Coloque-a deitada de costas, com as pernas elevadas e a cabea baixa. - No oferea nada para ela cheirar, beber ou comer. Caso a vtima volte a si aps alguns minutos, tente coloc-la sentada e depois, devagar, ajude-a a ficar em p, sempre a amparando, para ter certeza de que ela voltou ao normal.

CONVULSES So contraes incontrolveis dos msculos. Duram poucos minutos, so fortes, com movimentos desordenados e, em geral, acompanhadas de perda de conscincia. Normalmente, durante a convulso, alm da contratura desordenada da musculatura, h salivao abundante e, s vezes, eliminao de fezes e urina. A queda da vtima quase sempre desamparada, podendo ocorrer ferimentos.

O que fazer: - Evite a mordedura da lngua, colocando um leno dobrado entre as arcadas - Oriente a vtima a procurar um mdico.

A farmcia hospitalar um rgo de abrangncia assistencial, tcnico-cientfica e adminis- trativa, onde se desenvolvem atividades ligadas produo, armazenamento, controle, dispensao e distribuio de medicamentos e correlatos s unidades hospitalares.

igualmente responsvel pela orientao de pacientes internos e ambulatoriais, visando sempre eficcia da teraputica, alm da reduo dos custos, voltando-se tambm para o ensino e a pesquisa, propiciando assim um vasto campo de aprimoramento profissional.

Um servio de farmcia em um hospital o apoio clnico integrado, funcional e hierarquica- mente, em um grupo de servios que dependem diretamente da Direo Central e esto em cons- tante e estreita relao com sua administrao.

A principal razo de ser da farmcia servir ao paciente, objetivando dispensar medicaes seguras e oportunas. Sua misso compreende tudo o que se refere ao medicamento, desde sua seleo at sua dispensao, velando a todo o momento por sua adequada utilizao no plano assistencial, econmico, investigativo e docente. O farmacutico tem, portanto, uma importante funo clnica, administrativa e de consulta.

ADMINISTRAO DA FARMCIA HOSPITALAR Hoje coexistem vrias realidades em nosso pas, desde farmcias extremamente mo- dernas prestando toda a gama de servios e no outro extremo hospitais sem farmacuti- co.

O aumento na informatizao das farmcias hospitalares propiciou melhor controle ad- ministrativo dos estoques.

A introduo de novas legislaes aumentou a exigncia de cumprimento de boas pr- ticas de dispensao e manipulao farmacutica.

DESAFIOS PARA A FARMCIA HOSPITALAR BRASILEIRA Melhorar a gesto administrativa (estocagem, armazenamento, planejamento, compras, etc.).

Melhorar a qualidade tcnica (dispensao, manipulao, participao em grupos multiprofissionais e aes de farmcia clnica).

AES GERENCIAIS PARA FARMCIAS HOSPITALARES Princpios Farmacuticos trabalham prximos com outros profissionais de sade para aten- der as necessidades dos pacientes.

As vrias necessidades dos pacientes requerem que as farmcias hospitalares desempenhem uma srie de atividades organizadas.

Como agentes de Ateno Farmacutica, os farmacuticos so comprometidos com os resultados de seus servios e no somente com o fornecimento deles.

V ? Estrutura, equipamentos e fontes de informao; e Liderana e prtica de gerenciamento: Uma efetiva liderana aliado a um perfil gerencial so necessrios para a presta- o de servios farmacuticos de maneira consistente com as necessidades do hospital e dos pacientes.

O gerenciamento de uma farmcia hospitalar deve ser focado na responsabilida- de do farmacutico de fornecer Ateno Farmacutica e desenvolver uma estrutu- ra organizacional que d suporte a esta misso.

O diretor de uma farmcia hospitalar deve ser responsvel por: 1) Estabelecer as metas de curto e longo prazo da farmcia, baseado nas necessidades do paciente e do hospital;

3) Direcionar as implementao destes planos e as atividades do dia-a-dia associadas a ela;

4) Acompanhar o cumprimento das metas; e Misso da Farmcia Hospitalar: A misso deve ser escrita e conhecida de todos os funcionrios (refletindo o compromisso com pacientes e responsabilidades operacionais); e deve tambm ser compatvel com a as caractersticas e misso do hospital.

RecursosHumanosdeApoio: A farmcia hospitalar deve ter pessoal de suporte (tcnicos, escriturrios, auxili- ares, secretrias, etc.) em quantidade e perfil suficiente para implementao da Ateno Farmacutica.

EsquemasdeTrabalho: . O diretor da farmcia hospitalar deve assegurar que as rotinas e procedimentos sejam seguidos e ajudem a atingir as metas estabelecidas.

Educao e Treinamento: a) Todos os funcionrios da farmcia hospitalar devem possuir as qualificaes necessrias para cumprir suas tarefas; e b) Programas de educao continuada devem ser elaborados para manter e au- mentar suas competncias.

Recrutamento e Seleo de Pessoal Integrao de Novos Funcionrios: Deve-se ter bem estabelecida uma rotina de acolhimento (apresentao das misses, setores da farmcia e do hospital, atividades, cultura do hospital).

Descrio dos Cargos e Funes: As reas de responsabilidade da farmcia devem ser claramente definidas; a descrio detalhada dos cargos e funes de todas as categorias de funcionrios da farmcia deve existir e ser revisadas.

Manual Operacional: Deve ser elaborado um manual operacional a fim de disciplinas as atividades da farmcia (administrativa, operacional e clnica);

Todos os funcionrios devem conhec-lo; e Custoscommedicamentos: Polticas e procedimentos para gerencias os gastos com medicamentos devem existir; e Devem-se utilizar programas com estudos de uso de medicamentos (EUM), estu- dos farmacoeconmicos, etc.

Gesto financeira: O diretor da farmcia hospitalar deve participar ativamente da gesto financeira do hospital, pois os gastos da farmcia representam um grande aporte dentro do hospital; e Devem ser implantados controles gerenciais de tratamentos de alto-custo no hospital.

Envolvimento em comisses: O farmacutico deve ser membro e participar ativamente de Comisses de Farmcia e Teraputica (CFT), dor, curativos, grupos multiprofissionais de diabe- tes, hipertenso, gestantes, etc.

Garantia de qualidade: O diretor da farmcia hospitalar deve garantir a implantao de programas de qualidade em todos os processos relacionados ao uso de medicamentos pelo paci- ente e em relao logstica.

Servios farmacuticos 24 horas: O funcionamento da farmcia com a presena de farmacutico deve ser ininterrupto sempre que possvel, principalmente em hospitais com programas clnicos que exi- jam farmacoterapia intensiva (transplantes, cirurgia cardaca, UTI neonatal).

Servios farmacuticos no - 24 horas: a) A dispensao de medicamentos em horrios que no h farmacutico deve ser disciplinada pela CFT no que diz respeito aos medicamentos que podem ser dispen- sados;

b) O uso de dispensadores eletrnicos deve ser estimulado nestas ocasies; e c) Deve-se evitar e desencorajar a entrada de no farmacuticos (ou funcionrios da farmcia) nas dependncias da farmcia hospitalar.

Confidencialidade de Dados do Paciente: Dispensao por dose-unitria: Sempre que possvel, os medicamentos devem ser disponibilizados na forma de dose-nica por horrio e paciente, devidamente rotulados, e prontos para a admi- nistrao.

Estocagemdemedicamentos: Medicamentos devem ser estocados e preparados em condies apropriadas de higiene, temperatura, luz, ventilao, segregao e segurana que assegurem in- tegridade do medicamento e segurana do pessoal envolvido.

Erros de medicao (medication errors): Farmacuticos, mdicos e enfermeiros devem estabelecer polticas e procedi- mentos para preveno e notificao de erros de medicao.

Aps anlise dos ocorridos necessrio propor medidas corretivas para evitar novos episdios.

Recolhimento de medicamentos (recalls): Um procedimento escrito deve existir em casos de alertas sanitrios (ANVISA ? Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria) para recolhimento de produtos.

Representantescomerciais: Polticas escritas para visitas e atuao de representantes comerciais de medica- mentos e correlatos no hospital devem existir.

Fabricantes e fornecedores: Devem ser estabelecidos critrios para selecionar e validar fornecedores para assegurar a mxima qualidade dos medicamentos e correlatos.

Substncias controladas: Seguir rigorosamente os procedimentos contidos na Portaria 344/98, em especi- al os controles fsicos e livros (ou controles informatizados).

Inspees na rea de estocagem: Todos os estoques devem ser inspecionados rotineiramente para assegurar vali- dade de produtos, rtulos, avariados.

Condies que possam comprometer a segurana do processo de estocagem devem ser revistos e propostos modificaes.

Estoques perifricos: Estoques perifricos devem se limitar ao uso em situaes de emergncia e itens de segurana (enxagatrio bucal, anti-spticos, curativos, etc.).

O potencial de acontecer erros de medicao deve ser avaliado em relao a estes itens.

Sistemas de dispensao e mquinas dispensadoras automticas: A farmcia deve propor e monitorar a utilizao dos sistemas de dispensao (dose-unitria, individualizada, coletiva, satlites, automatizados, etc.) no hospital e avaliar as mudanas necessrias e os riscos de erros associados a cada setor.

Estrutura, equipamentos e fontes de informao: Para assegurar uma performance operacional tima e qualidade no atendimento ao paciente, espao adequado, equipamentos e suprimentos devem estar dispon- veis para todos os profissionais e funes administrativas relacionadas ao uso de medicamentos.

Estes recursos devem estar localizados em reas que facilitem a proviso de servios ao paciente, enfermeiros, prescritores e outros profissionais de sade e devem estar integrados com os servios gerais do hospital (comunicaes, trans- portes, segurana, limpeza, lavanderia, etc.).

Estocagemdemedicamentos: Deve existir uma estrutura para que a estocagem e preparao de medicamen- tos sejam realizadas dentro de parmetros legais e de segurana.

rea de manipulao e estocagem: O espao e a estrutura da rea de manipulao devem atender as boas prticas de manipulao (RDC 33 e outras) e estocagem (portaria 802 e outras).

Na manipulao de estreis devemos ter os cuidados redobrados, evitando po- tenciais contaminaes de produtos.

Produtos citotxicos e perigosos: Precaues especiais, equipamentos e treinamentos para estocagem, manipula- o e eliminao de dejetos devem existir para garantir a segurana dos funcion- rios, pacientes e eventuais visitantes.

Podemos incluir neste rol de produtos os inflamveis, que devem possuir rea segregada e rotinas escritas de preveno de incndios.

Informaosobremedicamentos: Espao adequado, fontes de consulta e tecnologia de comunicao devem estar dispo- nveis para facilitar a proviso de informaes sobre medicamentos.

Consultrio farmacutico: Para atendimento de pacientes ambulatoriais deve existir um espao privativo com estrutura adequada para realizao do processo de anamnese e orientao farmacutica, com o objetivo de melhorar os resultados farmacoteraputicos e a qualidade de vida dos pacientes.

Escritrios e sala de reunies: Devem estar disponveis para atividades administrativas, reunies, atividades educativas e de treinamento.

Automao: Sistemas mecnicos automatizados (?robs?) e softwares podem ser usados para promover a eficcia e eficincia nos processos de prescrio, dispensao, monitorao clnica, facilitando a interveno tcnica do farmacutico antes da primeira dose.

Manuteno de registros: Um espao adequado deve estar disponvel para arquivamento e manuteno de registros (psicotrpicos, inventrios, relatrios e documentos administrativos e tcnicos) para assegurar o cumprimento da legislao em vigor e rgos de acreditao.

Sistemas informatizados: Devem estar disponveis para auxiliar nas funes administrativas (logsticas), gerenciar os perfis farmacoteraputicos dos pacientes, e podem conter mdulos interligados com bases de dados de interaes medicamentosas e monografias de drogas.

PESQUISA FARMACOLGICA CLNICA Polticas e procedimentos: O farmacutico deve assegurar a segurana e o uso de protocolos apropriados de ensaios clnicos de novas drogas.

Distribuio e controle: A farmcia deve ser responsvel pela distribuio e controle dos frmacos utiliza- dos em pesquisa clnica no hospital.

A CFT e a Comisso de Pesquisa Clnica devem aprovar a pesquisa bem como a Comisso de tica em Pesquisa (CEP), e manter a documentao de consentimen- to do paciente arquivada.

Comisso de Pesquisa Clnica: Informaosobremedicamentos: O farmacutico deve ter acesso a informaes de todos os estudos preliminares sobre o medicamento em pesquisa no hospital, e sobre experimentos similares realizados em outros centros de pesquisa.

O farmacutico deve elaborar informaes escritas sobre segurana, interaes, RAM, administrao do medicamento testado.

SISTEMA DE DISTRIBUIO DE MEDICAMENTOS Conceito - o ato de entrega racional de medicamentos aos pacientes, prestando informaes sobre as caractersticas farmacodinmicas dos mesmos, bem como estudo da posologia, verificao de interaes medicamentosas e com alimentos, contra-indica- es, dentre outras.

Estas informaes devem ser repassadas clientela do hospital de forma clara e objetiva de modo que a mesma no tenha nenhuma dvida a cerca do esquema teraputico proposto.

Objetivos Prestar informaes sobre os mesmos no que diz respeito estabilidade, caractersticas organolpticas, indicao teraputica, contra-indicao;

Aumentar o controle sobre os medicamentos, acesso do Farmacutico as informaes sobre o paciente.

Introduo A elaborao de um sistema de distribuio de medicamentos requer uma investi- gao em profundidade, de atividades que possam garantir eficincia, economia e segu- rana.

A seqncia de eventos que envolvem a distribuio do medicamento comea quando o mesmo adquirido e a partir de ento um modelo seguido at sua administrao ao paciente ou, por algum motivo seja devolvido Farmcia, para se concluir o processo.

Um sistema de distribuio deve atender a todas as reas da instituio onde so utilizados medicamentos e correlatos.

Na prtica existem 4 tipos de sistema de distribuio de medicamentos, a saber: coletivo, individual, combinado e dose unitria. (Garrinson, 1979.p.257).

SISTEMA DE DISTRIBUIO COLETIVO DE MEDICAMENTOS um sistema onde os pedidos de medicamentos Farmcia so feitos atravs da transcrio da prescrio mdica pela enfermagem. Estes pedidos no so feitos em nome dos pacientes, mas sim, em nome de setores. A Farmcia envia certa quantidade de medicamentos para serem estocados nas unidades de enfermagem e demais setores, que de acordo com as prescries mdicas vo sendo ministradas aos pacientes. um sistema que apresenta falhas, pois no h a participao direta do Farmacutico.

Rotina Operacional: Mdico: prescreve os medicamentos para os diversos pacientes nas folhas de prescri- es mdicas.

Enfermagem: efetua a transcrio da prescrio mdica para o ?Formulrio de Solicita- o de Medicamentos? em nome de todo o setor.

Vantagens: Desvantagens: Requisies so feitas atravs da transcrio da prescrio mdica o que pode ocasio- nar erros de transao, tais como: omisses e trocas de medicamentos.

Aumenta o gasto com medicamentos em conseqncia de: . Aumenta o potencial de erros de administrao de medicamentos resultante da falta de reviso feita pelo Farmacutico das prescries mdicas de cada paciente.

Sistema no qual os pedidos de medicamentos so feitos especificamente para cada paciente (24 horas), de acordo com a segunda via da prescrio mdica.

Este sistema est mais orientado para a Farmcia que o anterior, visto que se busca um melhor controle de medicamentos.

Rotina Operacional: Funcionrio da Farmcia: recolhe as segundas vias das prescries mdicas nas unidades e efetua o aviamento e distribuio dos medicamentos e Solues de Grande Volume (S.G.V.) em sacos plsticos individuais devidamente identificados com os dados do paciente.

Farmacutico: controla o estoque e registra as receitas de psicotrpicos e entorpecentes de acordo com a legislao vigente.

supervisiona a reposio dos medicamentos de uso espordico (se necessrio); medica- mentos da portaria 344 (psicotrpicos e entorpecentes) e armrio de reservas das S.G.V.

Funcionrio da Farmcia: retorna as unidades com os medicamentos dispensados e as segundas vias das prescries mdicas e acompanha a conferncia da medicao e do MMH.

Secretria da Unidade: recebe os medicamentos e S.G.V. na presena do funcion- rio da Farmcia, conferindo o que est recebendo de acordo com as segundas vias das prescries mdicas. Aps conferir assina as prescries e organiza os medicamentos e S.G.V. nas gavetas e armrios.

Funcionrio da Farmcia: retorna ao Servio de Farmcia com as segundas vias das prescries mdicas assinadas e os medicamentos que no foram administrados aos pacientes.

Diariamente visita as unidades e confere: Vantagens: Desvantagens: Incremento das atividades desenvolvidas pela farmcia;

Combinao do sistema coletivo com o individual Sistema no qual alguns medicamentos so dispensados atravs de requisies (Sis- tema Coletivo) e outros por prescrio individual (Sistema Individual).

Desvantagens: Sistema de dose unitria de distribuio de medicamentos ? uma quantidade ordenada de medicamentos com forma e dosagens prontas para serem ministradas ao paciente de acordo com a prescrio mdica, num certo per- odo de tempo?. (Garrinson, 1979) Objetivos: Dispensar o medicamento certo, ao paciente certo, na hora certa, levando-se em considerao que podem ser avaliados diversos aspectos, tais como: Erros de medicao, ou seja, verifica-se com a ?dose unitria? se estes erros so fre- qentes;

Fidelidade das doses (comparar as doses prontas com as prescries mdicas e verificar possveis diferenas);

Acondicionamento dos frmacos pode ser estudado considerando-se o tipo de acondicionamento ao qual esto submetidos na ?dose unitria?;

Proporcionar administrao hospitalar um sistema de distribuio de medicamentos que seja financeiramente vivel;

Rotina Operacional: A rotina operacional cclica e portanto deve ser vista como um processo dinmi- co. Cada passo tem sua importncia, no devendo haver atropelos, sob pena de inter- romper o processo em qualquer fase que se encontre.

Atendente ou Auxiliar de Enfermagem: retira do pronturio as cpias (segundas vias) das prescries mdicas.

Funcionrio da Farmcia: vai ao posto de enfermagem, enfermarias ou apartamen- tos e recolhe: Cpias (das segundas vias) das prescries.

Funcionrio da Farmcia prepara: ?Bandejas? contendo os medicamentos a serem repostos nos armrios com medica- mentos de urgncia (de acordo com as receitas).

As etiquetas das doses unitrias e revisa as receitas rubricando-as (para identificar quem preparou e/ou aviou as doses e receitas, respectivamente).

Farmacutico: verifica se as doses unitrias preparadas esto de acordo com as segundas vias das prescries mdicas.

faz ou supervisiona o controle de estoque e registra as receitas de psicotrpicos ou entorpecentes, de acordo com a legislao vigente.

Atendente ou Auxiliar de Enfermagem: recebe e confere as doses unitrias e faz a reposio dos medicamentos utilizados na urgncia.

Tipos de sistemas de distribuio por dose unitria: So trs os tipos de sistema distribuio por dose unitria: Centralizado.

Sistema Centralizado: As doses so preparadas na Farmcia Central e dali so distribudas para todo o Hospital. Pelo fato da centralizao, o controle de estoque e a superviso da preparao das doses, pelo Farmacutico, ficam mais contundentes.

Sistema Descentralizado: As doses so preparadas nas Farmcias Satlite (descentralizadas) e ao final de cada preparao, os quantitativos do consumo so enviados Farmcia Central.

SistemaCombinado: Diz-se que o sistema combinado, quando ao mesmo tempo em que as Farmcias Satlites esto atuando na preparao de doses, a Farmcia Central deixara de operar e vice-versa. Este esquema facilita a adequao aos horrios de administrao de doses e objetiva uma reduo nos recursos humanos, aproveitando da melhor forma possvel, o horrio de trabalho do pessoal existente no quadro de funcionrios da Farmcia.

Existncia da Comisso de Farmcia e Teraputica (Comisso de padronizao de Me- dicamentos).

Sem uma relao bsica dos medicamentos a serem consumidos no Hospital, fica difcil se preparar ?doses unitrias?, levando-se em considerao a grande quantidade de especialidades farmacuticas comercializadas no Brasil e a preferncia de cada mdico por certa especialidade.

Normas Escritas de Carter Executivos: H necessidade que normas sejam publicadas como uma espcie de manual evitando, por- tanto, a omisso dos elementos que trabalharo no sistema. Neste manual devero constar, tam- bm, os objetivos do sistema e suas vantagens.

Vantagens do S.D.M.U.D.: Possibilita uma maior interao do Farmacutico com os diversos profissionais da sade e com o paciente.

Desvantagens: Aumento das necessidades de recursos humanos e infra-estrutura da Farmcia Hospitalar;

Diferena entre o sistema de distribuio por prescrio individual (dose indivi- dual) e o sistema de distribuio por dose unitria Dose individual: A embalagem que acondicionamos (Sacos Plsticos) violada por completo.

NUTRIO PARENTERAL Por Maria Rita Carvalho Garbi Novaes Introduo A nutrio parenteral (NP) total ou parcial constitui parte dos cuidados de assistn- cia ao paciente que est impossibilitado de receber os nutrientes em quantidade e quali- dade que atendam s suas necessidades metablicas pelo trato gastrointestinal (TGI). A NP indicada na profilaxia e tratamento da desnutrio aguda, mediante o fornecimento de energia e protenas para prevenir o catabolismo protico do paciente, em regime hospitalar ou domiciliar.

Doenas respiratrias, capacidade gstrica diminuda, retardo do esvaziamento gstrico, incompetncia do esfncter esofgico inferior e diminuio na motilidade intesti- nal, enterocolite necrosante, erros inatos do metabolismo e prematuridade, pr e ps- operatrio, sndromes do intestino curto, fstulas, so algumas das situaes clnicas em que est indicada a nutrio parenteral.

A Terapia de Nutricional Parenteral exige o comprometimento e a capacitao de uma equipe multiprofissional, visando garantia da sua eficcia e segurana. Esta equipe deve ser constituda por profissionais mdicos, farmacuticos, nutricionistas e enfermei- ros, psiclogos, microbiologistas, fisiatras, entre outros, resultando em aes mais especializadas ao paciente.

No mbito de atuao do farmacutico, o Decreto-Lei 85.878/81 estabeleceu como privativa desta classe a manipulao de medicamentos e afins. Posteriormente, as Reso- lues do Conselho Federal de Enfermagem - COFEN 161/93 e do Conselho Federal de Farmcia - CFF 247/93, alterada pela Resoluo CFF 292/96, destacaram as responsa- bilidades e atribuies do farmacutico no preparo das nutries parenterais. A Portaria 272/98-SVS/MS normatizou os requisitos estruturais e ambientais na manipulao, armazenamento e transporte da alimentao parenteral manipulada e dos insumos utili- zados para este fim.

O profissional farmacutico tornou-se oficialmente o responsvel pela manipulao das formulaes nutritivas devido principalmente sua formao acadmica, que lhe d habilidade de avaliar as caractersticas fsico-qumicas dos componentes, as possveis interaes qumicas entre os nutrientes e os frmacos, assegurando uma perfeita estabi- lidade qumica e esterilidade do produto elaborado.

O preparo da nutrio parenteral um processo que utiliza procedimentos padro- nizados e validados, a fim de assegurar a qualidade dos componentes da nutrio parenteral at a sua administrao no paciente. Alm das atividades de superviso na manipulao das formulaes e controle de qualidade, o farmacutico participa do acompanhamento clnico do paciente, juntamente equipe multidisciplinar, em ambientes hospitalares ou em domiclio.

No Brasil, como entidade congregadora dos profissionais da rea, a Sociedade Brasileira de Nutrio Parenteral e Enteral (SBNPE), de constituio multiprofissional, tm realizado desde 1991 o concurso para obteno de ttulo de especialista na rea, reconhecido pelo Conselho Federal de Farmcia.

Paralelamente ao trabalho da SBNPE, a Sociedade Brasileira de Farmcia Hospitalar (SBRAFH) tem propiciado a participao e valorizao dos farmacuticos hospitalares com a realiza- o de vrios cursos de atualizao na rea. Em 2005, a SBRAFH realizou, durante o V

Congresso Brasileiro de Farmcia Hospitalar em So Paulo, a 1 prova para a obteno do Ttulo de Especialista em Farmcia Hospitalar, que alm de contemplar a terapia nutricional, tambm abordou outros temas e atividades do farmacutico hospitalar.

A atuao do farmacutico em terapia nutricional tem propiciado s instituies uma sensvel reduo dos custos hospitalares, bem como benefcios teraputicos ao paciente, muitos destes associados ausncia de contaminao das solues nutritivas.

Atribuio dos farmacuticos em terapia nutricional Aquisio de medicamentos, produtos para a sade e correlatos O farmacutico responsvel pela logstica farmacutica de medicamentos e produtos para sade, bem como dos equipamentos necessrios manipulao e administrao da terapia nutricional, seguindo padres de qualidade e os aspectos legais.

Os produtos farmacuticos e correlatos industrialmente preparados, adquiridos para o preparo da NP, devem ser registrados no Ministrio da Sade e acompanhados do Certi- ficado de Anlise emitido pelo fabricante, que garantam sua pureza fsico-qumica e microbiolgica, bem como o atendimento s especificaes estabelecidas (Portaria 272/ 1998).

COMUNICAO E ACONSELHAMENTO AO PACIENTE A interao entre prescritores, farmacuticos e pacientes essencial na obteno da eficincia do tratamento, que depende no somente de um diagnstico e indicao corretos da terapia nutricional, mas tambm da adeso e aceitao do tratamento pelo paciente, estando este hospitalizado ou recebendo a nutrio em domiclio.

O farmacutico deve manter uma comunicao adequada e respeitosa com os pacien- tes e seus cuidadores e deve estar seguro de que o paciente recebeu orientao e aconselhamentos apropriados para aquela terapia e verificar se o paciente e a equipe de sade os entenderam com clareza.

COMUNICAO COM OS DEMAIS PROFISSIONAIS DE SADE A confiana fundamental nas relaes entre o farmacutico-paciente e o farmacu- tico e os demais profissionais de sade, no s na conduo de uma orientao tcnica que traga benefcios terapia nutricional, como tambm no manejo adequado do paciente. O farmacutico o responsvel em fornecer um sumrio de todas as infor-

maes clnicas relevantes a outros farmacuticos que possam vir a assumir a respon- sabilidade daquele paciente.

SEGUIMENTO DO PACIENTE EM TERAPIA NUTRICIONAL O mdico o responsvel pela prescrio, indicao, mtodo de administrao e acom- panhamento clnico do paciente. A prescrio deve contemplar o tipo e a qualidade dos nutrientes requeridos pelo paciente, de acordo com seu estado mrbido, estado nutricional e requerimentos nutricionais.

O farmacutico deve avaliar se as prescries so adequadas ao paciente e se h, em termos de prognstico, resultados claros que se busquem alcanar. Estudos de Grymonpre et al. (1994) revelam a importncia das aes do farmacutico sobre o prescritor, ao analisar prescries de nutrio parenteral de pacientes e discutir sobre possveis inadequaes da prescrio.

O farmacutico deve exercer a liderana no desenvolvimento de um programa de monitorizao e documentao das reaes adversas, incluindo os erros de prescri- o. O mdico titular deve ser notificado sobre os eventos dessa natureza, bem como as entidades governamentais competentes.

PARTICIPAO NA EDUCAO CONTINUADA DOS PROFISSIONAIS DE SADE O farmacutico deve participar diretamente na educao daqueles envolvidos no su- porte nutricional para garantir a competncia tcnica da equipe de trabalho. Deve prover treinamento queles que so responsveis pela preparao e administrao da formulao, demais membros da equipe, para melhorar a qualificao dos profissio- nais.

PARTICIPAO EM PESQUISA CLNICA A investigao clnica no hospital exige a constituio de equipes multidisciplinares no desenvolvimento eficaz de ensaios clnicos.

Nesta equipe, o farmacutico pode avaliar dados cientficos observando avanos no cuidado individual do paciente, inspecionar a conduta de servios, e providenciar edu- cao para o paciente, profissionais da sade e outros. O profissional deve ainda gerar

e analisar dados para avaliar formulaes e tcnicas de suporte nutricional, servios, equipamentos e suportes, deve designar e/ou conduzir cincias bsicas e/ou clnicas em reas de suporte nutricional, medicina nutricional, nutrio clnica e nutrio farmacolgica, respeitando-se o desejo do paciente participar da pesquisa, o qual deve assinar o termo de consentimento ps-informado.

FORMULAES DE NUTRIO PARENTERAL A formulao de soluo de NP um procedimento que deve ser adaptado s necessi- dades calrico-proticas do paciente, metas do suporte nutricional e a via de acesso adequada situao clnica.

Os pacientes que recebem a NP devem ser submetidos a um rgido controle clinico e laboratorial, antes e durante a administrao da NP, para identificar as anormalidades metablicas que requeiram tratamento.

PREPARO INTRA-HOSPITALAR DA NUTRIO PARENTERAL A obteno e manuteno da esterilidade na nutrio parenteral e preparaes est- reis so dependentes da qualidade dos componentes aditivados, da tcnica de mani- pulao rigorosamente assptica e das condies ambientais sob as quais o processo realizado.

O farmacutico deve garantir o fornecimento de nutrio parenteral estvel, contendo nutrientes quimicamente compatveis, nas dosagens adequadas, estreis e apirognicas. A possibilidade de interao entre componentes bastante alta na nutrio parenteral devido sua complexidade e multiplicidade e deve ser avaliada previamente em todas as solues nutritivas. As interaes entre nutrientes podem ocorrer na forma pr- absortivas ou ps-absortivas.

O local utilizado no preparo das alimentaes parenterais tambm deve ser criteriosamente analisado. Deve ser detentor de requisitos estruturais e formais com relao ao piso, teto e parede: em nvel, liso, livre de rachaduras, de material imper- mevel, fcil de limpar e desinfetar, cantos abaulados, iluminao central e difusa com acrlico protetor para facilitar a limpeza.

O farmacutico deve revisar as prescries de TNP, analisar sua adequao, concen- trao e compatibilidade fsico-qumica dos componentes, realizar todas as operaes inerentes ao desenvolvimento, manipulao, controle de qualidade, conservao e

transporte da NP, atendendo s recomendaes das Boas Prticas de Preparao de Nutrio Parenteral - BPPNP, conforme Anexo II da Portaria 272/98-SVS/MS. Qual- quer alterao que se fizer necessria na formulao deve ser discutida com o mdico responsvel.

Os hospitais que no possuam as condies previstas quanto estrutura fsica, organizacional e recursos humanos capacitados podem contratar firmas prestadoras de bens e servios, devidamente licenciadas e atuando em conformidade com a Porta- ria 272/98/SVS, para o fornecimento da nutrio parenteral e assistncia ao pacien- te. O farmacutico e a equipe devero estar habilitados para prestar assistncia ao paciente em domiclio.

A manipulao das nutries parenterais deve ser realizada em capela de fluxo laminar horizontal, classe 100, fornecendo um fluxo de ar estril, dentro de uma rea confina- da de trabalho. A manipulao e/ou superviso da nutrio parenteral de competn- cia do profissional farmacutico, que dever exerc-la com responsabilidade.

MTODOS USUALMENTE UTILIZADOS NA MANIPULAO NO BRASIL E NO EXTERIOR Manipulao em vidros Para auxiliar no preparo de solues de nutrio parenteral estreis nos hospitais com menor demanda, so comercializados em embalagens contendo o vidro de aminocidos e frasco de soluo glicosada. As solues so misturadas, sob condies asspticas, em capela de fluxo laminar, mediante a transferncia da glicose para o vidro de aminocidos, com o auxlio de equipo estril de transferncia. Aps a aditivao dos macronutrientes so transferidos os micronutrientes, homogeneizando-se bem a soluo.

Manipulao em bolsas de PVC O PVC (cloreto de polivinila) uma substncia dura, frgil e inflexvel, e plastificadores como o DEHP (dietilexilftalato) so adicionados para dar flexibilidade. O DEHP um lipdio solvel, possvel carcinognico, hepatotxico e teratognico em produtos que tenham PVC contendo misturas lipoflicas. Desta forma, recomendado que no se- jam administradas solues de nutrio parenteral misturadas em bolsas de PVC, principalmente se as solues permanecerem na bolsa por longo perodo que antecede a administrao.

Muitos hospitais preparam as nutries parenterais utilizando aparelhos especialmen- te desenvolvidos com bombas de transferncia. O mtodo com misturadores autom- ticos tem como vantagem a flexibilidade em fornecer quantidades de glicose, aminocidos e lipdios, individualmente preparadas para as necessidades de cada pa- ciente, utilizando um tempo de preparo bem inferior quando comparado quantidade manipulada e o tempo gasto pelos demais mtodos, alm da eficincia e segurana na manuteno da esterilidade da nutrio parenteral.

Aps o preparo da soluo bsica constituda de macronutrientes so adicionados minerais e vitaminas individualmente.

BARREIRA DE ISOLAMENTO Foi proposto o desenvolvimento de uma rea para preparao de produtos estreis que mantivesse a esterilidade com um nvel assegurado em conformidade com a ?ASHP Technical Assistance Bulletin on Quality Assurance for Pharmacy Prepared Sterile Products?.

A tecnologia da barreira de isolamento foi desenvolvida para remover pessoas do ambiente de preparo de produtos intravenosos. Removendo as pessoas do ambiente de preparo, elimina-se a forma primria de contaminao. A barreira de isolamento constituda pela sua estrutura fsica, pelo seu ambiente interno, a tecnologia de interao e sistemas de monitoramento de forma a evitar o contato direto com o manipulador.

CONTROLE DE QUALIDADE DA NUTRIO PARENTERAL Consiste em um conjunto de normas e procedimentos, incluindo desde a aquisio dos constituintes, qualificao de fornecedores, rea fsica adequada, avaliao dos mto- dos de desinfeco e limpeza da rea fsica e da superfcie externa dos constituintes utilizados nas amostras, validao dos processos de manipulao, esterilizao do material, treinamento dos profissionais envolvidos, avaliao peridica das instala- es e filtros da capela de fluxo laminar, avaliao de todos os fatores potencialmente interferentes na qualidade final do servio.

O farmacutico deve verificar se a dieta foi precisamente formulada no que se referem adio correta dos componentes, quantidades e embalagem, integridade do materi-

al de embalagem, cor e turbidez da soluo ou emulso, presena de material particulado, precipitao, volume e peso final.

Todos estes cuidados so realizados visando garantia da qualidade da soluo final e conseqentemente o bem-estar do paciente.

NOVOS SUBSTRATOS EM TERAPIA NUTRICIONAL Novos substratos em terapia nutricional vm sendo avaliados a fim de minimizar os problemas de incompatibilidades entre os nutrientes, bem como trazer benefcios teraputicos.

Na tentativa de solucionar o grave problema da incompatibilidade entre fosfato e clcio nas formulaes parenterais de recm-nascidos, foram estudadas fontes alter- nativas dos dois ons. Destes estudos, os melhores resultados foram obtidos com o uso de sais orgnicos de fsforo, os quais so solveis com sais de clcio em qualquer concentrao, tornando estvel a nutrio parenteral.

Outros substratos, como a arginina, glutamina, cidos graxos 3 e 6, cidos graxos de cadeia longa (PUFA), nucleotdeos, fitoterpicos (Agaricus sylvaticus) vm sendo utili- zados como suplementos dietticos no suporte nutricional de portadores de cncer, sndrome do intestino curto, entre outros usos teraputicos.

CONSIDERAES FINAIS A atuao do farmacutico na equipe multidisciplinar melhora a qualidade do atendi- mento nutricional, ao identificar corretamente os pacientes que requerem suporte nutricional, reduzindo as complicaes metablicas e infecciosas relacionadas aos pro- cedimentos utilizados na nutrio parenteral e/ou enteral e tambm ao favorecer um melhor gerenciamento dos recursos humanos e materiais.

O profissional deve manter a tica da profisso farmacutica, mantendo uma comuni- cao adequada, tcnica e respeitosa com os pacientes, seus cuidadores e equipe de terapia nutricional, lembrando-se que o paciente o objetivo de nossas aes enquan- to profissionais de sade e do aprimoramento contnuo do nosso trabalho.

Este captulo teve como fontes de consulta: Portal Farmcia ? www.portalfarmacia.com.br http://www.praticahospitalar.com.br/pratica%2040/pgs/materia 2010-40.html

CONCEITO DE VIGILNCIA EM SADE PBLICA Langmuir apresentou, em 1963, o seguinte conceito: ?Vigilncia a observao contnua da distribuio e tendncias da incidncia de doenas mediante a coleta sistemtica, consolidao e avaliao de informes de morbidade e mortalidade, assim como de outros dados relevantes, e a regular disseminao dessas informaes a todos os que necessitam conhec-la?.

Esse autor foi cuidadoso ao distinguir a vigilncia tanto da responsabilidade das aes diretas de controle, que deveriam ficar afetas s autoridades locais de sade, quanto da epidemiologia no sentido amplo de mtodo ou de cincia, embora reconheces- se a importncia da interface entre as trs atividades.

Langmuir era favorvel ao conceito de vigilncia como uma aplicao da epidemiologia em sade pblica, que denominava inteligncia epidemiolgica. O profissi- onal que trabalha na vigilncia deveria assumir o papel dos ?olhos e ouvidos da autoridade sanitria?, devendo assessor-la quanto necessidade de medidas de controle; porm, a deciso e a operacionalizao dessas medidas devem ficar sob a responsabilidade da autoridade sanitria.

A vigilncia adquiriu o qualificativo ?epidemiolgica? em 1964, em artigo sobre o tema publicado por Raska, com designao internacionalmente consagrada pela criao, no ano seguinte, da Unidade de Vigilncia Epidemiolgica da Diviso de Doenas Transmissveis da Organizao Mundial da Sade.

Raska afirmava que a vigilncia deveria ser conduzida respeitando as caractersti- cas particulares de cada doena, com o objetivo de oferecer as bases cientficas para as aes de controle. Afirmava, ainda, que sua complexidade tcnica est condicionada aos recursos disponveis de cada pas.

Em 1968, a 21 Assemblia Mundial de Sade promoveu ampla discusso a res- peito da aplicao da vigilncia no campo da sade pblica, resultando dessas discusses uma viso mais abrangente desse instrumento, com recomendaes para a sua utilizao no s em doenas transmissveis, mas tambm em outros eventos adversos sade.

A partir da dcada de 70, a vigilncia passou a ser aplicada tambm ao acompa- nhamento de malformaes congnitas, envenenamentos na infncia, leucemia, abortos, acidentes, doenas profissionais, outros eventos adversos sade relacionados a riscos ambientais, como poluio por substncias radioativas, metais pesados, utilizao de aditivos em alimentos e emprego de tecnologias mdicas, tais como medicamentos, equi- pamentos, procedimentos cirrgicos e hemoterpicos.

Thacker & Berkelman, em extenso trabalho publicado em 1988, discutem, entre ou- tros pontos, os limites da prtica da vigilncia e analisam a apropriao do termo epidemiolgica para qualificar vigilncia na forma em que ela era aplicada at ento em sade pblica.

Afirmam esses autores que as informaes obtidas como resultado da vigilncia po- dem ser usadas para identificar questes a serem pesquisadas, como o caso de testar uma hiptese elaborada a partir de dados obtidos numa investigao de um surto, relativa a uma possvel associao entre uma exposio (fator de risco) e um efeito (doena), ou avaliadas quanto necessidade de definir determinada estratgia de controle de uma doena.

Porm, enfatizam que a vigilncia no abrange a pesquisa nem as aes de controle; essas trs prticas de sade pblica so relacionadas, mas independentes. As atividades desenvolvidas pela vigilncia situam-se num momento anterior implementao de pesqui- sas e elaborao de programas voltados ao controle de eventos adversos sade.

Nesse contexto, afirmam Thacker & Berkelman, o uso do termo epidemiolgico para qualificar vigilncia equivocado, uma vez que epidemiologia uma disciplina abrangente, que incorpora a pesquisa e cuja aplicao nos servios de sade vai alm do ?instrumento de sade pblica que denominamos vigilncia?. A utilizao desse qualificativo tem induzido

freqentemente a confuses, reduzindo a aplicao da epidemiologia nos servios ao acom- panhamento de eventos adversos sade, atividade que constitui somente parte das apli- caes da epidemiologia nesse campo, como j foi visto anteriormente neste livro.

Devido a essa discusso, Thacker & Berkelman propem a adoo da denominao vigilncia em sade pblica como forma de evitar confuses a respeito da precisa delimi- tao dessa prtica.

Essa denominao, vigilncia em sade pblica, desde ento se consagrou internacionalmente, substituindo o termo vigilncia epidemiolgica e passando a ser utilizada em todas as publicaes sobre o assunto desde o incio dos anos 90. Como em nosso pas tem sido freqente a confuso na aplicao do termo ?vigilncia? como sinnimo das prticas da epidemiologia nos servios de sade, que bem mais abrangente, resolvemos adotar a denominao j consagrada vigilncia em sade pblica ou simplesmente vigilncia, dei- xando de utilizar o qualificativo epidemiolgico, apesar de muito aplicado at hoje no Brasil.

A vigilncia, nas formas propostas por Langmuir e Raska, desenvolveu-se e consoli- dou-se na segunda metade deste sculo, apresentando variaes em sua abrangncia em pases com diferentes sistemas polticos, sociais e econmicos e com distintas estruturas de servios de sade. Um dos principais fatores que propiciaram a disseminao em todo o mundo desse instrumento foi a Campanha de Erradicao da Varola, nas dcadas de 60 e 70.

Utilizando o enfoque sistmico e sintetizando os diversos conceitos de vigilncia, sem discutir o mrito de cada um deles para um particular sistema de sade, podemos dizer que a vigilncia de um especfico evento adverso sade composta, ao menos, por dois subsistemas: 1. Subsistema de informaes para a agilizao das aes de controle - situa-se nos sistemas locais de sade e tem por objetivo agilizar o processo de identificao e controle de eventos adversos sade. A equipe que faz parte desse subsistema deve estar perfeitamente articulada com a de planejamento e avaliao dos programas, responsvel, portanto, pela elaborao das normas utilizadas no nvel local dos servios de sade.

2. Subsistema de inteligncia epidemiolgica - especializado e tem por objetivo elaborar as bases tcnicas dos programas de controle de especficos eventos adversos sade.

Salientamos que norma deve ser entendida no sentido utilizado em planejamento, ou seja, como um instrumento para planejamento e avaliao de programas de sade; portanto, deve ser adequada realidade local. Ao falarmos em bases tcnicas de um programa, estamos nos referindo fundamentao tcnica de um programa, que apre- senta um carter mais universal.

Por exemplo, as bases tcnicas para um programa de controle de difteria em Santa Catarina, na Bahia ou, talvez, na Polnia so muito semelhantes; o que ir diferir a norma, que deve estar vinculada s caractersticas locais do comportamento da doena na comunidade, devendo tambm levar em considerao os recursos humanos, materiais e a tecnologia disponveis para o desenvolvimento dos programas de controle.

Outro objetivo do subsistema de inteligncia epidemiolgica identificar lacunas no conhecimento cientfico e tecnolgico, uma vez que, medida que for acompanhando o comportamento de especficos eventos adversos sade na comunidade, poder, even- tualmente, detectar mudanas desse comportamento no explicadas pelo conhecimento cientfico disponvel. Identificada essa lacuna no conhecimento disponvel, papel da inte- ligncia epidemiolgica induzir a pesquisa.

Esse subsistema tem por funo tambm incorporar aos servios de sade o novo conhecimento produzido pela pesquisa, com o objetivo de aprimorar as medidas de con- trole. Isso pode ser feito introduzindo esse novo conhecimento nas bases tcnicas que

so encaminhadas aos servios de sade na forma de recomendaes disseminadas por boletins epidemiolgicos. Esse subsistema constitui a ponte entre o subsistema de servi- os de sade e o subsistema de pesquisa do Sistema Nacional de Sade.

PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAES Em setembro de 2003, o Programa Nacional de Imunizaes (PNI) completou 30 anos, com motivos para uma histrica comemorao: fazia quase 14 anos que o Brasil no registrava novo caso de paralisia infantil.

Os impactos positivos das aes do PNI fizeram com que, j em 1980, a estratgia dos Dias Nacionais de Vacinao contra a Poliomielite fosse recomendada pela Organiza- o Pan-Americana de Sade (OPAS) e adotada por diversos pases no mundo.

Essa estratgia permitiu, tambm, que o Brasil no registrasse qualquer caso de poliomielite desde junho de 1989 e recebesse da Organizao Mundial de Sade (OMS), em 1994, o Certificado de Erradicao da Poliomielite.

Hoje o PNI no est restrito s conquistas contra a plio. Doenas que afligiam milhares de crianas brasileiras esto controladas: as formas graves de tuberculose, o ttano, a coqueluche, a difteria, a rubola, a caxumba, dentre outras, esto em franca reduo.

Erradicou-se a febre amarela urbana e a varola. H vrios anos no registrado nenhum caso de sarampo, doena considerada em processo de erradicao no Brasil.

Alm de ampliar o rol dos imunobiolgicos oferecidos populao, em 26 mil pos- tos de rotina de vacinao, o PNI implantou a vacinao de adultos, principalmente em mulheres em idade frtil, e a de idosos a partir de 60 anos. Os idosos so imunizados contra gripe, ttano e difteria, em todos os postos do pas. Aqueles hospitalizados e residentes em asilos e casas geritricas so vacinados contra a pneumonia. As mulheres em idade frtil, entre 12 e 49 anos, recebem a dupla bacteriana, contra ttano e difteria.

As crianas menores de dois anos passaram a receber em 1999, em carter de rotina, a vacina contra a bactria Haemophilus influenzae tipo b (Hib), uma das principais causadoras da meningite infantil.

A vacina contra a hepatite B comeou a ser implantada gradativamente, por estado, a partir de 1992. Atualmente oferecida a menores de dois anos em todo o pas e a menores de 15 anos na Amaznia Legal (Acre, Amazonas, Amap, Rondnia, Roraima, Par, Tocantins, Maranho e Mato Grosso), Esprito Santo, Paran, Santa Catarina e Distrito Federal.

SADE PBLICA E IMUNIZAO Os produtos imunizantes - vacinas, soros heterlogos (imunoglobulinas animais) e soros homlogos (imunoglobulinas humanas) - so utilizados na preveno ou tratamento de doenas do homem.

A rede pblica coloca disposio de toda a populao os imunobiolgicos de rotina, nos postos de vacinao; os imunobiolgicos especiais, nos Centros de Referncia para Imunobiolgicos Especiais (CRIE).

A cobertura vacinal obtida pelo PNI em menores de um ano chegou a 94,7%, em 1999, enquanto que, em 1978, atingia somente 40% das crianas.

Entre as vacinas de rotina, em menores de um ano, o pas vem alcanando 100% de cobertura vacinal contra a tuberculose, a partir de 1995. Assim como tem alcanado as mdias de 98% contra sarampo; de 94% contra difteria, coqueluche e ttano; e a mdia de 98% contra plio nas vacinaes de rotina. Nos dias nacionais de campanha de vacinao, tem-se chegado a cerca de 100% de cobertura.

Entre 1995 e 2000, a Secretaria de Vigilncia em Sade - SVS colocou disposio da populao 1,6 bilhes de doses de vacinas, saltando de 214 milhes, em 1995, para 329 milhes em 2000, representando 54% de acrscimo.

Os investimentos na compra de imunobiolgicos saltaram de R$ 60 milhes, em 1995, para R$ 234 milhes, em 2000, representando um acrscimo de 290%. O acrscimo, em percentual maior, deve-se incorporao de vacinas de maior valor.

Setenta e cinco por cento da quantidade de vacinas consumidas no pas so produ- zidas em laboratrios nacionais.

Vm sendo disponibilizadas gratuitamente populao brasileira vacinas contra 13 doenas, inclusive outras infeces causadas pelo Haemophilus influenzae tipo B, nos postos da rede pblica para vacinao de rotina, alm de tantas outras ofertadas em Centros de Referncia em Imunobiolgicos Especiais (CRIE).

SOROS A Secretaria de Vigilncia em Sade responsvel, tambm, pela aquisio e distribuio de soros para as Secretarias Estaduais de Sade, alm da fiscalizao quanto armazenagem e ao controle de qualidade.

Todos os produtos so fabricados no Brasil, em laboratrios nacionais oficiais, sob acompanhamento da SVS. As nicas excees so para o soro contra a picada da aranha Latrodectus curacaviensis (viva negra ou flamenguinha), totalmente importado, e para a raiva humana (parcialmente importado).

Alm dos soros de rotina, a Secretaria de Vigilncia em Sade incentiva novas pesquisas, a produo e a melhoria da qualidade dos produtos.

O propsito do controle de acidentes por animais peonhentos o de diminuir a letalidade dos acidentes causados por esses animais e a sua gravidade, por meio do uso adequado da soroterapia e da disponibilidade do soro para o tratamento do acidente.

Os soros so distribudos pela SVS para as Secretarias Estaduais de Sade, que coordenam a distribuio para os hospitais pblicos habilitados pela Secretaria de Sade do Estado ou do Municpio.

Sendo o Brasil um pas de propores continentais, com realidades regionais diversas, apesar dos crescentes investimentos voltados sade pblica, constata-se a existncia de considervel diferena na qualidade de atendimento populao, por exemplo, entre os estados do norte e nordeste e os estados da regio sul, com condies diferenciadas. A regio sudeste, especialmente o estado de So Paulo, caracteriza-se pelo enorme contingente populacional.

EPIDEMIOLOGIA AIDS uma doena caracterizada por uma disfuno grave do sistema imunolgico do indi- vduo infectado pelo vrus da imunodeficincia humana (HIV). Sua evoluo marcada por uma considervel destruio de linfcitos T CD4+ e pode ser dividida em 3 fases: infeco aguda, que pode surgir algumas semanas aps a infeco inicial, com mani- festaes variadas, semelhantes a um quadro gripal ou mesmo a uma mononucleose. Nessa fase, os sintomas so autolimitados e quase sempre a doena no diagnosticada devido semelhana com outras doenas virais. Em seguida, o paciente entra em uma fase de infeco assintomtica, de durao varivel de alguns anos.

A doena sintomtica, da qual a AIDS a sua manifestao mais grave da imunodepresso, definida por diversos sinais, sintomas e doenas, como febre pro- longada, diarria crnica, perda de peso importante (superior a 10% do peso anterior do indivduo), sudorese noturna, astenia e adenomegalia. As infeces oportunsticas passam a surgir ou reativar, tais como tuberculose, pneumonia por Pneumocistis carinii, toxoplasmose cerebral, candidase e meningite por criptococos, dentre outras.

Tumores raros em indivduos imunocompetentes, como o sarcoma de Kaposi, linfomas no-Hodgkin, podem surgir, caracterizando a AIDS. A ocorrncia de formas graves ou atpicas de doenas tropicais, como leishmaniose e doena de Chagas, tem sido obser- vada no Brasil. A histria natural da doena vem sendo consideravelmente modificada pelos anti-retrovirais que retardam a evoluo da infeco at o seu estgio final.

SINONMIA AGENTE ETIOLGICO um vrus RNA. Retrovrus denominado Vrus da Imunodeficincia Humana (HIV), com 2 tipos conhecidos: o HIV-1 e o HIV-2.

RESERVATRIO MODO DE TRANSMISSO Sexual, sangnea (via parenteral e da me para o filho, no curso da gravidez, durante ou aps o parto) e pelo leite materno. So fatores de risco associados aos mecanismos de transmisso do HIV: variaes freqentes de parceiros sexuais sem uso de preservativos; utilizao de sangue ou seus derivados sem controle de qualidade; uso compartilhado de seringas e agulhas no esterilizadas (como acontece entre usurios de drogas injetveis); gravidez em mulher infectada pelo HIV; e recepo de rgos ou smen de doadores infectados. importante ressaltar que o HIV no transmitido pelo convvio social ou familiar, abrao ou beijo, alimentos, gua, picadas de mosquitos ou de outros insetos.

PERODO DE INCUBAO o perodo compreendido entre a infeco pelo HIV e o aparecimento de sinais e sintomas da fase aguda, podendo variar de cinco a 30 dias. No h consenso sobre o conceito desse perodo em AIDS.

PERODO DE LATNCIA o perodo compreendido entre a infeco pelo HIV e os sintomas e sinais que caracterizam a doena causada pelo HIV (AIDS). Sem o uso dos anti-retrovirais, as medianas desse perodo esto entre 3 a 10 anos, dependendo da via de infeco.

PERODO DE TRANSMISSIBILIDADE O indivduo infectado pelo HIV pode transmiti-lo durante todas as fases da infeco, sendo esse risco proporcional magnitude da viremia.

DIAGNSTICO A deteco laboratorial do HIV realizada por meio de tcnicas que pesquisam anticorpos, antgenos, material gentico (biologia molecular) ou que isolem o vrus (cultura). Os testes que pesquisam anticorpos (sorolgicos) so os mais utilizados, para indivduos com mais de 18 meses. O aparecimento de anticorpos detectveis por testes sorolgicos ocorre em torno de 30 dias aps a infeco em indivduos imunologicamente competentes. Denomina-se ?janela imunolgica? esse intervalo entre a infeco e a deteco de anticorpos por tcnicas laboratoriais. Nesse perodo, as provas sorolgicas podem ser falso-negativas. Para os menores de 18 meses, pesquisa-se o RNA ou DNA viral, visto que a deteco de anticorpos nesse perodo pode ser devido transferncia passiva de anticorpos maternos ocorrida durante a gestao, razo pela qual os testes sorolgicos no devem ser realizados. Devido importncia do diagnstico laboratorial, particularmente pelas conseqncias de se ?rotular? um indivduo como HIV positivo, o Programa Nacional de DST/AIDS, da Secretaria de Vigilncia em Sade do Ministrio da Sade, regulamentou os procedimentos de realizao dos testes. Por meio da Portaria Ministerial n 59, de 28 de janeiro de 2003, esses procedimentos devem ser rigorosamente seguidos, de acordo com a natureza de cada situao.

DIAGNSTICO DIFERENCIAL Imunodeficincias por outras etiologias, como tratamento com corticosterides. (prolongado ou em altas doses), tratamentos com imunossupressores (quimioterapia antineoplsica, radioterapia); algumas doenas como doena de Hodgkin, leucemias linfocticas, mieloma mltiplo e sndrome de imunodeficincia gentica.

TRATAMENTO Nos ltimos anos, foram obtidos grandes avanos no conhecimento da patognese da infeco pelo HIV e vrias drogas anti-retrovirais em uso combinado, chamado de ?coquetel?, mostra-se eficazes na elevao da contagem de linfcitos T CD4+ e reduo nos ttulos plasmticos de RNA do HIV (carga viral), diminuindo a progresso da doena e levando a uma reduo da incidncia das complicaes oportunsticas, uma reduo da mortalidade, uma maior sobrevida, bem como a uma significativa melhora na qualidade de vida dos indivduos. A partir de 1995, o tratamento com monoterapia foi abandonado, passando a ser recomendao do Ministrio da Sade a utilizao de terapia combinada com duas ou mais drogas anti-retrovirais.

So numerosas as possibilidades de esquemas teraputicos indicados pela Coordenao Nacional de DST e AIDS, que variam, em adultos e crianas, com curso ou no de doenas oportunsticas, com tamanho da carga viral e dosagem de CD4+. Por esse motivo, indica-se a leitura das ?Recomendaes para Terapia Anti-Retroviral em Crianas Infectadas pelo HIV-2004? e das ?Recomendaes para Terapia Anti-Retroviral em Adultos e Adolescentes Infectados pelo HIV-2004?, ambos distribudos pelo Ministrio da Sade e Secretarias Estaduais de Sade para instituies que manejam esses pacientes.

No menos importante enfatizar que o Brasil um dos poucos pases que financiam integralmente a assistncia ao paciente com AIDS, com uma estimativa de gastos de 2% do oramento nacional.

OBJETIVOS DA VIGILNCIA EPIDEMIOLGICA Prevenir a transmisso e disseminao do HIV e reduzir a morbi-mortalidade associada a essa infeco.

DEFINIO DE CASO Entende-se por caso de AIDS o indivduo que se enquadra nas definies adotadas pelo Ministrio da Sade: infeco avanada pelo HIV com repercusso no sistema imunitrio, com ou sem ocorrncia de sinais e sintomas causados pelo prprio HIV ou conseqentes de doenas oportunsticas (infeces e neoplasias). Os critrios para caracterizao de casos de AIDS esto descritos na publicao ?Critrios de definio de casos de AIDS em adultos e crianas? (2004).

MEDIDAS DE CONTROLE . Preveno da transmisso sexual - Baseia-se na informao e educao visando prtica do sexo seguro pela reduo do nmero de parceiros e uso de preservativos.

. Preveno da transmisso sangnea - Transfuso de sangue: Todo o sangue para ser transfundido deve ser obrigatoriamente testado para deteco de anticorpos anti-HIV. A excluso de doadores em situao de risco aumenta a segurana da transfuso, principalmente por causa da ?janela imunolgica?;

. Hemoderivados - Os produtos derivados de sangue, que podem transmitir o HIV, devem passar por processo de inativao do vrus;

. Injees e instrumentos prfuro-cortantes - Quando no forem descartveis devem ser meticulosamente limpos para depois serem desinfetados e esterilizados. Os materiais descartveis, depois de utilizados, devem ser acondicionados em caixas apropriadas, com paredes duras, para que acidentes sejam evitados. O HIV muito sensvel aos mtodos padronizados de esterilizao e desinfeco (de alta eficcia), sendo inativado por meio de produtos qumicos especficos e do calor, mas no inativado por irradiao ou raios gama;

. Preveno da transmisso perinatal - feita com uso de zudovidina (AZT) durante gestao e parto por mulheres infectadas pelo HIV e o AZT xarope por crianas expostas, que devero ser alimentadas exclusivamente com frmula infantil. Outras orientaes do Ministrio da Sade, como o parto cesreo e diminuio do tempo de rotura das membranas, tambm contribuem para a reduo da transmisso vertical. No entanto, a preveno da infeco na mulher ainda a melhor abordagem para se evitar a transmisso da me para o filho.

. Preveno de outras formas de transmisso - Como doao de smen e rgos: feita por uma rigorosa triagem dos doadores.

Observao - As associaes entre diferentes DST so freqentes, destacando-se, atualmente a relao entre a presena de DST e aumento do risco de infeco pelo HIV, principalmente na vigncia de lceras genitais.

Desse modo, se o profissional estiver capacitado a realizar aconselhamento, pr e ps-teste para deteco de anticorpos anti-HIV, quando do diagnstico de uma ou mais DST, deve ser oferecida essa opo ao paciente.

Portanto, toda DST constitui-se em evento sentinela para busca de outra doena sexu- almente transmissvel e possibilidade de associao com o HIV. necessrio, ainda, registrar que o Ministrio da Sade vem implementando a ?abordagem sindrmica? aos pacientes de DST, visando aumentar a sensibilidade no diagnstico e tratamento dessas doenas, o que resultar em um maior impacto na reduo dessas infeces.

SFILIS CONGNITA DESCRIO . Sfilis adquirida - A sfilis uma doena infecto-contagiosa, sistmica, de evoluo crnica, com manifestaes cutneas temporrias, provocadas por uma espiroqueta. A evoluo da sfilis dividida em recente e tardia. A transmisso da sfilis adquirida sexual e na rea gnito-anal, na quase totalidade dos casos. Na sfilis congnita, h infeco fetal via hematognica, em geral a partir do 4 ms de gravidez.

. Sfilis adquirida recente - Essa forma compreende o primeiro ano de evoluo, perodo de desenvolvimento imunitrio na sfilis no-tratada e inclui sfilis primria, secundria e latente. A sfilis primria caracteriza-se por apresentar leso inicial denominada cancro duro ou protossifiloma, que surge em 1 a 2 semanas, ocorrendo adenite satlite. O cancro duro, usualmente, desaparece em 4 semanas, sem deixar cicatrizes. As reaes sorolgicas para sfilis tornam-se positivas entre a 2 e a 4 semanas do aparecimento do cancro. A sfilis secundria marcada pela disseminao dos

treponemas pelo organismo. Suas manifestaes ocorrem de 4 a 8 semanas do aparecimento do cancro. A leso mais precoce constituda por ezantema morbiliforme no pruruginoso: a rosola. Posteriormente, podem surgir leses papulosas palmo- plantares, placas mucosas, adenopatia generalizada, alopcia em clareira e os condilomas planos. As reaes sorolgicas so sempre positivas. No perodo de sfilis recente latente, no existem manifestaes visveis, mas h treponemas localizados em determinados tecidos. Assim, o diagnstico s obtido pelas reaes sorolgicas. Pode ocorrer com freqncia polimicro-adenopatia, particularmente de linfonodos cervicais, epitrocleanos e inguinais.

. Sfilis adquirida tardia - considerada tardia aps o primeiro ano de evoluo e ocorre em doentes que no receberam tratamento adequado ou que no foram tratados. Suas manifestaes clnicas surgem depois de um perodo varivel de latncia e compreendem as formas cutnea, ssea, cardiovascular, nervosa e outras. As reaes sorolgicas so positivas. A sfilis tardia cutnea caracteriza-se por leses gomosas e nodulares, de carter destrutivo. Na sfilis ssea, pode haver ostete gomosa, periostite ostete esclerosante, artralgias, artrites, sinovites e ndulos justa-articulares. O quadro mais freqente de comprometimento cardiovascular a aortite sifiltica (determinan- do insuficincia artica), aneurisma e estenose de coronrias. A sfilis do sistema nervoso assintomtica ou sintomtica com as seguintes formas: meningo-vascular, meningite aguda, goma do crebro ou da medula, crise epileptiforme, atrofia do nervo ptico, leso do stimo par, paralisia geral e tabes dorsalis.

. Sfilis congnita - conseqente da infeco do feto pelo Treponema pallidum, por via placentria. A transmisso faz-se no perodo fetal a partir de 4 a 5 meses de gestao. Antes dessa fase, a membrana celular das vilosidades coriais parece constituir obstculo intransponvel para o treponema. Aps sua passagem transplacentria, o treponema ganha os vasos do cordo umbilical e se multiplica rapidamente em todo o organismo fetal.

. Sfilis congnita precoce - aquela em que as manifestaes clnicas se apresentam logo aps o nascimento ou pelo menos durante os primeiros dois anos. Na maioria dos casos, esto presentes j nos primeiros meses de vida. Assume diversos graus de gravidade, sendo sua forma mais grave a sepse macia com anemia intensa, ictercia e hemorragia. Apresenta leses cutneo-mucosas, como placas mucosas, leses palmo- plantares, fissuras radiadas periorficiais e condilomas planos anogenitais; leses sseas, manifestas por periostite e osteocondrite, leses do sistema nervoso central e leses do aparelho respiratrio, hepatoesplenomegalia, rinites sanguinolentas, pseudo-paralisia de Parrot (paralisia dos membros), pancreatite e nefrite.

. Sfilis congnita tardia - a denominao reservada para a sfilis que se declara aps o segundo ano de vida. Corresponde, em linhas gerais, sfilis terciria do adulto, por

se caracterizar por leses gomosas ou de esclerose delimitada a um rgo ou a pequeno nmero de rgos: fronte olmpica, mandbula curva, arco palatino elevado, trada de Hutchinson (dentes de Hutchinson + cenatite intersticial + leso do VIII par de nervo craniano), nariz em sela e tbia em lmina de sabre.

SINONMIA Lues, doena glica, lues venrea, mal glico, sifilose, doena britnica, mal venreo, peste sexual.

AGENTE ETIOLGICO RESERVATRIO MODO DE TRANSMISSO Da sfilis adquirida sexual, na rea genital, em quase todos os casos. O contgio extragenital raro. Na sfilis congnita, h infeco fetal por via hematognica, em geral a partir do 4 ms de gravidez. A transmisso no sexual da sfilis excepcional, havendo poucos casos por transfuses de sangue e por inoculao acidental.

PERODO DE INCUBAO DIAGNSTICO Clnico, epidemiolgico e laboratorial. A identificao do Treponema pallidum confirma o diagnstico. A microscopia de campo escuro a maneira mais rpida e eficaz para a observao do treponema, que se apresenta mvel. O diagnstico sorolgico baseia-se fundamentalmente em reaes no treponmicas ou cardiolipnicas e reaes treponmicas. A prova de escolha na rotina a reao de VDRL, que uma micro aglutinao que utiliza a cardiolipina. O resultado dado em diluies, e esse o mtodo rotineiro de acompanhamento da resposta teraputica, pois nota-se uma reduo progressiva dos ttulos. Sua desvantagem a baixa especificidade, havendo reaes falso-positivas e numerosas patologias. Rotineiramente, utilizado o FTA-abs, que tem

alta sensibilidade e especificidade, sendo o primeiro a positivar na infeco. O comprometimento do sistema nervoso comprovado pelo exame do lquor, podendo ser encontradas pleocitose, hiperproteinorraquia e a positividade das reaes sorolgicas. O RX de ossos longos muito til como apoio ao diagnstico da sfilis congnita.

DIAGNSTICO DIFERENCIAL . Cancro primrio - Cancro mole, herpes genital, linfogranuloma venreo e donovanose.

Leses cutneas na sfilis secundria - Sarampo, rubola, ptirase rsea de Gilbert, eritema polimorfo, hansenase wirchoviana e colagenoses.

. Sfilis congnita - Outras infeces congnitas (toxoplasmose, rubola, citomegalovrus e herpes).

TRATAMENTO . Sfilis adquirida - Sfilis primria: penicilina G benzatina, 2.400.000UI, IM, dose nica (1.200.000, VI, em cada glteo); sfilis secundria: penicilina G benzatina, 2.400.000UI, IM, 1 vez por semana, 2 semanas (dose total 4.800.000UI); sfilis terciria: penicilina G benzatina, 2.400.000UI, IM, 1 vez por semana, 3 semanas (dose total 7.200.000UI).

. Sfilis congnita no perodo neonatal - Para todos os casos, toda gestante ter VDRL na admisso hospitalar ou imediatamente aps o parto; todo recm-nascido cuja me tenha sorologia positiva para sfilis dever ter VDRL de sangue perifrico.

. Recm-nascidos de mes com sfilis no tratada ou inadequadamente - tratada (terapia no penicilnica, ou penicilnica incompleta, ou tratamento penicilnico dentro dos 30 dias anteriores ao parto), independentemente do resultado do VDRL do recm-nascido, realizar RX de ossos longos, puno lombar (se for impossvel, tratar o caso como neurosfilis) e outros exames quando clinicamente indicados; se houver alteraes clnicas ou sorolgicas ou radiolgicas, o tratamento dever ser feito com penicilina cristalina na dose de 100.000U/kg/dia, IV, em 2 ou 3 vezes, dependendo da idade, por 7 a 10 dias; ou penicilina G procana, 50.000U/kg, IM, por 10 dias; se houver alterao liqurica, prolongar o tratamento por 14 dias com penicilina G cristalina na dose de 150.000 U/kg/dia, IV, em 2 ou 3 vezes, dependendo da idade; se no houver alteraes clnicas, radiolgicas, liquricas e a sorologia for negativa no recm-nascido,

dever-se- proceder ao tratamento com penicilina benzatina, IM, na dose nica de 50.000U/kg. Acompanhamento clnico e com VDRL (1 e 3 meses).

. Recm-nascidos de mes adequadamente tratadas - DRL em sangue perifrico do RN; se for reagente ou na presena de alteraes clnicas, realizar RX de ossos longos e puno lombar. Se houver alteraes clnicas ou radiolgicas, tratar com penicilina cristalina, na dose de 100.000U/kg/dia, IV, em 2 ou 3 vezes, dependendo da idade, por 7 a 10 dias; ou penicilina G procana, 50.000U/kg, IM, por 10 dias; se a sorologia (VDRL) do recm-nascido for 4 vezes maior (ou seja 2 diluies) que a da me, tratar com penicilina cristalina na dose de 100.000U/kg/dia, IV, em 2 ou 3 vezes, dependendo da idade, por 7 a 10 dias, ou penicilina G procana, 50.000U/ kg IM, por 10 dias; se houver alterao liqurica, prolongar o tratamento por 14 dias com penicilina G cristalina, na dose de 150.000U/kg/dia, IV, em 2 ou 3 vezes, dependendo da idade; se no houver alteraes clnicas, radiolgicas, liquricas e a sorologia for negativa no recm-nascido, acompanhar o paciente, mas na impossibilidade, tratar com penicilina benzatina, IM, na dose nica de 50.000U/kg.

Observaes - No caso de interrupo por mais de 1 dia de tratamento, o mesmo dever ser reiniciado. Em todas as crianas sintomticas, dever ser efetuado exame oftalmolgico (fundo de olho).

Seguimento - Ambulatorial mensal; realizar VDRL com 1, 3, 6, 12, 18 e 24 meses, interrompendo quando negativar; diante das elevaes de ttulos sorolgicos ou no- negativao desses at os 18 meses, reinvestigar o paciente.

Sfilis congnita aps o perodo neonatal - Fazer o exame do LCR e iniciar o tratamento com penicilina G cristalina, 100.000 a 150.000 U/kg/dia, administrada a cada 4 a 6 horas, durante 10 a 14 dias.

Sfilis e aids - A associao de sfilis e aids atualmente relatada. De acordo com o grupo social, essa associao pode ocorrer em 25% dos doentes.

Na maioria dos doentes com sfilis e infeco pelo HIV, as leses ulcerosas so mais nume- rosas e extensas, com fcil sangramento e tempo de cicatrizao maior, sugerindo um quadro que ocorria no passado, denominado de sfilis maligna precoce. Os ttulos sorolgicos pelo VDRL so, em mdia, mais elevados nos doentes co-infectados pelo HIV.

OBJETIVOS DA VIGILNCIA EPIDEMIOLGICA Deteco ativa e precoce dos casos de sfilis congnita para tratamento adequado das mes e crianas, para adoo das medidas de controle visando a sua eliminao; interromper a cadeia de transmisso da sfilis adquirida (deteco e tratamentos precoces dos casos e dos parceiros).

NOTIFICAO A sfilis congnita doena de notificao compulsria e de investigao obrigatria. A sfilis adquirida deve ser notificada de acordo com as normas estaduais e/ou municipais. A Coordenao Nacional de DST e AIDS, do Ministrio da Sade, selecionou fontes de informaes especficas em conjunto com estados e municpios para as DST, visando aprimoramento da sua vigilncia.

DEFINIO DE CASO Em 2003, a definio de caso de sfilis congnita foi revisada, a principal modificao est no agrupamento dos critrios da definio anterior em um nico bloco, no mais utilizando a classificao final de confirmado, presumvel ou suspeito. Assim, todos os casos nos quais a definio se aplica sero notificados como caso de sfilis congnita.

Ser considerado caso de sfilis congnita para fins de vigilncia epidemiolgica e assim dever ser notificado: - toda criana, ou aborto, ou natimorto de me com evidncia clnica para sfilis ou com sorologia no treponmica reagente para sfilis, com qualquer titulao, na ausncia de teste confirmatrio treponmico, realizado no pr-natal, ou no momento do parto ou curetagem, que no tenha sido tratado, ou tenha recebido tratamento inadequado.

- todo indivduo com menos de 13 anos com as seguintes evidncias sorolgicas: titulaes ascendentes (testes no treponmicos); ou testes no treponmicos reagentes aps 6 meses (exceto em situao de seguimento teraputico); ou testes treponmicos reagentes aps 18 meses; ou ttulos em teste no treponmico quatro vezes maiores do que os da me.

Em caso de evidncia sorolgica apenas, deve ser afastada a possibilidade de sfilis adquirida: - todo indivduo com menos de 13 anos, com teste no treponmico reagente e evidncia clnica ou liqurica ou radiolgica de sfilis congnita.

- toda situao de evidncia de T. pallidum em placenta ou cordo umbilical ou amostra de leso, bipsia ou necropsia de criana, aborto ou natimorto.

MEDIDAS DE CONTROLE O Ministrio da Sade signatrio de acordo internacional que busca a ?eliminao da sfilis congnita?. Para alcanar esse objetivo est em andamento a implantao de atividades especiais para sua eliminao, em aproximadamente 6.000 maternidades brasileiras. Deve-se observar a correta forma de tratamento dos pacientes; a plena integrao de atividades com outros programas de sade; o desenvolvimento de sistemas de vigilncia locais ativos;

Aconselhamento (confidencial): orientaes ao paciente com DST para que discrimine as possveis situaes de risco em suas prticas sexuais; desenvolva a percepo quanto importncia do seu tratamento e de seus parceiros sexuais e de comportamentos preventivos.

DENGUE DESCRIO Doena infecciosa febril aguda, que pode ser de curso benigno ou grave, dependendo da forma como se apresente: infeco inaparente, dengue clssico (DC), febre hemorrgica da dengue (FHD) ou sndrome de choque da dengue (SCD). A DC, em geral, se inicia abruptamente com febre alta (39 a 40), seguida de cefalia, mialgia, prostrao, artralgia, anorexia, astenia, dor retroorbitria, nuseas, vmitos, ezantema, prurido cutneo, hepatomegalia (ocasional), dor abdominal generalizada (principalmente em crianas).

Pequenas manifestaes hemorrgicas (petquias, epistaxe, gengivorragia, sangramento gastrointestinal, hematria e metrorragia) podem ocorrer. Dura cerca de 5 a 7 dias, quando h regresso dos sinais e sintomas, podendo persistir a fadiga. Na FHD e SCD, os sintomas iniciais so semelhantes aos da DC, mas no terceiro ou quarto dia o quadro se agrava com dor abdominal, sinais de debilidade profunda, agitao ou letargia, palidez de face, pulso rpido e dbil, hipotenso com diminuio da presso diferencial, manifestaes hemorrgicas espontneas (petquias, equimoses, prpura, sangramento do trato gastrointestinal), derrames cavitrios, cianose e diminuio brusca da temperatura.

Um achado laboratorial importante a trombocitopenia com hemoconcentrao concomitante. A principal caracterstica fisiopatolgica associada ao grau de severidade da FHD o extravasamento do plasma, que se manifesta por meio de valores crescentes do hematcrito e hemoconcentrao. Entre as manifestaes hemorrgicas, a mais comumente encontrada a prova do lao positiva (Quadro 1). Nos casos graves de FHD, o maior nmero de casos

de choque ocorre entre o 3 e 7 dias de doena, geralmente precedido por dores abdominais (quadro 1). O choque decorrente do aumento de permeabilidade vascular, seguida de hemoconcentrao e falncia circulatria. de curta durao e pode levar ao bito em 12 a 24 horas ou recuperao rpida, aps terapia anti-choque.

SINONMIA AGENTE ETIOLGICO o vrus do dengue (RNA) - Arbovrus do gnero Flavivrus, pertencente famlia Flaviviridae, com 4 sorotipos conhecidos: 1, 2, 3 e 4.

VETORES HOSPEDEIROS Os vetores so mosquitos do gnero Aedes. Nas Amricas, o vrus da dengue persiste na natureza mediante o ciclo de transmisso homem - Aedes aegypti - homem. O Aedes albopictus, j presente nas Amricas e com ampla disperso na regio sudeste do Brasil, at o momento no foi associado transmisso do vrus da dengue nas Amricas. A fonte da infeco e hospedeiro vertebrado o homem. Foi descrito, na sia e na frica, um ciclo selvagem envolvendo o macaco.

MODO DE TRANSMISSO A transmisso se faz pela picada da fmea do mosquito Aedes aegypti, no ciclo homem - Aedes aegypti - homem. Aps um repasto de sangue infectado, o mosquito est apto a transmitir o vrus, depois de 8 a 12 dias de incubao extrnseca. A transmisso mecnica tambm possvel, quando o repasto interrompido e o mosquito, imediatamente, alimenta se num hospedeiro suscetvel prximo. No h transmisso por contato direto de um doente ou de suas secrees com uma pessoa sadia, nem por fontes de gua ou alimento.

PERODO DE INCUBAO PERODO DE TRANSMISSIBILIDADE O homem infecta o mosquito durante o perodo de viremia, que comea um dia antes da febre e perdura at o sexto dia de doena.

COMPLICAES Choque decorrente do aumento da permeabilidade capilar, seguido de hemoconcentrao e falncia circulatria.

DIAGNSTICO Na DC, o diagnstico clnico e laboratorial nos primeiros casos, em seguida, clnico- epidemiolgico. A FHD e a SCD necessitam de uma boa anamnese, seguida de exame clnico (vide sinais de alerta no quadro 1) com prova do lao (verificar aparecimento de petquias) e confirmao laboratorial especfica.

DIAGNSTICO DIFERENCIAL DC: gripe, rubola, sarampo. FHD e SCD - infeces virais e bacterianas, choque endotxico, leptospirose, febre amarela, hepatites infecciosas e outras febres hemorrgicas.

TRATAMENTO DC: sintomticos (no usar cido acetilsaliclico). FHD: alguns sinais de alerta precisam ser observados: dor abdominal intensa e contnua, vmitos persistentes, hepatomegalia dolorosa, derrames cavitrios, sangramentos importantes, hipotenso arterial (PA sistlica <=80mm Hg, em < 5 anos; PA sistlica <= 90mm Hg, em > 5 anos), diminuio da presso diferencial (PA sistlica -PA diastlica <= 20mm Hg), hipotenso postural (PA sistlica sentado - PA sistlica em p com diferena maior que 10mm Hg), diminuio da diurese, agitao, letargia, pulso rpido e fraco, extremidades frias, cianose, diminuio brusca da temperatura corprea associada sudorese profusa, taquicardia, lipotimia e aumento repentino do hematcrito. Aos primeiros sinais de choque, o paciente deve ser internado imediatamente para correo rpida de volume de lquidos perdidos e da acidose. Durante uma administrao rpida de fluidos, particularmente importante estar atento a sinais de insuficincia cardaca.

CARACTERSTICAS EPIDEMIOLGICAS A dengue tem sido relatada h mais de 200 anos. Na dcada de 50, a febre hemorrgica da dengue (FHD) foi descrita, pela primeira vez, nas Filipinas e Tailndia. Aps a dcada de 60, a circulao do vrus da dengue intensificou-se nas Amricas. A partir de 1963, houve circulao comprovada dos sorotipos 2 e 3 em vrios pases. Em

1980, foram notificadas epidemias em vrios pases, aumentando consideravelmente a magnitude do problema. Cabe citar: Brasil (1982, 1986, 1998, 2002), Bolvia (1987), Paraguai (1988), Equador (1988), Peru (1990) e Cuba (1977/1981). A FHD afetou Cuba em 1981 e foi um evento de extrema importncia na histria da doena nas Amricas. Essa epidemia foi causada pelo sorotipo 2, tendo sido o primeiro relato de febre hemorrgica da dengue ocorrido fora do Sudoeste Asitico e Pacfico Ocidental. O segundo surto ocorreu na Venezuela, em 1989, e, em 1990/1991, alguns casos foram notificados no Brasil (Rio de Janeiro), bem como em 1994 (Fortaleza-Cear). No Brasil h referncias de epidemias em 1916, em So Paulo, e em 1923, em Niteri, sem diagnstico laboratorial. A primeira epidemia documentada clnica e laboratorialmente ocorreu em 1981-1982, em Boa Vista - Roraima, causada pelos sorotipos 1 e 4. A partir de 1986, foram registradas epidemias em diversos estados com a introduo do sorotipo 1. A introduo dos sorotipos 2 e 3 foi detectada no estado do Rio de Janeiro em 1990 e dezembro de 2000, respectivamente. O sorotipo 3 apresentou uma rpida disperso para 24 estados do pas no perodo de 2001-2003. Em 2003 apenas os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina no apresentavam transmisso autctone da doena. As maiores epidemias detectadas at o momento ocorreram nos anos de 1998 e 2002, com cerca de 530 mil e 800 mil casos notificados, respectivamente. Os primeiros casos de FHD foram registrados em 1990 no estado do Rio de Janeiro, aps a introduo do sorotipo 2. Nesse ano foram confirmados 274 casos que, de uma forma geral, no apresentaram manifestaes hemorrgicas graves. A faixa etria mais atingida foi a de maiores de 14 anos. Na segunda metade da dcada de 90, observamos a ocorrncia de casos de FHD em diversos estados do pas. Nos anos de 2001 e 2002, foi detectado um aumento no total de casos de FHD, potencialmente refletindo a circulao simultnea dos sorotipos 1, 2 e 3 do vrus da dengue. A letalidade por FHD se manteve em torno de 5% no perodo de 2000-2003.

OBJETIVOS DA VIGILNCIA EPIDEMIOLGICA NOTIFICAO doena de notificao compulsria e de investigao obrigatria, principalmente quando se trata dos primeiros casos de DC diagnosticados em uma rea, ou quando se suspeita de FHD. Os bitos decorrentes da doena devem ser investigados imediatamente.

DEFINIO DE CASO . Suspeito Dengue Clssico - paciente que tenha doena febril aguda com durao mxima de 7 dias, acompanhada de, pelo menos, dois dos seguintes sintomas: cefalia, dor retroorbital, mialgia, artralgia, prostrao, ezantema. Alm desses

sintomas, o paciente deve ter estado, nos ltimos quinze dias, em rea onde esteja ocorrendo transmisso de dengue ou tenha a presena de Aedes aegypti.

. Febre Hemorrgica da Dengue - paciente que apresenta tambm manifestaes hemorrgicas, variando desde prova do lao positiva at fenmenos mais graves, como hematmase, melena e outros. A ocorrncia de pacientes com manifestaes hemorrgicas, acrescidas de sinais e sintomas de choque cardiovascular (pulso arterial fino e rpido ou ausente, diminuio ou ausncia de presso arterial, pele fria e mida, agitao), leva a suspeita de sndrome de choque (SCD).

. Confirmado Dengue Clssico - o caso confirmado laboratorialmente. No curso de uma epidemia, a confirmao pode ser feita atravs de critrios clnico-epidemiolgicos, exceto nos primeiros casos da rea, que devero ter confirmao laboratorial.

. Febre Hemorrgica do Dengue - o caso em que todos os critrios abaixo esto presentes: febre ou histrico de febre recente de 7 dias ou menos; trombocitopenia (< 100.000/mm3); tendncias hemorrgicas evidenciadas por um ou mais dos seguintes sinais: prova do lao positiva, petquias, equimoses ou prpuras e sangramentos de mucosas, do trato gastrointestinal e outros; extravasamento de plasma devido ao aumento de permeabilidade capilar, manifestado por: hematcrito apresentando um aumento de 20% sobre o basal, na admisso; ou queda do hematcrito em 20%, aps o tratamento; ou presena de derrame pleural, ascite e hipoproteinemia; confirmao laboratorial especfica. SCD: o caso que apresenta todos os critrios de FHD mais evidncias de choque.

MEDIDAS DE CONTROLE As medidas de controle se restringem ao vetor Aedes aegypti, uma vez que no se tem ainda vacina ou drogas antivirais especficas. O combate ao vetor deve desenvolver aes continuadas de inspees domiciliares, eliminao e tratamento de criadouros, priorizando atividades de educao em sade e mobilizao social. A finalidade das aes de rotina manter a infestao do vetor em nveis incompatveis com a transmisso da doena. Em situaes de epidemias deve ocorrer a intensificao das aes de controle, prioritariamente a eliminao de criadouros e o tratamento focal. Alm disso, deve ser utilizada a aplicao espacial de inseticida a Ultra Baixo Volume - UBV, ao mesmo tempo em que se reestruturam as aes de rotina. Em funo da complexidade que envolve a preveno e o controle da dengue, o programa nacional estabeleceu dez componentes de ao, sendo eles: vigilncia epidemiolgica; combate ao vetor; assistncia aos pacientes; integrao com a ateno bsica (PACS/PSF); aes de saneamento ambiental; aes integradas de educao em sade, comunicao

e mobilizao; capacitao de recursos humanos; legislao de apoio ao programa e acompanhamento e avaliao.

Esses componentes de ao, se convenientemente implementados, contribuiro para a estruturao de programas permanentes, integrados e intersetoriais, caractersticas essenciais para o enfrentamento desse importante problema de sade pblica.

Sinais de alerta de dengue hemorrgica: Pacientes que apresentarem um ou mais dos sinais de alerta, acompanhados de evidncias de Hemoconcentrao e Plaquetopenia, devem ser reidratados e permanecer sob observao mdica at melhora do quadro.

. Prova do lao: Colocar o tensimetro no brao do paciente e insuflar o manguito, mantendo-se a Tenso Arterial Mdia (corresponde mdia aritmtica da TA sistlica e TA diastlica) durante 3 minutos. Verificar se aparecem petquias abaixo do manguito. A prova positiva se aparecem 20 ou mais petquias no brao em rea correspondente a uma polpa digital (mais ou menos 2,3 cm3).

. Diagnstico de hemoconcentrao Valores de referncia antes de o paciente ser submetido reidratao: HEMATCRITO: Crianas at 12 anos - Hto > 38%.

ndice hematcrito / hemoglobina: > 3,5 (indicador de hemoconcentrao simples e prtico. Obtem-se dividindo-se o valor do hematcrito pelo da hemoglobina).

TUBERCULOSE DESCRIO A tuberculose um problema de sade prioritrio no Brasil, que, juntamente com outros 21 pases em desenvolvimento, alberga 80% dos casos mundiais da doena. O agravo atinge a todos os grupos etrios, com maior predomnio nos indivduos economicamente ativos (15-54 anos); os homens adoecem duas vezes mais do que as mulheres. Doena infecciosa, atinge principalmente o pulmo. Aps a inalao dos bacilos estes atingem os alvolos (primoinfeco), onde provocam uma reao inflamatria e exsudativa do tipo inespecfico. A infeco benigna pode atingir linfonodos e outras estruturas; em 95% dos indivduos infectados o sistema imunolgico consegue impedir o desenvolvimento da doena. Em 5% dos indivduos, observa-se a implantao dos bacilos, no parnquima pulmonar ou linfonodos, iniciando-se a multiplicao, originando-se o quadro de tuberculose primria. A tuberculose ps-primria ocorre em indivduos que j desenvolveram alguma imunidade, atravs da reativao endgena ou por reinfeco exgena, sendo a forma pulmonar a mais comum. Os sinais e sintomas

mais freqentes so: comprometimento do estado geral, febre baixa vespertina com sudorese, inapetncia e emagrecimento. Na forma pulmonar apresenta-se dor torcica, tosse inicialmente seca e posteriormente produtiva, acompanhada ou no de escarros hemoptoicos. Nas crianas comum o comprometimento ganglionar mediastnico e cervical (forma primria) que se caracteriza por leses bipolares: parnquima e gnglios. Nos adultos, a forma pulmonar a mais freqente. Pode afetar qualquer rgo ou tecido, como pleura, linfonodos, ossos, sistema urinrio, crebro, meninges, olhos, entre outras. A forma extrapulmonar mais comum nos hospedeiros com pouca imunidade, surgindo com maior freqncia em crianas e indivduos com infeco por HIV.

AGENTE ETIOLGICO RESERVATRIO MODO DE TRANSMISSO PERODO DE INCUBAO A maioria dos novos casos de doena ocorre em torno de 6 a 12 meses aps a infeco inicial.

PERODO DE TRANSMISSIBILIDADE Enquanto o doente estiver eliminando bacilos e no houver iniciado o tratamento. Com o incio do esquema teraputico recomendado, a transmisso reduzida, gradativamente em algumas semanas (duas).

COMPLICAES Distrbio ventilatrio; infeces respiratrias de repetio; formao de bronquiectasias; hemoptise; atelectasias; empiemas.

. Exame bacteriolgico - Baciloscopia de escarro dever ser indicada para todos os sintomticos respiratrios (indivduo com tosse e expectorao por trs semanas a mais), pacientes que apresentem alteraes pulmonares na radiografia de trax e os contatos de tuberculose pulmonar bacilferos.

Recomenda-se, para o diagnstico, a coleta de duas amostras de escarro: a primeira amostra coletada quando o sintomtico respiratrio procura o atendimento na unidade de sade, para aproveitar a presena dele e garantir a realizao desse exame (no necessrio estar em jejum), e a segunda amostra coletada na manh do dia seguinte, assim que o paciente despertar. Tambm utilizada para acompanhar, mensalmente, a evoluo bacteriolgica do paciente pulmonar bacilfero, para isso indispensvel que seja realizado pelo menos, ao final do 2, do 4 e do 6 ms de tratamento.

. Cultura - indicada para suspeitos de tuberculose pulmonar com baciloscopia repetidamente negativa, diagnstico de formas extrapulmonares, como menngea, renal, pleural, ssea e ganglionar e tambm para o diagnstico de todas as formas de tuberculose em pacientes HIV positivo. Tambm est indicada para os casos de tuberculose com suspeita de falncia de tratamento e em casos de retratamento para verificao da farmacorresistncia nos testes de sensibilidade.

. Exame Radiolgico de Trax - Auxiliar no diagnstico. Permite medir a extenso das leses e avaliao da evoluo clinica do paciente ou de patologias concomitantes.

. Prova tuberculnica (PPD) - Auxiliar no diagnstico de pessoas no vacinadas com BCG. Indica apenas a presena da infeco e no suficiente para diagnstico da doena.

. Exame antomo-patolgico (histolgico e citolgico) - Indicado nas formas extrapulmonares, atravs realizao de bipsia.

. Exames bioqumicos - Mais utilizados nas formas extrapulmonares, em derrame pleural, derrame pericrdico e LCR em meningoencefalite tuberculosa.

. Outros - Os exames sorolgicos e de biologia molecular so teis, mas seus altos custos e complexidade os inviabilizam como exames de rotina.

DIAGNSTICO DIFERENCIAL Abscesso pulmonar por aspirao, pneumonias, micoses pulmonares (paracoccidioidomicose, histoplasmose), sarcoidose e carcinoma brnquico, dentre

outras. Em crianas, causas de adenomegalia mediastino-pulmonar devem ser investigadas.

TRATAMENTO O tratamento da tuberculose deve ser feito em regime ambulatorial, no servio de sade mais prximo residncia do doente. A hospitalizao indicada apenas para os casos graves ou naqueles em que a probabilidade de abandono do tratamento alta, em virtude das condies sociais do doente.

CARACTERSTICAS EPIDEMIOLGICAS Doena de distribuio universal. No Brasil, estima-se que, do total da populao, mais de 50 milhes de pessoas esto infectados pelo M. tuberculosis, com aproximadamente 85 mil novos casos por ano e 5 a 6 mil bitos anuais. Ocorre, com maior freqncia, em reas de grande concentrao populacional e precrias condies scio-econmicas e sanitrias.

OBJETIVOS DA VIGILNCIA EPIDEMIOLGICA Reduzir a transmisso do bacilo da tuberculose na populao, atravs das aes de diagnstico precoce e tratamento. Busca de bacilferos dentro da populao de sintomticos respiratrios e contatos de casos.

NOTIFICAO DEFINIO DE CASO: a) Suspeito - Indivduo com sintomatologia clnica sugestiva. Tosse com expectorao por 3 ou mais semanas, febre, perda de peso e apetite, ou suspeito ao exame radiolgico. Paciente com imagem compatvel com tuberculose ao exame radiolgico;

b.1) Tuberculose Pulmonar Bacilfera - Paciente com duas baciloscopias diretas positivas, ou uma baciloscopia direta positiva e cultura positiva, ou uma baciloscopia direta positiva e imagem radiolgica sugestiva de tuberculose;

b.2) Escarro negativo - Paciente com duas baciloscopias negativas, com imagem radiolgica sugestiva e achados clnicos ou outros exames complementares que permitam ao mdico efetuar um diagnstico de tuberculose;

b.3) Extrapulmonar - Paciente com evidncias clnicas, achados laboratoriais, inclusive histopatolgicos compatveis com tuberculose extrapulmonar ativa, em que o mdico toma a deciso de tratar com esquema especfico; ou paciente com, pelo menos, uma cultura positiva para M. tuberculosis, de material proveniente de localizao extrapulmonar;

c) Confirmado por critrio clnico epidemiolgico - A partir dos dados clnicos e epidemiolgicos e da interpretao dos resultados dos exames solicitados;

d) Descartado - Caso suspeito que, apesar de sintomatologia compatvel, apresenta resultados negativos aos exames laboratoriais.

MEDIDAS DE CONTROLE As medidas de controle se baseiam, principalmente, na busca de sintomticos respiratrios, seu diagnstico e tratamento.

a) Controle de Contatos - Indicado, prioritariamente, para contatos que convivam com doentes bacilferos e adultos que convivam com doentes menores de 5 anos, para identificao da possvel fonte de infeco. Pacientes internados - Medidas de isolamento respiratrio.

b) Vacinao com BCG - A faixa etria preconizada de 0 a 4 anos (obrigatria para menores de 1 ano), iniciar o mais precocemente possvel em maternidades e salas de vacinao. Est indicada nas crianas HIV-positivas assintomticas e filhos de mes HIV-positivas. Pacientes adultos sintomticos ou assintomticos no devero ser vacinados, se apresentarem contagem de linfcitos T (CD4) abaixo de 200 clulas/mm3. Em criana que recebeu o BCG h seis meses ou mais, na qual esteja ausente a cicatriz vacinal, indica-se a revacinao, sem necessidade de realizao prvia do teste tuberculnico (PPD).

A revacinao recomendada nas faixas etrias de 6 a 10 anos. Se a primeira dose for aplicada com seis anos e mais, no h necessidade de revacinao. contra-indicada a vacina nos indivduos HIV-positivos sintomticos, e nos portadores de imunodeficincias congnitas ou adquiridas.

Os trabalhadores de sade, no reatores prova tuberculnica, que atendam habitualmente tuberculose e AIDS, devero tambm ser vacinados com BCG. Recomenda-se adiar a vacinao com BCG em recm-nascidos com peso inferior a 2 kg; reaes dermatolgicas na rea da aplicao, doenas graves e uso de drogas imunosupressoras.

H contra-indicao absoluta para aplicar a vacina BCG, nos portadores de imunodeficincias congnitas ou adquiridas. Os eventos adversos so raros, podendo ocorrer formao de abscesso ou ulcerao, no local da aplicao; linfadenite regional, dentre outros.

c) Quimioprofilaxia - Consiste na administrao de isoniazida em infectados pelo bacilo (quimioprofilaxia secundria) ou no infectados (quimioprofilaxia primria), na dosagem de 10 mg/Kg/dia (at 300 mg), diariamente, por um perodo de 6 meses. Recomendada em contactantes de bacilferos, menores de 15 anos, no vacinados com BCG, reatores prova tuberculnica (10 mm ou mais), com exame radiolgico normal e sem sintomatologia clnica compatvel com tuberculose.

Para recm-nascidos coabitantes de foco bacilfero: administra-se a quimioprofilaxia por trs meses e, aps esse perodo, faz-se a prova tuberculnica na criana. Se ela for reatora, mantm-se a isoniazida at completar 6 meses; se no for reatora, suspende- se a droga e aplica-se a vacina BCG.

Indivduos com viragem tuberculnica recente (at 12 meses), isto , que tiveram aumento na resposta tuberculnica de, no mnimo, 10 mm.

Populao indgena: nesse grupo, a quimioprofilaxia est indicada em todo o contato de tuberculose bacilfera, reator forte ao PPD, independente da idade e do estado vacinal, aps avaliao e afastada a possibilidade de tuberculose doena, atravs da baciloscopia e do exame radiolgico.

Imunodeprimidos por uso de drogas, ou por doenas imunosupressoras, e contatos intradomiciliares de tuberculosos, sob criteriosa deciso mdica.

Reatores fortes tuberculina, sem sinais de tuberculose ativa, mas com condies clnicas associadas a alto risco de desenvolv-las, como: alcoolismo, diabetes insulino-dependente, silicose, nefropatias graves, sarcoidose, linfomas, pacientes com uso prolongado de corticosterides em doses de imunossupresso, pacientes submetidos quimioterapia antineoplsica, paciente submetido a tratamento com imunossupressores, portadores de imagens radiolgicas compatveis com tuberculose ativa, sem histria de quimioterapia prvia. Esses casos devero ser encaminhados a uma unidade de referncia para a

tuberculose. Coinfectados HIV e M. Tuberculosis: Esse grupo deve ser submetido prova tuberculnica, sendo de 5mm em vez de 10 mm, o limite da reao ao PPD, para se considerar a pessoa infectada pelo M. Tuberculosis.

A quimioprofilaxia ser aplicada segundo as indicaes a seguir: Indicaes (1) e (2) Indivduos sem sinais, ou sintomas sugestivos de tuberculose: A. Com radiografia do trax normal e: 1) Reao ao PPD maior ou igual a 5mm(3);

2) Contatos intradomiciliares ou institucionais de tuberculose bacilfera, ou 3) PPD no reator ou com endurao entre 0-4 mm, com registro documental de ter sido reator ao teste tuberculnico e no submetido a tratamento ou quimioprofilixia na ocasio.

B. Com radiografia de trax anormal: Presena de cicatriz radiolgica de TB sem tratamento anterior (afastada a possibilidade de TB ativa, atravs de exame de escarro e radiografias anteriores) independentemente do resultado do teste tuberculnico (PPD). Isoniazida, VO, 5-10 mg/kg/dia (dose mxima 300 mg/dia) por 6 meses consecutivos.

1) O teste tuberculnico (PPD) deve ser sempre realizado na avaliao inicial do paciente HIV+, independentemente do seu estado clnico ou laboratorial (contagem de clulas CD4+ e carga viral), devendo ser repetido anualmente nos indivduos no reatores.

Nos pacientes no reatores, e em uso de terapia anti-retroviral, recomenda-se fazer o teste a cada seis meses no primeiro ano de tratamento, devido possibilidade de restaurao da resposta tuberculnica.

2) A quimioprofilaxia com isoniazida (H) reduz o risco de adoecimento, a partir da reativao endgena do bacilo, mas no protege contra exposio exgena aps sua suspenso. Portanto, em situaes de possvel re-exposio ao bacilo da tuberculose, o paciente dever ser reavaliado quanto necessidade de

prolongamento da quimioprofilaxia (caso esteja em uso de isoniazida), ou de instaurao de nova quimioprofilaxia (caso esta j tenha sido suspensa).

3) Pacientes com imunodeficincia moderado-grave e reao ao PPD >10 mm, sugere-se investigar cuidadosamente tuberculose ativa (pulmonar ou extrapulmonar), antes de se iniciar a quimioprofilaxia.

4) Indivduos HIV+, contatos de pacientes com bacilferos com tuberculose isoniazida - resistente documentada, devero ser encaminhados a uma unidade de referncia, para realizar quimioprofilaxia com rifampicina.

OBSERVAES . No se recomenda a quimioprofilaxia nos HIV positivos, no reatores tuberculina, com ou sem evidncias de imunodeficincia avanada. Deve-se repetir a prova tuberculnica a cada seis meses. Em pacientes com raios-X normal, reatores tuberculnica, deve-se investigar outras patologias ligadas infeco pelo HIV, antes de iniciar a quimioprofilaxia, devido concomitncia de agentes oportunistas/ manifestaes atpicas de tuberculose mas freqentes nessas coortes.

POLIOMIELITE DESCRIO Doena infecto-contagiosa viral aguda, que se manifesta de vrias formas: infeces inaparentes, quadro febril inespecfico, meningite assptica, formas paralticas e morte. O quadro clssico caracterizado por paralisia flcida de incio sbito. O dficit motor instala-se subitamente e a evoluo dessa manifestao, freqentemente, no ultrapassa trs dias. Acomete, em geral, os membros inferiores, de forma assimtrica, tendo como principais caractersticas: flacidez muscular, com sensibilidade conservada e arreflexia no segmento atingido. Apenas as formas paralticas possuem caractersticas tpicas: instalao sbita da deficincia motora, acompanhada de febre; assimetria, acometendo sobretudo a musculatura dos membros, com mais freqncia os inferiores; flacidez muscular, com diminuio ou abolio de reflexos profundos na rea paralisada; sensibilidade conservada e persistncia de alguma paralisia residual (seqela) aps 60 dias do incio da doena. Quando ocorre paralisia dos msculos respiratrios e da deglutio, a vida do paciente ameaada. As formas paralticas so pouco freqentes

(1 a 1,6% dos casos) se comparadas s formas inaparentes da infeco (90 a 95%) dos casos.

SINONMIA AGENTE ETIOLGICO um vrus RNA. Poliovrus, gnero Enterovrus, da famlia Picornaviridae com trs sorotipos: I, II e III.

RESERVATRIO MODO DE TRANSMISSO Principalmente por contato direto pessoa a pessoa, pelas vias fecal-oral (a principal) ou oral-oral. Essa ltima atravs de gotculas de muco do orofaringe.

PERODO DE INCUBAO PERODO DE TRANSMISSIBILIDADE No se conhece com exatido. O vrus encontrado nas secrees da orofaringe aps 36 a 72 horas a partir de quando a infeco se instaura e persiste por uma semana e, nas fezes, por cerca de 3 a 6 semanas.

Laboratorial pode ser por: a) Isolamento do vrus - feito a partir de amostras de fezes do caso ou de seus contatos (at o dcimo quarto dia do incio do dficit motor); deve ser coletada uma amostra de fezes em quantidade em torno de 4 a 8 gramas, o correspondente ao tamanho de um dedo polegar de adulto. As amostras devero ser conservadas em freezer a -20 C at o momento do envio ao laboratrio de referncia. Se no houver freezer, conservar em refrigerador comum de 4 a 8 C por no mximo 3 dias (jamais colocar as amostras no congelador do refrigerador);

b) O mtodo de PCR (Polymerase Chain Reaction), introduzido no Brasil na dcada de 90. Permite a amplificao da seqncia alvo do genoma viral, em pelo menos cem mil vezes em poucas horas, aumentando consideravelmente a sensibilidade do diagnostico viral, permitindo a identificao do tipo e origem do vrus isolado. O seqenciamento dos nucleotdeos identifica a quantidade das mutaes e recombinao do vrus derivado vacinal. Para ser considerado derivado vacinal esse vrus precisa apresentar mutaes m > ou = a 1% podendo adquirir neurovirulncia e provocar portanto doena. A sorologia deixou de ser feita no Brasil em virtude da sua interpretao ser comprometida pelos anticorpos do vrus vacinal;

c) Exames inespecficos - lquor, necessrio para fazer diagnstico diferencial com a sndrome de Guillain-Barr e com as meningites que evoluem com deficincia motora. Na poliomielite, observa-se um discreto aumento do nmero de clulas, podendo haver um discreto aumento de protenas. Na sndrome de Guillain-Barr, observa- se uma dissociao proteino-citolgica (aumento acentuado de protenas) e, nas meningites, um aumento do nmero de clulas, com alteraes bioqumicas. A eletromiografia pode contribuir para descartar a hiptese diagnstica de poliomielite.

. Critrios para coleta de amostras de contatos - Coleta de comunicantes de caso com clnica compatvel de poliomielite; quando houver suspeita de reintroduo da circulao do poliovrus selvagem (devido a viagens ou visitas relacionadas a reas endmicas). Contato de casos em que haja confirmao do vrus vacinal derivado (mutante). Observar que os contatos no so necessariamente intradomiciliares, embora quando presentes devem ser priorizados para coleta de amostras de fezes, e que os mesmos no devem ter recebido a vacina oral contra polio (VOP) nos ltimos 30 dias. Toda e qualquer coleta de comunicantes dever ser discutida previamente com a instncia de nvel nacional. Diagnstico diferencial.

. Polineurite ps-infecciosa e outras infeces que causam paralisia: sndrome de Guillain-Barr (SGB), mielite transversa, meningite viral, meningoencefalite e outros enterovrus (ECHO, tipo 71, e coxsackie, especialmente, do grupo A, tipo 7).

TRATAMENTO No h tratamento especfico, mas todos os casos com manifestaes clnicas devem ser internados para tratamento de suporte.

CARACTERSTICAS EPIDEMIOLGICAS Essa doena foi de alta incidncia no Brasil e em outros pases americanos, deixando centenas de indivduos com seqelas paralticas. Em 1989, registrou-se o ltimo caso no pas, aps um perodo de realizao de grandes campanhas vacinais e intensificao das aes de vigilncia epidemiolgica. Em 1994, o polio-vrus selvagem foi considerado erradicado do Brasil e das Amricas. Entretanto, continua circulando em outros continentes, o que impe a manuteno de uma vigilncia ativa para impedir a reintroduo do agente nas reas erradicadas.

OBJETIVOS DA VIGILNCIA EPIDEMIOLGICA Detectar precocemente a reintroduo do poliovrus selvagem no territrio brasileiro, pela vigilncia ativa das paralisias flcidas agudas em menores de 15 anos, para garantir maior agilidade das medidas de preveno e controle.

NOTIFICAO Doena com sistema de vigilncia ativa que exige a notificao compulsria e investigao imediata dos casos de paralisias flcidas agudas (PFA).

Critrios para incluso de um caso no Sistema de Vigilncia Epidemiolgica das PFA - Deve ser investigado todo caso de deficincia motora flcida, de incio sbito: em pessoas menores de 15 anos, independente da hiptese diagnstica de poliomielite; em pessoas de qualquer idade, que apresentam hiptese diagnstica de poliomielite.

DEFINIO DE CASO a) Confirmado - Devem ser classificados nessa categoria todos os casos de PFA em que houve isolamento de poliovrus selvagem na(s) amostra(s) de fezes do caso ou de seus comunicantes, independentemente de haver ou no seqela aps 60 dias do incio da deficincia motora;

b) Poliomielite Associada Vacina - Casos de PFA em que h isolamento de vrus vacinal na(s) amostra(s) de fezes e presena de seqela compatvel com poliomielite, 60 dias aps o incio da deficincia motora. H dois tipos de poliomielite relacionados com a vacina: . Paralisia flcida aguda que se inicia entre 4 e 45 dias aps o recebimento da VOP e que apresenta seqela neurolgica compatvel com poliomielite 60 dias aps o incio do dficit motor.

. Caso de poliomielite associado vacina de contatos (comunicantes), PFA que surge aps contato com criana que tenha recebido VOP at 40 dias antes. A paralisia surge de 4 a 85 dias aps a vacinao, e deve apresentar seqela neurolgica compatvel com poliomielite 60 dias aps o dficit motor;

c) No poliomielite (Descartado) - Casos de PFA com amostra de fezes adequada (uma amostra coletada at quatorze dias do incio do dficit motor), na qual no houve isolamento de poliovrus. Se o resultado for negativo para poliovrus, o caso deve ser descartado.

d) Poliomielite Compatvel - Casos de PFA que no tiveram coleta adequada de amostra de fezes e que apresentaram seqela aos 60 dias ou evoluram para bito ou tm evoluo ignorada.

e) Indicadores de qualidade da vigilncia epidemiolgica ps-certificao - Informao de notificao negativa semanal de pelo menos 80% das Unidades de Notificao Negativa implantadas; taxa de notificao de pelo menos 1 caso de PFA por 100.000 habitantes menores de 15 anos; pelo menos 80% dos casos notificados devem ser investigados dentro das 48 horas posteriores notificao e pelo menos 80% dos casos de PFA notificados devem ter uma amostra de fezes para cultivo de vrus, coletadas no perodo mximo de duas semanas seguintes ao incio da deficincia motora.

f) Medidas em caso de notificao de casos de PFA com suspeita de poliomielite - Em virtude das caractersticas de transmisso do poliovrus, silenciosa e rpida, e da ocorrncia de um grande nmero de infeces sem manifestaes clnicas, a vigilncia deve ser intensificada quando da notificao de casos de PFA que tenham suspeita de poliomielite. Essa intensificao da vigilncia implica em abranger, alm do local de residncia do doente, as localidades visitadas nos 30 dias anteriores ao incio da paralisia, em caso de viagem, como tambm os locais de residncia de possveis visitas recebidas no mesmo perodo, onde pode estar a fonte de infeco. Alm da realizao de visita s unidades de sade, a situao da cobertura vacinal da rea deve ser criteriosamente avaliada.

MEDIDAS DE CONTROLE Alm de uma vigilncia gil e sensvel deteco de casos de poliomielite importados, a vacinao a medida mais eficaz para manter erradicada a circulao do poliovrus selvagem nas Amricas. Portanto, a vacinao de rotina nos servios de sade objetiva assegurar, o mais precocemente possvel, a imunizao adequada de todas as crianas nascidas; as campanhas anuais de vacinao tambm so muito importantes para garantir um nvel adequado de imunidade do grupo na populao, atravs da disseminao, no meio ambiente, em um curto intervalo de tempo, do vrus vacinal, que compete com a circulao do vrus selvagem.

O Brasil adota em seu esquema vacinal bsico a vacina anti-plio oral (VPO - Sabin) no seguinte esquema: 1 dose, aos 2 meses; 2 dose; aos 4 meses; 3 dose, aos 6 meses; reforo, aos 15 meses.

Entende-se por criana adequadamente vacinada aquela que recebeu trs ou mais doses de vacina oral contra a poliomielite, com um intervalo mnimo de 30 dias entre cada dose. Em ambas as atividades (vacinao de rotina e campanhas) devem ser alcanadas coberturas vacinais altas (95%) em todos os municpios, at que se certifique que o mundo esteja livre da poliomielite.

Este captulo teve como fontes de consulta: Ministrio da Sade ? www.saude.gov.br PDAMED ? www.pdamed.com.br

Este captulo informa sobre os principais programas do Ministrio da Sade vinculados a aes como distribuio gratuita de medicao para portadores de DST/AIDS, o combate dengue e hansenase, entre outras. Tambm apresenta uma sntese da lei dos genricos e uma lista atualizada dos medicamentos genricos registrados.

POLTICA NACIONAL DE MEDICAMENTOS Em virtude da importncia estratgica da Assistncia Farmacutica para o sistema de sade, o Ministrio da Sade publicou, no final de 1998, uma portaria que traou a Poltica Nacional de Medicamentos.

Essa poltica configura e explicita uma srie de decises de carter geral adotadas pelo poder pblico e que apontam os rumos e as linhas estratgicas de atuao a serem seguidas na conduo da matria. Esse documento parte essencial da Poltica Nacional de Sade do Brasil e se constitui num dos elementos fundamentais para a efetiva

implementao de aes capazes de promover a melhoria das condies da assistncia sade da populao e para a consolidao do Sistema nico de Sade, contribuindo para o desenvolvimento social do pas.

As diretrizes observadas pelo Ministrio da Sade no desenho da Poltica Nacional de Medicamentos foram estruturadas a partir de trs eixos de ao governamental: Regulao Sanitria;

Regulao Econmica e A regulao sanitria objetiva proteger o usurio de medicamentos a partir de padres de qualidade, segurana, eficcia em relao aos produtos e aos mtodos de fabricao, armazenamento, transporte e dispensao, dentre outros aspectos.

A regulao econmica tem como um dos principais objetivos contrabalancear o poder de mercado das empresas e reduzir os custos de aquisio, seja do ponto de vista do setor pblico, da sade suplementar (seguros privados) ou do ponto de vista do consu- mo direto das famlias.

Abrange a proteo e defesa do consumidor nas relaes de consumo, aes pr- competitivas que procurem estimular a dinmica de mercado e aes que cobam as falhas de mercado (assimetria de informaes e poder de mercado).

A terceira rea de atuao envolve um conjunto de aes e servios de ateno sade do cidado que culmina, eventualmente, com o acesso propriamente dito ao medi- camento.

No mbito da assistncia, realizam-se o mapeamento das necessidades da popula- o, as prioridades sob o prisma da sade pblica, os objetivos, as estratgias de promoo e expanso do acesso. Promovem-se a construo de consensos teraputicos a respeito da abordagem em doenas especficas e a indicao e uso de medicamentos, bem como ava- liao e acompanhamento dos hbitos de prescrio, dispensao e resultados teraputicos.

Ampliar o acesso da populao a medicamentos tem sido um dos grandes desafios impostos ao poder pblico brasileiro. Para tanto, o Ministrio da Sade vem implementando, desde 1998, aes que expressam de forma articulada os eixos assumidos no desenho da Poltica Nacional de Medicamentos. O escopo da atuao envolve a regulao sanitria, a regulao econmica, a reestruturao e a expanso da assistncia farmacutica alm do essencial aparelhamento administrativo e institucional para a consecuo desses objetivos.

A Poltica Nacional de Medicamentos baseia-se nos mesmos princpios que orien- tam o Sistema nico de Sade e constitui estratgia essencial para consolid-lo uma vez que contribui para viabilizar um dos componentes fundamentais da assistncia sade que a cobertura farmacolgica.

Assim, para implementar a poltica traada, as trs esferas de governo ? federal, estadual e municipal, de acordo com suas respectivas competncia e abrangncia de atuao, devem desenvolver aes orientadas pelas seguintes diretrizes: 1. Adoo da Relao de Medicamentos Essenciais ? RENAME, representada por uma lista nacional de referncia composta pelos frmacos considerados bsicos e indispensveis para atender ao mais amplo espectro de doenas, em permanente atualizao.

2. Regulamentao sanitria de medicamentos, com foco nos processos de registro de produtos e de autorizao para o funcionamento de fabricantes, distribuidores e varejis- tas do setor farmacutico, em aes de farmacovigilncia e na promoo da produo e uso de medicamentos genricos.

3. Reorientao da assistncia farmacutica, com nfase na promoo do acesso da po- pulao aos medicamentos essenciais, por meio do desenvolvimento de atividades de descentralizao da gesto da assistncia farmacutica, de promoo do uso racional de medicamentos, de otimizao do sistema de distribuio no setor pblico, pautada por critrios de natureza epidemiolgica, tcnica e administrativa, bem como da adoo de instrumentos e iniciativas que possibilitem a reduo nos preos desses produtos.

4. Promoo do uso racional de medicamentos, destacando a adoo de medicamentos genricos, assim como o processo educativo dos consumidores de medicamentos e a atualizao da informao dos profissionais prescritores e dispensadores a respeito de temas como risco da automedicao, interrupo e troca da medicao prescrita e neces- sidade de receita mdica.

5. Desenvolvimento cientfico e tecnolgico, mediante a promoo de pesquisas na rea farmacutica, visando a aprofundar a capacitao de recursos humanos, o aproveitamen- to do potencial teraputico da flora e fauna nacionais, bem como a estimular medidas de desenvolvimento da tecnologia da produo de frmacos, especialmente os constantes da RENAME, e a reviso constante da Farmacopia Brasileira.

6. Promoo da produo de medicamentos, baseada na efetiva articulao da capacida- de instalada dos segmentos industriais ? oficial, privado nacional e transnacional ? na produo de medicamentos da RENAME, resultando na capacitao de recursos humanos, no estabelecimento de referncias de preos para o mercado, na menor dependncia de

importao de insumos e na ampliao da produo de medicamentos destinados ao tratamento de patologias de grande impacto sobre a sade pblica.

7. Garantia da segurana, eficcia e qualidade dos medicamentos, mediante o desenvol- vimento da capacidade administrativa de imposio do cumprimento das normas sanitrias, organizadas no mbito do Sistema Nacional de Vigilncia Sanitria.

8. Desenvolvimento e capacitao de recursos humanos para atuao nas diversas aes realizadas no mbito da Poltica Nacional de Medicamentos.

PROGRAMAS ESTRATGICOS DO MINISTRIO DA SADE Programa Nacional de Assistncia Farmacutica Bsica para a Hipertenso Arterial e Diabetes mellitus: Objetivos: Cadastramento dos portadores de Hipertenso e Diabetes Disponibilizar para a rede bsica (medicamentos essenciais): - Hidroclorotiazida 25 mg - Propranolol 40 mg - Captopril 25 mg - Metformina 80 mg - Glibenclamida 5 mg - Insulina

PROGRAMA NACIONAL DE DST/AIDS O Brasil foi o primeiro pas em desenvolvimento a adotar a poltica de distribuio gratuita e universal de medicamentos anti-retrovirais. A lei n 9113 de 13 de Novem-

bro de 1986, garante aos pacientes infectados pelo HIV o recebimento gratuito, pelo Sistema nico de Sade, de toda medicao necessria a seu tratamento.

Atualmente o Ministrio da Sade, atravs da Coordenao Nacional de DST/AIDS, distribui 15 medicamentos anti-retrovirais na rede pblica de sade.

Com o uso da terapia anti-retroviral combinada, no perodo de 1995 a 2000 houve reduo de cerca de 50% da taxa de bitos no pas, reduo de aproximadamente 80% das internaes hospitalares devido a doenas oportunistas ou sintomas graves da AIDS. No perodo de 1997 a 2001, 358 mil internaes hospitalares evitadas e economia de 1,1 bilho de dlares em recursos.

PROGRAMA NACIONAL DE ELIMINAO DA HANSENASE Em maro de 2004, o Programa Nacional de Eliminao da Hansenase foi reestruturado e alado condio de prioridade de gesto do Ministrio da Sade. O programa de hansenase vinha mostrando resultados insatisfatrios nos ltimos anos. Reportando- se ao compromisso anteriormente assumido pelo Governo do Brasil de eliminao da hansenase como problema de sade pblica, a Secretaria de Vigilncia em Sade vem trabalhando para fortalecimento do plano definido para o alcance da meta de elimina- o e adotou novas estratgias de acelerao desse processo, baseando-se em trs pontos fundamentais: 1. Atualizao dos dados essencial para a interpretao vlida e confivel da magnitude e dos nveis endmicos da hansenase nas diferentes regies do Brasil e da distribuio racional de medicamentos;

2. A reduo da taxa de prevalncia at a eliminao, atravs da cura dos pacientes, e da interrupo da cadeia de transmisso, depende da capacidade do SUS de diagnosticar os casos na fase inicial da doena e trat-los com poliquimioterapia padro OMS (PQT/ OMS);

3. A reduo da carga social da doena depende da deteco precoce para reduo de casos detectados com incapacidades fsicas, alm do tratamento adequado de incapacidades j instaladas.

PROGRAMA DE MEDICAMENTOS EXCEPCIONAIS ? ALTO CUSTO A garantia de acesso a medicamentos parte integrante e essencial de uma adequada poltica assistencial. Alm dos que so garantidos no tratamento hospitalar, includos no pagamento das Autorizaes de Internao Hospitalar (AIH), os medicamentos que fazem parte da assistncia ambulatorial ? como o caso da quimioterapia do cncer, integrantes da farmcia bsica, dos medicamentos estratgicos para AIDS, tuberculose, hansenase, diabete ? o SUS tem se empenhado em assegurar o forneci- mento gratuito de medicamentos de alto custo. Esses medicamentos, tambm deno- minados ?excepcionais?, esto includos no Programa de Medicamentos Excepcionais.

So abrangidos pelo Programa de Medicamentos Excepcionais, que gerenciado pela Secretaria de Assistncia Sade, aqueles medicamentos de elevado valor unitrio, ou que, pela cronicidade do tratamento, tornam-se excessivamente caros para serem suportados pela populao. Utilizados no nvel ambulatorial, a maioria deles de uso crnico e parte deles integra tratamentos que duram por toda a vida. Essa poltica tem enorme alcance em todas as classes sociais uma vez que, se no fossem distribudos gratuitamente, tais medicamentos seriam acessveis a poucas pessoas em funo do alto custo dos tratamentos.

Em termos operacionais, os recursos para a aquisio de Medicamentos Excepcionais so transferidos pelo Ministrio da Sade aos estados todos os meses e de forma antecipada. Os estados planejam a aquisio a partir das necessidades da populao, adquirem os medicamentos e controlam a distribuio e os estoques.

PROGRAMA DE PNEUMOLOGIA SANITRIA (TUBERCULOSE) A tuberculose um problema prioritrio de sade no Brasil, tanto por sua magnitude (infeco, doentes e mortos) como pela possibilidade e vantagens de seu controle.

O Ministrio da Sade responsvel, atravs da Coordenao Nacional do Programa, por: Estabelecer normas bsicas de diagnstico, tratamento, registro e informao, controle de qualidade e treinamento;

Pesquisas essenciais requeridas para o desenvolvimento do Programa, com prio- ridade absoluta para aquelas de carter epidemiolgico e operacional;

Apoio complementar aos estados e municpios, com nfase aos aspectos de trei- namento, gesto, superviso, informao e comunicao social;

Articulao intersetorial, no nvel nacional, visando especialmente preparao de recursos humanos e maximizao dos resultados das polticas pblicas para o bem-estar social.

PROGRAMA NACIONAL DE CONTROLE DA DENGUE A dengue um dos principais problemas de sade pblica no mundo. A Organizao Mundial da Sade ? OMS - estima que entre 50 a 100 milhes de pessoas se infectem anualmente, em mais de 100 pases, de todos os continentes, exceto a Europa. Cerca de 550 mil doentes necessitam de hospitalizao e 20 mil morrem em conseqncia da dengue.

Em nosso pas, as condies scio-ambientais favorveis expanso do Aedes aegypti possibilitaram a disperso do vetor desde sua reintroduo em 1976 e o avano da doena. Essa reintroduo no conseguiu ser controlada com os mtodos tradicional- mente empregados no combate s doenas transmitidas por vetores em nosso pas e no continente. Programas essencialmente centrados no combate qumico, com baixssima ou mesmo nenhuma participao da comunidade, sem integrao intersetorial e com pequena utilizao do instrumental epidemiolgico mostraram-se incapazes de conter um vetor com altssima capacidade de adaptao ao novo ambiente criado pela urbanizao acelerada e pelos novos hbitos.

Nos primeiros seis meses do ano 2005, 84.535 pessoas tiveram dengue, enquanto que, em 2003, as notificaes chegaram a 299.764.

O controle proposto pelo Programa Nacional de Controle da Dengue trouxe mudanas efetivas em relao aos modelos anteriores. O controle da transmisso do vrus da dengue se d essencialmente no mbito coletivo e exige um esforo de toda a sociedade. Por isso, prioritrio para o PNCD: 1. A elaborao de programas permanentes, uma vez que no existe nenhuma evidncia tcnica de que a erradicao do mosquito seja possvel, a curto prazo;

2. O desenvolvimento de campanhas de informao e mobilizao das pessoas, de maneira a se criar o envolvimento da sociedade na manuteno do ambiente do- mstico livre de potenciais criadouros do vetor;

5. Integrao das aes de controle da dengue na ateno bsica, com a mobilizao dos Programas de Agentes Comunitrios de Sade (PACS) e Programas de Sade da Famlia (PSF);

6. Utilizao de instrumentos legais que facilitem o trabalho do poder pblico na eliminao de criadouros em imveis comerciais, casas abandonadas etc.;

7. Atuao multissetorial por meio do fomento destinao adequada de resduos slidos e a utilizao de recursos seguros para armazenagem de gua;

8. Desenvolvimento de instrumentos mais eficazes de acompanhamento e super- viso das aes desenvolvidas pelo Ministrio da Sade, estados e municpios.

FARMCIA POPULAR A Farmcia Popular do Brasil um programa do governo federal para ampliar o acesso da populao aos medicamentos considerados essenciais. A Fundao Oswaldo Cruz (Fiocruz), rgo do Ministrio da Sade e executora do programa, adquire os medica- mentos de laboratrios farmacuticos pblicos ou do setor privado, quanto necess- rio, e coloca disposio nas Farmcias Populares a baixo custo. Um dos objetivos do programa beneficiar principalmente as pessoas que tm dificuldade para realizar o tratamento por causa do custo do medicamento.

O programa nasceu para garantir que quem compra medicamento o compre melhor, sem interrupo no tratamento por falta de dinheiro. O Programa Farmcia Popular do Brasil contribui para reduzir o impacto no oramento familiar causado pela compra de remdios e, tambm, busca diminuir os gastos do SUS com as internaes provocadas pelo abandono do tratamento.

O usurio recebe atendimento personalizado, realizado por farmacuticos e profissionais qualificados para orientar sobre os cuidados com a sade e o uso correto dos medicamen- tos. A estrutura das farmcias diferenciada, permite a adequada ateno farmacutica

e a realizao de aes educativas, por meio da apresentao de vdeos, campanhas sobre a Aids e o combate a dengue, alm de outras do interesse do Ministrio da Sade.

Para adquirir os medicamentos disponveis nas farmcias populares, basta o usurio apresentar uma receita mdica ou odontolgica da rede pblica ou particular. Ela importante para evitar a automedicao, que pode causar intoxicaes ou mascarar sintomas de doenas importantes.

O programa atende a toda populao e dirigido, sobretudo, s pessoas que no tm condies de pagar caro por seu medicamento e, por isso, muitas vezes interrompem o tratamento. Uma pesquisa da Organizao Mundial da Sade ? OMS, feita em 71 pases, revela que os brasileiros gastam 19% da renda familiar com sade. Entre as pessoas de baixa renda, o que mais pesa no bolso so os medicamentos (61% das despesas com sade). Entre os mais ricos, o maior gasto com planos de sade. Segundo a pesquisa, 9,1% dos entrevistados j tiveram que vender bens ou pedir emprstimos para pagar gastos com sade.

O Programa Farmcia Popular do Brasil oferece medicamentos que tratam das doen- as com maior incidncia no pas. Esto disponveis, tambm, preservativos masculinos, cuja utilizao importante para a preveno das doenas sexualmente transmissveis. Hipertenso, diabetes, lcera gstrica, depresso, asma, infeces e verminoses, so exemplos de doenas para as quais so encontrados medicamentos. Alm dessas, esto disponveis produtos com indicao nos quadros de clicas, enxaqueca, queimadura, inflamaes e alcoolismo, alm dos anticoncepcionais.

PROJETO FARMCIAS NOTIFICADORAS A ANVISA ? Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria - ao lanar o projeto Farmcias Notificadoras, pretende ampliar as fontes de notificao de casos suspeitos de efeitos adversos a medicamentos e de queixas tcnicas de medicamentos, em parceria com o Centro de Vigilncia Sanitria e o Conselho Regional de Farmcia de cada estado, estimulando o desenvolvimento de aes de sade em farmcias e drogarias.

A nova proposta que a farmcia, pblica ou particular, deixe de ser estabelecimento meramente comercial e agregue o valor de utilidade pblica. O farmacutico, ante as

queixas dos consumidores, deve notificar, ao Centro Nacional de Monitorizao de Medicamentos (CNMM), problemas relacionados a medicamentos. Com essa nova pos- tura, torna-se elo entre a populao e o Governo.

Para aderir ao projeto, necessrio que os estabelecimentos estejam de acordo com as exigncias da Vigilncia Sanitria e do Conselho e que o farmacutico permanea no estabelecimento durante todo o horrio de funcionamento. Os estabelecimentos recebero o selo de ?Farmcia Notificadora?.

MEDICAMENTOS GENRICOS ? LEI 9787/99 Por medicamento genrico entende-se aquele que cpia do produto de referncia, comercializado pelo nome da substncia ativa, sem marca comercial, aps o venci- mento da patente registrada, que d a garantia de retorno do investimento efetuado na pesquisa pelo fabricante original.

O objetivo da lei 9787/99, tal como foi editada, a reduo de preo dos medicamen- tos atravs de uma maior concorrncia entre os fabricantes com o nome genrico, diminuindo, assim, os gastos com a publicidade e divulgao da marca, nome de fan- tasia do remdio, alm de gastos com pesquisa para desenvolvimento de novos medi- camentos.

Medicamento similar aquele que contm os mesmos princpios ativos, apresenta a mesma concen- trao, forma farmacutica, via de administrao, posologia e indicao tera- putica, preventiva ou diagnstica, do medicamento de referncia registrado no rgo federal responsvel pela vigilncia sanitria. Pode diferir somente em caractersticas relativas ao tamanho e forma do produto, prazo de validade, embalagem, rotulagem, excipientes e veculos, devendo sempre ser identifica- do por nome comercial ou marca.

Medicamento de referncia um produto inovador registrado no rgo federal responsvel pela vigilncia sanitria e comercializado no pas, cuja eficcia, segurana e qualidade foram comprovadas cientificamente junto ao rgo federal competente, por ocasio do registro.

o equivalente teraputico de um medicamento de referncia ? caso sejam comprovados, essencialmente, os mesmos efeitos de eficcia e segurana.

Bioequivalncia Consiste na demonstrao de equivalncia farmacutica entre produtos apre- sentados sob a mesma forma farmacutica, contendo idntico(s) princpio(s) ativo(s) e que tenham comparvel biodisponibilidade quando estudados sob um mesmo desenho experimental.

Biodisponibilidade Indica a velocidade e a extenso de absoro de um princpio ativo em uma forma de dosagem, a partir de sua curva concentrao/tempo na circulao sistmica ou sua excreo na urina.

Equivalentes farmacuticos So medicamentos que contm o mesmo frmaco, isto , mesmo sal ou ster da mesma molcula terapeuticamente ativa, na mesma quantidade e forma farmacutica, podendo ou no conter excipientes idnticos. Devem cumprir com as mesmas especificaes atualizadas da Farmacopia Brasileira e, na ausncia desta, com as de outros cdigos autorizados pela legislao vigente ou, ainda, com outros padres aplicveis de qualidade relacionados identidade, dosa- gem, pureza, potncia, uniformidade de contedo, tempo de desintegrao e velocidade de dissoluo, quando for o caso.

Medicamento genrico o produto farmacutico tecnicamente obtido ou elaborado com finalidade profiltica, curativa, paliativa ou para fins de diagnstico. uma forma farma- cutica determinada que contm o frmaco, geralmente em associao com coadjuvantes farmacotcnicos.

Vantagens da poltica dos genricos Medicamentos de melhor qualidade, mais seguros e eficazes, comprova- dos pelos testes de biodisponibilidade e bioequivalncia.

Medicamentos com menor preo, pois no h necessidade de pesquisa para desenvolvimento, alm do fato de os medicamentos genricos no possurem ?marca?, no pagarem publicidade e tambm serem subsidiados pelo governo.

Fortalecimento da indstria nacional, com desenvolvimento tecnolgico e mais empregos para o pas.

PRESCRIO E DISPENSAO DOS MEDICAMENTOS GENRICOS Prescrio No mbito do Sistema nico de Sade (SUS), as prescries pelo profissional responsvel adotaro obrigatoriamente as determinaes referentes Deno- minao Comum Brasileira (DCB), ou, na sua falta, a Denominao Comum Internacional (DCI).

Nos servios privados de sade, a prescrio ficar a critrio do profissional responsvel, podendo ser realizada sob nome genrico ou comercial, que deve- r ressaltar, quando necessrio, as restries intercambialidade.

Caso haja qualquer restrio substituio do medicamento de marca pelo genrico correspondente, o mdico dever manifestar objetivamente a deci- so, incluindo na prescrio os seguintes dizeres: ?No autorizo a substituio?.

Dispensao Ser permitida ao profissional farmacutico a substituio do medicamen- to prescrito exclusivamente pelo medicamento genrico correspondente, salvo restries expressas pelo profissional prescritor.

Nesses casos o profissional farmacutico deve indicar a substituio rea- lizada na prescrio, apor carimbo que conste seu nome e nmero de inscri- o do Conselho Regional de Farmcia, datar e assinar.

Nos casos de prescrio utilizando nome genrico, somente ser permitida a dispensao do medicamento de referncia ou de um genrico correspon- dente.

dever do profissional farmacutico explicar detalhadamente a dispensao realizada ao paciente ou usurio, bem como fornecer toda a orientao ne- cessria ao consumo racional do medicamento genrico.

A substituio genrica dever ser baseada na relao de medicamentos genricos aprovados pela ANVISA - Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria - e cujos registros tenham sido publicados no Dirio Oficial da Unio.

Medicamento de referncia ........................ Medicamento genrico

Aular ..................................................... cetorolaco de trometamina

Adalat Retard ........................................... Nifedipino

Adriblastina RD ......................................... cloridrato de doxorrubicina

Aerolin .................................................... sulfato de salbutamol

Afrin ....................................................... cloridrato de oximetazolina

Akineton ................................................. cloridrato de biperideno

Aldactone ................................................ Espironolactona

Aldomet .................................................. Metildopa

Allegra .................................................... cloridrato de fexofenadina

Alphagan ................................................. brimonidina

Amaryl .................................................... glimepirida

Aminofilina ............................................... aminofilina

Amoxil .................................................... amoxicilina

Amoxil BD ............................................... amoxicilina

Amplacilina .............................................. ampicilina / ampicilina sdica

Anafranil ................................................. cloridrato de clomipramina

Antak ..................................................... cloridrato de ranitidina

Aredia .................................................... pamidronato dissdico

Arimidex ................................................. anastrozol

Aropax .................................................... cloridrato de paroxetina

Artren .................................................... diclofenaco sdico

Asalit ...................................................... mesalazina

Mesacol .................................................. mesalazina

Aspirina .................................................. acido acetilsalicilico

Atenol .................................................... atenolol

Atlansil ................................................... cloridrato de amiodarona

Atrovent ................................................. brometo de ipratropio

Aurorix ................................................... moclobemida

Azactam .................................................. aztreonam

Bactrim e Bactrim F ................................... sulfametoxazol + trimetoprima

Bactroban ............................................... mupirocina

Baycuten-N ............................................. clotrimazol + acetato de dexametasona

Bedfordpoly B .......................................... sulfato de polimixina B

Benzetacil ............................................... benzilpenicilina benzatina

Berlison .................................................. acetato de hidrocortisona

Berotec ................................................... bromidrato de fenoterol

Medicamento de referncia ........................ Medicamento genrico

Betnovate ............................................... valerato de betametasona

Betnovate N ............................................ valerato de betametasona + sulfato de

Betoptic .................................................. cloridrato de betaxolol

Biamotil .................................................. cloridrato de ciprofloxacino

Binotal .................................................... ampicilina

Biovir ..................................................... zidovudina + lamivudina

Bisolvon .................................................. cloridrato de bromexina

Bricanyl .................................................. sulfato de terbutalina

Bricanyl Expectorante ................................ sulfato de terbutalina + guaifenesina

Brismucol ................................................ acebrofilina

Bufedil .................................................... cloridrato de buflomedil

Buscopan ................................................ brometo de n-butilescopolamina

Buscopan composto ................................... brometo de n-butilescopolamina + dipirona

Buspar .................................................... cloridrato de buspirona

Calcort .................................................... deflazacorte

Camptosar ............................................... cloridrato de irinotecano

Candicort ................................................ cetoconazol+ dipropionato de betametasona

Canesten ................................................. clotrimazol

Capoten .................................................. captopril

Cardizem ou Cardizem SR ........................... cloridrato de diltiazem

Carduran ................................................. mesilato de doxazosina

Cataflam D .............................................. diclofenaco

Cataflam ................................................. diclofenaco potssico ou diclofenaco resinato

Cataflam Emulgel ...................................... diclofenaco dietilamnio

Cartrax ................................................... tioconazol + tinidazol

Ceclor ..................................................... cefaclor

Ceclor AF ................................................ cefaclor

Cedur ..................................................... benzafibrato

Cefamox ................................................. cefadroxil ou cefadroxila

Cefoxitina Sdica ...................................... Cefoxitina Sdica

Celestamine ............................................. maleato de dexclorfeniramina + betametasona

Celestone ................................................ betametasona

Cellcept .................................................. micofenolato mofetil

Cipramil .................................................. citalopram

Cipro ...................................................... ciprofloxacino ou cloridrato de ciprofloxacino

Claforan .................................................. cefotaxima sdica

Carbolitium .............................................. carbonato de ltio

Claritin .................................................... loratadina

Claritin D ................................................. loratadina+sulfato de pseudoefedrina

Clavulin / Clavulin IV / Clavulin BD ................ amoxicilina+clavulanato de potssio

Medicamento de referncia ........................ Medicamento genrico

Clinagel ................................................... fosfato de clindamicina

Clorana ................................................... Hidroclorotiazida

Co-Renitec ............................................... maleato de enalapril + hidroclorotiazida

Coreg ..................................................... carvedilol

Cosopt .................................................... cloridrato de dorzolamida + maleato de timolol

Cozaar .................................................... losartan potssico / losartana potssica

Crixivan .................................................. sulfato de indinavir

Cromolerg ............................................... cromoglicato dissdico

Cymevene ............................................... ganciclovir sdico

Daforin ................................................... cloridrato de fluoxetina

Daktarin .................................................. nitrato de miconazol

Dalacin C ................................................. cloridrato de clindamicina / fosfato de clindamicina

Dalacin V ................................................. fosfato de clindamicina

Daonil ..................................................... glibenclamida

Decadron ................................................ d e x a m e t a s o n a / f o s f a t o d i s s d i c o d e

Depakene ................................................ valproato de sdio

Dermazine ............................................... sulfadiazina de prata

Dermodex ............................................... nistatina + xido de zinco

Desonol .................................................. desonida

Dexason .................................................. Acetato de dexametasona

Diamicron ................................................ gliclazida

Differin ................................................... adapaleno

Digesan .................................................. bromoprida

Digoxina .................................................. digoxina

Dilacoron ................................................. cloridrato de verapamil

Dimorf .................................................... sulfato de morfina

Diprivan .................................................. propofol

Diprogenta .............................................. dipropionato de betametasona + sulfato de

Diprosalic ................................................ dipropionato de betametasona + cido saliclico

Diprosone ................................................ dipropionato de betametasona

Diprospan ................................................ dipropionato de betametasona + fosfato

Dobutrex ................................................. cloridrato de dobutamina

Dorflex ................................................... citrato de orfenadrina + dipirona sdica + cafe-

Dormonid ................................................ midazolam / maleato de midazolam

Drenol .................................................... hidroclorotiazida

Efexor XR ................................................ cloridrato de venlafaxina

Elocom .................................................... furoato de mometasona

Eloxatin .................................................. oxaliplatina

Medicamento de referncia ........................ Medicamento genrico

Epivir ...................................................... lamivudina

Eulexin .................................................... flutamida

Espasmo Luftal ......................................... Dimeticona + Metilbrometo de Homatropina

Fentanil .................................................. Cloridrato de Fentanila

Feldene ................................................... piroxicam

Flagass Baby ............................................ Dimeticona + Metilbrometo de Homatropina

Flagyl ..................................................... benzoilmetronidazol / metronidazol

Flagyl Nistatina ........................................ metronidazol + nistatina

Flanax .................................................... naproxeno sdico

Flotac ..................................................... diclofenaco colestiramina

Floxacin .................................................. norfloxacino

Floxstat .................................................. ofloxacino

Fluimucil .................................................. acetilcistena

Fluoro-uracil ............................................. fluoruracila

Foldan .................................................... tiabendazol

Fortaz .................................................... ceftazidima

Fosamax ................................................. alendronato sdico

Frademicina ............................................. cloridrato de lincomicina

Frontal .................................................... alprazolam

Garamicina .............................................. sulfato de gentamicina

Gardenal ................................................. fenobarbital

Gemzar ................................................... cloridrato de gencitabina

Gino-Canesten .......................................... clotrimazol

Gino-Pletil ............................................... tinidazol + nitrato de miconazol

Gino-Tralen .............................................. tioconazol

Glifage .................................................... cloridrato de metformina

Gyno-Daktarin .......................................... nitrato de miconazol

Gyno-Icaden ............................................ nitrato de isoconazol

Haldol ..................................................... haloperidol

Helmiben ................................................. mebendazol + tiabendazol

Hidantal .................................................. Fenitona

Higroton .................................................. clortalidona

Hipofagin S .............................................. cloridrato de anfepramona

Hydergine ............................................... mesilato de codergocrina

Hypnomidate ........................................... etomidato

Hyponor .................................................. bitartarato de norepinefrina

Hytrin ..................................................... cloridrato de terazosina

Hyzaar .................................................... losartana potssica + hidroclorotiazida

Holoxane ................................................. ifosfamida

Ibuprofeno ............................................... advil / alivium

Icaden .................................................... nitrato de isoconazol

Imigran ................................................... succinato de sumatriptana

Medicamento de referncia ........................ Medicamento genrico

Imovane ................................................. zopiclona

Intal ....................................................... cromoglicato dissdico

Isordil ..................................................... dinitrato de isossorbida

Isotrex ................................................... isotretinona

Jumexil ................................................... cloridrato de selegilina

Kefazol ................................................... cefazolina sdica

Keflex ..................................................... cefalexina

Keflin neutro ............................................ cefalotina sdica

Klaricid ................................................... claritromicina

Kloren .................................................... cloreto de potssio

Kytril ...................................................... cloridrato de granisetrona

Lamictal .................................................. lamotrigina

Lamisil .................................................... cloridrato de terbinafina

Lanexat .................................................. flumazenil

Lasix ...................................................... furosemida

Leucovorin ............................................... folinato de clcio

Lexotan .................................................. bromazepam

Lipidil ..................................................... fenofibrato

Lopid ...................................................... genfibrozila

Lopressor ................................................ tartarato de metoprolol

Lopril D ................................................... captopril + hidroclorotiazida

Loprox .................................................... ciclopirox olamina

Lorax ..................................................... lorazepam

Losec ..................................................... omeprazol sdico

Lotensin .................................................. cloridrato de benazepril

Luftal / Luftal Max ..................................... dimeticona

Marcana ................................................. cloridrato de bupivacana

Marcana pesada ....................................... cloridrato de bupivacana + glicose

Marevan .................................................. Varfarina Sdica

Maxcef .................................................... cloridrato de cefepima

Mefoxin ................................................... cefoxitina sdica

Megestat ................................................. acetato de megestrol

Meronem IV ............................................. meropenem

Mesigyna ................................................. enantato de noretisterona + valerato de estradiol

Meticorten ............................................... prednisona

Metrotex ................................................. metotrexato

Mevacor .................................................. lovastatina

Micostatin ............................................... nistatina

Minomax ................................................. cloridrato de minociclina

Miosan .................................................... Cloridrato de Ciclobenzaprina

Mitexan .................................................. mesna

Moduretic ................................................ cloridrato de amilorida + hidroclorotiazida

Medicamento de referncia ........................ Medicamento genrico

Monocordil ............................................... mononitrato de isossorbida

Monopril .................................................. fosinopril sdico

Movatec .................................................. meloxicam

Mucolitic .................................................. carbocistena

Mucosolvan .............................................. cloridrato de ambroxol

Naprosyn ................................................ naproxeno

Natrilix ................................................... indapamida

Nebacetin ................................................ sulfato de neomicina + bacitracina

Neurontin ................................................ gabapentina

Nimotop .................................................. nimodipino

Nitrencord ............................................... nitrendipino

Nitrofural ................................................ furacin

Nisulid .................................................... nimesulida

Nizoral .................................................... cetoconazol

Nolvadex ................................................. citrato de tamoxifeno

Nootropil ................................................. piracetan

Norvasc .................................................. besilato de anlodipino

Novacort ................................................. cetoconazol + dipropionato de betametasona +

Novalgina ................................................ dipirona sdica

Novamin ................................................. sulfato de amicacina

Oceral .................................................... nitrato de oxiconazol

Oflox ...................................................... ofloxacino

Ogastro .................................................. lansoprazol

Olcadil .................................................... cloxazolam

Omcilon-A Orabase .................................... acetonido de triancinolona

Omcilon A M ............................................. acetonido de triancinolona + sulfato de neomicina

Orelox .................................................... cefpodoxima proxetil

Otosynalar ............................................... acetonido de fluocinolona + sulfato de neomicina

Pamelor .................................................. cloridrato de nortriptilina

Pantelmin ................................................ mebendazol

Pantozol .................................................. pantoprazol

Paraplatin ................................................ carboplatina

Parlodel .................................................. mesilato de bromocriptina

Penicilina G potssica ................................. benzilpenicilina potssica

Pen-Ve-Oral ............................................. fenoximetilpenicilina potssica

Peprazol .................................................. omeprazol

Pepsamar ................................................ hidrxido de alumnio

Perlutan .................................................. algestona acetonida + enantato de estradiol

Plasil ...................................................... cloridrato de metoclopramida

Medicamento de referncia ........................ Medicamento genrico

Platiran ................................................... cisplatina

Pletil ....................................................... tinidazol

Polaramine .............................................. maleato de dexclorfeniramina

Polaramine Expectorante ............................ maleato de dexclorfeniramina + sulfato de

Ponstan .................................................. cido mefenmico

Pravacol .................................................. pravastatina sdica

Pred Fort ................................................. acetato prednisolona

Prelone ................................................... fosfato sdico de prednisolona

Prinzide ................................................... lisinopril + hidroclorotiazida

Prednisolon .............................................. fosfato sdico de prednisolona

Proctyl .................................................... policresuleno + cloridrato de cinchocana

Profenid e Profenid Retard .......................... cetoprofeno

Proflam ................................................... aceclofenaco

Propcia .................................................. finasterida

Propranolol .............................................. cloridrato de propranolol

Proscar ................................................... finasterida

Prozac .................................................... cloridrato de fluoxetina

Psorex .................................................... propionato de clobetasol

Quadriderm ............................................. valerato de betametasona + sulfato de

Remeron ................................................. mirtazapina

Renitec ................................................... maleato de enalapril

Regaine .................................................. minoxidil

Retemic .................................................. cloridrato de oxibutinina

Revivan .................................................. cloridrato de dopamina

Rifocina Spray .......................................... rifamicina

Rino-Lastin .............................................. cloridrato de azelastina

Risperdal ................................................. risperidona

Rivotril .................................................... clonazepam

Roacutan ................................................. isotretinoina

Rocefin ................................................... ceftriaxona sdica

Rulid ....................................................... roxitromicina

Sandimmun neoral .................................... ciclosporina

Secnidal .................................................. secnidazol

Silomat ................................................... cloridrato de clobutinol

Silomat Plus ............................................. cloridrato de clobutinol + succinato de doxilamina

Sinemet .................................................. carbidopa/levodopa

Solu-cortef .............................................. succinato sdico de hidrocortisona

Sonebon .................................................. nitrazepam

Sorine .................................................... cloridrato de nafazolina

Sotacor ................................................... cloridrato de sotalol

Medicamento de referncia ........................ Medicamento genrico

Splendil ................................................... felodipino

Sporanox ................................................ itraconazol

Staficilin-N ............................................... oxacilina sdica

Stiefcortil ................................................ Hidrocortisona

Stilnox .................................................... tartarato de zolpidem

Stugeron ................................................. cinarizina

Tagamet .................................................. cimetidina / cloridrato de cimetidina

Talsutin ................................................... cloridrato de tetraciclina + anfotericina b

Tavanic ................................................... levofloxacino

Taxol ...................................................... paclitaxel

Taxotere ................................................. docetaxel

Tazocin ................................................... piperacilina sdica + tazobactam sdico

Tenadren ................................................. cloridrato de propranolol + hidroclorotiazida

Tenoretic ................................................. atenolol + clortalidona

Tegretol .................................................. carbamazepina

Thiaben ................................................... tiabendazol

Ticlid ...................................................... cloridrato de ticlopidina

Tienam ................................................... imipenem + cilastatina

Tilatil ...................................................... tenoxicam

Timoptol .................................................. maleato de timolol

Tobradex ................................................. tobramicina + dexametaxona

Tobrex .................................................... tobramicina

Topamax ................................................. Topiramato

Tramal / Tramal Retard .............................. cloridrato de tramadol

Tracrium .................................................. besilato de atracurio

Tralen ..................................................... tioconazol

Trental / Trental Vert ................................. pentoxifilina

Triatec .................................................... ramipril

Trileptal .................................................. oxcarbazepina

Trometamol de cetorolaco ........................... toragesic

Trusopt ................................................... cloridrato de dorzolamida

Tryptanol ................................................. cloridrato de amitriptilina

Tussiflex D ............................................... dropropizina

Tylenol .................................................... paracetamol

Unasyn ................................................... sulbactam sdica + ampicilina sdica

Valium .................................................... diazepam

Vancocina ................................................ cloridrato de vancomicina

Vibramicina .............................................. cloridrato de doxicilina / doxicilina

Vick Pyrena ............................................. paracetamol

Viofrmio-Hidrocortisona ............................ clioquinol + hidrocortisona

Viramune ................................................ nevirapina

Vodol ...................................................... nitrato de miconazol

Medicamento de referncia ........................ Medicamento genrico

Wellbutrin SR ........................................... cloridrato de bupropiona

Xarope Vick ............................................. guaifenesina

Xarope Vick Mel ........................................ guaifenesina

Xylocana ................................................ cloridrato de lidocana

Xylocana com Epinefrina ............................ cloridrato de lidocana + epinefrina

Xylocana Pesada 5% ................................ cloridrato de lidocana + glicose

Zaditen ................................................... fumarato de cetotifeno

Zentel .................................................... albendazol

Zeritavir .................................................. estavudina

Zestril .................................................... lisinopril

Zinacef ................................................... cefuroxima sdica

Zinnat .................................................... axetil cefuroxima

Zitromax ................................................. azitromicina

Zocor ..................................................... sinvastatina

Zofran .................................................... cloridrato de ondansetrona

Zoloft ..................................................... cloridrato de sertralina

Zoltec ..................................................... fluconazol

Zovirax ................................................... aciclovir

Zyban ..................................................... cloridrato de bupropiona

Zyloric .................................................... Alopurinol

Zyrtec .................................................... dicloridrato de cetirizina

Este captulo teve como fontes de consulta: ANVISA ? www.anvisa.gov.br Ministrio da Sade ? www.saude.gov.br OPAS ? www.opas.org.br Apostila ?Curso Bsico de Assistncia Farmacutica para Trabalhadores dos Servios de Farmcia das Unidades da Sade da SMS/SP?. So Paulo, 2003 http://www.abrale.org.br/apoio_juridico/obtencao/index.php

LEGISLAO FARMACUTICA Neste captulo voc vai conhecer, na ntegra, o cdigo de tica da profisso farmacutica; tambm vai saber quais so as normas referentes ao uso de tarjas e rtulos, bem como a portaria 344/98, que trata da dispensao de medicamentos.

CDIGO DE TICA DA PROFISSO FARMACUTICA Aviso de Retificao de 06 de maio de 2005 (*) Na Resoluo 417, de 29 de setembro de 2004, publicada em 17 de novembro de 2004, no Dirio Oficial da Unio, Seo 1, pp. 306/307; leiam-se as seguintes retificaes: RESOLUO 417 DE 29 DE SETEMBRO DE 2004 Ementa: Aprova o Cdigo de tica da Profisso Farmacutica.

O CONSELHO FEDERAL DE FARMCIA, no exerccio das atribuies que lhe confere o artigo 6, alnea ?g?, da Lei n 3.820, de 11 de novembro de 1960,

RESOLVE: Art. 1 - Aprovar o CDIGO DE TICA DA PROFISSO FARMACUTICA, nos termos do Anexo desta Resoluo, da qual faz parte.

Art. 2 - Esta Resoluo entra em vigor na data da publicao, revogando-se as disposies em contrrio e, em especial, os termos da Resoluo 290/96 do Conselho Federal de Farmcia.

ANEXO CDIGO DE TICA DA PROFISSO FARMACUTICA PREMBULO O FARMACUTICO UM PROFISSIONAL DA SADE, CUMPRINDO-LHE EXECUTAR TODAS AS ATIVIDADES INERENTES AO MBITO PROFISSIONAL FARMACUTICO, DE MODO A CONTRIBUIR PARA A SALVAGUARDA DA SADE PBLICA E, AINDA, TODAS AS AES DE EDUCAO DIRIGIDAS COMUNIDADE NA PROMOO DA SADE.

TTULO I Do Exerccio Profissional CAPTULO I Dos Princpios Fundamentais Art. 1 - O exerccio da profisso farmacutica, como todo exerccio profissional, tem uma dimenso tica que regulada por este cdigo e pelos diplomas legais em vigor, cuja transgresso resultar em sanes disciplinares por parte do Conselho Regional de Farmcia, aps apurao pelas suas Comisses de tica, independentemente das penalidades estabelecidas pelas leis do Pas.

Art. 2 - O farmacutico atuar sempre com o maior respeito vida humana, ao meio ambiente e liberdade de conscincia nas situaes de conflito entre a cincia e os direitos fundamentais do homem.

Art. 3 - A dimenso tica da profisso farmacutica determinada, em todos os seus atos, pelo benefcio ao ser humano, coletividade e ao meio ambiente, sem qualquer discriminao.

Art. 4 - Os farmacuticos respondem pelos atos que praticarem ou pelos que autorizarem no exerccio da profisso.

Art. 5 - Para que possa exercer a profisso farmacutica com honra e dignidade, o farmacutico deve dispor de boas condies de trabalho e receber justa remunerao por seu desempenho.

Art. 6 - Cabe ao farmacutico zelar pelo perfeito desempenho tico da Farmcia e pelo prestgio e bom conceito da profisso.

Art. 7 - O farmacutico deve manter atualizados os seus conhecimentos tcnicos e cientficos para aperfeioar, de forma contnua, o desempenho de sua atividade profissional.

Art. 8 - A profisso farmacutica, em qualquer circunstncia ou de qualquer forma, no pode ser exercida exclusivamente com objetivo comercial.

Art. 9 - Em seu trabalho, o farmacutico no pode se deixar explorar por terceiros, seja com objetivo de lucro, seja com finalidade poltica ou religiosa.

Art. 10 ? O farmacutico deve cumprir as disposies legais que disciplinam a prtica profissional no Pas, sob pena de advertncia.

CAPTULO II Dos Deveres Art. 11 - O farmacutico, durante o tempo em que permanecer inscrito em um Conselho Regional de Farmcia, independentemente de estar ou no no exerccio efetivo da profisso, deve: I. Comunicar s autoridades sanitrias e profissionais, com discrio e fundamento, fatos que caracterizem infringncia a este Cdigo e s normas que regulam o exerccio das atividades farmacuticas;

II. Dispor seus servios profissionais s autoridades constitudas, se solicitado, em caso de conflito social interno, catstrofe ou epidemia, independentemente de haver ou no remunerao ou vantagem pessoal;

IV. Respeitar o direito de deciso do usurio sobre sua prpria sade e bem-estar, excetuando-se o usurio que, mediante laudo mdico ou determinao judicial, for considerado incapaz de discernir sobre opes de tratamento ou decidir sobre sua prpria sade e bem-estar;

V. Comunicar ao Conselho Regional de Farmcia e s autoridades sanitrias a recusa ou a demisso de cargo, funo ou emprego, motivada pela necessidade de preservar os legtimos interesses da profisso, da sociedade ou da sade pblica;

VI. Guardar sigilo de fatos que tenha conhecimento no exerccio da profisso, excetuando-se os de dever legal, amparados pela legislao vigente, os quais exijam comunicao, denncia ou relato a quem de direito;

VII. Respeitar a vida humana, jamais cooperando com atos que intencionalmente atentem contra ela ou que coloquem em risco sua integridade fsica ou psquica;

VIII. Assumir, com responsabilidade social, sanitria, poltica e educativa, sua funo na determinao de padres desejveis do ensino e do exerccio da Farmcia;

IX. Contribuir para a promoo da sade individual e coletiva, principalmente no campo da preveno, sobretudo quando, nessa rea, desempenhar cargo ou funo pblica;

X. Adotar postura cientfica, perante as prticas teraputicas alternativas, de modo que o usurio fique bem informado e possa melhor decidir sobre a sua sade e bem- estar;

XII. Denunciar s autoridades competentes quaisquer formas de poluio, deteriorao do meio ambiente ou riscos inerentes ao trabalho, prejudiciais sade e vida;

XIII. Evitar que o acmulo de encargos prejudique a qualidade da atividade farmacutica prestada.

Art. 12 - O farmacutico deve comunicar ao Conselho Regional de Farmcia, por escrito, o afastamento de suas atividades profissionais das quais detm responsabilidade tcnica, quando no houver outro farmacutico que, legalmente, o substitua.

1 - A comunicao ao Conselho Regional de Farmcia dever ocorrer no prazo mximo de 5 (cinco) dias aps o afastamento, quando este ocorrer por motivo de doena, acidente pessoal, bito familiar, ou outro, a ser avaliado pelo CRF.

2 - Quando o afastamento for motivado por doena, o farmacutico ou seu procurador dever apresentar empresa ou instituio documento datado e assinado, justificando sua ausncia, a ser comprovada por atestado, no prazo de 5 (cinco) dias.

3 ? Quando o afastamento ocorrer por motivo de frias, congressos, cursos de aperfeioamento, atividades administrativas ou outras atividades, a comunicao ao Conselho Regional de Farmcia dever ocorrer com antecedncia mnima de 1 (um) dia.

CAPTULO III Das Proibies Art. 13 - proibido ao farmacutico: I. Participar de qualquer tipo de experincia em ser humano, com fins blicos, raciais ou eugnicos, pesquisa clnica ou em que se constate desrespeito a algum direito inalienvel do ser humano;

IV. Praticar ato profissional que cause dano fsico, moral ou psicolgico ao usurio do servio, que possa ser caracterizado como impercia, negligncia ou imprudncia;

V. Deixar de prestar assistncia tcnica efetiva ao estabelecimento com o qual mantm vnculo profissional, ou permitir a utilizao do seu nome por qualquer estabelecimento ou instituio onde no exera pessoal e efetivamente sua funo;

VI. Realizar, ou participar de atos fraudulentos relacionados profisso farmacutica, em todas as suas reas de abrangncia;

VII. Fornecer meio, instrumento, substncia ou conhecimento para induzir a prtica (ou dela participar) de eutansia, de tortura, de toxicomania ou de qualquer outra forma de procedimento degradante, desumano ou cruel em relao ao ser humano;

VIII. Produzir, fornecer, dispensar, ou permitir que seja dispensado meio, instrumento, substncia e/ou conhecimento, medicamento ou frmula magistral, ou especialidade farmacutica, fracionada ou no, que no contenha sua identificao clara e precisa sobre a(s) substncia(s) ativa(s) contida(s), bem como suas respectivas quantidades, contrariando as normas legais e tcnicas, excetuando-se a dispensao hospitalar

interna, em que poder haver a codificao do medicamento que for fracionado, sem, contudo, omitir o seu nome ou frmula;

X. Aceitar remunerao abaixo do estabelecido como o piso salarial, mediante acordos ou dissdios da categoria;

XIV. Exercer a profisso farmacutica quando estiver sob a sano disciplinar de suspenso;

XV. Expor, dispensar, ou permitir que seja dispensado medicamento em contrariedade legislao vigente;

XVI. Exercer a profisso em estabelecimento que no esteja devidamente registrado nos rgos de fiscalizao sanitria e do exerccio profissional;

XVII. Aceitar a interferncia de leigos em seus trabalhos e em suas decises de natureza profissional;

XVIII. Delegar a outros profissionais atos ou atribuies exclusivos da profisso far- macutica;

XIX. Omitir-se e/ou acumpliciar-se com os que exercem ilegalmente a Farmcia, ou com profissionais ou instituies farmacuticas que pratiquem atos ilcitos;

XX. Assinar trabalhos realizados por outrem, alheio sua execuo, orientao, superviso ou fiscalizao, ou ainda assumir responsabilidade por ato farmacutico que no praticou ou do qual no participou efetivamente;

XXI. Prevalecer-se do cargo de chefia ou de empregador para desrespeitar a dignidade de subordinados;

XXII. Pleitear, de forma desleal, para si ou para outrem, emprego, cargo ou funo que esteja sendo exercido por outro farmacutico, bem como praticar atos de concorrncia desleal;

XXIII. Fornecer, ou permitir que forneam, medicamento ou frmaco para uso diverso da sua finalidade;

XXIV. Exercer a Farmcia em interao com outras profisses, concedendo vantagem, ou no, aos demais profissionais habilitados para direcionamento de usurio, visando ao interesse econmico e ferindo o direito do usurio de livremente escolher o servio e o profissional;

XXVI. Exercer a fiscalizao profissional e sanitria, quando for scio ou acionista de qualquer categoria, ou interessado por qualquer forma, bem como prestar servios a empresa ou estabelecimento que explore o comrcio de drogas, medicamentos, insumos farmacuticos e correlatos, laboratrios, distribuidoras, indstrias, com ou sem vnculo empregatcio.

Art. 14 ? Quando atuante no servio pblico, vedado ao farmacutico: I. Utilizar-se do servio ou cargo pblico para executar trabalhos de empresa privada de sua propriedade ou de outrem, como forma de obter vantagens pessoais;

III. Reduzir, irregularmente, quando em funo de chefia, a remunerao devida a outro farmacutico.

CAPTULO IV Da Publicidade e dos Trabalhos Cientficos Art. 15 - vedado ao farmacutico: I. Divulgar assunto ou descoberta de contedo inverdico;

II. Publicar, em seu nome, trabalho cientfico do qual no tenha participado ou atribuir- se autoria exclusiva quando houver participao de subordinados ou outros profissionais, farmacuticos ou no;

IV. Anunciar produtos farmacuticos ou processos por meios capazes de induzir ao uso indiscriminado de medicamentos;

V. utilizar-se, sem referncia ao autor ou sem a sua autorizao expressa, de dados ou informaes, publicados ou no;

VI. Promover pesquisa na comunidade, sem o seu consentimento livre e esclarecido, e sem que o objetivo seja a proteo ou a promoo da sade.

CAPTULO V Dos Direitos Art. 16 - So direitos do farmacutico: I. Exercer a profisso sem ser discriminado por questes de religio, raa, sexo, nacionalidade, cor, idade, condio social, opinio poltica ou de qualquer outra natureza;

II. Interagir com o profissional prescritor, quando necessrio, para garantir a segurana e a eficcia da teraputica farmacolgica, com fundamento no uso racional de medicamentos;

III. Exigir dos demais profissionais de sade o cumprimento da legislao sanitria vigente, em especial quanto legibilidade da prescrio;

IV. Recusar-se a exercer a profisso em instituio pblica ou privada, onde inexistam condies dignas de trabalho ou que possam prejudicar o usurio, com direito a representao, junto s autoridades sanitrias e profissionais, contra a instituio;

V. Opor-se a exercer a profisso, ou suspender a sua atividade, individual ou coletivamente, em instituio pblica ou privada, onde inexistam remunerao ou condies dignas de trabalho ou que possam prejudicar o usurio, ressalvadas as situaes de urgncia ou de emergncia, devendo comunic-las imediatamente ao Conselho Regional de Farmcia e s autoridades sanitrias e profissionais;

VI. Negar-se a realizar atos farmacuticos que, embora autorizados por lei, sejam contrrios aos ditames da cincia e da tcnica, comunicando o fato, quando for o caso,

ao usurio, a outros profissionais envolvidos ou ao respectivo Conselho Regional de Farmcia.

TTULO II Das Relaes Profissionais Art. 17 - O farmacutico, perante seus colegas e demais profissionais da equipe de sade, deve comprometer-se a: I. Obter e conservar alto nvel tico em seu meio profissional e manter relaes cordiais com a sua equipe de trabalho, prestando-lhe apoio, assistncia e solidariedade moral e profissional;

II. Adotar critrio justo nas suas atividades e nos pronunciamentos sobre servios e funes confiados anteriormente a outro farmacutico;

III. Prestar colaborao aos colegas que dela necessitem, assegurando-lhes considerao, apoio e solidariedade que reflitam a harmonia e o prestgio da categoria;

V. Empenhar-se em elevar e firmar seu prprio conceito, procurando manter a confiana dos membros da equipe de trabalho e do pblico em geral;

VI. Limitar-se s suas atribuies no trabalho, mantendo relacionamento harmonioso com outros profissionais, no sentido de garantir unidade de ao na realizao de atividades a que se prope em benefcio individual e coletivo;

VII. Denunciar, a quem de direito, atos que contrariem os postulados ticos da profisso.

TTULO III Das Relaes com os Conselhos Art. 18 - Na relao com os Conselhos, obriga-se o farmacutico a:

I. Acatar e respeitar os Acordos e Resolues do Conselho Federal e os Acordos e Deliberaes dos Conselhos Regionais de Farmcia;

II. Prestar, com fidelidade, informaes que lhe forem solicitadas a respeito de seu exerccio profissional;

III. Comunicar ao Conselho Regional de Farmcia em que estiver inscrito, toda e qualquer conduta ilegal ou antitica que observar na prtica profissional;

IV. Atender convocao, intimao, notificao ou requisio administrativa no prazo determinado, feita pelos Conselhos Regionais de Farmcia, a no ser por motivo de fora maior, comprovadamente justificado.

Art. 19 - O farmacutico, no exerccio profissional, fica obrigado a informar, por escrito, ao respectivo Conselho Regional de Farmcia (CRF) todos os seus vnculos, com dados completos da empresa (razo social, Cadastro Nacional da Pessoa Jurdica ? C.N.P.J., endereo, horrio de funcionamento e de Responsabilidade Tcnica ? RT), mantendo atualizado o seu endereo residencial e os horrios de responsabilidade tcnica ou de substituio.

TTULO IV Das Infraes e Sanes Disciplinares Art. 20 - As sanes disciplinares consistem em: I. De advertncia ou censura;

Art. 21 ? As normas deste Cdigo aplicam-se aos farmacuticos, em qualquer cargo ou funo, independentemente do estabelecimento ou instituio onde estejam prestando servio.

Art. 22 - A verificao do cumprimento das normas estabelecidas neste Cdigo atribuio do Conselho Federal de Farmcia, dos Conselhos Regionais de Farmcia e suas Comisses de tica, das autoridades da rea de sade, dos farmacuticos e da sociedade em geral.

Art. 23 - A apurao das infraes ticas compete ao Conselho Regional de Farmcia em que o profissional est inscrito ao tempo do fato punvel em que incorreu, por meio de sua Comisso de tica.

Art. 24 - O farmacutico portador de doena que o incapacite para o exerccio da farmcia, apurada pelo Conselho Regional de Farmcia em procedimento administrativo com percia mdica, ter suas atividades profissionais suspensas enquanto perdurar sua incapacidade.

Art. 25 ? O profissional condenado por sentena criminal, definitivamente transitada em julgado, por crime praticado no uso do exerccio da profisso, ficar suspenso da atividade enquanto durar a execuo da pena.

Art. 26 ? Prescreve em 24 (vinte e quatro) meses a constatao fiscal de ausncia do farmacutico no estabelecimento, atravs de auto de infrao ou termo de visita, para efeito de instaurao de processo tico.

Art. 27 - Aplica-se o Cdigo de tica a todos os inscritos no Conselho Regional de Farmcia.

Art. 28 - O Conselho Federal de Farmcia, ouvidos os Conselhos Regionais de Farmcia e a categoria farmacutica, promover a reviso e a atualizao deste Cdigo, quando necessrio.

Art. 29 - As condies omissas neste Cdigo sero decididas pelo Conselho Federal de Farmcia.

TARJAS E RTULOS Os rtulos das embalagens dos medicamentos podem apresentar: . Tarja vermelha simples - Medicamentos, produtos dietticos e correlatos que s podem ser vendidos sob prescrio mdica devem apresentar no rtulo de sua embalagem uma tarja vermelha em toda a sua extenso, do tero mdio do rtulo e com largura no inferior a um tero da largura total, contendo os dizeres: ?VENDA SOB PRESCRIO MDICA?.

. Tarja vermelha controlada - Medicamentos sujeitos a controle especial, que s podem ser comercializados sob prescrio mdica, devem ter no rtulo de sua embalagem uma tarja vermelha em toda a sua extenso contendo os dizeres: ?VENDA SOB PRESCRIO MDICA COM RETENO DE RECEITA?.

. Tarja preta - Medicamentos que contenham substncias entorpecentes, ou que determi- nem dependncia fsica ou psquica; deve ter no rtulo de sua embalagem uma tarja preta em toda a sua extenso com os dizeres: ?VENDA SOB PRESCRIO MDICA. O ABUSO DESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR DEPENDNCIA?.

. Tarja amarela - A tarja amarela, destinada a medicamentos genricos, deve apresentar os seguintes dizeres: ?MEDICAMENTO GENRICO DE ACORDO COM A LEI 9787/99?, alm de uma grande letra G para facilitar sua identificao.

MEDICAMENTOS MANIPULADOS Como deve ser o rtulo do medicamento 1. Nome do paciente e do mdico prescritor.

3. Frmula discriminada com os nomes dos frmacos ativos segundo a D.C.B. com res- pectivas dosagens.

Os rtulos devem informar sobre a apresentao especfica do produto como, soluo, loo, cpsulas creme, pomada, entre outros.

H casos em que necessrio colocar informaes complementares, como: ?Agite Antes de Usar? ou ?Conserve em Geladeira?; ?Mantenha ao abrigo da luz, calor e umidade?; ?Mantenha fora do alcance de crianas?; ?no faa uso concomitante de outro medicamento sem a orientao mdica?; no desaparecendo os sintomas ou ocorrendo reaes colaterais, informe o seu mdico?.

TIPOS DE RECEITAS As receitas podem ser de quatro tipos: - simples, - carbonada branca (medicamentos sujeitos a controle especial), - azul (medicamentos psicotrpicos) ou - amarela (retinides de uso sistmico).

AVIAMENTO DE RECEITAS Para preenchimento correto do aviamento de receitas so necessrios os seguintes dados: - Identificao do emitente (nome, endereo e nmero de registro no conselho a que pertence);

Esta portaria aprova o regulamento tcnico sobre substncias e medicamentos

sujeitos a controle especial. Segue uma sntese de seu contedo: . Notificao de receita Documento padronizado destinado notificao da prescrio de medicamentos.

. Livro de receiturio Nele feito todo o controle de entrada, sada e perda dos medicamentos desta portaria. O registro nesse livro dever ser feito diariamente, somente pelo farmacutico responsvel ou, na sua ausncia, pelo seu substituto.

. Psicotrpicos Ficam sujeitos a esse controle todos os medicamentos com ao no sistema nervoso central (estimulantes), bem como as substncias consideradas entorpecentes (depressoras), alm dos retinicos de uso sistmico.

. Prescrio As prescries devem estar com todos os campos preenchidos, sem rasuras e contendo os seguintes dados: - Sigla da Unidade da Federao;

- Identificao numrica (portarias A, B) - Identificao do usurio (nome e endereo completos e, no caso de uso veterinrio, identificao do animal e dados completos do proprietrio);

- Nome do medicamento ou da substncia com dosagem ou concentrao, forma farma- cutica, quantidade e posologia;

As receitas tero a durao (validade) de 30 dias para notificaes B e C, 30 dias para notificao A quando o paciente for do sexo masculino e sete As notificaes do tipo C so vlidas para todos os estados brasileiros, enquanto que as demais (A e B) somente tm validade no estado em que foram expedidas.

Os medicamentos constantes nesta portaria s podem ser dispensados por farmacuticos. No ato da dispensao devero ser conferidos os seguintes dados: - Dados do emitente;

A quantidade mxima a ser dispensada por receita o equivalente a 60 dias de tratamento (para anticonvulsivantes e antiparkinsonianos a quantidade pode chegar a seis meses de tratamento).

No ato da dispensao devero ser anotados os seguintes dados no verso da receita: . Dados do usurio (nome completo, endereo, RG e telefone);

. Dados do medicamento que est sendo dispensado (nome, concentrao, forma farma- cutica e quantidade).

. Guarda As substncias constantes nesta portaria, bem como os medicamentos nela contidos e existentes nos estabelecimentos, devero ser obrigatoriamente guardados sob chave ou outro dispositivo que oferea segurana, em local exclusivo para esse fim, sob a responsabilidade do farmacutico.

. Balanos A cada trs meses deve ser realizado um balano relatando as entradas, sadas e perdas de cada uma dessas substncias. Os balanos devero ser entregues na autoridade sanitria local at o dia 15 dos meses de abril (referente aos meses de janeiro a maro), julho (abril a junho), outubro (julho a setembro) e janeiro (outubro a dezembro). Alm do balano trimestral, no trmino de cada ano dever ser realizado tambm um balano anual que dever ser entregue at o dia 30 de janeiro do ano subseqente. O balano tambm de responsabilidade do farmacutico. Ele dever ser entregue em duas vias, em que uma ficar retida na autoridade sanitria, e a outra permanecer no estabelecimento.

Este captulo apresenta um pequeno conjunto de boas prticas nos estabelecimentos farma- cuticos, bem como para quem trabalha no local, e lembra alguns procedimentos que podem auxi- liar o profissional a lidar com as necessidades dos usurios de uma farmcia, como um passo-a- passo para a administrao de medicamentos.

PREVENO E PROMOO DA SADE NA ATIVIDADE FARMACUTICA No dia-a-dia: Oriente e mantenha os medicamentos na embalagem original;

Promova aes junto populao em geral, atravs de parcerias com associaes locais, escolas/universidades (Por ex: planejamento familiar, sexualidade na adolescncia);

Promova e incentive aes junto a grupos de maior vulnerabilidade a determinadas doenas (hipertenso, diabetes, tuberculose);

Promova e incentive hbitos saudveis de vida, como, por exemplo, grupos de caminha- da.

COMO ADMINISTRAR MEDICAMENTOS Cada forma farmacutica tem uma maneira especial de ser utilizada. Essa informa- o deve ser transmitida pelo profissional que prescreve o medicamento, assim como no momento da entrega do medicamento, na farmcia da unidade de sade.

Entretanto, muitas vezes as pessoas tm dvidas quanto ao modo correto de uti- lizar algumas formas farmacuticas. Para ajud-las, voc, com o apoio de sua equipe, pode utilizar as informaes a seguir.

Comprimidos, cpsulas, drgeas e ps para reconstituio: b) Os comprimidos, cpsulas e drgeas so geralmente tomados por via oral (pela boca) com um copo cheio de gua; e o paciente deve estar em p ou sentado.

c) As cpsulas devem ser engolidas inteiras (jamais serem abertas) e os comprimidos no devem ser partidos ao meio, exceto se indicado pelo mdico ou farmacutico.

d) Ps para reconstituio (suspenso oral): 1) colocar, aos poucos, gua filtrada ou fervida (fria) e agitar at completar a marca indicada no frasco; 2) agitar o medicamento at que o mesmo se dissolva; 3) verificar, aps a agitao, se a mistura atingiu a marca indicada, se no, acrescentar mais gua at a marca e agitar novamente; 4) aps iniciar o uso, no colocar mais gua; 5) agitar bem antes de usar; 6) utilizar o copomedida que vem junto com o medicamento; 7) tomar o medicamento em p, para no engasgar; 8) guardar a suspenso na geladeira, durante o tratamento; 9) aps o tratamento, despre- zar qualquer quantidade que sobrar.

c) Deixar a saliva na boca, sem engolir, at que o comprimido se dissolva e desaparea completamente.

Suspenso oral: b) O paciente deve agitar bem o frasco do medicamento todas as vezes que for consumi- lo, pois o produto contm partculas que se depositam no fundo.

c) Deve utilizar o copinho-medida de plstico, prprio para esse tipo de medicamento e que geralmente acompanha o produto (alguns deles vm com uma colhermedida, ao invs de copinho).

d) Colocar o medicamento no copinho ou na colher, observando a quantidade recomenda- da: 2,5mL, 5mL, 7,5mL,10mL.

Gotas nasais: c) Inclinar a cabea para trs e colocar, nas narinas, o nmero de gotas prescrito, evitan- do encostar o aplicador dentro do nariz.

d) Manter a cabea inclinada para trs, durante alguns segundos, para que o medicamen- to no escorra do nariz.

Spray nasal d) Retirar a tampa do frasco e colocar o aplicador na narina, evitando encost-lo dentro do nariz.

Colrios: d) Pingar o colrio sem encostar o aplicador nos olhos, usando as quantidades recomenda- das pelo mdico.

f) Se o produto escorrer um pouco, no enxugue com a mo, use um leno ou guardanapo de papel.

g) Quando dois ou mais produtos so receitados para os olhos, fazer um intervalo de pelo menos 5 minutos entre a aplicao de cada um deles. No aplicar simultaneamente os diferentes produtos.

Gotas no ouvido: b) Sentar e inclinar a cabea para o lado - ou deitar - deixando o ouvido afetado para cima.

c) Puxar um pouquinho a orelha para ?abrir? o canal do ouvido, permitindo que o produto penetre mais facilmente.

d) Permanecer deitado por mais alguns minutos, aps a colocao do supositrio, procu- rando mant-lo no intestino por, pelo menos, uma hora.

vulos, cremes, pomadas e comprimidos vaginais: d) Deitar na cama, de barriga para cima, com os joelhos dobrados e as plantas dos ps apoiadas na cama.

e) Introduzir o medicamento (ou o aplicador contendo o medicamento) bem no fundo da vagina, tomando cuidado para no machucar.

O uso seguro de medicamentos depende da informao correta: importante que voc saiba que todo paciente tem o direito de conhecer a manei- ra correta de usar os medicamentos. Para isto, voc, agente comunitrio de sade, deve orient-lo a buscar essas informaes junto aos profissionais de sade, fazendo as se- guintes perguntas: Qual a doena ou problema que est sendo tratado?

O medicamento deve ser tomado com o estmago cheio ou no? Antes ou depois das refeies?

O processo de comunicao: Uma das funes primordiais do profissional de sade que trabalha na farmcia o ato da dispensao de medicamentos, que significa orientar o paciente em todos os as- pectos do medicamento que ser consumido. Para tanto fundamental que ambos se comuniquem.

A dispensao de medicamentos o momento em que h o contato humano entre o profissional e o usurio, com base em uma receita especfica, para o uso correto de medicamentos. Deve assegurar o medicamento certo, seguro e eficaz, na hora certa para o paciente/usurio certo.

Pontos a considerar em uma comunicao - para que o paciente compreenda a informao importante: Utilizar uma linguagem clara e simples;

Dar a informao precisa que o paciente necessita. No se exceder para evitar confun- di-lo; seguir uma ordem na explicao; definir a ordem;

Orientao ao paciente: Consiste em fornecer informaes ao paciente, com o objetivo de ajud-lo a cum- prir adequadamente um tratamento.

O trabalhador da sade que dispensa medicamentos deve executar os seguintes procedimentos com muita ateno: 1) Verificar a validade da receita e se contem as exigncias legais: Nome do paciente;

2) Verificar se o receiturio compatvel com o tipo de medicamento prescrito (medica- mentos controlados pela Portaria 344 exigem receiturios especficos).

3) Ler e entender a receita: se tiver dvida, esclarea com o prescritor (mdico ou dentista).

Nunca adivinhe o nome do medicamento. perigoso, pois se corre o risco 4) Separar o medicamento indicado, conferindo o nome e a apresentao (forma farma- cutica e dosagem) com o solicitado na receita. Observar se o medicamento tem bom aspecto e no est vencido.

5) Se for necessrio fracionar a quantidade a ser fornecida (por exemplo: cortar ?cartelas?), sempre realizar esSe procedimento em local limpo.

6) Acondicionamento (se for necessrio): escolher o material mais apropriado. Os enve- lopes de papel podem servir para embalar quantidade de medicamento para 2 ou 3 dias, porm se rompem e molham com facilidade. Os sacos plsticos so mais adequados.

8) Verifique se o paciente entendeu a explicao fazendo perguntas ou pedindo que ele repita o que foi dito. Explicar com pacincia e clareza, seguindo a prescrio: a quantidade de medicamento a ser tomada;

prestar adicionais esclarecimentos de acordo com o medicamento dispensado, tais como cuidados de armazenamento, conservao, no deixar o medicamento ao alcance de crianas, etc...

Ao dispensar medicamentos para pacientes com dificuldade de leitura devemos lanar mo de desenhos ou de formulrios com desenhos que auxiliam o entendimento quanto ao horrio, quantidade e tipo de medicamento a ser tomado.

Respeitar a posologia muito importante para que o medicamento cumpra o seu efeito. Mas respeitar a durao do tratamento tambm fundamental.

Um problema muito comum o no cumprimento do tratamento pelo paciente. Muitas pessoas sofrem as conseqncias dessa situao. O paciente e a famlia sofrem pela piora da doena e pelas faltas no trabalho. O sistema de sade perde recursos ao perder medicamentos e custear internaes e exames, etc.

Por apresentarem efeitos indesejados (dor de cabea, diarria, entre ou- tros).

Por isso, importante que voc esteja atento quanto ao cumprimento dos trata- mentos pelos usurios.

As pessoas que fazem uso prolongado de medicamentos merecem sua ateno constante, como na tuberculose, hansenase, diabetes e hipertenso.

Com o objetivo de ajudar as pessoas a seguirem corretamente seus tratamentos, podemos criar diversas formas de transmitir informaes. Vejamos algumas sugestes:

Quando a pessoa no tem relgio ou no sabe ver as horas, observe sua rotina; por exemplo, se ouve rdio ou assiste televiso. Adapte os horrios de utilizar os medica- mentos aos programas de televiso e do rdio. Explore tambm a rotina diria da famlia: horrio de levantar, fazer as refeies e deitar.

Quando o paciente for analfabeto, procure diferenciar os medicamentos, utilizando co- res diferentes (fitas, adesivos, canetas coloridas), nmeros ou sinais. Por exemplo, um medicamento tomado duas vezes ao dia, pode ser representado por duas pequenas boli- nhas. Basta usar criatividade! As sugestes de horrios devem ser discutidas durante a consulta mdica ou durante a dispensao dos medicamentos. Caso o paciente continue em dvida, leve o caso para sua equipe.

Este captulo teve como fontes de consulta: Apostila ?Curso Bsico de Assistncia Farmacutica para Trabalhadores dos Servios de Farmcia das Unidades da Sade da SMS/SP?. So Paulo, 2003 Cartilha ?O trabalho dos agentes comunitrios de sade na promoo do uso correto de medicamentos? ? Ministrio da Sade, 2001.

Este captulo apresenta diversas recomendaes objetivando qualificar o relacionamento entre o profissional de farmcia e o cliente, com a finalidade de otimizar o fechamento de vendas e obter a satisfao do cliente pelo servio prestado.

RELAO TCNICO DE FARMCIA - CLIENTE Aqui vo algumas dicas importantes: O cliente espera que voc o oriente sobre o produto que est sendo comprado; portan- to, o seu conhecimento importante para que essa relao seja bem-sucedida;

Atualmente predominam no mercado farmacutico grupos com a idia de presta- o de servios dentro da farmcia.

O perfil do consumidor de produtos farmacuticos bastante particular: ele obri- gado a comprar; no tem direito a escolhas; se doente, pode estar afetado emocional- mente e no compra por ambio, prazer, vaidade ou necessidade. O produto consumi- do para prevenir ou corrigir o pior dos desequilbrios, que a perda da sade.

O consumidor exigente e busca: Modernidade da loja, Praticidade na compra, Segurana na informao que lhe transmitida pelo vendedor, Confiana no profissionalismo do vendedor, Ateno e bem-estar, Qualidade de servios.

O atendente especializado deve ficar atento para: Atitudes comportamentais, Tcnicas de vendas, Conhecimento dos produtos, Relacionamento com os clientes, Qualidade dos servios.

No marketing de servios, os princpios bsicos que determinam um bom atendi- mento so: Confiabilidade: proporcionar o que foi prometido com segurana e preciso;

As aes fundamentais do marketing de atendimento so: Ouvir o cliente, Ateno e respeito com o cliente, Atrair e dar conforto ao cliente, Equipe especializada no atendimento.

As trs perguntas bsicas que devem ser feitas para se conhecer o cliente so: Quem so?

Os clientes tm perfis diferenciados. importante perceber suas caractersticas: Tmido: faz perguntas estratgicas;

Na relao com o cliente, e para evoluir profissionalmente, o tcnico de farmcia deve zelar por sua imagem profissional. Para isso, sua prtica profissional deve conside- rar algumas qualidades importantes: Conhecimento, Competncia,

Confiana, Organizao, Atualizao de mercado: conhecer produtos novos, distinguir a diferena entre tarjas, acompanhar as mudanas da legislao farmacutica;

Postura como vendedor (a): cuidados pessoais, preparao diria, percorrer a farmcia, memorizar os preos, conhecer a concorrncia, conhecer os benefcios e as caractersti- cas dos produtos;

FIDELIZAO DO CLIENTE O RESPEITO FIDELIZA As vendas no varejo so mais bem-sucedidas quando h maior capacidade de apoiar o cliente.

Os casos de sucesso no varejo so baseados em uma ao: conquistar e manter os clientes todos os dias. A estratgia que sedimenta essa ao o processo de fidelizao do cliente.

?O bom atendimento aquele que o cliente diz qual , e no aquele que voc acha que deve ser.?

CONFIANA PARA A FIDELIZAO O cliente precisa sentir confiana em quem o atende e na empresa a qual esse representa. A confiana obtida atravs de sinais verbais e no-verbais como movimentos corporais, o tom de voz e o contedo da fala do atendente. O

fundamento de uma relao confivel est na integridade, uma vez que, se o cliente imaginar que foi enganado, toda a fidelizao deixar de existir.

PROATIVIDADE: POSTURA DO VENDEDOR O profissional reativo aquele em que a primeira reao negar qualquer pedido; ele usa com freqncia as seguintes expresses: no d, no , no tem, no posso. Em seguida, acaba por se ver na obrigao de atender ao pedido de um cliente.

Proativo o profissional que usa freqentemente as expresses: o que , o que d, o que tem, o que pode. A atitude proativa aquela que, quando a pessoa se v frente a uma limitao, no lugar da negativa, diz que possvel fazer, informa o que d para fazer ou o que pode ser feito no lugar de uma solicitao que no pode ser atendida.

As atitudes proativas no trabalho refletem-se de maneira positiva e construtiva na vida social. Se voc agir de forma proativa, ter mais chances de aprendizado e se tornar um profissional com melhores possibilidades de crescimento na empresa; alm disso, poder tornar-se um bom comerciante tambm.

MARKETING PESSOAL Segundo Philip Kotler, o marketing pessoal utiliza os conceitos e instrumentos de marketing em benefcio da carreira e da vida pessoal dos indivduos, valorizando o ser humano em todos os seus atributos, caractersticas e estrutura.

Atitudes e pensamentos tambm fazem parte do marketing pessoal. A tica, a capa- cidade de se comunicar, a capacidade de liderana e de negociao, de promover um bom ambiente ao redor de si, com motivao para os outros e para si mesmo, tam- bm fazem parte dos requisitos que fazem a diferena entre os indivduos.

Fatores importantes para o marketing pessoal so: sade, alimentao, atividades fsicas, sono, aparncia, atualizao, valorizao, bom humor, organizao, postura, assumir erros e entusiasmo.

RAPPORT ? PERCEPO E COMUNICAO Estar em rapport estar em sintonia com o outro, de modo que a comunicao flua e possa atingir sua finalidade, sendo que para que isso ocorra preciso acompanhar, criar a confiana e a sensao no outro de que voc est lado a lado com ele.

Estabelece-se rapport: imitando, ajustando, acompanhando ou espelhando o compor- tamento verbal e no-verbal de uma pessoa, porque assim voc a percebe a partir do modelo que ela tem de mundo.

PRINCPIOS DO ATENDIMENTO QUE VENDE Cortesia a habilidade de fazer com que o cliente sinta-se bem-vindo e respeitado. Atitudes: sorrir, agradecer (?muito obrigado?), solicitar educadamente (?por favor?).

Dicas: Exclusividade: o grau de ateno e cuidado individual demonstrado ao cliente motiva-o a retribuir com os gastos que ele far.

?As pessoas apreciam o fato de serem tratadas com exclusividade.? Dicas: Chame o cliente sempre pelo nome;

Ao chegar outro cliente, solicite que este aguarde at que voc termine de atender o primeiro;

Comprometimento: a capacidade de fornecer o que foi prometido, sempre e com exa- tido, o que transmite confiana e respeito profissional. O comprometimento determina a maneira pela qual os outros percebem sua qualidade pessoal. Se est comprometido, eles acreditam que podem contar com voc.

?Alm de fazer diferena em sua vida, permitir causar mudanas positivas na vida de outras pessoas.? Dicas: Ajude os clientes tanto internos quanto externos;

No procure culpados, resolva o problema do cliente mesmo que no seja sua responsa- bilidade;

Cumpra as promessas: passe o cliente de um setor para outro, sempre explicando antes outra pessoa o problema do cliente.

Competncia: o conhecimento demonstrado e a habilidade em transmitir confiana e credibilidade possibilitam avanar para a realizao de vendas adicionais.

?Fornea sempre aos seus clientes mais do que esperam de voc.? Voc deve ser capaz de responder de forma eficaz a qualquer solicitao dos clien- tes e, quando necessrio, saber com quem obter ajuda.

Demonstre ao cliente que voc tem conhecimento sobre o que est falando, transmitin- do-lhe segurana e confiana;

Elimine atitudes reativas (?no posso, isso no comigo?), oferecendo aos clientes alternativas para a soluo de seus problemas.

Soluo rpida: refere-se disposio de ajudar os clientes de imediato para aproveitar o impulso da compra.

?A velocidade do atendimento determina a competncia operacional da empresa e do atendente.? Dicas: Envolva o cliente na soluo do problema;

Para resolver o problema, oua com ateno o que o cliente estiver lhe dizendo; no o interrompa com concluses precipitadas;

Oferea alternativas para resolver o problema: por exemplo, por meio do envolvimento de outras pessoas, como a equipe e sua chefia.

Se a soluo depender de outras pessoas, certifique-se de que elas assumiro a respon- sabilidade e que daro retorno ao cliente.

Quando o cliente tiver que aguardar, diga a ele o motivo da demora. Nunca o deixe desorientado.

Integridade: a habilidade de deixar claro para os clientes que eles podem confiar e contar com voc, criando assim a condio para fideliz-los. Honestidade, tica e sinceri- dade so a base para manter sua integridade e, como conseqncia, conquistar a fidelida- de dos clientes.

?Deixar claro para as pessoas que elas podem confiar e contar com voc.? Dicas:

No faa comentrios negativos sobre sua empresa ou colegas de trabalho na frente de clientes;

LIDANDO COM CLIENTES IRRITADOS H situaes em que o cliente fica irritado. Isso acontece geralmente quando: Suas expectativas no foram satisfeitas;

O que fazer para evitar que os clientes fiquem irritados: Cuidado com a sua comunicao no-verbal, tom de voz, expresso facial, aparncia, postura;

Procure ser solcito e usar palavras adequadas: por favor; deixe-me ver em que posso ajud-lo; diga-me o que aconteceu.

Estabelea uma comunicao com o cliente e faa com que ele considere um produto especifico;

DIFERENCIAL NO ATENDIMENTO: O sucesso no resultado de um atendimento depende da sua habilidade em vencer a resis- tncia dos clientes, em comunicar-se com eles e satisfazer suas necessidades.

Seguem abaixo algumas aes que podem promover o diferencial positivo no aten- dimento:

SONDAGEM Procure saber as opinies, idias, fatos, necessidades, problemas e desejos do cliente ao atend-lo. So informaes que no devem ser presumidas, mas ditas pelo cliente. Um vendedor profissional sabe que a nica forma de vender fazendo perguntas; para vender no necessrio falar, mas perguntar e escutar.

As primeiras perguntas feitas ao cliente precisam ter algo em comum entre o que voc vende e os interesses do cliente. Assim ele comea a respeit-lo profissionalmente por perceber que est diante de um vendedor ? melhor, de um conselheiro seguro e bem preparado.

H duas modalidades que servem de orientao para se formular qualquer tipo de pergunta: perguntas abertas e perguntas fechadas.

As perguntas abertas solicitam informaes sobre idias, opinies, fatos e sensaes do cliente. As perguntas fechadas so aquelas que respondidas com um simples ?sim? ou ?no?.

As perguntas abertas so mais adequadas para conduzir uma entrevista. Sempre so iniciadas com indagaes como: ?Quem?, ?O que?, ?Quais?, ?Onde?, ?Quando?, ?Como?, ?Quanto?, ?Para que?, ?Qual?, ?Por que? (Ex: ?Para que serve este produto? ?).

As perguntas fechadas so usadas para se reduzir de forma considervel as alternati- vas de respostas. Quando se utiliza uma pergunta fechada o cliente obrigado a se decidir; ela deve ser usada quando o mesmo demonstra desinteresse ou indiferena.

As perguntas fechadas iniciam-se com: ??, ?Deve?, ?Pode?, ?Est?, ?Ser?, ?Seria?. (Ex: ?O senhor j est tomando essa medicao? ?).

DEMONSTRAO Os produtos que so vendidos devem ser traduzidos para os clientes em termos de economia financeira, reduo de despesas, praticidade, facilidade, segurana, agilida- de, confiabilidade, satisfao, atualizao, beleza, etc.

O vendedor deve conhecer as caractersticas e vantagens dos benefcios primrios (produto, servio, qualidade, garantia, atendimento, entrega, faturamento, etc.) e saber como us-los. Os benefcios secundrios (preo, prazo, promoo, desconto, bonificao) no devem ser priorizados pelo vendedor, uma vez que isso demonstra que este no se encontra devidamente preparado para lidar com essa situao.

Outros itens que o vendedor deve considerar nos produtos, a fim de fazer uma boa demonstrao, so: Caractersticas ? o que o produto ou tem, suas especificaes;

Contornando as objees Objees so resistncias do cliente no ato da compra. So cinco as principais razes de resistncias: preo, produto, desinteresse ou indiferena, ceticismo e percepo de desvantagem. A seguir, sugerimos algumas tcnicas para contor- nar as objees: Empatia: concorde antes de discordar ? ?Eu entendo?, ?Percebo?, ?Com- preendo?.

Pergunta ideal: voc faz a pergunta para voc mesmo responder, minimizando a objeo.

Exemplo: se a objeo do cliente referente ao preo, que ele acha alto, per- gunte: ?Na verdade, o senhor quer saber o que faz este produto merecer este preo? ?.

Repetir questionando: voc faz a pergunta e aguarda o cliente responder para poder esclarecer a objeo.

FECHAMENTO DA VENDA Existem trs formas de fechamento de vendas: 1) Fechamento tentativa - Nesse caso voc obtm a aprovao da venda por fazer uma oferta adicional que o cliente rejeita. muito vantajoso quando o produto da demonstrao de valor alto.

Ex: ?A senhora gostaria de levar tambm algum material de toalete? ? 2) Fechamento condicional - muito eficiente quando o cliente exige condies especiais ou vantajosas para comprar ou tomar uma deciso. No entanto, essas condies especi- ais devem ser apresentadas apenas no fechamento da venda.

Ex: ?Se conseguirmos o desconto que a senhora solicitou, quer levar as trs caixas? ? 3. Fechamento direto por alternativa - Aps realizar uma apresentao eficaz que con- venceu o cliente, solicite a deciso diretamente.

A forma mais suave de se obter o fechamento direto apresentando-lhe alternativas. O cliente levado a escolher entre duas opes, ambas para levar o produto.

Ex: ?Sua preferncia pagar com cheque ou carto? ? EXPANSO DA VENDA Vendedores profissionais sugerem itens adicionais depois que transao da venda prin- cipal concluda, uma vez que mais fcil convencer um cliente a adicionar itens a uma venda do que comear um processo de vendas totalmente novo para itens adicionais.

Passos para garantir vendas adicionais: 1 - ?Que tal levar o produto X tambm? ? 2 - Ressalte a qualidade do produto adicional.

4 - Explique que o produto adicional absolutamente Seguindo todas essas recomendaes, voc se tornar um timo profissional de vendas num estabelecimento farmacutico.

Neste captulo voc ver algumas sugestes de organizao e controle, a fim de estruturar o cotidiano da atividade farmacutica. Tambm conhecer o sistema 5S.

COMO ORGANIZAR A FARMCIA . Deve dispor de estantes e estrados para acomodar os medicamentos, evitando assim que umedeam e fiquem diretamente em contato com o piso;

. A farmcia deve ser mantida sempre limpa com a finalidade de prevenir o aparecimento de insetos, ratos e outros animais.

ORGANIZAO DOS MEDICAMENTOS . Separar os medicamentos injetveis dos de administrao por via oral e dos de uso tpico. A seguir, classific-los por ordem alfabtica da denominao genrica, da esquerda para a direita.

. Cada medicamento deve ter um lugar estabelecido na estante, identificado com uma etiqueta. Na etiqueta deve constar a denominao genrica;

. Dispor os medicamentos de acordo com a validade, isto , os que vencem primeiro devem ser dispostos na frente, para que sejam dispensados em primeiro lugar. Ao recebimento de nova remessa de medicamentos sempre verificar a validade dos mesmos com relao aos que esto nas prateleiras;

. Se conservarmos os medicamentos em frascos, caixas ou escaninhos, devemos assegurar que estejam vazios antes de acrescentar novos medicamentos, para evitar que se acumulem medicamentos vencidos ou com prazo de validade prximo do vencimento no fundo;

. As caixas de medicamentos que forem abertas devem ser riscadas, indicando a violao, a quantidade existente anotada, para no haver erros na contagem de estoque;

CAIXA DE EMERGNCIA . A farmcia dever ter uma caixa de emergncia. A caixa dever estar com uma relao externa fixada, relacionando os medicamentos que esto dentro (nome, concentraes, quantidade, prazo de validade);

. A caixa de emergncia deve ser devidamente identificada e sua localizao na farmcia deve ser fixa e de conhecimento de todos, ou seja, deve-se evitar mudanas de lugar;

. A verificao e a reposio dos medicamentos devem ser constantes para evitar possveis faltas no momento de uso (situao de emergncia);

. Sempre estar atento em relao validade dos itens, para que no venam dentro da caixa.

CUIDADOS COM A GELADEIRA . Controlar e anotar a temperatura (com termmetro de mxima e mnima) pelo menos duas vezes ao dia. Se for utilizada para vacinas, o controle de temperatura dever ser o recomendado para este insumo;

. Guardar apenas os medicamentos que necessitam de baixa temperatura de armazenagem. Exemplo: vacinas e insulina.

ATENO: Quando armazenar a insulina na geladeira no a deixar na prateleira prxima ao congelador, pois poder congelar, perdendo a atividade. A insulina pode ser armazenada fora da geladeira.

RECEBIMENTO DE MEDICAMENTOS . Recepo: rea destinada ao recebimento do material e onde se procede verificao, conferncia e separao dos medicamentos para posterior armazenamento;

. Realizam-se nessa etapa duas atividades fundamentais de conferncia do medicamento solicitado com o recebido, que envolve a checagem de especificaes administrativas: - nome do produto (denominao genrica) solicitado x recebido;

ESPECIFICAES TCNICAS: Especificao do material solicitado X recebido quanto a: - concentrao;

Os medicamentos termolbeis, isto , os que podem sofrer alteraes por ao de temperatura, devem ter prioridade na conferncia e no armazenamento.

Todos os produtos recebidos devem ter sua documentao. Caso a documentao no seja enviada em duas vias, deve?se tirar cpia para arquivamento.

A no-conformidade (discordncia) entre o discriminado no documento enviado em relao aos produtos entregues/recebidos deve ser registrada em formulrio prprio, anexado ao documento original e encaminhando para providncias.

Anotaes e observaes devem ser feitas parte do documento original, que no pode ser rasurado.

MOVIMENTAO DE ESTOQUES DE MEDICAMENTOS O preenchimento correto dos dados de consumo e estoque de medicamentos da planilha de reposio (caderno de abastecimento do almoxarifado, planilhas do dose certa) importante porque: - proporciona estoque suficiente;

Os dados para o preenchimento das planilhas de reposio de medicamentos sero obtidos atravs de: - fichas de prateleira;

- levantamento da quantidade de medicamentos das receitas no atendidas por falta de estoque (demanda reprimida);

FICHA DE PRATELEIRA uma ficha de controle de movimentao de estoque, de entrada e sada de medicamentos. Toda movimentao efetuada dever ser registrada diariamente ou semanalmente.

Trata-se de uma ficha individual para cada medicamento e sua respectiva forma far- macutica.

O correto preenchimento da ficha proporciona a anlise de CMM (Consumo Mdio Mensal) do medicamento discriminado na ficha.

PROCEDIMENTOS PARA O PREENCHIMENTO DA FICHA DE PRATELEIRA: . Preencher o cabealho da ficha anotando a denominao genrica do medicamento, a dosagem, a forma farmacutica e o cdigo do medicamento;

. Registrar todo abastecimento recebido, anotando o nmero da Nota Fiscal ou da Nota de Distribuio e a quantidade recebida. Efetuar o registro de entrada com caneta vermelha para diferenci-lo das baixas dirias;

. A partir das receitas atendidas no dia, somar a quantidade dispensada de cada medicamento e dar baixa na respectiva ficha;

. Remanejamentos efetuados para outros locais devem ser registrados de forma diferenciada, evitando que sejam contabilizados como consumo da unidade, para que no sejam considerados no clculo do CMM.

CONTAGEM FSICA DO ESTOQUE A contagem fsica dos medicamentos dever ser efetuada, no mnimo, mensalmente, e qualquer diferena entre o saldo em estoque e o saldo da ficha de prateleira dever ser imediatamente pesquisada e esclarecida.

Consumo mdio mensal (CMM) Reflete a mdia de consumo mensal de um determinado medicamento. o clculo que se faz analisando a dispensao em determinado perodo de tempo do medicamento (utilizam-se os dados anotados na ficha de prateleira).

Frmula utilizada para se obter o CMM: CMM = CM NM CMM= Consumo Mdio Mensal; = Somatria; CM= Consumo de cada ms e NM= Nmero de meses utilizados para a determinao do consumo.

O dado confivel desde que no haja desabastecimento, quanto maior o perodo de coleta de dados, maior a segurana nos resultados.

O PROGRAMA 5S Na organizao do servio de Farmcia o Programa 5 S pode ser utilizado como princpio orientador.

O 5 S um programa que foi desenvolvido no Japo com o objetivo de organizar o ambiente de trabalho, de modo a melhorar o nosso desempenho profissional.

O nome 5 S tem origem nas iniciais de 5 palavras japonesas: SEIRI, SEITON, SEISO, SEIKETSU, SHITSUKE.

. SEIRI: senso de utilizao. Quer dizer que devemos separar o que til do intil, isto , guardar o que necessrio e jogar fora aquilo que no tem mais utilidade.

. SEITON: senso de arrumao. Significa colocar tudo em ordem, identificando as coisas por meio de nomes, rtulos, embalagens e arrumando em lugares de acordo com o nosso uso. O que for de uso cotidiano deve ficar mais a mo.

. SEISO: senso de limpeza. Significa limpar suas coisas aps o uso e manter limpo o que j estava em ordem.

. SEIKETSU: senso de sade e higiene. O local onde vivemos ou trabalhamos deve estar sempre favorvel sade e higiene, ser arejado e receber luz natural. Tambm devemos zelar pela nossa higiene pessoal e usar roupas limpas.

. SHITSUKE: senso de autodisciplina. Quer dizer reeducar nossas atitudes e transformar os 5 S em hbitos do nosso dia-a-dia.

Este captulo teve como fonte de consulta: . Apostila ?Curso Bsico de Assistncia Farmacutica para Trabalhadores dos Servios de Farmcia das Unidades da Sade da SMS/SP?. So Paulo, 2003.

FARMACUTICOS E NOES DE CONTABILIDADE NOES DE ADMINISTRAO SISTEMA DE OPERAO DE LOJA Podemos aqui definir sistema como uma combinao de partes coordenadas entre si e que concorrem para um mesmo resultado ou para formar um conjunto.

No varejo farmacutico os sistemas vinculam-se a um programa capaz de dar susten- tao a todas as aes da loja. Em uma farmcia existem vrios sistemas interligados e a falha de um deles implica a desestruturao de outros. So eles:

SISTEMA DE COMPRA Representa as operaes de reposio de mercadorias em uma loja. Os procedimen- tos devem indicar produtos de alto e baixo giros, bem como os sazonais, para evitar a falta ou a compra desnecessria desses produtos.

SISTEMA DE VENDAS E MARKETING Engloba toda a operao de venda, desde o incio do atendimento at a concluso no caixa, observando que tudo o que puder ser feito para reduzir o tempo de espera do cliente em filas bem-vindo. O relacionamento com o cliente tambm est includo nesse sistema, mostrando que, independentemente da tecnologia, a loja deve desenvolver tcnicas para conhecer e reconhecer a clientela de forma individualizada e personalizar o atendimento. Nesse contexto recomendvel a realizao de um cadastro que contenha informaes sobre o consumidor; essas informaes podem ser relacionadas a hbitos de consumo, poder aquisitivo, medicamentos de que o cliente faz uso, datas de aniversrio, entre outros.

SISTEMA DE SERVIO AO CLIENTE So os servios alternativos prestados aos clientes, como entrega em domiclio, aferi- o de presso arterial, monitoramento de glicemia e colesterol, aplicao de injetveis, observando-se, no entanto, as legislaes especficas da vigilncia sanitria. O servio ao cliente deve possuir um cadastro eficiente que identifique os compradores.

SISTEMA DE APOIO Inclui a existncia de departamento de recursos humanos, manuteno, informatizao da loja, alm de toda a sua infra-estrutura.

SISTEMA DE OPERAO DE LOJA Engloba todos os procedimentos, atribuies e processos para a venda. De acordo com Tamascia (2006), toda a operao que acontece desde o recebimento da mer- cadoria at o momento da estocagem nas prateleiras ou gndolas. Essa operao comea na conferncia da legitimidade do pedido efetuado, passando pela mercadoria recebida e chegando definio do layout da farmcia.

Cada loja nica, com normas e procedimentos caractersticos. No entanto, de forma geral, esse sistema tem seis processos que so: 1. Recebimento: geralmente atendido em 24 horas pelas distribuidoras. Ele deve permitir a disponibilidade de todas as informaes negociadas com o fornecedor como quantidade, preo, descontos, prazos de entrega e validade, entre outros.

2. Armazenagem: aps o recebimento realizada a guarda da mercadoria, em que se deve sempre observar o estado em que o produto se encontra, bem como a validade do mesmo. No estoque, os produtos devem ser armazenados em ordem alfabtica, com os

mais novos atrs e os mais antigos frente. necessria a verificao peridica da validade do produto.

3. Reposio: a falta de uma mercadoria pode causar um impacto bastante expressivo em um cliente. A reposio tradicional segue o conceito de expor nas gndolas os produ- tos mais novos atrs dos mais antigos, que ficam frente. Nas grandes redes, a tecnologia permite que os pedidos sejam gerados imediatamente aps a passagem do produto pelo caixa; em lojas pequenas, porm, o controle manual, exigindo mais ateno do tcnico.

4. Etiquetagem: processo obrigatrio citado pelo Cdigo de Defesa do Consumidor; todos os produtos devem ser etiquetados.

5. Exposio: diretamente ligada reposio de mercadorias. Preencher sempre os espa- os das gndolas significa exposio bem feita, o que ajuda o cliente a perceber os produ- tos e rapidamente encontrar o que precisa. O varejo aplica o conceito de categorizao ou gerenciamento por categorias, o qual consiste em agrupar produtos relacionados. Entretanto, sempre bom conhecer o perfil do cliente e definir as suas necessidades, valores e hbitos de consumo para, ento, oferecer solues e no apenas produtos, afirma Cludio Czapski (2006).

6. Ambientao: a arrumao, a limpeza e a climatizao da loja. O gerenciamento deve ajudar a criar um ambiente agradvel, que oferea organizao e clareza visual.

MANUAL DE PROCEDIMENTOS a documentao das regras e normas de uma empresa, com o objetivo de facilitar a compreenso de funcionrios e colaboradores em relao s tarefas de todos. Segun- do Paulo Caruso (2006), um manual pode apresentar definies sobre o sistema a ser padronizado, o passo-a-passo do processo, quem responde pelo qu, como proceder em caso de reclamao do cliente, prazos de execuo de cada etapa. importante, ainda, monitorar a prtica e sistematicamente avaliar se ela est de acordo com os procedimentos descritos no manual.

INDICADORES DE DESEMPENHO A definio de um quadro de indicadores de desempenho implica a seleo de um conjunto de indicadores relevantes de eficincia, eficcia e efetividade dos principais processos organizacionais. O controle do processo a essncia do gerenciamento, em todos os nveis da empresa.

No adianta conhecer os processo e elaborar manuais para aplic-los, se no existir o acompanhamento no dia?a?dia.

Os principais indicadores de desempenho do varejo farmacutico so: Registro de ocorrncias: registra todos os problemas em um determinado ndice de faltas: permite verificar a eficincia do sistema de compras. ndice de perdas: avalia a perda do produto por roubo, vencimento ou m Ticket mdio: aponta quanto o cliente gasta em determinada loja. o total Tempo de entrega: analisa em quanto tempo um cliente recebe um pedido em Nvel de abastecimento: contribui para verificar a freqncia de `buracos' nas Nmero de clientes atendidos: mensura o movimento crescente ou decres- Taxa de converso: refere-se ao nmero de clientes que entram na loja. Periodicidade mdia de reposio: indica de quanto em quanto tempo as gndolas costumam sofrer reposio.

NOES DE CONTABILIDADE HISTRIA DA CONTABILIDADE Seus princpios rudimentares surgiram na antiga Babilnia, quando o imperador Nabucodonosor a reconstruiu e cercou-a com enormes muralhas e portas de bronze. Com o desenvolvimento do comrcio a cidade tornou-se a maior e mais rica cidade da sia, e com o objetivo de controlar suas riquezas, que lhe deviam os povos conquista- dos, o imperador criou um simples sistema de registros, que era gravado em tabuinhas de barro, com letras cuneiformes. Isso ocorreu por volta do ano 520 a.C. Com o desen- volvimento do comrcio entre os povos, cresceu a necessidade de se registrar as opera- es de compra e venda e tambm da riqueza possuda pelos reis e comerciantes.

Nos sculos XV e XVI o mundo passou por profundas modificaes polticas, religiosas e cientficas atravs do Renascimento Literrio e Artstico, do desenvolvimento das Cincias Exatas e Naturais, das Reformas Religiosas e da evoluo poltica. Surgiu assim o Estado Moderno, no qual o regime feudal foi substitudo pouco a pouco por monarquias absolutas; para o melhor funcionamento da nova organizao social, criou- se o Imposto Real. A contabilidade tornou-se, ento, imprescindvel para o controle das receitas e despesas da nova estrutura do Estado. Inicialmente, porm, o desen- volvimento da contabilidade esteve intimamente ligado ao surgimento do capitalismo.

Sua funo era medir os acrscimos ou decrscimos dos capitais empregados em uma atividade comercial ou industrial.

Hoje, com a evoluo da contabilidade e com o surgimento do ?Mtodo das Partidas Dobradas?, o campo de atuao dessa cincia tornou-se muito vasto, podendo ela ser aplicada a qualquer atividade econmica. Podemos ento afirmar que a contabilidade surgiu da necessidade que as pessoas tm de controlar o que possuem, ganham ou devem.

CAMPO DE ATUAO DA CONTABILIDADE Est a contabilidade presente onde quer que haja uma pessoa jurdica instituda ou em vias de instituio. ela responsvel pela escriturao e apurao dos resultados obtidos em uma organizao com atividade econmica. S atravs dela que teremos condies de apurar o lucro ou o prejuzo tido em determinado perodo administrativo. A contabilidade interessa-se somente por alteraes patrimoniais ocorridas na empre- sa, que so demonstradas atravs do registro dos fatos contbeis.

CONCEITO DE CONTABILIDADE Contabilidade uma cincia que permite, atravs de suas tcnicas, manter um con- trole permanente do patrimnio da empresa.

FUNO DA CONTABILIDADE A funo da contabilidade verificar, em determinado momento, se a atividade da empresa est sendo produtiva, aumentando o patrimnio, apresentando lucros ou se est estagnada, sem apresentar melhorias. Resumindo, pode-se dizer que a funo da contabilidade comparar o estado anterior com o estado atual para determinar o resultado das atividades.

FINALIDADE DA CONTABILIDADE A finalidade da contabilidade assegurar o controle do patrimnio, fornecer informa- es sobre a composio e as variaes patrimoniais, bem como apurar o resultado das atividades econmicas desenvolvidas para alcanar seus fins, que podem ser lu- crativos ou sociais.

Os registros contbeis, alm de interessar aos administradores, interessam ainda aos fornecedores, bancos e principalmente ao governo, que utiliza essas informaes para avaliar e fiscalizar a arrecadao dos tributos.

O CAMPO DE APLICAO DA CONTABILIDADE A existncia da contabilidade decorre da necessidade de se conhecer e controlar os componentes e as variaes do patrimnio atravs do registro dos fatos contbeis, para demonstrar a qualquer momento seu estado e suas variaes, prestando colabo- rao imprescindvel no apenas para a boa administrao, mas at para a prpria existncia da empresa.

ESCRITURAO Para controlar o patrimnio das empresas, a contabilidade precisa registrar todos os fatos que ocorrem nela. Esse registro feito atravs da escriturao.

A escriturao uma das tcnicas utilizadas pela contabilidade para registrar nos livros prprios (Dirios, Razo, Caixa e Contas-Correntes) todos os fatos que provocam modificaes no patrimnio da empresa.

A escriturao comea pelo livro dirio, onde os fatos so registrados de forma mer- cantil, atravs do lanamento, obedecendo a uma disposio tcnica em ordem crono- lgica. E, para registrar os fatos atravs de lanamentos, a contabilidade utiliza as contas.

CONTA Conta o nome tcnico dado aos componentes patrimoniais (Bens, Direitos, Obriga- es e Patrimnio Lquido) e aos elementos de resultado (Despesas e Receitas).

atravs das contas que a contabilidade consegue desempenhar seu papel. Todos os acontecimentos que ocorrem na empresa, responsveis pela sua gesto, tais como compras, vendas, pagamentos e recebimentos, so registrados nos livros prprios atravs das contas.

Para fazer tais lanamentos necessrio que haja documentos que comprovem a veracidade dos fatos, tais como: notas fiscais, recibos de aluguis, contas de gua, luz e telefone, duplicatas, etc. Portanto, no se pode registrar nada nos livros contbeis sem que documentos idneos comprovem que aquilo que est sendo registrado verdadeiro.

REGRAS BSICAS DA ESCRITURAO COMERCIAL A escriturao deve ser completa, em idioma e moeda corrente nacionais, em forma mercantil, com individuao e clareza, por ordem cronolgica de dia, ms e ano, sem

intervalos em branco nem entrelinhas, borraduras, rasuras, emendas e transporte para as margens.

OBRIGATORIEDADE DE MANTER A ESCRITURAO CONTBIL De acordo com o CDIGO COMERCIAL BRASILEIRO todas as empresas so obriga- das: I. A seguir uma ordem uniforme de contabilidade e escriturao e ter os livros necessrios para esse fim;

II. A conservar em boa guarda toda a escriturao, correspondncias e demais papis pertencentes ao giro do seu comrcio, enquanto no prescreverem as aes que lhes possam ser relativas;

III. A levantar anualmente um balano geral do seu ativo e passivo, o qual dever compreender todos os bens, direitos e obrigaes; o mesmo dever ser datado e assinado pelo scio-gerente ou proprietrio da empresa (art.10 do Cdigo Comer- cial Brasileiro).

?O Livro-Dirio e o Livro-Razo so indispensveis e obrigatrios para todas as empresas. A escriturao dos mesmos ser feita em forma mercantil, seguida pela ordem cronolgica de dia, ms e ano. Neles sero registrados com individuao e clareza todas as operaes relativas ao comrcio. Os mesmos devem ser encader- nados e registrados nos rgos competentes. A inexistncia dos livros obrigatrios ou falhas na escriturao e a falta de apresentao do balano constituem crime falimentar.? (art. 186, Dec. Lei 7.661/45).

RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL A escriturao contbil das pessoas jurdicas deve ficar sob a responsabilidade de contabilista legalmente habilitado nos termos da legislao especfica, devendo as demonstraes contbeis obrigatrias ser assinadas pelos scios ou administradores e pelo contabilista responsvel pela escriturao. O contador dever desempenhar suas funes de acordo com o CDIGO DE TICA PROFISSIONAL, podendo at ter seu registro cassado se denunciado ou fiscalizado pelos rgos competentes (exemplo: CRC).

GLOSSRIO DE TERMOS CONTBEIS AMORTIZAO: Representa a conta que registra a diminuio do valor dos bens intan- gveis registrados no ativo permanente; a perda de valor de capital aplicado na aquisio de direitos de propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros, com existncia ou exerccio de durao limitada.

ATIVO: So todos os bens, direitos e valores a receber de uma entidade. Contas do ativo tm saldos devedores.

ATIVO CIRCULANTE: Dinheiro em caixa ou em bancos; bens, direitos e valores a receber no prazo mximo de um ano, ou seja, realizvel a curto prazo (duplicatas, estoques de mercadorias produzidas, etc,); aplicaes de recursos em despesas do exerccio seguinte.

BALANO: um quadro (mapa, grfico, etc.) onde demonstrada a situao econmico- financeira da empresa na data a que o balano diz respeito. O balano avalia a riqueza, isto , o valor da empresa, mas no demonstra o seu resultado, apenas o apresenta em valor total, sendo a sua demonstrao feita num outro documento chamado ?demonstrao de resultados?. O balano composto por duas partes, que se encontram sempre em equilbrio. O Ativo igual ao Passivo mais o Patrimnio Lquido.

Exemplo de Balancete Balano levantado em Agosto de 2005 Ativo Passivo Banco 6.475,00 Fornecedores 1.000,00 Clientes 7.300,00 Impostos a Pagar 450,00 Mercadorias 300,00 Salrios a pagar 250,00 Apl. Financeiras 240,00 Aluguis a pagar 300,00 Imobilizado 6.000,00 Patrimnio Lquido Capital Social 4.000,00 Lucro do Exerccio 14.315,00 SOMADOATIVO 20.315,00 SOMADOPASSIVO 20.315,00

Demonstrao do Resultado do Exerccio Perodo de: 01/08/2005 a 31/08/2005 Empresa: XXXXX Comrcio Ltda.

Receita de Vendas 3.000,00 ( - ) Custo da Mercadoria (1.200,00) ( - ) Despesas com Impostos (450,00) ( - ) Despesa com Salrio (250,00) ( - ) Despesa com Conservao (400,00) ( - ) Despesa com Aluguis (300,00) ( + ) Receita de Juros 500,00 ( + ) Receita de Aplicaes Financeiras 240,00 ( = ) Lucro Lquido 1.140,00

BENS DE CONSUMO: (no durveis ou que so gastos ou consumidos no processo produtivo); Depois de consumidos, representam despesas: combustveis e lubrifican- tes, material de escritrio, material de limpeza etc.

BENS DE RENDA: No destinados aos objetivos da empresa (imveis destinados renda ou aluguel).

BENS FIXOS OU IMOBILIZADOS: (representam os bens durveis, com vida til superior a 1 ano): imveis, veculos, mquinas, instalaes, equipamentos, mveis e utenslios.

BENS INTANGVEIS: No possuem existncia fsica, porm, representam uma aplica- o de capital indispensvel aos objetivos, como marcas e patentes, frmulas ou pro- cessos de fabricao, direitos autorais, autorizaes ou concesses, ponto comercial, fundo de comrcio, benfeitorias em prdios de terceiros, pesquisa e desenvolvimento de produtos, custo de projetos tcnicos, despesas pr-operacionais, pr-industriais, de organizao, reorganizao, reestruturao ou remodelao de empresas.

CAPITAL DE TERCEIROS: Representam recursos originrios de terceiros utilizados para a aquisio de ativos de propriedade da entidade. Corresponde ao passivo exigvel.

CAPITAL PRPRIO: So os recursos originrios dos scios ou acionistas da entidade ou decorrentes de suas operaes sociais. Corresponde ao patrimnio lquido.

CAPITAL SOCIAL: o valor previsto em contrato ou estatuto, que forma a participa- o (em dinheiro, bens ou direitos) dos scios ou acionistas na empresa.

CAPITAL TOTAL DISPOSIO DA EMPRESA: corresponde soma do capital prprio com o capital de terceiros. tambm igual ao total do ativo da entidade.

CONTABILIDADE: a cincia que estuda e controla o patrimnio, objetivando represent-lo graficamente, evidenciar suas variaes, estabelecer normas para sua interpretao, anlise e auditagem e servir como instrumento bsico para a tomada de decises de todos os setores direta ou indiretamente envolvidos com a empresa.

CONTABILIDADE CIVIL: exercida pelas pessoas que no tm como objetivo final o lucro, mas sim o instituto da sobrevivncia ou bem-estar social.

CONTABILIDADE PRIVADA: Ocupa-se do estudo e registro dos fatos administrativos das pessoas de direito privado, tanto as fsicas quanto as jurdicas, alm da represen- tao grfica de seus patrimnios, dividindo-se em civil e comercial.

CONTABILIDADE PBLICA: Ocupa-se com o estudo e registro dos fatos administrati- vos das pessoas de direito pblico e da representao grfica de seus patrimnios, visando a trs sistemas distintos: oramentrio, financeiro e patrimonial, para alcanar os seus objetivos, ramificando-se conforme a sua rea de abrangncia em federal, estadual, municipal e autarquias.

CONTAS DE RESULTADO: Registram as variaes patrimoniais e demonstram o resul- tado do exerccio (receitas e despesas).

CONTAS PATRIMONIAIS: Representam os elementos ativos e passivos (bens, direi- tos, obrigaes e situao lquida).

CONTAS RETIFICADORAS DO ATIVO: so classificadas no ativo, tendo saldos credo- res, por isso so demonstradas com o sinal (-).

DEMONSTRAO DE FLUXO DE CAIXA (DFC): Relaciona o conjunto de ingressos e desembolsos financeiros de empresa em determinado perodo. Procura-se analisar todo deslocamento de cada unidade monetria dentro da empresa.

DEMONSTRAO DE LUCROS/ PREJUZOS ACUMULADOS (DLPA): Tem por objetivo demonstrar a movimentao da conta de lucros ou prejuzos acumulados, ainda no distribudos aos scios-titular ou aos acionistas, revelando os eventos que influencia- ram a modificao do seu saldo. Essa demonstrao deve tambm revelar o dividendo por ao do capital realizado.

DEMONSTRAODEMUTAESDOPATRIMNIOLQUIDO(DMPL):Forneceamo- vimentao ocorrida durante os exerccios nas contas componentes do Patrimnio Lquido, faz clara indicao do fluxo de uma conta para outra, alm de indicar a origem de cada acrscimo ou diminuio no PL.

DEMONSTRAO DE ORIGENS E APLICAES DE RECURSOS (DOAR): Tem por obje- tivo a demonstrao contbil destinada a evidenciar num determinado perodo as modificaes que originaram as variaes no capital circulante lquido da entidade. E apresentar informaes relacionadas a financiamentos (origens de recursos) e inves- timentos (aplicaes de recursos) da empresa durante o exerccio, quando esses recursos so os que afetam o capital circulante lquido (CCL) da empresa.

DEMONSTRAO DO RESULTADO DO EXERCCIO (DRE): Destina-se a evidenciar a formao de resultado lquido do exerccio, diante do confronto das receitas, custos e despesas apuradas segundo o regime de competncia.

DEMONSTRAES FINANCEIRAS BSICAS: Balano Patrimonial; Demonstrao de Resultado; Demonstraes dos lucros ou prejuzos acumulados; Demonstraes das Mutaes do PL; Demonstraes das Origens e Aplicaes dos recursos; Notas Explicativas.

DEPRECIAO ACUMULADA: Representa o desgaste de bens fsicos registrados no ativo permanente, pelo uso, por causas naturais ou por obsolescncia.

DESPESAS ANTECIPADAS: Compreende as despesas pagas antecipadamente que se- ro consideradas como custos ou despesas no decorrer do exerccio seguinte. Ex: seguros a vencer, aluguis a vencer e encargos a apropriar.

DESPESAS: So gastos incorridos para, direta ou indiretamente, gerar receitas. As despesas podem diminuir o ativo ou aumentar o passivo exigvel, mas sempre provo- cam diminuios na situao lquida.

DIFERIDO: Aplicaes de recursos em despesas que contribuiro para lucro em mais de um perodo; pesquisa e desenvolvimento.

DIREITOS: Valores a serem recebidos de terceiros, por vendas a prazo ou valores de nossa propriedade que se encontram em posse de terceiros.

DISPONVEL: Composto pelas exigibilidades imediatas, representadas pelas contas de caixa, bancos conta movimento, cheques para cobrana e aplicaes no mercado aberto.

DUPLICATA: Ttulo de crdito cuja quitao prova o pagamento de obrigao oriunda de compra de mercadorias ou de recebimentos de servios. emitida pelo credor (vendedor da mercadoria) contra o devedor (comprador), devendo ser remitida a este ltimo para que a assine (ACEITE), reconhecendo seu dbito. Este procedimento denominado aceite.

EQUAO FUNDAMENTAL DA CONTABILIDADE: Ativo = Passivo Exigvel + Patrimnio Lquido.

ESTOQUES: Representam os bens destinados venda e que variam de acordo com a atividade da entidade. Ex: produtos acabados, produtos em elaborao, matrias- primas e mercadorias.

EXAUSTO: o esgotamento dos recursos naturais no renovveis, em virtude de sua utilizao para fins econmicos, registrados no ativo permanente.

EXERCCIO SOCIAL: o espao de tempo (12 meses), findo o qual as pessoas jurdi- cas apuram seus resultados; ele pode coincidir, ou no, com o ano-calendrio, de acordo com o que dispuser o estatuto ou o contrato social. Perante a legislao do imposto de renda, chamado de perodo-base (mensal ou anual) de apurao da base de clculo do imposto devido.

EXIGVEL A LONGO PRAZO: Exigibilidades com vencimento aps o encerramento do exerccio subseqente.

FATOS ADMINISTRATIVOS: So os que provocam alteraes nos elementos do patrimnio ou do resultado. Por essa razo, tambm so denominados fatos contbeis.

FATOS MISTOS OU COMPOSTOS: So os que combinam fatos permutativos com fa- tos modificativos, logo podem ser aumentativos (combinam fatos permutativos com fatos modificativos aumentativos), ou diminutivos (combinam fatos permutativos com fatos modificativos diminutivos).

FATOS MODIFICATIVOS: So os que provocam alteraes no valor do patrimnio lquido (PL) ou situao lquida (SL), podem ser aumentativos (quando provocam acrs- cimos no valor do patrimnio lquido) ou diminutivos (quando provocam redues no valor do patrimnio lquido).

FATOS PERMUTATIVOS: So os que no provocam alteraes no valor do patrimnio lquido (PL) ou situao lquida (SL), mas podem modificar a composio dos demais elementos patrimoniais.

FUNES DA CONTABILIDADE: Registrar, organizar, demonstrar, analisar e acompa- nhar as modificaes do patrimnio em virtude da atividade econmica ou social que a empresa exerce no contexto econmico.

IMOBILIZADO: Bens e direitos destinados s atividades da empresa; terrenos, edif- cios, mquinas e equipamentos, veculos, mveis e utenslios, obras em andamento para uso prprio, etc.

INVESTIMENTOS: Recursos aplicados em participaes em outras sociedades e em direitos de qualquer natureza que no se destinam manuteno da atividade da empresa. O conceito principal que a empresa no deve usar os bens nas suas ativi- dades rotineiras: aes, patentes, obras de arte, imveis destinados ao arrendamen- to, imveis no utilizados.

LUCROS ACUMULADOS: Resultados positivos acumulados da entidade legalmente ficam em destaque, mas, tecnicamente, enquanto no distribudos ou capitalizados, podem ser considerados como reservas de lucros.

NOTA PROMISSRIA: Ttulo de dvida lquida e certa pelo qual a pessoa se compro- mete a pagar a outra certa quantia em dinheiro num determinado prazo. Por se tratar de ttulo emitido pelo devedor a favor do credor, dispensa a formalidade do aceite.

NOTAS EXPLICATIVAS (NE): Visam fornecer as informaes necessrias para escla- recimento da situao patrimonial, ou seja, de determinada conta, saldo ou transa- o, ou de valores relativos aos resultados do exerccio, ou para meno de fatos que podem alterar futuramente tal situao patrimonial, ou ainda, poder estar relaciona- da a qualquer outra das Demonstraes Financeiras, seja a Demonstrao das Ori- gens e Aplicaes de Recursos, seja a Demonstrao dos Lucros ou Prejuzos Acumu- lados.

OBRIGAES: So dvidas ou compromissos de qualquer espcie ou natureza assumi- dos perante terceiros, ou bens de terceiros que se encontram em nossa posse.

PASSIVO A DESCOBERTO: Quando o total de ativos (bens e direitos) da entidade menor do que o passivo exigvel (obrigaes).

PASSIVO CIRCULANTE: Obrigaes ou exigibilidades que devero ser pagas no de- correr do exerccio seguinte; duplicatas a pagar, contas a pagar, ttulos a pagar, em- prstimos bancrios, imposto de renda a pagar, salrios a pagar.

PASSIVO EXIGVEL: So as obrigaes financeiras para com terceiros. Contas do passivo exigvel tm saldos credores.

PATRIMNIO LQUIDO: Valor que os proprietrios tm aplicado. Contas do patrimnio lquido tm saldos credores, divide-se em: Capital social; Reservas de capital; Reser- vas de reavaliao, Reservas de lucros; e Lucros/Prejuzos acumulados.

PERMANENTE: Relacionam-se com a inexistncia de inteno da empresa em convert- los em dinheiro.

PREJUZO ACUMULADO: Na contabilidade, prejuzo acumulado um subitem do patrimnio lquido que surge quando a empresa acumula prejuzos.

PRINCPIO DA ATUALIZAO MONETRIA: Existe em funo do fato de que a moeda ? embora universalmente aceita como medida de valor ? no representa unidade constante de poder aquisitivo. Por conseqncia, sua expresso formal deve ser ajus- tada, a fim de que permaneam substantivamente corretos ? isto , segundo as tran- saes originais ? os valores dos componentes patrimoniais e, via de decorrncia, o Patrimnio Lquido.

PRINCPIO DA COMPETNCIA: o princpio que estabelece quando um determinado componente deixa de integrar o patrimnio, para transformar-se em elemento modificador do Patrimnio Lquido.

PRINCPIO DA CONTINUIDADE: Afirma que o patrimnio da entidade, na sua compo- sio qualitativa e quantitativa, depende das condies em que provavelmente se de- senvolvero as operaes da entidade. A suspenso das suas atividades pode provocar efeitos na utilidade de determinados ativos, com a perda, at mesmo integral, de seu valor. A queda no nvel de ocupao pode tambm provocar efeitos semelhantes.

PRINCPIO DA ENTIDADE: Reconhece o patrimnio como objeto da contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciao de um patrimnio particular no universo dos patrimnios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de pessoas, uma sociedade ou instituio de qualquer natureza

ou finalidade, com ou sem fins lucrativos. Por conseqncia, nessa acepo, o patrimnio no se confunde com aqueles dos seus scios ou proprietrios, no caso de sociedade ou instituio.

PRINCPIO DA OPORTUNIDADE: Refere-se, simultaneamente, tempestividade e integridade do registro do patrimnio e das suas mutaes, determinando que este seja feito de imediato e com a extenso correta, independentemente das causas que as originaram.

PRINCPIO DA PRUDNCIA: Determina a adoo do menor valor para os componen- tes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO, sempre que se apresentem alternativas igualmente vlidas para a quantificao das mutaes patrimoniais que alterem o Patrimnio Lquido.

PRINCPIO REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL: Determina que os componentes do patrimnio devam ser registrados pelos valores originais das transaes com o mundo exterior, expressos em valor presente na moeda do pas, que sero mantidos na ava- liao das variaes patrimoniais posteriores, inclusive quando configurarem agrega- es ou decomposies no interior da entidade.

PROVISO DEVEDORES DUVIDOSOS: Tendo por base as perdas verificadas em per- odos anteriores num determinado valor para cobertura das duplicatas que venham a ser consideradas incobrveis.

REALIZVEL A LONGO PRAZO: Direitos realizveis aps o trmino do exerccio subse- qente; direitos derivados de vendas, adiantamentos ou emprstimos a sociedades coligadas ou controladas, acionistas, diretores ou participantes no lucro (no constitu- em negcios usuais).

RECEITAS: So entradas de elementos para o ativo da empresa, na forma de bens ou direitos que sempre provocam um aumento da situao lquida.

REGIME DE CAIXA: Quando, na apurao dos resultados do exerccio, so considera- dos apenas os pagamentos e recebimentos efetuados no perodo. S pode ser utiliza- do em entidades sem fins lucrativos, nos quais os conceitos de recebimentos e paga- mentos muitas vezes identificam-se com os conceitos de receitas e despesas.

REGIME DE COMPETNCIA: Quando, na apurao dos resultados do exerccio, so consideradas as receitas e despesas, independentemente de seus recebimentos ou pagamentos. obrigatrio nas entidades com fins lucrativos.

RESERVAS DE CAPITAL: So contribuies recebidas por proprietrios ou de tercei- ros, que nada tm a ver com as receitas ou ganhos.

RESERVAS DE LUCROS: So obtidas pela apropriao de lucros da companhia ou da empresa por vrios motivos, por exigncia legal, estatutria ou por outras razes.

RESERVAS DE REAVALIAO: Indicam acrscimo de valor ao custo de aquisio de Ativos j corrigidos monetariamente, baseado no mercado.

RESULTADO DE EXERCCIO FUTURO: Compreende as receitas recebidas antecipada- mente (receita antecipada) que de acordo com o regime de competncia pertence a exerccio futuro.

RESULTADO OPERACIONAL (lucro ou prejuzo operacional): aquele que represen- ta o resultado das atividades, principais ou acessrias, que constituem objeto da pes- soa jurdica.

Este captulo teve como fontes de consulta: Portal de Contabilidade - http://www.portaldecontabilidade.com.br/glossario.htm De Paula Contadores - http://www.depaulacontadores.com.br/contabilidade/ contabilidade.html http://www.juliobattisti.com.br/tutoriais/rodrigosfreitas/conhecendocontabilidade023.asp

INTRODUO INFORMTICA A novidade dos componentes com tela grfica operados com auxlio de um mouse foi lanada pela empresa Apple Computer, em 1984, com o produto denominado Macintosh.

Em 1987 a IBM, lanou um sistema de tela grfica denominado OS/2, que foi desenvolvido em parceria com a Microsoft. A parceria foi desfeita em 1989, mas a IBM continuou o desenvolvimento do produto que atingiu o auge em 1996 com o OS/2 verso 4.0 denominado Merlin.

Em 1985 a Microsoft lanou um sistema de tela grfica que no obteve sucesso de uso, foi o Windows1.0. Antes de terminar a parceria com a IBM a Microsoft lanou o Windows 2.0 e em 1990 o Windows 3.0, que comeou a ser visto como uma alternativa vivel para o crescimento de usurios de computadores. Em 1992, quando foram lana- dos o Windows 3.1 e o Windows 3.11, o sistema consagrou-se e a Microsoft chamou a ateno para o seu sistema. Todos os fabricantes de software comearam a adaptar ou criar as verses de seus produtos para rodar na plataforma Windows.

J em 27 de agosto de 1995, depois de empreender a maior campanha de marketing que j se teve notcia at ento, foi lanado o Windows 95, que ao longo de 2 anos e 9 meses obteve a cifra de 92% de usurios em todo o mundo. Nos anos de 1997 e incio de 1998, a Microsoft amargou perante a justia um processo gerado pela lei contra os monoplios, mas a guerra judicial foi vencida e, em julho de 1998, o Windows 98 era lanado mundialmente. O novo sistema no trouxe grandes novidades em relao ao seu visual, mas teve o seu ncleo praticamente refeito. Agora, depois de vrios testes com o windows 98 surge o Windows XP, com design totalmente diferente e com funes inteligentes.

O CREBRO ELETRNICO O computador composto de uma unidade central de processamento e de perif- ricos. A unidade central de processamento chamada CPU (Central Processing Unit) ou UCP, e os perifricos mais utilizados so: monitor de vdeo, teclado, impressora, disco flexvel e disco rgido ou winchester. Alm dos perifricos da CPU o computador possui diversos componentes eletrnicos assim como as memrias. Lembre-se: Memria qual- quer lugar onde os dados podem ser armazenados.

O COMPUTADOR Um computador, conjunto de componentes e equipamentos adequadamente estruturado, tem duas partes diferentes que funcionam em conjunto: Hardware a parte fsica do computador. Componentes de memria, perifricos, ca- bos, placas e chips fazem parte dele;

Software so os programas que, utilizando o hardware computador, executam as dife- rentes tarefas necessrias ao processamento de dados.

Existem softwares de vrios tipos, os mais importantes so: Sistema Operacional: prepara o computador para receber e executar os progra- mas;

Linguagens de Programao: utilizadas para escrever programas, tm aplicao profissional;

Aplicativos: executam tarefas comuns como escrever, fazer clculos, desenhar ou armazenar informaes. Podem ser utilizadas por leigos, pois so fceis de manusear;

Ferramentas: auxiliam o desenvolvimento de programas e o gerenciamento dos discos;

OS DISCOS Os discos, quando rgido ?HD? - winchester, quando flexveis - disquetes, so disposi- tivos de entrada e sada, capazes de armazenar dados. A unidade que representa esse volume de dados gravados em um disco ou outro dispositivo de armazenamento o byte que representa um caractere. As outras grandezas so: Kilobyte = 1024 bytes; Megabytes = 1024 Kilobytes; Gigabyte = 1024 megabytes, Terabyte=1024 gigabytes.

Os disquetes so delicados e podem ser facilmente danificados. Trate-os sempre com cuidado e guarde o disquete em uma caixa quando fora de uso. Voc pode pegar um disco pela sua cobertura externa, mas nunca toque as superfcies magnticas expos- tas. No aproxime o disquete de objetos que geram um campo magntico.

Os discos de CD's e DVDs no tm o problema de desmagnetizao, todavia, ele pode ser riscado e, nesse caso, a leitura do disco estaria comprometida. Por precau- o, procure ter os mesmos cuidados empregados aos disquetes. Obs.: devemos lem- brar que alm dos discos h o Pendrive, com valor de armazenamento de dados igual ou maior que os CDs atuais, sendo utilizado somente por porta USB.

MICROSOFT WINDOWS XP O Microsoft Windows XP traz maior estabilidade e segurana com um sistema operacional que aposenta de vez o velho MS-DOS. Essa nova verso herda do Windows NT algumas qualidades que fazem do XP a melhor escolha, tanto para o uso domstico como para o uso em empresas.

O XP quer dizer eXPerincia, pois o usurio ter uma nova experincia ao utilizar o sistema operacional, ficando livre de travamentos, erros fatais ou operaes ilegais, alm de contar como uma interface mais bonita. Com uma melhoria no visual, o sistema conta com novidades e alguns aprimoramentos nos recursos j existentes.

A verso domstica mais leve, exigindo menos poder de processamento e me- mria, por outro lado, alguns recursos somente so encontrados na verso Professional.

Entre os recursos exclusivos da verso Professional se destacam: rea de trabalho remoto, suporte a mais de um monitor, criptografia de arquivos e sistema, trabalhar com dois processadores, conexo em um domnio, discos dinmicos, entre outros.

INICIALIZANDO O WINDOWS XP 2. Aps alguns segundos o Windows XP estar completamente carregado e pronto para ser utilizado.

Encerrar o Windows XP 1. Clique em Iniciar, Desligar o compu- tador.

2. A caixa de dilogo ?Desligar o compu- 3. Clique em Desativar para desligar o Windows com segurana.

4. O usurio ser informado que o siste- ma j foi desligado corretamente, desli- Figura 1.0 gue o computador pressionando o boto Desligar ou Power em seu gabinete.

REA DE TRABALHO (DESKTOP) A rea de trabalho ou Desktop est menos poluda, apresentando somente o cone da lixeira.

Boto Iniciar No canto inferior esquerdo, encontra-se o boto Iniciar, principal meio de loco- moo e navegao do Windows. Atra- vs do boto ?Iniciar? possvel abrir no- vas opes de navegao do Windows.

Relgio Figura 1.1 O relgio do sistema encontra-se no canto inferior direito. possvel exibir e alterar as horas, dias, meses e ano no sistema.

Movendo a barra de tarefas A barra de tarefas pode ser movida para qualquer local conveniente, basta arrast-la para os lados, para cima ou para baixo na tela.

Se a barra de tarefa estiver bloqueada, proceda da seguinte maneira: 1. Clique com o boto direito do mouse em qualquer rea vazia da barra de tarefas.

2. No menu suspenso, clique em Bloquear a barra de tarefas para retirar a marca de seleo.

Figura 1.6 3. Arraste e solte a barra de tarefas para um novo local em sua rea de trabalho.

Painel de controle O Painel de controle do Windows XP agrupa itens de configurao de dispositivos e op- es em utilizao como vdeo, resoluo, som, data e hora, entre outros. Essas op- es podem ser controladas e alteradas pelo Figura 2.5

Para acessar o Painel de controle Utilize os botes de navegao: Voltar Para voltar uma tela.

TRABALHANDO COM O MICROSOFT WORDPAD O Acessrio WordPad utilizado no Windows principalmente para o usurio se familiarizar com os menus dos programas Microsoft Office, entre eles o Word.

O WordPad no permite criar tabelas, rodap nas pginas, cabealho e mala direta. Portanto um programa criado para um primeiro contato com os produtos para escritrio da Microsoft.

Entre suas funcionalidades o WordPad lhe permitir inserir texto e imagens, traba- lhar com texto formatado com opes de negrito, itlico, sublinhado, com suporte a vrias fontes e seus tamanhos, formatao do pargrafo direita, esquerda e centralizado, etc.

WINDOWS EXPLORER O Windows Explorer exibe a estrutu- ra hierrquica de arqui- vos, pastas e unidades no computador. Ele tambm mostra as unidades de rede que foram mapeadas para letras de unidades do computador. Usando o Windows Explorer, voc pode copiar, mover, renomear e procurar por arquivos e pastas.

Figura 4.9 Criar nova pasta Figura 5.0 Figura 5.1

Renomearumapasta Atravs do boto direito do mouse possvel realizar diversas operaes. Por exem- plo, renomear uma pasta.

2. Clique com o boto direito na pasta que deseja renomear

Figura 5.2 Figura 5.3 Copiar, recortar e colar arquivos Atravs do Windows Explorer possvel abrir uma pasta que contenha um arquivo que voc deseja copiar ou mover, recortar e colar em uma outra pasta.

2.Caminhe por entre os diretrios e pastas, localize o arquivo que deseja copiar ou recor- tar.

Figura 5.4 Figura 5.5

Teclas de atalho do Outlook Express Ao invs de ficar clicando em botes, voc pode utilizar teclas combinada para realizar aes de envio, impresso e excluso de mensagens. Experimente usar algumas combinaes de teclas.

Ao Combinao de teclas Responder ao remetente Ctrl + R Enviar uma mensagem Ctrl + Enter Apagar mensagem Ctrl + D Imprimir mensagem Ctrl + P Localizar uma mensagem Ctrl + Shift + F Inserir assinatura Ctrl + Shift + S Abrir o catlogo de endereos Ctrl + Shift + B Nova mensagem Ctrl + N Ir para uma pasta Ctrl + Y Mover uma mensagem para outra pasta Ctrl + Shift + V

Respondendoumamensagem Faz parte da etiqueta da Internet responder a todos e-mails enviados para sua conta de e-mail.

Figura 6.9 Enviando mensagens com arquivo em anexo 1. Para enviar um arquivo anexado, clique no boto ( ) Criar email. Digite o e-mail de des- tino, o assunto e a mensagem.

2. Clique no boto ( ) Anexar, a caixa de di- logo Inserir Anexo se abrir. Abra a pasta onde se encontra o arquivo.

Figura 7.1 3. Selecione o arquivo e clique no boto 5. Clique no boto Enviar

WORD (VERSO 2000) Antes de abordar esse programa, preciso apresentar a simbologia utilizada para explicar o seu funcionamento:

- indica acesso a uma das opes do Menu que aparece na parte superior da tela.

{TAB} - indica para selecionar uma TAB (?orelhinha?) [ ] Itlico - Indica uma opo de configurao que deve ficar marcada quando ativa e desmarcada quando inativa.

INICIAR O EDITOR DE TEXTOS O objetivo de um editor de textos obviamente o que o nome prope: editar textos. Para iniciar o trabalho com o Word/2000, clicamos no boto escolhendo a opo e procurar na pasta o programa . A seguinte tela dever aparecer:

< Menu suspenso < Botes de atalho < Rgua orientao < Informaes gerais

CONFIGURAR AMBIENTE DE TRABALHO Esse editor de textos segue o padro de personalizao do ambiente de trabalho do Windows. Isto , podemos escolher o conjunto de barras de ferramentas e botes que queremos deixar visvel na tela, bem como as rguas e informaes gerais do docu-

mento. Para isso podemos utilizar vrias formas de modificar o ambiente. Uma delas atravs do menu . As barras marcadas es- to ativas. Para ativar ou desativar as barras basta clicar na opo da barra escolhida. Veja a figura logo a seguir.

Para inserir ou deletar botes das barras de ferramentas, clique na indicao ?? que aparece no final de cada barra de ferramentas.

Ao abrir as opes de Menus voc pode observar que somente as opes mais recen- tes primeiramente aparecem. Se quiser que todas as opes apaream clique no menu {OPES} e desmarcar a opo [ ] Menus mostram primeiro comandos recm-usados.

FORMATANDO FONTES Em um documento, podemos ter vrias fontes (tipos de letras), at mesmo em uma nica linha. A barra de ferramentas que possui os estilos de fontes apresentado na figura abaixo. Na primeira caixa de seleo temos um conjunto de estilos j configura- dos (?Normal?, ?Titulo 2?, ?Recuo de corpo de texto?, etc.). Porm podemos optar por determinar o nosso prprio estilo escolhendo o tipo de fonte (normalmente a padro a ?Times New Roman?), o tamanho (?10?, ?12?, etc.) e a forma de apresentao da letra. Para a forma de apresentao das letras temos os botes [N] para negrito, [I] para itlico e [S] para sublinhado. As opes de negrito, itlico e sublinhado so ativadas ou desativadas clicando sobre o boto.

A escolha de fontes tambm pode ser feita atravs do menu . Esta janela possui uma vantagem sobre a barra de ferramentas, pois podemos visualizar a fonte antes de escolher.

ALINHAMENTO DO TEXTO No Word, podemos alinhar o texto dentro do pargrafo de quatro formas, segundo a figura abaixo, que representa os botes de controle que controlam este recurso.

Quando queremos digitar um ttulo, e queremos que o mesmo esteja centralizado na folha, basta clicar sobre o boto [CENTRALIZAR] e o texto automaticamente ser centralizado. O mesmo acontece para a opo [ALINHAR ESQUERDA], [ALINHAR DIREITA]. A opo [JUSTIFICAR] deve ser utilizada quando desejamos que o Word alinhe automaticamente as linhas do texto com as margens direita e esquerda. O pargrafo que voc acaba de ler um exemplo da forma justificada de texto.

Importante lembrar que, quando voc pressiona ? ENTER -, a nova linha aberta, que ser o seu novo pargrafo, tambm estar centralizado, necessitando que seja altera- da a sua formatao antes do incio da digitao do texto.

COR DA FONTE A escolha da cor da fonte a ser utilizada na digitao do texto pode ser feita de pelo menos duas formas: atravs do menu escolhendo a cor na caixa ?Cor da Fonte?. Normalmente a cor padro na inicializao de um texto a automtica (preta). Outra forma de escolher a cor da fonte pelo boto indicado na figura abaixo.

ABRIR DOCUMENTO/SALVAR/SALVAR COMO Todo documento, independente do nmero de pginas que ele possui, um arquivo que possui um nome usado para identific-lo para reedio, impresso, cpia e excluso.

Primeiramente precisamos dar um nome ao arquivo. Essa tarefa pode ser feita de vrias maneiras. Podemos utilizar o boto da barra de ferramentas cujo desenho apresenta- do na pequena figura que aparece logo ao lado , ou atravs do menu . Em ambas as opes e na primeira vez que estamos salvando o documento uma janela ser apresentada. Veja a figura que aparece em seguida

Na caixa ?Salvar em:? voc deve selecionar a pasta que ir armazenar o documento. Na caixa ?Nome do arquivo? voc deve colocar o nome que voc quer dar ao arquivo. O Word permite que o documento seja salvo em formatos diferentes do formato padro do Word. Na caixa ?Salvar como tipo:? onde selecionamos o tipo de arquivo que queremos salvar. Por enquanto deixaremos sempre a opo ?Documento do Word (*.doc)?. Aps ter preenchido as opes, clique no boto [SALVAR].

Existem vrias formas de se abrir um documento do Word. O ideal clicar no menu , escolher a opo e procurar a pasta e o arquivo desejado. Voc tambm pode utilizar o boto na barra de ferramentas, cujo desenho igual ao da figura que aparece ao lado .

Ao encerrar o Word, o aplicativo questiona o usurio sobre se ele quer salvar o arquivo, no salvar ou cancelar o encerramento do aplicativo.

NUMERAO E MARCADORES Para inserir uma numerao simples (1, 2, 3, etc.) e automtica de itens no Word primeiramente deve-se clicar sobre o boto de controle conforme figura ao lado , ou ento acionar o menu .

A numerao ser iniciada automaticamente. medida que voc termina de digitar uma linha, pressiona a tecla ? ENTER -, a prxima linha (pargrafo) ter uma nova numerao com incremento de uma unidade.

Para os marcadores, as opes de formatao esto no mesmo menu utilizado pelos numeradores, A diferena entre os numeradores e os marcadores que os marcadores so representados por smbolos ou figuras, enquanto que os numeradores por nmeros e letras.

SELECIONANDO, COPIANDO E COLANDO PARTES DO TEXTO s vezes voc precisa repetir uma ou mais partes de um texto, ou at mesmo de outro texto. Para isso, temos o recurso de selecionar ( marcar a rea do texto a ser reproduzida ), copiar ( transferir a rea selecionada para a memria do micro ) e colar ( transferir da memria do micro para o ponto que ir receber a cpia).

Para selecionar a rea do texto a ser copiada, proceda da seguinte forma: 1. Voc pode clicar e arrastar o mouse sobre o texto a ser copiado, ou ento clicar na primeira letra do texto e, em seguida, pressionar sem soltar a tecla ? SHIFT ? e utilizar as setas do teclado para selecionar a rea.

2. Para transferir o bloco selecionado para a memria, clique na opo do menu em seguida ou ento pressione as teclas ? CTRL + C .

3. V para o ponto do texto onde deseja inserir o bloco selecionado e clique na opo do menu e em seguida ou ento pressione as teclas ? CTRL + V -.

TECLAS DE ATALHO O Windows e todos os aplicativos da Microsoft possuem o recurso denominado ?Teclas de Atalho?. Como vimos no item anterior (item 8), a opo de copiar utilizando as teclas ? CTRL + C ? ou colar, utilizando as teclas ? CTRL + V ? nada mais so do que teclas de atalho. As teclas de atalho podem ser teis j que no precisamos retirar as mos do teclado para pegar o mouse e selecionar um conjunto de opes do menu.

LOCALIZANDO TEXTOS E PALAVRAS Para localizar textos e palavras acesse o menu na opo . Uma nova tela apresentada, onde o usurio dever informar qual o texto ou palavra que deseja localizar, conforme apresentado na figura mostrada a seguir. A cada ocor- rncia da palavra, o usurio deve clicar no boto [LOCALIZAR PRXIMA] para que o localizador procure a prxima ocorrncia da palavra ou ento escolher o boto [CAN- CELAR] para cancelar a procura.

SUBSTITUINDO TEXTOS E PALAVRAS Para substituir textos e palavras acesse o menu na opo . Uma nova tela apresentada, onde o usurio dever informar qual o texto ou palavra que deseja substituir, conforme apresentado na figura abaixo. Para que todas as op- es de substituio apaream, conforme a tela abaixo, clique no boto [MAIS]. Pode- mos optar por substituir todo o texto, acima ou abaixo de onde o cursor estiver posicionado, modificando a opo [DIREO].

VERIFICANDO ORTOGRAFIA E GRAMTICA A verificao da ortografia e gramtica pode ser feita acessando o menu ou clicando a tecla - F7 - ou ento na barra de ferramentas que apresenta o seguinte boto

O Word pode verificar os problemas de ortografia e gramtica durante a digitao do texto. Essa opo pode ser ativada ou desativada pelo usurio. Para ativar ou desativar a opo de verificao durante a digitao o usurio deve acessar o menu e na {ORTOGRAFIA E GRAMTICA}. A tela ento apresenta- da conforme a figura abaixo.

O Word exibe linhas vermelhas abaixo das palavras que ele acha estarem erradas e linhas onduladas verdes abaixo das sentenas que ele acha estarem com problemas gramaticais. Isso permite ver imediatamente se foi digitada uma palavra errada ou se uma frase no est gramaticalmente correta.

Mesmo assim no podemos afirmar que o Word ir corrigir todos os erros de gram- tica e ortografia existentes no documento. O usurio sempre dever fazer tambm, manualmente, a sua reviso.

MLTIPLAS COLUNAS O Word permite que o usurio trabalhe com o texto formatado em mais de uma coluna. Inicialmente, at por ser mais comum nas tarefas dirias, o Word no formata colunas. Para formatar colunas o usurio deve acessar o menu . Na figura abaixo, podemos observar as opes possveis de formatao de colunas. O Word permite que um documento possua vrias formataes de colunas diferentes em um nico texto.

TABELAS Para inserir uma tabela no texto, o usurio deve acessar o menu (ver figura a seguir) e escolher o nmero de linhas e colunas que a tabela deve ter. Pressione as teclas ?TAB ? para navegar na tabela e incluir texto.

Ao pressionar a tecla ? ENTER ? em uma tabela do Word, voc no passa para a prxima clula (como acontece no Excel); voc simplesmente passa para uma nova linha dentro da clula.

AUTOFORMATAO DE TABELAS O Word possui alguns formatos pr-definidos de tabelas. Aps inserir uma tabela qual- quer em seu documento, clique em uma das clulas da tabela e escolha no menu a opo . A escolha da autoformatao tambm pode ser feita no momento da insero da tabela clicando no boto [AUTOFORMATAO] que aparece na tela de insero da tabela (ver figura 15.1).

ALTERAR LARGURA DE LINHAS E COLUNAS DAS TABELAS Para alterar as linhas e colunas de uma tabela, posicione o ponteiro do mouse na linha ou coluna que deseja modificar. Segure o ponteiro do mouse pressionado e arraste o mouse at a posio desejada. Quando o cursor estiver na posio de modificao de linhas e colunas o desenho do ponteiro ser modificado para:

Linhas Colunas A modificao de largura de linhas e colunas de toda a tabela ou de uma linha ou coluna especfica tambm pode ser feita atravs do menu (ver figura logo a seguir), por meio do qual podemos especificar a largura de linhas e colunas utilizando as medidas de ?centmetros?. O usurio deve selecionar a tabela antes de alterar os valores, linha ou coluna que deseja modificar.

ACRESCENTAR E EXCLUIR LINHAS DA TABELA Para inserir uma nova linha na tabela, d um clique esquerda da linha acima da qual voc quer inserir outra linha; a linha fica destacada. (Observe que o ponteiro do mouse muda de uma seta apontando esquerda para uma seta apontando direita).

D um clique com o boto direito do mouse na linha destacada (aparecer menu conforme figura abaixo) e escolha a opo no menu de atalho; a nova linha aparece na tabela.

Para excluir uma nova linha da tabela, d um clique na margem esquerda da linha a qual voc gostaria de excluir; a linha destacada.

D um clique com o boto direito do mouse na linha destacada (aparecer menu conforme figura abaixo) e escolha a opo no menu de atalho; a linha desaparece.

ACRESCENTAR OU EXCLUIR COLUNAS DA TABELA Para inserir uma nova coluna na tabela, d um clique esquerda ou direita da coluna ao lado da qual voc quer inserir outra coluna; a coluna fica destacada.

Acesse o menu ou ; a nova coluna aparece na tabela.

Para excluir uma nova linha da tabela, d um clique na coluna a qual voc gostaria de excluir; a coluna destacada.

Acesse o menu ; as colunas marcadas desapa- recem.

FORMATAR BORDAS DA TABELA Para modificar as bordas da tabela, selecione a tabela e acesse o menu , conforme apresentado na figura abaixo.

ORDENAO DE DADOS EM UMA TABELA O Word permite a ordenao de dados inseridos em uma tabela. Por exemplo, pode- mos inserir em uma tabela uma lista desordenada de nomes de pessoas com os seus respectivos nmeros de telefone. Depois selecionamos a tabela e acessando o menu escolhemos as opes de classificao (ver figura abaixo). Podemos ordenar a tabela em ordem crescente ou decrescente e com mais de uma opo de classificao de colunas.

INSERIR FIGURAS O Word permite que o usurio crie seus documentos utilizando alm de textos, figuras, imagens, sons, clipes e grficos. Para facilitar o seu trabalho com figuras, voc pode deixar ativada a barra de ferramentas ?DESENHO?. Posicione o cursor no documento, prximo de onde voc deseja inserir uma figura. Escolha no menu suspenso a opo . As figuras esto classificadas em categorias. Escolha a categoria e a figura desejada. Clicando sobre a figura desejada, o menu, conforme a figura abaixo, apresentado. Escolhendo a primeira opo (ver figura abaixo) voc insere a figura em seu documento. As demais opes de botes apresen- tadas so, respectivamente: opo de visualizao do clipe, opo para adicion-lo em uma categoria denominada ?favoritos? e opo para acionar um processo de busca por clipes semelhantes.

O Word tambm permite que o usurio escolha novas figuras, clipes, sons, imagens e grficos para que possam ser acrescentados aos seus documentos.

O Word tambm permite que voc insira figuras a partir de arquivos que no estejam no Clipart. Para isso escolha no menu a opo , escolha a pasta e o arquivo que deseja inserir.

Voc pode dar um clique com o boto direito do mouse sobre a figura. Escolha a opo ?Mostrar barra de ferramentas ?Figura??. Uma barra conforme a figura abaixo, ser apresentada. Nessa barra de ferramentas, voc pode aumentar ou diminuir o tamanho da figura, colocar mais brilho, mais contraste, inserir outras figuras etc. Voc tem a opo de colocar a figura entre, sobre e abaixo do texto, com um quadrado em sua volta ou no, etc. Para ativar essa opo, clique na opo ?disposio do texto? que aparece no nono cone, conforme figura abaixo.

INSERINDO AUTOFORMAS Autoformas so figuras com formatos especficos: setas, fluxogramas, linhas, textos explicativos que podem ser usados em conjunto com texto e figuras. Para acionar o menu de autoformas, clique no menu .

Para modificar as figuras ?autoformas?, d dois cliques sobre a figura inserida em seu documento. A figura abaixo ser apresentada e o usurio poder ento escolher a melhor forma de apresentao de sua autoforma.

TRABALHANDO COM WORD ART Para trabalhar com o Word Art (ferramenta que usa letras artsticas), o usurio deve escolher com qual tipo de apresentao de Word Art quer trabalhar, acessando no menu e escolhendo a disposio de texto que mais lhe interessar. Depois o usurio dever digitar o texto que deseja que fique com essa forma de apresentao. O usurio pode determinar o tipo de fonte, tamanho, etc. Para acessar o menu de formatao do texto Word Art, clique com o boto direito do mouse sobre o texto Word Art e escolha a opo ?Formatar Word Art?. As opes conforme a figura abaixo, sero apresentadas.

EXCEL Planilhas eletrnicas As planilhas eletrnicas ficaro na histria da computao como um dos maiores pro- pulsores da microinformtica. Elas so, por si ss, praticamente a causa da exploso dos microcomputadores no final da dcada de 1970, tendo como representantes as planilhas Visicalc para os microcomputadores Apple, Supercalc e Lotus 1-2-3 para os PC's, quando estes foram lanados. Com o advento do ambiente grfico Windows, a planilha Excel passou a dominar esse ambiente grfico, tornando-se a rainha das planilhas.

Como so relativamente fceis de operar, as planilhas vieram ao encontro de milhares de organizaes e pessoas que tinham ou tm, na formulao de projees, tabelas e gera- es de nmeros baseados em variveis, sua principal carga operacional. Uma planilha ele- trnica substitui naturalmente o processo manual ou mecnico de escriturao e clculos. Trabalhar com uma planilha eletrnica no exige conhecimentos de programao, mas somente que voc conhea a aplicao que ir desenvolver e os comandos prprios da planilha.

CARREGANDO O EXCEL 7 Para carregar o EXCEL 7, voc deve dar um clique no boto iniciar, em seguida clique na opo Programas. No menu programas, clique no grupo MsOffice, opo Microsoft Excel.

Agora, voc aprender as operaes bsicas para a criao e impresso de uma planilha, de forma a j poder criar os seus primeiros modelos e, posteriormente, ver em detalhes os recursos do EXCEL 7 que permitiro a criao de planilhas mais sofistica- das e com uma melhor aparncia.

A TELA DE TRABALHO Ao ser carregado, o Excel exibe sua tela de trabalho mostrando uma planilha em branco com o nome de Pasta 1. A tela de trabalho do EXCEL 7 composta por diver- sos elementos, entre os quais podemos destacar os seguintes:

Clulas: Uma planilha composta por clulas. Uma clula o cruzamento de uma coluna com uma linha. A funo de uma clula armazenar informaes que podem ser um texto, um nmero ou uma frmula que faa meno ao contedo de outras clulas. Cada clula identificada por um endereo que composto pela letra da coluna e pelo nmero da linha.

Workbook: O EXCEL 7 trabalha com o conceito de pasta ou livro de trabalho, segundo o qual cada planilha criada como se fosse uma pasta com diversas folhas de trabalho. Na maioria das vezes, voc trabalhar apenas com a primeira folha da pasta. Com esse conceito, em vez de criar doze planilhas diferentes para mostrar os gastos de sua empresa no ano, voc poder criar uma nica planilha e utilizar doze folhas em cada pasta.

Marcadores de pgina (Guias): Servem para selecionar uma pgina da planilha, da mesma forma que os marcadores de agenda de telefone. Esses marcadores rece- bem automaticamente os nomes Plan1, Plan2, etc., mas podem ser renomeados.

Barra de frmulas: Tem como finalidade exibir o contedo da clula atual e permitir a edio do contedo de uma clula.

Linha de status: Tem como finalidade exibir mensagens orientadoras ou de adver- tncia sobre os procedimentos que esto sendo executados, assim como sobre o estado de algumas teclas do tipo liga-desliga, como a tecla NumLock, END, INS, etc.

Janela de trabalho: Uma planilha do Excel tem uma dimenso fsica muito maior do que uma tela-janela pode exibir. O Excel permite a criao de uma planilha com 16.384 linhas por 256 colunas.

MOVIMENTANDO-SE PELA PLANILHA Para que uma clula possa receber algum tipo de dado ou formatao, necessrio que ela seja selecionada previamente, ou seja, que se torne a clula ativa. Para tornar uma clula ativa, voc deve mover o retngulo de seleo at ela, escolhendo um dos vrios mtodos disponveis.

1. Use as teclas de seta para mover o retngulo clula a clula na direo indicada pela seta.

2. Use as teclas de seta em combinao com outras teclas para acelerar a movi- mentao.

4. Use o mouse para mover o indicador de clula e com isso selecionar uma clula especfica.

USANDO TECLAS A prxima tabela mostra um resumo das teclas que movimentam o cursor ou o retn- gulo de seleo pela planilha: AO Mover uma clula para a direita Mover uma clula para a esquerda Mover uma clula para cima Mover uma clula para baixo ltima coluna da linha atual Primeira coluna da linha atual ltima linha da coluna atual Primeira linha da coluna atual Mover uma tela para cima Mover uma tela para baixo Mover uma tela para esquerda Mover uma tela para direita Mover at a clula atual Mover para clula A1 F5 TECLAS A SEREM USADAS seta direita seta esquerda seta superior seta inferior CTRL-seta direita CTRL-seta esquerda CTRL-seta inferior CTRL-seta superior PgUp PgDn ALT+PgUp ALT+PgDn CTRL+Backspace CTRL+HOME Ativa caixa de dilogo

USANDO A CAIXA DE DILOGO Se voc sabe exatamente para onde quer movimentar o cursor, pressione a tecla F5 para abrir a caixa de dilogo Ir Para. Quando ela aparecer, informe a referncia da clula que voc deseja.

Esse mtodo muito mais rpido do que ficar pressionando diversas vezes uma com- binao de teclas. Depois de informar o endereo, pressione o boto OK.

USANDO O MOUSE Para mover o retngulo de seleo para uma determinada clula que esteja aparecen- do na janela, basta apontar o indicador de posio para a clula desejada e dar um clique.

Se a clula estiver fora da rea de viso, voc deve usar as barras de rolamento vertical ou horizontal.

Voc pode arrastar o boto deslizante para avanar mais rapidamente ou ento dar um clique sobre as setas das extremidades da barra de rolamento para rolar mais vagarosamente a tela.

INSERINDO OS DADOS Inserir o contedo de uma clula uma tarefa muito simples. Voc deve selecionar a clula que receber os dados posicionando o retngulo de seleo sobre ela. Em seguida, basta digitar o seu contedo.

O EXCEL 7 sempre classificar o que est sendo digitado em quatro categorias: 1. Um texto ou um ttulo 2. Um nmero 3. Uma frmula 4. Um comando Essa seleo quase sempre se faz pelo primeiro caractere que digitado. Como padro, o EXCEL 7 alinha um texto esquerda da clula e os nmeros direita.

ENTRADA DE NMEROS Por exemplo, selecione a clula C4 e digite o nmero 150. Note que ao digitar o primeiro nmero, a barra de frmulas muda, exibindo trs botes. Cada nmero digitado na clula exibido tambm na barra de frmulas.

Para finalizar a digitao do nmero 150 ou de qualquer contedo de uma clula na caixa de entrada pelo boto na barra de frmulas, pressione ENTER.

Como padro, o EXCEL 7 assume que ao pressionar ENTER, o contedo da clula est terminado e o retngulo de seleo automaticamente movido para a clula de baixo.

Se, em vez de ENTER, a digitao de uma clula for concluda com o pressionamento da caixa de entrada , o retngulo de seleo permanecer na mesma clula.

Para cancelar as mudanas, d um clique na caixa de cancelamento na barra de frmulas ou pressione ESC. Essas duas operaes apagaro o que foi digitado, dei- xando a clula e a barra de frmulas em branco.

Se durante a digitao algum erro for cometido, pressione a tecla Backspace para apagar o ltimo caractere digitado. Como padro, adotaremos sempre o pressionamento da tecla ENTER para encerrar a digitao de uma clula.

Agora insira os nmeros mostrados na figura abaixo: ENTRADA DE TEXTOS Inserir um texto em uma clula igualmente fcil, basta selecionar a clula, digitar o texto desejado e pressionar uma das teclas ou comandos de finalizao da digitao. Alm da tecla ENTER, que avana o cursor para a clula de baixo, e da caixa de entrada, que mantm o retngulo de seleo na mesma clula, voc pode finalizar a digitao de um texto ou nmero pressionando uma das teclas de seta para mover o retngulo de seleo para a prxima clula.

ENTRADA DE FRMULAS na utilizao de frmulas e funes que as planilhas oferecem real vantagem para seus usurios. Basicamente, uma frmula consiste na especificao de operaes matemticas associadas a uma ou mais clulas da planilha. Cada clula da planilha funciona como uma pequena calculadora que pode exibir o contedo de uma expres- so digitada composta apenas por nmeros e operaes matemticas ou ento por referncias a clulas da planilha. Se voc fosse fazer a soma dos valores da coluna C, escreveria a seguinte expresso em uma calculadora: ?150+345,8+550+35? e pres- sionaria o sinal de igual para finalizar a expresso e obter o nmero no visor. No EXCEL 7, voc pode obter o mesmo efeito se colocar o cursor em uma clula e digitar a mesma expresso s que comeando com o sinal de mais: ?+150+345,8+550+35?. Essa possibilidade de uso do Excel conveniente em alguns casos, contudo, na maioria das vezes, voc trabalhar fornecendo endereos de clulas para serem somados.

Note que no lugar da frmula apareceu a soma das clulas, enquanto na linha de frmula, aparece a frmula digitada.

A AUTO-SOMA O EXCEL 7 possui um recurso muito til, que facilita a entrada de frmulas para calcular uma somatria de valores contnuos. Esse recurso consiste na aplicao automtica de uma funo do EXCEL 7 que se chama SOMA.

Posicione o retngulo de seleo na clula D7. Em seguida, pressione o boto Auto- soma que se encontra na barra de ferramentas, como mostra a prxima figura.

Ao pressionar o boto, o EXCEL 7 identifica a faixa de valores mais prxima e automa- ticamente escreve a funo SOMA () com a faixa de clulas que deve ser somada. Aps aparecer a frmula, basta pressionar ENTER para finalizar a sua introduo.

ALTERAO DO CONTEDO DE UMA CLULA Se voc quiser alterar o contedo de uma clula, pode usar dois mtodos bem simples que ativaro a edio.

SALVANDO UMA PLANILHA Quando voc salva uma planilha pela primeira vez no EXCEL 7, solicitado que voc fornea um nome para ela. Nas outras vezes, no ser necessrio o fornecimento do nome. Para salvar uma planilha, voc pode optar pelo menu Arquivo, pela digitao de uma combinao de teclas ou pelo pressionamento de um boto da barra de ferra- mentas.

No menu Arquivo existe uma opo que se chama Salvar. Voc pode ativar esse comando ento, se no gostar de usar muito os menus, pode pressionar a combinao de teclas CTRL-B.

A terceira opo a mais rpida para quem gosta de usar mouse. Basta dar um clique no boto salvar, o terceiro da barra de ferramentas.

Qualquer uma dessas opes abrir a caixa de dilogo mostrada a seguir:

No EXCEL 7, toda vez que uma nova planilha iniciada, ele recebe o nome de Pasta1. Se, em uma mesma seo de trabalho, mais de um novo documento for criado, os nomes propostos pelo Excel sero Pasta2, Pasta3 e assim por diante. por isso que voc deve fornecer um nome especfico para a planilha que est sendo criada.

CARREGANDO UMA PLANILHA Se posteriormente voc necessitar utilizar a planilha novamente, voc deve abrir a planilha, ou seja, ler o arquivo do disco para a memria.

No menu Arquivo existe uma opo chamada Abrir. Voc pode ativar esse comando ento, se no gostar de usar muito os menus, pode pressionar a combinao de teclas CTRL+A.

A terceira maneira de abrir um arquivo pressionar o boto Abrir, representado por uma pasta se abrindo, e que o segundo da barra de ferramentas.

Qualquer uma dessas trs opes abrir a caixa de dilogo Abrir:

Ela funciona de maneira idntica caixa de dilogo Salvar Como. Voc deve digitar o nome da planilha ou selecionar seu nome na lista de arquivos disponveis.

FORMATAO DE CLULAS Efetuar a formatao de clulas no EXCEL 7 bastante simples, basta selecionar uma faixa da planilha e em seguida aplicar a formatao sobre ela.

SELEO DE FAIXAS No EXCEL 7, a unidade bsica de seleo uma clula, e voc pode selecionar uma clula ou uma faixa de clulas horizontal, vertical ou em forma de retngulo. Toda faixa composta e identificada por uma clula inicial e por uma clula final. Uma faixa de clulas pode ser selecionada por meio do mouse ou por meio do teclado.

SELECIONANDO COM O MOUSE Para selecionar uma faixa com o mouse, voc deve posicionar o cursor na clula inicial e em seguida manter o boto esquerdo do mouse pressionado, enquanto arrasta o retngulo de seleo at a clula correspondente ao final da faixa. Enquanto o cursor vai sendo movido, as clulas marcadas ficam com fundo escuro para que visualmente voc tenha controle da rea selecionada. Quando chegar com o cursor na clula final, o boto do mouse deve ser liberado.

SELECIONANDO COM O TECLADO Para selecionar uma faixa de clulas com o teclado, voc deve posicionar o retngulo de seleo sobre a clula inicial da faixa. Em seguida, deve manter a tecla SHIFT pressionada, enquanto usa uma das teclas de seta ou de movimentao para mover o retngulo de seleo at o final da faixa. Ao atingir essa posio, a tecla SHIFT deve ser liberada.

DESMARCANDO UMA FAIXA Para desmarcar uma faixa, ou seja, retirar a seleo feita, basta dar um clique sobre qualquer clula da planilha que no esteja marcada.

FORMATAO DE TEXTOS E NMEROS No EXCEL 7, pode-se mudar o tamanho e os tipos das letras, aplicar efeitos especiais tais como negrito, itlico, sublinhado, entre outros. Um texto pode ser alinhado dentro de uma coluna esquerda, direita ou centralizado.

Voc pode ativar um desses efeitos durante a digitao do contedo de uma clula, ou posteriormente, bastando para tal selecionar a clula desejada e pressionar o boto do efeito desejado. Voc pode aplicar mais de um efeito na mesma clula.

FORMATAO DE NMEROS Alm da formatao genrica que se aplica tanto a textos como a nmeros, o EXCEL 7 possui formatos especficos para serem aplicados a nmeros. Na barra de formatao, existem cinco botes especficos para esse fim.

ALTERAO DA LARGURA DAS COLUNAS Voc pode alterar a largura de uma coluna aumentando ou diminuindo suas margens por meio do uso de uma caixa de dilogo ou do mouse.

ALTERANDO A LARGURA DA COLUNA COM O MOUSE Para alterar a largura com o mouse, voc deve mover o cursor at a barra de letras no alto da planilha, como mostra a prxima figura.

Em seguida, voc deve mover o cursor no sentido da margem da coluna, ou seja, da linha que separa as colunas. Ento o cursor mudar de formato, como na prxima figura:

Nesse instante voc deve manter o boto esquerdo do mouse pressionado, enquanto arrasta a linha de referncia que surgiu at a largura que achar conveniente. Ao atingir a largura desejada, s liberar o cursor do mouse.

ALTERANDO A LARGURA DA COLUNA POR MEIO DA CAIXA DE DILOGO Outra forma de alterar a largura de uma coluna por meio de uma caixa de dilogo que acionada a partir do menu Formatar/Coluna/Largura. Esse comando atuar sobre a coluna atual, a menos que voc selecione mais de uma coluna previamente antes de ativar o comando.

Com uma ou mais colunas selecionadas, o comando exibe uma caixa de dilogo onde voc deve informar a largura da coluna em centmetros.

APAGANDO O CONTEDO DE UMA OU MAIS CLULAS Se voc cometeu algum erro e deseja apagar totalmente o contedo de uma clula, a forma mais simples posicionar o seletor sobre ela e pressionar a tecla DEL. Para apagar uma faixa de clulas, selecione as clulas da faixa e pressione DEL.

CRIANDO GRFICOS O EXCEL 7 oferece uma forma grfica para representar os seus dados de uma forma mais ilustrativa. O EXCEL 7 permite a criao de grficos na mesma pgina da planilha atual ou em outra pgina da pasta. Veremos agora a criao de um grfico na mesma pgina da planilha.

Para criar um grfico, voc deve selecionar previamente a rea de dados da planilha que ser representada pelo grfico. Em nosso exemplo, a srie que ser representada est na faixa B3:E7. Aps selecionar a faixa, s pressionar o boto do auxiliar grfico na barra de ferramentas . Quando esse boto pressionado, o cursor muda de formato, surgindo como um pequeno grfico. Voc deve selecionar ento uma rea da planilha onde o grfico deve ser criado.

Aps liberar o boto do mouse, o EXCEL 7 ativa as caixas de dilogo Auxiliar Grfico. A primeira delas pede que seja informada a faixa de clulas que ser representada. Se a seleo de clulas estiver correta, pressione o boto Prxima: caso contrrio, digite a faixa correta.

A segunda etapa pede que seja selecionado um tipo de grfico. Basta dar um clique sobre o tipo desejado, que no exemplo o de Colunas 3-D.

Pressione o boto Prxima para avanar para a etapa seguinte. Dependendo do forma- to bsico escolhido, sero apresentadas as variaes de formato possveis para o grfi- co. No caso do grfico de colunas 3-D, as variaes so mostradas na prxima tela.

A quarta etapa mostra uma viso prvia do grfico e pede que seja especificado ou confirmado se a seqncia dos dados no grfico deve ser feita por linha ou por coluna. Como padro, o EXCEL 7 propor por colunas. Em nosso exemplo, queremos ver como os itens de despesas se comportam ms a ms. Por isso escolhemos linhas.

Ele ainda pede que seja confirmada qual linha ser usada como legenda para as cate- gorias, que no caso so os meses, e qual coluna ser usada para as legendas. Se quisssemos colocar um ttulo no grfico, bastaria pressionar o boto prxima. Por ora, deixaremos o ttulo de lado e pressionaremos o boto Finalizar.

O grfico ser montado na rea selecionada, como mostra a prxima figura. Qualquer valor da faixa que for modificado alterar a aparncia do grfico instantaneamente.

IMPRESSO DA PLANILHA At agora voc j aprendeu um mnimo para criar uma planilha no EXCEL 7. Imprimir ainda mais fcil. Veremos agora a forma mais simples para imprimir a planilha que est sendo editada. At agora realizamos operaes que foram acionadas em sua maioria pela barra de menu. A impresso tambm pode ser feita por meio de uma opo do menu Arquivo. Contudo, por enquanto, usaremos o cone de impressora que se encontra na barra de ferramentas padro. o quarto cone da esquerda para a direita. Antes de ativar a impresso, verifique se a impressora est ligada, possui papel e seu cabo est conectado ao micro.

FECHANDO A PLANILHA ATUAL Se voc estiver editando uma planilha e resolver encerrar o seu trabalho sem gravar as alteraes feitas, pode usar o comando de Arquivo/Fechar. Se a planilha no sofreu alteraes desde que foi carregada, ela ser fechada. Caso tenha ocorrido alguma alterao, ser exibida uma caixa de dilogo pedindo sua confirmao.

CRIAO DE UMA NOVA PLANILHA Para iniciar uma nova planilha, voc deve ativar o comando Arquivo/Novo, como mos- tra a prxima ilustrao.

Se preferir usar o teclado, pressione CTRL-O ou ento, dar um clique sobre o boto novo, que o primeiro da barra de ferramentas.

ABANDONANDO O EXCEL 7 Para sair do EXCEL 7, voc deve acionar a opo Sair do menu Arquivo. Se voc ativar essa opo imediatamente aps ter gravado o arquivo atual, o programa ser encerrado imediatamente, voltando o controle para o Gerenciador de Pro- gramas.

INTERNET EXPLORER A Internet uma gigantesca rede mundial que interliga computadores do mundo inteiro. Imagine uma ?rede? ligando milhes de pessoas que tm a oportunidade de acessar informaes, conversar, trocar arquivos, etc., instantaneamente. Isso a Internet.

como se a Internet fosse um grande conjunto de estradas ligando vrias cidades. Por essas ?estradas? circulam informaes de vrios tipos: textos, imagens, sons, etc. Utilizando um computador, voc pode acessar essas informaes e se comunicar com outras pessoas.

A Internet considerada por muitos como um dos mais importantes e revolucionrios desenvolvimentos da histria da humanidade. Pela primeira vez no mundo um cidado comum pode (facilmente e a um custo muito baixo) no s ter acesso a informaes localizadas nos mais distantes pontos do globo como tambm criar, gerenciar e distri- buir informaes.

WORLD WIDE WEB (WWW) A World Wide Web uma rede virtual (no-fsica) ?sobre? a Internet, que torna os servios disponveis na Internet totalmente transparentes para o usurio e ainda possibilita a manipulao multimdia da informao. Assim qualquer usurio pode, somente usando o mouse, ter acesso a uma quantidade enorme de informaes na forma de imagens, textos, sons, grficos, vdeos etc., navegando atravs de pala- vras-chaves e cones.

ENDEREOS ELETRNICOS Nesta seo iremos aprender como so formados os endereos eletrnicos. Eles tm um formato muito especfico. Veja abaixo Exemplo.:

Nome da Localidade Protoclo Empresa da pgina http://www.microsoft.com.br World Comercial Wide Web

No exemplo acima mostramos um endereo (URL) situado na WWW, com fins comer- ciais, e localizado no Brasil, cujo nome da empresa Microsoft.

http:// (HyperText Transfer Protocol) - Protocolo de transferncia de Hipertexto o protocolo utilizado para transferncias de pginas Web. Trata-se de um dado tcnico que mostra qual a linguagem utilizada para que os dois computadores que esto se comunicando possam se entender.

www: Significa que essa uma pgina Web seja, aqui possvel visualizar imagens, textos formatados, ouvir sons, msicas, etc. Resumindo, a parte grfica da Internet.

.com: Indica que o Website uma organizao comercial. Dependendo do tipo de site que se acessa, essa terminao pode variar. Veja alguns exemplos abaixo: .edu: Indica que o Website uma organizao educacional .gov: Indica que o Website uma organizao governamental.

.br: Indica que o Website uma organizao localizada no Brasil, assim como na Frana ?.fr? e EUA ?.us?

Botes de Menu Barra de Endereos navegao

rea de Barra de Barras de Navegao Status Rolagem Abaixo as funes de cada boto de seu navegador IE 5 da Microsoft.

Veja a funo de cada boto no menu: O boto ao lado possibilita voltar pgina de que voc acabou de sair, ou seja, se voc estava na pgina da Microsoft e agora foi para a da Sun Microsystems, esse boto possibilita voltar para a da Microsoft sem ter que digitar o endereo (URL) novamente na barra de endereos.

O boto parar tem como funo bvia parar o download da pgina em execu- o, ou seja, se voc est baixando uma pgina que est demorando muito, utilize o boto parar para finalizar o download.

O boto atualizar tem como funo rebaixar a pgina em execuo, ou seja, ver o que h de novo na mesma. Geralmente utilizado para rever a pgina que no foi completamente baixada, em que faltam figuras ou textos.

O boto pgina inicial tem como funo ir para a pgina que o seu navega- dor est configurado para abrir assim que acionado pelo usurio. Geralmente o IE 5 est configurado para ir a sua prpria pgina na Microsoft.

Clicando-se nesse boto, abre-se uma seo ao lado esquerdo do navegador que ir listar os principais sites de busca na Internet, tal como Cad, Lycos, Altavista

etc. A partir daqui ser possvel encontrar o que voc est procurando (e isto ser abordado mais detalhadamente nas prximas pginas).

O boto favoritos contm os Websites mais interessantes definidos pelo usurio, porm a Microsoft j utiliza como padro do IE 5 alguns sites que esto na lista de favoritos.Para voc adicionar um site na lista de favoritos, clique com o boto direito em qualquer parte da pgina de sua escolha e pressione adicionar a favoritos. Utilizamos esse recurso como atalho para acessar nossas pginas prefe- ridas.

O boto histrico exibe na parte esquerda do navegador quais foram os sites visitados nas ltimas 4 semanas, com isso voc pode manter um controle dos sites que voc visitou. Bastante til para usurios esquecidos.

Semelhante ao boto favoritos, o boto de canais tem como funo exibir uma srie de sites desenvolvidos especialmente para o IE 5, ou seja, que tem um maior desempenho caso sejam visualizados atravs do IE 5.

A verso anterior no possua esse recurso de visualizar a pgina em exe- cuo em tela cheia como o nome j diz, quer dizer, o navegador torna-se mais amplo para se navegar, sem todas as barras do navegador, a no ser a barra de navegao em formato reduzido, com as mesmas funes da barra padro.

O boto de correio tem como funo auxiliar no envio e na leitura de mensa- gens eletrnicas. Ao clicar no mesmo aparecer um menu com as opes: ler cor- reio, nova mensagem, enviar link e enviar mensagens. Os botes indicam suas funes e tornam desnecessrio explicar suas finalidades.

CORREIO ELETRNICO O correio eletrnico (eletronic mail = e-mail) um dos servios mais elementares e mais importantes disponveis na Internet. Basicamente, o correio eletrnico a troca de mensagens (cartas, memorandos, etc., em formato eletrnico) entre dois ou mais usurios da Internet. Uma das grandes vantagens do correio eletrnico sua rapidez na entrega da correspondncia. Em questo de segundos as mensagens atravessam diversos computadores em diversos pases para chegar ao seu destino. A troca de mensagens chega a ser to rpida que, se um usurio mandar uma mensagem para outro, e esse ltimo estiver usando o computador naquele momento, pode responder imediatamente, e em questo de minutos a sua resposta poder j estar de volta. O correio eletrnico guarda muitas semelhanas com o correio tradicional.

Existem diversos programas para utilizar correio eletrnico, mas basicamente todos os programas so capazes de duas operaes bsicas: editar (digitar) e enviar mensagens, ler e manipular as mensagens recebidas.

GERENCIAR A CAIXA DE CORREIO As mensagens que chegam para um usurio ficam armazenadas em um arquivo nor- malmente chamado de mailbox, ou caixa de correio. Os programas de correio eletr- nico permitem administrar a mailbox, removendo ou adicionando mensagens, verifi- cando quais so as mensagens que o usurio recebeu etc. A maioria dos sistemas consegue tambm criar e manipular arquivos de mensagens, chamados folders (pas- tas), como se estes fossem caixas de correio eletrnico. Um dos usos convenientes desses folders armazenar mensagens enviadas ou recebidas, s vezes por assunto (por exemplo: cartas, livro, particular, conferncias etc.).

GUARDAR MENSAGENS EM ARQUIVOS CONVENCIONAIS O programa de correio eletrnico deve permitir que o usurio guarde o contedo de uma mensagem como um arquivo comum no seu computador local.

RESPONDER E RETRANSMITIR MENSAGENS Os programas devem ser capazes de, dada uma mensagem recebida, enderear auto- maticamente respostas ao remetente, ou retransmitir essa mensagem para outros endereos. Alm disso, os programas devem permitir que o usurio use o contedo da mensagem original na composio da resposta, ou edite a mensagem original antes de retransmiti-la, por exemplo, adicionando comentrios.

CRIAR E USAR APELIDOS Muitos programas permitem que um usurio crie um apelido para endereos eletrni- cos, facilitando a digitao quando os endereos originais so longos e complicados.

IMPRIMIR MENSAGENS Os programas em geral permitem que seja impressa uma mensagem em uma impres- sora local.

Mensagem uma denominao genrica para textos (que podem ou no conter arqui- vos anexos, como fotos, vdeos, etc.) enviados entre pessoas. O formato bsico de uma mensagem o seguinte: To: endereo eletrnico do destinatrio (obrigatrio) cc: endereo eletrnico de outro destinatrio (opcional) From: o endereo eletrnico do remetente, normalmente colocado automaticamente pelo sistema de correio eletrnico Subject: assunto da mensagem nome do remetente Uma mensagem eletrnica contm texto e cabealho. Esse cabealho contm infor- maes importantes, entre elas o destinatrio (no campo To:); o remetente (no cam- po From:) e o assunto (no campo Subject:) da mensagem. Uma mensagem pode ser endereada a uma pessoa, a um conjunto de pessoas ou ainda a um programa de computador.

Praticamente no h limite para o tamanho do texto da mensagem. Os sistemas normalmente cortam se a mensagem for muito grande, mas isso s acontece se o usurio estiver mandando mensagens enormes, com milhares de linhas. Para uso nor- mal, no preciso se preocupar com o tamanho.

ESTRUTURA DOS ENDEREOS ELETRNICOS O endereo eletrnico o item mais importante para que seja possvel enviar uma mensagem. Na maioria das vezes, o endereo eletrnico especifica uma pessoa fsica, mas pode tambm se referir a uma lista de pessoas, ou um endereo que aciona um programa (por exemplo, um programa que controla um depsito de arquivos).

O endereo eletrnico anlogo ao endereo postal. Para enviar uma carta no siste- ma de correios normal, necessrio o nome do destinatrio, a rua, o nmero da casa, a cidade, o CEP, o pas, etc. Com base nessas informaes o carteiro entrega a carta

ao destinatrio. No endereo eletrnico, existe algo semelhante, mas os carteiros so os computadores.

As convenes para construo de endereos eletrnicos no so completamente co- erentes e rigorosas, pois foram criadas e modificadas ao longo do tempo. H, atual- mente, duas estruturas mais comuns de endereo eletrnico: nome@local.pas ou nome@local.domnio Esses endereos so compostos de duas partes bsicas, separadas pelo smbolo ?@? (?at?, que significa ?em? na lngua inglesa). A primeira parte indica o nome do usurio especfico, por exemplo paulo ou mariasilva. A segunda parte o nome de uma mqui- na na Internet, indicada usando-se uma de duas convenes bsicas. Na primeira conveno, o formato usado inclui o local onde o usurio encontrado (universidade, empresa, etc.), que pode ser composto por mais de um nome separados por um ponto (?.?); e o pas, que um cdigo indicando o nome do pas. Alguns exemplos de cdigos de pases: br ? Brasil uk ? Inglaterra (United Kingdon) pt ? Portugal.

QUANTO AO CONTEDO DAS MENSAGENS 1. No escreva o texto em letras maisculas, pois alguns terminais ainda no distin- guem letras maisculas de minsculas. Embora uma grande maioria de terminais permita essa distino, use-a com cuidado. Escreva como se escreve uma carta, use letras maisculas apenas quando desejar evidenciar ou tornar importante alguma palavra no texto, como o ?no? no incio desse item. Outra forma de evidenciar uma palavra coloc-la entre ?*? (por exemplo, *aqui*). Coloque tambm saudaes no incio (oi, prezado ?nome?, amigo, etc.) e no final (abraos, saudaes, tchau, etc.). No se esquea de assinar a mensagem, pois no fica claro quem voc apenas pelo seu endereo eletrnico. De preferncia, coloque seu endereo eletrnico no final, pois ele pode chegar ?distorcido? ao destinatrio. Muitos sistemas de mensagens colocam a assinatura definida pelo usurio, automaticamente, no final da mensagem.

2. Quando escrever para um frum de discusso, tenha sempre em mente que uma ou mais pessoas lero sua mensagem. Portanto, seja claro no texto e procure no as ofender. Existem muitas discusses na rede, e de vez em quando as pessoas usam

linguagem ofensiva (por exemplo, palavres), ou escrevem com um tom de raiva ou ironia que normalmente no usariam pessoalmente. Muitos se sentem protegidos pela distncia, pela ?frieza? do teclado/vdeo, bem como pela ausncia de contato visual ou auditivo. Mal-entendidos acontecem freqentemente! Se voc ofendeu algum e no era sua inteno, retrate-se imediatamente. Se voc expressar alguma idia aparen- te ou possivelmente ofensiva, mas com inteno de fazer uma brincadeira, coloque sempre uma indicao de que isso no para ser levado a srio - por exemplo, pondo um smile aps a frase.

3. Ao responder uma mensagem (reply), muito comum citar-se parte da mensagem original para colocar contexto em sua resposta. Para ajudar a distinguir o que parte da mensagem original e o que parte da resposta, muitos sistemas permitem que se coloque automaticamente um sinal no incio de cada linha da mensagem que est sendo citada. O sinal mais comum `>'. O recurso da citao em resposta muito prtico, mas use-o com bom senso. Evite citaes muito extensas, pois alm de per- der o sentido da focalizao do assunto, fica enfadonho e desperdia o uso da rede. Por exemplo, no faz sentido citar uma mensagem de cem linhas para apenas adicio- nar uma linha dizendo ?apoiado?. Corte partes da mensagem original, se necessrio. Quando em uma discusso com um grupo de pessoas, procure manter o assunto de sua mensagem dentro do assunto original. Se quiser mudar de assunto, escreva uma mensagem nova.

4. Quando mandar uma mensagem eletrnica, no deixe de fornecer um subject claro e definido. No adianta escrever subjects como ?Oi? ou ?matemtica?, pois esses no expressam com exatido o contedo da mensagem. Quando se envia mensagens para um conjunto de pessoas, os leitores se baseiam no subject para ler a mensagem, porque podem ser centenas delas e no d para ler todas. Um subject claro facilita a triagem das mensagens. Por isso prefira subjects curtos e informativos, como, por exemplo, ?inflao zero no Brasil? ou ?procuro colecionadores de selos?.

5.No ponha anncios comerciais ou qualquer truque visando ganhar dinheiro em lis- tas de distribuio ou newgroups que no sejam especficos para essa finalidade. Men- sagens do tipo ?corrente? ou ?como ganhar dinheiro fcil? so particularmente ignora- das pelos usurios da rede.

6.Releia toda sua mensagem antes de envi-la, procurando pontos de obscuridade e mal-entendidos. Procure ser cordial e tente ajudar os outros. O ?bate-boca? intil no constri nada para ningum.

os caracteres acentuados. Isso deve ser evitado pois o equipamento do destinatrio pode no entender esses caracteres e a mensagem pode ficar ilegvel.

8. Escreva as mensagens com linhas de no mximo 70 caracteres, pois assim elas no ficaro quebradas quando forem adicionados os ?>? nas eventuais respostas. Tambm no use o para fazer espaamento, pois nem todos os terminais reconhecem esse carter. Use espaos simples em vez de .

QUANTO AO ENVIO E RECEBIMENTO DE MENSAGENS 1. As mensagens tm carter de copyright, isto , quando algum envia uma mensa- gem para a rede, em princpio ele(a) o(a) proprietrio(a) intelectual dessa mensa- gem. Assim, evite retransmitir mensagens enviadas para mltiplos destinatrios (lis- tas, newgroups, etc). Se o fizer, sempre cite a origem da mensagem. Em caso de mensagem pessoal, no envie seu contedo para outro destinatrio sem a permisso expressa do autor. Isso tambm uma questo de cortesia: imagine receber uma carta pessoal e mostr-la a outra pessoa sem permisso do remetente! 2. Tome sempre cuidado com o destinatrio da mensagem. No mande mensagens pessoais para mltiplos destinatrios, pois centenas ou milhares de pessoas vo rece- ber essa mensagem. Alm de revelar aspectos privados das pessoas envolvidas (o que pode ser embaraoso), isso gera um trfego desnecessrio de mensagens. Alguns programas diferenciam comandos de reply para o remetente ou para todas as pessoas para quem a mensagem foi enviada; verifique com cuidado qual est sendo usada em cada caso.

3. Assuntos polmicos em listas ou newsgroups geram muita discusso, freqentemente acalorada. Isso s vezes gera mensagens inflamadas ou agressivas, que por vezes degeneram em verdadeiras guerras de desaforos e xingamentos. Pode parecer absur- do, mas acredite, isso acontece e muito, infelizmente. Evite a todo custo criar ou entrar em uma briga dessas, que no conduz a parte alguma. Quando receber uma mensagem que o ofenda, espere 24 horas para responder, e ao responder prefira uma mensagem privada. Normalmente no h pressa por uma resposta, por ambas as partes.

Neste captulo veremos o que adeso, acolhimento e ateno farmacutica, conceitos centrados na humanizao da relao entre o farmacutico e o usurio de farmcias.

ADESO A Organizao Mundial da Sade ? OMS - define que Adeso o comportamento dos pacientes em relao ingesto de medicamentos, seguimento de uma dieta e/ou mudana de estilo de vida que correspondam s recomendaes sobre cuidados sade.

A adeso a superao das dificuldades, do estigma, das crenas negativas, da adaptao, do estilo de vida, da aceitao da doena e relao de confiana com os profissionais e servios de sade.

As doenas que apresentam maiores dificuldades adeso so as doenas crnicas: asma, depresso, epilepsia, HIV/AIDS, hipertenso, tuberculose.

Fatores relacionados terapia: durao do tratamento, complexidade do tratamento, constatao imediata do benefcio do tratamento, mudanas de esquemas teraputicos.

Fatores relacionados ao paciente: gravidade dos sintomas, baixa motivao, baixa com- preenso, estado psicolgico, crenas, no aceitao da doena.

A no-adeso terapia compromete a efetividade do tratamento e muitas vezes leva a agravamentos, o que aumenta a necessidade de tratamentos mais complexos, por exemplo, internaes hospitalares.

Para melhorar a adeso terapia: Orientao do uso correto do medicamento: cumprir as recomendaes clnicas e utilizar o medicamento corretamente;

Ficha individual do paciente ou mapa de dispensao, para acompanhamento da terapia prescrita;

Enfatizar a importncia da equipe multidisciplinar e a interao com outros setores do servio.

ACOLHIMENTO Nas prticas de sade, a relao entre profissionais e usurios de servios entendida como relao humanizada, de ordem da interao pessoal, alm de ser tcnica.

O contato direto com o paciente no processo sade-doena e no contexto pessoal, familiar e social, a equipe de farmcia leva grande vantagem, pois pode tornar-se co- responsvel pela qualidade de vida do paciente, conhecendo a sua realidade para facilitar a aceitao e a compreenso da doena. Urge assim a necessidade de tecer uma rede de confiana, proporcionando medidas efetivas para melhorar o benefcio da teraputica e transformando as prticas de sade, valorizando a relao de igualdade entre profissional e usurio.

A relao interpessoal profissional-usurio considerada como extremamente re- levante no processo de adeso farmacoterapia.

O acesso a medicamentos fundamental, e para garantir o xito da farmacoterapia deve estar acompanhada da dispensao com atendimento humanizado e trabalho de equipe. As queixas dos usurios referem-se qualidade do contato humano, filas e atendimento.

Muitas queixas e problemas dos usurios podem ser resolvidos ou atenuados quando estes se sentem compreendidos e respeitados pelos profissionais.

Recomendaes para melhoria das condies de trabalho: A humanizao da assistncia deve ser um projeto coletivo em que a instituio reconhea e valorize. A gesto participativa o ponto fundamental no processo da humanizao; difundir a cultura de humanizao; fortalecer as iniciativas; estimular parcerias, trocas de experincias de outros projetos de humanizao da assistncia j existentes; formar grupos de trabalho com outros profissionais e com a participao da comunidade.

?O usurio ter tratamento digno, solidrio e acolhedor por parte dos profissionais que o atendem no apenas um direito, mas uma etapa fundamental na conquista da cidadania.? Das relaes profissional-usurio, podemos entender:

A capacidade de lidar com o sofrimento humano e a dor do usurio fragilizado pela doena.

ATENO FARMACUTICA A Ateno Farmacutica uma nova filosofia de prtica farmacutica. O farmacutico trabalha com o paciente para que ele alcance os melhores resultados no uso de seus medicamentos.

O principal objetivo garantir que os medicamentos utilizados pelo paciente sejam realmente necessrios, seguros e efetivos.

Qualquer pessoa que utilize medicamentos pode participar do Servio de Ateno Farmacutica, seja por um convite do farmacutico ou por iniciativa do prprio paciente.

O servio realizado por meio de consultas agendadas. Na primeira consulta, so coletadas todas as informaes sobre os medicamentos que o paciente utiliza e sobre a sua sade em geral. Em seguida, feito um estudo dessas informaes para compreender as necessidades especficas do paciente.

Retornos so agendados em dias e horrios que melhor atendam a disponibilidade do paciente e do responsvel pelo acompanhamento. Neles, o farmacutico avalia o progresso do tratamento e atualiza as informaes necessrias no sentido de prevenir, identificar e resolver os problemas relacionados com o uso dos medicamentos.

O principal beneficiado o paciente, que passa a contar com cuidados de um profissional voltado para a melhoria de sua qualidade de vida.

ANTDOTO PARA A ?EMPURROTERAPIA? Tomar o remdio certo, na dose certa e na hora certa, e que produza os efeitos esperados pode parecer algo bvio e simples. No entanto, a realidade, que incomoda pacientes e profissionais de sade, amarga e produz ndices como o apurado pelo Sistema Nacional de Informaes Txico-Farmacolgicas: os medicamentos so a primeira causa de intoxicao humana e correspondem, ao longo dos ltimos anos, a 30% dos cerca de 75 mil casos oficialmente registrados pelo rgo.

Nmeros como esses e, especialmente, a conscincia da necessidade de assumir maior compromisso com os usurios de medicamentos despertaram farmacuticos, em vrios pases do mundo, para uma prtica diferente, idealizada por professores e pesquisadores da Universidade de Minnesota (EUA). Batizada de Ateno Farmacutica, a prtica reverte-se em um servio que, por princpio, estreita o relacionamento entre farmacuticos e pacientes.

NOVO PARADIGMA A Ateno Farmacutica foi adotada pela Farmcia Universitria da Faculdade de Farmcia da UFMG, no campus Pampulha. Quase uma centena de clientes cadastrados nesse perodo vem sendo acompanhada no uso de medicamentos. ?A Ateno Farmacutica um novo paradigma na profisso?, diz Mariana Linhares Pereira, de 28 anos, uma das responsveis pela implantao desse servio na Farmcia Universitria.

A filosofia da Ateno Farmacutica foi definida pelos professores norte-americanos Linda Strand e Charles Hepler, da Universidade de Minnesota, no incio da dcada de 1990. Quando esteve no Brasil e participou da I Reunio Estendida do Grupo de Estudos em Ateno Farmacutica da Faculdade de Farmcia, Strand definiu a prtica que ajudou a criar como o ato ?de lidar com toda a farmacoterapia do paciente?.

Em entrevista ao jornal do Conselho Regional de Farmcia de Minas Gerais, Strand explicou que na Ateno Farmacutica o profissional ?verifica se a medicao indicada ao paciente apropriada sua condio mdica, se efetiva, segura, qual a dose correta e se ele tem condies de seguir as instrues mdicas?. Segundo Strand, Ateno Farmacutica no um conceito fcil de ser assimilado por farmcias comuns, pois a preocupao no com a dispensao ou com o ato de simplesmente fornecer informaes sobre a medicao.

LUCRO EM SEGUNDO PLANO Para Mariana Pereira, o fato de a Ateno Farmacutica ter nascido numa instituio universitria explica bastante seu contedo: ?O importante no quanto o servio pode trazer de lucro para a farmcia. Ao contrrio, a nossa percepo justamente a de que muitas pessoas gastam muito com remdios por causa do mau uso?. A Farmcia Universitria, antes de ser um estabelecimento comercial, constitui um espao acadmico para o aprendizado, a reflexo e a prtica de estudantes do curso de Farmcia e, nesse contexto, adapta-se perfeitamente aos parmetros da Ateno Farmacutica.

O envolvimento de Mariana com a Ateno Farmacutica comeou durante o mestrado, que tambm cursou na UFMG, sob a orientao da professora Djenane Ramalho de Oliveira, responsvel pela Clnica de Ateno Farmacutica da Farmcia Universitria, que congrega atividades de ensino, extenso e pesquisa. Em outubro de 2003, clientes comearam a ser atendidos sob o manto do novo conceito e, no momento, 97 esto sendo acompanhados. ?O nosso foco o paciente?, diz Mariana, lembrando que os medicamentos agem diferentemente em cada pessoa.

?A avaliao do paciente feita a partir da prescrio mdica. H uma individualizao do atendimento, pois no levamos em considerao apenas a medicao, mas fatores que interferem no uso do remdio, como os emocionais e os sociais?. No primeiro contato com a Ateno Farmacutica, a pessoa passa por uma longa entrevista, em que se aborda no apenas a sua farmacoterapia. ?Todo o passado e o presente do paciente investigado, para descobrirmos seu histrico clnico e, tambm, hbitos e costumes que podem interferir no uso e nos resultados da medicao?, explica Mariana.

A Ateno Farmacutica prev um cuidado integrado com o paciente. Exige do farmacutico uma postura e uma escuta diferenciada diante do paciente, para que o profissional possa identificar necessidades, analisar a situao e tomar decises. A partir do histrico do paciente, o farmacutico avalia todo o processo de uso da medicao, desde procedimentos como a ingesto correta ou incorreta das doses horrios adequados, intervalos de doses e outros ? a compatibilizao entre diferentes medicamentos utilizados, as queixas quanto aos efeitos at as possibilidades reais de aquisio e uso da medicao prescrita. Depois da primeira consulta, um estudo detalhado do caso feito e o farmacutico responsvel faz a sugesto de intervenes, o que inclui a orientao em relao ao uso e, tambm, se necessrio, troca da medicao, sempre em conformidade com o mdico responsvel pela prescrio.

SEM PRESCRIO Um dos preceitos da Ateno Farmacutica o contato com o mdico do paciente, quando necessrio. ?Ns no fazemos prescrio. Os mdicos com quem temos tido contato tm aceitado bem o servio e colaboram?, afirma Mariana, acrescentando: ?O nosso interesse sempre o paciente e o medicamento. Temos muito segurana de que estamos cumprindo nosso papel e no interferindo na prescrio mdica?. Segundo ela, os farmacuticos formados com essa viso acreditam que preciso uma relao prxima com o mdico do paciente, para a troca de idias quando algo est interferindo no tratamento.

?O paciente pode reagir mal a uma medicao e bem a outra, que surte o mesmo efeito?, explica Mariana, para quem o farmacutico o profissional habilitado para entender de medicamentos e de seus efeitos no corpo humano. Ele no pode nunca, porm, perder de vista que a filosofia da Ateno Farmacutica visa sempre ao bem-estar do paciente e isso pressupe uma interao entre profissionais da sade.

?A minha mdica gostou muito?, garante a assistente de administrao Antnia Maria Alves, de 49 anos. H pouco tempo paciente da Ateno Farmacutica da Farmcia Universitria, ela conta que, no seu caso, os farmacuticos sugeriram uma troca de dosagem de determinado medicamento. ?Houve contato com a mdica e ela aceitou a sugesto. Para mim, um servio muito bom. Passei a ficar mais atenta aos medicamentos e a mim mesma?, afirma.

Depois da primeira consulta, os retornos dos pacientes da Farmcia Universitria so marcados de acordo com o tipo de interveno sugerida e da necessidade do acompanhamento, porm o elo entre paciente e farmacutico j deve estar firmado.

?Eles falam que para eu ligar, quantas vezes for preciso, se eu sentir qualquer coisa diferente ou se acontecer qualquer coisa que est ligada medicao?, conta a dona de casa Aurora Aparecida de Freitas Ribeiro, de 43 anos. Ela e o marido so pacientes da Farmcia Universitria desde julho passado. ?Estou achando uma coisa grandiosa. Sou acostumada a ir a mdicos e sei que, s vezes, eles passam o medicamento, a gente toma e nem sabe o que ou para que serve?, assinala.

?AGORA EU QUESTIONO? Aurora j sofreu com muitos problemas de sade e, tambm por isso, se diz mais segura com o acompanhamento da Ateno Farmacutica. Aos 19 anos, ela teve um acidente vascular cerebral (AVC), que se repetiu 17 anos depois. ?J tomei tantos remdios que nem sei?, observa. Atualmente, faz uso regular de quatro medicamentos. ?Nunca fui muito de teimar, porque sei que o mdico tem mais informao. Agora, eu questiono. Antes eu achava que a gente no tinha esse direito, mas quem sabe o que eu sinto sou eu mesma. Por isso, tenho de perguntar, saber, porm nem sempre isso possvel com o mdico, ali na hora. O acompanhamento que estou tendo na Farmcia Universitria est me ajudando muito?, assinala.

Segundo Mariana, a Ateno Farmacutica no ser nunca algo generalizado nas farmcias, pois nem sempre os clientes querem ser alvo desse tipo de acompanhamento. ?Sabemos que nosso dever dar as informaes, mas sabemos que a pessoa tem o direito de querer receb-las, ou no. Por isso, o atendimento segundo esse conceito no pode ser compulsrio. Muitos no esto interessados e preciso que o farmacutico respeite a posio de cada um?, ressalta Mariana.

A pequena afinidade com a Ateno Farmacutica no uma situao especfica dos usurios de medicamentos. No Brasil, grande parte dos farmacuticos desconhece a prtica, ou no a utiliza. A Ateno Farmacutica no disciplina obrigatria dos cursos de Farmcia, nem mesmo na UFMG. No pas, afirma Mariana, existem ?ilhas? que reco- nhecem e valorizam essa prtica. Apesar de focar o indivduo, de o paciente ser o princi- pal beneficirio, a Ateno Farmacutica pretende refletir-se na sade comunitria.

Linda Strand acredita que a prtica se aplica melhor aos ambulatrios e clnicas, onde, argumenta ela, ?existe a abertura e expectativa do paciente em ser cuidado, e recursos no local para prest-la?. A importncia de ?um servio que tenha metodologia sistematizada e que seja acompanhado em seus resultados essencial?, afirma Mariana.

Ela e outros cinco profissionais assinam o livro, recentemente lanado, Ateno Farmacutica ? Implantao passo a passo, relato da experincia na Farmcia Universitria, alm da descrio conceitual, metodolgica e prtica do servio.

O desconhecimento em relao Ateno Farmacutica, entretanto, no assusta Mariana. Ela diz que o processo de disseminao da prtica est se iniciando e lembra que o Brasil e vrios outros pases tm, ainda, uma preocupao que domina os usurios. Dados da Organizao Mundial de Sade ? OMS - mostram que um tero da populao mundial no tem acesso a medicamentos essenciais. ?Em nosso pas, apenas 10% da populao consome 80% dos medicamentos vendidos ou distribudos. um mercado que est em ampla expanso, mas, ao mesmo tempo, milhes de pessoas vivem sem os medicamentos necessrios. A Ateno Farmacutica se preocupa tanto com aqueles que no esto sendo tratados quanto com aqueles que esto e fazem uso de medicamento de forma inadequada?, insiste Mariana.

O PLACEBO E A ARTE DE CURAR O termo placebo costuma estar popularmente associado a feitios, magia ou, quando no, a elevado grau de histeria. Porm o efeito placebo, suas repercusses e sua fisiologia, comeam a ganhar o respeito de muitos cientistas. Se o que interessa ao mdico e ao paciente o alvio e a cura, no importa conquistar esse objetivo s custas do efeito placebo.

Por definio, placebo uma substncia inerte, sem propriedades farmacolgicas, administrado a uma pessoa ou grupo de pessoas como se tivesse propriedades teraputicas. Na medicina os objetivos do placebo so, principalmente, para trabalhos cientficos quando se quer testar a eficcia de medicamentos atravs de comparaes. Ministra-se o medicamento para um grupo de pacientes com determinada doena e o placebo para outro grupo com a mesma doena, depois se comparam os resultados.

Durante esses estudos, chamados de duplo-cego, nem os pacientes e nem os m- dicos sabem quem est em uso do placebo ou do medicamento. Aps o perodo de avali- ao o pesquisador (que sabe quem toma o placebo e quem toma o medicamento) com- para os resultados.

O propsito desse artigo ilustrar de maneira cientfica o grau de sugestionabilidade das pessoas, bem como a importncia do psiquismo nos sintomas orgnicos. Para se ter uma idia do fenmeno placebo. Cindy Seiwert cita que a proporo de pacientes que respondem positivamente aos placebos pode ser de 20% a 100%, dependendo do tipo de distrbio e sintoma a ser tratado.

bom termos em mente que o conceito de placebo bastante amplo. Originalmente o nome placebo era exclusivo de algum produto para uso oral (cpsulas de farinha de trigo, por exemplo) ou injetvel (soro fisiolgico), mas hoje tambm se reconhece como placebo outras formas de interferncia fsica, tais como acupuntura, ultra-som, aplicao local de pomadas, cremes, etc. Classificaria aqui tambm os benzimentos, passes e outras peripcias do gnero, incluindo as ?cirurgias espirituais?, por exemplo, que, no provando serem genunas, tambm devem devem ser consideradas placebos.

Como podemos suspeitar, as experincias feitas com placebo resultam, quase sempre, em alta porcentagem de resultados eficazes nas mais variadas doenas e sintomas. E no s isso.

PORCENTAGEM DE MELHORA COM PLACEBO NOS DIVERSOS QUADROS % MDIA VARIAO % Dores em geral 28,2 0-67 Dor de cabea 61,9 46-95 Enxaqueca 32,3 20-58 Dist. Gastrintestinais 58,0 21-56 Hipertenso Arterial 17,0 0-60 Dores reumticas 49,0 14-84 Clicas Menstruais 24,0 11-60 Gripe 45,0 35-61 Fonte: Temas de Psicologia em Sade, de Luiz Geraldo Benetton O placebo tambm determina uma variada lista de efeitos colaterais em pessoas que se sentem mal depois de tomar, digamos, uma boa dose de nada.

EFEITOS COLATERAIS INDUZIDOS PELOS PLACEBOS Sintoma % Urticria 5 Pesadelo 8 Sonolncia 23 Cansao 41 Dificuld. concentrao 27 Dor de cabea 15 Irritabilidade 17 Insnia 7 Boca seca 5 Nuseas 5 Constipao intestinal 4 Obstruo nasal 31

Fonte: Temas de Psicologia em Sade, de Luiz Geraldo Benetton

Segundo Eduardo Moraes Baleeiro, o grau de atuao do placebo depende de trs fatores bsicos:

1. O PACIENTE O paciente , decididamente, a parte mais importante no processo do tratamento e da cura. Da expectativa do paciente, relacionado a diversos mecanismos conscientes e inconscientes. Aqui, evidentemente, considera-se o perfil psicolgico e de personalidade do paciente. Os histricos, por exemplo, por serem mais sugestionveis, podem sentir prontamente os efeitos curativos ou colaterais dos placebos. Mas essa sugestionabilidade no monoplio dos histricos; de certa forma, todos ns somos sugestionveis.

As pessoas que aferem algum lucro emocional com a doena tambm no sentem melhora com o placebo, mas podem sentir seus efeitos colaterais. Essas pessoas costumam no melhorar com o placebo e nem com os medicamentos. Podemos dizer, de modo geral, que elas no tm interesse em sarar.

E por falar em lucro secundrio da doena, Baleeiro lembra em seu artigo que um experiente ortopedista da rea mdico-trabalhista afirmou, em conferncia, nunca ter visto uma vez sequer algum trabalhador autnomo da rea de digitao apresentar LER (Leso por Esforo Repetitivo), doena tpica dos profissionais dessa rea, comum em funcionrios pblicos ou de empresas privadas.

Em relao aos efeitos colaterais negativos do placebo, o nome correto nocebo. Trata-se da expectativa que o paciente traz consigo durante a pesquisa clnica. Se h uma expectativa negativa, pessimista, ele ter uma reao nocebo, ainda que saibamos que a substncia inerte. a mesma expectativa que, quando positiva, otimista, levar reao placebo.

A expectativa do paciente, bem como de seus familiares, aumenta as possibilidades do efeito placebo caso sejam otimistas, enquanto a expectativa pessimista desencadeia o fenmeno nocebo (efeitos colaterais). Porm, o que confunde o leitor ou os pacientes abalados com a idia dos efeitos placebo ou nocebo que essa expectativa quase sempre inconsciente, de tal forma que mesmo os pessimistas atribuem a si prprios o rtulo de realistas. ?O senhor acha que eu no quero sarar, doutor?? tem sido a frase mais ouvida quando tentamos explicar que o medicamento, de verdade, no causa sensao de formigamento nas gengivas, por exemplo.

interessantssimo o trabalho de Benson (1997) que, entre mais de 600 pacientes cirrgicos avaliados em relao s expectativas otimistas e pessimistas, destacou cinco deles que tinham uma profunda ?premonio? de morte e, de fato, todos morreram durante a cirurgia.

2. QUEM CURA Em segundo lugar, os efeitos dependem de quem prescreve o tratamento. Se o terapeuta for mdico, depende do ritual de prescrio, de toda aquela magia que impregna o ato mdico, de sua reputao e prestgio junto ao paciente. Resumindo, depende do ritual mdico.

A importncia da figura do mdico no processo de cura pode ser constatada quando, por exemplo, um paciente no melhora com um profissional e melhora com outro, apesar de ter sido usada a mesma medicao e na mesma dose (s vezes, com nome comercial diferente).

fundamental, para o efeito de cura, seja do placebo ou do medicamento verdadeiro, que o mdico tenha uma intencionalidade em relao cura. Em outras palavras, que ele exera realmente sua vocao mdica para entender que o paciente adoece no apenas organicamente, mas numa conjuno bio-psico-social, por isso interessa at saber sobre sua satisfao conjugal, suas expectativas de vida, seu grau de frustrao, necessidade de carinho, vontade de chamar ateno, de protestar, etc.

Parece claro, felizmente, que a medicina aceita o componente emocional no adoecer, j que reconhece a medicina psicossomtica e as somatizaes. Difcil, entretanto, convencer alguns mdicos do mesmo componente emocional para a cura, da importncia do conforto afetivo, do otimismo, da confiana, etc, no restabelecimento da sade.

O mdico que goza de prestgio e admirao por parte de seu paciente, que o atende pautado na compreenso e carinho, pode fazer de qualquer medicamento um instrumento de cura e, mais que isso, mesmo antes de medicar j proporciona um agradvel efeito placebo no paciente (?Doutor, ele melhorou s de conversar com o senhor?).

Para muitos pacientes a simples ida ao mdico, envolvendo todo um ritual de ateno e cuidados para com sua pessoa, a anamnese (coleta de dados que, muitas vezes, o pacien- te no tem oportunidade de queixar a ningum), o toque da mo do mdico, a ateno, os aparelhos e equipamentos, enfim, todo esse aparato j suficiente para produzir a melhora. Infelizmente, em muitas outras vezes ocorre o contrrio, ou seja, o descaso, a espera, a grosseria, a insensibilidade, etc., concorrem para uma piora dos sintomas.

O paciente portador de algum mal-estar ou desconforto, ao procurar tratamento, j est emocionalmente vido de ateno e ajuda; isso que ele quer, isso que ele mais deseja, exceto nos casos em que seu transtorno atende anseios emocionais mais subterrneos. O profissional que o atende tem todas as possibilidades de satisfazer esse anseio de cura a partir do momento em que atende a expectativa do paciente.

Embora teoricamente no se use placebo fora da medicina, h certo fascnio por prticas no tradicionais, como aquele atendente de farmcia ?quase mdico, que chegou at a prestar o vestibular?. Nesses casos, melhorar com placebos vai de encontro tendncia da pessoa em contrariar a medicina tradicional; ?viu s? Andei por tantos mdicos e quem me curou foi um farmacutico?, dizem orgulhosos os sugestionveis.

Tambm tm grande possibilidade de funcionar os placebos impregnados por elementos esotricos: energia positiva, aromaterapia, cromoterapia, banhos, essncias e toda sorte de patus. Funcionam bem os quiroprticos, naturopatas, energticos e vrios outros profissionais alternativos e no-mdicos que usam calor, luz, diatermia, hidroterapia, manipulao, massagem e grande variedade de aparatos os quais, alm de quaisquer efeitos fisiolgicos, costumam exercer uma grande fora psicolgica de efeito placebo, normalmente reforada pela boa relao entre o paciente e o profissional. Resumindo, depende do ritual extico.

3. O ?REMDIO? EM SI Finalmente, deve ser considerada a droga (placebo) em si; se for amargo, arder, custar caro, for difcil de achar, ltima pesquisa cientfica, usado pelos ndios e assim por diante. Resumindo, depende do ritual que cada um arma para si. No se sabe exatamente por que, mas h uma preferncia estatisticamente comprovada para a eficcia dos placebos de uso tpico em comparao com aqueles usados por via oral.

Ainda segundo Eduardo Moraes Baleeiro, pesquisas mostraram que a administrao do placebo sob a forma de comprimidos tem o seu resultado teraputico varivel, dependendo do tamanho (quanto maior, mais eficaz). Alm do tamanho, foi constatado tambm que a cor dos comprimidos importante.

Certa vez foi prescrito um tranqilizante hipntico (clonazepam) em gotas para uma paciente que, entre outros sintomas, tinha uma insnia bastante evidente. Depois de alguns dias dormindo bem com as gotas receitadas, as quais dilua em suco de goiaba para anular o gosto da substncia, uma sobrinha substituiu o lquido do frasco por gua, porque na famlia todos eram avessos ao uso de remdios. A paciente continuava dormindo muito bem com aquela gua e, quando terminou o frasco marcou nova consulta porque apresentava insnia novamente.

O interessante disso tudo que todos riem com essa histria (e outras muito semelhantes), dando a impresso que essas coisas s acontecem com os outros. Pois bem. A sobrinha foi junto consulta em que a paciente pedia outra receita para continuar dormindo bem e, rindo muito, contou tia que ela dormia por razes psicolgicas, j que tomava gua. Foi quando a tia, contrariada, confessou sobrinha que as eficientes gotas que lhe dava para clicas menstruais eram gua com um pouco de bicarbonato de sdio. A sobrinha parou de rir.

Uma das questes duvidosas em relao aos placebos saber at que ponto interessante ao paciente saber que o remdio que o curou no passava, por exemplo, de simples composio de gua com acar? Se o bem-estar o objetivo de quem trata e de quem tratado, ento no interessa muito saber se sua dor passou com diclofenaco de sdio ou com farinha de trigo. Nesse caso, portanto, est em jogo a ?f?, seja no medicamento, sejam os casos da ?cura pela f?, atualmente muito em moda em programas de televiso.

Algumas pesquisas mostram que se os pacientes so avisados que entre eles alguns podem estar usando placebo, a prpria eficcia da droga verdadeira diminui muito, dando a impresso que o medo de estar sendo ?enganado? supera o efeito concreto do medicamento. O ser humano realmente muito curioso.

Nesse terceiro item entram os aparelhos que freqentemente tm um impacto psicolgico significativo. So irradiadores, emissores de ondas, calores, vibraes, raios, etc. Era comum pacientes mais acanhados intelectualmente e queixosos de mal-estares cardacos melhorarem muito depois de terem sido submetidos ao exame de eletrocardiograma (hoje, talvez, melhorassem muito mais com a ressonncia magntica).

?Quem cura o ser humano outro ser humano, e quem o adoece tambm.? A sociedade na qual vivemos prdiga em promover doenas e mal-estares, sendo alto o nmero de pessoas que procuram o mdico porque ?esto se achando muito plidas?.

Em qualquer procedimento teraputico ocorre um fenmeno placebo em 30% ou mais dos casos, dependendo da empatia do mdico. comum pacientes melhorarem dos sintomas muito antes do tempo necessrio para que o medicamento faa efeito. Na psiquiatria, por exemplo, muitos pacientes comeam a melhorar da depresso dois ou trs dias depois de iniciado o uso de antidepressivos, apesar da maioria deles comear a fazer efeito depois de 2 semanas.

O efeito nocebo (contrrio do placebo, ou seja, que provoca mal-estar) tambm pode aparecer muito antes do medicamento ser absorvido. As drgeas, em geral, so de absoro entrica, isto , devem passar pelo estmago para serem absorvidas no intestino. Apesar desse trajeto demorar mais de 2 horas, alguns pacientes se queixam de efeitos colaterais minutos depois de ingerir as tais drgeas. Como o ser humano bastante criativo e facilmente adaptvel, depois de ler esse pargrafo alguns podero ?corrigir? esse tropeo sintomtico.

Dessa forma, a ao mdica pode ser benfica e positiva ou, infelizmente, malfica e negativa, promovendo um desejvel efeito placebo ou um desagradvel efeito nocebo, respectivamente. Dependendo da reputao do profissional e da empatia que existe entre ele e o paciente, os tratamentos podem aumentar o fenmeno placebo em at 100% dos casos. Os mtodos de tratamento da medicina alternativa tambm tm um efeito placebo, s vezes muito maior que os da medicina tradicional.

Em qualquer especialidade da medicina esto presentes os efeitos placebo e nocebo. Em algumas reas, entretanto, eles so mais evidentes, como so os casos que envolvem sensopercepo: as dores, as questes auditivas, visuais, formigamentos, anestesias, tonturas, palpitaes, zumbidos nos ouvidos, etc. E nesses casos que, infelizmente, a sociedade costuma deixar as pessoas mais doentes.

Quando um mdico menos sensvel afirma que ?labirintite no tem cura?, ?problemas de coluna no tm cura?, ?voc precisa se acostumar com seus zumbidos?, ou coisas assim, ele est assinando um atestado de invalidade e sofrimento crnico para aquele que deveria ser seu paciente. Na verdade, o que no tem cura a enorme falta de vocao desse mdico.

Pior ainda quando, diante das vrias queixas do paciente ansioso, somatizadas e subjetivas, o mdico atesta com a habitual convico magistral que ?o senhor no tem nada, apenas um probleminha dos nervos?. O primeiro erro est em achar que probleminha dos nervos no nada e, o segundo, transmitir nas entrelinhas a impresso de que o paciente est descontrolado, histrico, com frescura, ou algo assim.

Na psiquiatria, com nossos ansiolticos, antidepressivos, psicoterapias e outros tipos de ateno emocional aos pacientes, ou ainda que seja atravs de eventuais efeitos placebo disso tudo, estamos bastante acostumados com pacientes portadores de todas essas queixas que se curam.

Algum mal-entendido sobre o efeito placebo est no fato das pessoas acreditarem que ele no passa de uma espcie de mentira que cura, ou um suborno do mdico s nossas emoes. Mas no nada disso. Na realidade, ele mostra que a cura depende da inteno curativa do prprio paciente, assessorado pela vontade curadora do mdico que o assiste.

O fascinante efeito placebo do comprimido que alivia, mesmo sendo feito apenas de farinha de trigo ou mesmo sendo um medicamento que alivia mais rpido e mais eficazmente do que a cincia espera dele, depende, exatamente, do poder de um no- sei-o-qu que o impregna. Talvez seja um no-sei-o-qu feito de confiana, de respeito, de carinho, ateno, compreenso, simpatia, esperana e intencionalidade positiva, que nasce no relacionamento harmnico entre o mdico e seu paciente. Dificilmente esse mesmo comprimido faria o mesmo efeito se fosse oferecido ao paciente por uma pessoa de que ele desgosta, ou que no se fez gostar.

Este captulo teve como fontes de consulta: Revista Diversa n 8 (UFMG) Cartilha ?O trabalho dos agentes comunitrios de sade na promoo do uso correto de medicamentos? ? Ministrio da Sade, 2001.

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