Apostila Anatomia Aplicada a Educação Fisica Completo

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INSTITUTO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR DO BRASIL – IESB FACULDADE MONTENEGRO – FAM CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ANATOMIA I

APOSTILA DE ANATOMIA APLICADA A EDUCAÇÃO FÍSICA I Leonardo Delgado

APRESENTAÇÃO Fruto de um trabalho de anos de pesquisa e da evolução tecnológica e que atualmente, poderemos usufruir das novas formas de aprendizado, um exemplo disso é a nossa disciplina Anatomia Aplicada a Educação Física I, que tem a função de acompanhar a evolução do mundo virtual.

A disciplina terá um momento presencial, e o segundo momento será virtual através da utilização da ferramenta moodle, onde o aluno irá realizar seus estudo e enviará as atividades propostas pelo professor. Além disso, para ler e compreender a forma e a estrutura do corpo humano é de fundamental importância acompanhar a leitura em Atlas de Anatomia, que permite a visualização de todas as partes do corpo que foram objetos do estudo. Para isso utilizaremos o Atlas Interativo de Anatomia Humana, de Frank H. Netter, que traz imagens com detalhes de ossos, músculos e outras estruturas com a nova nomenclatura anatômica, anexo em forma de CD na apostila.

A disciplina será concluída com exame presencial aonde o aluno irá comprovar seus conhecimentos. Para tanto, é importante saber o que é necessário para que você alcance o êxito em todas as etapas que serão apresentadas durante o período de vigência do curso.

Não esqueça que este apostila, apesar de todo o nosso esforço é um caminho de estudo a ser percorrido e que se completa com as aulas práticas e com a sua dedicação em pesquisar e estudar as referências citadas.

Esperamos que você o leia com cuidado e atenção, uma vez que este conteúdo será vivenciado na prática! Afirmo que se você tiver alguma dúvida, não hesite em entrar em contato com o seu tutor para saná-la. Além disso, procure discutir as temáticas apresentadas neste material com os seus colegas de curso, seja no ambiente de aprendizagem, seja no pólo de sua cidade.

Essa prática certamente lhe trará ganhos, pois você poderá ter acesso a diferentes pontos de vista.

UNIDADE I: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE ANATOMIA Você, caro aluno, nesta unidade, ira realizar uma breve introdução ao estudo da anatomia. Serão apresentados os conceitos de Anatomia Humana e seu histórico. Fatores de variação. Biótipo. Termos de posição para se proceder à localização das partes do corpo humano. Planos de secção e delimitação do corpo humano. Designações genéricas básicas em Anatomia.

Competência – Conhecimento introdutório de Anatomia Humana, suas divisões, posições e partes do corpo humano.

Objetivo – Descrever a “posição de descrição anatômica”, os planos de delimitação e secção, bem como ser capaz de definir os termos de posição e direção.

Quando começou o estudo da Começou nos primórdios da história humana. O homem pré-histórico já observava à sua volta a existência de Com isso, passou a gravar nas paredes das cavernas e fazer esculturas das formas que via. Com isso passou a notar detalhes, que hoje nos permite identificar as espécies animais descritas.

A história da anatomia inicia-se na Mesopotâmia e Egito. Mesopotâmia era o nome dado a uma longa faixa de terra localizada entre os rios Tigre e Eufrates, atualmente parte do Iraque. Cerca de 4.000 anos atrás, povos dessa região, conhecida como Berço da Civilização, faziam investigações voltadas em tentativas de descrever as forças básicas da vida, por exemplo, as pessoas desejavam descobrir em qual órgão se alojava a alma humana. O fígado era considerado o “guardião da alma e dos sentimentos que nos fazem homens”, uma suposição lógica visto o seu tamanho e pela íntima associação com o sangue, considerado essencial para a vida.

Algum tempo depois, Menes, sobre o qual paira uma antiga discussão: seria ele o lendário primeiro faraó (chamado de Narmer) ou médico do rei da primeira dinastia egípcia cerca de 3.400 a.C., foi fundador de Mênfis como capital egípcia. Escreveu o que é considerado o primeiro manual em anatomia.

Porém, foi na Grécia antiga que a anatomia, inicialmente, ganhou maior aceitação como ciência. As escritas de vários filósofos gregos tiveram um forte impacto no pensamento científico futuro. Homero, em Ilíada, descreveu com precisão a anatomia das feridas ocorridas em batalhas, aproximadamente 800 a.C.

Aristóteles (384-322 a.C) é considerado o criador do termo “Anatome”, uma palavra grega significando “cortar em pedaços, separa”. A palavra latina “Dissecare” tem um significado idêntico. Hipócrates, o mais famoso médico grego e considerado o “pai da medicina” por seus princípios éticos pregados em seus ensinamentos, teve seu nome imortalizado no juramento Hipocrático que muitos estudantes, ao se formarem em medicina, repetem como compromisso de exercício profissional e dever perante a sociedade. Seguia a doutrina dos quatro humores, cada um associado a um órgão em particular: sangue com o fígado; cólera, ou bile amarela, com a vesícula biliar; fleuma com os pulmões; e melancolia, ou bile preta, com o baço.

Imaginava-se que uma pessoa teria saúde com o equilíbrio desses quatro humores, princípio esse seguido por mais de 2.000 anos.

Aristóteles, discípulo de Platão, contratado pelo Rei Filipe da Macedônia para ensinar seu filho, Alexandre, conhecido como Alexandre, o Grande. Apesar de suas extraordinárias realizações, cultuava teorias errôneas como a sede da inteligência no coração e citava que a função do cérebro, banhado em líquido, era esfriar o sanguebombeado pelo coração para manutenção da temperatura corporal. Foi o fundador da Anatomia Comparada, 384 a 322 a.C.

Vieram os períodos Alexandrino e Romano, com os pensadores Herófilo e Erasistrato, Celsus e Galeno, este último cujas escritas perduraram cerca de 1.500 anos, foi um dos escritores médicos mais influentes de todos os tempos.

O Renascimento, período posterior à Idade Média, é marcado como o período do renascimento da ciência, visto que durante a Idade Média a forte pressão da Igreja Cristã estagnou as atividades médicas, cultuando a “fé” como Introduzido nas grandes universidades européias, reativou a busca pelo conhecimento e engrenou os estudos da anatomia humana, centralizando o interesse nos métodos e técnicas de dessecação em lugar de avançar no conhecimento do corpo humano.

Surgiram grandes personagens daquele tempo, Leonardo da Vinci O primeiro produziu desenhos anatômicos de qualidade sem precedente baseado em dessecações de cadáveres humanos. O segundo refutou os falsos conceitos do passado sobre estrutura e função do corpo por observação direta e experiências; é chamado o “pai da anatomia moderna”. Durante os séculos XVII e XVIII, a anatomia atingiu uma aceitação inigualável.

Duas das contribuições mais importantes foram a explicação da circulação sanguínea e o desenvolvimento do microscópio. Harvey, em 1628, com a obra “Sobre o Movimento do Coração e do Sangue nos Animais”, provando a circulação contínua do sangue no interior dos vasos, e Leeuwenhoek, aperfeiçoando o microscópio, desenvolvendo técnicas para examinar tecidos e descrição de células sanguíneas, músculo esquelético e a lente do olho. Malpighi, lembrado como “pai da histologia”, primeiro a confirmar a existência dos capilares.

A principal contribuição científica do século XIX foi a formulação da teoria celular. Princípio creditado a dois cientistas alemães, Matthias Schleiden e Theodor Schwann.

O objetivo desse tópico é definir, conceituar e abordar aspectos históricos da Anatomia. A Posição, planos e termos anatômicos.

CONCEITOS Segundo DANGELO & FATTINI (1984, p.1) no seu conceito mais amplo anatomia (ana = em partes; tomein = cortar) é a ciência que estuda macro e microscopicamente, a constituição e o desenvolvimento dos seres organizados.

Anatomia é a ciência da estrutura e função do corpo. Um excelente e amplo conceito de Anatomia foi proposto em 1981, pela American Association of Anatomists: anatomia é a análise da estrutura biológica, sua correlação com a função e com as modulações de estrutura em resposta a fatores temporais, genéticos e ambientais.

Tem como metas principais à compreensão dos princípios arquitetônicos da construção dos organismos vivos, a descoberta da base estrutural do funcionamento das várias partes e a compreensão dos mecanismos formativos envolvidos no desenvolvimento destas. A amplitude da anatomia compreende, em termos temporais, desde o estudo das mudanças em longo prazo da estrutura, no curso de evolução, passando pelas das mudanças de duração intermediária em desenvolvimento, crescimento e envelhecimento; até as mudanças de curto prazo, associadas com fases diferentes de atividade funcional normal. Em termos do tamanho da estrutura estudada vai desde todo um sistema biológico, passando por organismos inteiros e/ou seus órgãos até as organelas celulares e macromoléculas.

Agora que você conhece o conceito de Anatomia, antes de aprofundar seus estudos, é conveniente também conhecer os conceitos básicos de biologia e fisiologia. O termo biologia é conceituado como o conjunto de leis que regulam os fenômenos relacionados aos seres vivos, ao passo que a fisiologia é a ciência que estuda as funções dos organismos vivos.

DIVISÃO DA ANATOMIA A anatomia pode ser dividida em: Segundo o Método de Observação:

Anatomia Microscópica (Histologia): Necessita para o seu estudo a utilização de um aparelho que aumente as dimensões das estruturas para uma melhor observação (microscópio). Com a descoberta do microscópio desenvolveram-se ciências que, embora constituam especializações, são ramos da anatomia: – Histologia: estudo dos tecidos e como estes se organizam para – Embriologia: estudo do crescimento e desenvolvimento do ser humano.

Anatomia Macroscópica: Não necessita para o seu estudo o uso de aparelhos especiais. As estruturas são observadas a olho nu, pela dissecação de peças previamente fixadas por soluções apropriadas. A onde se pode observar os seguintes tipos de anatomia macroscópica: – Anatomia biotipológica: que se ocupa dos tipos morfológicos – Anatomia comparativa: que se refere ao estudo comparado dos – Anatomia superficial: estudo dos relevos morfológicos na superfície do corpo humano.

Quanto a Região Estudada Porção Axial: cabeça; tronco. Na cabeça, são estudados o crânio e a face. No tronco, são estudados o pescoço, o tórax e o abdome.

Porção Apendicular: membros superiores; membros inferiores. Nos membros superiores: cintura escapular ou ombro, braço, antebraço, mão; e nos membros inferiores: cintura pélvica ou quadril, coxa, perna e pé.

Quanto ao Tipo de Sistema: – Sindesmologia ou Artrologia: parte da anatomia que estuda as – Angiologia: parte da anatomia que estuda o coração e os – Neuroanatomia: parte da anatomia que estuda o sistema – Estesiologia: parte da anatomia que estuda os órgãos que se – Esplancnologia: parte da anatomia que estuda as vísceras que se agrupam para o desempenho de uma determinada função – Endocrinologia: parte da anatomia que estuda as glândulas sem ducto, que segregam hormônios, os quais são drenados – Tegumento comum: parte da anatomia que estuda a pele e os seus anexos.

Anatomia Mesoscópica: Necessita para o seu estudo do uso de um aparelho que aumente as dimensões das estruturas, para uma melhor observação de forma tridimensional.

Segundo o Método de Estudo: Anatomia Sistemática ou Descritiva: Estuda o corpo mediante uma divisão por sistemas orgânicos isoladamente.

Anatomia Topográfica ou Regional: Anatomia por Rádio-imagem: Estuda o corpo mediante o uso de imagens (Raios X) , tomografias, ressonâncias magnéticas.

Anatomia de Superfície: Estuda o corpo mediante os relevos e as depressões existentes em sua superfície.

Anatomia em Cortes Segmentados: Estuda o corpo mediante o uso de cortes seriados para ser associado aos estudos de tomografias e ressonâncias magnéticas.

Segundo a Aplicação Prática – Anatomia orientada para clínica: da ênfase a estruturas e funções relacionadas à prática médica e a outras ciências da – Anatomia patológica: estuda as mudanças estruturais causadas – Anatomia do desenvolvimento: estuda o desenvolvimento do indivíduo a partir do ovo fertilizado até a forma adulta. Ela engloba a Embriologia que é o estudo do desenvolvimento até o nascimento.

Ao estudar os sistemas do corpo, você notará, por exemplo, que as células do corpo humano se reúnem formando os tecidos que, por sua vez, constituem os órgãos; os órgãos formam os sistemas que são reunidos nos diversos aparelhos. Para exemplificar, citamos o aparelho locomotor que é formado pelos sistemas Você consegue perceber a função de cada parte específica do corpo e sua relação com as estruturas?

Normal e Variação Anatômica De acordo com DANGELO & FATTINI (op.cit) variações anatômicas são as diferenças morfológicas, externas ou internas, entre os elementos que compõe um grupo, ou no mesmo indivíduo onde se comparam dois lados, que se apresentam sem prejuízo funcional para o indivíduo.

Segundo esses autores, o conceito de normal para o anatomista é o que ocorre com mais freqüência e para o médico é o que é sadio, ou não doente. Assim, a artéria braquial mais comumente divide-se na fossa cubital. Este é o padrão. Entretanto, em alguns indivíduos esta divisão ocorre ao nível da axila. Como não existe perda funcional esta é uma variação.

Anomalias X Monstruosidade Anomalias são variações morfológicas que determinam perturbações funcionais. Por exemplo, um indivíduo pode nascer com um dedo a menos na mão direita.

Monstruosidade é uma anomalia acentuada de modo a deformar profundamente a conformação corporal do indivíduo, sendo, em geral, incompatível com a vida: por exemplo, a agenesia (não formação) do encéfalo.

Fatores Gerais das Variações Anatômicas – Idade: é o tempo decorrido ou a duração da vida. Notáveis modificações anatômicas ocorrem nas fases da vida intra e extra -uterina do mamífero, bem como nos principais períodos em que cada fase, se subdividem em: Fase intra-uterina (ou embrionária) Embrião: até o 2º ano, Feto : até o 9º mês.

Fase extra-uterina Pré-púbere: até a puberdade, Púbere: dos 12 anos aos 14 anos, corresponde à maturidade sexual que Adulto: até a menopausa feminina ( cerca de 50 anos ) e ao processo Velho: além dos 60 anos .

– Sexo: é o caráter de masculinidade ou feminilidade. É possível reconhecer órgãos de um e de outro sexo, graças a características especiais, mesmo fora – Raça: é a denominação a cada agrupamento humano que possui caracteres físicos comuns, externa e internamente, pelos quais se distinguem dos demais. Conhecem-se, por exemplo, representantes das raças branca, negra e amarela e seus mestiços, ou seja, “o produto do seu entrecruzamento”. – Biótipo: é a resultante da soma dos caracteres herdados e dos caracteres adquiridos por influência do meio e da sua inter-relação. Os biótipos constitucionais existem em cada grupo racial. São três tipos principais reconhecidos: ? Brevilíneo: é o indivíduo baixo e forte, com o tronco prevalecendo sobre os membros. É o tipo pícnico com seus contornos externos bem arredondados e grandes cavidades corporais. Apresenta o ângulo de ? Longilíneo: é o indivíduo alto e magro, com os membros prevalecendo sobre o tronco. É o tipo leptossômico. Apresenta o ângulo de encontro ? Normilíneo: é o indivíduo atlético que mostra proporções intermediárias entre os dois tipos referidos. Apresenta o ângulo de encontro entre costelas e apêndice xifóide igual a 90º.

DIVISÃO DO CORPO HUMANO Por segmentos: – Tronco: – Membros Superiores: o Parte livre: – Membros Inferiores: o Parte livre: e. pé.

Por Sistemas: De acordo com a anatomia macroscópica os sistemas que, em conjunto formam o organismo são: – Sistema tegumentar: estuda o tegumento e suas estruturas derivadas (pelas unhas e glândulas sudoríparas e sebáceas). Sua função é proteger o corpo, regular sua temperatura, eliminar resíduos e receber – Aparelho Locomotor: o Sistema Ósseo ou esquelético: composto de ossos e partes cartilaginosas, cuja sua função é fornecer suporte e proteção ao corpo, permitir movimento, produzir células sanguíneas o Sistema Articular: composto de articulações, seus ossos e ligamentos associados. Sua função é unir qualquer parte rígida do Sua função é efetuar movimentos, manter a postura e produzir calor.

– Sistema Circulatório: compreendendo o coração e os vasos sanguíneos (artérias, veias e capilares), inclui o “sistema linfático”, composto por linfonodos e vasos. O sistema cardiovascular refere-se ao o Órgãos Hematopoiéticos.

– Sistema Digestório: composto pela cavidade da boca, faringe e intestinos, estende-se da boca ao ânus. Associados a ele estão glândulas (fígado e pâncreas). O sistema está relacionado à assimilação – Sistema Respiratório: compreende os pulmões e o sistema de tubos pelo qual o ar os atinge e se relaciona com a troca de oxigênio e dióxido de carbono..

– Aparelhos Urogenitais: compreende vários órgãos que estão relacionados com a reprodução. Por causa de sua íntima associação, especialmente no homem adulto, os sistemas urinário e genital são – Sistema Endócrino: consistem em glândulas sem ducto produtoras de secreções chamadas hormônios que são levadas pelo sistema circulatório para todas as partes do corpo.

– Sistema nervoso: é o grande sistema que controla e coordena as atividades de todos os outros sistemas. É formando pelo cérebro, medula espinhal (sistema nervoso e periférico) e órgãos dos sentidos, como os olhos e os ouvidos (sistema nervoso autônomo). Tem como função detectar e responder às mudanças do meio interno e externo, capacitar o raciocínio e a memória e regular as atividades do corpo.

NOMENCLATURA ANATÔMICA Como toda ciência, a anatomia tem sua linguagem própria. Ao conjunto de termos empregados para designar e descrever o organismo ou suas partes dar-se o nome de nomenclatura anatômica.

Embora você esteja familiarizado com os nomes comuns de muitas partes e regiões do corpo, deve aprender a utilizar a nomenclatura anatômica adotada internacionalmente: por exemplo, use a palavra axila ao invés de “sovaco” e clavícula ao invés de osso do “colarinho”. Contudo, trate de aprender as palavras que os alunos podem usar na descrição de suas queixas. Além disto, você deve usar nomes que eles possam entender quando recebem explicações sobre seus problemas.

Com o extraordinário acúmulo de conhecimento, foi estimado que, em fins do século XIX, aproximadamente 50.000 nomes anatômicos estavam em uso para cerca de 5.000 formações do corpo humano. A primeira tentativa de uniformizar e criar uma nomenclatura anatômica internacional ocorreu em 1895, contudo, uma lista de cerca de 4.500 termos foi preparada e aceita em Brasiléia. Este sistema de nomenclatura é conhecido como Basle Nomina Anatômica (ABN) e é em latim.

Em sucessivos congressos de anatomia em 1933, 1936 e 1950 foram feitas revisões e finalmente em 1955, em Paris, foi aprovada oficialmente a nomenclatura anatômica, conhecida sob a sigla de PNA (Paris Momina

Anatômica). Revisões subseqüentes foram feitas em 1960, 1965 e 1970, visto que a nomenclatura anatômica tem caráter dinâmico, podendo ser sempre criticada e modificada, desde que haja razões suficientes para as modificações e que estas sejam aprovadas em Congressos Internacionais de Anatomia, realizados de cinco em cinco anos.

A língua oficialmente adotada é o latim (por ser “língua morta”), porém cada país pode traduzi-la para seu próprio vernáculo. Ao designar uma estrutura do organismo, a nomenclatura procura utilizar termos que não sejam apenas sinais para a memória, mas tragam também alguma informação ou descrição sobre a referida estrutura. Dentro deste princípio, foram abolidos os epônimos (nome de pessoas para designar coisas) e os termos indicam: a forma (músculo trapézio); a sua posição ou situação (nervo mediano); o seu trajeto (artéria circunflexa da escápula); as suas conexões ou inter-relações (ligamento sacroilíaco); a sua relação com o esqueleto (artéria radial); sua função (m. levantador da escápula); critério misto (m. flexor superficial dos dedos – função e situação). Entretanto, há nomes impróprios ou não muito lógicos que foram conservados, porque estão consagrados pelo uso.

3. Conceituar normal em Anatomia, variação anatômica, anomalia e 4. Citar os fatores gerais de variação anatômica: 5. Definir Biótipo: 6. Definir longilínio, brevelínio e mediolínio e citar suas características morfológicas: 7. Definir nomenclatura Anatômica: 8. Citar os princípios fundamentais da nomenclatura Anatômica usado para designar estruturas do corpo humano, exemplificando:

ESTUDOS DOS PLANOS ANATÔMICOS – PLANIMETRIA A necessidade de se colocar o corpo humano em uma posição padrão existiu e, a partir daí, com o auxílio de planos geométricos foi elaborado um estudo que ficou conhecido como Planimetria Todos os termos apreendidos nesta aula serão utilizados durante todo o curso de Anatomia.

Para entender os Estudos dos Planos Anatômicos é importante conhecermos alguns conceitos, termos e divisões. Assim temos: Planimetria É um método convencional aplicado em Anatomia, visando o estudo do indivíduo como um todo ou por meio de peças anatômicas isoladas.

Posição Anatômica A posição anatômica é uma posição de referência, que dá significado aos termos direcionais utilizados na descrição nas partes e regiões do corpo. As discussões sobre o corpo, o modo como se movimenta, sua postura ou a relação entre uma e outra área assumem que o corpo como um todo está numa posição específica chamada POSIÇÃO ANATÔMICA. Deste modo, os anatomistas, quando escrevem seus textos, referem-se ao objeto de

descrição considerando o indivíduo como se estivesse sempre na posição padronizada.

A posição anatômica pode ser descrita da seguinte forma, com o indivíduo em posição ereta (de pé, posição ortostática ou bípede), com a face voltada para frente, o olhar dirigido para o horizonte, membros superiores estendidos, aplicados ao tronco e com palmas voltadas para frente, membros inferiores unidos, com as pontas dos pés dirigidas para frente.

Posição SUPINA e PRONA são expressões utilizadas na descrição da posição do corpo, quando este não se encontra na posição anatômica.

Posição Supina ou Decúbito Dorsal Posição Prona ou Decúbito Ventral O corpo está deitado com a face voltada para baixo.

Decúbito Lateral Posição de Litotomia O corpo está deitado com a face voltada para cima, com flexão de 90° de quadril e joelho, expondo o períneo.

Posição de Trendelemburg O corpo está deitado com a face voltada para cima, com a cabeça sobre a maca inclinada para baixo cerca de 40°.

Pontos de Referência São estruturas do corpo humano que servem como base para estudo dos planos anatômicos. São referenciados: osso frontal, osso occipital, suturas sagital e coronal, ventre, dorso, coluna vertebral, apêndice caudal e superfície plantar.

Eixos do Corpo Humano São linhas imaginárias que se projetam no corpo, indo do centro de um pólo anatômico a outro.

– Eixo longitudinal, crânio-caudal ou céfalo- podálico: é um eixo heteropolar que vai do – Eixo sagital ou antero-posterior: é um eixo heteropolar que vai do centro do plano anterior ou ventral ao centro do plano posterior ou dorsal.

– Eixo transversal ou latero-lateral: é um eixo homopolar que vai do centro do pólo lateral direito ao centro do pólo lateral esquerdo.

Os deslocamentos destes eixos nos permitem realizar os cortes que vão dar origem aos planos de divisão que nos levam as secções básicas do corpo humano: – Corte sagital mediano, obtido pelo deslocamento do eixo céfalo- podálico ao longo do plano mediano (no sentido antero-posterior), divide o indivíduo em metade direita e esquerda.

– Corte transversal, se consegue ao deslocar o eixo antero-posterior em 180 graus, tendo como resultado uma metade superior e outra – Corte coronal, se consegue com o deslocamento do eixo latero- lateral no sentido céfalo-podálico, divide o indivíduo em metade anterior e posterior.

Planos Anatômicos São planos imaginários que tangenciam ou seccionam a superfície corporal do indivíduo. Têm o objetivo de separar o corpo em partes para facilitar o estudo e nomear as estruturas anatômicas com relação espacial. Ou seja, através dos planos anatômicos podemos dividir o corpo humano em 3 dimensões e assim podemos localizar e posicionar todas as estruturas.

Planos Fundamentais, Tangenciais ou de Enquadramento Tangenciam a superfície corporal. Pela interseção dos planos obtemos a formação de um sólido geométrico – paralelepípedo –, dentro do qual estaria o indivíduo. Podem ser horizontais e verticais.

– Verticais: – Horizontais: Planos Seccionais ou de Divisão Neste estudo quatro planos são fundamentais: a. Plano Mediano: Plano vertical que passa longitudinalmente através Parassagital, usado pelos neuroanatomistas e neurologistas é desnecessário porque qualquer plano paralelo ao plano mediano é sagital por definição. Um plano próximo do mediano é um Plano Paramediano.

b. Planos Sagitais: São planos verticais que passam através do corpo, paralelos ao plano mediano.

c. Planos Frontais (Coronais): São plano verticais que passam através do corpo em ângulos retos com o plano mediano, dividindo-o em partes anterior (frente) e posterior (de trás).

d. Planos Transversos (Horizontais): São planos que passam através do corpo Divide o corpo em partes superior e inferior.

TERMOS DE RELAÇÃO Vários adjetivos são usados para descrever a relação de partes do corpo na posição anatômica.

Anterior: Ventral é um substituto de anterior comumente empregado em neuroanatomia, onde é vantajoso porque igualmente aplicável a seres humanos e animais, que são com freqüência usados em pesquisa.

Posterior: Significa “próximo ao dorso” do corpo, por exemplo, a região glútea (nádegas) está na superfície posterior. Dorsal é um substituto de posterior. Quando se descreve a face posterior ou dorsal da mão ou do pé.

Superior: Significa “próximo a cabeça”. Cranial e cefálico são adjetivos correspondentes. Costal é amiúde usado ao invés de anterior quando se descreve partes do encéfalo, e significa “mais próximo da extremidade da frente”, por exemplo, o lobo frontal é costal ao cerebelo.

Inferior: Significa “em direção ao pé” ou parte mais baixa do corpo; um exemplo: o diafragma é inferior ao coração. O termo caudal, uma palavra latina, adjetiva “cauda”. Corresponde a inferior, mas é mais comumente usada em descrições de embriões.

Medial: Significa “em direção ao plano mediano” do corpo; as narinas, por exemplo:, são mediais aos olhos. Em odontologia o termo mesial (g. mesos, meio) é equivalente a medial e significa “me direção a linha média do arco dental”.

Lateral: Significa “mais distante do plano mediano” do corpo. Os ligamentos colaterais do joelho. O ligamento colateral fibular está localizado lateralmente enquanto que o ligamento colateral tibial está localizado medialmente, ou seja, mais próximo à linha sagital mediana.

Intermédio: Significa “entre duas estruturas”, uma das quais é medial e a outra lateral, por exemplo: o quarto dedo da mão (anular) é intermédio ao quinto (dedo mínimo) e terceiro (dedo médio).

Mediano: Estrutura situada exatamente sobre o eixo Médio: Estrutura ou órgão interposto entre outro superior e inferior ou entre anterior e posterior.

Termos de Comparação Estes termos comparam as posições relativas de duas estruturas – Interno: significa “em direção ou no interior de um órgão ou cavidade”. – Externo: significa “em direção” ou “no exterior de um órgão ou – Contralateral: significa “no lado oposto do corpo”.

Termos de Movimento: Flexão: Curvatura ou diminuição do ângulo entre os ossos ou partes do corpo.

Extensão: Endireitar ou aumentar o ângulo entre os ossos ou partes do corpo.

Adução: Movimento na direção do plano Abdução: Afastar-se do plano mediano no plano coronal.

Rotação Medial: Traz a face anterior de um membro para mais perto do plano mediano.

Rotação Lateral: Retrusão: Movimento de retração (para trás) como ocorre na retrusão da mandíbula e no ombro.

Protrusão: Movimento dianteiro (para frente) como Oclusão: Movimento em que ocorre o contato da arcada dentário superior com a arcada dentária inferior.

Abertura: Movimento em que ocorre o afastamento dos dentes no sentido súpero-inferior.

Rotação Inferior da Escápula: Movimento em torno de um eixo sagital no qual o ângulo inferior da escápula move-se medialmente e a cavidade glenóide move-se caudalmente.

Rotação Superior da Escápula: Movimento em torno de um eixo sagital no qual o ângulo inferior da escápula move-se lateralmente e a cavidade glenóide move-se cranialmente.

Retroversão: Posição da pelve na qual o plano vertical através das espinhas ântero-superiores é posterior ao plano vertical através da sínfise púbica.

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